MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Universidade Federal de Alfenas . UNIFAL-MG
Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 . Alfenas/MG . CEP 37130-000
Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063
Luciane de Jesus Tenório
PERFIL FARMACOTERAPÊUTICO DOS
DIABÉTICOS ATENDIDOS PELO SUS EM MONTE
VERDE - MG
Alfenas/MG
2009
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Universidade Federal de Alfenas . UNIFAL-MG
Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 . Alfenas/MG . CEP 37130-000
Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063
Luciane de Jesus Tenório
PERFIL FARMACOTERAPÊUTICO DOS
DIABÉTICOS ATENDIDOS PELO SUS EM MONTE
VERDE - MG
Monografia apresentada ao curso de
Especialização em Atenção Farmacêutica
da Universidade Federal de Alfenas
(UNIFAL-MG),
como
parte
dos
requisitos para obtenção do título de
Especialista.
Orientadora: Profa. Luciene Alves Moreira Marques
Alfenas/MG
2009
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Universidade Federal de Alfenas . UNIFAL-MG
Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 . Alfenas/MG . CEP 37130-000
Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063
Luciane de Jesus Tenório
PERFIL FARMACOTERAPÊUTICO DOS
DIABÉTICOS ATENDIDOS PELO SUS EM MONTE
VERDE – MG
A banca examinadora abaixo-assinada
aprova a Monografia apresentada ao
curso de Especialização em Atenção
Farmacêutica da Universidade Federal de
Alfenas (UNIFAL-MG), como parte dos
requisitos para obtenção do título de
Especialista.
Aprovada em:
Orientadora: Profa. Luciene Alves Moreira Marques
Prof. Amilton Marques
Prof. Geraldo Alves da Silva
.
Dedico este trabalho a meus pais que com muito
carinho não mediram esforços para me incentivar e me
motivar nesta empreitada.
AGRADECIMENTOS
A Deus que providenciou para que meus
objetivos fossem realizados;
Ao meu namorado Adilson pelo carinho,
motivação e apoio;
As minhas amigas Diana e Tatiana pela amizade
e apoio.
RESUMO
Diabetes Mellitus (DM) é um estado de hiperglicemia crônico, produzido por
numerosos fatores ambientais e genéticos que geralmente atuam juntos, caracterizado
pela falta parcial ou total de insulina, originando alterações no metabolismo dos
carboidratos, proteínas e gorduras (SBD, 2006).
DM vem sendo reconhecido mundialmente como um importante problema de
saúde pública, sendo que têm sido considerados significativos os índices de morbidade e
mortalidade em relação à doença (SBD,2006).
O presente estudo tem como finalidade analisar o perfil farmacoterapêutico dos
portadores de Diabetes Mellitus de Monte Verde – MG.
Foram entrevistados 34 diabéticos, sendo 23,53% do sexo masculino e 76,47%
do sexo feminino. Para a coleta de dados foi utilizado um instrumento contendo
perguntas sobre: medicamentos utilizados e se todos estão disponíveis em rede pública,
utilização da insulina, hábitos de vida, informações e orientações recebidas, entre outros
dados relevantes
Os resultados obtidos foram que 52,95% dos entrevistados utilizam somente
medicamentos administrados por via oral e 47,05% utilizam além dos medicamentos
hipoglicemiantes administrados por via oral também utilizam a insulina administrada
por via subcutânea. Dos parâmetros biológicos analisados 82,4% dos entrevistados não
estavam com a pressão arterial e a glicemia de jejum controlada. Somente 20% de todo
o grupo adquirem todos os medicamentos em rede publica e apenas 38,3% deles
realizam consultas médicas em rede pública. 1,76% dos diabéticos entrevistados são
fumantes, mas 64,7% deles não praticam atividade física assim como não controlam a
alimentação.
Os resultados permitiram concluir que além de preocupantes estes dados nos
revelam à necessidade de adoção de medidas que previnam os agravos à saúde da
população, geram reflexos sobre os custos inerentes às ações desenvolvidas no próprio
Sistema Único de Saúde. A presença do farmacêutico nos ambulatórios, PSF e NASF é
fundamental para se ter uma farmacoterapia mais efetiva e segura e consequentemente
reduzir as complicações decorrentes do diabetes.
Palavras-chave: Diabetes Mellitus, Farmacoterapia, Hábitos de vida.
Sumário
1.0 Introdução....................................................................02
2.0 Justificativa.................................................................. 04
3.0 Objetivo....................................................................... 05
4.0 Materiais e Métodos.................................................... 06
5.0 Resultados...................................................................07
6.0 Discussão.................................................................... 12
7.0 Conclusão....................................................................17
8.0 Referências Bibliográficas........................................... 18
9.0 Anexos.........................................................................20
1.0 Introdução
Diabetes Mellitus (DM) é um estado de hiperglicemia crônico, produzido
por numerosos fatores ambientais e genéticos que geralmente atuam juntos,
caracterizado pela falta parcial ou total de insulina, originando alterações no
metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras (SBD, 2006).
