FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL
CLEOFAS BERWANGER
ESTUDO SOBRE CONTROLE DE CUSTOS EM OBRA UTILIZANDO
ORÇAMENTO PARAMÉTRICO E ORÇAMENTO ANALÍTICO PARA RESIDÊNCIA
TIPO PADRÃO NORMAL NA CIDADE DE FOZ DO IGUAÇU - PR
Foz do Iguaçu - PR
2008
CLEOFAS BERWANGER
ESTUDO SOBRE CONTROLE DE CUSTOS EM OBRA UTILIZANDO
ORÇAMENTO PARAMÉTRICO E ORÇAMENTO ANALÍTICO PARA RESIDÊNCIA
TIPO PADRÃO NORMAL NA CIDADE DE FOZ DO IGUAÇU - PR
Trabalho Final de Graduação, apresentado
à banca examinadora da Faculdade
Dinâmica das Cataratas – UDC, como
requisito para obtenção do grau de
Engenharia Civil.
Orientadora: Engª Civil Msc. Márcia H. Beck
Foz do Iguaçu – PR
2008
TERMO DE APROVAÇÃO
CLEOFAS BERWANGER
ESTUDO SOBRE CONTROLE DE CUSTOS EM OBRA UTILIZANDO
ORÇAMENTO PARAMÉTRICO E ORÇAMENTO ANALÍTICO PARA RESIDÊNCIA
TIPO PADRÃO NORMAL NA CIDADE DE FOZ DO IGUAÇU - PR
Trabalho de conclusão de curso apresentado à Faculdade União Dinâmica das
Cataratas, curso de Engenharia Civil, para obtenção do grau de Bacharel
em Engenharia Civil, aprovado pela banca examinadora formada por:
______________________________________________
Orientador: Profª Engª Civil Msc. Márcia Helena Beck
Banca Examinadora:
______________________________________
Professor Eng.º Civil Esp. Jorge Oscar Darif
______________________________________
Professor Eng.º Civil Dr. Elizandro Pires Frigo
Foz do Iguaçu, 10 de dezembro de 2008.
“Quem de vós querendo fazer uma construção
antes não se senta para calcular gastos que
são necessários, a fim de ver se tem com que
acaba-lá ?”
(Evangelho de São Lucas Cap. 14 Versículo 28)
Agradecimentos
À Deus, dedico o meu agradecimento maior, porque têm sido tudo em minha vida.
Aos nossos pais e familiares que tanto colaboraram nos momentos de estudo. Aos
professores,
pela
valiosa
orientação,
apoio
e
incentivo,
os
quais
foram
indispensáveis para a realização deste trabalho. Aos amigos colegas do curso e
trabalho, pela rica convivência e companheirismo. E a todos que direta ou
indiretamente contribuíram para o desenvolvimento deste trabalho.
VI
RESUMO
BERWANGER, Cleofas. (2008). Estudo sobre controle de custos em obra utilizando
orçamento paramétrico e orçamento analítico para residência tipo padrão normal na
cidade de Foz do Iguaçu. Foz do Iguaçu, 2008. Trabalho final de graduação
(Engenharia Civil) –União Dinâmica de Faculdades Cataratas.
O planejamento é um fator essencial para o sucesso de um projeto, e sendo o
orçamento um dos passos iniciais para sua validação, considerando que,
inicialmente muitas empresas elaboram um estudo de viabilidade do
empreendimento atribuindo um coeficiente de custo unitário básico pré definido ao
projeto, isso acontece basicamente por falta de informações sobre o
empreendimento, tendo que o orçamentista elaborar uma estimativa preliminar de
gastos baseados tão somente em dados de padrões construtivos e áreas do projeto,
seguindo desta filosofia o presente trabalho buscou verificar qual a disparidade de
valores quando comparado este método com um orçamento detalhado, onde é
considerado cada composição de custo com seu respectivo índice de consumo
relacionado com a quantidade de serviço que deverá ser executada, utilizando como
base um projeto residencial unifamiliar padrão normal de acabamento, os valores
dos insumos de materiais para atribuição no orçamento foram pesquisados em lojas
especializadas em materiais para construção civil, bem como os preços referentes a
mão-de-obra incluindo todos os benefícios cedidos ao trabalhador foram baseados
na convenção coletiva de trabalho fornecida pelo Sindicato da Construção Civil do
Oeste do Paraná, todos os custos de insumos de materiais, mão-de-obra e
equipamento foram pesquisados exclusivamente para a cidade de Foz do Iguaçu, ao
final da pesquisa, obteve-se dois valores próximos, considerando que o custo
unitário básico de construção é apenas uma estimativa de custo e com isso existe
uma margem de erro, comprovando que a metodologia de cálculo por estimativa de
custo através do CUB é válido quando calculado corretamente.
Palavras-chave: Custo Unitário Básico, Orçamento Paramétrico, Orçamento
Analítico
VII
ABSTRACT
BERWANGER, Cleofas. (2008). Study on controlling costs in budget work using
parametric and analytical budget for residence type normal pattern in the city of Foz
do Iguacu. Foz do Iguacu, 2008. Work end of graduation (Civil Engineering)- União
Dinâmica de Faculdades Cataratas.
The planning is an essential factor for the success of a project and the budget being
one of the initial steps to validate it, considering that initially many companies prepare
a feasibility study of the venture giving a coefficient of pre defined basic unit cost to
the project, This happens mainly because of lack of information about the venture,
and that the budget draft a preliminary estimate of costs based only on data patterns
and areas of the construction project, following the philosophy of this paper attempts
see what the disparity of values when compared this method with a detailed budget,
which is considered every detail of the cost with their rate of consumption related to
the amount of service that should be performed using as a base residential project
unifamiliar normal pattern of completion, the values of the inputs of materials for
assignment in the budget were surveyed in shops specializing in materials for
construction, and prices for labor-including all the benefits granted to the employee
were based on collective labor agreement provided by the Union of Construction of
the west of Parana, all the cost of inputs of materials, labor and equipment were
searched exclusively for the city of Foz do Iguacu, the end of the research were
obtained next two values, whereas the basic unit cost of construction is only an
estimate of cost and with that there is a margin of error, confirming that the
calculation methodology for estimating the cost through the CUB is valid when
calculated correctly.
Keywords: Unit Cost Base, Parametric Budget, Budget Analytical
8
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Lotes de insumos para residência unifamiliar padrão normal ....................18
Figura 2: Coeficientes de Equivalência de Projetos ..................................................19
Figura 3: Fatores de Multiplicação de Vão-Luz .........................................................23
Figura 4: Quadro de encargos de Horistas ...............................................................25
Figura 5: Quadro de consumo estimado de EPI’s por profissional............................28
Figura 6: Quadro com combinações de taxa de juros em função do tempo de
defasagem.................................................................................................................34
Figura 7: Delineamento da Pesquisa ........................................................................37
Figura 8: Salário base de trabalhadores ...................................................................39
Figura 9: Quadro de encargos completo para trabalhadores na cidade de Foz do
Iguaçu .......................................................................................................................48
Figura 10: Comparação dos resultados entre os dois métodos de orçamentação....49
9
SUMÁRIO
1. CONTEXTUALIZAÇÃO DA PESQUISA.............................................................12
1.1. INTRODUÇÃO .................................................................................................12
1.2. JUSTIFICATIVA ...............................................................................................12
1.3. OBJETIVO GERAL...........................................................................................13
1.3.1. Objetivo Especifico .....................................................................................13
2. REFERENCIAS TEÓRICAS ...............................................................................14
2.1. ORÇAMENTO NAS EMPRESAS .....................................................................14
2.2. PRINCÍPIOS DO ORÇAMENTO ......................................................................15
2.2.1. Estimativa de Custo ou Orçamento paramétrico .....................................15
2.2.1.1. Custo Unitário Básico .................................................................................16
2.2.1.2. Área Equivalentes ......................................................................................19
2.2.1.3. Evolução da NBR 12721 ............................................................................19
2.2.1.4. CUB Médio Brasil .......................................................................................20
2.2.2. Orçamento analítico ou detalhado.............................................................20
2.2.2.1. Custos Diretos ............................................................................................21
2.2.2.1.1.
Levantamento de Quantitativos de Insumos e Mão-de-obra ................22
2.2.2.1.2.
Composição de Custo ..........................................................................23
2.2.2.1.3.
Produtividade Variável..........................................................................24
2.2.2.1.4.
Custo da mão-de-obra e encargos .......................................................24
2.2.2.1.4.1. Encargos Complementares ..................................................................26
10
2.2.2.1.5.
Custo de Material .................................................................................29
2.2.2.1.6.
Custo de Equipamento .........................................................................30
2.2.2.2. Custos Indiretos..........................................................................................31
2.2.2.2.1.
Custos Acessórios................................................................................31
2.2.2.2.2.
Rateio da Administração Central ..........................................................32
2.2.2.2.3.
Imprevistos e Contingências.................................................................32
2.2.2.2.4.
Custo Financeiro ..................................................................................33
2.2.2.3. Lucro e Impostos ........................................................................................34
2.2.2.4. Benefícios e Despesas Indiretas ................................................................35
3. METODOLOGIA .................................................................................................36
3.1. DELINEAMENTO DA PESQUISA ....................................................................36
3.2. PROJETO DE RESIDÊNCIA PADRÃO NORMAL ...........................................37
3.3. COMPOSIÇÃO DO ORÇAMENTO ANALÍTICO ..............................................38
3.3.1. Levantamento de Quantitativos .................................................................38
3.3.2. Custo da mão-de-obra e encargos para a cidade de Foz do Iguaçu.......38
3.3.2.1. Descrição dos Encargos.............................................................................39
3.3.2.1.1.
Encargos Sociais Básicos ....................................................................39
3.3.2.1.2.
Encargos Trabalhistas..........................................................................40
3.3.2.1.3.
Encargos Indenizatórios .......................................................................42
3.3.2.1.4.
Incidências Cumulativas .......................................................................43
3.3.2.1.5.
Encargos Complementares ..................................................................43
11
3.3.3. Custo de Materiais e Equipamentos para a Cidade de Foz do Iguaçu ...45
3.3. COMPOSIÇÃO DO ORÇAMENTO PARAMÉTRICO .......................................46
4. DISCUSSÃO E ANALISE DOS RESULTADOS.................................................47
4.1. RESULTADOS PELO ORÇAMENTO ANALÍTICO ..........................................47
4.2. COMPOSIÇÃO DO ORÇAMENTO PARAMÉTRICO .......................................48
5. ANÁLISE DOS RESULTADOS ..........................................................................49
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................50
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................51
8. APÊNDICE..........................................................................................................53
8.1. PLANILHA ORÇAMENTÁRIA ..........................................................................53
9. ANEXOS .............................................................................................................59
9.1. ANEXO 1..........................................................................................................59
12
1. CONTEXTUALIZAÇÃO DA PESQUISA
1.1.
INTRODUÇÃO
Orçamento é uma estimativa antecipada dos prováveis custos necessários
para a conclusão de um empreendimento, é uma etapa muito importante para a
idealização de um projeto e de grande responsabilidade para o construtor, por que
representa a competitividade, eficiência, e sendo vital a importância para sua
sobrevivência, fatores que levam a orçamentação ser um ramo importante na
construção civil.
Através da orçamentação o construtor está verificando a viabilidade do
empreendimento o que é inprensíndivel para a realização do projeto, além de obter
dados para gerenciamento preciso de recursos necessários para a execução da
obra, esse controle é indispensável nos dias atuais levando em consideração as
constantes altas de preços dos materiais utilizados na construção civil,
esse
controle físico-financeiro gera uma otimização da obra.
