UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” FACULDADE INTEGRADA AVM O ENSINO DA MATEMÁTICA FINANCEIRA NO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO COMO FUNDAMENTAÇÃO PARA TOMADA DE DECISÕES FINANCEIRAS. Por: Claudenir Soares Silva Orientador Prof. Pablo Santos Rio de Janeiro 2012 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” FACULDADE INTEGRADA AVM O ENSINO DA MATEMÁTICA FINANCEIRA NO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO COMO FUNDAMENTAÇÃO PARA TOMADA DE DECISÕES FINANCEIRAS. Apresentação Candido de Mendes monografia como à requisito Universidade parcial para obtenção do grau de especialista em Docência do Ensino Superior. Por: . Claudenir Soares Silva 3 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus, aos meus familiares, ao meu orientador, aos meus professores, aos amigos e a todos aqueles que direta ou indiretamente contribuíram para este trabalho. 4 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho a todos que de alguma forma acreditaram e colaboraram para que o mesmo torna-se possível. Claudenir Soares Silva. 5 RESUMO O presente estudo tem por objetivo trazer a questão do ensino da matemática financeira dentro do curso de administração de forma que o aluno ao final do curso tenha adquirido uma base sólida deste assunto e esteja pronto tanto para atuar no mercado de trabalho, seja numa empresa privada ou se candidatar a um cargo público, e ainda, resolver problemas cotidianos ligados ao mesmo. Este estudo foi dividido em quatro capítulos da seguinte forma: o primeiro capítulo trata da conceituação da matemática financeira e da administração, onde foram trazidos os entendimentos de alguns autores a respeito do tema. No segundo capítulo deu-se início a matemática financeira, onde foram apresentados os primeiros termos e suas definições para que o leitor pudesse ter o entendimento dos cálculos que viriam depois. No decorrer do terceiro capítulo foram apresentados vários cálculos de juros simples e compostos para que o leitor pudesse ver na prática as suas utilizações e ainda acompanhados de explicações para que o administrador percebesse a sua utilidade no desenvolvimento das suas tarefas e tomadas de decisões. No quarto e último capítulo foi trazido o tema dos descontos, algo que é muito utilizado pelo mercado e que foi demonstrado também com a resolução de cálculos. Pôde-se verificar que durante todo este trabalho ouve uma busca para demonstrar de forma prática como o administrador pode se utilizar da matemática financeira, tanto na vida pessoal quanto na vida profissional e que o ensino desta ferramenta deve acontecer por meio da resolução de fórmulas acompanhadas do uso de calculadoras e até mesmo softwares que aqui não foram demonstrados, a fim de formar uma base sólida de conhecimento no administrador, mas ficou claro que é de suma importância estimular o aluno administrador a procurar entender não só o cálculo, mas também de que forma o resultado influencia na questão problema, pois, assim o mesmo se sentirá mais preparado a tomar decisões com base nas respostas encontradas. 6 METODOLOGIA Pretende-se que o presente estudo seja com relação aos seus fins como exploratório e descritivo, já com relação ao seu método que seja bibliográfico, segundo o qual se supõe que os dados necessários ao desenvolvimento da pesquisa sejam encontrados em trabalhos anteriormente especialmente em meio científico, livros, revistas, periódicos publicados, e sites recomendados. Alguns dos livros que serviram de base para a construção deste trabalho, ou seja, que foram utilizados como referências dentro da matemática são: Matemática financeira - Adriano Leal e Rubens Fama; Corporate Finance Ross, Westerfield e Jaffe; Matemática Financeira - Ernesto Coutinho Puccini; hp 12c calculadora financeira - guia do usuário. Estes livros tornaram possível demonstrar como cada cálculo poderia ser apresentado de forma a tornar a apresentação o mais fácil possível. Já com relação à administração foram utilizados os livros: Introdução à teoria geral da administração – Idalberto Chiavenato; Administrando para obter resultados – Peter Drucker; Plano de Negócios – Luiz Arnaldo Biagio, Antonio Batochio. Importante destacar que alguns destes autores não aparecem com citações, o que de modo algum reduz a sua importância para o desenvolvimento deste estudo, já que os mesmos ajudaram a compor as ideias que compõe o mesmo. 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 08 CAPÍTULO I Conceituando matemática financeira e administração 09 CAPÍTULO II Introdução a matemática financeira 12 CAPÍTULO III – Regime de capitalização simples e composta 15 CAPITULO IV – Descontos - Desconto racional e desconto comercial 34 CONCLUSÃO 40 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 41 ÍNDICE 42 FOLHA DE AVALIAÇÃO 43 8 INTRODUÇÃO A matemática financeira é parte integrante do curso de administração, embora nem sempre o administrador siga carreira dentro da área financeira, esta matéria, vai acompanhá-lo por toda a sua vida tanto pessoal quanto profissional, pois, a cada decisão de compra ou financiamento tanto na vida particular quanto na profissional a mesma estará presente. Sendo então algo tão usual se faz necessário que o seu ensino dentro da universidade seja feito de forma consistente afim de que o administrador mesmo que não siga carreira