Programa de promoção de importações
brasileiras oriundas dos países da
Comunidade Andina
Versão preliminar
Maio de 2006
Ref.: Contrato de prestação de serviços firmado entre a Swiss Agency for Development and Cooperation
– SDC e a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior – Funcex.
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AGRADECIMENTOS
◉
Embaixador Mario Vilalva − DPR - MRE
◉
Conselheiro Wanja Campos da Nóbrega − DPR - MRE
◉
Secretário Igor Germano − DPR - MRE
◉
Milagros Ochoa − Oficina de Promoção Comercial do Peru
◉
Ministra Maria Euvira Pombo − Cônsul Comercial da Colômbia
◉
Regina Penteado − Assessora de Exportações - Proexport Colômbia
◉
Luz Emilia Toledo − Chefe do setor de promoção comercial - Embaixada da Venezuela
◉
Sergio Cordoba − Adido Comercial da Bolívia
◉
Min. Juan Pablo Valdivieso − Diretor Comercial - Embaixada do Equador
◉
Valeria Escudero Serrano − CORPEI - Equador
◉
Marcelo Ramos Araújo − Embaixada do Brasil no Peru
◉
Leonardo Gorgulho Fernandes − Embaixada do Brasil no Equador
◉
Vesta Touron − área de inteligência comercial do Banco de Comércio Exterior da
Venezuela − Bancoex
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO______________________________________________________________________ 4
1. OS OBSTÁCULOS ÀS VENDAS DE PRODUTOS ANDINOS PARA O BRASIL: A VISÃO DOS
EXPORTADORES ___________________________________________________________________ 5
1.1. Bolívia_______________________________________________________________________ 6
1.2. Colômbia ____________________________________________________________________ 8
1.3. Equador ____________________________________________________________________ 10
1.4. Peru _______________________________________________________________________ 13
1.5. Venezuela___________________________________________________________________ 15
1.6. Aspectos comuns aos cinco países _______________________________________________ 17
2. PRODUTOS COM POTENCIAL PARA PROMOÇÃO DE IMPORTAÇÕES NO BRASIL ___________ 19
2.1. Bolívia______________________________________________________________________ 19
2.2. Colômbia ___________________________________________________________________ 24
2.3. Equador ____________________________________________________________________ 29
2.4. Peru _______________________________________________________________________ 33
2.5. Venezuela___________________________________________________________________ 42
2.6. Aspectos a serem considerados na seleção de produtos _______________________________ 49
3. ANÁLISE DE PESQUISA DE CAMPO COM 150 EMPRESAS IMPORTADORAS BRASILEIRAS _ 49
3.1. Resultados gerais_____________________________________________________________ 50
3.2. Resultados referentes às empresas que importam da CAN_____________________________ 60
4. RECOMENDAÇÕES DE MEDIDAS PARA PROMOÇÃO DE IMPORTAÇÕES DOS PAÍSES DA
COMUNIDADE ANDINA _____________________________________________________________ 65
4.1. Produtos prioritários para ações de promoção comercial_______________________________ 65
4.2. Iniciativas relacionadas à difusão de informações ____________________________________ 74
4.3. Aspectos relacionados às condições de oferta ______________________________________ 75
4.4. Remoção de barreiras às importações no Brasil _____________________________________ 75
ANEXOS _________________________________________________________________________ 77
Anexo 1. Questionário aplicado junto a empresas e instituições dos países andinos _____________ 77
Anexo 2. Produtos selecionados na primeira etapa do projeto ______________________________ 79
Anexo 3. Questionário da pesquisa de campo com 150 empresas importadoras brasileiras _______ 93
Anexo 4. Lista completa de produtos importados pelas 150 empresas importadoras (segundo capítulos
da NCM) ________________________________________________________________________ 98
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Introdução
Esse relatório apresenta os resultados do projeto de pesquisa Programa de promoção competitiva de
importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina, que tem como objetivo oferecer
sugestões de medidas a serem adotadas pelo governo brasileiro e pelos países andinos − Bolívia,
Colômbia, Equador, Peru e Venezuela − para o incremento das exportações desses países para o Brasil.
O Departamento de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores do Brasil está
desenvolvendo uma série de iniciativas no âmbito do Programa de Substituição Competitiva de
Importações, que procuram promover as importações brasileiras de produtos provenientes dos países sulamericanos. As conclusões desse estudo poderão contribuir para o desenho de algumas dessas iniciativas.
A primeira etapa do projeto envolveu a identificação de produtos dos países andinos com potencial para
expandir suas vendas ao Brasil, com base apenas em informações estatísticas. Para os produtos
selecionados como oportunidades, foram identificadas as barreiras tarifárias e não-tarifárias que
restringem as importações brasileiras e foi avaliado o tratamento recebido nos programas de
liberalização comercial em vigência entre o Brasil e os países andinos. Os resultados dessa primeira
etapa foram apresentados em Relatório Parcial elaborado em janeiro de 2006.
Na segunda etapa, o projeto buscou capturar a visão dos exportadores e organizações públicas e
privadas de promoção comercial nesses países, bem como das empresas brasileiras importadoras dos
produtos selecionados como oportunidades. As consultas tiveram como objetivo incorporar à análise a
visão dos agentes envolvidos no comércio entre o Brasil e os cinco países analisados sobre as seguintes
questões: (i) a representatividade da lista de produtos identificada na primeira etapa e a conveniência de
excluir alguns produtos e incluir outros; (ii) as principais barreiras que dificultam, ou mesmo impedem, as
exportações destes produtos para o Brasil; e (iii) medidas que deveriam ser incorporadas aos atuais
programas de promoção de importações brasileiras dos países andinos.
Os resultados da segunda etapa estão apresentados nesse Relatório Final. A primeira seção descreve
as conclusões de entrevistas realizadas com organizações de promoção comercial públicas e privadas,
assim como com alguns exportadores desses países, procurando resumir a sua percepção sobre os
produtos com maior potencial no comércio com o Brasil, os principais obstáculos às exportações nos
países de origem e as principais barreiras às importações no Brasil e as suas recomendações para um
programa de promoção das importações brasileiras.
A segunda seção apresenta uma nova lista de produtos considerados como de maior potencial para
expandir suas vendas ao Brasil, resultante da exclusão de alguns produtos da lista elaborada na primeira
etapa e da inclusão de novos produtos, com base nas avaliações realizadas por instituições dos próprios
países. A exemplo da primeira etapa, apresentam-se, para cada produto, dados sobre fluxos de
comércio, market-share, tarifas e preferência outorgadas pelo Brasil aos parceiros andinos. A terceira
seção traz a visão dos importadores brasileiros sobre as condições de oferta nos países andinos e os
obstáculos ao incremento das compras originárias destes países, com base em uma pesquisa de campo
realizada com 150 empresas importadoras do país.
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A última seção apresenta uma lista final de produtos que deveriam ser alvos prioritários das políticas de
promoção de importações e reúne algumas sugestões para ações de promoção comercial tanto nos
países de origem quanto no Brasil, relacionadas a difusão de informações, melhoria das condições de
oferta dos países e remoção de barreiras às importações no Brasil.
1. Os obstáculos às vendas de produtos andinos para o Brasil: a
visão dos exportadores
A identificação dos obstáculos que dificultam as exportações para o mercado brasileiro é etapa
importante na elaboração de um programa de promoção de produtos andinos no mercado brasileiro.
Além da visão das empresas importadoras no Brasil, capturada pela pesquisa de campo que será
apresentada na terceira seção desse relatório, é importante levar em consideração a percepção dos
exportadores sobre barreiras comerciais e demais obstáculos que impedem um melhor desempenho das
vendas para o mercado brasileiro. Para tanto, foi elaborado um questionário que serviu como roteiro para
entrevistas com organizações empresariais e governamentais de promoção comercial dos países
andinos. Esse questionário encontra-se no Anexo 1 deste relatório.
Um dos requisitos para a eficácia das ações de promoção de comércio é o foco em produtos que
representem, efetivamente, oportunidades de negócios e que possam ser beneficiados por um programa
dessa natureza. O questionário teve como primeiro objetivo obter dos exportadores a seleção de
produtos que eles consideram prioritários para ações de promoção de exportações para o mercado
brasileiro, a partir da lista de produtos identificados como oportunidades no Relatório Parcial.
Em alguns casos, como o da Colômbia, os entrevistados fizeram uma depuração da lista original,
resultando em um conjunto restrito de produtos. Em outros casos, como o do Peru, uma quantidade
significativa de novos produtos foi incluída, tornando a lista excessivamente extensa. A última seção
deste relatório apresentará sugestões de critérios a serem adotados para selecionar os produtos que
devem merecer atenção prioritária nas atividades de promoção de importações para o Brasil.
As entrevistas também procuraram capturar a visão dos exportadores sobre quais são os principais
obstáculos ao crescimento das exportações resultantes de políticas públicas, condições de
competitividade ou gestão empresarial nos países de origem. Além disso, buscaram identificar barreiras
comerciais no mercado brasileiro causadas por políticas comerciais ou legislações e regulamentos
domésticos. Por fim, procuraram obter recomendações dos exportadores sobre ações prioritárias para
um programa de apoio às vendas de seus produtos para o Brasil.
Foram entrevistados os responsáveis pela promoção comercial de cada um dos cinco países andinos no
Brasil. Com o apoio dos escritórios de promoção comercial desses países e do Departamento de
Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores do Brasil foram organizadas agendas para
entrevistas locais em três dos cinco países incluídos neste estudo (Equador, Peru e Venezuela). Por
intermédio do escritório da Proexport da Colômbia em São Paulo, o questionário foi respondido por
organizações empresariais e governamentais deste país.
Esse projeto foi recebido com interesse tanto pelo governo brasileiro quanto pelas organizações de
promoção comercial dos países andinos. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil entendeu que a
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iniciativa representa um apoio relevante para o Programa de Substituição Competitiva de Importações
(PSCI) e mobilizou os serviços de promoção comercial das embaixadas do Brasil nesses países para
ajudar na organização das entrevistas.
O questionário apresentado no Anexo 1 e as listas de produtos originais constantes do Relatório Parcial
(Anexo 2) foram enviados com antecedência aos escritórios de promoção comercial no Brasil para que
fossem encaminhados às organizações que seriam entrevistadas em cada um dos países. Ainda assim,
durante a realização das entrevistas, em particular no Equador e no Peru, observou-se que a maioria dos
interlocutores não estava preparada para responder às perguntas. Apesar de terem assumido o
compromisso de enviar os questionários respondidos posteriormente, o número de respostas recebidas
foi pequeno. No caso da Venezuela, a preparação para as entrevistas foi mais efetiva e as respostas
obtidas com os questionários mais numerosas.
A seguir apresentam-se os resultados consolidados das entrevistas/questionários por país.
1.1. Bolívia
Entrevista com o responsável pelo Escritório Comercial em São Paulo da Embaixada da Bolívia no Brasil
permitiu a identificação de produtos de interesse exportador da Bolívia e dos principais obstáculos e
barreiras às exportações de produtos bolivianos para o mercado brasileiro.
Em relação à lista original de produtos com oportunidades de exportações bolivianas para o Brasil, o
entrevistado recomendou a eliminação dos produtos dos capítulos 73, 82, 84, 85 e 90. De fato, a
presença de máquinas e equipamentos na lista causava estranheza, na medida em que a estrutura
produtiva da Bolívia não indica que este país seja um produtor relevante desses produtos. De acordo
com informações do escritório, na maioria dos casos a presença desses produtos na pauta de
exportações da Bolívia é resultado de operações de re-exportação.
Por outro lado, o representante boliviano sugeriu a inclusão dos seguintes produtos que não constavam
da lista original: alhos, sementes de gergelim, palmitos em conserva, algumas confecções e obras de
estanho. O aumento das vendas bolivianas desses produtos para o Brasil não é trivial. As importações
brasileiras de alho vêm predominantemente da Argentina, que pela proximidade geográfica com o Brasil
tem vantagens no acesso ao mercado brasileiro. O segundo fornecedor é a China, sendo que as
importações provenientes desse país estarão sujeitas ao pagamento de direitos antidumping no valor de
US$0,48/kg até dezembro de 2006.
O caso do palmito também é controverso. A Bolívia exportava esse produto até 1999, quando
problemas de botulismo sofridos por consumidores no Brasil provocaram a suspensão das importações.
Os produtores bolivianos passaram a exportar para o Chile, Argentina e Estados Unidos. Para estarem
habilitados a voltar a vender para o mercado brasileiro devem obter certificação da produção, com a
aprovação do Ministério da Agricultura e da ANVISA. De acordo com informações do representante
comercial da Bolívia, esse processo de certificação custa cerca de US$ 15.000,00. Além disso, é
necessário obter o registro do produto no Brasil. As autoridades brasileiras exigem que o responsável
seja uma empresa estabelecida no País. Essas exigências vêm inviabilizando a retomada das vendas do
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palmito boliviano para o mercado brasileiro. É importante ressaltar que as importações brasileiras desse
produto foram desprezíveis no biênio 2003/2004.
Os produtores bolivianos também demonstraram interesse na promoção de exportações de artigos de
confecção para o Brasil. Até fins da década de noventa, antes da desvalorização do real, registravam-se
vendas de camisas bolivianas para o Brasil. A partir de 2000 os produtores bolivianos passaram a
exportar prioritariamente para os Estados Unidos, aproveitando as preferências tarifárias obtidas pela
Bolívia no Andean Trade Promotion and Drug Erradication Act (ATPDEA), sistema de preferências
unilaterais concedidas pelos norte-americanos aos países andinos.
As preferências concedidas pelos Estados Unidos expiram em fins de 2006 e, com receio de que o programa
não seja renovado, os empresários bolivianos têm interesse em voltar a explorar o mercado brasileiro. Nos
últimos anos, os países asiáticos, como China e Índia, passaram a dominar as importações brasileiras nesse
setor. Entretanto, os produtos bolivianos são favorecidos por preferências comerciais no mercado brasileiro
em função do acordo de livre comércio em vigência no comércio bilateral com o Brasil, o que lhes garante
condições mais favoráveis no acesso ao mercado brasileiro em relação a seus concorrentes asiáticos.
Os custos de transporte e as deficiências de logística, a escassez de financiamento para as exportações
e a falta de informações sobre o mercado brasileiro são apontados como os principais obstáculos no
país de origem para o crescimento das exportações bolivianas para o Brasil. Entre esses obstáculos, o
custo de transporte é o principal. O custo do frete rodoviário torna esse meio de transporte praticamente
inviável, fazendo com que a ferrovia seja o principal meio de escoamento da carga.
O sucesso na organização de missões empresariais e rodadas de negócios depende fundamentalmente
da capacidade de convocação de importadores do lado brasileiro. A dificuldade de identificar os
importadores brasileiros, em função da proibição da divulgação das informações pela Receita Federal do
Brasil, constitui-se um sério entrave para esse tipo de atividades de promoção comercial. Esse problema
foi apontado por todos os entrevistados1.
Já as barreiras não-tarifárias e o sistema tributário brasileiro são apontados como as principais barreiras
às exportações da Bolívia para o Brasil. As exigências fitossanitárias e a burocracia brasileira para a
obtenção de certificados de produtores e licenciamento de produtos tornam os custos de entrada no
mercado brasileiro inviáveis para a maioria dos exportadores de produtos agroindustriais bolivianos. O
caso do palmito, descrito acima, é representativo dessas dificuldades.
Na opinião do representante boliviano, os investimentos em integração física são essenciais para
propiciar um incremento no comércio bilateral. Em relação às barreiras não-tarifárias, os exportadores
bolivianos entendem que as autoridades brasileiras (ANVISA e Ministério da Agricultura) deveriam
aceitar os certificados de empresas bolivianas que têm reconhecida capacidade de produção e boas
práticas, com certificados aceitos por outros mercados de exportação também exigentes.
1
Já tendo reconhecido a relevância desta questão, o Departamento de Promoção Comercial (DPR) do Ministério das
Relações Exteriores do Brasil encomendou à Funcex a elaboração de um Catálogo dos Importadores Brasileiros, que
está em fase de publicação.
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Os produtores bolivianos recomendam ainda que seja ampliado o horário de funcionamento dos postos
alfandegários de fronteira e que seja aperfeiçoada a integração entre as aduanas para reduzir o tempo
de desembaraço aduaneiro das mercadorias. O representante boliviano também solicitou apoio para
melhorar as condições de acesso a espaços alfandegários nos portos brasileiros (principalmente Santos
e Paranaguá) para os produtos bolivianos que são exportados para ultramar. Esse é um componente
importante dos custos das exportações bolivianas para os Estados Unidos e Europa.
1.2. Colômbia
As informações da Colômbia foram obtidas em longa entrevista com responsáveis pelo Proexport,
escritório de promoção comercial desse país em São Paulo, bem como a partir de três questionários
preenchidos por analistas de inteligência de mercado da sede do Proexport em Bogotá e por duas
empresas exportadoras. Proexport é uma organização ligada ao Ministério das Relações Exteriores,
responsável pela promoção comercial das exportações não-tradicionais, turismo e investimento
estrangeiro na Colômbia. As empresas que responderam os questionários são produtoras de folhas de
flandres e de telas não tecidas.
Dos 146 produtos identificados como oportunidades de exportações da Colômbia para o Brasil, o
Proexport selecionou 20 considerados prioritários para atividades de promoção comercial. Dois produtos
foram acrescentados à lista original: medicamentos contendo produtos misturados e sacos e bolsas de
plástico. O Proexport vem concentrando suas atenções na promoção de produtos agroindustriais,
manufaturados e insumos, têxteis e confecções, serviços e entretenimento. Mas, entre os produtos
selecionados pelo órgão, a maioria é composta por insumos químicos, fármacos, fungicidas e herbicidas,
insumos plásticos, sacos plásticos, garrafões e garrafas de plástico, pneus para caminhões, fios de
náilon e tecidos e fibras de poliéster (Ver seção 2.2).
A falta de informações sobre o mercado brasileiro, os elevados custos de transporte e os preços pouco
competitivos dos produtos colombianos no mercado brasileiro são identificados como os principais
obstáculos internos à expansão das vendas colombianas para o Brasil. O baixo grau de
complementaridade entre a produção brasileira e colombiana e a assimetria no tamanho das empresas
nos dois países são entraves relevantes. Além das dificuldades no comércio bilateral, a falta de
complementaridade também se reflete na competição de produtores dos dois países nos demais
mercados da região. As empresas colombianas não operam em grande escala, exportam valores
reduzidos para o Brasil, não têm condições de manter estoques e, por isso, têm dificuldade de atender
às demandas dos clientes com o volume e a velocidade requeridos.
Entretanto, os exportadores colombianos identificam as diversas barreiras comerciais impostas pelo
governo brasileiro e a falta de interesse das empresas brasileiras em ampliar suas importações como os
principais obstáculos ao comércio bilateral. Apesar do acordo de preferências recentemente negociado,
os entrevistados apontam a existência de tarifas de importação ainda elevadas como um dos problemas.
Mas os maiores entraves estão nas diversas barreiras não-tarifárias relacionadas com a complexa
burocracia nos trâmites de importação, a falta de previsibilidade nas regras e a lentidão nos
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procedimentos de reconhecimento de conformidade com as normas fitossanitárias.
A descrição dos problemas enfrentados pelo Proexport na atividade de promoção comercial e pelos
exportadores colombianos nas suas operações comerciais com o Brasil revela a percepção de que
dominam práticas protecionistas no mercado brasileiro. As barreiras às importações no Brasil não são
generalizadas, mas são pontuais, as exigências mudam frequentemente e os procedimentos são pouco
transparentes, o que deixa os exportadores colombianos sujeitos a surpresas inesperadas. Embora o
custo de exportar seja normalmente decrescente à medida que a empresa adquire experiência, no caso
do Brasil isso não acontece, devido às constantes mudanças nas regras.
Entre as barreiras apontadas, a que mais incomoda os exportadores colombianos é a demora para que
as autoridades brasileiras intervenientes nas importações de produtos agrícolas (Ministério da Agricultura
– DIPOA) realizem as ações necessárias para a concessão dos certificados exigidos (ex: processo de
análise de risco de pragas para espécies novas, certificação de empresas que exportam produtos de
origem animal, etc.). Há casos em que as normas do Ministério da Agricultura e do Ministério da Saúde
são contraditórias. Muitas vezes, o tempo para a obtenção da certificação é tão grande que os
exportadores acabam direcionando seus produtos para outros destinos. Entre os exemplos citados estão
os casos das flores e do atum, dois produtos que, mesmo depois de elevados investimentos e esforços
por parte dos empresários colombianos, não obtiveram os certificados exigidos pelas autoridades
brasileiras.
Outro problema relacionado aos produtos agroindustriais é a exigência de constituição de empresas no
Brasil para a obtenção de registros para a venda no mercado brasileiro. A empresa exportadora tem que
arcar com os custos de instalar-se no Brasil, encontrar um sócio brasileiro ou ainda ceder os direitos do
registro a alguma empresa importadora. Essa exigência eleva os custos do investimento para entrar no
mercado brasileiro e aumenta os riscos da operação para o exportador.
Questões relacionadas a logística e funcionamento dos portos e atuação das autoridades aduaneiras no Brasil
também são um sério problema. A elevada freqüência de greves de funcionários dos portos e da Receita
Federal, a guerra fiscal entre os estados brasileiros, que se reflete na falta de informações específicas nos portos
sobre as diferenças de legislação nos estados, e a demora na liberação de mercadorias por verificação nos
acordos comerciais em vigência entre os dois países são alguns dos problemas apontados nessa área.
Os produtores colombianos reclamam também da prática não declarada de preços mínimos no Brasil,
mediante a não-emissão de licenças de importação sem argumentos suficientes. Essa barreira é variável de
setor para setor e depende de fatores como a situação no mercado interno, pressão dos lobbies sobre as
autoridades, etc. Nos casos em que há excesso de demanda no mercado brasileiro é mais fácil exportar para
o Brasil. Quando há concorrência com produtos locais, as operações de importação são dificultadas.
A complexidade do sistema tributário brasileiro é outra questão levantada pelos exportadores colombianos. A
imposição dos impostos como IPI, ICMS, PIS e Cofins, que se aplicam de forma cumulativa, não apenas
aumenta o custo da importação, mas requer conhecimento específico sobre a sistemática tributária brasileira.
Em particular, os exportadores têm dificuldade para compreender a sistemática de cobrança do PIS/Cofins. O
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Proexport elaborou uma cartilha com o objetivo de ajudar os exportadores a entenderem os procedimentos e
a melhor calcularem os preços de venda no mercado brasileiro.
Com todas essas dificuldades, “se o exportador colombiano puder escolher, ele prefere não vender para
o Brasil, mas direcionar sua produção para outros destinos”, afirmam os representantes do Proexport no
Brasil. Os produtores colombianos também se queixam que os empresários brasileiros, mesmo os
importadores, não se interessam pelo Programa de Substituição Competitiva de Importações (PSCI).
Outra dificuldade é o fato que as empresas brasileiras não querem efetuar os trâmites burocráticos, mas
querem o produto nacionalizado, deixando todo o processo a cargo do exportador. Contudo, esse
comportamento dos importadores é uma tendência mundial. O problema é que quanto mais complexa é
a burocracia para importar, maiores serão as dificuldades das empresas exportadoras de pequeno porte
para entregar os produtos já nacionalizados, reduzindo as suas condições de competitividade. Como a
maioria das empresas desses países é de pequeno ou médio porte, a necessidade de percorrer todo o
caminho até entregar o produto na porta do importador pode ser excessivamente onerosa.
Assim como os demais escritórios de promoção comercial, o Proexport ressente-se da falta de acesso às
informações sobre empresas importadoras brasileiras. A proibição de divulgação dessas informações
afeta as condições de sucesso das atividades de promoção comercial, como missões comerciais e
rodadas de negócios. Sem essas informações, os encontros empresariais frequentemente frustram os
produtores colombianos, que arcam com os custos de participação nesses eventos, mas não encontram
os interlocutores adequados para a realização de negócios.
Entre as medidas que deveriam constar de um programa de apoio às vendas dos produtos andinos no
Brasil, os representantes colombianos apontaram como iniciativas prioritárias a melhora da integração
física na região, a redução das barreiras não-tarifárias, a negociação de acordos de normas e
regulamentos técnicos e maior clareza e uniformidade nas normas de origem.
A facilitação dos procedimentos aduaneiros e a organização de missões de negócios entre os países,
para que as empresas brasileiras conheçam melhor o leque de produtos que os produtores colombianos
podem ofertar, também são consideradas iniciativas prioritárias.
O Proexport sugere ainda que governo brasileiro publique e atualize regularmente todas as normas e
regulamentos referentes aos procedimentos de importações. Por fim, para melhorar os resultados do
PSCI, os representantes colombianos acreditam que é importante que o Ministério das Relações
Exteriores convença todas as áreas da burocracia brasileira envolvidas com os procedimentos de
importação a engajarem-se no programa.
1.3. Equador
As entrevistas com organizações governamentais e empresariais equatorianas tiveram início em reunião
com o Diretor de promoção comercial da Embaixada do Equador em Brasília, que coordenou a
organização de agenda de reuniões em Quito, com o apoio do Serviço de Promoção Comercial da
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Embaixada do Brasil no Equador. As reuniões foram concentradas na CORPEI – Corporação de
Promoção de Exportações e Investimentos. Essa é a principal instituição na área de promoção comercial
no Equador. É uma organização privada, financiada com recursos provenientes de uma taxa sobre as
receitas de exportações, que conta também com recursos do governo. A CORPEI tem assento em
alguns órgãos colegiados do governo equatoriano.
Além da equipe da CORPEI, participaram das entrevistas representantes do Ministério das Relações
Exteriores e do Ministério do Comércio Exterior do Equador e representantes de organizações
empresariais como a Federação de Exportadores e de associações dos setores de frutas e legumes,
tetos metálicos, flores, têxteis, madeira, pesca e cacau. As entrevistas com os representantes
empresariais mostraram que há pouco conhecimento do mercado brasileiro.
Da lista original de 49 produtos considerados como oportunidades de exportações equatorianas para o
mercado brasileiro, grande parte foi descartada pelos representantes da CORPEI. Em particular os
produtos do setor de bens de capital, ferramentas, madeiras, pneus, borrachas, herbicidas, dicionários,
entre outros foram considerados de baixa prioridade para ações de promoção comercial. Por outro lado,
aspargos, palmito, couve-flor, pesca branca fresca, produtos de pesca em conserva, larvas de camarão,
flores frescas, brócolis, cacau fino e bombons e caramelos foram incluídos como produtos com
possibilidades a serem exploradas.
Representantes de produtos têxteis também demonstraram muito interesse em ampliar o comércio com
o Brasil, embora muitos dos produtos apontados por eles sejam de difícil penetração no mercado
brasileiro. Brasil e Equador são competidores na maioria dos produtos desse setor. As preferências
negociadas no ACE-59 não são consideradas importantes para melhorar as condições de entrada dos
produtos equatorianos no mercado brasileiro. Na realidade, há receio das empresas equatorianas do
aumento da concorrência no mercado daquele país com produtos brasileiros. Representantes do setor
têxtil equatoriano vêm demandando a redução das margens de preferências já concedidas pelo Equador
ao Brasil no âmbito do ACE-59. Além disso, gostariam de contar com cooperação técnica para adequar a
produção equatoriana às necessidades do mercado brasileiro.
O Departamento de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores do Brasil consultou sua
contraparte no Equador, procurando identificar produtos prioritários para atividades no âmbito do PSCI.
Entre os produtos selecionados pelos representantes equatorianos está a palma africana, que tem uso
potencial para o programa de bio-combustível, e também é usada pela indústria de cosméticos.
Outro setor escolhido reúne chocolates, bombons e produtos de confeitaria. De acordo com a avaliação
de representantes do setor privado ouvidos nas entrevistas, chocolates mais finos e mais puros teriam
maiores possibilidades. Os produtos de confeitaria também apresentariam boas perspectivas.
O terceiro produto escolhido pelo Equador é banana, que é o principal produto de exportação desse
país. Mas, além do Brasil ser um grande produtor de banana, há uma controvérsia em torno da
necessidade de certificação de que a produção equatoriana está livre da praga conhecida como
Sigatoka-negra. Está em curso no Brasil o pedido para que o Equador seja declarado zona livre de
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pragas na produção de banana. Essa questão transformou-se em elemento importante do contencioso
bilateral.
Por fim, parece haver interesse em fomentar parcerias no setor de medicamentos genéricos. De fato, já
há alguma experiência de comércio nesse setor e já houve contatos preliminares entre as indústrias dos
dois países.
Falta de informações sobre o mercado brasileiro, custo de transporte, escassez de financiamentos às
exportações, preços não-competitivos e dificuldades de conformidade com os padrões exigidos no
mercado brasileiro são os principais obstáculos no país de origem para o incremento das exportações
equatorianas para o Brasil. Os custos de transporte parecem ser o principal problema. Não há como
transportar mercadorias por terra e, no caso do transporte marítimo, a baixa freqüência de navios e o
tempo que leva a viagem tornam o custo muito alto, além de inviabilizar as vendas de mercadorias
frescas (peixes e flores, por exemplo). Como a freqüência de fretes aéreos também é muito baixa, o
comércio dessas mercadorias em que o Equador é competitivo torna-se difícil.
Barreiras não-tarifárias e normas e regulamentos técnicos são apontados pelos produtores equatorianos
como as principais barreiras à entrada no mercado brasileiro. O Brasil é considerado muito exigente nas
questões sanitárias e fitossanitárias. A burocracia envolvida na análise de risco de pragas para as
exportações de produtos agrícolas é complexa e constitui-se em entrave importante para as vendas ao
mercado brasileiro. Um dos exemplos mais citados é o caso do pedido de certificação para banana
produzida no Equador.
Outro caso que marca o contencioso bilateral é o da sardinha. Os produtores equatorianos desejam
exportar sardinha em conserva para o Brasil, mas as autoridades brasileiras não reconhecem como
sardinha o peixe produzido no Equador e exigem que na etiqueta esteja o nome científico do pescado.
As barreiras sanitárias nas importações de palmitos no Brasil, que, assim como no caso da Bolívia,
foram suspensas após os casos de botulismo, também são frequentemente apontadas como exemplo do
uso protecionista das normas sanitárias e fitossanitárias pelo Brasil.
O longo tempo necessário para a obtenção dos registros de produtos agrícolas no Brasil aliado ao curto
prazo de validade dos mesmos e ao elevado custo incorrido pelas empresas produtoras para obter os
certificados exigidos inviabilizam as vendas para o mercado brasileiro de vários produtos que poderiam
representar oportunidades de negócios para os produtores equatorianos. Os exportadores de produtos
têxteis também reclamam do excesso de exigências e das dificuldades na obtenção das informações
sobre os requisitos técnicos exigidos pelas normas brasileiras.
A melhoria da integração física da região é apontada como prioridade para um programa de apoio às
vendas de produtos equatorianos para o Brasil. Entretanto, os resultados nessa área são de longo prazo.
Enquanto isso, os programas de promoção comercial deveriam incluir iniciativas de divulgação dos
produtos equatorianos para importadores brasileiros, informações sobre o mercado brasileiro para
produtores equatorianos e organização de missões empresariais ao Brasil.
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Para o desenvolvimento dessas atividades, é fundamental que sejam disponibilizadas informações sobre
as empresas importadoras no Brasil. Além disso, seria útil a divulgação de informações sobre canais de
comercialização no Brasil e a elaboração de informes contendo as atualizações nas leis e normas
brasileiras que regulamentam as importações.
1.4. Peru
A organização das entrevistas com organizações de promoção de exportações do Peru teve início em
reunião com representantes do Escritório de Promoção Comercial desse país em São Paulo. Com o
apoio do Escritório e do Ministério das Relações Exteriores do Brasil foi organizada uma agenda de
reuniões em Lima, que incluiu visitas às seguintes organizações empresariais e agências de governo:
◉
Câmara de Comércio de Lima.
◉
Câmara Peru-Brasil (CAPEBRAS).
◉
Embaixada do Brasil em Lima.
◉
Associação dos Exportadores (ADEX).
◉
Agência de Promoção de Exportações (Prompex).
◉
Escritório de Promoção Econômica da Chancelaria do Peru.
Além das entrevistas, dois questionários foram respondidos pela Câmara de Comércio de Lima e pela
PROMPEX e enviados posteriormente às visitas. Nas entrevistas realizadas em Lima, não foi possível
obter informações detalhadas sobre a visão dos exportadores peruanos quanto aos produtos que
poderiam ser alvo de promoção comercial no Brasil ou mesmo as barreiras ao comércio. Os
entrevistados revelaram limitado conhecimento do mercado brasileiro e das barreiras que afetam as
exportações peruanas.
Nos questionários enviados posteriormente, a Prompex considerou que a lista de produtos apresentada
no primeiro relatório era apenas parcialmente representativa dos produtos peruanos com possibilidades
no mercado brasileiro e manifestou o interesse de incorporar produtos com maior valor agregado, como
confecções e manufaturas de cobre e zinco. Nenhum dos produtos que constavam da lista original foi
eliminado pelos entrevistados. Como resultado, a nova lista de produtos considerados como
oportunidades pelos representantes peruanos ficou muito mais extensa do que a dos demais países.
A Prompex sugeriu que os seguintes produtos fossem adicionados nas análises realizadas no projeto:
◉
Alimentos: aspargos frescos e em conservas, alcachofras em conserva, pimentas em conserva,
cavala congelada e tubarão congelado.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
13
FUNCEX
◉
Confecções: diversos produtos dos capítulos 61 e 62.
◉
Manufaturas: máquinas agroindustriais, gastronômicas e suas partes, balanças, moldes e
matrizes, isoladores de silicone para transformadores elétricos.
Para fins de ações de promoção comercial os representantes da agência de promoção comercial do
Peru consideram que os seguintes produtos devem ser necessariamente contemplados: pimentas secas,
inteiras e trituradas; azeitonas verdes e pretas em conservas, cavala congelada, anchovas em latas e
frascos de vidro, camisas pólo de algodão, camisetas de algodão, autopeças originais e para o mercado
de reposição, manufaturas de zinco, cobre e aço.
Falta de informações sobre o mercado brasileiro, dificuldades com os canais de comercialização, custos
de transporte e preços não-competitivos dos produtos peruanos são os principais obstáculos no mercado
de origem para o incremento das exportações peruanas para o Brasil. Dentre esses, os elevados custos
de transporte assumem importância especial.
Para os produtos agrícolas, o frete é o componente mais importante do custo no comércio entre os dois
países. Na visão dos representantes da Câmara Peru-Brasil, “se resolvermos os problemas de logística,
teremos um mundo de oportunidades”. Os três eixos de integração rodoviária em construção deverão
possibilitar uma mudança importante nas condições de infra-estrutura em três anos. Avançar nessa área
é essencial para possibilitar o incremento do comércio de produtos agrícolas como batata, alho, cebola,
aspargos e azeitonas. Além desses produtos, a Câmara acredita que há boas possibilidades para
cimento e dolomita, que também dependem de melhores condições de fretes. Com a ligação rodoviária,
mercados importantes em estados brasileiros que fazem fronteira com o Peru poderiam ser atendidos
por produtores peruanos.
Os exportadores peruanos ressentem-se da falta de informações sobre o mercado brasileiro, empresas
importadoras, requisitos sanitários e fitossanitários, regulamentos sobre rotulagem e normas e
regulamentos técnicos. Reclamam também da dificuldade de acesso a informações detalhadas sobre
procedimentos aduaneiros e facilidades para despacho de mercadorias outorgadas pela legislação
brasileira e sobre os sistemas tributários a nível federal e estadual.
Tarifas de importação elevadas, margens de preferências insuficientes e barreiras não-tarifárias foram as
barreiras no Brasil consideradas mais relevantes pelos entrevistados. Apesar da menção às duas primeiras,
as reclamações concentram-se nas barreiras não-tarifárias. Problemas como a curta validade das licenças de
importação e especificações, que afetam particularmente as vendas do setor têxtil e de confecções, e de
regulamentos técnicos que representam barreiras para os fios de cobre são alguns exemplos citados.
As dificuldades para a obtenção de certificados para produtos pesqueiros e de origem vegetal, os custos para
a obtenção de registro dos produtos no Brasil e o curto prazo de validade dos mesmos são apontados como
sério entrave ao desenvolvimento dos negócios entre os dois países. Outro problema é a constante mudança
nas regras e a introdução de novas exigências durante o processo de exportação. Muitas empresas
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
14
FUNCEX
produtoras desses bens exportam para os Estados Unidos, mas não conseguem entrar no mercado
brasileiro. Nesse campo, as reclamações são muito semelhantes às dos demais países andinos.
A maioria dos entrevistados mencionou que o processo de exportar para o Brasil é muito complexo e que
muitas empresas desistem antes de concluir os procedimentos. A assimetria de tamanho também é um fator
que afasta as empresas peruanas do comércio bilateral. Na busca por informações sobre importadores no
Brasil, muitas vezes os órgãos de promoção comercial identificam apenas os grandes atacadistas, cuja
demanda é excessivamente elevada para a capacidade de oferta das empresas peruanas.
Os entrevistados apontaram os seguintes elementos como os mais importantes dentro de um programa
de apoio às vendas de produtos peruanos para o Brasil: iniciativas de divulgação de produtos peruanos
no Brasil, disponibilização de informações sobre o mercado brasileiro para os produtores daquele país,
organização de missões de negócios no Brasil, eliminação de barreiras não-tarifárias, negociação de
normas e regulamentos técnicos e cooperação técnica.
Em relação às barreiras não-tarifárias, os exportadores peruanos sugerem que sejam facilitados os
procedimentos de certificação e registro para um número limitado de produtos que sejam do interesse
exportador peruano e que o Brasil não tenha produção relevante, ou que tenha períodos de safra
diferentes dos peruanos.
A participação em feiras também deveria ser facilitada. Os exportadores peruanos têm especial interesse
em explorar os mercados brasileiros das regiões fronteiriças e do Noroeste do Brasil e ressentem-se da
falta de apoio da APEX para iniciativas voltadas para o comércio com essa região.
Por fim, é importante mencionar que as negociações de um acordo de livre-comércio entre o Peru e os
Estados Unidos atraíram a atenção de grande parte do setor produtivo peruano no período recente. A
possibilidade de ter acesso preferencial ao mercado norte-americano reduz o interesse dos produtores
peruanos em relação ao mercado brasileiro. Muitos entrevistados mencionaram que no comércio com os
Estados Unidos o frete é mais barato, os procedimentos aduaneiros e de certificação são mais fáceis e
as informações mais acessíveis.
1.5. Venezuela
As entrevistas na Venezuela foram realizadas na sede do Banco de Comércio Exterior, com o apoio do
setor de promoção comercial da Embaixada da Venezuela em Brasília. Participaram das entrevistas as
seguintes organizações:
◉
Câmara de Comércio e Indústria Venezuelano-brasileira (Cavenbra).
◉
Confederação Venezuelana de Industriais (Conindustria).
◉
Associação Venezuelana de Exportadores (Avex).
◉
Representantes dos setores de autopeças, químicos e alimentos.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
15
FUNCEX
◉
Ministério de Estado para a Integração e o Comércio Exterior (MICE).
◉
Ministério da Indústria (Milco).
◉
Banco de Comércio Exterior (Bancoex).
O Bancoex é a instituição responsável pelas atividades de promoção de exportações do país, e dedicase primordialmente às seguintes atividades: serviços de informação comercial (prospecção de mercados
e exigências burocráticas), organização de eventos internacionais (missões, feiras, rodadas de negócios)
e assistência técnica (capacitação das empresas).
Além das entrevistas, seis questionários foram respondidos por representantes de exportadores de sardinhas,
fabricantes de produtos plásticos, garrafas térmicas, material hospitalar e óleos e azeites minerais.
Entre os produtos sugeridos para serem incluídos nas iniciativas de promoção de exportações venezuelanas
para o Brasil estão produtos agrícolas como cebolas, couve-flor e batatas; garrafas térmicas, pisos plásticos
para o setor avícola e suíno, produtos de gesso e óleos minerais brancos. Representante do setor de
autopeças acredita que há potencial de vendas de diversas autopeças como pneus, câmaras de ar,
radiadores, válvulas, amortecedores, eixos diferenciais, baterias, partes para ar condicionado. Destacou,
contudo, que o Regime Automotivo e o acordo com a Argentina inviabilizam os negócios no setor.
Na visão dos entrevistados, falta de informações sobre o mercado brasileiro, custos de logística e
transporte elevados e preços não competitivos no mercado brasileiro são os principais obstáculos no
mercado de origem para aumentar as exportações para o Brasil. A falta de escala da indústria
venezuelana em relação ao tamanho da demanda e à escala dos concorrentes brasileiros também é
vista como um problema. Os entrevistados destacaram a necessidade de concentrar seus esforços em
nichos de mercado, uma vez que têm dificuldade para lidar com as assimetrias de tamanho.
Além dos custos de transporte, os exportadores venezuelanos mencionaram os recorrentes problemas
para a obtenção de autorização para a entrada de caminhões no Brasil. Para buscar melhorar as
condições de frete, os entrevistados sugeriram a organização de uma conferência de transporte com a
participação do Brasil e os países da Comunidade Andina de Nações. Essa conferência deveria discutir
medidas para reduzir os custos de transporte e homogeneizar as exigências de circulação de veículos de
carga.
Um dos entrevistados mencionou também problemas com a burocracia venezuelana nas operações de
exportação. Citou especificamente as dificuldades para beneficiar-se dos incentivos de exportação
aplicáveis às importações realizadas sob o Regime de Admissão Temporária para o Aperfeiçoamento
Ativo (ATPA). Além disso, fez referência aos altos custos e exigências administrativas para cumprir com
os trâmites de exportação exigidos pelos controles e os procedimentos de administração de divisas
correspondente às exportações.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
16
FUNCEX
Entre os empresários venezuelanos, prevalece a visão de que o Brasil adota políticas de importação
discricionárias. Para eles, a cultura de negócios no Brasil é dominada por um viés antiimportação.
Segundo os participantes das entrevistas, os produtores brasileiros têm forte influência sobre os órgãos
oficiais, que impõem uma série de barreiras para dificultar as importações. Tarifas de importações
elevadas, margens de preferências reduzidas nos acordos negociados, regras de origem muito
rigorosas, barreiras não-tarifárias (exigências de embalagem) e normas e regulamentos técnicos são as
barreiras mencionadas pelos entrevistados.
Essas barreiras incidem principalmente sobre o setor automotivo, químico e de alimentos. Assim como
os exportadores dos demais países, os empresários venezuelanos reclamam do excesso de burocracia
nas exportações de alimentos. A exigência de confirmação de firma pela Embaixada do Brasil é um dos
aspectos mencionados. Outra dificuldade, também mencionada por todos os órgãos de promoção de
exportações entrevistados, é a ausência de informações sobre importadores no Brasil.
Os investimentos na integração física da região são considerados a principal medida de apoio à integração.
Entretanto essa é uma medida de longo prazo. Divulgação de informações sobre o mercado brasileiro e as
empresas importadoras, eliminação de barreiras não-tarifárias (eliminando a discricionariedade ou dando
tratamento preferencial às importações andinas), divulgação de produtos venezuelanos no Brasil (talvez com
um show room permanente) e a homogeneização das normas técnicas são elementos para compor uma
agenda de promoção comercial de curto prazo entre Brasil e Venezuela.
Por fim, é importante ressaltar que os exportadores venezuelanos possuem especial interesse em explorar os
mercados do Norte e Nordeste brasileiro. As condições de transporte favorecem essa aproximação e
introduzem na agenda algumas questões que diferenciam ações para a promoção de exportações da
Venezuela em relação aos demais países andinos, mais interessados na região Centro-Oeste e Norte.
Na visão dos produtores venezuelanos, o país possui hoje uma oferta exportadora bastante limitada,
mas há previsão de um grande aumento dessa oferta no futuro, tendo em vista os investimentos que
estão sendo realizados. O mercado brasileiro é visto com grande interesse. Para o sucesso dessa
estratégia, é muito importante a abertura do mercado brasileiro. Há expectativas muito positivas com
relação à adesão da Venezuela ao Mercosul, que deveria contribuir para a superação de muitos dos
entraves hoje existentes no comércio bilateral.
1.6. Aspectos comuns aos cinco países
As entrevistas e questionários revelaram que os exportadores e organizações de promoção comercial dos
cinco países andinos têm percepções muito semelhantes dos problemas que enfrentam para exportar para o
mercado brasileiro. Entre os elementos comuns às entrevistas destacam-se os seguintes:
◉
Assimetria de tamanho: as empresas exportadoras dos países andinos são de pequeno e
médio porte e, de modo geral, têm dificuldades para atender as demandas das empresas
brasileiras. É importante identificar nichos específicos de mercados (regionais ou por tamanho
de empresa importadora) para iniciativas de promoção comercial.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
17
FUNCEX
◉
Interesse em diversificar exportações: os cinco países analisados têm comércio concentrado
em poucos produtos, mas buscam diversificar as vendas para o Brasil, com a inclusão produtos
de maior valor agregado.
◉
Elevados custos de transporte: os problemas de integração física são apontados como o
principal obstáculo ao crescimento do comércio. Embora a superação desse obstáculo seja
essencial, os entrevistados reconhecem que as políticas nesta área são de longo prazo.
◉
Falta de informações sobre empresas importadoras no Brasil: a proibição da divulgação de
informações sobre importadores brasileiros é apontada por todas as organizações de promoção
de exportações como o principal obstáculo ao desenvolvimento de suas atividades.
◉
Discricionariedade das políticas de importação no Brasil: o viés antiimportação das práticas
comerciais brasileiras, a complexidade dos procedimentos e a falta de estabilidade nas normas
de comércio exterior são mencionadas por entrevistados de todos os países como um dos
maiores entraves à expansão das exportações andinas para o Brasil.
◉
Barreiras sanitárias e fitossanitárias: como boa parte das oportunidades de exportações nãotradicionais está concentrada em alimentos, as exigências sanitárias e fitossanitárias no Brasil
representam barreiras importantes às exportações desses produtos. O tempo necessário e os
custos envolvidos na obtenção dos certificados e registros exigidos nas importações desses
produtos no Brasil foram mencionados por todos os entrevistados como um dos maiores
obstáculos.
◉
Outras barreiras não-tarifárias: regulamentos técnicos, exigências de rotulagem, tempo para
liberação de licenças de importação, horário de funcionamento dos portos e aduanas são outros
entraves mencionados pela maioria dos entrevistados.
De modo geral, há a percepção de que exportar para o Brasil é muito complexo. Além de enfrentar as
dificuldades de transporte, os exportadores andinos reclamam das exigências regulatórias e dos
procedimentos aduaneiros adotados pelo País. Com oferta limitada, as preferências unilaterais
concedidas pelos Estados Unidos, a maior previsibilidade de regras e em muitos casos custos de fretes
mais reduzidos tornam o mercado norte-americano mais atraente para os produtores andinos.
