UNVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA VALERIA PORCIUNCULA ELOI RELACIONAMENTO DOS EMPREENDEDORES DE SHOPPING CENTER E SEUS LOJISTAS Rio de Janeiro 2007 2 VALERIA PORCIUNCULA ELOI RELACIONAMENTO DOS EMPREENDEDORES DE SHOPPING CENTER E SEUS LOJISTAS Monografia submetida à Universidade Veiga de Almeida Para obtenção do titulo de Especialista em Varejo e Serviços Prof. Orientador: Ms. Arnaldo Pereira Magalhães Rio de Janeiro 2007 3 VALERIA PORCIUNCULA ELOI RELACIONAMENTO DOS EMPREENDEDORES DE SHOPPING CENTER E SEUS LOJISTAS Esta monografia foi julgada adequada para a obtenção do titulo de Especialista e aprovada em sua forma final pela Coordenação do Curso de MBA em Varejo e Serviços da Universidade Veiga de Almeida. Banca Examinadora: ______________________________________________________ Professor: ______________________________________________________ Professor: ____________________________________________________________ Coordenador Acadêmico: Professor Rio de Janeiro 4 AGRADECIMENTOS Agradeço aos Deuses, a grande força do universo que nos da força e determinação para seguir sempre em frente, a meu marido Irani, meu filho Bruno Leonardo e meus irmãos, que sempre me incentivaram e apoiaram. Agradeço especialmente a minha mãe Dyrce, que não esta mais em nosso convívio, sem ela com certeza eu não chegaria aonde cheguei. 5 RESUMO Eloi, Valeria Porciuncula. Relacionamento dos empreendedores de shopping center e seus lojistas. Professor orientador Ms. Arnaldo Pereira Magalhães, Rio de Janeiro. Universidade Veiga de Almeida; 2006. Monografia. Desde os primórdios dos tempos o homem tenta se relacionar com seus semelhantes, provando que a negociação interpessoal não é recente, pois vem sendo empregada por milhares de anos de forma não violenta e social, aceitável de alcançar acordos e conciliar diferenças, como podemos constatar nos dias de hoje, principalmente com a globalização. “ Nosso mundo real é uma gigantesca mesa de negociação e, desejando ou não, você é um participante.” Herb Cohen. Essa monografia analisa o conflito de relacionamento dos empreendedores de shopping centers e seus lojistas. Ambos os pontos de vista, foram de certa forma absorvidos nesse trabalho. 6 SUMÁRIO 1. Introdução 1 2. História do Shopping center 6 3. Empreendedores Shopping Center 14 4. Capítulo I –Shopping Center 14 1.1 – Investimento 15 1.2 - Plano Mix 19 1.3 - Estrutura Básica 20 1.4 - Expectativa de Retorno 20 1.5 - Investimentos após Inauguração 24 4. Emprededores (Lojista) 27 5. Capítulo II – Lojista 28 2.1 – Investimento 28 2.2 – Estrutura 33 2.3 – Procedimentos 36 2.4 - Expectativa de Retorno 42 2.5 - Dificuldade de Sobrevivência 49 6. Capítulo III – Qual a necessidade de se instalar no shopping centers 53 7. Capitulo IV – Relacionamento de Empreendedores de Shopping 57 Centers X Empreendedores Lojista. 8. Conclusão 63 9. Bibliografia 64 Introdução Shopping center é um grupo de varejo que juntamente com outros estabelecimentos comerciais, é planejado, desenvolvido, de propriedade única e gerenciado como única propriedade. O empreendedor de shopping center realiza vários estudos para a construção de um shopping, excolha o terreno em local apropriado ao publico que se quer atingir, analisando a sua área primária e secundária (Rica, média e pobre), renda familiar da região, potencial de compra disponível da região, hábitos de consumo, perfil da população, segmentação das atividades (comida, roupa, lazer serviços, outros), venda potencial por atividade, definição da quantidade de lojas por atividade, montagem do Mix. Tipo de construção, seu formato em prédio alto ou baixo, projetos desenvolvidos inicialmente e planos para futuras expansões. Estudo dos custos para toda a comercialização, planos de mídia para divulgação do novo empreendimento, custos financeiros que o empreendimento vai necessitar. Para viabilizar a operação, tem início a comercialização do ponto. Entram em campo os corretores que via de regra, é o primeiro contato do lojista, cuja principal tarefa consiste na obtenção de lojistas visando à locação de áreas no shopping, local apropriado para o varejista, negociando o tipo de atividade, as luvas, os alugueres, os encargos comuns pertinentes á área, fundo de promoção, prazos para pagamento, prazo para a entrega da loja, e posterior início das obras após aprovação dos empreendedores do shopping. De posse do dossiê do lojista com valores e garantias de fiador, caução. O processo passa pela aprovação do administrador, em seguida a aprovação dos empreendedores do shopping, para posterior aprovação dos projetos técnicos e finalmente assinatura do contrato. O empreendedor de shopping centers trabalha com o objetivo de oferecer o máximo de comodidade, satisfação, conforto, sofisticação e segurança surpreendendo para fidelisar emocionalmente seus clientes (consumidor, lojista, comunidade e imprensa), ter à sua disposição uma grande variedade de marcas sofisticadas, entretenimento, serviços, praças de alimentação, estacionamento e uma infinidade de programações culturais e eventos. Gerar lucro com empreendimento adquirido agregando valor à sua propriedade e desenvolver estratégias de diferenciação na sua Rede em relação aos concorrentes. 2 Moderniza-se, para oferecer rentabilidade a seus acionistas, e bons resultados para seus lojistas, melhor ambiente de trabalho para seus colaboradores, investir para expandir, oferecer novas opções aos seus freqüentadores, estar no mesmo padrão dos melhores shoppings centers do mundo, manter o seu mix de serviços o mais completo entre todos os shoppings. Trabalha com objetivo de estar sempre a um passo à frente de seus concorrentes, renovar, arriscar, surpreender sempre seus clientes, com novas atividades, obter um bom fluxo qualitativo, expandir com variedade no Mix, para melhor servir o seu cliente, manter-se sempre vivo na mente do consumidor. O empreendedor de shopping centers esta atento às oportunidades que surgem no mercado e que podem proporcionar um incremento no seu investimento, estuda e analisa qual a melhor hora de se modernizar e revitalizar o empreendimento, analisa a possibilidade de uma expansão e o momento certo para execução da mesma, agregando valor ao seu empreendimento. Que tipo de Investimento esta sendo praticado ou planejado pelos órgãos governamentais na sua região. Esta atento as principais ameaças do mercado como: política econômica no Brasil e no mundo, mudança no trafego na área de proximidade do empreendimento, não consolidação do Mix. O grande crescimento de seus concorrentes como shopping de bairro. Revitalização dos empreendimentos concorrentes mais próximos. O setor de comércio e serviços vem passando por intenso processo de modernização, buscando ofertar mercadorias e serviços de qualidade e preços competitivos. O BNDES, disponibiliza linhas de apoio financeiro que são adequadas às empresas que atuam nestas atividades, visando fomentar, estruturar e acompanhar o desenvolvimento de projetos relativos a esses setores bem como desenvolver ações institucionais visando o estabelecimento de parcerias e a articulação com outras entidades e órgãos públicos e privados. O lojista objetiva comercializar produtos com qualidade e preço competitivos, considerando o cliente como foco de todas as suas ações. Atingir a plena satisfação dos consumidores através da excelência nos procedimentos oferecidos, esse é o grande maior desafio. 3 Investi para ter sua marca conhecida, crescer com solidez, trabalhar com excelência, e gerar soluções para o produto de forma a adaptá-lo às necessidades do consumidor exigente e moderno. Conquistar novos mercados, preservando e contribuindo para um mundo melhor. Manter seus recursos para realização dos objetivos traçados, estando focado direcionando seus esforços no mercado-alvo, identificando a natureza das mercadorias e serviços a serem oferecidos ao seu publico alvo, construindo uma vantagem competitiva para se diferenciar de seus concorrentes, manter-se em constante processo de modernização, investindo em recursos humanos, serviços, atendimento ao cliente, logística, informática, marketing, ações sociais, mantendo um bom relacionamento com fornecedores, planejando estrategicamente a expansão de sua marca, com o diferencial na prestação de serviços. Se posicionar entre os melhores no seu negócio, mantendo a tradição de sua Marca, focado em satisfazer as necessidades dos clientes, estando com produtos e preços competitivos entre os seus melhores concorrentes, ser líder na região onde se localiza, com flexibilidade nas reações e movimentos rápidos do mercado, boa capacitação de Recursos Humanos, ter um bom negociador com poder de barganha com seus Fornecedores, e excelentes parceiros para ganhar eficiência. Evitando ficar limitado em suas realizações devido à falta de capital, gerando fragilidade nos recursos de acompanhamento dos processos Internos, recursos com limite para investir em novas tecnologias de serviços junto ao cliente, não estar suficientemente bem definido nas estratégias de marketing de relacionamento, avaliando corretamente o posicionamento da marca diante da expansão de seu negocio, pesquisando constantemente sua Imagem frente aos formadores de opinião. Criando circunstancias, realizando eventos, que ofereçam chances para alcançar seus objetivos, Analisa a possível diversificação e ampliação do Mix de produto, sem perder o foco do seu mercado alvo. Avaliando como esta à expansão do seu negocio no mercado, viabilizando a possibilidade de expansão da marca e ou a oportunidade de abrir franquias, atentando sempre ao desenvolvimento de novas tecnologias. Franquia é o boom do varejo nos últimos anos. Muitos varejistas estão investindo neste novo negócio como franqueado bem como franqueador. Tanto o pequeno como o grande 4 empresário, investem nesse novo empreendimento, a vantagem existe dos dois lados, tanto franqueado como franqueador, bastando ao futuro empresário se posicionar e estar bem orientado e bem informado dos riscos e benefícios a que estará exposto tanto como franqueador como franqueado. O segmento do varejo assim como todos os demais que compõem o setor comercial, assiste ao acirramento da concorrência em nível nacional e internacional. Fato este originado de diversos fatores, mas com especial destaque para a globalização das oportunidades, dos fluxos financeiros e dos fornecedores. Em decorrência disso, o próprio mercado também passa a ser visto sob uma perspectiva global e a mídia virtual constitui-se o ambiente ideal para o negócio. Para se manterem competitivas as organizações que integram o conjunto formado pelo comércio varejista, entre outras estratégias, estão procurando atender às necessidades e aos anseios de um “novo” tipo de cliente, o consumidor virtual, ou seja, aquele que realiza suas compras de sua residência ou do local de trabalho por meio de um computador, sem deslocamento físico até a loja. Para as redes varejistas, no próximo século, possuir um grande número de lojas físicas voltadas ao atendimento do consumidor tradicional, ou seja, aquele que vai pessoalmente até as lojas em períodos regulares para efetuar suas compras, pode não significar a detenção de um grande potencial competitivo. O relacionamento entre de empreendedor e shopping e o lojista é o mais importante no momento que haja interesse do lojista ou do empreendedor em que a marca venha fazer parte do Mix do Shopping Center. Alguns itens que os lojistas analisam são de fundamental importância na hora de qualquer avaliação para se investir em um novo ponto e se manter um bom negocio. Traçando uma estratégia e analisando o melhor local para investir o produto que vai comercializar. Localização dentro do shopping, as luvas, as condições do aluguel, seus concorrentes, etc. A estratégia de distribuição do tráfego no interior do shopping é um fator bastante crítico para seu sucesso. Certas áreas do shopping se tornarão “áreas mortas”, acarretando diversos problemas/conflitos entre administradores e lojistas, se não se levar em consideração princípios de criação de tráfego afinidade entre mercadorias, localização das lojas, dimensionamento etc. 5 Uma das principais problemáticas do relacionamento administrador e lojista ocorre quando se analisa a questão da estratégia promocional e os resultados que ela alcança, tanto em nível de tráfego como de vendas, a integração do mix de lojas, auditoria dentro da loja. Manter o lojista informado faz com que ele se sinta parte integrante do Shopping Center e não apenas uma fonte de recurso financeiro. Assim como em qualquer relacionamento; o relacionamento empresarial, no mercado varejista deve haver parceria, sinergia, cordialidade e o favorecimento de lucro para ambos os lados. Ao definirmos os principais aspectos que fazem lojista instalarem seu pontos de vendas num shopping center, assim como empreendedores/administradores realizarem empreendimentos como esses, percebe-se que a principal variável competitiva está centrada na questão do relacionamento entre as partes. O empreendedor de shopping center e seus lojistas precisam estar em sintonia para oferecer o que há de melhor para seus clientes. Estar atualizado no mercado, equipado com tecnologia para usufruírem dessas vantagens, valorizando e melhorando sempre seu negócio. O bom relacionamento é essencial em qualquer tipo de negocio, é um item importante que influencia na negociação, na visão, no objetivo de toda operação, o quê ambos os envolvidos devem-se preocupar para realização de um bom negocio, vai resultar no sucesso ou fracasso da operação. Ambos devem estar preparados para negociar e saber ponderar para usufruir uma boa negociação. Vivemos em uma época em que não basta fornecer bons produtos para se ter garantia do sucesso. O consumidor esta cada vez mais bem informado e exigente, obrigando a cadeia de varejista a lhe ofertar também novas experiências de consumo. 6 História Do Shopping Centers No Brasil Tendo por célula original as lojas de galerias e de departamentos nos Estados Unidos na década de 20 e 30, estes centros de compras vão firmando-se em muitos países, não somente como centros comerciais, mas também por se caracterizarem em centros de convivência, proporcionando, aos meios onde se localizam um notável desenvolvimento econômico, social e cultural, destacando-se também, quando surgidos em cidades menores, por importantes células de lazer, difusão cultural e prestação de serviços em razão da segurança e conforto que oferecem. 1 Os shopping centers surgiram nos Estados unidos, após a Segunda Guerra Mundial, precisamente na década de 1950, devido, principalmente, ao aumento do poder aquisitivo da população, ao desenvolvimento da indústria automobilística e à descentralização para as zonas periféricas. No Brasil, o primeiro shopping center foi instalado em 1966, contudo, somente na década de 1980 é que ocorreu o desenvolvimento dessa atividade comercial, que atingiu seu auge com a instituição do Plano Real. Os fatores que mais contribuíram para a criação desse novo empreendimento foram as enormes vantagens, importantíssimas na era contemporânea, que ele oferece, tais como: descentralização para a periferia, em conseqüência do aumento e concentração da população nas áreas urbanas; o desafogamento do trânsito, em virtude dessa descentralização; a facilidade de estacionamento de automóveis; e por fim, a segurança que o empreendimento oferece, em contrapartida com a crescente onda de violência da atualidade. O estado de São Paulo é o mais rico em shopping centers no país. Hoje conta com 92 estabelecimentos, que possuem uma área bruta locável ( ABL ) de 2.667.588 metros quadrados, e que geram 205.204 empregos, quase metade do total. 