ANÁLISE DO DESEMPENHO DOS SERVIÇOS DE VARRIÇÃO NA REGIÃO
CENTRAL DE GOIÂNIA
Verusca de Castro Mesquita1
Osmar Mendes Ferreira2
Universidade Católica de Goiás – Departamento de Engenharia – Engenharia Ambiental
Av. Universitária, Nº 1440 – Setor Universitário – Fone (62)3227-1351.
CEP: 74605-010 – Goiânia - GO.
Resumo
A região central de Goiânia diariamente gera grandes quantidades de resíduos sólidos
provenientes da movimentação de veículos e pessoas. Baseado nessa observação foi realizado
a pesquisa com o objetivo de analisar o desempenho dos serviços de varrição verificando a
eficiência dos trabalhos de limpeza das ruas, avenidas e calçadas. Para tanto foi necessário
analisar o banco de dados da Companhia de Urbanização de Goiânia - COMURG, que
disponibilizou o plano de varrição estabelecido para a área do centro de Goiânia,
compreendidas pelas Avenidas Araguaia, Tocantins e Paranaíba. Essa região central possui 17
circuitos de varrição, alguns com maiores freqüência dos serviços de varrição, variando de 1 a
12 vezes ao dia, e ainda com seus possíveis repasses, onerando os cofres público no quesito
limpeza pública, que é resultado do volume de lixo lançado em via pública.
Palavras-chave: limpeza urbana, serviços de varrição, Goiânia-GO.
Abstract:
The central region of Goiânia daily generates a great amount of solid residues proceeding
from the movement of vehicles and people. Based on this consideration, the efficiency of the
work of cleaning the streets and sidewalks was analysed through the research, with the
objective to measure the performance of the sweeping services. For such it was necessary to
analyze the data base of the Company of Urbanization of Goiânia - COMURG, that made
available the plan of sweeping established for the area of downtown Goiânia, composed by
the Araguaia, Tocantins and Paranaíba Avenues. This central region has 17 circuits of
sweeping, some with bigger frequency, varying from 1 to 12 times a day, and still with its
possible reviews, burdening the public coffers in the public cleaning matter, that is the result
of the volume of garbage launched in public places.
Key- words: urban cleanness, sweeping services, Goiânia-GO.
Goiânia, Junho/2008.
_______________________
1
2
Acadêmica do curso de Engª Ambiental da Universidade Católica de Goiás. ([email protected])
Orientador Prof. Msc. Dep. Engª Universidade Católica de Goiás - UCG. ([email protected])
2
1 INTRODUÇÃO
O excessivo aumento na geração dos resíduos sólidos urbanos tem se constituído
em um dos graves problemas enfrentados pelas administrações públicas municipais.
Considerada como a décima segunda cidade mais populosa do Brasil, com pouco mais de 1,2
milhões de habitantes, Goiânia produz atualmente uma média de 1.200 toneladas de resíduos
urbanos, que são recolhidos diariamente.
Esse problema pode estar relacionado diretamente com o crescimento constante
da cidade, aliado às mudanças nos padrões de consumo, do desenvolvimento industrial e aos
avanços tecnológicos, contribuindo assim, no aumento e alteração na composição e na
quantidade dos resíduos gerados.
Gerenciar os resíduos sólidos urbanos de forma planejada e eficiente é o grande
desafio das administrações públicas municipais. Cabe a elas utilizar as técnicas e
metodologias definidas pelo planejamento estratégico em prol dos serviços de limpeza
urbana, de tal forma que sejam intensificados, ampliados e diversificados visando encontrar
soluções integradas para a gestão destes resíduos. O poder público municipal também não
pode se esquecer da responsabilidade de estimular a participação de cada cidadão no processo
de discussão da problemática do lixo.
Os serviços de limpeza urbana, quando bem planejados e executados, são a
garantia de uma gestão eficiente para os resíduos sólidos urbanos, incluindo aí a diminuição
dos gastos da Prefeitura com os mesmos. Tais serviços além de manter a limpeza e a
higienização de áreas públicas, têm importância como ação de saneamento e de preservação
da saúde. Eles interferem diretamente no controle do meio ambiente e, portanto, na saúde do
homem, demandando assim, soluções planejadas e tecnicamente adequadas a cada realidade.
Esta pesquisa foi desenvolvida com foco na limpeza urbana, especificamente nos
serviço de varrição. A área de estudo, está referenciada na região central de Goiânia,
compreendida pelas avenidas Araguaia, Tocantins e Paranaíba, região mais conhecida como o
“manto Sagrado de Nossa Senhora”.
A realização do presente estudo justificou-se pela importância que a região central
representa para a cidade de Goiânia. É uma região de intenso comércio e negócios, por onde
passa diariamente um elevado fluxo de veículos e pessoas, o que propicia a geração de
3
grandes quantidades de resíduos sólidos urbanos decorrentes de toda essa concentração.
Nesse contexto, a pesquisa objetivou analisar os serviços de varrição nessa região
de Goiânia, examinando a eficiência desses trabalhos na conservação das ruas, praças e
avenidas e principalmente, averiguando o planejamento realizado para esses serviços.
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Por volta da década de 50 e 60, a limpeza urbana era tratada simplesmente como
questão de menor importância dentro das administrações municipais brasileiras, onde a
preocupação era apenas em não deixar o lixo visível para a população, depositando-o fora do
campo de visão dos habitantes, geralmente a céu aberto e longe das preocupações dos homens
públicos e dos cuidados necessários para o seu tratamento e disposição adequados
(MESQUITA et al., 2003).
Ainda segundo Mesquita et al. (2003), com o passar do tempo e tendo uma maior
visibilidade do problema e, com a tomada de consciência das pessoas para as questões
ambientais – onde o lixo se insere fortemente – passou-se a enxergar os resíduos sólidos com
um enfoque diferente, nascendo o conceito de Gerenciamento Integrado de Limpeza Urbana.
O Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos é, em síntese, o
envolvimento de diferentes órgãos da administração pública e da sociedade civil com o
propósito de realizar a limpeza urbana, a coleta, o tratamento e a disposição final do lixo,
elevando assim a qualidade de vida da população e promovendo o asseio da cidade, levando
em consideração as características das fontes de produção, o volume e os tipos de resíduos, as
características sociais, culturais e econômicas dos cidadãos e as peculiaridades demográficas,
climáticas e urbanísticas locais (MONTEIRO et al., 2001).
Hoje sabe-se que o assunto referente aos resíduos sólidos não pode ser enfocado
de uma forma tão simplificada, pois o problema é mais complexo e deixa de ser apenas uma
questão de gerenciamento técnico, inserindo-se em um processo de gestão participativa, tal
como se delineou desde a elaboração de diretrizes estabelecidas na ECO 92- Conferência das
Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, na Agenda 21 e nos seus
desdobramentos (MESQUITA et al., 2003).
Segundo Campos et al. (1999), a Agenda 21 é um documento, representada por
uma extensa carta de compromissos, assinado entre os governos dos países reunidos na ECO
4
92, com o objetivo de promover um esforço comum e global para corrigir os rumos do
modelo de desenvolvimento econômico até então adotado e difundir o conceito de
desenvolvimento sustentável, coerente com um novo formato de crescimento, valorizando as
dimensões ambientais e sociais, além da econômica, como forma de garantir a qualidade de
vida das gerações atual e futura.
