SEGUINDO VIAGEM PELA HISTÓRIA DE BELO VALE... Antônio Moura Edição 2012 “Seguindo viagem pela história de Belo Vale...” Criação/Redação: – O autor. Digitação/Revisão: O autor. Capa: Foto “Bandeira de Belo Vale” – O autor. Revisão Geral: O autor Edição: .... exemplares (2012) PROMOVE ARTES GRÁFICAS E EDITORA. [email protected] (31) 3486.2696 Todos os direitos reservados exclusivamente ao autor. Proibida a reprodução parcial e/ou total sem a expressa autorização do autor. (Lei 9.610/98) Antônio Geraldo Malta de Moura - 1964 Rua Sandoval Marinho, Nº 215, B. Santo Antônio, Belo Vale, MG – CEP 35.473–000 – E-mail: [email protected] DEDICATÓRIA A Jesus, autor da vida , consumador da fé. Razão de toda minha existência. Causa e consequência de tudo. A Cátia, Lucas e Clara, ternos e eternos amores. A meus pais, Ninico e Fezinha, alicerces forjados na luta. Às minhas irmãs, grandes companheiras, a todos os familiares, amigos e irmãos na fé. ÍNDICE Palavra do Autor ................................................................. Apresentação ............................................................ 7 9 Prefácio ............................................................................... 11 Capítulo I – Dados Geográficos do Município ............... 12 Capítulo II – Cronologia História e Destaques Turísticos .. 26 Capítulo III – Símbolos Cívicos Municipais ................. 45 Capítulo IV – História do Poder Legislativo .................. 50 Capítulo V – Prefeitos e Vice-Prefeitos ............................. 61 Capítulo VI – Curiosidades e “Causos” Políticos ............ 68 Capítulo VII – Curiosidades Históricas e “Folclóricas” ..... 77 Capítulo VIII – História da Comarca ............................. 93 Capítulo IX – Logradouros e Prédios Públicos ............... 98 Capítulo X – Esportes ............................................... 110 Capítulo XI – Epílogo ............................................... 116 Anexos, Mapas e Fotos .............................................. 118 Bibliografia e Menções ............................................... 141 O Autor ..................................................................... 148 Apoio Cultural ........................................................... 150 PALAVRA DO AUTOR Quando da Edição do Livro “De São Pedro do Paraypeba a Belo Vale. Uma viagem na história...” em 2005, deixei claro não ter a pretensão de me fazer um “escritor”, pois tamanha ousadia eu não teria. Assim continuo pensando. Apenas sonhei em ver a História de Belo Vale registrada. Esta ousadia sim, eu a tive, lançando mão de vastas informações obtidas quando no exercício de várias funções, públicas, sociais e profissionais. Qual não foi a minha grata surpresa ao ver que um simples e humilde projeto, rapidamente alcançou grande repercussão com uma aceitação bem acima daquela imaginada. Imediatamente começaram a chegar comentários, sugestões e até cobranças sobre omissões, involuntárias, é claro. Desde então percebi a profunda necessidade de realizar correções, acréscimos e atualizações, mas esbarrando sempre nas mesmas dificuldades, especialmente na escassez de material impresso e arquivos corretos e regulares. Este segundo “trecho de nossa viagem” pela história de Belo Vale, não é uma segunda edição, na sequência da primeira publicação, mas uma continuidade natural da história. Com certeza, repete informações da primeira narrativa, pois não há como mudar fatos históricos. Mas com toda certeza, vem enriquecido com mais detalhes e informações, graças inclusive às críticas que foram humildemente bem recebidas e aplicadas. Ficam aqui os nossos sinceros agradecimentos a todos os colaboradores, informantes, críticos, registrando de forma especial nossa gratidão àqueles que contribuíram para a conclusão de mais esta etapa. Permanece a consciência de que também este trabalho está aquém da grandeza de nossa querida Belo Vale, bem como ainda faltar fatos e personagens nesta “viagem” que continua sendo feita dia a dia. Também permanece a forte crença de que num futuro não muito distante, Belo Vale ganhe uma narrativa mais digna de sua grandeza e, se de alguma forma, nosso pequeno gesto contribuir para tal, já me sentirei plenamente realizado. O mais importante é que indiferenças e diferenças políticas, ideológicas ou de qualquer outra natureza, não ofusquem o brilho de nossa história, diante de um passado tão rico e um futuro tão promissor. Como disse um desconhecido autor: “Tudo que deixamos nessa vida, que não seja apagado pelo vento, pela água, pelo fogo ou pelo tempo, são os rastros deixados pela memória”. Continua assim, o sonho, a viagem... “Carpent tua poma nepotes”. Teus netos colherão os frutos. O Autor Belo Vale, abril de 2012. ***** APRESENTAÇÃO Quando recebi o convite do grande amigo respeitado Advogado e Pastor, Dr. Antônio Geraldo Malta de Moura, tendo me honrado com a incumbência de trazer ao público belovalense e a todos os apaixonados pela historiografia dos municípios mineiros, a reviver o legado deixado por quem já contribuiu com o crescimento dessa terra, fiquei extremamente lisonjeado. Quando faço referência ao ilustre causídico e historiador, o Dr. Antônio Geraldo Malta de Moura, tenho a liberdade de dizê-lo, além de operador do direito, historiador e advogado de almas, honrado com sua postura sempre equilibrada, na busca constante de resgatar a história dos munícipes, por intermédio das pesquisas e bate papos informais no dia a dia, temos o seu lado humano de amigo, pessoa que acolhe os menos favorecidos, dando-lhes a atenção que lhe é merecedora. Homem judicioso de predicados que se faz respeitado e amado pelos seus sempre conterrâneos, podendo, sempre contar com sua guarida. Os ensaios historiográficos sobre os municípios mineiros são de enorme veemência como proveniência de informação da vida social que pulsa na alma dos mineiros. Até a primeira metade do século XIX não havia historiografia regional, por uma razão muito simples: somente Imperadores, Reis, Papas e Cardeais que por serem nobres, eram os personagens exclusivos da história. O historiador valorizava os grandes impérios, as riquezas acumuladas, os feitos heroicos dos viajantes, generais e guerreiros vitoriosos. Porém, somente no Romantismo operou uma reação muito forte e destronou o elitismo aristocrático elegendo outro sujeito da história, o homem comum, a terra natal do historiador, o trabalhador, o indígena, o amor, a família, a música e a arte, o acontecimento vivenciado no entorno do historiador. Quanto à obra, vem preencher uma lacuna na história de Belo Vale, grande oportunidade de conhecer a historiografia do Município, rica em narração metódica dos fatos notáveis ocorridos na vida do povo simples e acolhedor de cada lugarejo rurícola e da cidade, com seu jeito peculiar e pacato que só o interior mineiro ainda conserva até os dias hodiernos. A notável obra busca ainda o legado de homens públicos que dedicaram a construir uma cidade mais justa e ordenada, tornando-se o chão pelo qual caminharemos até a velhice mais segura, fazendo-o dessa aventura existencial mais proveitosa na medida em que “esse” chão for confiável. Neste instante quero aplaudir o ilustre escritor e nobre colega de profissão, o Dr. Antônio Geraldo Malta de Moura, por transpor em palavras o que a vida nos oferece em acontecimentos, podendo, colocar a disposição dos leitores a referida obra. No ensejo cumprimento os belovalenses presentes e ausentes, como também os amantes da historiografia mineira, convidando-os a não perder a oportunidade ímpar de compartilhar o legado deixado pelos homens simples e comuns, como também pelo homem público que compôs a história do nosso eterno Vale do Paraopeba, nossa Belo Vale. BERTIE SIMÃO DE MOURA - Possui graduação em DIREITO - Faculdades Arnaldo Janssen (2009) e graduação em Gestão em Representação Comercial pelo Centro Universitário Newton Paiva (2003), pós-graduação Especialização em Estratégica de Marketing e Vendas pelo Centro Universitário Newton Paiva (2004), pós-graduação em Docência do Curso Superior, pelo Centro Universitário Newton Paiva (2004), pós-graduando em Direito Processual Civil Aplicado pelo CEAJUF (2010). Atualmente professor da Faculdade Arnaldo Janssen, no Curso de Direito. Advogado, com atuação nas áreas do Direito Civil, Processo Civil e Previdenciário. PREFÁCIO A tarefa que recebi de prefaciar esta obra desencadeou-me dois sentimentos. O primeiro claro, de imensa alegria pelo convite, o segundo, de muita responsabilidade. Responsabilidade porque quem prefacia uma obra, penso eu, deve ter o cuidado de sucintamente falar dela e de seu autor, de modo a remeter logo os leitores, a seu conteúdo. Na verdade sinto-me a vontade para cumprir tal tarefa, por se tratar de registro da História de Belo Vale, principalmente ao período que fui testemunha viva dos acontecimentos sociais, políticos, culturais e religiosos dos últimos 30 anos da História de nossa terra. Antônio Geraldo Malta Moura, Teólogo, Advogado, Professor, Pastor da Igreja Batista de Belo Vale, Ativista Comunitário reconhecido pela Edilidade local, após um exílio forçado na Capital Mineira para trabalhar, reatou logo seus laços com Belo Vale, aqui atuando profissionalmente, sempre atento aos fatos históricos. No Livro você vai conhecer de forma objetiva o relato de fatos, lugares, acontecimentos que ora nos assusta e assombra como verdadeiros fantasmas, mas que ao mesmo tempo aponta possibilidades de mudanças, e, nos faz refletir sobre o fato de que “Quem não conhece sua História, corre o risco de cometer os mesmos erros do passado” e, que a premissa maior da História é resgatar o passado, entender o presente e lutar para a construção de um futuro melhor. Ao mergulhar no emaranhado das letras e deliciarmos do bom relato da História, concluo, citando Pablo Milanês e Chico Buarque de Holanda: “E quem garante que a História É carroça abandonada Numa beira de estrada Ou numa estação inglória A História é um carro alegre Cheio de um povo contente Que atropela indiferente Todo aquele que se negue É um trem riscando trilhos Abrindo novos espaços Acenando muitos braços Balançando nossos filhos.” MARIA APARECIDA DA GLÓRIA MAIA (FIA), é professora da rede estadual com Licenciatura Curta em Geografia (PUC-MG); Bacharel com Licenciatura Plena em História (PUC-MG); PósGraduada em Educação Ambiental (UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO-RJ) ***** CAPÍTULO I DADOS GEOGRÁFICOS, SOCIAIS, EDUCACIONAIS E ECONÔMICOS DO MUNICÍPIO. 1.1 – GEOGRAFIA DO MUNICÍPIO Posição Geográfica: Macrorregião: Central – Microrregião: Itaguara – Zona Metalúrgica – (Integrante do quadrilátero ferrífero). Coordenadas Geográficas: Na sede, Latitude: 20º40’78” e Longitude: 44º02’42”. Na porta da Igreja Matriz: 20°24’29” sul – 44° 01’27” oeste. Altitude: Máxima: 1.612 metros na Serra da Bandeira ou Mascates; Mínima: 786 metros no leito do Rio Paraopeba; Na Cidade: 797 metros na Estação Ferroviária. Clima: Ameno, variando com o tropical de altitude. Índice Médio Pluviométrico Anual: 1.200mm a 1700mm. Temperatura: Média Anual 21,90o C; Média Máxima Anual: 26,80o C; Média Mínima Anual 14,30o C. Reservas Minerais: Ferro e Manganês. Relevo Topográfico: Plano: 20%, Ondulado: 70%, Montanhoso: 10% Área do Município: Revisada pelo IBGE, foi encontrada uma área de 367,17 Km², sendo apenas 5 km² de área urbana. Municípios Limítrofes: Bonfim, Brumadinho, Moeda, Ouro Preto, Jeceaba, Piedade dos Gerais e Congonhas. Bacia Hidrográfica: Da Bacia do Rio São Francisco, é banhado pelo Rio Paraopeba, que tem como principais afluentes do Rio Paraopeba no Município: Ribeirão dos Paivas e Ribeirão dos Cordeiros. Acidentes Geográficos: Serra da Bandeira ou Mascates e Serra da Moeda. Bioma: Mata Atlântica. População (Fonte IBGE 2010): Urbana: Rural: TOTAL: 3.295. 4.291. 7.536. População Últimos Censos: Ano Total 1970 8.746 1980 7.251 1991 7.040 2000 7.429 2007 7.267 2009 7.470 2010 7.536 Gentílico: Belovalense. Distâncias (Km): Belo Horizonte: 85 – Rio de Janeiro: 395 – Vitória: 570 – São Paulo: 660 - Brasília: 805 – Congonhas: 45 – Moeda: 14 – Conselheiro Lafaiete: 62 - Ouro Branco: 60 – Bonfim: 38 – BR 040 via MG 442: 23 Km. 1.2 – DEMAIS INFORMAÇÕES 1.2.1 HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO Belo Vale conta com pequenas hospedarias e restaurantes com comida simples da tradicional culinária mineira. Hospedagem: Hotel Paraíso, Pousada Egg Maia, Pousada Barkanas, Pousada Vargem do Cedro e Balneário Cachoeira do Moinho. Restaurantes: Além da alimentação servida nos estabelecimentos acima, tem-se o Restaurante da Conceição, Restaurante do Tote, Restaurante Dona Preta, Restaurante do Maradona, Restaurante do Silvinho e uma pequena churrascaria ao lado da Rodoviária. 1.2.2 PRINCIPAIS EVENTOS Pré-Carnaval no primeiro sábado que antecede o Carnaval, com o denominado bloco “Mamãe Virei Bicha”. Carnaval de Rua. Semana Santa – Encenações bíblicas com grupo de teatro local. Festa de Sant’Ana – 26/07. Aniversário da Cidade – 17/12. 1.2.3 TRANSPORTES Exclusivamente rodoviário, com serviços à comunidade rural e linhas diárias para Congonhas e Belo Horizonte. O acesso principal é pela MG 442 (23 km de asfalto) entrando no trevo da BR 040, próximo à usina da Vale, sentido BH/RIO. 1.2.4 LOCAIS CULTURAIS Biblioteca Municipal Maria José Jacques Penido – Lei 443 de 28/06/71. Museu do Escravo – Único no Gênero no Brasil – Lei 504 de 09/05/75. Fazenda Boa Esperança – Tombada pelo IEPHA – MG. Nota do Autor: Como ser percebe, falta espaço cultural para nossa cidade, inclusive, um Auditório, Teatro ou Cinema, onde nossos valores possam se desenvolver. 1.3 – ECONOMIA A economia local é diversificada, indo de pequenas atividades de subsistência a participação de gigantes multinacionais. O destaque fica claro para as atividades minerárias, agropecuárias e um enorme potencial para o turismo. Belo Vale é uma cidade de pequeno porte e tem sua economia carente de investimentos, tanto privados quanto públicos, tendo sofrido dois duros golpes em sua realidade econômica. O primeiro golpe veio durante a Administração 1967 – 1971, não imputando aos Administradores, à época, qualquer intenção em prejudicar o Município, mas infelizmente, o prejuízo foi enorme e continuará refletindo por toda a posteridade. O que realmente aconteceu foi que a divisa de Belo Vale, que ia próximo às margens da BR 040, foi recuada para o alto da serra, no chamado divisor de águas naturais. Economicamente, isto representou um grande prejuízo para o Município pois se isto não tivesse ocorrido, com toda certeza estaríamos recebendo muito mais nos direitos denominados “Royalties” do minério extraído pelas mineradoras, já que quase todas as minas estariam situadas em solo belovalense. O segundo golpe se deu por volta do ano de 1998, quando o Município de Ouro Preto ajuizou uma ação contra os Municípios de Congonhas, Santa Bárbara e Belo Vale, pleiteando os créditos do ICMS, exclusivamente para si. A tese alegada foi que o local do beneficiamento do minério se dá em solo ouro-pretano, o que infelizmente foi acatado pelos Tribunais através de uma medida liminar. Com isto, a receita municipal mensal que girava em torno de R$200.000,00 (duzentos mil reais), chegou a cair para até R$80.000,00 (oitenta mil reais) em alguns períodos. No dia 27/12/2000, com a cassação da dita liminar, Belo Vale voltou a receber os direitos do imposto gerado. Infelizmente para o saudoso Prefeito Taquinho, faltavam apenas quatro dias para o fim do seu mandato, que ficou marcado por um período de estagnação ante aos fatos ocorridos. A partir daí o Município voltou a respirar reiniciando seu processo de desenvolvimento. Entretanto, no ano de 2003, Ouro Preto conseguiu em instâncias judiciais superiores, alcançar seu objetivo e levar para os seus cofres, toda a receita gerada pelo ICMS. Considerando que uma grande parte da comunidade e da própria economia interna, girava em torno da Administração Pública, não houve como evitar o caos. É que além de não conseguir arcar com a maioria de seus compromissos, a Municipalidade se viu impedida de realizar obras desejadas e necessárias e o pior, comprometeu o pagamento de todo o funcionalismo, uma verdadeira tragédia social. Com a queda da liminar em 2000, o Município voltou a respirar reiniciando seu processo de desenvolvimento. Entretanto, no ano de 2003, Ouro Preto conseguiu em instâncias judiciais superiores, alcançar seu objetivo e levar para os seus cofres, toda a receita gerada pelo ICMS. Desde então, graças a alguns novos investimentos e, principalmente, a mudança de metodologia da apuração do VAF (Valor Adicionado Fiscal) e uma maior fiscalização de tais cálculos, entre outros, a arrecadação municipal tem aumentado, estando prevista uma receita orçamentária para algo em torno de R$2.000.000,00 (dois milhões de reais) mensais no ano de 2012. 1.4 – COMÉRCIO O comércio é pequeno, porém variado. Aqui tem quase tudo. Desde os produtos industrializados comercializados na cidade, até aqueles aqui mesmo produzidos ou explorados. Um destaque é o surgimento do comércio do artesanato local, que de forma tímida e sensível, vem crescendo e se tornando numa fonte de geração de emprego e renda informal, que com certeza encontraria seu justo e real espaço, desde que houvesse uma política adequada de desenvolvimento principalmente do turismo. 1.5 – AGROPECUÁRIA A economia se baseia principalmente nas atividades agropecuárias. Na pecuária há um franco desenvolvimento do setor, com a criação de gado leiteiro e também de corte, com os criadores aprimorando seus rebanhos e inserindo as melhores raças para o ramo a ser explorado, principalmente, a raça nelore. Na agricultura, Belo Vale tem conseguido destaque até mesmo no entreposto da CEASA, graças especialmente a uma sempre crescente produção de tangerina (mexerica ponkan), chegando mesmo a ser “apelidada” de “Rainha da Tangerina”. Nossa produção é vendida também para vários Estados da Federação, especialmente Rio de Janeiro e Estados do Nordeste. Também há a produção de mandioca, feijão, batata, milho, batata-doce, melancia. Também começa a proliferar as plantações de cana-de-açúcar, uma vez terem sido instalados diversos alambiques no Município. 1.6 – INDÚSTRIA O que existe de fato no Município são pequenas indústrias, que desenvolvem suas atividades de forma quase artesanal, com um tímido incremento de novas técnicas e equipamentos. Diversos alambiques foram instalados e começam a se destacar no setor, com uma considerável produção. Alguns produtos já conseguiram sobressair no mercado e recebem elogios dos “entendidos” no assunto. Algumas de nossas cachaças, que já receberam o selo de qualidade da AMPAC, são apresentadas em exposições do ramo. Já se fala em exportação do produto, inclusive para países do velho mundo. 