Na visão dos exportadores, um programa de promoção de importações andinas no mercado brasileiro
deve envolver, além do investimento na integração física, divulgação de informações sobre empresas
importadoras e sobre as normas de importação adotadas pelo Brasil, procedimentos simplificados para
certificação e registro de produtos andinos, redução da complexidade dos procedimentos de importação,
entre outros. Essas medidas são consideradas complementos essenciais aos acordos preferenciais já
negociados.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
18
FUNCEX
2. Produtos com potencial para promoção de importações no Brasil
Esta seção apresenta os produtos que foram selecionados pelos entrevistados como sendo os de maior
potencial de expansão de exportações dos países andinos para o Brasil, e que, portanto, seriam os alvos
preferenciais de uma política de promoção de importações brasileiras desses países. As subseções a
seguir apresentam, para cada um dos países da Comunidade Andina, uma lista de produtos (na
classificação SH a seis dígitos) que resultou do cruzamento de duas informações:
(i)
Produtos selecionados de acordo com critérios estatísticos (índices de vantagem e
desvantagem comparativa, magnitude dos valores exportados pelo país e importados pelo
Brasil etc.), identificados na primeira parte deste projeto (Relatório Parcial) e que estão
apresentados no Anexo 2 deste relatório; e
(ii)
Informações obtidas junto a instituições dos próprios países (vide seção 1), que implicaram
tanto a exclusão de diversos produtos apresentados no Relatório Parcial quanto a inclusão
de novos produtos, de acordo com as avaliações de potencialidade realizadas pelas próprias
instituições.
Para essas novas listas de produtos foram levantadas as seguintes informações, com dados referentes à
média do biênio 2003-04: valor das exportações do país para cada produto, valor das importações
brasileiras totais do produto, valor das importações brasileiras do produto oriundas do país em questão e
a lista dos três principais países fornecedores do Brasil em cada produto, com suas respectivas
participações no valor das importações brasileiras.
2.1. Bolívia
A lista de produtos selecionados no Relatório Parcial continha 50 produtos, os quais foram considerados
bastante representativos do efetivo potencial de exportações para o Brasil pelo Representante Comercial
da Bolívia. Foi sugerida a inclusão de 19 novos produtos − alhos, sementes de gergelim, palmitos, outras
obras de estanho e diversos produtos da indústria de vestuários − e a exclusão de outros 19 produtos −
basicamente máquinas e equipamentos.
A nova lista permaneceu com 50 produtos, cujas exportações bolivianas foram de US$ 338,6 milhões na
média do biênio 2003-04 (17,3% do total exportado pelo país no período). Já as importações brasileiras
dos 50 produtos somaram US$ 826,4 − tendo a Bolívia fornecido 1,8% desse total. A Tabela 2.1.1
mostra que a maior concentração, em termos de valor exportado pelo país, está no grupo de produtos
minerais, que contém 11 produtos cujas vendas somaram US$ 235,1 milhões em 2003-04, cerca de 70%
do total dos produtos selecionados. As importações brasileiras desses produtos são significativas, cerca
de US$ 193 milhões, mas a Bolívia fornece apenas 4,3% do total. Os produtos mais representativos
dentro desse grupo são os minérios de zinco e o estanho não ligado, que juntos responderam por
exportações de US$ 223,8 milhões.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
19
FUNCEX
Os produtos de vestuário e alimentícios também têm uma participação relevante, tanto em termos de
número de produtos (16 e 10, respectivamente) quanto em valor exportado (US$ 39,2 milhões e
US$ 38,1 milhões). As importações brasileiras são especialmente elevadas no caso dos alimentos,
US$ 362,6 milhões em 2003-04, mas a Bolívia representou apenas 1,1% deste total. Neste grupo, as
exportações da Bolívia têm maior destaque nos casos de óleo de girassol, leite em pó, feijão, sementes
de gergelim e palmito. No caso dos produtos de vestuário, as maiores concentrações de exportações da
Bolívia estão em camisas masculinas e camisetas, ambas de malha de algodão.
Entre os demais produtos selecionados, há dois da indústria de madeira (principalmente madeira de Virola,
Mahogany, Imbuia e Balsa), três produtos químicos (com destaque para óxidos de boro, óxidos de
antimônio e boratos naturais), dois de algodão (algodão não cardado nem penteado e pastas de línteres de
algodão) e dois de couros e peles, além de quatro não classificados em nenhum grupo específico:
guarnições de freios à base de amianto, partes de acumuladores elétricos, matérias-primas vegetais para
tinturaria ou curtimenta e outros produtos de origem animal impróprios para alimentação humana.
Tabela 2.1.1
Produtos da Bolívia com maior potencial de exportações para o Brasil,
classificados segundo grupos
Valores em US$ Milhões
Número de
Grupos de produtos
Exportações
produtos
da Bolívia
SH-6
Valor médio
1
2003/04
Total exportado pelo país
Produtos selecionados
Importações do Brasil2
Valor médio 2003/04
Total
Origem: Bolívia
Valor
Part(%)
1.897
1.952,5
35.008,8
616,6
1,8
50
338,6
826,4
15,1
1,8
Grupos de produtos
Produtos minerais
11
235,1
192,6
8,2
4,3
Vestuário
16
39,2
36,5
0,6
1,7
Produtos alimentícios
10
38,1
362,6
4,1
1,1
Madeira
2
10,3
5,6
0,8
14,0
Produtos químicos
3
8,9
14,0
-
-
Algodão
2
4,1
162,5
1,1
0,7
Couros e peles
2
1,2
14,9
0,2
1,5
Outros produtos
4
1,7
37,6
0,0
0,1
Fontes: 1) COMTRADE/UN. 2) SECEX/MDIC.
Elaboração: FUNCEX.
A Tabela 2.1.2 apresenta informações estatísticas sobre cada um dos 50 produtos. Algumas
características dessa lista merecem ser destacadas:
◉
Cerca de 80% do valor exportado pela Bolívia destes 50 produtos referem-se a apenas seis
deles: minérios de zinco, estanho não ligado, camisas masculinas de malha, camisetas de
malha, óleo de girassol e madeira de virola, mahogany, imbuia e balsa.
◉
Mais da metade dos produtos (27) teve valores de exportação inferiores a US$ 1 milhão em
2003-04.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
20
FUNCEX
◉
Em alguns dos produtos, o valor importado pelo Brasil é relativamente elevado, casos de
minérios de zinco (US$ 77,8 milhões), leite em pó (US$ 49,7 milhões), feijão (US$ 26,4 milhões),
prata
(US$ 70,1 milhões),
algodão
(148,1milhões),
arroz
(US$
136,2 milhões),
cacau
(US$ 87,8 milhões) e alhos (US$ 45,7 milhões).
◉
Há vários produtos em que a Bolívia já responde por uma parcela significativa das importações
brasileiras: estanho (34,2%); feijão (10,9%); outros boratos naturais (15,2%); painéis de fibra de
madeira (18,3%); pedras preciosas ou semipreciosas (17,7%); antimônio e suas obras (16,5%);
outras obras de estanho (51,4%); e calças, jardineiras, bermudas e shorts, de outras matérias
têxteis, de uso masculino (62,1%).
◉
Em grande parte dos produtos, os principais fornecedores do Brasil, e, portanto, concorrentes da
Bolívia, são outros países da América do Sul. A grande exceção refere-se aos produtos de
vestuário, onde os principais fornecedores são, na maioria das vezes, países asiáticos como
China, Índia, Hong Kong. Vale destacar ainda o cacau, cujo principal fornecedor é a Indonésia, e
alguns produtos fornecidos primordialmente pelos Estados Unidos, como madeira, algodão,
pastas de línteres de algodão e guarnições para freios.
Os cronogramas de liberalização tarifária negociados entre o Brasil e a Bolívia no âmbito do ACE 36 já
convergiram para tarifa zero, de modo que está em vigência uma área de livre comércio entre os dois
países. É possível observar que para a maioria dos produtos identificados como oportunidades para a
Bolívia os níveis tarifários da Tarifa Externa Comum do Mercosul são superiores a 10%, o que torna as
margens de preferência um diferencial competitivo relevante para a Bolívia no mercado brasileiro em
relação aos concorrentes extrazona (Tabela 2.1.3).
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
21
FUNCEX
Tabela 2.1.2
Produtos da Bolívia com maior potencial de exportações para o Brasil − Lista completa
Valores em US$ Milhões
Sistema Harmonizado
Obs
SH
Descrição
Total dos produtos selecionados
1 2608-00 Minérios de zinco e seus concentrados
2 8001-10 Estanho não ligado, em formas brutas
3 6105-10 Camisas de malha de algodão, de uso masculino
4 6109-10 Camisetas ("t-shirts") e camisetas interiores, de malha, de algodão
5 1512-11 Óleo de girassol ou de cártamo, e respectivas frações, em bruto
6 4407-24 Madeira de Virola, Mahogany (Swieteneia spp.), Imbuía e Balsa, serrada, cortada em
7 0402-21 Leite em pó, grânulos ou outras formas sólidas, com um teor, em peso, de matérias g
8 0713-33 Feijão comum, seco, em grão, mesmo pelado ou partido
9 1207-40 Sementes de gergelim, mesmo trituradas
10 2810-00 Óxidos de boro; ácidos bóricos
11 2528-90 Outros boratos naturais; ácidos bóricos naturais com teor máximo de 85% de H3BO3
12 2825-80 Óxidos de antimônio
13 2008-91 Palmitos preparados ou conservados
14 6110-10 Suéteres, pulôveres, cardigãs, coletes e artigos semelhantes, de malha, de lã
15 7106-91 Prata em formas brutas
16 5201-00 Algodão, não cardado nem penteado
17 6106-10 Camisas, blusas, blusas "chemisier", de malha, de algodão, de uso feminino
18 1512-19 Óleos de girassol ou de cártamo, e respectivas frações, mesmo refinados, mas não q
19 6203-42 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de algodão, de uso masculino
20 4411-11 Painéis de fibras de madeira, não trabalhados mecanicamente nem recobertos à supe
21 7103-10 Pedras preciosas ou semipreciosas, em bruto ou simplesmente serradas ou desbasta
22 6204-62 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de algodão, de uso feminino
23 4706-10 Pastas de línteres de algodão
24 6203-43 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de fibras sintéticas, de uso masculino
25 6813-10 Guarnições para freios à base de amianto ou de outras matérias minerais ou de celulo
26 4105-10 Peles de ovinos, depiladas, mesmo divididas, no estado úmido (incluindo "wet blue")
27 1006-30 Arroz semibranqueado ou branqueado, mesmo polido ou brunido (glaceado)
28 6802-21 Mármore, travertino e alabastro, talhados ou serrados, de superfície plana ou lisa
29 8110-00 Antimônio e suas obras, incluídos os seus desperdícios e resíduos
30 6205-90 Camisas de outras matérias têxteis, de uso masculino
31 8507-90 Partes de acumuladores elétricos
32 1801-00 Cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado
33 2302-50 Sêmeas, farelos e outros resíduos de leguminosas
34 6206-30 Camisas, blusas, blusas "chemisiers", de algodão, de uso feminino
35 8007-00 Outras obras de estanho
36 6205-20 Camisas de algodão, de uso masculino
37 8106-00 Bismuto e suas obras, incluídos os desperdícios e resíduos
38 4101-20 Couros e peles de bovinos ou de eqüídeos, inteiros, de peso <= 8 kg quando secas, <
39 6203-49 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de outras matérias têxteis, de uso masculino
40 6103-49 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts" (calções), de malha, de outras matérias têxte
Exportações1
da Bolívia
Valor médio
2003/04
338,6
137,6
86,3
16,1
10,2
9,2
8,1
7,1
6,9
6,5
4,6
4,4
4,2
4,1
3,6
3,1
3,0
2,9
2,7
2,5
2,2
1,3
1,2
1,1
1,0
0,9
0,9
0,9
0,8
0,8
0,5
0,5
0,4
0,4
0,4
0,4
0,3
0,3
0,3
0,2
0,2
Importações do Brasil2
Valor médio 2003/04
Origem: Bolívia
Total
Valor
Part(%)
826,4
77,8
8,7
1,4
2,6
6,9
1,3
49,7
26,4
2,4
11,7
18,9
1,6
0,7
70,1
148,1
0,9
5,8
4,1
4,3
1,1
3,4
14,4
12,2
17,6
8,7
136,2
9,8
2,5
0,3
15,6
87,8
1,7
1,9
0,5
2,5
0,9
6,2
0,3
1,7
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
15,1
1,5
3,0
0,0
0,7
2,9
0,1
2,9
0,0
0,8
0,2
1,1
0,2
0,0
0,0
0,4
0,0
0,4
0,3
0,2
0,2
0,2
1,8
1,9
34,2
0,7
9,6
10,9
5,1
15,2
0,4
18,3
17,7
7,6
1,5
0,2
0,3
16,5
3,5
23,8
51,4
3,2
62,1
10,0
1º
País
Peru
Peru
Hong Kong
Portugal
Argentina
Estados Unidos
Argentina
Argentina
Índia
Argentina
Argentina
China
Itália
Peru
Estados Unidos
China
Argentina
China
Argentina
Uruguai
Espanha
Estados Unidos
China
Estados Unidos
Nigéria
Uruguai
Espanha
China
China
Estados Unidos
Indonésia
Paraguai
Índia
Bolívia
China
Reino Unido
Estados Unidos
Bolívia
China
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
- - 85,7 México
3,8 Bolívia
58,3 Bolívia
34,2 Indonésia
36,5 China
19,7 Argentina
18,3 Argentina
10,2 China
80,4 Paraguai
10,0 Bolívia
99,3 Itália
0,5 Equador
64,6 Uruguai
32,2 Chile
88,9 Bolívia
10,9 Estados Unidos
36,4 Espanha
28,3 Paraguai
45,5 Chile
24,2 Estados Unidos
48,8 Chile
30,4 Bolívia
32,9 Bélgica
20,9 Alemanha
- - 28,7 Uruguai
14,4 Espanha
89,4 Chile
10,4 Bélgica
56,9 Paraguai
28,5 Grécia
24,6 Índia
20,5 Hong Kong
88,1 Paraguai
6,6 Uruguai
43,0 Colômbia
16,2 Itália
80,2 Bolívia
18,3 Chile
52,4 Bolívia
17,7 Hong Kong
29,4 Itália
20,0 Marrocos
88,8 Bolívia
7,6 Israel
88,7 Hong Kong
4,8 Bolívia
61,2 França
7,9 Alemanha
45,9 Espanha
18,8 Reino Unido
54,9 Argentina
25,2 Tailândia
50,8 Itália
33,0 Grécia
78,9 Bolívia
16,5 Alemanha
32,7 Portugal
14,5 Brasil
52,8 Itália
11,2 Japão
67,3 Costa do Marfim
29,7 Cingapura
76,2 Bolívia
23,8 Estados Unidos
44,2 Espanha
26,9 Hong Kong
51,4 Estados Unidos
39,9 Coréia do Sul
31,7 Portugal
21,4 Itália
66,4 China
17,8 Estados Unidos
94,8 Bolívia
3,2 Itália
62,1 China
11,2 Espanha
58,7 Hong Kong
25,5 Bolívia
%
1,9
5,1
10,6
9,9
9,6
0,2
1,6
0,1
17,9
23,6
15,2
13,7
13,7
0,2
2,9
13,0
3,0
9,4
1,4
10,6
6,9
1,7
1,5
7,8
16,1
14,5
12,9
1,7
11,5
10,5
2,7
0,0
5,8
3,3
11,9
8,0
1,0
5,7
10,0
22
FUNCEX
Valores em US$ Milhões
Sistema Harmonizado
Obs
41
42
43
44
45
46
47
48
49
50
SH
2515-12
1404-10
2615-90
0511-99
2811-29
6205-30
0703-20
6203-23
6206-90
6206-40
Descrição
Mármores e travertinos, cortados em blocos ou placas de forma quadrada ou retangu
Matérias-primas vegetais para tinturaria ou curtimenta
Minérios de nióbio, tântalo ou vanádio, e seus concentrados
Outros produtos de origem animal (embriões, sêmen), impróprios para alimentação hu
Outros compostos oxigenados inorgânicos dos elementos não metálicos
Camisas de fibras sintéticas ou artificiais, de uso masculino
Alhos, frescos ou refrigerados
Conjuntos de fibras sintéticas, de uso masculino
Camisas, blusas, blusas "chemisiers", de outras matérias têxteis, de uso feminino
Camisas, blusas, blusas "chemisiers", de fibras sintéticas ou artificiais, de uso feminino
Exportações1
da Bolívia
Valor médio
2003/04
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
0,0
0,0
0,0
0,0
Importações do Brasil2
Valor médio 2003/04
Origem: Bolívia
Total
Valor
Part(%)
1,6
1,0
0,6
3,4
0,7
2,6
45,7
0,0
0,4
1,4
0,1
0,0
0,0
-
2,1
0,1
0,3
-
1º
País
Itália
Peru
Estados Unidos
Argentina
China
China
Argentina
Hong Kong
China
Índia
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
70,0 Espanha
20,0 Turquia
99,8 Equador
0,1 Argentina
100,0 25,2 Estados Unidos
24,1 África do Sul
33,4 Chile
24,7 Estados Unidos
71,8 Bangladesh
13,1 Hong Kong
71,9 China
24,4 Espanha
81,8 Brasil
17,7 Bolívia
38,4 Hong Kong
15,0 Índia
46,2 China
14,9 Espanha
%
4,1
0,1
17,6
18,4
6,7
3,2
0,3
10,7
10,9
Nota: A posição 611010 equivale às posições 611011, 611012 e 611019.
Fontes: 1) COMTRADE/UN. 2) SECEX/MDIC.
Elaboração: FUNCEX.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
23
FUNCEX
Tabela 2.1.3
Bolívia − Tarifas e desgravação tarifária dos produtos selecionados
NCM-SH
SH
0402-21
0511-99
0703-20
0713-33
1006-30
1207-40
1404-10
1512-11
1512-19
1801-00
2008-91
2302-50
2515-12
2528-90
2608-00
2615-90
2810-00
2811-29
2825-80
4101-20
4105-10
4407-24
4411-11
4706-10
5201-00
6103-49
6105-10
6106-10
6109-10
6110-11
6203-23
6203-42
6203-43
6203-49
6204-62
6205-20
6205-30
6205-90
6206-30
6206-40
6206-90
6802-21
6813-10
7103-10
7106-91
8001-10
8007-00
8106-00
8110-00
8507-90
Descrição
Leite em pó, grânulos ou outras formas sólidas, com um teor, em peso, de
Outros produtos de origem animal (embriões, sêmen), impróprios para alim
Alhos, frescos ou refrigerados
Feijão comum, seco, em grão, mesmo pelado ou partido
Arroz semibranqueado ou branqueado, mesmo polido ou brunido (glacead
Sementes de gergelim, mesmo trituradas
Matérias-primas vegetais para tinturaria ou curtimenta
Óleo de girassol ou de cártamo, e respectivas frações, em bruto
Óleos de girassol ou de cártamo, e respectivas frações, mesmo refinados
Cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado
Palmitos preparados ou conservados
Sêmeas, farelos e outros resíduos de leguminosas
Mármores e travertinos, cortados em blocos ou placas de forma quadrada
Outros boratos naturais; ácidos bóricos naturais com teor máximo de 85%
Minérios de zinco e seus concentrados
Minérios de nióbio, tântalo ou vanádio, e seus concentrados
Óxidos de boro; ácidos bóricos
Outros compostos oxigenados inorgânicos dos elementos não metálicos
Óxidos de antimônio
Couros e peles de bovinos ou de eqüídeos, inteiros, de peso <= 8 kg quan
Peles de ovinos, depiladas, mesmo divididas, no estado úmido (incluindo "
Madeira de Virola, Mahogany (Swieteneia spp.), Imbuía e Balsa, serrada,
Painéis de fibras de madeira, não trabalhados mecanicamente nem recob
Pastas de línteres de algodão
Algodão, não cardado nem penteado
Calças, jardineiras, bermudas e "shorts" (calções), de malha, de outras ma
Camisas de malha de algodão, de uso masculino
Camisas, blusas, blusas "chemisier", de malha, de algodão, de uso feminin
Camisetas ("t-shirts") e camisetas interiores, de malha, de algodão
Suéteres, pulôveres, cardigãs, coletes e artigos semelhantes, de malha, d
Conjuntos de fibras sintéticas, de uso masculino
Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de algodão, de uso masculino
Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de fibras sintéticas, de uso masc
Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de outras matérias têxteis, de uso
Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de algodão, de uso feminino
Camisas de algodão, de uso masculino
Camisas de fibras sintéticas ou artificiais, de uso masculino
Camisas de outras matérias têxteis, de uso masculino
Camisas, blusas, blusas "chemisiers", de algodão, de uso feminino
Camisas, blusas, blusas "chemisiers", de fibras sintéticas ou artificiais, de u
Camisas, blusas, blusas "chemisiers", de outras matérias têxteis, de uso fe
Mármore, travertino e alabastro, talhados ou serrados, de superfície plana
Guarnições para freios à base de amianto ou de outras matérias minerais
Pedras preciosas ou semipreciosas, em bruto ou simplesmente serradas o
Prata em formas brutas
Estanho não ligado, em formas brutas
Outras obras de estanho
Bismuto e suas obras, incluídos os desperdícios e resíduos
Antimônio e suas obras, incluídos os seus desperdícios e resíduos
Partes de acumuladores elétricos
NALADISA/SH
Código
0402-21
0511-99
0703-20
0713-33
1006-30
1207-40
1404-10
1512-11
1512-19
1801-00
2008-91
2302-50
2515-12
2528-90
2608-00
2615-90
2810-00
2811-29
2825-80
4101-20
4105-10
4407-24
4411-11
4706-10
5201-00
6103-49
6105-10
6106-10
6109-10
6110-11
6203-23
6203-42
6203-43
6203-49
6204-62
6205-20
6205-30
6205-90
6206-30
6206-40
6206-90
6802-21
6813-10
7103-10
7106-91
8001-10
8007-00
8106-00
8110-00
8507-90
Preferência
(%)
TEC
(%)
16,0
2,0
5,0
5,0
11,0
4,0
6,0
10,0
11,3
10,0
14,0
6,0
6,0
4,0
2,0
2,0
10,0
2,0
10,0
2,0
9,0
6,0
10,0
4,0
6,0
20,0
20,0
20,0
20,0
20,0
20,0
20,0
20,0
20,0
20,0
20,0
20,0
20,0
20,0
20,0
20,0
8,0
14,0
8,0
6,0
6,0
16,0
2,0
5,0
16,0
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
Fonte: SECEX/MDIC.
2.2. Colômbia
Na primeira etapa desse projeto, foram selecionados 141 produtos com potencial de expansão de
exportações da Colômbia para o Brasil, conforme apresentados no Anexo 2 deste relatório. A Proexport,
organização colombiana de promoção comercial, sugeriu uma redução drástica dessa lista, excluindo
nada menos que 123 produtos e incluindo apenas dois: outros medicamentos contendo produtos
misturados para venda a retalho e sacos, bolsas e cartuchos de plástico.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
24
FUNCEX
A nova lista ficou com apenas 20 produtos, cujas exportações colombianas somaram US$ 672,7 milhões em
2003-04 (4,5% do total exportado pelo país no período). As importações brasileiras desses produtos foram de
1,7 bilhão − tendo a Colômbia fornecido 2,1% desse total. A Tabela 2.2.1 mostra que a maior concentração
em termos de valor exportado pelo país está no grupo de plásticos, que contém sete produtos cujas vendas
somaram US$ 276,5 milhões em 2003-04, cerca de 40% do total dos produtos selecionados. As importações
brasileiras desses produtos são significativas, cerca de US$ 268 milhões, mas a Colômbia fornece apenas
6% do total. Os produtos mais relevantes em termos de valor exportado nesse grupo são o policloreto de
vinila (PVC), cujas exportações totais colombianas somaram US$ 135,4 milhões e as vendas para o Brasil
representaram 8,4% de nossas importações; chapas, folhas, tiras, fitas, películas, de polímeros de propileno,
com exportações de US$ 45,7 milhões e market-share colombiano de apenas 0,4% nas importações
brasileiras; e copolímeros de propileno, cujas exportações da Colômbia foram de US$ 37,6 milhões e a
participação nas importações brasileiras já é elevada, de 35,8%.
Tabela 2.2.1
Produtos da Colômbia com maior potencial de exportações para o Brasil,
classificados segundo grupos
Valores em US$ Milhões
Grupos de produtos
1
2
Número de
Exportações
Importações do Brasil
produtos
da Colômbia
Valor médio 2003/04
SH-6
Valor médio
Total
2003/04
Total exportado pelo país
Origem: Colômbia
Valor
Part(%)
3.999
14.910,9
52.161,5
120,9
0,2
20
672,7
1.700,7
35,9
2,1
Produtos selecionados
Grupos de produtos
Plásticos
7
276,5
268,0
16,1
6,0
Fungicidas e herbicidas
2
153,5
500,5
1,0
0,2
Medicamentos
2
148,1
683,1
4,6
0,7
Pneus
1
50,5
61,2
3,9
6,3
Produtos Químicos
4
25,7
111,6
6,7
6,0
Produtos têxteis
3
17,1
53,6
3,3
6,2
Leveduras
1
1,3
22,8
0,3
1,4
Fontes: 1) COMTRADE/UN. 2) SECEX/MDIC.
Elaboração: FUNCEX.
O segundo grupo mais importante é o de fungicidas e herbicidas, que inclui dois produtos, cujas
exportações somaram US$ 153,5 milhões em 2003-04. Nestes, embora as importações brasileiras sejam
bastante elevadas (cerca de US$ 500 milhões), o market-share colombiano é irrisório: apenas 0,2%. No
grupo de medicamentos, que inclui dois produtos, as exportações colombianas também são elevadas
(US$ 148,1 milhões), assim como as importações brasileiras (US$ 683,1 milhões), mas novamente o
market-share da Colômbia é muito reduzido: apenas 0,7%.
Entre os demais produtos selecionados, há pneus (para ônibus e caminhões), quatro produtos químicos
(com destaque para o carbono), três produtos têxteis (fios, fibras e tecidos de náilon e poliéster) e
leveduras vivas.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
25
FUNCEX
A Tabela 2.2.2 apresenta informações para cada um dos 20 produtos. Na análise dessas informações,
chamam atenção os seguintes aspectos:
◉
Mais de 60% do valor exportado pela Colômbia desses 20 produtos referem-se a apenas quatro
deles: PVC, medicamentos contendo produtos misturados, fungicidas e herbicidas.
◉
Todos os produtos tiveram exportações superiores a US$ 1 milhão em 2003-04, com exceção de
ácido propiônico.
◉
O valor importado pelo Brasil de todos os produtos é razoavelmente elevado (acima de
US$ 4 milhões), sendo que para alguns deles o valor importado pelo país é superior a
US$ 50 milhões: PVC (US$ 59,7 milhões); outros medicamentos (US$ 649,9 milhões); fungicidas
(US$ 249,1 milhões), herbicidas (US$ 206,3 milhões); pneus para ônibus e caminhões
(US$ 61,2 milhões);
outras
chapas,
(US$ 77,8 milhões);
garrafões,
folhas,
garrafas,
películas,
frascos,
tiras,
artigos
lâminas,
de
plásticos
semelhantes,
de
plásticos
(US$ 66 milhões); e amoníaco anidro (US$ 61,6 milhões).
◉
Há poucos produtos em que a Colômbia já responde por uma parcela significativa das
importações brasileiras: copolímeros de propileno (35,8%), carbono (16,6%) e fibras
descontínuas de políésteres (14,4%).
◉
Na maioria dos produtos, a Colômbia concorre diretamente com a Argentina, que está entre os
três principais fornecedores do Brasil. Isto ocorre principalmente em PVC, herbicidas, carbono,
fibras descontínuas de poliéster e leveduras vivas. De fato, ambos os países possuem uma
estrutura produtiva bastante competitiva nas áreas de produtos químicos e plásticos. Para esses
produtos, que ainda não contam com margens de preferências de 100% no Acordo de
Complementação Econômica nº 59, o livre acesso da Argentina ao mercado brasileiro no âmbito
do Mercosul pode fazer alguma diferença em termos de condições de competitividade. Mas o
principal fator a favor daquele país é a facilidade de transporte para os principais centros
consumidores no Brasil.
◉
Outro país que aparece como concorrente da Colômbia em diversos produtos são os Estados
Unidos, especialmente em outros medicamentos; chapas, folhas, tiras, fitas, películas, de
polímeros de propileno; outras chapas, folhas, películas, tiras, lâminas, de plásticos; e outros
ácidos policarboxílicos acíclicos.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
26
FUNCEX
Tabela 2.2.2
Produtos da Colômbia com maior potencial de exportações para o Brasil – Lista completa
Valores em US$ Milhões
Sistema Harmonizado
Obs
SH
Descrição
Total dos produtos selecionados
1 3904-10 Policloreto de vinila, não misturado com outras sub
2 3004-90 Outros medicamentos contendo produtos misturad
3 3808-20 Fungicidas
4 3808-30 Herbicidas, inibidores de germinação e reguladore
5 4011-20 Pneus novos de borracha dos tipos utilizados em ô
6 3920-20 Chapas, folhas, tiras, fitas, películas, de polímeros
7 3902-30 Copolímeros de propileno, em formas primárias
8 3921-90 Outras chapas, folhas, películas, tiras, lâminas, de
9 3004-50 Outros medicamentos contendo vitaminas ou prov
10 2803-00 Carbono (negros-de-carbono e outras formas não
11 3923-30 Garrafões, garrafas, frascos, artigos semelhantes,
12 5503-20 Fibras descontínuas de poliésteres, não cardadas,
13 3904-21 Policloreto de vinila, não plastificado, em forma pr
14 3923-29 Sacos, bolsas e cartuchos, de outros plásticos
15 5402-10 Fios de alta tenacidade, de náilon ou de outras po
16 2814-10 Amoníaco anidro
17 2917-19 Outros ácidos policarboxílicos acíclicos, seus anidr
18 2102-10 Leveduras vivas
19 5407-53 Outros tecidos, de fios de diversas cores, contend
20 2915-50 Ácido propiónico, seus sais e ésteres
Fontes: 1) COMTRADE/UN. 2) SECEX/MDIC.
Elaboração: FUNCEX.
Exportações1
da Colômbia
Valor médio
2003/04
672,7
135,4
127,4
98,8
54,8
50,5
45,7
37,6
24,9
20,7
17,8
17,0
9,4
8,4
7,5
6,7
4,8
2,5
1,3
1,0
0,6
Importações2 do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Colômbia
Total
Valor
Part(%)
%
1.700,7
59,7
649,9
294,1
206,3
61,2
37,1
29,6
65,0
33,2
37,1
66,0
22,8
5,0
5,7
16,6
61,6
8,3
22,8
14,2
4,7
7,5
8,2
17,0
11,0
11,2
9,2
13,0
8,6
12,3
16,6
2,0
14,4
19,0
11,2
16,8
3,6
6,6
12,9
18,6
19,2
35,9
5,0
4,3
1,0
3,9
0,1
10,6
0,2
0,3
6,1
0,0
3,3
0,0
0,1
0,0
0,5
0,3
0,1
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
1º
2º
3º
País
%
País
%
País
2,1 - - 8,4 Argentina
58,1 Colômbia
8,4 Alemanha
0,7 Estados Unidos
28,1 Suíça
9,2 Reino Unido
0,3 Espanha
31,2 Reino Unido
30,6 Argentina
Argentina
30,1 Estados Unidos
28,4 França
6,3 Reino Unido
31,3 Argentina
18,2 Coréia do Sul
0,4 Estados Unidos
21,6 Chile
17,1 Argentina
35,8 Colômbia
35,8 Argentina
19,5 França
0,3 Estados Unidos
47,9 Alemanha
8,8 Argentina
1,1 Suíça
32,0 Argentina
20,0 Estados Unidos
16,6 Argentina
44,7 Estados Unidos
17,2 Colômbia
0,1 Uruguai
70,4 Argentina
21,7 Paraguai
14,4 Argentina
38,0 Coréia do Sul
22,1 Colômbia
0,5 Argentina
38,8 França
19,3 Bélgica
0,9 Dinamarca
15,0 Estados Unidos
13,5 Argentina
0,2 Argentina
21,2 Países Baixos
18,8 Estados Unidos
Trinidad e Tobago
68,9 Venezuela
20,6 Ucrânia
6,6 Estados Unidos
47,5 China
15,2 Colômbia
1,4 Argentina
33,3 Chile
15,3 França
China
45,1 Taiwan
23,3 Coréia do Sul
1,2 Alemanha
24,8 Estados Unidos
21,7 Países Baixos
27
FUNCEX
Dos vinte produtos selecionados pelos colombianos, a maioria enfrenta tarifas de importação superiores
a 10% para entrar no Brasil. Entretanto, as preferências vigentes no Acordo de Complementação
Econômica nº 59 (ACE-59) entre o Mercosul e a CAN já garantem aos colombianos livre acesso ao
mercado brasileiro para seis produtos dos setores químico, medicamentos, pneumáticos e fibras
sintéticas. Até o início de 2008, mais 11 produtos contarão com livre acesso ao mercado brasileiro.
Entretanto, três produtos (outros ácidos policarboxílicos acíclicos, chapas de polímeros de polipropileno
e sacos, bolsas e cartuchos de outros plásticos) deverão esperar até 2011 para entrarem no Brasil com
isenção do pagamento de tarifas de importação (Tabela 3.2.3).
Tabela 2.2.3
Colômbia − Tarifas e desgravação tarifária dos produtos selecionados
Tabela-resumo
Situação do produto
Número de produtos
Margem atual de 100%
Part. %
5
Margem será de 100% em:
25,0
-
2007
4
20,0
2008
7
35,0
2011
3
15,0
Margem fica em 40%
1
5,0
Fonte: Acordo de Complementação Econômica, N° 59.
Embora a existência de tarifas elevadas tenha sido apontada como um entrave, as barreiras não-tarifárias
foram consideradas pelos entrevistados como obstáculos mais importantes que as barreiras tarifárias. De
todo modo, caso os cronogramas bilaterais definidos no ACE-59 venham a ser revistos, seria interessante
reduzir os prazos para a eliminação das tarifas dos três produtos supracitados, que apresentam bom
potencial de vendas para o mercado brasileiro e estão com prazo de desgravação mais longo.
Tabela 2.2.4
Colômbia − Tarifas e desgravação tarifária dos produtos selecionados
Tabela completa
SH
2102-10
2803-00
2814-10
2915-50
2917-19
3004-50
3004-90
3808-20
3808-30
3902-30
3904-10
3904-21
3920-20
3921-90
3923-29
3923-30
4011-20
5402-10
5407-53
5503-20
NCM-SH
Descrição
Leveduras vivas
Carbono (negros-de-carbono e outras formas não compreendidas e
Amoníaco anidro
Ácido propiónico, seus sais e ésteres
Outros ácidos policarboxílicos acíclicos, seus anidridos, halogenetos
Outros medicamentos contendo vitaminas ou provitaminas, em dose
Outros medicamentos contendo produtos misturados, para fins tera
Fungicidas
Herbicidas, inibidores de germinação e reguladores de crescimento
Copolímeros de propileno, em formas primárias
Policloreto de vinila, não misturado com outras substâncias, forma p
Policloreto de vinila, não plastificado, em forma primária
Chapas, folhas, tiras, fitas, películas, de polímeros de propileno, sem
Outras chapas, folhas, películas, tiras, lâminas, de plásticos
Sacos, bolsas e cartuchos, de outros plásticos
Garrafões, garrafas, frascos, artigos semelhantes, de plásticos
Pneus novos de borracha dos tipos utilizados em ônibus ou caminhõ
Fios de alta tenacidade, de náilon ou de outras poliamidas
Outros tecidos, de fios de diversas cores, contendo => 85% em pes
Fibras descontínuas de poliésteres, não cardadas, não penteadas, p
NALADISA/SH
Código
2102-10
2803-00
2814-10
2915-50
2917-19
3004-50
3004-90
3808-20
3808-30
3902-30
3904-10
3904-21
3920-20
3921-90
3923-29
3923-30
4011-20
5402-10
5407-53
5503-20
TEC
(%)
14,0
6,0
4,0
5,3
10,0
9,4
10,4
13,1
12,5
14,0
14,0
14,0
9,0
11,3
18,0
18,0
16,0
11,3
18,0
16,0
Margem de preferência
Atual
Melhor
75
100
87
100
87
100
100
100
40
100
100
100
100
100
93
100
90
100
75
100
70
100
70
100
50
100
75
100
50
100
75
100
100
100
75
100
40
40
100
100
Ano
2008
2007
2007
2006
2011
2006
2006
2007
2007
2008
2008
2008
2011
2008
2011
2008
2006
2008
2006
2006
Fonte: SECEX/MDIC e Acordo de Complementação Econômica N° 59.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
28
FUNCEX
2.3. Equador
A lista de produtos selecionados na primeira etapa deste estudo continha 49 produtos e foi considerada
razoavelmente representativa do efetivo potencial de exportações para o Brasil pelos entrevistados. Foi
sugerida a inclusão de seis novos produtos − peixes frescos ou refrigerados, peixes congelados, filés de peixe
frescos ou refrigerados, flores, couve-flor e outros cítricos frescos ou secos − e a exclusão de 28 produtos −
produtos químicos, produtos de madeira e papel, produtos plásticos e máquinas e equipamentos.
A nova lista ficou com 27 produtos, cujas exportações equatorianas somaram US$ 702,1 milhões em
2003-04 (10,3% do total exportado pelo país no período). As importações brasileiras desses produtos
somaram US$ 563,6 milhões, tendo a Equador fornecido 2,2% deste total. A Tabela 2.3.1 mostra que a
maior concentração em termos de valor exportado pelo país está no item flores (principalmente rosas),
cujas vendas somaram US$ 317,1 milhões em 2003-04, cerca de 45% do total dos produtos
selecionados. Contudo, as importações brasileiras destes produtos são irrisórias: US$ 800 mil, sendo
que o Equador fornece apenas 3,3% deste valor.
Os pescados e derivados também têm uma participação relevante na lista de produtos selecionados,
tanto em termos de número de produtos (nove) quanto em valor exportado (US$ 201,9 milhões). As
importações brasileiras desses produtos são elevadas (US$ 138,1 milhões em 2003-04), mas o Equador
representou apenas 0,9% desse total. Neste grupo, as exportações do Equador têm maior destaque nos
casos de outras preparações e conservas de peixes (vendas de US$ 131,1 milhões), filés de peixes
frescos ou refrigerados (US$ 35,4 milhões) e filés de peixes congelados (US$ 17,3 milhões).
Tabela 2.3.1
Produtos do Equador com maior potencial de exportações para o Brasil,
classificados segundo grupos
Valores em US$ Milhões
Grupos de produtos
1
2
Número de
Exportações
Importações do Brasil
produtos
do Equador
Valor médio 2003/04
SH-6
Valor médio
Origem: Equador
Total
2003/04
Total exportado pelo país
Produtos selecionados
Valor
Part(%)
2.335
6.822,3
41.090,2
50,8
0,1
27
702,1
563,6
12,5
2,2
Grupos de produtos
Flores
1
317,1
0,8
0,0
3,3
Pescado e derivados
9
201,9
138,1
1,3
0,9
Produtos alimentícios
6
147,7
153,9
0,1
0,1
Medicamentos
3
27,6
132,2
11,0
8,4
Produtos têxteis
5
4,0
121,0
0,0
0,0
Colas e adesivos
1
3,4
5,6
-
-
Produtos de alumínio
2
0,3
12,1
-
-
Fontes: 1) COMTRADE/UN. 2) SECEX/MDIC.
Elaboração: FUNCEX.
Outro grupo com grande importância em termos de valor exportado são os produtos alimentícios, com
seis produtos cujas exportações equatorianas somaram US$ 147,7 milhões na média de 2003-04. As
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
29
FUNCEX
importações brasileiras desses produtos são elevadas (US$ 153,9 milhões), mas o maket-share
equatoriano foi de apenas 0,1%. O grande destaque nesse grupo é o cacau inteiro ou partido, cujas
exportações do país foram de US$ 107,5 milhões em 2003-04, mas nada foi vendido ao Brasil.
Entre os demais produtos selecionados, há ainda três da indústria de medicamentos (principalmente
medicamentos contendo outros antibióticos), cinco produtos têxteis (com destaque para fios simples, de
poliésteres), dois de alumínio e o item colas e adesivos.
A Tabela 2.3.2 apresenta informações estatísticas sobre os 27 produtos. As seguintes características
dessa seleção de produtos merecem atenção:
◉
84% do valor exportado pelo Equador desses produtos referem-se a apenas quatro deles: flores,
outras preparações e conservas de peixes, cacau inteiro ou partido e filés de peixe frescos ou
refrigerados.
◉
Um terço dos produtos (9) tiveram valores de exportação inferiores a US$ 1 milhão em 2003-04.
◉
Para alguns produtos o valor importado pelo Brasil é relativamente elevado, como cacau inteiro
ou partido (US$ 87,8 milhões), medicamentos contendo outros antibióticos (US$ 96,8 milhões),
filés de peixes, congelados (US$ 52,3 milhões), outros peixes secos (US$ 47,3 milhões) e fios
texturizados de poliésteres (US$ 109,6 milhões). Há outros, ao contrário, para os quais a
importação brasileira é pouco significativa ou mesmo igual a zero, como flores, filés de peixes
frescos ou refrigerados, couve-flor e brócolis, outros fios retorcidos ou retorcidos múltiplos de
fibras sintéticas descontínuas e outros cítricos frescos ou secos.
◉
Há poucos produtos em que Equador já responde por uma parcela significativa das importações
brasileiras: outras preparações e conservas de peixes (16,4%), medicamentos contendo outros
antibióticos (10,5%) e ácido o-acetilsalicílico (17,1%). Na verdade, em quase todos os produtos
selecionados as exportações do Equador para o Brasil são zero.
◉
Em grande parte dos produtos, os principais fornecedores do Brasil são outros países da
América do Sul, mais uma vez com destaque para a Argentina, que é o principal fornecedor de
cinco produtos: filés de peixes congelados, feijão, outros peixes congelados, cebolas e
“echalotes” e outras cordas, cabos e tranças de alumínio. A Colômbia aparece como principal
fornecedor do produto mais importante da lista do Equador em termos de valor exportado: as
flores. Outros países da região, como Chile, Peru e Uruguai, aparecem como importantes
concorrentes, principalmente nos pescados e produtos alimentícios, enquanto a Indonésia é o
principal concorrente no cacau.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
30
FUNCEX
Tabela 2.3.2
Produtos do Equador com maior potencial de exportações para o Brasil – Lista completa
Valores em US$ Milhões
Sistema Harmonizado
Obs
SH
Descrição
Total dos produtos selecionados
1 0603-10 Flores e seus botões, frescos, cortados para buquês ou para or
2 1604-20 Outras preparações e conservas de peixes
3 1801-00 Cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado
4 0304-10 Filés de peixes, frescos ou refrigerados
5 3004-20 Medicamento contendo outros antibióticos, em doses, para ven
6 0704-10 Couve-flor e brócolos, frescos ou refrigerados
7 0304-20 Filés de peixes, congelados
8 0302-69 Outros peixes frescos ou refrigerados, exceto fígado, ovas, sêm
9 1516-20 Gorduras e óleos vegetais e respectivas frações, parcial ou tota
10 0713-33 Feijão comum, seco, em grão, mesmo pelado ou partido
11 3503-00 Gelatinas e seus derivados; ictiocola e outras colas de origem a
12 0303-79 Outros peixes, congelados, exceto fígado, ovas, sêmen, ou filés
13 1504-20 Gorduras e óleos de peixe e respectivas frações, exceto óleos d
14 0703-10 Cebolas e "echalotes", frescas ou refrigeradas
15 5402-52 Fios simples, de poliésteres, com torção > 50 voltas por metro
16 3004-50 Outros medicamentos contendo vitaminas ou provitaminas, em
17 0305-59 Outros peixes secos, mesmo salgados, mas não defumados
18 5402-33 Fios texturizados de poliésteres
19 2918-22 Ácido o-acetilsalicílico, seus sais e ésteres
20 5402-51 Fios simples, de náilon ou de outras poliamidas, com torção > 5
21 5509-42 Outros fios retorcidos ou retorcidos múltiplos, de fibras sintética
22 0303-43 Bonitos-listrados ou do-ventre-raiado, congelados, exceto fígad
23 7614-90 Outras cordas, cabos, tranças e semelhantes, de alumínio, não
24 7614-10 Cordas, cabos e tranças, de alumínio, com alma de aço, não is
25 5509-59 Outros fios de fibras descontínuas de poliéster
26 0303-71 Sardinhas, sardinelas e espadilhas, congeladas, exceto fígado,
27 0805-90 Outros cítricos frescos ou secos
Fontes: 1) COMTRADE/UN. 2) SECEX/MDIC.
Elaboração: FUNCEX.
1
Exportações
do Equador
Valor médio
2003/04
702,1
317,1
131,1
107,5
35,4
25,1
20,5
17,3
9,6
9,0
8,0
3,4
3,3
3,0
2,7
1,9
1,9
1,9
1,3
0,6
0,3
0,3
0,2
0,2
0,1
0,1
0,1
0,0
2
Importações do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Equador
Total
Valor
Part(%)
563,6
0,8
7,9
87,8
0,0
96,8
52,3
2,5
16,0
26,4
5,6
5,3
2,6
23,7
1,1
33,2
47,3
109,6
2,2
2,6
0,5
1,7
1,3
10,8
7,1
18,5
-
12,5
0,0
1,3
10,2
0,1
0,0
0,5
0,4
-
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
1º
2º
3º
País
%
País
%
País
2,2 - - 3,3 Colômbia
95,9 Equador
3,3 Países Baixos
16,4 Peru
46,9 Argentina
16,4 Equador
Indonésia
67,3 Costa do Marfim
29,7 Cingapura
Portugal
73,8 Argentina
23,7 Chile
10,5 Estados Unidos
26,8 Itália
15,6 Índia
- - Argentina
77,2 Chile
20,2 Uruguai
Uruguai
95,6 Argentina
4,0 Paraguai
0,5 Dinamarca
34,0 Malásia
22,8 Países Baixos
Argentina
88,9 Bolívia
10,9 Estados Unidos
Estados Unidos
67,8 Alemanha
8,1 França
Argentina
66,6 Uruguai
23,7 Chile
Noruega
30,6 Peru
27,3 Chile
Argentina
90,6 Chile
5,6 Países Baixos
1,4 Coréia do Sul
23,7 Suíça
15,6 Taiwan
1,4 Suíça
32,0 Argentina
20,0 Estados Unidos
Noruega
94,3 Portugal
3,5 Islândia
Indonésia
47,5 Taiwan
27,3 China
17,1 Colômbia
29,3 Tailândia
18,8 Espanha
Estados Unidos
52,5 Alemanha
27,5 Reino Unido
Chile
56,3 Itália
17,8 Argentina
Rússia
64,4 Espanha
35,5 Uruguai
Argentina
62,9 Venezuela
25,7 Estados Unidos
Venezuela
75,9 China
18,6 Argentina
Cingapura
38,6 Indonésia
30,9 Taiwan
Venezuela
66,9 Marrocos
13,7 Rússia
- - -
%
0,6
16,4
2,7
2,3
10,6
1,9
0,4
17,7
0,1
5,9
2,6
21,4
2,1
13,7
12,3
1,0
6,0
18,0
10,7
15,7
0,1
3,7
5,2
17,3
10,8
-
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
31
FUNCEX
A maioria dos 27 produtos selecionados como oportunidades de exportações equatorianas para o
mercado brasileiro enfrenta tarifas iguais ou inferiores a 10% no Brasil (Tabela 2.3.3). As maiores tarifas
(16%) são cobradas de preparações e conservas de peixes e dos fios sintéticos. Além disso, 74% dos
produtos já entram no Brasil com isenção tarifária, beneficiados com margens de preferências de 100%
no ACE-59. Dos outros sete produtos, dois estarão livres de tarifas em 2009 (cítricos frescos ou secos e
outras cordas, cabos e tranças de alumínio), quatro em 2011 (gorduras e óleos vegetais e três tipos de
fios sintéticos) e um em 2015 (cordas, cabos e tranças de alumínio).
