fevereiro/março 2015 nº 78 Ribeirão Preto ossa Sociedade conta com um veículo de comunicação e informação entre seus membros, de significância ímpar. Através do Boletim, apresentamos nossas ideias, vivências e construções, tanto aquelas referentes ao contexto particular, quanto da Sociedade à qual estamos inseridos. Enquanto atual Editora do Boletim da SBPRP, em meu nome e de toda Comissão Editorial, convido-os a que façam uso deste espaço democrático, que acolherá mais do que ideias, dando configuração aos nossos sonhos e realizações. A transposição de nosso sentir em algo dizível é tarefa árdua, mais conveniente aos poetas do que aos psicanalistas. Porém, é publicando o que somos e pensamos que deparamo-nos com a construção de um espaço de intimidade compartilhada. No ano passado perdemos o grande Manoel de Barros, que em sua simplicidade refinada, revelou uma percepção que teve já em idade avançada. Disse assim: “acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A Henry Moore, Recumbent Figure, 1938 gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. (...) Sou hoje um caçador de achadouros de infância”. Vamos brincar com a palavra, salvando-a da condição fatigada da informação e colocando-a inserida ao mundo das parcerias sonhantes. Nesta edição, será possível: fazer um passeio pelo mundo das artes através das sugestões oferecidas pela Agenda Cultural; entrar em contato com reflexões sensíveis sobre a presença do grupo criativo na arquitetura de nosso Instituto; mergulhar na obra literária de Fernando Pessoa; revisitar a riqueza do curso oferecido por Dr. Raul Hartke promovido pela AMFIP e saber um pouco mais sobre as notícias de nosso Cinema e Psicanálise. Juntem-se a nós, revelando seus olhares e enviando suas escritas, os quais irão compor a pluralidade geradora de riquezas, que constituem o tear da Psicanálise. Aguardamos a participação de todos! Agenda Cultural Página 2 Com a Palavra Página 3 Tema Livre Páginas 4 e 5 Notícias da SBPRP Páginas 6 e 7 Cinema e Psicanálise Páginas 8 Programe-se Página 9 Espaço dos Membros Filiados Página 10 2 Boletim SBPRP nº 78 fevereiro/março 2015 Cybelli Morello Labate Coeditora do Boletim O Amor romântico está em crise? É possível amar várias pessoas ao mesmo tempo? As redes sociais tornam a experiência do amor mais efêmera? Como os artistas estão criando suas obras a partir das novas configurações do amor? Até final de fevereiro, o Sesc Ribeirão Preto se debruça nestas e outras questões, refletindo sobre este sentimento e as mudanças ocorridas ao longo dos séculos, por meio de espetáculos, exibições de filmes, bate-papos, exposições, shows e intervenções. SESC – Ribeirão | Até 06/mar./2015 | http://migre.me/oltgj Exposição interativa em comemoração aos 50 anos de existência da personagem criada pelo cartunista argentino Quino. PRAÇA DAS ARTES Av. São João, 281 | Centro São Paulo | (11) 3053-2100 Até 28/fev./2015 Presidente: Maria Bernadete Amêndola Contart de Assis Diretor Financeiro: Alexandre Martins de Mello Diretora de Cultura e Comunidade: Patrícia Rodella de Andrade Tittoto Diretor do Instituto: José Cesário Francisco Junior Secretária do Instituto: Denise Lopes Rosado Antônio CAIXA CULTURAL SÃO PAULO E THEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO De 17/jan a 22/fev | www.caixacultural.com.br A exposição apresenta mais de 40 objetos históricos