1.7 – MINERADORAS A atividade mineradora é grande em nosso Município, rico em ferro e manganês. Após sofrer uma queda vertiginosa em função da Ação Judicial ajuizada pelo Município de Ouro Preto no final da década de 1990, hoje se pode perceber uma franca recuperação tanto pela nova metodologia de cálculo quanto a novos investimentos. Destaca neste setor as Empresas Vale, CSN, Namisa, Mineração Pollaris, Mineração Terra Seca e Mineração Nogueira Duarte. Não há como negar que a atividade minerária, provoca uma intervenção profunda no meio ambiente, fato que vem sendo fiscalizado constantemente pelos representantes do Ministério Público na Comarca de Belo Vale junto às empresas, inclusive, com as firmaturas de Termos de Ajustamento de Condutas (TAC). O maior problema enfrentado pela comunidade é sem dúvida, a questão do tráfego, já que é utilizado o mesmo ramal rodoviário (MG-442), tanto pelas empresas quanto pelos usuários. Lado outro, além de algumas intervenções sociais, pode ser percebido um considerável aumento da utilização de mão de obra local, o que quer dizer, geração de empregos para os belovalenses, isto sim, um enorme benefício para a população, já que dezenas de jovens não mais precisam sair de Belo Vale para conseguir um trabalho. Não restam dúvidas de que o Poder Público Municipal, as Empresas Mineradoras e, especialmente, a Comunidade, devem estar constantemente sentadas numa mesa de negociação, onde as questões econômicas possam ser confrontadas com aquelas de cunho ambiental, ecológico e social, buscando sempre um meio termo comum, já que Belo Vale não pode se dar ao luxo de prescindir de nenhuma delas, tampouco de suas “riquezas” naturais. 1.8 – MEIO AMBIENTE Embora a cidade possua o Conselho Municipal do Meio Ambiente, sua atuação termina por ser mais política, com pouca atuação no setor, inclusive, porque a própria sociedade não participa ativamente, salvo quando em defesa de interesse próprio. Algumas entidades teem tentado fazer uma política de conscientização e interação da comunidade, destacando-se as ações da Associação do Patrimônio Histórico, Artístico e Ambiental de Belo Vale (APHAA-BV). Com certeza o Poder Público Municipal precisa elaborar uma política pública no tocante ao tema, já que o Município sofre grandes intervenções, não podendo abrir mão do desenvolvimento, mas com a responsabilidade de preservar nosso maior patrimônio, o “vale belo”. 1.09 – EDUCAÇÃO A rede municipal de ensino é formada hoje (2012), por treze escolas municipais, sendo duas na cidade e onze na zona rural, da Pré-Escola à 4a série do Ensino Fundamental. Temos ainda uma unidade do Projeto Curumim. As Escolas Municipais são as seguintes: DENOMINAÇÃO Rosa Malaquias Maria da C. M. C. Soares (Filinha) Benedito Valadares Eugênio Sampaio Eurico Gaspar Dutra José Antônio Cordeiro José Fernandes Mestra Macrina Padre Virgílio Monteiro Penido Pedro José de Lima Santana do Paraopeba Tiago Teodoro Valeriano José da Silva MOTIVAÇÃO Professora. Diretora e Professora. Governador de Minas Gerais. Funcionário Municipal. Presidente da República. Doou o terreno para a Escola. Doou o terreno para a Escola. Professora, Mãe de Antônio Lara Rezende. Vigário em Belo Vale. Doou o terreno para a Escola. Berço de Belo Vale. Doou o terreno para a Escola. Doou o terreno para a Escola. O Município é atendido pela rede estadual de ensino através da Escola Estadual Gama Cerqueira, que absorveu em um passado não muito distante, alunos das antigas escolas estaduais no Município, Grupo Escolar Dr. Gama Cerqueira (Governador Mineiro) e Grupo Escolar Camilo Boaventura (Coletor Estadual em Belo Vale, nos idos de 1950). Oferece atualmente o complemento do Ensino Fundamental (5a a 8a séries) e o Ensino Médio (antigo 2o grau). Embora tenha tido em 2003 o funcionamento de uma unidade da UNIPAC, que ofertou o Curso Normal Superior, o projeto não prosseguiu, assim como alguns Cursos Técnicos Profissionalizantes que chegaram a funcionar, mas também não tiveram sequência com novas turmas. Nota do Autor nº 01 – As Escolas Municipais Maria Pereira da Silva e Nair Teixeira, foram unificadas com a nova denominação de Maria da Conceição Monteiro de Castro Soares (D. Filinha). Mesmo sendo todas, dignas e ilustres senhoras de nossa comunidade, com um vasto serviço prestado à educação dos belovalenses, esta alteração gerou muita polêmica e está em fase de consolidação. Nota do Autor nº 02 – As Escolas Municipais José Emílio da Silva, José Pinto, Juscelino Kubtischek, Domiciano F. Monteiro Castro, Santareno Pereira Barbosa, Miguel Antônio Cordeiro e Melo Viana, embora ainda regularmente registradas, não se encontram em efetivo funcionamento. Nota do Autor nº 03 – A Mestra Macrina, se chamava Macrina Augusta Albergaria Lara, natural de Ouro Preto e mudou-se para a Fazenda Boa Esperança com seu marido Antônio Sebastião de Resende, sendo mãe de 10 filhos, entre eles, Antônio de Lara Rezende que nasceu em São Gonçalo da Ponte (Belo Vale). A “Mestra” faleceu aos 40 anos de idade, no dia 16 de dezembro de 1903. 1.10 – TURISMO O Brasil é um país privilegiado já que possui inúmeros quilômetros de praias, pantanal mato-grossense, cidades históricas e a Amazônia. Belo Vale também foi beneficiado pela natureza. Possui além de vales e montanhas de belezas indescritíveis, cachoeiras naturais de águas límpidas e também um acervo histórico constituído de Igrejas centenárias, com a arte barroca impregnada em seus interiores, Fazenda da Boa Esperança, (datada do século XVIII) e Museu do Escravo, o único no gênero no Brasil e o local do traslado do primeiro documento público oficial registrado em Minas Gerais. Como se percebe, possuímos um vasto campo a ser explorado, em todos os segmentos do turismo: histórico, artístico, natural, ecológico e rural. Infelizmente até o momento, nem o Poder Público nem a iniciativa privada se despertaram para investimentos no setor, a verdadeira “mina de ouro” do século XXI. 1.11 – SAÚDE A cidade é servida, e bem servida, por modernos consultórios de odontologia e competentes médicos, tanto públicos como particulares. Temos uma Policlínica moderna, com consultórios médicos, odontológicos, salas de laboratório e de Raios-X, controle de epidemiologia com vacinações e prevenções, além de uma clínica de fisioterapia. Somos privilegiados por contar com o Hospital e Maternidade Henrique Penido. Um Hospital de pequeno para médio porte, que muito tem contribuído com a população belovalense, principalmente por facilitar a vida de muitos, que não precisam se deslocar para centros maiores, a não ser em casos mais complicados. O Hospital, um antigo sonho da comunidade, foi efetivamente iniciado numa Ação do então Prefeito Antônio Pinto Ribeiro Júnior, concluído na gestão do Prefeito José Fernandes Braga e remodelado quando João Eustáquio era o Prefeito Municipal. Foi neste meio tempo, transferido à iniciativa privada. Tem hoje em seus quadros societários e corpo médico, a presença marcante do Dr. Antônio Leite Silva, Dr. João Batista Vieira Vignolli e Dra. Solange Perez Martins, três profissionais de vasta experiência que elegeram Belo Vale para viver e estabelecer raízes. Dado á enorme importância social, urge uma maior parceria entre o Poder Público, a Comunidade e o Hospital, para que ao contrário de ser constantemente ameaçado de fechamento, possa até mesmo vir a ser ampliado para o bem coletivo, não só do Município, mas de toda a região. 1.12 – OS MOVIMENTOS COMUNITÁRIOS E REPRESENTATIVOS Os movimentos comunitários e representativos em Belo Vale teem avançado, mas ainda carecem de maior conscientização tanto da sociedade quanto do Poder Público e Gestores. O Sindicato dos Produtores Rurais, antiga Associação Rural criada em 1956, é um ícone e tem como seu Presidente atual, o Senhor Tereziano José Bernardino Neto, com forte presença não somente no Município mas na região. A Associação do Patrimônio Histórico, Artístico e Ambiental de Belo Vale (APHAA-BV), criada em 1985, é presidida por Selma Moura, mas sua consolidação somente foi possível graças às atuações dos idealistas: Glória Maia, Marcos Virgílio, Maria Alair Emediato, Rogério Carvalho e o incansável Tarcísio Martins. A Associação Evangélica de Belo Vale, entidade fundada em 1998 e há tempos, o braço social da Igreja Batista Betel Nacional, é liderada pelo Senhor Jefferson Alves da Silva. A Associação dos Bairros Santo Antônio e Região tem a sua frente o Senhor Fernando dos Santos e a Associação dos Moradores Vítimas das Enchentes pelo Senhor Newton Emediato. Por toda a zona rural existem Associações, como a ACOPRUJA em João Alves, AMOLAR em Lages e as Associações dos Pintos, Costas, Santana, Boa Morte, Chacrinha. Nota do Autor: O caminho para o desenvolvimento passa obrigatoriamente pela comunidade. A Associação é o melhor atalho para a conquista do que se pretende. É importante ressaltar que uma Associação não é para se fazer “politicagem”. Existe para realizar e obter conquistas, independente do Poder Público. E reivindicar deste mesmo Poder Público, quando necessário, com imparcialidade e autoridade. 1.13 – CONSELHOS MUNICIPAIS Existem hoje, legalmente, os Conselhos Municipais do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural, da Saúde, da Assistência Social, do Meio Ambiente, da Criança e do Adolescente, da Educação, da Merenda Escolar e o Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente. Somente este último é remunerado e seus membros são eleitos diretamente pela comunidade. Seu atual Presidente é o Senhor Ilton César Parreiras. Os demais Conselhos são paritários, com a participação do Poder Público e da comunidade, através de Associações e Órgãos. Por serem formados com forte presença política e indicações do Poder Público, suas atuações são tímidas e precisam de maior participação popular. Precisa ainda de liberdade, para exercerem suas funções. A comunidade precisa participar mais e buscar seu espaço. ******************* CAPÍTULO II CRONOLOGIA HISTÓRICA E DESTAQUES TURÍSTICOS 2.1 – PROVÁVEL HISTÓRICO CRONOLÓGICO DE BELO VALE Conciliar dados históricos e cronologia é uma tarefa árdua e recheada de controvérsias. É que para relatar a história de um povo é necessário mais do que vontade. Diversos historiadores consagrados divergem em seus trabalhos no que diz respeito às datas, aos fatos, lugares e acontecimentos. Para montar um esquema cronológico da história de Belo Vale, é preciso aos acontecimentos da exploração de Minas Gerais, mas a própria história mineira também é envolta de controvérsias e divergências. Certo é que a colonização da região do Paraopeba coincide com os acontecimentos datados do princípio da colonização da Província de Minas Gerais. É preciso muita prudência para relatar e catalogar os acontecimentos, porque muitas vezes, o que se tem são apenas relatos transmitidos oralmente, de geração em geração. Infelizmente, a falta de arquivos e a mente criativa de alguns “aventureiros”, tornam este, um terreno um tanto incerto e inseguro. Nosso trabalho, inicia com os primeiros registros históricos da exploração de terras mineiras, mas entendemos que a história de Belo Vale, inicia-se mesmo por volta do ano de 1675 mais ou menos, já que os melhores historiadores pesquisados dão como certa a saída de Matias Cardoso, da Bandeira de Fernão Dias de São Paulo em 1673. Este Matias Cardoso, tinha a missão de vir à frente do histórico desbravador, abrindo “picadas” ou trilhas pelas matas e estabelecendo roças e criação de víveres para alimentar e facilitar a entrada da Bandeira pelo “sertão”. Como o detentor do direito de exploração das terras mineiras chegou nestas redondezas em torno do ano de 1675, é esta atualmente, a data mais indicada para colocar início na história da região e de Belo Vale, em particular. Até o momento podemos assim situar os acontecimentos da história de Belo Vale, conforme a bibliografia pesquisada. 2.2 – DAS ENTRADAS POR MINAS GERAIS Em 1573, o explorador Sebastião Fernandes Tourinho, sai de Porto Seguro e desce pelo Vale do Jequitinhonha descobrindo minas de esmeraldas. Sucessivas expedições, chefiadas por Antônio Dias Adorno, Mauro Azevedo, Antônio Rodrigues, Bartolomeu Bueno, durante décadas, seguem por este caminho. Visam não somente a exploração de pedras preciosas e ouro, mas também estão imbuídos do firme propósito de escravizar índios. Alguns registros históricos mencionam, que já em 12/03/1603, o Bandeirante Nicolau Barreto chegou ao sertão do Rio Paracatu, afluente da margem esquerda do Rio São Francisco, já se aproximando da região conhecida como Vale do Paraopeba. Em 21/09/1664, Fernão Dias Paes Leme recebe, da Coroa Portuguesa, uma Carta Régia, na qual era mencionada a existência de riquezas em solo mineiro. Abria-se assim o processo para a exploração oficial destas terras. Em 20/12/1672 o Rei de Portugal, já conhecedor das riquezas abundantes por estas terras mineiras, outorgou a Fernão Dias Paes Leme uma carta patente, onde era nomeado Governador das minas de prata e esmeraldas e detentor do direito de explorar pedras preciosas. 2.3 – DESCORTINA-SE NO HORIZONTE HISTÓRIA, UM VALE DOS MAIS BELOS DA Em 1673, Matias Cardoso de Almeida, capitão e mestre de campo, partiu de São Paulo com 125 homens aproximadamente, organizando lugares de pouso e plantações para suprir a Bandeira de Fernão Dias. Matias Cardoso era um experiente sertanista que já havia atingindo algumas vezes as serras da Mantiqueira e Espinhaço, sendo por isto escolhido para seguir na frente. Na mesma região, onde mais tarde seria fundado o segundo povoado mineiro, Matias Cardoso de Almeida formou um conjunto de roças de grãos e víveres, que serviria para abastecer e suprir novas bandeiras. Estas roças receberam o nome de Roças Novas de Matias Cardoso de Almeida. Segundo alguns, provavelmente é este o mesmo lugar onde se localiza o povoado belovalense de Roças Novas, na mesma região de Vargem de Santana. Em 21/07/1674, Fernão Dias começou sua aventura na companhia de grande comitiva, com aproximadamente 1241 homens. Nesta comitiva se destacavam entre outros, seu irmão e sacerdote católico, Padre João Leite da Silva, seu genro Manoel Borba Gato, seu filho Garcia Rodrigues Paes e um segundo filho, bastardo, José Dias - que mais tarde se rebelou contra o pai. E ainda: Antônio Bicudo de Alvarenga, Antônio Gonçalves Figueira, Antônio do Prado da Cunha, Baltazar da Costa Veiga, Bartolomeu da Cunha Gago, Belchior da Cunha, Diogo Barbosa Leme, Domingos Cardoso Coutinho, Francisco Pires Ribeiro, João Bernal, João Carvalho da Silva, José de Castilhos, José de Seixas Borges, Marcelino Teles, Pedro Leme do Prado e seu sobrinho Francisco Dias da Silva. Este liderava os índios que os acompanhavam na missão. Partindo de São Paulo, da Capitania de São Vicente, seguindo o curso do Rio Tietê e passando pelo Vale do Paraíba, chegou à Serra da Mantiqueira. A partir dali, atingiu e fundou novas terras, incluindo Ibituruna, o primeiro povoado de Minas Gerais, nas proximidades do Rio das Mortes, oito meses depois de iniciado o percurso. Já no ano de 1675, a Bandeira chegou numa linda região, às margens do rio Paraopeba (que quer dizer rio do peixe chato) e ali fundou o segundo povoado de Minas Gerais, São Pedro do Paraypeba. Em 09/03/1681, D. Rodrigo de Castelo Branco, de origem portenha (Castel Branco), saiu de São Paulo como enviado real para encontrar a Bandeira de Fernão Dias, acompanhado de um dos filhos do bandeirante. No final do mês de junho, quando se encontrava repousando na região das Roças Novas de Matias Cardoso, foi surpreendido com a chegada da Bandeira chefiada por Garcia Rodrigues Paes. Esta voltava do sertão, das paragens de Vupabuçú, trazendo o corpo embalsamado do bandeirante que morreu sem encontrar as esmeraldas, na verdade encontrou turmalinas. Em 28/06/1681, o nome de São Pedro do Paraypeba foi oficializado quando aconteceu a transcrição do primeiro documento público, realizado em toda a história de Minas Gerais. Isto se deu em razão deste fato ter sido na véspera do dia dedicado ao Apóstolo Pedro. Hoje, infelizmente, este lugar está reduzido a umas poucas ruínas. Entre os anos de 1675 e 1681, fazia parte da Bandeira de Fernão Dias, o Senhor Antônio Gonçalves Figueira. Alguns historiadores, entre eles Décio Lima Jardim e Márcio Cunha Jardim, creditam a este bandeirante a fundação de um arraial, distante a oito quilômetros de Sant’Ana, e que mais tarde, ficou conhecido como São Gonçalo da Ponte. 2.4 – CONSTRUÇÕES DE CONSOLIDAÇÃO DA REGIÃO IGREJAS E No começo de 1730, os portugueses Manoel Teixeira Sobreira e Manoel Machado, iniciaram um garimpo e, segundo a tradição, descobriram ouro na região no dia 26/07. Em cumprimento a uma promessa feita por Sobreira, erigiram no alto da colina, uma Igreja homenageando a santa do dia. Deram para esta Igreja o nome de Sant’Ana, por volta de 1735. Mais tarde o povoado passou a ser conhecido como Santana do Paraopeba. Em 04/04/1750 a Igreja de Santana do Paraopeba foi provida de vigário. Em 1757, outros dois portugueses, Gonçalo Álvares e Paiva Lopes chegaram ao arraial, próximo ao rio Paraopeba, onde construíram duas igrejas. Uma dedicada a Nossa Senhora da Boa Morte, localizada a 06 km do arraial e inaugurada em 1760. A segunda dedicada a São Gonçalo do Amarante e inaugurada em 1764. Posteriormente, com a construção de uma ponte em frente à igreja, o arraial passou a ser conhecido como São Gonçalo da Ponte. Em 1826 a Igreja de São Gonçalo da Ponte também foi provida de vigário. Em 1832, com o Decreto de 14/07, os curatos de Santana do Paraopeba e São Gonçalo passaram a pertencer ao curato de Bonfim, da Comarca de Ouro Preto. 2.5 – CRIAÇÃO DO DISTRITO DE SÃO GONÇALO DA PONTE E SUA ELEVAÇÃO A FREGUESIA Em 1839, foi aprovada a Lei 116 de 09/03 criando o Distrito de São Gonçalo da Ponte, em Bonfim. Perdeu esta condição em 01/04/1842 (Lei 202) e recuperando o “status” de Distrito através da Lei 472 de 31/04/1850. Em 04/07/1857, de acordo com a Lei 816, o Distrito de São Gonçalo da Ponte foi elevado à condição de Freguesia. Pela Lei, 1254 de 25/11/1865 a freguesia foi transferida para Santana do Paraopeba. Voltou para São Gonçalo da Ponte em 16/09/1870 (Lei 1667) e novamente para Santana do Paraopeba em 30/11/1880 (Lei 2706). Em 1881, São Gonçalo da Ponte readquiriu a condição de Freguesia. Aqui cabe esclarecer, que até a Proclamação da República, o “status” de Freguesia indicava tanto uma condição civil dentro do Governo Imperial, quanto uma unidade eclesiástica, dentro do sistema católico, já que a Igreja Católica era a religião oficial do Império. 2.6 – “QUE BELO VALE!” Em 1914, o professor Mário França Pinto, encantado com a beleza da região, exclamou: “que belo vale”! Foi proposta ao Congresso Mineiro a mudança do nome do Distrito. Em 18/09/1914 a Lei Estadual 622 alterou o nome de São Gonçalo da Ponte para “Bello Valle”. 