INFORMATIVO DO GRUPO AMBORETTO - EDIÇÃO 7 - 2º TRIMESTRE/2008 Revista da Amboretto Biocombustível Saiba mais sobre esta polêmica alternativa para a crise energética mundial E MAIS Wickbold também utiliza os produtos da Amboretto Sumário 3 EDITORIAL - Valorização do profissional é sinônimo de trabalho com qualidade. EVENTOS - Amboretto recebe prêmio de Excelência na Clariant (foto). Veja também outras notícias dos encontros da empresa. QUALIDADE - A importância de fazer mudanças empresariais no momento certo. 5 4 DE OLHO NO CLIENTE - Wickbold utiliza bomba hidráulica da Amboretto em uma de suas principais máquinas. Veja entrevista com um representante da empresa. BIOCOMBUSTÍVELL BIOCOMBUSTÍVE A população mundial e a demanda por fontes de energia só crescem. Os recursos já existentes e explorados estão chegando ao seu limite máximo. Por isso, cientistas do mundo inteiro buscam alternativas para suprir essas necessidades. O Biocombustível surge como uma alternativa polêmica e possível. 6e7 8 SAÚDE E SEGURANÇA - Os cuidados que os empresários e colaboradores devem ter quando o assunto for acidente de trabalho. GESTÃO - Está faltando tempo? Saiba como organizá-lo melhor. 10 9 HISTÓRIA - Veja a trajetória da assistente financeira Sheila Sciorilli, há nove anos na Amboretto. Expediente Revista da Amboretto - Publicação do Grupo Amboretto Bombas. Colaboração: Juliana Ferrari. Endereço: Av. Conselheiro Antônio Prado, 440 - Centro - São Caetano do Sul - SP. Tel.: 4228-4399 e 4226-1716. Site: www.amboretto.com.br e-mail: [email protected] 2 REVISTA DA AMBORETTO 2º TRIMESTRE/2008 Produção: AG RA COMUNICAÇÃO Tel.: 3297-1992 e-mail: [email protected] O mundo vive hoje um grande momento de transição, que é refletido na melhoria da competitividade organizacional. Este é um desafio que pode ser apontado como um dos responsáveis pela necessidade da qualidade. A partir deste desafio, as organizações devem pensar em transformar suas habilidades e seus potenciais para que um novo conceito de trabalho seja criado e os desafios superados com sucesso. Para tanto, se faz cada vez mais necessária a qualidade de vida no trabalho, como base para o desenvolvimento da organização através da produção mais eficiente e de pessoas satisfeitas e envolvidas com seu cargo e responsabilidades. Sabendo disso, é necessário que entendamos que, cada vez que ele entra na empresa, está entrando um “ser” integrado e indivisível, com direito a todos os sonhos de auto-estima e auto-realização. o trabalhador como “ser Respeitar humano significa contribuir para a construção de um mundo mais humano e para um desenvolvimento sustentável ” Favorecer o desenvolvimento de um perfil humano condizente com os padrões do paradigma emergente consiste em construir os alicerces para uma organização inteligente e inovadora. Respeitar o trabalhador como “ser humano” significa contribuir para a construção de um mundo mais humano e para um desenvolvimento sustentável. Investimento em qualidade de vida significa investimento no progresso da sociedade e da economia global. Editorial Trabalho com Qualidade “Você pode fazer qualquer coisa se tiver entusiasmo. Pessoas cheias de entusiasmo são lutadoras, incansáveis, renovam suas energias para executar idéias e projetos. Entusiasmo é a base para o progresso. Com ele, existem realizações. Sem ele, existem somente desculpas.” (Henry Ford) Douglas Moretto Diretor Administrativo Aconteceu A festa de confraternização da Amboretto aconteceu no dia 22 de dezembro, no Parque Aquático Magic City. Os colaboradores puderam aproveitar o dia nas atrações do parque e ainda curtir o som sertanejo que animou a festa. Além disso, aconteceu também o amigo secreto e o sorteio de presentes para os funcionários. Na noite de 5 de dezembro de 2007, a Amboretto foi premiada pela Clariant, no Programa Excelência de Fornecedores. O evento reuniu 75 fornecedores e premiou os cinco melhores na área de matéria-prima e os cinco melhores em compras técnicas, categoria pela qual a Amboretto Bombas foi contemplada. Aniversariantes Abril 06/04 - Ana Paula Boscariol (Follow-up) 30/04 - Elismara Regina de Carvalho (Vendas) Maio 22/05 - Evanildo Bastos Diniz (Manutenção) 25/05 - Weslei de Oliveira Sanches (Office Boy) Junho 