A orçamentação também possibilita o dimensionamento das equipes de
produção, podendo futuramente o construtor comparar rendimentos previstos com o
efetivamente realizados verificando a produtividade da mão-de-obra.
Enfim, todo esse processo de previsão de custos é vital para o sucesso do
empreendimento
e
consequentemente
a
empresa
executora,
são
fatores
considerados hoje, que podem diminuir futuras frustrações durante a execução da
obra.
1.2.
JUSTIFICATIVA
Com a competitividade aumentando, as margens de lucro vão diminuindo,
obrigando as empresas a ter um controle de custos mais rigoroso, e ao mesmo
tempo tendo que otimizar seu tempo para fornecer aos seus clientes respostas
13
confiáveis e em tempo hábil, utilizando recursos para cálculos de custos da
construção por estimativas de preço que sejam confiáveis e compatíveis com o
valores obtidos por meio do orçamento analítico. Esse gerenciamento de recursos é
de grande importância atualmente para as empresas de todos os setores incluindo a
da construção civil.
1.3.
OBJETIVO GERAL
Comparar dois dos métodos básicos para elaboração de orçamentos,
utilizando orçamento paramétrico e orçamento analítico no controle de custo de obra
residencial tipo padrão normal em Foz do Iguaçu.
1.3.1. Objetivo Especifico
-
Analisar o projeto de uma residência unifamiliar padrão normal;
-
Orçamentação do projeto selecionado, pelo método analítico;
-
Pesquisa local de preços de materiais na cidade de Foz do Iguaçu;
-
Verificar qual à disparidade de valores para orçamento paramétrico em relação
ao analítico;
-
Detalhar leis sociais e encargos para trabalhadores de Foz do Iguaçu;
14
2. REFERENCIAS TEÓRICAS
2.1.
ORÇAMENTO NAS EMPRESAS
Em grandes organizações existem setores dedicados exclusivamente a
preparar orçamentos para concorrências, a composição é baseada em informações
de obras passadas, com auxilio de programas específicos de computador. Em
empresas menores, em geral o próprio construtor faz a estimativa, muitas vezes sem
grandes detalhes, baseando-se tão somente na experiência adquirida pela execução
repetida de serviços similares. O que se nota claramente é que, quanto maior o
conhecimento prático de quem orça, maior a probabilidade de o orçamento estar
apurado menor a chance de que frustrações
futuras
ocorram na obra
(MATTOS,2006).
Há empresas que participam de um numero excessivamente grande de
concorrências, cujas datas de entrega da proposta são muito próximas, e com isso o
setor de orçamento fica sobrecarregado. Os profissionais ficam sem tempo de
analisar o projeto mais detalhadamente, propor mais de uma solução técnica e fazer
simulações (MATTOS,2006).
Para Limmer,1997, a elaboração de um orçamento para um determinado
projeto é uma tarefa muito complexa, em obras civis e industriais, essa
complexidade aumenta devido a fatores como:
-
Baixa especialização da mão-de-obra, dificultando a obtenção de níveis
uniformes de produtividade;
-
Erro e omissões nos projetos, o que causa freqüentes alterações no
planejamento, além de variações nos quantitativos de materiais e serviços;
-
Variação contínua de preço de insumos, devido a dois fatores: aumento do
valor em função da demanda do mercado, e aumento de preço por
deterioração do valor da moeda;
15
2.2.
PRINCÍPIOS DO ORÇAMENTO
O nível de aproximação do orçamento com o custo “real” depende da
quantidade de dados e tempo que o orçamentista dispõe, além de sua experiência,
porém quanto mais informações ele levar em conta com relação a concepção
empreendimento mais preciso e confiável será o orçamento, embora por mais
detalhado que seja, será apenas uma previsão pois existem muitas casualidades
que são impossíveis de se prever e que podem influenciar no decorrer da execução
da obra, geralmente um orçamento pode seguir as seguintes terminologias
(MATTOS,2006):
-
Estimativa de Custo ou Orçamento paramétrico – É uma estimativa de
custo inicial, é estimada com base na concepção básica da obra em função
de coeficientes por área construída (GONZALEZ,2007).
-
Orçamento analítico ou detalhado (discriminado) – É um orçamento
mais aproximado e detalhado, procura-se chegar a um valor bem próximo ao
custo “real” do empreendimento, é relacionado os serviços à serem
executados com seus índices de consumo unitário (MATTOS,2006).
2.2.1. Estimativa de Custo ou Orçamento paramétrico
È uma estimativa de gasto com base em custos históricos e projetos
similares já executados, em geral a estimativa é feita com base em índices
padronizados para cada tipo de construção que são gerados por entidades da área,
como exemplo do CUB (Custo Unitário Básico), que é fornecido pelos sindicatos da
Construção Civil é o mais utilizado para esse tipo de orçamento, porém existem
16
outros índices que podem servir como referencia paralela ao CUB, como o custo
unitário PINI de edificações que é vinculado nas revistas da editora PINI
(MATTOS,2006).
2.2.1.1.
Custo Unitário Básico
O CUB (Custo Unitário Básico) teve origem através da lei federal n.º 4.591
de dezembro de 1964, que determinou a Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT), preparasse uma norma que estabelecesse padrões para cálculo de custo
unitário de construção, e responsabilizou os sindicatos da construção civil a
divulgação dos índices até o dia 05 de cada mês subseqüente (SINDUSCONMG,2007).
Foi criado Inicialmente para auxiliar o mercado imobiliário para determinar
custos dos imóveis, porém ao longo desses 40 anos foi adquirindo características de
indicador setorial, o índice possibilita ao construtor, referências de custos e
demonstra sua evolução ao longo do tempo (SINDUSCON-MG,2007).
Para estabelecer parâmetros técnicos para o cálculo do CUB/m², a
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) criou inicialmente a NB140:1965, atualmente está em vigência a NBR 12721/06 (Critérios para avaliação de
custos para incorporação imobiliária e outras disposições para condomínios edilícios
– Procedimento).
A NBR12721/06 (Critérios para avaliação de custos para incorporação
imobiliária e outras disposições para condomínios edilícios – Procedimento) define
Custo unitário básico como valor por metro quadrado de construção do projeto
padrão considerado, os projetos padrões descritos na norma servem para
representar as principais características das edificações, que são comumente
utilizados em incorporações na construção, eles foram definidos por suas principais
características, como:
-
Numero de pavimentos;
-
Numero de dependências por unidade;
17
Áreas equivalentes à área de custo padrão privativas da unidades
-
autônomas;
-
Padrão de acabamento da construção;
-
Numero total de unidade;
A NBR12721/06 representa os projetos padrões dos diferentes tipos de
edificações como mostrado abaixo, a caracterização dos projetos residenciais
unifamiliares utilizado no estudo com áreas e acabamentos estão no anexo 1 do
trabalho.
-
Residência popular;
-
Residência unifamiliar;
-
Residência multifamiliar;
-
Comerciais andares livres;
-
Comercial salas e lojas;
-
Galpão Industrial;
Porém o CUB/m² representa uma estimativa de custo parcial da obra e não
global, existem gastos do projeto que a norma não leva em consideração na
determinação dos preços por metro quadrado de construção, como: fundações,
submuramentos, paredes-diafragma, tirantes, rebaixamento de lençol freático;
elevador(es); equipamentos e instalações, tais como: fogões, aquecedores, bombas
de recalque, incineração, ar-condicionado, calefação, ventilação e exaustão, outros;
playground (quando não classificado como área construída); obras e serviços
complementares;
urbanização,
recreação
(piscinas,
campos
de
esporte),
ajardinamento, instalação e regulamentação do condomínio; impostos, taxas e
emolumentos cartoriais, projetos: projetos arquitetônicos projeto estrutural, projeto
de instalação, projetos especiais; remuneração do construtor; remuneração do
incorporador (NBR12721/06).
A NBR 12721/06 fornece as quantidades de insumos, por metro quadrado
de construção conforme exemplo da figura 1, que representa o lote para residência
unifamiliar padrão normal de edificação, esse dados são derivados das relações
completas de materiais e mão-de-obra, levantadas a partir dos projetos padrão, onde
cabe a Sindicatos da Construção Civil coleta o preço junto a construtoras e
18
fornecedores de materiais e faz uma análise estatística dos dados, após relacionar o
preço do insumo com o coeficiente contido na lista da referida norma, para cálculo
do valor da mão-de-obra deve-se aplicar o percentual relativo aos encargos sociais e
benefícios, esse percentual deve incluir todos os encargos trabalhistas e
previdenciários, direitos sociais e obrigações decorrentes a acordo coletivo de
trabalho dos sindicatos.
Lotes Básico de Insumos
Residência Unifamiliar Padrão Normal - R1 - ABNT NBR 12721/06
Lote Básico (Por m² de construção)
Chapa compensado plastificado 18 mm x 2,20 m x 1,10 m
Aço CA-50 Ø 10 mm
Concreto fck= 20 MPa conv. br. 1 e 2 pré-misturado
Cimento CP-32 II
Areia média
Brita nº 02
Tijolo de 8 furos 9 cm x 19 cm x 19 cm
Telha fibrocimento ondulada 6 mm x 2,44 m x 1,10 m
Porta interna semi-oca para pintura 0,60 m x 2,10 m
Esquadrias de correr de alumínio anodizado natural
Janela de correr de chapa dobrada
Fechadura interna média cromada
Azulejo branco 15 cm x 15 cm
Tampo (bancada) de mármore branco 2,00 m x 0,60 m
Vidro liso transparente 4 mm colocado com massa
Tinta látex PVA
Emulsão asfáltica impermeabilizante
Fio de cobre anti-chama, isolamento 750 V, # 2,5 mm²
Disjuntor tripolar 70 A
Bacia sanitária branca com caixa acoplada
Registro de pressão cromado Ø 1/2"
Tubo de ferro galvanizado com costura Ø 2 1/2"
Tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto Ø 150 mm
Mão-de-obra
Pedreiro
Servente
Despesas Administrativas
Engenheiro
Equipamentos
Locação de betoneira 320 l
Figura 1: Lotes de insumos para residência unifamiliar padrão normal
Fonte: NBR 12721/06
Un
m²
Kg
m³
Kg
m³
m³
un
m²
un
m²
m²
un
m²
un
m²
l
Kg
m
un
un
un
m
m
Qtde
2,06587
17,73614
0,21322
91,21954
0,29290
0,07256
85,94536
2,10228
0,22341
0,09457
0,01171
0,11696
3,46560
0,03950
0,09062
2,31052
0,71196
21,55887
0,12142
0,08250
0,33226
0,00811
0,66394
h
h
33,14804
22,45622
h
1,55264
dia
0,02976
19
2.2.1.2.
Área Equivalentes
Preconiza Rocha,2008, que para calcular o custo unitário básico, os
avaliadores deverão saber calcular a área equivalente de construção, que são
coeficientes utilizados para calcular partes da edificação cujos custo de execução
são diferentes daquele padrão usado como base de cálculo, a área equivalente é
encontrada por meio da multiplicação das áreas reais construídas pelos seus
coeficientes de homogeinização.
