DETERMINAÇÃO DA SOLUBILIDADE DO ÓLEO DE ANDIROBA EM DIÓXIDO DE CARBONO SUPERCRITICO EMPREGANDO O MÉTODO DINÂMICO Vania M. B. CUNHA Rosiane F. MOREIRA Jackson E. RODRIGUES Raul N. CARVALHO Jr. Nélio Teixeira MACHADO Marilena Emmi ARAÚJO PPGCTA/ITEC/UFPA PPGEQ/ITEC/UFPA TERM@/FEQ/ITEC/UFPA TERM@/FEA/ITEC/UFPA TERM@/FEQ/ITEC/UFPA TERM@/FEQ/ITEC/UFPA [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] RESUMO A separação seletiva de constituintes de extratos naturais requer na maioria dos casos a aplicação de processos integrados onde o uso da tecnologia supercrítica tem apresentado destaque. A andiroba (Carapa guianesis) é característica da região amazônica e dos solos úmidos entre o Amapá, Pará e a Bahia. O óleo de andiroba contém ácidos graxos livres, triglicerídeos e terpenos, estes últimos são responsáveis pela sua ação bioativa. O processo de adsorção em conjunto com a dessorção dos constituintes do óleo de andiroba retidos no adsorvente com CO2 supercrítico possibilita a recuperação e o enriquecimento da fração terpênica nos extratos. O projeto do processo de dessorção em CO2 supercrítico necessita da determinação de parâmetros de transferência de massa e de equilíbrio de fases. As curvas de cinética da dessorção podem fornecer informações sobre a influência da temperatura e pressão no rendimento da extração e também dados de solubilidade do óleo no solvente supercrítico. Este trabalho teve como objetivo a determinação dos valores da solubilidade dinâmica do óleo de andiroba em CO2 supercrítico, a 50ºC e pressões de 150, 200 e 250 bar, a partir de dados experimentais das curvas de cinética de dessorção do óleo, adsorvido em -alumina ativada a 450ºC, empregando CO2 supercrítico como solvente. Foi utilizado um aplicativo desenvolvido em VBA para Excel para a determinação dos parâmetros cinéticos. Verificou-se que o rendimento global da dessorção e a solubilidade do óleo de andiroba aumentam com o aumento da pressão. Os valores determinados da solubilidade do óleo de andiroba via dessorção com CO2 supercrítico estão na ordem de 0,4 a 2 mg de óleo/g de CO2 1 - INTRODUÇÃO Processos integrados costumam ser aplicados na separação seletiva de constituintes de extratos naturais com bastante atuação da tecnologia supercrítica dentre eles destacam-se a transesterificação do óleo de palma bruto, seguido de destilação molecular (OOI et al., 1994), adsorção de óleo de palma bruto, seguido de extração com solvente (BAHARIN et al., 2001), transesterificação de óleo de palma bruto, seguido de purificação da mistura de ésteres em coluna em contracorrente, empregando CO2 supercrítico e, adsorção do concentrado de ésteres em sílica gel (CHUANG e BRUNNER, 2006). Há vários estudos na literatura que investigam a capacidade do fluido supercrítico em processos de dessorção. Muitos destes resultados tratam das características da dessorção supercrítica de sistemas em carbono ativado (TAN e LIOU, 1989; MATRAS et al., 1993). O processo integrado de adsorção em condições atmosféricas em aluminas ativadas termicamente, associada a dessorção com dióxido de carbono supercrítico foi aplicado tanto para desacidificação do óleo de de palma quanto para a recuperação dos carotenoides (AZEVEDO et al., 2011). Uma das vantagens da aplicação da extração supercrítica para a separação do óleo adsorvido na alumina é a obtenção de um produto final totalmente isento de resíduo de solvente tornando-se, portanto, um processo de grande interesse para as indústrias de alimentos e farmacêutica. Mais recentemente CUNHA et al. (2012) estudaram o processo de adsorção do óleo de buriti, em coluna empacotada com -alumina, e dessorção, usando CO2 como meio supercrítico, a pressões de 150, 200 e 250 bar a 333 K. Os resultados mostraram que a capacidade do adsorvente aumenta com a pressão, obtendo um máximo de 99,486 mg de óleo de buriti/g de alumina a 250 bar e que a concentração de antioxidantes apresentou uma tendência a aumentar durante o curso da adsorção 759 supercrítica com o aumento da pressão. O processo integrado de adsorção/dessorção supercrítica de compostos solúveis em lipídeos proporcionou à obtenção de correntes de óleo de buriti enriquecidos em 2,5 vezes a concentração de carotenóides