2 O Brasil se classifica em décimo lugar em quantidade de shopping construído equiparando-se em qualidade aos paises desenvolvidos. Desde 1966, o setor de shopping centers apresenta um crescimento surpreendente, o número de unidades dobra a cada cinco anos. Essa Indústria conta hoje com 257 shoppings, sendo 234 em operação e 23 em construção, totalizando ABL (Área Bruta Locável) acima de 6.2 milhões de m2, mais de 39.932 lojas-satélites e 881 lojas-âncora. Os shoppings em operação apresentaram a seguinte evolução de vendas nos últimos três anos: R$ 25,3 bilhões de vendas em 2001, R$ 27,9 bilhões em 2002, 1 2 www.jus2.uol.com.br 17/05/07 www.franca.unesp.br 17/05/07 7 e R$ 31,6 bilhões em 2003. As vendas de 2003 representaram 18% do faturamento de todo o varejo nacional. Excluídos os setores automotivos e de derivados de petróleo. A indústria de shopping centers contribui para o progresso da qualidade de vida, contribui na economia gerando cerca de 461 mil empregos diretos e milhares indiretos, estando integrado na comunidade. 3 A ABRASCE (Associação Brasileira de Shopping Center) congrega empreendedores, administradores, prestadores de serviços. Seu objetivo é fortalecer a indústria de Shopping Centers em âmbito nacional, diante de sua clientela, órgãos do governo, entidades financiadoras, sindicatos, outras associações de classe, e instituições, onde há interesse em expressar os propósitos, as ações e os resultados dessa indústria. Com 163 shoppings filiados em todo o país. São 29.910 lojas totalizando 4,3 milhões de metros quadrados de ABL. O setor gera 330 mil empregos.4 Indústria de Shopping Centers - Atualizado em 20/09/04 5 3 Site - www.abrasce.com.br atualizado em 2006 Idem www.abrasce.com.br 5 Idem www.abrasce.com.br 4 8 6 Empreendedores de Shopping Centers Shopping center é um grupo de varejo que juntamente com outros estabelecimentos comerciais, é planejado, desenvolvido, de propriedade única e gerenciado como única propriedade. As duas principais configurações de shopping centers são strip centers e os malls. Os strip centers geralmente tem um estacionamento em frente ás lojas, coberturas abertas podem conectar as frentes das lojas, mais não possuem passagens fechadas ligando as mesmas, existem três tipos de strip shopping centers, shopping de vizinhança, shopping comunitário e shopping de poder.7 Shopping de Vizinhança – Projetado para fornecer conveniência na compra das necessidades do dia-a-dia dos consumidores. Sua área de influência costuma ser menor do que as dos shoppings tradicionais e sua área construída gira em torno de 20.000 metros quadrados, podendo haver aqui grandes variações por conta do espaço disponível. 8 Cerca de metade desses shoppings tem supermercados como loja-âncora, enquanto aproximadamente um terço tem uma drogaria como âncora. Essas lojas-âncoras são apoiadas 6 Idem www.abrasce.com.br LEVY, Michael Ph.D, WEITZ, Barton A, Ph.D. Administração de Varejo. São Paulo: Atlas, 2000, pag 214 8 FELISONI, Cláudio de Ângelo e GIESBRECHT, José Augusto da Silveira. Varejo Competitivo. São Paulo: Atlas, volume 2, 1997, pag 127 7 9 por lojas que oferecem lavagens a seco, alimentos e uma variedade de serviços personalizados.9 Shopping Comunitário – Normalmente oferece uma gama maior de vestuário e outras mercadorias têxteis, que os shoppings de vizinhança. Entre as lojas-âncoras mais comuns estão os supermercados, superdrogarias, e lojas de departamentos de descontos, os inquilinos de shoppings comunitários contêm, às vezes varejistas de lojas de descontos ou dominantes de categorias que vendem itens como vestuário, materiais para casa/mobílias, brinquedos, sapatos, produtos para animais de estimação, mercadorias eletrônicas e esportivas. 10 Shopping de Poder – Dominado por várias lojas-âncoras grande incluindo lojas de departamento de descontos, lojas de descontos, ou exterminador de categoria (conhecidos como lojas de “caixas grandes”) como (Home Depot a Offce Depot, a Circuit City e outras), um shopping de poder quase sempre inclui várias posições isoladas (não conectadas) de lojasâncoras e somente um número mínimo de inquilinos especializados em produtos diferenciados. Eles normalmente são anexos de uma configuração de strip center ou podem ser ordenados em um arranjo de tipo “vilarejo”.11 Os malls, por outro lado, têm uma focalização voltada aos pedestres. Os clientes estacionam em áreas externas e andam em direção às lojas, Os shoppings tradicionais são fechadas, com um corredor com ar-condicionado entre duas filas de lojas, umas em frete a outra. Os shoppings de malls têm várias vantagens sobre os locais alternativos. Primeiro, por causa dos vários tipos diferentes de lojas. Segunda, o conjunto de inquilinos pode ser planejado. Terceira, os varejistas individuais não tem que se preocupar com seu ambiente externo. Apesar dos shoppings centers planejados serem uma excelente opção de localização para muitos varejistas, eles têm suas desvantagens. Primeiro os alugueis dos malls são mais altos que os dos locais isolados. Segunda, alguns inquilinos podem não gostar do controle de operações dos gerentes de malls. Existem cinco tipos de shopping centers malls, shoppings regionais, shoppings super-regionais, shopping de moda/especializados, shoppings de promoções e shoppings temáticos/festival.12 9 Idem (Levy: 2000, pag. 215) Idem (Levy: 2000, pag. 216) 11 Idem (Levy: 2000, pag. 216) 12 Idem (Levy: 2000, pag. 216) 10 10 Shoppings Regionais – Fornece mercadorias em geral (grande percentual em vestuário) e serviços de variedade e profundidade completos. Suas atrações principais são suas lojasâncoras: tradicionais, de mercadorias em massa ou lojas de departamentos de descontos ou lojas especializadas em moda. Um Shopping regional típico geralmente é fechado com uma orientação interna para as lojas conectadas por uma passagem em comum, o estacionamento contorna o perímetro esterno.13 Shopping Super-Regional – Similares a um shopping regional, mais devido ao seu tamanho maior, um shopping centers super-regional tem mais lojas-âncoras e uma seleção mais profunda de mercadorias, enquanto atrai uma base maior da população. A configuração típica é de um mall fechado, freqüentemente com múltiplos níveis.14 Shoppings de Moda/Especializados – É Composto principalmente de lojas de vestuário de alto nível, butiques e lojas de presentes que trabalham com moda selecionada ou com mercadorias exclusivas com preço e qualidade alto, Esses shoppings não precisam de lojasâncoras, embora alguns restaurantes de luxo, estabelecimentos de bebidas e teatros possam funcionar como âncoras. O design físico desses shoppings é muito sofisticado, enfatizando uma decoração rica e paisagismo de alta qualidade. Geralmente são encontrados em áreas de comércio que têm altos níveis de renda, áreas turísticas ou em algumas regiões centrais do comércio. A ampla área de comércio desses shoppings pode ser grande devido à natureza de especialização dos inquilinos e seus produtos.15 Shopping de Promoções – Consistem na maior parte lojas de fabricas que vendem suas próprias marcas a preços supostamente, com descontos. Similares aos shoppings de poder, uma configuração de fileira é mais comum, embora alguns possam ser malls fechados e outros possam ser ordenados em arranjo de tipo vilarejo.16 Shoppings Temáticos/Festival – Normalmente empregam em um unificante que é usado por todas as lojas individuais na sua arquitetura e em seu design e, de forma extensiva, em suas mercadorias. Os maiores atrativos desses shoppings são para os turistas. Normalmente contêm inquilinos similares aos shoppings especializados, exceto pelo fato de, geralmente, não terem 13 Idem (Levy: 2000, pag. 217) Idem (Levy: 2000, pag. 217) 15 Idem (Levy: 2000, pag. 217) 16 Idem (Levy: 2000, pag. 218) 14 11 lojas de produtos diferenciados, ou de departamentos. Eles podem ter como âncoras restaurantes e instalações de entretenimento. Como não têm lojas-âncoras tradicionais e são quase sempre considerados seguidores de tendências, são vistos por alguns especialistas da industria com sendo investimentos arriscados e instáveis.17 Locais isolados – É um local de varejo que não é conectado a outros lojistas, apesar de muitos estarem localizados de forma adjacentes aos malls. As vantagens desse tipo de local são os alugueis baixos, os estacionamentos amplo, a inexistência de concorrência direta, bem como menos restrições em relação à sinalização, horários ou tipos de mercadorias (que podem ser impostos por um shopping center). A desvantagem mais séria é a falta de sinergia com as outras lojas. 18 Os carrinhos, quiosques, espaços unitários extras e display de parede são espaços de vendas que são normalmente encontrados em áreas comunitárias dos malls. Os operadores de malls vêem essas alternativas de venda de espaços como uma oportunidade para gerarem rendas de alugueis em espaço que de outra forma, estariam vazios, Eles também geram movimentação originando vendas adicionais para todo o mall. Carrinho – Oferece a apresentação simples e móvel. Quiosque – É maior que um carrinho é fixo, tem muitas conveniências de uma loja, tais como prateleiras móveis, telefone, eletricidade. RMUs (retail merchandise units - espaços unitários extras) – São locais alternativos relativamente novos e sofisticadas que oferecem a compactação e a mobilidade de um cart, mais também os recursos mais sofisticados de um quiosque. Por exemplo, eles podem ser trancados ou fechados para que serviam como expositor quando estão fechados para os negócios. Display de parede – São espaços de vendas de aproximadamente 1,80m a 2,10m, colocados contra uma parede em vez de no meio de um corredor.19 Desenvolvimentos de Uso Misto (MXDs) – Combinam vários usos diferentes em um complexo, incluindo shopping centers, torres de escritórios, hotéis, complexos residências, centro cívicos e de convenções. Os MXDs são populares entre os varejistas, pois trazem compradores adicionais para as lojas. Os desenvolvedores gostam dos MXDs porque usam o espaço de forma produtiva. Por exemplo, o terreno tem o mesmo custo para que um investidor 17 Idem (Levy: 2000, pag. 219) Idem (Levy: 2000, pag. 220) 19 Idem (Levy: 2000, pag. 221) 18 12 construa um shopping mall ou construa uma torre de escritórios sobre o mall ou sobre a estrutura do estacionamento.20 Lifestyle Center - Característica do lifestyle center segundo Roberto Linhares: Basicamente, os lifestyles são open malls, bastante voltados para o entretenimento, com ruas internas, bares, restaurantes, cinemas, como se fossem pequenos bairros, por onde o consumidor passeia. O empreendimento pode conjugar também apartamentos, residências, escritórios. O lazer neste shopping foi incorporado, mas com características diferentes restaurantes, bares com mesas na calçada, por exemplo. O automóvel não fica escondido num estacionamento ao redor do shopping - muitas vezes eles param na porta das lojas; muitas vezes, nesses lifestyles ou town centers, você tem as vias passando no meio deles, justamente para ativar o negócio, para ter uma característica de rua mesmo.21 Nos anos 80, as âncoras americanas enfrentaram uma certa dificuldade financeira. Então, começou a ficar difícil fazer novos shopping centers, porque era preciso ter as âncoras para criar o empreendimento. Nessa época, tínhamos, do lado de fora dos shoppings, os freestandings e operações independentes que, querendo crescer, buscavam oportunidades para se instalar em novos shoppings centers. Muitas dessas operações acabaram se juntando e ganhando um poder de ancoragem foi, por exemplo, o que aconteceu com a Banana Republic, a Gap, a Barnes & Noble. Então, novos empreendimentos passaram a usar esse grupo de lojas em vez de uma âncora. Também nessa época, percebeu-se que o consumidor estava começando a ficar meio cansado com o cotidiano dos shoppings. Isso porque você muda de cidade e os shoppings são iguais, as lojas são as mesmas. Existia, então, uma brecha para fazer algo diferente, uma espécie de volta ao comércio tradicional, um comércio que combinava com os centros urbanos, com cidade, ou seja, comércio de rua. Aí, começaram a aparecer esses empreendimentos, os lifestyles. O Cocowalk, em Miami, foi o primeiro negócio assim, aberto, ligado com a rua, e muito voltado para o entretenimento. Os empreendimentos, hoje em dia com mais de 200 unidades, sempre têm entretenimento. Hoje é necessário num empreendimento grande nos EUA um town center, um town square. Justamente porque as pessoas querem ter uma convivência comercial a pé. O lifestyle é uma continuação da rua, que tem como âncora natural um teatro, uma praça e algumas lojas agrupadas fazendo parte 20 21 Idem (Levy: 2000, pag. 221) Idem www.abrasce.com.br, Revista Shopping Centers. 2006. 13 daquele contexto. Estamos fazendo diversos desses. São reproduções de centros urbanos em locais mais afastados.22 A relação entre o investimento num lifestyle e num shopping tradicional de mesmo porte esta no custo de construção que é mais alto e o custo de operação que é mais baixo que num shopping center tradicional. A construção é mais requintada. No shopping center você tem uma caixa externa e por dentro faz uma arquitetura de interiores. No lifestyle é tudo externo, então é uma arquitetura mais robusta, que exige materiais melhores e você tem um custo muito maior em paisagismo. Para tornar o empreendimento interessante, não basta fazer um corredor com lojas no mesmo alinhamento; cada um dos grupos tem alturas diferentes, tem telhados diferentes isso acaba saindo mais caro. Hoje, para fazer um lifestyle center é preciso investir mais do que para fazer um shopping center. Todavia, o custo operacional é sempre menor porque não há ar-condicionado, nem aquele monte de iluminação - alguma coisa acaba compensando. Por ser um espaço aberto e porque as pessoas estão buscando uma experiência, você acaba direcionando os operadores a também criar uma experiência.23 22 23 Idem www.abrasce.com.br, Revista Shopping Centers. 2006 Idem www.abrasce.com.br, Revista Shopping Centers. 