12/06 - Karina Scartesini Ferreira (Compras) 16/06 - Fabiana dos Reis (RH) 18/06 - Anderson Santarelli Alves (Operacional) REVISTA DA AMBORETTO 2º TRIMESTRE/2008 3 Qualidade 4 A difícil arte da mudança A crise empresarial confunde- “melhores profissionais”, geralmente aos colaboradores. A má situação das empresas é se com a crise existencial dos bons amigos do passado. Mudar a cultuempresários de hoje, cujos ra organizacional e implantar uma nova oriunda de diversos fatores que maiores dilemas são: quem somos e filosofia de trabalho é o grande desafio formam a base da cultura organizacional consolidada sem muito para onde vamos? Muitos problemas, das pequenas e médias empresas. A mudança exige postura muito di- critério ao longo de sua existência, no entanto, estão enraizados desde o dia em que iniciaram um pequeno ferente das utilizadas nas décadas de 70, portanto, sacudir a empresa signinegócio, sem muita pretensão, o que 80 e início dos anos 90 quando os em- fica ser capaz de avaliar a dimensão acabou dando certo, independente- presários eram favorecidos por sucessi- dos problemas em pontos e áreas mente da profissionalização mínima vos planos econômicos que maquiavam distintas como Finanças, Comannecessária para sobreviver no mun- a realidade da empresa e premiavam até do, Estratégia e, principalmente, o moral dos colaboradores. do-cão em que o nível de competiti- mesmo a incompetência gerencial. É praticamente impossível levanO “santo” está dentro de casa e o vidade foi ao extremo com a globalimilagre passa a ser operado a partir tar uma empresa e fortalecer o ânização dos mercados. Na maioria das vezes o próprio do momento em que o próprio dono mo corporativo fazendo as mesmas empresário desconhece os proble- toma a difícil e sensata decisão de sa- coisas e tentando atingir os mesmos mas da empresa, mas sabe que exis- cudir a organização. Uma simples de- objetivos de 20 anos atrás com um número menor de pessoas. A tentem. Para quem passou boa arte da cisão move o mundo. Ainda assim há um longo caminho dência ao pessimismo provoca reavida apostando somente no espírito empreendedor e no chamado “tino pela frente, choro e ranger de dentes, ções adversas nos líderes, cujo papel para os negócios”, trata-se de tarefa noites e noites de sono mal-dormidas. é aderir de imediato às mudanças e árdua, cujo esforço vai além da sim- Mesmo diante do dilema de admitir que influir positivamente em todos nío negócio vai mal, o principal desafio do veis hierárquicos sob seu controle. ples vontade de mudança. A maior preocupação dos execuIdentificar as “fraturas expostas” é empresário é tomar consciência da netivos talvez seja a reação dos emprea parte mais fácil. Porém torna-se do- cessidade de mudança. gados e os laços de “amiloroso admitir que a emzade” construídos numa presa não é mais a mesma. Reconhecidamente, “Não existe nada mais difícil de assumir, mais arriscado época em que organizaser empresário no Brasil de dirigir ou mais incerto quanto ao sucesso do que a in- ção era rentável ainda que mal administrada, é, antes de tudo, um ato trodução de uma nova ordem das coisas.” (Maquiavel) mas isso mudou. de coragem e ousadia. O Como diria um amimaior incentivo no país é A mudança de consciência facilita, go meu: “em tempos de crise o ima própria necessidade de sobrevivência: mudar ou fechar as portas. Não até certo ponto, o processo de condução portante é não quebrar”, mas apenas existe meio termo. A concorrência é da empresa para uma gestão moderna, não quebrar é pouco. É necessário alinhada com os novos tempos de com- retirar-se da zona de conforto e medura, acirrada e desleal. Toda mudança organizacional de- petitividade a fim de garantir a continui- xer nas peças-chave da organização manda quebra de paradigmas, o que, dade dos negócios de maneira rentável e substituindo líderes incapazes de se adequar à nova realidade e ao mespor sua vez, ainda soa forte como com satisfação pessoal. Se a empresa necessita de uma pro- mo tempo liderar pelo exemplo. “remar contra a corrente” na cultura Empresas onde a cabeça do das empresas que foram instituídas funda transformação para sobreviver sob o mito da empresa familiar. O no mercado, é necessário que o próprio dono é o único organismo