financeira adquira um bom conhecimento da matéria e possa fazer uso da mesma, nas suas decisões financeiras cotidianas. Algo que também chama muita atenção dentro desta matéria diz respeito ao mercado de trabalho, pois, é de conhecimento público que, o mesmo, esta cada vez mais exigente com relação aos candidatos que estão disputando as vagas de emprego e que por vezes não são preenchidas devido à falta de pessoas qualificadas. Dentro desta realidade surge a necessidade de se buscar uma formação para o Administrador que contemple as questões acadêmicas e as necessidades do mercado de trabalho. Desta forma surge a oportunidade da universidade oferecer o ensino da matemática financeira voltada às necessidades do mercado para que com isto os seus futuros formandos saiam da mesma com um bom conhecimento da área e prontos para atuar nas empresas, mas surge também a questão de: como realizar o ensino da matemática financeira para os administradores de forma que seja construída uma base sólida de conhecimento? 9 CAPÍTULO I CONCEITUANDO MATEMÁTICA FINANCEIRA E ADMINISTRAÇÃO Segundo Puccini (2007, p. 12) “a matemática financeira é um corpo de conhecimento que estuda a mudança de valor do dinheiro com o decurso de tempo”. Desta forma pode-se verificar que a mesma necessita do desenvolvimento de métodos para que então possa comparar o valor do dinheiro no presente com relação ao futuro ou ao passado. Também é importante destacar que para o perfeito entendimento da mesma se faz necessário o conhecimento de uma linguagem própria. Ao estudar a matemática financeira tem se a oportunidade de verificar o quanto a mesma esta presente no nosso cotidiano, seja nos financiamentos que realizamos ao comprar eletrodomésticos a prazo, por exemplo, ou até mesmo quando emprestamos algum valor a amigos ou vice-versa, mas, de um modo geral as pessoas acabam por vezes ignorando o quanto esta ciência é importante e não lhe dedicam à necessária atenção e com isto acabam desembolsando uma quantia alta de juros em uma compra, pois, a mesma preferiu dar mais atenção ao valor das parcelas verificando assim se as mesmas cabem no orçamento ou não. O fato de o consumidor ignorar o valor dos juros cobrados em transações comerciais por vezes é causado pela falta de conhecimento de como calcular os juros da mesma. Esta falta de conhecimento para as pessoas, de um modo geral, já é algo que merece uma atenção maior, mas quando esta falta de conhecimento atinge o administrador o problema poderá ser agravado pelo fato do mesmo, por vezes, estar representando os interesses de outros, no caso, empresas que 10 ele administra e que poderão passar dificuldades ou mesmo perder oportunidades causadas por esta deficiência. Segundo Chiavenato (1993, p. 8) a administração, com suas novas concepções, está sendo considerada uma das principais chaves para a solução dos mais graves problemas que afligem o mundo moderno. Como dito anteriormente a matemática financeira esta presente no nosso cotidiano, mas não se pretende encara - lá aqui como um problema do nosso dia-a-dia. O que realmente fica demonstrado como problema é a ausência de conhecimento da mesma, seja por parte do consumidor ou do administrador. Com isto parece claro que a administração agora na figura do administrador pode se utilizar da matemática financeira para a solução de algumas questões no mundo moderno, desde que, o mesmo tenha o seu perfeito domínio. Ao falar da administração recorremos então a Chiavenato que diz: “A tarefa atual da administração é a de interpretar os objetivos propostos pela organização e transformá-los em ação organizacional por meio do planejamento, organização, direção e controle de todos os esforços realizados em todas as áreas e em todos os níveis da organização, a fim de alcançar tais objetivos da maneira mais adequada á situação”. (CHIAVENATO, 1993. p.9). Fica claro que dentro desta afirmação uma das tarefas do administrador é a de controlar. E para isto o mesmo poderá também se utilizar da matemática financeira como uma importante ferramenta, pois, a mesma poderá fornecer informações importantes com relação à situação passada da empresa, verificar no presente se houve alguma evolução e ainda realizar projeções para o futuro. Segundo Biagio & Batocchio (2005, p. 201) “as decisões empresariais geralmente são tomadas a partir de dados financeiros que refletem uma situação passada”. Com isto a utilização da matemática financeira pelo 11 administrador pode demonstrar se os objetivos mensuráveis da empresa foram alcançados ou não. Torna-se importante destacar que dentro desta visão o administrador que possuí uma base sólida na sua formação não poderá se utilizar somente das informações passadas para tomar decisões, pois, o mundo de hoje é extremamente dinâmico e talvez fatos passados não se repitam. Caberá então ao administrador buscar entender os acontecimentos a sua volta e tomar as decisões necessárias para que não só ele, mas a quem o mesmo representa possa obter o melhor das situações impostas pelo mercado. Dentro desta realidade será justamente neste momento que o administrador precisará dos conceitos da matemática financeira a fim de que o mesmo possa modelar soluções ou até mesmo entender de que forma determinados acontecimentos de ordem, econômica, por exemplo, vão impactar dentro da empresa ou na vida pessoal. Diante disto o ensino da matemática financeira dentro do curso de administração ganha muito em importância, pois, será com o uso desta ferramenta, que foi ensinada na graduação, que o administrador poderá adquirir a base para tomada de suas decisões financeiras dentro do âmbito profissional ou pessoal. 