Tabela 2.3.3
Equador − Tarifas e desgravação tarifária dos produtos selecionados
Tabela-resumo
Situação do produto
Número de produtos
Margem atual de 100%
Part. %
20
74,1
2009
2
7,4
2011
4
14,8
2015
1
3,7
Margem será de 100% em:
Fonte: Acordo de Complementação Econômica, N° 59.
Tabela 2.3.4
Equador − Tarifas e desgravação tarifária dos produtos selecionados
Tabela completa
SH
0302-69
0303-43
0303-71
0303-79
0304-10
0304-20
0305-59
0603-10
0703-10
0704-10
0713-33
0805-90
1504-20
1516-20
1604-20
1801-00
2918-22
3004-20
3004-50
3503-00
5402-33
5402-51
5402-52
5509-42
5509-59
7614-10
7614-90
NCM-SH
Descrição
Outros peixes frescos ou refrigerados, exceto fígado, ovas, sêmen, ou fi
Bonitos-listrados ou do-ventre-raiado, congelados, exceto fígado, ovas, s
Sardinhas, sardinelas e espadilhas, congeladas, exceto fígado, ovas, sê
Outros peixes, congelados, exceto fígado, ovas, sêmen, ou filés e outras
Filés de peixes, frescos ou refrigerados
Filés de peixes, congelados
Outros peixes secos, mesmo salgados, mas não defumados
Flores e seus botões, frescos, cortados para buquês ou para ornamenta
Cebolas e "echalotes", frescas ou refrigeradas
Couve-flor e brócolos, frescos ou refrigerados
Feijão comum, seco, em grão, mesmo pelado ou partido
Outros cítricos frescos ou secos
Gorduras e óleos de peixe e respectivas frações, exceto óleos de fígado
Gorduras e óleos vegetais e respectivas frações, parcial ou totalmente h
Outras preparações e conservas de peixes
Cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado
Ácido o-acetilsalicílico, seus sais e ésteres
Medicamento contendo outros antibióticos, em doses, para venda a reta
Outros medicamentos contendo vitaminas ou provitaminas, em doses, p
Gelatinas e seus derivados; ictiocola e outras colas de origem animal, ex
Fios texturizados de poliésteres
Fios simples, de náilon ou de outras poliamidas, com torção > 50 voltas
Fios simples, de poliésteres, com torção > 50 voltas por metro
Outros fios retorcidos ou retorcidos múltiplos, de fibras sintéticas descon
Outros fios de fibras descontínuas de poliéster
Cordas, cabos e tranças, de alumínio, com alma de aço, não isolados p
Outras cordas, cabos, tranças e semelhantes, de alumínio, não isolados
NALADISA/SH
Código
0302-69
0303-43
0303-71
0303-79
0304-10
0304-20
0305-59
0603-10
0703-10
0704-10
0713-33
0805-90
1504-20
1516-20
1604-20
1801-00
2918-22
3004-20
3004-50
3503-00
5402-33
5402-51
5402-52
5509-42
5509-59
7614-10
7614-90
TEC
(%)
10,0
10,0
10,0
10,0
10,0
10,0
6,7
10,0
5,0
10,0
5,0
10,0
10,0
10,0
16,0
10,0
7,0
7,2
9,4
11,0
16,0
9,0
16,0
16,0
16,0
12,0
12,0
Margem de preferência
Atual
Melhor
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
71
100
100
100
61
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
61
100
100
100
61
100
61
100
30
100
71
100
Fonte: SECEX/MDIC e Acordo de Complementação Econômica, N° 59.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
32
Ano
2006
2006
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2006
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2011
2006
2006
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2011
2006
2011
2011
2015
2009
FUNCEX
A análise do tratamento dado às preferências concedidas pelo Brasil ao Equador no ACE-59 indica que
há pouco espaço para melhora do tratamento negociado entre os dois países. Na maioria dos casos as
exportações totais equatorianas são reduzidas, sugerindo que não são produtos em que esse país tenha
vantagens comparativas. Apenas as gorduras e óleos vegetais apresentam potencial mais efetivo entre
os produtos que estão com prazos de desgravação mais longos nos cronogramas brasileiros do ACE-59.
Como mencionado na Seção 1 desse relatório, os equatorianos não consideram esse acordo comercial
como instrumento relevante para impulsionar o comércio bilateral. Além disso, parecem mais
interessados em reduzir as preferências já oferecidas por eles ao Brasil nos produtos têxteis do que
obter melhoria nas preferências recebidas.
2.4. Peru
A lista de produtos selecionados na primeira parte deste estudo como oportunidades de exportações do
Peru para o Brasil era composta de 94 produtos. Essa lista foi substancialmente ampliada com a
inclusão de 123 produtos por recomendação das organizações peruanas entrevistadas. Entre esses
produtos, 92 são do setor de vestuário, que não havia sido incluído na seleção original, além de peixes,
aspargos, produtos hortícolas e algumas máquinas e equipamentos. Por outro lado, foram excluídos 77
produtos − basicamente químicos, produtos vegetais e alguns produtos de metal.
Como resultado, a nova lista ficou com 138 produtos. As exportações peruanas desses produtos
somaram US$ 1,34 bilhão na média de 2003-04 (12,6% do total exportado pelo país no período). Já as
importações brasileiras dos mesmos produtos somaram US$ 748,5 milhões − tendo o Peru fornecido
4,1% deste total. A Tabela 2.4.1 mostra que a maior concentração em termos de valor exportado pelo
Peru está no grupo de vestuário, que contém 92 produtos, cujas vendas somaram US$ 757,9 milhões
em 2003-04, cerca de 55% do total dos produtos selecionados. As importações brasileiras destes
produtos são significativas, cerca de US$ 81,5 milhões, mas o Peru não exporta praticamente nada para
o Brasil. Os produtos mais importantes dentro deste grupo são camisetas e camisas de malha de
algodão (de uso feminino e masculino), bem como suéteres, pulôveres, cardigãs, coletes e artigos
semelhantes, de malha, de algodão. As exportações peruanas desses produtos alcançaram
US$ 569,1milhões em 2003-04, ou ¾ do total do grupo vestuário.
Os produtos alimentícios também têm uma participação relevante em termos de valor exportado
(US$ 307,2 milhões) e incluem seis produtos cujas importações brasileiras foram de US$ 101,5 milhões −
com o Peru respondendo por 5,6% deste total. Os principais produtos dentro desse grupo são aspargos,
outros produtos hortícolas preparados ou conservados e pimentões e pimentas, secos, triturados ou em pó.
Outro grupo com grande importância em termos de valor exportado reúne seis produtos de metal, com
exportações peruanas de US$ 148,7 milhões na média de 2003-04. As importações brasileiras desses
produtos são elevadas (US$ 74,8 milhões) e o Peru foi responsável por uma parcela elevada do total:
27%. O grande destaque nesse grupo são os fios de cobre refinado, com exportações totais de
US$ 64,4 milhões e market-share de 34,5% nas importações brasileiras, e chapas, folhas e tiras, de
zinco, com vendas totais de US$ 37,1 milhões e participação de 13,5% nas importações do Brasil.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
33
FUNCEX
Entre os demais produtos selecionados, há dois da indústria plástica (principalmente garrafões, garrafas
e frascos); cinco produtos de pescado e derivados (com destaque para filés de peixes congelados);
dezoito de máquinas e equipamentos (onde o mais significativo são máquinas e aparelhos para as
indústrias de panificação, com exportações de US$ 3,4 milhões e nada vendido ao Brasil); óleo essencial
de limão; três produtos de minerais não-metálicos; e outros cinco produtos com baixo valor exportado.
Tabela 2.4.1
Produtos do Peru com maior potencial de exportações para o Brasil,
classificados segundo grupos
Valores em US$ Milhões
1
Grupos de produtos
2
Exportações
Importações do Brasil
produtos
do Peru
Valor médio 2003/04
SH-6
Valor médio
Número de
Origem: Peru
Total
2003/04
Total exportado pelo país
Produtos selecionados
Valor
Part(%)
3.588
10.592,1
47.979,0
291,6
0,6
138
1.338,7
748,5
30,4
4,1
757,9
81,5
0,04
0,0
Grupos de produtos
Vestuário
92
Produtos alimentícios
6
307,9
101,5
5,6
5,6
Produtos de metal
6
148,7
74,8
20,2
27,0
Plásticos
2
55,8
103,1
0,1
0,1
Pescado e derivados
5
50,8
68,0
4,2
6,2
18
7,8
175,5
0,1
0,0
Óleo essencial de limão
1
5,8
4,3
0,0
0,1
Minerais não-metálicos
3
3,2
23,3
0,1
0,5
Demais produtos
5
0,8
116,3
0,0
0,0
Máquinas, equipamentos e peças
Fontes: 1) COMTRADE/UN. 2) SECEX/MDIC.
Elaboração: FUNCEX.
A Tabela 2.4.2 traz números do comércio relativos a cada um dos 138 produtos, destacando-se os
seguintes aspectos:
◉
63% do valor exportado pelo Peru destes 138 produtos referem-se a apenas sete deles:
camisetas de malha, camisas de malha (masculinas e femininas), aspargos (frescos ou
preparados), fios de cobre refinado e suéteres, pulôveres, cardigãs, coletes e artigos
semelhantes, de malha, de algodão.
◉
56% dos produtos (78) apresentaram valores de exportação inferiores a US$ 1 milhão em 2003-04.
◉
Para pouquíssimos produtos o valor importado pelo Brasil é relativamente elevado, casos de fios
de
cobre
refinado
(US$ 58,3 milhões),
garrafões,
garrafas
e
frascos
de
plástico
(US$ 66 milhões), filés de peixes congelados (US$ 52,3 milhões), outras preparações para
alimentação de animais (US$ 59,1 milhões), juntas, gaxetas e semelhantes, de borracha
(US$ 95,2 milhões) e outras partes de aparelhos para filtrar ou depurar líquidos ou gases
(US$ 44,7 milhões). Entre estes, apenas em fios de cobre refinado o Peru possui um marketshare elevado nas importações brasileiras (34,5%).
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
34
FUNCEX
◉
Há relativamente poucos produtos em que o Peru já responde por uma parcela significativa das
importações brasileiras: aspargos frescos ou refrigerados (66,6%), outras preparações e
conservas de peixes (46,9%), fios de cobre refinado (34,5%), preparações e conservas de
anchovas (33,9%), pimentões e pimentas (14,7%), chapas, folhas e tiras de zinco (13,5%),
aspargos preparados ou conservados (12,7%), azeitonas (11,4%) e cavalas, cavalinhas e
sardas, congeladas (10,7%).
◉
Em praticamente todos os produtos selecionados, o valor das exportações do Peru para o Brasil
é muito baixo (é zero em nada menos que 96 deles). Em apenas três o valor foi superior a
US$ 1 milhão
em
2003-04:
fios
de
cobre
refinado
(US$
58,3 milhões),
azeitonas
(US$ 4,3 milhões) e outras preparações e conservas de peixes (US$ 3,7 milhões).
◉
Os países da América do Sul aparecem novamente como importantes concorrentes do Peru
como fornecedores do Brasil, principalmente a Argentina. Entretanto, os países asiáticos
aparecem com freqüência (China, Índia e Hong Kong), devido à sua grande importância como
fornecedores de produtos de vestuário.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
35
FUNCEX
Tabela 2.4.2
Produtos do Peru com maior potencial de exportações para o Brasil − Lista completa
Valores em US$ Milhões
Sistema Harmonizado
Obs
SH
Descrição
Total dos produtos selecionados
1 6109-10 Camisetas ("t-shirts") e camisetas interiores, de malha, de algodã
2 6105-10 Camisas de malha de algodão, de uso masculino
3 0709-20 Aspargos frescos ou refrigerados
4 2005-60 Aspargos preparados ou conservados, exceto em vinagre ou ácid
5 6106-10 Camisas, blusas, blusas "chemisier", de malha, de algodão, de us
6 7408-11 Fios de cobre refinado, com a maior dimensão da seção transvers
7 6110-20 Suéteres, pulôveres, cardigãs, coletes e artigos semelhantes, de m
8 2005-90 Outros produtos hortícolas preparados ou conservados, exceto em
9 3923-30 Garrafões, garrafas, frascos, artigos semelhantes, de plásticos
10 7905-00 Chapas, folhas e tiras, de zinco
11 0904-20 Pimentões e pimentas, dos gêneros "capsicum" ou "pimenta", sec
12 6114-20 Outro vestuário de malha, de algodão
13 0304-20 Filés de peixes, congelados
14 7228-30 Barras de outras ligas de aços laminadas, estiradas ou extrudadas
15 2309-90 Outras preparações para alimentação de animais
16 3920-20 Chapas, folhas, tiras, fitas, películas, de polímeros de propileno, s
17 6111-20 Vestuário e seus acessórios, de malha, de algodão, para bebês
18 1604-20 Outras preparações e conservas de peixes
19 6110-10 Suéteres, pulôveres, coletes e artigos semelhantes, de malha, de
20 6104-62 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de malha, de algodão, d
21 7407-10 Barras e perfis de cobre refinado
22 7408-21 Fios de ligas de cobre-zinco (latão)
23 6205-20 Camisas de algodão, de uso masculino
24 6203-42 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de algodão, de uso mas
25 6204-62 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de algodão, de uso femi
26 0711-20 Azeitonas conservadas transitoriamente, mas impróprias para alim
27 6108-31 Camisolas e pijamas, de malha de algodão, de uso feminino
28 6104-42 Vestidos de malha, de algodão, de uso feminino
29 3301-13 Óleo essencial de limão
30 6109-90 Camisetas ("t-shirts") e camisetas interiores, de malha, de outras
31 6206-30 Camisas, blusas, blusas "chemisiers", de algodão, de uso feminin
32 6108-21 Calcinhas de malha de algodão
33 6107-11 Cuecas e ceroulas, de malha, de algodão
34 6103-42 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts" (calções), de malha, de a
35 6110-30 Suéteres, pulôveres, cardigãs, coletes e artigos semelhantes, de m
36 0303-79 Outros peixes, congelados, exceto fígado, ovas, sêmen, ou filés e
37 6203-43 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de fibras sintéticas, de u
38 8438-10 Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, pastelaria
39 7408-29 Outros fios de ligas de cobre
40 6104-52 Saias e saias-calças, de malha, de algodão, de uso feminino
1
Exportações
do Peru
Valor médio
2003/04
1.389,5
272,7
159,3
124,2
80,3
76,3
64,4
60,9
41,3
38,7
37,1
36,3
30,0
27,7
20,1
17,4
17,1
15,0
14,5
13,3
13,1
12,8
11,2
10,7
10,0
8,9
8,4
6,5
5,8
5,8
5,4
5,2
4,9
4,2
4,1
3,6
3,6
3,5
3,4
3,2
3,0
2
Importações do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Peru
Total
Valor
Part(%)
1.382,3
2,6
1,4
0,3
0,9
0,9
58,3
2,1
1,4
66,0
0,4
2,2
0,4
52,3
10,9
59,1
37,1
0,5
7,9
0,7
0,4
0,4
2,2
2,5
4,1
3,4
37,6
0,0
0,1
4,3
1,7
1,9
0,0
0,6
1,5
9,0
5,3
12,2
5,3
2,7
0,1
30,6
0,0
0,0
0,2
0,1
0,0
20,1
0,0
0,0
0,0
0,1
0,3
0,0
0,1
0,7
0,1
0,0
3,7
0,0
0,0
4,3
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
-
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
2,2
0,4
0,2
66,6
12,7
0,1
34,5
0,4
0,5
0,0
13,5
14,7
0,1
0,3
1,2
0,2
0,2
46,9
0,5
0,8
11,4
0,1
0,0
0,0
7,2
0,4
0,2
0,0
0,0
-
1º
País
Portugal
Hong Kong
Peru
China
China
Chile
Bangladesh
Argentina
Uruguai
Estados Unidos
África do Sul
China
Argentina
Argentina
Estados Unidos
Estados Unidos
Argentina
Peru
Itália
Hong Kong
Rússia
Alemanha
China
China
Espanha
Argentina
China
Itália
Argentina
China
Índia
Portugal
Argentina
China
China
Argentina
China
Itália
Alemanha
Itália
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
- - 18,3 Argentina
10,2 China
36,5 China
19,7 Argentina
66,6 Chile
23,5 China
82,2 Peru
12,7 Alemanha
24,6 Índia
20,5 Hong Kong
65,1 Peru
34,5 Argentina
16,0 China
15,7 Bulgária
46,1 Espanha
18,3 Itália
70,4 Argentina
21,7 Paraguai
49,1 Japão
26,2 Peru
54,6 Peru
14,7 Espanha
23,6 Portugal
15,4 Espanha
77,2 Chile
20,2 Uruguai
54,8 Estados Unidos
11,5 Alemanha
36,1 Países Baixos
23,7 China
21,6 Chile
17,1 Argentina
33,9 China
16,6 Itália
46,9 Argentina
16,4 Equador
28,7 Uruguai
14,4 Espanha
27,9 China
23,2 Portugal
51,4 Espanha
14,7 França
33,4 Estados Unidos
32,1 França
31,7 Portugal
21,4 Itália
43,0 Colômbia
16,2 Itália
29,4 Itália
20,0 Marrocos
82,3 Peru
11,4 Chile
34,1 Índia
29,2 Itália
20,6 Índia
18,9 Portugal
79,8 Uruguai
4,6 Suíça
19,3 Brasil
13,5 Itália
44,2 Espanha
26,9 Hong Kong
35,2 Argentina
18,7 França
80,2 Hong Kong
6,9 Israel
56,5 Hong Kong
30,7 Uruguai
61,9 Itália
6,4 Uruguai
66,6 Uruguai
23,7 Chile
88,7 Hong Kong
4,8 Bolívia
36,6 Estados Unidos
26,6 Dinamarca
48,5 França
23,8 Estados Unidos
27,4 China
19,0 Índia
%
9,9
10,6
7,6
4,7
13,0
0,2
12,7
17,6
2,0
13,5
13,8
10,5
1,9
10,6
9,5
9,2
11,4
16,4
13,7
13,8
14,3
18,0
11,9
9,4
6,9
2,6
20,0
12,5
3,7
10,7
5,8
11,7
5,9
3,2
4,4
2,6
1,5
9,5
10,9
16,3
(cont.)
36
FUNCEX
Sistema Harmonizado
Obs
SH
Descrição
Total dos produtos selecionados
41 6202-11 Mantôs, impermeáveis, capas e semelhantes, de lã ou de pêlos fi
42 1604-16 Preparações e conservas de anchovas, inteiras ou em pedaços, e
43 6104-22 Conjuntos de malha, de algodão, de uso feminino
44 6102-20 Mantôs, casacos, capas, anoraques e semelhantes, de malha de
45 0303-74 Cavalas, cavalinhas e sardas, congeladas, exceto fígado, ovas, sê
46 8484-90 Outros jogos ou sortidos de juntas, em bolsas, envelopes ou emb
47 6813-10 Guarnições para freios à base de amianto ou de outras matérias m
48 6206-40 Camisas, blusas, blusas "chemisiers", de fibras sintéticas ou artific
49 6117-10 Xales, echarpes, lenços de pescoço, cachenés, mantilhas, véus e
50 6102-10 Mantôs, casacos, capas, anoraques e semelhantes, de malha de
51 6206-90 Camisas, blusas, blusas "chemisiers", de outras matérias têxteis, d
52 6104-32 "Blazers" de malha, de algodão, de uso feminino
53 6207-91 Camisetas interiores, robes e semelhantes, de algodão, de uso m
54 6114-30 Outro vestuário de malha, de fibras sintéticas ou artificiais
55 6105-20 Camisas de malha, de fibras sintéticas ou artificiais, de uso mascu
56 6214-20 Xales, echarpes, cachecóis, mantilhas, véus e artefatos semelhan
57 6106-20 Camisas, blusas, blusas "chemisier", de malha, de fibras sintéticas
58 6104-31 "Blazers" de malha, de lã ou de pêlos finos, de uso feminino
59 6204-31 "Blazers" (casacos) de lã ou de pêlos finos, de uso feminino
60 6104-63 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de malha, de fibras sinté
61 6812-90 Amianto (asbesto) trabalhado em fibras; misturas à base de amia
62 6204-63 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de fibras sintéticas, de u
63 6204-52 Saias e saias-calças, de algodão
64 6107-21 Camisolões e pijamas, de malha, de algodão, de uso masculino
65 8484-10 Juntas metaloplásticas
66 6101-20 Sobretudos, japonas, gabões, capas, casacos e semelhantes, de
67 6208-21 Camisolas e pijamas, de algodão, de uso feminino
68 6102-30 Mantôs, casacos, capas, anoraques e semelhantes, de malha, de
69 6204-42 Vestidos de algodão
70 6203-31 Paletós (casacos), de lã ou de pêlos finos, de uso masculino
71 6212-10 Sutiãs e "bustiers" ("soutiens" de cós alto)
72 6209-20 Vestuários e seus acessórios de algodão, para bebês
73 6204-22 Conjuntos de algodão, de uso feminino
74 6112-41 Maiôs e biquínis, de banho, de malha, de fibras sintéticas, de uso
75 6104-51 Saias e saias-calças, de malha, de lã ou de pêlos finos, de uso fe
76 6104-33 "Blazers" de malha, de fibras sintéticas, de uso feminino
77 6204-32 "Blazers" (casacos) de algodão, de uso feminino
78 6116-91 Luvas, mitenes e semelhantes, de malha, de lã ou de pêlos finos
79 6112-11 Abrigos para esportes, de malha, de algodão
80 6103-22 Conjuntos de malha, de algodão, de uso masculino
81 6103-43 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts" (calções), de malha, de f
82 6115-92 Meias de malha, de algodão
83 8421-23 Aparelhos para filtrar óleos minerais nos motores de ignição por c
84 4016-93 Juntas, gaxetas e semelhantes de borracha vulcanizada não endu
85 6208-91 Corpetes, calcinhas, penhoares e artefatos semelhantes, de algod
86 8417-90 Partes de fornos industriais ou de laboratório, não elétricos
87 8708-31 Guarnições de freios (travões) montadas, para veículos automóve
1
Exportações
do Peru
Valor médio
2003/04
46,4
2,8
2,7
2,6
2,4
2,3
2,1
1,9
1,8
1,8
1,6
1,6
1,6
1,4
1,3
1,3
1,2
1,2
1,2
1,1
1,1
1,1
1,0
0,9
0,9
0,8
0,8
0,8
0,6
0,6
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,4
0,4
0,4
0,4
0,4
0,3
0,3
0,3
0,3
0,3
0,3
0,3
2
Importações do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Peru
Total
Valor
Part(%)
489,0
1,0
0,7
0,0
0,2
1,9
10,7
17,6
1,4
0,3
0,0
0,4
0,0
0,0
0,8
1,5
0,1
2,7
0,0
0,3
0,7
1,7
3,4
0,8
0,0
14,0
0,2
0,0
1,0
0,4
0,3
0,9
0,3
0,1
0,1
0,0
0,0
0,8
0,0
0,0
0,0
1,1
0,2
22,4
95,2
0,0
10,6
8,6
0,2
0,2
0,2
0,0
0,0
0,0
0,1
0,1
0,0
0,0
0,0
-
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
0,0
33,9
10,7
0,2
0,0
1,3
6,4
0,4
0,4
0,1
0,0
-
1º
País
Uruguai
Argentina
China
Hong Kong
Chile
Alemanha
Estados Unidos
Índia
Hong Kong
Itália
China
China
Hong Kong
China
China
Índia
China
Itália
Espanha
China
Alemanha
China
Espanha
China
Alemanha
China
Estados Unidos
China
Espanha
Itália
Itália
Espanha
Itália
Uruguai
Hong Kong
China
Espanha
China
Sri Lanka
China
China
China
Estados Unidos
Estados Unidos
Estados Unidos
Estados Unidos
França
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
- - 46,5 Espanha
45,5 China
37,8 Peru
33,9 Itália
50,5 Itália
23,6 Índia
46,7 Portugal
21,3 Estados Unidos
48,6 Argentina
20,8 Estados Unidos
35,2 Estados Unidos
16,7 Japão
61,2 França
7,9 Alemanha
46,2 China
14,9 Espanha
42,2 China
24,0 Argentina
37,7 Coréia do Sul
21,5 Uruguai
38,4 Hong Kong
15,0 Índia
32,8 Itália
31,5 França
66,0 Brasil
11,8 Itália
47,8 Espanha
18,4 Portugal
46,0 Hong Kong
33,4 Brasil
30,8 Itália
23,6 China
56,5 Hong Kong
28,0 Portugal
60,3 França
31,1 Hong Kong
27,9 Itália
21,1 França
65,5 Hong Kong
18,7 Índia
35,2 Estados Unidos
25,0 Japão
53,1 Espanha
16,7 Hong Kong
46,2 Itália
10,1 China
55,1 Argentina
18,4 Itália
47,6 Estados Unidos
18,8 Japão
30,3 Argentina
14,7 Turquia
25,5 China
23,3 Índia
59,4 Hong Kong
24,5 Paraguai
35,5 Índia
18,6 Itália
39,6 Uruguai
37,3 Alemanha
40,7 Argentina
24,9 China
33,0 Argentina
23,6 China
64,5 Chile
13,3 França
28,9 Itália
21,4 Argentina
56,1 Itália
24,5 China
71,6 Itália
9,1 Coréia do Sul
58,2 Itália
9,5 China
70,2 Itália
16,0 Bolívia
23,7 Vietnã
23,2 Estados Unidos
47,0 Hong Kong
25,6 Itália
65,6 Hong Kong
25,5 Panamá
26,3 Estados Unidos
16,7 Argentina
40,6 Alemanha
21,2 Japão
32,4 Alemanha
17,3 Japão
26,3 França
19,0 Uruguai
35,8 Coréia do Sul
12,8 Alemanha
23,2 Itália
20,8 Alemanha
%
3,8
19,3
10,9
5,2
16,5
14,8
7,8
10,9
17,1
7,8
10,7
18,8
10,7
10,9
10,5
14,6
3,3
4,8
15,6
2,9
10,3
11,4
8,6
13,7
7,6
5,2
21,6
4,1
12,9
7,0
22,6
18,5
7,0
19,7
7,6
5,5
6,9
7,5
19,6
13,9
1,5
11,4
9,5
10,3
18,7
11,2
16,2
37
FUNCEX
Sistema Harmonizado
Obs
SH
Descrição
Total dos produtos selecionados
88 6111-30 Vestuário e seus acessórios, de malha, de fibras sintéticas, para b
89 6108-91 Roupões de banho, penhoares e semelhantes, de malha, de algo
90 6115-91 Meias de malha, de lã ou de pêlos finos
91 6104-23 Conjuntos de malha, de fibras sintéticas, de uso feminino
92 8417-20 Fornos industriais de padaria, pastelaria ou da indústria de bolach
93 6211-42 Abrigos (fatos de treino) para esporte e outro vestuário não classif
94 6205-30 Camisas de fibras sintéticas ou artificiais, de uso masculino
95 6101-10 Sobretudos, japonas, gabões, capas, casacos e semelhantes, de
96 6207-11 Cuecas e ceroulas, de algodão
97 6106-90 Camisas, blusas, blusas, "chemisier", de malha, de outras matéria
98 6204-23 Conjuntos de fibras sintéticas, de uso feminino
99 6104-41 Vestidos de malha, de lã ou de pêlos finos, de uso feminino
100 4823-90 Outros papéis, cartões, pasta de celulose e mantas de fibras de c
101 6813-90 Guarnições para embreagens ou outro mecanismo de fricção, de
102 6117-80 Outros acessórios de vestuário, confeccionados, de malha
103 6201-11 Sobretudos, impermeáveis, japonas, gabões, capas e semelhante
104 6101-30 Sobretudos, japonas, gabões, capas, casacos e semelhantes, de
105 6103-32 Paletós de malha, de algodão, de uso masculino
106 8480-79 Outros moldes para borracha ou plásticos
107 6104-43 Vestidos de malha, de fibras sintéticas, de uso feminino
108 6110-90 Suéteres, pulôveres, cardigãs, coletes e artigos semelhantes, de m
109 8421-99 Outras partes de aparelhos para filtrar ou depurar líquidos ou gase
110 6204-53 Saias e saias-calças, de fibras sintéticas
111 6104-53 Saias e saias-calças, de malha, de fibras sintéticas, de uso femini
112 8421-31 Filtros de entrada de ar para motores de ignição por centelha ou p
113 8421-21 Aparelhos para filtrar ou depurar água
114 6204-69 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de outras matérias têxte
115 6108-22 Calcinhas de malha, de fibras sintéticas ou artificiais
116 6211-43 Abrigos (fatos de treino) para esporte e outro vestuário não classif
117 6115-19 Meias-calças de outras matérias têxteis
118 4504-90 Outras obras de cortiça aglomerada
119 8480-30 Modelos para moldes
120 6115-11 Meias-calças, de malha, de fibras sintéticas, título < 67 decitex po
121 8479-82 Máquinas e aparelhos para misturar, amassar, moer, separar, pen
122 6211-33 Abrigos (fatos de treino) para esporte e outro vestuário não classif
123 8418-50 Outros congeladores ("freezers") e refrigeradores, vitrinas, balcõe
124 6204-51 Saias e saias-calças, de lã ou de pêlos finos
125 6203-22 Conjuntos de algodão, de uso masculino
126 6203-32 Paletós (casacos), de algodão, de uso masculino
127 8438-90 Partes de máquinas e aparelhos para preparação ou fabricação in
128 6201-93 Outros sobretudos, anoraques e semelhantes, de fibras sintéticas
129 6104-59 Saias e saias-calças, de malha, de outras matérias têxteis, de uso
130 6104-69 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de malha, de outras mat
131 6206-10 Camisas, blusas, blusas "chemisiers", de seda ou de seus desper
132 6211-32 Abrigos (fatos de treino) para esporte e outro vestuário não classif
133 8423-81 Outros aparelhos e instrumentos de pesagem, de capacidade <=
134 8546-90 Outros isoladores de qualquer matéria, para usos elétricos
135 8480-49 Outros moldes para metais ou carbonetos metálicos
136 8423-10 Balanças para pessoas, incluídas aquelas para bebês, de uso da
137 8438-60 Máquinas e aparelhos para preparação de frutas ou produtos hort
138 6104-44 Vestidos de malha, de fibras artificiais, de uso feminino
Nota: A posição 611010 equivale às posições 611011, 611012 e 611019.
Fontes: 1) COMTRADE/UN. 2) SECEX/MDIC.
Elaboração: FUNCEX.
1
Exportações
do Peru
Valor médio
2003/04
4,3
0,3
0,3
0,3
0,3
0,3
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
2
Importações do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Peru
Total
Valor
Part(%)
144,9
0,4
0,0
0,0
0,2
2,4
0,1
2,6
0,0
0,0
0,2
0,1
0,0
7,1
4,0
0,1
0,1
1,1
0,0
6,1
0,3
0,4
44,7
0,8
0,1
9,8
9,6
1,4
0,7
1,2
0,0
1,3
0,8
0,3
22,1
0,9
1,9
0,1
0,0
0,3
7,5
3,7
0,1
0,2
0,4
0,2
1,4
4,2
5,0
1,0
0,4
0,1
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
-
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
0,0
0,1
0,0
0,0
0,1
-
1º
País
China
Itália
Espanha
China
Itália
Índia
China
Itália
Espanha
China
China
Itália
Estados Unidos
Alemanha
China
Uruguai
China
Portugal
Itália
Índia
China
Estados Unidos
Espanha
Índia
Estados Unidos
Estados Unidos
Espanha
China
China
Hong Kong
Portugal
Alemanha
Itália
Alemanha
China
Estados Unidos
Espanha
Alemanha
China
Alemanha
China
Itália
China
Itália
Argentina
Estados Unidos
Estados Unidos
Alemanha
China
França
Espanha
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
- - 76,5 Argentina
9,5 Malásia
52,2 Índia
23,3 Argentina
66,2 Itália
11,3 Turquia
56,6 Hong Kong
27,8 Índia
81,4 Dinamarca
8,5 Alemanha
28,2 China
20,4 Espanha
71,8 Bangladesh
13,1 Hong Kong
33,8 Uruguai
32,4 Bulgária
23,8 China
17,7 Itália
36,6 Itália
21,8 Hong Kong
51,2 Chile
12,5 Hong Kong
48,1 China
22,4 França
32,0 Alemanha
15,8 Japão
31,9 Japão
28,2 França
32,5 Taiwan
15,7 Tailândia
65,7 Espanha
12,2 Itália
53,9 Hong Kong
27,9 Paraguai
28,0 Estados Unidos
21,5 Itália
19,0 Japão
13,3 Coréia do Sul
45,7 China
10,3 Espanha
58,7 Hong Kong
12,3 Itália
34,6 Alemanha
22,0 Japão
24,2 China
23,4 Índia
40,3 China
25,5 Hong Kong
42,3 Alemanha
16,7 Japão
27,8 Alemanha
12,8 Austrália
42,2 China
19,8 Itália
29,8 Itália
28,3 Argentina
74,1 Espanha
8,3 Hong Kong
66,9 Coréia do Sul
14,3 França
47,8 Argentina
15,2 Estados Unidos
17,7 Estados Unidos
17,0 Coréia do Sul
86,7 Argentina
4,7 Colômbia
28,8 Estados Unidos
20,9 Itália
77,3 Hong Kong
7,8 Vietnã
37,8 Países Baixos
14,7 Itália
21,0 França
20,7 Itália
70,6 Itália
29,4
37,2 Espanha
19,3 Itália
26,4 Estados Unidos
24,9 Países Baixos
75,6 Hong Kong
16,5 Coréia do Sul
22,0 Espanha
16,9 Portugal
72,9 Hong Kong
7,8 Itália
34,2 Espanha
15,0 França
66,4 Paquistão
16,2 China
18,0 Alemanha
15,4 Dinamarca
33,6 Reino Unido
12,9 Itália
28,0 França
18,0 Japão
49,5 Hong Kong
18,3 Macau
29,0 Itália
27,2 Estados Unidos
47,1 Portugal
21,7 Itália
%
5,4
13,5
6,9
6,7
3,7
19,6
6,7
11,0
16,9
17,7
10,4
13,7
11,9
9,8
13,1
5,0
3,5
19,3
10,7
9,5
11,0
9,2
21,9
12,4
10,6
12,7
6,2
17,8
8,0
9,7
14,2
15,2
3,5
10,4
2,9
8,9
18,0
13,8
11,1
1,5
10,3
4,7
14,9
5,4
13,7
12,0
14,8
15,3
19,4
8,1
38
FUNCEX
A maioria dos produtos da lista de oportunidades para o Peru é tributada com tarifa de importação de
20% no Brasil − alíquota vigente na TEC para os produtos de vestuário. Também têm tarifas elevadas
(16%) conservas e preparações de peixes e algumas autopeças. Essas não são as tarifas pagas pelos
produtos provenientes do Peru, que já contam com margens de preferências de, no mínimo, 40% no
mercado brasileiro por conta das concessões trocadas no Acordo de Complementação Econômica nº 58
entre o Mercosul e o Peru.
Todos os 138 produtos estarão livres do pagamento do imposto de importação no Brasil até 2012, último
ano dos cronogramas de liberalização tarifária previstos no ACE-58. Embora 42 produtos já estejam com
margens de preferências de 100%, a maioria dos produtos deverá esperar mais tempo para ter livre
acesso ao mercado brasileiro (Tabela 2.4.3).
Tabela 2.4.3
Peru − Tarifas e desgravação tarifária dos produtos selecionados
Tabela-resumo
Situação do produto
Número de produtos*
Margem atual de 100%
Part. %
42
26,4
2008
11
6,9
2010
19
11,9
2012
87
54,7
Margem será de 100% em:
Nota: * Há mais de 138 produtos pois alguns são abertos a 8 dígitos da Naladisa.
Fonte: Acordo de Complementação Econômica, N° 58.
Os exportadores peruanos entrevistados mencionaram que tarifas elevadas e margens de preferências
insuficientes como um dos obstáculos ao crescimento do comércio. De fato, observa-se que há muitos
produtos com prazos longos de desgravação tarifária. Como a maioria destes concentra-se em setores
em que há efetivamente potencial de aumento de comércio, a revisão desses prazos poderia ser uma
das medidas a serem adotadas para estimular as exportações peruanas para o Brasil.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
39
FUNCEX
Tabela 2.4.4
Peru − Tarifas e desgravação tarifária dos produtos selecionados − Tabela completa
SH
0303-74
0303-79
0304-20
0709-20
0711-20
0904-20
1604-16
1604-16
1604-20
1604-20
1604-20
1604-20
1604-20
1604-20
2005-60
2005-90
2005-90
2005-90
2309-90
2309-90
2309-90
2309-90
2309-90
3301-13
3920-20
3920-20
3923-30
4016-93
4504-90
4823-90
4823-90
4823-90
4823-90
6101-10
6101-20
6101-30
6102-10
6102-20
6102-30
6103-22
6103-32
6103-42
6103-43
6104-22
6104-23
6104-31
6104-32
6104-33
6104-41
6104-42
6104-43
6104-44
6104-51
6104-52
6104-53
6104-59
6104-62
6104-63
6104-69
6105-10
6105-20
6106-10
6106-20
6106-90
6106-90
6107-11
6107-21
6108-21
6108-22
6108-31
6108-91
6109-10
6109-90
NCM-SH
Descrição
Cavalas, cavalinhas e sardas, congeladas, exceto
Outros peixes, congelados, exceto fígado, ovas, s
Filés de peixes, congelados
Aspargos frescos ou refrigerados
Azeitonas conservadas transitoriamente, mas imp
Pimentões e pimentas, dos gêneros "capsicum" o
Preparações e conservas de anchovas, inteiras o
Preparações e conservas de anchovas, inteiras o
Outras preparações e conservas de peixes
Outras preparações e conservas de peixes
Outras preparações e conservas de peixes
Outras preparações e conservas de peixes
Outras preparações e conservas de peixes
Outras preparações e conservas de peixes
Aspargos preparados ou conservados, exceto em
Outros produtos hortícolas preparados ou conser
Outros produtos hortícolas preparados ou conser
Outros produtos hortícolas preparados ou conser
Outras preparações para alimentação de animais
Outras preparações para alimentação de animais
Outras preparações para alimentação de animais
Outras preparações para alimentação de animais
Outras preparações para alimentação de animais
Óleo essencial de limão
Chapas, folhas, tiras, fitas, películas, de polímero
Chapas, folhas, tiras, fitas, películas, de polímero
Garrafões, garrafas, frascos, artigos semelhantes
Juntas, gaxetas e semelhantes de borracha vulca
Outras obras de cortiça aglomerada
Outros papéis, cartões, pasta de celulose e mant
Outros papéis, cartões, pasta de celulose e mant
Outros papéis, cartões, pasta de celulose e mant
Outros papéis, cartões, pasta de celulose e mant
Sobretudos, japonas, gabões, capas, casacos e
Sobretudos, japonas, gabões, capas, casacos e
Sobretudos, japonas, gabões, capas, casacos e
Mantôs, casacos, capas, anoraques e semelhant
Mantôs, casacos, capas, anoraques e semelhant
Mantôs, casacos, capas, anoraques e semelhant
Conjuntos de malha, de algodão, de uso masculi
Paletós de malha, de algodão, de uso masculino
Calças, jardineiras, bermudas e "shorts" (calções
Calças, jardineiras, bermudas e "shorts" (calções
Conjuntos de malha, de algodão, de uso feminino
Conjuntos de malha, de fibras sintéticas, de uso f
"Blazers" de malha, de lã ou de pêlos finos, de us
"Blazers" de malha, de algodão, de uso feminino
"Blazers" de malha, de fibras sintéticas, de uso fe
Vestidos de malha, de lã ou de pêlos finos, de us
Vestidos de malha, de algodão, de uso feminino
Vestidos de malha, de fibras sintéticas, de uso fe
Vestidos de malha, de fibras artificiais, de uso fem
Saias e saias-calças, de malha, de lã ou de pêlos
Saias e saias-calças, de malha, de algodão, de u
Saias e saias-calças, de malha, de fibras sintética
Saias e saias-calças, de malha, de outras matéria
Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de malh
Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de malh
Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de malh
Camisas de malha de algodão, de uso masculino
Camisas de malha, de fibras sintéticas ou artificia
Camisas, blusas, blusas "chemisier", de malha, d
Camisas, blusas, blusas "chemisier", de malha, d
Camisas, blusas, blusas, "chemisier", de malha, d
Camisas, blusas, blusas, "chemisier", de malha, d
Cuecas e ceroulas, de malha, de algodão
Camisolões e pijamas, de malha, de algodão, de
Calcinhas de malha de algodão
Calcinhas de malha, de fibras sintéticas ou artific
Camisolas e pijamas, de malha de algodão, de u
Roupões de banho, penhoares e semelhantes, de
Camisetas ("t-shirts") e camisetas interiores, de m
Camisetas ("t-shirts") e camisetas interiores, de m
Código
0303-74
0303-79
0304-20
0709-20
0711-20
0904-20
160416-10
160416-90
1604-20-93
1604-20-10
1604-20-91
1604-20-92
1604-20-94
1604-20-99
2005-60
2005-90-90
2005-90-20
2005-90-10
230990-10
230990-20
230990-91
230990-99
230990-99
3301-13
392020-90
392020-10
3923-30
4016-93
4504-90
4823-90-20
4823-90-10
4823-90-30
4823-90-90
6101-10
6101-20
6101-30
6102-10
6102-20
6102-30
6103-22
6103-32
6103-42
6103-43
6104-22
6104-23
6104-31
6104-32
6104-33
6104-41
6104-42
6104-43
6104-44
6104-51
6104-52
6104-53
6104-59
6104-62
6104-63
6104-69
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6108-21
6108-22
6108-31
6108-91
6109-10
6109-90
NALADISA/SH
Descrição específica
Filés
Outros
De salmão
Enchidos
De atuns
De bonitos (Sarda spp.)
De sardinhas, sardinelas e esp
Outras
Outros
Pepinos
Alcachofras
Preparações forrageiras adicio
Pré-misturas para a elaboraçã
Biscoitos para cães e outros a
Exceto alimentos balanceados
Alimentos balanceados para c
Outras
De polipropileno
Cartões para mecanismo "Jac
Juntas
Padrões, modelos e moldes
Outros
Outros
De lã ou de pelos finos
TEC
(%)
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10,0
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10,0
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14,0
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8,0
8,0
8,0
8,0
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9,0
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Margem de preferência
Atual
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Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
Ano
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(cont.)
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SH
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6115-91
6115-92
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6117-10
6117-80
6201-11
6201-93
6202-11
6203-22
6203-31
6203-32
6203-42
6203-43
6204-22
6204-23
6204-31
6204-32
6204-42
6204-51
6204-52
6204-53
6204-62
6204-63
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6205-20
6205-30
6206-10
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6206-90
6207-11
6207-91
6208-21
6208-91
6209-20
6211-32
6211-33
6211-42
6211-43
6212-10
6214-20
6812-90
6813-10
6813-90
6813-90
7228-30
7407-10
7407-10
7407-10
7408-11
7408-21
7408-29
7905-00
8417-20
8417-90
8418-50
8421-21
8421-23
8421-31
8421-99
8423-10
8423-10
8423-81
8438-10
8438-60
8438-90
8479-82
8480-30
8480-49
8480-79
8484-10
8484-90
8546-90
8708-31
NCM-SH
Descrição
Suéteres, pulôveres, coletes e artigos semelhante
Suéteres, pulôveres, cardigãs, coletes e artigos s
Suéteres, pulôveres, cardigãs, coletes e artigos s
Suéteres, pulôveres, cardigãs, coletes e artigos s
Vestuário e seus acessórios, de malha, de algodã
Vestuário e seus acessórios, de malha, de fibras
Abrigos para esportes, de malha, de algodão
Maiôs e biquínis, de banho, de malha, de fibras s
Outro vestuário de malha, de algodão
Outro vestuário de malha, de fibras sintéticas ou
Meias-calças, de malha, de fibras sintéticas, título
Meias-calças de outras matérias têxteis
Meias de malha, de lã ou de pêlos finos
Meias de malha, de algodão
Luvas, mitenes e semelhantes, de malha, de lã o
Xales, echarpes, lenços de pescoço, cachenés, m
Outros acessórios de vestuário, confeccionados,
Sobretudos, impermeáveis, japonas, gabões, cap
Outros sobretudos, anoraques e semelhantes, de
Mantôs, impermeáveis, capas e semelhantes, de
Conjuntos de algodão, de uso masculino
Paletós (casacos), de lã ou de pêlos finos, de uso
Paletós (casacos), de algodão, de uso masculino
Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de algod
Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de fibra
Conjuntos de algodão, de uso feminino
Conjuntos de fibras sintéticas, de uso feminino
"Blazers" (casacos) de lã ou de pêlos finos, de us
"Blazers" (casacos) de algodão, de uso feminino
Vestidos de algodão
Saias e saias-calças, de lã ou de pêlos finos
Saias e saias-calças, de algodão
Saias e saias-calças, de fibras sintéticas
Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de algod
Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de fibra
Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de outra
Camisas de algodão, de uso masculino
Camisas de fibras sintéticas ou artificiais, de uso
Camisas, blusas, blusas "chemisiers", de seda ou
Camisas, blusas, blusas "chemisiers", de algodão
Camisas, blusas, blusas "chemisiers", de fibras s
Camisas, blusas, blusas "chemisiers", de outras m
Cuecas e ceroulas, de algodão
Camisetas interiores, robes e semelhantes, de al
Camisolas e pijamas, de algodão, de uso feminin
Corpetes, calcinhas, penhoares e artefatos seme
Vestuários e seus acessórios de algodão, para be
Abrigos (fatos de treino) para esporte e outro ves
Abrigos (fatos de treino) para esporte e outro ves
Abrigos (fatos de treino) para esporte e outro ves
Abrigos (fatos de treino) para esporte e outro ves
Sutiãs e "bustiers" ("soutiens" de cós alto)
Xales, echarpes, cachecóis, mantilhas, véus e art
Amianto (asbesto) trabalhado em fibras; misturas
Guarnições para freios à base de amianto ou de
Guarnições para embreagens ou outro mecanism
Guarnições para embreagens ou outro mecanism
Barras de outras ligas de aços laminadas, estirad
Barras e perfis de cobre refinado
Barras e perfis de cobre refinado
Barras e perfis de cobre refinado
Fios de cobre refinado, com a maior dimensão da
Fios de ligas de cobre-zinco (latão)
Outros fios de ligas de cobre
Chapas, folhas e tiras, de zinco
Fornos industriais de padaria, pastelaria ou da ind
Partes de fornos industriais ou de laboratório, não
Outros congeladores ("freezers") e refrigeradores
Aparelhos para filtrar ou depurar água
Aparelhos para filtrar óleos minerais nos motores
Filtros de entrada de ar para motores de ignição
Outras partes de aparelhos para filtrar ou depura
Balanças para pessoas, incluídas aquelas para b
Balanças para pessoas, incluídas aquelas para b
Outros aparelhos e instrumentos de pesagem, de
Máquinas e aparelhos para as indústrias de panif
Máquinas e aparelhos para preparação de frutas
Partes de máquinas e aparelhos para preparação
Máquinas e aparelhos para misturar, amassar, m
Modelos para moldes
Outros moldes para metais ou carbonetos metálic
Outros moldes para borracha ou plásticos
Juntas metaloplásticas
Outros jogos ou sortidos de juntas, em bolsas, en
Outros isoladores de qualquer matéria, para usos
Guarnições de freios (travões) montadas, para ve
Código
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6110-20
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6110-90
6111-20
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6112-11
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6114-20
6114-30
6115-11
6115-19
6115-91
6115-92
6116-91
6117-10
6117-80
6201-11
6201-93
6202-11
6203-22
6203-31
6203-32
6203-42
6203-43
6204-22
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6204-51
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6206-10
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7407-10-30
7407-10-10
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7408-29
7905-00
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8417-90
8418-50
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8421-23
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8438-90
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8480-30
8480-49
8480-79
8484-10
8484-90
8546-90
8708-31
NALADISA/SH
Descrição específica
Guarnições para embreagem
Outras
Perfis ocos
Outros perfis
Barras
Balanças para pessoas, incluí
Balanças para uso doméstico
Outros
TEC
(%)
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16,0
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Margem de preferência
Atual
Melhor
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Fonte: SECEX/MDIC e Acordo de Complementação Econômica, N° 58.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
41
FUNCEX
2.5. Venezuela
Na primeira etapa desse projeto, foram identificados 55 produtos com oportunidades para o incremento
das exportações venezuelanas para o Brasil. Essa lista sofreu significativas alterações com base nas
informações obtidas nas entrevistas com instituições venezuelanas. Foram incluídos 21 produtos − a
maior parte deles referentes a autopeças, máquinas, equipamentos e suas peças. Por outro lado, foram
excluídos apenas três produtos − mentol, trióxido de cromo e aviões.