que foram produzidos em 1952 para celebrar o quinto centenário do mestre renascentista Leonardo Da Vinci (1452-1519), a partir de projetos deixados por ele. Dividida em módulos temáticos, a mostra tem também dez instalações interativas que explicam a trajetória do multidisciplinar italiano. CENTRO CULTURAL FIESP RUTH CARDOSO Av. Paulista, 1.313 – Bela Vista – Centro – São Paulo 11 3146-7406 | De 02/jan a 10/maio/2015 www.sesisp.org.br Diretora Secretária: Ana Cláudia Gonçalves Ribeiro de Almeida Diretora Científica: Silvana Maria Bonini Vassimon Ciclo de filmes, exposição de fotografias e um espetáculo musical com Antônio Nóbrega integram a programação desta homenagem a um dos maiores nomes da literatura nacional. Editora: Ana Regina Morandini Caldeira Coeditores: Cybelli Morello Labate Júlio César Tadeu C. Labate Luciano Bonfante Maria Aparecida G. B. Pellissari Maria Auxiliadora Campos Boletim SBPRP nº 78 fevereiro/março 2015 KANT abemos com Aristóteles que o homem é um animal político, assim para que encontre realizações essenciais em sua vida mental ele requer a presença do grupo. O grau de pertinência a este grupo pode adquirir uma paisagem criativa, quando o seu envolvimento é horizontal às custas de capacidade em consentir sofrer a dor de desenvolver pensamento a partir da experiência emocional, qual uma planta capaz de gerar uma flor e se tornar fértil, produzindo frutos e novas sementes. Adquirirá, porém um colorido mortífero, quando sob a égide de uma ditadura tirânica baseada em “além do princípio do prazer e da dor”, suas estruturas e hierarquia se tornarem rigidamente verticalizadas. Dá-me a impressão que quando Milton, referindo-se à sua jornada após a cegueira física, destaca: “Que foi ensinado pela musa celestial tanto a aventurar-se no descenso sombrio quanto a elevar-se de novo, mesmo sendo duro e raro"; esta direção serve tanto ao indivíduo quanto ao grupo para favorecer os movimentos acima referidos e ressurgirmos com força revitalizada. Penso assim, com W. R. Bion, que muito do que vivemos no presente é fruto de uma labuta para elaboração de memórias do passado favorecendo o passado presentificado; assim do mesmo modo as memórias do futuro e os sonhos de felicidade do futuro podem se manifestar através das labutas de trabalho de luto contidas em nosso presente. Tenhamos claro que o clima que as complexidades destas questões são vivenciadas em uma sessão a n a l í t i ca , e m re u n i õ e s d e diretorias e de comissões, de maneiras muito diferentes; cultivemos a esperança que o clima amigável e de cooperação prevaleça para que as Funções específicas do Instituto de Psicanálise da Henri Matisse, Blue Nude (I), 1952 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto possam ter contínuo crescimento e assim nossos sonhos e responsabilidades se realizem. Conversando com o nosso querido Jose Américo Junqueira de Mattos, lembro de ele dizer que ao ouvir Beethoven ou ler Shakespeare, Guimarães Rosa sentia- se acrescido e obtinha ampla comunicação em sua mente, muito além de alguns trabalhos teóricos de psicanálise. Faço coro neste momento com o poeta Shelley que afirma: "os poetas são os legisladores não reconhecidos do mundo". A elaboração de um currículo é essencial e destaco o fato de que seus critérios tenham suporte no acervo da experiência de conhecimentos compartilhados. A disciplina b