12 CAPÍTULO II INTRODUÇÃO A MATEMÁTICA FINANCEIRA Ao iniciar o estudo da matemática financeira o administrador deve ficar atento para algumas questões como o fato da matemática financeira basear-se no princípio da equivalência, que segundo Neto (2002, p 10) “O princípio da equivalência baseia-se no fato de que o dinheiro muda de valor no decorrer do tempo”. A partir do entendimento desta afirmação pode se buscar as ferramentas para tornar possível o cálculo de determinadas quantias em diferentes épocas. Dentro dos cálculos que o administrador poderá desenvolver ele vai precisar entender outras questões como a definição do que seriam os juros. Aqui definido por Puccini (2007, p.16) como o valor da remuneração do capital acordado entre o credor e o tomador em uma determinada operação financeira. O administrador poderá encontrar outras definições para a palavra “juros”, como por exemplo, “ o preço do dinheiro”, mas na prática isto em nada interfere no cálculo a ser desenvolvido pelo administrador, uma vez que o mesmo conseguiu entender o seu significado. Outro conceito é o de capital, aqui definido como uma quantia que foi aplicada ou tomada emprestada. Lembrando que a soma do capital com os juros que foram ou serão cobrados se define como montante. Dentro deste cálculo será utilizado um valor percentual definido como taxa que tem a função de apurar a quantia de juros devidos de acordo com o tempo previsto na operação financeira. Este tempo é definido como período. Uma dica importante para o administrador é verificar sempre se taxa e período, estão na mesma unidade de medida, ou seja, se no meu problema a taxa se apresentou em meses então é necessário que o período esteja também em 13 meses. Lembrando que isto poderá ser resolvido facilmente com a conversão de taxa ou do período. Durante a execução dos cálculos o administrador vai se deparar com o conceito de valor futuro e valor presente, no caso também conhecido como montante e capital e já foram previamente conceituados. Para facilitar o desenvolvimento dos cálculos, os mesmos são realizados com o uso de fórmulas e para isto necessitam de representações, como veremos nas tabelas abaixo: TABELA 1 (Representações) VARIÁVEIS REPRESENTAÇÕES JUROS J CAPITAL C TAXA i PERIÓDO (TEMPO) N MONTANTE M VALOR PRESENTE PV VALOR FUTURO FV PRESTAÇÃO PMT Fonte: Autor 14 TABELA 2 ( Abreviaturas das taxas) EXPRESSÕES ABREVIATURAS Ao Dia Ad Ao Mês Am Ao Trimestre At Ao Quadrimestre Aq Ao Semestre As Ao Ano AA Fonte: Autor A ideia de apresentar tabelas com as variáveis, expressões e suas representações é para facilitar a visualização e consequentemente o entendimento por parte do administrador que esta começando agora os estudos desta ciência. 15 CAPITULO III REGIME DE CAPITALIZAÇÃO SIMPLES E COMPOSTA 3.1 – JUROS SIMPLES Segundo Bruni & Famá (2009, p.107) no regime dos juros simples, a taxa incide somente sobre o valor inicialmente aplicado ou tomado emprestado. Pode-se entender então que quando, por exemplo, uma pessoa faz uma aplicação dentro deste regime de capitalização o valor dos juros será igual em todos os meses, pois, os mesmos só incidirão em cima do capital. Faz-se necessário destacar que o regime de capitalização simples não atua no mercado, pois, no nosso dia-a-dia tanto recebemos juros compostos em nossas aplicações quanto pagamos juros compostos em nossas dívidas. Entretanto como existe a intenção de ensinar a matemática financeira para administradores, o ensino dos juros simples ganha muita importância, pois, é através dos mesmos que o administrador tem contato inicial com os cálculos da matemática financeira. A fim de facilitar o entendimento por parte do administrador serão demonstradas possibilidades de cálculos dentro deste regime exemplificandoos, mas sem o uso da calculadora HP 12c. Após a demonstração dos mesmos, serão exemplificados, no capítulo seguinte, possibilidades de cálculos dentro do regime de juros compostos, inclusive com o uso da HP 12c, para que fique claro na mente do administrador a diferença entre os mesmos, tanto nas fórmulas quanto nos resultados no que diz respeito a juros simples e compostos. 16 3.1.1 – CÁLCULOS DOS JUROS SIMPLES. O primeiro cálculo a ser demonstrador será o de juros e para isto será utilizada a fórmula: 1) J=C.i.N Um administrador pagou um curso em 12 mensalidades. Este curso à vista custaria R$ 1.800,00. A taxa de juros ficou em 2% ao mês. Pede-se qual o valor total dos juros simples cobrados? Na resolução deste problema o administrador mais atento vai notar que taxa e período estão na mesma medida de tempo, o que já facilita na resolução, então vamos ao cálculo. J=C.I.N J = 1800 . 0,02 . 