Os tipos de Diabetes mais freqüente são o Diabetes Tipo 1,
anteriormente conhecido como Diabetes juvenil, que corresponde cerca de
10% do total de casos, e o Diabetes Tipo 2, anteriormente conhecido como
diabetes do adulto, que compreende cerca de 90% dos casos. Outros tipos de
diabetes encontrado com maior freqüência e cuja etiologia não esta esclarecida
é o diabete gestacional, que em geral, é um pré-clinico de diabetes, detectado
no rastreamento pré-natal. Outros tipos específicos de diabetes menos
freqüentes podem resultar de defeitos genéticos da função das células beta,
defeitos genéticos da ação da insulina, doenças do pâncreas exócrino,
endocrinopatias, efeitos colateral de medicamentos, infecções e outras
síndromes genéticas associadas ao diabetes (BRASIL, 2006).
O Diabetes Mellitus configura-se hoje como uma epidemia mundial,
traduzindo-se assim como grande desafio para os sistemas de saúde. O
envelhecimento da população, a urbanização crescente e a doação de estilos
de vida pouco saudáveis o sedentarismo, dieta inadequada e obesidade são os
grandes responsáveis pelo aumento da incidência e prevalência do diabetes
em todo mundo (BRASIL, 2006).
Estima-se que no Brasil, existem mais de cinco milhões de pessoas
diabéticas, das quais cerca de 50% desconhecem o diagnostico. Sua
prevalência entre as pessoas com idade entre 30-69 anos que moram na
região urbana é de 7,6% (SBD, 2008).
Clinicamente, os sintomas decorrentes da hiperglicemia incluem um ou
mais sintomas como poliúria, polidipsia, perda de peso, polifadiga, visão
embaçada, prurido, aumento da susceptibilidade a infecções, entre outros.
Conseqüências agudas podem acompanhar o diabetes como cetoacidose
metabólica ou síndrome hiperosmolar não cetolica (PINCINATO, 2003).
O diabetes é marcado pelo aparecimento de complicações tardias, como
retinopatia com potencial perda da visão, nefropatia, que pode evoluir a uma
falência renal, neuropatia periferia com riscos de úlceras nos pés, podendo
levar a amputações dos membros; nefropatia autonômica, causando sintomas
gastrointestinais,
geniturinários,
cardiovasculares
e
disfunções
sexuais
(PICINATO, 2003).
Os mecanismos do aparecimento dessas complicações ainda não estão
completamente esclarecidos, mas a duração do diabetes assim como seu
controle interagem com outros fatores de risco, como hipertensão arterial, fumo
e dislipidemia. O controle intensivo desses fatores através de medidas
farmacológicas e não farmacológicas pode reduzir todas as complicações em
pelo menos metade (BRASIL, 2006).
Por tratar-se de uma doença evolutiva, os pacientes desta síndrome,
requerem mudanças positivas no estilo de vida (hábitos alimentares e de
atividade física) associado com tratamento farmacológico, muitos deles com
insulina, pois as células betas do pâncreas tendem a progredir para um estado
de falência parcial ou total ao longo dos anos (BRASIL, 2006).
O tratamento insulinoterápico visa mimetizar, tanto quanto possível, o
perfil fisiológico da secreção pancreática de insulina. Dessa forma, múltiplas
doses diárias desse hormônio no tecido subcutâneo são necessárias no
sentido de proporcionar o controle glicêmico, o qual tem sido demonstrado
como condição essencial na prevenção das complicações agudas e crônicas
desta síndrome (STACCIARINI, 2008).
Mas para que o controle glicêmico seja efetivo com o tratamento
insulinoterapico, é necessário que o usuário aprenda vários aspectos sobre
como utilizar a insulina exógena, pois a ação deste medicamento esta
diretamente relacionada a fatores envolvidos desde sua aquisição até a
aplicação envolvendo procedimentos básicos para aplicação: delimitação da
região de aplicação, rodízio nos locais de aplicação, conservação da insulina,
entre outros (STACCIANRINI, 2008).
As patologias-alvo, nas quais a prática da Atenção Farmacêutica deve
ser aplicada são as doenças crônicas como hipertensão, diabetes e asma, visto
que são enfermidades com indicadores potenciais de resultados clínicos
específicos (por exemplo: níveis de pressão arterial, glicemia e débito
expiratório máximo instantâneo) (STORPIRTIS, 2008).