a s e a d a s n e s s e s e l e m e n t o s p e r m i te m o funcionamento de filtros nas passagens das diferentes categorias de membros. Sem isto, abremse as portas para a invasão de estados caóticos e permissividade perigosa, comprometendo o presente e o futuro de nossa instituição. Pressuponho que a psicanálise tem uma arquitetura teórica e prática em constante transformação. Creio que ao revisitarmos visando ao repensar as Funções do Instituto estaremos dando voz à Psicanálise e imprimindo o nosso selo de como o Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto é e se manifesta em suas funções. Abre-se um caminho para nosso convívio e contínua busca de reconciliação e integridade conosco mesmos. Se nas sessões de análise clínica a função do analista é colaborar para que o paciente, sendo quem ele é, possa darse conta do seu ser e vir-a-ser no mundo. Estou convidando a todos nós, enquanto psicanalistas em formação, a darmos um cunho criativo também para o nosso Instituto, favorecendo atualizações. * Membro Efetivo e Analista Didata da SBPRP 3 4 Boletim SBPRP nº 78 fevereiro/março 2015 este último Natal fui presenteada com alguns tesouros, por uma amiga querida. Livros são valiosos. Por mais que não derretam à boca e não tenham o doce sabor das caixas de bombons, permanecem eternos dentro de nós, sem a condição de fugacidade. Livros também não trazem o perfume de um vaso de flores, mas tanto quanto seus botões vão se abrindo aos poucos, revelando suas emoções e ensinamentos. Não são transitórios e por isso, permanecem em condição quase que definitiva em nossa mente. Fiquei então, neste período, com o sabor e o aroma peculiares de Fernando Pessoa, que preencheram minha alma. Resolvi dividir com vocês algumas especificidades e delícias com as quais me deparei. Porém, indaguei-me inicialmente: mas o Tema Livre de nosso Boletim não deveria discorrer sobre a Psicanálise? Sobre o que fala Fernando Pessoa? Que correlações ou aproximações poderíamos intuir serem possíveis entre a obra poética e nosso ofício? Tentei uma resposta, pensando que talvez seja o encontro com a poesia contida na essência humana, em seus meandros mentais, no âmago das vinculações afetivas e nas dores pulsantes de nossa incompletude e lacunas, elementos estes que nos tornem próximos ao poeta. Ao ler este autor, percebi que ele nos remete a um sonhar dançante inundado de emoção; que tece reflexões internas com mobilizações profundas; revira-nos a alma. Não seria este também nosso contexto analítico? Termos a cada encontro na sala de análise a proposta da construção de um poema vivo, revigorado a cada nova parceria, cada fala, silêncio, choro ou emoção, que nos possam ser transformadores? Este é nosso cotidiano enquanto analistas que somos, o qual é construído em todas as tentativas corajosas de nos encontramos com nossos sonhos de vigília, sejam eles prazerosos ou pesadelos. Por fim, resulta nos depararmos também com o poético e o lírico que habita nossas profundezas. Diante do presente recebido, resolvi pegar meu barquinho e navegar em águas “fernandianas”, e deparei-me com alguém que nasceu durante uma festa de Santo Antônio, em 13 de junho de 1888, data esta que parece ter composto seu nome para Fernando Antônio Nogueira Pessoa. Desde sua infância, sonhava-se plural, quando assim declarou: “Tive sempre, desde criança, a necessidade de