12 => J = R$ 432,00 Trata-se de uma operação bem simples, mas que exige atenção principalmente na representação da taxa dentro da fórmula. Segundo Bruni e Famá (2009, p. 29) esta representação deve ocorrer na forma unitária e não na forma percentual, ou seja, ao invés de se colocar 2% deve-se escrever 0,02. Apesar de ser algo simples, esta forma incorreta de representação da taxa é por vezes motivo de erros nos cálculos. OBS: Torna-se importante lembrar ao administrador que esta questão da representação da taxa se aplica tanto nos juros simples, como foi o caso aqui demonstrado, quanto nos juros compostos que veremos mais adiante. Dando continuidade aos cálculos veremos então como chegar ao montante utilizando-se da fórmula: M = C + J 17 2) Aproveitando-se das informações do primeiro cálculo pode-se então substituir na fórmula: M=C+J M = 1.800 + 432 => M = R$ 2.232,00 Como se trata de cálculo de juros simples o administrador atento poderia simplesmente calcular quanto representa 2% de 1800 e multiplicar pelo tempo, no caso 12 meses, e com isto chegaria a mesma conclusão. Agora vamos verificar como calcular o valor do capital se utilizando da fórmula: J C = ____________ I 3) . N Na compra de um novo computador um administrador vai pagar de juros R$ 300,00 num financiamento de 12 meses com uma taxa semestral de 6%. Pede-se então, qual o valor a vista deste computador? A primeira questão a ser resolvida pelo administrador é que a taxa de juros e o tempo estão em unidades diferentes. Desta forma como estamos tratando de juros simples uma divisão resolve o problema, vejamos: 6% / 6 meses = 1,0 % a.m. Lembrando que esta solução só é possível em se tratando de juros simples. 18 Agora que o administrador já conseguiu adequar juros e tempo para a mesma unidade pode-se dar continuidade ao cálculo. Vejamos: C = J / I . N C = 300 / 0,01 . 12 => C = 300 / 0,12 => C = R$ 2.500,00 Agora que o administrador conseguiu verificar o valor a vista do bem em questão pode o mesmo verificar outras formas de realizar este mesmo cálculo, como por exemplo: Se o valor total de juros é de R$ 300,00 significa que será pago R$ 25,00 por mês, pois, 25 x 12 = 300. E se a taxa mensal é de 1% e têm-se o valor de R$ 25,00 então 25 x 100 = R$ 2.500,00. Esta forma de pensar só é possível porque estamos falando de juros simples, ou seja, já vimos que os juros só incidem sobre o capital. Agora que já foi verificado como calcular o capital vamos verificar como calcular a taxa de juros simples. Com a utilização da fórmula: J I = ___________ C . N 4) Um administrador resgatou de uma aplicação um montante de R$ 74.000,00 após um período de 3 anos. Sabe-se que o valor dos juros simples foram de R$ 22.000,00. Qual a taxa de juros simples ao semestre? Antes de começarmos o cálculo da taxa o administrador precisa encontrar o valor do capital investido já que o problema não traz esta informação e a mesma é necessária para o cálculo da taxa de juros. Esta informação pode ser alcançada de forma simples, basta subtrair do montante a quantidade de juros: 19 C=M–J C = 74.000 – 22.000 => C = R$ 52.000 De posse desta informação já é possível calcular a taxa de juros. I = J / C . N I = 22.000 / 52.000 . 3 => I = 22.000 / 156.000 => 0,141026 ou 14,1% a.a. Neste momento a administrador precisa ter muita atenção, pois, algumas vezes o resultado de um cálculo esta correto, mas não atende a pergunta do problema. Neste caso foi pedida uma resposta em semestres e não em anos o que obriga uma divisão por dois, ou seja, 0,070513 ou 7,05% a.s. Finalmente veremos então o cálculo do tempo em juros simples. Utilizando a seguinte formula: J N = ___________ C . I 5) Uma Empresa pagará pela reforma de um galpão o valor de R$ 38.644,00. Sendo que o valor á vista desta reforma seria de R$ 27.000,00. Sabe-se que a taxa de juros simples usada é de 2,4% a.m. Por quantos anos esta empresa pagara por esta reforma? Para que o administrador possa dar início ao cálculo do tempo se faz necessário primeiramente calcular os juros, da mesma forma em que vimos em exemplos anteriores. J=M–C J = 38.644 – 27.000 => J = R$ 11.644,00 Agora que já é conhecido o valor dos juros simples se faz necessário adequar os juros ao período. Lembrando que a taxa esta em meses e a 20 pergunta em anos. Desta forma multiplica-se 2,4% a.m x 12 m, que trará uma taxa de 28,8% a.a N = J / C . I N = 11.644 / 27.000 . 0,288 => N = 11.644 / 7.776 => N = 1,5 Ou seja, a empresa pagará pela reforma durante um ano e meio ou 18 meses. Ao final destes exemplos espera-se que o aluno de administração tenha o domínio dos cálculos de juros simples dentro das varias possibilidades em que o mesmo pode-se apresentar. A fim de reforçar este conhecimento é papel do professor apresentar mais destes cálculos para que o aluno possa exercitar nas suas horas vagas e possa trazê-los nas aulas seguintes, já prontos para serem corrigidos e se for o caso, sanar as últimas dúvidas. Torna-se importante relembrar para o aluno que a modalidade de juros simples não fornece conhecimento suficiente para a tomada de decisões, o ensino do mesmo, esta mais direcionado a formação de uma base de conhecimento para facilitar o entendimento dos juros compostos. Como dito antes o administrador necessita ter o claro entendimento que o mercado cobra juros compostos e paga juros compostos. 