Atlas das Cidades Romanas em Portugal
Títulos alternativos:
Atlas das Cidades Romanas do Sul da Lusitânia
Atlas das Cidades Romanas do Atlântico Gaditano
Apresentação geral do projecto
Resumo
Este projecto, da autoria do Campo Arqueológico de Tavira, propõe-se realizar um Atlas das
Cidades Romanas, integrando três eixos de abordagem: arqueológica, urbanística e
geográfica.
O Atlas está organizado como uma estrutura de informação digital, com formas de
apresentação convencionais e interactivas
Está concebido para poder ser extensível a novos locais e a permitir reconstituições múltiplas
para o mesmo local e interpretações múltiplas de uma mesma reconstituição.
Permite integrar reconstituições baseadas em graus de conhecimento e certificação muito
distintos, desde levantamentos arqueológicos sistemáticos a modelos urbanísticos
esquemáticos.
Embora inicialmente projectado para o território português, poderá ajustar-se a qualquer
outro âmbito territorial que inclua o Algarve.
Nota prévia
Este projecto surge como subproduto de um projecto corrente de investigação sobre a cidade
romana de Balsa (Luz de Tavira), em que se destaca o estudo da sua morfologia urbana
reconstituída.
Pensa-se que o esforço analítico e metodológico e o desenvolvimento dos recursos electrónicos
e cartográficos, necessários para esse estudo, poderiam ser rentabilizados para um universo
muito mais vasto, com um acréscimo marginal de trabalho. Assim, os modelos documentais e
cartográficos tal como os catálogos tipológicos foram desenvolvidos especificamente para Balsa
e para as cidades romanas do Algarve e, posteriormente, adaptados a contextos mais gerais. De
igual modo, todas as componentes de desenvolvimento de software poderão ser reutilizadas com
um acréscimo de complexidade controlável. O mesmo se passa com a concepção e desenho de
dispositivos electrónicos e convencionais de apresentação e divulgação.
Luís Fraga da Silva
Campo Arqueológico de Tavira, 2003
[email protected]
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Atlas das cidades romanas
2007-10-02
Apresentação
Nos últimos anos têm-se publicado diversos levantamentos e reconstituições da maioria das
cidades romanas identificadas no nosso país.
Essas publicações têm diferentes objectivos, distintos graus de rigor e confirmação e usam um
amplo leque de formas de representação.
Destacam-se, por um lado, os levantamentos de estruturas arqueológicas em meio urbano, sem
preocupações ou interesse de reconstituição urbanística, e, por outro, as hipóteses de
reconstituição da morfologia urbana, mais ou menos conjecturais.
O seu conjunto revela um esforço notável de um grupo crescente de investigadores, que urge
reunir num referencial uniforme, de modo a obter um primeiro catálogo sistemático e
comparativo de formas urbanas romanas.
A tabela da página seguinte corresponde apenas a bibliografia disponível de momento, devendo
ser acrescentada não só com estudos alternativos sobre as cidades já incluídas como também
com estudos sobre outros núcleos urbanos, incluindo assentamentos secundários de maiores
dimensões.
Os estudos de análise comparada das formas urbanas têm também precedentes em Portugal:
O Atlas das Cidades Medievais Portuguesas, de A. Oliveira Marques, Iria Gonçalves e
Amélia Andrade foi publicado pelo I.N.I.C., Lisboa, em 1990 no âmbito de um projecto que,
infelizmente, não teve continuidade.
Mais recentemente, as cidades renascentistas e iluministas têm sido privilegiadas pelo
trabalho inovador e exemplar do Centro de Estudos de Urbanismo e de Arquitectura do
I.S.C.T.E., promotor do Arquivo Virtual de Cartografia Urbana Portuguesa, disponível na
internet em http://urban.iscte.pt, e promotor de diversas obras, em que se destaca O
Urbanismo Português: Séculos XIII-XVIII, Portugal-Brasil, de Manuel Teixeira e Margarida
Valla, Livros Horizonte, Lisboa 1999.
Surgem ainda, na peugada ou fazendo parte de importantes sínteses espanholas, as primeiras
compilações e estudos sistemáticos sobre a morfologia urbana islâmica de cidades hoje
portuguesas. É o caso, por exemplo de Ciudades de al-Andalus: España y Portugal en la
Época Musulmana (S. VIII-XV), de Christine Mazzoli-Guintard, Almed, Granada, 2000.
Infelizmente, o estudo do urbanismo romano do nosso país não tem acompanhado esta
dinâmica, permanecendo negligenciado fora de contextos académicos muito especializados,
ligados à arqueologia clássica. Outras áreas disciplinares que estudam as morfologias urbanas,
nomeadamente a arquitectura, o urbanismo e a geografia urbana têm-se mantido à margem ou
limitado ao estudo genérico de elementos publicados no estrangeiro. A sua abordagem das
cidades romanas nunca ultrapassou, no essencial, o estádio das generalidades didácticas que se
transmite nos manuais de história do urbanismo, que se limitam a dois ou três casos de
morfologias urbanas clássicas, mais importantes ou exaustivamente estudadas.
Fora do núcleo especializado acima referido, pouco se sabe sobre as particularidades locais e
regionais, sobre as tendências e a sua difusão assim como sobre os inumeráveis modos como os
urbanistas locais adaptaram os programas gerais ás condições fisiográficas, estruturas urbanas e
tradições anteriores, interesses sócio-económicos, conjunturas políticas e limitações financeiras.
Permanece ainda a ideia da monotonia e regularidade clonada das cidades romanas, ideia essa
totalmente desmentida pela análise comparativa de um número crescente de casos urbanos.
A justificação por vezes avançada, da ausência de vestígios significativos,
revela
essencialmente desconhecimento, alimentado pela visão ultra-empirista e isolacionista ainda
dominante em meios arqueológicos portugueses. Esta visão tem constituído a base do atraso
nacional dos estudos urbanísticos romanos relativamente ao estado das pesquisas arqueológicas,
por parte dos especialistas que, à partida, estariam nas melhores condições para os realizar.
