Porto Alegre, sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de maio de 2015 - Nº 87 - Ano 18 - Venda avulsa: R$ 1,00 - www.jornalcidades.com.br BENTO GONÇALVES Sistema de gestão avalia o desempenho das secretarias Os indicadores e planos de ação previstos no Sistema Integrado de Gestão (SIG) foram apresentados pelo prefeito Guilherme Pasin aos secretários municipais no final de abril. Implantado em 2014, o SIG tem quatro metas principais: aumentar receitas, reduzir despesas e custos, melhorar todos os indicadores de atendimento à população e aumentar a capacidade de investimento na cidade. Para que essas metas sejam cumpridas efetivamente, todas as secretarias são monitoradas pelo sistema por meio de metas e indicadores, contando ainda com plano de ação para atingi-las, padrão para aumento da produtividade e desenvolvimento de pessoas. Durante a reunião, cada secretário teve seus indicadores e planos avaliados pelo prefeito. O SIG conta com a assessoria do consultor Paulo Mubarack, da Mubarack Consulting. De acordo com o consultor, foi a primeira reunião de resultados. “É um raio-x de todos os indicadores da prefeitura, de todos os planos de ação que foram preparados até o momento”, destaca. Segundo ele, o maior benefício que o SIG proporciona para o gestor é o controle absoluto do que ele gerencia, e para a população é a redução de custos e aumento de receitas. “O que estamos buscando é um superávit nas contas públicas para poder investir mais”, conclui Mubarack. Ao comentar sobre as reuniões realizadas, o prefeito Pasin avaliou que, de um modo geral, todas as secretarias estão cumprindo com as metas propostas, e os resultados já são expressivos. “Já obtivemos bons resultados, sobretudo, no gerenciamento dos recursos disponíveis, com redução de custos e aumento de produtividade. Sem meta não é possível haver gestão pública eficiente. Estamos retomando a capacidade de investimento do município e garantindo à população melhores serviços públicos e mais benefícios”, disse. De acordo com o prefeito, através do SIG também é possível organizar as prioridades e fazer com que as secretarias trabalhem conectadas para a realização dos planos de trabalho. “Com ele, os secretários se comprometem com metas ESTRELA Projeto social de bicicross ensina técnicas para a vida A cidade oferece o projeto social de bicicross desde 2007, quando a pista foi inaugurada. Hoje, 50 alunos de 8 a 14 anos participam com satisfação das aulas dadas pelo professor e atleta Paulo Ricardo Daltoé. Nas segundas e quintas-feiras, é dia de bike, e a molecada se reúne na pista cheia de obstáculos em que o objetivo é muito mais do que dominar as técnicas sobre duas rodas. “O projeto social está aqui não só para ensinar a andar, tem a questão afetiva do estabelecimento de laços e do respeito. É preciso que eles aprendam a conviver socialmente”, explica Daltoé. Ao adquirirem habilidade no esporte, estão vivenciando experiências. O esporte faz com que se gere conflitos e sentimentos como quedas, disputas e vitórias. Nessa montanha russa de emoções, o professor trabalha o controle da criança. “Nós, como educadores, vamos mediando os sentimentos e ajudando a desenvolver o adolescente dentro do esporte.” Daltoé deixa claro que o foco não é a competição, e, sim, a convivência, o estímulo à autogestão dos sentimentos e da cidadania. “O bicicross é enriquecedor, eu tenho certeza de que quando adultos eles vão lembrar dessa fase.” O projeto trabalha com os mesmos princípios da escola. Praticar uma atividade prazerosa e assim educar dentro de um processo de conhecimento. Nesta semana, antes dos alunos propriamente darem seus saltos na pista, o professor refletiu com eles. “Meu diálogo com eles tem um peso muito maior porque estou promovendo uma alegria que envolve todo um processo. Não importa, portanto, quem vai chegar em primeiro, a primazia é saber respeitar, gerenciar as emoções, cair, levantar e treinar a persistência.” O bicicross trabalha o medo e o equilíbrio. “Há alunos que temem vencer os obstáculos e precisa superá-los e há outros destemidos, estes também precisam saber dosar a emoção”, relata Ricardo Daltoé. Campeonato gaúcho Associação Estrelense de Bicicross (AEBMX) e a secretaria de Esportes e Lazer sediam no dia 31 a quarta etapa do Campeonato Gaúcho de Bicicross. O evento ocorre na pista em frente ao Parque Municipal Princesa do Vale, e a expectativa é atrair 170 atletas de diversas cidades do Estado. “Bagé, Venâncio Aires, Novo Hamburgo, São Leopoldo e outros municípios devem estar com seus representantes e clubes para participar”, explica Daltoé. No domingo de manhã, ocorrem os treinos oficiais das 10h ao meio-dia, atividade que deve atrair público. A competição se inicia às 13h, com previsão de término às 16h. EMANUELE NICOLA/DIVULGAÇÃO/CIDADES O SIG tem quatro metas: aumentar receitas, reduzir despesas