2006 14 Empreendedores Shopping Center O empreendedor de shopping centers trabalha com o objetivo de oferecer o máximo de comodidade, satisfação, conforto, sofisticação e segurança, transparência, trabalhando em equipe com comprometimento por resultados expressivos, criando um elo emocional e incrementando a lealdade de seus clientes, surpreendendo para fidelisar emocionalmente seus clientes (consumidor, lojista, comunidade e imprensa), ter à sua disposição uma grande variedade de marcas sofisticadas, entretenimento, serviços, praças de alimentação, estacionamento e uma infinidade de programações culturais e eventos.24 Capítulo I Shopping Center O mundo moderno caracteriza-se por um contínuo processo de concentração de empresas, pois a economia de produção e consumo em massa cada vez mais delas requer uma dimensão só atingível por grandes unidades empresariais. Quando não podem mais crescer, as empresas se agrupam para alcançar a escala necessária. Esse processo de concentração classifica-se em duas vertentes: a concentração por dominação (de que são exemplos os conglomerados e grupos de empresas controlados por uma holding) e a concentração por coordenação e cooperação, que se realiza mediante relações contratuais entre sociedades autônomas (como nas franquias, nos consórcios e joint ventures, na terceirização, nas redes de concessionárias). O shopping center é um dos mais bem sucedidos exemplos de concentração de empresas por coordenação e cooperação. Por meio dele, um grupo de empresários do comércio varejista, estrategicamente selecionados para complementarem-se uns aos outros, estabelecem-se em um mesmo prédio, apresentando ao consumidor, no mesmo recinto, as facilidades e induções ao consumo, que só poderiam ser propiciadas por uma empresa de grandes proporções. As sinergias criadas entre as empresas dos lojistas em um shopping aumentam a produtividade de todas, formando um verdadeiro círculo virtuoso. Toda a atuação do empreendedor na concepção, projeto, e administração de um shopping são voltadas para propiciar ao lojista as condições necessárias à obtenção do máximo de produtividade de sua empresa e para induzi-lo nesse sentido. As relações entre empreendedores e lojistas de shopping constituem, portanto, vínculos entre empresários, que, na cadeia da circulação econômica, se tecem em um estágio precedente ao mercado de consumo, ou seja, no estágio da 24 Informação obtida através dos sites de empreendedores de shopping centers com objetivo de encantar os seus clientes, parceiros e colaboradores, www.renasce.com.br, www.egec.com.br, www.iguatemi.com.br. 15 distribuição. Com efeito, o empreendedor de shopping é fundamentalmente um empresário, ou seja, um organizador de fatores de produção. Transforma um terreno baldio em um centro integrado de comércio varejista de alta produtividade. Para esse efeito, não se limita a construir uma bela edificação e alugar seus espaços aos lojistas. O empreendedor escolhe o terreno depois de avaliar a demanda potencial das zonas de influência do futuro shopping, encomenda o projeto de engenharia, estabelece o tenant mix em função dos dados mercadológicos pesquisados e analisados, elabora o estudo de viabilidade financeira, negocia os financiamentos, arregimenta as "lojas âncoras", contrata, projeta e fiscaliza as obras de construção e comercializa a locação das lojas. Na fase de operação, o empreendedor continua regendo e organizando as atividades dos lojistas e, nesse sentido, promove e incentiva a associação dos lojistas, induz campanhas publicitárias para firmar a imagem institucional do shopping, monitora o desempenho de cada loja, supervisiona, administra e mantém as facilidades comuns, decide e promove expansões etc.25 1.1 - Investimentos de um Shopping Centers O setor de shopping centers é forte candidato a ganhar espaço na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) este ano, ainda que, dificilmente, vá ocupar o mesmo lugar galgado por construtoras e incorporadoras, na avaliação de especialistas. Quem puxa a fila neste processo é a Iguatemi Empresa de Shopping Centers, que estreou em este mês na bolsa paulista. As empresas do setor que se associaram a investidores estrangeiros e os grupos regionais deverão ser os próximos, de acordo com fontes do segmento. As fontes citam a rede gaúcha Bourbon Shopping, do Grupo Zaffari, o Shopping Center Norte, o Multiplan Empreendimentos Imobiliários e a Sonae Sierra Brasil - parceria entre o grupo Sonae Sierra e a Developers Diversified - entre aqueles que podem optar pelo lançamento de ações em bolsa para captar recursos. No ano passado, a Multiplan - dona do Morumbi Shopping, Barra Shopping e BH Shopping - anunciou que faria emissões primária e secundária na Bovespa, mas acabou optando pela entrada de um sócio estratégico, e operação não foi concluída. Em junho de 2006, a empresa canadense Cadillac Fairview, braço imobiliário do fundo de pensão dos professores de Ontario, comprou 46% da Multiplan. 26 25 26 Site www.shoppingcenter. revista shopping center setembro de 2004, 27/05/07 Site www.estadao.com.br 17/05/07 16 Outro fato importante no movimento de vinda do capital estrangeiro para o setor de shoppings, no ano passado, foi à união do Nacional Iguatemi (empresa distinta da Iguatemi Empresa de Shopping Centers) com o empreendedor norte-americano General Growth Properties (GGP), formando a joint-venture Aliansce. A Developers Diversified adquiriu 50% das participações em shopping centers do grupo português Sonae Sierra no País em 2006. A Sonae Sierra Brasil tem participação no Parque Dom Pedro, em Campinas (SP), no Boavista Shopping, Shopping Penha, Shopping Plaza Sul e Shopping Campo Limpo, em São Paulo, no Franca Shopping, em Franca (SP), no Tivoli Shopping, em Santa Bárbara D’Oeste (SP), no Shopping Metrópole, em São Bernardo do Campo (SP), e no Pátio Brasil, em Brasília (DF). Segundo notícias de mercado, o Grupo Internacional, detentor do Internacional Shopping Guarulhos, AutoShopping Guarulhos, Poli Shopping e Santana Parque Shopping (em construção), já teria contratado um banco para estruturar a operação do lançamento de ações. O Internacional informou, por sua assessoria de imprensa, que tem interesse em se expandir, mas por meio de investimentos próprios e não de abertura de capital. 27 Os grupos estrangeiros vinham sondando empresas do setor há cerca de quatro anos, movimento que ganhou força em 2006. “Alguns têm a intenção de investir e abrir capital, enquanto outros entraram para crescer e ficar”, diz o presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Paulo Ângelo Malzoni Filho. O Brasil se tornou mais atraente aos olhos dos investidores do mercado imobiliário quando começou a ser discutida a possibilidade de o País obter a classificação de grau de investimento. O setor tem se beneficiado também do crescimento da oferta de crédito nos últimos dois anos, segundo Malzoni. Segundo o sócio da consultoria Intermart Austin, Marcos Romiti, 2007 deverá ser o ano dos IPOs (ofertas públicas iniciais, na sigla em inglês) para o setor de shoppings. “As grandes aquisições já foram feitas”, diz Romiti. O consultor destaca que o segmento se beneficia do aumento da renda da população, que se reflete em crescimento do consumo. A expectativa de especialistas é que o setor não deixe passar a oportunidade de adquirir, em bolsa, musculatura financeira de forma mais barata. “Quem lançar papéis vai colher bons resultados”, afirma o diretor da Brazilian Mortgages, Fabio Nogueira. A analista da Tendências Consultoria Integrada, Amaryllis Romano lembra que os shoppings já vêm utilizando instrumentos “modernos” de captação de recursos, como os fundos de investimento imobiliários (FIIs). 28 27 28 Site www.estadao.com.br 17/05/07 Site www.estadao.com.br 17/05/07 17 Enquanto na bolsa os recursos são captados com objetivos diversos, no caso de fundos imobiliários a captação tem um objetivo específico, como a construção de um determinado shopping. A capitalização das empresas do setor por meio da bolsa terá finalidades como a ampliação de unidades, a diversificação de serviços, a expansão geográfica e a aquisição de outras bandeiras, segundo o advogado especialista em mercado de capitais do escritório Felsberg e Associados, Necker Camargos. Uma novidade no mercado de fundos de investimento imobiliário é o HG Brasil Shopping, que se distingue dos demais por não ter previamente definidos os ativos em que os recursos serão aplicados, segundo o sócio da Hedging-Griffo responsável pela área imobiliária, Alexandre Machado. Outra diferença é que a maior parte dos outros fundos imobiliários só tem um ativo em carteira. O HG Brasil Shopping tem como objetivo adquirir participações em shopping centers para exploração, principalmente, por meio de locação. As perspectivas econômicas favoráveis incentivam as apostas dos investidores no setor de shopping. A colocação de fichas em fundos imobiliários ou no mercado acionário dependerá do perfil do investidor, segundo especialistas. De acordo com o consultor da Coinvalores, Sérgio Belleza Filho, a tendência é que os mais conservadores apostem nos fundos imobiliários, cujos ganhos são mais estáveis, vinculados ao aluguel das lojas. Os mais ousados tendem a buscar na bolsa a oportunidade de maiores ganhos e liquidez. 29 O empreendedor de shopping centers precisa de um capital inicial aproximadamente em torno de R$ 150.000.000,00 (cento e cinqüenta milhões), para investir em terreno, construção, projetos, custos de comercialização, planos de mídia e custos de financiamento, num shopping de aproximadamente 150 lojas (pequeno). O empreendedor tem uma expectativa da taxa de retorno do capital investido em torno de 20% aa média de 5 (cinco) anos para Pay Back. A receita que o empreendedor espera receber com o investimento gera em torno de 80% de aluguel de lojas, 10% locação de merchandising, 4% luvas após inauguração (novos lojistas), 6% cobrança de estacionamento.30 O empreendedor de shopping center realiza vários estudos para a construção de um shopping, escolha o terreno em local apropriado ao publico que se quer atingir, analisando a sua área primária e secundária (Rica, média e pobre), renda familiar da região, potencial de 29 30 Site www.estadao.com.br 17/05/07 MIRANDA, Carlos Augusto Bezerra. Apostila MBA de Varejo e Serviços. Rio de Janeiro: 2003 18 compra disponível da região, hábitos de consumo do perfil da população, segmentação das atividades (comida, roupa, lazer serviços, etc.) venda potencial por atividade, definição da quantidade de lojas por atividade, estudo do Mix, tipo de construção com formato em prédio alto ou baixo, projetos desenvolvidos inicialmente e planos para futuras expansões. Estudo dos custos para toda a comercialização, planos de mídia para divulgação do novo empreendimento, custos financeiros. 31 Via de regra, o primeiro contato do lojista se dá com o corretor, cuja principal tarefa consiste na obtenção de lojistas visando à locação de áreas do shopping center.32 Investir na prestação de serviços cujos escores médios estão nos pontos mais altos da escala utilizada, considerada, assim, importante pelos clientes; monitorar, junto ao cliente o grau de importância, no decorrer do tempo, dos serviços cujos escores ficaram em torno do ponto neutro da escala; sacrificar a prestação dos serviços como pouca importância, uma vez que a prestação de um determinado serviço geralmente implicará em custo para o empreendimento, custo esse que poderá ser aplicado, então, na prestação de serviços considerados como sendo mais importantes. 33 Para os empreendedores/investidores de shopping centers, o retorno dos investimentos realizados é dado, essencialmente, pela receita produzida pelo recebimento mensal das locações, durante o período de operações desses empreendimentos. Caso os resultados dos investimentos utilizassem principalmente o aluguel mensal pago pelos lojistas para terem o retorno desse negócio, esses empreendimentos não se diferenciariam de uma locação imobiliária. Seria como lojas em galerias comerciais ou qualquer outro negócio que atue dessa maneira, realizando unicamente ações que permitam a operação/administração desses centros. É a inclusão dessa pequena variável - locação com participação no volume de vendas - nos contratos de aluguel das lojas de shoppings centers que justifica uma maior preocupação dos empreendedores/administradores quanto ao desempenho comercial de seus lojistas. 34 As linhas de apoio financeiro e os programas do BNDES atendem às necessidades de investimentos das empresas de qualquer porte e setor, estabelecidas no país, a parceria com 31 Idem (MIRANDA, 2003) ALEXANDER, Alan A. CSM, MUHLEBACH, Richard F. CSM. Shopping Center Relacionamento com Lojistas. Publicado pela Abrasce: 1992. pag.2. 33 Idem (FELISONI: 1997, pag 96) 34 Idem (POTSCH 2000) 32 19 instituições financeiras, permite a disseminação do crédito, possibilitando acesso aos recursos do BNDES. BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, ex-autarquia federal criada pela Lei nº 1.628, de 20 de junho de 1952, é um órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior com objetivo de apoiar empreendimentos que contribuam para o desenvolvimento do país, elevando a qualidade de vida da sua população. O setor de comércio e serviços vem passando por intenso processo de modernização, buscando ofertar mercadorias e serviços de qualidade e preços competitivos. O BNDES, disponibiliza linhas de apoio financeiro que são adequadas às empresas que atuam nestas atividades, visando fomentar, estruturar e acompanhar o desenvolvimento de projetos relativos a esses setores bem como desenvolver ações institucionais visando o estabelecimento de parcerias e a articulação com outras entidades e órgãos públicos e privados.35 1.2 - Plano de Mix para comercialização de lojas: A gestão planejada permite encontrar a melhor opção de negocio para incrementar o Mix estimulando bons operadores, o empreendedor de shopping centers analisa e viabiliza que tipo e quais serão as lojas e serviços que vão compor o seu Mix para atender a demanda específica e agregar valores para seu empreendimento com credibilidade, confiabilidade e alto padrão de produtos e serviços. Os clientes entendem que a própria composição do Mix de lojas é um serviço ao cliente, e confundem determinados serviços com o operador varejista que o executa, o que implica em que nem todo serviço oferecido representa um custo para o shopping center. Por exemplo, o cliente quer ter serviço de correio no empreendimento. Ao contrário de ser mais um custo por serviço agregado para o shopping, um posto de Correios representa uma operação varejista (dentro do tenant mix) que, em verdade paga aluguel ao shopping center. Da mesma forma, um serviço de fotocópias igualmente é atendido como um serviço a mais disponibilizado pelo shopping, mas constitui-se em mais um operador pagando aluguel para estar no empreendimento. Assim ha serviços que podem ser oferecidos pelo shopping center, 35 Site www.bndes.gov.br/ 20 satisfazendo o cliente por sua existência, sem, contudo implicar em custo para o shopping, pelo contrário, há um ganho duplo (aluguel versus satisfação do cliente).36 Atividades que normalmente compõem o Mix de um empreendimento de shopping centers: Âncoras (departamento / mega store / hipermercado / supermercado), Vestuário (geral / moda jovem / esportivo / masculino / feminino / infantil / moda praia / calçados geral / calçados masculino / calçados feminino / calçados infantis / calçados esportivos / acessórios / moda intima / outros), Artigos do Lar (eletrodomésticos / moveis / louças e cristais / cama, mesa e banho / acessórios decoração / colchões / iluminação / vidro / moldura / galeria de arte / outros), Artigos Diversos (eletrônicos / informática / ótica / esportivos / CD’s e fitas / jóias e relógios / bijuterias / perfumarias / cosméticos / presentes / papelaria / livraria / brinquedos / artigos infantis / viagens / telefonia / pet shop / musica / festas / bicicletas / artesanato), Alimentação (restaurantes / fast food / café / sorvetes), Conveniências (delecatessen / farmácia / armarinho / jornaleiro / floristas / bancos / correio /). (cabeleireiro /). Ginástica / foto revelação / educação / clinicas medicas / loterias / lavanderia / chaveiro/ consertos/ outros), Lazer (Cinema/ teatro/ videogames/ boliche). 1.3 - Estrutura básica do shopping. Administrador, Superintendente, Gerência de Comercialização Inicial, Gerência comercial, Gerência Operações, Gerência Administrativa Financeira, Associação de Lojistas, Serviço Atendimento ao Cliente 37 1.4 - Expectativa de retorno Lojas de Shoppings Faturaram R$ 60,3 Bilhões em 2006 com abertura de mais de 2 mil novas lojas. No início de 2006, a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) havia estimado que as vendas de 2006 chegariam aos R$ 59,3 bilhões em termos nominais. Nabil Sahyoun, presidente da entidade, explicou que esse valor inicial considerava uma inflação projetada em 5%. Contudo, com a inflação real de 3,5% medida pelo IGPM da FGV, essa previsão foi reavaliada para R$ 58,5 bilhões nominais. Para chegar a esse valor, a Alshop tinha como base à existência de 74.288 lojas em operação nos 601 shoppings centers do Brasil. “Mas 36 37 Idem (FELISONI: 1997, pag 95) Idem (MIRANDA, 2003) 21 houve – afirmou - um expressivo crescimento do setor nesse ano: 2.634 novas lojas em mais 21 shoppings centers”. Juntos, os novos pontos-de-venda tiveram R$ 1,8 bilhão de faturamento nominal, valor que se agregou aos R$ 58,5 bilhões. Total de 2006: R$ 60,3 bilhões. 