A nova lista ficou com 73 produtos, cujas exportações do país somaram US$ 939,7 milhões em 2003-04
(3% do total exportado pela Venezuela no período). As importações brasileiras desses produtos
apresentaram o expressivo valor de US$ 2,7 bilhões − tendo a Venezuela fornecido apenas 2,4% desse
total. A Tabela 2.5.1 mostra que a maior concentração em termos de valor exportado pelo país está no
grupo de produtos químicos, que contém 13 produtos cujas vendas somaram US$ 296 milhões em 2003-04,
cerca de 32% do total dos produtos selecionados. As importações brasileiras desses produtos foram
significativas, cerca de US$ 252 milhões, e as importações provenientes da Venezuela representaram
um percentual não desprezível deste total, 7,2%, com vendas de US$ 18,3 milhões. Os produtos mais
importantes dentro desse grupo são metanol (metade do total de exportações do grupo), amoníaco
anidro, etilenoglicol, trifosfato de sódio e carbono.
As autopeças também têm uma participação relevante em termos de valor exportado (US$ 153,3 milhões).
Para esse grupo, que tem seis produtos, as importações brasileiras foram de US$ 755 milhões − com a
Venezuela respondendo por apenas 0,1% do total. Os principais produtos são rodas e outras partes e
acessórios.
Outro grupo com grande importância em termos de valor exportado são os adubos e fertilizantes, com
dois produtos e exportações venezuelanas de US$ 91,8 milhões, na média de 2003-04. As importações
brasileiras desses produtos foram elevadas, de US$ 310,5 milhões e a Venezuela representou uma
parcela não desprezível deste total: 5,9%. O grande destaque nesse grupo é a uréia, com vendas
venezuelanas de US$ 84,6 milhões em 2003, sendo US$ 17 milhões destinados ao Brasil − 5,7% do
total importado pelo País.
Vale destacar também o alumínio e seus derivados, com exportações totais da Venezuela de
US$ 90,6 milhões em 2003-04, mas apenas US$ 700 mil para o Brasil. Os produtos mais importantes
nesse grupo são os fios de ligas de alumínio e outras chapas e tiras de alumínio, ambos com
exportações totais na casa de US$ 6 milhões. As importações brasileiras desses produtos, contudo,
foram pequenas em 2003-04 (US$ 200 mil e US$ 100 mil, respectivamente), embora a Venezuela tenha
respondido por 8,6% do total no caso dos fios e 2,3% no caso das chapas e tiras.
Entre os demais produtos selecionados, há cinco da indústria de borracha (principalmente pneus para
automóveis); doze da indústria de máquinas e equipamentos e peças (onde o mais significativo são
eletrodos de carvão, com exportações de US$ 20,9 milhões e nada vendido ao Brasil); três produtos
plásticos (com destaque para PVC); dois produtos de minerais não-metálicos, onde se destacam os
cimentos não-pulverizados (“clinkers”); nove produtos de ferro e aço (com destaque para ferrotungstênio
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
42
FUNCEX
e ferrossilício-tungstênio); dois produtos de vidro; e três produtos de chumbo, além de painéis de
madeira, cacau e sete outros produtos com baixo valor exportado.
Tabela 2.5.1
Produtos da Venezuela com maior potencial de exportações para o Brasil,
classificados segundo grupos
Valores em US$ Milhões
Grupos de produtos
1
2
Número de
Exportações
Importações do Brasil
produtos
da Venezuela
Valor médio 2003/04
SH-6
Valor médio
Total
2003/04
Total exportado pelo país
Produtos selecionados
Origem: Venezuela
Valor
Part(%)
3.504
31.487,7
48.457,5
237,7
0,5
73
939,7
2.702,8
64,5
2,4
7,2
Grupos de produtos
Produtos químicos
13
295,9
252,4
18,3
Autopeças
6
153,3
754,9
1,0
0,1
Adubos e fertilizantes
2
91,8
310,5
18,4
5,9
Alumínio e derivados
7
90,6
123,2
0,7
0,5
Produtos de borracha
5
73,8
151,2
5,9
3,9
12
47,5
590,7
1,4
0,2
Plásticos
3
36,1
83,3
6,5
7,8
Minerais não-metálicos
2
30,3
126,5
2,9
2,3
Máquinas, equipamentos e peças
Produtos de ferro e aço
9
24,1
57,5
0,0
0,0
Vidros
2
21,4
21,0
-
-
Painéis de madeira
1
17,6
17,0
-
-
Produtos de chumbo
3
11,7
45,6
6,1
Cacau
1
11,1
87,8
-
13,4
-
Demais produtos
7
34,8
81,0
3,3
4,1
Fontes: 1) COMTRADE/UN. 2) SECEX/MDIC.
Elaboração: FUNCEX.
A Tabela 2.5.2 apresenta os dados relativos a cada um dos 73 produtos, destacando-se os seguintes
aspectos:
◉
Metade do valor exportado pela Venezuela destes 73 produtos refere-se a apenas seis deles:
metanol, outras partes e acessórios para automóveis, uréia, pneus para automóveis, rodas para
automóveis e amoníaco anidro.
◉
Apenas 13 produtos tiveram valores de exportação inferiores a US$ 1 milhão em 2003-04. Em
22 produtos este valor é relativamente elevado, superior a US$ 10 milhões.
◉
Há um número razoável de produtos em que a Venezuela já responde por uma parcela
significativa das importações brasileiras: outros chumbos em formas brutas (34,7%), câmaras de
ar de borracha (31,2%), correias de transmissão de borracha (30,7%), outras cordas, cabos,
tranças e semelhantes de alumínio (25,7%), chumbo contendo antimônio (22,5%), amoníaco
anidro (20,6%), navalhas e aparelhos de barbear (20,1%), outros poliestirenos (19,8%), adubos
e fertilizantes contendo nitrogênio, fósforo e potássio (12,4%) e chumbo refinado (10,2%).
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
43
FUNCEX
◉
Os países da América do Sul aparecem com freqüência entre os concorrentes mais importantes da
Venezuela como fornecedores do Brasil, principalmente a Argentina. Entretanto, há uma maior
diversidade nos concorrentes da Venezuela no mercado brasileiro em comparação à situação dos
demais países da CAN, destacando-se a presença não só dos Estados Unidos (principal
concorrente em 13 produtos) como também de países europeus (como França, Bélgica, Países
Baixos, Itália e Reino Unido) e asiáticos (China, Coréia do Sul, Taiwan e Hong Kong).
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
44
FUNCEX
Tabela 2.5.2
Produtos da Venezuela com maior potencial de exportações para o Brasil − Lista completa
Sistema Harmonizado
Obs
SH
Descrição
Total dos produtos selecionados
1 2905-11 Metanol (álcool metílico)
2 8708-99 Outras partes e acessórios, para veículos automóveis das posições 87
3 3102-10 Uréia, mesmo em solução aquosa
4 4011-10 Pneus novos de borracha dos tipos utilizados em automóveis de pass
5 8708-70 Rodas, suas partes e acessórios, para veículos automóveis das posiç
6 2814-10 Amoníaco anidro
7 7606-12 Chapas e tiras, de ligas alumínio, de espessura > 0,2 mm, de forma q
8 2905-31 Etilenoglicol (etanodiol)
9 2523-10 Cimentos não pulverizados ("clinkers")
10 3904-10 Policloreto de vinila, não misturado com outras substâncias, forma prim
11 7005-29 Outros vidros flotados e desbastados não armados, em chapas ou em
12 7607-11 Folhas e tiras, de alumínio, de espessura <= 0,2 mm, sem suporte, sim
13 8545-11 Eletrodos de carvão, dos tipos utilizados em fornos, para usos elétrico
14 2835-31 Trifosfato de sódio (tripolifosfato de sódio)
15 2803-00 Carbono (negros-de-carbono e outras formas não compreendidas em
16 4411-21 Painéis de fibras de madeira, não trabalhados mecanicamente nem re
17 7614-90 Outras cordas, cabos, tranças e semelhantes, de alumínio, não isolad
18 3903-19 Outros poliestirenos, em formas primárias
19 9015-80 Outros instrumentos e aparelhos de geodésia, topografia, hidrografia,
20 2811-22 Dióxido de silício
21 8212-10 Navalhas e aparelhos, de barbear, de metais comuns
22 1801-00 Cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado
23 7801-10 Chumbo refinado (afinado), em formas brutas
24 7202-80 Ferrotungstênio e ferrossilício-tungstênio
25 8708-50 Eixos de transmissão com diferencial, mesmo providos de outros órgã
26 8207-19 Outras ferramentas intercambiáveis de perfuração ou de sondagem, i
27 2818-10 Corindo artificial, quimicamente definido ou não
28 3105-20 Adubos ou fertilizantes contendo nitrogênio, fósforo e potássio
29 8708-80 Amortecedores de suspensão, para veículos automóveis das posições
30 7605-21 Fios de ligas alumínio, com a maior dimensão da seção transversal >
31 7606-91 Outras chapas e tiras, de alumínio não ligado, de espessura > 0,2 mm
32 7311-00 Recipientes para gases comprimidos ou liquefeitos, de ferro fundido, f
33 2847-00 Peróxido de hidrogênio (água oxigenada), mesmo solidificado com uré
34 2503-00 Enxofre de qualquer espécie, exceto sublimado, precipitado ou coloida
35 8708-91 Radiadores, para veículos automóveis das posições 8701 a 8705
Exportações1
da Venezuela
Valor médio
2003/04
939,7
148,8
84,7
84,6
62,6
48,9
45,5
39,7
34,2
25,1
22,4
21,3
21,2
20,9
17,7
17,6
17,6
14,1
13,6
13,1
12,4
11,1
11,1
8,4
7,8
7,7
7,5
7,3
7,1
7,0
6,5
6,3
5,6
5,2
5,1
4,8
Importações2 do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Venezuela
Total
Valor
Part(%)
2.702,8
59,7
600,6
299,4
75,6
33,9
61,6
86,3
39,2
9,3
59,7
12,0
23,1
28,8
8,5
37,1
17,0
1,3
16,2
10,7
16,7
8,4
87,8
38,3
2,7
75,6
16,8
7,2
11,1
14,4
1,9
5,2
6,6
2,6
117,2
21,9
64,5
2,2
0,0
17,0
2,4
12,7
1,8
3,3
0,1
0,0
0,3
3,2
0,0
1,2
1,7
3,9
0,1
0,8
0,3
1,4
0,2
0,1
0,0
0,0
2,9
0,9
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
1º
2º
3º
País
%
País
%
País
2,4 - - 3,6 Chile
82,0 Líbia
13,7 Venezuela
0,0 Alemanha
25,2 Japão
13,1 Estados Unidos
5,7 Ucrânia
40,0 Rússia
35,3 Argentina
3,2 Argentina
46,0 Japão
7,4 Colômbia
Alemanha
19,9 Países Baixos
16,4 Argentina
20,6 Trinidad e Tobago
68,9 Venezuela
20,6 Ucrânia
Estados Unidos
53,7 Alemanha
16,1 África do Sul
4,5 Estados Unidos
90,2 Venezuela
4,5 Canadá
Estados Unidos
50,6 Tailândia
32,2 França
5,5 Argentina
58,1 Colômbia
8,4 Alemanha
México
33,4 China
21,0 Bélgica
0,3 Alemanha
42,7 Argentina
24,5 Suécia
Itália
37,4 China
16,5 Estados Unidos
0,3 China
33,5 Argentina
27,0 Espanha
Argentina
44,7 Estados Unidos
17,2 Colômbia
Argentina
99,9 Equador
0,1 Austrália
25,7 Argentina
62,9 Venezuela
25,7 Estados Unidos
19,8 Estados Unidos
27,4 Colômbia
22,5 Venezuela
0,1 Estados Unidos
69,3 Alemanha
10,7 Suíça
7,5 Alemanha
27,8 Estados Unidos
22,0 Bélgica
20,1 México
37,5 Estados Unidos
20,3 Venezuela
Indonésia
67,3 Costa do Marfim
29,7 Cingapura
10,2 Peru
50,8 Argentina
30,2 Venezuela
China
98,8 Bélgica
0,6 Suécia
0,1 Argentina
39,3 Japão
14,2 Estados Unidos
4,6 Estados Unidos
64,5 Reino Unido
9,2 Canadá
4,6 Estados Unidos
33,6 Japão
19,6 China
12,4 Polônia
39,6 Israel
14,2 Venezuela
Argentina
28,6 Alemanha
24,9 Japão
8,6 França
46,4 Argentina
32,7 Venezuela
2,3 Hong Kong
57,6 Estados Unidos
20,0 Japão
0,0 Itália
27,0 Estados Unidos
22,3 Argentina
0,1 Bélgica
50,3 Estados Unidos
34,6 Coréia do Sul
2,5 Canadá
52,6 Estados Unidos
15,0 Rússia
4,0 Suécia
23,8 Alemanha
19,3 México
%
3,6
10,1
11,6
6,5
13,1
3,6
14,9
3,2
16,6
7,5
13,4
7,3
16,0
22,7
16,6
0,0
3,7
19,8
5,1
13,5
20,1
2,7
10,2
0,6
13,1
7,0
12,7
12,4
9,9
8,6
7,0
16,1
6,1
12,3
10,2
(cont.)
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
45
FUNCEX
(cont.)
Sistema Harmonizado
Obs
SH
Descrição
36 4011-20 Pneus novos de borracha dos tipos utilizados em ônibus ou caminhõe
37 8507-10 Acumuladores elétricos, de chumbo, utilizados para arranque dos mot
38 8409-91 Outras partes exclusiva ou principalmente destinadas aos motores de
39 8426-41 Máquinas e aparelhos autopropulsores, de pneumáticos
40 4013-10 Câmaras-de-ar de borracha, dos tipos utilizados em automóveis de pa
41 3206-20 Pigmentos e preparações à base de compostos de cromo
42 8480-60 Moldes para matérias minerais
43 7217-30 Fios de ferro ou aços não ligados, revestidos de outros metais comun
44 9602-00 Matérias vegetais ou minerais de entalhar, trabalhadas, e suas obras
45 7306-90 Outros tubos e perfis ocos, de ferro ou aço, soldados, rebitados, agraf
46 8415-90 Partes de máquinas e aparelhos de ar condicionado
47 4010-22 Correia de transmissão sem fim, de seção trapezoidal, com circunferê
48 1302-19 Sucos e extratos de outros vegetais (mamão seco, semente de pome
49 2839-19 Outros silicatos de sódio
50 2918-29 Outros ácidos carboxílicos de função fenol, mas sem outra função oxi
51 2606-00 Minérios de alumínio e seus concentrados
52 4104-10 Couros e peles inteiras, de bovinos, de superfície =< 2,6m2
53 7801-91 Chumbo contendo antimônio como segundo elemento predominante e
54 7304-21 Tubos de ferro ou aço, sem costura, de perfuração, utilizados na extra
55 7203-90 Outros produtos ferrosos esponjosos, em pedaços, esferas ou formas
56 7801-99 Outros chumbos em formas brutas
57 8207-13 Ferramentas intercambiáveis de perfuração ou de sondagem, com pa
58 2903-42 Diclorodifluormetano
59 2908-20 Derivados apenas sulfonados dos fenóis ou dos fenóis-álcoois, seus s
60 7320-10 Molas de folhas e suas folhas, de ferro ou aço
61 4013-90 Outras câmaras-de-ar de borracha
62 9617-00 Garrafas térmicas e outros recipientes isotérmicos montados, com iso
63 7605-29 Outros fios de ligas alumínio
64 2804-40 Oxigênio
65 7202-29 Outras ligas de ferrossilício
66 7320-20 Molas helicoidais de ferro ou aço
67 8518-29 Outros alto-falantes
68 8421-29 Outros aparelhos para filtrar ou depurar líquidos
69 8421-23 Aparelhos para filtrar óleos minerais nos motores de ignição por cente
70 8708-31 Guarnições de freios (travões) montadas, para veículos automóveis d
71 7007-21 Vidros de segurança, formados de folhas contracoladas, de dimensõe
72 8527-21 Aparelhos receptores de radiodifusão que só funcionem com fonte ex
73 3903-11 Poliestireno expansível, em forma primária
Fontes: 1)COMTRADE/UN. 2)SECEX/MDIC.
Elaboração: FUNCEX.
Exportações1
da Venezuela
Valor médio
2003/04
4,6
4,1
3,7
3,5
3,3
3,1
2,9
2,7
2,7
2,5
2,4
2,3
2,1
2,1
2,1
2,1
1,8
1,7
1,7
1,7
1,6
1,6
1,3
1,0
1,0
1,0
0,8
0,8
0,7
0,6
0,4
0,4
0,4
0,1
0,1
0,1
0,0
0,0
Importações2 do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Venezuela
Total
Valor
Part(%)
61,2
10,3
278,9
23,2
7,9
5,7
2,1
15,0
12,0
5,2
80,2
2,0
13,3
0,9
11,7
3,3
29,7
2,8
6,7
0,6
4,6
3,4
5,6
0,9
5,0
4,4
1,1
2,2
0,7
0,7
15,1
40,0
52,4
22,4
8,6
9,0
32,1
7,4
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
0,0
0,6
2,5
0,4
1,2
0,0
0,1
0,6
0,1
0,6
1,6
0,0
0,4
0,0
-
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
1º
2º
3º
País
%
País
%
País
0,0 Reino Unido
31,3 Argentina
18,2 Coréia do Sul
Japão
50,8 China
21,1 Indonésia
0,2 Japão
30,3 Alemanha
14,7 Estados Unidos
Alemanha
63,5 Itália
15,0 França
31,2 Polônia
33,3 Venezuela
31,2 Coréia do Sul
6,8 Alemanha
65,2 México
13,3 Venezuela
Alemanha
42,2 Itália
17,2 Estados Unidos
Alemanha
49,4 Estados Unidos
18,2 Itália
9,8 Estados Unidos
41,0 Colômbia
25,8 Venezuela
0,0 Itália
37,0 Estados Unidos
13,7 França
0,1 Estados Unidos
18,7 Japão
17,5 França
30,7 Venezuela
30,7 China
24,9 Argentina
Alemanha
28,0 Estados Unidos
24,5 França
Países Baixos
74,3 Estados Unidos
11,7 Alemanha
Suíça
25,5 Estados Unidos
15,6 Japão
China
90,8 Estados Unidos
4,3 Hong Kong
0,3 Austrália
20,5 Indonésia
16,7 Itália
22,5 Chile
31,2 Peru
31,1 Venezuela
Alemanha
43,0 Estados Unidos
35,1 Japão
Trinidad e Tobago
79,3 Estados Unidos
16,6 China
34,7 Argentina
60,8 Venezuela
34,7 China
Suécia
46,7 Itália
17,5 Israel
0,4 México
55,5 Argentina
34,4 Espanha
Estados Unidos
32,9 Índia
28,7 Argentina
Coréia do Sul
22,6 Finlândia
16,9 Alemanha
8,7 Polônia
41,0 Coréia do Sul
19,4 China
China
57,4 Alemanha
14,7 Japão
Estados Unidos
44,1 Itália
26,0 França
0,3 Paraguai
79,0 Estados Unidos
9,7 México
África do Sul
46,9 França
27,6 Noruega
Alemanha
26,6 Japão
19,8 Estados Unidos
China
61,1 Coréia do Sul
10,3 Áustria
Estados Unidos
32,2 Alemanha
21,0 Japão
Estados Unidos
40,6 Alemanha
21,2 Japão
França
23,2 Itália
20,8 Alemanha
Alemanha
50,4 Argentina
12,2 Finlândia
Argentina
43,1 México
28,0 Alemanha
Taiwan
16,5 Estados Unidos
14,8 Países Baixos
%
11,2
7,0
12,5
9,3
19,5
6,8
14,8
17,3
9,8
8,6
13,1
17,0
14,3
6,2
14,7
4,0
10,0
22,5
13,3
2,8
2,7
15,4
4,7
10,7
16,3
11,0
10,7
12,7
6,4
12,9
18,9
10,1
10,0
9,5
16,2
8,9
10,5
14,1
46
FUNCEX
A maioria dos produtos selecionados como oportunidades de exportação para a Venezuela está sujeita a
tarifas de importação iguais ou superiores a 10% no mercado brasileiro. As maiores tarifas são cobradas
dos produtos do setor de autopeças, pneus, tubos de aço, ferramentas de perfuração, entre outros.
Quase todos os produtos selecionados estarão livres de tarifas para entrada no mercado brasileiro até
2011 (Tabela 2.5.3). Mais da metade serão beneficiados com isenção total de tarifas até o início de
2008, de acordo com os cronogramas negociados entre Brasil e Venezuela no ACE-59. Entretanto, há
22 produtos cujo cronograma para desgravação final é 2011. Desses, há cinco produtos do setor de
autopeças que não atingirão a completa desgravação, mas terão a liberalização tarifária suspensa
naquele ano com margens de preferências que variam entre 55 e 83%. A completa liberalização das
importações desses produtos está pendente da renegociação de regras de origem específicas. Há ainda
um produto do setor de alumínio com desgravação prevista para 2016 e dois produtos (policloreto de
vinila e outros aparelhos para filtrar líquidos) para 2018.
Tabela 2.5.3
Venezuela − Tarifas e desgravação tarifária dos produtos selecionados
Tabela-resumo
Situação do produto
Número de produtos
Margem atual de 100%
Part. %
21
27,3
2007
16
20,8
2008
12
15,6
2009
2
2,6
2010
1
1,3
2011
22
28,6
2016
1
1,3
2018
2
2,6
Margem será de 100% em:
Nota: * Há mais de 73 produtos pois alguns são abertos a 8 dígitos da Naladisa.
Fonte: Acordo de Complementação Econômica, N° 59.
As organizações empresariais entrevistadas durante o desenvolvimento desse projeto mencionam que
as barreiras tarifárias continuam sendo um problema no comércio com o Brasil. Embora as tarifas
brasileiras para os produtos selecionados estejam na maioria dos casos entre 10 e 20%, todos os
produtos já se beneficiam de margens de preferências de, pelo menos, 40%. Há, de fato, espaço para
melhorar as preferências concedidas, uma vez que muitos produtos permanecem com prazos de
desgravação longos. Além disso, como os venezuelanos competem em muitos casos com fornecedores
extrazona, que não contam com preferências no mercado brasileiro, a melhora nas preferências tarifárias
no Brasil pode ser um elemento positivo para estimular o comércio bilateral. Apesar disso, não se deve
superestimar o impacto de concessões tarifárias adicionais em termos de ganhos de competitividade.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
47
FUNCEX
Tabela 2.5.4
Venezuela − Tarifas e desgravação tarifária dos produtos selecionados − Tabela completa
SH
1302-19
1801-00
2503-00
2523-10
2606-00
2803-00
2804-40
2811-22
2814-10
2818-10
2835-31
2839-19
2847-00
2903-42
2905-11
2905-31
2908-20
2918-29
3102-10
3105-20
3206-20
3903-11
3903-19
3904-10
4010-22
4011-10
4011-20
4011-20
4013-10
4013-90
4104-10
4411-21
7005-29
7007-21
7202-29
7202-80
7203-90
7217-30
7304-21
7306-90
7311-00
7320-10
7320-20
7605-21
7605-29
7606-12
7606-91
7607-11
7614-90
7801-10
7801-91
7801-99
8207-13
8207-19
8212-10
8409-91
8409-91
8415-90
8421-23
8421-29
8421-29
8426-41
8480-60
8507-10
8518-29
8527-21
8545-11
8708-31
8708-50
8708-70
8708-80
8708-91
8708-99
9015-80
9602-00
9617-00
9617-00
NCM-SH
Descrição
Sucos e extratos de outros vegetais (mamão seco, semente de p
Cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado
Enxofre de qualquer espécie, exceto sublimado, precipitado ou c
Cimentos não pulverizados ("clinkers")
Minérios de alumínio e seus concentrados
Carbono (negros-de-carbono e outras formas não compreendida
Oxigênio
Dióxido de silício
Amoníaco anidro
Corindo artificial, quimicamente definido ou não
Trifosfato de sódio (tripolifosfato de sódio)
Outros silicatos de sódio
Peróxido de hidrogênio (água oxigenada), mesmo solidificado co
Diclorodifluormetano
Metanol (álcool metílico)
Etilenoglicol (etanodiol)
Derivados apenas sulfonados dos fenóis ou dos fenóis-álcoois, s
Outros ácidos carboxílicos de função fenol, mas sem outra funçã
Uréia, mesmo em solução aquosa
Adubos ou fertilizantes contendo nitrogênio, fósforo e potássio
Pigmentos e preparações à base de compostos de cromo
Poliestireno expansível, em forma primária
Outros poliestirenos, em formas primárias
Policloreto de vinila, não misturado com outras substâncias, form
Correia de transmissão sem fim, de seção trapezoidal, com circu
Pneus novos de borracha dos tipos utilizados em automóveis de
Pneus novos de borracha dos tipos utilizados em ônibus ou cami
Pneus novos de borracha dos tipos utilizados em ônibus ou cami
Câmaras-de-ar de borracha, dos tipos utilizados em automóveis
Outras câmaras-de-ar de borracha
Couros e peles inteiras, de bovinos, de superfície =< 2,6m2
Painéis de fibras de madeira, não trabalhados mecanicamente n
Outros vidros flotados e desbastados não armados, em chapas o
Vidros de segurança, formados de folhas contracoladas, de dime
Outras ligas de ferrossilício
Ferrotungstênio e ferrossilício-tungstênio
Outros produtos ferrosos esponjosos, em pedaços, esferas ou fo
Fios de ferro ou aços não ligados, revestidos de outros metais co
Tubos de ferro ou aço, sem costura, de perfuração, utilizados na
Outros tubos e perfis ocos, de ferro ou aço, soldados, rebitados,
Recipientes para gases comprimidos ou liquefeitos, de ferro fund
Molas de folhas e suas folhas, de ferro ou aço
Molas helicoidais de ferro ou aço
Fios de ligas alumínio, com a maior dimensão da seção transver
Outros fios de ligas alumínio
Chapas e tiras, de ligas alumínio, de espessura > 0,2 mm, de for
Outras chapas e tiras, de alumínio não ligado, de espessura > 0,2
Folhas e tiras, de alumínio, de espessura <= 0,2 mm, sem suport
Outras cordas, cabos, tranças e semelhantes, de alumínio, não is
Chumbo refinado (afinado), em formas brutas
Chumbo contendo antimônio como segundo elemento predomina
Outros chumbos em formas brutas
Ferramentas intercambiáveis de perfuração ou de sondagem, co
Outras ferramentas intercambiáveis de perfuração ou de sondag
Navalhas e aparelhos, de barbear, de metais comuns
Outras partes exclusiva ou principalmente destinadas aos motore
Outras partes exclusiva ou principalmente destinadas aos motore
Partes de máquinas e aparelhos de ar condicionado
Aparelhos para filtrar óleos minerais nos motores de ignição por
Outros aparelhos para filtrar ou depurar líquidos
Outros aparelhos para filtrar ou depurar líquidos
Máquinas e aparelhos autopropulsores, de pneumáticos
Moldes para matérias minerais
Acumuladores elétricos, de chumbo, utilizados para arranque dos
Outros alto-falantes
Aparelhos receptores de radiodifusão que só funcionem com fon
Eletrodos de carvão, dos tipos utilizados em fornos, para usos el
Guarnições de freios (travões) montadas, para veículos automóv
Eixos de transmissão com diferencial, mesmo providos de outros
Rodas, suas partes e acessórios, para veículos automóveis das p
Amortecedores de suspensão, para veículos automóveis das pos
Radiadores, para veículos automóveis das posições 8701 a 8705
Outras partes e acessórios, para veículos automóveis das posiçõ
Outros instrumentos e aparelhos de geodésia, topografia, hidrogr
Matérias vegetais ou minerais de entalhar, trabalhadas, e suas o
Garrafas térmicas e outros recipientes isotérmicos montados, co
Garrafas térmicas e outros recipientes isotérmicos montados, co
Código
1302-19
1801-00
2503-00
2523-10
2606-00
2803-00
2804-40
2811-22
2814-10
2818-10
2835-31
2839-19
2847-00
2903-42
2905-11
2905-31
2908-20
2918-29
3102-10
3105-20
3206-20
3903-11
3903-19
3904-10
4010-22
4011-10
4011-20-00
4011-20-00
4013-10
4013-90
4104-10
4411-21
7005-29
7007-21
7202-29
7202-80
7203-90
7217-30
7304-21
7306-90
7311-00
7320-10
7320-20
7605-21
7605-29
7606-12
7606-91
7607-11
7614-90
7801-10
7801-91
7801-99
8207-13
8207-19
8212-10
8409-91-00
8409-91-00
8415-90
8421-23
8421-29-00
8421-29-00
8426-41
8480-60
8507-10
8518-29
8527-21
8545-11
8708-31
8708-50
8708-70
8708-80
8708-91
8708-99
9015-80
9602-00
9617-00-10
9617-00-90
NALADISA/SH
Descrição específica
Pneus radiais
Exceto radiais
Outros
Válvulas de motor
Para uso automotivo
Exceto para uso automotivo
Garrafas térmicas e outros re
Partes
TEC
(%)
6,3
10,0
0,0
4,0
2,0
6,0
6,0
6,0
4,0
2,0
10,0
10,0
10,0
10,0
12,0
12,0
7,0
6,4
6,0
6,0
12,0
14,0
14,0
14,0
14,0
16,0
16,0
16,0
16,0
16,0
8,3
10,0
10,0
12,0
6,0
6,0
2,0
12,0
16,0
14,0
14,0
16,0
16,0
12,0
12,0
8,7
12,0
7,0
12,0
8,0
6,0
6,0
18,0
18,0
18,0
14,8
14,8
14,0
16,0
8,4
8,4
7,0
14,0
18,0
20,0
20,0
10,0
16,0
10,7
16,0
18,0
18,0
9,0
14,0
16,7
17,0
17,0
Margem de preferência
Atual
Melhor
78
100
93
100
100
100
100
100
100
100
75
100
78
100
87
100
100
100
100
100
75
100
75
100
75
100
90
100
87
100
50
100
50
100
100
100
100
100
75
100
100
100
50
100
50
100
40
100
75
100
78
100
100
100
78
100
93
100
93
100
78
100
58
100
100
100
100
100
50
100
50
100
50
100
50
100
50
100
50
100
75
100
100
100
100
100
50
100
50
100
87
100
67
100
90
100
50
100
100
100
78
100
75
100
87
100
87
100
75
100
100
100
67
83
100
100
100
100
23
55
23
100
50
100
70
100
23
55
50
100
50
100
100
100
100
100
100
100
100
100
23
55
90
100
58
77
50
100
100
75
100
58
100
Ano
2007
2007
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2009
2006
2006
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2011
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2008
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2006
2006
2006
2011
2007
2011
2011
2008
2008
2009
Fonte: SECEX/MDIC e Acordo de Complementação Econômica, N° 59.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
48
FUNCEX
2.6. Aspectos a serem considerados na seleção de produtos
As listas de produtos com potencial de exportações para o Brasil, elaboradas com a participação de
entidades de promoção comercial dos cinco países andinos, são muito heterogêneas em termos de
número de produtos incluídos, composição e importância na pauta de importações brasileiras.
A seleção dos produtos que representam oportunidades não é trivial. Em todos os cinco países, a
estrutura da oferta é pouco complementar à brasileira, o que dificulta a identificação de nichos de
mercado relevantes. Apesar disso, observa-se que há muitos produtos em que as exportações dos
países para o resto do mundo são relevantes, as importações brasileiras também são importantes, mas
a participação desses países como fornecedores para o Brasil ainda é irrisória. Em princípio, é nesses
casos em que deveriam concentrar-se os esforços de promoção comercial.
Entre os produtos que foram incorporados às listas pelas organizações andinas, há muitos em que esses
países têm pouca experiência exportadora e o Brasil importa pequenos volumes. Esses produtos não
deveriam ser alvo prioritário de iniciativas de promoção comercial. Não é impossível explorar possibilidades
de incremento de comércio nesses casos: pode ser viável substituir produção doméstica no Brasil por
produtos de origem andina. Mas, nos casos em que a experiência exportadora nos países de origem ainda
é limitada, o sucesso dessas iniciativas exige prazos mais longos e investimentos mais elevados.
Há também os produtos em que o market-share dos fornecedores andinos no mercado brasileiro já é
relativamente elevado. Nesses casos, os exportadores andinos já encontram os caminhos adequados
para explorar o mercado brasileiro e, embora possam ser beneficiados por ações de promoção
comercial, não deveriam estar no foco de programas nessa área.
Uma questão a ser considerada nos programas visando fomentar as importações brasileiras desses
países é que para a maioria dos produtos exportados, esses países enfrentam como principais
concorrentes outros fornecedores da América do Sul, em particular a Argentina. Mas, em muitos casos
os países andinos competem entre si. Portanto, a menos que seja possível aumentar as importações
brasileiras desses produtos, as ações de promoção comercial tenderão a acirrar a concorrência entre os
sul-americanos no mercado brasileiro.
Por fim, é importante levar em consideração que programas com recursos limitados exigem definição de
prioridades. Embora haja oportunidades de negócios em vários produtos, a escolha de critérios
apropriados para a definição de listas reduzidas de produtos com efetivas possibilidades de negócios é
essencial para o sucesso das políticas de promoção comercial.
3. Análise de pesquisa de campo com 150 empresas importadoras
brasileiras
A partir das listas de produtos com potencial de expansão das exportações para o Brasil, elaboradas na
primeira parte desse projeto, e das alterações resultantes das entrevistas com organizações de
promoção comercial dos países andinos, o projeto procurou identificar os motivos que levam as
empresas brasileiras a importar (ou não) mercadorias produzidas nestes países. Para isso, foram
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
49
FUNCEX
identificadas as empresas brasileiras que importaram algum dos produtos selecionados pelo menos uma
vez no período 2003-04.
Deste universo foi selecionado um conjunto de 330 empresas, de acordo com os critérios de número de
produtos selecionados que a empresa importa e o valor total importado pela firma, dando-se preferência
àquelas que importaram mais de um produto e volumes mais expressivos. Desse universo, foram
entrevistadas 150 empresas, localizadas em nove diferentes estados brasileiros: 48 em São Paulo, 25 no
Rio de Janeiro, 22 no Rio Grande do Sul, 17 em Minas Gerais, 14 em Pernambuco, 11 no Paraná, oito
na Bahia, quatro em Santa Catarina e uma no Espírito Santo. O questionário aplicado às empresas
importadoras encontra-se no Anexo 3 desse relatório.
3.1. Resultados gerais
► Perfil das empresas
A Tabela 3.1.1 apresenta o perfil das empresas entrevistadas, segundo alguns atributos importantes.
Observa-se, em primeiro lugar, que mais da metade destas empresas é de grande porte, o que é
facilmente compreensível pelos critérios de seleção, que priorizaram empresas que importaram valores
mais elevados. A participação das micro e pequenas empresas na amostra é de apenas 18,7%,
enquanto 26,7% delas são médias empresas.
O setor produtivo mais representado na amostra é o químico, com 30% das empresas, o que se explica
pelo fato de grande parte dos produtos selecionados serem da indústria química. A seguir vem o
comércio por atacado, com 16% das empresas, seguido pela indústria de produtos alimentícios e
bebidas, com 8% do total. Também têm representatividade destacada as indústrias de veículos
automotores e de artigos de borracha e plástico.
Quase todas as empresas (95,3% do total) são importadoras freqüentes, realizando compras todos os
meses do ano (Pergunta 1 do questionário). A grande maioria delas (68%) tem registrado volumes
crescentes de compras no período recente, enquanto apenas 7,3% têm reduzido os volumes importados
(Pergunta 2). Quanto à finalidade dos produtos importados (Pergunta 4), a maioria das empresas (quase
75%) utiliza-os como insumos em seus processos produtivos, embora uma grande parte delas (60%)
também os destine à revenda no mercado brasileiro. Pouco mais de ¼ das empresas emprega-os na
expansão da capacidade produtiva e apenas 21,3% os utiliza como material de consumo dentro da
própria empresa.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
50
FUNCEX
Tabela 3.1.1
Perfil das empresas da amostra segundo diversos atributos
Atributos
Número
Total
Part. %
150
100,0
Tamanho das empresas
Micro
10
6,7
Pequena
18
12,0
Média
40
26,7
Grande
82
54,7
Produtos químicos
45
30,0
Comércio por atacado
24
16,0
Produtos alimentícios e bebidas
12
8,0
Metalúrgica básica
9
6,0
Fabricação e montagem de veículos automotores
8
5,3
Artigos de borracha e plástico
5
3,3
Produtos de minerais não metálicos
4
2,7
Setor de atividade da empresa (CNAE)
Máquinas, aparelhos e materiais elétricos
4
2,7
Couros artefatos de couro, artigos de viagem e calçados
4
2,7
Máquinas e equipamentos
4
2,7
Comércio Varejista e reparação de objetos
3
2,0
Serviços prestados às empresas
Demais
3
2,0
25
16,7
143
95,3
7
4,7
1 - Frequência de importações
Todos os meses
Em alguns meses do ano
2 - Evolução recente do volume importado
Crescente
102
68,0
Estável
37
24,7
Decrescente
11
7,3
4 - Finalidade dos produtos importados *
Insumos no processo produtivo
112
74,7
Revenda no mercado interno
90
60,0
Investimento em capacidade produtiva
41
27,3
Material de consumo da empresa
32
21,3
150
100,0
Total
Nota: *A soma de empresas é maior do que 150 pois algumas delas utilizam os produtos
com mais de uma finalidade.
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
A Tabela 3.1.2 mostra que há uma grande diversidade nos produtos que estas empresas importam
(Pergunta 3), quando classificados segundo os capítulos da NCM − Nomenclatura Comum do Mercosul.
Os mais comumente importados são os adubos e fertilizantes, que são comprados por mais de 30% das
empresas da amostra. São também muito comuns as compras de caldeiras, máquinas, aparelhos e
instrumentos mecânicos e suas partes (28,7% das empresas), produtos químicos orgânicos (26%),
plásticos e suas obras (18,7%), produtos farmacêuticos (16%), peixes, crustáceos e moluscos (14,7%),
produtos químicos inorgânicos (14,7%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos e suas partes (11,3%).
De forma mais agregada, observa-se que há uma forte concentração de importações em três tipos de
produtos: os de base química (adubos, fertilizantes, plásticos, farmacêuticos etc.), os alimentícios
(peixes, hortícolas, cereais, café, chá, mate, especiarias etc.) e as máquinas e equipamentos. Há
também uma participação significativa de produtos de origem mineral (combustíveis, óleos, ceras,
alumínio, etc.). A lista completa de empresas da amostra segundo capítulos dos produtos que importam
é apresentada no Anexo 4.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
51
FUNCEX
Tabela 3.1.22
P.3 − Distribuição das empresas da amostra segundo os produtos que importa
(classificados segundo capítulos da NCM)
Produtos segundo capítulos da NCM
Número de
empresas
Part. %
Adubos e fertilizantes
48
32,0
Caldeiras, máquinas, aparelhos e instrum. mecânicos e suas partes
43
28,7
Produtos químicos orgânicos
39
26,0
Plásticos e suas obras
28
18,7
Produtos farmacêuticos
24
16,0
Peixes, crustáceos e moluscos
22
14,7
Produtos químicos inorgânicos
22
14,7
Máquinas, aparelhos e materiais elétricos e suas partes
17
11,3
Produtos hortícolas, plantas e raízes, comestíveis
14
9,3
Borracha e suas obras
13
8,7
Cereais
12
8,0
Café, chá, mate e especiarias
11
7,3
Combustíveis, óleos e ceras, minerais
11
7,3
Ferro fundido, ferro e aço
11
7,3
Gorduras, óleos e ceras, animais e vegetais
10
6,7
Extratos tanantes e tintoriais, pigmentos e corantes, tintas e vernizes
10
6,7
Produtos diversos das indústrias químicas
10
6,7
Oleos essenciais e resinoides; produtos de perfumaria e cosmética
9
6,0
Alumínio e suas obras
9
6,0
Frutas, cascas de cítricos e de melões
8
5,3
Veículos automóveis, tratores e ciclos; partes e acessórios
8
5,3
Carnes e miudezas comestíveis
7
4,7
Preparações de produtos hortícolas, de frutas ou de plantas
7
4,7
Vidro e suas obras
6
4,0
Sal; enxofre; terras e pedras; gesso, cal e cimento
5
3,3
Ferramentas, artefatos de cutelaria, talheres, de metais comuns
5
3,3
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
► Origem das importações
Os países da Europa são a origem preferencial das importações das empresas da amostra (Pergunta 5), tal
que 81,3% delas importaram de algum dos países da região (Tabela 3.1.3). A maior parte das empresas
importa também dos Estados Unidos e Canadá (68,7%), da América Latina (68%) e da Ásia (60%). Além
disso, a Tabela 3.1.4 mostra que, dentre as empresas que importam da Europa, quase 1/3 delas adquirem
lá mais da metade de tudo o que importam, e outros 35% importam de lá entre 25% e 50% do total de suas
compras externas (Pergunta 5(a)). Padrão semelhante é observado entre as empresas que importam da
Ásia e também dos Estados Unidos e Canadá, sendo que neste último grupo há um percentual
relativamente elevado de empresas que adquirem nestes dois países menos de 25% de tudo o que
importam. O mais interessante, contudo, é a diferença no padrão verificado entre as empresas que
importam da América Latina: neste grupo apenas 20% das empresas importam destes países mais de 50%
do total, ao passo que mais de 60% delas importam menos de 25% do total. Ou seja, embora a América
Latina seja a origem das importações de um percentual elevado de empresas, a participação que estes
países têm no total importado por cada empresa é, em média, relativamente baixa.
2
Nesta tabela constam apenas os produtos para os quais foram entrevistas pelo menos cinco empresas importadoras. Entretanto
também foram entrevistadas empresas que importam outros produtos. A lista completa dos produtos cobertos pela pesquisa
encontra-se no Anexo D.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
52
FUNCEX
Tabela 3.1.3
P.4 − Distribuição das empresas da amostra segundo
regiões de origem das importações
Regiões de origem
Número
Europa
EUA e Canadá
América Latina
Ásia
África
Outros
Part. %
122
103
102
90
4
6
81,3
68,7
68,0
60,0
2,7
4,0
Nota: A soma do número de empresas é maior do que 150 pois cada empresa
pode importar de mais de um país ou região.
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
Tabela 3.1.4
P5 − Distribuição das empresas da amostra segundo participação da região de origem
no total das importações das empresas
Região de origem
Mais de 50%
De 25% a 50%
De 10% a 25%
Menos de 10%
Total
Europa
32,8
35,2
19,7
12,3
100,0
EUA e Canadá
26,2
19,4
29,1
25,2
100,0
Ásia
32,4
16,7
21,6
29,4
100,0
América Latina
20,0
18,9
26,7
34,4
100,0
África
50,0
50,0
-
-
100,0
Israel
50,0
-
-
50,0
100,0
Outros
75,0
-
25,0
-
100,0
Nota: A soma do número de empresas é maior do que 150 pois cada empresa pode importar de mais de um país ou região.
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
Embora o número de empresas que importam da América Latina seja elevado, o número das que
importam de algum dos cinco países da CAN (Pergunta 6) é baixo: apenas 28 empresas, ou 18,7% do
total da amostra (Tabela 3.1.5). Dentre elas, 11 importam da Colômbia, 10 da Venezuela, oito do Peru,
quatro do Equador e apenas três da Bolívia.
A Tabela mostra ainda que cerca de 1/3 das empresas que importam da CAN têm como origem da
importação alguma empresa afiliada ao próprio grupo (Pergunta 7), e que mais de 2/3 delas beneficiamse de isenção de tarifas de importação (Pergunta 8). Este último dado está em linha com as informações
da seção anterior, que dão conta de que a maioria dos produtos selecionados já conta com preferência
tarifária de 100% outorgada pelo Brasil aos países da CAN.
Além disso, a Tabela 3.1.6 mostra que, na maior parte das empresas que importam da CAN, estes países
respondem por não mais do que 10% do valor total que elas importam. Apenas no caso de quatro empresas
este percentual é superior a 25%: em duas que importam da Bolívia e outras duas que importam da Venezuela.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
53
FUNCEX
Tabela 3.1.5
Distribuição das empresas segundo importações
dos países da Comunidade Andina
P.6 - Importa de algum dos países da CAN?