e custos, melhorar todos os indicadores de atendimento à população e aumentar a capacidade de investimento na cidade e através delas são avaliados. O objetivo é fazer com que as ações em cada área de atuação sejam otimizadas”, salienta. Além da redução de despesas, a prefeitura está conseguindo executar, com recursos próprios, diversas obras no município, principalmente de pavimentação basáltica em vários bairros, além de aumentar o número de programas e atendimentos na área da assistência social, saúde e esporte. Atualmente, mais de 80 obras estão em andamento no município, muitas sendo executadas com recursos obtidos junto ao governo federal através de financiamentos, mas em todas elas há contrapartidas sendo garantidas com dinheiro do caixa único do governo municipal. PASSO FUNDO Mulheres vítimas de violência recebem orientação jurídica na UPF O Serviço de Prestação Jurídica e Atendimento Multidisciplinar às Mulheres Vítimas de Violência e Familiares (Projur Mulher) completa, em 2015, 11 anos de história. A iniciativa é um projeto de extensão da Faculdade de Direito da Universidade de Passo Fundo (FD/UPF), ligado à Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (VREAC/UPF). O Projur Mulher realiza a orientação e o acompanhamento jurídico processual nas áreas cível e criminal e é destinado a mulheres, a seus filhos e familiares, em situação de violência, que buscam um recomeço. O projeto é coordenado pelas professoras da UPF Josiane Petry Faria e Viviane Candeia Paz, e conta com a colaboração de três acadêmicos bolsistas e um voluntário. No ano passado, foram feitos 80 atendimentos diretos e 60 indiretos, e 51 audiências foram realizadas. Em 2015, estão sendo atendidas cerca de 10 mulheres por mês. O Projur Mulher foi criado em 2004 para atender aos conflitos oriundos de questões gênero. “O projeto nasceu antes da Lei Maria da Penha. Surgiu a partir de uma demanda que foi trazida pelos grupos de mulheres da Cáritas, que não tinham acompanhamento jurídico especializado. Em 2006, com a Lei Maria da Penha, o município inaugurou a Casa de Apoio às mulheres vítimas de violência, e o Projur passou a atender exclusivamente as mulheres acolhidas”, registra a coordenadora do Projur Mulher, professora Josiane. No decorrer das atividades, foi associado ao projeto original o Projur Mulher Cidadã, no intuito de fazer florescer a autoestima e fornecer conhecimento de direitos para a emancipação feminina. O Projur Mulher Cidadã, coordenado pela professora Viviane, funciona em parceria com a Cáritas Arquidiocesana de Passo Fundo, que visa prestar assistência jurídica gratuita para grupos de mulheres localizados em diferentes locais da cidade. A parceria oportuniza o esclarecimento de dúvidas por meio da realização de palestras, seminários e consultas individuais. Além disso, também ocorrem discussões e debates acerca das causas da violência. “A professora Viviane trabalha diretamente com os grupos de mulheres da Cáritas, fazendo encontros para trabalhar a questão da violência, no sentido preventivo e voltado para todos os direitos das mulheres, como previdenciário, sucessório, trabalhista, entre outros”, explica Josiane Petry. O primeiro passo para buscar um recomeço é denunciar e procurar ajuda. “A orientação é que as mulheres que estão em situação de violência busquem ajuda, que façam o registro de ocorrência na delegacia. A partir daí, temos como fazer os encaminhamentos para quem efetivamente pode ajudar. O Projur tem função de prevenção e de combate à violência”, ressalta a professora Josiane. Uma das mulheres atendidas pelo Projur relatou a importância de denunciar. “Meu ex-marido, com quem fui casada durante 17 anos, me ameaçava e ameaçava os meus filhos. Teve um dia que ele quebrou a casa inteira porque estava alcoolizado e drogado. Em outubro do ano passado, denunciei e procurei ajuda. Com o auxílio do Projur Mulher, ele foi preso e condenado. O Projur também me ajudou no processo de separação. Minha vida é outra agora”, declara a mulher, de 32 anos. As demandas mais comuns atendidas pelo projeto na área crime são ameaça, injúria e difamação. Na área cível, uma das principais demandas tem relação com o reconhecimento e a dissolução de união estável. O Projur Mulher também traça um perfil socioeconômico das pessoas atendidas e dos serviços almejados. Quando as vítimas desejam dar andamento ao processo criminal e solicitar demandas na área cível, são confeccionadas as petições iniciais, é feita a distribuição no Fórum, e o caso recebe todo o acompanhamento processual, inclusive durante as audiências. O Projur Mulher está no Campus III, na avenida Brasil Oeste, 743, no centro. Informações pelo telefone (0xx54) 3316-8576, pelo e-mail [email protected], ou por meio do Facebook/ProjurMulher. O atendimento é gratuito e acontece de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h.