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Atlas das cidades romanas
2007-10-02
Pelo contrário, na maior parte dos países com uma tradição urbana romana, e seguindo
tendências mais recentes, têm-se multiplicado os estudos, análises e recriações urbanísticas
baseadas na compilação e sistematização de casos concretos, revelados pela arqueologia. Na
parte ocidental do antigo Império Romano há a realçar o enorme trabalho monográfico realizado
em Espanha e nos países da África do Norte, para além das importantes sistematizações,
sobretudo francesas e inglesas, baseadas em largas dezenas de casos de estudo.
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Atlas das cidades romanas
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Exemplos de Levantamentos e Reconstituições de Cidades Romanas no actual território português
Cidade
Levantamento
Nome Actual
Nome Latino
Autor
Publicação
Chaves
Aquae Flaviae
António Rodríguez
Colmenero
Aquae Flaviae, Vol 2. O tecido urbanístico da cidade romana,
C.M.C., 1997, pp. 69-100
Braga
Bracara
Augusta
Jorge de Alarcão
Roman Portugal – Gazetteer, Vol. 2, Aris & Phillips, 1988, p. 11
Manuela Martins
Bracara Augusta cidade romana, Unidade de Arqueologia da
Universidade do Minho, 2000
Freixo (Marco de
Canaveses)
Tongobriga
Lino Tavares Dias
Tongobriga, I.P.P.A.R., 1997, p. 33 e muitas outras.
Coimbra
Aeminium
Pedro C. Carvalho
O forum de Aeminium, I.P.M., 1998, p. 177-203
Condeixa-aVelha
Conimbriga
A. Alarcão, F. Mayet
e J. Nolen
Ruínas de Conimbriga, I.P.P.C., 1989
Miguel Pessoa, José
Madeira
A muralha augustana de Conímbriga, Autores, 1991
Tomar
Sellium
Salete da Ponte
Sellium. Tomar romana, E.S.T.T., pp 13-15
Óbidos
Eburobrittium
José Beleza Moreira
Cidade romana de Eburobrittium. Óbidos, Mimesis, 2002, pp. 62163
Aramanha
Ammaia
?
No prelo
Santarém
Scalabis /
Praesidium
Iulium
José Augusto
Rodrigues, Jorge
Custódio
“Santarém. Fundamentação histórico-urbanística” em Santarém,
cidade do mundo, vol. I,C.M.S., 1996, p. 178-194
Olisipo
Vasco Gil Mantas
“As cidades marítimas da Lusitânia”, em Les villes de Lusitanie
Romaine, CNRS, 1990, p. 160-173
Jorge de Alarcão
“Lisboa romana e visigótica”, em Lisboa subterrânea, M.N.A.,
1994, p. 58-63
Lisboa
Évora
Ebora
Adela Cepas Palanca
Crisis y continuidad en la Hispania del siglo III, Anejos de AEspa
XVII, 1997, pp. 204-205
Setúbal
Caetobriga
Carlos Tavares da
Silva
“Arqueologia de Setúbal. Para o conhecimento das origens da
cidade”, em Setúbal na História, Lasa, 1990, pp.110-119
Alcácer do Sal
Salacia
João Lázaro Faria
Alcácer do Sal ao tempo dos romanos, Colibri, 2002, p. 66 e 11519
Santiago de
Cacém
Miróbriga
Maria Filomena
Barata
Miróbriga, ruínas romanas, I.P.P.A.R., 2001
Adela Cepas Palanca
Crisis y continuidad en la Hispania del siglo III, Anejos de AEspa
XVII, 1997, pp. 204-207
Manuel Maia
Romanização do território hoje português a Sul do Tejo:
Contribuição para a análise do processo de assimilação e interacção
sócio-cultural 218-14 d.C, F.L.L., 1987
Jorge Alarcão
“A urbanizaçao de Portugal nas épocas de César e de Augusto” em
Stadtbild und Ideologie, 1990, pp. 43-57
Vasco Gil Mantas
“Teledetecção, cidade e território” em Arquivo de Beja, vol. I, 3ª
série, 1996, pp. 5-30
Beja
Pax Iulia
“Em torno do problema da fundação e estatuto de Pax Iulia” em
Arquivo de Beja, vol. II/III, 3ª série, 1996, pp. 41-62
Maria Conceição
Lopes
A cidade romana de Beja. Percursos e debates acerca da “civitas”
de Pax Ivlia, F.L.U.C., 2003, pp. 118-204
Lagos
Laccobriga
Rui Paula
Lagos, evolução urbana e património, C.M.L, 1992, pp. 22
Luz de Tavira
Balsa
Luís Fraga da Silva
A forma urbana de Balsa. Uma reconstituição conjectural, I
Jornadas de Arqueologia do Algarve, Silves, 2001
Faro
Ossonoba
Dália Paulo
Faro, ontem e hoje, C.M..F., 1998, p. 4
Rui e Frederico
Paula
Faro, evolução urbana e património, C.M.F.,1993, pp. 49 -53
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Atlas das cidades romanas
2007-10-02
São de destacar, a título de exemplo:
Atlas des villes, bourgs, villages de France au passé romain, Robert Bedon, Picard, 2001,
Paris (BEDON 2001).
Atlas de l’urbanisme, Tomo 2 de “Architecture et urbanisme en Gaule Romaine”, 2 Vols., R.
Bedon, R. Chevalier e P. Pinon, Errance, Paris 1998 (PINON 1988).
The towns of Roman Britain, John Wacher, 2ª Ed., Routledge, London 1995 (WACHER
1995).
Para a Península Ibérica, a compilação mais sistemática parece ser:
La ciudad en el siglo III. Crisis y signos de continuidad a partir de los hallazgos arqueológicos, Capítulo V de “Crisis y continuidad en la Hispania del siglo III”, Adela Cepas Palanca,
Anejos del Archivo Español de Arqueología XVII, Madrid 1997, pp. 135-248. (PALANCA
1997).
