125d APLICAÇÃO GERENCIAL DO CUSTEIO POR ABSORÇÃO NO PROCESSO PRODUTIVO DA CACHAÇA DE ALAMBIQUE Priscilla Motta Oliveira Ramos Profesora en la Facultad Santíssimo Sacramento e Universidad Salvador Rede Laureate Fernando Gentil de Souza Contador en Universidad Estatal de Feira de Santana y profesor en Facultad Anísio Teixeira - Máster en Contabilidad por la Universidad de Zaragoza Rodrigo Vaz Gomes Bastos Contador, Máster en Contabilidad por la Universidad de Zaragoza Área Temática: D) Contabilidad y Control de Gestión. Palavras-Chave: Custeio por Absorção. Ferramenta Gerencial. Produção de Cachaça. APLICAÇÃO GERENCIAL DO CUSTEIO POR ABSORÇÃO NO PROCESSO PRODUTIVO DA CACHAÇA DE ALAMBIQUE Resumo Com faturamento superior a US$ 600 milhões, a comercialização da cachaça de alambique brasileira, produzida de maneira artesanal, atualmente desembarca 15 milhões de litros de cachaça para mais de 60 países. Se, por um lado, a globalização intensificou as negociações deste produto, por outro, aumentou a concorrência, fomentando a necessidade de informações gerenciais que contribuam para a formação de um diferencial competitivo. Em face desta necessidade, surgiram novas metodologias de apropriação de custos e o custeio por absorção, precursor e consentido pela legislação brasileira, tem sido negligenciado porque em relevante número de situações, não gera informações viáveis para tomada de decisão. Em virtude deste contexto o estudo realizado tem por objetivo apresentar o sistema de custeio por absorção como ferramenta com aplicações financeiras e gerenciais na perspectiva do processo produtivo da cachaça de alambique. Este artigo tem caráter exploratório e utilizou-se da pesquisa bibliográfica como ferramenta por oferecer ao pesquisador a possibilidade de busca de soluções para o seu problema de pesquisa. Os resultados demostram que ao evidenciar a aplicação de cada método exposto no estudo no processo de produção da cachaça de alambique todos, execeto o custeio por absorção, apresentam um fator que evidencia a sua incoerencia. Conclui-se que o custeio por absorção pode gerar informações confiáveis ao processo decisório, bem como informações relativas a controle e resultado, garantindo ainda o atendimento das prerrogativas legais e produzindo menos custos que nos outros métodos expostos neste estudo. LA ADOPCIÓN GERENCIAL DEL COSTEO REAL INTEGRAL EN EL PROCESO PRODUCTIVO DE CACHAZA DE ALAMBIQUE Resumen Con facturación superior a 600 millones de dólares, la comercialización de la cachaza artesanal brasileña, actualmente desembarca 15 millones de litros de cachaza para más de 60 países. El objetivo de este estudio es presentar el sistema de contabilidad de coste como herramienta gerencial del proceso productivo. Este artículo se caracteriza como exploratorio y utiliza como herramienta la base bibliográfica. Los resultados demuestran que el método del coste completo se postula como la mejor opción. El método atiende, al mismo tiempo, tanto a la demanda de información por parte de la gerencia como por parte de la Hacienda Nacional. 1 Introdução O mundo vive uma evidente integração econômica geradora de movimentos de consolidação de leis e harmonização de normas. Em virtude deste fato, as organizações têm construído estratégias globais para que seus produtos e serviços sejam projetados e produzidos com competividade de mercado. Tais estratégias vão desde a redução ou isenção de impostos e tarifas alfandegárias até a busca de soluções para problemas comerciais comuns. O custo do produto é um dos elementos fundamentais no contexto globalizado e, em virtude disto, algumas empresas têm optado por desenvolvê-los em mercados onde sejam encontrados a baixos custos. Tal estratégia não tem sido desenvolvida apenas de maneira isolada, mas também está sendo disseminada por meio de blocos econômicos como a Área de Livre Comércio das Américas, o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio, o Mercado Comum do Sul, o Pacto Andino e a Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico. Para que a redução dos custos de fato ocorra, é necessário que sejam elaborados e aplicados sistemas e métodos de custeio que se adequem à realidade da organização, mensurando de forma clara os seus resultados. Já que não existe uma receita para assegurar a eficiência de um método de custeio, é necessário que o processo produtivo da empresa seja analisado com peculiaridade de maneira que se possa defini-los e aprimorálos, evitando o emprego de mecanismos onerosos e ineficientes frente a realidade vivenciada – em algumas situações os produtos têm competitividade, mas a organização tem dificuldade de evidenciar os custos envolvidos na produção. A técnica artesanal aplicada à produção da cachaça de alambique brasileira proporciona a obtenção de um produto de qualidade sensorial que atrai em especial o mercado consumidor de outros países, criando uma relevante oportunidade para as empresas brasileiras que trabalham nesse ramo de atividade. Nesta perspectiva, formulou-se a seguinte questão: por que o custeio