Mais do que um documento, a Agenda 21 é reconhecida como um instrumento de
mobilização de todos os segmentos da sociedade, ou seja, é um processo de planejamento
participativo, para a análise da situação atual do desenvolvimento nos países e para a tomada
de decisões para a implementação do desenvolvimento sustentável nos mesmos (MESQUITA
et al., 2003).
De acordo com Campos et al. (1999), os capítulos 21 e 22, abordam as questões
relacionadas aos resíduos sólidos, com enfoque no manejo ecologicamente saudável e no
desenvolvimento sustentável.
A Agenda 21 expressa ainda que:
21.1-...... “A Assembléia afirmou que o manejo ambientalmente saudável dos
resíduos se encontra entre as questões mais importantes para a manutenção da qualidade do
meio ambiente da terra e, principalmente, para alcançar um desenvolvimento sustentável e
ambientalmente saudável em todos os países”.
Em seu inciso 21.4, a Agenda 21 aborda também que:
“O manejo ambientalmente saudável desses resíduos deve ir além da simples
deposição ou aproveitamento por métodos seguros dos resíduos gerados e buscar resolver a
causa fundamental do problema, procurando mudar os padrões não sustentáveis de produção e
consumo. Isto implica na utilização do conceito de manejo integrado de ciclo vital, o qual
apresenta oportunidade única de conciliar o desenvolvimento com a proteção do meio
ambiente”.
Já no inciso 21.5 a Agenda frisa que:
“Em conseqüência, a estrutura da ação necessária deve apoiar-se em uma
hierarquia dos objetivos e centrar-se nas quatro principais áreas de programas relacionadas
com os resíduos e saber”:
(A) redução ao mínimo dos resíduos;
(B) aumento ao máximo da reutilização e reciclagem ambientalmente saldáveis
dos resíduos;
(C) remoção do tratamento e da disposição ambientalmente saudáveis dos
resíduos;
5
(D) ampliação do alcance dos serviços que se ocupam dos resíduos”.
A geração de resíduos vem tomando proporções crescentes e vem sendo
reconhecida como um dos maiores problemas da humanidade. De fato, nossos padrões de
consumo e de produção vêm, a cada dia, aumentando a quantidade de resíduos de toda
espécie. A própria Agenda 21 aponta uma previsão até o ano 2025, de uma geração de
resíduos 5 vezes maiores que a atual (CAMPOS et al., 1999).
Quanto a gestão dos serviços de limpeza urbana de uma cidade, vários são os
aspectos pesquisados e discutidos por vários pesquisadores. Entretanto, as iniciativas na
gestão dos resíduos sólidos são isoladas e pontuais. Percebe-se que ainda há muito a ser feito
no Brasil para que bons exemplos sustentáveis possam ser mostrados. Alguns municípios
brasileiros apresentam verdadeiras mazelas ambientais em relação ao gerenciamento do seu
lixo urbano (GRIPPI, 2001, apud RAMOS, 2004).
De acordo com Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, através da
NBR 10004 (2004) os resíduos sólidos podem ser classificados de várias maneiras. As duas
mais comuns são quanto aos riscos potenciais de contaminação do meio ambiente e quanto à
natureza ou origem.
Quanto aos riscos potenciais de contaminação do meio ambiente; os resíduos
sólidos podem ser classificados em:
Classe I ou perigosos - São aqueles que, em função de suas características
intrísecas de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade ou patogenicidade,
apresentam riscos à saúde pública através do aumento da mortalidade ou da morbidade, ou
ainda provocam efeitos adversos ao meio ambiente quando manuseados ou dispostos de
forma inadequada. (ABNT, 2004)
Classe II - A ou não-inertes - São os resíduos que podem apresentar características
de combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade, com possibilidade de acarretar
riscos à saúde ou ao meio ambiente, não se enquadrando nas classificações de resíduos Classe
I – Perigosos – ou Classe II - B – Inertes (ABNT, 2004)
Classe II - B ou inertes – São aqueles que, por suas características intrísecas, não
oferecem riscos à saúde e ao meio ambiente, e que, quando amostrados de forma
representativas, segundo a norma NBR 10.007 (ABNT, 2004) e submetidos a um contato
estático ou dinâmico com água destilada ou deionizada, a temperatura ambiente, conforme
teste de solubilização segundo a norma NBR 10.006 (ABNT, 2004) não tiverem nenhum de
seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões do potabilidade da
água, conforme listagem nº 8 (ANEXO H da NBR 10.004), executando-se os padrões de
6
aspecto, cor, turbidez e sabor (ABNT, 2004).
Quanto à natureza ou origem, os resíduos sólidos podem ser agrupados nas
seguintes classes: lixo residencial; lixo comercial; lixo público; lixo de serviço de saúde; lixo
industrial; lixo especial e outros (FONSECA, 2001).
 Lixo Residencial – também chamado lixo doméstico, são todos os resíduos
gerados nas atividades diárias de casas, apartamentos e outros tipos de
moradias, tais como: restos de alimentos, varreduras, plásticos, papéis,
papeletas, vidros, panos, embalagens em geral e outros.
 Lixo Comercial – todo resíduo sólido produzido em estabelecimentos
destinados ao comércio, em geral, em escritórios, bancos, cinemas, teatros e
órgãos públicos. Os componentes mais usuais são: restos de copa e cozinha,
lavagens com sabões e detergentes, papéis, papelões, madeiras, plásticos,
sacos, vasilhames de vidro, material de varreduras, entre outros.
 Lixo Público – são os resíduos sólidos, provenientes de capina, raspagem e
varrição produzidos nas vias públicas, praças e jardins, bem como restos de
feiras livres, pedras, móveis velhos, utensílios de cerâmicas e outros materiais
inservíveis deixados indevidamente nas ruas pela população.
 Lixo de Serviços de Saúde – são os resíduos sólidos, produzidos em hospitais,
casas de saúde, maternidades, postos médicos, de vacinação e curativos,
consultórios e clínicas médicas e odontológicas, laboratórios, farmácias e
outros serviços do setor.
 Lixo Industrial – são os resíduos sólidos e semi - sólidos que resultam de toda
atividade industrial. Esta classe de resíduo é a grande responsável pela
contaminação do solo, dos recursos hídricos e do ar, pois, na grande maioria, o
próprio produtor é responsável pela coleta e disposição final e como são
fiscalizadas, executada essas atividades a se “bel prazer” e sempre mal feita,
ora lançado ao relento, ora em curso de águas, ora queimando em locais
inadequados.
 Outros – nessa classificação se incluem todos os resíduos sólidos não
classificados nos itens anteriores, bem como aqueles originários de limpeza de
boca-de-lobo, lodos de estações de tratamento de água e esgotos, limpeza de
galerias e outros.
7
Para efeito das atividades do serviço de limpeza urbana, o lixo classificado como
comercial e residencial se constitue no chamado lixo domiciliar, que junto com o lixo público,
forma a maior parcela dos resíduos produzidos na cidade (FONSECA, 2001).
Associado a esses fatores, percebe-se que o gerenciamento integrado tem uma
relevante importância para o bom andamento do serviço de limpeza pública urbana. De
acordo com Chenna (1999), os serviços de limpeza urbana são aqueles destinados a manter a
limpeza e a higienização de áreas públicas, bem como aquele que recebe tratamento e
destinação final adequado. Portanto, a sua importância é sob os aspectos estético, sanitário e
sócio-econômico.