Número
Part. %
Total
150
100,0
Sim
Não
28
122
18,7
81,3
P.6(a) - De quais países*
Número
Part. %
Colômbia
11
39,3
Venezuela
10
35,7
Peru
8
28,6
Equador
Bolívia
4
3
14,3
10,7
P.7 - Importa de empresa afiliada?
Sim
10
35,7
Não
Total
18
28
64,3
100,0
P.8 - Beneficia-se de isenção de tarifas?
Número
Part. %
Sim
19
67,9
Não
8
28,6
Não sabe
Total
1
28
p
algumas empresas importam demais da CAN.
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
q
p
3,6
100,0
Tabela 3.1.6
P.6(b) − Participação dos países da Comunidade Andina
no total das importações das empresas
Países CAN
Mais de 50%
De 25% a 50%
De 10% a 25%
Menos de 10%
Total
33,3
33,3
-
33,3
100,0
Colômbia
-
-
36,4
63,6
100,0
Equador
-
-
-
100,0
100,0
Peru
-
-
50,0
50,0
100,0
20,0
-
10,0
70,0
100,0
Bolívia
Venezuela
Nota: A soma do número de empresas é maior do que 150 pois cada empresa pode importar de mais de um país ou região.
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
Quando se consideram somente as empresas que não importam dos países da CAN, a Tabela 3.1.7
mostra que mais da metade jamais avaliaram seriamente a possibilidade de importar de um daqueles cinco
países, não tendo sequer procurado obter informações sobre as empresas exportadoras da CAN (Pergunta
9). Cerca de 1/3 delas já levantaram informações sobre as exportadoras, embora não tenham concretizado
operações, e um percentual pequeno delas já procurou obter tais informações, mas não conseguiu.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
54
FUNCEX
Tabela 3.1.7
P.9 − Empresas já procuraram obter informações sobre empresas
exportadoras da CAN? (somente aquelas que não importam da CAN)
Respostas
Número
Part. %
Não, mas nunca procurei saber
67
Sim
42
34,4
Não, mas já procurei saber
13
10,7
122
100,0
Total
54,9
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
► Problemas em importar dos países da CAN
A Pergunta 10 do questionário procurou identificar os principais problemas que dificultam a importação de
bens oriundos dos países da CAN, solicitando-se que as empresas citassem os três principais problemas e
definissem sua ordem de importância. Observa-se na Tabela 3.1.8 que, entre os diversos itens identificados,
dois se destacam: a dificuldade de obter informações sobre os fornecedores da CAN e os problemas de
oferta das empresas destes países (em termos de preço, qualidade etc.). O primeiro item obteve o maior
número de registros (41,3% das empresas o mencionaram, seja em primeiro, segundo ou terceiro lugar em
importância) e foi identificado como o problema mais importante por 20,7% das empresas. O segundo item
teve 38,7% do total de registros, mas foi o mais citado em 1o lugar, com 29,3% do total.
Outros dois itens aparecem com importância significativa: dificuldades de transporte e logística, com
22,7% do total das citações e 8% das citações em 1o lugar e o fato de que as empresas importam
preferencialmente de empresas afiliadas situadas em terceiros países, com 21,3% das citações totais e
14% em 1o lugar. Outros 18% das empresas disseram não enfrentar qualquer problema.
Tabela 3.1.8
P.10 − Problemas que as empresas enfrentam para importar dos países da CAN
Problemas...
Total
o
1 Lugar
o
2 Lugar
o
3 Lugar
Não há
18,0
18,0
-
-
Difícil obter informações sobre fornecedores da CAN
41,3
20,7
34,4
32,1
Problemas de oferta das empresas destes países
38,7
29,3
15,6
14,3
Dificuldades de transporte e logística
22,7
8,0
21,9
28,6
Importa de afiliadas situadas em terceiros países
21,3
14,0
14,1
Barreiras à importação no Brasil
8,0
5,3
6,3
-
7,1
Países não possuem produtos que a empresa importa
4,0
3,3
1,6
-
Problemas de financiamento
3,3
-
3,1
10,7
Não tem um representante no Brasil
1,3
0,7
1,6
-
Problemas com alfândegas
0,7
-
-
3,6
Conhecimento dos produtos disponíveis
0,7
-
-
3,6
Exigencias em documentos
0,7
0,7
-
-
Barreiras Sanitárias
Total
0,7
-
100,0
1,6
100,0
100,0
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
55
FUNCEX
Surpreendentemente, e em contraste com o resultado das entrevistas realizadas com entidades dos países
da CAN, a existência de barreiras à importação no Brasil foi mencionada por apenas 8% das empresas,
com apenas 5,3% das citações em 1o lugar. Esse resultado comprova a informação de que tais barreiras
são enfrentadas efetivamente pelo exportador, enquanto o importador procura receber o produto já
internalizado no país, não se envolvendo nas questões burocráticas. Os demais problemas identificados
foram relacionados por um número relativamente pequeno de empresas (menos de 5% do total), como o
fato de os países não possuírem os produtos que a empresa importa (4%), problemas de financiamento
(3,3%) e o fato de os exportadores dos países andinos não terem um representante no Brasil (1,3%).
Quando perguntadas mais especificamente sobre a existência de problemas de oferta das empresas da
Comunidade Andina (Pergunta 11), observou-se que metade das empresas disse não haver tais
problemas. Os dois problemas citados com mais freqüência foram o fato de os fornecedores de outros
países oferecerem melhores condições de financiamento (24% das citações das empresas e 12% das
citações em 1o lugar) e a baixa qualidade dos produtos em relação aos dos países concorrentes (20% do
total e 14,7% em 1o lugar).
Receberam também um percentual significativo de registros o fato de os países da CAN não terem
capacidade de ofertar as quantidades desejadas − resultado que corresponde aos problemas de baixa
escala de produção identificados nos contatos com as entidades dos países exportadores − e o fato de
os produtos serem caros. Outros problemas apontados, mas com pouca freqüência, foram o não
cumprimento de prazos por parte dos fornecedores da CAN, o fato de que as empresas importadoras
nunca receberam ofertas de empresas da CAN e de os importadores não terem encontrado
fornecedores dos produtos desejados.
Tabela 3.1.9
P.11 − Principais problemas de oferta das empresas da CAN
Problemas...
Total
o
1 Lugar
o
2 Lugar
o
3 Lugar
Não há.
50,7
50,7
-
Fornecedores de outros países oferecem melhores condições de financiamento
24,0
12,0
38,2
45,5
Os produtos são de baixa qualidade em relação aos dos concorrentes
20,0
14,7
17,6
18,2
Estes países não têm capacidade de ofertar as quantidades desejadas
15,3
8,7
23,5
18,2
Os produtos são caros
11,3
7,3
17,6
-
4,0
2,0
2,9
18,2
Os fornecedores não cumprem os prazos
-
Nunca receberam oferta desses países
2,7
2,7
-
-
Não encontramos fonecedores dos produtos que a empresa precisa
2,0
2,0
-
-
Total
-
100,0
100,0
100,0
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
Com relação aos problemas especificamente relacionados a transporte e logística (Pergunta 12), mais de 2/3
das empresas disseram que tais problemas não são relevantes. Cerca de 27% delas citaram os elevados
custos de transporte (com 16,7% das citações em 1o lugar), enquanto o transporte demorado é um problema
importante para 22,7% das empresas (10,7% em 1o lugar). O fato de os canais de comercialização serem
ruins também recebeu um número significativo de menções, 16% do total (mas apenas 4,7% em 1o lugar), ao
passo que os problemas portuários foram citados por apenas uma empresa.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
56
FUNCEX
Tabela 3.1.10
P.12 − Principais problemas de transporte e logística que dificultam as importações de países da CAN
Problemas...
1o Lugar
Total
Não há
2o Lugar
68,0
68,0
3o Lugar
-
-
Os custos de transporte são elevados
27,3
16,7
35,5
23,8
O transporte é muito demorado
22,7
10,7
38,7
28,6
Os canais de comercialização são ruins
16,0
4,7
22,6
47,6
3,2
-
A modernização portuária/não tem agilidade
Total
0,7
-
-
100,0
100,0
100,0
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
Questionadas sobre as barreiras domésticas que as empresas enfrentam e que dificultam as
importações da CAN (Pergunta 13), a grande maioria das empresas (86%) disse que estas não são
relevantes − ao menos não para impedir importações especificamente oriundas dos países andinos,
embora possam prejudicar as importações como um todo. Entre os itens que foram identificados,
destacam-se as tarifas de importação elevadas (8% das citações totais e 6% das citações em 1o lugar), o
fato de que o desembaraço aduaneiro ser mais difícil do que o existente nas compras oriundas de
terceiros países (4,7% do total) e a existência de barreiras não-tarifárias (4% do total e 6,7% em 1o
lugar). Estas respostas mostram, mais uma vez, que a questão das barreiras à importação impostas pelo
país (tarifárias ou não-tarifárias) não é um problema relevante na visão dos importadores, embora seja
muito importante na visão dos exportadores.
Tabela 3.1.11
P.13 − Principais barreiras domésticas que dificultam as importações de países da CAN
Problemas...
Não há
Total
1o Lugar
2o Lugar
3o Lugar
86,0
86,0
-
-
As tarifas de importação são muito elevadas
8,0
6,0
20,0
100,0
O desembaraço aduaneiro é mais difícil do que o existente
nas compras oriundas de outros países
4,7
-
20,0
-
Há barreiras não-tarifárias
4,0
6,7
40,0
-
As tarifas de importação brasileiras são mais elevadas para
estes países do que para outros fornecedores
0,7
0,7
20,0
-
Falta de parceria do Brasil com os países da CAN
0,7
0,7
-
-
P13.7 Licença prévia demora
0,7
100,0
100,0
100,0
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
Quando questionadas sobre quais são as barreiras não-tarifárias que dificultam as importações dos
países da CAN (Pergunta 14), quase 20% das empresas mencionaram algum tipo de barreira −
curiosamente, um percentual muito superior ao daquelas que disseram haver qualquer algum tipo de
barreira doméstica (4% na Pergunta 13), o que indica que essas barreiras têm de fato uma importância
maior do que a revelada na Pergunta 13.
Entre as barreiras identificadas (Tabela 3.1.12), a mais citada (8,7% das empresas) foi inspeção
sanitária, o que está de acordo com as avaliações feitas pelos países exportadores, que citaram a
existência de muita demora e muita discricionariedade na liberação de mercadorias sujeitas a inspeção
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
57
FUNCEX
sanitária. As quotas de importação (5,3%), as licenças não-automáticas (5,3%), os procedimentos
alfandegários de pré-embarque (4%), os requisitos de etiquetagem (2,7%) e os requisitos técnicos
(2,7%) também foram citados com alguma freqüência.
Tabela 3.1.12
P.14 − Principais barreiras não-tarifárias que dificultam as
importações de países da CAN
Não há
Inspeção Sanitária
79,3
8,7
Quotas de importação
5,3
Licença Não-automática
Procedimentos alfandegários de pré-embarque
5,3
4,0
Requisitos de Etiquetagem
2,7
Requisitos Técnicos
2,7
2,0
Valoração Aduaneira
Direitos Antidumping
1,3
Requisitos de Embalagem
Comércio administrado
1,3
1,3
Preço mínimo de importação
1,3
Preço de Referência
1,3
Muitos documentos exigidos
0,7
Nota: *A soma de respostas é maior do que 100% porque algumas
empresas citaram mais de um item.
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
Em resposta à pergunta 15, a maior parte das empresas da amostra (62%) demonstrou interesse em
passar a importar dos países andinos (ou a importar maiores volumes, no caso daquelas que já
importam). Quando perguntadas sobre as três principais iniciativas (em ordem de importância) que o
governo brasileiro poderia implementar para estimulá-las a fazer negócios com empresas dos países da
CAN (Pergunta 16), metade delas citou a promoção de feiras para divulgar os produtos andinos no Brasil
(que teve também 19,3% das citações em 1o lugar). O segundo item mais citado foi a preparação de um
catálogo de exportadores da CAN, com 44,7% do total e 20 das citações em 1o lugar (Tabela 3.1.13).
Estas duas respostas estão em linha com as respostas da Pergunta 10, onde o principal problema
identificado foi a dificuldade de obter informações sobre os fornecedores da CAN.
A terceira iniciativa mais citada foi a redução de tarifas (44,7% do total e 18% das citações em 1o lugar),
embora a grande maioria dos produtos identificados na seção anterior já gozem de isenção de tarifa na
importação da CAN. Este resultado indica que uma melhoria das condições estabelecidas nos ACE´s 58
e 59, como a diminuição do prazo para a eliminação de tarifas para diversos produtos, pode de fato ser
uma medida eficaz. A redução da burocracia alfandegária também foi um item bastante mencionado
(40,7% do total e 14,7% das citações em 1o lugar).
Outro item muito citado foi a realização de investimentos em infra-estrutura de transportes (38% do total
e 20% em 1o lugar), resultado também em linha com o expressado pelos países exportadores, que
mencionaram com ênfase os problemas de infra-estrutura de transportes. Outros itens mencionados com
alguma freqüência foram: redução de barreiras não-tarifárias (17,3% do total), disponibilização, para as
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
58
FUNCEX
empresas da CAN, de um catálogo de importadores no Brasil (17,3%) e fornecimento de financiamento
às importações destes países em condições mais vantajosas (13,3%).
Tabela 3.1.13
P.16 − Principais iniciativas sugeridas ao governo brasileiro para estimular as importações dos países da CAN
Iniciativas
Total
o
1 Lugar
o
2 Lugar
o
3 Lugar
Promover feiras para divulgação dos produtos andinos no mercado brasileiro
50,7
19,3
13,9
24,8
Preparar um catálogo de empresas exportadoras da CAN
44,7
20,0
15,3
14,2
Redução de tarifas
44,7
18,0
21,2
9,7
Reduzir a burocracia alfandegária
40,7
14,7
13,9
17,7
Investimentos em infra-estrutura de transportes
38,0
20,0
10,2
11,5
Redução de barreiras não-tarifárias
17,3
3,3
8,8
8,0
Disponibilizar um catálogo das empresas importadoras no Brasil
17,3
2,7
8,8
8,8
Fornecer financiamento às importações destes países em condições vantajosas
13,3
2,0
8,0
5,3
Total
-
100,0
100,0
100,0
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
A seguir são destacadas as principais conclusões a que se chegou com base nos resultados da
pesquisa de campo.
◉
Os países andinos não têm grande importância como fornecedores das empresas brasileiras,
mesmo quando se consideram apenas os produtos nos quais estes países têm um potencial
mais expressivo de exportação. Quando as empresas importam desses países, sua participação
no total importado pela empresa raramente supera 10%.
◉
A grande maioria das empresas que importam da CAN já se beneficiam de isenção de tarifas de
importação.
◉
Entre as que não importam dos países andinos, a maioria pode não fazê-lo por puro
desconhecimento: mais da metade delas jamais procurou levantar informações sobre possíveis
empresas fornecedoras localizadas nestes países.
◉
Entre os principais problemas que as empresas da amostra enfrentam para importar da CAN,
destacam-se dois: a dificuldade de obter informações sobre os fornecedores da região e os
problemas de oferta das empresas destes países. A existência de barreiras à importação no
Brasil foi mencionada como um problema por apenas 8% das empresas. Esse resultado indica
que a expansão das vendas dos países andinos para o Brasil sofre mais com as barreiras
informacionais e com a própria fragilidade competitiva destes países do que com as eventuais
barreiras importas pelo País.
◉
Entre os problemas especificamente relacionados à oferta dos países andinos, os mais citados
foram a existência de melhores condições de financiamento oferecidas por fornecedores de outros
países e a baixa qualidade dos produtos em relação aos dos países concorrentes. Neste sentido,
parece haver algum espaço para a atuação do governo brasileiro, oferecendo linhas de crédito
para as importações destes países em condições mais favoráveis do que as existentes hoje.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
59
FUNCEX
◉
Os problemas especificamente relacionados a transporte e logística foram considerados
irrelevantes por 2/3 das empresas entrevistadas. Entre as demais, os principais problemas
identificados foram os elevados custos e a demora no transporte das mercadorias.
◉
A grande maioria das empresas (82%) afirmou que as barreiras domésticas não dificultam as
importações de países andinos − ao menos não para importações especificamente oriundas
desses países, embora possam prejudicar as importações como um todo. Esse resultado
reafirma a idéia de que as barreiras à importação impostas pelo Brasil (tarifárias ou nãotarifárias) não são um problema relevante na visão dos importadores, embora sejam muito
importantes na visão dos exportadores. Isso talvez se explique pelo fato de que tais barreiras
são enfrentadas efetivamente pelo exportador, enquanto o importador quer apenas receber o
produto internalizado, não se envolvendo nas questões burocráticas.
◉
Quase 80% das empresas disseram não enfrentar qualquer tipo de barreira não-tarifária na
importação de produtos da CAN − mais uma vez reafirmando a baixa relevância das barreiras
domésticas. Entre as que disseram enfrentar alguma barreira desse tipo, a mais citada foi a
exigência de inspeção sanitária.
◉
A maior parte das empresas da amostra (62%) demonstrou interesse em passar a importar dos
países andinos (ou a importar maiores volumes, no caso daquelas que já importam).
◉
Entre as medidas que poderiam ser adotadas pelo governo brasileiro para estimular as
empresas a importarem dos países da CAN, a mais citada foi a promoção de feiras para divulgar
os produtos andinos no Brasil − o que está perfeitamente de acordo com as respostas
anteriores, que destacaram a grande dificuldade de obter informações sobre as empresas
andinas. O segundo item com mais registros foi a preparação de um catálogo de exportadores
da CAN, que também se destina a superar as barreiras informacionais. Outros três problemas
foram citados com freqüência relativamente elevada (mais de 35% das empresas): redução de
tarifas de importação, redução da burocracia alfandegária e realização de investimentos em
infra-estrutura de transportes.
Conclui-se, portanto, que os dois problemas fundamentais que dificultam ou impedem a aquisição de
produtos dos países da CAN são a falta de informação sobre os fornecedores e as restrições de oferta
destes países, principalmente em termos de qualidade dos produtos e de escala de produção. No
primeiro caso, iniciativas como divulgação de catálogo de importadores, de empresas exportadoras dos
países andinos e organização de missões e feiras de negócios, incluídas nos programas de promoção
de importações no Brasil, podem ser relevantes para estimular o crescimento do comércio.
3.2. Resultados referentes às empresas que já importam da CAN
Com o objetivo de avaliar os problemas que as empresas importadoras brasileiras enfrentam no
comércio com os países da região, foram analisados os resultados da pesquisa de campo, considerando
apenas as respostas dadas pelas 28 empresas que já importam dos países andinos. A Tabela 3.2.1
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
60
FUNCEX
mostra que o perfil destas empresas não difere significativamente da amostra completa: mais da metade
das empresas é de porte grande e apenas 18% são micro ou pequenas; mais da metade das firmas são
do setor químico ou de comércio por atacado, destacando-se também as da indústria de borracha e
plástico, veículos automotores e alimentos e bebidas; quase todas as empresas importam todos os
meses do ano; 3/4 delas vêm registrando aumento em seu volume importado nos últimos anos e apenas
7% têm queda; e a grande maioria das empresas (78,6%) utiliza os produtos importados como insumos
no processo produtivo ou os destinam para revenda no mercado interno (64,3%).
Quando questionadas sobre os três principais problemas que dificultam a importação de produtos dos
países andinos (Tabela 3.2.2), apenas 18% das empresas disseram não enfrentar qualquer tipo de
problema. O item mais citado foram os problemas de oferta dos fornecedores andinos (53,6% do total de
citações e 14,3% das citações em 1o lugar). O segundo item mais mencionado foi a dificuldade de obter
informações sobre os fornecedores localizados nestes países (39,3% do total e 10,7% das citações em
1o lugar), seguido das dificuldades de transporte e logística e da existência de barreiras à importação no
Brasil. Os três primeiros itens haviam sido também os três mais citados na amostra total, o que mostra
que, mesmo quando as empresas efetivam importações, elas continuam enfrentando estes tipos de
problema. A grande diferença refere-se às barreiras à importação, que ganham importância entre as
empresas que já importam da CAN. Isto pode significar que as empresas que não importam não chegam
a ter a real dimensão da importância destas barreiras.
Tabela 3.2.1
Perfil das empresas da amostra que importam da CAN, segundo diversos atributos
Perfil das empresas
Número
Total
Part. %
28
100,0
Tamanho das empresas
Micro
2
7,1
Pequena
3
10,7
Média
7
25,0
Grande
16
57,1
Setor de atividade da empresa (CNAE)
Produtos químicos
9
32,1
Comércio por atacado
6
21,4
Artigos de Borracha e plástico
2
7,1
Fabricação e montagem de veículos automotores
2
7,1
Alimentos e bebidas
Demais
2
7,1
7
25,0
27
96,4
1
3,6
1 - Frequência de importações
Todos os meses
Em alguns meses do ano
2 - Evolução recente do volume importado
Crescente
21
75,0
Estável
5
17,9
Decrescente
2
7,1
Insumos no processo produtivo
22
78,6
Revenda no mercado interno
18
64,3
Investimento em capacidade produtiva
10
35,7
8
28,6
4 - Finalidade dos produtos importados *
Material de consumo da empresa
Nota: *A soma de empresas é maior do que 150 pois algumas delas utilizam os produtos com
mais de uma finalidade.
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
61
FUNCEX
Tabela 3.2.2
P.10 − Problemas que as empresas enfrentam para importar dos países da CAN
Principais problemas...
1o Lugar
Total
2o Lugar
3o Lugar
Não há
17,9
17,9
-
Problemas de oferta das empresas
53,6
14,3
31,3
22,2
Dificuldade de obter informações sobre os fornecedores localizados nestes
países
39,3
10,7
31,3
22,2
Dificuldades de transporte e logística
35,7
17,9
12,5
Barreiras à importação no Brasil
25,0
17,9
-
Importações vêm de empresas afiliadas situadas em terceiros países
10,7
3,6
6,3
Problemas de financiamento
3,6
-
6,3
Não tem um representante no Brasil
3,6
-
6,3
Total
-
100,0
-
11,1
-
100,0
100,0
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
Com relação especificamente aos problemas de oferta das dos produtores andinos (Tabela 3.2.3), as
empresas que já importam destes países deram grande importância a três itens: o fato de os
fornecedores de terceiros países oferecerem melhores condições de financiamento (35,7% das citações
totais e 14,3% em 1o lugar), a baixa qualidade dos produtos em relação aos dos concorrentes (32,1% e
21,4%) e a incapacidade das empresas andinas ofertarem as quantidades desejadas (32,1% e 14,3%).
Estes são exatamente os mesmos três itens que obtiveram o maior número de citações na amostra
completa. A grande diferença está em que, neste caso, apenas 28,6% das empresas disseram que não
há qualquer problema de oferta, ao passo que na amostra total este percentual foi superior a 50%.
Tabela 3.2.3
P.11 − Principais problemas de oferta das empresas da CAN
Principais problemas...
Total
o
1 Lugar
o
o
2 Lugar
3 Lugar
-
Não há.
28,6
28,6
-
Fornecedores de outros países oferecem melhores
condições de financiamento
35,7
14,3
40,0
33,3
Os produtos são de baixa qualidade em relação
aos dos concorrentes
32,1
21,4
20,0
16,7
Estes países não têm capacidade de ofertar as
quantidades desejadas
32,1
14,3
30,0
33,3
Os produtos são caros
14,3
10,7
10,0
Os fornecedores não cumprem os prazos
10,7
7,1
-
3,6
3,6
-
Nunca receberam eferta desses países
Total
-
100,0
100,0
16,7
100,0
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
Quase metade (46,4%) das empresas que já importam da CAN disseram não enfrentar qualquer tipo de
problema de transporte e logística. Entretanto, um mesmo percentual de empresas citou dois problemas:
o elevado custo do transporte (que teve também 28,6% das citações em 1o lugar) e o fato de o
transporte ser muito demorado (com 17,9% das citações em 1o lugar). Outros 28,6% das empresas
disseram ainda que os canais de comercialização são ruins. A grande diferença das respostas destas
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
62
FUNCEX
empresas em relação à amostra total é que, naquela, quase 70% disseram não enfrentar qualquer
problema de transporte e logística.
Tabela 3.2.4
P.12 − Principais problemas de transporte e logística que dificultam as importações de países da CAN
Principais problemas...
o
Total
o
1 Lugar
o
2 Lugar
3 Lugar
Não há
46,4
46,4
Os custos de transporte são elevados
46,4
28,6
25,0
25,0
O transporte é muito demorado
46,4
17,9
41,7
37,5
Os canais de comercialização são ruins
28,6
7,1
25,0
37,5
A modernização portuária/não tem agilidade
Total
3,6
-
-
-
-
8,3
100,0
-
100,0
100,0
2o Lugar
3o Lugar
-
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
Tabela 3.2.5
P.13 − Principais barreiras domésticas que dificultam as
Importações de países da CAN
Principais barreiras domésticas...
Total
1o Lugar
Não há
60,7
60,7
-
As tarifas de importação brasileiras são muito elevadas
25,0
17,9
-
O desembaraço aduaneiro é mais difícil do que o existente nas
compras oriundas de outros países
14,3
10,7
33,3
-
Há barreiras não-tarifárias no Brasil
7,1
3,6
33,3
-
As tarifas de importação brasileiras são mais elevadas para
estes países do que para outros fornecedores
3,6
-
33,3
-
Há barreiras não-tarifárias no Brasil que atingem
especificamente os países da CAN
3,6
3,6
-
-
Licença prévia demora
3,6
3,6
-
-
Total
-
100,0
100,0
100,0
100,0
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
Quanto às barreiras enfrentadas no Brasil, cerca de 60% das empresas que já importam da CAN
disseram não enfrentar qualquer tipo de problema − percentual inferior ao referente à amostra total, que
foi de 82,2%. O problema mais citado foi o fato de as tarifas de importação serem muito elevadas (25%
do total e 17,9% em 1o lugar), o segundo principal problema foi o desembaraço aduaneiro difícil e o
terceiro foi a existência de barreiras não-tarifárias. Estas respostas reproduzem a hierarquia observada
na amostra completa.
Questionadas sobre que tipos de barreiras não-tarifárias estas empresas enfrentam para importar da
CAN, pouco mais da metade disse não enfrentar qualquer barreira − um percentual bem menor do que
os quase 80% da amostra total. Entre as barreiras mais citadas destacam-se as licenças nãoautomáticas (21,4%), a inspeção sanitária (17,9%), as quotas de importação (14,3%) e os procedimentos
alfandegários de pré-embarque (14,3%). Estas respostas correspondem exatamente aos quatro itens
mais importantes citados na amostra total, embora em ordem diferente. A menção a quotas é curiosa,
uma vez que não existe contingenciamento no comércio entre o Brasil e esses países.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
63
FUNCEX
Tabela 3.2.6
P.14 − Principais barreiras não-tarifárias que dificultam as importações de países da CAN
Não há
53,6
Licença não-automática
21,4
Inspeção sanitária
17,9
Quotas de importação
14,3
14,3
Procedimentos alfandegários de pré-embarque
Requisitos de etiquetagem
7,1
Comércio administrado
Valoração aduaneira
7,1
7,1
Direitos antidumping
3,6
Preço mínimo de importação
Preço de referência
3,6
3,6
Nota: *A soma de respostas é maior do que 100% porque algumas empresas
citaram mais de um item.
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
Por fim, com relação à possibilidade de importar maiores volumes da CAN, 82% destas empresas se
disseram interessadas, percentual bem superior ao referente à amostra total (62%). Isso indica que, de
alguma forma, a experiência de importar dos países da CAN é positiva para quase todas as empresas.
Quando questionadas sobre as principais iniciativas que o governo brasileiro deveria adotar para
estimular as importações da CAN, essas empresas destacaram, com maior importância, os
investimentos em infra-estrutura de transportes (57,1% das citações totais e 21,4% das citações em 1o
lugar). Este item teve uma importância relativa muito maior do que no total da amostra.
O segundo item mais citado foi a redução da burocracia alfandegária (46,4% do total e 25% em 1o lugar),
seguido da preparação de um catálogo de empresas exportadoras da CAN, da redução de tarifas, do
fornecimento de financiamento em condições mais vantajosas e da promoção de feiras para divulgação dos
produtos andinos no Brasil. A grande diferença desse padrão de respostas em relação à amostra completa foi
a menor importância dos itens relacionados à informação sobre empresas e produtos da CAN e a maior
importância de itens relacionados à operacionalização das importações, como financiamento, burocracia e
infra-estrutura. De fato, é natural imaginar que as empresas que já importam da CAN tenham superado as
principais barreiras de informação, mas enfrentem maiores barreiras no processo de importação.
Tabela 3.2.7
P.16 − Principais iniciativas sugeridas ao governo brasileiro para estimular
as importações dos países da CAN
Principais iniciativas sugeridas...
Total
1o Lugar
2o Lugar
3o Lugar
Investimentos em infra-estrutura de transportes
57,1
21,4
19,2
21,7
Reduzir a burocracia alfandegária
46,4
25,0
11,5
13,0
Preparar um catálogo de empresas exportadoras da CAN
42,9
10,7
7,7
30,4
Redução de tarifas
39,3
14,3
15,4
13,0
Fornecer financiamento às importações destes países em condições vantajosas
28,6
10,7
15,4
4,3
Promover feiras para divulgação dos produtos andinos no mercado brasileiro
28,6
10,7
7,7
13,0
Redução de barreiras não-tarifárias
17,9
3,6
15,4
Disponibilizar um catálogo das empresas importadoras no Brasil
14,3
Total
-
-
3,6
7,7
4,3
100,0
100,0
100,0
Fonte: Pesquisa de campo Funcex.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
64
FUNCEX
Em resumo, algumas conclusões merecem destaque:
◉
As empresas que já importam da CAN se ressentem das mesmas dificuldades identificadas na
amostra completa: falta de informações e problemas de oferta dos países.
◉
Entretanto, as barreiras à importação no Brasil têm maior relevância para esse subgrupo de
empresas, particularmente as tarifas de importação elevadas e as dificuldades no desembaraço
aduaneiro.
◉
Pouco mais da metade dessas empresas disse não enfrentar qualquer barreira não-tarifária.
Entre as demais, os itens mais citados foram licença não-automática e inspeção sanitária.
◉
Os problemas de oferta também se concentram na questão do financiamento mais favorável de
terceiros países, na baixa qualidade dos produtos andinos e na incapacidade de as empresas
andinas ofertarem as quantidades desejadas.
◉
Os problemas de transporte são mais relevantes para esse subgrupo de empresas do que para
a amostra total, destacando-se mais uma vez o elevado custo do transporte e o fato de o
transporte ser muito demorado.
◉
A grande maioria destas empresas se disse interessada em importar maiores volumes da CAN,
e deu importância destacada a três medidas que o governo brasileiro poderia adotar para
estimulá-las: os investimentos em infra-estrutura de transportes, redução da burocracia
alfandegária e preparação de um catálogo de empresas exportadoras da CAN. Como seria de se
esperar, as barreiras informacionais são menos importantes dentro deste subgrupo de
empresas, pois elas já têm algum conhecimento sobre os fornecedores da CAN.
4. Recomendações de medidas para promoção de importações dos
países da comunidade andina
Os resultados das pesquisas desenvolvidas na segunda etapa desse projeto permitiram a identificação
de alguns elementos que deveriam ser levados em consideração em um programa de promoção de
importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina. Esses elementos podem ser
divididos em quatro grupos: produtos prioritários para ações de promoção comercial, iniciativas
relacionadas à difusão de informações, aspectos relacionados à oferta e remoção de barreiras às
importações no Brasil.
4.1. Produtos prioritários para ações de promoção comercial
Tendo em vista a limitação de recursos disponíveis para ações de promoção comercial, é importante
definir prioridades. Embora haja oportunidades de negócios em vários produtos, a escolha de critérios
apropriados para a definição de listas reduzidas de produtos com efetivas possibilidades de negócios é
essencial para dar foco às iniciativas. As listas de produtos com potencial de exportações para o Brasil,
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
65
FUNCEX
elaboradas com a participação de entidades de promoção comercial dos cinco países andinos, são muito
heterogêneas em termos de número de produtos incluídos. Para alguns países, como Colômbia e
Equador, as listas resultantes do processo de consultas ficaram relativamente reduzidas. Em outros
casos, como o do Peru, as listas são muito extensas.
A seleção dos produtos que representam oportunidades não é trivial. Em todos os cinco países, a
estrutura da oferta é pouco complementar à brasileira, o que dificulta a identificação de nichos de
mercado relevantes. Apesar disso, observa-se que há muitos produtos em que as exportações dos
países para o resto do mundo são relevantes, as importações brasileiras também são expressivas, mas
a participação desses países como fornecedores para o Brasil ainda é irrisória. Em princípio, é nesses
casos em que deveriam estar concentrados os esforços de promoção comercial.
A definição de critérios para a seleção de produtos prioritários envolve um elevado grau de
arbitrariedade. Partindo do objetivo geral de obter listas com cerca de vinte produtos, os critérios aqui
adotados foram os seguintes:
◉
Produtos cujas importações brasileiras tenham sido de pelo menos US$ 1 milhão na média do
biênio 2003-04 (no caso da Venezuela este limite foi de US$ 3 milhões).
◉
Produtos nos quais o market-share do respectivo país nas importações brasileiras seja menor ou
igual a 10%, partindo-se da hipótese de que um market-share superior signifique que as
empresas do país já foram capazes de superar as principais barreiras para vender ao Brasil (no
caso da Venezuela, foram selecionados produtos cujo market-share é menor ou igual a 5%).
◉
Produtos cujas exportações totais do respectivo país sejam iguais ou maiores que US$ 300 mil
(US$ 200 mil no caso do Equador).
Os produtos selecionados com base nestes critérios são apresentados nas Tabelas 4.1.1 a 4.1.5.
Quando possível, os produtos foram agrupados por tipos (por exemplo, produtos alimentícios ou
produtos de vestuário). Este agrupamento é importante, pois, a princípio, poder-se-ia adotar uma
abordagem similar de promoção comercial para produtos que compõem o mesmo agrupamento − o que
ajuda muito em termos de dar maior foco às iniciativas de promoção. Aqueles que não foram agrupados
são reunidos na categoria “produtos diversos”.
A lista final de produtos selecionados para a Bolívia (Tabela 4.1.1) é composta de 25 produtos cujo valor
médio exportado pelo país em 2003-04 foi de US$ 227,3 milhões (11,6% das exportações do país no
período), sendo que apenas US$ 3,6 milhões foram destinados ao Brasil, significando apenas 0,5% do
total das importações brasileiras destes produtos. Foi possível identificar dois agrupamentos de
produtos. O primeiro refere-se a produtos alimentícios, que incluem óleo de girassol ou de cártamo (em
bruto ou refinado), leite em pó, sementes de gergelim, palmitos, arroz e cacau, sendo que apenas nos
casos de óleos em bruto e de sementes de gergelim o market-share da Bolívia nas importações
brasileiras já é minimamente significativo.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
66
FUNCEX
O segundo refere-se a vestuário e confecções, que inclui principalmente produtos de algodão, de uso
masculino ou feminino. Entre os produtos diversos, os maiores destaques ficam com minérios de zinco e
madeira, que registram valores relativamente elevados de exportação, e também prata e algodão, cujas
importações brasileiras são bastante expressivas. Em todos eles o market-share boliviano nas
importações brasileiras é zero ou próximo de zero, com exceção de pastas de línteres de algodão, onde
ele é de 7,6%. Com relação ao grau de proteção às importações no Brasil, vale lembrar que todos os
produtos da Bolívia já se beneficiam de tarifa zero.
No caso da Colômbia (Tabela 4.1.2), a lista final é composta de 17 produtos, cujas exportações somaram
US$ 607,9 milhões em 2003-04 (4% do total do país), sendo que US$ 15,9 milhões destinaram-se ao Brasil
representando apenas 1% de tudo o que o país importou destes produtos. Identificou-se apenas um
agrupamento de produtos, referente aos plásticos, em que se incluem o PVC não misturado em forma
primária, produto no qual a Colômbia já possui um market-share de 8,4% nas importações brasileiras; PVC
não plastificado em forma primária; chapas, folhas tiras, fitas e películas de propileno e de outros plásticos;
garrafões, garrafas e frascos; e sacos, bolsas e cartuchos. Entre os produtos diversos, os grandes
destaques em termos de valor exportado pela Colômbia são medicamentos (contendo produtos misturados
e contendo vitaminas), fungicidas, herbicidas e pneus para ônibus e caminhões. Em todos eles os valores
de importação do Brasil são também bastante expressivos, embora o market-share da Colômbia seja
minimamente significativo apenas em pneus (6,3%). Vale destacar também o amoníaco anidro, onde as
importações brasileiras são elevadas mas nada é comprado da Colômbia.
Com relação às tarifas aplicadas pelo Brasil, as colunas finais da Tabela mostram que, de acordo com o
ACE 59, apenas quatro produtos já se beneficiam de tarifa zero, e outros três a terão no próximo ano. Há
seis produtos cuja tarifa será zerada apenas em 2008 e outros três em que isto ocorrerá apenas em 2011,
além de um produto cuja margem de preferência máxima ficará em 40%. Nestes nove casos dever-se-ia
avaliar seriamente a possibilidade de alterar os termos do ACE 59, antecipando a zeragem das tarifas.
A lista de produtos do Equador (Tabela 4.1.3) compõe-se de 16 produtos, cujas exportações do país
foram de US$ 488,5 milhões na média do biênio 2003-04 (7,2% do total do país), mas apenas
US$ 600 mil destinaram-se ao Brasil, representado apenas 0,1% do total importado. O destaque
absoluto fica com as flores, cujas exportações do país foram de US$ 317,1 milhões na média de 200304, mas onde as importações brasileiras são inexpressivas, resultado de barreiras não-tarifárias
relacionadas à dificuldade de registro destes produtos no Ministério da Agricultura e na ANVISA (vide
seção 1). Foi possível ainda identificar três agrupamentos de produtos: fios têxteis, sendo todos de fibras
sintéticas; pescados, incluindo tanto peixes frescos quanto congelados e secos, sendo digno de nota que
em todos eles as vendas do Equador para o Brasil são zero; e outros produtos alimentícios, que inclui
cebolas, feijão, gorduras e óleos (vegetais e de peixe) e cacau − sendo este último o mais importante
tanto em termos de valor exportado pela Colômbia quanto de valor importado pelo Brasil.
Segundo os termos do ACE 59, quase todos os produtos desta lista já gozam de tarifa zero na importação
brasileira, com exceção de dois cujas tarifas serão zeradas apenas em 2011: fios simples de náilon e gorduras e
óleos vegetais. Nestes casos, deve-se considerar a possibilidade de antecipar a zeragem das tarifas.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
67
FUNCEX
No caso do Peru (Tabela 4.1.4) foram selecionados 33 produtos cujas exportações foram de
US$ 460,7 milhões em 2003-04 (4,3% do total do país), sendo que apenas US$ 1,2 milhão direcionaramse ao Brasil, significando apenas 0,3% do total que o país importou destes produtos. Quase metade dos
produtos (16) foi agrupada na categoria de produtos de vestuário, que inclui camisas, camisetas, calças,
suéteres e outros produtos, tanto de algodão quando de fibras sintéticas. Em todos os casos, porém, o
valor que o Peru exporta para o Brasil é zero ou próximo de zero, sendo que o grande concorrente é a
China (principal fornecedor do Brasil em 10 produtos). Entre os produtos diversos, os mais importantes
em termos de valor exportado pelo país são produtos hortícolas preparados ou conservados, garrafões,
garrafas e frascos de plástico, filés de peixe congelados e barras de ligas de aço laminadas. Em todos
estes o market-share do Peru nas importações brasileiras é próximo de zero, com exceção do amianto.
De acordo com o ACE 58, apenas 13 produtos dentre os selecionados para o Peru já gozam de tarifa
zero na importação brasileira. Um produto alcançará tarifa zero em 2008, outros quatro em 2010 e nada
menos que 15 produtos só terão tarifas zeradas em 2012. Nestes 20 casos, deve-se avaliar a
possibilidade de antecipar a concessão de margens de preferência de 100%.
Finalmente, a lista final de produtos da Venezuela (Tabela 4.1.5) inclui 38 produtos cujas exportações do
país foram de US$ 588,3 milhões em 2003-04 (1,8% do total do país), sendo que apenas
US$ 12,3 milhões destinaram-se ao Brasil (market-share de 0,9%). Foram identificados quatro
agrupamentos de produtos: químicos, com destaque para metanol e etilenoglicol, cujas vendas para o
Brasil já são minimamente significativas; produtos de ferro e aço, que inclui recipientes para gases, fios,
tubos e molas, todos com vendas insignificantes para o Brasil; produtos de alumínio, incluindo chapas,
folhas e tiras, além do próprio minério de alumínio, e todos também com vendas inexpressivas ao Brasil;
e autopeças, sendo que apenas nos casos de pneus para automóveis e radiadores já há vendas
significativas para o Brasil. Entre os produtos diversos, os maiores destaques são cimentos nãopulverizados, vidros flotados e desbastados, eletrodos de carvão e painéis de fibra de madeira. Já há
vendas minimamente importantes para o Brasil apenas nos caso de ferramentas de perfuração e
sondagem, enxofre e partes para motores de pistão.
O ACE 59 já outorga tarifa zero para 13 produtos, e outros dez a terão no próximo ano. Três produtos só
terão preferência de 100% em 2008, um somente em 2009, oito apenas em 2011 e um apenas em 2016,
além de um produto (acumuladores elétricos) cuja preferência chegará ao máximo de 55% em 2011. Ou
seja, há 15 produtos em que o país pode promover importações da Venezuela por meio de mudanças no
ACE 59, com antecipação do prazo de concessão de tarifa zero.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
68
FUNCEX
Tabela 4.1.1
Bolívia − produtos prioritários para promoção de importações do Brasil – Lista final
Valores em US$ Milhões
Sistema Harmonizado
Obs
SH
Descrição
Exportações1
da Bolívia
Valor médio
2003/04
Importações do Brasil2
Valor médio 2003/04
Origem: Bolívia
Total
Valor
Part(%)
1º
País
Total dos produtos selecionados
227,3
693,7
3,6
0,5 -
Diversos
2608-00
1
Minérios de zinco e seus concentrados
4407-24
2
Madeira de Virola, Mahogany (Swieteneia spp.), Imbuía e Balsa, s
2810-00
3
Óxidos de boro; ácidos bóricos
2825-80
4
Óxidos de antimônio
7106-91
5
Prata em formas brutas
5201-00
6
Algodão, não cardado nem penteado
4706-10
7
Pastas de línteres de algodão
6813-10
8
Guarnições para freios à base de amianto ou de outras matérias m
4105-10
9
Peles de ovinos, depiladas, mesmo divididas, no estado úmido (in
6802-21
10
Mármore, travertino e alabastro, talhados ou serrados, de superfíc
8507-90
11
Partes de acumuladores elétricos
Produtos alimentícios
1512-11
12
Óleo de girassol ou de cártamo, e respectivas frações, em bruto
0402-21
13
Leite em pó, grânulos ou outras formas sólidas, com um teor, em
1207-40
14
Sementes de gergelim, mesmo trituradas
2008-91
15
Palmitos preparados ou conservados
1512-19
Óleos de girassol ou de cártamo, e respectivas frações, mesmo re
16
1006-30
17
Arroz semibranqueado ou branqueado, mesmo polido ou brunido
1801-00
18
Cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado
Produtos de vestuário
6105-10
19
Camisas de malha de algodão, de uso masculino
6109-10
20
Camisetas ("t-shirts") e camisetas interiores, de malha, de algodão
6203-42
21
Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de algodão, de uso masc
6204-62
22
Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de algodão, de uso femin
6203-43
23
Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de fibras sintéticas, de us
6206-30
24
Camisas, blusas, blusas "chemisiers", de algodão, de uso feminino
6205-20
25
Camisas de algodão, de uso masculino
Fontes: 1) COMTRADE/UN. 2) SECEX/MDIC.
Elaboração: FUNCEX.
164,8
137,6
8,1
4,6
4,2
3,1
3,0
1,1
0,9
0,9
0,8
0,5
30,8
9,2
7,1
6,5
4,1
2,7
0,9
0,4
31,7
16,1
10,2
2,5
1,2
1,0
0,4
0,3
376,8
77,8
1,3
11,7
1,6
70,1
148,1
14,4
17,6
8,7
9,8
15,6
288,9
6,9
49,7
2,4
5,8
136,2
87,8
28,1
1,4
2,6
4,1
3,4
12,2
1,9
2,5
2,6
1,5
1,1
0,0
0,0
0,8
0,7
0,1
0,2
0,0
0,2
-
0,7
1,9
7,6
0,2
0,3
0,3
9,6
5,1
0,7
0,7
1,5
-
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
Peru
Estados Unidos
Argentina
China
Peru
Estados Unidos
Estados Unidos
Estados Unidos
Nigéria
Espanha
Estados Unidos
Argentina
Argentina
Índia
Argentina
Uruguai
Indonésia
Hong Kong
Portugal
China
Espanha
China
Índia
China
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
- - 85,7
99,3
45,5
32,9
89,4
56,9
88,8
61,2
45,9
50,8
52,8
80,4
64,6
36,4
88,1
54,9
67,3
36,5
18,3
43,0
29,4
88,7
44,2
31,7
México
Itália
Chile
Bélgica
Chile
Paraguai
Bolívia
França
Espanha
Itália
Itália
Paraguai
Uruguai
Espanha
Paraguai
Argentina
Costa do Marfim
China
Argentina
Colômbia
Itália
Hong Kong
Espanha
Portugal
3,8
0,5
24,2
20,9
10,4
28,5
7,6
7,9
18,8
33,0
11,2
10,0
32,2
28,3
6,6
25,2
29,7
19,7
10,2
16,2
20,0
4,8
26,9
21,4
Bolívia
Equador
Estados Unidos
Alemanha
Bélgica
Israel
Alemanha
Reino Unido
Grécia
Japão
Bolívia
Chile
Paraguai
Uruguai
Tailândia
Cingapura
Argentina
China
Itália
Marrocos
Bolívia
Hong Kong
Itália
%
1,9
0,2
23,6
13,7
0,2
2,9
1,7
7,8
16,1
12,9
10,5
9,6
1,6
17,9
3,0
14,5
2,7
10,6
9,9
9,4
6,9
1,5
5,8
11,9
69
FUNCEX
Tabela 4.1.2
Colômbia − produtos prioritários para promoção de importações do Brasil – Lista final
Valores em US$ Milhões
Sistema Harmonizado
Obs
SH
Descrição
Total dos produtos selecionados
Diversos
1 3004-90 Outros medicamentos contendo produtos misturados, para fins
2 3808-20 Fungicidas
3 3808-30 Herbicidas, inibidores de germinação e reguladores de crescim
4 4011-20 Pneus novos de borracha dos tipos utilizados em ônibus ou cam
5 3004-50 Outros medicamentos contendo vitaminas ou provitaminas, em
6 5402-10 Fios de alta tenacidade, de náilon ou de outras poliamidas
7 2814-10 Amoníaco anidro
8 2917-19 Outros ácidos policarboxílicos acíclicos, seus anidridos, halogen
9 2102-10 Leveduras vivas
10 5407-53 Outros tecidos, de fios de diversas cores, contendo => 85% em
11 2915-50 Ácido propiónico, seus sais e ésteres
Produtos plásticos
12 3904-10 Policloreto de vinila, não misturado com outras substâncias, for
13 3920-20 Chapas, folhas, tiras, fitas, películas, de polímeros de propileno
14 3921-90 Outras chapas, folhas, películas, tiras, lâminas, de plásticos
15 3923-30 Garrafões, garrafas, frascos, artigos semelhantes, de plásticos
16 3904-21 Policloreto de vinila, não plastificado, em forma primária
17 3923-29 Sacos, bolsas e cartuchos, de outros plásticos
Fontes: 1) COMTRADE/UN. 2) SECEX/MDIC.