pensanempresário que se faz por si só e con- dono demonstre capacidade de reação e te jamais perpetuam, além de profia na sorte está com os dias contados promova mudanças radicais para alcan- mover insegurança nos ambientes interno e externo da organização. e esse é um dos principais problemas, çar o êxito da perpetuidade. Para se obter resultados positivos, A mudança é uma arte difícil de ser imaginar que o vento pode mudar a qualquer instante e possa influir no demitir pessoas com o propósito único praticada porque demanda transambiente, sem a mínima preparação de reduzir custos jamais será suficien- formações de ordem pessoal e prote para tirar a empresa do caos. Seria fundidade nas ações a fim de conpara aproveitá-lo. É o exemplo do pai que sonha muita irresponsabilidade atribuir os verter o “salve-se quem puder” em com o filho voltando da Universi- males da organização exclusivamente “salve-se quem souber”. dade, cheio de idéias inovadoras, Jerônimo Mendes é escritor, professor universitário, sócio da Consult Consultoria em pronto para fazer tudo aquilo que ele Gestão e Treinamento e autor do livro “Oh, Mundo Cãoporativo! Lições e Reflexões” não conseguiu ainda que cercado dos REVISTA DA AMBORETTO 2º TRIMESTRE/2008 A Wickbold, uma das empresas de maior destaque no segmento alimentício, utiliza produto da Amboretto em uma de suas máquinas mais importantes E m 1938, Henrique Wickbold comprou a Padaria Allemanha, no bairro do Brooklin, zona sul de São Paulo. Após 70 anos de muito trabalho, a Wickbold tornou-se uma das empresas mais importantes e conceituadas no ramo alimentício no Brasil. Presente em dez estados brasileiros e com 100% de capital nacional, a empresa possui uma estrutura com quatro unidades fabris e 13 comerciais responsáveis pelos 80 produtos derivados do trigo. Funcionário do setor de compras da Wickbold, Anderson Dias da Silva acumula em seu dia-a-dia a responsabilidade de procurar e selecionar os fornecedores que atendam perfeitamente às necessidades da empresa. Em uma dessas buscas, Anderson se deparou com a Amboretto Bombas, onde adquiriu uma bomba hidráulica para uma das máquinas mais importantes no processo de fabricação dos produtos da Wickbold. Anderson Dias da Silva - A parceria é recente, começou há pouco mais de um ano. Modelo da bomba usada pela Wickbold Revista da Amboretto - A bomba da Amboretto adquirida pela Wickbold pertence a qual processo industrial? Anderson Dias da Silva - Esta bomba está instalada na nossa máquina responsável por fazer o fermento líquido. Esta é uma máquina importantíssima aqui dentro da empresa. Revista da Amboretto - Como o sr. avalia o atendimento da equipe Amboretto? Anderson Dias da Silva - Muito bom, desde o processo de venda até o de pós-venda. Aliás, a Amboretto tem um ótimo time de pós-venda. Do olho no cliente “A Amboretto tem um ótimo time de pós-venda” Revista da Amboretto - E o que o sr. acha da qualidade do produto da Amboretto? Anderson Dias da Silva - A bomba que adquirimos nunca precisou de manutenção. Apesar disso, a equipe interna da Amboretto sempre entra em contato com a gente para saber se precisamos de alguma coisa. Se precisasse de outras bombas iria diretamente à Amboretto, pois sempre fui muito bem atendido por todos. Revista da Amboretto - Como vocês ficaram conhecendo o Grupo Amboretto? Anderson Dias da Silva - Logo que entrei aqui na Wickbold, me solicitaram a compra de uma bomba hidráulica. Como não conhecia nenhuma empresa, fiz uma pesquisa na internet pela descrição do que precisávamos e acabei chegando, por indicação de outras empresas de bombas, na Amboretto. Revista da Amboretto - E há quanto tempo dura essa parceria? Representantes da equipe de pós-venda da Amboretto Bombas: Ana Paula Boscariol, Michelle Feltrin e Cristiane Marani REVISTA DA AMBORETTO 2º TRIMESTRE/2008 5 Capa Biocombustível é a bola da vez Países buscam fontes naturais renováveis como alternativa para a crise energética. Dentre as mais utilizadas estão a cana-de-açúcar, o milho, o amendoim e a mamona. Plantação de milho, uma das fontes naturais mais utilizadas H á algum tempo, todos recebemos, constantemente, informações com relação a problemas ambientais, como o efeito estufa, aquecimento global, escassez de