Interessa ainda destacar as publicações de atlas de ilustração histórica, com reconstituições
tridimensionais mais ou menos realistas das paisagens urbanas romanas. Todos os exemplos
conhecidos são, igualmente, franceses:
Voyage en Gaule romaine, Gérard Coulon e J-C. Golvin, Actes Sud-Errance, Paris 2002.
La Gaule romaine, J-C. Golvin e François Giron, Le Point, nº 1404, Paris 1999.
Sobre o léxico e as tipologias urbanísticas e arquitectónicas das cidades romanas, existem
diversas obras, de que destacamos apenas dois, para além do tomo 1º de PINON 1988, acima
referido:
L’Architecture Romaine, Pierre Gros, 2 Vols., Picard, Paris 1996
Dictionnaire méthodique de l’architecture greque et romaine, René Ginouvés, 3 Vols., École
Française de Rome, Rome 1985-1998 (Sobretudo o 3º volume: Espaces architecturaux, bâtiments et ensembles).
Estão assim reunidas tanto as bases conceptuais, como o público interessado e, sobretudo, a lista
de casos de estudo do nosso país, que permitem propor a produção de um atlas inovador, das
morfologias urbanas das cidades romanas, associando três abordagens de interesses
fundamentais: a dos arqueólogos-historiadores clássicos, a dos arquitectos-urbanistas e a dos
geógrafos urbanos.
Objectivos
As finalidades deste atlas são múltiplas:
Produzir um catálogo sistemático do urbanismo Antigo, de referência topográfica
comparativa, para Portugal.
Fornecer um instrumento de investigação do urbanismo romano para as distintas abordagens
profissionais: Arqueólogos, arquitectos, geógrafos, urbanistas e historiadores.
Criar uma base de ilustração de cartografia urbana para actividades de divulgação cultural,
patrimonial e didáctica, com destaque para
Ensino da História, Geografia e desenho das cidades.
Promoção da história e património locais para fins turísticos e internos
Promover um pólo de atracção de parcerias interurbanas, nacionais e internacionais de
temática histórica e urbana:
Projectos culturais Europeus relacionados com o passado romano e com as cidades
históricas, património arqueológico e urbanístico e percursos culturais a ele associadas.
Projectos transfronteiriços com Espanha e Marrocos, países limítrofes e que partilham
com Portugal um território comum na Época Romana, com tradições urbanas idênticas.
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Atlas das cidades romanas
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Projectos tecnológicos Europeus de conteúdos electrónicos on-line para banda larga nas
áreas de fontes documentais de referência, fontes históricas e culturais e regiões e cidades
específicas.
Princípios
Os princípios fundamentais do projecto são:
Criar um atlas utilizável para todos os campos profissionais que recorrem ao urbanismo
romano.
Congregar levantamentos de diferentes proveniências, unificando-os através da escala de
representação e do formalismo gráfico e tipológico.
Manter a informação sobre o tipo de fontes, rigor e outras características de cada
reconstituição, utilizando formas de representação que incluam elementos de indecisão e de
dúvida.
Construir um dispositivo actualizável, criticável e evolutivo, com uma elevada dose de
interactividade académica.
Concebê-lo à partida para meios de produção impressos e electrónicos, sem duplicação de
dispositivos.
Concebe-lo à partida para poder ser aplicável à generalidade do Ocidente Romano, com
destaque para a totalidade da Península Ibérica e da antiga Africa Romana, nomeadamente
de Marrocos.
Abordagem
O projecto assenta na produção de mapas normalizados, que permitam:
Comparação fácil de estruturas urbanas de locais distintos, através de idênticas escalas de
representação e de folhas de estilo cartográfico consistentes
Sobreposição geográfica de níveis de informação predefinidos sobre um dado local,
conceptualmente equivalentes a transparências. Cada nível representa o mesmo espaço
geográfico de referência especifico do lugar, em escala única.
Distinção essencial entre corografia, registo fóssil, reconstituição e interpretação
Inclusão de um nível de reconstituição fisiográfica
Inclusão de reconstituições geométricas e conjecturais
Incorporação de registos arqueológicos, arqueo-topográficos e arqueo-toponímicos
Representação de localizações imprecisas e limites indefinidos ou incertos.
Visualização selectiva dos níveis de informação em contextos electrónicos.
Uma dada reconstituição poderá ter um número ilimitado de interpretações. Uma interpretação é
definida por um nível cartográfico de sobreposição, uma folha de estilo própria desse nível e
uma legenda descrevendo elementos identificados no mapa e um documento ou minuta ou
memória descritiva da interpretação.
Nem todos os níveis são obrigatórios numa contribuição, podendo haver quatro níveis de
propostas:
Registo arqueológico simples
Registo e reconstituição
Registo e interpretação
Registo, reconstituição e interpretação
As interpretações podem ser efectuadas por terceiros, não obrigatoriamente pelo autor da
reconstituição. No atlas as interpretações dividem-se em dois grandes grupos:
Do autor da reconstituição, identificadas por um título e uma data
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Atlas das cidades romanas
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De outros autores, identificadas pela ficha do autor, título e uma data
Esboço de protocolo
Serão aceites como contribuidores todos os investigadores ou equipas que proponham uma
reconstituição da morfologia urbana de uma cidade ou agregado secundário romano.
Poderá coexistir qualquer número de reconstituições alternativas para um mesmo local,
realizadas por autores distintos ou pelos mesmos.
O contribuidor fornecerá um conjunto pré-acordado de documentos mínimos e um conjunto
variável de documentos opcionais.
Pretende-se que os investigadores que desejem colaborar com o projecto, que forneçam as
peças documentais pretendidas nos formatos finais ou o mais próximo possível, pois a
equipa do projecto não terá meios para proceder à revisão e redesenho sistemático de todas
as reconstituições e hipóteses.
Os textos serão revistos e quaisquer alterações enviadas aos autores. Nenhum texto será
publicado sem concordância simultânea do autor e do comité redactorial do projecto.