A NBR 12721/06, sugere valores para alguns desses coeficientes que
podem ser aplicados em diversos tipos de áreas na edificação, podendo ser adotado
diretamente ou por similaridade, abaixo segue a tabela com os coeficientes contidos
na referida norma:
Item
Equivalência de áreas dos projetos
1 Garagem (subsolo)
2 Área privativa (unidade autônoma padrão)
3 Área privativa salas com acabamento
4 Área privativa salas sem acabamento
5 Área de loja sem acabamento
6 Varandas
7 Terraços ou áreas descobertas sobre lajes
8 Estacionamento sobre terreno
9 Área de projeção do terreno sem benfeitoria
10 Área de serviço – residência unifamiliar padrão baixo (aberta)
11 Barrilete
12 Caixa d’água
13 Casa de máquinas
14 Piscinas, quintais
Figura 2: Coeficientes de Equivalência de Projetos
Fonte: NBR 12721/06
2.2.1.3.
Evolução da NBR 12721
Coeficiente
0,50 a 0,75
1,00
1,00
0,75 a 0,90
0,40 a 0,60
0,75 a 1,00
0,30 a 0,60
0,05 a 0,10
0,00
0,50
0,50 a 0,75
0,50 a 0,75
0,50 a 0,75
0,50 a 0,75
20
O Sinduscon-MG,2007 determina que desde a sua criação, o custo unitário
básico passou por algumas alterações na sua base normativa:
-
ABNT NB-140:1965: Norma original elaborada para atender a Lei 4.591/64
e disciplinar as incorporações imobiliárias.
-
ABNT NBR 12721:1992: Esta norma atualizou os acabamentos dos
projetos-padrão da ABNT NB 140:1965 sem alteração dos projetos-básicos da
década de 60. Incorporou, ainda, novos lotes básicos de insumos (material e
mão-de-obra).
-
ABNT NBR 12721:1999: Através desta Norma introduziram-se no cálculo
do CUB/m2 os projetos comerciais (salas, lojas e andares livres), casa
popular e galpão industrial. Mantiveram se os projetos habitacionais antigos.
-
ABNT NBR 12721:2006: A maior revisão da Norma desde a sua criação,
com a introdução de novos projetos-padrão e novo lote básico. Foi uma ampla
revisão, que será detalhada posteriormente neste trabalho, e que entrou em
vigor em 01/02/2007.
2.2.1.4.
CUB Médio Brasil
O CUB médio brasil, é o resultado de uma média nacional do CUB que são
divulgados pelos Sinduscon’s de todo o país, e é informado pela Câmara Brasileira
da Industria da Construção (CBIC) e tem como objetivo acompanhar a evolução dos
CUB’s estaduais e regionais ao todo são 21 estados que contribuem para o índice,
além dos preços de seus itens componentes, e também possibilitar a comparação
com outros indicadores nacionais do setor, como, por exemplo, o índice nacional de
custo da construção (INCC/FGV).
2.2.2. Orçamento analítico ou detalhado
21
Para Mattos, 2006, o orçamento analítico é a maneira mais detalhada e
precisa de se prever o custo da obra, é composto de custo direto através de
composições unitárias para cada serviço que será efetuado na obra, levando em
consideração as quantidades de mão de obra, material e equipamento gastos, além
de custos indiretos, como, gastos com equipe técnica, administrativa, taxas
emolumentos etc.
2.2.2.1.
Custos Diretos
Segundo Parga, 1995 custos diretos são aqueles que estão diretamente
ligados ao serviço que se pretende executar, sua avaliação é obtida através das
quantidades previstas em projeto e outros documentos, inclui nesse custo o preço
dos insumos, mão-de-obra e leis socais correspondentes.
A TCPO 13,2008 (Tabela de Composições de Preços para Orçamentos)
descreve custo direto como sendo o resultado de todos os custos unitários para a
construção da edificação obtidos pela aplicação dos consumos dos insumos sobre
os preços de mercado, que são multiplicados pelas respectivas quantidades, e ainda
os custos da infra-estrutura necessária para realização da obra.
Para TCPO 13 ,2008, os custos diretos se dividem em:
-
Custo direto propriamente dito composto pela soma de todos os gastos
que são incorporados ao objeto principal do contrato
-
Custo indireto que são os serviços auxiliares para possibilitar a execução
do objeto do contrato.
De acordo com a instrução normativa IN nº 003/05 do INSS, são custos
diretos todos os gastos incluídos no centro de custos da obra, isto é, todos os gastos
com materiais, pessoal, equipamentos, administração local, canteiro de obras
mobilização e desmobilização, ou qualquer outro gasto no âmbito da obra, toda obra
deve estar cadastrada no CEI (Cadastro Específico de INSS) onde toda empresa
construtora deve lançar esse gastos, sendo está fiscalizado pelo INSS.
22
2.2.2.1.1. Levantamento de Quantitativos de Insumos e Mão-de-obra
Está etapa é de grande importância já que, é nela que se define as
quantidades para realização da obra, também o dimensionamento das equipes de
produção (LOPES, 2003).
Os cálculos das respectivas áreas devem ser elaborados deixando as
memórias de cálculo fáceis de serem manipuladas tanto para conferência como em
caso de mudança de característica ou dimensão, não haja necessidade de um
segundo levantamento completo, Em vista disso, muitas empresa utilizam
formulários padronizados (MATTOS, 2006).
O orçamentista deve ter atenção pois existem fatores e particularidades de
materiais e serviços que acrescem consideravelmente os quantitativos determinados
apenas no projeto, um deles é a perda decorrentes ao desperdício de materiais
causado principalmente por mal armazenamento, cargas e descarga, manuseio e
até roubo. Para Mattos, 2006 o orçamentista deve considerar também as
particularidades de serviços como demostrado a seguir:
-
Demolição: O volume a ser demolido “cresce” quando passa a ser entulho,
recomenda-se multiplicar o volume de demolição por 2 (dois) obtendo assim o
volume de entulho;
-
Terraplanagem: Sempre que o solo ou rocha em sua posição natural é
escavado sofre um aumento de volume estimado em 30% esse fenômeno é
chamado empolamento;
-
Armação: O serviço de armação é estimado em peso, sendo que alguns
projetistas acrescem 10% na quantidade do aço devido as perdas, nesse
caso não há necessidade de introduzir perdas na composição de custo;
-
Área de Alvenaria: Quando num pano de parede existirem aberturas(janelas,
portas, elementos vazados, etc.) com áreas menores que 2m2 despreza-se o
vão na área total da parede, quando a área da abertura for maior que 2m2
desconta-se o excedente;
-
Pintura: Na pintura de portas, janelas, grades utiliza-se um fator multiplicador
sobre a área frontal (vão luz), fatores estes demonstrados na tabela a seguir:
23
Elemento
Multiplicador do vão-luz
Esquadria de guilhotina sem batente
2
Esquadria (duas faces)
2,5
Esquadrias chapeadas, onduladas, de enrolar
2,5
Esquadria de guilhotina com batente
3
Elemento vazado (tipo cobogó)
4
Esquadria com Veneziana
5
Armário (pintura interna e externa)
5
Figura 3: Fatores de Multiplicação de Vão-Luz
Fonte: Mattos,2006
- Cobertura: o levantamento de quantidades em cobertura deve se tomar em
consideração a inclinação de cada água do telhado, isto é, obtendo a área
real do telhado ao longo da hipotenusa;
2.2.2.1.2. Composição de Custo
Composição de custos é o processo de estabelecimento dos custos para
execução de um serviço ou atividade, envolve geralmente, mão-de-obra, material e
equipamento, são obtidos multiplicando-se suas unidades expressas em (m2, m, m3,
etc.) pelos preço composto que envolve coeficientes de consumo no caso de
materiais, produtividade encargo e benefícios da mão de obra e depreciação dos
equipamentos utilizados esses índices são encontrados em tabelas especializadas,
formando assim o custo unitário do serviço (MATTOS,2006).
Para Mattos, 2006 a composição de custo não pode ser vista como
simplesmente vários coeficientes retirados de tabelas ou manuais, ainda que o
processo de orçamentação seja guiando através de conceitos fundamentais o
orçamentista de ser capaz de retratar a realidade do projeto estudar suas
particularidades.
Para Giammusso,1991 por mais que existem índices tabelados alguns itens
como a produtividade para um determinado serviço pode variar de acordo com a
localidade, empresa, dependendo também de fatores como hábitos ou cultura local,
24
treinamento, supervisão e até mesmo motivação, em virtude destes fatores estudase a criação de um índice de produtividade variável.
2.2.2.1.3. Produtividade Variável
Os indicadores de produtividade média que são apresentados nas
composições de serviços da construção civil, vem sendo criticados nos últimos anos
em função dos diversos tipos de produtos, tecnologias e considerando que as
empresas possuem diferentes formas de organização pessoal (TCPO 12,2003).
Considerando que toda produção em campo fosse constante, isto é, se não
houvessem variações com relação a execução dos serviços, materiais ou clima,
poderia-se adotar um índice médio, porém na realidade, esse fatores oscilam muito
o que torna recomendável a se adotar um coeficiente variável de produção, que é
composto de um índice de produtividade máximo e mínimo para uma determinada
composição (TCPO 12,2003).
Estudos vem sendo desenvolvidos desde 1996 em diversas universidades
brasileiras, tanto para produtividade de mão-de-obra com relação a capacidade de
produção do operário, além de consumo de materiais, considerado como a soma de
uma quantidade teoricamente necessária, com a perda que é um fator evitável mas
inevitável durante a execução do serviço (TCPO 12,2003).
2.2.2.1.4. Custo da mão-de-obra e encargos
Segundo Mattos, 2006 a mão de obra é fundamental para realização perfeita
do empreendimento, ela é responsável por dar forma aos serviços, é o que gera o
produto final, sendo responsável muitas vezes por 50% a 60% do produto, deve-se
ter um controle rigoroso nesse aspecto pois o custo hora do empregado não apenas
atribui ao salário base, existe muitos custos a que empregador tem que arcar
25
relacionados a encargos e benefícios que somam-se ao seu salário base,
aumentando consideravelmente o preço da mão-de-obra,
A seguir apresenta-se na figura 4 uma tabela básica com encargos sociais,
trabalhistas, indenizatórios para trabalhadores no regime horista, que são os
operários remunerados com base na quantidade de horas trabalhadas, que
geralmente é constituído pelo pessoal que integram a mão-de-obra usada nas
composição dos custos unitários dos serviços diretos. Exemplo, pedreiro, servente,
encanador, etc.
Encargo dos Horistas
A
A.1
A.2
A.3
A.4
A.5
A.6
A.7
A.8
A.9
Encargos Sociais Básicos
Instituto Nacional de Seguro Social (INSS)
Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)
Salário-Educação
Serviço Social da Indústria (SESI)
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI)
Serviço de apoio à Pequena e Média Empresa (SEBRAE)
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA)
Seguro Contra Acidente de Trabalho
Senconci(Serviço Social da Industria da Construção e Mobiliário)
Total A
B.
Encargos Trabalhistas
B.1 Repouso semanal remunerado
B.2 Feriados
B.4 Auxilio - Enfermidade
B.5 Acidente do trabalho
B.6 Licença-Paternidade
B.7 Faltas Justificadas
B.8 13º salário
Total B
C.