por absorção pode ser utilizado como ferramenta gerencial e financeira em empresas brasileiras que trabalham com a produção de cachaça de alambique por meio da técnica artesanal? A partir do problema de pesquisa formulado, o presente trabalho tem como objetivo geral apresentar o sistema de custeio por absorção como ferramenta com aplicações financeiras e gerenciais na perspectiva do processo produtivo artesanal da cachaça de alambique brasileira. Como objetivos específicos: a) evidenciar alguns dos sistemas de custeios utilizados no âmbito da contabilidade de custos; b) descrever o processo produtivo artesanal da cachaça de alambique brasileira; c) analisar o sistema de custeio tradicional no contexto do processo produtivo artesanal da cachaça de alambique. d) Descrever as vantagens percebidas na aplicação do sistema de custeio tradicinal na produção artesanal da cachaça de alambique. A importância deste tema de pesquisa consiste na contribuição que ele pode dar à indústria artesanal de cachaça, no sentido de fomentar em seus gestores reflexões sobre como estão sendo geridos seus custos e como estão sendo tomadas as decisões que necessitam de informações sobre eles. Além disso, esta pesquisa pode suscitar estudos sobre a aplicação de métodos mais eficazes para o alcance dos seus objetivos na gestão dos custos de produção. O trabalho está dividido em cinco seções: a primeira se refere a esta introdução, a segunda seção trata da evolução da contabilidade em relação aos custos de produção, a terceira apresenta os princípais métodos de custeio, a quarta seção retrata a importância econômica da cachaça de alambique, descreve o processo de produção da mesma, bem como a aplicação do custeio por absorção como ferramenta gerencial e financeira nesta produção. A quinta e última seção apresenta as considerações finais acerca do estudo. 2 Evolução da contabilidade em relação aos custos de produção Segundo Martins (2003), antes da Revolução Industrial quase só existia a Contabilidade Financeira que estava bem estruturada para servir as empresas comerciais. Considera-se que o mercantilismo foi um período que favoreceu a transição de uma economia regional para uma economia nacional. O comércio não mais se limitava às feiras e ao mercado interno, mas voltava-se para o mercado exterior, a fim de acumular capitais em função da prosperidade do Estado – ainda que para isso fosse necessário explorar outras terras. Por apresentar perfil comercial às empresas do período mercantilista, não necessitavam de informações minuciosas para apuração do resultado, visto que o custo das mercadorias vendidas era calculado pela diferença entre o estoque inicial mais compras menos estoque final, os estoques eram avaliados pelo seu custo de aquisição. A contabilidade de custos surgiu com o advento do sistema produtivo, ou seja, com a Revolução Industrial, na Inglaterra, no final do século XVIII. As empresas que surgiram em decorrência dessa profunda modificação do sistema produtivo necessitavam de informações contábeis diferentes daquelas desenvolvidas pelas empresas comerciais da era mercantilista [...]. (STARK, 2007, p. 3) Com o advento das indústrias a necessidade de informações para controle cresceu demasiadamente, visto que não se tinha um documento para consultar e facilmente chegar ao custo dos produtos vendidos. Nesse contexto, acentuou-se os diversificados gastos fabris, referentes ao material utilizado e agregação de esforços de produção, que juntos compunham esses custos. Para atender as novas necessidades produtivas nasceu a Contabilidade de Custos, a qual segundo Bruni e Famá (2003) pode ser definida como o processo ordenado de usar os princípios da contabilidade geral para registrar os custos de operação de um negócio. A disseminação do Mercado de Capitais, o distanciamento do banqueiro em relação aos clientes e a criação da figura do Imposto de Renda são algumas das motivações para o surgimento de usuários externos (fisco, acionistas, credores) da Contabilidade Financeira, a qual se padronizou condicionando os registros às imposições legais e requisitos fiscais. O usuário externo dependia da uniformidade da informação contábil para análise e comparação com finalidade financeira. Dentro de uma linguagem mais pragmática [...] separam-se as contabilidades por interesses como se se pudesse segregar os usuários que estão “dentro” da entidade e os que estão “fora”, ou aqueles que estão “da porta para dentro e da porta para fora” da entidade. Essa metáfora [...] contribui para a primeira separação com o objetivo de caracterizar os diferentes públicos e diferentes necessidades. (FREZATTI et al, 2009, p. 5). Em diversas situações torna-se necessário adaptar as informações da contabilidade financeira para possibilitar um processo mais coerente de tomada de decisão – originando a contabilidade gerencial voltada a administração de empresas. A Contabilidade gerencial não é padronizada e sim subjetiva para os diferentes tipos de empresas. Ainda que participantes de um mesmo ramo de atividades, cada