A andiroba (Carapa guianesis) é característica da região amazônica e dos solos úmidos entre o Amapá, Pará e a Bahia. O óleo das sementes de andiroba contém ácidos graxos livres, triglicerídeos e terpenos, estes últimos são responsáveis pela sua ação bioativa. A aplicação do processo integrado de adsorção utilizando aluminas ativadas termicamente em conjunto com a dessorção, utilizando o CO2 supercrítico como solvente, apresenta-se como uma proposta viável de investigação a fim de eliminar total ou parcialmente os ácidos graxos livres no percolado com a adsorção dos compostos terpênicos no adsorvente e com a dessorção dos constituintes do óleo de andiroba retidos no adsorvente com CO2 supercrítico, possibilitando a recuperação e o enriquecimento da fração terpênica nos extratos. O projeto do processo de dessorção em CO2 supercrítico necessita da determinação de parâmetros de transferência de massa e de equilíbrio de fases. As curvas de cinética da dessorção podem fornecer informações sobre a influência da temperatura e pressão no rendimento da extração e também dados de solubilidade do óleo no solvente supercrítico. Uma curva típica de extração supercrítica de óleo vegetal de matriz sólida é constituída de uma parte inicialmente linear com uma inclinação próxima ao valor da solubilidade do óleo no CO 2. A seguir há um período de transição, durante o qual a taxa de extração cai rapidamente, e então a extração continua com uma taxa muito menor (SOVOVÁ et al., 1994). A primeira parte da curva de extração contém informações sobre o tipo de equilíbrio entre o sólido e a fase fluida (período de taxa de extração constante). Quando a concentração do soluto na fase sólida é alta, similar aos óleos vegetais em sementes e polpas, a concentração de equilíbrio da fase fluida é independente da matriz sólida e igual à solubilidade. Porém quando a concentração inicial do soluto na planta é baixa, o qual é típico da extração de óleos essenciais, o equilíbrio é controlado pela interação soluto-matriz sólida e a concentração da fase fluida é muito menor que a solubilidade de equilíbrio (SOVOVÁ, 2005). A análise realizada por DEL VALLE et al. (2005) de diversos dados de solubilidade publicados na literatura e determinados a partir de experimentos de cinética de extração confirmam estas afirmações. Este trabalho teve como objetivo geral avaliar o processo de dessorção com dióxido de carbono supercrítico do óleo de andiroba adsorvido em alumina ativada termicamente a 450C. Foram medidos dados experimentais de cinética de dessorção, a pressões de 150, 200 e 250 bar e a temperatura de 50C, para verificar a influência da pressão e da temperatura no rendimento da dessorção e para a determinação da solubilidade do óleo no solvente supercrítico. 2- MÉTODOS E PROCEDIMENTOS Foram utilizadas amostras de óleo de andiroba bruto, fornecidos pela Brasmazon Ltda. (BelémPará- Brasil), o dióxido de carbono utilizado, com pureza de 99,99% foi fornecido Gaspará S.A. (Belém -Pará- Brasil), e o hidróxido de alumínio (Gibsita), utilizado como matéria prima para a preparação do adsorvente, foi fornecido pela Alunorte (Barcarena- Pará- Brasil). Foi aplicada a metodologia descrita por CUNHA et al. (2012) para o processo de ativação térmica para a produção do adsorvente (-alumina) a 450°C. 2.1. Aparato Experimental O equipamento utilizado para realizar os experimentos de adsorção é constituído por uma coluna cilíndrica de aço inox (unidade de adsorção) com 5,5 cm de diâmetro e 25 cm de altura acoplada a uma unidade de sedimentação/filtração com 19,5 cm de altura e 4,5 cm de diâmetro (Figura 1). Os dois aparatos são encamisados e o sistema todo é mantido aquecido por um banho 760 termostático que utiliza água como fluido refrigerante. A descrição detalhada do equipamento e do procedimento de adsorção foi apresentada por AZEVEDO et al. (2011). Foram utilizadas 20 g de -alumina ativada termicamente, com área superficial na faixa de 240-270 m2/g e 200 g de óleo de andiroba bruto. Os experimentos foram realizados com a temperatura do sistema em 60C para um período de agitação de 30 minutos. O óleo percolado foi recolhido no coletor de aço inox (Refrinox, Belém) do sistema de vácuo, sendo