21 3.1.2 – JUROS COMPOSTOS. Segundo Carrard (2010, p. 24) nas aplicações feitas a juros compostos, após cada período de tempo os juros são integrados ao capital. O que é popularmente chamado de “juros sobre juros”. Pode-se entender então, que quando o administrador faz uma aplicação dentro deste regime de capitalização, o mesmo recebe ao final do período um montante superior a uma aplicação igual feita no regime de juros simples, pois dentro da modalidade composta os juros passam a integrar um novo principal a cada mês, se este for o período escolhido, e desta forma rendem mais já que a sua base de cálculo será acrescida de juros do período. O administrador deve ficar atento a este regime de capitalização, pois o mercado faz uso do mesmo de uma forma bem ampla. Como dito anteriormente o mercado paga juros compostos e cobra juros compostos. Desta forma, a fim de constituir uma boa base de conhecimento para o administrador será demonstrado às principais possibilidades de cálculos com os juros compostos e para isto será utilizada tanto as fórmulas quanto os procedimentos da calculadora financeira Hp12c, que é uma das mais comuns no mercado e amplamente usada pelos profissionais da área de finanças. O objetivo de demonstrar os cálculos tanto com fórmulas quanto com o uso da calculadora financeira é de ajudar o administrador a formar uma base sólida de conhecimento que permita ao mesmo tanto aplicar estes conhecimentos financeiros no mercado de trabalho, neste caso com o uso da calculadora financeira, quanto na prestação de concursos e provas, onde o uso de calculadoras é vetado. Quando o administrador esta desenvolvendo as suas atividades profissionais, o mesmo tem a necessidade de adquirir determinadas habilidades para que o resultado do seu trabalho seja satisfatório, no caso aprender a usar uma calculadora financeira contribui muito para isto, mas em determinados momentos o mesmo não poderá fazer uso desta ferramenta então precisará conhecer as fórmulas para desenvolver os cálculos, como veremos a seguir. 22 3.1.3 - CÁLCULOS DOS JUROS COMPOSTOS. Iniciaremos demonstrando o cálculo dos juros de um período com o uso da fórmula e depois com o uso da Hp12c. Dentro disto não será demonstrado todas as possibilidades de cálculos da Hp12c, o que exigiria uma outra pesquisa com um outro objetivo. Neste momento vamos focar basicamente sobre a parte que possui mais afinidade com as finanças. Vejamos: Fórmula para o cálculo do montante de um período: M = C . (1 + i ) 1) n Um Administrador aplicou R$ 15.000,00 em um investimento por um ano a uma taxa de juros compostos de 1,5% a.m. Quanto o mesmo receberá ao final do investimento? O Administrador vai verificar que a taxa de juros esta em meses e desta forma vamos trabalhar com este período. Ao substituirmos cada variável pelo seu respectivo valor teremos: 12 M = 15.000 . (1 + 0,015) 12 M = 15.000 . (1,015) M = 15.000 . 1,195618 M = R$ 17.934,27 23 Podemos verificar agora que ficou muito simples calcular os juros compostos cobrados no período, pois, sabemos que a diferença entre o montante e o capital aplicado nos dará esta informação. Vejamos: J = M – C => J = 17.934,27 – 15.000 => J = R$ 2.934,27 Agora que já conhecemos o cálculo pela fórmula, vejamos como calcular o mesmo com o uso da Hp12c: ON Ligar a calculadora F CLX 15.000 CHS Limpando a memória PV ( PV = Valor Presente ) 12 N ( N = Período) 1.5 I ( I = Taxa ) FV 15.000 17.934,27 ( FV = Valor Futuro ) 2.934,42 ( Subtração ) Podemos perceber a facilidade que esta ferramenta pode fornecer para um administrador na execução dos cálculos financeiros, mas para aproveitar tais facilidades talvez seja necessário um pequeno curso para assimilar todos os comandos da mesma. Uma questão importante que deve ser lembrada é a da quantidade de cálculos que são executados diariamente em alguns setores da indústria, comércio e serviços e fica claro que nenhum administrador terá tempo de fazer tais cálculos em blocos de anotações e ao mesmo tempo, o administrador, não poderá abrir mão de fazê-los, pois, ao analisarmos tais cálculos podemos 24 perceber a quantidade de informações importantes que são fornecidas e com isto formam uma base para a tomada de decisões. Com a resolução do cálculo anterior, por exemplo, pode ser visto qual o montante da aplicação e os juros que serão pagos sobre a mesma, de posse desta informação o administrador poderá decidir se esta aplicação é viável ou não, se existe outras aplicações mais rentáveis no mercado, se os juros pagos dentro deste período são um valor atraente ou não, ou seja, o uso da calculadora Hp12c torna mais rápido a visualização das informações que serão utilizadas na tomada de decisão por parte dos administradores. 2) Uma empresa pagou um total de R$ 2.447,22 de juros por um empréstimo de 8 meses a uma taxa de juros compostos de 1,4% a.m. Qual foi o valor do empréstimo tomado? Fórmula para o cálculo do capital. M C = _____________ n (1+i) Embora esta seja a fórmula para o cálculo do capital, devemos observar que faltam duas variáveis e por isto vamos buscar uma outra forma de resolver. Vejamos: J = 2.447,22 N=8 I = 1,4 a.m 25 M = C+ J M=C.(1+i) n n C+J=C.