A Atenção Farmacêutica consiste em uma prática profissional orientada
para o paciente, na qual o farmacêutico intervém, em colaboração com outros
profissionais da saúde e com o próprio paciente, com o propósito de avaliar,
monitorar, iniciar e ajustar a terapia farmacológica. Isso é feito para promover a
saúde e prevenir doenças. Por conseguinte, é um conceito fortemente centrado
na gestão global da terapêutica farmacológica do paciente e na avaliação do
seu grau de satisfação, visando à melhora de sua qualidade de vida
(STORPIRTIS, 2008).
A maioria das falhas na farmacoterapia pode ser atribuída a uma
utilização inadequada dos medicamentos por parte dos usuários. A solução
para esse importante problema seria a implementação de programas de
Atenção Farmacêutica nas farmácias em níveis hospitalar, ambulatorial e
comercial, com o objetivo final de prevenir a morbi-mortalidade devido ao uso
de medicamentos, pela prática dirigida a assegurar uma farmacoterapia
necessária, segura e efetiva a todos os pacientes (MARQUES, et al., 2009).
As falhas na farmacoterapia devem a dois motivos independentes: por
um
lado,
pode
alcançar
resultados
não
desejados
ou
efeito
adversos/indesejados, os quais se conhece como um problema de segurança;
e, por outro lado, pode não alcançar os resultados terapêuticos desejados, os
quais se conhecem por problema de efetividade. Entre os problemas de
efetividade, o principal a ser destacado é a não adesão ao tratamento. São
vários os fatores que podem influenciar negativamente na adesão levando o
farmacêutico a desenvolver uma relação de confiança com o paciente para
definir estratégias eficientes que possam solucionar tal problema (MARQUES,
et al., 2009).
2.0
Justificativa
O Diabetes Mellitus é um importante problema de saúde publica, uma
vez que é bastante freqüente na população mundial e esta associada a
complicações que comprometem a produtividade, qualidade de vida e
sobrevida dos pacientes, alem de envolver altos custos no seu tratamento e no
tratamento de suas complicações.
Uma epidemia mundial de diabetes (DM) e obesidade estão em
andamento. Em 1995, havia 135 milhões de pessoas com DM no mundo e as
projeções são de que em 2025, esse número alcance 300 milhões. Cerca de
2/3 desses diabéticos vivem em países em desenvolvimento, onde a epidemia
tem maior intensidade. A grande parte, cerca de 90%, são diabético tipo 2 e no
nosso país, o único estudo de prevalência realizado no final dos anos 80,
demonstrou uma prevalência de diabetes na população de 30-69 anos de
7,6%. É importante ressaltar que quase 50% desses indivíduos diagnosticados
não sabiam de sua condição. Possivelmente, após 25 anos, com o
envelhecimento da população, o aumento da prevalência de obesidade e
sedentarismo, esse número possa estar subestimando o número real de
diabéticos no Brasil e um novo estudo de prevalência se faz necessário.
Existem projeções de que nas próximas duas décadas, o crescimento do
número de indivíduos com diabetes em países em desenvolvimento – como
Brasil, Índia e China – vai ser suas vezes maior do que nos EUA (SBD, 2006).
Diante dessa realidade, a prática da Atenção Farmacêutica surge
com o propósito de otimizar os resultados da farmacoterapia de forma
individual, permitindo as farmacêutico, por meio de um trabalho de cooperação
com médicos, enfermeiros e portadores de enfermidades, melhorar os
resultados da farmacoterapia ao prevenir, detectar e resolver os problemas
relacionados aos medicamentos (PRM) antes que estes dêem lugar à morbimortalidade.
3.0
Objetivo
O presente estudo tem como objetivo de avaliar o tratamento utilizado
pelos portadores de Diabetes Mellitus para seu controle glicêmico e, a partir
daí, avaliar o grau de conhecimento sobre sua doença, medicamentos
utilizados e se todos estão disponíveis em rede pública, informações e
orientações recebidas, qualidade de vida averiguando hábitos alimentares e
atividade física assim como o fumo e obesidade, esquemas de monitorização e
utilização da insulina, suas limitações e possibilidade de otimização desses
esquemas.
4.0
Materiais e Métodos
A pesquisa foi realizada na Estância Climática de Monte Verde, situada
no município de Camanducaia – MG, de janeiro a dezembro de 2009 (um ano).
Monte Verde possui cerca de cinco mil habitantes. Em Monte Verde há
uma Unidade Básica de Saúde municipal que dispensa medicamentos à
população, inclusive a insulina. Os medicamentos são dispensados pela
farmacêutica responsável, frente ao receituário médico, porém a insulina é
dispensada pela equipe de enfermagem. Monte Verde possui também o PSF
(programa de saúde da família) composto por um médico, uma enfermeira e os
agentes comunitários de saúde. Ocorre atendimento medico na unidade e
visitas domiciliares por duas vezes na semana.