Qualquer contribuidor poderá acrescentar propostas interpretativas a qualquer contribuição,
sua ou de terceiros.
Solução tecnológica e organizativa
A organização documental e a apresentação cartográfica são os elementos determinantes da
produção e manutenção do atlas. A associação pretendida entre ligeireza e sofisticação será
realizável através da utilização exclusiva de suportes electrónicos, recorrendo a instrumentos já
muito testados e divulgados:
Base de dados documental multimédia implementando o modelo descrito em anexo.
Cartografia vectorial digital produzida com um sistema de informação geográfico ligeiro,
baseado numa plataforma amplamente disponível na internet ou num contexto local.
Formas de apresentação electrónicas.
Estáticas, directamente convertíveis em documentos impressos.
Interactivas, para a internet e contextos locais de funcionalidade similar.
Recurso sistemático a formatos de software de uso generalizado ou acessível, exemplificados
na tabela seguinte:
Formato
DRA
Fabricante
Mapmaker
Produto
Mapmaker Pro
Descrição
MDB
Microsoft
Access
Bases de dados relacionais, de uso geral.
SWF
Macromedia
Flash
Apresentações gráficas e de cartografia vectorial interactiva
para a internet ou ambientes electrónicos locais. Produção de
sistemas multimédia complexos.
PDF
Adobe
Acrobat
Apresentação de documentos complexos de todos os tipos,
incluindo cartografia vectorial com controlo de níveis de
visibilidade e elementos interactivos multimédia. Produção
directa de documentos impressos para contextos de artesgráficas.
Sistema de informação geográfico e de produção cartográfica
profissional, associável a bases de dados relacionais.
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Atlas das cidades romanas
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Elementos
Escalas
Consideram-se 3 escalas e 3 extensões representadas. A representação está optimizada para uma
área gráfica dentro de uma página A4 (17x24 cm), adaptável a formatos electrónicos.
Referência
Dimensões aprox.
Escala
Uso
O
8500 x 12000 m
1:50,000
Migração dos assentamentos
A
4250 x 6000 m
1:25,000
Localização
B
850 x 1200 m
1:5,000
Área urbana
C
340 x 480 m
1:2,000
Detalhes e pequenos centros
As representações em A e B serão obrigatórias
Para grandes cidades, a escala B pode ser paginada em 2 páginas com uma área de
sobreposição.
A escala C pode representar detalhes conhecidos e é opcional
A escala O é excepcional e só se aplica para localizar migrações de assentamentos não
enquadráveis na escala A.
Planta palimpsesto
O projecto baseia-se, fundamentalmente, numa representação da expansão urbana máxima
conhecida, em qualquer fase urbanística, o que corresponde a um palimpsesto urbanístico, na
escala B.
Em cidades bem estudadas e com fases bem diferenciadas, com estruturas importantes
sobrepostas, o palimpsesto será uma sobreposição de fases representadas individualmente (ver
abaixo, fases de evolução urbanística). Nos outros casos, infelizmente mais comuns, o
palimpsesto será “apenas” um registo planimétrico de todos os vestígios, conhecidos ou
conjecturais, originados durante todo o período da existência urbana antiga.
Fases de evolução urbanística
Idealmente, pretende-se representar a evolução urbanística dos locais entre o início da ocupação
romana e o fim da Antiguidade Tardia.
A reconstituição de fases é opcional e depende do arbítrio do contribuidor, pois, na maior parte
dos casos, será impossível reconstituir todas as fases, mesmo quando tenham existido.
A dinâmica evolutiva das cidades romanas é demasiado variada para permitir um
enquadramento cronológico rígido, pelo que propomos um referencial, muito parcialmente
baseado em PINON 1988, pg. 31-39, de cronologia relativa. Ver o anexo Modelo genérico de
evolução urbana das cidades romanas.
Níveis de informação urbanística
A tabela seguinte sistematiza os níveis de informação urbanística individualizados no projecto
do Atlas, apresentados por ordem de sobreposição cartográfica, a partir do topo (nível mais
superficial)
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Atlas das cidades romanas
Corografia
I
Corografia e
topografia actuais
IIA
Arqueológicos
IIB
Levantamento
Arqueo-topográficos
III
Arqueo-toponímicos
Reconstituição
Interpretação
2007-10-02
Assentamentos
Elementos dos modelos de
reconstituição
Parcelário urbano
Cadastro
Rede viária e ferroviária
Toponímia moderna
Elementos de referência
Hidrografia moderna
Sítios e estruturas funcionais
geo-condicionadas
Catálogos de estações (cartas arqueológicas)
Estruturas levantadas topograficamente
Estruturas implantadas a partir de desenhos esquemáticos
Cartas de densidade de prospecção. Classes de densidade de
vestígios ou registo contínuo de variáveis geofísicas
Elementos topográficos fósseis na fotogrametria bidimensional
Elementos antrópicos fósseis do modelo digital de terreno
tridimensional
Topónimos fósseis
Localização aproximada de elementos pontuais, lineares e zonais
Interpolações, extrapolações e regularizações lineares e zonais de
formas arqueológicas, topográficas fósseis e corográficas
Modelos de reconstituição funcional
IVA
Geométrica
IVB
Modelar
IVC
Conjectural
Modelos produzindo elementos urbanísticos não registados
(conjecturais)
VA
Funcionais
Identificação e delimitação de elementos urbanísticos levantados,
reconstituídos e conjecturais
VB
Sínteses urbanísticas
Delimitação de zonas primárias de ocupação urbana
VI
Reconstituída
VII
Actual
Fisiografia
Curvas de nível corrigidas de aterros, desaterros e aluimentos
Reconstituição de escarpas, taludes e declives
Linha costeira, leitos de cursos de água e limite de áreas
submersas ou inundáveis
Áreas emersas, entretanto submergidas
Curvas de nível e sinais de descontinuidade altimétrica
Hidrografia e linha de costa
Zonas geológicas actuais
A estratificação de níveis de informação em “transparências” virtuais permite controlar o
volume e a complexidade da informação disponível através da visualização selectiva dos níveis.