38 Assim, comparando-se o faturamento real desse ano (R$ 58,3 bilhões) com o de 2005 (R$ 55,3 bilhões), o crescimento real do corrente ano chegou ao valor de R$ 3 bilhões, ou seja, 5,42%. Com a inflação de 3,5%, o crescimento nominal foi de 8,92%, comparativamente aos R$ 55,3 bilhões registrados no ano passado. 39 Previsões para 2007 - Com o total de 76.922 lojas em operação, no ano de 2007 as lojas deverão faturar aproximadamente R$ 60,3 bilhões. Pressupondo crescimento real de 3,5%, esse valor cresce para R$ 62,4 bilhões. Em termos nominais, agregando a inflação estimada em 3,5%, o faturamento previsto para o ano é da ordem de R$ 64,6 bilhões. 40 Números de shoppings no Brasil cresceu em 3,49% – A finalização dos dados pesquisados pela Alshop em dezembro de 2006 revelou uma expansão de 3,49% nos empreendimentos ativos. Comparada com o censo anterior, a elevação foi de 601 para 622 shoppings, crescimento superior ao PIB, que deverá se projetar em torno de 3%. Dos 21 novos centros de compra computados pela entidade, onze novos empreendimentos foram inaugurados no ano, outros 13 em operação passaram a ser identificados e três foram desativados. 41 38 Site: www.alshop.com.br 09/01/07 Idem (www.alshop.com.br) 40 Idem (www.alshop.com.br) 41 Idem (www.alshop.com.br) 39 22 É a seguinte, a classificação dos 622 shoppings brasileiros, segundo o censo 2006 da Alshop: Censo 2005 Censo 2006 TIPOS DE SHOPPINGS Quantidade % Quantidade % Tradicionais 436 72,55 450 72,34 Temáticos 53 8,82 58 9,33 Outlets 10 1,66 10 1,61 Atacado 24 3,99 24 3,86 Rotativos 78 12,98 80 12,86 Total Brasil 601 100 622 100 Base geográfica – A região Sudeste do País, continua a centralizar cerca de 53,86 % dos investimentos. Desse total, o estado de São Paulo detém 31,35% dos empreendimentos de todo país. No ranking nacional, a região Sul ocupa o 2o. lugar, seguido da região Nordeste, Centro-Oeste e Norte.42 Censo 2005 REGIÕES 42 Censo 2006 Quantidade % Quantidade % Sudeste 326 54,25 335 53,85 Sul 127 21,13 130 20,90 Nordeste 96 15,97 102 16,40 Norte 11 1,83 13 2,09 Centro-Oeste 41 6,82 42 6,76 Total Brasil 601 100 622 100 Idem (www.alshop.com.br) 23 Obras e projetos: O empreendedorismo do setor continua em plena expansão. Nos próximos quatro anos, quase R$ 6 bilhões serão investidos na construção de 89 novos shoppings, envolvendo capital nacional e estrangeiro. Desse total de 89 novos shoppings, 61 estão com as obras em andamento vinte e oito em fase de projeto.43 Nos quadros abaixo, os números finais dos shoppings em obras e projetos e respectivas lojas: SHOPPINGS POR REGIÃO Censo 2005 Censo 2006 Sudeste Quantidade 42 % 53,85 Quantidade 46 % 51,69 Sul 17 21,80 18 20,22 Nordeste 12 15,38 18 20,22 Norte 2 2,56 2 2,25 Centro-Oeste 5 6,41 5 5,62 Total Brasil 78 100 89 100 LOJAS POR REGIÃO Sudeste Sul Censo 2005 Quantidade % 6.429 55,40 2.936 25,30 Censo 2006 Quantidade % 6.821 51,60 2.958 22,38 Nordeste 1.586 13,67 2.617 19,80 Norte Centro-Oeste 70 584 0,60 5,03 290 534 2,18 4,04 Total Brasil 11.605 11.605 13.220 100 Mercado de trabalho nas lojas e nos shoppings – Os 622 shoppings em operação geram cerca de 62,2 mil postos de trabalho, cada um empregando, em média, 100 pessoas. Já as quase 77 mil lojas totalizadas, com a abertura das 2.634 novas, significam 769,2 mil empregos. Assim, o total de empregos diretos gerados pelos shoppings e pelas lojas é de 831,4 mil.44 43 44 Idem (www.alshop.com.br) Idem (www.alshop.com.br) 24 1.5- Investimentos após inauguração O retorno dos investimentos em shopping centers realizados pelos empreendedores/administradores corresponde, na sua grande parte, ao aluguel cobrado, composto por uma parte fixa (aluguel mínimo) e outra variável (aluguel percentual sobre vendas brutas). É a inclusão da locação variável nos contratos de aluguel das lojas de shopping centers que justifica um maior interesse dos empreendedores/investidores quanto ao desempenho comercial de seus lojistas: o aumento do volume de vendas de um, possibilita um melhor desempenho do outro. Os empreendedores/administradores de shopping centers utilizam-se principalmente das campanhas promocionais para gerar tráfego, sendo que o complemento do mix de marketing do empreendimento, que possibilitará transformar esse tráfego em vendas, é de responsabilidade dos lojistas.45 O resultado dessa equação será sempre melhor quanto maior for a integração entre as partes, com forte ênfase no compromisso e participação dos lojistas com o plano de marketing/promoção desenvolvido pelo shopping. Nem sempre as ferramentas utilizadas pelos lojistas (linha de produtos; decisão relativa à área de vendas/treinamento da equipe; ambientação e decoração da loja e vitrina; política de preços; lay out e merchandising; política promocional; serviços adicionais ao cliente etc) estão em sintonia com o esforço promocional desenvolvido pelos empreendedores/administradores de shopping centers.46 O empreendedor de shopping diferencia-se radicalmente do locador de loja de rua. Este é um simples investidor imobiliário, indiferente ao negócio a ser explorado no imóvel locado. Coloca-se em uma posição meramente passiva, ou seja, sua única atitude é permitir o uso do imóvel em contrapartida do aluguel, que é a renda do capital aplicado na aquisição do bem locado e nada mais. Por isso mesmo, a Lei n° 8.245, tendo disciplinado as relações entre empreendedores e lojistas de shoppings como modalidade de locação de imóvel não residencial, cuidou de lhes conferir, no artigo 54, um regime diferenciado do estatuído para as demais locações não residenciais. Nas relações entre lojistas e empreendedores de shoppings, dispõe o artigo 54, as condições livremente pactuadas nos contratos prevalecem sobre as normas imperativas que restringem a locação comercial comum. 47 45 POTSCH Fernando. Tese de Mestrado. ECA/USP. São Paulo:2000 Idem (POTSCH 2000) 47 Site www.shoppingcenter. revista shopping center setembro de 2004, 27/05/07 46 25 A lei é, assim, atenta e cuidadosa, no sentido de assegurar a autonomia da vontade nos contratos entre empreendedores e lojistas de shoppings. A compreensão da natureza dos shoppings centers e a distinção entre o empreendedor de shopping e o locador de loja de rua desautorizam qualquer tentativa de transposição, para a locação em shopping, de raciocínios e conclusões que possam caber em relação à locação comercial comum. 48 Em suma, o empreendedor de shopping não visa apenas ao rendimento da propriedade imóvel, como o locador comercial comum. Para ele, a locação da loja não é um fim em si: é um meio de agrupar e organizar comerciantes varejistas em um centro integrado de vendas de produtividade máxima, com a finalidade de participar da renda produzida pelo empreendimento. Esta é a razão pela qual o aluguel de uma loja em shopping é determinado mediante a aplicação de uma percentagem sobre montante das vendas, observado um valor mínimo, ou "piso". O piso corresponde à produtividade mínima, que o lojista se compromete a obter com a exploração da loja, que evidentemente não pode ser inferior à remuneração do investimento efetuado pelo empreendedor. Essa produtividade mínima é estabelecida por consenso das partes, quando contratam a locação. Como o volume de vendas do comércio varejista é sujeito a variações sazonais durante o ano, a produtividade mínima é calculada em termos anuais, embora refletida nos contratos em termos mensais. 49 O faturamento do lojista não se distribui em quantias iguais nos doze meses do ano em que se desdobra seu exercício social; por isso mesmo os pisos dos alugueis mensais não correspondem necessariamente a 1/12 da produtividade mínima projetada para o ano. Na maioria das lojas, como é notório, o mês de dezembro apresenta movimento muito maior do que os demais meses do ano. Por isso, os contratos prevêem a dobra do piso em dezembro, o que equivale a dividir a produtividade anual por 13, cobrar 1/13 em cada mês, exceto dezembro, quando o piso corresponderá aos restantes 2/13. O maior volume de vendas pode ocorrer não somente no mês de dezembro, mas também em outros meses ou estações do ano e os contratos podem refletir esse fenômeno, fazendo incidir maior parcela da produtividade mínima convencionada nos meses mais movimentados, aliviando a carga sobre os meses menos aquinhoados. 50 48 Site www.shoppingcenter. revista shopping center setembro de 2004, 27/05/07 Site www.shoppingcenter. revista shopping center setembro de 2004, 27/05/07 50 Site www.shoppingcenter. revista shopping center setembro de 2004, 27/05/07 49 26 A praxe do setor convencionou designar o piso mensal de "aluguel mínimo", o piso dobrado de dezembro, de "aluguel dobrado" ou "décimo terceiro aluguel". Evidentemente, só uma prestação vence mensalmente em contraprestação pelo uso de loja: o aluguel mensal é um só, determinado pela aplicação de uma percentagem sobre o faturamento do locatário, observado o piso contratualmente previsto para o mês em questão. Não é tecnicamente correta a nomenclatura consagrada pela prática, que qualifica de aluguéis às diversas modalidades de piso adotadas nos contratos de shopping, induzindo a falsa impressão de que nos contratos de locação em shopping são múltiplas as prestações exigidas do lojista. Na verdade, há apenas um único aluguel mensal, calculado pela aplicação de uma percentagem prevista no contrato sobre o faturamento do locatário no mês, sendo certo que o aluguel assim calculado, não poderá ser inferior ao piso contratualmente estipulado para o mês em tela. 51 Os shoppings centers não competem somente com o tradicional comércio varejista de rua e com as demais formas de varejo não lojista (venda por catálogo, internet, televendas e outras formas de home shopping), como já começam a competir entre si, dada a proliferação desse tipo de estabelecimento. No ambiente cada vez mais competitivo dos shoppings centers, caracterizados pela prestação de serviço, aumenta a necessidade de uma diferenciação competitiva significativa, Tendo em vista que a implantação de um shopping center costuma demandar investimentos entre 50 e 100 milhões de dólares (custo medidos empreendimentos locais), o acerto inicial nos serviços agregados ao equipamento é condição importante para o retorno financeiro dos empreendedores e lojistas e o aceite e satisfação do cliente final. 52 Enquanto nos Estados Unidos os shoppings respondem por cerca de 60% das vendas totais do varejo, no Brasil esse índice é da ordem de 17% . 53 51 Site www.shoppingcenter. revista shopping center setembro de 2004, 27/05/07 Idem (FELISONI: 1997, pag 75) 53 Gazeta Mercantil, 20 maio 1996 52 27 Empreendedores Lojistas O lojista objetiva comercializar produtos com qualidade e preço competitivos, considerando o cliente como foco de todas as suas ações. Atingir a plena satisfação dos consumidores através da excelência nos procedimentos oferecidos, esse é o grande desafio. Investi para ter sua marca conhecida, crescer com solidez, trabalhar com excelência, e gerar soluções para o produto de forma a adaptá-lo às necessidades do consumidor exigente e moderno. Conquistar novos mercados, preservando e contribuindo para um mundo melhor. Manter seus recursos para realização dos objetivos traçados, estando focado direcionando seus esforços no mercado-alvo, identificando a natureza das mercadorias e serviços a serem oferecidos ao seu publico alvo, construindo uma vantagem competitiva para se diferenciar de seus concorrentes, manter-se em constante processo de modernização, investindo em recursos humanos, serviços, atendimento ao cliente, logística, informática, marketing, ações sociais, mantendo um bom relacionamento com fornecedores, planejando estrategicamente a expansão de sua marca, com o diferencial na prestação de serviços.Se posicionar entre os melhores no seu negócio, mantendo a tradição de sua Marca, focado em satisfazer as necessidades dos clientes, estando com produtos e preços competitivos entre os seus melhores concorrentes, ser líder na região onde se localiza, com flexibilidade nas reações e movimentos rápidos do mercado, boa capacitação de Recursos Humanos, ter um bom negociador com poder de barganha com seus Fornecedores, e excelentes parceiros para ganhar eficiência. 54 Evitando ficar limitado em suas realizações devido à falta de capital, gerando fragilidade nos recursos de acompanhamento dos processos Internos, recursos com limite para investir em novas tecnologias de serviços junto ao cliente, não estar suficientemente bem definido nas estratégias de marketing de relacionamento, avaliando corretamente o posicionamento da marca diante da expansão de seu negocio, pesquisando constantemente sua Imagem frente aos formadores de opinião. Criando circunstancias, realizando eventos, que ofereçam chances para alcançar seus objetivos, analisa a possível diversificação e ampliação do Mix de produto, sem perder o foco do seu mercado alvo. Avaliando como esta à expansão do eu negocio no mercado, viabilizando a possibilidade de expansão da marca e ou a oportunidade de abrir franquias, atentando sempre ao desenvolvimento de novas tecnologias.55 54 Informação obtida através de vários sites de empreendedores lojistas comentários gerais, da visão do negocio e da busca de melhor encantar os seus cliente - Sites das lojas descriminadas na bibliografia. 55 Informação obtida através de vários sites de empreendedores lojistas comentários gerais, da visão do negocio e da busca de melhor encantar os seus cliente - Sites das lojas descriminadas na bibliografia. 28 Capítulo II Lojista (Varejista) Um varejista é um negociante que vende produtos e serviços de uso pessoal ou familiar aos consumidores. Um varejista é o último negociante de um canal de distribuição que liga fabricantes a consumidores. Os fabricantes fazem os produtos e os vendem para atacadistas e varejistas. Os atacadistas compram os produtos dos fabricantes e revendem esses produtos para os varejistas, enquanto os varejistas revendem produtos aos consumidores. Atacadistas e varejistas podem exercer muitas das mesmas funções. Entretanto, os atacadistas satisfazem as necessidades dos varejistas, enquanto os varejistas direcionam seus esforços para satisfazer às necessidades dos consumidores finais. Algumas redes de varejistas são varejistas e atacadistas. Eles são varejistas quando vendem para consumidores e atacadistas e quando vendem para outros negociantes, como construtores e donos de restaurantes. 56 2.1- Investimento Atualmente, o mundo assiste a uma série de transformações econômicas, políticas, sociais, tecnológicas, culturais e comportamentais. O assunto do momento é o fenômeno da globalização, no qual segundo Ianni, “o modo capitalista de produção, em forma extensiva, adquire outro impulso, com base em novas tecnologias, criação de novos produtos, recriação da divisão internacional do trabalho e mundialização dos mercados”.57 Seguindo essa tendência, barreiras protecionistas são removidas e mercados, são abertos, passando a haver livre circulação de produtos, pessoas e tecnologia em grande número de nações que estão inseridas nesse processo. A globalização também está fazendo com que haja reestruturação das operações, processos e estratégias do setor industrial, agrícola, comercial e de serviços.58 56 Idem (LEVY. 2000. pág. 26) IANNI, Otavio. A era do globalismo. Rio de janeiro: Civilização Brasileira, 1996. 