INFLUÊNCIA DO FATOR SEGURANÇA NA MOBILIDADE DE PEDESTRES NAS PROXIMIDADES DE UMA RODOVIA Agmar Bento Teodoro Deborah Cristina da Rocha Gabriel Lopes de Faria Centro Federal de Educação Tecnológica de MG Departamento de Engenharia de Transportes RESUMO O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados de uma pesquisa de opinião realizada com transeuntes do Bairro Cabral em Contagem – MG que circulam nas margens da BR- 040, efetivada com a finalidade de averiguar a influência do fator segurança na mobilidade dos moradores. Para tal foi realizada uma pesquisa por meio de um questionário aplicado em pedestres dos lados direito e esquerdo da rodovia em um trecho que atravessa o Bairro Cabral no Município de Contagem - MG. O questionário foi dividido em duas partes na primeira parte foi levantado o perfil do entrevistado como: gênero, faixa etária, grau de instrução e também informações a respeito dos seus deslocamentos, como: frequência, motivo e modalidade de transporte utilizada. Na segunda parte os entrevistados responderam, através do uso de escalas de diferencial semântico, questões sobre a influência de alguns fatores na sua decisão de atravessar a rodovia ou caminhar por ela. A análise dos dados coletados permitiu concluir que o método desenvolvido atendeu ao objetivo do estudo e que o fator segurança é algo que pode influenciar na mobilidade de moradores das proximidades da rodovia e ainda, a presença de infraestrutura específica para aumentar a segurança de pedestres no ato da travessia é algo que tem um grau de influência bastante significativo na decisão dos entrevistados de atravessarem a rodovia ou caminharem por ela. PALAVRAS CHAVE: Mobilidade; Rodovia; Pedestres. ABSTRACT The aim of this paper is to present the results of an opinion poll conducted with passers of Cabral Quarter in Contagem MG circulating on the margins of BR-040, carried out in order to investigate the influence of the safety factor in the mobility of residents. For such, a survey was conducted through a questionnaire applied in pedestrian the right and left sides of the road in a stretch that crosses the Cabral neighborhood in the city of Contagem - MG. The questionnaire was divided into two parts, the first part has raised the profile of the interviewee as gender, age, educational level and also information about their movements, such as frequency, motive and mode of transport used. In the second part the interviewee, through the use of semantic differential scales, answered questions about the influence of some factors in his decision to cross the road or walk through it. The analysis of the data concluded that the method developed attended the aim of the study, and that the safety factor is something that can influence the mobility of residents nearby the highway and even the presence of specific infrastructure to increase pedestrian safety in the act of crossing is something that has a very significant degree of influence on the decision of the interviewee to cross the road or walk through it. KEYWORDS: Mobility; Highway; pedestrians. 1. INTRODUÇÃO O trânsito nas regiões metropolitanas é um componente de vital importância para a dinâmica das cidades. O escoamento de mercadorias e o transporte de pessoas para seus destinos passam pela necessidade de se locomover. Contudo, mais do que transitar, é importante garantir a segurança e a mobilidade do sistema trânsito (TEODORO et al). Os problemas relacionados à mobilidade urbana são agravados por investimentos insuficientes, degradação do transporte público coletivo, com o sucateamento dos veículos, perda de qualidade decorrente à superlotação e elevados tempos de viagens, que tem levado a população a optar pelo transporte individual. Assim, a movimentação da população, para atendimento e a realização de suas necessidades diárias, fica comprometida. O Brasil é reconhecido mundialmente como um país recordista em acidentes de trânsito. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT, 2004) os acidentes de trânsito são uma fonte de desperdício de recursos materiais, econômicos, e, sobretudo humanos, com que se defrontam as sociedades modernas, provocando milhares de mortes ao longo dos anos. De acordo com Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA, 2006) este custo ultrapassa a cifra de 20 bilhões de reais por ano. Existem diversos fatores que contribuem para a ocorrência de um acidente de trânsito. De acordo com Ferraz et al (2008) podem ser identificados três fatores principais: i) exposição ao trânsito; ii) legislação e fiscalização; e iii) aqueles que podem ser associados aos componentes físicos do trânsito: ser humano, veículo, via e meio ambiente. Além disso, alguns fatores podem contribuir para o aumento da severidade de um acidente, como por exemplo: alta velocidade; não uso de equipamentos de segurança; falta de proteção nos veículos para os ocupantes, como air bag, por exemplo; falta de contenção lateral nas vias e falta de amortecedores de choque. Outro fator considerável que pode contribuir, tanto para a ocorrência como para a severidade de um acidente, é a distração dos pedestres. Holanda (2006) argumenta que os pedestres são considerados mais vulneráveis no sistema trânsito, dada a incompatibilidade entre o espaço construído das cidades, o comportamento dos motoristas, a falta de educação dos usuários e fiscalização do trânsito. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos apontou que pedestres distraídos, conversando ao celular ou com outra pessoa, ao atravessar uma via tem o seu tempo de travessia aumentado em 18% quando comparado com um pedestre atento (Thompson et al, 2012). Outro problema enfrentado pelos grandes centros urbanos, relacionado ao setor de transporte, além dos acidentes de trânsito é a mobilidade. De acordo com a SEMOB, (2005) mobilidade urbana pode ser definida como a facilidade de deslocamento das pessoas e mercadorias na cidade, nas suas atividades de estudo, trabalho, lazer e outras, tendo em vista a complexidade das atividades econômicas e sociais nela desenvolvidas. O Brasil é considerado um país urbano, pois apresenta a maior parte de sua população residindo em áreas urbanas este fenômeno foi resultado de um processo de migração realizada do campo para as cidades, atraída pelo processo de industrialização. O processo de expansão da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) teve sua origem na década de 1940, período que foi realizado importante intervenções públicas no Município, que definiriam o processo de expansão da RMBH e consequentemente sua conurbação. Em 1946 criouse a cidade industrial em Contagem, cujas principais fábricas se instalaram em meados dos anos de 1950. A década de 1950 e 1960 foi o período de maior crescimento da população da RMBH e Belo Horizonte em 20 anos a população da cidade passou de 500 mil habitantes para 1 milhão e quinhentos mil (FJP - PLAMBEL, 1974). Contagem é um dos municípios que faz parte da RMBH desde que ela foi criada em 1973. O município é cortado por duas importantes rodovias. No sentido leste oeste há a BR-381 que liga o Estado de Minas Gerais ao Estado de São Paulo. No sentido Norte – Sul e ao leste do município a cidade é cortada pela BR-040, rodovia de 829 km que liga o Estado do Rio de Janeiro a Brasília DF, passando pelo Estado e Minas Gerais, o trecho compreendido dentro do Município de Contagem são de 11 km (DNIT, 2015). A presença de uma rodovia em um ambiente urbano pode ser considerada como um obstáculo para a mobilidade de moradores da região e que tem necessidade de se locomover para locais cujo trajeto tenha que ultrapassar a rodovia. Levando em consideração a necessidade de locomoção e os perigos que podem envolver o ato de atravessar uma rodovia ou caminhar por ela este trabalho buscou averiguar a influência do fator segurança na mobilidade de pedestres as margens de uma rodovia, para tal foi conduzida uma pesquisa por meio da aplicação de um questionário aplicado em transeuntes dos lados direito e esquerdo da BR 040, em um trecho que atravessa o Bairro Cabral no Município de Contagem - MG. 2. METODOLOGIA A metodologia para este artigo tomou como referência as seguintes etapas hierarquizadas conforme apresentadas na Figura 1 e descritas nos itens a seguir: Figura1: Etapas da metodologia da pesquisa 2.1. Escolha do local Para este estudo foi escolhido um trecho da BR-040 que passa pelo Município de Contagem - MG entre os quilômetros 524 e 525, no bairro Cabral. Este trecho foi selecionado por estar acessível aos pesquisadores e por apresentar de ambos os lados uma ocupação significativa de residências. 