2.7 – DESENVOLVIMENTO E PROGRESSO LEVAM À EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE BELO VALE Também em 1914, operários e engenheiros chegaram à região para abrir a malha ferroviária da Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB). Em 20/06/1917 é inaugurada a sede da estação ferroviária de “Bello Valle”, aportando na região muitos imigrantes estrangeiros, empresários e comerciantes. Com isto, o distrito de Belo Vale começou a crescer e a se desenvolver, surgiram pequenas fábricas, um jornal e um comércio variado, que se destacou na região. O trem de passageiros circulou de 1917 a meados dos anos 90, sendo que nos últimos tempos recebeu os singelos apelidos de “Barreirão” já que seu ponto de partida saiu do Centro de BH indo para o Barreiro ou simplesmente, o “cata jeca”. Enquanto circulou o trem de passageiros, a estação era ponto de encontro, especialmente da juventude, que ali se encontrava, nos horários de chegada e partida dos comboios. Muitas famílias originaram-se em romances que ali nasceram, num momento mágico e eternizado no tempo. Em 1933, foi formada a C.P.V. (Comissão Pró–Vila), constituída pelos Senhores: Coronel Pedro Rocha Possas, Padre Virgílio Penido, Engenheiro José Pacheco, Euclides Rodrigues Silva, Joaquim Rodrigues Silva, João Ferreira Mendonça, Antônio Marinho, José Ostórgio Silva, Capitão Semeão Emediato e Professor Modestino Melo. Finalmente em 17/12/1938, o então Governador, Benedicto Valladares Ribeiro, assinou o Decreto 148 emancipando o Distrito de Belo Vale de Bonfim e passando Santana do Paraopeba e Moeda à condição de Distritos de Belo Vale. No dia 18/12/1938, às 21 horas, a Rádio Inconfidência transmitiu a notícia do Decreto-Lei que instituía o Município, levando a população da Vila de Belo Vale para as ruas com gritos, folguedo e ovações ao Governador Benedicto Valladares e demais empreendedores do grande feito. Em 21/12/1938, às 08 horas e 30 minutos, os Senhores: Modestino Melo, Joaquim Silva e Simeão Emediato, desembarcaram na Estação Ferroviária local, com o Decreto que instituía o Município de Belo Vale. Em 01/01/1939, o Município foi instalado oficialmente, com a nomeação do Sr. Joaquim Rodrigues Silva como primeiro Prefeito Municipal. A sede do Paço Municipal foi no prédio conhecido como “Casarão dos Araújo”, na época, propriedade do Sr. Antônio Pinto. A Comissão que elaborou toda a solenidade, além dos membros da C.P.V., que tanto fizeram para que Belo Vale fosse emancipado, contava com a atuante participação dos Senhores: Dr. Vitor Macedo, José Augusto Teixeira, Coronel Juscelino Luiz do Carmo, Capitão José Agostinho da Silveira, Major Domingos Rodrigues Rabelo, Capitão José Romão Paiva, Ramiro Alves Carmo, Antônio Vieira Santos, Antônio Lobo, José A. de Matos, Antônio de Castro Malta, José Ubaldo de Castro Malta, Martiniano Pinto, Antônio Alves, José Augusto Pedra, Emílio Pedra, Antônio Emediato, Zeferino Vieira, Amarílio Braga, Ubaldo Teixeira, Francisco Coutinho, Henrique Penido Filho, Acácio Guimarães e Sílvio Fernandes. Em 1940 foi realizado o primeiro Censo do Município de Belo Vale. Em 23/11/1947, pela primeira vez na história, os belovalenses foram às urnas para eleger seu Prefeito e Vice-Prefeito, sufragando pela maioria de votos, o Sr. José Emílio da Silva Filho. Este já havia sido Prefeito nomeado anteriormente e dividiu a chapa com Santareno Pereira Barbosa, que também assumiu o cargo de Prefeito quando do falecimento do titular. No dia 01/01/1948, tomam posse o primeiro Prefeito e VicePrefeito eleitos pelo voto direto dos cidadãos belovalenses, bem como o primeiro Legislativo Municipal. Em 12/12/1953, ao mesmo tempo em que o Distrito de Moeda e Coco foram emancipados, instalou-se pela primeira vez a Comarca de Belo Vale, por intermédio da Lei Estadual 1039, abrigando os Municípios de Belo Vale e Moeda. Em 1969, Belo Vale perdeu a condição de Comarca. Em 1986 readquire a condição de Comarca através de Lei Estadual. Finalmente, a 13/09/1994 a Comarca é reinstalada. Em 19/01/2001, com a publicação no Diário Oficial de Minas Gerais, Moeda volta a pertencer à Comarca de Belo Vale. Nota 1: Segundo Diogo de Vasconcelos, autor de História Antiga de Minas Gerais, o primeiro lar da Pátria mineira é Ibituruna. O segundo é São Pedro do Paraypeba, hoje Santana do Paraopeba, Distrito de Belo Vale, seguidos sucessivamente por Piedade do Paraopeba, Sumidouro, Tucumbira, Serro Frio, Itamarandiba e assim por diante. Nota 2: Digno de nota é o fato de que sempre houve uma transferência da sede da Paróquia, ora em São Gonçalo da Ponte, ora em Santana do Paraopeba. Transferências estas motivadas pela situação política. Se remontarmos toda a história, esta alternância fica bem caracterizada. Quando um grupo prevalecia, a sede era aqui. Quando outro grupo dominava, mudava-se para ali. Isto se deu principalmente em meados do século XIX. Nota 3: A descoberta de ouro em 1730 pelos portugueses Manoel Teixeira Sobreira e Manoel Machado, merece um estudo mais aprofundado. Não ficaram vestígios de nenhuma exploração do valioso metal em nossas redondezas. (?). Nota 4: Em 2008, por muito pouco a Comarca de Belo Vale não sofria um duro golpe, com o Município de Moeda deixando de pertencer a mesma e voltando à Comarca de Brumadinho. Tal evento somente não se concretizou graças a um movimento suprapartidário, que envolveu diversos grupos políticos dos dois Municípios, o que fez com que a Emenda proposta na Assembléia Legislativa fosse retirada. Se tal tivesse ocorrido, dificilmente a Comarca de Belo Vale permaneceria instalada. Nota 5: Segundo a bibliografia pesquisada o “fundador” da região, foi Matias Cardoso, quando implementou as “roças” para abastecer a Bandeira de Fernão Dias, em torno do ano de 1675.. Já o que hoje temos como cidade de Belo Vale, foi fundado por Antônio Gonçalves Figueira, em algum momento entre os anos de 1675 e 1681, não sendo ainda possível precisar tal data. Já os portugueses Gonçalo Álvares e Paiva Lopes, a quem “alguns” creditam o título de fundadores de Belo Vale, foram estes, os construtores das Igrejas Matriz e de Boa Morte. 2.2 – PRINCIPAIS DESTAQUES TURÍSTICOS DE BELO VALE FAZENDA BOA ESPERANÇA Construída por volta dos meados do Século XVIII segundo alguns, pela família Mendonça, sabe-se apenas que o responsável da construção era um português e que teria cobrado a quantia de quatrocentos mil réis para acompanhar a obra. A área da fazenda era de quinze mil alqueires aproximadamente, com alguns chegando a mencionar tal área em vinte e cinco mil. Hoje tem uma área de 318 hectares. Foi construída uma capela anexa à casa grande, com pinturas do famoso Mestre Ataíde, provavelmente em meados do século XVIII. A construção desta Capela é atribuída a Francisco Vieira Servas, um dos destaques da arte barroca na época. O altar da capela é pintado a ouro e o crucifixo ali existente é uma obra com traços similares aos usados pelo “Aleijadinho”, o que faz com que alguns mais ousados o identifique como o autor da mesma. É uma grande fazenda com vinte e cinco cômodos, com senzala (seus alicerces da mesma podem ser vistos ao lado da casa) e inúmeros escravos, podendo vir a atingir 1000 escravos aproximadamente. Por volta de 1790 foi adquirida pela família Monteiro de Barros, na pessoa do Coronel Romualdo José Monteiro de Barros, o Barão do Paraopeba. Era este, filho de Manuel José Monteiro de Barros, da família Monteiro de Barros e Castro. Este tinha quatro irmãos: Manoel José Monteiro de Barros, Matheus Herculano Monteiro, Marcos Antônio Monteiro de Barros - que veio a ser ordenado Padre - e Lucas Antônio Monteiro de Barros. Este último veio a ser condecorado com os títulos de Barão e Visconde de Congonhas. O Barão do Paraopeba, Romualdo José Monteiro de Barros, por três vezes fez parte Junta Provisória Governativa de Minas Gerais, chegando a assumir a Presidência da Província Mineira. Alguns relatos dão conta de que D. Pedro I escolher a Fazenda para pernoitar em uma de suas campanhas pelo movimento da Independência. Outra figura ilustre que esteve diretamente envolvida com a Fazenda Boa Esperança, é o poeta Carlos Drumond de Andrade, quando Chefe do SPHAN, durante o processo de tombamento do conjunto, sendo um dos pareceristas a opinar sobre o mesmo. Depois de passar por vários proprietários, entre eles, Joaquim Pinto Lara de Rezende, José Ferreira de Mendonça, Eleziário Ferreira de Fróis e Antônio Procópio da Silva, mais tarde, foi adquirida pelo Governo do Estado de Minas Gerais e doada ao IEPHA/MG, sendo então, tombada pelo IEPHA/MG. A Fazenda situa-se a 06 km da sede do Município e em seu auge, estima-se que tenha tido mais de 800 escravos. CALÇADA Esta estrada foi muito usada pela nobreza, que algumas vezes se hospedava na Fazenda da Boa Esperança e também a utilizava para transportar sua produção. Ao que tudo indica, era uma estrada vicinal, que cortava a Serra do Mascate e que ligava a Fazenda ao Forte das Casas Velhas e, consequentemente ao Rio de Janeiro e Ouro Preto pela Estrada Real. Era usada pelos nobres que frequentavam a Fazenda Boa Esperança também servia para escoamento de sua produção. Toda feita em pedras, possuía canaletas para as águas pluviais que ainda podem ser vistas em alguns pontos. MARCO DA VARGEM DE SANTANA Local onde foi lavrado o primeiro documento oficial de Minas Gerais, quando do traslado do corpo de Fernão Dias para São Paulo e da entrega das posses das feitorias e arraiais fundados. Nas proximidades do segundo povoado de Minas Gerais, São Pedro do Paraypeba, encontraram-se duas bandeiras. Uma vindo de São Paulo, pelo Rio das Mortes, chefiada por D. Rodrigo de Castel Branco e pelo filho de Fernão Dias. A outra que voltava do sertão, das paragens de Vupabuçú e chefiada por Garcia Rodrigues Paes, trazendo o corpo embalsamado do grande explorador, que morreu sem encontrar as sonhadas esmeraldas. Encontra-se, nas proximidades, uma placa colocada pelo então Prefeito de Belo Vale, Antônio Pinto Ribeiro Júnior. Este marco faz lembrar a ocorrência deste fato memorável da história mineira e fica a 07 km da sede municipal. O Poder Público precisa valorizar mais este monumento histórico. IGREJA DE SANTANA Construída pelos portugueses Manoel Teixeira Sobreira e Manoel Machado, aproximadamente, em 1735, em São Pedro do Paraypeba, hoje Santana do Paraopeba. Estes descobriram ouro nesta região em meados de 1730, mais precisamente no dia 26/07. A tradição diz que por isto, erigiram no alto da colina uma Igreja homenageando a Santa do dia. Outros argumentam que já existia ali uma pequena Capela bem rústica, que foi substituída por aquela de pedra que hoje temos ali. Ainda. Existem, atrás do altar principal, dois crânios humanos, tradicionalmente identificados como dos dois construtores da Igreja. Possui também um cemitério centenário em seu entorno. O certo é que a Igreja servia de ponto de referência, podendo ser vista de vários pontos, entre elas, do alto da Serra da Moeda, do alto da Serra do Mascate, do local denominado “Porto Alegre” às margens do Rio Paraopeba, entre outros. Por alguns períodos foi Sede da Paróquia. A Igreja, foi administrada por décadas pelo Senhor Luiz de Castro, legado deixado a seu filho, está situada a 08 km da sede do Município. Nota do Autor: Alguns já disseram ser a Igreja de Santana, a segunda construída em Minas Gerais. O que perto dali realmente ocorreu, foi a fundação do segundo povoado mineiro, São Pedro do Paraypeba, conforme os historiadores pesquisados mais confiáveis. IGREJA DE NOSSA SENHORA DA BOA MORTE Fundada em 1760 pela bandeira de Gonçalo Álvares e Paiva Lopes que chegaram nesta região por volta de 1757. A Igreja apresenta uma talha primorosa, com colunas torsas e detalhamento barroco. Em sua sacristia, existem algumas pinturas que são atribuídas ao Mestre Manoel da Costa Ataíde. Um prédio simples, mas rico nos detalhes em pedra, no Presbitério, Pia Batismal, Púlpito, possuindo ainda dois altares laterais de tábuas recortadas. Está em vias de ser totalmente reformada graças a uma intervenção da APHAA-BV. IGREJA MATRIZ DE SÃO GONÇALO Fundada pelos mesmos portugueses Gonçalo Álvares e Paiva Lopes em 1764. Construída toda em pedra, conta com três altares, sendo dois laterais e o altar-mor, no mais clássico estilo barroco e com esculturas de anjos, tradicionalmente reconhecidas como esculpidas por escravos. Consagrada a São Gonçalo do Amarante, passou a ser conhecida como São Gonçalo da Ponte, em virtude da construção de uma ponte de madeira em frente à Igreja. É no estilo tradicional setecentista e talha barroca. Em época de seca, pode-se ver os restos dos pilares da ponte no leito do Rio Paraopeba. FORTE DAS CASAS VELHAS Construído em pedras, especialmente o minério fartamente encontrado no lugar, possui evidências de ter sido constituído de um muro com postos para sentinelas, algumas construções acessórias, inclusive um quartel e um depósito. Estas ruínas da antiga alfândega e forte militar da época do ciclo do ouro, situa-se no alto da Serra conhecida como do Mascate, extensão da Serra da Moeda, aproximadamente a 12 km da sede municipal e que teria servido também de forte militar. Sendo verídica esta tradição, ali teriam ficado alguns presos políticos, existindo até mesmo a possibilidade de alguns Inconfidentes ali terem passado algum tempo. RUÍNAS DA CHACRINHA DOS PRETOS Situada a 06 km de Belo Vale, alguns defendem a tese de ter sido uma espécie de quilombo. Traços deste tipo de comunidade ainda podem ser notados na vila e nos remanescentes do lugarejo, como a forma de vida, os casamentos quase sempre entre eles e o consequente parentesco entre todos. Tímidos estudos têm sido realizados para a comprovação histórica deste fato controverso. Ali também se encontra a ruína de uma fazenda, que conforme uma tradição criada num passado não muito distante, pertencia a um senhor chamado José de Paula Peixoto. Este era conhecido como “Milhão e Meio”, por possuir uma fortuna avaliada nesta quantia. Teria sido visitada por D. Pedro I em março de 1822, quando recebeu da viúva do ditoso fazendeiro, uma doação de cinquenta contos de réis para a causa da Independência do Brasil. Não há nenhuma evidência concreta quanto a estes fatos, mas se tal fazenda realmente existiu por volta da proclamação da Independência, dificilmente um quilombo nas mesmas imediações se manteria seguro, com as características próprias deste tipo de comunidade, o que seria historicamente contraditório. RUÍNAS DE ARROJADO LISBOA Localizadas a 12 km de Belo Vale, foi, conforme a tradição relata, a extensão de uma antiga fazenda pertencente a José de Paula Alvarenga Peixoto. Este possuía uma boa produção de utensílios para as Igrejas, para os ricos e nobres de Minas Gerais, por possuir ali um forno de fundir metais como prata e ouro. Nota do Autor: Nesta história acontece uma confusão, motivada talvez por imprudência literária de alguns precipitados “historiadores”. Há uma provável associação do nome do cidadão conhecido como “Milhão e Meio”, que na verdade chamava-se José de Paula Peixoto e ao inconfidente Inácio José de Alvarenga Peixoto. Historiadores mais confiáveis relatam que o inconfidente Inácio José de Alvarenga Peixoto e sua esposa D. Bárbara Heliodora foram proprietários sim de um grande latifúndio que começava na região de São João Del Rei e que atingia as margens do Rio Paraopeba. Tal fato é comprovado pelos historiadores Décio Lima Jardim, Márcio Cunha Jardim e em especial, o historiador José Pedro Xavier da Veiga. MUSEU DO ESCRAVO Situado na sede do Município, único no gênero em todo o Brasil. Possui cerca de três mil peças originais, da época da escravidão, contando ainda com peças do figurino do filme “Quilombo dos Palmares”, doadas pelo cineasta Cacá Diegues. O Museu teve sempre como grande incentivador, o Reverendíssimo Padre Luciano Penido. Possui também um prédio em formato de “U”, que lembra as senzalas das grandes fazendas. Recebeu doações da família de Nelson Moura Brasil, segundo alguns, aparentado com o humorista Jô Soares e sua construção foi acompanhada pelo arquiteto europeu Paulo Bojanic. Seu acervo possui cerca de quase 4000 peças distribuídas em suas seis salas e na réplica da senzala construída em seu pátio. Construído originalmente para funcionar na Basílica do Bom Jesus foi transferido para Belo Vale e inaugurado quando do Centenário da Lei da Abolição da Escravatura. CASARÃO DOS ARAÚJO Conhecido como “sobrado da praça”, construção de 1929 e sede do primeiro paço municipal. Pertenceu à família de Antônio Pinto, que o cedeu gentilmente para sede do Poder Executivo Municipal quando da instalação do Município, sendo posteriormente transferido à família Araújo. Todos os esforços para o tombamento e mesmo para aquisição do imóvel nunca lograram o êxito desejado e necessário, mesmo tendo sido oficialmente, tombado pelo Conselho Municipal. CONJUNTO FERROVIÁRIO Constituído pela sede da Estrada de Ferro Central do Brasil, pelo escritório e armazém, por duas plataformas, duas casas residenciais e uma caixa d’agua para abastecimento dos prédios e locomotivas, inclusive resfriamento, inauguradas em 1917. Também chegou a ser tombado pelo Conselho Municipal, porém nenhum acordo para a sua conservação alcançou sucesso junto aos proprietários. Teve uma de suas plataformas descaracterizada e é de se estranhar que quase todos os prédios das Estações Ferroviárias do Ramal do Paraopeba estejam preservadas, menos a de Belo Vale. 2.3 – CACHOEIRAS Cachoeira da Serra – 11 km da sede Balneário Cachoeira do Moinho – 08 km da sede (Com hospedaria) Cachoeira da Boa Esperança – 06 km da sede Cachoeira do Zé Pinto – 06 km da sede Cachoeira da Usina (ruínas da antiga usina de energia elétrica) – 06 km da sede CAPÍTULO III SÍMBOLOS CÍVICOS MUNICIPAIS HINO DE BELO VALE O Hino de Belo Vale foi instituído através de concurso regulamentado pela Lei Municipal no 666 de 27/11/1982 e oficializado pela Lei Municipal no 673 de 30/12/1982, após ter sido escolhido pela Comissão especialmente nomeada para este fim. Letra: Antônio Pinto Ribeiro Júnior Música: Padre Absalão Martinho Coelho I II Salve Belo Vale de bonanças Nos vergéis de lindos laranjais Salve, salve terra dos amores Divina sinfonia lá dos céus Da mocidade, fé e esperanças Altivo ao infinito salmodiais Passado cheio de honras e valores As maravilhas das obras de Deus Céu apoteótico, iluminado Parahypeba dos bandeirantes Esplêndido de estrelas e de sol Das épicas canções dos tropeiros Chão magnífico e idolatrado Dos aboios, dos mitos berrantes Perene beleza do arrebol E dos imbatíveis pioneiros Montanhas claras ou nebulosas Do mais amado vale do mundo Tesouros de opulentas riquezas Nas lonjuras, saudades e dores Metálicas, rudes, majestosas E no soluço amargo e profundo Plenas de poesia e de beleza Todos voltam terra dos amores Belo Vale eterno de ideais Belo Vale eterno de ideais Intocável e varonil Intocável e varonil PARTITURA MUSICAL DO HINO DE BELO VALE Nota do Autor: Embora nesta partitura conste o nome Pe. Absalão Martins Coelho, seu nome correto era Pe. Absalão Martinho Coelho. HISTÓRIA DA BANDEIRA E DO BRASÃO Os símbolos de Belo Vale, além do Hino, são a Bandeira e o Brasão, regularmente instituídos pela Lei Municipal 468 de 29/08/1972 e criados pelo heraldista e Professor Arcioné Antônio Peixoto de Faria. A heráldica brasileira é no estilo daquela primeira usada em Portugal, mas com forte influência francesa, de onde herdamos nossos cânones e regras. O Brasão Municipal é encimado pelo coroa mural, símbolo dos brasões de domínio, sendo de seis torres. Duas torres à frente, são vistas na sua totalidade; outras duas, nas laterais, são parcialmente visíveis e ainda duas semiocultas na outra face da coroa. As torres são de cor prata e com classificação para uma cidade de terceira grandeza, sede de Município. As três merletas pretas no centro do escudo reproduzem as armas da família Leme e as panóplias constituídas pelos arcabuzes entrecruzados brocantes sobre chapéu de abas largas, são aqueles usados pelos bandeirantes. Na parte inferior, o triplo mantel de argente representa o terreno riquíssimo em minérios de ferro e aço. A buzina de caça, alude à pecuária e seu principal personagem, o boiadeiro. O aguado de góles representa o Rio Paraopeba, com suas águas vermelhas. Os galhos de laranjeiras frutados lembram a época em que o Município foi um dos maiores produtores de laranja do Estado de Minas Gerais. As datas fazem referência à emancipação política em 1938 e à criação do Brasão e da Bandeira Municipal em 1972. As cores teem o mesmo significado especificados nas representações da Bandeira de Belo Vale. Já nossa Bandeira segue a tradição heráldica portuguesa. É esquartelada, sendo os quartéis azuis, constituídos de duas faixas brancas carregadas de faixas vermelhas e o Brasão no centro, a representar o Governo Municipal. O fato de ser esquartelada em formato de cruz é uma representação do espírito cristão de seu povo. A cor branca é símbolo da paz, amizade, trabalho, prosperidade, pureza e religiosidade. A cor vermelha dedicação, amor pátrio, audácia, intrepidez, coragem, valentia. O