Permite também aferir a relação imediata entre elementos naturais, levantados, reconstituídos e
interpretados, tornando-se um dispositivo de controlo insubstituível da qualidade e o rigor das
propostas.
Na maioria das propostas não existirão todos os níveis. É de realçar que os níveis de
reconstituição (IV) e de interpretação (V) poderão ter um número variável e ilimitado e ser
acrescentados posteriormente. Este modelo constitui uma solução simples, que permite construir
um Atlas evolutivo em que as propostas alternativas de reconstituição e interpretação urbana
podem ser facilmente compiladas e comparadas.
As variáveis gráficas representadas em cada nível associam-se às variáveis tipológicas descritas
no Anexo 2 (Tipologias urbanísticas das cidades romanas). Utiliza-se uma folha de estilo gráfica
consistente baseada na cor, textura e estilo de traço e, suplementarmente, referências individuais
a elementos urbanísticos representados, ligadas a uma legenda descritiva ou a documentos
multimédia específicos.
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Atlas das cidades romanas
2007-10-02
Contribuição do Campo Arqueológico de Tavira
Concepção e elaboração do projecto
Know-how de cartografia regional, urbana e temática, designadamente da criação de
metodologias de produção, estilos gráficos e layouts de apresentação em suportes digitais e
convencionais.
Know-how de análise e implementação do atlas como base de dados documental em suporte
electrónico (sistema de informação documental e geográfica). (Ver Anexo 1)
Modelo de representação planimétrica de morfologias urbanas romanas. (ver Anexo 2)
Propostas de reconstituição das cidades de Balsa, Ossonoba, Lacobriga, Ipses e Baesuris
(em associação com outros investigadores).
Articulação do projecto com o futuro Centro Interpretativo de Balsa.
Cartografia histórica, arqueológica e urbanística
Já publicada
Poster da Carta Arqueológica da Freguesia de Cachopo (Tavira)
Sul da Lusitânia: síntese corográfica.
Algarve Central Romano (corografia)
Zona de São Brás de Alportel na Época Romana (corografia)
Tavira Fenícia
Tavira Islâmica. Fases de amuralhamento
Reconstituição tridimensional do estuário do Gilão na Antiguidade
Já realizada, a aguardar publicação
Reconstituição da linha de costa e das áreas alagadas interiores do Algarve, na Antiguidade
Algarve Oriental Romano (corografia)
Baixo Guadiana Romano (corografia)
Cidade de Balsa: reconstituição e modelo de evolução urbanística
Oppidum do Cerro do Cavaco
Poster da Carta Arqueológica do concelho de São Brás de Alportel
Reconstituição tridimensional do delta do Guadiana na Antiguidade
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Atlas das cidades romanas
2007-10-02
Anexo 1 - Modelo de objectos documentais do projecto
O Atlas é concebido como uma biblioteca documental com uma estrutura interna hierárquica
predefinida, de modo a poder ser implementada através de um sistema de ficheiros documentais
ou de uma base da dados relacional.
É constituído por listas predefinidas e por colecções, com um número indefinido de elementos,
de três tipos básicos de documentos:
D Documentos de texto, com ou sem imagens, correspondendo a conteúdos produzidos por um
processador de texto. A sua estrutura contém dois elementos:
Ficha de documento F
Autor. Referência à ficha de autor/colaborador (ver adiante)
Data
Versão
Resumo
Revisor / Editor do documento no Atlas. Referência à ficha de autor/colaborador (ver
adiante) do revisor interno do documento no Atlas
Status corrente no Atlas. Estado de revisão e divulgação e respectiva data.
Chave de classificação
Conteúdo: Documento em formato PDF, com componentes interactivas opcionais autogeridas.
M Mapas. São documentos complexos, com quatro elementos:
Ficha de mapa F
Autor. Referência à ficha de autor/colaborador (ver adiante)
Data do autor
Versão do autor
Revisor / Editor do documento no Atlas. Referência à ficha de autor/colaborador (ver
adiante) do revisor interno do documento no Atlas
Status corrente no Atlas
Ficha de classificação F
Local
Tipologia do mapa
Número de ordem sequencial na série a que pertence (opcional)
Título
Descrição
Mapa vectorial com um número indeterminado de níveis, com visibilidade independente e uma
ordem de sobreposição predefinida. Cada nível pode definir um conjunto de objectos gráficos,
pontuais, lineares ou zonais, associáveis a entradas na legenda (definida mais adiante).
Legenda de elementos do mapa vectorial. Colecção de entradas: Cada objecto gráfico definido
no mapa pode ter uma entrada na legenda. Cada entrada é constituída por:
Um texto simples
Uma sequência de páginas multimédia (opcional) realizadas em HTML ou FLASH.
Minuta ou memória descritiva. Documento de texto D com informação relevante sobre a
produção do mapa e as suas características técnicas e históricas.
F Fichas. São registos constituídos por atributos de informação. Existem diversas colecções de fichas,
cada uma delas possuindo uma estrutura de tributos idêntica.
O Atlas é composto por cinco colecções fundamentais:
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Atlas das cidades romanas
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1. Documentos gerais, com quatro colecções
Apresentações. Documentos D com introduções e apresentações do projecto.
Descrição de objectivos. Documentos D com descrições dos objectivos do projecto.
Documentos metodológicos e técnicos. Documentos D com descrições metodológicas e técnicas.
Estudos. Documentos D com estudos gerais realizados com os materiais do atlas: temáticos,
regionais ou de síntese
2. Mapa de conjunto M, com a localização de todos os lugares abrangidos e abrangendo o território
incluído no atlas. Este mapa identifica os centros urbanos antigos e modernos e poderá ter níveis
autónomos com:
Linha de costa antiga
Rede viária
Sítios secundários de povoamento
Toponímia antiga
Divisões administrativas antigas, municipais e provinciais
3. Tabelas do sistema de indexação global, implementado por software especializado, que indexará cada
palavra, documento e estrutura documental.