empresa desenvolve seu modelo levando em consideração o estilo dos gestores e as informações consideradas relevantes de acordo com as necessidades específicas desse usuário, portanto não há um modelo a ser seguido – antagônico à Contabilidade Financeira. Não se pode afirmar, todavia, que tais peças contábeis, apenas por serem o último degrau ou a súmula do processo de contabilidade financeira e por servirem preponderantemente aos interessados externos à empresa, não sejam importantes, pelo menos como ponto de partida, para a contabilidade gerencial e para a administração. Sêlo-ão à medida que sirvam como indicador válido do desempenho, mesmo que em largos traços, da empresa, e desde que possam ser utilizados no modelo previsional da gerência. (IUDÍCIBUS, 1998, p. 22). A padronização contábil proporcionada pela contabilidade financeira é relevante, visto que dificulta as fraudes e manipulação dos resultados que venham a favorecer os interesses das empresas, além de gerar informações que podem ser comparadas entre companhias. Um exemplo típico de fraudes visando elevar/reduzir o lucro líquido das organizações era a avaliação dos estoques. Segundo Bertó e Beulke (2005) empresas com resultados elevados se utilizavam de subavaliação dos estoques para reduzir a tributação e empresas com resultados muito baixos se utilizavam da superavaliação para melhorar sua imagem perante usuários externos da contabilidade. Esse tipo de “maquiagem” no resultado financeiro da organização acontecia pelo fato de não existir regras claras e oficiais que padronizassem a avaliação dos estoques até 25 de dezembro de 1977. Com o objetivo de padronizar a avaliação dos estoques em 26 de dezembro de 1977, foi criado por força de Lei o Decreto 1598 que, dentre outras determinações, instituiu apenas duas alternativas para a questão colocada. Dessa forma o contribuinte teria que escolher entre manter sistema de contabilidade de custos integrado ou não integrado. Essa medida foi um avanço para a contabilidade de custos visto que segundo o § 1º do Art 14 do decreto 1598/77, o contribuinte que mantiver sistema de contabilidade de custo integrado e coordenado com o restante da escrituração poderá utilizar os custos apurados para avaliação dos estoques de produtos em fabricação e acabados. Para aqueles que optarem pelo sistema de custos não integrado o § 3º do mesmo artigo diz que os produtos acabados seriam 70% do maior preço de venda no período base e os produtos em processo 80% do valor dos produtos acabados. Observa-se que o critério do custo integrado à contabilidade tende a ser mais favorável em termos de resultado e de tributação, pois a integração do custo é conveniente ao governo, uma vez que isso fomenta o estabelecimento de eficácia de controles e fiscalização, minimizando a alteração fraudulenta dos resultados por parte das empresas. [...] de maneira ampla e abrangente, o critério do custo integrado à contabilidade, tende a ser mais favorável as empresas em termos de resultado e de tributação. Isto é de certa forma, lógico, pois ao governo interessa a integração do custo, já que ele propicia melhor controle e fiscalização das empresas, dificultando o uso de eventuais mecanismos para manipulação do resultado. (SANTOS et al, 2006, p. 46). Percebe-se que o sistema de custos integrado à contabilidade além de ser a opção fiscalmente menos onerosa, permite o registro de acordo com a realidade operacional da organização, enquanto que os valores para as organizações que utilizam um sistema não integrado são extremamente arbitrados - há uma redução do valor nominal do custo dos produtos vendidos e o aumento do lucro líquido que é à base de cálculo para imposto e contribuição. 3 Principais Métodos de Custeio As organizações em geral precisam estar atentas a toda e qualquer mudança ocorrida no mercado, são as pressões externas, e quando necessário buscar adequar os procedimentos internos visando manter o princípio da continuidade. Com um mercado mais estável, competitivo e globalizado, já não é possível aumentar os preços para cobrir os custos. Portanto é imprescindível para a sobrevivência das empresas a criação de estruturas de custos adequadas, buscando melhor qualidade com menor custo (CREPALDI, 2006). As informações geradas pelos métodos de custeio dispõem ao gestor não somente o custo dos produtos fabricados, mas também informações, que ajustadas, ou não, servem como base para a tomada de decisão. Como exemplo, pode-se citar a determinação do mix de produtos mais adequado para possibilitar a elevação do valor nominal do lucro da empresa ou lucratividade dos produtos. Neste estudo serão abordados os principais métodos de custeio de acordo com Wernke (2005): Custeio Variável, Direto ou Marginal; Custeio Baseado em Atividades (ABC) e Método da Unidade de Esforço de Produção (UEP) e o Custeio por Absorção (Tradicional). 