,3 Bruxelas, 13 de Fevereiro 2002 9LVLWD GR &RPLVViULR 1LHOVRQ D 0RoDPELTXH j 0DXUtFLDHjV6H\FKHOOHVGHDGH)HYHUHLUR 2 &RPLVViULR (XURSHX UHVSRQViYHO SHOR GHVHQYROYLPHQWR H SHOD DMXGD KXPDQLWiULD 3RXO 1LHOVRQ GHVORFDUVHi HP YLVLWD RILFLDO D 0RoDPELTXH j 0DXUtFLDHjV6H\FKHOOHVGHDGH)HYHUHLUR1RkPELWRGHVWDPLVVmRGH LQIRUPDomR GH QDWXUH]D HFRQyPLFD H SROtWLFD R &RPLVViULR 1LHOVRQ PXOWLSOLFDUi DV VXDV GHVORFDo}HV SDUD VH LQWHLUDU GLUHFWDPHQWH GDV DFWLYLGDGHV GH GHVHQYROYLPHQWR ILQDQFLDGDV SHOD &RPLVVmR H SDUD GHEDWHU DV DFo}HV HP IDVH GH SUHSDUDomR ILQDQFLDGDV SHOD 8( 8P GRV PRPHQWRV DOWRV GHVWD YLDJHP TXH WHP OXJDU TXDVH GRLV DQRV DSyV DV LQXQGDo}HV GHYDVWDGRUDV TXH DIHFWDUDP HVWH SDtV FRQVLVWLUi QD DVVLQDWXUD GR 'RFXPHQWR GH (VWUDWpJLD UHODWLYR D 0RoDPELTXH TXH GLVS}H GH XP PRQWDQWHGHPLOK}HVGHHXURVSDUDRSHUtRGR6HJXLGDPHQWH 3RXO 1LHOVRQ GHVORFDUVHi j 0DXUtFLD H iV 6H\FKHOOHV QR kPELWR GD VXD SULPHLUDYLVLWDDR2FHDQRËQGLFRQDTXDOLGDGHGH&RPLVViULR1HVVHVSDtVHV FRQFHQWUDUVHi HP TXHVW}HV UHJLRQDLV QRPHDGDPHQWH QRV $FRUGRV GH 3DUFHULD(FRQyPLFDFXMDVQHJRFLDo}HVHQWUHD8(HDSDUWH$&3GHYHUmRWHU LQtFLRDLQGDHVWHDQR1RVWUrVSDtVHV3RXO1LHOVRQUHDOL]DUiGLVFXVV}HVGH DOWR QtYHO FRP PHPEURV GR JRYHUQR H GD RSRVLomR HVWDQGR LJXDOPHQWH SUHYLVWDV UHXQL}HV FRP DV DXWRULGDGHV S~EOLFDV DV RUJDQL]Do}HV QmR JRYHUQDPHQWDLV UHSUHVHQWDQWHV GRV (VWDGRV0HPEURV GD 8( H RXWURV SDUFHLURV Em 0RoDPELTXH (15-19 de Fevereiro), o Comissário Nielson sublinhará o apoio contínuo prestado pela União Europeia ao programa de redução da pobreza prosseguido pelo governo, bem como aos esforços de consolidação da democracia. No decurso da visita, Poul Nielson e as autoridades moçambicanas assinarão o Documento de Estratégia relativo a este país, que define a utilização da dotação de 329 milhões de euros afectada a Moçambique no âmbito do 9° Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) para o período 2001-2006. Esta assinatura contempla a maior afectação de verbas do 9° FED até ao momento no âmbito do novo Acordo de Parceria entre a UE e os países ACP, assinado em Cotonou, Benim, em 23 de Junho de 2000. A nova estratégia de cooperação centrar-se-á exclusivamente no apoio à estratégia de redução da pobreza em Moçambique. Poul Nielson assinará igualmente um Acordo de Financiamento no montante de 30 milhões de euros tendo em vista prosseguir o apoio ao sector da saúde neste país. As três componentes deste programa incluem o apoio à luta contra o HIV/SIDA nomeadamente os cuidados prestados às pessoas que vivem com esta doença e o fornecimento de medicamentos e materiais essenciais – a consolidação institucional e o reforço dos sistemas de saúde na província da Zambézia. Poul Nielson deslocar-se-á a esta província para se inteirar da forma como estas verbas serão utilizadas. Além disso, o Comissário supervisionará a assinatura de contratos no valor de 5,8 milhões de euros, relativos a intervenções nos sectores do algodão e do caju, adjudicados a empresas privadas pelo Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural e financiados pela rubrica orçamental "Segurança alimentar" da União Europeia. É a primeira vez que em Moçambique o Estado recorre directamente o sector privado para a prestação de serviços. No âmbito de uma série de reuniões previstas, nomeadamente, com o Presidente Joaquim Chissano e com o Primeiro-Ministro Pascoal Mocumbi, Poul Nielson debaterá as reformas empreendidas até ao momento, em especial a nível da gestão das finanças públicas, e incentivará o governo de Moçambique a prosseguir o processo de reforma, designadamente no sector judicial e legal. Em 2000 e 2001, o Serviço de Ajuda Humanitária da Comunidade Europeia (ECHO) proporcionou ajuda humanitária no montante total de quase 13 milhões de euros às vítimas das inundações catastróficas. Aliás, a última visita de Poul Nielson a Moçambique data de Março de 2000, no momento mais alto das inundações ocorridas nesse ano. O Comissário procurará inteirar-se dos progressos alcançados desde então em matéria de reconstrução do país. A sua visita à 0DXUtFLD (19-22 de Fevereiro) representa a sua primeira deslocação ao Oceano Índico enquanto Comissário. Paralelamente às reuniões organizadas com o Primeiro-Ministro, com os principais membros do governo e com o líder da oposição, Poul Nielson encontrar-se-á com representantes da sociedade civil ONG, sector privado e outros intervenientes da comunidade. Os debates deverão contemplar as questões comerciais, designadamente os Acordos de Parceria Económica regionais propostos que, no âmbito do Acordo de Cotonou, deverão ser negociados entre os Estados ACP e a União Europeia. A visita proporcionará igualmente a oportunidade de proceder à assinatura do Documento de Estratégia relativo à Maurícia, que contempla um montante de 34,6 milhões de euros, e define as grandes linhas da cooperação entre a UE e a Maurícia ao longo dos próximos cinco anos. A maioria das verbas do programa de cooperação previsto para a Maurícia será afectada a dois importantes projectos ambientais relativos a infra-estruturas de saneamento. Paralelamente, cerca de 5 milhões de euros serão afectados a um programa de cooperação descentralizada tendo em vista a redução da pobreza, que constitui o princípio orientador da política da UE em matéria de cooperação para o desenvolvimento. Após um encontro com os ministros dos países do Oceano Índico reunidos em Port Louis para o Conselho Ministerial da Comissão do Oceano Índico, Poul Nielson deslocar-se-á às 6H\FKHOOHV(22-23 de Fevereiro) para se encontrar com membros do governo e da oposição. Serão igualmente organizados debates com representantes da sociedade civil. Paralelamente, o Comissário fará uma breve visita à Ilha de Praslin, que constituirá provavelmente o ponto de concentração do programa comunitário de cooperação no decurso dos próximos cinco anos; este programa, com uma dotação de 3,9 milhões de euros, será essencialmente consagrado a programas ambientais (gestão de resíduos sólidos), mas contemplará igualmente o reforço das capacidades, tanto no sector público, como a nível das entidades não estatais. 2