Bandidos dizem que só queriam o ‘dinheiro do governo’ no assalto a banco em Jaicós
Ter, 04 de Agosto de 2015 12:07 - Última atualização Ter, 04 de Agosto de 2015 12:17
Em um áudio o cabo Rubens, mantido refém durante ação criminosa contra o Banco do Brasil
da cidade de Jaicós, na madrugada desta terça-feira, 04, relata o que aconteceu. Na gravação,
ele conta que os bandidos eram altamente profissionais e repetiam que apenas iriam levar o
dinheiro do Governo.
"Eram quatro homens fortemente armados. Quando a gente chegou, estava um carro Linea
preto na frente do Banco do Brasil. Nós perdemos o controle da viatura e acabamos colidindo
na parede do comércio. Eu estava na porta do motorista e veio dois tiros: um pegou do lado e o
segundo do outro da viatura, momento em que eu saí engatinhando do banco e os homens
(PMs) também. Ainda bem que eles (bandidos) eram profissionais. Um disse: saiam, deixem as
armas e venham com a mão para cima. Nós não vamos matar vocês e nem fazer nada.
Queremos só o dinheiro do Governo", disse o cabo Rubens.
O militar conta que, após esse momento, os PMs foram feitos de escudo humano em frente ao
banco, enquanto outros integrantes da quadrilha usavam dinamites para explodir o cofre. Um
dos momentos que chama a atenção é o apelo dos PMs reféns, para que a quadrilha não
levasse o armamento policial.
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Bandidos dizem que só queriam o ‘dinheiro do governo’ no assalto a banco em Jaicós
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"Ele (bandido) colocou a gente em um paredão...outros lá dentro do banco explodiram. Aí tinha
um em frente ao banco, outro lá embaixo e um terceiro mais na frente. Eles queriam levar as
armas, aí a gente disse: rapaz não leva não, porque senão nós vamos ter que pagar. Eles
(bandidos) disseram: Ai, vocês vão ter que pagar? pois não vamos levar, vamos soltar as
armas lá na frente", narra o cabo.
No relato é possível observar ainda que o bando cumpriu o que havia dito e liberou as armas.
O cabo Rubens destaca que apenas uma pistola da Companhia da PM não foi localizada. "Um
fuzil 5, 56 (armamento da fábrica Indústria de Material Bélico do Brasil, MD 97, no calibre 223
remington 5,56 X 45 mm) e duas pistolas, nós encontramos. Eles tinham as mesmas armas da
PM e até mais potentes. Era metralhadora potente mesmo. Eles eram profissionais. Estavam
encapuzados, de colete, de jaqueta e de pochete", reitera.
O PM disse ainda que, pelo sotaque de um dos criminosos, acredita que ele seria
pernambucano. Além dos oito ou 10 bandidos que participaram diretamente do assalto, mais
homens davam suporte ao crime. "Um deles estava o tempo todo ao celular, se comunicando
com o outro e dizendo: não queremos essas armas de vocês. Nós temos armas", reitera.
Na gravação é possível observar também que houve troca de tiros com miltares que chegavam
para fazer o reforço policial.
"Quando eles terminaram o assalto, que foram saindo...aí foi bala, bala de lá pra cá. Aí eles
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(bandidos) pegaram nós e nos colocaram para frente deles. E a gente gritava: rapaz é a
polícia, não atira não, é a polícia, não atira não. E eles atirando. Então, nós deitamos no chão e
os bandidos não queriam que a gente deitasse, queriam que a gente fica em pé. Concluindo:
eles me pegaram e colocaram em cima do capô...e eles (policiais que faziam o reforço)
atirando no sentido do Banco do Brasil e nós na frente dos bandidos. Faltou pouco...Eles me
botaram em cima do capô e saíram...soltaram umas armas no primeiro balão. E eu cima em
cima do capô...passaram em cima do quebra-molas e faltou pouco pra eu cair...Me soltaram
depois do posto...aí disseram: você pode sair, corre, que nós vamos deixar a arma aqui. Eu
corri...foi agonia... graças a Deus estamos vivos", desabafa o policial mantido refém.
Diligências continuam
O comandante de policiamento do interior, coronel Paulo de Tarso, disse que a polícia já
identificou a participação direta de seis homens no assalto, com integrantes de fora do Estado,
da própria região e também de Teresina, uma vez que, o carro modelo Linea usado na fuga,
teria sido roubado na capital.
O coronel disse ainda que a quadrilha é bem articulada, possui uma rede de informação e,
inclusive, estava monitorando a Força Tática da região.
Quadrilha invade cidade, faz reféns, atira em viatura e rouba agência bancária no Piauí
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