azul simboliza a justiça, nobreza, perseverança, zelo e lealdade e representando assim, as propriedades rurais municipais. VOCABULÁRIO DO HINO E DA DESCRIÇÃO DO BRASÃO E BANDEIRA Aboios – Canto plangente dos vaqueiros guiando as boiadas. Apoteótico – Deslumbrante, visão de glória, elogioso. Arcabuzes – Armas de fogo antigas da espécie dos bacamartes. Argente – Prateado, da cor prata. Arrebol – Vermelhão da aurora ou do por do sol. Bonanças – Bom tempo, calmaria, sossego, tranquilidade, sereno. Brasão – Escudo de armas, insígnia da nobreza, timbre. Brocantes – Cortante, pontiagudos, uma arma de ponta cortante. Cânones – Regra, decisão de concílio, catálogo, tabela. Épicas – Que diz respeito à epopeia e aos heróis, ações heroicas. Esplêndido – Brilhante, magnífico, admirável, grandioso. Esquartelada – Dividida em quatro partes. Góles – Esmalte heráldico vermelho com traços verticais. Heráldica – Arte dos brasões, conjunto dos seus emblemas. Heraldista – Aquele que domina a heráldica. Mantel – Toalha de mesa ou de altar, roupas de mesa. Merletas – Pequenos pássaros vistos de perfil. Opulentas – Rica, magnífica, pomposa, abundante, copiosa. Panóplias – Armaduras de cavaleiros europeus, símbolo de armas. Parahypeba – Paraopeba, no dialeto indígena: rio do peixe chato. Perene – Que dura muitos anos, eterno, incessante. Quartéis – Quarta parte, cada parte de um escudo. Varonil – Forte, másculo, heroico. Vergéis – Jardins, pomares. CAPÍTULO IV HISTÓRIA DO PODER LEGISLATIVO MUNICIPAL HISTÓRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE BELO VALE O Poder Legislativo é um dos Poderes que formam a verdadeira democracia, porque é neste Poder que se encontram os legítimos representantes do povo. A história brasileira reservou à Câmara Municipal um papel de destaque, sendo inclusive, a Câmara Municipal, a mais antiga instituição política do País, datando de 1549, quando na cidade de Salvador/BA, o primeiro Governador Geral criou a primeira Casa dos representantes do povo. Isto há mais de 463 anos. Muitas outras instituições foram criadas e foram extintas ao longo de nossa história, mas a Câmara Municipal permaneceu. Somente ausentou-se de sua função nos períodos de exceção, leia-se ditaduras, como no Governo Getúlio Vargas e na ditadura militar quando no máximo, eram ocupadas por representantes dos grupos dominadores e simplesmente referendavam os interesses da minoria que ocupava o poder. A Câmara Municipal, desta forma, é um testemunho vivo e heroicamente presente no Brasil. Desde o Brasil-Colônia, passa pela fase do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, Brasil-Império e se consolida no Brasil-República. O povo desta região, onde está localizado o nosso querido Belo Vale, teve seus primeiros representantes Municipais quando o primeiro Governador de Minas, D. Antônio de Albuquerque, em 1711, criou as Câmaras de Mariana, Sabará e Ouro Preto. Toda a nossa região pertencia à circunscrição da Câmara Municipal de Ouro Preto. Posteriormente, ficamos vinculados à Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete, Congonhas do Campo e por último, à Câmara Municipal de Bonfim. Belo Vale não teve sua primeira Câmara Municipal logo que se emancipou do Município de Bonfim. O Legislativo Municipal só veio a existir em Belo Vale a partir de 1948. Tal fato se deu em função do Município ter sido criado em 1938, na vigência do Estado Novo e no auge da ditadura de Getúlio Vargas. Mais tarde, com o fortalecimento dos movimentos democráticos ao final da 2a Guerra Mundial, incluindo o fim do Estado Novo, as Câmaras Legislativas foram reabertas e criadas, como no caso de nosso Município. Como na maioria dos Municípios brasileiros, a Câmara Municipal de Belo Vale esteve vinculada ao Poder Executivo, física, administrativa e financeiramente. Isto não quer dizer que por lá não tenham passado nobres representantes do povo e defensores incondicionais da democracia e dos interesses populares. A partir da posse dos Vereadores eleitos pela 13a Legislatura, sob a Presidência do Sr. Antônio Geraldo Malta de Moura, a Câmara Municipal começou a se aproximar mais da população, com reuniões abertas e divulgação antecipada do calendário das mesmas. Também começou a ser divulgado em informativos locais, um relatório de todas as decisões e votações realizadas pela Casa. Desta Legislatura faziam parte os Srs. Ananias Antônio de Oliveira, Antônio Geraldo Malta de Moura, Ataídes Geraldo Teixeira, Dionísio Carlos Fernandes, Giovane Álvaro Vieira Castro, José Luciano Teixeira, Otacílio José da Silva, Sônia Rezende do Sacramento e Vicente Moreira dos Santos, No dia 30/04/1997, numa iniciativa do Presidente da Câmara, Sr. Antônio Geraldo Malta de Moura, com a anuência dos demais membros da Mesa Diretora, Srs. Dionísio Carlos Fernandes e Giovane Álvaro Vieira de Castro, foi encaminhado o Projeto de Resolução 005/97 mudando o endereço da Sede do Poder Legislativo e que foi aprovado por unanimidade. Mais do que a mudança de endereço, isto simbolizava a desvinculação do Poder Legislativo ao Poder Executivo, que literalmente saía de debaixo dos “olhos” do Poder Executivo. A primeira reunião desta nova fase ocorreu em 12/05/1997, numa sala anexa à Biblioteca Municipal. Em 10/09/1997, também por iniciativa do Presidente da Câmara, Sr. Antônio Geraldo Malta de Moura e com a concordância dos demais membros da Mesa Diretora, foi aprovado por unanimidade o Projeto de Resolução 008/97, que criava a independência administrativa e financeira da Câmara Municipal de Belo Vale a partir de 1998. Com isto, a C Nesta mesma Legislatura, ainda foi eleita a primeira mulher para ocupar uma vaga na Câmara Municipal. Isto ocorreu na pessoa da Sra. Sônia Rezende do Sacramento, que no biênio 1999/2000 se tornou também a primeira mulher a ocupar a Presidência do Poder Legislativo Municipal. Na 14a Legislatura, sob a Presidência do Sr. Márcio José dos Santos Malta, foi construída a sede própria da Câmara Municipal de Belo Vale, completando assim a independência entre os Poderes Executivo e Legislativo. Desde então, cada um dos Presidentes que tem passado pela Casa do Povo tem contribuído com o aprimoramento e funcionamento do Legislativo, em questões de equipamentos, infraestrutura e valorização deste Poder, fundamental à democracia. Muito mais precisa ser feito para que tal independência esteja consolidada, ficando reservado aos nobres vereadores das futuras Legislaturas, o papel de serem livres e de promoverem a liberdade daquela que é a Casa do Povo. Atualmente e pela segunda vez na história, tem como Presidente uma mulher, a Senhora Ana Lúcia Fernandes de Castro Parreiras. Dezenas de cidadãos belovalenses passaram pela Câmara Municipal de Belo Vale, sendo que o povo ainda não tem a real noção da importância do Poder Legislativo, que não pode nem deve substituir o Executivo nas ações das políticas públicas, nem tampouco fazer o Vereador o papel de assistente social. Deve a Câmara Municipal e todos os seus integrantes, legislar e fiscalizar para que o povo seja dignamente representado. LEGISLATURAS Primeira Legislatura – 01/01/48 a 31/01/51 Amarílio Augusto da Rocha Braga, Antônio Antunes Ribeiro, Eliseu Alves Goes, Francisco José da Silva, João Cordeiro de Brito, José Ostórgio da Silva, José Vieira dos Santos, Luiz de Moura Lima, Oscar Alves Ferreira. Segunda Legislatura – 31/01/51 a 06/02/55 Abílio Cerqueira Pereira, João Cordeiro de Brito, José Ostórgio da Silva, Joaquim Antônio Caetano, Joaquim Henrique Alves, Joaquim Pereira da Silva, Joaquim Rodrigues de Moura, Paulo Jonas da Silva, Sílvio Fernandes de Araújo. Também foram empossados ao longo da Legislatura: Domingos do Carmo Fernandes, substituindo Sílvio Fernandes de Araújo; Miguel Antônio Cordeiro, substituindo Domingos do Carmo Fernandes e Sebastião Gomes da Silva, substituindo José Ostórgio da Silva. Terceira Legislatura – 06/02/55 a 31/01/59 Abílio Cerqueira Pereira, Alcino Antônio da Silva, Antônio Teixeira, Décio Vieira dos Santos, Francisco Fernandes Filho, José Dias de Souza, José Sabino Filho, Manoel Alfredo Rezende Pereira, Ramiro Alves do Carmo. Também foram empossados ao longo da Legislatura: Francisco de Castro Teixeira que substituiu Abílio Cerqueira Pereira; Joaquim Henrique Alves que substituiu Décio Vieira dos Santos; José Augusto Pedra que substituiu José Dias de Souza; José Vieira de Oliveira que substituiu Ramiro Alves do Carmo. Quarta Legislatura – 31/01/59 a 31/01/63 Abílio Cerqueira Pereira, Alcino Antônio da Silva, José de Assis Cunha, José do Carmo Fernandes, José Vieira de Oliveira, Joaquim Henrique Alves, Paulo Lourenço Diniz, Raimundo Antônio Cordeiro, Sebastião Moreira da Silva. Também foram empossados ao longo da Legislatura: João Alves de Moura substituindo José do Carmo Fernandes, Jorge Justino dos Santos substituindo Abílio Cerqueira Pereira. Quinta Legislatura – 31/01/63 a 31/01/67 Antônio da Silva Cardoso Filho, Antônio Dias Costa, Antônio José da Silva, Antônio Monsueto, Euclides Francisco Nicolau, Geraldo Antônio Cordeiro, Glicério José de Souza, José de Assis Cunha, Josué Fernandes de Paulo. Também foi empossado ao longo da Legislatura: Ulisses Gomes dos Santos em substituição a Antônio Monsueto. Sexta Legislatura – 31/01/67 a 31/01/71 Belmiro de Oliveira Carmo, Euclides Rodrigues Silva, Francisco Paulo de Oliveira, Geraldo Magela Maciel, Geraldo Vieira dos Santos, João Batista Vieira, José Augusto Fernandes Braga, José Cordeiro da Mata, Rubens Pereira Leijoto. Também foi empossado ao longo da Legislatura: Antônio dos Santos Vieira substituiu Geraldo Magela Maciel. Sétima Legislatura – 31/01/71 a 31/01/73 Antônio dos Santos Vieira, Antônio Sebastião de Resende, Belmiro de Oliveira Carmo, Euclides Rodrigues Silva, Francisco Paulo de Oliveira, Geraldo Vieira dos Santos, Jorge Fernandes do Carmo, Luiz Gonzaga Maciel, Rubens Pereira Leijoto. Oitava Legislatura – 31/01/73 a 31/01/77 Antônio Antonino Dias, Antônio de Castro Braga, Antônio Teixeira da Silva, Belmiro de Oliveira Carmo, Geraldo Marques Sacramento, Geraldo Vieira dos Santos, José Vieira de Oliveira, Raimundo Marques Ribeiro, Vicente Fernandes da Mata. Nona Legislatura – 31/01/77 a 01/02/83 Altamir Rezende, Antônio Gentil Fernandes, Antônio Teixeira da Silva, Belmiro de Oliveira Carmo, Carlos Teixeira Neto, Dionísio Antônio Vieira, José Amarílio de Oliveira, Manoel Salustiano do Prado, Raimundo Marques Ribeiro. Também foi empossado ao longo da Legislatura: Agostinho Ferreira Lima substituiu Altamir Rezende. Décima Legislatura – 01/02/83 a 31/12/88 Antônio de Castro Malta Filho, Antônio Gentil Fernandes, Antônio Teixeira da Silva, Bernardino Alves de Sena, Íris Monteiro Braga, José Moroço Braga, Paulo de Castro Moreira, Salvador José Maia, Simião Januário do Carmo. Décima Primeira Legislatura – 31/12/88 a 01/01/93 Ataídes Geraldo Teixeira, Geraldo Vicente do Carmo, João de Castro, José Eustáquio dos Reis, José Moroço Braga, Luiz Alves Barbosa, Marconi Augusto Fernandes de Castro Braga, Paulo de Castro Moreira, Wanderlei de Castro. Décima Segunda Legislatura – 01/01/93 a 01/01/97 Antônio Geraldo Ferreira, Ataídes Geraldo Teixeira, Carlos Alves de Souza, Geraldo José Eustáquio da Silva, Geraldo Ribeiro dos Santos, João de Castro, José Moroço Braga, Luiz Alves Barbosa, Vicente de Paula das Chagas. Décima Terceira Legislatura – 01/01/97 a 01/01/01 Ananias Antônio de Oliveira, Antônio Geraldo Malta de Moura, Ataídes Geraldo Teixeira, Dionísio Carlos Fernandes, Giovane Álvaro Vieira Castro, José Luciano Teixeira, Otacílio José da Silva, Sônia Rezende do Sacramento, Vicente Moreira dos Santos. Décima Quarta Legislatura – 01/01/01 a 31/12/04 Daniel Santana Pedra, Geraldo José Eustáquio da Silva, Geraldo Ribeiro dos Santos, Giovane Álvaro Vieira Castro, Márcio José dos Santos Malta, Otacílio José da Silva, Sebastião Tadeu Alves Teodoro, Sérgio Eli do Carmo, Waltenir Liberato Soares. Décima Quinta Legislatura – 01/01/05 a 31/12/08 Amarílio Geraldo de Sena, Dionísio Carlos Fernandes, Geraldo José Eustáquio da Silva, José de Moura Rocha, José Vicente do Carmo, Márcio José dos Santos Malta, Rosalee Fernandes Pereira, Valdeci Fernandes da Mata, Waltenir Liberato Soares. Também foi empossado ao longo da Legislatura, José Inocêncio de Souza em substituição a José Vicente do Carmo por determinação do TER/MG. Décima Sexta Legislatura – 01/01/09 a 31/12/12 Ana Lúcia Fernandes de Castro Parreiras, Antônio de Castro Malta Filho, Ataídes Geraldo Teixeira, Dionísio Carlos Fernandes, Geraldo Salvador dos Santos, José de Moura Rocha, José Vicente do Carmo, Maurício Rodrigues Pereira e Ronei Barbosa da Silva. PRESIDENTES EM EXERCÍCIO CÂMARA MUNICIPAL DE BELO VALE Antônio Antunes Ribeiro 01/01/48 a 31/01/1951 Abílio Cerqueira Pereira 01/02/51 a 06/02/1955 Abílio Cerqueira Pereira Manoel Antônio Resende Pereira 07/02/55 a 14/11/1958 15/11/58 a 31/01/1959 Alcino Antônio da Silva 01/02/59 a 31/01/1963 Antônio da Silva Cardoso Filho Glicério José de Souza 01/02/63 a 21/03/1966 22/03/66 a 31/01/1967 Rubens Pereira Leijoto 01/02/67 a 31/01/1971 Rubens Pereira Leijoto Belmiro de Oliveira Carmo Luiz Gonzaga Maciel Geraldo Vieira dos Santos 01/02/71 a 12/06/1971 13/06/71 a 26/06/1971 27/06/71 a 15/04/1972 16/04/72 a 31/01/1973 Antônio de Castro Braga 01/02/73 a 31/01/1977 Dionísio Antônio Vieira 01/02/77 a 01/02/1983 Íris Monteiro Braga Antônio Teixeira da Silva Salvador José Maia 02/02/83 a 21/02/1985 22/02/85 a 31/01/1987 01/02/87 a 31/12/1988 Geraldo Vicente do Carmo Paulo de Castro Moreira 01/01/88 a 29/12/1990 30/12/90 a 31/12/1992 João de Castro Geraldo Ribeiro dos Santos 01/01/93 a 06/01/1995 07/01/95 a 31/12/1996 Antônio Geraldo Malta de Moura Sônia Rezende do Sacramento 01/01/97 a 31/12/1998 01/01/99 a 31/12/2000 Márcio José dos Santos Malta Otacílio José da Silva 01/01/01 a 31/12/2002 01/01/03 a 31/12/2004 Waltenir Liberato Soares Geraldo José Eustáquio da Silva 01/01/05 a 31/12/2006 01/01/07 a 31/12/2008 Geraldo Salvador dos Santos Ana Lúcia Fernandes de Castro Parreiras 01/01/09 a 31/12/2010 01/01/11 a 31/12/2012 Nota do Autor: As datas foram devidamente revisadas e atualizadas após a edição anterior. PRINCIPAIS REALIZAÇÕES DO LEGISLATIVO MUNICIPAL Independência Física e Administrativa da Câmara Municipal Presidente Antônio Geraldo Malta de Moura Sede da Câmara Municipal Presidente Márcio José dos Santos Malta ***** CAPÍTULO V PREFEITOS E VICE-PREFEITOS PREFEITOS DO MUNICÍPIO DE BELO VALE Joaquim Rodrigues Silva (Nomeado pelo Governador) 01/01/1939 a 10/04/1945 José Emílio da Silva Filho (Nomeado pelo Governador) 11/04/1945 a 23/11/1945 Paulo Emílio Pinto (Nomeado pelo Interventor de MG)* 24/11/1945 a 09/11/1946 José Emílio da Silva Filho (Nomeado pelo Governador) 10/11/1946 a 30/12/1946 Aci Nígri do Carmo (Nomeado pelo Interventor de MG) * 31/12/1946 a 12/01/1947 Roberto Otávio Gonçalves (Nomeado pelo Governador) 13/01/1947 a 12/05/1947 Joaquim Antônio Teixeira (Nomeado pelo Governador) 13/05/1947 a 31/12/1947 José Emílio da Silva Filho 01/01/1948 a 11/10/1950 Santareno Pereira Barbosa 12/10/1950 a 03/02/1951 Amarílio Augusto da Rocha 04/02/1951 a 05/02/1955 Francisco José da Silva 06/02/1955 a 31/01/1959 Milton Monteiro Guimarães 01/02/1959 a 31/01/1963 Joaquim Rodrigues Silva 01/02/1963 a 31/01/1967 Benevides José Fernandes da Mata 01/02/1967 a 31/01/1971 Antônio Pinto Ribeiro Júnior 01/02/1971 a 31/01/1973 José Vitarelli 01/02/1973 a 31/01/1977 Antônio Pinto Ribeiro Júnior 01/02/1977 a 31/01/1983 José Fernandes Braga 01/02/1983 a 31/12/1988 João Eustáquio 01/01/1989 a 31/12/1992 José Fernandes Braga 01/01/1993 a 31/12/1996 João Eustáquio 01/01/1997 a 31/12/2000 Matuzalém de Castro Braga 01/01/2001 a 31/12/2004 Wanderlei de Castro 01/01/2005 a 31/12/2008 Wanderlei de Castro 01/01/2009 a 31/12/2012 Nota do Autor: As datas foram devidamente revisadas e atualizadas após a edição anterior. VICE-PREFEITOS DE BELO VALE Santareno Pereira Barbosa - 01/01/1948 Vice de José Emílio da Silva Filho Paulo Alves do Carmo - 04/02/1951 Vice de Amarílio Augusto da Rocha Joaquim Pereira da Silva - 06/02/1955 Vice de Francisco José da Silva Antônio dos Santos Vieira – 01/02/1959 Vice de Milton Monteiro Guimarães José Vieira de Oliveira – 01/02/1963 Vice de Joaquim Rodrigues Silva Joaquim Pereira da Silva – 01/02/1967 Vice de Benevides José Fernandes Mata José Augusto Fernandes Braga – 01/02/1971 Vice de Antônio Pinto Ribeiro Júnior Luiz Gonzaga Maciel – 01/02/1973 Vice de José Vitarelli José Vieira de Oliveira – 01/02/1977 Vice de Antônio Pinto Ribeiro Júnior Geraldo Ribeiro dos Santos - 01/02/1983 Vice de José Fernandes Braga Íris Monteiro Braga – 01/02/1989 Vice de João Eustáquio Simião Januário do Carmo - 01/01/1993 Vice de José Fernandes Braga José Moroço Braga - 01/01/1997 Vice de João Eustáquio Ataídes Geraldo Teixeira - 01/01/2001 Vice de Matuzalém de Castro Braga Antônio Leite Silva - 01/01/2005 Vice de Wanderlei de Castro Simião Januário do Carmo - 01/01/2009 Vice de Wanderlei de Castro Nota do Autor: Os Senhores Paulo Emílio da Silva e Aci Nígri do Carmo, não foram nomeados Prefeitos de Belo Vale. Foram nomeados para responderem pelo Expediente do Município, pois não havia a figura do Vice-Prefeito. PRINCIPAIS REALIZAÇÕES DAS ADMINISTRAÇÕES MUNICIPAIS – EXECUTIVO Praça Cláudio Pinheiro (Matriz) Prefeito Milton Monteiro Guimarães Energia pela CEMIG Prefeito Joaquim Rodrigues Silva Ampliação do Sistema de Tratamento de Água Prefeito Antônio Pinto Ribeiro Júnior Hospital e Maternidade Henrique Penido Prefeito Antônio Pinto Ribeiro Júnior, Prefeito José Fernandes Braga e Prefeito João Eustáquio Praça dos Três Poderes Prefeito José Vitarelli Prédio Sede da Prefeitura Municipal (Paço Municipal) Prefeito José Fernandes Braga Asfaltamento da MG 442 a BR 040 – Obra do DER/MG Obra do Governo Estadual na Adm. Prefeito José Fernandes Braga Museu do Escravo Prefeito José Fernandes Braga Terminal Rodoviário Prefeito João Eustáquio Telefonia (DDD) pela TELEMIG/EMBRATEL Prefeito João Eustáquio Velório Municipal Prefeito João Eustáquio Ponte sobre o Rio Paraopeba na Chacrinha Prefeito João Eustáquio Reinstalação da Comarca de Belo Vale Prefeito José Fernandes Braga Viaduto Juquinha Braga Prefeito José Fernandes Braga Asfaltamento das Ruas da Sede do Município Prefeito José Fernandes Braga Policlínica Municipal Prefeito Matuzalém de Castro Braga Instalação de Curso Superior (Convênio UNIPAC) Prefeito Matuzalém de Castro Braga Assinatura do Convênio com a COPASA Prefeito Matuzalém de Castro Braga Asfaltamento da “Reta” e da Vila Gameleira Prefeito Matuzalém de Castro Braga Calçamento Parcial (Bairros Santo Antônio, Boa Vista, Ipanema) Prefeito Wanderlei de Castro Passeio que liga o Bairro Niterói ao Bairro Santo Antônio Prefeito Wanderlei de Castro Construção da Nova Ponte Melo Viana Obra do Governo Estadual na Adm. Prefeito Wanderlei de Castro Nota do Autor: É evidente que muitas outras obras foram realizadas, tais como Escolas, Postos de Saúde, Pontes, Iluminação Pública entre outras, foram implementadas por quase todos os gestores públicos. Apenas enumeramos as de maior destaque. CAPÍTULO VI CURIOSIDADES POLÍTICAS Belo Vale sempre teve disputas políticas acirradas, como manda a tradição mineira. Histórias de compra de votos, de juízes, escrivães, urnas violadas, inversão de boletins de resultados. No entanto, nada foi efetivamente comprovado. Belo Vale foi palco de muitas histórias. Uma delas diz que um candidato, acreditando ter muitos votos, dispensou uns e passou outros para os companheiros. Quando as urnas foram abertas, o candidato foi surpreendido com apenas