3.1 Custeio Variável, Direto ou Marginal O sistema de custeio variável (direto ou marginal) apropria aos produtos, às mercadorias ou aos serviços, somente os custos e as despesas variáveis ocasionados por esses itens para ser produzidos e/ou comercializados. Partindo do princípio de que os custos da produção são, em geral, apurados mensalmente e de que os gastos imputados aos custos devem ser aqueles efetivamente incorridos e registrados contabilmente, esse sistema de apuração de custos depende de um adequado suporte do sistema contábil, na forma de um plano de contas que separe, já no estágio do registro dos gastos, os custos variáveis e os custos fixos da produção, com adequado rigor. (PEREZ JR.; OLIVEIRA; COSTA, 2001, p.185). No custeio variável os custos fixos têm o mesmo tratamento das despesas, uma vez que são analisados como encargos do período independentemente de os produtos terem ou não sido comercializados. Observa-se que dessa maneira, de acordo com a relevância do valor desses custos, pode-se reduzir substancialmente o lucro – esse fator pode explicar o fato do Custeio Direto não ser permitido pela Legislação do Imposto de Renda. Para Leone (2000) os custos variáveis são aqueles que se alteram proporcionalmente a quantidade produzida e aumentam na medida em que aumenta a produção, dessa maneira se a produção não acontece o seu valor será zero. Como por exemplo, é o caso do material direto consumido, cujo valor depende da quantidade de produtos que forem produzidos. Por apropriar somente os custos/despesas variáveis aos produtos/mercadorias que esse sistema de custeio ficou conhecido como Marginal, pois gera informação para a formação do cálculo da Margem de Contribuição (preço de venda – custos/despesas variáveis). 3.2 Custeio Baseado em Atividades - ABC Segundo Crepaldi (2006), o Custeio Baseado em Atividades (Activity Based Costing) é um método de apropriação de custos que se baseia na premissa de que os produtos ou serviços elaborados por uma organização requerem a realização de atividades e essas por sua vez requerem o consumo de recursos. [...] existe mais de um modelo para o ABC, dificultando o que se entende por custeio baseado por atividade. Para alguns autores, o enfoque é dado mais para o cálculo de custos (o lado do método), enquanto que, para outros, o ABC está mais relacionado com decisões no âmbito estratégico, passando, ainda, pela melhoria dos processos. Essas confusões e divergências de visões estão relacionadas com a própria origem do ABC, o qual começou a ser amplamente divulgado em ambientes de discussões sobre a empresa moderna, o que o ligou, naturalmente, com essa problemática. (BORNIA, 2009, p. 109). Um dos fatores que promove a utilização do custeio ABC se oriunda do fato de o mesmo tomar as diversas atividades da organização e compreender a sua conduta, encontrando bases que evidenciem a relação entre os produtos/serviços elaborados e essas atividades. A partir das idéias de Crepaldi (2006), observam-se quatro etapas para implantação do ABC, são elas: identificação das atividades relevantes; atribuição de custos às atividades; identificação e seleção dos direcionadores de custos; atribuição dos custos das atividades aos produtos, utilizando como base os direcionadores de custos. Martins (2003) apresenta o Custeio ABC como uma ferramenta gerencial, cujos resultados impressos têm a participação de todos os funcionários e permite aos gestores uma visão empresarial dos processos da empresa, entendendo melhor as causas geradoras de custos e mostrando ineficiências, que geralmente são atividades que não agregam valor ao produto. A questão fundamental do ABC é que, seja ele concebido na concepção de método (primeira geração do ABC) ou ferramenta estratégica (segunda geração do ABC), ele permite com a execução do controle e tomada de decisão com a qualidade necessária a realidade da empresa contemporânea, apesar de apresentar algumas desvantagens. Wernke (2005) dispõem acerca de três pontos desfavoráveis ao ABC. O primeiro ponto esclarece que alguns autores consideram essa de custeamento não imune a arbitrariedade que costuma ser atribuída somente ao Custeio por Absorção, entendem que a utilização de diversos direcionadores apenas aumentaria a possibilidade de erros. O segundo argumento contrário ao ABC é que esse comportamento pode inverter o comportamento de um gasto fixo, tornando-o “variável”. A terceira desvantagem diz respeito ao detalhamento e ao volume de dados que esse método requer – o que pode inviabilizar diversas etapas de produção e número elevado de processos e atividades em empresas que possuem operações complexas. As etapas de implantação do ABC demonstram que, apesar de existir um escopo de trabalho para implantação, cada empresa possui suas peculiaridades, exigindo uma análise minuciosa do processo produtivo e das atividades realizadas nesse processo. Tal implantação torna-se extremamente personalizada e em regra diferente, até para empresas do mesmo ramo de atividade. Esse é o principal motivo que torna a implantação do método algo oneroso e dependendo do porte da organização, inviável. 