(1+i) 8 C + j = C ( 1,014) C + 2.447,22 = 1,117644C C - 1,117644C = - 2.447,22 C + 0,117644C = 2.447,22 => C = 2.447,22 / 0,117644 C = R$ 20.801,91 Logo: M = C + J => M = 20.801,91 + 2.447,22 => M = 23.249,13 Vejamos agora com a calculadora hp12c: Ligar a calculadora ON F CLX 23.249,13 1.4 8 Limpando a memória CHS FV i N PV 20.801,90 => 26 Ao executar este cálculo com o uso da Hp12c, o administrador mais atento pode verificar que a mesma se utiliza de informações que não estavam disponíveis no problema proposto. Na verdade se fez necessário utilizar-se desta informação, no caso valor futuro ou montante, para que fosse possível realizar o cálculo, pois, a calculadora em questão tem também as suas limitações. Uma vez que o cálculo tenha sido resolvido deve-se direcionar a atenção para as informações que o administrador passou a ter acesso, no caso, ao valor presente ou capital. De posse desta informação o administrador poderá avaliar se os juros cobrados no empréstimo foram corretos ou não, pois, os mesmos incidem sobre este capital. É muito comum empresas anunciarem determinados produtos e direcionarem toda a sua propaganda para o valor da parcela. Desta forma o administrador quando adquire o conhecimento necessário para calcular o valor do principal ou do capital, o mesmo, adquire condições de avaliar se realmente aquilo que esta sendo proposto é um bom negócio ou não e se os supostos juros cobrados estão corretos ou não. 3) Um administrador tomou emprestado a quantia de R$ 18.000,00 por um período de 18 meses. Este administrador esta ciente que pagará ao final deste período a quantia de R$ 26.866,57. A que taxa de juros compostos foi feito este empréstimo? Fórmula para o cálculo da taxa de juros: √ n i = M _____ C _ 1 = M ___ C 1/n -1 27 C = 18.000 N = 18 meses M = 26.866,57 18 i = √ 26.866,57 18 18.000,00 18 √ 1 => 18 √ 1 => 1,022500 1,022500 1,492587 1 => 1 => i= i = 2,25% a.m Dica: Mesmo trabalhando com fórmulas a calculadora Hp12c pode ser útil, neste caso, no cálculo da radiciação. Utilizando-se do exemplo acima Vejamos: ON Ligar a calculadora CLX F 1,492587 18 Limpando a memória Enter 1/X x Y 0,55556 1,022500 28 Vejamos agora este cálculo com o uso da Hp12c: ON Ligar a calculadora F CLX Limpando a memória 26.866,57 CHS 18.000,00 PV 18 N i FV 2,25% a.m Ao compararmos estas duas formas de execução deste cálculo fica, novamente, muito evidente a facilidade que a calculadora Hp12c proporciona ao administrador. Um fato muito relevante neste cálculo é importância da informação que o mesmo fornece, ou seja, através do mesmo é possível que o administrador saiba a real taxa de juros cobrada na negociação e de posse desta informação o mesmo poderá verificar se esta sendo lesado, se esta taxa esta a nível de mercado e se a negociação é viável ou não. 29 4) Uma empresa no intuito de dobrar seu capital fez um investimento de R$ 100.000,00 corrigidos a uma taxa mensal de 0,5%. Quanto tempo levará para que esta empresa alcance aquilo que a mesma planejou? Fórmula para o cálculo do período: M Log C N = ________________ Log ( 1+i) N = Log ( M / C) / Log (1 + i) N = Log ( 200.000 / 100.000) N = Log ( 2 ) / / Log ( 1,005 ) Log ( 1,005 ) N = Log ( 0,301030 ) / Log ( 0,002166 ) N = 139 meses Dica: Neste exemplo a Hp12c pode também ajudar no cálculo do logaritmo. Vejamos: 2 Enter 1,005 Enter LN G G 10 LN LN G 10 G ÷ LN 0,301030 ÷ 0,002166 30 Vejamos agora este mesmo cálculo com o uso da Hp12c: ON F Ligar a calculadora CLX Limpando a memória 200.000 CHS 100.000 PV 0,5 FV i N 139 meses Este modelo de cálculo fornece uma das mais importantes informações que um administrador precisa no desenvolvimento do seu trabalho, ou seja, através do mesmo o administrador poderá desenvolver um planejamento com relação ao tempo necessário para se alcançar determinadas metas e objetivos. E fazendo uso da Hp12c este planejamento será e muito facilitado, pois, as informações necessárias estarão disponíveis muito rapidamente e com uma boa precisão. 31 5) Um administrador pretende adquirir um carro no valor de R$ 100.000,00, sabe-se que a taxa de juros cobrada no financiamento é de 3,5% a.m. Qual o valor das prestações se o financiamento for feito em 60 vezes? Para iniciarmos o cálculo das prestações de um financiamento precisamos antes encontrar o seu coeficiente. Vejamos: Fórmula para calcular o coeficiente de financiamento: i CF = _________i________ 1 - _____1______ 1 ( 1 + i )n (1 + i) n CF = 0,035 / 1 – (1 / (1 + 0,035) 60 ) CF = 0,035 / 1 – ( 1 / 7,878091 ) CF = 0,035 / 1 – 0,126934 CF = 0,035 / 0,873066 CF = 0,040089 Agora que o administrador esta de posse do valor do coeficiente de financiamento, o mesmo pode dar continuidade ao cálculo se utilizando da seguinte fórmula: PMT = PV . CF 32 PMT = PV . CF PMT = 100.000 . 0,040089 PMT = R$ 4.008,90 Vejamos agora este cálculo com o uso da Hp12c onde não é necessário calcular o coeficiente financeiro. ON F 100.000 Ligar à calculadora CLX CHS 3,5 i 60 N Limpando a memória PV PMT R$ 4.008,90 Ter que pagar prestações de um financiamento é algo muito comum no dia-a-dia tanto do administrador quanto nas vidas das pessoas em geral. É muito comum que determinados bens sejam adquiridos através de 33 financiamentos já que por vezes o valor a vista do mesmo não esta ao alcance de todos. Desta forma, saber calcular as prestações do mesmo torna-se muito importante, pois, com isto é possível determinar se existe, por exemplo, algum valor embutido na prestação e verificar se a taxa acertada entre as partes esta sendo cumprida. Além de ajudar ao administrador no seu planejamento. Ao final destes exemplos é esperado que o administrador seja capaz de realizar os cálculos de juros compostos tanto com uso de fórmulas quanto com o uso da calculadora Hp12c. Espera-se também que o mesmo possa fazer uso das respostas encontradas no seu dia-a-dia e a partir das mesmas possa tomar decisões baseadas em critérios mais confiáveis do que simplesmente decidir-se por “A” ou “B” por achar melhor. Um dos objetivos deste capítulo foi o de ajudar o administrador a formar uma base para a tomada de decisões financeiras. Desta forma o administrador deve estar preparado para fazer o cálculo e interpretar o resultado do mesmo, fazendo uso da resposta da melhor forma possível. 