Encargos Indenizatórios
C.1 Aviso Prévio
C.2 Multa por rescisão de contrato de trabalho
C.3 Indenização adicional (demissão 30 dias antes do dissídio)
Total C
D
Incidência Cumulativa
D.1 Incidência de A sobre B
D.2 Incidência de Férias sobre aviso prévio
D.3 Incidência do 13º salário sobre o aviso prévio
D.4 Incidência do FGTS sobre o aviso prévio
Total D
Sub Total A + B + C + D
Figura 4: Quadro de encargos de Horistas
Fonte: Qualiop - BA
20,00%
8,00%
2,50%
1,50%
1,00%
0,60%
0,20%
3,00%
1,00%
36,80%
17,83%
4,09%
0,98%
0,74%
0,05%
0,74%
11,14%
50,43%
13,83%
5,72%
0,69%
20,24%
18,56%
2,06%
1,54%
1,11%
23,26%
130,74%
26
2.2.2.1.4.1. Encargos Complementares
Para a mão-de-obra de produção, além de leis sociais básicas, devem ser
acrescentados os chamados encargos complementares, que são diretamente
relacionados à mão-de-obra a ser utilizada, leva em consideração custos como
transporte de trabalhadores com base na Lei Nº 7418/85 o fornecimento de EPI
(Equipamento de Proteção individual) segundo o que determina a NR 06
fornecimento de alimentação, podem ser estimadas através de formulas como
demostrado abaixo(TCPO 13,2008):
-
Vale-Transporte:
-
Vale-Café da manhã:
-
Vale Almoço ou Jantar:
Onde:
C1 = Tarifa de transporte urbano;
C2 = Custo Café da manhã;
27
C3 = Vale-refeição - Definido em acordo sindical;
N = Numero de dias trabalhados no mês;
S = Salário médio mensal dos trabalhadores;
-
Equipamento de Proteção Individual:
-
Ferramentas Manuais:
Onde:
N: número de trabalhadores na obra;
S= Salário médio mensal;
P1,P2,P3,....Pn = Custo de cada EPI ou ferramentas manuais
F1,F2,F3,....Fn = fator de utilização do EPI ou Ferramentas Manuais, dado pela
seguinte fórmula:
28
Onde:
t = tempo de permanência do EPI ou da ferramenta à disposição da obra em meses
VU = Vida útil do EPI ou ferramenta manual em meses
Para Mattos,2006, o encargos no sentido amplo permite tratar a hora do
operário dentro do conceito de homem remunerado, alimentado, transportado,
fardado e equipado, dentro desta determinação considera encargos no sentido
amplo como sendo:
-
Encargos Intersindicais- São aqueles provenientes de acordos coletivos
entre sindicatos patrimoniais e de trabalhadores da construção civil como,
almoço onde que a empresa deve arcar com 80% do custo, vale-transporte ao
trabalhador a empresa deve custear 94%, além de fornecer cesta básica, café
da manhã, seguro de vida e acidentes em grupo.
-
Equipamentos de Proteção Individual (EPI) – São equipamentos
necessários para proteger os trabalhadores de possíveis danos a saúde
devido as condições de trabalho, o cálculo para o custo médio de EPI por
trabalhador pode ser estimado por meio de consumo de cada equipamento
como demostra a tabela abaixo:
Item
Epi
Unidade Consumo Anual
1
Bota de borracha
Par
2,00
2
Capacete
Unidade
2,00
3
Protetor Auricular
Unidade
25,00
4
Luva de Raspa
Par
4,00
5
Cinto de Náilon
Unidade
0,25
6
Capa de chuva
Unidade
1,00
7
Avental de Raspa
Unidade
0,33
8
óculos protetores
Unidade
0,20
9
Protetor facial
Unidade
0,20
Figura 5: Quadro de consumo estimado de EPI’s por profissional
Fonte: Mattos 2006
-
Ferramentas – Caso o orçamentista deseja tratar ferramentas como
encargo, há uma necessidade de fazer uma tabela para cada ofício de
operário, pois o consumo de ferramentas varia de acordo com a função de
cada trabalhador.
29
-
Seguro em Grupo
2.2.2.1.5. Custo de Material
Durante a obra o consumo de materiais pode depender de condições de
gerenciamento de projeto, das condições de administração dos materiais, das
condições do canteiro, estocagem e manuseio, das técnicas construtivas utilizadas e
o grau de qualificação da mão-de-obra (LIMMER,2006).
Os custos referentes a materiais são obtidos a partir de quantidades e da
natureza do material utilizado além de encargos e ônus que incidem sobre eles
(GIAMMUSSO, 1991).
Para Mattos, 2006, quando o orçamentista for realizar a cotação de preços
com fornecedores ele deve analisar alguns aspectos que influenciam no valor final
da aquisição do insumo como:
-
Especificação Técnica: descreve informações, dimensões, peso, cor,
resistência, qualidade e outros parâmetros para caracterização do material;
-
Unidade e Embalagem: é importante registrar o tipo de embalagem que o
material irá vir pois influencia no preço;
-
Quantidade: é importante informar a quantidade do pedido para obter algum
tipo de beneficio em função da quantidade ou verificar a disponibilidade da
quantidade solicitada;
-
Prazo de Entrega: O período entre o pedido e a entrega tem importância
principalmente quando são produtos que não são encontrados facilmente;
Ex.: Elevadores;
-
Condições de Pagamento: Para a empresa pode ser mais vantajoso efetuar a
compra á vista ou a prazo dependendo das facilidades oferecidas;
-
Validade da proposta: os fornecedores dão prazo de validade nas cotações,
deve-se observar se o inicio da obra ou a provável compra são atendidos pelo
prazo da proposta;
30
-
Local e condições de entrega: Dependendo do local de entrega do produto
pode haver despesas extras (seguro, frete, despesas aduaneiras);
2.2.2.1.6. Custo de Equipamento
Ao se adquirir um equipamento está se aplicando um capital para sua
aquisição, a propriedade adquirida terá um determinado tempo de prestação de
serviços, após esse período, deve-se proceder a sua substituição por diversos
motivos, como perda de eficiência, obsolescência, danos e desgastes decorrentes
ao seu uso (GIAMMUSSO, 1991).
Os períodos geralmente considerados para vida útil dos equipamentos
segundo Giammusso,1991 são:
-
Equipamentos leve ou portátil, como betoneiras, vibradores, guinchos etc. –
dois anos;
-
Equipamento móvel sobre rodas ou esteiras em trabalho pesado – dois a três
anos;
-
Equipamento móvel sobre rodas ou esteiras em serviço médio ou leve –
quatro a seis;
-
Equipamentos fixos ou semifixos, como centrais de concreto, solo, usinas de
asfalto instalações de britagem – dez a vinte anos;
Durante a vida útil do equipamento, ele deve ser capaz repor o capital
investido para que o proprietário não sofra uma descapitalização e ainda possa
oferecer remuneração (GIAMMUSSO, 1991).
A sua operação envolve diversos custos que devem ser contabilizados, itens
como (GIAMMUSSO, 1991):
-
Custo de operadores e ajudantes;
-
Energia elétrica;
31
-
Lubrificantes – filtros – pneus – combustíveis;
-
Custo de mobilização (hora parada, transporte, desmontagem, montagem,
ajustes, revisões);
2.2.2.2.
Custos Indiretos
Os custos indiretos são aqueles que não estão diretamente associados aos
serviços de campo em si, mas que são requeridos para que tais serviços possam ser
feitos, são custos inevitáveis e por isso devem ser computados no orçamento,
exemplo, gastos com a equipe técnica, administrativa, mobilização e desmobilização
da obra além de equipamentos e ferramentas do canteiro e administrativos
(MATTOS,2006).
Em geral, na bibliografia vista tanto Mattos, 2006, quanto Parga, 1995,
indicam que o percentual de custo indireto fica na faixa de 5 a 30% do custo total da
construção, oscilando muito em função de aspectos como:
-
Localização Geográfica: Se refere a custos de mobilização de pessoal ao local da
obra;
-
Política da Empresa: Quantidade de engenheiros, a política salarial da empresa
bem como quantidade de veículos a disposição;
-
Prazo: Despesas administrativas são proporcionais à duração da obra;
-
Complexidade: dependendo do grau de dificuldade da obra tende a a exigir uma
supervisão maior em campo;
2.2.2.2.1. Custos Acessórios
São custos que vão ao lado dos custos indiretos, em outras fontes de
despesa que são geralmente incluídas no orçamento como:
32
-
Rateio da administração Central;
-
Imprevistos;
-
Custos Financeiro;
2.2.2.2.2. Rateio da Administração Central
Geralmente as construtoras possuem um escritório central, onde é feita a
parte administrativa da empresa, esse escritório é um gerador de despesas, e quem
deve arcar com esses custos são as próprias obras, proporcionalmente ao seus
valores de contrato, por isso, o orçamentista deve embutir no orçamento todas essas
despesas adicionais que recebe o nome de taxa da administração central. Para
Mattos,2006, os valores atribuídos ficam em torno de 2 a 5% do custo da obra
segundo o autor, caso o valor passe de 5%, significa que o escritório está saturado
de custos para a carteira de obras que a empresa possui.
2.2.2.2.3. Imprevistos e Contingências
O orçamento por mais detalhado que ele seja, é sempre aproximado pois o
orçamentista não consegue prever todas as casualidades que podem ocorrem
durante o andamento de uma obra, esses imprevistos causam atrasos e prejuízos a
construtora (MATTOS,2006);
Segundo Mattos,2006, podem distinguir três tipos de imprevistos:
-
De força maior: decorrentes de grandes impactos, geralmente cobertos pelo
contratante (Cliente), porém dependendo do tipo de contrato a construtora
podem arcar com o prejuízo; Exemplo: Terremotos, criação de novos impostos,
greves, guerras, saques; Etc.
33
-
De previsibilidade relativa: São eventos que existe alguma probabilidade de
ocorrer, mas não necessariamente durante a execução da obra; Exemplo:
Cheias, chuvas, interrupções de trabalho, oscilações de produtividade; Etc.
-
Aleatórios: são imprevistos que são impossíveis de prever, e podem ser de
grandes dimensões como um capotamento de uma caminhão ou baixa como
vidros quebrados por vândalos;
O percentual considerado para imprevistos e contingências varia de acordo
com o tipo de contrato e a experiência do próprio construtor naquele serviço, para
Mattos,2006, normalmente o percentual orçado fica na faixa de 1,0% a 3,0% dos
custos (diretos mais indiretos).
2.2.2.2.4. Custo Financeiro
Na maioria dos contratos executados por uma construtora principalmente em
órgãos públicos, ela utiliza seus próprios recursos para a realização dos serviços e
posteriormente, após fechada a medição ela recebe o pagamento, o prazo do
recebimento pode variar de dias a meses (MATTOS,2006).
Entre o momento do desembolso e o momento do recebimento a uma
defasagem monetária, que se chama custo financeiro, seu custo é calculado em
função do numero de dias que o pagamento estaria pendente e quanto o valor
poderia render numa aplicação bancaria típica, geralmente a aplicação é baseada
na CDB (Certificado de Depósito Bancário) que é uma aplicação bancaria de baixo
risco, a seguir uma tabela para algumas combinações de taxa de juros e defasagem
(MATTOS,2006):
t(dias)
i%
5
10
15
30
45
60
1,0
0,17
0,33
0,50
1,00
1,50
2,01
1,5
0,25
0,50
0,75
1,50
2,26
3,02
2,0
0,33
0,66
1,00
2,00
3,01
4,04
34
2,5
0,41
0,83
1,24
2,50
3,77
5,06
3,0
0,49
0,99
1,49
3,00
4,53
6,09
3,5
0,58
1,15
1,73
3,50
5,30
7,12
4,0
0,66
1,32
1,98
4,00
6,06
8,16
Figura 6: Quadro com combinações de taxa de juros em função do tempo de defasagem
Fonte: Mattos, 2006
2.2.2.3.