recursos naturais e a questão da crise energética, a qual foi mais explorada nos últimos anos. Com o passar do tempo, a população mundial cresceu e, em conseqüência disso, temos o aumento do consumo de energia. Os países desenvolvidos já vêm, há algum tempo, tomando medidas para estabilizá-lo, 6 REVISTA DA AMBORETTO ou seja, não permitem seu aumento à medida que acontece o crescimento populacional. A adoção de estratégias para o ganho e economia de energia tende a anular este acréscimo. No Terceiro Mundo, o consumo aumenta gradativamente com o crescimento populacional, assim como a venda de bens materiais que influenciam em seu gasto. O grande problema é que a situação está se agravando e, somente há pouco tempo, os países subdesenvolvidos começaram a tomar atitudes e estudar possibilidades para 2º TRIMESTRE/2008 solucionar a questão. Se analisarmos a oferta de energia em suas várias fontes, nos últimos 30 anos, principalmente o petróleo, perceberemos a visível diminuição de suas quantidades em contraposição ao aumento de oferta de usinas nucleares e energéticas. Isso nos faz perceber que o consumo cresce cada vez mais e, com isso, a vida útil destes recursos e suas reservas diminuem, a ponto que daqui a um século as principais fontes estarão extremamente continua escassas. ficação do bagaço no qual o gás produzido alimenta uma câmara de combustão de uma turbina. Com isso, aproveita-se 100% da cana-de-açúcar, com produção do açúcar, álcool e energia através do vapor. O processo de conversão se dá através de um ciclo (vide figura 1). Após a colheita da Biomassa (no caso, a cana-de-açúcar), esta é pré-processada, restando o bagaço. A partir daí, suas enzimas são quebradas em moléculas de sacarose que fermentam, gaseificam, e resultam o biocombustível. “Sem a queima da cana, sobra o bagaço, que é um componente estratégico em nível de energia. Só ele dá mais energia que a própria cana, além de aumentar o número de empregos no proImagem 1 cesso de colheitas, aumenta o teor de matéria orgânica do solo e reduz a poluição do ar.”, argumenta José Otávio Brito, professor da Esalq. Outras Opções Além do álcool, temos o Biodiesel, que pode ser produzido a partir de algumas espécies de plantas, como a soja, o pinhão manso, a mamona, o dendê, o girassol e a macaúba, sendo que o dendê e a macaúba são os mais rentáveis. Esta tecnologia substitui praticamente todos os derivados do petróleo. Para converter óleos vegetais em combustíveis adequados, o processo predominante é a transesterificação em meio alcalino, no qual se faz reagir triglicérides com um álcool, etanol ou metanol, produzindo glicerina e ésteres dos ácidos graxos, componentes do óleo vegetal. A diversidade de matérias-primas, óleos e as alternativas de processo levam a diversos programas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico (Fonte: Ambiente Brasil). O Biodiesel elimina dois problemas ambientais ao mesmo tempo: diminui a quantidade de resíduos inservíveis em aterros e a poluição atmosférica, reduzindo em cerca 78% as emissões de poluentes, minimizando o efeito estufa que resulta no aquecimento global. O produto puro pode ser transformado em energia elétrica ou utilizado em veículos com motores à diesel, sempre misturado à proporção de até 20% em relação ao diesel mineral, de acordo com a Portaria 255-2003 da ANP (Agência Nacional do Petróleo). Além de ser menos poluente e reduzir significativamente a emissão de poluentes oriundos do petróleo, pos- Capa O fato é que quanto mais escasso determinado produto se encontra, mais seu custo sobe. Este acréscimo, sendo proporcional à demanda oferecida do recurso, fará com que, em alguns anos, seu uso fique restrito aos que ainda possam pagar por isso. Por outro lado, a situação já está em discussão há algum tempo e novas tecnologias estão sendo estudadas e colocadas em prática para se economizar e até baratear a energia. Atualmente, um tema muito explorado para minimizar o problema é o Biocombustível, produzido através de fontes naturais renováveis, como cana-de-açúcar, amendoim, mamona, sementes de algodão, dendê, pinhão manso, milho, entre outras. O tipo mais comum utilizado e explorado no Brasil é o álcool extraído a partir do bagaço de cana-de-açúcar. Isto se dá