um voto. Também tem a história do vereador que foi eleito por ser mais velho, ante a um empate com um concorrente. Não faltam também, algumas folclóricas como aquela do Vereador que ao ser discutido o “tombamento” de um prédio público, o mesmo não perguntou se o prédio não dava ainda uma boa reforma. Outra diz que um Vereador procurou o Prefeito insatisfeito com a construção de uma obra indagando quem tinha autorizado a mesma. Foi quando o Prefeito deu uma pigarreada e disse: “Ora foi você mesmo quando aprovou o projeto”. Mas hilária mesma, dizem, foi quando um Vereador, ante a um debate acalorado durante a discussão de um tema, para acalmar os ânimos assim discursou: “Reuni nóis renói, discuti nóis discote, mas resolver que é bão, nóis num resolve é nada. Sunga a sessão”. Se estas histórias são verídicas, não se sabe, é o que corre de boca em boca. Algumas curiosidades, devidamente registradas nos anais da história belovalense, são as seguintes: O primeiro Prefeito de Belo Vale, Sr. Joaquim Rodrigues Silva, foi nomeado para assumir o Cargo a partir de 01/01/1939 pelo Sr. Governador do Estado, tal qual seu sucessor, Sr. José Emílio da Silva Filho, em 11/04/1945. Este se licenciou do cargo, sendo substituído interinamente pelo Sr. Paulo Emílio Pinto, nomeado pelo Interventor Federal do Estado de Minas Gerais para responder pelo Expediente da Prefeitura. José Emílio da Silva Filho reassumiu suas funções em 10/11/1946 e afastou-se em 31/12/1946. Nesta mesma data, O Sr. Aci Nígri do Carmo, foi nomeado pelo Interventor Federal do Estado de Minas Gerais e respondeu interinamente pelo Expediente da Prefeitura. Em 13/01/1947, o Sr. Roberto Otávio Gonçalves, assumiu como Prefeito nomeado pelo Governador do Estado. Foi substituído em 13/05/1947 pelo Sr. Joaquim Antônio Teixeira, também Prefeito nomeado pelo Governo Estadual. Nestas ocasiões, após serem nomeados pelo Governo Estadual, os Prefeitos eram empossados na Capital do Estado perante o Secretário de Estado do Interior e quando regressavam, se dava a transmissão solene do Cargo. Conta-se que na ocasião do Decreto no 148, que instituía o Município, veio um certo senhor, Dr. Roberto Coutinho, com a missão de preparar a cerimônia de instituição do novo Município e a posse de seu Prefeito. Este senhor não foi Prefeito de Belo Vale por quatorze dias, como alguns "historiadores" chegam a afirmar. Os primeiros atos oficiais do Município de Belo Vale, foram as nomeações dos servidores, Modestino Melo, Gutemberg Marinho, José Ubaldo de Castro Malta, Sílvio Fernandes de Araújo, entre outros. Os Srs. Paulo Emílio Pinto e Aci Nigri do Carmo, quando assumiram a direção do Município, o fizeram por nomeação do Interventor Federal de Minas Gerais, para responderem pelo Expediente da Prefeitura, na ausência do titular, em virtude de não haver, em ambos os casos, a figura do VicePrefeito. Assim, o Aci Nígri do Carmo, circunstancialmente, entra na lista dos Prefeitos em Exercício de Belo Vale, tendo exercido tais funções, apenas quatorze dias. Os Srs. Paulo Emílio Pinto e Roberto Otávio Gonçalves, foram nomeados oficialmente para responder pelo Município de Belo Vale nos períodos de 24/11/45 a 10/11/46 e 13/01/47 a 13/05/47 respectivamente. O primeiro respondendo pelo Expediente e o segundo nomeado Prefeito, sendo que segundo consta, nenhum dos dois eram belovalenses ou aqui tinham negócios, tendo suas nomeações, caráter exclusivamente político. Até o momento não se encontrou nada a respeito dos dois, que pudesse melhor identificá-los. Já o Sr. Roberto Coutinho, como já dissemos, não ocupou o cargo de Prefeito. Já o Sr. Joaquim Antônio Teixeira, nomeado Prefeito, no período de 13/05/47 a 01/01/48, era da região de Santana do Paraopeba, tendo sido casado com D. Luíza, popularmente conhecida como D. Dinhá. Em 23/11/1947, pela primeira vez na história, os belovalenses foram às urnas para eleger seu Prefeito e Vice-Prefeito, sendo sufragado pela maioria de votos, o Sr. José Emílio da Silva Filho. Este já havia sido Prefeito nomeado anteriormente e dividiu a chapa com Santareno Pereira Barbosa. Este último também assumiu o cargo de Prefeito quando do falecimento do titular. Ou seja, na primeira eleição direta para Prefeito de Belo Vale, a população elegeu, na prática, dois Prefeitos de uma só vez. Primeiro Prefeito eleito de Belo Vale, José Emílio da Silva Filho e Primeiro Presidente da Câmara Municipal, Antônio Antunes Ribeiro, curiosamente, pertenciam ao Distrito de Moeda, do Município de Belo Vale, à época. Quando em 1953, Moeda se emancipou de Belo Vale, o Sr. Paulo Alves do Carmo que foi Vice – Prefeito de Belo Vale quando da Administração do Sr. “Marico”, articulou para que a Vila Gameleira e região de Massangano, pertencentes ao Distrito de Santana do Paraopeba, fossem incorporados pelo novo Município. Entretanto o Sr. “Totonho Vieira”, grande líder político da região na época, não aceitou. Argumentando, inclusive, que não poderiam dividir as terras da Santa (Santana). O Sr. Paulo Alves do Carmo, que mais tarde seria Prefeito em Moeda por três mandatos, pressentindo que tal polêmica poderia inviabilizar a emancipação de Moeda, aceitou que a divisa entre os Municípios fosse o Rio Paraopeba, divisa natural e assim conseguiu o apoio necessário, concretizando seu propósito. O Sr. Antônio Pinto Ribeiro Júnior, quando foi eleito para o seu primeiro mandato, foi candidato único. Assim, precisava atingir um total de votos que fosse superior a 50% daqueles válidos. Conseguiu com tranquilidade, sendo então eleito para um mandato de apenas dois anos, naquele que à época era chamado de “mandato tampão”. Nenhum político conseguiu três mandatos de Prefeito até o momento. O Sr. Antônio Pinto Ribeiro Júnior, candidatou-se duas vezes (1970/1976) e se elegeu em ambas. Em 1996, tentaria um terceiro mandado, mas afastou-se oficialmente do pleito. Entretanto, como as cédulas já haviam sido impressas, seu nome constou da relação e mesmo afastado, ainda recebeu alguns votos. Já os Srs. José Vitarelli disputou as eleições de 1972, 1982 e 1988 vencendo apenas a primeira. Matuzalém de Castro Braga (Teco), foi eleito Prefeito em 2000, tendo disputado quatro pleitos (1992/2000/2004/2008) e José Fernandes Braga, seu irmão, igualmente disputou a Prefeitura por quatro vezes (1982/1992/2000/2008), tendo sido eleito em 1982 e 1992. Um fato interessante é que Matuzalém e José Braga são irmãos e disputaram simultaneamente os pleitos de 1992, 2000 e 2008. Joaquim Rodrigues Silva e José Emílio da Silva Filho obtiveram dois mandatos para Prefeito, sendo que os respectivos primeiros mandatos se deram por nomeação do Governador do Estado de Minas Gerais. Posteriormente, ambos voltaram ao Poder Executivo Municipal nos braços dos eleitores que os elegeram pelo voto direto. Já os Senhores Antônio Pinto Ribeiro Júnior, José Fernandes Braga, João Eustáquio e Wanderlei de Castro também conseguiram dois mandatos para Prefeito e todos por vontade direta dos belovalenses. Apenas uma vez, o Vice–Prefeito assumiu o lugar do titular. Isto ocorreu quando do falecimento do Sr. José Emílio da Silva Filho e foi Sr. Santareno Pereira Barbosa que assumiu o cargo de Prefeito. Curiosamente, o Sr. Santareno foi o primeiro Vice-Prefeito eleito de Belo Vale e o único a assumir o cargo em substituição do titular. Apenas três vereadores conseguiram ocupar o cargo de Prefeito de Belo Vale: Amarílio Augusto da Rocha (Marico), em 1951 e Francisco José da Silva, em 1955. Ambos fizeram parte da Primeira Câmara Municipal. Em 2004, após 50 anos, o Sr. Wanderlei de Castro também alcançou a façanha se reelegendo em 2008. Apenas dois vereadores conseguiram eleger-se Presidente da Câmara Municipal em duas Legislaturas: Abílio Cerqueira Pereira e Rubens Pereira Leijoto, sendo que o primeiro manteve-se no Cargo por quase oito anos. Apenas dois Vice-Prefeitos não foram também vereadores. Em oito das quatorze oportunidades, o Vice-Prefeito saiu direto da Câmara para a Prefeitura. Os campeões de eleições belovalenses são os Senhores José Vieira de Oliveira (Zezito) e Ataídes Geraldo Teixeira. O primeiro, obteve três mandatos de Vereador, sendo que em um deles era suplente, mas assumiu o Cargo e dois mandatos de Vice-Prefeito, cinco mandatos no total. Já o segundo, obteve quatro mandatos como Vereador e um como VicePrefeito. Estes dois, são seguidos por José Moroço Braga, que venceu três disputas consecutivas para a Câmara Municipal, seguida de um quarto mandato como Vice–Prefeito. Já o Sr. Belmiro de Oliveira do Carmo (Bilico), e o Vereador Ataídes Geraldo Teixeira são os Vereadores que mais mandatos legislativos conquistaram, com quatro eleições. “Bilico” foi ainda o Presidente da Câmara pelo menor período de tempo, quatorze dias. Entretanto, o Sr. Antônio Teixeira da Silva (Totonho do Cinico) exerceu a vereança por praticamente igual período de tempo, mas sendo eleito para três mandatos, sendo que dois deles foram prorrogados em decorrência de mudanças na legislação eleitoral. De 1970 a 2008, na disputa pelo Poder Executivo Municipal, sempre estiveram envolvidos diretamente, em chapas majoritárias, integrantes das famílias Pinto, Vieira, Braga e Vitarelli. Algumas famílias conseguiram eleger pais e filhos para o cargo de vereador, sendo eles, entre outros: Alcino da Silva e Antônio Teixeira da Silva; Geraldo Vieira dos Santos e Dionísio Antônio Vieira; Geraldo Marques do Sacramento e Sônia Rezende do Sacramento; Antônio de Castro Braga e Marconi Augusto Fernandes de Castro Braga; Antônio de Castro Malta Filho e Márcio José dos Santos Malta; João Cordeiro de Brito e José Cordeiro de Brito; Amarílio Augusto da Rocha e José Augusto Fernandes Braga; Francisco de Castro Teixeira e Paulo de Castro Moreira; Manoel Alfredo Rezende Pereira e Altamir Rezende; Bernardino Alves de Sena e Amarílio Geraldo de Sena. Francisco Paulo de Oliveira teve dois de seus filhos eleitos, Josué Fernandes de Paulo e Ananias Antônio de Oliveira. Já Domingos do Carmo Fernandes teve três filhos Vereadores: Simião Januário do Carmo, Jorge Fernandes do Carmo e Geraldo Vicente do Carmo. Tradicionalmente, a região de Roças Novas, elege dois representantes à Câmara Municipal e também elegeu várias vezes o Vice-Prefeito da região. Na eleição de 2004, num fato inédito, a região conseguiu eleger quatro vereadores. Sônia Rezende do Sacramento foi a primeira mulher eleita à Câmara Municipal de Belo Vale, para a Legislatura de 1997/2000. Sônia foi ainda, a primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente da Câmara, no biênio 1999/2000, fato repetido agora pela Vereadora Ana Lúcia Fernandes de Castro Parreiras (2011/2012). Pela primeira vez na história política local, uma mulher, Rita Rezende, candidatou-se ao Executivo, na chapa do PT, concorrendo como candidata a Vice-Prefeita em 2004. Já Ana Maria Marinho foi a primeira mulher a concorrer ao cargo de Prefeita. Com certeza, marcos divisores na participação política feminina local. A Câmara Municipal de Belo Vale obteve sua independência política e física, deixando de funcionar no prédio do Paço Municipal em 1997, bem como a independência contábil, financeira e administrativa, em 1998, no mandato do Presidente à época 1997/1998, Sr. Antônio Geraldo Malta de Moura. A Sede própria da Câmara Municipal foi construída e inaugurada em 2002 sob a Presidência do Sr. Márcio José dos Santos Malta, um marco na história do Legislativo. Outro fato político interessante é que o cargo de Juiz de Paz era obtido por intermédio de eleições conjuntas com as eleições municipais, tal como prevê atualmente a Constituição do Estado de Minas Gerais. ***** CAPÍTULO VII CURIOSIDADES HISTÓRICAS E “FOLCLÓRICAS” DE BELO VALE FATOS HISTÓRICOS E PERSONAGENS FOLCLÓRICOS Esta sessão, não contempla todos os acontecimentos, localidades e personalidades que merecem uma nota de destaque. Também tudo aqui mencionado merece uma pesquisa mais aprofundada. 7.1 O NOME PARAOPEBA E O RIO Para a maioria dos historiadores, o nome Paraopeba, vem da palavra indígena “Paraypeba”, que quer dizer rio do peixe chato. Outros pronunciam o nome originalmente como Piraipeba e ainda Paraupava ou Paraupebas. Além de traduzir o vocábulo para rio do peixe chato, alguns o traduzem para rio chato, rio plano e rio de água rasa. O Rio Paraopeba tem sua nascente ao sul do Município de Cristiano Otoni e percorre sua extensão de 510 km aproximadamente até atingir sua foz, na Represa de Três Marias no Município de Felixlândia. Entre os seus afluentes neste percurso, destaca-se mais próximos a nós, o Rio Camapuã vindo de Jeceaba, o Rio Macaúbas de Bonfim e o Rio Manso em Brumadinho. Por sua vez, é um dos principais afluentes do Rio São Francisco. Muitos historiadores, quando citam o nome do povoado de Paraopeba no Vale de mesmo nome, não se referem ao povoado que deu origem à cidade mineira de Paraopeba ou o Distrito de Piedade do Paraopeba em Brumadinho. Fazem referência ao atual povoado de Santana do Paraopeba, antes São Pedro do Paraopeba e que foi a primeira localidade de Minas Gerais a levar este vocábulo no nome. 7.2 POVOADO DE VARGEM DE SANTANA Provavelmente fundado por Manoel Sobreira e Manoel Machado, também possui vestígios de uma comunidade de escravos ou execra-vos que ali se estabeleceram. Foi neste mesmo ponto, que a tradição diz ser o local do traslado dos restos mortais de Fernão Dias Paes Leme no encontro das Bandeiras, oportunidade em que foi redigido o primeiro documento oficial de Minas Gerais. 7.3 POVOADO DE BOA MORTE Este povoado, aparentemente foi criado para prover de víveres e hortifrutigranjeiros, o Forte das Casas Velhas, mas ou menos no início do Século XVIII. Segundo a tradição, a partir de um determinado momento, o povoado de Boa Morte, passou a funcionar como uma vila para onde eram enviados os escravos velhos da Fazenda Boa Esperança, que já não podiam trabalhar, para que ali passassem os últimos dias de suas vidas. O nome foi ratificado com a entronização da imagem de Nossa Senhora da Boa Morte. Hoje, ainda se percebe traços marcantes dos seus ancestrais moradores. 7.4 POVOADO DE CHACRINHA O povoado da Chacrinha, tem uma característica muito peculiar. É que além de ser constituído na sua quase totalidade, de integrantes da raça negra, quase todos possuem laços sanguíneos entre si. Alguns creditam a esta comunidade a condição de “remanescente quilombola”, mas tal somente pode ser em função da nova significação do termo, que admite hoje, comunidades assim definidas para grupos de escravos livres que permaneceram juntos. É que dado à proximidade com a Fazenda da Boa Esperança e as próprias ruínas de uma antiga fazenda ali existente, descaracterizam a condição original dos “quilombos”, que se situavam distantes das grandes fazendas, já que constituíam de escravos fugidos de seus senhores. 7.5 MANOEL TEIXEIRA SOBREIRA Construtor da Igreja de Santana, juntamente com Manoel Machado. Manoel Teixeira Sobreira deixou diversos descendentes na região. Ainda hoje existem ali remanescentes pela sua árvore genealógica. Também podem ser encontrados os descendentes dos escravos que ele possuía. Dizem que conquistou muitas terras pela imposição e pela força, tornando-se um grande latifundiário. 7.6 O INCONFIDENTE ALVARENGA PEIXOTO Inácio José de Alvarenga Peixoto, um dos principais integrantes da Inconfidência Mineira, era proprietário de terras que formavam um grande latifúndio, formado pelas Fazendas do Engenho dos Pinheiros, da Boa Vista, Santa Rufina e Fazenda do Paraopeba. Esta última se localizava já no Vale do Paraopeba, possivelmente podendo chegar às redondezas de Arrojado Lisboa. A sede da Fazenda Paraopeba hoje está no Município de Conselheiro Lafaiete, na região entre São Brás do Suaçuí e próximo a Congonhas. Suas divisas na época são bastante imprecisas, mas é certo que atingia os limites das Comarcas do Rio das Mortes, Rio das Velhas e Vila Rica. Da divisa de Congonhas com Jeceaba até a divisa Arrojado Lisboa, em linha reta são cerca de 8 km, comprovada a proximidade. Sua esposa Dona Bárbara Heliodora, após o desterro de seu marido e do confisco de suas propriedades, segundo alguns ficou louca. Mas outros, entendem também ter sido uma estratégia para preservação de alguns bens, já que o Advogado Cláudio Manoel da Costa, conseguiu livrar alguns bens do confisco, alegando que não pertenciam ao Inconfidente, já que em nome de terceiros. Se isto de fato ocorreu, como narrado por alguns historiadores, é mais uma importante informação que coloca Belo Vale diretamente no caminho do maior movimento de independência da história brasileira. Nota do Autor: Estas informações são passíveis de maior atenção e estudo. 7.7 O BARÃO DO PARAOPEBA Nascido em Congonhas entre 1770 e 1780, segundo alguns relatos, desde novo empreendeu-se no ramo da indústria e mineração, vindo a possuir até uma mina de ouro. Muito interessante, que juntamente com vários de seus sócios, foi um dos precursores da exploração de minério de ferro nesta região. Segundo a narrativa folclórica, o Barão, era “dono” de muitos escravos e era muito cruel. Conta a lenda, que teria enterrado no pátio da fazenda, uma considerável quantia em ouro. Pela sua avareza e crueldade com os escravos, reza a mesma lenda, que nas noites de sexta-feira, sai pela estrada da fazenda e ruas da cidade arrastando uma grande e pesada corrente. Na realidade, ele foi proprietário da Fazenda Boa Esperança e se chamava Romualdo José Monteiro de Barros. Era rico e dono de muitos escravos, dizem que chegou a possuir mais de mil. Tendo caído nas graças da nobreza, ficou conhecido como “Barão do Paraopeba”. O Barão do Paraopeba, por três vezes fez parte da Junta Governativa Provisória de Minas Gerais, como já dito antes, chegando a assumir a Presidência da Província Mineira. Foi ainda Coronel de Milícias e cavaleiro da Ordem de Cristo. Curioso que foi o título de Barão do Paraopeba, forma como veio a ser conhecido historicamente, somente foi concedido pelo Decreto Imperial de 2 de dezembro de 1854, somente um ano antes de seu falecimento, que é noticiado como tendo ocorrido em 16/12/1855. 7.8 LELECO Manoel Messias de Almeida foi pai de onze filhos. Sempre viveu com sua inseparável companheira “branquinha”, como gostava de denominar a tradicional cachaça da região. Sempre querido por todos, jamais importunou quem quer que seja. Era um artista nato. Seus trabalhos com bambu (balaios, samburás, esteiras, forros para telhados, miniaturas de vários objetos) eram admirados por todos. Produzia muito, mas consumia tudo com sua “branquinha”. Era também um trovador, com diversas trovas decantadas em versos que se perderam no tempo. Uma de suas pérolas: “Levantei muito cedinho, cheio de imaginação Fui sentar no meu jardim, curtindo minha paixão A Rosinha me chamou, para me dar consolação Ela diz que também sofre, neste mundo de ilusão.” Faleceu atropelado na MG 442, via de acesso a Belo Vale, nas proximidades do Bairro Santo Antônio, em 18/04/2003. 7.9 COLÉGIO PADRE VIRGÍLIO Por muitos anos, Belo Vale teve o privilégio de possuir um dos melhores Colégios da região. Este recebeu o nome de Padre Virgílio por ele ter empreendido e envidado esforços para que o mesmo fosse instalado na cidade. Era administrado por Irmãs de Caridade (Vicentinas) e sua qualidade de ensino sempre foi reconhecida. Embora, ainda hoje, o ensino de Belo Vale seja de boa qualidade, não há que se negar que com a extinção do Colégio, perdemos, além de uma conceituada instituição, parte de nossa história. Por ali passaram os belovalenses que puderam prosseguir seus estudos, além de muitos alunos de cidades vizinhas, como Moeda, Bonfim, e Jeceaba. 