58 Idem (FELISONI. 1997. pag. 220) 57 29 O processo de globalização tem, recentemente, estado presente no varejo, afetando as empresas brasileiras a curto, médio e longo prazo. Temos visto a globalização industrial, a globalização dos serviços e a finanças. Estamos vivendo agora a globalização no varejo. A incorporação da tecnologia permitiu a vantagem competitiva necessária para que esse segmento econômico fosse exportado para o mundo.59 Hoje, assistimos à saturação dos mercados mais desenvolvidos do mundo. Os mercados internos dos países que compõem a Triade (Japão, Europa Ocidental e América do Norte) estão tornando-se super saturados do ponto de vista de oferta no varejo, over store, constituindo-se um mercado com poucas perspectivas de crescimento. Segundo dados do Banco Mundial, o cenário, nos próximos 10 anos, de perspectiva de crescimento econômico no setor, é o da Tabela abaixo.60 Países Perspectiva de Crescimento China 10% a 12% Ásia 8% América Latina Japão 5% a 7% 2,5% a 3% Europa Ocidental 2% a 3% América do Norte 2% a 3,5% Os varejistas brasileiros e latino-americanos iniciaram processos de abertura de capital nos últimos anos, visando enfrentar o novo panorama do varejo mundial, as empresas após sua fundação, começam a operar e a crescer. Enquanto os proprietários das companhias dispõem de fundos próprios para financiar sua expansão, vão implementandoa. Quando esses fundos não estão mais disponíveis e a empresa precisa continuar a expandir-se, a única maneira é conseguir fundos externos. 61 59 Idem (FELISONI. 1997. pag. 140) Idem (FELISONI. 1997. pag. 140) 61 Idem (FELISONI. 1997. pag. 212) 60 30 Os grandes varejistas brasileiros estão especificamente nesse momento de sua história: querem estar preparados para enfrentar a agressiva competição internacional, por meio de uma estratégia de expansão e crescimento. Para isto, precisam promover uma série de mudanças em seus negócios e, portanto precisam de capital. 62 Dos varejistas brasileiros que abriram capital recentemente, alguns muito expressivos escolheram emitir para isto o titulo chamado Depositary Receipt63. Varias empresas do setor varejista, tanto no Brasil como também de outros países da América Latina, emitiram este tipo de título nos últimos anos. O Deposotary Receipt, ao mesmo tempo em que promove a captação de fundos junto a investidores internacionais que precisam diversificar seus negócios, serve também como cartão de visitas no exterior da posição privilegiada ocupada pelos grandes varejistas brasileiros no cenário interno. Ser conhecido internacionalmente é uma boa credencial no caso de futuras alianças estratégicas ou associações.64 Empresa País Ano Valor Captado (em milhoes de Dólares) El Puerto de Liverpool México 1992 110,00 Colômbia 1994 28,5 Makro Atacadista Brasil 1995 51,1 Santa Isabel Chile 1995 65,6 Pão de Açúcar Brasil 1995 112,0 Arapuã Brasil 1995 32,0 Argentina 1996 34,2 Bompreço Brasil 1996 45,4 Pão de Açúcar Brasil 1997 130 Carulla, Cia. Grupo Disco Emissões de DRs de alguns varejistas latino-americanos na década de 90.65 62 Idem (FELISONI. 1997. pag. 212) Depositary Receipt - conhecido como DRs, são um dos mecanismos que as empresas dispõesm para transacionar ações nos mercados dos Estados Unidos e de outros países 64 Idem (FELISONI. 1997. pag. 213) 65 Idem (FELISONI. 1997. pag. 213) 63 31 Franquia é o boom do varejo nos últimos anos. Muitos varejistas estão investindo neste novo negócio como franqueado bem como franqueador. “Foi regulamentada pela Lei No 8.955, de 15 De Dezembro de 1994. Art. 2º Franquia empresarial é o sistema pelo qual um franqueador cede ao franqueado o direito de uso de marca ou patente, associado ao direito de distribuição exclusiva ou semiexclusiva de produtos ou serviços e, eventualmente, também ao direito de uso de tecnologia de implantação e administração de negócio ou sistema operacional desenvolvido ou detido pelo franqueador, mediante remuneração direta ou indireta, sem que, no entanto, fique caracterizado vínculo empregatício”. No atual cenário econômico, a expansão de negócios tornou-se uma necessidade empresarial. Em outras situações, expandir a marca significa protegê-la da concorrência. Em outras situações, expandir a marca significa a necessidade de atingir novos horizontes. A expansão de negócios possibilita entrada em novos mercados, ganho de escala, maior poder de barganha, diminuição de custos com tecnologia e infra-estrutura e, acima de tudo, o fortalecimento da marca. 66 Neste contexto, as modalidades mais comuns são: franquias, licenciamento, rede própria, sociedade, joint venture, consórcio, cooperativa, parcerias informais, e uma mistura de tudo isso em certos casos. 67 “Quem deseja investir em franquia deve observar a estrutura do negócio oferecido”. (Francisco Barone–Fund. Getúlio Vargas) 68 “A grande vantagem para o franqueado é receber o negócio pronto”. (Jorge Eduardo Antunes da Silva – Mundo Verde) 69 “Na franquia, o lojista elimina etapas de estruturação de seu futuro negocio”. (Armando Einsfeld – O Boticário) 70 “O franqueador abre caminho para o franqueado ( Marco Aurélio Cremona – Lupo) 71 66 PEREIRA, Andre Luis Soares. Franquia 100% varejo & serviços.Rio de Janeiro: Outrasletras, 2006, pag.29 Idem PEREIRA ( 2006, pag. 29) 68 Empresário Lojista – Publicação mensal do Sindilojas-rio e do CDL-Rio: abril/07, pag.2 69 Idem (Empresário Lojista, pag.3) 70 Idem (Empresário Lojista, pag.3) 71 Idem (Empresário Lojista, pag.4) 67 32 O relacionamento entre franqueador e franqueado não é diferente, também deve ser cultivado desde o início do trato comercial, sendo indispensável para ambas às partes agirem de forma transparente e leal, prestando, sempre que solicitadas informações fidedignas acerca do tema que estiver em questão. 72 Atualmente ter e manter um relacionamento sadio são uma das mais importantes fontes de sucesso para qualquer tipo de negocio. Mas, na maioria das vezes, uma série de conflitos não permite que isso aconteça. No setor de franchising não é diferente. Com a premissa de que existem pontos sensíveis na relação entre franqueador e franqueado, o Instituto de Pesquisa Alfredo Cardoso Soares Pereira realizou uma pesquisa quantitativa, em 2006, a fim de identificar as principais causas, conseqüências e soluções para estes conflitos. 73 A pesquisa revelou, por exemplo, que a área que gera mais conflito na franquia é a operacional (36,1%), seguida da financeira (29,4%). Mostrou também que os dois principais motivos do conflito são as taxas praticadas e o perfil entre o franqueador e o franqueado (21,1%). A análise revelou também que, depois de um conflito, quase sempre o relacionamento entre o franqueador e o franqueado enfraquece (36,4%) e que para evitar ou minimizar conflitos, o melhor caminho são reuniões periódicas (36,4%). 74 72 Idem (PEREIRA 2006, pag. 104) Idem (PEREIRA. 2006, pag. 104) 74 Idem (PEREIRA. 2006, pag. 105, 106) 73 33 Segue um pequeno exemplo dos resultados da pesquisa. 75 2.2 – Estrutura A estrutura organizacional identifica as atividades a serem executadas por empregados específicos e determina as linhas de autoridade e de responsabilidade da empresa. A primeira etapa na criação de uma estrutura organizacional é determinar as tarefas que devem ser executadas.76 75 76 Idem (PEREIRA. 2006, pag. 105,106) Idem (LEVY. 2000. pág. 255) 34 Estratégia de varejo, o termo estratégia de varejo é muito usado no varejo, os varejistas conversam sobre sua estratégia de mercadorias, estratégia de promoção estratégia de localização e estratégia de marca própria, de fato, o termo é muito usado de forma tão comum que todas as decisões de varejo são, agora consideradas decisões estratégicas. No entanto, a estratégia de varejo é somente outra expressão para o gerenciamento de varejo. 77 Gerenciamento estratégico – Desenvolve uma estratégia de varejo; identifica o mercado alvo; determina o formato de varejo; projeta a estrutura organizacional e seleciona local para instalar as lojas.78 Estratégia de mercado de varejo é uma afirmação que identifica o mercadoalvo (é o segmento de mercado ao redor do qual se planeja enfocar seus recursos e seu composto de varejo) do varejista, o formato (é o tipo de composto de varejo do varejista, natureza da mercadoria, e dos serviços oferecidos, política de preços, programa de promoção e de publicidade, abordagem do design e do visual de mercadorias da loja e localização típica) que o varejista planeja usar para satisfazer as necessidades do mercado alvo e as bases sobre as quais o varejista planeja construir uma vantagem competitiva sustentável. 79 Gerenciamento de mercadorias – Compra as mercadorias, localiza, avalia e negocia com fornecedores, faz os pedidos; controla o estoque de mercadoria; desenvolve planos de orçamento para desenvolvimento de mercadorias; aloca mercadorias para lojas; revê posições de estoque e planos de compras; defini o preço de mercadorias e defini os preços iniciais e ajusta preços.80 O gerenciamento de mercadorias é o processo por meio do qual um varejista tenta oferecer a quantidade certa de mercadoria certa, no local certo e na hora certa enquanto corresponde às metas financeiras da empresa. Varejistas grandes e pequenos precisam tomar decisões sobre milhares de itens individuais de centenas de fornecedores. Se o processo de compras não for organizado de uma forma sistemática e ordenado, resultará em caos. 81 Gerenciamento de lojas – Recruta, contrata e treina pessoal de loja; planeja as programações de trabalho; avalia o desempenho do pessoal da loja; mantém as instalações da loja; posiciona e expõem as mercadorias; vende mercadorias aos clientes; concerta e ajusta 77 Idem (LEVY. 2000. pág. 154) Idem (LEVY. 2000. pág. 256) 79 Idem (LEVY. 2000. pág. 154) 80 Idem (LEVY. 2000. pág. 256) 81 Idem (LEVY. 2000. pág. 299) 78 35 mercadorias; fornece serviços como embalagens de presentes e entrega; sabe lidar com reclamações dos clientes; controlar o estoque físico; evitar a diminuição de estoque.82 Os gerentes de lojas são responsáveis pelo aumento da produtividade de dois dos ativos mais importantes do varejista, os investimentos em seus empregados e imóveis. Os gerentes estão na linha de fogo do varejo. Devido a seu contato diário com os clientes eles têm o melhor conhecimento das necessidades dos clientes e das atividades da concorrência. Deste ponto de vista único, os gerentes de lojas tem um papel importante na formulação e na execução da estratégia de varejo. Os compradores podem desenvolver sortimento de mercadorias excitantes e consegui-los a custos baixos, mas o varejista percebe os esforços do comprador apenas quando a mercadoria é vendida. Uma boa mercadoria não se vende sozinha. Os gerentes de lojas precisam apresentar a mercadoria eficazmente e oferecer serviços que estimulem e facilitem as decisões de compra do cliente. 83 Gerenciamento administrativo (operacional) – Promove a empresa, suas mercadorias e seus serviços; planeja programas de comunicação; desenvolve orçamento de comunicação; seleciona mídia; planeja promoções especiais; projeta displays especiais; gerencia as relações públicas; gerencia os recursos humanos; desenvolve políticas para gerenciamento do pessoal de loja; recruta, controla e treina gerentes; estabelece planos de carreira; mantém registro dos empregados; distribui mercadorias, localiza armazéns; recebe mercadorias; marca e etiqueta as mercadorias; estoca mercadorias; embarca mercadorias para lojas; devolve mercadorias para fornecedores; estabelece controle financeiro; fornece informações sobre o desempenho financeiro; prevê vendas, fluxo de caixa e lucros; levanta capital de investidores, cobra clientes, fornece crédito. 84 82 Idem (LEVY. 2000. pág. 256) Idem (LEVY. 2000. pág. 443) 84 Idem (LEVY. 2000. pág. 256) 83 36 Estrutura Organizacional de um Varejista pequeno: Gerente Proprietário Gerenciamento estratégico Contador Controle financeiro Gerente de mercadorias Gerenciamento de mercadorias Publicidade e promoção Gerente de lojas Gerenciamento de lojas Gerenciamento de recursos humanos Distribuição Vendedores Fonte: Administração de varejo Levy/.2000. pág. 258 2.3 - Procedimentos Atendimento ao cliente – É um conjunto de atividades e programas assumidos pelos varejistas para tornar a experiência de compra mais recompensadora para seus clientes. Essas atividades aumentam o valor que os clientes recebem a partir das mercadorias e serviços que compram. Em um senso mais amplo, todos os elementos do composto de varejo fornecem serviços que aumentam o valor da mercadoria, a localização, a posição dentro da loja e o sortimento, todos aumentam a conveniência do cliente. 85 Executar um atendimento com qualidade é realmente realizar um serviço de forma a satisfazer totalmente o seu cliente, porque o cliente é a razão da existência da organização. 86 85 86 Idem (LEVY. 2000. pág. 496) Idem (FELISONI. 1997. pag.100) 37 Na década de 1980, o consumidor era visto como mais um no meio da multidão. A partir dos anos 90, com o acirramento da competitividade, o cliente passou a ser percebido como um indivíduo cheio de desejos, gostos e particularidades. E novos conceitos entraram para o rol das prioridades de quem tem ou não que criar um novo empreendimento: qualidade de produtos, educação, entretenimento e excelência em serviços. 87 A loja deve está localizada no local por onde passa o seu público-alvo, por isto é de extrema importância para o sucesso do negócio o local onde a loja está instalada. O varejista mede a atratividade da vitrine, a qual deve se destacar das demais existentes no mall, visando atrair a atenção do passante para a loja. A atratividade da vitrine deve ser tão acentuada que o passante ao olhar a vitrine sinta vontade de parar para olhar o que ela está gritando e chamando a atenção dele, consumidor. O varejista mede a capacidade de venda da vitrine, ou seja, ela deve estar montada e decorada de tal forma, que o passante sinta vontade de entrar na loja para conferir o que a vitrine está falando e chamando a sua atenção. A decoração da vitrine deve ser o cenário; e as peças expostas os atores; que devem chamar a atenção de quem passa. Comprar é extremamente importante para o sucesso de qualquer operação de varejo e para que o sucesso seja alcançado é necessária a conjugação dos 4 verbos da venda, a saber: Abordar (uma boa abordagem significa o inicio de uma venda bem sucedida), Sondar (uma boa sondagem, procurando saber exatamente o que o cliente procura e o que ele realmente deseja), Demonstrar (uma demonstração perfeita do produto, mostrando as suas principais características e vantagem pode significar uma venda de valor elevado e com excelente qualidade) e Fechar (saber exatamente o momento certo de fechar uma venda pode significar uma venda de valor elevado ou simplesmente a perda da venda por forçar demais a venda de adicional). 88 Estratégia Financeira – As decisões financeiras são componente integrais de todos os aspectos da estratégia de um varejista, os varejistas recebem informações de seu desempenho continuamente, a proprietária da loja Gifts To Go, observa quantos clientes entram e soma os recebimentos ao final do dia, para saber como esta se saindo nos negócios. Os grandes varejistas nacionais podem obter informações sobre as vendas de cada item em cada loja, de 87 FERREIRA, Orlando, PIVETTI, André e ARAUJO, Luisa. Abra Uma Loja Para o Sucesso. Rio de Janeiro: Bom Texto, 2005. pag. 127 88 TEIXEIRA Juedir Viana. Apostila MBA de Varejo e Serviços. Excelência em Atendimento e Serviços de Varejo. Rio de Janeiro: 2003 38 forma instantânea, por meio de sofisticadas redes de comunicações de dados vinculados aos terminais de ponto de compra.89 Especificamente os varejistas têm dois caminhos disponíveis para atingirem um alto nível de desempenho: o caminho do lucro e o caminho da rotatividade. Entretanto, diferentes varejistas seguem diferentes estratégias, o que resulta em diferentes tipos de desempenhos financeiros. Os dois caminhos são combinados no modelo de lucro estratégico para mostrar que os varejistas que usam estratégias e características de desempenho financeiro muito diferente podem ter êxito financeiramente. 