Optou-se em coletar os dados com pessoas portadoras de Diabetes
Mellitus em uma drogaria privada onde muitas pessoas procuram a
farmacêutica responsável do estabelecimento para orientar-se e informar-se
sobre medicamentos que utilizam inclusive para a aplicação da insulina.
Foram investigados todos pacientes-clientes, entre homens e mulheres,
adultos com idade entre 18-70 anos que sejam portadores de Diabetes
Mellitus. Esta pesquisa foi desenvolvida através de entrevista com o próprio
paciente, sendo inclusos na pesquisa aqueles que aceitaram participar do
processo e assinaram o Termo de Consentimento Pós-Informado em anexo
(Anexo 1).
Durante a entrevista com o paciente foi possível investigar a história
farmacoterapêutica, a postura do paciente em relação à sua doença, hábitos de
vida, se utiliza insulinoterapia e quais as condições de conservação, transporte,
aplicação, entre outras, conforme o questionário em anexo (Anexo 2).
Todos os pacientes tiveram o IMC calculado. O Índice de Massa
Corporal (Peso/Altura2– kg/m2) tem como finalidade avaliar a massa corporal
em
relação
à
2
altura
e
como
pontos
2
de
corte
IMC<18,5kg/m =desnutrição; IMC ≥ 30kg/m obesidade (OMS, 1997).
adotou-se
Tabela 1: Classificação do IMC de acordo com a OMS, 1997.
IMC (kg/m2)
< 18,5
18,5-24,9
25,0-29,9
30,0-34,9
35,0-39,9
Classificação
Desnutrição
Eutrofia
Sobrepeso
Obesidade I
Obesidade II
A glicemia foi determinada em jejum, utilizando-se um glicosímetro Accu
Check Performa (Roche®). A pressão arterial foi aferida esfigmomanômetro
aneróide e estetoscópio, com o paciente na posição sentada e o braço elevado
na altura do coração (MACHUCA & PARRAS, 2003).
Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em pesquisa com seres
humanos da UNIFAL-MG.
5.0 Resultados
Foram entrevistados 34 diabéticos sendo que 26 (76,47%) eram do sexo
feminino (figura 1). A média de idade de todo o grupo foi de 59,53 anos.
23,53%
Homens
Mulheres
76,47%
Figura 1: Classificação dos pacientes por gênero.
Dentre os entrevistados avaliaram-se fatores de risco que interagem
diretamente com o controle glicêmico como: tabagismo, obesidade, hipertensão
arterial e glicemia. Quanto ao tabagismo percebeu-se uma minoria de
fumantes: apenas 1,76% (n=4).
Após calcular o IMC (índice de massa corpórea) dos participantes
observou-se: 47,05% com IMC entre 18-24,9; 38,24% com IMC entre 25-29,9 e
14,71% com IMC superior a 30 conforme a figura 2:
47.05
50
45
40
35
30
25
20
15
10
5
0
38.24
14.71
18 - 24,9
25 - 29,9
Superior a 30
18 - 24,9
25 - 29,9
Superior a 30
IMC (indice de massa corpórea)
Figura 2: IMC (índice de massa corpórea) dos pacientes em estudo.
Realizou-se a aferição da pressão arterial e verificação da glicemia de
jejum de todos do grupo e percebeu-se que, segundo padrão de referência
para a pressão arterial é de 130x80 e de glicemia é de 120mg/dL; 17,6% dos
entrevistados estavam com os parâmetros controlados e a maioria 82,4%
estavam com os parâmetros alterados, conforme figura 3 e tabela 2:
17,6%
Controlado
Alterados
82,4%
Figura 3: Parâmetros biológicos (Glicemia de jejum e pressão arterial) dos
pacientes em estudo.
Tabela 2: Valores de pressão arterial e glicemia de jejum dos pacientes
estudados.
Diabéticos
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
Dos
Pressão Arterial
(mmHg)
120 x 80
150 x 90
140 x 90
150 x 90
120 x 80
130 x 80
150 x 90
140 x 90
130 x 80
130 x 80
130 x 90
130 x 90
160 x 100
140 x 80
110 x 70
140 x 90
120 x 80
140 x 80
120 x 80
100 x 50
120 x 80
120 x 80
150 x 90
140 x 90
130 x 80
150 x 90
130 x 90
140 x 90
130 x 90
120 x 80
140 x 100
120 x 80
130 x 80
130 x 80
diabéticos
estudados,
Glicemia de jejum (mg/dl)
144
204
119
208
95
306
280
253
58
222
150
132
91
210
146
157
120
247
135
121
90
161
98
210
150
240
122
301
135
140
326
131
80
290
52,95%
fazem
uso
somente
de
medicamentos administrados por via oral para a manutenção do controle
glicêmico e 47,05% também utilizam a insulina administrada por via
subcutânea. Percebeu-se a utilização concomitante de fármacos anti-
hipertensivos, antidepressivos, ansiolíticos, medicamentos para tireóide,
Antiplaquetários, entre outros conforme Figura 4.