aumentar o mundo com personalidades fictícias, sonhos meus rigorosamente construídos, visionados com clareza fotográfica, compreendidos por dentro das suas almas”. Escreveu sobre a multiplicidade, a fragmentação e a obscuridade da personalidade humana. A intensidade de seu “drama” se dava quando dizia respeito a si próprio, revelando que “nada de mim é inteiro / sou vário e não sou eu”. Alberto Giacometti, Mujer grande II, 1960 Boletim SBPRP nº 78 fevereiro/março 2015 Enquanto analistas, também vamos sendo apresentados a vários personagens de um mesmo contexto psíquico, e somos convidados a um trajeto por uma multiplicidade de espectros mentais que vão transitando subjetivamente pelo campo analítico. Trabalhamos em áreas de dispersão e integração do psiquismo, de sanidade e insanidade, em trajetória que se localiza em espaço transitório dos conteúdos mentais conhecidos e dos que ainda não se constituíram. E m 8 d e março d e 1914, f u n d o u s eu s heterônimos: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. A partir de então, inicia-se um período de intensa produção literária, com a criação de personagens cujas características representavam-no. “Eu sou uma antologia. Escrevo tão diversamente Que, pouca ou muita valia Dos poemas ninguém diria Que o poeta é um somente”. Apossamo-nos de suas vozes poéticas, as quais contam sobre o desassossego e a inquietude. Ele nos trouxe sua alma intranquila, inquieta, transbordante e fugidia, que se encontra em estado para além do ser e do não ser. Buscava incessantemente por si próprio. Em carta a Mayer Garção (1913), diz assim: “Trago (...) a impressão que me perdi dentro de mim próprio, e, andando continuamente à minha procura, tenho, contudo, receio de me encontrar, não vá eu descobrir-me outro”. Estamos diante do impacto contido naquilo que se delineia entre a cegueira e a percepção, entre os pensamentos sem pensador e os pensamentos de um pensador. Não seria esta, a nossa proposta mais intima e autêntica? Sermos viajantes por territórios de vastidão interna, tanto quanto era nosso poeta, que assim cantava em versos: “De mim mesmo viandante Olho as músicas na aragem, E a minha mesma alma errante é uma canção de viagem”. Fernando Pessoa fala sobre o imponderável e o i n d e f i n i d o q u e n o s h a b i ta . S o m o s a e l e companheiros de viagem, saindo de um porto desconhecido em direção a outro ignorado. “Quem me dera ser uma criança pondo barcos de papel num tanque de quinta, com um dossel rústico de entrelaçamentos de parreira pondo xadrezes de luz e sombra verde nos reflexos sombrios da pouca água”. Deixa-nos, porém, uma mensagem de que a vida nos exige coragem para bojar, ou dobrar a costa através de navegações que vão rasgando o mar, para além do medo do desconhecido. “Quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, mas nele é que espelhou o céu”. Faleceu em 30 de novembro de 1935, e deixou um ensinamento, de que o que vemos tem como grande referencial aquilo que nos constitui internamente. “Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, Não há nada mais simples. Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra coisa todos os dias são meus”. São particulares todos os nossos claros dias e escuras noites, os quais dizem respeito às dores e às delícias internas de sermos o que somos. Finalizada a leitura dos livros, agradeço à minha amiga querida pelo presente que recebi. Ganhei uma viagem ao meu mundo interno, deparei-me com sonhos e aprendi muito sobre a Psicanálise! *Membro Associado da SBPRP Referências Bibliográficas Campos, A. (1989). Livro do desassossego. Por Bernardo Soares. São Paulo: Editora Brasiliense. Pessoa, F. (1994). Poemas Completos de Alberto Caeiro. Lisboa: Editorial Presença. Pessoa, F. (1998). Ficções do Interlúdio. Lisboa: Assírio & Alvim. Pessoa, F. (2006). Obra Poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Pessoa, F. (2007). Cartas. Lisboa: Assírio & Alvim. Pessoa, F. (2010). Mensagem. Porto Alegre: L & PM. Raoul Hausmann, L’esprit de notre temps, 1920 5 6 Boletim SBPRP nº 78 fevereiro/março 2015 A SBPRP conta com uma força de trabalho criativa e atuante para o biênio 2015/16. Apresentamos a constituição do Conselho Diretor e as respectivas Comissões, que trazem colorações vivas e múltiplas à nossa Sociedade. PRESIDENTE SBPRP Maria Bernadete Amêndola Contart de Assis DIRETORA SECRETÁRIA Ana Cláudia G. Ribeiro de Almeida ASSESSORES Infraestrutura e Informática Adriana Laura Navarrete Bianchi Organização de Eventos Fabiana Elias G. de Andrade Moura Divulgação Marystella Carvalho Esbrogeo Registro e Documentação Regina Cláudia Mingorance de Lima Arquivo e Memória Mônica Bitar Santamarina Araújo Lídia Neves Campanelli Andréa Ciciarelli Pereira Lima DIRETORA CIENTÍFICA Silvana Vassimon ASSESSORES Silvana Mara Lopes Andrade Maria Ap. Garcia Galioti Brossi Pelissari Cora Sophia Schroeder Chiapello Luciano Bonfante Maria Roseli Pompermayer Galvani Regina Cláudia Mingorance de Lima Henri Matisse, A Dança, 1909 DIRETOR FINANCEIRO Alexandre Martins de Mello ASSESSORA Mônica Bitar Santamarina Araújo DIRETORA DE CULTURA E COMUNIDADE Patrícia Rodella de Andrade Tittoto ASSESSORES: Ÿ SAP Fabiana Elias G. de Andrade Moura Luzdalma de Maio Barbosa Vieira Mauro Campos Balieiro COMISSÃO INTERNA: Guiomar Papa de Morais Maria Aparecida Sidericoudes Polacchini REPRESENTANTES DO SAP NAS CIDADES DA REGIÃO: Franca: Débora Agel Mellem São Sebastião do Paraíso: Luzdalma de Maio Barbosa Vieira Jaboticabal: Carla Cristina Pierre Bellodi Marília: Tânia Pastori Razook São Carlos: Silvana Mara Lopes Andrade Piracicaba: Maria Roselli Pompermayer Galvani Uberlândia: Maria Luiza Soares Ferreira Borges Ÿ ESPAÇO CULTURAL Silvana Mara Lopes Andrade (Coordenadora) Luciana Torrano Maria Bernadete Figueiró de Oliveira Sandra Nunes Caseiro Boletim SBPRP nº 78 fevereiro/março 2015 Ÿ CINEMA E PSICANÁLISE Luciana Marchetti Torrano (Coord. Ribeirão) Adriana N. Bianchi Carla Cristina P. Bellodi (Rep. Jaboticabal) Cristina Mendonça Cristiana Del Guerra Protta Crippa Helena Lucia Alves de Lima Furtado Luciana Mian Marta Maria Daud Suely de Fátima Severino Delboni (Rep. Univers.) Tânia Pastori Razook Ana Regina Morandini Caldeira (Coord. Franca) Ana Márcia V.P. Rodrigues Débora A. Mellem Fátima Maria Cassis R. Santos Josiane Barbosa Oliveira Sônia Maria de Godoy Silvana M. L. Andrade (Rep. São Carlos) Ÿ ESPAÇO EDUCAÇÃO Andréa Ciciarelli Pereira Lima (co-coordenadora) Cybelli Morello Labate Josiane Barbosa Oliveira Júlio Cesar Tadeu Chavasco Labate Lídia Neves Campanelli Maria Luiza Piantino Regina Claudia Mingorance de Lima Ÿ TERÇAS NA SOCIEDADE Cristiana Del Guerra Prota Crippa Fabiana Elias G. de Andrade Moura Marystella Carvalho Esbrogeo Marta Maria Daud Luzdalma