3.3 Unidade de Esforço de Produção - UEP De acordo com Bornia (2009) é preciso destacar que o método da unidade de esforço de produção trabalha apenas com os custos de transformação, excluindo do cálculo os custos de matéria-prima, que segundo o método deve ser tratado separadamente. Para o UEP o interessante é quantificar o esforço despendido para transformar matéria-prima em produto acabado, dessa forma não são alocados aos produtos os custos com matéria-prima e atividades que não se caracterize como esforço de produção. De forma bem resumida, pode-se dizer que o UEP faz a unificação da produção em uma unidade de medida (a UEP) que atuaria como um “indexador” da produção. Após o cálculo do equivalente em UEP, cada produto passaria a “valer” determinado número de UEPs. Assim, ao final de cada período bastaria apurar o valor (em $) da UEP e multiplicar pela quantidade de UEPs do produto para apurar o custo de transformação respectivo (em $). (WERNKE, 2005, p. 62). Conforme Allora (1995), as indústrias que possuem a produção única não têm problemas com a evidenciação de custos por meio da unidade única (quilograma, litros, toneladas, por exemplo), pois o custo do produto pode ser determinado de maneira simples ao dividir os gastos incorridos em sua fabricação pelo volume produzido. Entretanto, esse raciocínio não prevalece em indústrias que elaboram diversificados, mediante o emprego de materiais e processos variados, já que por este método o custo de cada produto ou serviço é formado pelo agregado de valores no decorrer da cadeia produtiva. 3.4 Custeio por Absorção O Custeio por Absorção fundamenta-se na apropriação de todos os custos fabris aos produtos e/ou serviços produzidos. Megliorini (2001, p. 3), diz que: Custeio por absorção é o método de custeio que consiste em atribuir aos produtos fabricados todos os custos de produção, quer de forma direta ou indireta (rateios). Assim, todos os custos, sejam eles fixos ou variáveis, são absorvidos pelos produtos. Todos os custos são apropriados ao produto tanto os custos diretos, de fácil distinção por produto, quanto os indiretos, indicados através de critérios de rateio. Para Horngren, Foster e Datar (2000, p. 20) “custos diretos são os custos que estão relacionados a um determinado objeto de custo e que podem ser identificados com este de maneira economicamente viável”. Os custos indiretos, segundo Martins (2003, p. 49), são aqueles que “não oferecem condição de uma medida objetiva e qualquer tentativa de alocação tem de ser feita de maneira estimada e muitas vezes arbitrária [...]. São os custos indiretos com relação aos produtos”. Esse método é utilizado como sistema integrado à contabilidade, atende a legislação do Imposto de Renda, permite a apuração dos custos por departamento e leva em consideração os princípios contábeis aplicados à contabilidade de custos. Bruni (2008, p. 63) afirma que “a contabilidade de custos, analisada sob a óptica da contabilidade financeira, preocupa-se com o registro formal e legal das informações sobre custos”, não se pode perder de vista que esta é a função pela qual foi criado o custeio por absorção: controle e resultado. Wernke (2005) ressalta que a escolha do critério de rateio assume papel decisivo, e pode implicar custos maiores ou menores para cada produto e atribui a esse aspecto, a principal crítica apontada na literatura para o Custeio por Absorção. Para melhor compreender o método verifica-se o fluxograma abaixo, extraído de Crepaldi (2009, p.137). Fonte: Crepaldi (2009, p.137) – Fluxograma Custeio por Absorção Percebe-se que o fluxograma da Figura 1 é de suma importância para o método, visto que é a partir da correta separação entre gasto custos e gasto despesas, que alguns gastos são apropriados aos produtos e outros são lançados diretamente na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). Os gastos custos indiretos são apropriados ao produto por meio de critérios de rateio, dessa forma são a princípio levados ao Balanço Patrimonial, mais precisamente no grupo do ativo circulante e só vão ao resultado à medida que os produtos são vendidos, enquanto não ocorre a venda, não há a apropriação desse custo na Demonstração de Resultado do Exercício. Já os gastos despesas vão diretamente para a DRE. 4 Produção de Cachaça de Alambique: importância econômica e processo produtivo A cachaça é uma bebida alcoólica produzida pela destilação do mosto da cana-deaçúcar fermentado, muito apreciada por possuir aroma e sabor característico e considerada o destilado alcoólico mais popular produzido no Brasil (CARDOSO, 2006). O produto final de um alambique é a cachaça que pode ser comercializada de duas formas: branca ou envelhecida. Leão (2004) faz uma abordagem histórica da produção de cachaça, salientando que se trata de um dos produtos que mais caracteriza a cultura brasileira. A cachaça começou a ser fabricada no Brasil no século XVI, juntamente com a produção açucareira, sendo a primeira bebida destilada do país que, inicialmente consumida pelos escravos, passou, com o aprimoramento de sua qualidade, a ser consumida pelos senhores de engenho e por toda a sociedade. A produção e