em seguida armazenado adequadamente, para posterior análise química e o adsorbato foi acondicionado para posterior dessorção utilizando a unidade piloto de extração supercrítica. Os experimentos de dessorção com CO2 supercritico foram realizados em uma adaptação da Unidade de Extração Supercrítica da FEQ/UFPA, o qual consiste em utilizar o último separador como extrator contendo uma célula de extração e um recipiente de aço inox contendo no seu interior um tubo de ensaio como separador. A representação esquemática do equipamento está apresentada na Figura 2. O material (alumina+óleo) foi acondicionado no interior da célula de extração de aço inox com 0,044 m de altura e 0,029 m de diâmetro o qual é adaptado no interior do extrator. A unidade de dessorção foi previamente carregada com dióxido de carbono do reservatório cilíndrico. A partir da abertura das válvulas V6, V9, e V12 o gás começa a circular pelo compressor sendo comprimido até a pressão de operação desejada no extrator. Inicialmente as válvulas V7 e V10 são mantidas fechadas, tal que a pressão de operação desejada no extrator seja atingida. A pressão de operação no extrator e a vazão do solvente são mantidas constantes através da regulagem das válvulas micrométricas V7 e V10. No instante em que a válvula V10 é aberta ocorre a redução de pressão e inicia a separação do dióxido de carbono dos substratos da matriz sólida no separador. Figura 1- Unidade de Adsorção Figura 2 – Unidade de Dessorção 2.2. Solubilidade Foi utilizado neste trabalho o método dinâmico para a medida da solubilidade. Os dados experimentais da cinética de dessorção foram plotados como rendimento () (massa extraída/massa de alimentação) versus tempo de dessorção. Segundo SOVOVÁ et al. (1994) o processo de extração supercrítica de solutos de uma matriz sólida pode ser representado dividindo a curva de extração em três regiões. A primeira região corresponde a etapa de taxa de extração constante (CER) para um período corresponde a tCER. A segunda região corresponde a etapa de taxa de extração decrescente, para um período entre tCER<t<tFER e a terceira região corresponde ao momento em que o soluto esta se esgotando na matriz sólida, para um período t>tFER. 761 Os parâmetros cinéticos tCER e tFER podem ser determinados para representar uma curva global de extração por um ajuste de retas executado através de um spline linear, segundo metodologia proposta por RODRIGUES et al. (2002) e descrita por CARVALHO Jr. (2004) e MEIRELES (2008). Baseado na metodologia proposta foi desenvolvido por SANTOS (2007) um aplicativo computacional em Excel, para a determinação dos parâmetros cinéticos de uma curva global de extração, denominado “três retas”. O aplicativo determina os dois pontos de encontro das três retas, onde a intersecção entre as duas primeiras retas determina o término do período CER (tCER), o qual representa o final do período de taxa constante de extração (tCER), onde a inclinação da primeira reta representa a taxa de extração constante (MCER) e, a intersecção entre a segunda e a terceira reta que determina o final do período FER (tFER), onde a partir deste ponto se inicia a etapa difusional. O aplicativo utiliza o procedimento de regressão linear PROJ.LIN (mínimos quadrados) para a determinação do ponto de encontro das retas associado a um algoritmo implementado em Visual Basic para Aplicações no Excel (VBA) que realiza a busca exaustiva (0<t<t final) dos melhores tCER e tFER, dentro do intervalo de tempo do experimento de extração, que maximize o coeficiente de correlação (R2) do ajuste realizado pela função PROJ. LIN. O aplicativo gera um gráfico dinâmico e de forma simultânea a regressão para a determinação do ponto de encontro das retas, de acordo com o passo (tempo) selecionado para a busca exaustiva. O uso do algoritmo de busca exaustiva evita a necessidade de estimativa inicial para os valores de tCER e tFER através de observação visual das curvas de extração. Os valores das solubilidades (massa de extrato/ massa de CO2) para cada pressão e temperatura foram determinados empregando a relação entre a taxa de extração constante, MCER (massa extrato/tempo) e a vazão do dióxido de carbono (massa de CO2/tempo) 