de Maio Barbosa Barbosa Vieira Mauro Campos Balieiro Débora Agel Mellem (Coordenadora Franca) Ana Márcia Vasconcelos de Paula Rodrigues Ana Regina Morandini Caldeira Fátima Maria Cassis Ribeiro dos Santos Josiane Barbosa Oliveira Rosangela de Oliveira Faria Sônia Maria de Godoy Ÿ Ÿ CONSULTORIA PSICANALÍTICA Patricia Rodella de Andrade Tittoto Cybelli Morello Labate Greice Priscilla Kökeny Oliveira Helena Lucia Alves de Lima Furtado Júlio César Tadeu C. Labate Marta Maria Daud Marystella Carvalho Esbrogeo SUPERVISÕES NO HC Sandra Nunes Caseiro (Coordenadora) Marcus Vinicius Santos (Org. na FMRP-USP) Henri Matisse, Ícarus, 1947 DIRETOR INSTITUTO José Cesário Francisco Junior DIRETORA SECRETÁRIA DO INSTITUTO Denise Lopes Rosado Antonio CONSELHO EDITORIAL DA REVISTA BERGGASSE 19 Rosangela de Oliveira Faria (Editora) Maria Bernadete A. C. de Assis (Coeditora) Alexandre Martins de Mello Beatriz Troncon Busatto Denise Lopes Rosado Antonio Fernanda Sivaldi R. Passalacqua Maria Letícia Wierman COMISSÃO EDITORIAL BOLETIM Ana Regina Morandini Caldeira (Coordenadora) Cybelli Morello Labate Júlio César Tadeu C. Labate Luciano Bonfante Maria Aparecida G. B. Pellissari Maria Auxiliadora Campos COMISSÃO DE ESTUDOS SOBRE PASSAGENS NA SBPRP: Paulo de Moraes M. Ribeiro (coordenador) Adriana Vilela Jacob Mário Luiz Prudente Corrêa Mércia Maranhão Fagundes Miguel Marques Rachel B. Lomônaco Beltrame Sandra Abadia Gomes de Andrade Suely de Fátima S. Delboni Thaís H. Thomé Marques (Nossos agradecimentos à secretaria da SBPRP pela concessão dos dados) 7 8 Boletim SBPRP nº 78 fevereiro/março 2015 Luciana Marchetti Torrano | coordenadora do Cinema e Psicanálise programação do Cinema e Psicanálise de 2015 está sendo cuidadosamente elaborada, desde o início dos trabalhos da atual Comissão em setembro de 2014. Contamos com a experiência de colegas que já tornaram o nosso evento um grande sucesso aqui, em Franca, Jaboticabal e São Carlos. Pretendemos dar continuidade ao trabalho primoroso que foi realizado anteriormente. O ano de 2014 fechou com “chave de ouro” sua programação com a exibição de Poderosa Afrodite, no Instituto Figueiredo Ferraz, seguido pelos comentários da Profa. Dra. Marisa Giancchini Gonçalves de Souza e da Dra. Maria Bernadete Amendola Contart de Assis. O auditório ficou lotado e a discussão foi tão rica, que o público pediu bis. Nossa equipe tentará dar conta desta demanda e apoia a repetição do evento num espaço maior para acomodar àqueles que não tiveram o privilégio de apreciar o bonito conjunto que se formou entre a obra do notável diretor Woddy Allen e a sensibilidade das colocações da Dra. Marisa e da Dra. Maria Bernadete. Aproveito este espaço para apresentar a nossa comissão e convidar a todos para dar sugestões de filmes, e os membros que tiverem interesse em colaborar com seus comentários e sta m o s à d i s p o s i çã o p a ra ve r i f i ca r a possibilidade da exibição do filme escolhido, seguindo as normas das distribuidoras e a programação dos espaços onde serão realizadas as projeções. É com imensa satisfação que apresento os meus assessores: Ÿ Adriana Navarrete Bianchi Ÿ Carla Cristina Pierre Bellodi (Representante de Jaboticabal) Ÿ Cristina Mendonça Ÿ Cristiana Del Guerra Protta Crippa Ÿ Helena Lucia Alves de Lima Furtado Ÿ Luciana Mian Ÿ Marta Maria Daud Ÿ Sônia Maria de Godoy Ÿ Suely de Fátima Severino