comercialização de cachaça vêm ganhando mercado no Brasil e no mundo, sobretudo a cachaça produzida obedecendo às exigências para manter a qualidade sensorial do produto. O processo produtivo é artesanal, sem produção de resíduos e utiliza apenas técnicas da biotecnologia para potencializar a produção. Segundo o SEBRAE e a SEAMA (2001) a cachaça atingiu uma grande importância econômica no Brasil e no mundo, em termos de consumo, ocupando a segunda posição da bebida alcoólica mais apreciada pelos brasileiros, ficando atrás somente da cerveja. Os produtores de cachaça de alambique são responsáveis pela geração de aproximadamente 1 milhão de empregos diretos e indiretos. Somente para a fabricação de cachaça, são produzidas no Brasil 10 milhões de toneladas de cana de açúcar por ano, o equivalente a uma área plantada de 125 mil hectares. O faturamento no mercado interno é da ordem de mais de US$ 600 milhões (PBDAC, 2008). Em relação às exportações, o Brasil desembarca 15 milhões de litros de cachaça para mais de 60 países, entre os quais destaque para a Alemanha, Paraguai, Itália e Portugal (RODAS, 2005). A Bahia é hoje o segundo maior produtor de cachaça de alambique do Brasil, atrás apenas de Minas Gerais. Por ano, é fabricado no mercado baiano em torno de 1,8 milhões de litros da bebida artesanal. Estima-se que três mil pequenos estabelecimentos rurais estejam, atualmente, envolvidos na produção de derivados da cana (melado, rapadura, açúcar mascavo, além de cachaça) e empreguem cerca de 60 mil pessoas direta e indiretamente. Apesar de uma produção inferior a dois milhões de litros, a capacidade baiana é bem superior, da ordem de 3,5 milhões de litros/ano de cachaça pura (SICM, 2008). 4.1 Processo Produtivo da cachaça de alambique A produção de cachaça em alambiques consiste em um processo que é realizado de forma bem artesanal, que busca preservar a qualidade sensorial do produto final e, por isso, obtém uma maior procura pelos consumidores e o mercado exterior, por ser produzida de forma mais natural do que a cachaça produzida em escala industrial em colunas de destilação. O processo de produção da cachaça artesanal é feito exclusivamente do caldo de cana, sem a adição de produtos químicos, nos chamados engenhos ou alambiques. A destilaria ou fábrica da cachaça artesanal é popularmente chamada de alambique, que é, na verdade, a estrutura de cobre onde é feita a destilação (LIMA et al., 2006). O processo produtivo é dividido em oito etapas (obtenção da cachaça branca) ou nove etapas (obtenção da cachaça envelhecida): seleção da matéria-prima, moagem da cana, decantação, preparo do caldo, fermentação, segunda decantação, destilação, armazenamento ou envelhecimento e engarrafamento. A primeira etapa é a seleção da matéria-prima, a produção de cachaça de alambique tem como matéria-prima a cana-de-açúcar e a água potável. Dessa forma a principal matéria-prima é a cana-de-açúcar que interfere diretamente na qualidade e rendimento do produto final. Uma cana considerada doce, maior concentração de sacarose, renderá mais cachaça, visto que na etapa de diluição, que será vista mais adiante, será necessário utilizar mais água potável para atingir a concentração ideal de sacarose. Visando manter uma padronização do produto acabado os produtores têm duas alternativas, comprar a cana sempre do mesmo fornecedor ou efetuar o seu próprio plantio. Moagem da cana é a segunda etapa da produção. A cana é moída, o resultado dessa moagem é o bagaço e o caldo da cana. O primeiro pode ser aproveitado como combustível para aquecimento das fornalhas, em etapas posteriores de produção, já o segundo segue no processo produtivo. A terceira etapa é a Decantação, esse processo visa separar do caldo algumas impurezas indesejáveis ao processo produtivo, como terra e restos de bagaço. Para esse processo é usado um equipamento em aço inox, chamado decantador. O preparo do caldo é a quarta etapa do processo e ocorre dentro de um tanque de diluição em aço inox, no qual acrescenta água potável ao caldo da cana até atingir a concentração de sacarose entre 14 a 16 ? Brix. Fermentação é a quinta etapa, considerada como a mais importante do processo produtivo. Dentro de uma dorna de fermentação contendo fermento, propagado das leveduras da própria cana, ocorre a fermentação alcoólica, ou seja, a transformação da sacarose em Etanol e CO2. O resultado dessa etapa é o “vinho” que segue o processo produtivo. A sexta etapa do processo produtivo é a segunda decantação. Ela ocorre dentro de um recipiente em aço inox. O vinho fica em repouso para garantir que parte do fermento não irá seguir o processo produtivo, evitando formação de substâncias indesejáveis, que podem comprometer a qualidade do produto final. A oitava etapa do processo é a destilação. Ocorre dentro do alambique, equipamento feito em cobre. Nesta etapa o vinho é aquecido a uma temperatura de aproximadamente 90º havendo a ebulição (passagem do estado líquido para o gasoso) e posteriormente conduzido para um resfriador a base de água, onde ocorre a