7.10 BELO VALE NA 2a GUERRA MUNDIAL Belo Vale teve participação na Segunda Guerra Mundial, sendo que entre outros, defenderam o Brasil, o Sr. Joaquim Damas, conhecido por Sr. Jacques, tendo este ficado em prontidão no Nordeste para defender a costa brasileira, José Donato e o Sr. Jorge Justino dos Santos, o Jorge do Lucas de Laranjeiras, que combateu nos campos de batalha na Europa e foi recebido com grande festa quando retornou. Este foi eleito vereador, posteriormente. Conta-se, que para não ser considerado apto quando da convocação para a guerra, teve “valente” que chegou a se mutilar para escapar do alistamento, arrancando o próprio dedo, já que não se admitia nenhuma deficiência quando do alistamento. 7.11 A CONSTRUÇÃO DA ESTRADA BELO VALE/ BR 040 Existe uma corrente de comentários, passados de geração em geração, relatando que a estrada que liga Belo Vale à BR 040, hoje a MG 442, tem o atual traçado devido ao fato de um forte político da época ter sua fazenda na mesma região. Mas o melhor percurso seria passando por Moeda, o que diminuiria consideravelmente a distância entre Belo Vale e a Capital. Até hoje este é um sonho de quase todos os belovalenses. Outro percurso poderia ser pela Boa Esperança, atingindo a BR 040 nas proximidades do Posto Belvedere. Disto não há registros, mas é o que se comenta. Mas há também uma outra corrente de comentários, também passados entre gerações, que a estrada na verdade, foi aberta por um dono de mineração, conhecido como “turco minerador”. Ele teria aberto uma estrada, precária, para transportar minério do alto da serra até à estação central em Belo Vale. Esta polêmica é passiva e merecedora de estudos para que possa ser devidamente esclarecida, sem que se intente denegrir a imagem de quem quer que seja, principalmente porque seus reflexos perduram ainda hoje. Ainda no que diz respeito à estrada, quando a mesma foi aberta ou ampliada como alguns queiram, os políticos à época, que se empenharam para a obtenção de recursos para a empreitada, foram principalmente os Srs. Otacílio Negrão de Lima, Pimenta da Veiga e Ermelindo Paixão. 7.12 PATRIMÔNIO E OBJETOS HISTÓRICOS Belo Vale perdeu muito de sua identidade, por falta de uma política séria em relação ao seu patrimônio. Muito de nossa história se perdeu no tempo. Estão no Museu Mineiro, as imagens de Nossa Senhora do Rosário, São Miguel e um Crucifixo. Infelizmente, as imagens de São José de Botas, Santa Luzia, Senhor da Coluna, um “Santo do PauÔco” e uma Custódia, continuam com destino ignorado, quando deveriam estar em nosso Município. Há ainda a lenda da bengala da ponta coberta de ouro que também tomou rumo incerto. Estas peças com certeza, formam um acervo histórico riquíssimo e que acrescentariam muito para que as gerações futuras conhecessem suas origens. Esta polêmica, no entanto, é digna de futuros e profundos esclarecimentos. 7.13 A REFORMA DA IGREJA MATRIZ A reforma da Igreja Matriz é envolta por grande polêmica. Segundo relatos de um integrante da Comissão Arquidiocesana de Arte Sacra, houve em um passado não muito distante, um restaurador estrangeiro, Sr. Paulo Bojanic, que impôs uma descaracterização da Igreja Matriz. Haja visto ter realizado modificações no Templo, pois considerou aquilo que pode ser visto em sua terra natal, no distante leste europeu. Muitos foram os que acreditaram que se restaurava aquilo que deveria ser a obra original dos verdadeiros construtores. O prejuízo histórico, cultural e artístico embora não seja irreversível, com certeza significa um atraso na preservação de nossa memória. Tudo precisa ser urgentemente confirmado, para que possamos recuperar nossa verdadeira história. 7.14 A PARÓQUIA DE SÃO GONÇALO Após a construção das Igrejas de Sant’Ana (1735), Nossa Senhora da Boa Morte (1760) e São Gonçalo (1764), houve um desenvolvimento da religiosidade na região, que culminou como já dito anteriormente, com a vinda do primeiro Vigário para a Igreja de São Gonçalo, isto em 1826. No dia 04/07/1857 o Distrito de São Gonçalo da Ponte foi elevado a condição de Freguesia, “status” tanto civil quanto eclesiástico dentro do Governo Imperial, já que a Igreja Católica era a religião oficial dos monarcas. Vale reprisar que por aproximadamente 25 anos (1857 – 1881), houve um “vai e vem” da sede da Freguesia, ora sediada em São Gonçalo da Ponte, ora em Sant’Ana do Paraopeba. Outro fato interessante ocorrido, é que conforme se alternavam no poder, as correntes políticas da região, a Paróquia pertencia ora a Bonfim, ora a Piedades dos Gerais e ainda a Congonhas. Por aqui passaram dezenas de Padres, inclusive membros de famílias locais, como a do Barão do Paraopeba, Monteiro de Barros. Também tivemos Padres oriundos da terra, seja por nascimento ou descendentes de famílias belovalenses: Pe. Luciano Jacques Penido, Pe. Edson Vieira, Pe. João Rezende, Pe. Wallace Maria Emediato entre outros, bem como aqueles que aqui viveram como Padre Absalão Martinho Coelho e Padre (Irmão) Joaquim. Mais recentemente, a partir do século XX, estiveram à frente da Paróquia de São Gonçalo os seguintes Padres: Pe. Jacinto Pinheiro, Pe. Virgílio Monteiro de Castro Penido, Pe. José Mendes de Aguiar, Pe. Antônio Donato de Lima, Pe. Altamiro de Faria, Pe. José Soares Guimarães, Pe. José Maria Magalhães, Pe. Francisco de Assis Vale, Pe. Absalão Martinho Coelho, Pe. Paulo Ribeiro Faria, Pe. Calixto Emanuel Ardisson, Pe. Atanásio Coelho, Pe. Eduardo Pedro Lopes e atualmente, Pe. Ivan Alves da Silva. 7.15 HISTÓRIA DE SÃO GONÇALO De acordo com pesquisas realizadas na Enciclopédia Barsa, Gonçalo nasceu por volta do ano 1200, em Arriconha, lugarejo perto de Guimarães, Portugal. Assim como se dá com sua morte, seu nascimento também é controverso, com alguns historiadores colocando seu nascimento na região de Braga, no ano de 1187. Estudou no Arcebispado de Braga e após sua ordenação assumiu a Paróquia de São Paio de Riba de Vizela. Pouco tempo depois, deixou um clérigo, seu parente, em seu lugar e foi fazer uma peregrinação por Roma e pela Terra Santa. Quando voltou, quatorze anos mais tarde, o seu substituto, um sobrinho não lhe devolveu a Paróquia. Gonçalo então foi pregar na região de Entre-Douro-eMinho, onde dizem, ter realizado alguns milagres. Ingressou na ordem de São Domingos (Dominicana) e fixou residência em Amarante até a sua morte em 10 de janeiro de 1259, embora alguns coloquem a data do seu passamento por volta do ano 1262. Daí o nome de São Gonçalo do Amarante. Embora seja reconhecido como Santo pelos fiéis, é oficialmente reconhecido pela Igreja como Beato Gonçalo de Amarante, não tendo sido levado a termo, nenhum dos três processos de canonização. Entretanto, por autorização do Papa Júlio III, teve o culto à sua memória liberado em 24 de abril de 1551. 7.16 BELO VALE: NOSSO POVO, NOSSA ARTE Já falamos do Leleco e sua arte em bambu, maravilhosamente admirada e pouquíssima explorada. Marísia do Prado vem conquistando seu espaço nas artes cênicas, atuando nos teatros da capital. Denise Nascimento é desenhista e ilustradora de livros. José Gonçalves cria esculturas em madeira e cimento. Antônio do Hotel realiza pinturas em tela e couro. Mauro Euzébio trabalha com pinturas em madeira e cerâmica. "Zé Bitú" é um grande escultor de peças em madeira. Todos possuem admirável talento e muita sensibilidade. No mundo das letras, Newton Emediato já lançou alguns livros e Sílvia Araújo (Silvinha), belovalense que reside na Capital, é escritora já com diversas condecorações e escritos. Também Tarcísio Martins, tem se posicionado como um ícone, tendo publicado um livro sobre a Fazenda da Boa Esperança, além de um trabalho jornalístico, social e cultural impar em prol de nossa comunidade e história. Destaque especial nesta área, para Antônio Pinto Ribeiro Júnior, um autêntico poeta da terra, autor da letra do Hino de Belo Vale. 7.17 BELO VALE E SUA MÚSICA Belo Vale possui inúmeros talentos na área da música. O maior destaque ao longo de toda a sua história, é sem dúvida alguma, a Banda de Música Santa Cecília de São Gonçalo da Ponte em Belo Vale, por onde passaram dezenas de pessoas, em sua quase totalidade, belovalenses, que deram sua contribuição à musicalidade da cidade. A Banda, fundada em 14/06/1951 por muitos anos participou de inúmeras celebrações, especialmente religiosas, encantando a todos com suas execuções. Quando da gestão da Senhora Maria de Paula Malta Cardoso, foram adquiridos por intermédio de parcerias e doações, vários instrumentos que até hoje ainda servem à Corporação, embora não tenha mais a mesma atuação. Outros nomes que muito contribuíram para que a Banda pudesse viver novos tempos, são sem dúvida nenhuma, Alexandre Rezende (da Dejore) e a incansável Dinha do Taco. Muitos outros belovalenses também se destacaram com sua música, como o Deca do Jóia, Professor Dário, Ronildo, Emílio entre outros. Atualmente, alguns jovens valores insistem em seguir a tradição musical, lutando por um espaço. É o caso do Ronanzinho Vieira que toca em barzinhos da região, o Marcos Soares e o Professor Flávio Teixeira, que tocam em bandas na Capital. Por aqui, temos a Banda Hi-Fi, formada por adolescentes belovalenses que tocam entre outros estilos, especialmente o rock in rol. São eles: Ian Duarte, Juninho Vitarelli, Renatinho e Fernando Fernandes. Também o Grupo Sete Garotos da Vila está conquistando seu lugar, já tocando em diversos eventos inclusive, em outros Municípios da região. Sua composição atual é constituída dos jovens Serginho, Juninho, Edvan, Rafael, Dó, Flavinho e Edmilson. No estilo Gospel, começa a se destacar o Ministério de Louvor Além dos Vales, da Igreja Batista em Belo Vale. Atualmente composto por Adriana, Ariana, Cátia Moura, Célio, Eder, Fernanda, Guilherme, Jean, Lílian e Lucas Moura, o grupo tem participado de eventos em Belo Horizonte, Contagem e já chegou a ministrar num Congresso de Juventude realizado no Rio de Janeiro em 2011. Existem claro, outros valores, buscando inclusive formação acadêmica na música, porém, destacando os que por aqui tem permanecido. 7.18 A ENERGIA ELÉTRICA A energia de Belo Vale era precária, mas bem serviu por muito tempo. A energia era gerada na região da Pedra, onde ainda hoje podem ser vistos restos da barragem, bem como as ruínas das casas de força e dos funcionários que ali trabalhavam. No ano de 1967, com a ajuda do então Deputado Cláudio Pinheiro, o Município conseguiu junto ao Governador Israel Pinheiro, o fornecimento de energia elétrica pela CEMIG, com a transmissão sendo feita através de linhas partindo de Congonhas. Isto foi um marco para Belo Vale, pois a demanda era maior do que aquilo que a antiga usina poderia oferecer. Vale destacar que boa parte do custo de tal investimento foi da própria comunidade, num claro exemplo de que, com união, a população alcança seus objetivos. Hoje, muitos vão até à cachoeira da usina tomar banho e mal sabem que aquelas águas, por muito tempo forneceram iluminação para nossos pais e avós. 7.19 – DONA NANÁ E A RELIGIÃO EVANGÉLICA A primeira notícia que se tem sobre a “fé evangélica” em Belo Vale, remonta a 26/07/1936, curiosamente uma das datas mais festivas da região, quando se celebra o dia dedicado à Sant’Ana, oportunidade em que o Sr. Ramiro Vicente Fernandes, antigo morador de Roças Novas de Cima, retorna de São Paulo/SP trazendo uma “nova fé”. Em 29/09/1945 é inaugurado o primeiro templo evangélico da região, ligado à denominação Batista, no povoado de Roças Novas de Cima, mais precisamente no local hoje denominado "Noiva do Cordeiro”. Na área urbana porém, é com Dona. Lair, da família Pedra dos Santos, ou simplesmente Dona Naná, como era conhecida por todos, foi por assim dizer, a precursora da causa evangélica na cidade de Belo Vale. Dona Naná, em uma época na qual a discriminação religiosa era muito mais imponente e ostensiva, enfrentou os preconceitos e a tradição local, abrindo as portas para a difusão e propagação da “religião evangélica”. Em um pequeno cômodo em sua casa, à Rua Paraopeba, ela colocou meia dúzia de pequenos bancos e fez daquele lugar um ponto de pregação. Com uma velha e surrada Bíblia, iniciou uma “revolução” no tradicional costume religioso local. Não seria exagero dizer que, nas pegadas de sua caminhada, encontraram o caminho aberto, as várias correntes evangélicas hoje aqui existentes (Nova Jerusalém, Universal, Mundial, Deus é Amor), com destaque para as já consolidadas Assembléia de Deus, Evangelho Quadrangular e Batista Nacional. Mas a primeira comunidade evangélica a atuar em solo belovalense foi a Igreja Batista da Convenção Batista Brasileira (CBB), que realizou um trabalho missionário nos arredores de Roças Novas de Cima. Ali foi construído, na primeira metade do século passado, um pequeno templo de belas características no alto de uma colina. Este trabalho começou no dia 26 de julho de 1936, quando o Sr. Ramiro Vicente Fernandes, um antigo morador do lugar que havia se mudado para São Paulo, retornou para a terra natal. Este viveu por certo tempo propagando sua “nova” fé. Em março de 1945 foi iniciada a construção da “Igrejinha” e inaugurada em 29/09/1945. Hoje, resta no lugar, como fruto deste trabalho, algumas famílias que se mantiveram fiéis aos padrões bíblicos. A Capela ficou muito tempo abandonada, tendo sido recuperada e onde acontecem, eventualmente, algumas reuniões. Cabe registrar aqui, os nomes dos Pastores Ailton da Assembléia de Deus e José Carlos de Souza da Igreja do Evangelho Quadrangular, que ousadamente se instalaram no início dos anos 80 numa comunidade tradicionalmente católica, propagando a fé evangélica, deixando um legado que hoje é real e inquestionável. 7.20 CARTÓRIOS O Cartório de Registro de Pessoas Naturais de Belo Vale (Distrito Sede), foi instalado em 26/12/1878, portanto ainda no período imperial. O Cartório de Registro de Imóveis foi instalado em 01/04/1955, sendo que até então os registros eram efetivados em Bonfim, que era a sede da Comarca. A grande preciosidade, no entanto, é o Cartório de Registro Civil e Tabelionato de Notas do Distrito de Santana do Paraopeba (Costas), que data de 16/08/1856. Instalado cerca de cem anos antes do Cartório de Registro de Imóveis, é sem dúvida a instituição civil mais antiga do Município. CAPÍTULO VIII A HISTÓRIA DA COMARCA DE BELO VALE Tal qual se deu com a questão da Paróquia, com sucessivas alterações de sede, também a Comarca de Belo Vale passou por situação parecida, já tendo pertencido à Comarca de Bonfim e de Congonhas. Em dezembro de 1953, quando da emancipação dos Distritos de Moeda e Coco, a Lei Estadual 1.039 criou a Comarca de Belo Vale, incluindo o novo Município recém-criado. Em 1969, o Município perdeu a condição de Comarca readquirindo esta condição em 1986. A Comarca só foi reinstalada em 13/09/1994, na administração do Sr. José Fernandes Braga, com sua jurisdição abrangendo apenas o Município de Belo Vale. Com o número reduzido de processos, Belo Vale enfrentou, constantemente, o “fantasma” de perder a condição de Comarca. Foi iniciado um trabalho político para sua consolidação, que envolveu os Prefeitos de Belo Vale e Moeda, à época, Srs. João Eustáquio e Luiz França, além das duas Câmaras Municipais, Deputados e amigos. Uma das formas de amenizar, consideravelmente, a situação, era a volta do Município de Moeda para a jurisdição da Comarca de Belo Vale. Se existiam pessoas empenhadas para que isto acontecesse, também se enfrentava forte oposição. Entre aquelas autoridades que se envolveram na questão, teve forte participação, a Câmara Municipal de Belo Vale. No dia 26/03/1998, alguns Vereadores belovalenses, juntamente com o Prefeito de Belo Vale, reuniram-se com o Prefeito de Moeda, Sr. Luiz França, quando foi sugerida uma visita dos Edis belovalenses à Câmara Municipal de Moeda. Coincidentemente, neste mesmo dia, aquela Câmara tinha sessão ordinária marcada. Os vereadores Antônio Geraldo Malta de Moura, Presidente da Câmara de Belo Vale, acompanhado do Vereador do PMDB à época, Vicente Moreira dos Santos, ali compareceram, sendo muito bem recebidos pelos vizinhos e colegas edis. Durante a reunião do Legislativo Moedense, o Presidente da Câmara, Antônio Moura, falou da importância da adesão de Moeda à Comarca de Belo Vale e das vantagens que isto representaria para todos, principalmente pela distância entre Moeda e Belo Vale ser bem menor do que entre Moeda e Brumadinho. Destacou também que os irmãos moedenses e belovalenses tiveram as mesmas origens e que Belo Vale já era referência entre os Municípios nas áreas de Educação, Saúde e Bancária. Após a manifestação de vários vereadores, foi proposto que se fizesse um pedido oficial àquela Egrégia Casa, discorrendo sobre a união das duas cidades na mesma Comarca. Assim, no dia 31/03/1998, em reunião ordinária da Câmara Municipal de Belo Vale, foi aprovada, por unanimidade, a Indicação 002/1998 de autoria do Presidente Antônio Moura, endereçada ao Legislativo Municipal de Moeda, na pessoa do então Presidente daquela Casa, Sr. Antônio Cézar. Posteriormente, ambas as casas, encaminharam o pedido formalmente, o que é claro, não foi a única razão da vinda de Moeda para a Comarca de Belo Vale. As autoridades que analisavam a questão viram ali, na vontade unânime das duas Câmaras Legislativas, uma manifestação da maioria das duas comunidades, através dos seus legítimos representantes. Finalmente, em 19/01/2001, o Diário Oficial de Minas Gerais publicou a vinculação do Município de Moeda à Comarca de Belo Vale. Em março de 2001, o jornal “Folha do Paraopeba” publicou a matéria “Belo Vale e Moeda de mãos dadas”, anunciando a conclusão do processo, inclusive reportando à aprovação unânime das duas Câmaras Municipais. Apenas omitiu, que tal aprovação se deu na Legislatura 1997/2000. Recentemente, uma Emenda proposta na alteração da divisão judiciária do Estado de Minas Gerais quase que retornou o Município de Moeda à Comarca de Brumadinho, o que provavelmente seria a extinção da Comarca de Belo Vale. Uma campanha suprapartidária envolvendo autoridades e personalidades de ambos os Municípios fez com que a Emenda fosse retirada. A campanha que começou com uma publicação e divulgação no sítio virtual da Igreja Batista de Belo Vale (www.batistabelovale.com.br) ganhou enorme repercussão e embora tenha tido vários defensores, coube ao então Deputado Estadual Lafaiete Andrada, a proposta de retirada da Emenda. JUÍZES QUE ATUARAM EM BELO VALE COM MAIOR DESTAQUE Quando da primeira fase da Comarca (1953-1970), admitia-se a existência de Juízes “leigos”, inclusive com os Juízes de Paz dos Municípios vindo a assumir o Exercício das funções de Juiz de Direito em substituição. Nesta primeira fase, destacaram-se os Juízes Titulares, Dr. João Lúcio dos Santos e Dr. João Quintino. Oportunamente, seja por vacância do cargo, licenciamentos ou férias, foram substituídos pelos Juízes de Paz, que eram eleitos pelo voto direto do povo, entre eles destacando os Senhores Tiago Dias e Antônio Teixeira de Moura, que chegaram a dar algumas sentenças além de vários despachos. Na nova fase inaugurada em 1994, raríssimas vezes tivemos um Juiz Titular, sendo que a Comarca funcionou até o presente, na maioria das vezes, com a presença de Juízes em cooperação das vizinhas Comarcas de Bonfim, Congonhas e Conselheiro Lafaiete. Destaque para os Magistrados: Dra. Luziene Medeiros – Juíza Titular. Dr. Marco Aurélio Ferrara Marcolino – Juiz Cooperador de Bonfim. Dr. Daiton Alves de Almeida – Juiz Cooperador de Bonfim. Dra. Raquel de Paula Rocha Soares – Juíza Titular. Dr. Paulo Roberto