Chenna (1999) diz ainda que sem considerar as etapas de gerenciamento, sob o
aspecto estritamente operacional, os serviços de limpeza urbana compreendem, em geral, as
atividades de: coleta de resíduos, varrição, capina, lavação de logradouros, limpeza de locais
após eventos, limpeza de bocas-de-lobos, remoção de entulho, limpeza de praias, parques e
jardins, entre outros. Considerando essas atividades de limpeza urbana e com a finalidade de
uma melhor apresentação sobre tais atividades, tem-se a seguir uma breve abordagem de:
 coleta de resíduos: consiste no recolhimento de resíduos gerados em
residências, estabelecimentos comerciais, públicos e de prestação de serviços;
 varrição: consiste no ato de varrer os resíduos acumulados junto à sarjeta e ao
meio fio, evitando o acúmulo excessivo de resíduos;
 capina: consiste na remoção de matos e ervas daninhas que crescem nas vias,
sarjetas e meios fios, com o intuito de restabelecer as condições de drenagem e
evitar o mau aspecto das vias públicas.
 lavação de logradouros: normalmente é uma área de grande circulação,
havendo a necessidade de promover constantemente a sua limpeza, visando
promover o bem-estar e comodidade para a população;
 limpeza de locais após eventos: ao término uma equipe fará a varrição e
remoção dos resíduos, normalmente é feita uma lavagem no ambiente, com
aplicação de solução desinfectante/desodorizante, caso seja limpeza de feiras;
 limpeza de bocas-de-lobos: essencial para garantir o perfeito escoamento das
águas de chuva, minimizando os problemas de inundações em áreas urbanas;
 remoção de entulho: consiste no recolhimento de resíduos ou sobras
provenientes de construção, reforma, trabalho de conserto, móveis e utensílios
8
domésticos inservíveis, é fundamental para evitar o seu depósito em áreas
inadequadas e seu lançamento às margens dos cursos d’água, ou diretamente
no leito destes;
 limpeza de praias, parques e jardins: necessário para manter tais áreas
limpas, contando com a colaboração da população, colocação de contêineres e
recipientes como latões, para o acondicionamento do lixo, além do trabalho de
uma equipe especializada na limpeza.
Neste trabalho, é considerado apenas a atividade de varrição manual de vias
públicas, ruas, jardins e calçadas. De acordo com Fonseca (2001), a varrição além de ser
fundamental para o embelezamento e higiene de uma cidade, tem influência na saúde pública
da população, no desenvolvimento turístico, na segurança de pedestres, dos veículos e até no
envaidecimento dos habitantes da localidade.
Quanto da elaboração de um plano de varrição, Fonseca (2001), frisa os pontos
que devem ser considerados:
 não há necessidade de varrer o centro das ruas, pois os carros trafegando jogam
o lixo na direção do meio fio, na sarjeta;
 manter contato com serviço de trânsito, para que este oriente o estacionamento
de veículos, de modo a permanecer uma faixa de 0,50 m entre o meio fio e o
veículo;
 o serviço de varrição deve vir sempre acompanhado do serviço de conservação
da varrição que lhe é complementar, e deve ser mais intenso no centro e
núcleos comerciais, bem como nos pontos de maior concentração popular;
 normalmente a varrição das calçadas é de responsabilidade dos moradores,
exceto em locais públicos, onde a responsabilidade fica por conta do serviço de
conservação.
Segundo Fonseca (2001), para que na varrição manual haja êxito e que seja viável
economicamente, deverá atender um planejamento detalhado, obedecendo as seguintes etapas:

tipos de serviços – esses serão determinados pela freqüência da varrição. Neste
particular, existem dois tipos de varredura:
 normal ou corrida; e
 de conservação.
A varrição normal é uma dependência do porte da prefeitura, do número de
operários colocados à disposição do serviço, da disponibilidade de equipamentos e do grau de
9
importância que cada rua ou avenida representa para a cidade. Com base nestes dados a
varrição normal pode ser feita diariamente ou alternadamente duas a três vezes por semana.
A varrição de conservação depende muito do grau de civilidade da população. Em
muitos casos é difícil manter uma rua ou avenida limpa por 24 horas, e neste caso,
dependendo da importância do logradouro este é varrido quantas vezes for necessária e é essa
repetição de varrição que se chama repasse ou varrição de conservação.
 Freqüência da Varrição. Essa depende diretamente dos fatores seguintes:
 ocupação do solo;
 topografia do logradouro;
 importância dada pelo administrador municipal, com relação ao grau de
limpeza e disponibilidade de recursos.
A freqüência maior deve ser dada em zona comercial, terminal rodoviário urbano
e a menor freqüência em bairro residencial de baixa densidade demográfica.
 Velocidade da Varrição. Essa velocidade é expressa em metro linear de sarjeta,
por homem, por dia. Quando se fala em dia quer dizer jornada norma de
trabalho do dia (6 a 8 horas). Deve-se considerar que a velocidade depende do
tipo de logradouro e de duas características como:
 trânsito intenso de veículos;
 existência ou não de estacionamento;
 se pavimentada ou não;
 se é calçadão;
 se há circulação intensa de pedestre.

Produtividade da varrição. Este aspecto depende essencialmente dos homens
encarregados de executarem as tarefas. Por essa razão a produtividade está
condicionada aos seguintes fatores:
 sexo do varredor;
 faixa etária;
 saúde do varredor;
 incentivos oferecidos ao varredor.
Há outros fatores que dizem respeito a estrutura do serviço como:
 local de guarda e distribuição do equipamento;
 tipos de veículos que transportam o pessoal do local de guarda – do
equipamento no ponto de início da varrição;
10
 grau de arborização do logradouro;
 circulação de veículos com carga solta;
 planejamento técnico do serviço.
A todos esses aspectos, junte- se o principal: grau de instrução da população.

Composição da equipe. Cada equipe de varrição também chamada de
guarnição, pode ser constituída por:
 um só gari, que varre, recolhe e vaza no ponto de acumulação;
 dois garis, onde um varre e junta o outro recolhe e vaza.
Em observações feitas em algumas cidades brasileiras, um varredor, em condições
favoráveis, varre 1.440 metros em média 895 litros de resíduos sólidos por quilômetro
varrido.

Ajuste de Plano e Fiscalização dos Serviços. Normalmente a teoria não
corresponde à prática. Por isso, sempre que um Plano passa para o campo, as
primeiras distorções começam a aparecer e aí sim, a teoria é ajustada pela
prática e a partir de então as duas se harmonizam e o Plano alcança êxito.
Mas, para que o êxito seja completo, especialmente um trabalho como varrição,
Fonseca (2001) afirma que tem que existir uma boa e preparada fiscalização por parte da
municipalidade, inclusive com poderes de polícia sanitária, caso contrário, alguns abusos não
deixarão de ser praticados. Código de Postura e Regulamentos deverão existir, dando direito
de punição para os infratores.
No que diz respeito à legislação, Monteiro et al. (2001) diz que as instituições
responsáveis pelos resíduos sólidos municipais e perigosos, no âmbito nacional, estadual e
municipal, são determinadas através dos seguintes artigos da Constituição Federal, quais
sejam:
- Incisos VI e IX do art. 23, que estabelecem ser competência comum da União,
dos estados, do Distrito Federal e dos municípios proteger o meio ambiente e combater a
poluição em qualquer das duas formas, bem como promover programas de construção de
moradias e a melhoria do saneamento básico;
- Já os incisos I e V do art. 30 estabelecem como atribuição municipal legislar
sobre assuntos de interesse local, especialmente quanto à organização dos seus serviços
públicos, como é o caso da limpeza urbana.