90 Indicadores de Desempenho - Os indicadores de desempenho mais utilizados e que podem ser aplicados em qualquer operação de varejo são: • Taxa de Conversão (TC) – Número de vendas efetuado no período / número de cliente que entrou na loja no mesmo período. • Numero de Peça por Atendimento (PA) – Número de peça vendida no período / número de venda efetuada no mesmo período. • Preço Médio por Peça Vendida (PMPV) – Valor total da venda do período / pelo número de peça vendida no mesmo período. • Preço Médio por Venda (PMV) ou Ticket Médio (TM)– Venda total / número de venda efetuado no mesmo período. De posse desses indicadores o varejista avalia individualmente sua equipe de vendedores e analisa que tipo de treinamento é necessário aplicar, sabe em que situação esta sua loja e pode definir suas metas. 91 Controle de Estoque – Para evitar o conhecimento “empate de capital”, racionalizar é a palavra-chave. A gestão do estoque deve ter como objetivo a otimização das mercadorias e a procura constante do equilíbrio entre a oferta e a demanda, ou seja, nem mais nem menos, simplesmente o suficiente. O mais importante é assegurar os produtos na quantidade ideal e por um período pré-calculado, a custos adequados. Encontrar este equilíbrio é o mais difícil, tudo 89 Idem (LEVY. 2000. pág. 183) Idem (LEVY. 2000. pág. 184) 91 Idem (TEIXEIRA. 2003) 90 39 vai depender de um bom controle administrativo, de estudos e de uma cuidadosa análise de vendas e da vivência no dia-a-dia. 92 Departamento de Logística – Até recentemente a maioria dos varejistas sabia apenas que a mercadoria estava indo para as lojas. Até que os empregados contassem a mercadoria, eles não tinham uma idéia clara sobre o que estavam ou não estavam vendendo. Hoje os varejistas trabalham junto com seus fornecedores para prever a demanda do cliente, diminuir o tempo de espera para receber mercadorias e reduzir o investimento com estoque. Estabeleceram sistemas on-line que conectam suas caixas registradoras dos pontos-de-vendas (point-of-sale) aos terminais de computadores de suas mesas. Eles podem determinar exatamente o que está sendo vendido por item, por classificação, por loja ou por fornecedor de minuto em minuto. Como resultado, o investimento em estoque pode ser reduzido e os níveis de atendimento ao cliente aprimorado. 93 “Logística é o processo de planejamento, implementação e controle eficiente e eficaz do fluxo e armazenagem de mercadorias, serviços e informações relacionadas desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender às necessidades do cliente”. 94 As decisões de logísticas têm se tornado um componente cada vez mais importante na estratégia corporativa geral de um varejista. Os varejistas descobriram que o crescimento do lucro não pode ser obtido somente por meio do crescimento das vendas. Muitos varejistas têm lojas em mercados maduros, estagnados. A concorrência é mais intensa que no passado. Os varejistas descobriram que existe um potencial de lucro inacreditável nos sistemas de logística eficientes. 95 Produto – É qualquer coisa que possa ser oferecida a um mercado para sua apreciação, aquisição, uso ou consumo, e que pode satisfazer um desejo ou necessidade.96 “Algo que pode ser oferecido a um mercado, para satisfazer uma necessidade ou desejo”. Kotler 92 Idem (FERREIRA. 2005. pag. 113 e 114) Idem (LEVY. 2000. pág. 278) 94 LEMOS Cassiano. Apostila MBA de Varejo e Serviços. Logística e Distribuição. Rio de Janeiro: 2003 95 Idem (LEVY. 2000. pág. 279) 96 LOPES Jacqueline. Apostila MBA de Varejo e Serviços. Marketing de Varejo. Rio de Janeiro: 2003 93 40 Departamento de Recursos Humanos – O objetivo estratégico do gerenciamento de recursos humanos é aumentar a produtividade do empregado97. Tem um papel vital no suporte de uma estratégia de varejo. A estrutura organizacional define as relações de supervisão e as responsabilidades dos empregados. Além da criação de uma estrutura organizacional, o gerenciamento de recursos humanos é responsável por diversas atividades para melhorar o desempenho do empregado. Os varejistas motivam os empregados e direcionam seus esforços de forma consistente com estratégia de varejo mediante supervisão de políticas e procedimentos, dos programas de remuneração e da cultura organizacional. O gerenciamento de recursos humanos eficaz usa todas essas abordagens para garantir que a estratégia de varejo da empresa seja implementada de forma eficiente. 98 Departamento de Marketing – Estratégia do marketing é criar posição exclusiva, envolvendo um diferente conjunto de atividades. O posicionamento do marketing é escolher as atividades diferentes dos concorrentes e como diferenciar seu produto na mente de seus clientes potenciais. 99 Vitrine – A vitrine, durante um longo período teve por destino principal refletir a oferta global da loja. Esta realidade ainda é verdadeira para lojas de sapatos especificamente que expõe todo o seu sortimento. Mas recentemente, a vitrine tornou-se um meio de acesso para entrar na loja, quase que praticamente transparente, ela deixava o olhar mergulhar dentro da loja que de certa forma tornava-se uma vitrine inteira em toda a sua dimensão. Estas duas maneiras de tratar o que resta do primeiro contato do transeunte com o ponto de venda não desapareceu. Uma terceira forma está se impondo: a vitrine elemento de comunicação, tratada por ela mesma e não mais em função da parte interna do ponto de venda. A vitrine deve ser entendida como um elemento de comunicação como se fosse um convite, uma introdução um tipo de espaço à parte que serve de interface entre rua ou corredor e a loja, uma caixa de cenografia pousada sobre a calçada. Evidentemente a vitrine deve permitir identificar rapidamente a marca de modo bem claro e definido. Se os códigos visuais e gráficos da marca forem integrados, o conjunto deve agir como uma espécie de “farol” sinalizando de maneira 97 Idem (LEVY. 2000. pág. 255) Idem (LEVY. 2000. pág. 275) 99 Idem (LOPES. 2003) 98 41 mais apurada possível. O produto não é descartado, ao contrário: a atração da vitrine deve guiar até o produto ou, em todo caso, até a imagem deste produto. 100 Arquitetura – Layout significa distribuição de áreas, e em varejo é o resultado final planejado da operação de distribuição física dos elementos que compõem a loja, principalmente produtos. Em outras palavras, é a planta com a definição da área a ser ocupada primariamente pelas linhas ou grupos de produtos, conforme sua departamentalização e modulação, e depois pelos outros elementos. A distribuição física dos produtos é basicamente “onde-fica-o-quê”, sempre levando em conta o que é mais prático e confortável para o cliente. É ela que, combinada com os elementos arquitetônicos e visuais, dá aquele jeito característico que forma a “personalidade” da loja, tanto em termos estéticos como funcionais, e, portanto influência as vendas. 101 As finalidades do layout são: Coordenar as diversas funções existentes na loja, fazendo com que o melhor resultado final possível da sua interação determine qual será a distribuição dos espaços. Definir e disciplinar a ocupação dos espaços para mercadorias, imobilizado, depósitos, áreas de circulação, etc. Definir, no caso das mercadorias, onde fica cada linha ou grupo de produtos, e se possível onde fica cada produto dentro da linha. 102 Além dessas atribuições puramente racionais do arranjo físico, há um complemento imprescindível para que a apresentação geral da loja seja a mais agradável e eficiente possível: é o equilíbrio estético, uma soma de qualidades quase artísticas de apreciação, que incluem avaliação de cores, iluminação, originalidade, oportunidade, etc. 103 100 FEGHALI Marta Kasznar. Apostila MBA de Varejo e Serviços. Merchandising Visual & Vitrine. Rio de Janeiro: 2003 101 Idem (FEGHALI. 2003) 102 Idem (FEGHALI. 2003) 103 Idem (FEGHALI. 2003) 42 2.4 - Expectativa de retorno A entrada em atividade de novos empreendimentos resultou na expansão das redes de lojas instaladas. A elevação foi de 74.288 para 76.922 novos postos de venda, significando um crescimento de 3,55 %. Nos quadros abaixo foi analisado e registrado o acréscimo decorrente de lojas relativas a shoppings que entraram em operação em 2006, assim como a revisão das quantidades de lojas nos shoppings que já estavam em operação no início do ano, decorrentes de seus planos de expansão e ajustes operacionais. As 76.922 lojas em operação, nos 622 shoppings, estão assim distribuídas: 104 TIPOS DE SHOPPINGS Tradicionais Censo 2005 Quantidade % 59.578 80,20 Censo 2006 Quantidade % 59.543 77,41 Temáticos 3.389 4,56 4.624 6,01 Outlets 909 1,23 909 1,18 Atacado 3.450 4,64 3.998 5,20 Rotativos 6.962 9,37 7.848 10,20 Total Brasil 74.288 100 76.922 100 REGIÕES Sudeste Sul Nordeste Norte Centro-Oeste Total Brasil Censo 2005 Quantidade % 42.540 57,26 14.092 18,97 10.844 14,60 1.128 1,52 5.684 7,65 74.288 100 Censo 2006 Quantidade % 43.887 57,05 14.188 18,44 11.783 15,32 1.247 1,63 5.817 7,56 76.922 100 105 As Evidências de 2006 - A menos que ocorram variações verdadeiramente surpreendentes nos dados de novembro e dezembro que o IBGE ainda não divulgou em sua pesquisa mensal sobre o comércio varejista, as tendências básicas de 2006 já podem ser antecipadas com base nos dados que cobrem os primeiros dez meses do ano. Cabe ser 104 105 Site - www.idv.org.br Site - www.idv.org.br 43 destacado em primeiro lugar, que no tocante ao crescimento real do setor, este chegou até outubro a 5,9%. Para se ter uma base de comparação, no mesmo período do ano passado a variação atingiu 4,8%, o que mostra ser perfeitamente possível que o varejo brasileiro feche o corrente ano com uma taxa superior à taxa apurada em 2005. É claro que uma evolução próxima a 6% do setor em 2006 deve ser classificada como muito boa. Porém, algumas observações se fazem necessárias acerca da distribuição desse dinamismo. 106 Do ponto de vista setorial, um grande destaque deve ser conferido ao desempenho do segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, cujo aumento no volume comercializado de 7,5% no período janeiro/outubro de 2006 relativamente ao mesmo período de 2005, foi o que mais contribuiu para a formação da taxa global de evolução do setor como um todo. Do ponto de vista estadual ou regional, os dados mostram com clareza que sobressaíram os estados no Norte/Nordeste, onde a evolução no acumulado desse ano se deu, com raras exceções, a taxas superiores à média brasileira. Já em estados de expressivo peso no setor, o crescimento ficou abaixo da média global, como em São Paulo (5,6%) e, principalmente, no Paraná (2,7%), Santa Catarina (3,8%) e Rio Grande do Sul (0,7%). Liderança do consumo varejista de produtos básicos (alimentos e bebidas), combinada com uma grande expressão dos mercados consumidores no Norte/Nordeste sugere que a baixa inflação e os programas de complementação de renda adotados pelo governo foram destacados indutores do comércio varejista em 2006. 107 Mas esses não foram os únicos fatores de dinamismo do setor nesse ano. O crédito mostrou-se muito atuante em determinar elevadas taxas de crescimento no período janeiro/outubro de 2006, para segmentos como Móveis e eletrodomésticos (10,5%), Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (33,7%), Veículos, Motos, Partes e Peças (6,5%). Outro grande destaque, para o qual as facilidades de crédito também foram importantes, foi o segmento de material de construção, com evolução de 4,9%, superando sucessivos declínios nos anos anteriores (-6,3% em 2005). Resultados gerais: Na comparação mês/mês anterior, descontados efeitos sazonais, o volume de vendas no varejo teve expansão de 0,5% durante o mês de outubro. Com relação ao mesmo mês do ano passado, o índice de vendas varejistas assinalou um aumento de 7,0%; no mês anterior, essa variação havia sido de 10,0%. No acumulado no ano, as vendas acusaram aumento de 5,9% contra os 106 107 Site - www.idv.org.br Site - www.idv.org.br 44 mesmos dez meses de 2005, resultado esse bem próximo ao verificado no acumulado dos últimos doze meses (5,8%). 108 Na passagem setembro/outubro, o setor de Supermercados e Hipermercados se destacou com a maior variação (0,8%) dentre os setores varejistas que apresentam série com ajuste sazonal. As vendas do segmento de Veículos, Motos, Partes e Peças tiveram variação positiva de 0,7%. Logo em seguida, se observa o crescimento de 0,5% do setor de Móveis e Eletrodomésticos, bem abaixo da taxa de 4,1% registrada pelo segmento no mês anterior. Outro setor que também indicou aumento das vendas em 0,5% foi o de Hipermercados, Supermercados, Produtos alimentícios, Bebidas e Fumo. Já as atividades de Tecidos, Vestuário e Calçados e de Combustíveis e lubrificantes apresentaram recuos no período analisado, com quedas respectivas de -2,9% e -0,6%. Na comparação entre outubro e o mesmo mês do ano passado, as vendas no varejo sofreram forte influência dos crescimentos observados em seis das oito atividades varejistas pesquisadas pelo IBGE, a saber: 6,1% para Hipermercados, Supermercados, Produtos alimentícios, Bebidas e Fumo; 18,1% para Móveis e Eletrodomésticos; 22,0% para Outros artigos de uso pessoal e doméstico; 24,9% para Equipamentos e Material para escritório, informática e comunicação; 4,7% para Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e Cosméticos; 5,3% para Livros, jornais, revistas e papelaria. Do lado oposto, a queda de 1,0% nos ramos varejistas de Tecidos, Vestuário e Calçados e o recuo de 5,7% em Combustíveis e lubrificantes acabaram impactando negativamente na taxa global do setor. 