devido à gasei- Imagem 2 Fonte das imagens: Department of Energy Joint Genome Institute sui altíssima capacidade de lubrificação em máquinas e motores. Não é considerado um produto perigoso por ser biodegradável e não inflamável e não possui enxofre em sua composição (reduziria até 98% de sua emissão atmosférica se utilizado). Porém, apesar de ser uma alternativa ambientalmente viável, ainda é cara. O custo de sua produção é elevado se relacionarmos com o valor do diesel mineral, derivado do petróleo. Hoje em dia, surgem cada vez mais estudos para a criação de novas tecnologias e para tornar viáveis as já existentes. Com isso, teremos alternativas ambientalmente e economicamente viáveis, contribuindo não só com a poluição, mas também com a melhoria da qualidade de vida de todos. REVISTA DA AMBORETTO 2º TRIMESTRE/2008 7 Saúde e Segurança Acidente no trabalho e nexo causal A s recentes alterações na legislação previdenciária têm gerado uma preocupação ainda maior das empresas em reduzir ou minimizar os riscos de acidente do trabalho e doenças profissionais. Conforme a tendência revelada em diversas decisões, e considerando a própria alteração na legislação, a questão pode desencadear a emissão indiscriminada de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) pelo sindicato e o reconhecimento de garantia de emprego, liminarmente, pela Justiça do Trabalho, após a concessão de benefício previdenciário relacionado ao trabalho pelo INSS. Isso sem levar em conta as inúmeras ações de responsabilidade civil propostas pelos empregados. Ilustra o tema uma decisão recente do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná. Em julgamento de uma ação civil pública, o TRT/PR manteve sentença proferida por uma das Varas do Trabalho de Curitiba, que determinou que um banco encaminhasse todos os pedidos de abertura de CAT solicitados por seus empregados, instruindo-os devidamente, sem questionamentos, sobre a existência de nexo causal da doença com o trabalho. O Tribunal determinou, ainda, que nas rescisões contratuais, havendo dúvida em relação à saúde do trabalhador, o banco abrisse uma CAT, suspendendo o ato rescisório enquanto não realizada perícia no INSS para verificação da incapacidade para o trabalho e nexo causal, bastando, para caracterizar a dúvida, a manifestação por escrito do empregado, acompanhada de atestado emitido pelo médico assistente, perante a chefia imediata, e mediante correspondência com AR (Aviso de Recebimento) ou no momento da homologação da rescisão contratual. Por fim, condenou o banco ao pagamento de indenização pelo dano moral coletivo, no valor de R$ 500 mil. Entre outros argumentos, o banco alegou em defesa que a emissão de CAT, no caso de simples suspeita de doença ocupacional, acarreta conseqüências prejudiciais ao INSS, aos segurados e aos empregadores. Ou seja, as punições para as empresas acabam prejudicando a todos. O Ministério Público alegou que o Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO) do banco era falho, por não considerar risco ergonômico em nenhuma das funções bancárias. Comprovou que, durante menos de dois anos foram concedidos 101 benefícios de auxílio-doença simples pelo INSS, motivados por distúr- Com as mudanças, o número de processos reduzirá bastante É indispensável que as “ empresas fiquem atentas a tais problemas e adotem medidas de segurança, individuais e coletivas ” bios osteomusculares, e esse fato evidencia omissão na obrigação de emissão da CAT pelo banco, mesmo no caso de dúvida sobre a existência de nexo de causalidade entre a doença e o trabalho. Fundamentada no artigo 169 da CLT e nos artigos 22 e 23 da Lei nº. 8.213/1991, a Vara de Curitiba concluiu que o empregador está obrigado a comunicar o INSS sobre a ocorrência de doença profissional ou do trabalho, mesmo na hipótese de mera suspeita. Inconformado com a decisão, o banco recorreu. A sentença foi mantida e o Tribunal acrescentou, além dos fundamentos legais acima mencionados, as recentes alterações na legislação previdenciária. O reconhecimento do nexo causal pelo INSS sem que seja realizada perícia no local de trabalho, desde que haja nexo entre a moléstia e a atividade econômica da empresa, foi um forte argumento para manter a decisão. O