Elaboração: FUNCEX.
Exportações1
da Colômbia
Valor médio
2003/04
607,9
369,1
127,4
98,8
54,8
50,5
20,7
6,7
4,8
2,5
1,3
1,0
0,6
238,8
135,4
45,7
24,9
17,0
8,4
7,5
Importações2 do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Colômbia
Total
Valor
Part(%)
1.611,2
1.372,8
649,9
294,1
206,3
61,2
33,2
16,6
61,6
8,3
22,8
14,2
4,7
238,4
59,7
37,1
65,0
66,0
5,0
5,7
15,9
10,4
4,3
1,0
3,9
0,3
0,0
0,5
0,3
0,1
5,5
5,0
0,1
0,2
0,0
0,0
0,1
1,0
0,8
0,7
0,3
6,3
1,1
0,2
6,6
1,4
1,2
2,3
8,4
0,4
0,3
0,1
0,5
0,9
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
1º
País
Estados Unidos
Espanha
Argentina
Reino Unido
Suíça
Argentina
Trinidad e Tobago
Estados Unidos
Argentina
China
Alemanha
Argentina
Estados Unidos
Estados Unidos
Uruguai
Argentina
Dinamarca
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
28,1
31,2
30,1
31,3
32,0
21,2
68,9
47,5
33,3
45,1
24,8
58,1
21,6
47,9
70,4
38,8
15,0
Suíça
Reino Unido
Estados Unidos
Argentina
Argentina
Países Baixos
Venezuela
China
Chile
Taiwan
Estados Unidos
Colômbia
Chile
Alemanha
Argentina
França
Estados Unidos
9,2
30,6
28,4
18,2
20,0
18,8
20,6
15,2
15,3
23,3
21,7
8,4
17,1
8,8
21,7
19,3
13,5
Reino Unido
Argentina
França
Coréia do Sul
Estados Unidos
Ucrânia
Colômbia
França
Coréia do Sul
Países Baixos
Alemanha
Argentina
Argentina
Paraguai
Bélgica
Argentina
Margens de
preferência
%
8,2
17,0
11,0
11,2
12,3
16,8
3,6
6,6
12,9
18,6
19,2
7,5
9,2
8,6
2,0
19,0
11,2
Melhor
Ano
-
-
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
40,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
2006
2007
2007
2006
2006
2008
2007
2011
2008
2006
2006
2008
2011
2008
2008
2008
2011
70
FUNCEX
Tabela 4.1.3
Equador − produtos prioritários para promoção de importações do Brasil – Lista final
Valores em US$ Milhões
Sistema Harmonizado
Obs
SH
Descrição
1
Exportações
do Equador
Valor médio
2003/04
2
Importações do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Equador
Total
Valor
Part(%)
Total dos produtos selecionados
488,5
418,5
0,6
0,1
Diversos
1 0603-10 Flores e seus botões, frescos, cortados para buquês ou para orname
2 3004-50 Outros medicamentos contendo vitaminas ou provitaminas, em dose
3 3503-00 Gelatinas e seus derivados; ictiocola e outras colas de origem anima
Fios têxteis
4 5402-33 Fios texturizados de poliésteres
5 5402-51 Fios simples, de náilon ou de outras poliamidas, com torção > 50 volt
6 5402-52 Fios simples, de poliésteres, com torção > 50 voltas por metro
Pescados
7 0302-69 Outros peixes frescos ou refrigerados, exceto fígado, ovas, sêmen, o
8 0303-43 Bonitos-listrados ou do-ventre-raiado, congelados, exceto fígado, ova
9 0303-79 Outros peixes, congelados, exceto fígado, ovas, sêmen, ou filés e ou
10 0304-20 Filés de peixes, congelados
11 0305-59 Outros peixes secos, mesmo salgados, mas não defumados
Outros produtos alimentícios
12 0703-10 Cebolas e "echalotes", frescas ou refrigeradas
13 0713-33 Feijão comum, seco, em grão, mesmo pelado ou partido
14 1504-20 Gorduras e óleos de peixe e respectivas frações, exceto óleos de fíg
15 1516-20 Gorduras e óleos vegetais e respectivas frações, parcial ou totalment
16 1801-00 Cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado
Fontes: 1) COMTRADE/UN. 2) SECEX/MDIC.
Elaboração: FUNCEX.
322,4
317,1
1,9
3,4
3,6
1,3
0,3
1,9
32,4
9,6
0,2
3,3
17,3
1,9
130,2
2,7
8,0
3,0
9,0
107,5
39,5
0,8
33,2
5,6
113,3
109,6
2,6
1,1
109,1
2,5
1,7
5,3
52,3
47,3
156,5
23,7
26,4
2,6
16,0
87,8
0,5
0,0
0,5
0,0
0,0
0,1
0,1
-
1,3
3,3
1,4
0,0
1,4
0,1
0,5
-
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
1º
País
Colômbia
Suíça
Estados Unidos
Indonésia
Estados Unidos
Coréia do Sul
Uruguai
Rússia
Argentina
Argentina
Noruega
Argentina
Argentina
Noruega
Dinamarca
Indonésia
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
95,9
32,0
67,8
47,5
52,5
23,7
95,6
64,4
66,6
77,2
94,3
90,6
88,9
30,6
34,0
67,3
Equador
Argentina
Alemanha
Taiwan
Alemanha
Suíça
Argentina
Espanha
Uruguai
Chile
Portugal
Chile
Bolívia
Peru
Malásia
Costa do Marfim
3,3
20,0
8,1
27,3
27,5
15,6
4,0
35,5
23,7
20,2
3,5
5,6
10,9
27,3
22,8
29,7
Países Baixos
Estados Unidos
França
China
Taiwan
Paraguai
Uruguai
Chile
Uruguai
Islândia
Países Baixos
Estados Unidos
Chile
Países Baixos
Cingapura
Margens de
preferência
%
0,6
12,3
5,9
6,0
10,7
13,7
0,4
0,1
2,6
1,9
1,0
2,1
0,1
21,4
17,7
2,7
Melhor
Ano
-
-
-
2006
2006
2006
2006
2011
2006
2006
2006
2006
2006
2006
2006
2006
2006
2011
2006
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
71
FUNCEX
Tabela 4.1.4
Peru − produtos prioritários para promoção de importações do Brasil – Lista final
Valores em US$ Milhões
Sistema Harmonizado
Obs
SH
Descrição
Total dos produtos selecionados
Diversos
1 2005-90 Outros produtos hortícolas preparados ou conservados, exceto em vina
2 3923-30 Garrafões, garrafas, frascos, artigos semelhantes, de plásticos
3 0304-20 Filés de peixes, congelados
4 7228-30 Barras de outras ligas de aços laminadas, estiradas ou extrudadas a q
5 2309-90 Outras preparações para alimentação de animais
6 3920-20 Chapas, folhas, tiras, fitas, películas, de polímeros de propileno, sem s
7 7408-21 Fios de ligas de cobre-zinco (latão)
8 3301-13 Óleo essencial de limão
9 0303-79 Outros peixes, congelados, exceto fígado, ovas, sêmen, ou filés e outr
10 8438-10 Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, pastelaria, bo
11 7408-29 Outros fios de ligas de cobre
12 8484-90 Outros jogos ou sortidos de juntas, em bolsas, envelopes ou embalage
13 6813-10 Guarnições para freios à base de amianto ou de outras matérias miner
14 6812-90 Amianto (asbesto) trabalhado em fibras; misturas à base de amianto o
15 8484-10 Juntas metaloplásticas
16 8421-23 Aparelhos para filtrar óleos minerais nos motores de ignição por centel
17 4016-93 Juntas, gaxetas e semelhantes de borracha vulcanizada não endurecid
Produtos de vestuário
18 6109-10 Camisetas ("t-shirts") e camisetas interiores, de malha, de algodão
19 6105-10 Camisas de malha de algodão, de uso masculino
20 6110-20 Suéteres, pulôveres, cardigãs, coletes e artigos semelhantes, de malha
21 6205-20 Camisas de algodão, de uso masculino
22 6203-42 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de algodão, de uso masculino
23 6204-62 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de algodão, de uso feminino
24 6109-90 Camisetas ("t-shirts") e camisetas interiores, de malha, de outras maté
25 6206-30 Camisas, blusas, blusas "chemisiers", de algodão, de uso feminino
26 6103-42 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts" (calções), de malha, de algod
27 6110-30 Suéteres, pulôveres, cardigãs, coletes e artigos semelhantes, de malha
28 6203-43 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de fibras sintéticas, de uso m
29 6206-40 Camisas, blusas, blusas "chemisiers", de fibras sintéticas ou artificiais,
30 6105-20 Camisas de malha, de fibras sintéticas ou artificiais, de uso masculino
31 6106-20 Camisas, blusas, blusas "chemisier", de malha, de fibras sintéticas ou a
32 6204-63 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts", de fibras sintéticas, de uso fe
33 6103-43 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts" (calções), de malha, de fibras
Fontes: 1) COMTRADE/UN. 2) SECEX/MDIC.
Elaboração: FUNCEX.
Exportações1
do Peru
Valor médio
2003/04
746,0
196,1
41,3
38,7
27,7
20,1
17,4
17,1
11,2
5,8
3,6
3,4
3,2
2,1
1,9
1,1
0,8
0,3
0,3
549,9
272,7
159,3
60,9
10,7
10,0
8,9
5,4
5,2
4,1
3,6
3,5
1,8
1,3
1,2
1,0
0,3
Importações2 do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Peru
Total
Valor
Part(%)
460,7
1,2
0,3
408,2
1,4
66,0
52,3
10,9
59,1
37,1
2,2
4,3
5,3
5,3
2,7
10,7
17,6
1,7
14,0
22,4
95,2
52,6
2,6
1,4
2,1
2,5
4,1
3,4
1,7
1,9
1,5
9,0
12,2
1,4
1,5
2,7
3,4
1,1
1,2
0,0
0,0
0,1
0,7
0,1
0,0
0,0
0,0
0,0
0,1
0,1
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
-
0,3
0,5
0,0
0,3
1,2
0,2
0,8
0,1
0,0
0,2
6,4
0,4
0,0
0,0
0,4
0,2
0,4
0,0
0,0
0,2
0,0
-
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
1º
País
Argentina
Uruguai
Argentina
Argentina
Estados Unidos
Estados Unidos
Alemanha
Argentina
Argentina
Itália
Alemanha
Alemanha
Estados Unidos
Alemanha
Alemanha
Estados Unidos
Estados Unidos
Portugal
Hong Kong
Bangladesh
China
China
Espanha
China
Índia
China
China
China
Índia
China
China
China
China
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
46,1
70,4
77,2
54,8
36,1
21,6
33,4
79,8
66,6
36,6
48,5
35,2
61,2
35,2
47,6
40,6
32,4
18,3
36,5
16,0
31,7
43,0
29,4
19,3
44,2
56,5
61,9
88,7
46,2
46,0
56,5
53,1
65,6
Espanha
Argentina
Chile
Estados Unidos
Países Baixos
Chile
Estados Unidos
Uruguai
Uruguai
Estados Unidos
França
Estados Unidos
França
Estados Unidos
Estados Unidos
Alemanha
Alemanha
Argentina
China
China
Portugal
Colômbia
Itália
Brasil
Espanha
Hong Kong
Itália
Hong Kong
China
Hong Kong
Hong Kong
Espanha
Hong Kong
18,3
21,7
20,2
11,5
23,7
17,1
32,1
4,6
23,7
26,6
23,8
16,7
7,9
25,0
18,8
21,2
17,3
10,2
19,7
15,7
21,4
16,2
20,0
13,5
26,9
30,7
6,4
4,8
14,9
33,4
28,0
16,7
25,5
Itália
Paraguai
Uruguai
Alemanha
China
França
Suíça
Chile
Dinamarca
Estados Unidos
Japão
Alemanha
Japão
Japão
Japão
Japão
China
Argentina
Bulgária
Itália
Itália
Marrocos
Itália
Hong Kong
Uruguai
Uruguai
Bolívia
Espanha
Brasil
Portugal
Hong Kong
Panamá
Margens de
preferência
%
17,6
2,0
1,9
10,6
9,5
9,2
18,0
3,7
2,6
9,5
10,9
14,8
7,8
10,3
7,6
9,5
10,3
9,9
10,6
12,7
11,9
9,4
6,9
10,7
5,8
3,2
4,4
1,5
10,9
10,5
3,3
11,4
1,5
Melhor
Ano
-
-
-
2006
2012
2006
2012
2012
2006
2006
2008
2006
2010
2006
2006
2012
2010
2006
2012
2006
2006
2006
2006
2012
2012
2012
2012
2012
2006
2012
2010
2012
2012
2012
2010
2012
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
72
FUNCEX
Tabela 4.1.5
Venezuela − produtos prioritários para promoção de importações do Brasil – Lista final
Valores em US$ Milhões
Sistema Harmonizado
Obs
SH
Descrição
1
Exportações
da Venezuela
Valor médio
2003/04
2
Importações do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Venezuela
Total
Valor
Part(%)
Total dos produtos selecionados
588,3
1.346,7
12,3
Diversos
2523-10
1
Cimentos não pulverizados ("clinkers")
7005-29
2
Outros vidros flotados e desbastados não armados, em chapas ou
8545-11
3
Eletrodos de carvão, dos tipos utilizados em fornos, para usos elét
4411-21
4
Painéis de fibras de madeira, não trabalhados mecanicamente ne
9015-80
5
Outros instrumentos e aparelhos de geodésia, topografia, hidrogra
1801-00
6
Cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado
8207-19
7
Outras ferramentas intercambiáveis de perfuração ou de sondage
2503-00
8
Enxofre de qualquer espécie, exceto sublimado, precipitado ou co
8507-10
9
Acumuladores elétricos, de chumbo, utilizados para arranque dos
8409-91
10
Outras partes exclusiva ou principalmente destinadas aos motores
8426-41
11
Máquinas e aparelhos autopropulsores, de pneumáticos
8415-90
12
Partes de máquinas e aparelhos de ar condicionado
1302-19
13
Sucos e extratos de outros vegetais (mamão seco, semente de po
4104-10
14
Couros e peles inteiras, de bovinos, de superfície =< 2,6m2
8207-13
15
Ferramentas intercambiáveis de perfuração ou de sondagem, com
Produtos químicos
2905-11
16
Metanol (álcool metílico)
2905-31
17
Etilenoglicol (etanodiol)
2835-31
18
Trifosfato de sódio (tripolifosfato de sódio)
2803-00
19
Carbono (negros-de-carbono e outras formas não compreendidas
2818-10
20
Corindo artificial, quimicamente definido ou não
2918-29
21
Outros ácidos carboxílicos de função fenol, mas sem outra função
2903-42
22
Diclorodifluormetano
Produtos de ferro e aço
7311-00
23
Recipientes para gases comprimidos ou liquefeitos, de ferro fundid
7217-30
24
Fios de ferro ou aços não ligados, revestidos de outros metais com
7306-90
25
Outros tubos e perfis ocos, de ferro ou aço, soldados, rebitados, a
7304-21
26
Tubos de ferro ou aço, sem costura, de perfuração, utilizados na e
7320-10
27
Molas de folhas e suas folhas, de ferro ou aço
Produtos de alumínio
7606-12
28
Chapas e tiras, de ligas alumínio, de espessura > 0,2 mm, de form
7607-11
29
Folhas e tiras, de alumínio, de espessura <= 0,2 mm, sem suporte
7606-91
30
Outras chapas e tiras, de alumínio não ligado, de espessura > 0,2
2606-00
31
Minérios de alumínio e seus concentrados
Autopeças
8708-99
32
Outras partes e acessórios, para veículos automóveis das posiçõe
4011-10
33
Pneus novos de borracha dos tipos utilizados em automóveis de p
8708-70
34
Rodas, suas partes e acessórios, para veículos automóveis das po
8708-50
35
Eixos de transmissão com diferencial, mesmo providos de outros ó
8708-80
36
Amortecedores de suspensão, para veículos automóveis das posiç
8708-91
37
Radiadores, para veículos automóveis das posições 8701 a 8705
4011-20
38
Pneus novos de borracha dos tipos utilizados em ônibus ou camin
Fontes: 1) COMTRADE/UN. 2) SECEX/MDIC.
Elaboração: FUNCEX.
140,9
25,1
21,3
20,9
17,6
13,1
11,1
7,5
5,1
4,1
3,7
3,5
2,4
2,1
1,8
1,6
229,0
148,8
34,2
17,7
17,6
7,3
2,1
1,3
13,6
5,6
2,7
2,5
1,7
1,0
69,2
39,7
21,2
6,3
2,1
135,6
84,7
62,6
48,9
7,7
7,0
4,8
4,6
738,8
9,3
12,0
28,8
17,0
10,7
87,8
16,8
117,2
10,3
278,9
23,2
80,2
13,3
29,7
3,4
169,0
59,7
39,2
8,5
37,1
7,2
11,7
5,6
38,5
6,6
15,0
5,2
6,7
5,0
117,9
86,3
23,1
5,2
3,3
282,5
600,6
75,6
33,9
75,6
14,4
21,9
61,2
4,4
0,0
0,8
2,9
0,6
0,1
0,1
4,3
2,2
1,8
0,0
0,3
0,0
0,0
0,0
0,0
0,2
0,1
0,1
3,4
0,0
2,4
0,1
0,9
0,0
1º
País
0,9 0,6
0,1
4,6
2,5
0,2
0,1
0,3
2,6
3,6
4,5
0,3
4,6
0,4
0,0
0,0
0,0
0,2
0,3
2,3
1,2
0,0
3,2
0,1
4,0
0,0
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
Estados Unidos
México
Itália
Argentina
Estados Unidos
Indonésia
Estados Unidos
Canadá
Japão
Japão
Alemanha
Estados Unidos
Alemanha
Austrália
Suécia
Chile
Estados Unidos
China
Argentina
Estados Unidos
Suíça
México
Itália
Alemanha
Itália
Alemanha
Coréia do Sul
Estados Unidos
Alemanha
Hong Kong
China
Alemanha
Argentina
Alemanha
Argentina
Argentina
Suécia
Reino Unido
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
- - 50,6
33,4
37,4
99,9
69,3
67,3
64,5
52,6
50,8
30,3
63,5
18,7
28,0
20,5
46,7
82,0
90,2
33,5
44,7
33,6
25,5
55,5
27,0
49,4
37,0
43,0
22,6
53,7
42,7
57,6
90,8
25,2
46,0
19,9
39,3
28,6
23,8
31,3
Tailândia
China
China
Equador
Alemanha
Costa do Marfim
Reino Unido
Estados Unidos
China
Alemanha
Itália
Japão
Estados Unidos
Indonésia
Itália
Líbia
Venezuela
Argentina
Estados Unidos
Japão
Estados Unidos
Argentina
Estados Unidos
Estados Unidos
Estados Unidos
Estados Unidos
Finlândia
Alemanha
Argentina
Estados Unidos
Estados Unidos
Japão
Japão
Países Baixos
Japão
Alemanha
Alemanha
Argentina
32,2
21,0
16,5
0,1
10,7
29,7
9,2
15,0
21,1
14,7
15,0
17,5
24,5
16,7
17,5
13,7
4,5
27,0
17,2
19,6
15,6
34,4
22,3
18,2
13,7
35,1
16,9
16,1
24,5
20,0
4,3
13,1
7,4
16,4
14,2
24,9
19,3
18,2
França
Bélgica
Estados Unidos
Austrália
Suíça
Cingapura
Rússia
Indonésia
Estados Unidos
França
França
França
Itália
Israel
Venezuela
Canadá
Espanha
Colômbia
China
Japão
Espanha
Argentina
Itália
França
Japão
Alemanha
África do Sul
Suécia
Japão
Hong Kong
Estados Unidos
Colômbia
Argentina
Estados Unidos
Japão
México
Coréia do Sul
Margens de
preferência
Melhor
%
Ano
-
-
-
16,6
13,4
16,0
0,0
5,1
2,7
7,0
12,3
7,0
12,5
9,3
13,1
14,3
10,0
15,4
3,6
3,2
22,7
16,6
12,7
14,7
4,7
16,1
17,3
8,6
13,3
16,3
14,9
7,3
7,0
4,0
10,1
6,5
13,1
13,1
9,9
10,2
11,2
-
2006
2006
2006
2009
2011
2007
2007
2006
2011
2006
2011
2006
2007
2007
2007
2010
2011
2008
2008
2006
2006
2007
2008
2011
2011
2011
2006
2007
2007
2016
2006
2011
2007
2006
2006
2011
2007
2006
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
55,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
77,0
100,0
100,0
100,0
55,0
100,0
100,0
73
FUNCEX
Como já mencionado anteriormente, uma questão a ser considerada é que, para a maioria dos produtos
selecionados, os países andinos enfrentam como principais concorrentes outros fornecedores da
América do Sul, em particular a Argentina. Mas, em muitos casos os países andinos competem entre si.
Portanto, a menos que seja possível aumentar as importações brasileiras desses produtos, as ações de
promoção comercial tenderão a acirrar a concorrência entre os sul-americanos no mercado brasileiro.
4.2. Iniciativas relacionadas à difusão de informações
Tanto nas entrevistas com as organizações de promoção comercial e com exportadores andinos quanto
na pesquisa de opinião com empresas importadoras brasileiras, o déficit de informações aparece como
um dos principais obstáculos ao crescimento do comércio. Diversas iniciativas podem ser desenvolvidas
no sentido de reduzir o “gap informacional” existente:
◉
Catálogo de importadores: elaborar e divulgar um Catálogo de Importadores com informações
sobre as empresas importadoras no Brasil. Esse catálogo deve incluir empresas que importem
os produtos de interesse exportador dos países andinos e deve abranger empresas de diversos
portes, em particular de pequeno e médio portes, que tenham demandas compatíveis com a
capacidade de oferta desses países, e de diversos estados, especialmente dos estados
fronteiriços com os países andinos. O catálogo também deveria incluir informações sobre os
canais de comercialização no Brasil. Um primeiro passo nessa direção já foi dado pelo
Departamento de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que
contratou a elaboração de tal catálogo junto à Funcex, e que já está em fase de divulgação. Este
catálogo contém informações sobre empresas (com cadastro completo) e produtos por elas
importados − mas apenas daquelas cujas importações foram superiores a US$ 100 mil na média
do biênio 2003-04.
◉
Manual de normas e procedimentos nas importações no Brasil: elaborar e manter atualizado
um manual detalhando as normas e os procedimentos nas operações de importações no Brasil.
Esse manual deve levar em consideração as características das exportações dos países andinos
para o Brasil, para contemplar os procedimentos e regulamentos que mais afetam o comércio com
esses países. Atenção especial deve ser dada ao tratamento burocrático para produtos
beneficiados por preferências tarifárias, produtos alimentares, químicos e têxteis e vestuário.
◉
Cartilha sobre o sistema tributário brasileiro: a complexidade do sistema tributário brasileiro é
apontada como um entrave por várias organizações de exportadores. A criação de uma cartilha
que explique de forma simples a metodologia de incidência de toda a cadeia de impostos que
incidem sobre as importações no Brasil seria um instrumento útil para os exportadores. Essa
cartilha deve conter também informações sobre as diferentes sistemáticas de cobrança de
tributos adotadas pelos Estados brasileiros.
◉
Catálogo de exportadores dos países andinos: elaborar e disseminar entre os importadores
brasileiros um catálogo de empresas exportadoras dos países andinos. A pesquisa de opinião
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
74
FUNCEX
com as empresas importadoras brasileiras revelou que a falta de conhecimento sobre as
condições de oferta e de fornecedores andinos são um dos problemas que essas empresas
enfrentam para aumentar suas compras desses países.
◉
Organização de missões comerciais e feiras: organizar missões comerciais e feiras focadas
em setores específicos e contemplando diversos estados brasileiros. Devem ser evitadas
missões de caráter genérico em que os participantes têm dificuldades de encontrar as
contrapartes adequadas para a realização de negócios.
4.3. Aspectos relacionados às condições de oferta
Entre os problemas relacionados às condições de oferta, as entrevistas apontaram a assimetria de
tamanho entre as empresas exportadoras dos países andinos e as empresas importadoras no Brasil e a
baixa qualidade dos produtos andinos em comparação com os concorrentes. Para lidar com essas
dificuldades, é possível identificar as seguintes iniciativas:
◉
Prioridade para empresas importadoras de pequeno e médio portes nas ações de
promoção comercial: identificar e estimular a participação de empresas importadoras de menor
porte nas atividades de promoção comercial.
◉
Formação de consórcios de exportação nos países andinos: desenvolver consórcios e
outras formas de associação entre empresas produtoras nos países andinos para melhorar as
condições de oferta para a exploração do mercado brasileiro. O governo brasileiro poderia
oferecer cooperação técnica e transferência de experiências com consórcios de exportação e
outras iniciativas, como os arranjos produtivos locais.
◉
Desenvolvimento de programas de cooperação técnica para adequação de produtos: os
problemas de qualidade dos produtos andinos poderiam ser amenizados por acordos de
cooperação técnica envolvendo órgãos públicos e privados no Brasil. Alguns dos entrevistados
manifestaram interesse em conhecer melhor a experiência brasileira referente às incubadoras de
empresas nas universidades e centros tecnológicos.
4.4. Remoção de barreiras às importações no Brasil
As barreiras às importações foram identificadas pelos exportadores como o principal entrave ao crescimento
das exportações andinas para o mercado brasileiro. Embora a existência de um “viés anti-importação” afete
as importações provenientes de todas as origens, o impacto é maior sobre as importações de empresas de
pequeno porte, como é o caso da maioria dos exportadores andinos. Essas empresas têm maior dificuldade
de arcar com os custos impostos pelas exigências técnicas, sanitárias e fitossanitárias e pelos procedimentos
aduaneiros no Brasil. Portanto, a remoção de entraves burocráticos e a implementação de procedimentos
simplificados para importações de um conjunto de produtos andinos com potencial exportador são iniciativas
fundamentais para o aproveitamento das oportunidades existentes no comércio entre o Brasil e os países
andinos. Nessa área as seguintes medidas poderiam ser consideradas:
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
75
FUNCEX
◉
Incorporação de um grupo de trabalho inter-Ministerial ao Programa de Promoção de
Importações oriundas dos países andinos: o envolvimento de representantes de diversos
órgãos intervenientes nas operações de importações na discussão e definição de procedimentos
especiais para produtos andinos poderia resultar em um maior engajamento desses agentes aos
objetivos do programa.
◉
Procedimentos simplificados para certificação e registro de produtos alimentícios: muitos
dos produtos selecionados como oportunidades de exportação são alimentos ou produtos que
estão sujeitos a certificação de produção livre de pragas, de conformidade do processo produtivo
e a obtenção registro de produtos no Brasil. Para reduzir os custos e os tempos na obtenção dos
certificados e registros, poderiam ser estabelecidos procedimentos simplificados especiais para
um conjunto de produtos andinos com oportunidades de exportação para o Brasil. Exemplos:
b Empresas exportadoras que já tenham certificados aprovados por agências de países
desenvolvidos,
como
Estados Unidos,
União Européia
ou Japão,
poderiam
ser
automaticamente certificadas no Brasil.
b Ampliação dos prazos de validade dos registros de produtos andinos.
b Definição de prazos máximos para a conclusão dos processos de certificação.
◉
Procedimentos aduaneiros simplificados: um exemplo é a redução dos prazos para a
liberação de licenças de importações para produtos beneficiados por preferências nos acordos
comerciais.
◉
Programa de cooperação entre as aduanas: a maior integração entre as aduanas é importante
para reduzir os tempos do desembaraço dos produtos.
◉
Ampliação dos horários de funcionamento dos postos alfandegários de fronteira: o
prolongamento do horário de funcionamento evitaria o congestionamento nas aduanas,
reduzindo os prazos de entrega dos produtos.
◉
Melhoria das preferências concedidas pelo Brasil nos acordos bilaterais: o Brasil poderia
reduzir os prazos de desgravação tarifária para alguns produtos com potencial exportador e que
contam com prazos longos de liberalização nos cronogramas definidos no ACE-58 e ACE-59
(conforme comentado na seção 4.1).
A melhoria das condições logística e de transportes entre o Brasil e os países andinos é condição
essencial para que as oportunidades comerciais possam ser efetivamente aproveitadas. Medidas nessas
áreas escapam ao escopo dos programas de promoção comercial, mas devem ser prioridade nos
projetos de integração econômica para a América do Sul.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
76
FUNCEX
Anexos
Anexo 1. Questionário aplicado junto a empresas e instituições dos países
andinos
Cuestionario sobre barreras comerciales a las exportaciones hacia Brasil
1. Datos de la organización correspondiente
País:
Nombre de su organización:
Descripción de la principal actividad de la organización:
Datos del responsable por las respuestas del cuestionario:
Nombre:
Cargo:
E-mail:
2. Lista de productos con oportunidades de exportación hacia Brasil
En anexo se encuentra la lista de los productos que fueron identificados por el estudio como
oportunidades de exportación de su país para Brasil.
1. ¿En su evaluación esta lista es representativa de los productos en que su país es
competitivo?
2. ¿Le gustaría agregar otros productos que deberían ser contemplados en el proyecto?
3. Productos prioritarios
¿En la lista en anexo, cuales son los productos prioritarios para una acción de promoción de las
exportaciones para el mercado brasileño?
4. Obstáculos para exportar
Señale de entre las opciones abajo cuales son las principales dificultades para el aumento de las
exportaciones:
•
Cuales son los tres principales obstáculos en el país de origen:
Falta de información acerca del mercado brasileño
Canales de comercialización
Costo de transporte
Escasez de financiamiento a las exportaciones
Tasa de cambio
Precios no competitivos en el mercado brasileño
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
77
FUNCEX
Dificultades de conformidad con los estándares exigidos en el mercado brasileño
Otros. Detallar
•
¿Cuales son las tres principales barreras en Brasil?
Aranceles de importación elevados
Márgenes de preferencia pequeñas o inexistentes a los acuerdos negociados
Reglas de origen muy rigorosas en los acuerdos negociados
Barreras no arancelarias (favor especificar el tipo de barrera)
Normas y reglamentos técnicos
Otros. Detallar.
•
¿Cuáles deberían ser las prioridades de un programa de apoyo a las ventas de los productos
andinos hacia Brasil? Por favor, señale las principales.
Mejora de la integración física en la región
Iniciativa de divulgación de los productos andinos en el mercado brasileño
Informaciones acerca del mercado brasileño para los productos andinos
Organización de misiones de negocios en Brasil
Profundización de los acuerdos de preferencias comerciales existentes
Eliminación de barreras no arancelarias (¿Cuáles?)
Negociación de acuerdos de normas y reglamentos técnicos
Cooperación técnica para adecuación de productos
Otros. Detallar
5. ¿Qué otras sugerencias su organización podría presentar para el incremento de las
exportaciones andinas para el mercado brasileño?
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
78
FUNCEX
Anexo 2. Produtos selecionados na primeira etapa do projeto
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
79
FUNCEX
Tabela A1
Fluxo bilateral da Bolívia com o Brasil no biênio 2003/04 - Produtos selecionados
Ordenados segundo o valor de exportação
Valores em US$ Milhões
Sistema Harmonizado
Obs
SH
Descrição
Total dos produtos selecionados
1 2608-00 Minérios de zinco e seus concentrados
2 8001-10 Estanho não ligado, em formas brutas
3 1201-00 Soja, mesmo triturada
4 1512-11 Óleo de girassol ou de cártamo, e respectivas fraç
5 4407-24 Madeira de Virola, Mahogany (Swieteneia spp.), Im
6 9015-80 Outros instrumentos e aparelhos de geodésia, topo
7 0402-21 Leite em pó, grânulos ou outras formas sólidas, co
8 0713-33 Feijão comum, seco, em grão, mesmo pelado ou p
9 2810-00 Óxidos de boro; ácidos bóricos
10 2528-90 Outros boratos naturais; ácidos bóricos naturais co
11 2825-80 Óxidos de antimônio
12 8429-11 "Bulldozers" e "angledozers", de lagartas, autoprop
13 7106-91 Prata em formas brutas
14 5201-00 Algodão, não cardado nem penteado
15 8414-80 Outras bombas de ar, coifas aspirantes para extraç
16 1512-19 Óleos de girassol ou de cártamo, e respectivas fraç
17 8419-40 Aparelhos de destilação ou de retificação
18 4411-11 Painéis de fibras de madeira, não trabalhados mec
19 8411-82 Outras turbinas a gás, de potência > 5.000 kW
20 7103-10 Pedras preciosas ou semipreciosas, em bruto ou s
21 8430-41 Outras máquinas de sondagem ou perfuração, aut
22 4706-10 Pastas de línteres de algodão
23 8207-13 Ferramentas intercambiáveis de perfuração ou de
24 6813-10 Guarnições para freios à base de amianto ou de ou
25 4105-10 Peles de ovinos, depiladas, mesmo divididas, no e
26 1006-30 Arroz semibranqueado ou branqueado, mesmo po
27 6802-21 Mármore, travertino e alabastro, talhados ou serrad
28 8110-00 Antimônio e suas obras, incluídos os seus desperd
29 8429-20 Niveladores
30 8412-90 Partes de outros motores e máquinas motrizes
31 8421-19 Outros centrifugadores
32 8507-90 Partes de acumuladores elétricos
33 8481-10 Válvulas redutoras de pressão
34 1801-00 Cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado
35 2302-50 Sêmeas, farelos e outros resíduos de leguminosas
36 8207-19 Outras ferramentas intercambiáveis de perfuração
37 8106-00 Bismuto e suas obras, incluídos os desperdícios e
38 4101-20 Couros e peles de bovinos ou de eqüídeos, inteiros
39 7304-21 Tubos de ferro ou aço, sem costura, de perfuração
40 8501-61 Geradores de corrente alternada, de potência <= 7
41 6103-49 Calças, jardineiras, bermudas e "shorts" (calções),
42 8474-10 Máquinas e aparelhos para selecionar, peneirar, se
Índices a
1
2
IVCR
IDVCR
Bolívia
Brasil
(a)
(b)
291,9
195,0
5,6
35,6
233,7
15,7
6,9
44,0
115,5
244,6
54,5
6,9
2,9
2,1
1,2
16,9
20,2
16,0
1,6
31,1
4,6
24,3
15,2
5,4
30,4
1,7
4,6
36,7
3,1
1,6
1,7
1,7
1,3
1,8
23,7
1,0
11,8
1,1
2,1
1,7
3,8
0,8
6,8
0,8
1,5
1,1
1,6
0,9
2,0
7,1
12,3
43,0
0,8
1,3
2,7
4,1
2,6
1,5
3,3
1,3
2,7
1,0
1,6
13,4
2,2
4,2
2,6
9,4
1,2
5,0
1,0
1,2
1,6
2,2
3,6
10,9
4,1
2,2
1,7
1,1
2,4
3,1
1,3
1,0
1
Exportações
da Bolívia
Valor médio
2003/04
337,4
137,6
86,3
24,3
9,2
8,1
8,1
7,1
6,9
4,6
4,4
4,2
3,4
3,1
3,0
2,9
2,7
2,5
2,2
2,0
1,3
1,2
1,1
1,0
0,9
0,9
0,9
0,8
0,8
0,7
0,6
0,5
0,5
0,4
0,4
0,4
0,3
0,3
0,3
0,2
0,2
0,2
0,2
2
Importações do Brasil
TEC
Valor médio 2003/04
Ad Valorem
Origem: Bolívia
Amplitude Média
Total
Valor
Part(%)
1.285,8
77,8
8,7
152,1
6,9
1,3
10,7
49,7
26,4
11,7
18,9
1,6
15,1
70,1
148,1
149,1
5,8
23,8
4,3
78,8
1,1
10,4
14,4
3,4
17,6
8,7
136,2
9,8
2,5
5,1
11,5
11,8
15,6
29,3
87,8
1,7
16,8
0,9
6,2
6,7
8,3
1,7
5,1
14,2
1,5
3,0
0,0
0,7
0,0
0,0
0,0
2,9
0,0
2,9
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,8
0,0
0,2
0,0
1,1
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,4
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,4
0,0
0,0
0,2
0,0
0,0
0,2
0,0
1,11
1,91
34,18
0,00
9,56
0,00
0,00
0,00
10,90
0,00
15,17
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
18,35
0,00
17,67
0,00
7,56
0,00
0,25
0,26
0,00
0,00
16,51
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
23,75
0,17
0,00
3,15
0,00
0,00
9,96
0,00
2,0-2,0
6,0
0,0-8,0
10,0-10,0
6,0-6,0
14,0-14,0
16,0-16,0
0,0-10,0
10,0-10,0
4,0
10,0-10,0
0,0-10,0
6,0
6,0-6,0
0,0-14,0
10,0-12,0
14,0-14,0
10,0
0,0
8,0
0,0-14,0
4,0
18,0
14,0-14,0
8,0-10,0
10,0-12,0
8,0
2,0-6,0
0,0-14,0
14,0-14,0
14,0-14,0
16,0-16,0
14,0
10,0
6,0
18,0
2,0-2,0
2,0-2,0
16,0-16,0
14,0
20,0
14,0
9,3
2,0
6,0
4,0
10,0
6,0
14,0
16,0
5,0
10,0
4,0
10,0
5,0
6,0
6,0
12,9
11,3
14,0
10,0
0,0
8,0
10,5
4,0
18,0
14,0
9,0
11,0
8,0
5,0
7,0
14,0
14,0
16,0
14,0
10,0
6,0
18,0
2,0
2,0
16,0
14,0
20,0
14,0
BNT's 3
1º
País
-
Au;Eq;Pi;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Rq
Ad;Ai;Au;Pr;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Rp;Rq
Au;Re;Rh;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Rp
Au;Ln;Rp
Ln;Rp
Au;Re;Rp;Rq
Rp
Rq
Ln;Rp
Rp
Ln
Au;Ln;Pi;Re;Rp;Rq
Pi
Rp
Ln
Au;Ln;Re;Rp
Ln
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Rp
Au
Ln;Rp
Ln
Rp
Peru
Peru
Paraguai
Argentina
Estados Unidos
Estados Unidos
Argentina
Argentina
Argentina
Argentina
China
Japão
Peru
Estados Unidos
Estados Unidos
Argentina
Brasil
Argentina
Estados Unidos
Uruguai
Estados Unidos
Estados Unidos
Suécia
Estados Unidos
Nigéria
Uruguai
Espanha
China
Estados Unidos
Alemanha
Alemanha
Estados Unidos
Estados Unidos
Indonésia
Paraguai
Estados Unidos
Reino Unido
Estados Unidos
Alemanha
Estados Unidos
China
Estados Unidos
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
- - 85,7 México
3,8 Bolívia
58,3 Bolívia
34,2 Indonésia
100,0 Coréia do Sul
0,0 80,4 Paraguai
10,0 Bolívia
99,3 Itália
0,5 Equador
69,3 Alemanha
10,7 Suíça
64,6 Uruguai
32,2 Chile
88,9 Bolívia
10,9 Estados Unidos
45,5 Chile
24,2 Estados Unidos
48,8 Chile
30,4 Bolívia
32,9 Bélgica
20,9 Alemanha
50,3 Estados Unidos
49,7 Itália
89,4 Chile
10,4 Bélgica
56,9 Paraguai
28,5 Grécia
33,7 Japão
25,5 Alemanha
88,1 Paraguai
6,6 Uruguai
55,4 Estados Unidos
11,0 Coréia do Sul
80,2 Bolívia
18,3 Chile
55,9 Suíça
18,4 Japão
52,4 Bolívia
17,7 Hong Kong
40,5 Suécia
24,7 Finlândia
88,8 Bolívia
7,6 Israel
46,7 Itália
17,5 Israel
61,2 França
7,9 Alemanha
45,9 Espanha
18,8 Reino Unido
54,9 Argentina
25,2 Tailândia
50,8 Itália
33,0 Grécia
78,9 Bolívia
16,5 Alemanha
99,2 Canadá
0,8 Reino Unido
28,1 Estados Unidos
25,9 Itália
34,7 Suécia
16,9 Itália
52,8 Itália
11,2 Japão
25,5 Alemanha
21,3 Argentina
67,3 Costa do Marfim
29,7 Cingapura
76,2 Bolívia
23,8 Estados Unidos
64,5 Reino Unido
9,2 Canadá
66,4 China
17,8 Estados Unidos
94,8 Bolívia
3,2 Itália
43,0 Estados Unidos
35,1 Japão
87,2 Itália
2,9 Países Baixos
58,7 Hong Kong
25,5 Bolívia
70,4 Alemanha
13,3 Austrália
%
1,9
5,1
9,6
0,2
5,1
1,6
0,1
23,6
15,2
13,7
0,0
0,2
2,9
7,9
3,0
8,3
1,4
13,8
10,6
13,3
1,7
15,4
7,8
16,1
14,5
12,9
1,7
0,0
12,6
12,3
10,5
12,7
2,7
0,0
7,0
8,0
1,0
13,3
1,5
10,0
4,9
(continua)
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
80
FUNCEX
Tabela A1
Fluxo bilateral da Bolívia com o Brasil no biênio 2003/04 - Produtos selecionados
Ordenados segundo o valor de exportação
Valores em US$ Milhões (comtinuação)
Sistema Harmonizado
Obs
43
44
45
46
47
48
49
0-50
SH
8468-20
2515-12
9015-20
1404-10
2615-90
8458-19
0511-99
2811-29
Descrição
Outras máquinas e aparelhos a gás, para têmpera
Mármores e travertinos, cortados em blocos ou pla
Teodolitos e taqueômetros
Matérias-primas vegetais para tinturaria ou curtime
Minérios de nióbio, tântalo ou vanádio, e seus conc
Outros tornos horizontais, sem comando numérico
Outros produtos de origem animal (embriões, sêm
Outros compostos oxigenados inorgânicos dos elem
Índices a
1
2
IDVCR
IVCR
Bolívia
Brasil
(a)
(b)
4,6
2,5
1,7
22,8
5,9
1,3
1,1
4,3
1,3
0,9
1,1
6,7
1,1
0,8
1,2
1,1
Notas:
(*) Valores de ICC superiores a 1.000.
a) Utilizando a média do biênio 2003/04.
b) NMF = Nação mais favorecida para o ano de 2005.
Fontes:
1)COMTRADE/UN.
2)SECE/MDIC.
3)TRAINS/WITS, margens feitas para o ano de 2004 e BNT´s para o ano de 2003.
Elaboração: FUNCEX.