34 CAPITULO IV DESCONTO RACIONAL E DESCONTO COMERCIAL No desenvolvimento da vida profissional o administrador vai se deparar com muitas situações dentro da empresa onde a mesma estará devendo uma determinada quantia para um futuro acerto ou a mesma será credora de uma pessoa, ou outra empresa com a promessa de receber futuramente. Dentro destas operações são emitidos os chamados títulos de credito, ou seja, os comprovantes da dívida. Segundo Carrard (2010, p. 35) os títulos de crédito mais utilizados em operações financeiras são: “A nota promissória, é um comprovante da aplicação de um capital com vencimento predeterminado. É um título muito usado entre pessoas físicas ou entre pessoa física e instituição financeira. A duplicata, é um título emitido por uma pessoa jurídica contra seu cliente (pessoa física ou jurídica), para o qual ela vendeu mercadorias a prazo ou prestou serviços a serem pagos no futuro, segundo um contrato. A letra de câmbio, assim como a nota promissória, é um comprovante de uma aplicação de capital com vencimento predeterminado; porém, é um título ao portador, emitido exclusivamente por uma instituição financeira.” Dentro destas operações vão ocorrer situações onde o devedor poderá resgatar antecipadamente um titulo, obtendo com isso um abatimento, que conhecemos como desconto, e que corresponderá ao juro que seria gerado por 35 esse dinheiro durante o intervalo de tempo que falta para o respectivo vencimento. Pode ocorrer também que o credor necessite do dinheiro antes da data estabelecida e neste caso, o mesmo, poderá vender o título de crédito a um terceiro. Desta forma este último obterá um lucro, que vai corresponder ao juro do capital que o mesmo esta adiantando, no intervalo de tempo que falta para o devedor liquidar o pagamento; assim, ele paga uma quantia menor que a fixada no título de crédito. O administrador mais atento pode perceber que em ambos os casos existiu um benefício que foi definido pela diferença entre as duas quantidades. Esse benefício acertado entre as partes é denominado desconto. Enquanto que as operações que envolvem o mesmo são denominadas operações de desconto, e o ato de efetuá-las é chamado descontar um título. Segundo Carrard (2010, p. 35) “Valor descontado é o valor nominal do título após sofrer o desconto, ou seja, é o valor que ele recebe na data de antecipação do seu vencimento. Desconto é a diferença entre o valor devido e aquele pago pelo título”. Para que o administrador possa realizar tais operações se faz necessário fixar alguns conceitos como: Dia do vencimento: é o dia que foi fixado no respectivo título para que fosse realizado o pagamento (ou recebimento) da aplicação; Valor Nominal (VN) também chamado de valor futuro ou valor de face ou valor de resgate que representa o valor indicado no título. Valor atual (VA) é o líquido pago (ou recebido) antes do vencimento: VA = VN – D. Tempo ou prazo é o período compreendido entre o dia em que se negocia o título e o dia de seu vencimento, incluindo o primeiro e não o último, ou então, incluindo o último e não o primeiro. Desconto (D) é a quantia a ser abatida do valor nominal, isto é, a diferença entre o valor nominal e o valor atual, isto é : D = VN - VA. 36 4.1 – DESCONTO RACIONAL O desconto racional também é chamado de desconto por dentro, é calculado pela diferença entre o Valor Nominal e o Valor Atual do título, podendo ser calculado tanto com juros simples quanto com compostos, Vejamos: VN = VA . ( 1+ i . t) ó VA = ___VN___ (1+ i . t) VN = VA . ( 1+ i ) 1) tt Juros Simples ó VA = ___VN___ tt (1+ i ) Juros Compostos Um administrador precisa descontar um título de valor nominal igual a R$ 600,00. Este título será descontado cinco meses antes do vencimento a uma taxa de desconto racional de 4% a.m. Qual o valor descontado? Juros Simples: Valor atual do pagamento: VA = 600 / (1 + 0,04 . 5) => VA = 600 / 1,2 => VA = 500 Como o valor atual é de 500, pela diferença obtém-se o valor do desconto. D = VN – VA => D = 600 – 500 = 100 => D = 100 37 Juros compostos: Valor atual do pagamento: VA = VN / (1 + i ) t => VA = 600 / 1,216653 = 493,15 Como o valor atual é de 493,15, pela diferença obtém-se o valor do desconto. D = VN – VA => D = 600 – 493,15 = 106,85 => D = 106,85 Vejamos agora com o uso da Hp12c: ON F CLX 600 CHS 5 N 4 i PV 600 _ Ligar a calculadora Limpando a memória FV 493,15 106,85 38 Com a resolução destes cálculos é possível afirmar que o desconto racional composto representa um valor superior ao desconto racional simples, como o desconto composto trabalha com juros sobre juros não poderia ser diferente. Outra informação importante diz respeito a execução do cálculo do desconto que permite ao administrador saber o real valor do titulo a receber ou pagar. 