Lucro e Impostos
Tendo em vista que toda empresa precisa gerar lucro, pela sua própria
sobrevivência e crescimento, lucro estimado em uma empresa pode ser alto ou
baixo dependendo de circunstâncias como concorrência, projeto incompleto, alto
risco da economia local, ou se a construtora for nova no mercado e necessita ganhar
clientes (MATTOS,2006).
Como construção é uma atividade produtiva ela é onerada por impostos,
podendo ser federal, estadual ou municipal, as alíquotas incidem sobre o valor do
contrato ou seja sobre o preço de venda por isso devem ser calculados depois de
determinados os custos diretos, sendo assim os impostos a serem calculados
são:(MATTOS,2006).
-
COFINS
O Contribuição para financiamento da Seguridade Social, é de competência federal,
sua base de cálculo incide sobre o faturamento, tendo uma alíquota de 3%, o
imposto destina-se a finaciar a seguridade social, atividade implementada pelo 5s.
-
PIS
Programa de Integração Social, é um imposto federal, incidente sobre o faturamento,
alíquota de 0,65%, tem o objetivo de financiar o pagamento do seguro desemprego
e do abono para trabalhadores que ganham até dois salários mínimos. O governo
também utiliza essa verba para desenvolver programas de desenvolvimento
econômico.
-
ISSQN;
O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza, é competência municipal sua
alíquota varia de acordo com o município;
35
-
CSLL
A Contribuição Social sobre o lucro Líquido, é um imposto federal, sendo que sua
alíquota depende do regime tributário da empresa, podendo ser, pelo lucro real,
onde os impostos são calculados sobre o lucro efetivo da empresa, tendo uma
alíquota de 9% onde existe o faturamento de até R$ 20.000,00, ou para o regime de
lucro presumido, os impostos são calculados com base num percentual previamente
estabelecido, tendo uma alíquota de 9% com uma base de cálculo de 12% da
receita bruta definida pelo governo, forma de cálculo é 0,09 x 12% = 1,08% x
faturamento.
-
IRPJ
O Imposto de renda Pessoa Jurídica possui as mesmas definições do CSLL, porém
as alíquotas para o regime de lucro real é de 15% para empresas com lucro real de
até R$ 20.000,00 por mês, tendo uma adicional de 10% se exceder esse valor de
lucro, para o regime de lucro presumido tem uma alíquota de 15% com uma base
de cálculo de 8% da receita bruta definida pelo governo, forma de cálculo é 0,15 x
8% = 1,2% x faturamento.
2.2.2.4.
Benefícios e Despesas Indiretas
Após ter orçado os custos da obra, definido o percentual de lucro e
identificado todos os impostos com suas respectivas alíquotas, o orçamentista deve
calcular o preço de venda da obra, aplicando um percentual sobre o custo direto nos
itens da planilha esse percentual é denominado BDI (Benefícios e Despesas
Indiretas) (MATTOS,2006).
36
3. METODOLOGIA
3.1.
DELINEAMENTO DA PESQUISA
Através de um projeto residencial padrão normal de acabamento, buscou-se
identificar os processos de orçamentação, tanto por meio do orçamento paramétrico,
através do cálculo do custo unitário básico de construção, quanto ao
analítico,
elaborando um estudo sobre composições de custo, detalhando leis sociais e
encargos sobre mão-de-obra exclusivamente para a cidade de Foz do Iguaçu,
buscando verificar qual a disparidade de valores nos dois processos.
A figura 5, representa o delineamento seguido no projeto pesquisa, sendo
que inicialmente, procurou-se um entendimento do tema, utilizando como base,
referências teóricas através de livros, artigos, normas e principalmente da
experiência de construtoras locais sobre o assunto, a partir daí, deu-se
prosseguimento na composição do orçamento pelo método analítico, utilizando como
base, o projeto residencial semelhante ao exposto na NBR 12721/06, após
quantificado os serviços utilizou-se um índice de consumo de materiais pré definido,
com relação aos valores de insumos, estes por sua vez foram coletados na cidade
de Foz do Iguaçu para a atribuição no orçamento.
37
Figura 7: Delineamento da Pesquisa
3.2.
PROJETO DE RESIDÊNCIA PADRÃO NORMAL
Para o estudo foi utilizado projeto de residência padrão normal semelhante
ao projeto especificado na NBR 12721/06 com área total de 143,62m², porém na
escolha do projeto procurou retratar-se a realidade de Foz do Iguaçu com relação a
acabamentos e materiais usuais na região, com o objetivo de obter a realidade de
custos por metro quadrado da edificação na região.
A edificação é composta de 1(um) quarto com 13,07m², 1(um) quarto com
10,80m², 1(um) quarto com 15,16m², 1(uma) cozinha com 15,30m², 1(uma) sala
38
TV/Estar com 17,14m², 1(uma) sala de serviço com 6,50m², 1(um) circulação com
2,55m², 1(um) banheiro com 3,70m², 1(um) Garagem/varanda com 43,61m².
3.3.
COMPOSIÇÃO DO ORÇAMENTO ANALÍTICO
Para a confecção do orçamento analítico, utilizou-se um software especifico
da área de orçamento, Volare 9.0, o sistema possui composições pré definidas, sua
base de índices de consumo de insumos formada pela TCPO(Tabela de
Composições Para Orçamento) que como citado por Mattos,2006 é a mais completa
e difundida no mercado, por se tratar de um programa especifico da área de
orçamento, o usuário tem acessos a dados, como relatórios de serviços e insumos,
além das próprias composições unitárias de serviço, com rapidez e precisão.
3.3.1. Levantamento de Quantitativos
O completo levantamento de serviços para o orçamento, foram baseados no
projeto arquitetônico e complementares da edificação, e estão especificados na
planilha orçamentária anexa ao trabalho. Foi utilizada a metodologia de Mattos,2006,
no item 2.2.2.1.1., os dados foram lançados no Volare 9.0, sendo que o próprio
programa já faz suas considerações na composição com relação a perdas de
acréscimos no materiais e serviços, após identificado os serviços com suas
respectivas quantidades parte-se para a composição de custo.
3.3.2. Custo da mão-de-obra e encargos para a cidade de Foz do Iguaçu
Na determinação dos custos referentes a mão-de-obra, foi consultado a
convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009, que é divulgado pelo Sindicato da
Construção Civil do Oeste do Paraná, e determina diretrizes de pagamento de
salários e benefícios aos trabalhadores, baseado nesse acordo, e em referências
bibliográficas apresentada na bibliografia Mattos, 2006, e TCPO 13,2008, no item
39
2.2.2.1.4., foi elaborado um estudo completo de custos de mão-de-obra para a
cidade de Foz do Iguaçu para trabalhadores no regime horista, sendo o estudo
inicialmente baseado no salário base do trabalhador, conforme a figura abaixo:
Salário
Valor
Servente
R$ 2,49
Meio Oficial
R$ 2,77
Oficial
R$ 3,73
Contra Mestre
R$ 4,32
Mestre de Obra
R$ 5,63
Figura 8: Salário base de trabalhadores
Fonte: Sinduscon Oeste Paraná, 2008
Porém como já mencionado por Mattos, 2006 o custo do trabalhador não
apenas atribui ao seu salário base existem outros custos que o empregador deve
arcar com relação a encargos e benefícios, no trabalho, para determinação dos
encargos de mão-de-obra para trabalhadores no regime horista, foi criado um
quadro
que
descreve
os
encargos
sociais,
trabalhistas,
indenizatórios
e
complementares, e tem como base a vista na bibliográfia (mattos,2006). Porém para
aproximá-la mais da realidade da cidade de Foz do Iguaçu foi revisada,
principalmente com relação aos encargos trabalhistas que dependem da quantidade
de dias trabalhados no ano, em virtude desse fator foram analisados e quantificados
todos os feriados atuantes no ano de 2008 na Cidade, já os itens dos encargos
indenizatórios foram baseados em (mattos,2006), levando em consideração que são
estimativas produzidas com base de estudos em dados históricos, todos os cálculos
com relação a tabela de encargos dos horistas estão descritos no item 3.3.2.1.
3.3.2.1.
Descrição dos Encargos
3.3.2.1.1. Encargos Sociais Básicos
-
A.1 INSS
Contribuição para o Instituto Nacional de seguro Social incide sobre a remuneração
paga no decorrer do mês de referencia. Percentual fixado por lei.
40
-
A.2 FGTS
Contribuição para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Do percentual fixado
de 8,0%, apenas 7,50% vão para o trabalhador e o restante 0,5%, são destinados
para o governo federal.
-
A.3 Salário-educação
Recolhimento feito sobre o salário do empregador, independente da idade, estado
civil e do numero de filhos. Destina-se a custear a educação publica. Percentual
fixado por lei.
-
A.4 SESI
Contribuição para o serviço social da indústria. Percentual fixado por lei.
-
A.5 SENAI
Contribuição para o serviço Nacional de aprendizagem industrial. Percentual fixado
por lei.
-
A.6 Sebrae
Contribuição para o serviço de apoio a pequena e média empresa. Percentual fixado
por lei.
-
A.7 INCRA
Contribuição para instituto nacional de colonização e reforma agrária. Percentual
fixado por lei.
-
A.8 Seguro contra acidente de trabalho
O acidente de trabalho na constituição civil foi enquadrado no grau de risco 3 (grave)
pela legislação. Percentual fixado por lei.
3.3.2.1.2. Encargos Trabalhistas
41
Na determinação dos encargos trabalhistas, foram calculados os dias
efetivamente trabalhados durante o ano, baseado em informações para a cidade de
Foz do Iguaçu, para o cálculo das alíquotas a serem consideradas, seguiu a
metodologia proposta por mattos,2006, conforme descrição abaixo:.
Cálculo dos ônus:
-
B.1 Férias
Para o cálculo considerou-se o numero de dias de férias do trabalhador, dividindo-o
pelos dias efetivamente trabalhados durante um ano e após sendo acrescido 1/3 do
valor para o pagamento.
-
B.2 Repouso semanal remunerado,
É obtido através da divisão do numero de dias que o trabalhador tem direito ao
repouso semanal pelo dias efetivamente trabalhados no ano
-
B.3 Feriados
A Convenção Coletiva do Trabalho (CLT) obriga o pagamento dos dias feriados e
santificados ao trabalhador, sendo o calculo a divisão do numero de feirados no ano
pelos dias efetivamente trabalhados.
-
B.4 Auxílio-enfermidade
Recai sobre os encargos trabalhistas os 15 primeiros dias da ausência do
trabalhador, após esse periodo o trabalhador recebe do governo, utilizou-se para o
cálculo o percentual de beneficiários que recorreram ao auxilio conforme
mattos,2006, sendo o valor multiplicado pelos 15 dias, o resultado é dividido pelo
numero de dias efetivamente trabalhados no ano.
-
B.5 Acidente no trabalho
Recai sobre os encargos trabalhistas os 15 primeiros dias da ausência do
trabalhador, após esse período o trabalhador recebe do governo, utilizou-se para o
cálculo o percentual de beneficiários que recorreram ao auxilio conforme
mattos,2006, assim obtém-se o numero de dias médio que o trabalhador pode se
ausentar no ano, esse valor é dividido pelos dias efetivamente trabalhados ao ano.