No que diz respeito à legislação do Estado de Goiás, a lei que aborda sobre
assunto discutido é a seguinte:
11
- Lei nº 8544 de 17 de Outubro de 1978, que dispõe sobre a Preservação e
Controle da Poluição do Meio Ambiente no Estado de Goiás, Art. 62;
Art. 62 – O tratamento, quando for o caso,o transporte e a disposição de resíduos
de qualquer natureza, de estabelecimento industriais, comerciais e de prestação de serviços,
quando não forem de responsabilidade do Município, deverão ser feitos pela própria fonte de
poluição.
Em seu § 1º diz que: - A execução, pelo Município, dos serviços mencionados
neste artigo não eximirá a responsabilidade da fonte de poluição quanto a eventual
transgressão de normas deste regulamento.
Quanto à legislação municipal específica para a limpeza urbana, podemos citar o
Código de Posturas de Goiânia com a Lei Complementar nº 014, de 29 de dezembro de 1992,
que diz o seguinte sobre a Higiene Pública em seu capítulo I:
- capítulo I: disposições preliminares sobre competências do Poder Público
Municipal em relação à higiene pública;
A Lei Orgânica Municipal também trata do assunto em seu capítulo II, Art. 11 –
Compete ao Município de Goiânia, dentre outras, as seguintes atribuições:
- inciso XX: prover os serviços de limpeza das vias e dos logradouros públicos,
remoção e destino de lixo domiciliar e de outros resíduos de qualquer natureza.
2
METODOLOGIA
Para o desenvolvimento deste estudo fez-se necessário dividir o trabalho em duas
fases, bem como, levantamento das informações disponíveis e concepção do banco de dados;
e análise dos resultados obtidos.
Na fase inicial da pesquisa foram realizados levantamentos em fontes
bibliográficas, banco de dados digitais, fonte de dados disponíveis na Internet, legislações
pertinentes, e em contatos com entidades, órgãos e instituição pública municipais.
A segunda fase foi marcada com a visita na Companhia de Urbanização de
Goiânia – COMURG, órgão municipal responsável pelos serviços de limpeza urbana na
cidade de Goiânia. Nesta fase aplicou-se questionário para as autoridades atuantes, que
puderam subsidiar na busca de informações a respeito do assunto. Também houve trabalho de
campo que contribuiu bastante para a realização desta etapa.
Foram organizadas as informações de acordo com as entrevistas realizadas,
12
destacando assuntos sobre: os serviços de limpeza urbana realizados pela COMURG nas
avenidas e ruas na região central de Goiânia, análise dos serviços de varrição, destacando a
freqüência em determinadas áreas desse setor, e o motivo que leva a realizar essa operação
por mais de uma vez ao dia. Também foram abordados assuntos como a importância direta
que os trabalhadores da limpeza urbana representa para a cidade e para a própria região
estudada, o aproveitamento e rendimento dos mesmos, se a quantidade desses trabalhadores
está sendo suficiente para garantir eficiência da limpeza urbana para essa região. Ainda sobre
os operários, foram questionadas as extensões varridas por cada um deles, indagando seus
instrumentos de trabalho e a vida útil dos mesmos.
3
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Para analisar a dinâmica dos serviços de varrição realizados na região Central de
Goiânia, foi necessária a contribuição direta da COMURG, que proporcionou fontes seguras
de dados sobre o plano de varrição da área estudada.
Deve-se ressaltar que os serviços de varrição na região central de Goiânia são
realizados com freqüência diária, entretanto nas avenidas e ruas mais movimentadas onde
apresenta um fluxo maior de pedestres e veículos, decorrentes dos estabelecimentos
comerciais, os serviços de limpeza urbana são mais intensificados, sendo realizada a varrição
de 02 a 04 vezes por dia, com turnos matutinos, vespertinos e noturnos. Um dos motivos que
leva a realização dessa operação por mais de uma vez ao dia em determinadas áreas desse
setor, é a falta de esclarecimento das pessoas, nas quais insistem em jogar lixo nas calçadas,
ruas e avenidas.
Dentro de uma concepção dos serviços de varrição, os “garis”, são os
protagonistas de todo o cenário urbanístico da limpeza urbana. Em média os operários varrem
diariamente 1.900,00 metros de eixo de via, o que não deixa de gerar um grande desgaste
físico para os mesmos. O acompanhamento constante para com esses trabalhadores é de
fundamental importância. É preciso estar atento às condições físicas e psíquicas dos mesmos;
e para isso exige que as autoridades estejam preocupadas com a saúde dos seus funcionários.
Alongamentos realizados antes de iniciar a sua jornada diária, é uma das opções para garantir
um maior rendimento e qualidade em seus serviços.
13
Os instrumentos de trabalho devem ser outro aspecto bastante observado.
Vassourões com cabos de madeira, carrinhos tipo lutocar, vassourinhas, pás de ferro com
cabo em madeira e sacos plásticos deverão estar sempre em boas condições de uso, e sempre
que possível sendo substituídos de acordo com as especificações dos instrumentos.
A garantia da qualidade da limpeza urbana de qualquer cidade está relacionada
com a eficiência de todos os fatores que direta ou indiretamente influenciam nos serviços de
limpeza.
De acordo com o plano de varrição da COMURG, a região central é dividida em
circuitos, sendo eles diurnos e noturnos. Para cada circuito tem-se a representação da extensão
varrida em metros, a quantidade de trabalhadores da limpeza urbana e a média que cada um
desses trabalhadores varre diariamente. O quadro 01 mostra com mais detalhe o
funcionamento dos circuitos:
Quadro 01: Circuitos da região Central
Circuito
segundafeira
terçafeira
quartafeira
quintafeira
01-01
02-01
03-01
04-01
05-01
18-01
19-01
44-01n
45-01n
46-01n
47-01n
48-01n
50-01n
51-01n
Total
Fonte: COMURG. (2008)
Legenda:
n – circuitos noturnos da área central de Goiânia.
T. L. U – Trabalhadores da Limpeza Urbana.
sextafeira
Sábado
Extensão
(m)
11.631,18
11.603,31
12.673,05
11.075,18
7.680,35
15.991,58
5.217,84
8.435,04
8.763,68
7.077,20
11.630,72
11.520,78
13.445,28
8.696,40
134.366,41
Quant.
T. L.U
06
06
07
06
04
08
03
04
04
04
06
06
08
04
76
Média
T.L.U
1.938,53
1.933,89
1.810,44
1.845,87
1.920,09
1.998,95
1.739,28
2.108,76
2.190,92
1.769,30
1.938,45
1.920,13
1.680,66
2.174,10
1.926,38
A área de estudo está localizada na região central de Goiânia, compreendido pelo
triângulo formado das avenidas Araguaia, Tocantins e Paranaíba. Porém não existe um plano
de varrição específico somente para a área do triângulo. O plano de varrição da prefeitura para
o centro de Goiânia abrange além do triângulo, trechos ou circuitos que não irão ser
14
aprofundados nesse trabalho. Dessa forma, torna-se necessário mostrar de uma forma geral
toda a região central, com seus respectivos circuitos, porém dando mais atenção para área do
triângulo, que é o foco do estudo. A Figura 1 mostra a área mais estudada e discutida do
trabalho.
Figura 1: Localização da área do triângulo na região central de
Goiânia/GO.
Fonte: Prefeitura de Goiânia (2008)
Ao todo são 14 circuitos, sendo 7 diurnos e 7 noturnos. Para cada circuito
representado tem-se a identificação do nome das vias, a localização e sua respectiva extensão
de varrição.