acórdão menciona a inversão do ônus da prova, sendo imputado ao empregador o dever de demonstrar a ausência de nexo causal, quando reconhecida a responsabilidade objetiva pela lei previdenciária. Em uma realidade como esta é indispensável que as empresas fiquem atentas, cada vez mais, a tais problemas e adotem medidas de segurança, individuais e coletivas, monitorando essas ações e fazendo com que os próprios funcionários se conscientizem da necessidade de seguirem as normas estabelecidas pelo empregador. Ana Paula Simone de Oliveira Souza é advogada da área trabalhista do escritório Peixoto e Cury Advogados - [email protected] 8 REVISTA DA AMBORETTO 2º TRIMESTRE/2008 Gestão Organize seu tempo R icos ou pobres, todos temos em comum o tempo: nossas 24 horas não podem ser encurtadas ou estendidas, mas sim devidamente aproveitadas. Não quero dizer que devemos usar laboralmente nossas 24 horas - temos sim que saber dividir bem o tempo para acomodar produção, descanso e lazer. No entanto, ouço cotidianamente muita gente se queixar da velocidade da vida moderna, da ansiedade e da correria sem descanso. A primeira coisa que recomendo é paradoxal: PARE. É preciso primeiro analisar com detalhe como está a rotina conduzida. Muitas vezes vejo pessoas que fazem infinitas atividades sem qualquer planejamento, somente reagindo aos estímulos de produção: há um problema, vá resolver. Este é um dos maiores ladrões de tempo: a reação por estímulo de urgência. Isso faz com que deixemos de lado o que é importante, nossa meta, nossa prioridade. Para começar a controlar melhor ou de seus clientes. Não aceite passio tempo que dispomos, precisamos vamente metas que você sabe que não definir metas e objetivos: o que que- poderá atingir. Uma coisa é superação, remos realizar naquele dia, naquela vencer desafios. Outra é tentar fazer o semana, em dois meses, assim por impossível, o que não acontecerá de diante. É fundamental ter organiza- forma alguma. ção do que será feito, além de apren- • Tenha horário para trabalhar só der a lidar com o tempo, o trabalho e outro onde você está aberto para burocrático e mesmo o telefone. De receber pessoas. Isso ajuda imensaum ponto de vista prático, recomen- mente na organização. Pode parecer do as atitudes abaixo para auxiliar em sua concentração e buscar um Aprenda a delegar. Não conmelhor uso do tempo: centre tudo em suas mãos, pois isso “ • Faça um plano diário do que você quer realizar. Coloque-o no papel, ou no computador, mas tenha isso bem claro; não deixe que este plano esteja somente na sua cabeça. Quando escrevemos, realizamos a primeira ação para que este plano se concretize. • Desenvolva lista de metas a atingir (diárias, semanais, mensais e anuais). Não tenha medo que alguns pontos não saiam exatamente como planejados; é importante corrigir as metas periodicamente. Você verá que irá mais facilmente conquistar os objetivos e ter melhor noção do tempo que dispôs para isso. • Tenha prioridades, e aprenda a pesar suas contra as de seu chefe traz sobrecarga. Use seu tempo e trabalho naquilo que somente você é capaz de realizar. ” até pretensioso, mas ao ser posto em prática irá ajudar inclusive quem trabalha ao seu redor. • Nunca tenha um papel mais do que duas vezes em suas mãos. Uma vez é muito melhor. Focalize para fazer isto. Não deixe pendências rolando por muito tempo, tente resolvê-las e finalizá-las. • Aproveite a tecnologia - computadores, calculadoras, handhelds, celulares e telefones fixos. Mas não seja escravo deles. Procure usá-los de acordo com o seu primeiro planejamento, para que sejam eficazes na sua vida. • Diminua o tempo gasto com leitura de negócios. Aprenda a folhear, marque o que for importante e posteriormente leia com detalhe. Muitas idéias saem mais facilmente quando juntamos artigos e textos de um assunto e podemos nos dedicar à leitura totalmente. • Participe somente de reuniões importantes. A princípio, parece que todas são. Nem tanto: analise o que realmente precisa de sua presença (e eventualmente até de uma reunião, será que uma conversa informal pode adiantar?) e procure documentar o que foi falado e decidido para evitar possíveis repetições futuras. • Faça negócios durante o seu almoço quando isso puder acrescentar