Número de Pessoas
H
ip
og
li c
em
H
ip Ant ian
og it
li c hip es
e m er ora
ia te n is
nt si
M
e
v
ed
In o s
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j
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en nt ip iol vel
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s qu os
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ra tár
An Tir i os
An t ilip eóid
t id êm e
ep ic
re o s
ss
iv
os
Número de pessoas
40
35
30
25
20
15
10
5
0
Fármacos
Figura 4: Medicamentos utilizados pelos pacientes em estudo.
Entre os diabéticos que fazem uso da insulina 100% deles conseguem o
fornecimento da insulina na farmácia do SUS (Sistema Único de Saúde). A
maioria deles 62,5% (n=16) utiliza duas doses de insulina NPH ao dia, ou seja,
uma dose pela manhã e outra antes do jantar enquanto que 37,5% deles (n=6)
utilizam apenas uma dose ao dia. A conservação da mesma em todos os casos
foi na porta da geladeira e em caso de viagem transportam em caixa de isopor
com gelo, com exceção de duas pessoas que possuem a caneta aplicadora de
insulina.
Percebeu-se a reutilização das seringas descartáveis por 100% dos
pacientes. A maioria das aplicações era realizada pelo próprio paciente, outros
se deslocavam até o posto de saúde e alguns até a drogaria. O local
preferencial para a aplicação da insulina foi o braço, sendo o abdômen o
segundo lugar, seguido do glúteo e coxa. As queixas mais ouvidas foram dor,
hematomas, agulhas rombudas e aparecimento de nódulos.
Questionados sobre o fornecimento dos medicamentos orais utilizados
38,23% (n=13) dos entrevistados compram todos os medicamentos alegando a
falta dos mesmos no SUS; 41,17% (n=14) disseram que compram alguns e
recebem outros medicamentos do SUS e apenas 20% (n=8) recebem todos os
medicamentos da farmácia do SUS conforme figura 5 abaixo:
20%
Particulares
38,3%
61,76%
Particulares + SUS
SUS
Figura 5: Forma de aquisição de medicamentos pelos pacientes em estudo.
Em relação às consultas médicas percebeu-se que a grande maioria dos
entrevistados 61,76% (n=21) realiza consultas médicas particulares enquanto
que 38,3% (n=13) realizam somente pelo Sistema Único de Saúde. A principal
reclamação foi à demora e a maneira de como eram atendidos. As respostas
foram repetidas quando se investigou sobre a execução de exames
laboratoriais, pois 88,23% (n=30) deles realizam tais exames em um laboratório
particular.
Quanto à auto-monitorização da glicemia, a média foi de até três vezes
na semana. Este baixo número foi justificado pelos pacientes devido ao difícil
acesso, mau atendimento no SUS, tempo de espera, alto custo das tiras
reagentes e pelo fato de considerarem que se automonitoram corretamente.
Em relação ao estilo de vida adotado por eles verificou-se que 5,29%
(n=12) mantêm uma alimentação equilibrada e praticam atividade física
diariamente enquanto que 64,71% (n=22) não controlam a dieta e não praticam
atividade física.
6.0 Discussão
Diante dos resultados obtidos pode-se perceber a prevalência relevante
com relação ao gênero, pois 76,47% dos entrevistados eram do sexo feminino
e apenas 23,53% eram do sexo masculino (conforme tabela 2). Tal fato pode
ser explicado pelo preconceito dos homens em procurarem atendimento
médico e pela sobrevida do sexo feminino ser maior do que a do sexo
masculino (PINCINATO, 2003)
Após avaliação dos fatores de risco, fatores estes que interferem
diretamente com o controle do diabetes, como: tabagismo, obesidade,
hipertensão arterial e glicemia, verificou-se que houve um fator positivo em
relação ao tabagismo, pois apenas 1,76% dos entrevistados eram fumantes e,
o fumo aumenta o risco de morbimortalidade prematura para complicações
micro e macrovasculares (BRASIL, 2006).
Com relação à obesidade, após cálculo de IMC (índice de massa
corpórea) observou-se que cerca de 50% dos diabéticos estavam com
sobrepeso e obesidade grau I, conforme tabela 1.