Caixeta – Juiz Cooperador de Congonhas. Dr. José Leão Santiago Campos – Juiz Cooperador de Congonhas e Conselheiro Lafaiete. Dr. Francisco Eclache Filho – Juiz Cooperador de Congonhas. Dr. José Aluízio Neves – Juiz Cooperador de Conselheiro Lafaiete. Dra. Flávia Generoso de Mattos – Juíza Cooperadora de Congonhas. Se por um lado prevalece este rodízio entre os Juízes que veem cooperar na Comarca de Belo Vale, maior ainda é a alternância dos Promotores de Justiça. É que o Ministério Público impõe um rodízio quadrimestral, o que faz com que algumas dezenas de Promotores já tenham passado por nossa Comarca, tornando ainda mais difícil mencionar todos, razão pela qual não registramos nenhum nome, para se evitar um involuntário esquecimento. CAPÍTULO IX LOGRADOUROS E PRÉDIOS PÚBLICOS NOSSAS RUAS E AVENIDAS As Ruas e Avenidas, abaixo descritas, receberam suas respectivas denominações, em homenagem a personalidades que se destacaram na vida de Belo Vale. Rua Olívio Villefort (Centro) - Olívio Villefort era um dos líderes políticos do Partido dos “Periquitos” no Município de Bonfim, onde se elegeu Prefeito Municipal. Era profundo conhecedor das leis e adotou Bonfim por sua terra. Belo Vale pertencia à Comarca de Bonfim e os belovalenses tinham de se deslocar até a cidade para resolverem suas pendências. Quase sempre, eram ajudados pelo Sr. Olívio Villefort, que face à amizade com os belovalenses, foi homenageado com uma rua do centro de nossa cidade. Rua Moreira da Rocha – (Niterói) - Moreira da Rocha foi líder do Partido “João de Barro”, no Município de Bonfim. Foi Prefeito do Município quando Belo Vale era apenas uma Vila. Rua Coronel Pedro Rocha (Centro) - Pedro Rocha Possas era empresário do ramo de laticínios, comerciante e solidário com as causas sociais. Foi um dos maiores articuladores e membro da Comissão Pró-Vila, que levou à emancipação de Belo Vale. Rua Dr. Victor de Freitas (Bairro Niterói) –O Engenheiro da E.F.C.B., Dr. Victor Figueira de Freitas, desde os primórdios da Empresa no Município, trabalhou de mãos dadas aos interesses de Belo Vale. Seu nome figurava antigamente na Rua da Casa Paroquial que foi alterada para homenagear o Dr. Vitarelli. Passou assim a denominar uma outra Rua no Bairro Niterói. Avenida Governador Valadares (Bairro da Estação) Benedicto Valladares Ribeiro foi o Governador de Minas Gerais que assinou o Decreto que transformou Belo Vale em Município, em 17/12/1938. Avenida Paiva Lopes (Centro) - Paiva Lopes foi companheiro de Gonçalo Álvares. Bandeirante, segundo a tradição, desprovida de fundamentação histórica, foi um dos fundadores do povoado de São Gonçalo do Amarante, popularmente conhecido como da Ponte. Na verdade ele influenciou o desenvolvimento do arraial. Foi também um dos construtores das Igrejas de N. S. da Boa Morte e de São Gonçalo do Amarante. Rua Gonçalo Álvares (Centro) - Gonçalo Álvares foi bandeirante e parceiro de Paiva Lopes nas construções das Igrejas de N. S. da Boa Morte e de São Gonçalo do Amarante, bem como no desenvolvimento do arraial. Rua Mário França Pinto (Bairro Vila Carijós – Curumim) - Mário França Pinto, ao visitar a região e maravilhado com as belezas naturais do lugar exclamou a célebre frase: “que belo vale!”. Mal sabia que naquele momento rebatizava nossa querida cidade. Rua Antônio Teixeira de Moura (Bairro Ipanema) Antônio Teixeira de Moura foi um conceituado alfaiate. Também foi Juiz Substituto de Direito da Comarca de Belo Vale, Delegado de Polícia nomeado pelo Governador do Estado e Juiz de Paz eleito pela comunidade em eleições diretas e simultâneas à de Prefeito e Vereadores, na qual obteve uma das mais expressivas votações. Avenida Antônio de Castro Malta (Bairro Niterói) Antônio de Castro Malta foi Juiz de Paz, Tabelião do Cartório de Registro de Notas, Oficial do Cartório de Registro Civil, político atuante e membro da Comissão Pró-Vila. Atuou na organização e preparação das solenidades de instalação do Município, quando da emancipação política de Belo Vale. Também foi o representante do Poder Público na inauguração da Ponte Melo Viana em 1926. Rua Delfino Malaquias de Sena (Bairro Ipanema) Delfino Malaquias de Sena era ferroviário e participava ativamente dos Corais da Igreja. Atleta nos áureos tempos do time do Carijós Atlético Clube. Juntamente com o Irmão Joaquim e seus companheiros inseparáveis, José Roza (Tibamba), José Nicomedes, José Pedra, Benevides Oliveira (Xavita ou Jóia) entre outros, fundou a Associação Católica Esportiva Belovalense (A.C.E.B.), e foi, se não o maior, o mais fiel de seus torcedores. Rua Jovelino Pereira da Silva (Bairro Ipanema) - Jovelino Pereira da Silva, popularmente conhecido como “Dió”, era de origem humilde e sempre participou dos trabalhos de assistência aos mais carentes. Foi um “vicentino” nato e muito caridoso. Um dos que sempre trabalhou pelo ideal da construção de um hospital em Belo Vale, muito embora tenha sido esquecido pelas autoridades municipais da época. Rua Pe. Absalão Martinho Coelho (Bairro Ipanema) Absalão Martinho Coelho foi um padre que serviu em Belo Vale por muitos anos. Estava presente no incêndio que destruiu um dos prédios do Seminário do Caraça. Era muito querido por todos e um mestre ao piano. Compôs a música do Hino de Belo Vale. Rua Pe. Francisco de Assis Vale (Bairro Ipanema) Francisco de Assis Vale, o Padre Vale, serviu por longos anos como Pároco de Belo Vale. Torcedor “fanático” do Atlético Mineiro, uma de suas paixões juntamente com a inseparável “latinha de rapé”. Da geração atual de Belo Vale, batizou, ministrou a primeira comunhão ou casou quase todos os contemporâneos. Foi sempre muito querido por todos. Rua Antônio Rodrigues de Moura (Bairro Ipanema) Antônio Rodrigues de Moura era um membro atuante da comunidade belovalense. Exerceu as funções de Juiz de Paz e Juiz de Direito substituto. Rua Milton Monteiro Guimarães (Bairro Ipanema) Milton Monteiro Guimarães, foi Prefeito de Belo Vale de 31/01/1959 a 31/01/1963. Rua José Rafael de Rezende (Bairro Vila Carijós – Curumim) - José Rafael de Rezende era conhecido como “Juquinha da Ponte”. Foi dono de uma pequena serraria. Cedeu parte das terras onde hoje está a entrada principal da cidade. Rua José Augusto de Rezende (Centro) - José Augusto de Rezende era o dono do Hotel Paraíso, o mais antigo da cidade. Foi ainda Juiz de Paz do Município. Rua Antônio de Freitas Vitarelli (Centro) - Antônio de Freitas Vitarelli era um médico popular, caridoso e sempre disposto a atender e ajudar àqueles que precisavam de seus serviços. Muitas vezes nem recebia. Com seu chapéu e sua “malinha”, estava sempre pronto a ajudar aqueles que lhe procuravam, fosse a qualquer hora do dia ou da noite. Rua José Ubaldo de Castro Malta - (Bairro Santo Antônio) - José Ubaldo de Castro Malta foi um dos primeiros funcionários públicos municipais. Membro da Comissão Pró-Vila, Juiz de Paz e Delegado de Polícia do Município. Não permitia que os presos fossem maltratados dando-lhes sempre tratamento digno. Rua Padre Jacinto - Jacinto Pinheiro foi um dos mais tradicionais párocos de Belo Vale. Rua Professor Modestino Melo (Bairro Niterói) Modestino de Melo foi o primeiro funcionário nomeado do Município e orador oficial em todos os eventos de destaque. Também fez parte da Comissão Pró-Vila. Rua Joaquim Rodrigues Silva (Bairro Bela Vista) – Joaquim Rodrigues Silva era um dos principais membros da Comissão Pró-Vila e redator do Jornal "O Bello Valle". Foi o primeiro Prefeito de Belo Vale, nomeado pelo Governador Benedicto Valladares. Anos mais tarde voltou ao cargo máximo do Município, desta vez, consagrado e eleito pelo povo. Rua Euclides Rodrigues Silva (Bairro Vila Carijós – Torre) - Euclides Rodrigues Silva era irmão de Joaquim Rodrigues Silva e foi eleito vereador de Belo Vale. Também foi integrante da Comissão Pró-Vila, que elaborou todos os trabalhos para a emancipação de Belo Vale. Rua Salvador José Maia (Bairro Vila Carijós – Torre) Salvador José Maia era líder de folia de reis. Também foi vereador e Presidente da Câmara Municipal de Belo Vale. Rua Vicente de Paula Carvalho (Bairro Vila Carijós – Torre) - Vicente de Paula Carvalho, o Vicente do Eurico, foi comerciante e político, chegando a se candidatar a vereador. Rua Antônio Alves Filho (Centro) - Antônio Alves Filho foi um homem empreendedor e teve sempre uma participação ativa na comunidade local em seus tempos áureos, tanto política como socialmente. Rua Augusto Pedra - Augusto Pedra era membro atuante da comunidade local. A Rua que leva seu nome está onde, antigamente, possuía uma gleba de terras. Rua Antônio Marinho (Niterói) - Antônio Marinho foi membro da Comissão Pró-Vila e cedeu parte das terras para abertura de ruas na entrada da cidade. Também foi Juiz de Paz. Avenida Tancredo Neves (Centro – Vila Carijós) Tancredo Neves foi Senador da República, Primeiro Ministro do Regime Parlamentarista, Governador de Minas Gerais e eleito Presidente da República. Praça Padre Virgílio Penido - Virgílio Penido foi pároco de Belo Vale por muitos anos e membro da Comissão Pró-Vila. Rua Basilício de Faria (Bairro Niterói) - Basilício de Faria era o antigo proprietário das terras onde, hoje, está o bairro Niterói. Cedeu o terreno para o antigo campo do Carijós, sendo também parte do seu terreno. A rua que hoje leva o seu nome está na principal entrada da cidade. Rua Higino Maciel (Bairro Niterói) - Higino Maciel era avô de dois Vereadores e de um Vice–Prefeito em Bonfim, com forte apoio da política na região de Belo Vale. Rua Tereziano (Centro) - Tereziano José Bernardino cedeu terras para a abertura de ruas na cidade, sendo que seus filhos foram Juízes de Paz e Tabeliães do Município. Rua Antônio Martins - Antônio Martins cedeu os terrenos para a abertura de ruas na Vila Carijós e para a construção do campo de futebol do Carijós Atlético Clube. Também o campo recebeu o seu nome. Rua Victor Mendonça de Castro (Bairro Vila Carijós – Torre) - Victor Mendonça de Castro era um cidadão estimado e respeitado por todos. Sempre participou ativamente da vida da comunidade. Ponte Melo Viana – A ponte tem uma curiosidade, pois é um prédio público estadual, ou seja, pertence ao Estado de Minas Gerais e não ao Município. Melo Viana foi Senador da República e benfeitor belovalense. A ponte foi parcialmente com as enchentes de 1997 vindo a desmoronar totalmente naquelas de 2008. Foi reconstruída em 2010 pelo Governador do Estado, Dr. Aécio Neves. Viaduto Juquinha Braga - "Juquinha Braga" era irmão do ex-Prefeito, Sr. Marico. Seus filhos também se destacaram na política local, com Antônio de Castro Braga, se elegendo vereador e Presidente da Câmara Municipal. Já os Srs. José Fernandes Braga e Matuzalém de Castro Braga, foram eleitos Prefeitos de Belo Vale. Passarela "Seu Zé" - A passarela do viaduto recebeu o nome de “Seu Zé” em homenagem ao Alício do Cassimiro, morto na travessia férrea. ***** NOSSAS PRAÇAS Praça Cláudio Pinheiro (Centro) É mais conhecida como Praça da Matriz. Cláudio Pinheiro foi um Deputado sempre bem votado na região. Entre outros benefícios, ajudou na vinda da energia elétrica através da CEMIG, durante os mandatos do Governador Israel Pinheiro e do Prefeito Joaquim Rodrigues Silva, isto em 1967. Quanto à Praça propriamente dita, foi totalmente remodelada na gestão do Prefeito Milton Monteiro Guimarães, juntamente com a urbanização da Avenida Presidente Kennedy. A praça foi descaracterizada com a construção do viaduto, que foi uma obra necessária e útil para a cidade, mas que poderia ter sido construído em outro local. Praça D. Trindade (Bairro Niterói) Maria da Trindade Lara Pinto foi, por duas vezes, Primeira Dama de Belo Vale. Era incentivadora e organizadora de trabalhos sociais. A praça foi uma justa homenagem em reconhecimento pela sua caridade. Também veio abrir um espaço cultural para a cidade, embora tal espaço não tenha ainda sido descoberto, a não ser em algumas raríssimas apresentações artísticas. Praça Maria Cordeiro (Vila) Conhecida como Praça da Vila, é um ponto de encontro para os moradores do bairro, com mesas para jogos de damas e baralho, sendo muito frequentada à noite e nos finais de semana. O nome de Dona Maria Cordeiro, que residia em frente a Praça, foi uma propícia inspiração, já que a mesma gostava de “passar o tempo” jogando baralho e “proseando” com os amigos. Praça dos Três Poderes (Centro) Mais conhecida como Praça da Prefeitura, é erroneamente chamada por alguns de Praça Professor Lara Rezende. De acordo com as pesquisas feitas no Livro de Leis da Prefeitura, nada foi encontrado a respeito da alteração do nome da Praça. Foi encontrada apenas a permissão para se colocar na Praça dos Três Poderes, um busto do ilustre filho belovalense e escritor Lara Rezende. Praça Antônio Manoel A Praça da saída oeste da cidade, no acesso a Catombeira, leva o nome de Antônio Manoel, ferroviário e líder da Guarda de Nossa Senhora do Rosário (Congado) por muitos anos. Praça Padre Virgílio O adro da Capela Nossa Senhora do Sagrado Coração de Jesus, é conhecido como Praça Padre Virgílio, um dos idealizadores e construtores da Capela e Pároco, à época. PRÉDIOS PÚBLICOS Policlínica Municipal D. Maria do Carmo Fernandes Maria do Carmo Fernandes era mãe do Presidente da Câmara Municipal, Sr. Antônio de Castro Braga e de dois Prefeitos de Belo Vale, Srs. José Fernandes Braga e Matuzalém de Castro Braga. Hospital e Maternidade Henrique Penido O hospital foi construído e inaugurado pela municipalidade e mais tarde transferido à rede privada. Recebeu o nome de Henrique Penido em homenagem a um conceituado farmacêutico local. Prédio Euclides Rodrigues Silva (Câmara) A sede do Legislativo Municipal, numa justa homenagem, é denominada Prédio Euclides Rodrigues Silva, Vereador por dois mandatos e membro da Comissão Pró - Vila. Salão Manoel Prado (Câmara) O Salão Nobre (Plenário) de reuniões da Câmara Municipal homenageou o Sr. Manoel Salustiano do Prado, Ferroviário, Vereador, Vicentino e voluntário de trabalhos sociais. Fórum José Alves Martins Sede da Comarca de Belo Vale, homenageia o ex Prefeito de Bonfim Sr. José Alves Martins que também foi proprietário de uma farmácia em Belo Vale. Terminal Rodoviário José Pedro dos Santos A Rodoviária de Belo Vale leva o nome de José Pedro dos Santos, Delegado de Polícia e Juiz de Paz do Município e pai do Coronel da Polícia Militar de Minas Gerais, Sr. Benedito Sebastião. Ambos, pai e filho, mesmo distantes, sempre defenderam os interesses da municipalidade. Prédio do Sindicato Rural A sede do Sindicato dos Produtores Rurais de Belo Vale, Moeda e Piedade dos Gerais, leva o nome de Abílio Cerqueira Pereira. Foi vereador por três mandatos consecutivos, Presidente da Câmara Municipal em duas Legislaturas, um dos fundadores da Associação Rural e seu primeiro Presidente. Muito embora não seja ligado ao Poder Público, merece ser destacado. Nota do Autor: As Escolas Públicas já foram identificadas no tópico sobre a educação no Município. ***** CAPÍTULO X ESPORTES ESPORTES No esporte, a juventude pratica principalmente o voleibol e o ciclismo. Aliás, diversas medalhas foram conquistas por nossos jovens, inclusive nos Jogos Estudantis de Minas Gerais, onde alunos da Escola Estadual Gama Cerqueira, sempre tiveram um grande destaque no voleibol e no xadrez. No passado, Belo Vale chegou a ter dois bons times de Voleibol que faziam belos jogos na região e entre si, na antiga quadra do Colégio Padre Virgílio. De um lado, o “Manchester” criado e comandado pela Educadora Cenira do Sabino e onde jogavam: Lisinho, Tintim, Nenem do Willes, Eduardo, Ernane Rodrigues, Rafael (Faé) e Sidimar Ruz. De outro, o Atlântida DIRIGIDO PELO Valmor, que trazia o Alecir, Marcelo Armando, Marconi, Vadinho, Zé Augusto, Gildésio, Dely e Nando do Djalma. Merece uma menção honrosa, a Escolinha de Xadrez, criada e mantida pelo incansável Zé Bitu e família. Desde os primeiros passos neste esporte, até a conquista de medalhas em vários torneios, há todo um belo trabalho para o desenvolvimento de muitos belovalenses, não enquanto campeões, mas acima de tudo, cidadãos. Outro esporte que tem tido uma boa aceitação é o Taekwondo, modalidade inserida em nosso meio pelo Professor Giovanni, Delegado de Polícia, desde que aqui chegou. Em vários torneios tem sido grande o destaque dos atletas de Belo Vale, inclusive, já tendo obtido conquista interestadual com o jovem Rodrigo Fernandes. Temos também alguns atletas maratonistas, que têm representado nosso Município nas principais provas por todo o Brasil: São Silvestre, Maratonas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Dentre estes atletas, destaca-se o Gerson da Chacrinha. Muitos de nossos jovens, se devidamente acompanhados e incentivados, possuíram e possuem talentos, para se destacarem em muitas modalidades esportivas. O que tem faltado é apoio ao esporte. Investimentos em áreas desportivas adequadas e incentivo para que nossos jovens possam encontrar no esporte, um meio de desenvolverem, mais do que qualquer outra coisa pessoal, a saúde, a solidariedade, a amizade, o espírito associativo e comunitário. Sem dúvida o futebol prevalece sobre todas as demais práticas esportivas. Chegamos a ter alguns atletas com passagem pelo futebol profissional, sem grandes destaques nos últimos tempos, mas tendo os casos do Walmor e "Tião Moreira", que jogaram na época do futebol arte, no Náutico de Recife, Vila Nova de Nova Lima e Sete de Setembro da Capital, como bons exemplos. Também é digno de nota, a passagem de Agostinho Barbosa, pelos quadros de arbitragem da Federação Mineira de Futebol. Agostinho chegou ainda a ocupar a Presidência da Associação dos Árbitros de Minas Gerais e a VicePresidência da Associação dos Árbitros de Futebol a nível nacional. A supremacia por este esporte pode ser confirmada com diversas equipes espalhadas por toda a zona rural, com cada povoado possuindo seu time local. Na cidade existe a simpática equipe do Vila Nova, mas as agremiações que se destacaram, e ainda hoje, dividem a atenção dos desportistas, são o Carijós e a ACEB. Estes são “ferrenhos rivais” dentro e fora dos campos, apesar de muitos dos principais atletas belovalenses dos últimos trinta anos, jogarem pelas duas equipes. No único campeonato municipal, disputado por ambas as equipes, o Carijós foi o campeão do 1o turno e a ACEB venceu o 2o turno. Motivados pela rivalidade e polêmicas sobre arbitragens, não disputaram as finais previstas, não se conhece o Campeão daquela disputa até hoje. ***** O “CARIJÓS ATLÉTICO CLUBE” É o mais antigo clube da cidade, um dos mais tradicionais de toda região e campeão de vários torneios regionais. O campo de futebol do Carijós era no bairro Niterói, nas terras do Sr. Basilício de Faria. O Sr. Antônio Pinto, pai do Sr. Antoninho comprou aquelas terras, mas a viúva do Sr. Basilício nunca mencionou a existência de um contrato entre a família e a Diretoria do Carijós. O Sr. Antônio Pinto continuou permitindo os jogos do Carijós em suas terras. Mas certa vez, quando seus filhos, Antoninho e Geraldo, ainda bem moços, passavam com os animais, justamente durante um jogo entre o Carijós e um time de Conselheiro Lafaiete, a molecada espantou os animais. O Sr. Antônio Pinto, lançando mão de uma foice, foi até ao campo, com a partida em andamento e cortou as traves que eram de madeira, acabando com o jogo e não mais permitindo que ali se jogasse futebol. A Diretoria do Carijós, liderada pelo Sr. Joaquim Silva, acionou a Justiça, mas não obteve sucesso em permanecer com o campo, pois não havia nenhum documento assinado pelo Sr. Antônio Pinto autorizando