Exportações1
da Bolívia
Valor médio
2003/04
0,2
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
Importações do Brasil2
TEC
Valor médio 2003/04
Ad Valorem
Origem: Bolívia
Amplitude Média
Total
Valor
Part(%)
1,0
1,6
2,2
1,0
0,6
1,8
3,4
0,7
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,00
14,0
0,00 6,0-6,0
0,00 14,0-14,0
0,00
6,0
0,00
2,0
0,00 14,0-14,0
0,00 0,0-8,0
0,00
2,0
14,0
6,0
14,0
6,0
2,0
14,0
2,0
2,0
BNT's 3
1º
País
Rp
Au;Pi;Rp;Rq
Au
Rp
Au;Pi;Rh;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Áustria
Itália
Alemanha
Peru
Estados Unidos
Alemanha
Argentina
China
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
44,0 Estados Unidos
25,4 Itália
70,0 Espanha
20,0 Turquia
32,7 Suíça
27,1 Japão
99,8 Equador
0,1 Argentina
100,0 30,9 Japão
15,2 Bélgica
25,2 Estados Unidos
24,1 África do Sul
33,4 Chile
24,7 Estados Unidos
%
11,3
4,1
20,6
0,1
11,6
17,6
18,4
Barreiras
Ad = Direitos Antidumping
Ai = Investigação Antidumping
AU = Autorização
Eq = Quantidade Controlada
Ln = Licença Não-automática
PI = Proibição de Importação
PR = Preço de Referência
Re = Requisitos de Etiquetagem
Rh = Requisito de Porto de Entrada
Rp = Requisitos de Produto
Rq = Requisto de Teste, Inspeção e Quarentena
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
81
FUNCEX
Tabela A2
Fluxo bilateral da Colômbia com o Brasil no biênio 2003/04 - Produtos selecionados
Ordenados segundo o valor de exportação
Valores em US$ Milhões
Sistema Harmonizado
Obs
SH
Descrição
Índices a
1
2
IDVCR
IVCR
Colômbia
Brasil
(a)
(b)
Total dos produtos selecionados
1 3904-10 Policloreto de vinila, não misturado com outras
2 3808-20 Fungicidas
3 3808-30 Herbicidas, inibidores de germinação e regulado
4 4011-20 Pneus novos de borracha dos tipos utilizados em
5 3920-20 Chapas, folhas, tiras, fitas, películas, de políme
6 3808-10 Inseticidas
7 3902-30 Copolímeros de propileno, em formas primárias
8 0402-21 Leite em pó, grânulos ou outras formas sólidas,
9 3921-90 Outras chapas, folhas, películas, tiras, lâminas,
10 4901-91 Dicionários e enciclopédias, mesmo em fascícu
11 3004-50 Outros medicamentos contendo vitaminas ou p
12 2803-00 Carbono (negros-de-carbono e outras formas n
13 3503-00 Gelatinas e seus derivados; ictiocola e outras co
14 3923-30 Garrafões, garrafas, frascos, artigos semelhant
15 9602-00 Matérias vegetais ou minerais de entalhar, traba
16 3004-20 Medicamento contendo outros antibióticos, em
17 2523-10 Cimentos não pulverizados ("clinkers")
18 3302-90 Outras misturas de substâncias odoríferas utiliz
19 8506-10 Baterias de pilhas, elétricas, de dióxido de mang
20 3105-20 Adubos ou fertilizantes contendo nitrogênio, fós
21 7408-11 Fios de cobre refinado, com a maior dimensão
22 3904-30 Copolímeros de cloreto de vinila e acetato de v
23 5902-10 Telas para pneumáticos com fios de alta tenaci
24 6813-10 Guarnições para freios à base de amianto ou de
25 8407-10 Motores para aviação
26 1516-20 Gorduras e óleos vegetais e respectivas frações
27 5503-20 Fibras descontínuas de poliésteres, não cardad
28 3904-21 Policloreto de vinila, não plastificado, em forma
29 7312-10 Cordas e cabos, de ferro ou aço, não isolados p
30 3912-31 Carboximetilcelulose e seus sais, em formas pr
31 3917-29 Tubos rígidos, de outros plásticos, inclusive com
32 7607-20 Folhas e tiras, de alumínio, de espessura <= 0,2
33 3506-91 Adesivos à base de polímeros das posições 39
34 5402-10 Fios de alta tenacidade, de náilon ou de outras
35 8546-20 Isoladores de cerâmica, para usos elétricos
36 4011-91 Outros pneus novos de borracha, com banda de
37 1901-20 Misturas e pastas, para preparação de produtos
38 8504-21 Transformadores de dielétrico líquido, de potên
39 2835-26 Outros fosfatos de cálcio
40 2918-15 Sais e ésteres do ácido cítrico
41 8524-51 Fitas magnéticas, gravadas, de largura <= 4 mm
42 7614-90 Outras cordas, cabos, tranças e semelhantes, d
-
12,4
13,4
6,2
2,5
4,4
6,5
4,2
4,1
1,7
45,4
4,1
5,9
9,2
2,2
19,4
1,0
12,9
1,8
2,0
3,3
1,1
25,1
8,6
7,9
6,6
2,2
2,6
5,5
1,6
10,5
4,9
1,8
1,3
2,6
6,5
3,1
2,1
4,9
10,7
22,2
32,4
18,1
1,6
8,8
6,3
0,9
1,1
5,6
1,0
2,0
1,4
0,9
2,1
3,8
0,9
2,8
4,5
1,6
1,6
0,9
0,9
0,9
1,8
1,2
6,0
4,2
0,9
1,1
1,8
1,0
1,3
6,7
1,3
1,2
2,2
2,1
1,2
5,0
5,0
1,6
1,0
1,6
1,7
1,2
Exportações1
da Colômbia
Valor médio
2003/04
1.099,3
135,4
98,8
54,8
50,5
45,7
39,2
37,6
32,4
24,9
21,9
20,7
17,8
17,5
17,0
16,1
15,8
15,8
13,6
12,7
12,3
11,6
11,6
11,0
10,2
10,0
9,9
9,4
8,4
8,3
7,9
7,6
7,6
7,4
6,7
6,7
6,5
6,3
6,3
6,3
6,1
6,1
6,1
Importações2 do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Colômbia
Total
Valor
Part(%)
2.601,7
59,7
294,1
206,3
61,2
37,1
110,6
29,6
49,7
65,0
2,3
33,2
37,1
5,6
66,0
12,0
96,8
9,3
22,3
18,6
11,1
58,3
1,7
24,3
17,6
4,3
16,0
22,8
5,0
22,2
15,9
6,3
15,8
41,3
16,6
4,1
38,1
47,0
6,9
1,8
1,4
1,0
1,3
39,4
5,0
1,0
0,0
3,9
0,1
0,0
10,6
0,0
0,2
0,1
0,3
6,1
0,1
0,0
3,1
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,2
0,0
0,0
0,0
0,0
3,3
0,0
0,5
0,9
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,7
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
1,5
8,4
0,3
0,0
6,3
0,4
0,0
35,8
0,0
0,3
3,1
1,1
16,6
1,3
0,1
25,8
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
14,1
0,0
0,0
0,0
0,1
14,4
0,5
2,2
5,7
0,0
0,0
0,1
0,2
0,0
1,8
0,0
0,0
0,0
1,0
0,0
0,0
TEC
Ad Valorem
Amplitude
BNT's 3
Média
14,0-14,0
8,0-14,0
8,0-14,0
16,0-16,0
2,0-16,0
8,0-14,0
14,0
16,0-16,0
2,0-16,0
0,0
0,0-14,0
2,0-8,0
2,0-14,0
18,0
14,0-18,0
0,0-14,0
4,0
14,0-14,0
16,0-16,0
6,0
10,0
14,0
14,0-16,0
14,0-14,0
0,0
10,0
16,0
14,0
14,0-14,0
14,0-14,0
16,0
12,0
16,0-16,0
2,0-16,0
16,0
2,0-16,0
14,0
14,0
10,0
12,0
16,0-16,0
12,0-12,0
11,4
14,0
13,1
12,5
16,0
9,0
13,2
14,0
16,0
11,3
0,0
9,4
6,0
11,0
18,0
16,7
7,2
4,0
14,0
16,0
6,0
10,0
14,0
15,0
14,0
0,0
10,0
16,0
14,0
14,0
14,0
16,0
12,0
16,0
11,3
16,0
10,0
14,0
14,0
10,0
12,0
16,0
12,0
1º
País
Ad
Au;Pi;Re;Rg;Rp;Rq
Ad;Ai;Au;Pi;Re;Rg;Rp;Rq
Ln;Rp;Rt
Au
Au;Pi;Re;Rg;Rp;Rq
Ad;Ai;Au;Pr;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rh;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Au;Rp;Rq
Au;Rp
Au;Pi;Rq
Au;Pi;Re;Rh;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Rp
Au;Rp;Rq
Ln
Ln
Ln
Au;Re;Rp;Rq
Ln
Ln
Rp
Ln;Rp
Au;Ln;Rq;Rt
Ln
Rp
Rp
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Rp
Au;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Ln
Argentina
Espanha
Argentina
Reino Unido
Estados Unidos
Estados Unidos
Colômbia
Argentina
Estados Unidos
Espanha
Suíça
Argentina
Estados Unidos
Uruguai
Estados Unidos
Estados Unidos
Estados Unidos
Suíça
Estados Unidos
Polônia
Chile
Alemanha
Argentina
Estados Unidos
Estados Unidos
Dinamarca
Argentina
Argentina
Japão
Argentina
Estados Unidos
Alemanha
Argentina
Argentina
Suécia
Estados Unidos
Argentina
Suécia
Argentina
China
Estados Unidos
Argentina
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
- - 58,1 Colômbia
8,4 Alemanha
31,2 Reino Unido
30,6 Argentina
30,1 Estados Unidos
28,4 França
31,3 Argentina
18,2 Coréia do Sul
21,6 Chile
17,1 Argentina
28,3 Áustria
17,5 Argentina
35,8 Argentina
19,5 França
64,6 Uruguai
32,2 Chile
47,9 Alemanha
8,8 Argentina
39,5 Itália
20,1 Reino Unido
32,0 Argentina
20,0 Estados Unidos
44,7 Estados Unidos
17,2 Colômbia
67,8 Alemanha
8,1 França
70,4 Argentina
21,7 Paraguai
41,0 Colômbia
25,8 Venezuela
26,8 Itália
15,6 Índia
50,6 Tailândia
32,2 França
34,8 Estados Unidos
22,6 Alemanha
55,4 China
15,6 Cingapura
39,6 Israel
14,2 Venezuela
65,1 Peru
34,5 Argentina
49,7 Estados Unidos
27,5 Colômbia
74,8 China
7,9 África do Sul
61,2 França
7,9 Alemanha
88,6 Áustria
7,6 Canadá
34,0 Malásia
22,8 Países Baixos
38,0 Coréia do Sul
22,1 Colômbia
38,8 França
19,3 Bélgica
18,9 China
15,8 Argentina
30,7 Itália
29,4 Suécia
54,7 Argentina
11,0 França
55,9 Cingapura
12,4 Estados Unidos
50,1 Estados Unidos
19,7 Alemanha
21,2 Países Baixos
18,8 Estados Unidos
32,0 Estados Unidos
21,1 Itália
37,5 Espanha
12,1 Israel
99,1 Bélgica
0,3 México
40,4 Itália
17,9 Argentina
86,2 Estados Unidos
5,8 Alemanha
54,8 Estados Unidos
25,9 Alemanha
87,6 Reino Unido
5,4 Japão
62,9 Venezuela
25,7 Estados Unidos
%
7,5
17,0
11,0
11,2
9,2
13,8
13,0
1,6
8,6
15,8
12,3
16,6
5,9
2,0
9,8
10,6
16,6
13,5
12,0
12,4
0,2
14,1
5,3
7,8
3,2
17,7
14,4
19,0
15,0
16,8
9,5
8,5
6,1
16,8
11,0
10,6
0,3
15,8
3,2
6,4
5,2
3,7
(continua)
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
82
FUNCEX
Tabela A2
Fluxo bilateral da Colômbia com o Brasil no biênio 2003/04 - Produtos selecionados
Ordenados segundo o valor de exportação
Valores em US$ Milhões (continuação)
Sistema Harmonizado
Obs
43
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
61
62
63
64
65
66
67
68
69
70
71
72
73
74
75
76
77
78
79
80
81
82
83
84
SH
Descrição
3004-40
3006-60
0407-00
3917-40
3824-40
3904-22
2401-10
3306-90
2904-10
2928-00
3004-32
2814-10
8526-10
3402-90
2711-19
3206-20
5903-90
0303-43
8480-60
3002-30
3812-30
2821-10
7614-10
0105-11
3905-21
9603-21
8203-10
7801-99
6802-21
9603-29
0510-00
2918-22
0904-20
1211-90
2917-19
3405-10
2936-90
2530-90
3206-19
7019-90
8202-91
9108-12
Medicamentos contendo alcalóides ou seus der
Preparações químicas contraceptivas à base de
Ovos de aves, com casca, frescos, conservado
Acessórios para tubos de plástico
Aditivos preparados para cimentos, argamassa
Policloreto de vinila, plastificado, em forma prim
Fumo não manufaturado, não destalado
Outras preparações para higiene bucal ou dentá
Derivados sulfonados dos hidrocarbonetos, seu
Derivados orgânicos da hidrazina e hidroxilamin
Medicamentos contendo hormônios corticosteró
Amoníaco anidro
Aparelhos de radiodetecção e de radiossondag
Outras preparações tensoativas e preparações
Outros gases liquefeitos de hidrocarbonetos gas
Pigmentos e preparações à base de compostos
Outros tecidos impregnados, revestidos, recobe
Bonitos-listrados ou do-ventre-raiado, congelad
Moldes para matérias minerais
Vacinas para medicina veterinária
Preparações antioxidantes e outros estabilizado
Óxidos e hidróxidos de ferro
Cordas, cabos e tranças, de alumínio, com alm
Galos e galinhas vivos, das espécies doméstica
Copolímeros de acetato de vinila, em dispersão
Escovas de dentes, incluídas as escovas para d
Limas e grosas, de metais comuns
Outros chumbos em formas brutas
Mármore, travertino e alabastro, talhados ou se
Outras escovas e pincéis de barba, escovas pa
Âmbar-cinzento, castóreo, algália e almíscar; b
Ácido o-acetilsalicílico, seus sais e ésteres
Pimentões e pimentas, dos gêneros "capsicum"
Outras plantas, partes de plantas, sementes e f
Outros ácidos policarboxílicos acíclicos, seus an
Pomadas, cremes e preparações semelhantes
Concentrados naturais de vitaminas e misturas
Outras matérias minerais (espodumênio, areias
Outros pigmentos e preparações à base de dióx
Outras obras de fibras de vidro
Folha de serras retilíneas, para trabalhar metais
Maquinismos de pequeno volume para relógios
Índices a
1
2
IDVCR
IVCR
Colômbia
Brasil
(a)
(b)
1,3
1,9
2,4
1,3
5,5
3,0
2,3
4,5
9,4
4,4
1,0
1,4
1,1
0,8
1,6
12,7
1,0
16,5
5,0
1,7
1,2
2,9
10,3
3,9
5,1
1,8
11,0
6,8
2,5
3,5
22,4
42,8
3,8
1,7
3,4
5,1
2,0
2,5
1,6
1,0
10,7
23,4
1,6
3,3
1,3
1,2
0,9
1,2
0,8
1,3
4,5
2,3
1,8
1,5
2,5
1,2
5,9
5,5
1,2
1,4
0,8
2,4
1,7
1,2
9,4
1,7
1,3
1,0
1,4
3,0
1,2
1,1
24,0
6,9
0,9
1,0
3,5
1,1
1,1
1,0
3,0
1,2
1,9
4,7
Exportações1
da Colômbia
Valor médio
2003/04
5,9
5,8
5,8
5,8
5,6
5,5
5,4
5,3
5,1
4,9
4,9
4,8
4,7
4,4
4,3
4,2
4,2
4,2
4,1
4,0
4,0
3,8
3,8
3,7
3,6
3,4
3,3
3,2
3,1
3,0
3,0
2,7
2,7
2,6
2,5
2,4
2,4
2,4
2,3
2,3
2,3
2,2
Importações2 do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Colômbia
Total
Valor
Part(%)
25,8
34,4
9,6
17,0
3,1
6,8
6,6
4,9
8,6
8,5
32,6
61,6
33,1
20,5
113,6
5,7
16,0
1,7
2,1
20,7
18,9
5,1
10,8
5,2
3,0
6,5
1,8
4,6
9,8
3,7
10,1
2,2
2,2
5,3
8,3
1,7
4,0
4,9
13,3
8,9
1,3
1,4
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,4
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,1
0,0
0,0
0,0
0,0
0,1
0,0
0,0
0,1
0,2
0,6
0,0
0,0
0,5
0,0
0,0
0,0
0,1
0,0
0,2
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
4,8
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,1
0,0
0,0
0,2
0,0
0,0
1,6
0,0
0,0
0,0
0,0
5,1
0,0
0,0
1,3
1,8
29,3
0,0
0,0
6,6
0,0
0,0
0,0
0,6
0,0
13,1
0,0
TEC
Ad Valorem
Amplitude
BNT's 3
Média
0,0-14,0
12,0-14,0
0,0-8,0
0,0-16,0
14,0
14,0
10,0-14,0
18,0
2,0-14,0
2,0-12,0
8,0-14,0
4,0
0,0
2,0-18,0
0,0-0,0
12,0
16,0
10,0
14,0
2,0-4,0
2,0-14,0
2,0-10,0
12,0-12,0
0,0-2,0
14,0
18,0
18,0-18,0
6,0
8,0
18,0
0,0-2,0
2,0-12,0
10,0
8,0-8,0
2,0-12,0
16,0
2,0
4,0-4,0
2,0-12,0
12,0
18,0
18,0
7,3
13,0
2,7
8,0
14,0
14,0
13,2
18,0
8,9
4,9
12,0
4,0
0,0
11,8
0,0
12,0
16,0
10,0
14,0
3,8
12,0
6,8
12,0
1,0
14,0
18,0
18,0
6,0
8,0
18,0
1,0
7,0
10,0
8,0
10,0
16,0
2,0
4,0
7,0
12,0
18,0
18,0
Au;Pi;Re;Rh;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Ln;Rp
Au;Rq
Au;Rg;Rm
Au;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rh;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Ln;Rt
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Ca;Ln
Ln
Au;Re;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Au;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Au;Rp;Rq
Au;Rp;Rq
Au;Pi;Rh;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Rp
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Qe;Rp
Pi
Rp
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
1º
2º
3º
País
%
País
%
País
Reino Unido
32,1 Alemanha
11,1 Estados Unidos
Irlanda
44,1 México
11,4 Argentina
Estados Unidos
76,3 Canadá
8,5 Alemanha
Alemanha
25,6 Estados Unidos
16,5 Itália
Estados Unidos
38,8 Itália
13,1 Alemanha
Estados Unidos
44,5 Argentina
26,8 França
Turquia
39,5 Grécia
38,1 Paraguai
Estados Unidos
71,4 Irlanda
16,7 Argentina
Estados Unidos
37,6 Bélgica
21,9 Alemanha
Suíça
32,3 Estados Unidos
26,0 Itália
Reino Unido
31,5 Bélgica
16,0 Argentina
Trinidad e Tobago
68,9 Venezuela
20,6 Ucrânia
Estados Unidos
49,1 Suécia
38,5 Itália
Estados Unidos
43,2 Alemanha
28,6 França
Nigéria
50,8 Argentina
40,8 Angola
Alemanha
65,2 México
13,3 Venezuela
Estados Unidos
44,4 Alemanha
13,3 Argentina
Rússia
64,4 Espanha
35,5 Uruguai
Alemanha
42,2 Itália
17,2 Estados Unidos
Estados Unidos
55,0 Países Baixos
16,5 Hungria
Argentina
23,1 Alemanha
19,6 Estados Unidos
Suíça
33,9 Alemanha
30,1 Estados Unidos
Venezuela
75,9 China
18,6 Argentina
Estados Unidos
35,1 Dinamarca
33,6 França
Estados Unidos
78,0 Argentina
10,7 Uruguai
China
43,9 Estados Unidos
22,6 México
Alemanha
35,1 Índia
26,0 Suíça
Argentina
60,8 Venezuela
34,7 China
Espanha
50,8 Itália
33,0 Grécia
China
39,0 Hong Kong
24,7 Formosa
Dinamarca
60,5 Estados Unidos
14,4 Países Baixos
Colômbia
29,3 Tailândia
18,8 Espanha
África do Sul
54,6 Peru
14,7 Espanha
Chile
38,2 Alemanha
11,1 Paraguai
Estados Unidos
47,5 China
15,2 Colômbia
Argentina
97,0 Alemanha
1,1 Itália
França
52,8 Alemanha
21,0 China
Espanha
40,5 Reino Unido
17,0 Estados Unidos
Argentina
40,2 Alemanha
24,6 Estados Unidos
Estados Unidos
37,5 Cingapura
8,4 Itália
Alemanha
62,9 China
13,2 Colômbia
Hong Kong
85,3 China
7,5 Japão
%
10,4
11,0
7,3
16,5
11,3
8,1
14,6
6,4
13,1
8,9
14,0
3,6
4,0
5,0
4,8
6,8
9,3
0,1
14,8
6,6
16,1
9,9
5,2
11,7
6,7
14,6
19,5
2,7
12,9
17,6
9,7
18,0
13,8
8,1
6,6
0,8
11,5
14,8
18,9
7,9
13,1
7,2
(continua)
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
83
FUNCEX
Tabela A2
Fluxo bilateral da Colômbia com o Brasil no biênio 2003/04 - Produtos selecionados
Ordenados segundo o valor de exportação
Valores em US$ Milhões (continuação)
Sistema Harmonizado
Obs
85
86
87
88
89
90
91
92
93
94
95
96
97
98
99
100
101
102
103
104
105
106
107
108
109
110
111
112
113
114
115
116
117
118
119
120
121
122
123
124
125
126
SH
2509-00
9028-20
2007-99
6805-30
7606-92
2924-21
2712-90
8437-80
4802-54
7103-10
3204-12
8412-10
5402-31
3211-00
6902-20
4411-11
5806-39
6805-20
3809-92
2102-10
4813-20
7304-21
8437-10
4013-10
4115-10
0305-59
5407-53
2833-21
7616-10
3705-10
7314-50
5703-90
8437-90
5402-42
2915-50
2921-42
5501-20
3819-00
6206-20
2833-29
5509-21
6306-29
Descrição
Cré
Contadores de líquidos
Geléias, doces, purês e "marmelades", de outra
Abrasivos naturais ou artificiais, em pó ou em g
Outras chapas e tiras, de ligas de alumínio, de e
Ureínas, seus derivados e sais
Cera de petróleo microcristalina, "slack wax", oz
Outras máquinas e aparelhos para a indústria d
Papéis e cartões, não revestidos, contendo <=
Pedras preciosas ou semipreciosas, em bruto o
Corantes ácidos, mesmo metalizados e suas pr
Propulsores a reação, excluídos os turborreator
Fios texturizados, de náilon ou de outras poliam
Secantes preparados
Tijolos e outras peças de cerâmicas, refratários
Painéis de fibras de madeira, não trabalhados m
Fitas de outras matérias têxteis
Abrasivos naturais ou artificiais, em pó ou em g
Outros agentes de apresto ou acabamento para
Leveduras vivas
Papel para cigarros, em rolos de largura <= 5 c
Tubos de ferro ou aço, sem costura, de perfura
Máquinas para limpeza, seleção ou peneiração
Câmaras-de-ar de borracha, dos tipos utilizados
Couro reconstituído, à base de couro ou de fibr
Outros peixes secos, mesmo salgados, mas nã
Outros tecidos, de fios de diversas cores, conte
Sulfato de magnésio
Tachas, pregos, escápulas, parafusos, pinos, ro
Chapas e filmes fotográficos, impressionados e
Chapas e tiras, distendidas, de ferro ou aço
Tapetes e outros revestimentos para pavimento
Partes de máquinas da posição 8437
Fios simples, de poliésteres, parcialmente orien
Ácido propiónico, seus sais e ésteres
Derivados da anilina e seus sais
Cabos de poliésteres
Líquidos para freios hidráulicos ou líquidos para
Camisas, blusas, blusas "chemisiers", de lã ou d
Outros sulfatos
Fios simples, de fibras descontínuas de poliéste
Tendas de outras matérias têxteis
Índices a
1
2
IVCR
IDVCR
Colômbia
Brasil
(a)
(b)
10,2
2,1
1,1
1,1
1,1
4,9
1,5
1,8
2,9
5,0
1,7
2,4
1,5
7,4
0,8
1,4
7,0
0,8
1,3
1,2
1,6
1,3
2,5
2,0
3,7
1,2
1,4
8,3
1,4
5,3
2,5
3,3
1,2
0,8
1,9
2,6
8,4
0,8
7,7
1,3
1,1
2,4
1,4
1,2
1,2
1,7
1,6
15,4
1,1
1,1
1,7
1,0
4,2
1,0
2,9
1,6
1,8
1,3
0,9
1,5
3,2
6,8
2,2
2,4
2,0
4,0
1,3
16,1
4,6
1,5
2,4
2,5
2,9
1,0
0,9
20,3
4,5
5,1
1,0
5,2
4,3
1,1
1,0
1,1
1
Exportações
da Colômbia
Valor médio
2003/04
2,2
2,1
2,1
1,9
1,8
1,8
1,7
1,7
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,5
1,5
1,4
1,4
1,4
1,3
1,3
1,2
1,2
1,2
1,2
1,1
1,1
1,0
1,0
0,9
0,8
0,7
0,7
0,7
0,7
0,6
0,6
0,6
0,6
0,6
0,6
0,5
0,5
2
Importações do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Colômbia
Total
Valor
Part(%)
1,0
3,9
7,4
10,2
8,6
17,5
4,0
3,3
4,1
1,1
15,5
2,2
11,8
1,0
10,6
4,3
0,6
7,6
10,2
22,8
5,7
6,7
3,1
7,9
1,4
47,3
14,2
0,5
5,3
1,4
2,6
0,7
2,6
92,8
4,7
5,9
2,8
12,1
1,1
1,5
1,6
0,7
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,3
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,1
0,1
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
1,2
0,3
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,1
0,0
1,4
0,0
0,0
0,0
0,1
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,2
1,2
0,0
0,0
0,0
0,0
1,1
0,0
0,0
TEC
Ad Valorem
Amplitude
BNT's
3
Média
4,0
18,0-18,0
14,0-14,0
10,0-10,0
12,0
2,0-14,0
4,0
14,0-14,0
12,0-16,0
8,0
12,0-14,0
0,0
16,0-16,0
14,0
2,0-10,0
10,0
18,0
10,0
14,0-14,0
14,0
12,0
16,0-16,0
14,0
16,0-16,0
10,0
0,0-10,0
18,0
10,0
14,0
14,0
14,0
20,0
14,0
16,0
2,0-12,0
2,0-12,0
16,0
14,0
20,0
2,0-10,0
16,0
20,0
4,0
18,0
14,0
10,0
12,0
5,0
4,0
14,0
14,0
8,0
13,0
0,0
16,0
14,0
8,4
10,0
18,0
10,0
14,0
14,0
12,0
16,0
14,0
16,0
10,0
6,7
18,0
10,0
14,0
14,0
14,0
20,0
14,0
16,0
5,3
3,1
16,0
14,0
20,0
4,7
16,0
20,0
Ln;Rp;Rt
Au;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Ca;Rp
Rp
Au;Rp;Rq
Ln
Ln
Rq
Ln
Au;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Rp
Au;Re;Rp;Rq
Ln;Qi
Au;Re;Rp;Rq
Ln
Rp
Ln
Rp
Ln
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Ln
Au;Rq
Ln
Au;Qe;Re;Rp;Rq
Ln
Ln
1º
País
Estados Unidos
Estados Unidos
Argentina
Suíça
Estados Unidos
Reino Unido
África do Sul
Suíça
Itália
Uruguai
Alemanha
Noruega
Argentina
Argentina
Alemanha
Argentina
Estados Unidos
Canadá
Estados Unidos
Argentina
Estados Unidos
Alemanha
Estados Unidos
Polônia
Alemanha
Noruega
China
Alemanha
Estados Unidos
Alemanha
Coréia do Sul
Argentina
Espanha
Estados Unidos
Alemanha
China
Brasil
Estados Unidos
Hong Kong
Peru
Indonésia
China
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
62,1 França
29,1 Itália
24,4 Alemanha
16,3 Suíça
65,9 Chile
12,0 França
29,3 Estados Unidos
20,4 Itália
69,1 África do Sul
13,8 Suécia
62,4 Suíça
17,3 Israel
34,0 Estados Unidos
20,4 Alemanha
27,9 Estados Unidos
26,5 Itália
52,0 Espanha
28,8 Alemanha
52,4 Bolívia
17,7 Hong Kong
24,7 Índia
15,9 Argentina
78,6 Finlândia
16,1 Suécia
48,2 Chile
28,0 Formosa
51,5 Estados Unidos
16,4 Itália
21,2 China
19,7 França
80,2 Bolívia
18,3 Chile
45,5 Alemanha
15,7 Itália
20,0 Alemanha
19,7 Itália
50,0 Suécia
15,9 Japão
33,3 Chile
15,3 França
74,7 Espanha
11,1 França
43,0 Estados Unidos
35,1 Japão
59,9 Alemanha
15,4 Suíça
33,3 Venezuela
31,2 Coréia do Sul
40,4 Itália
35,7 Espanha
94,3 Portugal
3,5 Islândia
45,1 Formosa
23,3 Coréia do Sul
95,3 Itália
4,3 Países Baixos
68,0 Japão
6,2 Reino Unido
30,3 Estados Unidos
28,7 Suíça
50,9 Estados Unidos
23,1 Finlândia
57,7 Bélgica
25,7 Portugal
27,1 Estados Unidos
26,3 Alemanha
23,0 Argentina
22,1 Formosa
24,8 Estados Unidos
21,7 Países Baixos
51,6 Índia
36,2 Alemanha
92,2 Reino Unido
5,6 Alemanha
86,3 Alemanha
9,7 Espanha
40,8 China
38,6 Coréia do Sul
49,9 Alemanha
20,8 China
52,2 França
24,9 Áustria
68,8 Hong Kong
21,3 Rep. Tcheca
%
5,3
14,5
7,4
14,4
6,7
12,4
16,9
19,9
7,9
10,6
12,1
3,0
9,2
15,1
15,1
1,4
13,0
18,5
15,4
12,9
6,2
13,3
12,2
19,5
11,8
1,0
18,6
0,1
4,3
10,9
11,3
7,9
12,8
21,4
19,2
5,2
1,9
1,8
9,0
10,5
18,8
7,5
(continua)
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
84
FUNCEX
Tabela A2
Fluxo bilateral da Colômbia com o Brasil no biênio 2003/04 - Produtos selecionados
Ordenados segundo o valor de exportação
Valores em US$ Milhões (comtinuação)
Sistema Harmonizado
Obs
127
128
129
130
131
132
133
134
135
136
137
138
139
140
141
SH
7315-12
2102-30
6813-90
5608-11
4014-10
3105-10
1108-14
2819-90
3806-20
4804-49
3204-13
2939-30
0511-91
7315-19
5803-90
Descrição
Outras correntes de elos articulados, de ferro fu
Pós para levedar, preparados
Guarnições para embreagens ou outro mecanis
Redes confeccionadas de matérias têxteis sinté
Preservativos de borracha vulcanizada, não end
Adubos ou fertilizantes em tabletes ou em emb
Fécula de mandioca
Óxidos e hidróxidos de cromo
Sais de colofônias, de ácidos resínicos ou de se
Outros papéis e cartões kraft, não revestidos, d
Corantes básicos e suas preparações
Cafeína e seus sais
Produtos de peixes ou crustáceos, moluscos ou
Partes de correntes de elos articulados, de ferro
Tecidos de outras matérias têxteis, em ponto de
Índices a
1
2
IVCR
IDVCR
Colômbia
Brasil
(a)
(b)
1,0
5,7
1,2
0,9
1,1
2,9
3,4
4,5
3,2
2,2
0,9
1,3
0,9
1,6
3,3
12,7
2,1
2,8
1,0
4,2
2,1
10,6
4,1
1,7
3,3
3,5
9,5
1,1
2,5
1,7
Notas:
(*) Valores de ICC superiores a 1.000.
a) Utilizando a média do biênio 2003/04.
b) NMF = Nação mais favorecida para o ano de 2005.
Fontes:
1)COMTRADE/UN.
2)SECE/MDIC.
3)TRAINS/WITS, margens feitas para o ano de 2004 e BNT´s para o ano de 2003.
Elaboração: FUNCEX.
1
Exportações
da Colômbia
Valor médio
2003/04
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,4
0,4
0,4
0,4
0,4
0,3
0,3
0,3
0,3
0,3
2
Importações do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Colômbia
Total
Valor
Part(%)
20,7
0,6
4,0
2,3
10,3
1,2
9,0
1,2
0,7
1,7
4,8
8,2
1,3
1,7
0,5
0,0
0,0
0,0
0,3
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
TEC
Ad Valorem
Amplitude
BNT's 3
Média
0,0 14,0-14,0
0,0
14,0
0,0 14,0-14,0
11,1
18,0
0,0
10,0
0,0
6,0
0,0
10,0
1,1 2,0-2,0
0,0
14,0
0,0
12,0
0,0
14,0
0,0 2,0-2,0
0,0 0,0-8,0
0,0
14,0
0,0
18,0
14,0
14,0
14,0
18,0
10,0
6,0
10,0
2,0
14,0
12,0
14,0
2,0
4,0
14,0
18,0
1º
País
Au;Re;Rp;Rq
Ln
Ln
Au;Ln;Re;Rp;Rq;Rt
Au;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Au;Rq
Au;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Rp;Rq
Ln
China
Bélgica
Alemanha
China
Tailândia
Bélgica
Tailândia
Alemanha
Alemanha
Finlândia
China
China
Uruguai
Alemanha
Bélgica
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
33,3 Japão
20,8 Alemanha
46,7 México
21,5 Argentina
31,9 Japão
28,2 França
46,0 Tailândia
18,8 Colômbia
32,5 Malásia
16,0 Índia
49,5 Reino Unido
19,1 Espanha
51,8 Paraguai
41,1 Indonésia
44,1 Estados Unidos
34,6 China
85,5 Japão
8,8 Estados Unidos
48,5 Estados Unidos
42,4 Alemanha
45,7 Alemanha
20,1 Bélgica
87,0 Alemanha
5,5 Espanha
47,4 Estados Unidos
47,1 Argentina
30,0 Japão
19,0 China
64,9 Alemanha
24,5 Argentina
Barreiras
Ad = Direitos Antidumping
Ai = Investigação Antidumping
AU = Autorização
Ca = Comércio administrado
Ln = Licença Não-automática
PI = Proibição de Importação
Qe = Quota Especial
Qi = Quota Alocada
Re = Requisitos de Etiquetagem
Rg = Requisitos de Embalagem
Rh = Requisito de Porto de Entrada
Rm = Requisitos de Marcação
Rp = Requisitos de Produto
Rq = Requisto de Teste, Inspeção e Quarentena
Rt = Requisitos Técnicos
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
85
%
20,0
21,4
9,8
11,1
11,8
17,5
4,9
15,3
2,2
4,9
9,1
3,6
4,0
14,1
9,1
FUNCEX
Tabela A3
Fluxo bilateral do Equador com o Brasil no biênio 2003/04 - Produtos selecionados
Ordenados segundo o valor de exportação
Valores em US$ Milhões
Sistema Harmonizado
Obs
SH
Descrição
Total dos produtos selecionados
1 1604-20 Outras preparações e conservas de peixes
2 1801-00 Cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado
3 4407-24 Madeira de Virola, Mahogany (Swieteneia spp.)
4 3004-20 Medicamento contendo outros antibióticos, em
5 0304-20 Filés de peixes, congelados
6 2401-10 Fumo não manufaturado, não destalado
7 3920-20 Chapas, folhas, tiras, fitas, películas, de políme
8 1516-20 Gorduras e óleos vegetais e respectivas frações
9 0713-33 Feijão comum, seco, em grão, mesmo pelado o
10 1006-30 Arroz semibranqueado ou branqueado, mesmo
11 2007-99 Geléias, doces, purês e "marmelades", de outra
12 8544-51 Outros condutores elétricos, munidos de peças
13 3808-30 Herbicidas, inibidores de germinação e regulado
14 3503-00 Gelatinas e seus derivados; ictiocola e outras co
15 1504-20 Gorduras e óleos de peixe e respectivas fraçõe
16 0703-10 Cebolas e "echalotes", frescas ou refrigeradas
17 3203-00 Matérias corantes de origem vegetal ou animal
18 4411-21 Painéis de fibras de madeira, não trabalhados m
19 7608-20 Tubos de ligas de alumínio
20 5402-52 Fios simples, de poliésteres, com torção > 50 vo
21 3004-50 Outros medicamentos contendo vitaminas ou p
22 0305-59 Outros peixes secos, mesmo salgados, mas nã
23 0511-99 Outros produtos de origem animal (embriões, s
24 2905-44 d-Glucitol (sorbitol) (poliálcool)
25 5402-33 Fios texturizados de poliésteres
26 0511-91 Produtos de peixes ou crustáceos, moluscos ou
27 8207-19 Outras ferramentas intercambiáveis de perfuraç
28 4011-91 Outros pneus novos de borracha, com banda de
29 1211-90 Outras plantas, partes de plantas, sementes e f
30 2918-22 Ácido o-acetilsalicílico, seus sais e ésteres
31 2102-10 Leveduras vivas
32 1006-40 Arroz quebrado (trinca de arroz)
33 8417-20 Fornos industriais de padaria, pastelaria ou da i
34 5402-51 Fios simples, de náilon ou de outras poliamidas
35 5509-42 Outros fios retorcidos ou retorcidos múltiplos, de
36 7801-91 Chumbo contendo antimônio como segundo ele
37 6813-90 Guarnições para embreagens ou outro mecanis
38 4901-91 Dicionários e enciclopédias, mesmo em fascícu
39 0303-43 Bonitos-listrados ou do-ventre-raiado, congelad
40 8465-94 Máquinas-ferramentas para arquear ou reunir m
41 8462-49 Outras máquinas-ferramentas (incluídas as pren
42 7614-90 Outras cordas, cabos, tranças e semelhantes, d
Índices a
1
2
IDVCR
IVCR
Equador
Brasil
(a)
(b)
165,0
129,4
215,9
3,3
4,0
15,7
2,6
4,4
14,7
3,1
5,8
0,8
0,9
4,0
8,0
2,3
7,5
2,1
2,4
15,7
0,8
4,4
5,0
12,0
0,9
7,0
1,0
1,1
0,9
18,9
1,1
5,5
1,8
7,8
8,7
2,9
1,5
1,2
2,2
1,0
1,1
1,2
1,4
10,9
1,6
1,6
1,8
0,8
1,1
1,1
7,1
9,4
1,2
0,8
6,3
0,9
1,0
3,0
1,1
2,0
1,5
1,1
2,1
16,1
1,2
4,5
7,3
1,1
2,2
5,0
1,0
6,9
6,8
1,6
1,6
8,4
2,0
3,5
2,8
0,9
1,4
2,6
2,5
1,2
1
Exportações
do Equador
Valor médio
2003/04
408,5
131,1
107,5
26,3
25,1
17,3
17,0
12,3
9,0
8,0
5,5
5,2
4,3
3,6
3,4
3,0
2,7
2,7
2,6
2,2
1,9
1,9
1,9
1,8
1,7
1,3
1,2
1,2
1,0
0,6
0,6
0,5
0,5
0,4
0,3
0,3
0,3
0,3
0,3
0,2
0,2
0,2
0,2
2
Importações do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Equador
Total
Valor
Part(%)
1.277,1
7,9
87,8
1,3
96,8
52,3
6,6
37,1
16,0
26,4
136,2
7,4
30,7
206,3
5,6
2,6
23,7
3,1
17,0
9,4
1,1
33,2
47,3
3,4
4,3
109,6
1,3
16,8
38,1
5,3
2,2
22,8
1,0
2,4
2,6
0,5
2,8
4,0
2,3
1,7
5,3
3,8
1,3
12,5
1,3
0,0
0,0
10,2
0,0
0,0
0,1
0,1
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,5
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,4
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
1,0
16,4
0,0
0,2
10,5
0,0
0,0
0,2
0,5
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,1
0,0
1,4
1,4
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,1
17,1
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
TEC
Ad Valorem
Amplitude
BNT's 3
Média
16,0-16,0
10,0
6,0-6,0
0,0-14,0
10,0-10,0
10,0-14,0
2,0-16,0
10,0
0,0-10,0
10,0-12,0
14,0-14,0
16,0
8,0-14,0
2,0-14,0
10,0
0,0-10,0
2,0-10,0
10,0
2,0-14,0
16,0
0,0-14,0
0,0-10,0
0,0-8,0
14,0
16,0
0,0-8,0
18,0
2,0-16,0
8,0-8,0
2,0-12,0
14,0
10,0
14,0
2,0-16,0
16,0
6,0
14,0-14,0
0,0
10,0
14,0
14,0
12,0-12,0
10,5
16,0
10,0
6,0
7,2
10,0
13,2
9,0
10,0
5,0
11,0
14,0
16,0
12,5
11,0
10,0
5,0
6,6
10,0
8,0
16,0
9,4
6,7
2,0
14,0
16,0
4,0
18,0
10,0
8,0
7,0
14,0
10,0
14,0
9,0
16,0
6,0
14,0
0,0
10,0
14,0
14,0
12,0
1º
País
Au;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Rq
Au;Pi;Re;Rh;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Au;Rg;Rm
Au
Au;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Rp;Rq
Au;Ln;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Ln;Pi;Rp;Rt
Ad;Ai;Au;Pi;Re;Rg;Rp;Rq
Au;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Rp;Rq
Rq
Ln;Rp
Ln
Au;Pi;Re;Rh;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Rh;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Ln
Au;Rp;Rq
Rp
Au;Pi;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Au;Ln;Pi;Re;Rp;Rq
Rp
Ln
Ln
Ln
Au;Re;Rp;Rq
Rp
Rp
Peru
Indonésia
Estados Unidos
Estados Unidos
Argentina
Turquia
Estados Unidos
Dinamarca
Argentina
Uruguai
Argentina
China
Argentina
Estados Unidos
Noruega
Argentina
Itália
Argentina
Estados Unidos
Coréia do Sul
Suíça
Noruega
Argentina
Estados Unidos
Indonésia
Uruguai
Estados Unidos
Estados Unidos
Chile
Colômbia
Argentina
Uruguai
Itália
Estados Unidos
Chile
Chile
Alemanha
Espanha
Rússia
Alemanha
Estados Unidos
Argentina
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
- - 46,9 Argentina
16,4 Equador
67,3 Costa do Marfim
29,7 Cingapura
99,3 Itália
0,5 Equador
26,8 Itália
15,6 Índia
77,2 Chile
20,2 Uruguai
39,5 Grécia
38,1 Paraguai
21,6 Chile
17,1 Argentina
34,0 Malásia
22,8 Países Baixos
88,9 Bolívia
10,9 Estados Unidos
54,9 Argentina
25,2 Tailândia
65,9 Chile
12,0 França
29,1 Coréia do Sul
9,7 Estados Unidos
30,1 Estados Unidos
28,4 França
67,8 Alemanha
8,1 França
30,6 Peru
27,3 Chile
90,6 Chile
5,6 Países Baixos
25,2 Peru
14,2 Estados Unidos
99,9 Equador
0,1 Austrália
35,0 Alemanha
22,5 França
23,7 Suíça
15,6 Formosa
32,0 Argentina
20,0 Estados Unidos
94,3 Portugal
3,5 Islândia
25,2 Estados Unidos
24,1 África do Sul
46,6 Alemanha
21,7 França
47,5 Formosa
27,3 China
47,4 Estados Unidos
47,1 Argentina
64,5 Reino Unido
9,2 Canadá
37,5 Espanha
12,1 Israel
38,2 Alemanha
11,1 Paraguai
29,3 Tailândia
18,8 Espanha
33,3 Chile
15,3 França
95,2 Argentina
4,3 Guiana Francesa
81,4 Dinamarca
8,5 Alemanha
52,5 Alemanha
27,5 Reino Unido
56,3 Itália
17,8 Argentina
31,2 Peru
31,1 Venezuela
31,9 Japão
28,2 França
39,5 Itália
20,1 Reino Unido
64,4 Espanha
35,5 Uruguai
57,4 Formosa
13,4 Itália
43,8 Alemanha
13,8 Itália
62,9 Venezuela
25,7 Estados Unidos
%
16,4
2,7
0,2
10,6
1,9
14,6
9,2
17,7
0,1
14,5
7,4
9,2
11,0
5,9
21,4
2,1
13,2
0,0
8,4
13,7
12,3
1,0
17,6
17,4
6,0
4,0
7,0
10,6
8,1
18,0
12,9
0,5
3,7
10,7
15,7
22,5
9,8
15,8
0,1
12,2
10,3
3,7
(continua)
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
86
FUNCEX
Tabela A3
Fluxo bilateral do Equador com o Brasil no biênio 2003/04 - Produtos selecionados
Ordenados segundo o valor de exportação
Valores em US$ Milhões (continuação)
Sistema Harmonizado
Obs
43
44
45
46
47
48
49
SH
4001-29
7614-10
5509-59
0303-71
2833-23
5407-73
2824-10
Descrição
Borracha natural, em formas primárias ou em c
Cordas, cabos e tranças, de alumínio, com alm
Outros fios de fibras descontínuas de poliéster
Sardinhas, sardinelas e espadilhas, congeladas
Sulfato de cromo
Outros tecidos, de fios de diversas cores, conte
Monóxido de chumbo (litargírio, massicote)
Índices a
1
2
IDVCR
IVCR
Equador
Brasil
(a)
(b)
1,0
0,8
4,4
0,9
5,3
0,8
1,3
90,0
9,4
26,5
16,8
91,3
1,9
8,9
Notas:
(*) Valores de ICC superiores a 1.000.
a) Utilizando a média do biênio 2003/04.
b) NMF = Nação mais favorecida para o ano de 2005.
Fontes:
1)COMTRADE/UN.
2)SECE/MDIC.
3)TRAINS/WITS, margens feitas para o ano de 2004 e BNT´s para o ano de 2003.
Elaboração: FUNCEX.
Exportações1
do Equador
Valor médio
2003/04
0,2
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
0,1
Importações2 do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Equador
Total
Valor
Part(%)
132,5
10,8
7,1
18,5
13,7
2,0
5,3
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
TEC
Ad Valorem
Amplitude
BNT's 3
Média
0,0 4,0-4,0
0,0 12,0-12,0
0,0
16,0
0,0
10,0
0,0
10,0
0,0
18,0
0,0
10,0
4,0
12,0
16,0
10,0
10,0
18,0
10,0
Rp
Ln
Au;Ln;Re;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Ln;Qi
Au;Re;Rp;Rq
1º
País
Indonésia
Venezuela
Cingapura
Venezuela
Argentina
China
México
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
47,5 Malásia
26,2 Tailândia
75,9 China
18,6 Argentina
38,6 Indonésia
30,9 Formosa
66,9 Marrocos
13,7 Rússia
87,9 Uruguai
11,7 Itália
52,5 Coréia do Sul
21,3 Formosa
84,4 Argentina
8,0 Peru
%
22,4
5,2
17,3
10,8
0,2
11,1
7,4
Barreiras
Ad = Direitos Antidumping
Ai = Investigação Antidumping
AU = Autorização
Ln = Licença Não-automática
PI = Proibição de Importação
Qi = Quota Alocada
Re = Requisitos de Etiquetagem
Rg = Requisitos de Embalagem
Rh = Requisito de Porto de Entrada
Rm = Requisitos de Marcação
Rp = Requisitos de Produto
Rq = Requisto de Teste, Inspeção e Quarentena
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
87
FUNCEX
Tabela A4
Fluxo bilateral do Peru com o Brasil no biênio 2003/04 - Produtos selecionados
Ordenados segundo o valor de exportação
Valores em US$ Milhões
Sistema Harmonizado
Obs
SH
Descrição
Total dos produtos selecionados
1 7403-11 Cátodos de cobre refinado e seus elementos, e
2 2603-00 Minérios de cobre e seus concentrados
3 1504-20 Gorduras e óleos de peixe e respectivas fraçõe
4 7408-11 Fios de cobre refinado, com a maior dimensão
5 4407-24 Madeira de Virola, Mahogany (Swieteneia spp.)