Delboni (Representante Universidades) Ÿ Tânia Pastori Razook Ÿ Ana Regina Morandini Caldeira (Coordenadora em Franca) Ÿ Ana Márcia V.P. Rodrigues Ÿ Débora A. Mellem Ÿ Fátima Maria Cassis R. Santos Ÿ Josiane Barbosa Oliveira Ÿ Sônia Maria de Godoy Ÿ Silvana M. L. Andrade (Representante em São Carlos) MARÇO FRANCA HANAMI- CEREJEIRAS EM FLOR Comentários: Paulo de Moraes M. Ribeiro Dia: 14/3 às 15h Local: Anfiteatro do Centro Médico de Franca – Rodovia Tancredo Neves, saída para Claraval, Km 2 Boletim SBPRP nº 78 fevereiro/março 2015 LOCAL Grupos de estudo Local: SBPRP Fevereiro/Março 2015 André Green Coordenação: Ana Rita Nuti Pontes Dias 6/02 e 6/3 às 17h Texto Análise de Criança Coordenação: Sônia M. Mendes E. Mestriner Dia 2/3 às 19h45 Psicodinâmica da família e casal Coordenação: Denise Léa Moratelli Colaboração: Adriana L. N. Bianchi Dia 13/3 às 15h Pensamento de Melanie Klein Coordenação: Maria Aparecida Sidericoudes Polacchini Dia 13/3 às 17h Pensamento de Winnicott Coordenação: Cecília Barreto Dias Dias 11/02 e 11/3 às 11h15 Pensamento de Donald Meltzer Coordenação: Guiomar Papa Morais e Alexandre Martins de Mello Dias 13 e 27/02 | 6 e 20/3 às 11h Escuta da Escuta Coordenação: Ana Rita N. Pontes Dias 20/02 e 20/3 às 17h O Analista trabalhando Coordenação: Maria Auxiliadora Campos e Cecília Barretto Dias Dia 19/3 às 19h30 Mitos e psicanálise Coordenação: Maria Aparecida Sidericoudes Polacchini Dia 14/3 às 7h40 Reflexões sobre reuniões científicas Coordenação: Regina Cláudia Mingorance Dias 27/02, 13 e 27/03 às 19h30 EVENTOS Aula Inaugural “Sobre SER Psicanalista” Convidados: Dr. Paulo Sandler e Esther Hadassa Sandler Dia 6/02 às 20h Local: Sede da SBPRP – Rua Ércole Verri, 230 Reunião científica “Resgate do objeto estético: uma experiência clínica” Apresentação: Josimara Magro Fernandez de Souza Comentários: Denise Lopes Rosado Antônio Coordenação: Silvana Mara Lopes Andrade Dia 12/02 às 19h15 Local: Sede da SBPRP – Rua Ércole Verri, 230 Reunião científica ‘‘As sutilezas e as delicadezas que compõem o fazer psicanalítico’’ Apresentação: Beatriz Troncon Busatto Comentários: Maria Aparecida Sidericoudes Polacchini Coordenação: Luciano Bonfante Dia: 5/3 às 19h15 Local: Sede da SBPRP – Rua Ércole Verri, 230 Grupos preparatórios para o III ciclo “Expansões e Rupturas” Coordenação: Maria Aparecida G. B. Pelissari Dias 16 e 23/3 às 20h30 Local: Sede da SBPRP – Rua Ércole Verri, 230 Expansões III - Movimentos na Psicanálise atual: Expansões e Rupturas “Metapsicologia dos vínculos: A terceira tópica?” Convidado: Dr. José Martins Canelas Neto Dia 28/3 das 9h às 12h20 Local: Sede da SBPRP – Rua Ércole Verri, 230 Reunião de abertura do Ano Científico 2015 da SPPA “Sustentabilidade do Humano” Convidado: Sérgio Besserman Vianna Dia 12/3 às 20h30 Local: SPPA - auditório 4º andar Rua Gen. Andrade Neves, 14/802 Porto Alegre – RS | http://site.sppa.org.br/ A SPRJ na Psicanálise Brasileira Abertura do Ano Comemorativo dos 60 anos da SPRJ Dia 27/3 INTERNACIONAL 1° INTERNATIONAL DIALOGUE OF THE CENTER OF PSYCHOANALYSIS OF BOLOGNA “The analytic relation” Dias 14 e 15/02 a partir das 8h30 Local: S.Domenico's monastery – Emeroteca Room – S.Domenico Square, 13 - 40124 Bologna – Italy | http://www.ipa.org.uk/ BION IN MARRAKECH 2015 “Catastrophic change or fear of breakdown: a clinical perspective” Dias 26/02 a 01/03 a partir das 9h45 