4. Colecção de locais, correspondendo a centros urbanos romanos, que constitui o atlas propriamente
dito. Cada local tem:
L1 Uma ficha de local F, com
Identificação
Tipologias identificativas
Descrição
Relator/Editor. Referência à ficha de autor/colaborador do responsável interno pela
administração e revisão dos documentos relativos ao local
Status corrente no Atlas
L2 Uma colecção de documentos, D de estudos urbanísticos monográficos sobre o local
L3 Um mapa-padrão M de representação do local, comum a todas as reconstituições do local. Este
mapa contém três níveis de informação predefinida:
Fisiografia actual vectorial (a incluir em todas as reconstituições do local)
Corografia actual vectorial (a incluir em todas as reconstituições do local)
Base raster (ortofotograma ou cartografia topográfica de grande escala) de referência
L4 Uma colecção de reconstituições urbanas. Cada reconstituição de um local tem:
RL1 Ficha de reconstituição F, com:
Identificação
Autor. Referência à ficha de autor/colaborador
Descrição
Relator/Editor. Referência à ficha de autor/colaborador do responsável interno pela
administração e revisão dos documentos relativos ao local
Status corrente no Atlas
RL2 Uma colecção de documentos D, do autor das reconstituição, sobre a reconstituição.
RL3 Uma série predefinida de mapas:
Palimpsesto M
Colecção de Detalhes (opcional) M. Cada mapa de detalhe contém uma representação
vectorial de elementos urbanísticos
Migração de assentamento (opcional) M
Fases urbanas: mapa diacrónico (opcional) M
Colecção de mapas de fases urbanas (opcional) M. Esta série é ordenada segundo atributos
da ficha de classificação dos mapas que a constituem.
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Atlas das cidades romanas
2007-10-02
RL4 Uma colecção de interpretações urbanísticas, contendo interpretações, produzidas pelo
autor da reconstituição ou por terceiros.
Cada interpretação corresponde a um mapa M interpretativo, segundo um estilo gráfico
predefinido. A ficha do mapa contém os elementos necessários a identificação,
classificação e gestão documental da interpretação.
Na apresentação das interpretações o autor da reconstituição tem sempre precedência
destacada, à parte dos demais. Estes poderão apresentar-se, alternativamente, por ordem
alfabética de autores e por datas, ou apenas por datas.
5. Colecção de fichas F de autores/colaboradores. Contém a identificação de autores, revisores,
comentadores e interpretadores. O sistema relaciona as referências a cada individuo com os
documentos singulares e contextos respectivos. A estrutura de cada ficha é a seguinte:
Nome
Instituição
Auto descrição
Contactos
A tabela seguinte propõe uma hipótese de classificação relacional da estrutura hierárquica dos
documentos acima enumerados:
Chave múltipla de classificação da estrutura do Atlas
Item
Nível 1
Classe
Nível 2
ID
Nível 3
Classe
ID
Classe
ID
Apresentação
GER
APR
n
Objectivo
GER
OBJ
n
White paper (metodologia) geral
GER
WHI
n
Estudo geral e temático
GER
EST
n
Ficha de local
LOC
n
GER
Estudo local
LOC
n
EST
n
Reconstituição local
LOC
n
REC
n
GER
White paper da reconstituição local
LOC
n
REC
n
DOC
n
Interpretação da reconstituição local
LOC
n
REC
n
ZON
n
Fase da reconstituição local
LOC
n
REC
n
FAS
n
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Atlas das cidades romanas
2007-10-02
Anexo 2 – Tipologias urbanísticas das cidades romanas
As tabelas seguintes apresentam os elementos tipológicos associáveis a identificações
cartográficas.
A lista e a hierarquização são provisórias, devendo ser consideradas como abertas. O nível de
detalhe e estruturação é virtualmente ilimitado e deverá adaptar-se ao grau e qualidade dos
vestígios efectivamente disponíveis. Os termos latinos, por vezes utilizados para identificar
estruturas referidas nas fontes coevas, não são nem exaustivos nem sistemáticos. A produção de
um léxico urbanístico latino, devidamente comentado e ilustrado, seria uma adição importante
ao Atlas.