2.2. Elaboração e aplicação do questionário Para alcançar o objetivo do estudo em tela foi desenvolvido um, questionário composto por duas partes. A primeira parte busca levantar o perfil do entrevistado como: gênero, faixa etária, grau de instrução e também informações a respeito dos seus deslocamentos, como: frequência, motivo e modalidade de transporte utilizada. Na segunda parte os entrevistados responderam, através do uso de escalas de diferencial semântico, a 10 itens acerca da percepção que eles têm sobre a influência da presença da rodovia na sua decisão de atravessá-la ou caminhar por ela. O entrevistado deveria apontar um valor numa escala que varia de um a sete. A Figura 2 ilustra o formato da questão utilizada na segunda parte do questionário. Figura 2: Questão utilizada no questionário Os questionários foram aplicados a 26 moradores sendo 13 de um lado e 13 do outro lado da rodovia entre os dias 10 e 20 de novembro de 2014. A amostragem não foi dimensionada com rigor estatístico, por se tratar de um estudo exploratório. Os entrevistados foram escolhidos de forma aleatória nas proximidades do trecho escolhido para realização do estudo. Optou-se por abordar os pedestres especialmente em pontos de ônibus e comércios da região. Os questionários foram aplicados e preenchidos por dois pesquisadores treinados para tal e, para facilitar, os pesquisadores liam as opções para o entrevistado e marcavam a opção indicada por ele. 2.3. Tabulação e análise dos dados Após o levantamento de campo, os dados foram digitados em planilha do Excel e tabulados de forma a melhorar a interpretação dos mesmos. 2.2.1. Perfil dos entrevistados A amostra foi composta por 26 pessoas com faixa etária entre 25 e 60 anos de idade, sendo 12 do gênero masculino e 14 feminino. Quanto ao grau de instrução dos entrevistados 14 deles têm o ensino fundamental completo e 12 o ensino médio. Foi levantada a frequência que o entrevistado circula pelas mediações da rodovia, os motivos e meio de transporte utilizado por eles. A Tabela 1 apresentada a seguir mostra o resultado desse levantamento. Tabela 1: Perfil do deslocamento dos entrevistados Frequência do deslocamento Todo dia 17 65% Algumas vezes por semana 8 31% Raramente 1 4% Total de respostas 26 100% Motivo de deslocamento Trabalho 12 46% Compras 7 27% Estudo 5 19% Passeio 2 8% Total de respostas 26 100% Modo de transporte utilizado Ônibus 13 50% A pé 7 27% Carro 4 15% Moto 2 8% Total de respostas 26 100% Conforme visto na Tabela 1 a maioria dos entrevistados, 65% deles se deslocam diariamente nas mediações da rodovia, o principal motivo apontado pelos entrevistados é o trabalho 46%, seguido de compras representando 27% dos entrevistados. O meio de locomoção, motorizado, mais utilizado pelos entrevistados é o transporte publico coletivo (ônibus) representando 50%, e 27% dos entrevistados circulam a pé nas proximidades da rodovia. As entrevistas foram realizadas em dias úteis com pessoas que estavam circulando nas proximidades da rodovia no Bairro Cabral, isso justifica o fato de 46% dos entrevistados realizarem as viagens por motivo de trabalho, pois são pessoas que estavam indo ou voltando do trabalho. Ou seja, podem ser moradores da região que trabalham em outra região ou vice versa. 2.1.2. Cálculo do Grau de influência Para averiguar a influência do fator segurança na mobilidade dos moradores foi calculado o seu “grau de influência (GI)”. Para tal, as respostas obtidas nos questionários foram transformadas em um escore numérico, que foi calculado para cada item presente no questionário, por meio da associação de um peso, com base em uma escala de probabilidade, que foi atribuído, para cada item de resposta. A escala de probabilidade representa a influência de cada item no comportamento de um determinado indivíduo. Bottesini (2010) recomenda, para associar a escala de probabilidade à escala de diferencial semântico, considerar que a escala 1, que equivale a “nada” no diferencial semântico, influencia a pessoa em 5% e que “totalmente” (7 na escala de diferencial semântico) influencia em 95%. O autor menciona que os entrevistados podem se comportar de forma diferente de sua resposta. Ou seja, um entrevistado pode considerar ser totalmente influenciado por uma das opções apresentadas, mas esta não ter efeito sobre seu comportamento e vice versa. A Tabela 2 mostra a atribuição de pesos para cada valor da escala de respostas de uma questão presente no questionário. Esse procedimento foi realizado para todas os itens da segunda parte do instrumento. Tabela 2: Peso atribuído à escala de diferencial semântico Escala de respostas 1 2 3 4 5 6 7 Escala de Probabilidades 5% 20% 35% 50% 65% 80% 95% Pesos 5 20 35 50 65 80 95 Por meio de uma média ponderada calculou-se o “grau de influência” (GI) de cada uma das opções, multiplicando o peso, apresentado na Tabela 1, de cada resposta pela quantidade em que ocorreram, e dividindo o resultado pelo numero total de respostas, com a aplicação da equação (1). ( 0 (1) Onde, GI: grau de influência das opções; e n1...7: quantidade de respostas opções 1 a 7, respectivamente. GI é o peso que está associado, um valor que predomina na escala de resposta, esse valor predominante trata-se de uma ponderação dos valores atribuídos pelos participantes da pesquisa na escala de respostas para um determinado item apresentada ao entrevistado. Após tabulação dos dados e aplicação da equação 1 com os respectivos pesos apresentados na Tabela 1, obteve-se o grau de influência de cada fator, conforme pode ser observado na Tabela 3. Tabela 3: Grau de influência Fatores que afetam a mobilidade Grau de influência Medo de sofrer acidente Presença de Passarela 81,15 78,85 Velocidade dos veículos 74,81 Redutor de velocidades para os veículos (Radar) 71,35 Falta de sinalização para pedestres 71,35 Volume de veículos (quantidade de carros) 70,77 Falta de passeio 70,19 Presença de acostamento 62,12 Existência de barreira (muro, tela, gradil, etc.) 60,38 Distância da passarela 58,65 Ressalta-se que este trabalho não tem a pretensão de determinar a eficiência ou não de um determinado fator e sim o quanto cada fator pode influenciar na mobilidade dos entrevistados. Assim, se um Grau de influência resultar em 90, por exemplo, isto não significa que a presença deste fator irá influenciar em 90% dos entrevistados. O Grau de influência significa que quanto maior ele for maior é sua influência sobre a decisão do entrevistado de atravessar ou caminhar pela rodovia. Observa-se que o fator que apresenta maior grau de influência sobre a mobilidade dos entrevistados é o medo de sofrer um acidente. Seguido pela presença de passarela, dentre os fatores analisados a distância da passarela é o que menos influencia a decisão dos entrevistados. Mas, no entanto para todos os fatores analisados o Grau de influência se apresenta bastante significativo, uma vez que o menor valor encontrado foi de 58,65 e o maior 81,15, sendo que este poderia variar de 5 a 95. 3. CONCLUSÕES O principal objetivo deste estudo foi averiguar a influência do fator segurança na mobilidade de pedestres nas proximidades de uma rodovia, para tal foi realizado um estudo de caso com transeuntes do bairro Cabral em Contagem – MG. Com o auxilio de um questionário foi possível constatar que a maioria dos entrevistados são pessoas que se deslocam nas proximidades da rodovia, em questão, principalmente por motivos de trabalho e estudo. Através da Escala de Diferencial Semântico os entrevistados apontaram um valor de um a sete aos 10 fatores que podem influenciar sua travessia ou caminhamento ao longo da rodovia. A análise dos dados permitiu concluir que o fator que tem maior influência na decisão das pessoas entrevistadas, em atravessar ou caminhar pela rodovia é o medo de sofrer algum acidente, isso de deve ao fato do alto número de acidentes que constantemente ocorre nas rodovias brasileiras, mostrado com frequência na mídia. Com Grau de Influencia igual a 78,85 a presença de passarela é outro fator que tem papel importante na decisão dos entrevistados, podendo inferir que a presença da passarela é um fator que traz para os entrevistados uma sensação de segurança, facilitando a mobilidade, ou seja, a falta de passarela pode ser um fator que afeta a mobilidade da população que mora nas proximidades de rodovia. A velocidade com que os veículos circulam pela rodovia apresentou um grau de influência de 74,81. Na percepção dos entrevistados é algo que pode influenciar na sua segurança, bem como na sua decisão de atravessar ou caminhar pela rodovia. De forma geral todos os fatores apresentados para os entrevistados tiveram grau de influência bastante significativo, demonstrando que os entrevistados conseguem identificar medidas que podem garantir sua segurança. Nota-se que o item intitulado “distância da passarela” é o que apresentou menor grau de influência, podendo concluir que, segundo os próprios entrevistados, os mesmos estão dispostos a caminharem até alcançar a passarela. Ressalta-se que o grau de instrução, bem como, a diferença de gênero e faixa etária dos entrevistados não foram fatores que influenciaram a opinião dos mesmos. AGRADECIMENTOS Os autores agradecem ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq e ao Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais pela concessão de auxílio. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BOTTESINI, Giovani. (2010) Influência de medidas de segurança de trânsito no comportamento dos motoristas. Dissertação de mestrado. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Escola de Engenharia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. DNIT (2004) Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. 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