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (2006), a obesidade e o
ganho de peso estão entre os principais fatores de risco para o Diabetes
Mellitus tipo 2, estimando-se que cada quilograma de aumento de peso esteja
associado a uma elevação relativa de 9% na prevalência de Diabetes Mellitus.
Mais de 80% dos diabéticos tipo 2 apresentam obesidade ou excesso de peso,
o que agrava a situação metabólica, predispondo a outras enfermidades como
dislipidemias e hipertensão arterial (SBD, 2006).
O controle adequado do peso corporal deve estar sempre entre as
prioridades no tratamento do paciente diabético (tipo 2), já tendo sido
demonstrado que pode melhorar o controle glicêmico, a sensibilidade
insulínica, o perfil lipídico, os níveis pressóricos e reduzir a mortalidade.
Neste estudo 52,9% dos entrevistados apresentaram a pressão arterial
alterada (conforme tabela 5). De acordo com a Sociedade Brasileira de
Diabetes, 2006: as evidências indicam que níveis pressóricos mais baixos que
os usuais precisam ser atingidos para que se obtenha máxima proteção contra
o desenvolvimento da doença cardiovascular e da progressão da nefropatia
diabética. Sugerem que os níveis da pressão arterial diastólica (PAD) deve
estar abaixo de 80mmHg e a sistólica (PAS) abaixo de 130 mmHg. Isto está
associado à maior proteção cardiovascular em pacientes diabéticos e deve ser
o objetivo a ser atingido nesses pacientes.
O Diabetes Mellitus por ser uma doença evolutiva requer mudanças nos
hábitos de vida como: alimentação equilibrada e atividade física e constatou-se
que 64,71% dos entrevistados adotam um estilo de vida nada favorável e
dizem não terem recebido nenhum tipo de orientação quanto ao tratamento
não-medicamentoso, somente o que devem ou não comer.
A dieta deve ser personalizada e adaptada às condições sócioeconômicas do paciente. As proteínas devem corresponder de 10 a 20% da
dieta. O excesso pode levar à nefropatia diabética. As gorduras devem
corresponder a no máximo 30%, sendo menos de 10% de gorduras saturadas,
10% de poliinsaturadas e complementar com as gorduras monoiinsaturadas. O
paciente diabético deve ingerir 25 a 30g de fibras solúveis e insolúveis ao dia.
Os carboidratos devem representar de 50 a 60% do total calórico diário, de
preferência carboidratos complexos e com alto conteúdo de fibras solúveis. O
paciente deve ser orientado sobre como contar carboidratos de forma a poder
fazer substituições que mantenham a normoglicemia. Também, ele deve
receber uma tabela que oriente quanto às substituições (MARQUES et al.,
2009).
A ingesta de sal deve ser limitado a 6g/dia. Devem ser evitados os
alimentos processados, como embutidos, conservas, enlatados, defumados e
salgados de pacotes do tipo snacks (SBD, 2007).
Neste estudo percebeu-se a dificuldade dos pacientes em realizar a
automonitorização glicêmica pelo difícil acesso aos equipamentos e tiras
reagentes fornecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e por questões
financeiras da maioria dos entrevistados.
A automonitorização no paciente diabético é um fator de extrema
importância, pois ela nos mostra o grau de controle nas glicemias pré e pósprandiais e, ao mesmo tempo, funciona como um fator educativo para o
paciente, pois qualquer transgressão alimentar ou omissão de uma refeição se
refletirá em hiper ou hipoglicemia (BRASIL, 2006). A automonitorização
glicêmica (AMG) é parte integrante do conjunto de intervenções e componente
essencial de uma efetiva estratégia terapêutica para o controle adequado do
diabetes. Este procedimento permite ao paciente avaliar sua resposta individual
à terapia, possibilitando também avaliar se as metas glicêmicas recomendadas
estão sendo efetivamente atingidas. Os resultados da AMG podem ser úteis na
prevenção da hipoglicemia, na detecção de hipo e hiperglicemias nãosintomáticas e no ajuste da conduta terapêutica medicamentosa e nãomedicamentosa, tanto para portadores de diabetes mellitus tipo 1 (DM1) como
para os portadores de diabetes mellitus tipo 2 (DM2), variando apenas a
freqüência recomendada, a qual deve ser definida pelas necessidades
individuais e pelas metas de cada paciente (SBD, 2008).
De acordo com a Figura abaixo, observa-se que os pacientes diabéticos
deste estudo não se enquadram nas diretrizes para automonitorização,
recomendadas pela SBD, 2008.
Fonte: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, 2008.