Zonagem urbana
Tipologias com três níveis de pormenor, para a representação de sínteses urbanísticas
Nível 1
Área de limite e ocupação urbano
Área de ocupação suburbana
Nível 2
Núcleos e zonas de ocupação urbana
Não discriminado
Central
Periférico
Eixos viários (generalizados ou reconstituídos)
Traçados
Cruzamentos, entroncamentos e convergências
Nível 3
Áreas urbanizadas
Área de praças e terreiros abertos
Área residencial concentrada (com e sem parcelário reconstituído)
Área residencial dispersa (idem)
Núcleos isolados e extra-urbanos
Zona do centro cívico e monumental
Monumentos e complexos monumentais edificados, separados do centro cívico
Eixos viários
Vias
Caminhos
Arruamentos principais – eixos viários urbanos
Arruamentos secundários
Espaços e Infra-estruturas
Aquedutos e infra-estruturas hidráulicas
Necrópoles
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Áreas, elementos e estruturas funcionais
Tipologia para a representações de reconstituições e interpretações urbanísticas
Edifícios, complexos edificados, espaços e monumentos
De função incerta
Cívicos, políticos e
administrativos
Edifício governamental ou administrativo
Residência áulica
Fórum e edificios associados Recinto
Edifícios não especificados
Basilica
Curia
Monumentos
Arco
Cenotáfio, lápide ou insígnia
Altar
Estátua monumental
Recintos autónomos ou
Exedra
associados a outros
Palestra
monumentos
Perímetro porticado
Defensivos e militares
Estruturas urbanas e
suburbanas
Estruturas não urbanas
Muralha
Porta
Torre
Quartel (Praetorium)
Campo/terreiro de manobras
Torre isolada
Castelo ou fortim (Castellum)
Quartel de guarnição (Praesidium)
Acampamento (Castra)
Linhas de fortificação (Limes)
Religiosos
Complexo religioso
Templo isolado
Santuário e espaços sagrados
Elemento isolado: Nicho, altar, estátua, capela, betilo ou pilar
De Espectáculos
Teatro
Odeon
Circo/arena
Circo/hipódromo
Anfiteatro
Estádio
Portuários
Espaços
Estruturas
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Porto artificial (zona imersa navegável)
Varadouro
Linha de cais e plataforma adossada de cais
Molhe portuário e cais artificial
Molhe e dique de barra
Barra e canal artificial
Arsenal
Doca seca (ao ar livre ou sob coberto)
Farol
Torre de barra
Instalações e dependências não especificadas
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Atlas das cidades romanas
2007-10-02
Edifícios, complexos edificados, espaços e monumentos
Hidráulicos
Espaços
Estruturas de captação
Estruturas de
distribuição e
escoamento:
Estruturas de consumo
Represa
Lagoa artificial
Barragem
Nascente
Aqueduto
Torre de água (captação ou compensação de desnível)
Mãe-de-água (cisterna de distribuição)
Tanque, cisterna
Canos, caixas, esgotos
Poço
Fontanário
Ninfeu
Piscina
Balneares
Fontes termais
Termas e balneários
Edificações civis
(residenciais e mistas)
Habitat ou núcleo de povoamento não especificado
Insula (quarteirão ou bairro organizado, hipodâmicos ou não)
Domus (casa abastada)
em bairro compacto
em bairros periféricos de baixa densidade, em lotes
parcialmente edificados
suburbana em villa rústica
Casa ou casario não especificado em zonas menos organizadas, isolada ou em
exploração rústica suburbana
Funerários
Espaços:
Estruturas:
Necrópoles
Monumentos, mausoléus e jazigos
Sepulturas
Estação viária suburbana e
anexos
Estação pecuária
suburbana e anexos
Estábulos, hospedaria, banhos, armazéns
Instalações e dependências
Armazém, telheiro, dependência não especificada
Curral, pocilga, estábulo
Cercado, picadeiro
Pátio, eira
Silo, adega, celeiro
Oficina, ferraria, carpintaria, tanoaria
Forno
Moinho
Lagar
Transportes
Agro-Pecuários (em
explorações rústicas
suburbanas)
Infra-estruturas industriais
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Currais, fontanários, bebedouros
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Atlas das cidades romanas
2007-10-02
Edifícios, complexos edificados, espaços e monumentos
Industriais (em contextos
urbanos e suburbanos)
Indústria extractiva
Indústria transformadora
de produtos extractivos
Pedreira
Mina
Barreira
Cerâmica (Figlina)
Comum
Contentores
Materiais de construção
Forno de cal
Aparelhamento de cantarias
Construção Naval (ver
Portos)
Indústria transformadora
de produtos alimentares
Outras
Comércio e
aprovisionamento público
Mercado
Armazéns e similares
Depósito de resíduos
colectivos
Salga
Abate
Curtumes
Têxtil (Fullonica)
Tinturaria (Baphium)
Metalurgia e fundição
Madeira e tanoagem
Aberto (Forum)
Fechado ou porticado (Macellum)
Armazém, Silo (Horreum)
Criptopórtico, cave (Cella)
Depósito de contentores
Lixeira, vazadouro industrial e similares
Elementos delimitadores
Urbanos
Rurais
Linha do Pommerium
Portas/ entradas do recinto urbano
Limites cadastrais rurais (Limites)
Marcos e signos terminais e de demarcação
Rede viária
Eixos
Vias
Caminhos
Limites cadastrais (Ver Elementos delimitadores)
Estruturas viárias
Passagem hidrográfica
Perfis
Ponte
Pontão
Dique
Taludes, aterros e desaterros, obras de drenagem
Pavimentos
Marcos miliários
Arruamentos
Praças e vias porticadas (plateae) e similares
Eixos urbanos principais
Arruamentos do parcelário urbano e periféricos
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Atlas das cidades romanas
2007-10-02
Limites e elementos fisiográficos
Costeiros
Linha e acidentes da costa
Orográficos
Hidrográficos
Curvas de nível e pontos cotados
Linhas de água e áreas alagadas
Alterações urbanas em representações diacrónicas
Alterações fisiográficas
Zona de alagamento e imersão
Zona de colmatação, emersão e deposição dunar
Linha costeira e de zona húmida e alagável
Aluimento e erosão
Antiga
Moderna
Perímetro de afundamento ou de erosão hidráulica e eólica
Zona de falha e derrocada
Zona de deposição
Zonas de alteração urbanística primária
Perímetro intramuros
Evolução urbana
Extensão e reconstrução edilícia
Continuidade com reconstrução orgânica
Abandono ou ruralização
Renucleação e expansão posterior
Representação de imprecisões e indefinições
Tipo gráfico
Interpolação, extrapolação ou rectificação
Localizações pontuais
Elementos lineares
Segmento interpolado, extrapolado ou rectificado
Limites zonais
Área interpolada ou extrapolada da zona
Localização ou limite indefinido
Área de indeterminação do lugar
Banda/corredor de localização
Limite externo indeterminado
Banda de limite indeterminado
Tipologia de vestígios arqueológicos urbanos e suburbanos
Caracterização e descrição dos achados arqueológicos localizados na área de reconstituição
Tipo de achado
Esta tipologia está em desenvolvimento e será apresentada numa versão posterior deste documento.
Datação
Esta tipologia está em desenvolvimento e será apresentada numa versão posterior deste documento.