6 3923-30 Garrafões, garrafas, frascos, artigos semelhant
7 0904-20 Pimentões e pimentas, dos gêneros "capsicum"
8 0304-20 Filés de peixes, congelados
9 3203-00 Matérias corantes de origem vegetal ou animal
10 7228-30 Barras de outras ligas de aços laminadas, estira
11 4011-20 Pneus novos de borracha dos tipos utilizados em
12 2309-90 Outras preparações para alimentação de anima
13 3920-20 Chapas, folhas, tiras, fitas, películas, de políme
14 5501-30 Cabos acrílicos ou modacrílicos
15 6802-21 Mármore, travertino e alabastro, talhados ou se
16 1604-20 Outras preparações e conservas de peixes
17 2817-00 Óxido de zinco; peróxido de zinco
18 0703-10 Cebolas e "echalotes", frescas ou refrigeradas
19 5503-30 Fibras descontínuas acrílicas ou modacrílicas, n
20 7408-21 Fios de ligas de cobre-zinco (latão)
21 3921-90 Outras chapas, folhas, películas, tiras, lâminas,
22 0712-90 Outros produtos e misturas hortícolas, secos, in
23 2835-25 Fosfato hidrogeno-ortofosfato de cálcio (dicálcic
24 0711-20 Azeitonas conservadas transitoriamente, mas im
25 2810-00 Óxidos de boro; ácidos bóricos
26 3202-90 Produtos tanantes inorgânicos; preparações tan
27 2815-12 Hidróxido de sódio (soda cáustica) em solução
28 8106-00 Bismuto e suas obras, incluídos os desperdícios
29 3301-13 Óleo essencial de limão
30 0305-59 Outros peixes secos, mesmo salgados, mas nã
31 1211-90 Outras plantas, partes de plantas, sementes e f
32 3808-20 Fungicidas
33 0511-99 Outros produtos de origem animal (embriões, s
34 5608-11 Redes confeccionadas de matérias têxteis sinté
35 2523-10 Cimentos não pulverizados ("clinkers")
36 7326-11 Esferas e artefatos semelhantes, para moinhos
37 7408-29 Outros fios de ligas de cobre
38 1209-99 Outras sementes, frutos e esporos, para semea
39 0713-33 Feijão comum, seco, em grão, mesmo pelado o
40 0407-00 Ovos de aves, com casca, frescos, conservado
41 2528-90 Outros boratos naturais; ácidos bóricos naturais
42 1209-91 Sementes de produtos hortícolas, para semead
Índices a
1
2
IVCR
IDVCR
Peru
Brasil
(a)
(b)
-
-
59,2
62,3
198,5
8,8
284,5
7,1
72,9
4,1
48,4
6,6
1,4
2,6
2,3
27,7
17,7
11,7
25,3
6,8
14,1
25,0
1,0
9,3
31,1
180,7
33,6
16,7
4,8
48,3
34,3
8,6
4,7
0,9
8,4
12,8
4,8
13,8
10,8
10,1
3,4
1,7
28,5
1,3
4,5
6,1
1,0
1,8
1,6
2,8
0,9
1,8
1,1
0,8
0,9
1,9
1,1
4,0
1,2
1,4
1,7
3,0
1,4
1,1
1,4
1,0
1,4
181,6
12,3
4,1
9,8
1,7
5,8
16,1
1,0
8,8
1,2
1,0
1,6
4,2
2,0
1,3
7,1
1,3
43,0
1,6
Exportações1
do Peru
Valor médio
2003/04
2.505,1
1.021,5
760,3
114,2
64,4
53,7
38,7
36,3
27,7
26,8
20,1
19,8
17,4
17,1
16,7
16,0
14,5
13,5
12,3
11,9
11,2
9,9
9,8
9,6
8,4
7,3
7,1
6,9
6,1
5,8
5,7
5,1
4,9
4,8
4,8
4,1
3,2
3,2
3,1
2,9
2,8
2,8
2,7
Importações2 do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Peru
Total
Valor
Part(%)
2.146,5
339,5
329,7
2,6
58,3
1,3
66,0
2,2
52,3
3,1
10,9
61,2
59,1
37,1
12,5
9,8
7,9
4,2
23,7
12,2
2,2
65,0
5,2
1,9
37,6
11,7
8,6
64,4
0,9
4,3
47,3
5,3
294,1
3,4
2,3
9,3
4,3
2,7
1,7
26,4
9,6
18,9
17,1
104,1
65,6
0,0
0,7
20,1
0,0
0,0
0,3
0,1
0,4
0,0
0,0
0,7
0,1
0,0
0,0
3,7
0,1
0,0
2,3
0,0
0,0
0,0
0,0
4,3
0,6
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,2
0,0
0,0
0,0
0,0
0,3
0,0
0,0
0,0
0,0
0,7
0,0
4,9
19,3
0,0
27,3
34,5
0,0
0,0
14,7
0,3
14,2
0,0
0,0
1,2
0,2
0,3
0,0
46,9
1,2
0,0
18,6
0,8
0,0
0,2
0,0
11,4
5,4
0,2
0,0
3,2
0,1
0,0
3,3
0,0
0,1
0,0
0,0
7,5
0,0
0,6
0,0
0,0
3,5
0,0
TEC
Ad Valorem
Amplitude
6,0
2,0-2,0
10,0
10,0
6,0-6,0
18,0
10,0
10,0-10,0
2,0-10,0
14,0
16,0-16,0
2,0-14,0
2,0-16,0
16,0
8,0
16,0-16,0
10,0-10,0
0,0-10,0
16,0
12,0
2,0-16,0
10,0-10,0
10,0
10,0-10,0
10,0-10,0
2,0-10,0
8,0
2,0-2,0
14,0
0,0-10,0
8,0-8,0
8,0-14,0
0,0-8,0
18,0
4,0
18,0
12,0-12,0
0,0
0,0-10,0
0,0-8,0
4,0
0,0
BNT's 3
Média
9,6
6,0
2,0
10,0
10,0
6,0
18,0
10,0
10,0
6,6
14,0
16,0
8,0
9,0
16,0
8,0
16,0
10,0
5,0
16,0
12,0
11,3
10,0
10,0
10,0
10,0
7,7
8,0
2,0
14,0
6,7
8,0
13,1
2,0
18,0
4,0
18,0
12,0
0,0
5,0
2,7
4,0
0,0
1º
País
-
Au;Re;Rp;Rq
Rq
Au;Rp
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Au;Rp;Rq
Ln;Rp;Rt
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au
Ln
Au;Re;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Ln
Ln
Au;Pi;Re;Rp
Au;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp
Au;Re;Rh;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Au
Au;Re;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rg;Rp;Rq
Au;Pi;Rh;Rp;Rq
Ln
Ad;Rp
Au;Pi;Rp;Rq
Au;Pi;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Rp;Rq
Chile
Chile
Noruega
Chile
Estados Unidos
Uruguai
África do Sul
Argentina
Itália
Argentina
Reino Unido
Estados Unidos
Estados Unidos
Portugal
Espanha
Peru
Argentina
Argentina
Espanha
Alemanha
Estados Unidos
China
Estados Unidos
Argentina
Argentina
Uruguai
Estados Unidos
Reino Unido
Argentina
Noruega
Chile
Espanha
Argentina
China
Estados Unidos
Chile
Alemanha
Estados Unidos
Argentina
Estados Unidos
Argentina
Estados Unidos
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
- - 79,4 Peru
19,3 Suíça
85,9 Argentina
10,2 Portugal
30,6 Peru
27,3 Chile
65,1 Peru
34,5 Argentina
99,3 Itália
0,5 Equador
70,4 Argentina
21,7 Paraguai
54,6 Peru
14,7 Espanha
77,2 Chile
20,2 Uruguai
25,2 Peru
14,2 Estados Unidos
54,8 Estados Unidos
11,5 Alemanha
31,3 Argentina
18,2 Coréia do Sul
36,1 Países Baixos
23,7 China
21,6 Chile
17,1 Argentina
80,2 Espanha
14,9 México
50,8 Itália
33,0 Grécia
46,9 Argentina
16,4 Equador
67,9 Canadá
10,1 Japão
90,6 Chile
5,6 Países Baixos
58,9 Peru
18,6 México
33,4 Estados Unidos
32,1 França
47,9 Alemanha
8,8 Argentina
44,8 Argentina
26,8 Chile
80,3 Alemanha
10,7 Reino Unido
82,3 Peru
11,4 Chile
45,5 Chile
24,2 Estados Unidos
40,0 Argentina
36,3 Espanha
82,8 Argentina
10,6 Arábia Saudita
66,4 China
17,8 Estados Unidos
79,8 Uruguai
4,6 Suíça
94,3 Portugal
3,5 Islândia
38,2 Alemanha
11,1 Paraguai
31,2 Reino Unido
30,6 Argentina
25,2 Estados Unidos
24,1 África do Sul
46,0 Tailândia
18,8 Colômbia
50,6 Tailândia
32,2 França
88,5 Peru
7,5 Bélgica
48,5 França
23,8 Estados Unidos
60,8 Países Baixos
22,0 França
88,9 Bolívia
10,9 Estados Unidos
76,3 Canadá
8,5 Alemanha
48,8 Chile
30,4 Bolívia
29,3 França
13,1 Israel
%
1,3
3,9
21,4
0,2
0,2
2,0
13,8
1,9
13,2
10,6
11,2
9,5
9,2
4,0
12,9
16,4
6,7
2,1
13,5
18,0
8,6
6,3
8,0
2,6
23,6
9,8
3,6
8,0
3,7
1,0
8,1
17,0
17,6
11,1
16,6
2,3
10,9
8,8
0,1
7,3
15,2
11,6
(continua)
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
88
FUNCEX
Tabela A4
Fluxo bilateral do Peru com o Brasil no biênio 2003/04 - Produtos selecionados
Ordenados segundo o valor de exportação
Valores em US$ Milhões (continuação)
Sistema Harmonizado
Obs
43
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
61
62
63
64
65
66
67
68
69
70
71
72
73
74
75
76
77
78
79
80
81
82
83
84
SH
Descrição
1604-16
2807-00
2824-10
0712-20
1302-19
3802-90
8484-90
2833-29
6813-10
4901-91
7325-91
7801-99
5205-26
2804-90
2904-10
0105-11
8301-70
0302-50
1302-39
3602-00
4105-10
1801-00
8437-80
3405-10
8110-00
2840-20
5607-50
4106-21
2005-70
7801-91
6812-90
2825-50
2815-11
7306-90
8410-90
2102-10
2526-20
2509-00
9602-00
5509-99
3905-21
7103-10
Preparações e conservas de anchovas, inteiras
Ácido sulfúrico e ácido sulfúrico fumante (oleum
Monóxido de chumbo (litargírio, massicote)
Cebolas secas, inclusive em pedaços ou fatias,
Sucos e extratos de outros vegetais (mamão se
Outras matérias minerais naturais ativadas; neg
Outros jogos ou sortidos de juntas, em bolsas, e
Outros sulfatos
Guarnições para freios à base de amianto ou de
Dicionários e enciclopédias, mesmo em fascícu
Esferas e artefatos semelhantes, para moinhos
Outros chumbos em formas brutas
Fios de algodão simples, de fibras penteadas, c
Selênio
Derivados sulfonados dos hidrocarbonetos, seu
Galos e galinhas vivos, das espécies doméstica
Chaves apresentadas isoladamente, de metais
Bacalhaus frescos ou refrigerados, exceto fígad
Produtos mucilaginosos e espessantes, derivad
Explosivos preparados, exceto pólvoras propuls
Peles de ovinos, depiladas, mesmo divididas, n
Cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado
Outras máquinas e aparelhos para a indústria d
Pomadas, cremes e preparações semelhantes
Antimônio e suas obras, incluídos os seus desp
Outros boratos
Cordéis, cordas e cabos, de outras fibras sintét
Couros e peles depilados de caprinos, mesmo d
Azeitonas preparadas ou conservadas, exceto e
Chumbo contendo antimônio como segundo ele
Amianto (asbesto) trabalhado em fibras; mistura
Óxidos e hidróxidos de cobre
Hidróxido de sódio (soda cáustica) sólido
Outros tubos e perfis ocos, de ferro ou aço, sold
Partes de turbinas e rodas hidráulicas, incluídos
Leveduras vivas
Esteatita natural, triturada ou em pó e talco
Cré
Matérias vegetais ou minerais de entalhar, traba
Outros fios de fibras sintéticas descontínuas
Copolímeros de acetato de vinila, em dispersão
Pedras preciosas ou semipreciosas, em bruto o
Índices a
1
2
IDVCR
IVCR
Peru
Brasil
(a)
(b)
29,0
5,0
18,6
13,1
2,7
4,3
2,1
6,9
2,1
5,5
8,7
5,6
13,8
21,6
4,6
2,5
5,3
3,9
2,7
2,8
9,6
1,2
2,3
4,4
13,0
21,3
2,8
21,9
2,6
6,6
15,3
5,9
4,5
1,6
1,4
1,1
1,4
5,2
1,3
11,3
1,5
3,1
1,5
5,8
8,9
4,0
3,4
4,0
2,3
1,1
4,2
0,9
3,2
3,0
2,0
7,4
4,5
1,7
1,4
1,1
3,6
0,8
2,6
10,9
1,1
1,1
5,0
2,0
1,4
20,8
2,7
3,5
5,5
1,0
2,9
1,7
2,2
6,8
0,9
1,4
4,5
1,7
1,3
1,0
Exportações1
do Peru
Valor médio
2003/04
2,7
2,5
2,5
2,5
2,3
2,2
2,1
2,1
1,9
1,9
1,9
1,9
1,9
1,8
1,8
1,7
1,7
1,7
1,6
1,6
1,5
1,5
1,5
1,5
1,5
1,4
1,4
1,4
1,2
1,2
1,1
1,1
1,1
1,1
0,9
0,9
0,8
0,8
0,8
0,8
0,7
0,7
Importações2 do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Peru
Total
Valor
Part(%)
0,7
17,6
5,3
4,0
13,3
9,0
10,7
1,5
17,6
2,3
3,0
4,6
1,2
2,8
8,6
5,2
2,0
2,1
10,8
2,1
8,7
87,8
3,3
1,7
2,5
0,6
3,2
11,0
5,7
2,8
1,7
1,3
3,0
5,2
6,1
22,8
2,2
1,0
12,0
0,5
3,0
1,1
0,2
0,0
0,4
0,0
0,1
0,0
0,0
0,8
0,0
0,0
0,0
0,0
0,1
0,1
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,1
0,0
0,8
0,1
0,9
0,1
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
33,9
0,0
7,4
0,0
0,6
0,0
0,2
49,9
0,0
0,0
0,0
0,5
12,3
3,5
0,0
0,0
0,7
0,0
0,2
0,0
0,1
0,0
0,0
0,0
0,0
13,2
0,0
7,7
1,0
31,1
6,4
0,1
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,1
TEC
Ad Valorem
Amplitude
16,0
4,0-4,0
10,0
10,0
2,0-14,0
2,0-12,0
16,0
2,0-10,0
14,0-14,0
0,0
18,0
6,0
14,0
2,0
2,0-14,0
0,0-2,0
16,0
0,0
8,0-10,0
12,0
8,0-10,0
10,0
14,0-14,0
16,0
2,0-6,0
10,0
18,0-18,0
8,0-10,0
14,0
6,0
12,0-14,0
10,0-10,0
8,0
14,0-14,0
14,0
14,0
4,0
4,0
14,0-18,0
16,0
14,0
8,0
BNT's 3
Média
16,0
4,0
10,0
10,0
6,3
8,7
16,0
4,7
14,0
0,0
18,0
6,0
14,0
2,0
8,9
1,0
16,0
0,0
9,0
12,0
9,0
10,0
14,0
16,0
5,0
10,0
18,0
9,5
14,0
6,0
13,0
10,0
8,0
14,0
14,0
14,0
4,0
4,0
16,7
16,0
14,0
8,0
Au;Re;Rp;Rq
Au;Re;Rh;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp
Au;Rp
Au;Rp;Rq
Ln
Au;Qe;Re;Rp;Rq
Ln
Ln
Au;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Rp
Au;Pi;Rp
Pi
Au;Qe;Re;Rp;Rq
Ln
Au;Re;Rp;Rq
Ln
Au;Re;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Rp
Au;Re;Rp;Rq
Rp
Au;Pi;Rq
Ln
1º
País
Argentina
Coréia do Sul
México
Argentina
Alemanha
Estados Unidos
Alemanha
Peru
Estados Unidos
Espanha
Canadá
Argentina
Itália
Bélgica
Estados Unidos
Estados Unidos
China
Noruega
Estados Unidos
Estados Unidos
Nigéria
Indonésia
Suíça
Argentina
China
Estados Unidos
Estados Unidos
China
Argentina
Chile
Alemanha
Austrália
Argentina
Itália
França
Argentina
Estados Unidos
Estados Unidos
Estados Unidos
Canadá
Estados Unidos
Uruguai
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
37,8 Peru
33,9 Itália
21,7 Alemanha
15,4 Chile
84,4 Argentina
8,0 Peru
37,7 China
23,8 Índia
28,0 Estados Unidos
24,5 França
51,5 México
21,1 Chile
35,2 Estados Unidos
16,7 Japão
49,9 Alemanha
20,8 China
61,2 França
7,9 Alemanha
39,5 Itália
20,1 Reino Unido
71,6 Bélgica
16,5 Chile
60,8 Venezuela
34,7 China
62,3 Portugal
24,5 Peru
36,2 Reino Unido
21,6 Alemanha
37,6 Bélgica
21,9 Alemanha
35,1 Dinamarca
33,6 França
25,0 Itália
19,0 França
98,0 Portugal
2,0 30,7 Chile
17,2 França
61,8 Argentina
34,5 Noruega
45,9 Espanha
18,8 Reino Unido
67,3 Costa do Marfim
29,7 Cingapura
27,9 Estados Unidos
26,5 Itália
97,0 Alemanha
1,1 Itália
78,9 Bolívia
16,5 Alemanha
30,7 Canadá
23,5 Peru
51,0 Alemanha
19,6 Áustria
26,1 Nigéria
24,6 Espanha
93,0 Espanha
4,8 Peru
31,2 Peru
31,1 Venezuela
35,2 Estados Unidos
25,0 Japão
40,9 Estados Unidos
30,0 Noruega
35,1 China
22,2 Uruguai
37,0 Estados Unidos
13,7 França
30,6 Romênia
28,2 Itália
33,3 Chile
15,3 França
88,0 Finlândia
4,5 Áustria
62,1 França
29,1 Itália
41,0 Colômbia
25,8 Venezuela
100,0 Uruguai
0,0 Alemanha
78,0 Argentina
10,7 Uruguai
52,4 Bolívia
17,7 Hong Kong
%
19,3
13,8
7,4
16,5
14,3
19,1
14,8
10,5
7,8
15,8
11,7
2,7
12,3
16,2
13,1
11,7
18,1
11,9
2,1
16,1
2,7
19,9
0,8
1,7
13,2
6,8
18,5
1,0
22,5
10,3
28,0
19,9
8,6
17,8
12,9
4,4
5,3
9,8
0,0
6,7
10,6
(continua)
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
89
FUNCEX
Tabela A4
Fluxo bilateral do Peru com o Brasil no biênio 2003/04 - Produtos selecionados
Ordenados segundo o valor de exportação
Valores em US$ Milhões (continuação)
Sistema Harmonizado
Obs
85
86
87
88
89
90
91
92
93
94
SH
Descrição
7213-20
0303-71
0910-30
8311-90
8441-20
4805-30
2510-20
2510-10
2839-90
3301-90
Fio-máquina de aços para tornear
Sardinhas, sardinelas e espadilhas, congeladas
Açafrão-da-terra (curcuma)
Outros fios, varetas, tubos, chapas e semelhant
Máquinas para fabricação de sacos de quaisqu
Papel sulfito para embalagem, não revestido, e
Fosfatos de cálcio naturais, fosfatos aluminocál
Fosfatos de cálcio naturais, fosfatos aluminocál
Outros silicatos
Soluções concentradas, subprodutos terpênicos
a
Índices
1
2
IDVCR
IVCR
Peru
Brasil
(a)
(b)
0,9
2,7
56,5
1,0
2,0
3,2
2,0
1,2
2,7
1,6
1,9
16,8
2,3
1,3
1,4
0,9
7,4
16,9
3,4
0,9
Notas:
(*) Valores de ICC superiores a 1.000.
a) Utilizando a média do biênio 2003/04.
b) NMF = Nação mais favorecida para o ano de 2005.
Fontes:
1)COMTRADE/UN.
2)SECE/MDIC.
3)TRAINS/WITS, margens feitas para o ano de 2004 e BNT´s para o ano de 2003.
Elaboração: FUNCEX.
Exportações1
do Peru
Valor médio
2003/04
0,6
0,6
0,6
0,5
0,5
0,5
0,5
0,4
0,4
0,4
Importações2 do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Peru
Total
Valor
Part(%)
5,8
18,5
0,7
3,2
1,6
0,6
7,8
55,0
2,4
1,4
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
TEC
Ad Valorem
Amplitude
12,0
10,0
10,0
16,0
14,0
12,0
0,0-0,0
0,0-0,0
2,0-10,0
8,0-14,0
BNT's 3
Média
12,0
10,0
10,0
16,0
14,0
12,0
0,0
0,0
8,4
12,5
Au;Ln;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Rp
Rp
Au;Re;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
1º
País
Argentina
Venezuela
Índia
Estados Unidos
Alemanha
Argentina
Tunísia
Marrocos
Estados Unidos
Índia
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
2º
3º
%
País
%
País
72,5 África do Sul
16,2 Paraguai
66,9 Marrocos
13,7 Rússia
53,3 Vietnã
31,6 Indonésia
58,9 Coréia do Sul
11,4 Alemanha
47,7 Japão
37,1 Itália
85,9 Estados Unidos
11,1 Itália
58,6 Argélia
33,9 Suíça
43,6 Israel
39,9 Argélia
40,5 Alemanha
33,3 Itália
22,8 Estados Unidos
17,7 Alemanha
%
11,1
10,8
8,1
7,0
15,3
1,9
4,8
9,7
8,8
16,9
Barreiras
Ad = Direitos Antidumping
AU = Autorização
Ln = Licença Não-automática
PI = Proibição de Importação
Qe = Quota Especial
Re = Requisitos de Etiquetagem
Rg = Requisitos de Embalagem
Rh = Requisito de Porto de Entrada
Rp = Requisitos de Produto
Rq = Requisto de Teste, Inspeção e Quarentena
Rt = Requisitos Técnicos
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
90
FUNCEX
Tabela A5
Fluxo bilateral da Venezuela com o Brasil no biênio 2003/04 - Produtos selecionados
Ordenados segundo o valor de exportação
Valores em US$ Milhões
Sistema Harmonizado
Obs
SH
Descrição
Total dos produtos selecionados
1 2905-11 Metanol (álcool metílico)
2 3102-10 Uréia, mesmo em solução aquosa
3 2814-10 Amoníaco anidro
4 7606-12 Chapas e tiras, de ligas alumínio, de espessura
5 2905-31 Etilenoglicol (etanodiol)
6 2523-10 Cimentos não pulverizados ("clinkers")
7 3904-10 Policloreto de vinila, não misturado com outras
8 7005-29 Outros vidros flotados e desbastados não arma
9 7607-11 Folhas e tiras, de alumínio, de espessura <= 0,2
10 8545-11 Eletrodos de carvão, dos tipos utilizados em for
11 2835-31 Trifosfato de sódio (tripolifosfato de sódio)
12 2803-00 Carbono (negros-de-carbono e outras formas n
13 4411-21 Painéis de fibras de madeira, não trabalhados m
14 7614-90 Outras cordas, cabos, tranças e semelhantes, d
15 9015-80 Outros instrumentos e aparelhos de geodésia, t
16 2811-22 Dióxido de silício
17 8212-10 Navalhas e aparelhos, de barbear, de metais co
18 1801-00 Cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado
19 7801-10 Chumbo refinado (afinado), em formas brutas
20 7202-80 Ferrotungstênio e ferrossilício-tungstênio
21 8207-19 Outras ferramentas intercambiáveis de perfuraç
22 2818-10 Corindo artificial, quimicamente definido ou não
23 3105-20 Adubos ou fertilizantes contendo nitrogênio, fós
24 7605-21 Fios de ligas alumínio, com a maior dimensão d
25 7606-91 Outras chapas e tiras, de alumínio não ligado, d
26 8802-20 Aviões e outros veículos aéreos, de peso <= 2.0
27 7311-00 Recipientes para gases comprimidos ou liquefe
28 2847-00 Peróxido de hidrogênio (água oxigenada), mesm
29 2503-00 Enxofre de qualquer espécie, exceto sublimado
30 8426-41 Máquinas e aparelhos autopropulsores, de pneu
31 4013-10 Câmaras-de-ar de borracha, dos tipos utilizados
32 3206-20 Pigmentos e preparações à base de compostos
33 8480-60 Moldes para matérias minerais
34 7217-30 Fios de ferro ou aços não ligados, revestidos de
35 9602-00 Matérias vegetais ou minerais de entalhar, traba
36 7306-90 Outros tubos e perfis ocos, de ferro ou aço, sold
37 4010-22 Correia de transmissão sem fim, de seção trape
38 1302-19 Sucos e extratos de outros vegetais (mamão se
39 2839-19 Outros silicatos de sódio
40 2918-29 Outros ácidos carboxílicos de função fenol, mas
41 2606-00 Minérios de alumínio e seus concentrados
42 4104-10 Couros e peles inteiras, de bovinos, de superfíc
Índices a
1
2
IDVCR
IVCR
Venezuela
Brasil
(a)
(b)
-
18,8
8,3
6,5
0,9
2,6
9,7
1,0
2,9
1,8
4,1
7,1
2,8
3,0
19,9
1,6
2,4
2,1
2,9
2,2
34,8
1,4
3,5
0,9
4,7
3,2
2,4
1,0
4,4
1,7
1,2
2,6
4,4
1,7
1,1
1,5
1,3
4,0
0,8
3,1
1,3
1,6
6,7
4,4
11,7
1,5
1,3
2,0
1,6
1,6
1,1
1,3
3,5
1,8
3,8
2,0
1,2
0,9
2,1
0,9
10,9
6,7
8,1
2,2
2,4
0,9
0,9
1,7
2,9
0,8
1,5
21,5
5,3
4,0
5,5
0,8
4,0
4,5
1,7
2,1
3,4
0,9
4,3
1,8
50,7
Exportações1
da Venezuela
Valor médio
2003/04
700,8
148,8
84,6
45,5
39,7
34,2
25,1
22,4
21,3
21,2
20,9
17,7
17,6
17,6
14,1
13,1
12,4
11,1
11,1
8,4
7,8
7,5
7,3
7,1
6,5
6,3
5,6
5,6
5,2
5,1
3,5
3,3
3,1
2,9
2,7
2,7
2,5
2,3
2,1
2,1
2,1
2,1
1,8
Importações2 do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Venezuela
Total
Valor
Part(%)
1.262,0
59,7
299,4
61,6
86,3
39,2
9,3
59,7
12,0
23,1
28,8
8,5
37,1
17,0
1,3
10,7
16,7
8,4
87,8
38,3
2,7
16,8
7,2
11,1
1,9
5,2
9,9
6,6
2,6
117,2
23,2
7,9
5,7
2,1
15,0
12,0
5,2
2,0
13,3
0,9
11,7
3,3
29,7
57,3
2,2
17,0
12,7
0,0
1,8
0,0
3,3
0,0
0,1
0,0
0,0
0,0
0,0
0,3
0,0
1,2
1,7
0,0
3,9
0,0
0,8
0,3
1,4
0,2
0,1
0,0
0,0
0,0
2,9
0,0
2,5
0,4
0,0
0,0
1,2
0,0
0,6
0,0
0,0
0,0
0,0
0,1
4,5
3,6
5,7
20,6
0,0
4,5
0,0
5,5
0,0
0,3
0,0
0,3
0,0
0,0
25,7
0,1
7,5
20,1
0,0
10,2
0,0
4,6
4,6
12,4
8,6
2,3
0,0
0,0
0,1
2,5
0,0
31,2
6,8
0,0
0,0
9,8
0,0
30,7
0,0
0,0
0,0
0,0
0,3
TEC
Ad Valorem
Amplitude
12,0
6,0-6,0
4,0
2,0-12,0
12,0
4,0
14,0-14,0
10,0
2,0-12,0
10,0
10,0-10,0
2,0-8,0
10,0
12,0-12,0
14,0-14,0
2,0-10,0
18,0-18,0
10,0
8,0-8,0
6,0
18,0
2,0-2,0
6,0
12,0-12,0
12,0
0,0-0,0
14,0
10,0
0,0-0,0
0,0-14,0
16,0-16,0
12,0
14,0
12,0-12,0
14,0-18,0
14,0-14,0
14,0-14,0
2,0-14,0
10,0
2,0-12,0
2,0-2,0
4,0-10,0
BNT's 3
Média
9,6
12,0
6,0
4,0
8,7
12,0
4,0
14,0
10,0
7,0
10,0
10,0
6,0
10,0
12,0
14,0
6,0
18,0
10,0
8,0
6,0
18,0
2,0
6,0
12,0
12,0
0,0
14,0
10,0
0,0
7,0
16,0
12,0
14,0
12,0
16,7
14,0
14,0
6,3
10,0
6,4
2,0
8,3
Au;Ln;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Ln
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Ad
Ad;Au;Re;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Rq
Au;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Au;Rp;Rq
Au;Ln;Rp
Ln;Rt
Au;Re;Rp;Rq
Rp
Au;Pi;Rq
Rp
Au;Rp
Au;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
1º
2º
3º
País
%
País
%
País
- - Chile
82,0 Líbia
13,7 Venezuela
Ucrânia
40,0 Rússia
35,3 Argentina
Trinidad e Tobago
68,9 Venezuela
20,6 Ucrânia
Estados Unidos
53,7 Alemanha
16,1 África do Sul
Estados Unidos
90,2 Venezuela
4,5 Canadá
Estados Unidos
50,6 Tailândia
32,2 França
Argentina
58,1 Colômbia
8,4 Alemanha
México
33,4 China
21,0 Bélgica
Alemanha
42,7 Argentina
24,5 Suécia
Itália
37,4 China
16,5 Estados Unidos
China
33,5 Argentina
27,0 Espanha
Argentina
44,7 Estados Unidos
17,2 Colômbia
Argentina
99,9 Equador
0,1 Austrália
Argentina
62,9 Venezuela
25,7 Estados Unidos
Estados Unidos
69,3 Alemanha
10,7 Suíça
Alemanha
27,8 Estados Unidos
22,0 Bélgica
México
37,5 Estados Unidos
20,3 Venezuela
Indonésia
67,3 Costa do Marfim
29,7 Cingapura
Peru
50,8 Argentina
30,2 Venezuela
China
98,8 Bélgica
0,6 Suécia
Estados Unidos
64,5 Reino Unido
9,2 Canadá
Estados Unidos
33,6 Japão
19,6 China
Polônia
39,6 Israel
14,2 Venezuela
França
46,4 Argentina
32,7 Venezuela
Hong Kong
57,6 Estados Unidos
20,0 Japão
Estados Unidos
94,2 Alemanha
1,7 Itália
Itália
27,0 Estados Unidos
22,3 Argentina
Bélgica
50,3 Estados Unidos
34,6 Coréia do Sul
Canadá
52,6 Estados Unidos
15,0 Rússia
Alemanha
63,5 Itália
15,0 França
Polônia
33,3 Venezuela
31,2 Coréia do Sul
Alemanha
65,2 México
13,3 Venezuela
Alemanha
42,2 Itália
17,2 Estados Unidos
Alemanha
49,4 Estados Unidos
18,2 Itália
Estados Unidos
41,0 Colômbia
25,8 Venezuela
Itália
37,0 Estados Unidos
13,7 França
Venezuela
30,7 China
24,9 Argentina
Alemanha
28,0 Estados Unidos
24,5 França
Países Baixos
74,3 Estados Unidos
11,7 Alemanha
Suíça
25,5 Estados Unidos
15,6 Japão
China
90,8 Estados Unidos
4,3 Hong Kong
Austrália
20,5 Indonésia
16,7 Itália
%
3,6
11,6
3,6
14,9
3,2
16,6
7,5
13,4
7,3
16,0
22,7
16,6
0,0
3,7
5,1
13,5
20,1
2,7
10,2
0,6
7,0
12,7
12,4
8,6
7,0
1,6
16,1
6,1
12,3
9,3
19,5
6,8
14,8
17,3
9,8
8,6
17,0
14,3
6,2
14,7
4,0
10,0
(continua)
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
91
FUNCEX
Tabela A5
Fluxo bilateral da Venezuela com o Brasil no biênio 2003/04 - Produtos selecionados
Ordenados segundo o valor de exportação
Valores em US$ Milhões (continuação)
Sistema Harmonizado
Obs
43
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
SH
Descrição
7801-91
7304-21
7203-90
7801-99
8207-13
2819-10
2906-11
2903-42
2908-20
4013-90
7605-29
2804-40
7202-29
Chumbo contendo antimônio como segundo ele
Tubos de ferro ou aço, sem costura, de perfura
Outros produtos ferrosos esponjosos, em pedaç
Outros chumbos em formas brutas
Ferramentas intercambiáveis de perfuração ou
Trióxido de cromo
Mentol
Diclorodifluormetano
Derivados apenas sulfonados dos fenóis ou dos
Outras câmaras-de-ar de borracha
Outros fios de ligas alumínio
Oxigênio
Outras ligas de ferrossilício
Índices a
1
2
IVCR
IDVCR
Venezuela
Brasil
(a)
(b)
3,2
0,9
22,6
1,6
1,5
5,2
3,2
4,9
5,7
2,6
1,3
1,7
1,1
3,5
2,4
1,1
3,0
2,2
8,7
6,8
13,2
2,4
7,4
2,5
1,2
0,8
Notas:
(*) Valores de ICC superiores a 1.000.
a) Utilizando a média do biênio 2003/04.
b) NMF = Nação mais favorecida para o ano de 2005.
Fontes:
1)COMTRADE/UN.
2)SECE/MDIC.
3)TRAINS/WITS, margens feitas para o ano de 2004 e BNT´s para o ano de 2003.
Elaboração: FUNCEX.
Exportações1
da Venezuela
Valor médio
2003/04
1,7
1,7
1,7
1,6
1,6
1,6
1,5
1,3
1,0
1,0
0,8
0,7
0,6
Importações2 do Brasil
Valor médio 2003/04
Origem: Venezuela
Total
Valor
Part(%)
2,8
6,7
0,6
4,6
3,4
3,9
7,5
5,6
0,9
4,4
2,2
0,7
0,7
0,6
0,0
0,0
1,6
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,4
0,0
0,0
0,0
TEC
Ad Valorem
Amplitude
22,5
6,0
0,0 16,0-16,0
0,0
2,0
34,7
6,0
0,0
18,0
0,0
10,0
0,0
12,0
0,4
10,0
0,0 2,0-12,0
8,7
16,0
0,0 12,0-12,0
0,3
6,0
0,0
6,0
BNT's 3
Média
6,0
16,0
2,0
6,0
18,0
10,0
12,0
10,0
7,0
16,0
12,0
6,0
6,0
Au;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Ln;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Pi;Re;Rp;Rq
Au;Re;Rp;Rq
Market-Share (%) dos principais fornecedores
no mercado brasileiro
1º
2º
3º
País
%
País
%
País
Chile
31,2 Peru
31,1 Venezuela
Alemanha
43,0 Estados Unidos
35,1 Japão
Trinidad e Tobago
79,3 Estados Unidos
16,6 China
Argentina
60,8 Venezuela
34,7 China
Suécia
46,7 Itália
17,5 Israel
Argentina
34,2 Estados Unidos
27,0 Reino Unido
Paraguai
40,3 Índia
34,6 Alemanha
México
55,5 Argentina
34,4 Espanha
Estados Unidos
32,9 Índia
28,7 Argentina
Polônia
41,0 Coréia do Sul
19,4 China
Estados Unidos
44,1 Itália
26,0 França
Paraguai
79,0 Estados Unidos
9,7 México
África do Sul
46,9 França
27,6 Noruega
%
22,5
13,3
2,8
2,7
15,4
12,8
8,1
4,7
10,7
11,0
12,7
6,4
12,9
Barreiras
Ad = Direitos Antidumping
AU = Autorização
Ln = Licença Não-automática
PI = Proibição de Importação
Re = Requisitos de Etiquetagem
Rp = Requisitos de Produto
Rq = Requisto de Teste, Inspeção e Quarentena
Rt = Requisitos Técnicos
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
92
FUNCEX
Anexo 3. Questionário da pesquisa de campo com 150 empresas importadoras
brasileiras
Quest.nº |___|___|___|
PROMOÇÃO DE IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS DA COMUNIDADE ANDINA
DADOS CADASTRAIS
CNPJ: |___|___|___| . |___|___|___| . |___|___|___| / |___|___|___|___| - |___|___|
Razão social: _________________________________________________________________
Número de empregados: |___|___|___|___|
Setor de atividade: ______________________________________________________________
Endereço: _____________________________________________________________________
Cidade: _______________________________________________________________________
UF: ____________________ Cep: |___|___|___|___|___|- |___|___|___|
Responsável pelo preenchimento
Nome: __________________________________________________________________________
Cargo: __________________________________________________________________________
Tel.: ___________________________ Ramal: ______________
Fax:________________________________E-mail: _______________________________________
Entrevistador: ________________ Supervisor: _____________________Data: _____/_____/ 2006
Dados Funcex:
¾
Porte da empresa:
( 1 ) Micro
( 2 ) Pequena
( 3 ) Média
( 4 ) Grande
¾
Freqüência exportadora da empresa:
( 1 ) Iniciante.
( 2 ) Esporádica.
( 3 ) Assídua.
( 4 ) Permanente.
¾
Setor CNAE da firma: _____________________________________________________
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
93
FUNCEX
BLOCO II – IMPORTAÇÕES DA EMPRESA
1) Com que regularidade sua empresa realiza importações?
( 1 ) Todos os meses
( 2 ) Em alguns meses do ano.
( 3 ) Uma vez por ano.
( 4 ) Menos de uma vez por ano.
2) Nos últimos três anos o volume importado por sua firma tem sido?
( 1 ) Crescente.
( 2 ) Estável.
( 3 ) Decrescente.
3) Quais produtos importa? ( Resposta Múltipla) (Consultar lista de produtos)
1 - |__|__|__|__| - |__|__| ________________________________________________________
2 - |__|__|__|__| - |__|__| ________________________________________________________
3 - |__|__|__|__| - |__|__| ________________________________________________________
4 - |__|__|__|__| - |__|__| ________________________________________________________
5 - |__|__|__|__| - |__|__| ________________________________________________________
6 - |__|__|__|__| - |__|__| ________________________________________________________
7 - |__|__|__|__| - |__|__| ________________________________________________________
8 - |__|__|__|__| - |__|__| ________________________________________________________
9 - |__|__|__|__| - |__|__| ________________________________________________________
10 - |__|__|__|__| - |__|__| _______________________________________________________
4) Qual a finalidade dos produtos importados? LER OPÇÕES
( 1 ) Investimento em capacidade produtiva (máquinas e equipamentos).
( 2 ) Como insumos no processo produtivo.
( 3 ) Como material de consumo da empresa.
( 4 ) Para revender no mercado brasileiro.
5) De que países/regiões sua empresa importa?
5a) E qual a participação de cada um no total das importações?
P. 5.1 Participações
P. 5 Países que importa
1 - Mais de
50%
2 - De 25% a
50%
3 - De 10% a
25%
4 - Menos de
10%
1) EUA+Canadá
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
2) Europa
(2)
(2)
(2)
(2)
(2)
3) Ásia
(3)
(3)
(3)
(3)
(3)
4) América Latina
(4)
(4)
(4)
(4)
(4)
Outros. Especificar
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
94
FUNCEX
6) A sua empresa importa produtos de algum país pertencente à CAN (Comunidade Andina)?
( 1 ) Sim
( 2 ) Não ( pular para pergunta 9)
6a) De qual/quais países?
6b) Qual a participação deles no total das importações?
P.6.1 Quais
Países?
1 - Mais de
50%
2 - De 25% a
50%
3 - De 10% a
25%
4 - Menos de
10%
1) Bolívia
(1)
(1)
(1)
(1)
(1)
2) Colômbia
(2)
(2)
(2)
(2)
(2)
3) Equador
(3)
(3)
(3)
(3)
(3)
4) Peru
(4)
(4)
(4)
(4)
(4)
5) Venezuela
(5)
(5)
(5)
(5)
(5)
7) A importação vinda dos países da CAN origina-se de empresa afiliada à sua (comércio intra-firma)?
( 1 ) Sim
( 2 ) Não
8) A empresa beneficia-se de isenção de tarifas de importação nas importações oriundas dos países da CAN?
( 1 ) Sim
( 2 ) Não
BLOCO III – OBSTÁCULOS PARA IMPORTAR DA CAN
9) (só para quem respondeu não na pergunta 6) Sua empresa conhece/tem informações sobre empresas
localizadas nos países da CAN que produzam algum dos bens que você importa?
( 1 ) Sim.
( 2 ) Não, mas já procurei saber.
( 3 ) Não, mas nunca procurei saber.
PARA TODOS
10) Quais seriam, os três principais problemas que limitam, ou impedem, que sua empresa importe (ou importe em
maiores volumes) os produtos dos países da CAN.? Por favor, enumere, em ordem de importância do 1o ao 3o .
( 99 )
Não há.
1 Problemas de oferta das empresas destes países (preço, qualidade etc.).
2 Dificuldades de transporte e logística.
3 Barreiras à importação no Brasil.
4 Problemas de financiamento.
5 Importações vêm de empresas afiliadas situadas em terceiros países.
6 Dificuldade de obter informações sobre os fornecedores localizados nestes países.
Outros. Especificar: _________________________________________________
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
95
FUNCEX
11) E quais seriam os três principais problemas relacionados à oferta dos países, que impedem que sua empresa
importe (ou importe maiores volumes) dos países da Comunidade Andina ( Resposta da P.6.1)? Por favor, enumere,
o
o
em ordem de importância do 1 ao 3 .
( 99 )
Não há.
1. Os produtos são caros.
2. Os produtos são de baixa qualidade em relação aos dos concorrentes.
3. Estes países não têm capacidade de ofertar as quantidades desejadas.
4. Os fornecedores não cumprem os prazos.
5. Os fornecedores de outros países oferecem melhores condições de financiamento.
Outras. Especificar: _________________________________________________
12) E quais seriam os três principais problemas relacionados a transporte e logística que impedem que sua
empresa importe (ou importe maiores volumes) dos países da Comunidade Andina?
Por favor, enumere, em ordem de importância do 1o ao 3o.
( 99 )
Não há.
1 Os canais de comercialização são ruins.
2 Os custos de transporte são elevados.
3 O transporte é muito demorado.
Outras. Especificar
13) Quais são as três principais barreiras enfrentadas no Brasil que impedem que sua empresa importe (ou
importe maiores volumes) dos países da Comunidade Andina? Por favor, enumere em ordem de importância do 1o
ao 3o
( 99 )
Não há.
1 As tarifas de importação brasileiras são muito elevadas.
2 As tarifas de importação brasileiras são mais elevadas para estes países do que para outros
fornecedores.
3 O desembaraço aduaneiro é mais difícil do que o existente nas compras oriundas de outros países.
4 Há barreiras não-tarifárias no Brasil que dificultam as importações destes produtos.
5 Há barreiras não-tarifárias no Brasil que atingem especificamente os países da CAN.
Outras. Especificar: _______________________________________________
14) Na sua opinião,quais são as barreiras não-tarifárias que dificultam as importações oriundas dos países da
Comunidade Andina? (Resposta Múltipla)
( 1 ) Não há / Não sabe.
( 2 ) Quotas de importação.
( 3 ) Direitos Antidumping.
( 4 ) Requisitos de Etiquetagem.
( 5 ) Requisitos de Embalagem.
( 6 ) Inspeção Sanitária.
( 7 ) Requisitos Técnicos.
( 8 ) Licença Não-automática.
( 9 ) Procedimentos alfandegários de pré-embarque.
(10 ) Comércio administrado.
(11) Valoração Aduaneira.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
96
FUNCEX
(12) Preço mínimo de importação.
(13) Preço de Referência.
Outras. Especificar: _________________________________________________
BLOCO IV – CONDIÇÕES PARA IMPORTAR DA CAN
15) Sua empresa teria interesse em importar (importar maiores volumes) dos países da CAN?
( 1 ) Sim
( 2 ) Não
16) Quais seriam as três principais áreas que o governo deveria priorizar seu esforço para estimular as importações
dos países da CAN? Por favor, enumere em ordem de importância do 1o ao 3o
1) Investimentos em infra-estrutura de transportes
2) Redução de tarifas
3) Redução de barreiras não-tarifárias
4) Preparar um catálogo de empresas exportadoras da CAN
5) Disponibilizar um catálogo das empresas importadoras no Brasil
6) Fornecer financiamento às importações destes países em condições vantajosas
7) Reduzir a burocracia alfandegária
8) Promover feiras para divulgação dos produtos andinos no mercado brasileiro
Outras. Especificar.
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
97
FUNCEX
Anexo 4. Lista completa de produtos importados pelas 150 empresas
importadoras (segundo capítulos da NCM)
Código
31
84
29
39
30
3
28
85
7
40
10
9
27
72
15
32
38
33
76
8
87
2
20
70
25
82
23
48
4
12
17
26
44
88
5
18
22
34
35
68
73
74
78
83
90
96
11
16
19
21
24
41
47
49
54
55
61
75
81
95
99
Capítulo da NCM
Adubos e fertilizantes
Caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes
Produtos químicos orgânicos
Plásticos e suas obras
Produtos farmacêuticos
Peixes, crustáceos e moluscos
Produtos químicos inorgânicos
Máquinas, aparelhos e materiais elétricos e suas partes
Produtos hortícolas, plantas e raízes, comestíveis
Borracha e suas obras
Cereais
Café, chá, mate e especiarias
Combustíveis, óleos e ceras, minerais
Ferro fundido, ferro e aço
Gorduras, óleos e ceras, animais e vegetais
Extratos tanantes e tintoriais; pigmentos e matérias corantes; tintas e vernizes
Produtos diversos das indústrias químicas
Óleos essenciais e resinoides; produtos de perfumaria e cosmética
Alumínio e suas obras
Frutas, cascas de cítricos e de melões
Veículos automóveis, tratores e ciclos; partes e acessórios
Carnes e miudezas comestíveis
Preparações de produtos hortícolas, de frutas ou de plantas
Vidro e suas obras
Sal; enxofre; terras e pedras; gesso, cal e cimento
Ferramentas, artefatos de cutelaria, talheres, de metais comuns
Resíduos e desperdícios das indústrias alimentares
Papel e cartão, e suas obras
Leite, laticínios e demais produtos comestíveis de origem animal
Sementes e frutos oleaginosos; grãos e sementes diversos
Açúcares e produtos de confeitaria
Minérios, escórias e cinzas
Madeira e suas obras
Aeronaves e aparelhos espaciais, e suas partes
Outros produtos de origem animal
Cacau e suas preparações
Bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres
Sabões; preparações lubrificantes; ceras artificiais e produtos de limpeza
Matérias albuminóides; produtos à base de amidos; colas; enzimas
Obras de pedra, gesso, cimento ou de matérias semelhantes
Obras de ferro fundido, ferro ou aço
Cobre e suas obras
Chumbo e suas obras
Obras diversas de metais comuns
Instrumentos e aparelhos de óptica, fotografia ou cinematografia, de medida, de controle ou de
precisão
Obras diversas
Produtos da indústria de moagem; malte, amidos e féculas
Preparações de carne, de peixes ou de crustáceos
Preparações à base de cereais, farinhas e amidos ou de leite; produtos de pastelaria
Preparações alimentícias diversas
Fumo e seus sucedâneos manufaturados
Peles (exceto peleteria) e couros
Pastas de madeira ou de outras matérias fibrosas celulósicas
Livros, jornais, gravuras e outros produtos das indústrias gráficas
Filamentos sintéticos ou artificiais
Fibras sintéticas ou artificiais, descontínuas
Vestuário e seus acessórios, de malha
Níquel e suas obras
Outros metais comuns; ceramais; obras dessas matérias
Brinquedos, jogos e artigos para divertimento ou esporte
Outros produtos
Número de
empresas
48
43
39
28
24
22
22
17
14
13
12
11
11
11
10
10
10
9
9
8
8
7
7
6
5
5
4
4
3
3
3
3
3
3
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
Programa de promoção de importações brasileiras oriundas dos países da Comunidade Andina
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
% do total
32,0
28,7
26,0
18,7
16,0
14,7
14,7
11,3
9,3
8,7
8,0
7,3
7,3
7,3
6,7
6,7
6,7
6,0
6,0
5,3
5,3
4,7
4,7
4,0
3,3
3,3
2,7
2,7
2,0
2,0
2,0
2,0
2,0
2,0
1,3
1,3
1,3
1,3
1,3
1,3
1,3
1,3
1,3
1,3
1,3
1,3
0,7
0,7
0,7
0,7
0,7
0,7
0,7
0,7
0,7
0,7
0,7
0,7
0,7
0,7
0,7
98