109 Na comparação mensal, somente duas unidades da federação obtiveram variação negativa no indicador de atividade varejista: Mato Grosso (-11,0%) e Sergipe (-3,3%). Segundo o IBGE, os estados que mais colaboraram para o incremento da taxa global em outubro, por conta da dimensão de seus mercados consumidores, foram São Paulo (6,5%), Minas Gerais (12,2%), Rio de Janeiro (7,4%), Bahia (8,6%) e Rio Grande do Sul (4,0%). As maiores taxas de crescimento, por sua vez, foram observadas no Acre (35,8%), Alagoas (33,7%), Amapá (29,3%), Roraima (26,0%) e Maranhão (20,0%). No acumulado entre janeiro e outubro frente ao mesmo período do ano passado, somente Mato Grosso (-11,0%) teve queda do volume de vendas varejistas. As demais regiões tiveram crescimento, sendo que as maiores variações estiveram nos estados de Roraima (33,6%), Acre (24,9%), Amapá (23,0%) e 108 109 Site - www.idv.org.br Site - www.idv.org.br 45 Tocantins (19,7%). Rio de Janeiro e São Paulo tiveram variações abaixo da média nacional do período: 5,8% e 5,6%, respectivamente.110 Índice de volume de vendas no comércio varejista (com ajuste sazonal) - Base 100 = 1993 Setembro 2006 Índice de Volume de Vendas no Varejo Variação com Relação ao Mesmo Mês Ano Anterior - % 111 110 111 Site - www.idv.org.br Gráfico extraido do site www.idv.org.br 46 Índice de Volume de Vendas no Varejo Variação com Relação ao Mesmo Mês Ano Anterior - % 112 Gráfico extraido do site www.idv.org.br 112 47 Índice de Volume de Vendas no Varejo - Outubro 2006 Variação com Relação ao Mesmo Mês Ano Anterior - % 113 113 Gráfico extraido do site www.idv.org.br 48 Índice de Volume de Vendas no Varejo Variação Acumulada no Ano - com relação ao mesmo período do ano anterior 114 114 Gráfico extraido do site www.idv.org.br 49 30-Fonte: IBGE – PMC. 115 2.5 - Dificuldade de Sobrevivência Existem várias entre elas dificuldades em obter financiamento, gerenciamento inadequado devido à ampla variedade de especialização requerida, posição competitiva fraca devido à falta de recursos, conhecimento limitado sobre técnicas de marketing, dificuldade em obter credito do fornecedor, complexidade das operações devido à falta de sistemas de processamento de documentos e de manutenção de registros.116 O segmento do varejo assim como todos os demais que compõem o setor comercial, assiste ao acirramento da concorrência em nível nacional e internacional. Fato este originado 115 116 Gráfico extraido do site www.idv.org.br I Idem (LEVY. 2000) 50 de diversos fatores, mas com especial destaque para a globalização das oportunidades, dos fluxos financeiros e dos fornecedores. Em decorrência disso, o próprio mercado também passa a ser visto sob uma perspectiva global e a mídia virtual constitui-se o ambiente ideal para o negócio. Para se manterem competitivas as organizações que integram o conjunto formado pelo comércio varejista, entre outras estratégias, estão procurando atender às necessidades e aos anseios de um “novo” tipo de cliente, o consumidor virtual, ou seja, aquele que realiza suas compras de sua residência ou do local de trabalho por meio de um computador, sem deslocamento físico até a loja. Para as redes varejistas, no próximo século, possuir um grande número de lojas físicas voltadas ao atendimento do consumidor tradicional, ou seja, aquele que vai pessoalmente até as lojas em períodos regulares para efetuar suas compras, pode não significar a detenção de um grande potencial competitivo. Certamente, o varejo passa por um momento de quebra de paradigmas, que foram respeitados por um longo período de tempo. Segundo Nogueira, alguns de novos paradigmas que surgiram para orientar o varejo são: • Vender como objetivo de manter ou fidelizar a clientela. • Orientação do negócio pelo conceito de valor mesclar o preço pago pelo produto e fatores intangíveis, como qualidade, serviços e conveniência. Alias, dadas as dificuldades da vida nas grandes metrópoles, pagar por conveniência não é mais algo que incomoda o consumidor. Ou seja, o cliente deseja é perceber uma boa relação entre custo/benefício da compra. • O isolamento empresarial tende a ser substituído pela parceria, inclusive entre empresas varejistas.117 Queda dos juros médios não abrangeu as pessoas físicas, é uma boa notícia a redução dos juros médios das operações de empréstimos em 0,5 ponto percentual (p.p.) em novembro em relação a outubro, embora dois pontos negativos devam ser destacados. 118 O primeiro ponto é que essa redução não abrangeu o segmento de pessoa física e, portanto, não contribuiu para o alargamento do mercado interno consumidor. (A taxa de juros média das operações de crédito passou de 40,7% a.a. em outubro para 40,2% a.a. em novembro, graças ao recuo de 0,8 p.p. dos juros cobrados nos empréstimos a pessoas jurídicas 117 118 Idem (FELISONI. 1997) Site - www.idv.org.br 51 e 27,4% para 26,6% a.a.). Já no segmento de crédito à pessoa física o custo do crédito permaneceu no patamar de 53% a.a. 119 O segundo ponto é que do total da queda, apenas 0,2 p.p decorreu da redução do spread (de 27,8 p.p em outubro para 27,6 p.p em novembro). Essa redução foi menos intensa do que a observada no segmento de pessoas jurídicas (de 0,4 p.p.) devido ao leve aumento do spread cobrado nas operações de crédito para pessoas físicas (0,2 p.p). O restante da queda dos juros médios (0,3 p.p) foi resultado do recuo da taxa de captação nos dois segmentos (0,3 p.p no de pessoas físicas e 0,4 p.p no de pessoas jurídicas), que resultou numa taxa média de captação para o total das operações de crédito de 13,1% a.a em novembro (frente à taxa de 13,4% a.a. e outubro). Elevadas taxas de juros para os consumidores e spreads em patamares muito altos são os aspectos que permanecem como destaques negativos do nosso sistema de financiamento. 120 No que diz respeito ao prazo médio das operações de crédito, o segmento de pessoas físicas teve um melhor desempenho ao longo de 2006: esse prazo passou de 318 dias em janeiro para 355 dias em novembro. Já no segmento de pessoas jurídicas, ele se manteve praticamente estável (passando de 220 dias em janeiro para 223 dias em novembro). A taxa de inadimplência das operações de crédito, considerados os atrasos superiores há noventa dias, manteve-se em 5,1% a.a no mês de novembro, reflexo da estabilidade dessa taxa no segmento de pessoas físicas (que permaneceu em 2,8%) e jurídicas (onde a taxa passou de 7,6% para 7,7%, um aumento estatisticamente insignificante). 121 O volume de Crédito total das operações de crédito (recursos livres e direcionados) no mês de novembro atingiu a casa dos R$ 715,8 bilhões, registrando expansão de 2,6% no mês e de 21,3% em doze meses. Assim, a relação entre os empréstimos totais e o PIB atingiu 33,7%, frente a 33,2% de outubro e 30,6% de novembro do ano anterior. Essa variação decorreu da expansão dos financiamentos contratados tanto com recursos livres quanto com recursos direcionados, destacando-se o aumento sazonal da demanda de crédito bancário por parte do setor produtivo. Em novembro, o volume de crédito destinado à categoria de pessoas jurídicas aumentou 13,2% em comparação a novembro de 2005 em termos reais, alcançando R$ 212,3 bilhões. O crédito disponibilizado à pessoa física manteve a trajetória ascendente (+19,6% frente ao mesmo mês de 2005), atingindo R$ 192 bilhões. Colaborou para esse resultado o 119 Site - www.idv.org.br Site - www.idv.org.br 121 Site - www.idv.org.br 120 52 crescimento real do crédito consignado (de 45,7% com relação ao mesmo mês de 2005), que finalizou o mês em R$ 47 bilhões.122 122 Site - www.idv.org.br 53 Capítulo III Qual a necessidade de se instalar no empreendimento de shopping centers? Muitos tipos de locais estão disponíveis para as lojas de varejo cada um com seus próprios pontos forte e fraco. Escolher um local em particular envolve a avaliação de uma série de negociações. Essas negociações geralmente dizem respeito ao custo versus o valor do local para um varejista em particular. Por exemplo, o melhor local para uma loja de conveniências da 7-Eleven não é necessariamente ou geralmente o melhor local para uma loja de produtos diferenciados sa Saks Fifth Avenue. 123 Os verejistas têm três tipos básicos de locais para escolher: uma região central de comercio, um shopping center ou um local isolado. Eles também podem escolher, caminhos, quiosques, um espaço unitário extra ( retail merchandising units – RMUs) ou diplays de parede, que são espaços de vendas dentro de um shopping center e ou podem se localizar em áreas de uso misto. 124 A escolha do ponto pode ser vital para o seu negócio. Não é à toa que grandes empresas e redes de franquias contratam consultorias especializadas em análise de pontos comerciais. Algumas perguntas devem ser respondidas antes de fechar qualquer negócio: Onde está o público consumidor do seu produto ou Serviço? A que classe ele pertence: a,B,C ou D? Quais pontos da cidade ele esta mais concentrado? Quais são seus hábitos e costumes? 125 Os shoppings levam vantagem na escolha de quem quer montar uma loja, devido à segurança, o conforto, a conveniência e o potencial de vendas são sempre maiores do que em lojas de rua. Em contra partida, os custos dos shoppings centers também são muito mais altos, calculados por m² (luvas alugueis, condomínio e taxa de propaganda). Os melhores pontos são os que produzem um faturamento por metro quadrado acima da média do setor.126 123 Idem (Levy: 2000, pag. 211) Idem (Levy: 2000, pag. 211) 125 Idem (FERREIRA: 2005, pag.34) 126 Idem (FERREIRA: 2005, pag.38) 124 54 Uma vez avaliada a acessibilidade do shopping, avalia-se o local dentro dele. Como as localizações melhores custam mais, os varejistas consideram sua importância.127 As decisões sobre onde estabelecer uma loja são importantes para o sucesso de qualquer varejista. Uma estratégia clara e coerente poderia especificar metas de localização. Uma decisão de localização é particularmente importante por causa de seu comprometimento de longo prazo e de seus altos custos. Um erro de localização é claramente mais devastante para um varejista que um erro de compra.128 A acessibilidade de um local é a facilidade com que um cliente pode entrar e sair do local. A analise de acessibilidade tem dois estágios: uma macroanálise e uma microanálise.129 A macroanalise considera a área de comércio básica, como a área à aproximadamente 1,2 a 1,8km ao redor do local, no caso de um supermercado ou drogaria. Pra avaliar a acessibilidade de um local em um nível maior, o varejista avalia simultaneamente vários fatores como os padrões das estradas, suas condições e barreiras. A microanalise se concentra nas questões dos arredores imediatos do local como visibilidade, fluxo de trafego, estacionamento, congestionamento, entradas/saídas. 130 Depois que um local é escolhido, os varejistas ainda têm que enfrentar uma série de decisões, incluindo os tipos de aluguel e seus termos. 131 Tipos de aluguel, a maioria dos varejistas aluga os locais das lojas. Embora haja vantagens em ser proprietário de um local de loja (como pagamentos de hipoteca estáveis e estar livre de contratos de aluguel) a maioria dos varejistas não deseja empatar seu capital sendo proprietários de um imóvel. 132 Aluguel de porcentagem, em que o é baseado em uma porcentagem de vendas. A maior parte dos malls usa alguns formatos de aluguel percentagem. Como os alugueis de varejo têm prazos de normalmente 5 a 10 anos, ele parece ser justo para as duas partes se os alugueis aumentarem ou diminuírem com as vendas e com a inflação. 127 Idem (Levy: 2000, pag. 225) Idem (Levy: 2000, pag. 229) 129 Idem (Levy: 2000, pag. 224) 130 Idem (Levy: 2000, pag. 224) 131 Idem (Levy: 2000, pag. 226) 132 Idem (Levy: 2000, pag. 226) 128 55 Aluguel porcentagem com valor máximo especificado é um aluguel que paga ao locador, ou proprietário, uma porcentagem das vendas até o valor máximo. Aluguel percentual com valor mínimo especificado determina que o varejista precisa pagar um valor mínimo de aluguel, independente de quão baixas foram sua vendas. Aluguel com escala móvel, a porcentagem das vendas paga como aluguel diminui conforme as vendas aumentam, exemplo: um varejo pode pagar 4% de seus primeiros $ 200.000 em vendas e 3% nas vendas maiores que $ 200.000. Aluguel de taxa fixa, esses alugueis são mais comumente usados pela comunidade e pelos shoppings centers de vizinhança, um varejista paga um valor fixo por mês durante a vigência do aluguel. Aluguel gradual, aqui o aluguel aumenta a uma quantia fixa durante um período especificado (exemplo: o aluguel pode ser $ 1.000 por mês nos primeiros 3 anos e $ 1.250 para os próximos 5 anos). Aluguel de manutenção, aumento e indenização, podem ser usadas com um aluguel porcentagem ou de faixa. Esse tipo de aluguel permite que o proprietário aumente o aluguel se as contas de seguro, impostos sobre o imóvel ou de serviço aumentarem acima de certo ponto. Aluguel líquido é uma forma popular de acordo de aluguel. Em um aluguel líquido, o varejista é responsável por toda a manutenção e por todos os acessórios. Portanto o proprietário é liberado dessas responsabilidades. Um aluguel líquido também pode se usado com um aluguel de taxa fixa ou de porcentagem.133 Medindo a demanda, os varejistas têm muitas fontes de informação disponíveis para estimar a demanda de novos locais de lojas para que possam entender as características demográficas e de estilo de vida de seus clientes. 134 Medindo a concorrência, estimar a demanda para os produtos de um varejista é um importante fator de sucesso, mas apresenta somente metade dos fatos. È igualmente importante determinar o nível de concorrência na área de comercio. 135 133 Idem (Levy: 2000, pag. 227) Idem (Levy: 2000, pag. 235) 135 Idem (Levy: 2000, pag. 240) 134 56 Os varejistas escolhem determinada região ou uma área de mercado por duas razões: Primeira, algum tipo de mercadorias é mais bem vendido em certas áreas que em outras. Segunda, algumas lojas escolhem manter o foco regional para que possam manter imagem forte junto a seus clientes e ser capazes de gerenciar suas lojas e seus sistemas de distribuição com mais eficácia. As áreas de comércio normalmente são divididas em zonas primárias, secundárias e terciárias. Os limites de uma área de comércio são determinadas por sua acessibilidade por parte dos clientes, pelas barreiras naturais e físicas que existem na área, pelo tipo de lojas pelo nível de concorrência. 136 Ao definirmos os principais aspectos que fazem lojistas instalarem seus pontos de vendas num shopping center, assim como empreendedores/administradores realizarem empreendimentos como esses, percebe-se que a principal variável competitiva está centrada na questão do relacionamento entre as partes. O sucesso comercial dos lojistas é diretamente proporcional a capacidades da administração do shopping de desenvolver estratégias de marketing/promocional adequadas à realidade operacional/comercial de cada loja, assim como a garantia dos resultados comerciais/gerenciais da administração está em total dependência de sinergia/relacionamento com os lojistas/gerentes de loja.137 136 137 Idem (Levy: 2000, pag. 250) Idem (Levy: 2000, pag. 139) 57 Capítulo IV Relacionamento de Empreendedores de Shopping Centers X Empreendedores Lojistas O item relacionamento é o mais importante quando o lojista se interessa e ou é convidado a fazer parte do Mix de um Shopping Center. Existem diversas formas de relacionamento: Quando há Interesse do empreendedor: Neste relacionamento as concessões são “iguais” para todos, tudo vai depender da vantagem competitiva que o empreendedor tem de manter determinados lojistas no seu empreendimento. Quando há Interesse do lojista: Ocorre o inverso, depender da vantagem competitiva que o lojista tem em se manter em determinado empreendimento de shopping center. Quando há Interesse de ambos: As concessões são de vários aspectos, tipo: redução de aluguel, aluguel percentual, contrato com clausulas especiais, etc. Uma das principais problemáticas do relacionamento administrador e lojista ocorre quando se analisa a questão da estratégia promocional e os resultados que ela alcança, tanto em nível de tráfego como de vendas. 138 “As ações promocionais geram tráfegos, mais isso não é transformado em vendas na proporção desejada. O shopping reclama do lojista/gerentes por não estarem preparados/capacitados a transformarem tráfego em vendas, e os lojistas, por sua vez, dizem que na maioria das vezes o tráfego gerado pelo shopping é inadequado no que se refere a um público realmente consumidor.” 139 Outro ponto importante na gestão de shopping center que acarreta sistematicamente conflitos com os lojistas é a função da auditoria interna, executada pela administração com a finalidade de garantir o recebimento “real” do valor do aluguel (mínimo ou percentual) presente nos contratos de locação. 140 138 Idem (FELISONI. 1997. pag.129) Idem (FELISONI. 1997. pag.131) 140 Idem (FELISONI. 