condensação (passagem do estado gasoso para o líquido). Gerando as 3 frações destiladas: cabeça, coração e calda. A cabeça, são as primeiras frações destiladas, contém Metanol (tóxico) e Aldeídos (responsável pela dor de cabeça). Coração é a cachaça de qualidade, nosso produto final, contém Etanol e outros componentes aromáticos. Tem que estar entre 38 e 48 GL (Gay Lussac – medida de concentração de álcool). Calda são as últimas frações destiladas é formado por alcoóis superiores, substâncias que comprometem o sabor e a qualidade da cachaça. Uma cachaça de qualidade deve ter como produto final apenas o coração, porém alguns produtores juntam a cabeça e a calda para ser vendido como produto final, o que compromete a qualidade. Quando o propósito é a cachaça de qualidade a cabeça e a calda, são consideradas perdas normais do processo produtivo, porém com a compra de um equipamento chamado coluna de destilação, essas perdas podem ser transformadas em álcool combustível, podendo ser utilizado em carros da empresa reduzindo assim as despesas administrativas. A nona etapa do processo produtivo é o armazenamento ou envelhecimento. Se o propósito for a produção de cachaça branca esse processo não existirá, o produto seguirá da destilação direto para o engarrafamento. Esse processo é utilizado para a obtenção da cachaça envelhecida, consiste em colocar o resultado da destilação em barris de madeira (umburana, carvalho, bálsamo, etc) onde permanecem por aproximadamente 6 meses. Nesse processo a cachaça absorve as propriedades da madeira, obtendo uma coloração e sabor diferenciado. A décima etapa do processo produtivo é o engarrafamento. O produto final é embalado em garrafas rotuladas e tampadas. Ressalta-se que esta é a nona etapa da fabricação do produto cachaça de qualidade branca e a décima etapa para a cachaça envelhecida. 4.2 Custeio por Absorção aplicado à Cachaça de Alambique Na análise do processo produtivo da cachaça de alambique pode-se perceber que um alambique pode ter no máximo quatro produtos finais: cachaça de qualidade branca e envelhecida; cachaça com cabeça e calda branca e envelhecida. Ao observar o método de custeio tradicional, percebe-se que o processo produtivo até a destilação é o mesmo para qualquer tipo de cachaça, não há necessidade de rateio de custos indiretos ao produto, todos os custos são divididos pela quantidade produzida. O que diferencia a cachaça branca da envelhecida é o acréscimo de um processo, o envelhecimento, e o custo desse custo também é direto, sendo alocado diretamente à cachaça envelhecida. A diferença da cachaça de qualidade para a cachaça que contém cabeça e calda é o rendimento, para facilitar o entendimento denomina-se a cachaça de qualidade de tipo A e a cachaça com cabeça e calda de tipo C. Os custos totais representam o custo da produção dos três itens, porém o rendimento (volumes elaborados) do produto final no caso da cachaça tipo C será maior, conseqüentemente o custo unitário, menor. De forma resumida o sistema de custeio por absorção da cachaça de alambique pode ser demonstrado pelo fluxograma que segue: Figura 2 – Fluxograma Custeio para Alambique A cachaça tipo A branca tem como custo unitário total os custos de produção até a destilação dividido pelo rendimento “X” mais o custo de embalagem. A cachaça de qualidade envelhecida terá os mesmos custos da branca acrescido do custo de envelhecimento. A cachaça tipo C branca terá como custo unitário total os custos de produção até a destilação dividido pelo rendimento “Y” mais o custo de embalagem, é importante salientar que essa produção será sempre maior que a produção da cachaça tipo C. A cachaça tipo C envelhecida também terá os mesmos custos da branca adicionado do custo de envelhecimento, que acontece em barris distintos da cachaça tipo A. “Os custos diretos são todos os custos aplicados diretamente ao produto, não necessitando do critério de rateios, podendo ser identificados no produto” (SANTOS, et al., 2006, p. 55). Dessa forma, em um alambique tem-se como custo direto a matéria-prima, a mão-de-obra direta e materiais de embalagem. Martins (2003) diz que os custos indiretos são aqueles que não oferecem condição de uma medida objetiva. No caso do produtor de cachaça a depreciação, um suposto aluguel que diante dos custos diretos possuem representação irrelevante. A depreciação é um exemplo de custos que poderia também ser apropriado de maneira mais direta, porém, pela própria natureza do custo, em grande parte dos processos produtivos esse procedimento não é considerado. No caso da fabricação de cachaça não há qualquer problema em considerá-la com custo direto. Evidencia-se que praticamente todos os custos são apropriados diretamente ao produto, ou seja, recebem tratamento contábil de custos diretos, dessa forma uma informação relevante para os gestores é o cálculo da margem de contribuição (margem de contribuição unitária = preço de venda – custos variáveis unitários), permitindo assim uma eficiente aplicação gerencial do custeio por absorção. “A margem de