42
-
B.6 Licença-paternidade
O trabalhador tem direito à
5 dias de afastamento, adotou-se a metodologia
proposta por mattos,2006 considernado que 95% dos trabalhadores são homens e
3% tem filhos ao longo de um ano, o valor obtido é dividido pelos dias efetivamente
trabalhados ao ano
-
B.7 Faltas justificadas
Faltas abonadas pelo empregador são definidas pela convenção coletiva de
trabalho, os trabalhadores tem direito ao beneficio quando da morte do cônjuge,
ascendente ou descendente, registro de nascimento de filho, casamento, doação de
sangue, alistamento eleitoral, serviço militar, considerou-se o valor adotado por
mattos, 2006, que é de duas faltas por trabalhador por ano, esse valor é dividido
pelo numero de dias efetivamente trabalhados ao ano.
-
B.8 13º Salário
O 13º salário é calculado, dividindo o numero de dias de férias que o trabalhador tem
direito pelo numero efetivo de dias de trabalho durante o ano.
3.3.2.1.3. Encargos Indenizatórios
-
C.1 Aviso prévio
O empregador tem a obrigação de avisar o trabalhador com uma antecedência
mínima de 30 dias que o seu contrato de trabalho vai ser rescindido, o aviso prévio
pode ser aplicado de duas formas, aviso prévio trabalhado onde que o empregado
continua trabalhando durante 30 dias com redução de 2 horas diárias de trabalho,
outra opção e o desligamento da empresa com a condição de receber um salário
adicional, segundo o Ministério do Trabalho a permanência média de um operário é
de 9,67 meses, considerando que 100% das empresas segundo Mattos,2006
praticam aviso prévio indenizado, para procedimento de cálculo dividiu-se o numero
de dias no mês pelo numero anual de dias de trabalho, esse valor e multiplicado
pela divisão de meses no ano pela permanência média do operário na empresa.
43
-
C.2 Multa por rescisão de contrato de trabalho
No caso de o empregador der demissão sem justa causa para o trabalhador, o
mesmo deve pagar uma multa de 50%, sobre o saldo da conta vinculada ao FGTS,
sendo que 10% a titulo de contribuição social e 40% para o trabalhador, seguindo a
metodologia adotada por mattos,2006, adotou-se que 95% das demissões são sem
justa causa.
-
C.3 Indenização adicional
Caso o empregador demita o funcionário por justa causa, no período de 30 dias
antes da data base da correção salarial (dissídio), o trabalhador tem direito a um
salário adicional, da mesma forma, considerando a permanência do trabalhador em
9,67 meses e que a média de demissões nessa época seja 5%, para cálculo, dividese o período de dias antes da data base da correção pelo numero efetivo anual de
dias de trabalho, esse valor e multiplicado pela divisão do numero de meses no ano
pelo tempo de permanência do trabalhador na empresa por sua vez o valor é
multiplicado pela média de demissões.
3.3.2.1.4. Incidências Cumulativas
Para o cálculo do quadro de encargos, foi necessário considerar as
incidências acumulativas dos encargos, entre encargos sociais sobre os trabalhistas,
férias sobre a aviso prévio, incidência do 13º salário e FGTS sobre o aviso prévio.
3.3.2.1.5. Encargos Complementares
Além dos encargos sociais básicos, o construtor deve considerar outros
gastos que podem acrescentar no salário base de cada empregado, os encargos
complementares, para cálculo dos custos a serem considerados, foi feito uma
44
estimativa com base a TCPO 13, 2008 e Mattos, 2006, e coeficientes retirados da
Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009 fornecido pelo Sindicato da Industria da
Construção do Oeste do Paraná, sendo:
E.1 Vale Transporte:
Utilizando a fórmula sugerida pelo TCPO 13, 2008, para o cálculo de
despesas com transporte:
Onde:
C1 = Tarifa de transporte urbano, no trabalho foi utilizado a tarifa local para a cidade
de Foz do Iguaçu;
N = Numero de dias trabalhados no mês;
S = Para o cálculo foi feito uma média salarial dos trabalhadores da construção civil,
utilizando como base valores de salários fornecidos pelo Sinduscon Oeste – PR,
referente Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009; e porcentagens de
trabalhadores em cada função baseados em Mattos,2006., Sendo o cálculo, o
produto da quantidade de horas trabalhadas pelo valor do salário por hora
E.2 Vale Refeição:
Para a estimativa de despesas com refeição foi utilizado a base teórica
da TCPO 13,2008, e à convenção coletiva de trabalho que prevê para a cidade de
Foz do Iguaçu o pagamento para o trabalhador de um abono vale refeição mensal
Onde:
C3 = Valor do Vale refeição mensal
S = Salário médio mensal dos trabalhadores;
45
E.3 Equipamentos de Proteção Individual:
Para a estimativa de custo com relação aos equipamentos de proteção
Individual, foi utilizado a base teórica de Mattos,2006, utilizando-se de coeficientes
de consumo de equipamentos médio por operário, para a formulação dos preço foi
efetuado uma pesquisa de preço dos respectivos equipamentos na cidade de Foz do
Iguaçu no dia 04/11/2008;
Onde:
CMAE = Custo médio anual de EPI,
S= Salário médio mensal do trabalhador
E.4 Seguro de Vida
A convenção coletiva de trabalho prevê em favor do empregado o seguro de
vida em grupo, com base teórica em mattos,2006, temos:
Onde:
CP = Custo médio do Prêmio por trabalhador mensal;
S= Salário médio mensal do trabalhador ;
3.3.3. Custo de Materiais e Equipamentos para a Cidade de Foz do Iguaçu
Para composição do custo de insumos de materiais e equipamentos foram
consultados preços em lojas especializadas de materiais para construção da cidade
de Foz do Iguaçu nos dias 30/10/2008 à 10/11/08, levando em consideração os
46
materiais necessários para execução dos serviços constantes na planilha em anexo,
sendo utilizado o preço médio dos materiais e equipamentos pesquisados.
3.3.
COMPOSIÇÃO DO ORÇAMENTO PARAMÉTRICO
O orçamento Paramétrico, foi elaborado por meio do custo unitário básico de
construção, através da NBR 12721/06 que determina diretrizes de cálculo para o
referido coeficiente, e tem seus valores divulgados pelos Sindicatos da Indústria da
Construção Civil, nesse modelo, retirou-se o valor do custo unitário básico do mês
de outubro, o valor obtido é aplicado ao projeto em estudo, utilizando a metodologia
contida na NBR 12721/06, considerando as áreas equivalentes de construção, os
dois valores são confrontados para verificar sua variação.
Primeiramente foram divididos as áreas do pavimento para aplicação do
coeficiente de homogeneização.
-
Área padrão – salas privativas com acabamento: 94,64 m² - Coeficiente
de Equivalência 1,00
-
Varanda/garagem – 48,98 m² - Coeficiente de Equivalência 0,75
Parte-se para o cálculo da área equivalente de construção, efetuado pela
somatória dos produtos das áreas com seus coeficientes de equivalência contido na
NBR 12721/06.
47
4. DISCUSSÃO E ANALISE DOS RESULTADOS
4.1.
RESULTADOS PELO ORÇAMENTO ANALÍTICO
Com os resultados dos custos de mão-de-obra para o empregador obtidos
na pesquisa pode-se formar o quadro de encargos completo para a cidade de Foz
do Iguaçu (Figura 09), que aplicados ao salário base dos trabalhadores obtém-se o
custo total do empregado, .
Encargo dos Horistas no Sentido Amplo
A
A .1
A .2
A .3
A .4
A .5
A .6
A .7
A .8
B.
B .1
B .2
B .3
B .4
B .5
B .6
B .7
B .8
C.
C. 1
C. 2
C. 3
D
D. 1
D. 2
D. 3
D. 4
Encargos Sociais Básicos
INSS
FGTS
Salário- Educação
SESI
SENAI
SEBRAE
INCRA
Seguro Contra Acidente de Trabalho
Total A
Encargos Trabalhistas
Férias(+1/3)
Repouso semanal remunerado
Feriados
Auxilio- Enfermidade
Acidente-do-trabalho
Licença-Paternidade
Faltas Justificadas
13º salário
Total B
Encargos Indenizatórios
Aviso Prévio
Multa por recisão de contrato de trabalho
Indenização adicional(demissão 30 dias antes do dissidio)
Total C
Incidência Cumulativas
Incidência de A sobre B
Incidência de Férias sobre aviso prévio
Incidência do 13º salário sobre o aviso prévio
Incidência do FGTS sobre o aviso prévio
Total D
20,00%
8,00%
2,50%
1,50%
1,00%
0,60%
0,20%
3,00%
36,80%
14,69%
17,63%
2,94%
0,97%
0,73%
0,05%
0,73%
11,02%
48,76%
13,83%
5,65%
0,69%
20,17%
17,94%
2,03%
1,52%
1,11%
22,60%
48
E
E. 1
E. 2
E. 3
E. 4
Encargo Complemetares
Vale Transporte
6,00%
Vale Refeição
23,43%
Equipamentos de Proteção Individual
2,02%
Seguro de Vida
2,50%
Total E
33,95%
Total A+B+C+D+E
162,28%
Figura 9: Quadro de encargos completo para trabalhadores na cidade de Foz do Iguaçu
Fonte: Mattos,2006; Adaptado pelo autor
Depois de apropriados os dados, montou-se a planilha de orçamento, cuja à
somatória totalizou o montante de R$ 110.514,67, nesse valor estão inclusos os
gastos referentes a insumos de materiais, mão-de-obra com seus respectivos
encargos e custos referentes a acordos sindicais.
4.2.
COMPOSIÇÃO DO ORÇAMENTO PARAMÉTRICO
O valor obtido utilizando a metodologia de orçamento paramétrico, através
do custo unitário básico de construção foi de R$123.539,03, o valor fornecido pelo
sindicato da construção industria da construção civil para o mês de outubro foi de
R$940,39, e a área equivalente obtida da edificação foi de 131,37m².
49
5. ANÁLISE DOS RESULTADOS
Ao final da pesquisa pode-se observar, a diferença entre os valores obtidos
pelos dois processos de orçamentação é compatível (figura 10), o método
paramétrico obteve uma variação superior na ordem de 11,79% em relação ao
analítico, confirmando assim, a metodologia de orçamento analítico como sendo
mais preciso pois trabalha com um detalhamento maior da obra, porém a diferença
para o orçamento paramétrico é válido considerando que é apenas uma estimativa
de custo e nela já está embutida uma margem de erro.
Orçamento Analítico Orçamento Paramétrico
R$
110.514,67 R$
123.539,03
Valor total
769,49 R$
860,18
Custo por m² R$
11,79%
Variação
Figura 10: Comparação dos resultados entre os dois métodos de orçamentação
Se compararmos com à pesquisa feita por Knolseisen, 2000, na cidade de
Palhoça estado de Santa Catarina no ano 2000, verificamos que o orçamento pelo
custo unitário também manteve-se superior em relação ao analítico, porém a
diferença foi menor sendo de 1,62%, o empreendimento no referido estudo foi uma
residência multifamiliar com 12 pavimentos mais 2 pavimentos garagem, deve-se
considerar que no trabalho de Knolseisen, 2000, o custo unitário de construção foi
calculado utilizando a metodologia da NBR 12721/92, portanto sendo utilizado
projeto padrão e lote de insumos diferentes do utilizado nesta pesquisa, além dos
valores atribuídos no orçamento são pesquisados em locais diferentes.