a utilização do terreno. A polêmica só foi resolvida quando o Sr. Antônio Martins cedeu o terreno no alto da vila para a construção do campo do Carijós, e numa justa homenagem, o Estádio foi denominado “Estádio Antônio Martins”. O símbolo original do Carijós, era um “índio” que vinha estampado na camisa do clube. Em virtude de algumas brigas, o clube começou a ser rotulado, pejorativamente, de “time dos índios”. Os carijosenses decidiram mudar o símbolo e a escolha recaiu sobre o “galo carijó”, mantido até hoje. Nos gramados de seu estádio e nas arenas adversárias, com a camisa preta e branca e sob o símbolo do galo carijó, seus atletas desfilaram seu talento e habilidades, honrando a agremiação e suando a “segunda pele”. Apesar de omitir um ou outro nome, não há como deixar de citar: Laranjeira, Roque, Bené Rapadura, Delfino, Chico da Duia, Tute, Nil, Ladico, Nonô do Sanfona, Nonô Cordeiro, Zé Padre, Nicomedes, Cabaça, Tito, Rato, Tarcísio Salgueiro, Walmor, Tião, Trovão, Adair, Vaninho, Paulo Diniz, Nenego, João do Bené, Diquinho, Vadinho, Nem do Rato, Herivelto, Mauro entre outros. Com certeza, por manter até hoje a invencibilidade na categoria principal frente ao seu maior rival, não há como esquecer um jogo, válido pelo campeonato regional. A ACEB vencia por quatro gols a um, jogando em seus domínios e quando parecia que, finalmente, obteria sua primeira vitória frente ao rival, o Carijós com garra e disposição, alcançou um empate dramático e heroico. O empate teve sabor de conquista de título, face às circunstâncias da partida. Sua apaixonada torcida mantém viva a tradição alvinegra, tendo entre os seus torcedores mais “fanáticos e históricos”, os Senhores João Maia, João Duarte, Nate e Gute. ***** A “A.C.E.B.” A Associação Católica Esportiva Belovalense foi fundada em 07/09/1968, pelo irmão Joaquim, um seminarista que aqui residiu por alguns anos, vindo mais tarde a se ordenar Padre. Com o apoio da comunidade e de vários amantes do futebol, como Delfino, Nicomedes, Zé Pedra, José Roza, Benevides (Jóia), Ninico, Luiz Barbosa, Siduca, entre tantos. O clube trouxe ao seio da sociedade, jovens valores tanto como esportistas quanto cidadãos como Sílvio, Mixirica, Miranda, Tijolo, Dão, Manoel Teixeira, Paulinho, Manoel Barbosa, Miro, Tilau, Laci, Claret, Rui, Treco, Délcio, Oduvaldo, Juca, Cabaça, Carlinhos, Tito, Irã e tantos outros. Depois de ter sua “casa” no lugar denominado Campo do Irmão, a ACEB adquiriu seu Estádio próprio, batizado de “Domingão”, numa justa homenagem a um de seus pioneiros e técnico, Domingos Eugênio Filho, o Dominguinhos. Além das jornadas esportivas que lotavam o “campo do irmão” aos domingos e feriados, a ACEB promovia bailes memoráveis e as inesquecíveis “horas dançantes” no clube velho (atual salão irmão Joaquim), no velho salão “cajube” e ainda, na atual sede social. Bons tempos, nostálgicos e porque não dizer, inocentes, que não voltam mais. O clube nunca venceu o Carijós, seu maior rival, na categoria principal. Seus torcedores, no entanto, não se esquecem de um jogo válido pela final do 2o turno do único campeonato de Belo Vale disputado por ambas as equipes. O placar estava 2 x 2 e o empate já dava o título do returno para a ACEB. No “desespero”, o Carijós foi todo ao ataque numa cobrança de escanteio. No contra ataque, o centroavante Manoel Barbosa dominou a bola, ainda no campo de defesa, ultrapassou a linha média, caminhou pela intermediária e quando invadiu a área driblando o goleiro carijó, o árbitro apitou impedimento. Uma grande confusão resultou no término do campeonato, sem que se houvesse a decisão, já que o adversário tinha conquistado o 1o turno. A ACEB também conquistou vários torneios regionais, com seus atletas trajando primeiro, o verde e amarelo, canarinhos como a seleção nacional e atualmente o alviceleste. Sua torcedora símbolo era a D. Nega do Bambu. Coube ao Deca do Jóia, marcar o primeiro gol da agremiação que nascia, para “progredir e incentivar o progresso”, seu lema até os dias de hoje. CAPÍTULO XI EPÍLOGO A administração do Município de Belo Vale nunca foi, nem será fácil para ninguém, ainda que alguns possam imaginar que assim o seja. Devido a sua enorme extensão territorial, o custo de manutenção de estradas, escolas, assistência médica e todas as demais carências e necessidades de seu povo é altíssimo. Divergências políticas à parte, não há lugar na história, para críticas pessoais, pois todos, funcionários, assessores, Vereadores, Vice–Prefeitos e Prefeitos, de uma forma ou de outra, trabalharam e contribuíram para o crescimento de Belo Vale. Crescimento neste caso, não tem conexão com valores financeiros ou econômicos especificamente. Belo Vale cresceu ao longo dos anos, na cultura, na solidariedade, na história e principalmente, na formação de sua identidade única, forjada no íntimo de cada um de seus filhos e de seus admiradores. No fim desta narrativa, fica meu tributo a pessoas que eu vi nos seus singelos cotidianos, vivendo na singularidade deste Vale tão Belo: Dona Belmira, Dona Ana do Sílvio, Dona Raimunda Leijoto, Dona Zezé Faria, Eduardo do Sande, João Carlos, Dió, Manoel Prado, Nicomedes, Delfino, Zé Pedra, Xavita, João do Gomes, Dona Maria Rocha, entre tantos que fizeram parte de minha infância, ao lado de meus avós, Vó Mundica, Mãe Sinhá e Pai Moura. Como disse um desconhecido autor: “Tudo que deixamos nessa vida, que não seja apagado pelo vento, pela água, pelo fogo ou pelo tempo, são os rastros deixados pela memória”. ***** Nossa história não termina aqui... Continua sendo vivida por cada belovalense, nato ou por adoção, que alicerçados em seu rico e belo passado, vive o hoje na luta incansável por dias ainda melhores... ANEXOS, MAPAS E FOTOS. DECRETO-LEI 148 DE 17/12/1938 QUE CRIOU O MUNICÍPIO DE BELO VALE FIXA A DIVISÃO TERRITORIAL DO ESTADO, QUE VIGORARÁ, SEM ALTERAÇÃO, DE 1º DE JANEIRO DE 1939 A 31 DE DEZEMBRO DE 1943 E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. O Governador do Estado de Minas Gerais, usando de suas atribuições, Considerando que o decreto-lei nacional no 311, de 2 de março de 1938, que dispõe sobre a divisão territorial do país estabeleceu que somente por leis quinquenais poderá ser modificado o quadro territorial – administrativo e judiciário – de qualquer Unidade da Federação, tanto na delimitação e categoria de seus elementos, quanto na respectiva toponímia (artigo 16); Considerando que, pelo decreto-lei no 522, de 28 de junho último, o Governo Federal prorrogou até 31 de dezembro próximo o prazo concedido ao Governo de cada Unidade da Federada para fixar, de acordo com as instruções baixadas pelo Conselho Nacional Geografia, em primeira lei quinquenal, o novo quadro territorial respectivo, ao qual será apensa a descrição sistemática dos limites de todas as circunscrições distritais e municipais que nela figurarem; Considerando que a Assembléia Geral do Conselho Nacional de Estatística, em sua Resolução no 108, de 19 de julho de último, sugeriu normas para a fixação da nova divisão territorial; (...) Considerando, também, que o decreto estadual no 88, de 30 de março de 1938, dando execução à lei nacional no 311; (...) Considerando, ainda, que a efetiva instalação do novo quadro territorial do Estado, ora fixado, exige múltiplas medidas administrativas e que essa instalação será parte integrante de um notável acontecimento nacional conquanto no dia 1o de janeiro de 1939, entrará em vigor, em todo o país; (...) Considerando, finalmente; (...) Decreta: (...) Art. 3o–A divisão territorial do Estado, que vigorará de 1 de janeiro de 1939 a 31 de dezembro de 1943, é fixada nesta lei. o (...) Palácio do Governo, em Belo Horizonte, aos 17 de dezembro de1938. Benedicto Valladares Ribeiro–Governador do Estado 18.1 – Anexo 1 do Decreto–Lei 148 de 17 de dezembro de 1938. Quadro da divisão territorial administrativa e judiciária do Estado para o quinquênio 1939-1943. (...) XXVII – MUNICÍPIO DE BELO VALE (No 48) a) LIMITES MUNICIPAIS 1 – Com o Município de Bonfim: Começa no entroncamento do divisor entre os ribeirões de São Mateus e dos Cordeiros com o divisor da vertente da margem direita do ribeirão Macaúbas, no alto próximo do “Curral Moreira”; continua pelo divisor da vertente da margem direita do ribeirão ou rio Macaúbas até a foz deste, no rio Paraopeba. 2 – Com o Município de Brumadinho: Começa no rio Paraopeba, na foz do rio Macaúbas; sobe pelo rio Paraopeba até a foz do córrego dos Gomes; continua pelo divisor da vertente da margem esquerda do córrego dos Gomes ou Taquaruçu até o morro do Pai Pedro; segue pelo espigão, contornado as cabeceiras do córrego Taquaruçu, até defrontar a cabeceira do córrego de Limeira; desce por este córrego até sua foz, no córrego dos Martins ou da Papa; atravessa este e segue pelo espigão fronteiro, passando pelo Alto da Carapuça, até o divisor geral dos rios Paraopeba e das Velhas. 3 – Com o Município de Itabirito: Começa no divisor geral entre os rios Paraopeba e das Velhas, no seu entroncamento com o divisor de águas entre os córregos da Suzana e da Papa ou dos Martins; continua pelo referido divisor geral, constituído pela Serra da Moeda, até a Serra das Almas, no ponto situado entre as cabeceiras do córrego das Almas e ribeirão Porto Alegre. 4 – Com o Município de Ouro Preto: Começa na Serra das Almas, no ponto situado entre as cabeceiras do córrego das Almas e ribeirão Porto Alegre; continua pela cumiada da Serra das Almas até a Serra da Boa Morte, no ponto de entroncamento do divisor entre os rios Paraopeba e Itabira com o divisor de águas entre o rio Maranhão e ribeirão Mata Porcos. 5 – Com o Município de Congonhas do Campo: Começa na Serra da Boa Morte, no entroncamento do divisor do ribeirão Mata Porcos e rio Maranhão com o divisor dos rios Paraopeba e Itabira; continua pelo divisor da vertente da margem direita do rio Maranhão, passando pelo alto da Casa de Pedra, serra do Mascate, até o alto do Batateiro; continua pelo divisor da vertente da margem direita do ribeirão do Esmeril, passando pelas serras da Boa Vista e dos Paulistas, até o ponto fronteiro à cachoeira do Salto no rio Paraopeba; alcança este rio, na referida cachoeira. 6 – Com o Município de João Ribeiro: Começa no rio Paraopeba, na cachoeira do Salto; desce pelo rio Paraopeba até a foz do córrego Caiuába; sobe por este córrego até a Lagoa do Bananal; daí sobe o espigão da margem esquerda do córrego e segue pelo mesmo espigão, entre os córregos Caiuába e Capela de Santa Cruz, até o alto da moenda; daí, pela Estrada de Lagoinha a Belo Vale até atingir o córrego Vargem Grande; desce por este córrego até sua foz, no ribeirão São Mateus, entre as fazendas Bela Vista e da Grota; sobe pelo ribeirão São Mateus até a foz do córrego Tamanqueiro; pelo espigão entre este córrego e o ribeirão e depois, pelo divisor entre os ribeirões São Mateus e Cordeiros, até o seu entroncamento com o divisor da margem direita do ribeirão Macaúbas, no alto próximo do “Curral Moreira”. ***** BIBLIOGRAFIA E MENÇÕES BIBLIOGRAFIA GERAL DO TRABALHO LIVROS ‘ BARBOSA, Waldemar Almeida. Dicionário Histórico Geográfico MG. Editora Itatiaia, Belo Horizonte, 1971, pg. 68. BARREIROS, Eduardo Canabrava. Roteiro das Esmeraldas. Editora José Olympio, 1979, págs. 30, 49 a 61. COSTA, Joaquim Ribeiro. Toponímia de Minas Gerais. Imprensa Oficial do Estado, 1970, págs. 169 e 363. GUILHERMINO, César. Minas Gerais, Terra e Povo. Editora Globo, 1970, pg. 30. JARDIM, Décio Lima e JARDIM, Márcio Cunha. História e Riquezas do Município de Brumadinho (págs. 15, 18, 20, 27, 37, 46, 114, 115 e 117) publicado pela Prefeitura Municipal de Brumadinho, 1982. MARTINS, Tarcísio. Fazenda Boa Esperança, Belo Vale. Edição do Autor, Belo Horizonte, 2007. MOURA, Bertie. Moeda, Nossa Terra, Nossa Gente. Gráfica e Editora Geraes, 2003, págs. 26, 55. RESENDE, Antônio de Lara. Memórias (Vol. 1 e 2). Editora Record, Belo Horizonte, 1972. SANTOS, Lúcio José dos. História de Minas Gerais. Imprensa Oficial, Belo Horizonte, 1972, págs. 38 a 43. SILVA, José Joaquim da. Tratado de Geografia Descritiva Especial da Província de Minas Gerais. Fundação João Pinheiro, Belo Horizonte, 1997, pg. 37; TORRES, João Camilo Oliveira. A Igreja de Deus em Belo Horizonte. Editora N/d, Belo Horizonte, 1972, págs. 94, 112. TRINDADE, Cônego Raimundo. Instituições de Igrejas no Bispado de Mariana. Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, 145, págs. 96, 263, 287. VASCONCELOS, Diogo. História Antiga de Minas Gerais. Editora Itatiaia, Belo Horizonte, 1974, págs. 80 e 88 3a Edição, Volume I. LIVROS PÚBLICOS Lei Orgânica Municipal de Belo Vale. Edição de Setembro/1999. Livros de Atas da Prefeitura Municipal de Belo Vale. Livros de Atas e de Reuniões da Câmara Municipal de Belo Vale. Livros de Leis e Livros de Decretos da Prefeitura Municipal de Belo Vale. Livros de Portarias e Livros de Registros da Prefeitura Municipal de Belo Vale. Livros de Termos de Posse da Prefeitura Municipal de Belo Vale. Regimento Interno da Câmara Municipal de Belo Vale. Edição de Novembro/2000. PERIÓDICOS E ENCICLOPÉDIAS Dicionário Escolar de Belo Vale. Adm. 1993/1996 (Com as devidas correções pelo autor). Enciclopédia Barsa. Enciclopédia Britannica Editores Ltda., Vol. 7, 1966, pg. 87. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Edição do IBGE, 1958, págs. 184 a 187. Jornal “Belovalense”, exemplares editados pela Prefeitura Municipal. Jornal “O Bello Valle”, edição especial de 28/12/1938. ARTIGOS E PUBLICAÇÕES LITERÁRIAS MENEZES, Ivo Porto de (Arquiteto). Histórico da Comissão Arquidiocesana de Arte Sacra (C.A.A.S.) – (Paróquia de Belo Vale). MOURA, Antônio de Paiva. Artigo. Informativo da Câmara Municipal de Moeda n° 01. VASCONCELOS, Salomão. Publicação na Imprensa sob o título: “Belo Vale na Cronologia Mineira”. Os personagens da Inconfidência Mineira (pg. 63) – Volume XVI. PUBLICAÇÕES ELETRÔNICAS Sítio da Câmara Municipal de Congonhas/MG. ˂www.camaracongonhas.mg.gov.br˃. Acesso em 02/03/2012. Sítio do Instituto de Geociências Aplicadas de Minas Gerais – IGA (CETEC). www.iga.br˃. Acesso em 02/03/2012. Sítio do IBGE. ˂www.ibge.gov.br˃. Acesso em 02/03/2012. Sítio do DER. ˂www.der.mg.gov.br˃. Acesso em 02/03/2012. Sítio do DNPM. ˂www.dnpm.gov.br˃. Acesso em 02/03/2012. Sítio das Estações Ferroviárias do Brasil. ˂www.estacoesferroviarias.com.br˃. Acesso em 02/03/2012. Sítio de Moeda. ˂www.moedamg.com.br˃. Acesso em 02/03/2012. Sítio de São Gonçalo do Sapucaí. ˂www.tudoave.com/sgs19.htm˃. Acesso em 02/03/2012. ENTREVISTAS INFORMAIS BRAGA, Amarílio Augusto da Rocha. BRAGA, José Fernandes. CARDOSO, Maria de Paula Malta. CARMO, Paulo Alves. EUSTÁQUIO, João. MACIEL, Geraldo Magela. RIBEIRO JÚNIOR, Antônio Pinto. SILVA, Euclides Rodrigues. VITARELLI, José. CITAÇÕES E COMENTÁRIOS SOBRE A EDIÇÃO DO LIVRO DE “SÃO PEDRO DO PARAYPEBA A BELO VALE. UMA VIAGEM NA HISTÓRIA...” PUBLICADA PELO AUTOR EM MARÇO DE 2005. Lançado em março o livro: De São Pedro do Paraypeba a Belo Vale. Uma viagem na história... , de Antônio Moura. Diz o autor com certa simplicidade que a obra “conta uma pequena parte da gloriosa história do povo belovalense”. Quem já viu sabe da riqueza de detalhes com que a história é contada por ele. www.dejore.com.br, abril de 2005. Agradecemos e ressaltamos o trabalho literário do Dr. Antônio Moura “De São Pedro do Paraypeba a Belo Vale. Uma viagem na história...”, obra da qual extraímos diversas informações e que sugerimos como livro de cabeceira para quem se proponha a conhecer em detalhes a história da cidade. D.A. Guimarães, A Gazzetta e Guia Objetivo BV 2008. MOURA, Antônio Geraldo Malta de. De São Pedro do Paraypeba a Belo Vale: uma viagem na história. Belo Vale: Autor, 2005. 106p. Obra muito rica em informações sobre o município de Belo Vale, tanto na história remota quanto a vida administrativa contemporânea; as atividades econômicas, culturais e sociais de todos os tempos. O autor soube aproveitar-se das fontes primárias, secundárias e atividades profissionais exercidas no município para constituir o elenco de informações sobre Belo Vale. Antônio de Paiva Moura Professor da Escola Guignard – UEMG. Jornal Circuito Notícias de Brumadinho, MG, 14 de janeiro de 2011. O Belo vira páginas numa emocionante história revelada por Antônio Moura (Cocoto). Numa pesquisa constante há mais 09 anos, Antônio Geraldo Malta de Moura, lança seu primeiro livro: “De São Pedro do Paraypeba a Belo Vale. Uma viagem na história". Sua noite de autógrafos ocorreu no lugar Kakareco às 19:00 horas do dia 24 de março, abrindo histórias perdidas na lembrança dos belovalenses. Antônio não pretende parar, prepara sua segunda edição que estará mais incrementada, ampliando, trazendo toda realidade do passado para o presente. Antônio leva a população belovalense a viajar no passado em busca de conhecimentos. Informativo “O Belo Vira Arte” de 19/08/2005, da Secretaria de Educação da Fundação Vale do Rio Doce. O AUTOR ANTÔNIO GERALDO MALTA DE MOURA (Popularmente conhecido como “Cocoto”). Belovalense nascido em 27/10/1964, filho de Sebastião Ferreira de Moura e Maria da Fé Fernandes Malta Moura. É casado com Cátia e pai de Lucas e Clara. Foi Secretário da ACEB na gestão de Adair Pereira. Chefe de Setor da Mercantil do Brasil Financeira/BH 1984-1995. Ex-aluno da Escola Gama Cerqueira e do Colégio Padre Virgílio, concluiu o 2o Grau nos Exames Supletivos da S.E.E./1991. Credenciado ao Ministério da Igreja Quadrangular/1991. Formado em Contabilidade no Colégio Minas Gerais, BH/1994. Líder na Igreja Batista Betel de 1994/1997 e de 2000/2002. Eleito Vereador de Belo Vale na Legislatura 1997/2000. Presidente da Câmara no biênio 1997/98. Vice-Presidente da AVALPA 1997/98. Atuou na formação dos Conselhos da Saúde, Patrimônio Histórico, Meio Ambiente e Assistência Social (1997/98). Bacharelou-se na Faculdade de Teologia Filadélfia Internacional/1998. Organizou em 1998, a Associação Evangélica de Belo Vale. Participou do Censo 2000 como recenseador do IBGE. Chefe do Serviço da Fazenda do Município de Belo Vale em 2001/2003. Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente em 2002/2003, organizando a eleição do 1o Conselho Tutelar Municipal de Belo Vale. Ajudou a organizar e foi Presidente da Associação dos Bairros Santo Antônio, Boa Vista e Região (2002/2003). Membro da Ordem dos Ministros Batistas Nacionais – MG/2002. Pastor da Igreja Batista Betel Nacional em Belo Vale desde 2002. Professor substituto de Filosofia, Sociologia e História na Escola Estadual Dr. Gama Cerqueira – Belo Vale em 2004. Bacharelou-se na Faculdade de Direito de Conselheiro Lafaiete/2005 sendo o Orador de sua turma. Na ORMIBAN/MG atuou como Membro da Comissão de Política, da Comissão de Reforma do Estatuto e na Comissão de Sufrágio. Membro da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção MG/2006. Pós-graduado (Especialista) em Administração de Casas Legislativas pela Universidade Gama Filho/2010. Assessor Jurídico da Câmara Municipal de Belo Vale desde 2006. Aprovado para lecionar Direito Tributário e Direito Financeiro na FDCL, não houve compatibilização de horários declinando do convite, 2012. Recebeu em 15/12/2010, em Sessão Solene do Legislativo Municipal de Belo Vale, MG, a condecoração de Moção de Louvor e Aplauso por seu ativismo comunitário. Lançou em 2005, a Edição Independente do Livro “De São Pedro do Paraypeba a Belo Vale. Uma viagem na história...” Agora em 2012, lança o Segundo Livro “Seguindo Viagem pela História de Belo Vale”, pela Editora Promove. ESTA PUBLICAÇÃO RECEBEU O ESSENCIAL INCENTIVO E MANIFESTO APOIO CULTURAL DA MINERAÇÃO POLLARIS LTDA.