3- RESULTADOS E DISCUSSÃO Na Tabela 1 estão apresentadas às condições operacionais e o rendimento do processo de dessorção do óleo de andiroba empregando dióxido de carbono supercrítico. Na Figura 3 estão apresentadas as curvas cinéticas de dessorção para cada condição operacional expressas em rendimento versus tempo de dessorção. Os resultados mostram que o rendimento aumenta com a pressão de dessorção, a temperatura constante de 50°C, e que o fator determinante foi o aumento da densidade do CO2. O mesmo comportamento foi observado com as cinéticas de dessorção empregando dióxido de carbono supercrítico, para o óleo de palma adsorvido em -alumina a 55°C e pressões entre 200 a 300 bar (AZEVEDO et al., 2011). Tabela 1- Condições operacionais e rendimento da dessorção do óleo de andiroba. Rendimento (g/cm3) ( gCO2 / min) (%) 50 0,8342 17,20 28,27 200 50 0,7843 16,10 20,54 150 50 0,6997 16,78 14,21 T (bar) (C) 1 250 2 3 Exp. Densidade do QCO2 P CO2 762 T = 50 0C 0,35 Exp 1 Exp 2 Exp 3 0,30 [%] 0,25 0,20 0,15 0,10 0,05 0,00 0 20 40 60 80 100 Tempo [ min ] Figura 3 – Cinéticas de dessorção do óleo de andiroba a 50°C. Na Tabela 2 estão apresentados os parâmetros cinéticos e os valores das solubilidades dinâmica do óleo de andiroba determinados para a etapa de velocidade constante de dessorção. As solubilidades do óleo de andiroba em dióxido de carbono supercrítico, determinados via cinética de dessorção, apresentaram valores da mesma ordem de grandeza da solubilidade dinâmica determinada através de curvas cinéticas de dessorção do óleo de palma e da solubilidade de equilíbrio, determinadas pelo método estático, do óleo de palma e de outros óleos vegetais publicados na literatura (ARAÚJO et al., 2006; STOLD e BRUNNER, 1998; RODRIGUES et al., 2005). A Figura 4 representa a metodologia para a determinação da solubilidade dinâmica, ou seja, compara os dados experimentais da curva global de dessorção (rendimento versus tempo) com o ajuste, empregando o aplicativo três retas, determinando o ponto final da etapa linear de dessorção ( t CER , M CER ). Foram obtidos bons ajustes de acordo com os coeficientes de correlação apresentados na Tabela 2. Os resultados dos parâmetros cinéticos mostram que o mais longo período de taxa de extração constante, t CER foi a 250 bar, coerente com o valor experimental do maior rendimento, o qual contribuiu para a determinação do maior valor de solubilidade. Tabela 2- Parâmetros cinéticos e solubilidade do óleo de andiroba Coeficiente de correlação P T t CER t FER M CER Solubilidade (bar) (C) (min) (min) ( mg óleo / min ) 250 50 32 48 35,73 0,9993 2,077 200 50 28 36 15,34 0,9996 0,953 150 50 8 60 7,98 0,9990 0,4755 (mg óleo / g CO2 ) 763 Massa Extraída/Massa de Alimentação 000 000 000 000 000 000 Experimental 000 250 bar 000 0 50 100 150 200 Massa de CO2/Massa de Alimentação 250 300 Figura 4 – Ajuste das retas para o cálculo dos parâmetros cinéticos a 250 bar e 50C. 3- CONCLUSÕES Este trabalho teve como objetivo geral avaliar o comportamento cinético do processo de dessorção com dióxido de carbono supercrítico do óleo de andiroba, adsorvido em alumina ativada termicamente a 450 C. Foram medidos dados experimentais de cinética de dessorção, a pressões de 150, 200 e 250 bar e a temperatura de 50C. Os valores da solubilidade do óleo de andiroba variaram entre 0,4 a 2 mg de óleo/g de dióxido de carbono, valores da mesma ordem de grandeza da solubilidade de equilíbrio de outros óleos em dióxido de carbono supercrítico publicados na literatura e medidos pelo método estático. Verificou-se que o rendimento global de dessorção e a solubilidade dinâmica do óleo de andiroba desorvido com dióxido de carbono supercrítico aumentaram com o aumento da pressão a temperatura constante, região de aumento da densidade do solvente. 5- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS - ARAÚJO, M. E.; AMARAL, A. R.; RODRIGUES, J. E.; SANTOS, J. L.; TREJO, A. A. M.; MACHADO, N. T.; Solubilidade de óleo de palma e modelagem da dessorção com dióxido de carbono supercrítico. Anais XVI Congresso Brasileiro de ENGENHARIA QUÍMICA – COBEQ 2006. Santos, SP, Brasil, 2006. - AZEVEDO, F.F.M.; CUNHA, M. A. 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