50
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O custo unitário básico de construção deve ser estudado buscando reduzir a
margem de erro existente, pode ser feito através de estudos juntamente com
construtoras e fornecedores da construção civil, através da regionalização dos
projetos padrão e por sua vez modificando o lote se insumos na tentativa de adequar
os custos para a realidade de cada região específica, esse trabalho deve envolver
diversos modelos construtivos de residenciais, comerciais, industriais considerando
os diversos padrões construtivos como normal, baixo e alto. Na busca por melhores
resultados na estimativa de custo, pode-se ser estudado também a possibilidade da
composição de lotes de insumos nas próprias construtoras podendo assim, levar em
consideração certas peculiaridades existentes, e que podem variar de empresa para
empresa.
Porém durante a pesquisa observou-se que a metodologia de cálculo correta
do CUB é desconhecida por muitos profissionais principalmente com relação aos
coeficientes de homogeneização, onde a referida norma considera áreas da mesma
edificação com diferentes padrões de acabamento, isto é, considerando o padrão
construtivo de uma varanda diferente de áreas internas como uma cozinha, criando
assim um coeficiente específico, caso não considerado esse fator o orçamento pode
adquirir valores altos, não condizentes com a realidade do projeto.
Conclui-se no trabalho que para um correto planejamento da obra é
importante efetuar a estimativa de custo para se ter proporções iniciais do
empreendimento através de índices de custos de construção, mas acima de tudo
deve-se elaborar um orçamento analítico com a descrição completa dos serviços a
serem executados para se ter maior segurança e evitar futuras frustrações.
51
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12721/06:
Critérios para avaliação de construção para incorporação imobiliária e outras
disposições para condomínios edilícios. Rio de Janeiro, 2005.
GIAMMUSSO, Salvador Eugênio. Orçamentos e custos na construção civil. 2º
ed. São Paulo: Pini,1991.
GONZALEZ, Marco Aurélio Stumpf. Noções de orçamento e planejamento de
obras, São Leopoldo, 2007.
KNOLSEISEN, Patrícia Cecília; Análise comparativa entre orçamento expedito e
estimativa de custos através do custo unitário básico: Estudo de Caso.
Trabalho de conclusão de curso, Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça,
SC, 2000.
LIMMER, Carl Vicente. Planejamento, Orçamentação e Controle de Projetos
de Obras. 1º ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editoras S.A,1997.
MATTOS, Aldo Doréa. Como preparar orçamentos de obras: Dicas para o
orçamentista, estudos de caso, exemplos. 1º ed. São Paulo: Pini,2006.
PARGA, Pedro. Cálculo do preço de venda na construção civil. São Paulo:
Pini,1995.
ROCHA, Marcio Soares da. Orçamentação Sintética por área construída.
Instituto
de
Auditoria
de
Engenharia
do
Ceará.
Artigo
no
website,
www.iaece.org.br . Acessado em outubro de 2008.
SINDICATO DA INDUSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DE MINAS
GERAIS. Custo Unitário Básico (CUB/m2): Principais aspectos. Belo
Horizonte: SINDUSCON-MG, 2007.
52
TCPO 12, Tabela de Composição de Preços para Orçamento.1º Ed. São
Paulo: Pini,2004.
TCPO 13, Tabela de Composição de Preços para Orçamento. 1º Ed. São
Paulo: Pini,2008.
TCPO 2000, Tabela de Composição de Preços para Orçamentos. 1º Ed. São
Paulo: Pini,1999.
53
8. APÊNDICE
8.1.
PLANILHA ORÇAMENTÁRIA
ORÇAMENTO ANALÍTICO
ITEM
1
1.1
2
2.2
2.3
3
3.1
3.2
3.3
4
4.1
4.2
4.3
4.4
4.5
5
5.1
5.2
DESCRIÇÃO
UNID.
QUANT.
PREÇO
PREÇO TOTAL
RASPAGEM e limpeza manual de terreno
m2
143,62
1,67
R$
234,16
MOVIMENTAÇÃO DE TERRA
ESCAVAÇÃO MANUAL de vala em solo de
1ª categoria, profundidade até 2 m
REATERRO MANUAL de vala
m3
19,35
26,75
R$
517,70
m3
41,02
3,01
R$
123,47
kg
61,62
6,98
R$
430,40
m3
1,23
269,60
R$
331,61
m3
1,23
60,01
R$
73,82
kg
316,98
6,98
R$
2.214,01
m3
5,36
280,22
R$
1.501,99
m2
143,62
88,05
R$
12.645,21
m2
114,66
58,07
R$
6.658,73
m3
5,36
103,22
R$
553,23
m3
0,21
1.321,90
R$
277,60
m2
222,81
21,30
R$
4.746,66
SERVIÇOS INICIAIS
FUNDAÇÕES
ARMADURA de aço para estruturas em
geral, CA-50 Ø 8 mm, corte e dobra na obra
CONCRETO estrutural virado em obra ,
controle "C", consistência para vibração,
brita 1, fck 15 MPa
LANCAMENTO E APLICACAO DE
CONCRETO EM FUNDACAO
SUPERESTRUTURA
ARMADURA de aço para estruturas em
geral, CA-50 Ø 8 mm, corte e dobra na obra
CONCRETO estrutural virado em obra ,
controle "B", consistência para vibração,
brita 1, fck 20 MPa
LAJE PRÉ-FABRICADA comum para forro,
intereixo 38 cm, e=10 cm (capeamento 2
cm e elemento de enchimento 8 cm)
FORMA DE TABUA DE PINUS PARA
CONCRETO ARMADO, UTILIZACAO 2
VEZES
LANCAMENTO E APLICACAO DE
CONCRETO EM ESTRUTURA
PAREDES
VERGA RETA moldada no local com fôrma
de madeira considerando 5
reaproveitamentos, concreto armado fck =
13,5 MPa, controle tipo "B"
ALVENARIA de vedação com bloco
cerâmico furado, 9 x 19 x 39 cm, espessura
da parede 9 cm, juntas de 12 mm com
argamassa mista de cimento, cal hidratada
e areia sem peneirar traço 1:2:8 - tipo 2 -
54
6
6.1
6.2
7
7.1
7.2
7.3
7.4
8
8.1
9
9.1
9.2
9.3
9.4
9.5
10
10.1
10.2
10.3
10.4
COBERTURA
ESTRUTURA de madeira para telha
cerâmica ou de concreto , vão de 3 a 7 m
COBERTURA com telha cerâmica tipo
francesa, inclinação 35%
PORTAS, ESQUADRIAS E FERRAGENS
PORTA externa de madeira, colocação e
acabamento , de uma folha com batente,
guarnição e ferragem, 0,80 x 2,10 m
PORTA interna de madeira, colocação e
acabamento , de uma folha com batente,
guarnição e ferragem, 0,80 x 2,10 m
JANELA de alumínio sob encomenda,
colocação e acabamento , de correr, com
contramarcos
JANELA de alumínio sob encomenda,
colocação e acabamento , maxim-ar, com
contramarcos
VIDROS
VIDRO cristal comum liso, colocado em
caixilho com ou sem baguetes, duas
demãos de massa e = 4 mm
PISO
LASTRO DE CONCRETO não estrutural
impermeabilizado, e=6 cm
LASTRO DE BRITA 3 e 4 apiloado
manualmente com maço de até 30 kg
REGULARIZAÇÃO SARRAFEADA de base
para revestimento de piso com argamassa
de cimento e areia sem peneirar traço 1:3,
e=3 cm
PISO CERÂMICO esmaltado 30 x 30 cm,
assentado com argamassa pré-fabricada de
cimento colante
REJUNTAMENTO DE PISO cerâmico com
argamassa pré-fabricada, dimensões do
piso: (300x300x8) mm, espessura da junta:
6 mm
REVESTIMENTO INTERNO
CHAPISCO em teto de concreto com
argamassa pré-fabricada adesiva de
cimento colante
EMBOÇO em teto com argamassa mista de
cimento, cal hidratada e areia sem peneirar
traço 1:2:9, e=20 mm
REBOCO em teto com argamassa de cal
hidratada e areia peneirada traço 1:2, e=5
mm
RODAPÉ cerâmico assentado com
argamassa mista de cimento, cal hidratada
e areia s/ peneirar, traço 1:2:8, altura 8 cm
m2
143,62
65,50
R$
9.746,66
m2
155,12
25,26
R$
3.918,21
un
3,00
365,47
R$
1.096,42
un
4,00
307,30
R$
1.229,21
m2
11,52
655,91
R$
7.556,06
m2
0,36
1.177,13
R$
423,77
m2
11,88
49,00
R$
582,12
m2
136,72
23,76
R$
3.248,69
m3
5,47
85,12
R$
465,62
m2
136,72
14,09
R$
1.927,00
m2
127,83
74,04
R$
9.464,74
m2
127,83
3,06
R$
390,92
m2
143,62
7,63
R$
1.095,37
m2
143,62
16,90
R$
2.427,86
m2
143,62
12,06
R$
1.732,55
m
84,65
20,99
R$
1.760,81
55
CHAPISCO para parede interna ou externa
10.5 com argamasa de cimento e areia sem
peneirar traço 1:3, e=5 mm
EMBOÇO/MASSA ÚNICA para parede
10.6 interna com argamassa de cal hidratada e
areia sem peneirar traço 1:2, e=20 mm
REBOCO para parede interna ou externa,
10.7 com argamassa de cal hidratada e areia
peneirada traço 1:2, e=5 mm
AZULEJO assentado com argamassa pré10.8 fabricada de cimento colante, juntas a
prumo
REJUNTAMENTO de azulejo 15 x 15 cm,
10.9 com argamassa pré-fabricada, para juntas
até 3 mm
EMASSAMENTO de parede interna com
10.10 massa corrida com duas demãos, para
pintura a óleo
11
11.1
11.2
11.3
11.4
12
12.1
12.2
12.3
12.4
12.5
12.6
12.7
12.8
12.9
12.10
12.11
12.12
12.13
REVESTIMENTO EXTERNO
CHAPISCO para parede interna ou externa
com argamasa de cimento e areia sem
peneirar traço 1:3, e=5 mm
EMBOÇO/MASSA ÚNICA para parede
externa com argamassa
REBOCO para parede interna ou externa,
com argamassa de cal hidratada e areia
peneirada traço 1:2, e=5 mm
EMASSAMENTO de parede externa com
massa acrílica com duas demãos, para
pintura látex
INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS
REGISTRO de gaveta com canopla Ø 20
mm (3/4")