contribuição unitária representa a parcela do preço de venda que resta para a cobertura dos custos e despesas fixos e para geração do lucro por produto vendido.” (BORNIA, 2009, p. 55). Para esse tipo de empresa a margem de contribuição unitária seria a parcela que cobriria as despesas e geraria o lucro, não existiria a figura dos custos indiretos, esse detalhe é fundamental para interpretação do valor que se tem como retorno do produto para formação de resultado na empresa. Se o Custeio ABC fosse utilizado no processo de produção da cachaça, os custos seriam alocados às atividades para, a partir de então, dividir entre as quantidades produzidas. As informações geradas seriam mais detalhadas, porém criaria processo de contabilização do custeio mais oneroso. Vale destacar que em um alambique as atividades por produtos já são bastante distintas, incluso são elas que diferenciam os produtos – a exemplo da atividade de envelhecimento que gera a cachaça envelhecida. O Custeio Direto não considera os custos indiretos como custo dos produtos alocando-os diretamente na DRE, esse método poderia ser adequado para geração de tomada de decisão por não ser muito diferente do Custeio por Absorção, visto que uma peculiaridade da produção da cachaça é a pequena relevância dos custos indiretos, o contrário do que acontece na maioria dos casos, entretanto não atenderia à legislação fiscal, da mesma forma que a metodologia da UEP. Na elaboração da cachaça não há custos a serem rateados entre produtos distintos, pois até o processo de destilação, onde o produto encontra-se semi-pronto, existe apenas um produto. É a partir desse processo que o produto semi-pronto recebe tratamentos diferenciados dando origem a quatro produtos distintos. Essa é uma característica desse tipo de organização e o principal motivo que faz o Custeio por Absorção ser o mais adequado, sendo capaz de gerar informação para o processo de tomada de decisão, sem negligenciar os aspectos de controle e apuração de resultados para os quais foi precipuamente concebido. 5 Considerações Finais O processo produtivo da cachaça de alambique branca ou envelhecida é identificado por uma peculiaridade que o torna diferente da maioria dos casos – apresenta custos indiretos em pequena proporção em relação ao total dos custos e, em geral, eles são irrelevantes. A maioria dos sistemas de custos voltados para a contabilidade gerencial não são permitidos pela legislação brasileira vigente. Tal situação torna dispendiosa a sua implantação, sem perder de vista os benefícios que podem ser gerados (relação custo e benefícios). Neste contexto a organização tem que preparar dois tipos de custeio – um para atender às normas contábeis e legislação e outro que permita fazer uso de informações confiáveis para tomada de decisão. Além de apresentar gastos extras relativos à implantação de dois sistemas, destaca-se o fato da imperativa demanda de tempo de funcionários que poderiam estar executando outras atividades e/ou contratação de funcionários. Outro fato a ser destacado é que os processos de rateio são arbitrários, logo a própria disposição do processo de produção da cachaça permite que eles não sejam utilizados na distribuição dos custos durante o mesmo, visto que o custo pode ser evidenciado em cada produto no final da linha de produção em função do volume produzido. Os produtores de cachaça de alambique podem ter o privilégio (melhor substituir pela palavra: vantagem) de fazer apenas um método do custeio por absorção com dupla finalidade no contexto da empresa, atender à legislação e fazer o controle gerencial. Entretanto, ressalta-se a importância da observação de outros elementos externos que guardam relação com a decisão a ser tomada, visto que o sistema por si só não será capaz de garantir o alcance dos resultados esperados pela administração da empresa. Sabe-se que o objetivo de qualquer empresa é lucro operacional a nível suficiente para remunerar o capital empregado e garantir a manutenção do negócio. Todavia, é importante destacar que o papel do administrador é significativo e determinante para o desempenho da entidade e o conhecimento aprofundado das informações de custo, atrelado a sua perspicácia e ao seu profissionalismo, poderão agregar valor ao desempenho dos produtos oferecidos pela empresa ao mercado onde ela atua, agregando-lhe vantagens competitivas que poderão se transformar em base de sustentação da organização a longo prazo. Conclui-se que, apesar da evidente eficiência da aplicação do custeio de absorção como ferramenta gerencial na produção de cachaça de alambique, deve-se considerar o caráter de singularidade que por vezes permeia em empresas do mesmo ramo, sem perder de vista a necessidade de observação e estudos semelhantes em outros ramos de atividade, a fim de evidenciar outras atividades insdustriais ou de produção de serviços que possam fazer uso do sistema de custeio por absorção, como ferramenta gerencial, sem que seja necessário o uso excessivo de ajustes. 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