Local: Hotel Sofitel Marseille Vieux Port - 36, boulevard Charles Livon 13007 – MARSEILLE – FRANCE | http://www.ipa.org.uk/ 28th European psychoanalytical Federation Annual Conference Dias 27 à 29/3 Local: Stockholm, Sweden | www.epffep.eu/eng/page/stockholm-2015 Café Literário da Psicanalítica - SPPA Convidados: Cláudio Laks Eizirik e Rodrigo Rosp Coordenação: Neusa Knijnik Lucion Dia: 10/3 às 19h30 Local: Moinhos Shopping – Saraiva Rua Olavo Barreto Viana, 36 Porto Alegre – RS | http://site.sppa.org.br/ TERÇAS NA SBPRP: Semeando e Clinicando em Ribeirão Dia 10/3 às 20h e 21h respectivamente (Dados fornecidos por Paula Quirino, Bibliotecária da SBPRP) 9 10 Boletim SBPRP nº 78 fevereiro/março 2015 Associação dos Membros Filiados do Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto (AMFIP) em parceria com a Sociedade de Psicanálise promoveu, em 2014, um curso oferecido pelo Dr. Raul Hartke (Analista Didata da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre). Àqueles que puderam comparecer ao curso foram presenteados com diferentes vértices sobre a teoria do Complexo de Édipo, bem como uma ampliação das dimensões narcísicas deste complexo. O palestrante, com sua facilidade de expressão, que lhe é marca pessoal, iniciou sua conversa contando uma história sobre a construção de um mito. Utilizou-se de exemplos simples do dia-a-dia para ilustrar como este se constrói, de modo que os ouvintes compreendessem que a todo o momento um mito é gerado. Há aqueles que duram pouco; outros, que sobrevivem por séculos, colorindo o imaginário social. Muitas vezes, inicia-se através de um boato, de um temor, e ganha coro à medida que um grupo o fortalece. Quando se fala em mito, muitas vezes, recorremos aos que nos são familiares: os gregos, os egípcios e romanos. E quando estudamos o Complexo de Édipo, normalmente, utilizamos a interpretação deste mito feita por Sófocles, no entanto, esta é apenas uma versão dentre outras, co mo n o s a lerto u D r. R a u l. C a d a interpretação privilegia uma parte do enredo. Há, por exemplo, interpretações que privilegiam a adoção de Édipo pelos reis de Corinto, muito mais que o assassinato de seu pai e a união com sua mãe. Em um segundo momento, Dr. Raul Hartke fez uso do mito utilizado por Freud, aquele interpretado por Sófocles, e o dividiu em “encruzilhadas”. Ao fazer esta divisão, o conferencista fez uma análise (dividiu em partes) do mito e ao mesmo tempo fez uma síntese (uniu as partes) com os principais autores psicanalíticos. Dentre os autores citados, destacaram-se: Freud, Klein, Bion, Meltzer e Lacan, para finalmente abordar o tema proposto através da Psicanalista Haydée Faimberg, Analista Didata da Sociedade Psicanalítica de Paris, “As Dimensões Narcísicas do Complexo de Édipo”. As encruzilhadas que Dr. Raul foi construindo ao longo do curso, possibilitou-nos fazer uma reflexão mais profunda sobre a contemporaneidade do Complexo de Édipo. Compreendo que só desta maneira é possível entender as várias formas de parentalidade e as configurações familiares que tem nos apresentado nas ultimas décadas. Se a ciência tem o compromisso de se adaptar ao humano e às suas necessidades, e não o contrário, entendo que este curso nos abriu vários caminhos para pensarmos as várias manifestações afetivas que surgem nos vínculos, suas naturezas e funções. Gustav Klimt, Hope II, 1907 - 1908