O circuito diurno abrange uma área maior do que o circuito noturno. Neste caso
necessitam de maiores freqüências do serviço de varrição, possibilitando para algumas vias o
repasse de várias vezes ao dia. A grande diferença do circuito diurno está no elevado fluxo de
pessoas e veículos provenientes dos estabelecimentos comerciais, o que gera maior
quantidade de lixo. A Figura 2 mostra o funcionamento do circuito diurno na região central de
Goiânia.
15
Figura 2: Circuito diurno.
Fonte: COMURG (2008)
Legenda dos circuitos diurnos:
circuito 01- 01
circuito 02-01
circuito 03-01
circuito 04- 01
circuito 05- 01
circuito 18 - 01
circuito 19 - 01
Para que haja um maior entendimento do plano de varrição na área de estudo, se
faz necessário o desmembramento da Figura 2, detalhando isoladamente cada circuito diurno,
com suas respectivas vias, com ênfase somente nos circuitos que compreendem a área do
triângulo.
O primeiro circuito apresentado é o 01-01, compreendido pela praça cívica. Não
se inclui na abrangência dos nossos estudos, porém será comentado de uma forma geral o seu
funcionamento no que diz respeito ao serviço de varrição. Em média possui uma extensão
16
varrida diariamente de 11.631,18 metros. Em trechos próximos a área de estacionamento, a
varrição é mais intensificada, possibilitando que a via seja repassada 3 vezes ao dia.
No circuito 02-01 compreendida pela Avenida Araguaia e suas interseções, a
extensão varrida diariamente no período diurno corresponde a 11.603,31 metros, um número
bastante parecido com o circuito 01-01, porém com algumas diferenças básicas: para esse
circuito existe uma freqüência maior de se varrer algumas avenidas e ruas específicas. O
Quadro 2 refere-se ao circuito 02-01 com a freqüência diária diurna e a Figura 3 detalha o
mesmo circuito, em mapa.
Quadro 02: Circuito 02-01 com freqüência diária diurna.
Ord.
Nome da Via
Início
Final
Extensão (m)
*01
Rua 10*
Rua Senador
Marginal Botafogo
2 x 1.014,82
Robert Kened
02
Rua 14
Av. Araguaia
Rua 20
324,15
03
Rua 15
Av. Araguaia
Alameda Botafogo
543,11
04
Rua 19
Rua 21
Rua 10
385,05
05
Rua 18
Rua 21
Praça Cívica
357,95
06
Alameda Botafogo
Av. Anhanguera
Rua 10
703,15
07
Rua 24
Av. Anhanguera
Rua 10
636,88
08
Rua 20
Av. Anhanguera
Rua 10
704,09
09
Rua 22
Rua 3
Rua 21
128,05
*10
Av. Anhanguera*
Av. Araguaia
Marginal Botafogo
2 x 1.504,02
*11
Av. Araguaia*
Praça Cívica
Av. Anhanguera
2 x 579,10
12
Rua 21
Av. Araguaia
Marginal Botafogo
625,00
*13
Rua 3
Av. Araguaia
Marginal Botafogo
2 x 500,00
TOTAL
Fonte: COMURG. (2008)
Legenda: *Vias com Repasses
11.603,31
17
Figura 3: Circuito diurno 02-01.
Fonte: COMURG (2008)
Nota-se que as vias Rua 10, Rua 21, Rua 3, bem como as Avenidas Anhanguera e
Araguaia, são áreas que geram elevadas quantidades de lixo, o que possibilita que os
serviços de varrição sejam repassados duas vezes ao dia. A via da Avenida Anhanguera, que
se inicia na Av. Araguaia e termina na Marginal Botafogo, é o trecho mais varrido,
correspondendo 1.504,02 metros diariamente.
Quanto ao circuito 03-01, corresponde a uma área maior em relação aos dois
circuitos anteriores. Varre-se diariamente 12.673,05 metros de extensão. Nesse circuito
encontram-se as ruas e avenidas mais movimentadas da capital, e onde existem grande
quantidade de comércio, escolas e outros serviços. O Quadro 3 e a Figura 4 mostra o
detalhamento do circuito 03-01.
Quadro 03: Circuito 03-01 com freqüência diária diurna.
Ord.
Nome da Via
Início
Final
Extensão
*01
Rua 6*
Av. Anhanguera
Av. Araguaia
2 x 271,66
*02
Rua 7*
Av. Anhanguera
Av. Araguaia
2 x 283,26
*03
Avenida Goiás *
Praça do
Praça Cívica
2 x 1.683,68
Bandeirante
*04
Rua 8*
Av. Paranaíba
Av. Tocantins
2 x 449,92
*05
Rua 9*
Av. Paranaíba
Av. Tocantins
2 x 438,45
06
Av. Paranaíba
Rua 23
Av. Goiás
715,57
07
Rua 5
Av. Tocantins
Av. Goiás
573,00
18
Ord.
Nome da Via
Início
Final
Extensão
08
Rua 4
Av. Tocantins
Av. Goiás
375,00
09
Av. Anhanguera
Av. Tocantins
Av. Araguaia
2.625,40
10
Rua 3
Av. Tocantins
Av. Araguaia
575,00
11
Rua 2
Av. Araguaia
Rua 9
346,61
12
Rua 1
Av. Araguaia
Rua 8
310,35
13
Rua 23
Av. Paranaíba
Av. Anhanguera
544,05
14
Rua 23 A
Rua 23
Ao final
80,44
15
Rua 23 B
Rua 8
Ao final
117,57
16
Viela da Rua 8
Rua 8
Av. Goiás
156,12
TOTAL
12.673,05
Fonte: COMURG. (2008)
Legenda: * Vias com repasses
Figura 4: Circuito diurno 03-01.
Fonte: COMURG (2008)
O circuito 03-01 abrange Avenidas importantes do centro de Goiânia. A Avenida
Goiás, por exemplo, representa uma parte da história de Goiânia. Foi uma das primeiras
avenidas a serem construídas em Goiânia e é atualmente, umas das principais vias públicas da
cidade, onde são encontradas diversos estabelecimentos comerciais, escolas e outros serviços.
Toda essa movimentação propicia a geração de quantidades elevadas de resíduos sólidos. O
trecho da Avenida Goiás inicia-se na Praça do Bandeirante e finaliza-se na Praça Cívica.
19
Representa diariamente uma extensão de 1.683,68 metros sendo uma via de repasse, com
repetições de varrição duas vezes ao dia.
Outra via observada é da Avenida Anhanguera. Percebe-se que não existe o
repasse, nem são realizadas as tarefas mais de uma vez; porém a extensão varrida diariamente
é bastante notável, 2.625,40 metros. Já as vias das ruas 6, rua 7, rua 8 e rua 9; são trechos de
repasses, e são realizadas as atividades de varrição duas vezes ao dia.
No que diz respeito ao Circuito 04-01; é uma área compreendida pela Avenida
Tocantins e suas adjacências. É um circuito relativamente grande, e que não foge da média
dos outros circuitos. São 11.075,18 metros de varrição todos os dias. O Quadro 4 e a Figura 5
mostram as particularidades do circuito mencionado.
Quadro 4: Circuito 04-01 com freqüência diária diurna.
Ord.
Nome da Via
Início
Final
Extensão
01
Av. Tocantins
Av. Paranaíba
Praça Cívica
1.025,00
02
Av. Paranaíba
Av. Tocantins
Alameda dos
715,57
Buritis
*03
Alameda dos
Rua3
Rua D. Gercina
2 x 1.794,48
Buritis
04
Rua 30
Av. Tocantins
Av. Anhanguera
220,90
05
Rua 11
Rua 4
Rua 3
222,81
06
Rua 23
Av. Tocantins
Al. dos Buritis
412,20
*07
Rua 3
Av. Tocantins
Al. dos Buritis
2 x 425,50
08
Rua 31
Rua 3
Rua 29
118,04
09
Rua 29
Av. Tocantins
Al. dos Buritis
265,53
10
Rua 29 A
Rua 29
Al. dos Buritis
182,30
11
Rua 13
Al. dos Buritis
Al. dos Buritis
220,62
12
Rua 16
Rua 29
Praça Cívica
389,84
13
Rua 12
Rua 12
Rua D. Gercina
131,00
*14
Rua D. Gercina
Al. dos Buritis
Praça Cívica
2 x 456,96
15
Av. Anhanguera
Al. dos Buritis
Av. Tocantins
812,00
*16
Rua 4
Av. Tocantins
Av. Paranaíba
2 x 372,00
TOTAL
Fonte: COMURG (2008).
Legenda: * Vias com repasse.
11.075,18
20
Figura 5: Circuito diurno 04-01.
Fonte: COMURG (2008)
Neste circuito observa-se que em quatro vias, como por exemplo, a via Alameda
dos Buritis, são realizadas as atividades por mais de uma vez, sendo necessário também o
repasse das mesmas. Na via da Av. Tocantins, que compreende desde a Av. Paranaíba até a
Praça Cívica, considerado um trecho bastante movimentado pelos veículos, principalmente
pelos ônibus, varre-se uma média de 1.025,00 metros diariamente, porém sem a realização do
repasse.
O circuito 05-01 abrange uma área pequena. A varrição diariamente corresponde a
7.680,35 metros de extensão. O circuito esta compreendido em parte pela Av. Goiás e parte da
Av. Paranaíba, e mais suas respectivas ruas. O Quadro 5 e a Figura 6 correspondentes ao
circuito 05-01 detalham o seu funcionamento.
Quadro 5: Circuito 05-01 com freqüência diária diurna.
Ord.
Nome da Via
Início
Final
Extensão
01
Rua 20
Av. Anhanguera
Av. Paranaíba
316,55
02
Rua 24
Av. Contorno
Av. Anhanguera
231,36
03
Via Viela
Rua 20
Rua 24
124,36
04
Av. Paranaíba
Av. Goiás
Av. Anhanguera
1.126,81
05
Rua 24 A
Av. Paranaíba
Av. Anhanguera
420,79
06
Rua 17
Rua 6
Rua 7
100,00
07
Av. Araguaia
Av. Paranaíba
Av. Anhanguera
725,00
*08
Rua 4
Av. Goiás
Rua 24
2 x 601,51
21
Ord.
Nome da Via
Início
Final
Extensão
*09
Av. Goiás
Av. Anhanguera
Av. Paranaíba
2 x 757,20
10
Viela
Av. Goiás
Rua 7
148,51
11
Rua 7
Av. Paranaíba
Av. Anhanguera
415,73
12
Rua 6
Av. Paranaíba
Av. Anhanguera
420,79
13
Rua 4 A
Rua 5
Ao final
220,38
14
Rua 28
Rua 4 A
Rua 20
110,43
15
Rua 27
Rua 20
Av. Araguaia
110,51
16
Rua 5
Rua 20
Av. Goiás
347,48
17
Rua 20 A
Rua 20
Av. Paranaíba
144,23
TOTAL
7.680,35
Fonte: COMURG (2008).
Legenda: * vias com repasse.
Figura 6: Circuito diurno 05-01.
Fonte: COMURG (2008)
As vias; Rua 4 e Av. Goiás, são vias movimentadas na região central de Goiânia,
onde diariamente circulam grandes quantidades de pessoas e veículos. Para este circuito em
especial, são as únicas vias que recebem duas vezes ao dia os serviços de varrição, incluindo o
repasse. Varre-se muito também na via Avenida Paranaíba, que começa na Av. Goiás e
estende-se até a Av. Anhanguera, representando 1.126,81 metros diariamente de varrição.
Quanto ao circuito 18-01, apesar de ser representado por apenas duas vias, as
Avenidas Goiás e Anhanguera, o circuito requer mesmos ou mais esforços por parte dos
trabalhadores da limpeza urbana; apresenta maior extensão varrida em metros,
22
correspondendo a 15.991 por dia. O Quadro 6 e a Figura 7 representam os detalhes do
circuito 18-01.
Quadro 6: Circuito 18-01 com freqüência diária diurna.
Ord.
Nome da Via
Início
Final
Extensão
*01
Av. Goiás
Av. Paranaíba
Praça Cívica
2 x 3.887,28
02
Av. Anhanguera
Av. Paranaíba
Av. Paranaíba
8.217,30
TOTAL
15.991,58
Fonte: COMURG (2008).
Legenda: * vias com repasse.
Figura 7: Circuito diurno 18-01.
Fonte: COMURG (2008)
Este circuito é o mais representativo de todos eles. Com apenas duas vias, o
circuito realizam as atividades de varrição,
percorrendo um total de 15.991,58 metros
diariamente. A justificativa pode ser dada pelo fato de ser um circuito grande, onde abrange
uma extensão também grande para as respectivas vias. Ao todo são 8 trabalhadores da
limpeza urbana, que desempenham este trabalho. Na Av. Goiás são realizadas as atividades de
varrição duas vezes ao dia, com direito ao repasse, varrendo-se 3.887,28 metros todos os dias.
Enquanto que na Av. Anhanguera cerca de 8.217,30 metros são varridos, porém com algumas
excessões; não existem repetições das atividades.
23
E por fim, o último circuito com frequência diária diurna,
circuito 19-01,
constituído por apenas uma via, a Av. Paranaíba.O Quadro 7 refere-se ao circuito 19-01 com a
freqüência diária diurna e a Figura 8 detalha o mesmo circuito, em mapa.
Quadro 7: Circuito 19-01 com frequência diária diurna.
Ord.
Nome da via
Início
Final
Extensão
*01
Av. Paranaíba
Av. 74
Av. 68
12 x 434,82
TOTAL
5.217,84
Fonte: COMURG (2008)
Legenda: * via com repasse durante todo dia.
Figura 8: Circuito diurno 19-01.
Fonte: COMURG (2008)
Localizado na Av. Paranaíba, entre as ruas 74 e 68, o mercado aberto é o grande
gerador dos acúmulos excessivos de reíduos sólidos diariamente. Ocupa a área dos quatro
canteiros centrais da Av. Paranaíba, um espaço de quase 10 mil metros quadrados, e que
abriga aproximadamente 1.197 bancas, além de toda uma infra-estrutura de funcionamento,
como por exemplo a existência de 12 banheiros. Com tudo isso, fica evidente a importância
que os serviços de limpeza urbana representam para a área. São 5.217,84 metros de varrição
todos os dias, onde se realiza 12 vezes esta mesma atividade e mais os repasses durante todo o
dia, ou seja, um circuito que requer esforços significativos dos trabalhadores da limpeza
urbana.
24
Feito a análise dos circuitos diurnos na área de estudo, parte-se então para os
circuitos de freqüência noturna. Os circuitos noturnos restringem-se apenas para a área do
triângulo, visto que durante a noite a movimentação é bastante reduzida, o que estabelece
quantidades menores de resíduos sólidos do que durante o dia, possibilitando assim a
diminuição da realização dos serviços de varrição. A Figura 9 apresenta o circuito de varrição
noturna.