REGISTRO de gaveta com canopla Ø 25
mm (1")
REGISTRO de gaveta com canopla Ø 40
mm (1 1/2")
VÁLVULA de descarga de PVC rígido sem
registro e com canopla Ø 50 mm (1 1/2")
JOELHO 90 soldável de PVC marrom com
rosca metálica Ø 25 mm x 3/4"
LUVA soldável/rosca de PVC marrom Ø 25
mm x 3/4"
LUVA soldável/rosca de PVC marrom Ø 32
mm x 1"
LUVA soldável/rosca de PVC marrom Ø 50
mm x 1 1/2"
TÊ 90 de redução soldável de PVC marrom
Ø 50 x 25 mm
TÊ 90 soldável de PVC azul com rosca
metálica Ø 25 mm x 25 mm x 3/4"
TÊ 90 soldável de PVC marrom Ø 25 mm
TUBO de PVC soldável, com conexões Ø
25 mm
TUBO de PVC soldável, c/ conex. Ø 50 mm
m2
303,17
3,32
R$
1.006,27
m2
227,03
15,32
R$
3.477,79
m2
227,03
10,40
R$
2.361,21
m2
76,14
70,21
R$
5.345,98
m2
76,14
5,40
R$
411,01
m2
227,03
11,16
R$
2.534,01
m2
142,45
3,32
R$
472,81
m2
142,50
19,17
R$
2.732,43
m2
142,45
10,40
R$
1.481,54
m2
142,45
12,36
R$
1.760,91
un
1,00
50,98
R$
50,98
un
1,00
59,93
R$
59,93
un
1,00
98,30
R$
98,30
un
1,00
39,97
R$
39,97
un
4,00
6,63
R$
26,50
un
8,00
3,60
R$
28,78
un
2,00
4,68
R$
9,36
un
6,00
8,58
R$
51,48
un
1,00
14,42
R$
12,42
un
2,00
9,03
R$
18,07
un
5,00
4,18
R$
20,89
m
32,50
10,90
R$
354,11
m
5,00
23,65
R$
118,25
56
12.14
12.15
12.16
12.17
12.18
12.19
12.20
12.21
12.22
12.23
12.24
12.25
12.26
12.27
12.28
12.29
12.30
12.31
12.32
CURVA 90 soldável de PVC marrom Ø 25
mm
CURVA 90 soldável de PVC marrom Ø 32
mm
CURVA 90 soldável de PVC marrom Ø 50
mm
JUNÇÃO 45 de PVC branco , ponta bolsa e
virola, Ø 100 x 50 mm
JUNÇÃO 45 de PVC branco , ponta bolsa e
virola, Ø 50 x 50 mm
LUVA simples de PVC branco , ponta bolsa
e virola, Ø 100 mm
LUVA simples de PVC branco , ponta bolsa
e virola, Ø 50 mm
TÊ 90 de PVC branco , ponta e bolsa
soldável, Ø 40 mm
TUBO de PVC branco, sem conexões ,
ponta bolsa e virola, Ø 100 mm
TUBO de PVC branco, sem conexões ,
ponta bolsa e virola, Ø 50 mm
BUCHA de redução longa ponta e bolsa
soldável de PVC branco Ø 50 x 40 mm
CURVA 90 curta de PVC branco , ponta
bolsa e virola, Ø 100 mm
CURVA 90 curta de PVC branco , ponta
bolsa e virola, Ø 50 mm
CURVA 90 curta de PVC branco , ponta e
bolsa soldável, Ø 40 mm
TUBO de PVC reforçado bege pérola, sem
conexões , ponta bolsa e virola de PVC, Ø
40 mm
JOELHO 45 de PVC reforçado bege pérola
, ponta bolsa e virola, Ø 40 mm
JOELHO 90 de PVC reforçado bege pérola
, ponta bolsa e virola, Ø 40 mm
CAIXA sifonada de PVC rígido , 150 x 150 x
50 mm
AUTOMÁTICO de bóia
12.33 TORNEIRA de bóia Ø 20 mm (3/4")
RESERVATÓRIO d'água de polietileno de
12.34 alta densidade, cilíndrico, capacidade 1000
litros
13
13.1
13.2
13.3
13.4
13.5
13.6
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
CHUVEIRO elétrico automático , 220 V 4400 W
CABO ISOLADO em PVC seção 4 mm² 750 V - 70°C
CABO ISOLADO em PVC seção 6 mm² 0,6/1kV - 70°C
CABO ISOLADO em PVC seção 10 mm² 0,6/1kV - 70°C
FIO ISOLADO de PVC seção 2,5 mm² - 750
V - 70°C
BUCHA COM ARRUELA em zamak para
eletroduto , Ø 20 mm (3/4")
un
6,00
5,27
R$
31,60
un
1,00
7,55
R$
7,55
un
1,00
14,81
R$
14,81
un
1,00
25,10
R$
25,10
un
2,00
13,22
R$
26,44
un
2,00
9,89
R$
19,77
un
3,00
5,43
R$
16,29
un
1,00
8,60
R$
8,60
m
27,16
19,33
R$
524,88
m
6,13
12,00
R$
73,55
un
2,00
4,68
R$
9,36
un
1,00
22,96
R$
22,96
un
2,00
11,65
R$
24,35
un
3,00
8,12
R$
24,09
m
7,57
7,95
R$
60,19
un
2,00
6,17
R$
12,34
un
3,00
7,71
R$
23,13
un
2,00
19,71
R$
39,42
un
1,00
28,43
R$
28,43
un
1,00
19,37
R$
19,37
un
1,00
604,85
R$
604,85
un
1,00
76,44
R$
76,44
m
75,15
3,22
R$
241,95
m
16,00
3,91
R$
62,50
m
30,00
5,26
R$
157,67
m
257,30
2,56
R$
659,63
un
1,00
0,75
R$
0,75
57
CAIXA DE LIGAÇÃO de PVC para
13.7 eletroduto flexível , octogonal com anel
deslizante, dimensões 3 x 3"
CAIXA DE EMBUTIR em PVC para
13.8
eletroduto , nas de dimensões 4 x 2"
ELETRODUTO de PVC rígido roscável,
13.9
com conexões , Ø 25 mm (3/4")
ELETRODUTO de PVC flexível corrugado
13.10
Ø 25 mm (3/4")
CAIXA DE TELEFONE em chapa de aço
13.11 padrão telebrás, dimensões internas 400 x
400 x 120 mm
QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DE LUZ EM
CHAPA DE AÇO de embutir, até 26
13.12
divisões modulares, dimensões externas
420 x 360 x 100 mm
DISJUNTOR MONOPOLAR
13.13 termomagnético de 20 A em quadro de
distribuição
DISJUNTOR MONOPOLAR
13.14 termomagnético de 25 A em quadro de
distribuição
DISJUNTOR MONOPOLAR
13.15 termomagnético de 16 A em quadro de
distribuição
DISJUNTOR MONOPOLAR
13.16 termomagnético de 32 A em quadro de
distribuição
DISJUNTOR BIPOLAR termomagnético de
13.17
50 A em quadro de distribuição
INTERRUPTOR , duas teclas simples 10 A
13.18
- 250 V
INTERRUPTOR , duas teclas paralelo 10 A
13.19
- 250 V
INTERRUPTOR , uma tecla simples 10 A 13.20
250 V
TOMADA dois pólos mais terra 20 A - 250
13.21
V
PENDENTE OU PLAFONIER com globo
13.22
leitoso e lâmpada de 60 W
LUVA DE PVC RIGIDO PARA
13.23
ELETRODUTO ROSCAVEL D= 32 MM (1")
APARELHOS SANITÁRIOS E METAIS
LAVATÓRIO de louça , sem coluna, com
14.1
torneira de pressão e acessórios
14.2 TANQUE de louça com coluna
un
9,00
4,21
R$
37,93
un
26,00
7,54
R$
195,98
m
1,00
11,92
R$
11,92
m
125,00
4,49
R$
560,68
un
1,00
102,54
R$
102,54
un
1,00
170,39
R$
170,39
un
3,00
11,14
R$
33,42
un
1,00
11,14
R$
11,14
un
6,00
11,14
R$
66,83
un
1,00
11,14
R$
11,14
un
1,00
27,23
R$
27,23
un
1,00
11,57
R$
11,57
un
2,00
15,26
R$
30,53
un
1,00
7,68
R$
7,68
un
5,00
8,72
R$
43,61
un
8,00
21,19
R$
169,55
un
3,00
2,72
R$
8,19
un
1,00
196,02
R$
196,02
un
1,00
83,52
R$
83,52
un
1,00
91,46
R$
91,46
um
1,00
244,74
R$
244,74
un
1,00
205,28
R$
161,66
m
1,10
148,97
R$
163,87
m2
311,22
8,75
R$
2.772,12
14
14.3 TORNEIRA de pressão metálica para pia
CUBA de aço inoxidável simples dimensões
400x340x125
BACIA de louça sifonada, com tampa e
14.4
acessórios
BANCADA DE MARMORE E=3 CM,
14.5
LARGURA 0,60 M
15
PINTURA
15.1 LÁTEX PVA em parede interna com duas
58
demãos, sem massa corrida
15.2
16
16.1
16.2
16.3
16.4
16.5
16.6
16.7
16.8
16.9
16.10
LÁTEX ACRÍLICO em parede externa com
duas demãos, sem massa corrida
SERVIÇOS COMPLEMENTARES
CAIXA DE INSPEÇÃO em alvenaria - 1/2
tijolo comum maciço revestido internamente
com argamassa de cimento e areia sem
peneirar traço 1:3, lastro de concreto e=10
cm, tampa e=5 cm, dimensões 60 x 60 x 60
cm
ENCHIMENTO de rasgo em concreto com
argamassa mista traço 1:4, para tubulação
Ø 15 mm (1/2") a 25 mm (1")
ENCHIMENTO de rasgo em concreto com
argamassa mista traço 1:4, para tubulação
Ø 32 mm (1 1/4") a 50 mm (2")
ENCHIMENTO de rasgo em concreto com
argamassa mista traço 1:4, para tubulação
Ø 65 mm (2 1/2") a 100 mm (4")
CORTE em concreto Ø 32 mm (1 1/4") a 50
mm (2"), para passagem de tubulação, sem
utilização de equipamentos
CORTE em concreto Ø 65 mm (2 1/2") a
100 mm (4"), para passagem de tubulação,
sem utilização de equipamentos
EXECUÇÃO DE RASGO em alvenaria para
passagem de tubulação Ø 15 mm (1/2") a
25 mm (1")
EXECUÇÃO DE RASGO em alvenaria para
passagem de tubulação Ø 32 mm (1 ¼") a
50 mm (2")
IMPERMEABILIZAÇÃO de viga baldrame
com tinta betuminosa
REGULARIZAÇÃO DE SUPERFÍCIE
horizontal e vertical para impermeabilização
, com arg. de cimento e areia traço 1:3, e=
2 cm
TOTAL GERAL:
m2
142,45
8,85
R$
1.260,48
un
4,00
232,63
R$
930,54
m
77,20
2,20
R$
169,66
m
16,17
3,07
R$
49,68
m
1,50
4,93
R$
7,39
m
13,70
10,67
R$
146,11
m
1,50
15,00
R$
22,51
m
77,20
2,67
R$
205,84
m
2,47
4,17
R$
10,29
m
9,00
6,45
R$
58,01
m2
9,00
11,26
R$
101,34
R$
110.514,67
59
9. ANEXOS
9.1.
ANEXO 1
Caracterização dos projetos padrões de residência unifamiliar segundo a NBR
12721/06:
Residência Unifamiliar
Residência Padrão
Baixo (R1-B)
Residência composta de dois
dormitórios, sala, banheiro,
cozinha e área para tanque.
Área Real: 58,64 m2
Residência Padrão Normal
(R1-N)
Residência composta de três
dormitórios, sendo um suíte
com banheiro, banheiro social,
sala, circulação, cozinha , área
de serviço com banheiro e
varanda (abrigo para automóvel).
Residência Padrão Alto
(R1-A)
Residência composta de quatro
dormitórios, sendo um suíte
com banheiro e closet, outro
com banheiro, banheiro social,
sala de estar, sala de jantar e
sala íntima, circulação, cozinha
área de serviço completa e
varanda (abrigo para automóvel).
Área Real: 106,44 m2
Área Real: 224,82 m2
Residência Popular (RP1Q)
Residência composta de dois dormitórios, sala, banheiro e cozinha.
Área Real: 39,56 m2
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Estudo Sobre Controle de Custos em Obra Utilizando - Crea-PR