1997. pag.132) 139 58 “Nas normas gerais incluídas nos contratos feitos com administradoras e os lojistas dos shoppings centers vêm discriminados poderes de fiscalização da administradora, que são de ordem imperativa. A administração, seus representantes, procuradores e auditores, terão direitos a examinar todos os livros acima mencionados, bem como toda e qualquer documentação ou registro que possibilite, a juízo dela, administradora, constar, no horário comercial, direta e indiretamente, o montante do faturamento bruto do lojista, onde quer que os mesmos se encontrem.” 141 Como recebem um aluguel percentual do resultado das vendas realizadas pelos lojistas, para garantirem o valor exato dessa operação, evitando toda e qualquer possibilidade de sonegação a administração do shopping realiza periodicamente ações de auditoria de acordo com o que foi anteriormente mencionado. Sempre que uma loja apresenta baixo aluguel, com um custo operacional alto (condomínio, fundo de promoções), estabelece-se uma ação da auditoria, coloca-se dentro da loja um auditor, durante um período determinado, anotando todas as vendas realizadas. Por se tratar de uma ação imperativa de acordo com Pinto é geradora de conflitos e desconfianças dificultando o relacionamento entre administradora e lojistas.142 A estratégia de distribuição do tráfego no interior do shopping é um fator bastante crítico para seu sucesso. Certas áreas do shopping se tornarão “áreas mortas”, acarretando diversos problemas/conflitos entre administradores e lojistas, se não se levar em consideração princípios de criação de tráfego afinidade entre mercadorias, localização das lojas, dimensionamento etc.143 Outro ponto de conflito e relacionamento entre lojista e administradores esta na integração do mix de lojas na umbrela do shopping, fazendo com que o mesmo seja mais que uma coleção de lojas. Cada uma de suas lojas deverá contribuir para a imagem total do shopping center na mente do publico consumidor, sendo que nenhuma delas individualmente poderá ser mais importante que o shopping como um todo. A capacidade de estabelecer uma identidade própria, por meio de recursos promocionais bem concebidos e bem planejados, poderá muito bem ser o fator preponderante para sua vantagem competitiva. 144 141 PINTO, D.S.R. Shopping center, procedimentos jurídico-administrativo referente às relações da empresa proprietária com lojista e clientela. Rio de janeiro: Forense, 1992 142 Idem (FELISONI. 1997. pag.132) 143 Idem (FELISONI. 1997. pag.129) 144 Idem (FELISONI. 1997. pag.129) 59 A dificuldade de integração entre lojista e administradores, fazendo a soma das partes (lojas) ser maior que o todo (projeto arquitetônico), pode ser atendida pelas seguintes questões: O consumidor de determinada loja localizada em um shopping center deve se sentir cliente da loja ou do shopping? Os gerentes das lojas devem sentir-se funcionários das lojas ou do shopping? Os funcionários de um shopping devem considerar os gerentes das lojas empregados da loja ou do shopping? Os profissionais de determinada loja devem acompanhar o calendário promocional do shopping ou da loja? 145 Não obstante a forma de instituição de um Shopping Center, o relacionamento entre Lojista e Empreendedor deverá ser claro, preciso e conciso, de forma expressa e funcional, a fim de evitar desgastes e discussões inócuas. Para tanto, utilizam-se os Empreendedores dos seguintes recursos: 146 (a) Normas Gerais Complementares: tem por escopo facilitar e unificar as contratações das unidades integrantes do shopping, de forma que o empreendedor, através de uma Escritura Pública, condense em um único instrumento todas as regras que irão nortear o funcionamento do empreendimento. Não possuem força ex lege, mas sim representam as obrigações contratuais assumidas por lojistas e empreendedores. Disciplinam, entre outros, os seguintes aspectos: instalações das lojas; utilização das áreas comuns e privativas; horários de carga e descarga e de funcionamento das lojas e shopping; condições de uso do nome do shopping; penalidades, multas, sanções e etc. Deve caracterizar-se por traçar um perfil, fiel e transparente, da intenção dos empreendedores para com o funcionamento do shopping, dirimindo conflitos e estabelecendo padronizações entre os lojistas. 147 (b) Regimento Interno: busca ser um complemento das Normas Gerais Complementares, de forma a dirimir, esclarecer e ratificar ainda mais os direitos, deveres e obrigações de lojistas e empreendedores. Possui tamanha relevância legal, dada a força da livre manifestação das partes, que o seu descumprimento tem o condão de demandar a rescisão contratual. 148 145 Idem (FELISONI. 1997. pag.129) Site www.buscalegis.ccj.ufsc.br. 19/4/04 147 Site www.buscalegis.ccj.ufsc.br. 19/04/04 148 Site www.buscalegis.ccj.ufsc.br. 19/04/04 146 60 (c) Estatuto da Associação de Lojistas: trata-se de entidade civil de direito privado, sem fins lucrativos, que tem por escopo fomentar a união entre os lojistas integrantes do empreendimento, não obstante o fato de sua adesão e contribuições serem obrigatórias por força de cláusula inserta em seu contrato de locação. Possui ainda o objetivo de gerir o Fundo de Promoções Coletivas, que nada mais é do que um "caixa" formado a partir de contribuições mensais obrigatórias e que irão financiar eventos e comemorações especiais, tais como a decoração natalina, sorteios nos dias das mães, dias das crianças, etc. 149 (d) Contrato de Locação: não obstante as várias discussões e correntes doutrinárias vertentes acerca do referido tema, entretanto podemos de antemão frisar que, na prática, tal instrumento revela-se pela extrema simplicidade, remetendo, pois às Normas Gerais e ao Regimento Interno os pontos nevrálgicos do empreendimento. 150 Fazendo alusão a discussões originadas em torno da obrigatoriedade da Adesão do Lojista à Associação de Lojistas do Shopping Center, a qual se encontra imposta no interior dos documentos contratuais formalizados ante o Empreendedor e que não raras vezes provoca insatisfações ou até mesmo demandas judiciais dadas à alegação de que tal fato depõe contra o princípio constitucional da não obrigatoriedade de associação. Tal discussão visava também, e por via reflexiva, suprimir a cobrança das taxas inerentes ao Fundo de Promoções Coletivas, atrelado à Associação. 151 "Ponto que começa a ser questionado é a obrigação de o lojista associar-se e manter-se vinculado à Associação de Lojistas, que, como se sabe, é parte integrante da estrutura operacional do shopping center. Tendo o artigo 5o, XX, da Constituição Federal declarado que ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado, alguns ocupantes tem impugnado a eficácia da cláusula contratual que obriga o locatário a filiar-se à Associação de Lojistas e nesta manter-se enquanto durar a locação. Sustenta-se que referida cláusula infringe a Lei Maior e agride o direito individual nela congregado. Afirma-se que a Associação é pessoa jurídica estranha a relação locatícia, motivo pelo qual a adesão do lojista deve ser facultativa”. 152 149 Site www.buscalegis.ccj.ufsc.br. 19/04/04 Site www.buscalegis.ccj.ufsc.br. 19/04/04 151 Site www.buscalegis.ccj.ufsc.br. 19/04/04 152 Site www.buscalegis.ccj.ufsc.br. 19/04/04 150 61 Quando se quer exercer impacto favorável sobre as decisões do oponente, é preciso volta-se para o outro, compreender seus valores, crenças, experiências e mentalidade. As pessoas de negócios denominam essa atitude de “foco no cliente”. Essa verdade já transparecia na peça de Arthur Miller O Preço, na qual o avaliador octogenário explica: “Se você não compreende o ponto de vista, não compreende o preço”. Sem duvida, todos os seres humanos percebem, descobrem e criam suas realidades, de acordo com seus mapas e paradigmas mentais. Portanto é natural atribuir nossos valores, crenças e preocupações e aspirações as pessoas com quem negociamos. Mas devemos precaver-nos contra essa inclinação. Essa imagem refletida, ou projeção de nossa parte, apenas redundará em desconforto e discórdia. Encare todas as negociações, na família ou nos negócios, como um encontro entre representantes de diferentes culturas, no qual você se esforça para ser sensível a diferentes perspectiva. Em conseqüência resultará informação adotando a atitude de saber que não sabe tudo, pois as pessoas não só revelam, mas também ocultam informações. 153 Vivemos em uma época em que não basta fornecer bons produtos para se ter garantia do sucesso. O consumidor esta cada vez mais bem informado e exigente, obrigando a cadeia de varejista a lhe ofertar também novas experiências de consumo.154 O relacionamento entre comprador e fornecedor pode ser marcado pelo confronto permanente ou por uma relação mais cooperativa. Uma postura dura na negociação, que defende os interesses da empresa tanto no que diz respeito a preços quanto em relação a outros pontos, dá resultados a curto prazo. Mas um relacionamento que valorize a cooperação entre os dois lados normalmente conduz a uma boa negociação. Entre uma postura e outra é melhor ficar com as duas. O comprador dever ser duro na negociação e defender os interesses da empresa, porém com o cuidado de concentrar a discussão apenas nos pontos realmente significativos.155 153 COHEN, Herb. Você Pode Negociar Tudo. Campus. Pág. 15 à 17 FELISONI, Claudio de Angelo e GIESBRECHT, José Augusto da Silveira. Varejo Competitivo. Volume 10. São Paulo: 2005. pag. 263 155 RATTO, Luis. Comércio Um Mundo de Negócios. Senac Nacional: Rio de Janeiro. 2004, pag. 86 154 62 Kotler ( 1991 ) define varejo como sendo: "Todas as atividades envolvidas na venda de bens e serviços diretamente aos consumidores finais para uso pessoal. Qualquer organização que utilize esta forma de venda - seja fabricante, atacadista ou varejista - está praticando varejo. Não importa como os bens ou serviços são vendidos ( venda pessoal, correio, telefone ou máquina automática ) ou onde são vendidos ( uma loja, na rua ou na residência do consumidor ). Por outro lado, um varejista ou loja de varejo é qualquer empresa comercial cujo volume de vendas decorre principalmente, no varejo." 156 Assim que o lojista iniciar o atendimento ao publico, aconselha-se ao administrador visitar a loja pelo menos uma vez por mês ou com maior freqüência como a hipótese de ocorrerem problemas. Essas visitas têm por objetivo oferecer ao lojista oportunidade de participar com opiniões, idéias ou mesmo esclarecer duvidas que por ventura ainda persistam. Por outro lado, demonstram interesse, por parte do administrador bem como do proprietário em relação ao bem estar do lojista, ensejando entendimento mútuo, sempre que surgem dificuldades. Em hipótese alguma deve o lojista ser o último, a saber, da chegado de um novo colega ao shopping, o último a ouvir falar de importantes planos de melhoramento ou da nomeação de um novo administrador. Manter o lojista informado faz com que ele se sinta parte integrante do Shopping Center e não apenas uma fonte de recurso financeiro. 157 Acredita-se reinar um clima de antagonismo entre proprietário e lojista na industria de Shopping Center, pura fantasia o proprietário do Shopping tem em mente dois objetivos fundamentais: Primeiro, a seleção certa do lojista para ocupar uma área específica. Segundo, o pleno êxito do lojista no local a ele destinado. Por outro lado, o lojista necessita contar com um proprietário experiente e vigilante de forma a manter um ambiente propício ao sucesso dele. Incontáveis são as questões capazes de suscitar atritos entre proprietários e lojistas. A abordagem da matéria em conflito de maneira cortês e profissional pelo proprietário e/ou administrador do Shopping Center conduzirá a uma atmosfera de confiança e respeito mútuos, sanando o empecilho a inteiro contento das partes envolvidas. 158 156 Kotler(apred. Monografia Potsh 2000) ALEXANDER, Alan A. CSM, MUHLEBACH, Richard F. CSM. Shopping Center Relacionamento com Lojistas. Publicado pela Abrasce: 1992. pag. 8 e 9. 158 Idem (ALEXANDER. 1992, pag. 23) 157 63 Conclusão As mudanças mais significativas ocorreram no século XX precisamente após a 2º guerra mundial, na sociedade de maneira em geral, o fenômeno Shopping Centers Regionais, tiveram seu crescimento impulsionado por elementos explosivos como aumento na população, impostos acentuados, mudança da população das cidades para os subúrbios, crescimento do uso de carros e o desenvolvimento do sistema rodoviário interestadual, influenciando no comportamento humano e na sua maneira de consumir. 159 O empreendedor de shopping center e seus lojistas precisam estar em sintonia para oferecer o que há de melhor para seus clientes. Estar atualizado no mercado, equipado com tecnologia para usufruírem dessas vantagens, valorizando e melhorando sempre seu negócio. Esta pesquisa nos remete a reflexão de que o bom relacionamento é essencial em qualquer tipo de negocio, é um item importante que influencia na negociação, na visão, no objetivo de toda operação, o quê ambos os envolvidos devem-se preocupar para realização de um bom negocio, vai resultar no sucesso ou fracasso da operação. Ambos devem estar preparados para negociar e saber ponderar para usufruir uma boa negociação e isso se aplica ao relacionamento shopping/lojista. O mercado atual esta cada vez mais competitivo, devido a isso os clientes estão mais exigentes, procurando um produto de qualidade, com o preço que ele cliente esta disposto a pagar. O objetivo principal do empreendedor de Shopping Centers e o Varejista esta em atender as necessidades e desejos do seu publico alvo, a diferença entre eles esta nos recursos utilizados na política administrativa, econômica e financeira para atingir este objetivo. 159 Magalhães, Arnaldo. Boletim CEPEV. Rio de Janeiro 64 Bibliografias Livros MICHAEL, Lewy, Ph.D e Barton A. Wextz, Ph.D. Administração de Varejo. São Paulo: Editara Atlas S.A, 2000. FELISONI, Cláudio de Ângelo, Giesbrecht José Augusto da Silveira. Varejo Competitivo, volume 2. São Paulo: Editora Atlas S. A, 1997. FELISONI, Cláudio de Ângelo, Giesbrecht José Augusto da Silveira. Varejo Competitivo, volume 10. São Paulo: Editara Saint Paul, 2005. COHEN, Herb. Você Pode Negociar Tudo. Editora Campus, 2005 RATTO, Luis. Comercio Um mundo de negócios. Rio de Janeiro: Editora Senac Nacional, 2004. SOARES, André Luis Pereira. Franquia 100% varejo & serviços. Rio de Janeiro: Editora Outras Letras, 2006. ALEXANDER, Alan A., CSM e MUHLEBACH, Richard F. CSM. Shopping Center Relacionamento com Lojistas. Publicado pela Abrasce, 1992. IANNI, Otavio. A era do globalismo. Rio de janeiro: Civilização Brasileira, 1996. Sites www.alshop.com.br www.idv.org.br www.buscalegis.ccj.ufsc.br www.jus2.uol.com.br www.shoppingcenter www.abrasce.com.br www.bndes.gov.br www.estadão.com.br www.franca.unesp.br www.aviator.com.br www.mariofilo.com.br www.mariazinha.com.br www.cantão.com.br www.centauro.com.br 65 www.wave.com.br www.tf.com.br www.brookisfield.com.br www.renasce.com.br www.egec.com.br www.iguatemi.com.br www.barrashopping.com.br www.norteshopping.com.br www.tijucashopping.com.br www.plazashopping.com.br www.iguatemishopping.com.br Revistas e Trabalhos Acadêmicos POTSCH Fernando. Tese de Mestrado. São Paulo, 2000. MIRANDA, Carlos Augusto Bezerra. Apostila MBA de Varejo e Serviço.Rio de Janeiro. 2003 LEMOS, Cassiano. Apostila MBA de Varejo e Serviço.Rio de Janeiro. 2003 LOPES, Jaqueline. Apostila MBA de Varejo e Serviço.Rio de Janeiro. 2003 FEGHALI, Marta Kasznar. Apostila MBA de Varejo e Serviço.Rio de Janeiro. 2003 Revista de Shopping centers Revista Empresário Lojista Lista de Abreviatura. ABRASCE: Associação Brasileira de Shopping Centers ALSHOP: Associação Brasileira de Lojistas de Shopping IDV: Instituto de Desenvolvimento de Varejo BNDES: Banco Nacional de Desenvolvimento