Figura 9: Circuito noturno.
Fonte: COMURG (2008)
Legenda dos circuitos noturnos:
Circuito 44-01
Circuito 45-01
Circuito 46-01
Circuito 47-01
Circuito 48-01
Circuito 50-01
Circuito 51-01
O primeiro circuito noturno é o 44-01, representado pela praça cívica.Como já foi
dito anteriormente, é uma área que não está incluída no trabalho, porém será comentada de
uma forma geral. Ao todo varre-se no período noturno aproximadamente 8.435,04 metros de
25
extensão. A atividade de varrição não é realizada mais de uma vez, porém existe a
necessidade do repasse geral para o circuito da praça cívica.
Em termos de extensão, o circuito 45-01 se parece muito com o circuito anterior.
São 8.763,68 metros de varrição durante suas atividades. O Quadro 8 e a Figura 10, mostram
com mais detalhe o circuito 45-01:
Quadro 8: Circuito 45-01 com frequência diária noturna.
Ord.
Nome da Via
Início
Final
Extensão
01
Av. Anhanguera
Av. Tocantins
Av. Goiás
386,98
02
Rua 3
Av. Tocantins
Av. Goiás
454,10
03
Rua 2
Av. Tocantins
Av. Goiás
182,70
04
Rua1
Av. Tocantins
Av. Goiás
100,00
05
Av. Tocantins
Av. Anhanguera
Praça Cívica
1.288,00
06
Rua 9
Av. Anhanguera
Rua 2
319,60
07
Rua 8
Av. Anhanguera
Rua 1
434,10
08
Viela da Rua 8
Rua 8
Av. Goiás
156,12
09
Av. Goiás
Av. Anhanguera
Praça Cívica
1.060,24
4.381,84
SUB TOTAL
10
Repasse geral
Todo circuito
TOTAL
Fonte: COMURG (2008)
Figura 10: Circuito noturno 45-01.
Fonte: COMURG (2008)
Todo circuito
4.381,84
8.763,68
26
Destaque para a via da Av. Tocantins, onde inicia-se na Av. Anhanguera e finaliza
na Praça Cívica, percorrendo 1.288,00 metros. E para via da Av. Goiás, com uma extensão de
1.060,24 metros.
No que diz respeito ao circuito 46-01 está compreendido em uma área
relativamente pequena, corespondendo a 7.077,20 metros, ele está representada também
pelas avenidas Goiás, Araguaia e Anhanguera. Observe o Quadro 9 e a Figura 11 que
compreendem o circuito comentado.
Quadro 9: Circuito 46-01 com frequência diária noturna.
Ord.
Nome da Via
Início
Final
Extensão
01
Av. Anhanguera
Av. Goiás
Av. Araguaia
397,55
02
Rua 3
Av. Goiás
Av. Araguaia
470,48
03
Rua 2
Av. Goiás
Av. Araguaia
187,02
04
Rua 1
Av. Goiás
Av. Araguaia
99,48
05
Rua 7
Av. Anhanguera
Av. Araguaia
430,00
06
Rua 6
Av. Anhanguera
Av. Araguaia
147,00
07
Viela da Rua 7
Av. Goiás
Rua 7
148,51
08
Viela da Rua 3
Av. Anhanguera
Rua 3
141,80
09
Av. Goiás
Av. Anhanguera
Praça Cívica
1.062,24
10
Av. Araguaia
Av. Anhanguera
Praça Cívica
454,60
3.538,60
SUB TOTAL
11
Repasse geral
Todo circuito
TOTAL
Fonte: COMURG (2008).
Figura 11: Circuito noturno 46-01.
Fonte: COMURG (2008)
Todo circuito
3.538,60
7.077,20
27
A via da Av. Goiás é o trecho mais varrido deste circuito, com 1.062,24 metros. A
avenida mesmo durante o período noturno apresenta quantidades relevantes de veículos, o
que propicia a geração de lixo, tendo aí a necessidade de se varrer mais. Ao fim das atividades
de varrição , tem-se um repasse geral em todo o circuito.
Nota-se que em todos os circuitos noturnos não são realizadas as atividades de
varrição por mais de uma vez, como é o caso dos circuitos com frequência diurna. Nos
circuitos noturnos depois que realizam a varrição, logo em seguida faz-se o repasse geral,
finalizando assim a tarefa de cada circuito.
O circuito 47-01 corresponde a uma área que ocupa parte das Av. Goiás,
Paranaíba e Anhanguera, representado 11.630,72 metros de extensão. O Quadro 10 e a Figura
12 mostram com detalhamento o circuito.
Quadro 10: Circuito 47-01 com frequência diária noturna.
Ord.
Nome da Via
Inicío
Final
Extensão
01
Av. Paranaíba
Av. Tocantins
Av. Goiás
715,57
02
Rua 5
Av. Tocantins
Av. Goiás
573,00
03
Rua 4
Av. Goiás
Av. Paranaíba
725,98
04
Rua 23
Av. Tocantins
Av. Paranaíba
425,06
05
Rua 9
Av. Anhanguera
Av. Paranaíba
424,00
06
Rua 8
Av. Anhanguera
Av. Paranaíba
438,80
07
Viela da Rua 8
Av. Goiás
Rua 8
156,12
08
Rua 23 A
Rua 23
Até o final
80,44
09
Rua 23 B
Rua 23
Até o final
117,57
10
Av. Tocantins
Av. Anhanguera
Av. Paranaíba
711,60
11
Av. Anhanguera
Av. Tocantins
Av. Goiás
386,98
12
Av. Goiás
Praça dos
Av. Paranaíba
1.060,24
Rua 4
110,45
Bandeirantes
13
Rua 30
Av. Tocantins
5.815,36
SUB TOTAL
14
Repasse geral
Todo circuito
TOTAL
Fonte: COMURG (2008).
Todo circuito
5.815,36
11.630,72
28
Figura 12: Circuito noturno 47-01.
Fonte: COMURG (2008)
É um circuito considerado grande, que abrange avenidas
movimentadas e
importantes do centro da cidade. Destaque para a via da Av. Goiás com uma extensão de
1.060,24 metros, da Av. Paranaíba representanto 715,57 metros e também para a via da Rua 4
que realiza uma extensão de 725,98 metros em serviços de varrição.
Outro circuito com frequência noturna é o 48-01, que percorre um trecho de
11.520,78 metros. O Quadro 11 e a Figura 13 apresentam com mais detalhe o circuito.
Quadro 11: Circuito 48-01 com frequência diária diurna.
Ord.
Nome da Via
Início
Final
Extensão
01
Av. Paranaíba
Av. Goiás
Av. Araguaia
788,83
02
Rua 5
Av. Goiás
Rua 20
347,48
03
Rua 4
Av. Goiás
Rua 24
601,51
04
Rua 7
Av. Goiás
Av. Anhanguera
438,80
05
Rua 6
Av. Goiás
Av. Anhanguera
424,00
06
Rua 17
Rua 7
Rua 6
82,30
07
Viela da rua 7
Av. Goiás
Rua 7
148,51
08
Rua 20 A
Av. Paranaíba
Rua 20
144,23
09
Rua 4 A
Rua 5
Rua 4
146,13
10
Rua 28
Rua 4 A
Rua 20
110,90
11
Rua 20
Av. Paranaíba
Av. Goiás
110,51
12
Rua 27
Rua 20
Até o final
250,00
13
Av. Goiás
Av. Anhanguera
Av. Paranaíba
886,20
29
Ord.