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Anexo 3 - Modelo genérico de evolução urbana das cidades romanas
Assentamentos romanos, de
plano castrense e colonial
COLONIA
Fundação de COLONIA préclássica em local desabitado
ou por reocupação
Evolução pré-clássica de
assentamentos coloniais
Assentamentos peregrinos
(não romanos), préexistentes ou constituidos
por imposição ou
autorização romana
Geminação
CASTRA (acampamentos militares)
Fundação de
CANNABAE na
periferia de CASTRA
Evolução de DÍPOLIS
mista, ou híbrida
Evolução de CASTRA
Abandono
Evolução pré-clássica de
OPPIDUM pré-romano
Insucesso
Extinção, relocalização ou
incorporação noutra colónia
Evolução pré-clássica de POLIS
peregrina pré-existente
Abandono
Destruição
Refundação
colonial ou
municipal romana
Despromoção. Evolução para
assentamento não urbano:
VICUS ou LOCA SACRA
Evolução para
assentamento não urbano:
PRAESIDIUM ou VICUS
COLONIA
Consolidação: Romanização urbana das áreas peregrinas
REPÚBLICA
Monumentalização Clássica
Com expansão urbanística
monumental em novos
módulos justapostos
DÍPOLIS latinas. Programas urbanísticos de
geminação de cidades peregrinas com
cidades clássicas novas, em centros
peregrinos que adquirem o IUS LATII.
Reorganização do território de tipo “colonial”
com influxo de imigrantes.
Com reconstrução extensiva
Expansão planificada em
programas associados à
elevação do estatuto urbano
ou a iniciativa imperial
Destruição catastrófica e
abandono
ALTO-IMPÉRIO
Cidades Alto-Imperiais Clássicas
Expansão urbana Baixo-Imperial
Complexos de grandes dimensões, geralmente periféricos
Periferias suburbanas, semi-organizadas
Amuralhamento da maior extensão urbana
Decadência
precoce
Redução e eventual fortificação
da área urbanizada
Grandes cidades Baixo-Imperiais
Regeneração orgânica das áreas edificadas,
com abandono progressivo dos traçados
urbanísticos Alto-Imperiais
BAIXO-IMPÉRIO
Cidades Baixo-Imperiais
Abandono militar
Evolução urbana pós-romana
Decadência
Perda de funções urbanas e despopulação.
Eventual destruição extensiva
Campo de ruínas, mais ou menos
canibalizadas, com manutenção mais ou
menos prolongada de actividades
industriais, religiosas e funerárias.
Renucleação em novos centros pós-urbanos
limitados, no espaço territorial da antiga
cidade e dos seus arrabaldes
ANTIGUIDADE TARDIA
Cidades Tardias e povoados Alto-Medievais
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Atlas das cidades romanas
2007-10-02
Anexo 4 – Exemplo
A página seguinte apresenta uma versão prévia da reconstituição e interpretação da forma
urbana da cidade romana de Ossonoba (Faro).
Serve como exemplo de estilo gráfico e de sistema de legendagem, propostos para a
generalidade das cidades romanas do atlas.
Esta página foi acrescentada ao documento em 2 Outubro 2007-10-02
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Ossonoba Romana
© Luís Fraga da Silva, 2007
Campo Arqueológico de Tavira
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Restituição racional da forma urbana de Faro na Época Romana
ra
aS
ad
rad
Est aúde
da S
São Luís
EN
12
5
R. do A
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São
Sebastião
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São
Pedro
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an
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A
el
ag
rri
a
Elementos arqueológicos
Localizados
Nª Sr.ª da Conceição
de ao Pé da Cruz
Zona de vestígios (limites incertos)
Edifícios, estruturas e espólios
PxS
Elementos arquitectónicos (colunas, cornijas)
Nª Sr.ª do Ó
(de Entr'amba'las'águas)
Cemitério, Sepultura
Sm
Cetárias
Estatuária
Inscrições
Mosaicos
B
Materiais cerâmicos
Depósito de lucernas
TE?
Reaproveitamentos (sítios principais)
T
Fc
Implantados
Paredes e recintos
Áreas de edificação mínima e restituída
Pi
Elementos topográficos e funcionais
Provável forma edificada
Lugar de porta funcional
Culto cristão em lugar de confluência antiga
Nascente, poço
Fontanário. Provável ninfeu
Idem, conjectural
Ponte provável
400 m
Muro, talude
Zonas geográficas
Ria e sapal, submerso ou sujeito a inundações diárias
Ilha, sujeita a inundações eventuais, com aterros
artificiais importantes
Sapal primitivo, sujeito a inundações sazonais,
posteriormente aterrado
Zona de encosta, não inundável
Curvas de nível actuais (equidistância 1 m)
Arruamentos e limites
Elementos urbanísticos
Tipo
Implantação (limites incertos)
Vias exteriores
Caminhos exteriores
Eixos cardeais ( kardus, decumanus )
Eixo urbano principal
Arruamentos
Limite urbano no período de
maior extensão (séc. IV ?)
Origem romana incerta
Linha de costa provável
Idem conjectural
Linhas de água antigas
Arruamentos actuais
São Pedro
Toponímia actual
Modo de restituição
Sobre ruas históricas e
alinhamentos do parcelário
urbano
Interpolado, extrapolado
Aqueduto restituído
Aqueduto conjectural
Praças formais ( fora)
Praças de confluência e
alargamento viário ( plateae)
Conjuntos edificados
Recinto militar
Cais portuário
Zonas e Fases de Urbanização
Propostas de localização
B
Fc
Fm
Pi
Px
Mo
PR
T
Sm
Sl
TE
Banhos, Termas
Forum cívico
Forum mercantil (Praça marítima)
Porto interior e provável zona de estaleiros
Habitat estuarino e portuário pré-romano.
Sede da civitas ossonobense, romanizada.
Cidade eclesiástica Tardia
Bairro do Sapal (ocupação condicionada)
Zonas de desenvolvimento urbano
Portos exteriores (Norte, Centro e Sul)
Inicial
Provável molhe (Alto da Murraça)
Posterior
Provável praesidium republicano
Templo
Final
Santuário marítimo (div. feminina)
Bairro governamental
Santuário (ritual c/ lucernas)
Periferia Norte e outras zonas
Possível Teatro
Necrópole principal
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