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, 2006; do ponto de vista
prático o ideal é que o paciente apresente:
•
Glicemia de jejum entre 90 e 120 mg/dL;
•
Glicemia pré-prandial de até 140 mg/dL;
•
Glicemia pós-prandial de até 180 mg/dL.
Dentre os entrevistados, verificou-se a glicemia de jejum utilizando o
glicosímetro Accu-check performa (Roche) e observou-se que cerca de 90%
estavam com a glicemia de jejum alterada conforme tabela 4 e 5.
O tratamento insulinoterápico foi verificado em 50% dos pacientes
diabéticos entrevistados. O esquema utilizado pela maioria deles foi a
convencional com uma ou duas doses de insulina ao dia. Este é o regime
insulínico mais comumente utilizado entre os pacientes diabéticos (SBD, 2006).
A insulina é um hormônio que deve ser conservado de maneira adequada para
que sejam garantidas as suas propriedades farmacológicas. Para a
conservação da mesma recomenda-se:
•
As insulinas devem ser armazenadas em geladeiras, na porta ou na
parte inferior;
•
A insulina que está em uso poderá ser mantida em temperatura
ambiente (15º-30º C) por até um mês. Nesse caso, deixar o frasco no
lugar mais fresco da casa, como por exemplo, perto do filtro de água;
•
Em caso de viagens colocarem os frascos de insulina em bolsa térmica
ou caixa de isopor. Não é necessário colocar gelo. Caso não tenha bolsa
térmica ou isopor, leve o frasco em bolsa comum, junto a você, onde
não receba a luz do sol, diretamente.
Quanto à conservação da insulina os diabéticos entrevistados mostraram-se
positivos, informados e disciplinados em relação a isso.
A reutilização de seringas nesses pacientes foi de até seis vezes.
Teoricamente, as agulhas deveriam ser descartadas sempre após uma
aplicação. Entretanto, na prática, isso não acontece. Sendo assim, a literatura
considera como reutilização segura do conjunto seringa/agulha por até oito
aplicações, sempre pela mesma pessoa, desde que respeitadas as orientações
sobre armazenamento em geladeira ou em lugar adequado, com a devida
proteção da agulha por sua capa protetora plástica. A higiene das mãos e dos
locais de aplicação é fundamental para proporcionar a segurança necessária
quanto à reutilização com conjunto seringa/agulha (MARQUES, et al., 2009).
Quanto ao Atendimento do SUS (Sistema único de Saúde) constatou-se
após análise dos resultados que a distribuição de medicamentos, incluindo
insulina e seringa, assim como as consultas e exames médicos, parecem não
satisfazer a maioria de todos os entrevistados.
Acredita-se que implementar um programa de educação em diabetes que
possa priorizar a capacitação dos profissionais, a fim de qualificar o
atendimento a esta clientela, possa minimizar o impacto da doença na família
e, minimizar não só o sofrimento do paciente diabético mas também as
complicações decorrentes desta enfermidade.
È imprescindível o envolvimento dos profissionais e familiares no cuidado
de pessoas diabéticas. Uma estratégia que deve ser utilizada é o incentivo a
participação de grupos diabéticos, envolvendo os familiares, o que poderá
contribuir para a adesão aos cuidados, visando a prevenção de complicações
agudas e crônicas.
7.0 Conclusão
Pode-se observar diante dos resultados obtidos que esses dados, além
de preocupantes, no que se refere à necessidade de adoção de medidas que
previnam os agravos à saúde da população, geram reflexos sobre os custos
inerentes às ações desenvolvidas no próprio Sistema Único de Saúde.
A necessidade de um profissional farmacêutico que atue não apenas no
aspecto gerencial, e sim no contato direto com os usuários, seja na
dispensação, no acompanhamento da utilização dos medicamentos, na
orientação ao uso ou nas ações coletivas, contribuiria efetivamente para a
otimização de recursos fornecidos pelo SUS. Desta forma a necessidade de
um profissional especialista em medicamento no trabalho direto com a
comunidade alia-se a programas ministeriais, como o Programa Saúde da
Família (PSF), e cria-se a oportunidade da efetiva inserção do farmacêutico no
Sistema Único de Saúde. A presença do farmacêutico nos ambulatórios, PSF e
NASF é fundamental para se ter uma farmacoterapia mais efetiva e segura e
consequentemente reduzir as complicações decorrentes do diabetes.
8.0 Referências Bibliográficas
PINCINATO, Eder C., Atualização no diagnóstico, classificação para o diabetes
mellitus (DA). Revista Brasileira de Ciência da Saúde, São Paulo, v.1, n
1, p.p. 62-67 jan/jun.2003
STACCIARINI, Thaís Santos Guerra; Haas, Vanderlei José and Pace, Ana
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Mellitus acompanhados pela estratégica saúde da família.Cad. Saúde
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http://www.scielo.br acesso em 12/10/2008.