Nome da Via
Início
Final
Extensão
14
Av. Araguaia
Av. Anhanguera
Av. Paranaíba
883,44
15
Av. Anhanguera
Av. Goiás
Av. Araguaia
397,55
5.760,39
SUB TOTAL
16
Repasse geral
Todo circuito
TOTAL
Todo circuito
5.760,39
11.520,78
Fonte: COMURG (2008).
Figura 13: Circuito noturno 48-01.
Fonte: COMURG
É um circuito relativamente grande, que abrange trechos importantes, como das
Avenidas Goiás, Paranaíba, Araguaia e Anhanguera. Destaque para a via da Av. Goiás,
correspondendo 886,20 metros de varrição.
O penúltimo circuito explorado com freqüência noturna é o 50-01. Ele difere do
circuito diurno apenas nas quantidades de vias.O circuito diurno 18-01, é representado por
duas vias, já o circuito noturno apenas pela via da Av. Anhanguera, correspondendo um total
de 13.445,28 metros de serviços de varrição. O Quadro 12 e a Figura 14 detalham o circuito
50-01:
30
Quadro 12: Circuito50-01 com freqüência diária noturna.
Ord.
Nome da Via
Início
Final
Extensão
01
Av. Anhanguera
Av. Paranaíba
Av. Paranaíba
3.286,92
02
Av. Anhanguera
Av. Paranaíba
Av. Araguaia
1.738,12
03
Av. Anhanguera
Av. Paranaíba
Av. Paranaíba
1.697,60
6.722,64
SUB TOTAL
04
Repasse Geral
Todo circuito
Todo circuito
TOTAL
6.722,64
13.445,28
Fonte: COMURG (2008).
Figura 14: Circuito noturno 50-01.
Fonte: COMURG
Este circuito envolve apenas uma via, a da Av. Anhanguera. É uma área que
necessita de 8 trabalhadores da limpeza urbana. O trecho que se varre mais, é o que se inicia
na Av. Paranaíba e termina na Av. Paranaíba, representando 3.286,92 metros.
E, enfim, o circuito 51-01 identificado pela via da Av. Paranaíba, onde está
localizado o mercado aberto. É um circuito idêntico com o circuito 19-01 do período diurno.
A diferença é que; de dia, com apenas três trabalhadores da limpeza urbana são realizadas as
atividades de varrição doze vezes e mais os repasses durante todo dia. E a noite, com 4
trabalhadores, e sem a necessidade de repetições desta atividade, varre-se uma extensão de
8.696,40 metros, incluindo o repasse geral. O Quadro 13 e a Figura 15 apresentam o circuito
comentado.
31
Quadro 13: Circuito 51-01 com freqüência diária noturna.
Ord.
Nome da Via
Início
Final
Extensão
01
Av. Paranaíba
Av. 74
Av. 68
4.348,20
4.348,20
SUB TOTAL
02
Repasse geral
Todo circuito
TOTAL
Todo circuito
4.348,20
8.696,40
Fonte: CIRCUITO (2008).
Figura 15: Circuito noturno 51-01.
Fonte: COMURG (2008)
5 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
De acordo com os resultados da pesquisa pode ser concluído que o plano de
varrição da prefeitura municipal de Goiânia, dentro de um contexto geral garante resultados
precisos quanto à limpeza urbana na região central de Goiânia. Ainda que seja uma região
bastante movimentada, e geradora de grandes quantidades de resíduos sólidos diariamente, os
serviços de varrição, através dos importantes trabalhadores de limpeza urbana não deixam de
desempenhar o seu papel de forma satisfatória.
Ainda segundo os trabalhadores da limpeza urbana, foi percebido através do
questionário, que muito dos mesmos não recebem os devidos cuidados e acompanhamentos
antes de iniciarem sua jornada de trabalho, o que certamente prejudica a saúde dos mesmos e
o desempenho na realização das atividades.
32
Como resultado das observações em campo, pôde ser percebido que a
problemática da quantidade excessiva de lixo encontrados na região central de Goiânia está
diretamente ligada com a questão cultural das pessoas. Ao jogarem o lixo nas vias públicas,
elas contribuem de forma negativa para as dificuldades na realização dos serviços de varrição.
Outra questão é a quantidade excessiva de veículos e pessoas que circulam diariamente na
região central de Goiânia, estabelecendo, naturalmente, condições intrigantes de geração
excessiva de resíduos sólidos.
Como continuação dos estudos, para melhorar o plano de varrição da prefeitura de
Goiânia, sugere-se algumas mudanças, a fim de aperfeiçoar ainda mais as atividades da
limpeza urbana realizadas na região central. A primeira medida a ser tomada são com os
trabalhadores da limpeza urbana. São eles os responsáveis diretos por manterem a nossa
cidade limpa, por isso uma maior atenção voltada a eles. Deve ser apontada ginástica laboral,
e outros acompanhamentos, antes de iniciarem suas atividades diariamente, são as alternativas
para garantir saúde e bem estar a estes trabalhadores, além dos equipamentos de proteção
individual (luvas, botinas, protetor auricular, protetor solar, boné e outros), que deverão estar
sempre em perfeitas condições de uso, otimizando assim o rendimento em seus serviços.
Quanto aos resíduos sólidos gerados diariamente na região central de Goiânia,
cabe a prefeitura, juntamente com parceiros e entidades, que queiram contribuir para a
melhoria da sua cidade, e qualidade de vida da sua população, elaborar estratégias, e planos
de conscientização da população, envolvendo a educação, que é o princípio de tudo para
combater o lixo no chão.
REFERÊNCIAS
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de Janeiro, 2004a. 71 p.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília,
DF: Senado Federal, 1988.
CAMPOS, H. K. T. A geração de resíduos no Brasil e os problemas associados.
Documentos emanados da conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e
Desenvolvimento. Rio de Janeiro. 1992.
CHENNA, Sinara Inácio Meireles. Modelo Tecnológico Para Sistemas de Coleta e Outros
Serviços de Limpeza Urbana, Curso Modelo de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos
Urbanos, Brasília, 1999.
33
FONSECA, E. Iniciação ao estudo dos resíduos sólidos e da limpeza urbana. João Pessoa, 2ª
Ed. 2001. 130 p.
GOIÁS. Lei nº 8544, de 17 de Outubro de 1978. Dispõe sobre a Preservação e Controle da
Poluição
do
Meio
Ambiente.
Disponível
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http://www3.agenciaambiental.go.gov.br/site/legislacao/01_legis_lei_munici_8544.php.
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GOIÁS.
Lei
Orgânica
do
Município
de
Goiânia.
Disponível
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<http://www.goiania.go.gov.br/download/legislacao/leiorganicamunicipio.htm>. Acesso em:
15 mar. 2008.
GOIÁS. Lei Complementar nº 014, de 29 de dezembro de 1992. Código de Posturas.
Disponível em: <http://www.goiania.go.gov.br/index1.htm>. Acesso em setembro e outubro
de 2007.
MESQUITA, M. M. GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS NA
AMAZÔNIA: A metodologia e os resultados de sua aplicação. MMA/IBAM, 2003.
MONTEIRO J. H. P. (et al.). Manual de Gerenciamento Integrado de resíduos sólidos.
Rio de Janeiro: IBAM, 2001. 200 p.
RAMOS, S. I. P. Sistematização Técnico-Organizacional de Programas de
Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos em Municípios do Estado do
Paraná. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Recursos Hídricos e Ambiental)
UFPR/CURITIBA, 2004.
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análise do desempenho dos serviços de varrição na região