positivamente ao seu dia-a-dia. Não tente anular o único momento de relaxamento e desestresse. Se não, agende horários viáveis para que você e seu convidado possam efetivar negócios. Não force seu corpo, lembre-se o quanto ele é caro! • Procure fazer uma atividade física todos os dias, nem que seja uma caminhada de vinte minutos. Isso é excelente para aliviar sua cabeça e recuperar as energias. • Por último, aprenda a delegar. Não concentre tudo em suas mãos, pois isso traz uma sobrecarga e a falsa sensação de insubstitubilidade. Use seu tempo e trabalho naquilo que somente você é capaz de realizar. Fonte: Rogério Martins -Jornal do RH REVISTA DA AMBORETTO 2º TRIMESTRE/2008 9 História “A Amboretto foi uma escola para mim” Há nove anos na empresa, Sheila Sciorilli encontrou, em seu primeiro emprego, uma excelente oportunidade de crescimento profissional T udo começou em 1999. Ao cobrir uma licença à maternidade, Sheila Sciorilli iniciava sua história no Grupo Amboretto. Com o cargo de recepcionista, ela teve em seu primeiro emprego uma oportunidade de crescimento profissional. Ao passar por funções como orçamentista e compradora, ela conquistou a confiança da empresa e hoje exerce um cargo de grande responsabilidade ao ser assistente financeira. Sheila não está na empresa desde sua fundação, porém acompanhou grande parte de sua trajetória e participou das mudanças ocorridas nos dez anos de história. “Peguei a Amboretto quando ainda era bem pequena. Tinha cinco ou seis funcionários. Acompanhei o crescimento da empresa. Isso é muito gratificante, pois fiz parte dessa história”, diz. Esse desenvolvimento foi propiciado pela visão empreendedora da empresa. Por saber com o que trabalham e possuir bons profissionais e boas pessoas, a Amboretto conseguiu credibilidade com o cliente. A trajetória de Sheila, feita com grande esforço e dedicação, também contou com a ajuda da empresa, a qual propicia o desenvolvimento pessoal e profissional do funcionário. Ela afirma que “a Amboretto ofereceu várias oportunidades de crescimento e sempre deu livre arbítrio para decidir se desejava uma Sheila Sciorilli é assistente financeira e está há nove anos na Amboretto responsabilidade maior ao mudar de cargo”. Entre as várias contribuições oferecidas destacam-se os investimentos profissionais, através de cursos como negociação em compras e análise de Tudo que sei, tudo que te“ nho, eu devo à Amboretto. Sou muito grata ” créditos. A funcionária, para aprimorar ainda mais seus conhecimentos técnicos, faz pós-graduação de executivo junior, na FGV (Fundação Getúlio Vargas), faculdade conceituada no ramo. Nome: Sheila Sciorilli Na Amboretto desde: 1999 Cargo atual: assistente financeira 10 REVISTA DA AMBORETTO 2º TRIMESTRE/2008 FICHA TÉCNICA Sheila sabe que tais oportunidades e a sua contribuição no desenvolvimento da empresa representam um momento importante em sua vida pessoal e em sua carreira profissional. “A Amboretto foi uma escola para mim. Foi meu primeiro emprego. Tudo que eu sei, tudo que eu tenho, eu devo a ela. Sou muito grata.” Além disso, a colaboradora relata que a empresa possui uma boa relação com seus funcionários e diz que “a Amboretto se preocupa com o empregado e tenta sempre dar bônus a eles, além de ouvir suas opiniões sobre o que pode ser melhorado”. Ao ser questionada sobre o desejo de continuar na empresa, Sheila enfatiza: “trabalho em um ambiente bem familiar. Sinto-me em casa. Nem parece que estou trabalhando”. Política A Amboretto Bombas, através do desenvolvimento em soluções em Bombeamento, Selagem e Manutenção Industrial, busca a melhoria contínua da qualidade, meio ambiente, saúde e segurança ocupacional, se comprometendo a: • Satisfazer as necessidades e expectativas de nossos clientes através do desenvolvimento de produtos e serviços; • Conhecer e atender as legislações aplicáveis e outros requisitos relacionados às nossas atividades; • Portar-nos como uma empresa ambientalmente e socialmente responsável, usando racionalmente os recursos naturais buscando prevenir a poluição em todas as suas formas e preservando saúde e segurança de nossos colaboradores; • Aprimorar atendimento responsável e aberto com as partes interessadas. 12 REVISTA DA AMBORETTO 2º TRIMESTRE/2008