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em crianças portadoras de Diabetes Mellitus tipo 1. Ver. Latino-Americana
de Enfermagem, jul 2000, vol.8, nº3, p.51-58. ISSN014-1169. Disponível em
http://www.scielo.br acesso em 12/10/2008.
CASTRO, Ampario del Rocio Vintimilla and Grossi, Sonia Aurora Alves
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Acesso em 12/10/2008
SBD. SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Dados sobre Diabetes
Mellitus no Brasil. 2006. Disponível em: http://www.diabetes.org.br/imprens.
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Brasil.Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção À Saúde. Departamento de
Atenção Básica. Diabetes Mellitus/Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção
à Saúde. Departamento de Atenção Básica – Brasília: Ministério da Saúde,
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de Diabetes. 2006 154p.
MARQUES, Luciene Alves Moreira, et al. Atenção Farmacêutica em
distúrbios maiores – São Paulo: Livraria e Editora Medfarma, 2009 137-150 p.
World Health Organization. Obesity: Preventing and managing the global
epidemic. Geneva; 1997.
MACHUCA, M.; PARRAS, M. Guía de seguimiento farmacoterapéutico
sobre
Disponível
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em:
www.bayvit.com/cursophcare/2003/ampliar_informacion.htm> Acesso: [15 mar
2003].
SBD.
SOCIEDADE
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do
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DE
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2007.
Tratamento
Disponível
e
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http://ww2.prefeitura.sp.gov.br//arquivos/secretarias/saude/programas/0007/Dir
etrizes_SBD_2007.pdf. Acesso em nov. 2009.
SBD. SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Os Custos do Diabetes
Mellitus.
2006.
Disponível
em:
http://www.diabetes.org.br/educacao-
continuada/491-os-custos-do-diabetes-mellitus.Acesso em 04/12/2009
STORPIRITIS, Silvia, et al. Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica – Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008 489 p.
9.0 Anexos:
Anexo 1:
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Universidade Federal de Alfenas . UNIFAL-MG
Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 . Alfenas/MG . CEP 37130-000
Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063
TERMO DE CONSENTIMENTO
Eu,
__________________________________________________,
carteira de identidade RG nº ________________ ou Certidão de Nascimento nº
________________,
residente
à
___________________________________________, Alfenas-MG, concordo
em participar do Projeto de Pesquisa: PERFIL DOS DIABÉTICOS, trabalho de
conclusão de curso da acadêmica e farmacêutica: LUCIANE DE JESUS TENORIO.
Estou ciente de que:
•
A participação neste projeto não envolve custos,
•
Poderei desligar-me do Projeto a qualquer momento se esta for
minha vontade,
•
Terei liberdade para responder ou não às perguntas realizadas,
•
Este serviço inclui: coleta de dados e orientação quanto ao uso
correto dos medicamentos hipoglicemiantes e outros,
Estou ciente de que estes dados poderão ser usados para fins
•
científicos, ou seja, serão publicados, resguardando a minha
identidade.
Assinatura do paciente: __________________________________________
Assinatura e CRF do farmacêutico: ________________________________
Data: /
/
Anexo 2:
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Universidade Federal de Alfenas . UNIFAL-MG
Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 . Alfenas/MG . CEP 37130-000
Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063
QUESTIONÁRIO
Idade:_____________________________________
Sexo:
( )M
( )F
Quando
foi
diagnosticada
a
doença?________________________________________________________
_______________________________________________________________
Fumante? ( ) SIM
( )NÃO
Faz uso de insulina?
( ) SIM
IMC:______________________________
( ) NAO
Como é a aplicação? Quem faz e por quantas vezes ao
dia?____________________________________________________________
_______________________________________________________________
A conservação no domicílio como é feita?______________________________
Em caso de viagem como transporta?_________________________________
Os
medicamentos
são
comprados
ou
recebe
em
rede
pública?_________________________________________________________
Tem acesso à consulta médica com facilidade? Quanto tempo demora a
conseguir autorização?_____________________________________________
Tem acesso à consulta médica com facilidade? Quanto tempo demora a
conseguir autorização?_____________________________________________
Tem acesso a exames médicos com facilidade? Quanto tempo demora a
conseguir autorização?_____________________________________________
Quais as orientações recebidas quando foi diagnosticada a doença? Quem deu
as orientações?___________________________________________________
Como
é
sua
alimentação?
Pratica
alguma
atividade
física?__________________________________________________________
O que você acha ou sabe sobre diabetes? Como se sente em relação a
isso?___________________________________________________________
Download

Perfil dos diabéticos atendidos pelo SUS em Monte - Unifal-MG