4.2 – DESCONTO COMERCIAL O desconto comercial é também conhecido como bancário ou “por fora” e é calculado pelo valor dos juros envolvidos na operação quando calculados sobre o valor nominal, na taxa e no prazo que será efetuada a operação. D =VN × i × N VA =VN – D =VN -VN × i × N = VN × (1- i × N) VA = VN ×(1- i × N) VN = ___VA____ 1–i.N Agora que são conhecidas as possíveis fórmulas para o desconto comercial se faz necessário algumas observações, como por exemplo: o desconto comercial não segue o modelo puro do regime de capitalização simples e ainda o modelo comercial apresenta um desconto maior do que o 39 desconto racional. Pode-se verificar que no desconto comercial a taxa esta aplicada ao Valor Nominal. Vejamos agora o desconto comercial aplicado ao exemplo anterior: 1) Um administrador precisa descontar um título de valor nominal igual a R$ 600,00. Este título será descontado cinco meses antes do vencimento a uma taxa de desconto comercial de 4% a.m. Qual o valor descontado? D = VN . i . N => D = 600 . 0,04 . 5 = 120 => D = 120 Vejamos agora o valor atual a ser pago: VA = 600 – 120 => VA = R$ 480,00 Como última observação deste estudo, podemos notar que foram realizadas três modalidades de cálculos de descontos com os mesmos valores e obtivemos resultados distintos. Pode-se notar que o desconto comercial apresentou o maior valor de desconto, pois, como dito anteriormente o mesmo se utiliza do valor nominal e não do valor atual para o cálculo. Ao demonstramos estas diferenças existe uma intenção de despertar no professor uma certa atenção aos cálculos e nas formas com que eles podem ser apresentados ao alunos de administração, para que os mesmos possam praticar e visualizar as diferenças de cada método. Desta forma pode-se dizer que os alunos de administração terão uma base mais sólida de conhecimento, pois, além de terem tido o aprendizado com uso de fórmulas e calculadoras lhes foi apresentados formas distinta de análise dos resultados obtidos. 40 CONCLUSÃO Ao longo deste trabalho a questão que serviu de guia para o mesmo foi à busca de como ensinar a matemática financeira de forma que seja construída uma base sólida de conhecimento para o administrador, pois, como demonstrado ao longo do mesmo, a matemática financeira esta presente tanto na vida pessoal quanto na vida profissional do administrador e portanto e algo de suma importância para a formação do mesmo. Pode-se notar que o aprendizado de fórmulas contribui muito para a realização dos cálculos e ainda oferece um conhecimento útil para futuros profissionais que desejam participar de processos seletivos públicos, mas para uma formação mais completa do administrador existe a necessidade de se aprender a trabalhar com calculadoras financeiras e ainda com softwares, que aqui não foram demonstrados, de forma que este profissional possa atuar no mercado privado. É relevante lembrar que dentro de empresas não existirão blocos e nem tampouco tempo para execução de cálculos, e com isto saber usar corretamente as ferramentas financeiras será de extrema utilidade. Uma questão importante que deve ser trabalhada pelo professor diz respeito ao resultado obtido nos cálculos. O aluno precisa entender que a matemática financeira pode te dar o resultado de uma determinada questão mas não é capaz de tomar as decisões pela pessoa. Desta forma pode-se concluir que é necessário que o aluno de administração tanto precisa ser capaz de realizar o cálculo como de interpretálo, para que assim possa ser capaz também de tomar as devidas decisões quando o mesmo estiver dentro do seu ambiente de trabalho e que dentro do ensino da matemática financeira o que se aprende na faculdade precisa servir de base para a vida profissional e pessoal e isto se adquire trabalhando constantemente com todas as ferramentas disponíveis dentro do ambiente acadêmico. 41 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA Puccini, Ernesto Coutinho. Matemática Financeira. Universidade Aberta do Brasil, 2007. Chiavenato, Idalberto. Introdução à teoría Geral da Administração. 4ª ed. – São Paulo: Makron Books, 1993. Biagio, Luiz Arnaldo; Batchocchio, Antonio. Plano de Negócios – estratégia para micros e pequenas empresas. Barueri, SP: Manole, 2005. Neto, João Candido Pereira de Castro. Curso de Matemática Financeira. Curitiba – PR: Fesppr, 2002. Bruni, Adriano Leal; Famá, Rubens. Matemática Financeira, Série Finanças na Prática. 5ª Ed. – São Paulo, Atlas 2009. Carrard, César Marcos. Matemática Financeira. Apostila de apoio em cursos técnicos a nível médio e introdutório para cursos em nível superior. 2010. Ross, Stephen; Westerfield, Randolph W, e Jaffe, F. Jaffe. Administração Financeira, Corporate Finance. 2ª Ed. – São Paulo: Atlas, 2007. Drucker, Peter. Administrando para obter resultados – Reimpressão da 1ª Ed. de 1998 – São Paulo, Pioneira Thomson Learning, 2003. Hp 12c calculadora financeira – Guia do usuário – Arquivo capturado em 06/12/2011 no seguinte URL <http://h10032.www1.hp.com/ctg/Manual/bpia5239.pdf> endereço: 42 ÍNDICE FOLHA DE ROSTO 2 AGRADECIMENTO 3 DEDICATÓRIA 4 RESUMO 5 METODOLOGIA 6 SUMÁRIO 7 INTRODUÇÃO 8 CAPÍTULO I CONCEITUANDO MATEMÁTICA FINANCEIRA E ADMINISTRAÇÃO 9 CAPÍTULO II INTRODUÇÃO A MATEMÁTICA FINANCEIRA 12 CAPITULO III REGIME DE CAPITALIZAÇÃO SIMPLES E COMPOSTA 3.1 – Juros simples 3.1.1 – Cálculos dos juros simples 3.1.2 – Juros compostos 3.1.3 - Cálculos dos juros compostos 22 CAPITULO IV DESCONTO RACIONAL E DESCONTO COMERCIAL 4.1 – DESCONTO RACIONAL 4.2 – DESCONTO COMERCIAL 15 15 16 21 34 36 38 CONCLUSÃO 40 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 41 ÍNDICE 42 43 FOLHA DE AVALIAÇÃO Nome da instituição: Título da monografia: Autor: Data da entrega: Avaliado por: Conceito: