Mortalidade Evitável:
uma análise evolutiva na
região Norte de Portugal
Abril 2011
Ficha Técnica
Título
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Editor
Administração Regional da Saúde do Norte, I.P.
Rua Santa Catarina, 1288
4000-447 Porto
Presidente do Conselho Directivo da ARSN, I.P.
Prof. Doutor Fernando Araújo
Departamento de Saúde Pública da ARSN, I.P.
Directora
Dra. Maria Neto
Coordenadora da Unidade de Planeamento em Saúde
Dra. Manuela Mendonça Felício
Morada
Rua Anselmo Braamcamp, 144
4000-078 Porto
Tel: 220411701 | Fax: 220411702
Autoria
Vasco Machado
Carolina Teixeira
Nuno Rodrigues
Manuela Mendonça Felício
E-mail de contacto
[email protected]
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Índice
1.
Introdução ............................................................................................................................ 1
2.
Material e Métodos............................................................................................................... 3
3.
2.1.
Dados....................................................................................................................................... 3
2.2.
Métodos .................................................................................................................................. 4
2.3.
Limitações ............................................................................................................................... 5
Resultados ............................................................................................................................ 7
3.1.
Evolução da esperança de vida e mortes evitáveis na região Norte ...................................... 7
3.2.
Evolução das mortes evitáveis na região Norte ...................................................................... 7
3.3.
Evolução das principais causas de mortes evitáveis na região Norte ..................................... 9
3.3.1.
Ambos os sexos ............................................................................................................. 10
3.3.2.
Sexo masculino .............................................................................................................. 12
3.3.3.
Sexo feminino ................................................................................................................ 14
3.4.
3.4.1.
Mortes prematuras (0-64 anos) .................................................................................... 16
3.4.2.
Mortes evitáveis ............................................................................................................ 20
3.4.3.
Mortes evitáveis sensíveis aos cuidados médicos ........................................................ 23
3.4.4.
Mortes evitáveis sensíveis à promoção da saúde ......................................................... 27
3.5.
4.
Distribuição geográfica das mortes prematuras e evitáveis na região Norte ....................... 16
Distribuição geográfica de algumas mortes evitáveis por causas específicas ...................... 30
3.5.1.
Tuberculose ................................................................................................................... 30
3.5.2.
Tumor maligno da mama .............................................................................................. 32
3.5.3.
Tumor maligno do colo e corpo do útero ..................................................................... 33
3.5.4.
Doenças hipertensivas e cerebrovasculares ................................................................. 34
3.5.5.
Mortalidade infantil ...................................................................................................... 38
3.5.6.
Tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmões ....................................................... 41
3.5.7.
Doença isquémica do coração....................................................................................... 45
3.5.8.
Cirrose do fígado ........................................................................................................... 48
3.5.9.
Acidentes de veículos a motor ...................................................................................... 51
Discussão e Conclusões ....................................................................................................... 55
Bibliografia ............................................................................................................................................ 58
Anexo 1: Indicadores de mortalidade evitável (lista da EU) por tipo de indicador, código (CID9 e
CID10) e grupos de idades....................................................................................................................... 1
iii
iv
Índice de Figuras
Figura 1: Evolução da proporção dos óbitos evitáveis no total dos óbitos prematuros na região Norte,
nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos .................................................... 8
Figura 2: Evolução da proporção dos óbitos evitáveis no total dos óbitos prematuros na região Norte,
nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, por sexo ........................................................................ 9
Figura 3: Evolução da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis aos cuidados
médicos na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos ......... 10
Figura 4: Evolução da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis à promoção da
saúde na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos............. 11
Figura 5: Evolução da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis aos cuidados
médicos na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino ...... 12
Figura 6: Evolução da proporção das principais causas de morte evitável sensíveis à promoção da
saúde na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino .......... 13
Figura 7: Evolução da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis aos cuidados
médicos na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino ........ 14
Figura 8: Evolução da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis à promoção da
saúde na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino ............ 15
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Índice de Tabelas
Tabela 1: Evolução dos óbitos evitáveis e da sua proporção no total dos óbitos prematuros na região
Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos ......................................... 8
Tabela 2: Evolução dos óbitos evitáveis e da sua proporção no total dos óbitos prematuros na região
Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, por sexo ............................................................ 9
Tabela 3: Evolução dos óbitos e da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis aos
cuidados médicos na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os
sexos ...................................................................................................................................................... 10
Tabela 4: Evolução dos óbitos e da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis à
promoção da saúde na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os
sexos ...................................................................................................................................................... 11
Tabela 5: Evolução dos óbitos e da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis aos
cuidados médicos na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo
masculino .............................................................................................................................................. 12
Tabela 6: Evolução dos óbitos e da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis à
promoção da saúde na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo
masculino .............................................................................................................................................. 13
Tabela 7: Evolução dos óbitos e da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis aos
cuidados médicos na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo
feminino ................................................................................................................................................ 14
Tabela 8: Evolução dos óbitos e da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis à
promoção da saúde na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo
feminino ................................................................................................................................................ 15
v
vi
Índice de Quadros
Quadro 1: Evolução das mortes prematuras (0-64 anos) com os óbitos observados (O), esperados (E),
RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios
1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos .............................................................................. 17
Quadro 2: Evolução das mortes prematuras (0-64 anos) com os óbitos observados (O), esperados (E),
RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios
1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino ........................................................................... 18
Quadro 3: Evolução das mortes prematuras (0-64 anos) com os óbitos observados (O), esperados (E),
RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios
1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino ............................................................................. 19
Quadro 4: Evolução das mortes evitáveis com os óbitos observados (O), esperados (E), RPM e
intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios 198993, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos ....................................................................................... 20
Quadro 5: Evolução das mortes evitáveis com os óbitos observados (O), esperados (E), RPM e
intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios 198993, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino ..................................................................................... 21
Quadro 6: Evolução das mortes evitáveis com os óbitos observados (O), esperados (E), RPM e
intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios 198993, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino ....................................................................................... 22
Quadro 7: Evolução das mortes evitáveis sensíveis aos cuidados médicos com os óbitos observados
(O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III,
nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos .................................................. 24
Quadro 8: Evolução das mortes evitáveis sensíveis aos cuidados médicos com os óbitos observados
(O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III,
nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino ................................................ 25
Quadro 9: Evolução das mortes evitáveis sensíveis aos cuidados médicos com os óbitos observados
(O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III,
nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino .................................................. 26
Quadro 10: Evolução das mortes evitáveis sensíveis à promoção da saúde com os óbitos observados
(O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III,
nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos .................................................. 27
Quadro 11: Evolução das mortes evitáveis sensíveis à promoção da saúde com os óbitos observados
(O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III,
nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino ................................................ 28
Quadro 12: Evolução das mortes evitáveis sensíveis à promoção da saúde com os óbitos observados
(O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III,
nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino .................................................. 29
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Quadro 13: Evolução das mortes evitáveis por tuberculose com os óbitos observados (O), esperados
(E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos ......................................................... 31
Quadro 14: Evolução das mortes evitáveis por tumor maligno da mama com os óbitos observados
(O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III,
nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino.................................................. 32
Quadro 15: Evolução das mortes evitáveis por tumor maligno do colo e corpo do útero com os óbitos
observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e
respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino ................ 33
Quadro 16: Evolução das mortes evitáveis por doenças hipertensivas e cerebrovasculares com os
óbitos observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e
respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos ................ 35
Quadro 17: Evolução das mortes evitáveis por doenças hipertensivas e cerebrovasculares com os
óbitos observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e
respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino .............. 36
Quadro 18: Evolução das mortes evitáveis por doenças hipertensivas e cerebrovasculares com os
óbitos observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e
respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino ................ 37
Quadro 19: Evolução das mortes evitáveis por óbitos infantis com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos ......................................................... 38
Quadro 20: Evolução das mortes evitáveis por óbitos infantis com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino ...................................................... 39
Quadro 21: Evolução das mortes evitáveis por óbitos infantis com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino ........................................................ 40
Quadro 22: Evolução das mortes evitáveis por tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmões com
os óbitos observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte
e respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos ............. 42
Quadro 23: Evolução das mortes evitáveis por tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmões com
os óbitos observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte
e respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino ........... 43
Quadro 24: Evolução das mortes evitáveis por tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmões com
os óbitos observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte
e respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino ............. 44
Quadro 25: Evolução das mortes evitáveis por doença isquémica do coração com os óbitos
observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e
respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos ................ 45
vii
viii
Quadro 26: Evolução das mortes evitáveis por doença isquémica do coração com os óbitos
observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e
respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino .............. 46
Quadro 27: Evolução das mortes evitáveis por doença isquémica do coração com os óbitos
observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e
respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino ................ 47
Quadro 28: Evolução das mortes evitáveis por cirrose do fígado com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos ......................................................... 48
Quadro 29: Evolução das mortes evitáveis por cirrose do fígado com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino....................................................... 49
Quadro 30: Evolução das mortes evitáveis por cirrose do fígado com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino ........................................................ 50
Quadro 31: Evolução das mortes evitáveis por acidentes de veículos a motor com os óbitos
observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e
respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos................. 52
Quadro 32: Evolução das mortes evitáveis por acidentes de veículos a motor com os óbitos
observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e
respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino .............. 53
Quadro 33: Evolução das mortes evitáveis por acidentes de veículos a motor com os óbitos
observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e
respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino ................ 54
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Lista de Siglas
ACeS Agrupamento de Centros de Saúde
ARS Administração Regional de Saúde
ARSN Administração Regional de Saúde do Norte
DIC Doença Isquémica do Coração
DPOC Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica
NUTS Nomenclatura de Unidades Territoriais
INE Instituto Nacional de Estatística
OMS Organização Mundial da Saúde
PRSN Plano Regional de Saúde do Norte
RPM Razão Padronizada de Mortalidade
VIH Vírus da Imunodeficiência Humana
ULS Unidade Local de Saúde
ix
x
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
1. Introdução
O conceito de mortes evitáveis foi desenvolvido no final dos anos 70 e princípio dos anos 80
(Rutstein et al., 1976 [12]; Charlton et al., 1983 [4]), sendo estas consideradas como mortes
teoricamente evitáveis através de intervenções de carácter preventivo (mortes evitáveis sensíveis à
promoção da saúde) ou curativo (mortes evitáveis sensíveis aos cuidados médicos). A análise das
mortes evitáveis em diferentes populações permite, entre outros, estudar a efectividade das
intervenções dos serviços de saúde e o seu impacto na saúde das populações.
Em Portugal, Botelho e outros (1993) apresentaram o Atlas da Mortalidade Evitável para o período
de 1980-1989, e confirmaram que este indicador é de grande relevância na elaboração do
diagnóstico da situação sanitária, tornando-se indispensável no planeamento das actividades da
saúde [1].
A utilização, neste contexto, da mortalidade evitável, tem sido alvo de alguma controvérsia. Contudo,
nunca se pretendeu que esta fosse mais do que um indicador de potenciais fragilidades (pontos
fracos) do sistema de prestação de cuidados, a exigirem uma investigação mais aprofundada das
mesmas. Assim, pode funcionar como uma espécie de sistema de “alerta”, chamando a atenção para
eventuais problemas que, de outro modo, poderiam passar despercebidos.
Por sua vez, Santana, no seu trabalho sobre “Saúde e Morte em Portugal. Estudo da mortalidade
evitável” [14], referiu ser indispensável conhecer as áreas geográficas, os grupos de idade e género
onde ocorrem mortes que poderiam ter sido evitadas e que existem já sinais visíveis de ganhos em
saúde devido à diminuição temporal da relação percentual das mortes evitáveis no total de mortes
antes dos 65 anos.
Importa, também, sublinhar que a lista das mortes evitáveis, que não inclui todas as mortes
potencialmente evitáveis por qualquer intervenção, mas apenas aquelas consideradas sensíveis à
promoção da saúde e sensíveis aos cuidados médicos, tem que ir sendo actualizada, de acordo quer
com a evolução da prestação de cuidados, quer com a evolução da esperança de vida (isto, por causa
da definição dos diferentes grupos etários). Assim, mortes consideradas actualmente evitáveis para
um determinado grupo etário, não o eram há 20 ou 30 anos.
O artigo “Does health care save lives?” (Nolte e McKee, 2004) [11], que faz uma revisão crítica da
utilidade actual da mortalidade evitável, concluiu que a análise da mortalidade evitável permite a
identificação de potenciais áreas-problema que, então, são analisadas de um modo mais detalhado
pelo estudo dos processos e dos resultados do sistema de prestação de cuidados para determinadas
condições “tracer” (lista das mortes evitáveis), seleccionadas de acordo com a capacidade das
mesmas de reflectir o funcionamento de uma ampla variedade de componentes do sistema de
saúde.
1
2
Introdução
Também em estudos realizados em diversos países, tem-se observado uma redução mais acentuada
nas taxas de mortalidade evitável (Korda e Butler, 2004) [6] e a um ritmo mais elevado do que na
mortalidade por causas não evitáveis sugerindo, assim, um real impacto dos serviços de saúde na
diminuição da mortalidade.
Permite, também, informar/ orientar o planeamento estratégico em saúde, identificando áreas
eventualmente mais frágeis do desempenho dos serviços de saúde, apontando para a necessidade
de um maior investimento na área da promoção da saúde ou, pelo contrário, na área da prestação
directa de cuidados de saúde. A mortalidade evitável pode, ainda, fornecer-nos novas perspectivas
sobre eventuais desigualdades no acesso aos cuidados de saúde por parte das populações.
No contexto actual de Reforma da Saúde e consequente reorganização dos serviços de saúde
importa, mais do que nunca, que os decisores, quer do nível regional (ARS), quer do nível local
(hospitais, centros de saúde, ULS e ACeS), possam dispor de ferramentas que permitam monitorizar/
avaliar a qualidade do desempenho dos serviços de saúde, bem como o impacto da sua
intervenção na saúde da(s) população(ões) que servem.
Pretende-se, com o presente estudo, analisar a evolução da mortalidade evitável nos quinquénios
1989-1993, 1994-1998 e 2001-2005, na região Norte e respectivas NUTS1 III, por comparação com o
Continente, designadamente no que diz respeito a:
−
−
−
−
Evolução dos óbitos evitáveis, quer os sensíveis à promoção da saúde, quer os sensíveis aos
cuidados médicos. Em simultâneo, comparar com a evolução dos óbitos (prematuros) não
evitávais e observar de que forma a evolução destes óbitos, considerados como evitáveis e
não evitáveis, contribuíram para a evolução da esperança de vida à nascença;
Evolução do peso dos óbitos evitáveis, dos óbitos evitáveis sensíveis aos cuidados médicos e
dos óbitos evitáveis sensíveis à promoção da saúde no total dos óbitos prematuros;
Evolução das principais causas (específicas) de mortes evitáveis na região Norte;
Evolução da razão padronizada de mortalidade (RPM), ao nível da região Norte e das
repectivas NUTS III, comparativamente com o Continente, com o objectivo de identificar
ganhos em saúde, por um lado, e causas de morte e áreas de intervenção prioritárias, por
outro.
Esperamos que esta análise (regional e ao nível das NUTS III) da evolução da mortalidade evitável na
região Norte nos quinquénios 1989-1993, 1994-1998 e 2001-2005, possa ajudar-nos a reflectir sobre
a evolução passada, para podermos perspectivar, adequar e, eventualmente, melhorar a intervenção
dos serviços de saúde na região, num momento em que se encerra um ciclo de planeamento e se
inicia um novo ciclo de planeamento em saúde a nível nacional e regional.
1
NUT é a Nomenclatura de Unidades Territoriais para fins Estatísticos, que referencia as divisões administrativas dos países.
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
2. Material e Métodos
2.1.
Dados
Neste relatório foi efectuada uma análise evolutiva da mortalidade evitável e da sua distribuição
geográfica na região Norte e em três quinquénios: 1989-93, 1994-98 e 2001-05. Para o primeiro
quinquénio recorreu-se à análise efectuada no âmbito do estudo “A Mortalidade “evitável” em
Portugal Continental, 1989 a 1993” de Santana (2002) [13]. Neste trabalho foi abordada a relevância
da utilização das causas de mortes evitáveis como indicador da avaliação das variações geográficas
em saúde e nos cuidados de saúde e a geografia da mortalidade evitável em Portugal Continental, no
período de 1989 a 1993. No que diz respeito ao segundo quinquénio recorreu-se à análise efectuada
no âmbito do Plano Director Regional de Saúde do Norte (ARSN, 2002 – não editado), que segue a
metodologia adoptada por Santana (2002). Ambos os estudos baseiaram-se na análise das causas de
mortes evitáveis para Portugal Continental ao nível das regiões (NUTS II) e “sub-regiões” (NUTS III).
Foram utilizados os óbitos relativos aos períodos quinquenais de 1989 a 1993 e de 1994 a 1998 e,
ainda, a população do Censos de 1991 e de 1996 (calculada com base nos Censos de 1991 e 2001),
para as mesmas áreas geográficas. Para os anos de 1999 e 2000 não foi possível obter a informação
sobre os óbitos com a desagregação necessária.
O terceiro quinquénio, 2001-2005, teve por base a aplicação [email protected], que analisa a
mortalidade evitável na região Norte e se encontra acessível no portal da ARS Norte2. Esta aplicação
insere-se num estudo mais global da mortalidade e é da responsabilidade da Unidade de
Planeamento em Saúde do Departamento de Saúde Pública da ARS Norte3. Neste quinquénio, foram
trabalhados os dados sobre os óbitos para Portugal Continental, região Norte e respectivas NUTS de
nível três, dos quadros de apuramento produzidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE),
desagregados segundo a causa de morte, o local de residência, o sexo e o grupo etário. Utilizaram-se
as estimativas da população residente a meio do ano para os anos em estudo, calculadas com base
nas estimativas do INE para a população residente no final do ano anterior e no final do ano em
questão. Para o grupo etário <1 ano utilizou-se como denominador o número de nados vivos
ocorridos nesse ano. Para o ano de 2002 foram utilizadas as estimativas da população residente no
final desse ano e para 2001 usaram-se os valores apurados para a população residente no Censos de
2001.
Como se pretendeu fazer uma análise evolutiva da mortalidade evitável e da sua distribuição
geográfica, a metodologia adoptada foi, em quase tudo, muito semelhante à adoptada nos estudos
já referidos para a análise dos dois primeiros quinquénios. Sob o ponto de vista metodológico
considerou-se mais adequado utilizar um outro método de cálculo dos intervalos de confiança para a
razão padronizada de mortalidade (RPM), como se pode observar na página quatro.
O cálculo da mortalidade evitável baseou-se numa lista de causas de morte consideradas evitáveis (a
mesma utilizada nos dois estudos já referidos), que se encontra dividida em indicadores sensíveis aos
cuidados de saúde, que inclui 18 causas de morte e indicadores sensíveis à promoção da saúde, que
2
http://portal.arsnorte.min-saude.pt/ARSNorte/dsp/ME_0105
Nesta pode, também, encontrar-se a análise da mortalidade evitável ao nível dos Agrupamentos de Centros de Saúde
(ACeS), por comparação com a região Norte, complementando a análise que agora é feita.
3
3
4
Material e Métodos
inclui cinco causas de morte. As causas de morte evitáveis podem ser consultadas no Anexo 1 com os
respectivos códigos CID9, CID10 e grupos de idades.
A análise da distribuição da mortalidade evitável, para os três quinquénios, é feita ao nível da NUT II
Norte e respectivas NUTS III, comparativamente com o Continente.
2.2.
Métodos
Para os três quinquénios foram contabilizados os óbitos (totais, prematuros e evitáveis) observados
no Continente, região Norte e respectivas NUTS III. Inicialmente, foi feita uma ponderação das
mortes evitáveis e das suas componentes (mortes sensíveis aos cuidados médicos e sensíveis à
promoção da saúde) no total das mortes prematuras. Para além disso, foi analisada a variação dos
óbitos (observados) entre o 1º e o 3º quinquénios, assim como a variação da proporção das mortes
evitáveis (e das suas componentes) no total das mortes prematuras4.
Foi também observada, para a região Norte, a proporção das principais causas de morte em cada
uma das componentes das mortes evitáveis, de forma a avaliar a sua evolução ao longo dos três
quinquénios.
Em virtude das causas de morte usadas variarem com a idade e o género, utilizou-se o método de
padronização indirecta para observar desigualdades sub-regionais na distribuição geográfica da
mortalidade evitável. Na padronização indirecta as taxas específicas de mortalidade por idade de
uma população padrão escolhida (neste caso, a do Continente) foram aplicadas à estrutura etária da
população em análise, de forma a obter o número esperado de óbitos. O número de óbitos
observados foi, então, comparado com o número de óbitos esperados e, usualmente, expresso como
uma razão (observados/esperados). Assim, foram colocadas em evidência as variações geográficas
(ao nível das NUTS III) relativamente a um valor, o qual corresponde a 100, e que se constituiu como
o valor de referência.
A estatística usualmente apresentada para o método de padronização indirecta é a Razão
Padronizada de Mortalidade (RPM). Esta é uma razão entre o número de óbitos observados e o
número de óbitos esperados se as taxas específicas de mortalidade por idade de uma população
padrão são aplicadas à estrutura etária da população em análise, isto é,
(1)
onde
é o número de óbitos observados e
o número de óbitos esperados.
Para o cálculo dos intervalos de confiança (IC) da RPM utilizaram-se dois métodos: um para ser usado
quando são observados 100 ou mais óbitos (ou seja, quando lidamos com grandes números) e outro
quando são observados menos de 100 óbitos (ou seja, quando lidamos com pequenos números).
Para grandes números foram utilizadas as seguintes fórmulas para os limites inferior (LI) e superior
(LS) dos intervalos de confiança a
para a RPM (Breslow and Day, 1987) [3]:
(2)
4
Apesar do numerador nem sempre poder estar contido no denominador, optou-se por usar a designação “proporção”
porque este é o conceito que mais se aproxima da medida de frequência utilizada.
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
(3)
onde
é o quantil
da distribuição normal reduzida.
Se o número de óbitos observados é inferior a 100, recomenda-se que o intervalo de confiança seja
calculado directamente a partir da distribuição de Poisson. Para isso, esta é utilizada, através da sua
relação com a distribuição Chi-Quadrado, para calcular o intervalo de confiança para o número de
óbitos observados. Em seguida, utilizam-se os limites inferior e superior deste intervalo na fórmula
da RPM para obter o intervalo de confiança da RPM. Os limites do intervalo de confiança para a RPM
são dados por:
(4)
(5)
onde
é o quantil
é o quantil
da distribuição Chi-Quadrado com
graus de liberdade e
da distribuição Chi-Quadrado com
graus de
liberdade.
Procedeu-se ao cálculo dos intervalos de confiança a 95% para as RPM e, tendo como objectivo
identificar áreas geográficas que se afastem do padrão de referência, foram identificados Índices de
Significância de acordo com quatro classes. Foi utilizada uma sinaléptica próxima dos semáforos para
mais fácil visualização dos Índices de Significância das RPM, que permitem observar diferenças
significativas das unidades territoriais em análise relativamente a Portugal Continental:
RPM diminuída e significativa: RPM e limite superior do IC inferiores a 100
RPM diminuída, mas não significativa: RPM inferior a 100 e limite superior do IC superior a 100
RPM aumentada, mas não significativa: RPM superior a 100 e limite inferior do IC inferior a 100
RPM aumentada e significativa: RPM e limite inferior do IC superiores a 100
2.3.
Limitações
As limitações deste estudo são, fundamentalmente, as inerentes a qualquer estudo que tenha como
objectivo a análise da mortalidade evitável, por um lado, e as relacionadas com o acesso à
informação e às bases de dados necessárias para a sua realização, por outro, ou seja:
−
a análise da mortalidade evitável, nomeadamente, para a avaliação da efectividade das
intervenções dos serviços de saúde (quer sejam cuidados médicos ou actividades de
promoção da saúde) tem um valor, sobretudo, indicativo que, apesar de importante e
relevante, tem de ser sempre enquadrado por outros indicadores e informação de saúde que
permitam contextualizar e ajudar a compreender a informação que a análise da mortalidade
evitável nos fornece;
5
6
Material e Métodos
−
−
−
o facto de as taxas de mortalidade evitável estarem a baixar de uma forma mais lenta nos
últimos anos, vai tornar mais difícil a capacidade de comparar o desempenho dos serviços de
saúde usando estes dados agregados, uma vez que as diferenças vão sendo cada vez mais
pequenas;
a lista de causas de mortes evitáveis usada pode não ser a mais actualizada. No entanto,
uma vez que se pretende fazer uma análise evolutiva da mortalidade evitável, que resulta da
consulta de trabalhos já realizados, optou-se por se manter a lista de Levêque (1999)
utilizada por Santana (2002) em trabalhos anteriores. Por exemplo, a doença isquémica do
coração e o tumor maligno da mama já não são consideradas, em algumas listas [11], como
causas de mortes evitáveis sensíveis exclusivamente à promoção da saúde e aos cuidados de
saúde, respectivamente, mas sensíveis parcialmente a ambos;
o facto destas mortes evitáveis estarem limitadas aos 65 anos (excepto para os acidentes de
viação em que foram consideradas todas as idades) está descrito por Nolte e Mckee como
um limite de idade baixo, tendo em conta a actual esperança de vida que é de cerca de 80
anos [11] na maior parte dos países.
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
3. Resultados
3.1.
Evolução da esperança de vida e mortes evitáveis na região Norte
Em 1991 a esperança média de vida à nascença em Portugal Continental era de 74,3 anos e na região
Norte de 74,0 anos, quando considerados ambos os sexos5. A evolução da esperança de vida, ao
longo do período em análise, foi mais positiva na região Norte relativamente ao Continente, uma vez
que, em média, em 2003 na região Norte, vivia-se mais 3,7 anos do que em 1991, enquanto no
Continente vivia-se apenas mais 3,3 anos. Em 2007 a esperança de vida à nascença na região Norte
foi de 79,0 anos, o que quer dizer que em pouco mais de quinze anos ganharam-se, em média, mais
cinco anos de vida. Foi nos homens que se observaram maiores ganhos em termos de esperança de
vida, apesar da, ainda, elevada desigualdade entre géneros. Em 1991, os homens viviam
aproximadamente menos 7 anos que as mulheres e, actualmente, esta diferença é de 6 anos.
Estes ganhos em saúde, no que à esperança de vida diz respeito, devem-se, em grande parte, à
redução observada nas mortes evitáveis, com uma diminuição de 31,4% entre o quinquénio de 198993 e o de 2001-05, na região Norte. Portanto, o contributo maior foi dado pela evolução positiva das
mortes evitáveis, uma vez que nos óbitos (prematuros) não evitáveis, a redução entre o primeiro e
terceiro quinquénio foi de apenas 11,3%.
3.2.
Evolução das mortes evitáveis na região Norte
Na Tabela 1 pode observar-se a evolução dos óbitos (totais, prematuros e evitáveis) ao longo dos três
quinquénios em análise na região Norte. Entre o quinquénio de 1989-1993 (Q1) e o quinquénio 20012005 (Q3) não se registou uma diminuição no total dos óbitos, mas quando analisados os óbitos
prematuros, verificou-se uma redução de aproximadamente 20%. Esta foi superior nas mortes
consideradas evitáveis (-31,2%) devido, fundamentalmente, à redução dos óbitos sensíveis aos
cuidados médicos (-45,2%), uma vez que a redução observada nos óbitos sensíveis à promoção da
saúde foi bastante inferior (-19,8%). Este facto torna-se mais evidente quando analisada esta
variação entre quinquénios no peso das mortes evitáveis e das suas duas componentes, as mortes
sensíveis aos cuidados médicos e as mortes sensíveis à promoção da saúde, no total dos óbitos
prematuros (Figura 1). Assim, observou-se que o peso dos óbitos sensíveis à promoção da saúde em
todos os óbitos prematuros praticamente não sofreu variação, até aumentou ligeiramente (+0,6%),
enquanto que o peso dos óbitos sensíveis aos cuidados médicos teve uma redução de
aproximadamente 31%.
5
Dados do Eurostat
7
8
Resultados
Figura 1: Evolução da proporção dos óbitos evitáveis no total dos óbitos prematuros na
região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos
Mortes Evitáveis
Mortes sensíveis aos
cuidados médicos
1989-93
Mortes sensíveis à
promoção da saúde
1994-98
2001-05
0
10
20
30
40
50
%
Tabela 1: Evolução dos óbitos evitáveis e da sua proporção no total dos óbitos prematuros
na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos
Q1
Quinquénios
Q2
Q3
1989-93
1994-98
2001-05
Variação
Q1-Q3
(%)
160128
34198
13315
4752
8563
1,9
-20,3
-31,2
-45,2
-19,8
38,9
13,9
25,0
-13,6
-31,2
0,6
Óbitos
Totais
157162
156514
Prematuros (0-64 anos)
42932
37854
Evitáveis
19351
15092
Sensíveis aos cuidados médicos
8670
6507
Sensíveis à promoção da saúde
10681
8585
Proporção (%) no total dos óbitos prematuros (0-64 anos)
Óbitos Evitáveis (%)
45,1
39,9
Sensíveis aos cuidados médicos (%)
20,2
17,2
Sensíveis à promoção da saúde (%)
24,9
22,7
Analisando por sexo as variações entre o primeiro (1989-93) e o terceiro (2001-05) quinquénios
verifica-se que houve uma redução superior nas mulheres, relativamente aos homens, nas mortes
prematuras (-25,6% vs -17,7%) e nas mortes evitáveis (-35,3% vs -28,9%), quando observados os
valores absolutos (Tabela 2). Quando se analisa o peso das mortes evitáveis no total das mortes
prematuras não se observam grandes diferenças por sexo, excepto o facto de os óbitos sensíveis aos
cuidados médicos terem um peso mais elevado nas mulheres e os óbitos sensíveis à promoção da
saúde nos homens (Figura 2). A redução no peso das mortes evitáveis deve-se, praticamente, à
diminuição nas mortes evitáveis sensíveis aos cuidados médicos.
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Figura 2: Evolução da proporção dos óbitos evitáveis no total dos óbitos prematuros na região Norte, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, por sexo
Sexo masculino
%
Sexo feminino
%
50
50
45
45
40
40
35
35
30
30
25
25
20
20
15
1989-93
10
1994-98
5
2001-05
15
1989-93
10
1994-98
5
2001-05
0
0
Mortes Evitáveis
Sensíveis aos
cuidados médicos
Mortes Evitáveis
Sensíveis à promoção
da saúde
Sensíveis aos
cuidados médicos
Sensíveis à promoção
da saúde
Tabela 2: Evolução dos óbitos evitáveis e da sua proporção no total dos óbitos prematuros na região Norte, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, por sexo
Sexo masculino
Quinquénios
Q1
Q2
Q3
89-93
94-98
01-05
Óbitos
Totais
81189 80872 83017
Prematuros (0-64 anos)
28377 25347 23368
Evitáveis
12379
9646
8804
Sensíveis aos cuidados médicos
4425
3222
2275
Sensíveis à promoção da saúde
7954
6424
6529
Proporção (%) no total dos óbitos prematuros (0-64 anos)
Óbitos Evitáveis (%)
43,6
38,1
37,7
Sensíveis aos cuidados médicos (%)
15,6
12,7
9,7
Sensíveis à promoção da saúde (%)
28,0
25,3
27,9
3.3.
Sexo feminino
Quinquénios
Q1
Q2
Q3
Var.
Q1-Q3
(%)
89-93
94-98
01-05
Var.
Q1-Q3
(%)
2,3
-17,7
-28,9
-48,6
-17,9
75973
14555
6972
4245
2727
75642
12507
5446
3285
2161
77111
10830
4502
2468
2034
1,5
-25,6
-35,3
-41,6
-25,4
-13,6
-37,6
-0,3
47,9
29,2
18,7
43,5
26,3
17,3
41,7
22,9
18,8
-13,0
-21,6
0,2
Evolução das principais causas de mortes evitáveis na região Norte
Do conjunto de causas de mortes consideradas evitáveis (Anexo I), umas apresentam um peso mais
elevado do que outras. A análise aqui apresentada, não só em termos da sua evolução ao longo dos
quinquénios estudados, mas também da sua distribuição geográfica, irá centrar-se essencialmente
nas causas cuja magnitude é maior, apesar de ter sido efectuada para todas as causas consideradas.
Das 18 causas de morte consideradas como evitáveis sensíveis aos cuidados médicos destacam-se as
doenças hipertensivas e cerebrovasculares, a mortalidade infantil, o tumor maligno da mama, a
tuberculose, e o tumor maligno do colo e corpo do útero. Os acidentes de viação, a cirrose do fígado,
a doença isquémica do coração e o tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmões, são aquelas
que apresentam uma proporção mais elevada nas causas evitáveis sensíveis à promoção da saúde.
9
10
Resultados
3.3.1. Ambos os sexos
Da análise para ambos os sexos das causas de mortes consideradas sensíveis à intervenção dos
cuidados médicos realça-se a diminuição acentuada da proporção das mortes infantis (-36,9% de Q1
para Q3) e o aumento significativo da proporção dos tumores da mama (+75,3% de Q1 para Q3),
apesar de esta ser uma causa quase exclusiva das mulheres (Figura 3). Importa salientar que este
aumento não corresponde a um aumento do número de óbitos, mas apenas da sua proporção no
total dos óbitos evitáveis sensíveis aos cuidados médicos (Tabela 3). As doenças hipertensivas e
cerebrovasculares são a causa com maior magnitude.
Figura 3: Evolução da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis aos cuidados
médicos na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos
Doenças hipertensivas
e cerebrovasculares
Óbitos infantis
Cancro da mama
Tuberculose
1989-93
1994-98
Restantes causas
2001-05
0
10
20
30
40
50
%
Tabela 3: Evolução dos óbitos e da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis
aos cuidados médicos na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos
os sexos
Q1
Quinquénios
Q2
Q3
1989-93
1994-98
2001-05
Óbitos
Tuberculose
288
260
234
Cancro da mama
942
952
905
Doenças hipert. e cerebrovasculares
3860
3068
2106
Óbitos infantis
2700
1621
934
Restantes causas
880
606
573
Proporção (%) no total dos óbitos evitáveis sensíveis aos cuidados médicos
Tuberculose
3,3
4,0
4,9
Cancro da mama
10,9
14,6
19,0
Doenças hipert. e cerebrovasculares
44,5
47,1
44,3
Óbitos infantis
31,1
24,9
19,7
Restantes causas
10,1
9,3
12,1
Variação
Q1-Q3
(%)
-18,8
-3,9
-45,4
-65,4
-39,4
48,2
75,3
-0,5
-36,9
18,8
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Relativamente aos óbitos considerados sensíveis à promoção da saúde, e para o último quinquénio
em análise (2001-2005), as quatro principais causas, acidentes de viação, cirrose do fígado, doença
isquémica do coração e tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmões, apresentam um peso
muito semelhante, a variar entre 21,2% e 28,5% (Figura 4). O aspecto que merece particular realce é
a evolução favorável da doença isquémica do coração, com uma acentuada redução, ao longo do
período estudado, quer dos óbitos, quer do peso destes no total dos óbitos sensíveis à promoção da
saúde. Destaca-se, ainda, o aumento dos óbitos e respectiva proporção, devidos ao tumor maligno
da traqueia, brônquios e pulmões (Tabela 4).
Figura 4: Evolução da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis à promoção
da saúde na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos
Acidentes de veículos a motor
Cirrose do fígado
Cancro da traqueia, brônquios e
pulmões
Doença isquémica do coração
1989-93
1994-98
Cancro da pele
2001-05
0
10
20
30
40
%
Tabela 4: Evolução dos óbitos e da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis
à promoção da saúde na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos
os sexos
Q1
Quinquénios
Q2
Q3
1989-93
1994-98
2001-05
Óbitos
Cancro da traqueia, brônq. e pulmões
1576
1764
1984
Cancro da pele (não melanomas)
39
30
32
Doença isquémica do coração
2886
2105
1812
Cirrose do fígado
2992
2259
2296
Acidentes de veículos a motor
3188
2427
2439
Proporção (%) no total dos óbitos evitáveis sensíveis à promoção da saúde
Cancro da traqueia, brônq. e pulmões
14,8
20,5
23,2
Cancro da pele (não melanomas)
0,4
0,3
0,4
Doença isquémica do coração
27,0
24,5
21,2
Cirrose do fígado
28,0
26,3
26,8
Acidentes de veículos a motor
29,8
28,3
28,5
Variação
Q1-Q3
(%)
25,9
-17,9
-37,2
-23,3
-23,5
57,0
2,3
-21,7
-4,3
-4,6
11
12
Resultados
3.3.2. Sexo masculino
Para o sexo masculino, a análise é, em quase tudo, semelhante à já realizada para ambos os sexos. A
acentuada redução do número de óbitos infantis (foram, no último quinquénio, um terço dos
observados no primeiro quinquénio) e da sua proporção no total dos óbitos evitáveis sensíveis aos
cuidados médicos levam a que, apesar da diminuição, em termos absolutos, do número de óbitos nas
restantes causas analisadas, se observe um aumento quando analisada a sua proporção (Figura 5 e
Tabela 5).
Figura 5: Evolução da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis aos cuidados
médicos na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino
Doenças hipertensivas
e cerebrovasculares
Óbitos infantis
Tuberculose
1989-93
1994-98
Restantes causas
2001-05
0
20
40
60
%
Tabela 5: Evolução dos óbitos e da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis
aos cuidados médicos na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo
masculino
Q1
Quinquénios
Q2
Q3
1989-93
1994-98
2001-05
Óbitos
Tuberculose
227
224
200
Doenças hipert. e cerebrovasculares
2325
1854
1356
Óbitos infantis
1543
911
516
Restantes causas
330
233
203
Proporção (%) no total dos óbitos evitáveis sensíveis aos cuidados médicos
Tuberculose
5,1
7,0
8,8
Doenças hipert. e cerebrovasculares
52,5
57,5
59,6
Óbitos infantis
34,9
28,3
22,7
Restantes causas
7,5
7,2
8,9
Variação
Q1-Q3
(%)
-11,9
-41,7
-66,6
-38,5
71,4
13,4
-35,0
19,7
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Relativamente aos óbitos considerados como evitáveis sensíveis à promoção da saúde destaca-se o
aumento dos óbitos por tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmões, e da respectiva
proporção, bem como a diminuição dos óbitos e proporção por doença isquémica do coração (Tabela
6). De salientar, ainda, que os acidentes de veículos a motor mantêm-se, neste conjunto de causas,
como aquela que apresenta maior magnitude (Figura 6).
Figura 6: Evolução da proporção das principais causas de morte evitável sensíveis à promoção da
saúde na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino
Acidentes de veículos a motor
Cancro da traqueia, brônquios e
pulmões
Cirrose do fígado
Doença isquémica do coração
1989-93
1994-98
Cancro da pele
2001-05
0
10
20
30
40
%
Tabela 6: Evolução dos óbitos e da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis
à promoção da saúde na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo
masculino
Q1
Quinquénios
Q2
Q3
1989-93
1994-98
2001-05
Óbitos
Cancro da traqueia, brônq. e pulmões
1334
1472
1657
Cancro da pele (não melanomas)
25
22
20
Doença isquémica do coração
2158
1582
1447
Cirrose do fígado
1959
1514
1557
Acidentes de veículos a motor
2478
1834
1848
Proporção (%) no total dos óbitos evitáveis sensíveis à promoção da saúde
Cancro da traqueia, brônq. e pulmões
16,8
22,9
25,4
Cancro da pele (não melanomas)
0,3
0,3
0,3
Doença isquémica do coração
27,1
24,6
22,2
Cirrose do fígado
24,6
23,6
23,8
Acidentes de veículos a motor
31,2
28,5
28,3
Variação
Q1-Q3
(%)
24,2
-20,0
-32,9
-20,5
-25,4
51,3
-2,5
-18,3
-3,2
-9,1
13
14
Resultados
3.3.3. Sexo feminino
No que diz respeito ao sexo feminino, o tumor maligno da mama é, para o último quinquénio, a
causa com maior magnitude (36,5%), do conjunto das causas sensíveis aos cuidados médicos (Figura
7). É também a causa que apresenta uma evolução mais desfavorável, apesar do número de óbitos,
em termos absolutos, não ter aumentado (Tabela 7).
Figura 7: Evolução da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis aos cuidados
médicos na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino
Cancro da mama
Doenças hipertensivas
e cerebrovasculares
Óbitos infantis
Cancro do colo e corpo
do útero
1989-93
1994-98
Restantes causas
2001-05
0
10
20
30
40
%
Tabela 7: Evolução dos óbitos e da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis
aos cuidados médicos na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo
feminino
Q1
Quinquénios
Q2
Q3
1989-93
1994-98
2001-05
Óbitos
Cancro da mama
942
952
905
Cancro do colo e corpo do útero
246
207
208
Doenças hipert. e cerebrovasculares
1535
1214
750
Óbitos infantis
1197
710
418
Restantes causas
325
202
196
Proporção (%) no total dos óbitos evitáveis sensíveis aos cuidados médicos
Cancro da mama
22,2
29,0
36,5
Cancro do colo e corpo do útero
5,8
6,3
8,4
Doenças hipert. e cerebrovasculares
36,2
37,0
30,3
Óbitos infantis
28,2
21,6
16,9
Restantes causas
7,7
6,1
7,9
Variação
Q1-Q3
(%)
-3,9
-15,4
-51,1
-65,1
-39,7
64,6
44,9
-16,3
-40,2
3,4
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Relativamente aos óbitos evitáveis sensíveis à promoção da saúde destacam-se a cirrose do fígado e
os acidentes de veículos a motor pela sua maior magnitude (Figura 8). Quanto à evolução ao longo
dos três quinquénios, realça-se a evolução favorável da doença isquémica do coração e desfavorável
do tumor da traqueia, brônquios e pulmões (Tabela 8).
Figura 8: Evolução da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis à promoção
da saúde na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino
Cirrose do fígado
Acidentes de veículos a motor
Doença isquémica do coração
Cancro da traqueia, brônquios e
pulmões
1989-93
1994-98
Cancro da pele
2001-05
0
10
20
30
40
%
Tabela 8: Evolução dos óbitos e da proporção das principais causas de mortes evitáveis sensíveis
à promoção da saúde na região Norte, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo
feminino
Q1
Quinquénios
Q2
Q3
1989-93
1994-98
2001-05
Óbitos
Cancro da traqueia, brônq. e pulmões
242
292
327
Cancro da pele (não melanomas)
14
8
12
Doença isquémica do coração
728
523
365
Cirrose do fígado
1033
745
739
Acidentes de veículos a motor
710
593
591
Proporção (%) no total dos óbitos evitáveis sensíveis à promoção da saúde
Cancro da traqueia, brônq. e pulmões
8,9
13,5
16,1
Cancro da pele (não melanomas)
0,5
0,4
0,6
Doença isquémica do coração
26,7
24,2
17,9
Cirrose do fígado
37,9
34,5
36,3
Acidentes de veículos a motor
26,0
27,4
29,1
Variação
Q1-Q3
(%)
35,1
-14,3
-49,9
-28,5
-16,8
81,2
14,9
-32,8
-4,1
11,6
15
16
Resultados
3.4.
Distribuição geográfica das mortes prematuras e evitáveis na região Norte
Compreender a distribuição espacial da mortalidade evitável constitui, actualmente, uma ferramenta
importante para a compreensão e gestão do estado de saúde das populações e do impacto dos
serviços de saúde na mesma.
Como anteriormente referido, a Razão Padronizada de Mortalidade (RPM) contribui para a
identificação de áreas geográficas que se afastem do padrão de referência (Portugal Continental).
3.4.1. Mortes prematuras (0-64 anos)
Em termos de mortes prematuras (0-64 anos), observamos uma evolução positiva na região Norte,
comparativamente aos valores de referência para Portugal Continental. Se no quinquénio 1989-93 a
região apresentava uma RPM superior em 2,9% à do território Continental, nos últimos dois
quinquénios já apresentava valores inferiores ao índice 100 (-3,8% no período 1994-98 e -2,7% no
período 2001-05). Isto significa que se observaram menos mortes prematuras do que as esperadas,
tomando como referência os valores nacionais. Apesar dessa descida generalizada, há a salientar o
facto das regiões do Douro e Alto Trás-os-Montes apresentarem valores negativos ao longo de todo
o tempo de observação, sendo que no último quinquénio a região do Grande Porto voltou a
apresentar valores ligeiramente superiores aos esperados (RPM=101,7, RPM aumentada mas não
significativa). As regiões do Ave e Entre Douro e Vouga são as que apresentam melhores valores das
RPM, sempre inferiores aos valores de referência de Portugal Continental.
Por género, há a salientar os piores resultados observados no sexo feminino ao longo dos três
quinquénios em estudo. Nas regiões do Douro e Alto Trás-os-Montes esses valores foram sempre
muito elevados (acima de 10% da média nacional). Contudo, no último quinquénio, registou-se uma
grande redução (de -14,4%) nesta última NUT III; a NUT III do Douro é a única com valores
claramente superiores ao restante território continental.
Para o sexo masculino e no último quinquénio, as NUTS III Douro, Alto Trás-os-Montes e Grande
Porto têm valores de RPM superiores à região e ao Continente.
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Ambos os sexos
Quadro 1: Evolução das mortes prematuras (0-64 anos) com os óbitos observados (O), esperados (E), RPM e
intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98
e 2001-05, para ambos os sexos
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
42932
41715
102,9
101,9
103,9
Minho-Lima
Cávado
3335
4166
3100
3951
107,6
105,4
104,0
102,3
111,3
108,7
Ave
Grande Porto
Tâmega
5143
14834
5278
14395
97,4
103,0
94,8
101,4
100,1
104,7
5888
2643
3429
3494
5807
2995
3034
3156
101,4
88,2
113,0
110,7
98,8
84,9
109,3
107,1
104,0
91,7
116,9
114,5
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
37854
39345
96,2
95,2
97,2
2796
2705
103,3
99,6
107,2
3623
4725
3883
5256
93,3
89,9
90,3
87,3
96,4
92,5
13770
5043
2356
2736
2805
13978
5445
2947
2492
2639
98,5
92,6
80,0
109,8
106,3
96,9
90,1
76,8
105,7
102,4
100,2
95,2
83,2
114,0
110,3
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
34198
35161
97,3
96,2
98,3
2341
3295
2377
3581
98,5
92,0
94,6
88,9
102,6
95,2
4282
12926
4700
2246
2172
2236
4783
12712
4813
2692
2040
2163
89,5
101,7
97,6
83,4
106,5
103,4
86,9
99,9
94,9
80,0
102,0
99,1
92,3
103,4
100,5
86,9
111,1
107,7
Região Norte
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 1989 a 1993
Quinquénio 1994 a 1998
Quinquénio 2001 a 2005
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
17
18
Resultados
Sexo masculino
Quadro 2: Evolução das mortes prematuras (0-64 anos) com os óbitos observados (O), esperados (E), RPM e
intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98
e 2001-05, para o sexo masculino
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
28377
27975
101,4
100,3
102,6
Minho-Lima
Cávado
2184
2676
2003
2640
109,1
101,4
104,5
97,6
113,7
105,3
Ave
Grande Porto
Tâmega
3401
9797
3562
9625
95,5
101,8
92,3
99,8
98,7
103,8
3954
1765
2315
2285
3935
2027
2038
2145
100,5
87,1
113,6
106,5
97,4
83,1
109,0
102,2
103,7
91,2
118,3
111,0
Região Norte
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
25347
26808
94,5
93,4
95,7
1854
2379
3148
1774
2641
3608
104,5
90,1
87,3
99,8
86,5
84,2
109,4
93,8
90,4
9318
3380
1541
1870
1857
9510
3741
2019
1702
1812
98,0
90,3
76,3
109,8
102,5
96,0
87,3
72,6
104,9
97,9
100,0
93,4
80,2
114,9
107,2
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
23368
24045
97,2
95,9
98,4
1558
2223
1562
2448
99,8
90,8
94,9
87,1
104,8
94,7
2906
8926
3302
8653
88,0
103,2
84,8
101,0
91,3
105,3
3203
1526
1473
1553
3335
1864
1395
1487
96,0
81,9
105,6
104,4
92,7
77,8
100,3
99,3
99,4
86,1
111,1
109,8
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Sexo feminino
Quadro 3: Evolução das mortes prematuras (0-64 anos) com os óbitos observados (O), esperados (E), RPM e
intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98
e 2001-05, para o sexo feminino
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
14555
13740
105,9
104,2
107,7
Minho-Lima
Cávado
1151
1490
1097
1311
104,9
113,7
98,9
108,0
111,2
119,6
Ave
Grande Porto
Tâmega
1742
5037
1716
4771
101,5
105,6
96,8
102,7
106,4
108,5
1934
878
1114
1209
1872
968
996
1011
103,3
90,7
111,9
119,6
98,8
84,8
105,4
113,0
108,0
96,9
118,6
126,6
Região Norte
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
12507
12537
99,8
98,0
101,5
942
1244
931
1241
101,1
100,2
94,8
94,7
107,8
105,9
1577
4452
1663
815
866
948
1649
4468
1704
927
789
827
95,6
99,6
97,6
87,9
109,7
114,6
91,0
96,7
93,0
81,9
102,5
107,4
100,5
102,6
102,4
94,1
117,3
122,2
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
10830
11057
97,9
96,1
99,8
783
777
100,8
93,8
108,1
1072
1376
1122
1487
95,5
92,6
89,9
87,7
101,4
97,6
4000
1497
720
699
683
4018
1490
837
644
682
99,5
100,4
86,1
108,6
100,2
96,5
95,4
79,9
100,7
92,8
102,7
105,7
92,6
116,9
108,0
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
19
20
Resultados
3.4.2. Mortes evitáveis
Em relação às mortes evitáveis regista-se uma evolução positiva na região Norte ao longo do período
em estudo, com RPM diminuídas e significativas, em relação a Portugal Continental. Contudo, há a
salientar a persistência, e mesmo agravamento, dos valores superiores ao índice 100 na NUT III do
Douro (RPM=111,6 no quinquénio 2001-05).
Mais uma vez, o sexo feminino apresenta piores RPM comparativamente com o sexo masculino.
Efectivamente, todas as NUTS III da região Norte, à excepção de uma, apresentavam valores
superiores à média nacional no primeiro quinquénio para o sexo feminino. No período 2001-05
observou-se uma melhoria generalizada, sendo que a região do Douro é a única que apresenta RPM
aumentadas e significativas para ambos os sexos (109,9 para os homens e 115,7 para as mulheres).
Há, ainda, a salientar as RPM aumentadas mas estatisticamente não significativas das NUTS III do
Cávado e Minho-Lima (para o sexo feminino) e da NUT III de Alto Trás-os-Montes (para o sexo
masculino) registadas no último quinquénio em estudo.
As mortes evitáveis sensíveis aos cuidados médicos, com uma diminuição da RPM em 10,9%,
contribuíram de forma decisiva para a evolução positiva das mortes evitáveis, uma vez que as mortes
evitáveis sensíveis à promoção da saúde, apesar de apresentarem sempre valores inferiores à média
nacional, apresentaram um aumento da RPM no último quinquénio.
Ambos os sexos
Quadro 4: Evolução das mortes evitáveis com os óbitos observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de
confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05,
para ambos os sexos
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
RPM
E
19351
19648
98,5
97,1
99,9
1583
1479
107,0
101,8
112,4
2089
2313
6253
1869
2487
6694
111,8
93,0
93,4
107,0
89,3
91,1
116,7
96,9
95,7
2755
1252
1549
1557
2768
1406
1446
1499
99,5
89,0
107,1
103,9
95,9
84,2
101,9
98,8
103,3
94,1
112,6
109,2
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
15092
16341
92,4
90,9
93,8
1208
1716
1144
1611
105,5
106,5
99,7
101,5
111,7
111,7
1954
4834
2048
1135
1110
1087
2167
5779
2261
1218
1045
1116
90,2
83,6
90,6
93,2
106,2
97,4
86,2
81,3
86,7
87,9
100,1
91,7
94,3
86,0
94,6
98,8
112,6
103,4
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
IC (95%)
min
max
O
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 1989 a 1993
Quinquénio 1994 a 1998
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
13315
14125
94,3
92,7
95,9
972
1327
973
1437
99,9
92,4
93,7
87,5
106,4
97,5
1699
4777
1905
5089
89,2
93,9
85,0
91,2
93,5
96,6
1871
852
928
889
1930
1074
832
886
96,9
79,3
111,6
100,4
92,6
74,1
104,5
93,9
101,4
84,8
119,0
107,2
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 2001 a 2005
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
Sexo masculino
Quadro 5: Evolução das mortes evitáveis com os óbitos observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de
confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05,
para o sexo masculino
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
12379
12960
95,5
93,8
97,2
1034
945
109,4
102,8
116,2
1304
1466
3952
1227
1649
4394
106,3
88,9
89,9
100,6
84,4
87,2
112,2
93,6
92,8
1759
822
1048
994
1842
933
959
1010
95,5
88,1
109,3
98,4
91,1
82,1
102,8
92,3
100,1
94,3
116,1
104,7
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
9646
10756
89,7
87,9
91,5
Minho-Lima
761
729
104,4
97,1
112,1
Cávado
Ave
Grande Porto
1085
1241
1056
1437
102,8
86,4
96,8
81,6
109,1
91,3
3076
1292
732
750
709
3792
1497
806
693
747
81,1
86,3
90,8
108,2
95,0
78,3
81,7
84,4
100,6
88,1
84,0
91,2
97,7
116,2
102,2
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 1994 a 1998
21
22
Resultados
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
8804
9455
93,1
91,2
95,1
618
835
626
960
98,6
87,0
91,0
81,2
106,7
93,1
1128
3165
1287
3386
87,6
93,5
82,6
90,2
92,9
96,8
1273
564
613
608
1307
728
558
602
97,4
77,4
109,9
101,0
92,1
71,2
101,4
93,1
102,9
84,1
118,9
109,4
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
Sexo feminino
Quadro 6: Evolução das mortes evitáveis com os óbitos observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de
confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05,
para o sexo feminino
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
6972
6688
104,2
101,8
106,7
549
534
102,8
94,4
111,8
785
847
642
838
122,3
101,1
113,9
94,4
131,2
108,1
2301
996
430
501
563
2300
926
473
487
488
100,0
107,6
90,9
102,9
115,3
96,0
101,0
82,5
94,1
106,0
104,2
114,5
99,9
112,3
125,2
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
5446
5585
97,5
94,9
100,1
447
631
713
415
555
730
107,6
113,6
97,7
97,9
104,9
90,7
118,1
122,8
105,2
1758
756
403
360
378
1987
764
412
352
369
88,5
98,9
97,8
102,3
102,4
84,4
92,0
88,5
92,0
92,3
92,7
106,2
107,8
113,4
113,2
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 1994 a 1998
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
4511
4643
97,2
94,4
100,0
354
492
328
473
107,9
104,1
96,9
95,1
119,7
113,7
571
1612
621
1683
91,9
95,8
84,5
91,2
99,7
100,6
598
288
315
281
629
350
272
287
95,1
82,3
115,7
97,9
87,6
73,1
103,3
86,8
103,0
92,4
129,2
110,1
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
3.4.3. Mortes evitáveis sensíveis aos cuidados médicos
As RPM relacionadas com mortes evitáveis sensíveis aos cuidados médicos evoluíram de forma muito
positiva na região Norte, com um decréscimo de 10,9% ao longo dos 16 anos do estudo. Ambos os
géneros participaram nesta evolução, salientando-se, neste caso, os melhores resultados
apresentados globalmente pelo sexo feminino. Efectivamente, os valores do sexo masculino no
último quinquénio, apesar de melhores em relação à média nacional (território continental) não são
significativos, uma vez que se aproximam em muito da média nacional (-1,6%). Já o sexo feminino
apresenta um valor inferior em 6,5%, o que representa uma RPM diminuída e estatisticamente
significativa em comparação com Portugal Continental para o mesmo período.
Todas as NUTS III apresentaram uma evolução positiva das suas RPM, geralmente mais à custa dos
resultados do sexo feminino. Há a salientar algumas assimetrias apresentadas por algumas NUTS III.
O melhor exemplo é a NUT III do Tâmega que apresenta uma discrepância de 28,2% entre a RPM do
sexo feminino (88,3, RPM diminuída e significativa) e a RPM do sexo masculino (116,5, RPM
aumentada e significativa). Alto Trás-os-Montes é outro exemplo, mas com valores não significativos.
A única NUT III com valores da RPM superior a 100 para o sexo masculino e feminino, no último
quinquénio, é o Douro (+8,6% para o sexo masculino e +3,2% para o sexo feminino). A NUT III do
Grande Porto, com o maior número absoluto de mortes evitáveis sensíveis aos cuidados médicos
(também é a que tem maior população), regista um aumento no último quinquénio da RPM no sexo
feminino, apresentando, assim, uma RPM superior à média nacional (+2,9%).
23
24
Resultados
Ambos os sexos
Quadro 7: Evolução das mortes evitáveis sensíveis aos cuidados médicos com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
8670
8132
106,6
104,4
108,9
Minho-Lima
Cávado
567
864
605
795
93,8
108,7
86,2
101,6
101,8
116,2
Ave
Grande Porto
Tâmega
1081
3019
1054
2738
102,5
110,3
96,5
106,4
108,8
114,3
1311
501
660
667
1185
583
586
586
110,6
85,9
112,7
113,7
104,7
78,6
104,3
105,3
116,8
93,8
121,6
122,7
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
6507
6504
100,0
97,6
102,5
453
448
101,1
92,0
110,8
677
827
654
872
103,6
94,9
95,9
88,5
111,7
101,5
2275
947
458
461
409
2306
921
486
399
418
98,7
102,8
94,3
115,5
97,8
94,6
96,4
85,8
105,2
88,5
102,8
109,6
103,3
126,5
107,7
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
4752
4966
95,7
93,0
98,5
313
466
335
511
93,5
91,2
83,4
83,1
104,4
99,9
593
1797
699
302
299
283
671
1803
687
377
284
298
88,3
99,6
101,8
80,1
105,5
95,1
81,3
95,1
94,4
71,3
93,8
84,3
95,7
104,4
109,6
89,7
118,1
106,8
Região Norte
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Quinquénio 1989 a 1993
Quinquénio 1994 a 1998
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Sexo masculino
Quadro 8: Evolução das mortes evitáveis sensíveis aos cuidados médicos com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
4425
4065
108,9
105,7
112,1
Minho-Lima
Cávado
292
438
290
399
100,6
109,8
89,4
99,7
112,8
120,5
Ave
Grande Porto
Tâmega
556
1510
535
1347
104,0
112,1
95,5
106,5
113,0
117,9
673
254
365
337
608
292
295
299
110,8
86,9
123,7
112,5
102,6
76,6
111,3
100,8
119,5
98,3
137,1
125,2
Região Norte
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
IC (95%)
min
max
O
E
RPM
3222
3151
102,3
98,8
105,9
218
206
105,6
92,0
120,6
335
410
1095
316
431
1107
106,0
95,2
98,9
94,9
86,2
93,1
118,0
104,9
104,9
474
242
249
199
454
237
195
204
104,4
102,3
127,6
97,4
95,2
89,8
112,2
84,3
114,2
116,0
144,4
111,9
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
2275
2312
98,4
94,4
102,5
145
223
298
149
239
315
97,3
93,4
94,6
82,1
81,6
84,2
114,5
106,5
106,0
803
379
141
143
143
836
325
177
132
140
96,1
116,5
79,6
108,6
102,5
89,6
105,1
67,0
91,6
86,4
103,0
128,9
93,9
128,0
120,7
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
25
26
Resultados
Sexo feminino
Quadro 9: Evolução das mortes evitáveis sensíveis aos cuidados médicos com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
4245
4067
104,4
101,3
107,6
Minho-Lima
Cávado
275
426
314
396
87,5
107,7
77,4
97,7
98,4
118,4
Ave
Grande Porto
Tâmega
525
1509
520
1391
101,0
108,5
92,6
103,1
110,0
114,1
638
247
295
330
578
291
291
287
110,4
85,0
101,5
115,0
102,0
74,7
90,2
102,9
119,3
96,2
113,8
128,1
Região Norte
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
3285
3354
98,0
94,6
101,4
235
342
242
338
97,2
101,3
85,2
90,8
110,5
112,6
417
1180
473
216
212
210
441
1199
467
249
204
214
94,5
98,4
101,3
86,6
103,9
98,1
85,7
92,9
92,4
75,5
90,4
85,3
104,0
104,2
110,8
99,0
118,8
112,4
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
2477
2650
93,5
89,8
97,2
168
243
295
182
272
357
92,1
89,3
82,6
78,7
78,5
73,4
107,1
101,3
92,6
994
320
161
156
140
966
363
201
151
158
102,9
88,3
80,3
103,2
88,7
96,6
78,8
68,3
87,6
74,6
109,5
98,5
93,7
120,7
104,7
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 2001 a 2005
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
3.4.4. Mortes evitáveis sensíveis à promoção da saúde
As mortes evitáveis sensíveis à promoção da saúde, na região Norte, apesar de apresentarem valores
constantemente inferiores à média nacional, aumentaram (em termos de RPM) no último
quinquénio (+6,2% em relação a 1994-98), fixando-se a sua RPM em 93,5.
No último quinquénio, em termos regionais, mais uma vez apenas a NUT III do Douro apresenta uma
RPM aumentada e significativa, superior em 14,8% ao índice 100. Todas as restantes NUTS III
apresentam valores inferiores e significativos, à excepção de Minho-Lima e Alto Trás-os-Montes, com
valores ligeiramente superiores à média nacional, mas estatisticamente não significativos.
É importante salientar que o valor regional global inferior à média nacional se deve, quase
exclusivamente, aos resultados relativos ao sexo masculino, uma vez que se observa uma grande
discrepância relativamente ao sexo feminino, com RPM aumentadas, sobretudo, à custa da cirrose
do fígado.
Efectivamente, para o sexo feminino e no último quinquénio, apenas o Grande Porto apresenta
valores diminuídos e significativos. A NUT III de Entre Douro e Vouga também apresenta valores
abaixo da média nacional, mas não significativos. Todas as restantes NUTS III apresentam piores
resultados que a média nacional, sendo que três NUTS apresentam valores da RPM claramente
superiores e estatisticamente significativos (Douro +31,3%, Minho-Lima +27,7% e Cávado +24,1% em
relação à média de Portugal Continental).
É preciso não esquecer que a relação óbitos observados/esperados em populações mais pequenas
reflecte uma maior variação em termos percentuais, o que explica, por um lado, o facto de existirem
grandes variações das RPM, e por outro, a sua contribuição reduzida para os valores totais da região
Norte.
Ambos os sexos
Quadro 10: Evolução das mortes evitáveis sensíveis à promoção da saúde com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
10681
11516
92,7
91,0
94,5
1016
1225
875
1074
116,2
114,1
109,1
107,8
123,5
120,6
1232
3234
1444
751
889
890
1433
3956
1582
823
860
912
86,0
81,7
91,2
91,2
103,4
97,6
81,3
78,9
86,6
84,8
96,7
91,3
90,9
84,6
96,1
98,0
110,4
104,2
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 1989 a 1993
27
28
Resultados
E
Região Norte
8585
9837
87,3
85,4
89,1
Minho-Lima
755
1039
696
957
108,4
108,5
100,8
102,0
116,4
115,3
1127
2559
1101
677
649
678
1295
3473
1340
732
646
698
87,0
73,7
82,2
92,5
100,5
97,2
82,0
70,9
77,4
85,7
92,9
90,0
92,3
76,6
87,2
99,7
108,5
104,8
O
E
RPM
8563
9159
93,5
91,5
95,5
Minho-Lima
Cávado
659
861
638
926
103,3
93,0
95,5
86,9
111,5
99,4
Ave
Grande Porto
Tâmega
1106
2980
1234
3285
89,6
90,7
84,4
87,5
95,1
94,0
1172
550
629
606
1243
697
548
588
94,3
78,9
114,8
103,1
89,0
72,5
106,0
95,0
99,8
85,8
124,1
111,6
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
RPM
IC (95%)
min
max
O
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
IC (95%)
min
max
Quinquénio 1994 a 1998
Quinquénio 2001 a 2005
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
Sexo masculino
Quadro 11: Evolução das mortes evitáveis sensíveis à promoção da saúde com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
7954
8895
89,4
87,5
91,4
742
655
113,2
105,2
121,7
866
910
828
1114
104,6
81,7
97,7
76,5
111,8
87,2
2442
1086
568
683
657
3047
1235
641
664
711
80,1
88,0
88,6
102,9
92,4
77,0
82,8
81,4
95,3
85,5
83,4
93,4
96,2
110,9
99,7
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 1989 a 1993
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
6424
7606
84,5
82,4
86,6
543
750
523
740
103,9
101,4
95,3
94,3
113,0
108,9
831
1981
818
490
501
510
1006
2685
1043
569
498
542
82,6
73,8
78,5
86,1
100,6
94,0
77,1
70,6
73,2
78,6
92,0
86,1
88,4
77,1
84,0
94,1
109,8
102,6
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
6529
7143
91,4
89,2
93,6
473
612
830
477
721
972
99,1
84,9
85,4
90,3
78,3
79,7
108,4
91,9
91,4
2362
894
423
470
465
2551
982
551
426
462
92,6
91,0
76,7
110,3
100,6
88,9
85,2
69,6
100,5
91,6
96,4
97,2
84,4
120,7
110,1
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
Sexo feminino
Quadro 12: Evolução das mortes evitáveis sensíveis à promoção da saúde com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
2727
2621
104,0
100,2
108,0
274
359
322
219
246
318
124,9
145,9
101,1
110,5
131,2
90,4
140,6
161,8
112,8
792
358
183
206
233
910
348
182
196
201
87,1
102,9
100,4
104,9
115,8
81,1
92,5
86,4
91,1
101,4
93,4
114,1
116,1
120,3
131,6
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 1989 a 1993
29
30
Resultados
E
2161
2231
96,9
92,8
101,0
Minho-Lima
212
174
122,1
106,2
139,7
Cávado
Ave
Grande Porto
289
296
218
288
132,7
102,6
117,8
91,3
148,9
115,0
578
283
187
148
168
788
297
163
148
155
73,4
95,2
114,9
100,1
108,2
67,5
84,4
99,0
84,6
92,5
79,6
106,9
132,6
117,6
125,9
Região Norte
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
IC (95%)
min
max
O
E
RPM
2034
1992
102,1
97,7
106,6
186
249
276
146
201
264
127,7
124,1
104,4
110,0
109,2
92,5
147,4
140,5
117,5
618
278
127
159
141
716
266
149
121
129
86,3
104,5
85,1
131,3
109,3
79,6
92,5
70,9
111,7
92,0
93,4
117,5
101,2
153,4
128,9
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
3.5.
Distribuição geográfica de algumas mortes evitáveis por causas específicas
3.5.1. Tuberculose
Apesar da diminuição dos óbitos por tuberculose na região Norte, que ao longo dos três quinquénios
foi de -18,8%, verificou-se que a evolução do 2º para o 3º quinquénio foi bastante negativa na região
Norte, quando comparada com o Continente. De uma RPM (diminuída e significativa) inferior em
11,7% em 1994-98, relativamente ao Continente, a região Norte apresentou, em 2001-05, mais
11,8% de óbitos do que os esperados. Esta RPM aumentada, apesar de não significativa, na região
Norte, resulta fundamentalmente dos valores da RPM elevados observados na NUT III do Grande
Porto.
A análise por sexo não é realizada para a tuberculose porque, para o último quinquénio,
aproximadamente 85% dos óbitos foram do sexo masculino e, por conseguinte, observou-se um
número reduzido de óbitos femininos.
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Ambos os sexos
Quadro 13: Evolução das mortes evitáveis por tuberculose com os óbitos observados (O), esperados (E), RPM
e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93, 199498 e 2001-05, para ambos os sexos
E
288
291
99,0
87,9
111,1
Minho-Lima
Cávado
9
24
22
27
40,9
88,9
18,7
57,0
77,7
132,3
Ave
Grande Porto
Tâmega
26
145
36
103
72,2
140,8
47,2
118,8
105,8
165,6
28
14
19
23
39
21
21
22
71,8
66,7
90,5
104,5
47,7
36,4
54,5
66,3
103,8
111,9
141,3
156,9
Região Norte
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
260
295
88,3
77,9
99,7
24
21
19
20
29
40
122,3
72,5
47,9
78,3
44,9
28,8
181,9
110,9
74,8
117
32
16
16
15
106
41
22
18
19
110,9
78,8
71,9
86,7
77,1
91,7
53,9
41,1
49,6
43,2
132,9
111,2
116,8
140,8
127,2
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
IC (95%)
min
max
O
E
RPM
234
209
111,8
97,9
127,0
11
18
14
22
79,9
83,2
39,9
49,3
143,0
131,4
32
104
37
10
8
14
29
76
29
16
12
12
110,5
137,4
127,1
61,9
67,6
114,0
75,6
112,3
89,5
29,7
29,2
62,4
156,0
166,5
175,2
113,9
133,2
191,4
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
31
32
Resultados
3.5.2. Tumor maligno da mama
A proporção dos óbitos por tumor maligno da mama no total das mortes evitáveis sensíveis aos
cuidados médicos tem aumentado (Figura 7 e Tabela 7) ao longo do período em análise, tornando-se,
no último quinquénio, a principal causa de morte evitável no sexo feminino. Contudo, quando
comparada a região Norte com o Continente, verifica-se que os óbitos observados são
significativamente inferiores aos que seriam esperados. Todas as NUTS III da região apresentam RPM
inferior ao valor de referência, com destaque para o Ave, o Tâmega e o Alto Trás-os-Montes com
valores da RPM diminuída e significativa, no último quinquénio. No entanto, o valor da RPM tem
vindo a aumentar na região Norte ao longo dos três quinquénios.
Sexo feminino
Quadro 14: Evolução das mortes evitáveis por tumor maligno da mama com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino
O
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
E
RPM
942
1192
79,0
74,1
84,2
63
91
99
109
63,6
83,5
48,9
67,2
81,4
102,5
82
411
105
79
45
66
144
426
151
84
87
92
56,9
96,5
69,5
94,0
51,7
71,7
45,3
87,4
56,9
74,5
37,7
55,5
70,7
106,3
84,2
117,2
69,2
91,3
O
E
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
IC (95%)
min
max
952
RPM
IC (95%)
min
max
1164
81,8
76,7
87,1
60
88
68,2
52,1
87,8
101
123
390
111
151
427
90,6
81,5
91,2
73,8
67,7
82,4
110,1
97,3
100,8
99
67
56
56
149
86
73
78
66,3
77,9
76,6
71,6
53,9
60,4
57,9
54,1
80,7
99,0
99,5
93,0
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 1989 a 1993
Quinquénio 1994 a 1998
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
O
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
E
RPM
IC (95%)
min
max
905
1080
83,8
78,4
89,4
66
90
94
76
107
144
86,4
83,9
65,1
66,8
67,5
52,6
109,9
103,2
79,7
381
102
68
58
46
400
140
82
63
68
95,2
72,7
83,1
92,4
68,1
85,9
59,3
64,5
70,1
49,9
105,3
88,3
105,3
119,4
90,9
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
3.5.3. Tumor maligno do colo e corpo do útero
Quando comparadas com as do Continente, as mortes evitáveis por tumor maligno do colo e corpo
do útero apresentam uma evolução favorável entre o 1º e o 3º quinquénios na região Norte. De uma
RPM aumentada de 108,4, em 1989-93, a região obteve uma RPM diminuída de 92,9, em 2001-05,
apesar de não significativa.
As NUTS III Tâmega e Alto Trás-os-Montes são aquelas que evidenciam melhor evolução nesses três
quinquénios.
Sexo feminino
Quadro 15: Evolução das mortes evitáveis por tumor maligno do colo e corpo do útero com os óbitos
observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS
III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
IC (95%)
min
max
O
E
RPM
246
227
108,4
95,2
122,8
8
15
32
17
21
29
47,1
71,4
110,3
20,3
40,0
75,5
92,7
117,8
155,8
91
42
14
18
26
84
29
17
15
15
108,3
144,8
82,4
120,0
173,3
87,2
104,4
45,0
71,1
113,2
133,0
195,8
138,2
189,7
254,0
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 1989 a 1993
33
34
Resultados
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
207
233
88,7
77,0
101,6
16
13
26
16
23
32
101,9
55,4
81,8
58,3
29,5
53,5
165,5
94,7
119,9
82
35
17
8
10
88
31
18
13
13
93,3
113,4
97,0
61,5
75,7
74,2
79,0
56,5
26,5
36,3
115,8
157,8
155,2
121,1
139,2
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
208
224
92,9
80,7
106,4
20
16
34
14
24
31
138,9
68,1
108,1
84,8
38,9
74,9
214,5
110,5
151,1
89
17
16
9
7
83
31
17
12
12
107,4
55,5
93,0
75,7
58,2
86,2
32,3
53,2
34,6
23,4
132,1
88,8
151,0
143,6
119,8
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 2001 a 2005
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
3.5.4. Doenças hipertensivas e cerebrovasculares
Na região Norte observou-se uma redução acentuada das mortes evitáveis por doenças hipertensivas
e cerebrovasculares (-51,1%) e do seu peso no total das mortes evitáveis sensíveis aos cuidados
médicos (-16,0%) (Figura 7 e Tabela 7). Esta evolução torna-se mais favorável quando comparada
com o Continente: de uma RPM aumentada e significativa de 111,8, em 1989-93, a região Norte
apresentou, em 2001-05, uma RPM diminuída e significativa de 95,0. O contributo maior foi dado
pelas NUTS III Grande Porto e Entre Douro e Vouga. Destaque, também, para as NUTS III Tâmega e
Douro que, no último quinquénio, apresentaram RPM aumentadas e significativas.
Esta tendência evolutiva é semelhante quando analisada por sexo, sendo mais positiva no sexo
masculino. No entanto, é no sexo masculino e no último quinquénio, que se observam, nas NUTS III
Tâmega e Douro, valores de RPM aumentadas e significativas quando comparadas com o Continente;
no sexo feminino observou-se este padrão no 2º quinquénio, com posterior evolução positiva nestas
NUTS III.
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Ambos os sexos
Quadro 16: Evolução das mortes evitáveis por doenças hipertensivas e cerebrovasculares com os óbitos
observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS
III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
3860
3453
111,8
108,3
115,4
Minho-Lima
Cávado
306
381
285
305
107,4
124,9
95,7
112,7
120,1
138,1
Ave
Grande Porto
Tâmega
479
1326
408
1194
117,4
111,1
107,1
105,2
128,4
117,2
497
200
362
309
445
239
276
301
111,7
83,7
131,2
102,7
102,1
72,5
118,0
91,5
122,0
96,1
145,4
114,8
Região Norte
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
3068
2857
107,4
103,6
111,2
227
211
107,8
94,2
122,8
298
376
1042
265
364
1038
112,2
103,2
100,4
99,9
93,0
94,4
125,7
114,2
106,6
421
226
268
210
365
212
189
213
115,4
106,7
141,7
98,6
104,6
93,2
125,3
85,7
127,0
121,5
159,8
112,8
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
2106
2216
95,0
91,0
99,2
144
157
91,5
77,2
107,7
205
273
214
292
95,7
93,5
83,0
82,7
109,7
105,3
714
328
121
169
152
816
284
169
134
149
87,5
115,5
71,6
125,9
101,7
81,2
103,3
59,4
107,6
86,2
94,1
128,7
85,5
146,4
119,3
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
35
36
Resultados
Sexo masculino
Quadro 17: Evolução das mortes evitáveis por doenças hipertensivas e cerebrovasculares com os óbitos
observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS
III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
2325
2128
109,3
104,9
113,8
Minho-Lima
Cávado
179
219
169
186
105,9
117,7
91,0
102,7
122,6
134,4
Ave
Grande Porto
Tâmega
294
788
253
731
116,2
107,8
103,3
100,4
130,3
115,6
293
128
237
187
278
150
171
190
105,4
85,3
138,6
98,4
93,7
71,2
121,5
84,8
118,2
101,5
157,4
113,6
Região Norte
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
IC (95%)
min
max
O
E
RPM
1854
1782
104,0
99,4
108,9
133
124
107,0
89,6
126,8
181
236
627
165
229
650
109,5
103,2
96,5
94,2
90,5
89,1
126,7
117,3
104,4
250
143
162
122
229
133
117
134
109,2
107,3
138,1
90,8
96,1
90,4
117,6
75,4
123,6
126,4
161,0
108,4
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
1356
1435
94,5
89,6
99,7
88
128
179
97
139
191
90,8
92,3
93,8
72,8
77,0
80,6
111,8
109,7
108,6
446
227
86
108
94
529
185
111
86
97
84,3
122,5
77,5
125,4
97,0
76,7
107,1
62,0
102,9
78,3
92,5
139,5
95,7
151,4
118,6
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Sexo feminino
Quadro 18: Evolução das mortes evitáveis por doenças hipertensivas e cerebrovasculares com os óbitos
observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS
III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
1535
1325
115,8
110,1
121,8
Minho-Lima
Cávado
127
162
116
119
109,5
136,1
91,3
116,0
130,3
158,8
Ave
Grande Porto
Tâmega
185
538
155
463
119,4
116,2
102,8
106,6
137,8
126,4
204
72
125
122
167
89
105
111
122,2
80,9
119,0
109,9
106,0
63,3
99,1
91,3
140,1
101,9
141,8
131,2
Região Norte
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
1214
1076
112,9
106,6
119,4
94
86
109,0
88,1
133,4
117
140
415
100
136
388
116,7
103,2
106,8
96,5
86,8
96,8
139,8
121,8
117,6
171
83
106
88
136
79
72
79
125,9
105,6
147,7
111,8
107,7
84,1
121,0
89,7
146,2
130,9
178,7
137,8
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
750
779
96,3
89,5
103,4
56
77
94
58
75
102
97,0
102,3
92,5
73,3
80,8
74,7
125,9
127,9
113,1
268
101
35
61
58
286
99
59
48
52
93,6
102,0
59,7
128,2
110,6
82,7
83,0
41,6
98,1
84,0
105,5
123,9
83,0
164,7
143,0
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
37
38
Resultados
3.5.5. Mortalidade infantil
Na mortalidade infantil observou-se, na região Norte e para o período em análise, uma diminuição
acentuada, não só dos óbitos (-65,4%), como também do peso destes no total das mortes evitáveis
sensíveis aos cuidados médicos (-36,4%) (Figura 3 e Tabela 3). No entanto, quando comparada a sua
evolução com o Continente, esta não foi tão positiva como seria de esperar observando-se, ao longo
dos três quinquénios, mais óbitos infantis na região Norte, e de forma significativa, do que os
esperados. A NUT III do Grande Porto apresentou, nos três quinquénios, uma RPM aumentada e
significativa. Na análise evolutiva por sexo, o comportamento deste indicador foi muito semelhante.
Um aspecto que importa realçar, apesar de não fazer parte do presente estudo, é que, de 2003 até
2009, a taxa de mortalidade infantil na região Norte foi sempre muito próxima da do Continente,
apresentando já, nos anos de 2006, 2008 e 2009, valores inferiores a este.
Ambos os sexos
Quadro 19: Evolução das mortes evitáveis por óbitos infantis com os óbitos observados (O), esperados (E),
RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93,
1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
2740
2334
117,4
113,0
121,9
145
285
139
267
104,5
106,8
88,1
94,7
122,9
119,9
371
881
352
719
105,4
122,6
95,0
114,6
116,7
130,9
531
151
176
200
424
176
144
113
125,2
85,9
122,0
176,6
114,8
72,7
104,6
153,0
136,3
100,7
141,4
202,8
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
1621
1457
111,2
105,9
116,8
97
202
82
172
118,4
117,5
96,1
101,9
144,5
134,9
224
521
290
107
91
89
216
477
260
111
75
65
103,8
109,3
111,5
96,5
120,5
137,7
90,7
100,1
99,1
79,1
97,0
110,6
118,3
119,1
125,1
116,6
148,0
169,4
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 1994 a 1998
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
Região Norte
934
836
111,7
104,6
119,1
Minho-Lima
Cávado
Ave
52
105
47
101
110,2
104,0
82,3
85,1
144,5
126,0
114
361
163
54
40
45
119
290
142
62
40
34
96,1
124,3
114,4
86,8
99,2
132,0
79,3
111,8
97,5
65,2
70,9
96,3
115,4
137,8
133,4
113,2
135,1
176,6
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
Sexo masculino
Quadro 20: Evolução das mortes evitáveis por óbitos infantis com os óbitos observados (O), esperados (E),
RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93,
1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
1543
1335
115,6
109,9
121,5
85
160
198
79
154
203
107,0
104,0
97,4
85,5
88,6
84,3
132,3
121,5
112,0
515
298
89
92
106
411
243
99
82
65
125,4
122,8
90,3
112,4
162,4
114,8
109,2
72,5
90,6
132,9
136,8
137,5
111,1
137,8
196,4
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
Região Norte
911
819
111,3
104,2
118,7
Minho-Lima
Cávado
Ave
51
115
47
95
109,4
121,0
81,5
99,9
143,9
145,3
130
290
151
68
60
46
126
265
145
62
44
35
102,8
109,5
103,8
110,2
137,0
131,4
85,9
97,3
87,9
85,6
104,6
96,2
122,1
122,9
121,7
139,7
176,4
175,3
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 1994 a 1998
39
40
Resultados
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
516
462
111,7
102,2
121,7
33
64
26
56
127,3
114,3
87,6
88,0
178,8
146,0
67
183
94
27
21
27
66
161
79
34
22
19
101,8
113,8
119,3
79,6
95,2
143,9
78,9
97,9
96,4
52,4
58,9
94,9
129,3
131,5
146,1
115,8
145,5
209,4
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 2001 a 2005
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
Sexo feminino
Quadro 21: Evolução das mortes evitáveis por óbitos infantis com os óbitos observados (O), esperados (E),
RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93,
1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino
E
RPM
IC (95%)
min
max
1197
999
119,9
113,2
126,9
60
125
173
59
113
149
101,0
110,4
116,4
77,1
91,9
99,7
130,0
131,6
135,1
366
233
62
84
94
308
181
77
62
48
118,8
128,5
80,2
134,5
195,9
106,9
112,5
61,5
107,3
158,3
131,6
146,1
102,8
166,5
239,7
O
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
710
638
111,2
103,2
119,7
46
35
130,4
95,5
173,9
87
94
231
77
89
212
113,2
105,2
109,0
90,7
85,0
95,4
139,6
128,7
124,0
139
39
31
43
115
49
32
30
121,4
79,4
97,8
145,1
102,0
56,4
66,4
105,0
143,3
108,5
138,8
195,4
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 1994 a 1998
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
418
374
111,8
101,3
123,0
19
41
47
21
45
53
89,4
91,2
88,9
53,8
65,5
65,3
139,6
123,8
118,2
178
69
27
19
18
130
64
28
18
15
137,4
108,4
95,6
104,3
117,6
118,0
84,3
63,0
62,8
69,7
159,2
137,2
139,1
162,9
185,8
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
3.5.6. Tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmões
Os óbitos evitáveis por tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmões foram aqueles, dos que
apresentam um peso considerável no total das mortes evitáveis, onde se observou um aumento do
seu número (25,9%) e, por conseguinte, um aumento do seu peso no total das mortes evitáveis
sensíveis à promoção da saúde (57,0%). A situação ainda é menos favorável quando se compara a
região com o Continente. Nos três quinquénios estudados, a região Norte apresentou sempre RPM
aumentadas e significativas, com os óbitos a excederem, sempre, em mais de 10%, os óbitos
esperados. No entanto, importa realçar que é, fundamentalmente, a NUT III do Grande Porto quem
contribui para estes valores elevados.
Do total de óbitos, aproximadamente 84% observaram-se no sexo masculino, nos três quinquénios
analisados. A evolução comparativa, por sexo, com o Continente é, em tudo, semelhante à
observada para ambos os sexos.
41
42
Resultados
Ambos os sexos
Quadro 22: Evolução das mortes evitáveis por tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmões com os óbitos
observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS
III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
1576
1394
113,1
107,5
118,8
Minho-Lima
Cávado
123
124
109
122
112,8
101,6
93,8
84,5
134,6
121,2
Ave
Grande Porto
Tâmega
200
747
166
481
120,5
155,3
104,4
144,4
138,4
166,8
155
78
70
79
180
108
108
120
86,1
72,2
64,8
65,8
73,1
57,1
50,5
52,1
100,8
90,1
81,9
82,0
Região Norte
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
1764
1520
116,1
110,7
121,6
117
107
109,1
90,2
130,8
159
244
769
142
195
555
112,0
124,8
138,6
95,3
109,6
128,9
130,8
141,5
148,7
201
109
85
80
195
113
99
112
102,9
96,1
85,7
71,4
89,1
78,9
68,5
56,6
118,1
115,9
106,0
88,9
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
1984
1795
110,5
105,7
115,5
129
126
102,3
85,4
121,5
179
246
174
237
102,7
103,6
88,2
91,1
118,9
117,4
943
207
109
96
75
664
230
137
107
119
142,0
90,1
79,6
89,5
63,0
133,1
78,3
65,4
72,5
49,5
151,4
103,3
96,1
109,3
79,0
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Sexo masculino
Quadro 23: Evolução das mortes evitáveis por tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmões com os óbitos
observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS
III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
1334
1180
113,1
107,1
119,3
Minho-Lima
Cávado
101
105
91
103
111,0
101,9
90,4
83,4
134,9
123,4
Ave
Grande Porto
Tâmega
163
645
140
405
116,4
159,3
99,2
147,2
135,7
172,0
127
71
63
59
153
93
92
103
83,0
76,3
68,5
57,3
69,2
59,6
52,6
43,6
98,8
96,3
87,6
73,9
Região Norte
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
1472
1271
115,8
110,0
121,9
99
126
199
88
118
163
112,3
106,6
121,8
91,3
88,8
105,4
136,7
126,9
139,9
658
164
85
76
65
465
163
95
83
95
141,6
100,3
89,3
91,3
68,5
131,0
85,6
71,3
71,9
52,8
152,9
116,9
110,4
114,3
87,3
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
1657
1480
112,0
106,6
117,5
102
99
102,6
83,7
124,6
146
207
143
197
101,8
105,0
86,0
91,2
119,7
120,3
802
171
90
74
65
548
190
114
88
99
146,4
89,8
78,7
84,0
65,5
136,4
76,9
63,3
65,9
50,6
156,9
104,3
96,8
105,4
83,5
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
43
44
Resultados
Sexo feminino
Quadro 24: Evolução das mortes evitáveis por tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmões com os óbitos
observados (O), esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS
III, nos quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino
IC (95%)
min
max
O
E
RPM
242
214
113,1
99,3
128,3
Minho-Lima
Cávado
22
19
18
19
122,2
100,0
76,6
60,2
185,0
156,2
Ave
Grande Porto
Tâmega
37
102
26
76
142,3
134,2
100,2
109,4
196,2
162,9
28
7
7
20
27
15
16
17
103,7
46,7
43,8
117,6
68,9
18,8
17,6
71,9
149,9
96,2
90,1
181,7
Região Norte
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
292
249
117,5
104,4
131,8
18
33
45
19
24
32
94,4
139,1
140,4
55,9
95,8
102,4
149,2
195,4
187,9
111
37
24
9
15
90
32
18
16
17
122,7
115,8
131,1
56,6
87,8
101,0
81,5
84,0
25,9
49,1
147,8
159,6
195,1
107,5
144,8
Quinquénio 1989 a 1993
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
IC (95%)
min
max
O
E
RPM
327
311
105,3
94,2
117,3
27
33
39
22
31
41
120,8
108,0
94,8
79,6
74,4
67,4
175,8
151,7
129,6
141
36
19
22
10
115
40
23
18
20
122,8
90,0
80,9
119,8
50,1
103,4
63,0
48,7
75,1
24,0
144,8
124,6
126,4
181,4
92,2
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
3.5.7. Doença isquémica do coração
As mortes evitáveis por doença isquémica do coração têm tido uma evolução bastante positiva na
região Norte. Por um lado, observou-se uma diminuição acentuada no número de óbitos (-37,2%) e,
consequentemente, do peso relativo destes no total das mortes evitáveis sensíveis à promoção da
saúde (-21,7%) (Figura 4 e Tabela 4). Por outro lado, quando comparada a região com o Continente, a
RPM, para além de ter sido diminuída e significativa ao longo dos três quinquénios, teve uma
evolução ainda mais positiva. No quinquénio 2001-05, todas as NUT III da região Norte apresentaram
uma RPM diminuída e, com a excepção da NUT III do Douro, de forma significativa. Na análise por
sexo, destaca-se uma maior evolução positiva no sexo feminino.
Ambos os sexos
Quadro 25: Evolução das mortes evitáveis por doença isquémica do coração com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
2886
3008
95,9
92,5
99,5
245
267
309
240
267
359
102,1
100,0
86,1
89,7
88,4
76,7
115,7
112,7
96,2
1077
364
198
210
216
1046
391
211
236
258
103,0
93,1
93,8
89,0
83,7
96,9
83,8
81,2
77,4
72,9
109,3
103,2
107,9
101,9
95,7
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
2105
2580
81,6
78,1
85,1
187
248
184
242
101,6
102,5
87,5
90,2
117,2
116,1
250
706
244
197
120
153
332
938
334
192
169
189
75,2
75,3
73,1
102,4
71,1
80,9
66,2
69,8
64,2
88,6
59,0
68,6
85,1
81,0
82,9
117,7
85,0
94,8
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 1994 a 1998
45
46
Resultados
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
1812
2337
77,5
74,0
81,2
136
120
163
229
83,4
52,4
69,9
43,5
98,6
62,7
237
763
207
96
128
125
311
860
303
179
139
153
76,3
88,7
68,2
53,8
92,0
81,7
66,9
82,5
59,3
43,5
76,7
68,0
86,6
95,2
78,2
65,6
109,4
97,3
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
Sexo masculino
Quadro 26: Evolução das mortes evitáveis por doença isquémica do coração com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
2158
2291
94,2
90,3
98,3
179
177
101,1
86,9
117,1
206
235
814
203
275
796
101,5
85,5
102,3
88,1
74,9
95,4
116,3
97,1
109,5
262
151
153
158
300
163
179
198
87,3
92,6
85,5
79,8
77,1
78,5
72,5
67,8
98,6
108,6
100,1
93,3
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
1582
1978
80,0
76,1
84,0
139
184
136
185
102,3
99,2
86,0
85,4
120,8
114,6
187
557
170
144
89
112
256
721
257
148
128
145
73,0
77,2
66,2
97,1
69,3
77,2
62,9
70,9
56,6
81,9
55,6
63,6
84,2
83,9
76,9
114,3
85,2
92,9
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 1994 a 1998
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
1447
1831
79,0
75,0
83,2
107
89
122
180
88,1
49,5
72,2
39,8
106,4
60,9
191
627
162
80
96
95
246
673
241
142
108
120
77,5
93,2
67,3
56,4
88,8
79,4
66,9
86,1
57,3
44,7
71,9
64,2
89,3
100,8
78,5
70,1
108,4
97,0
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
Sexo feminino
Quadro 27: Evolução das mortes evitáveis por doença isquémica do coração com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
IC (95%)
min
max
O
E
RPM
728
717
101,5
94,3
109,2
66
61
63
64
104,8
95,3
81,0
72,9
133,3
122,4
74
263
102
47
57
58
84
250
91
48
57
60
88,1
105,2
112,1
97,9
100,0
96,7
69,2
92,9
91,4
71,9
75,7
73,4
110,6
118,7
136,1
130,2
129,6
125,0
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
523
603
86,8
79,5
94,6
48
48
99,5
73,4
132,0
64
63
56
76
113,4
82,6
87,4
63,5
144,9
105,7
149
74
53
31
41
217
77
44
40
44
68,8
96,4
120,2
77,0
93,3
58,2
75,7
90,1
52,3
66,9
80,8
121,0
157,3
109,3
126,5
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 1994 a 1998
47
48
Resultados
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
365
501
72,8
65,5
80,7
29
31
37
49
78,0
63,8
52,3
43,4
112,1
90,6
46
136
45
16
32
30
65
184
64
38
31
34
70,3
73,9
70,3
42,4
104,5
89,0
51,5
62,0
51,3
24,2
71,5
60,1
93,8
87,4
94,1
68,9
147,6
127,1
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
3.5.8. Cirrose do fígado
Nas mortes evitáveis por cirrose do fígado observou-se uma diminuição do número de óbitos, mas,
essencialmente, entre o 1º e o 2º quinquénio (-24,5%), uma vez que do 2º para o 3º este aumentou
ligeiramente (+1,6%). Comparativamente com o Continente, a região Norte apresentou sempre uma
RPM aumentada e significativa nos três quinquénios, sendo a NUT III do Grande Porto a única em
que os óbitos verificados foram inferiores aos esperados. Um aspecto a realçar é a pior evolução
deste indicador no sexo feminino, em que todas as NUTS III apresentaram RPM aumentadas e, com a
excepção do Grande Porto, de forma significativa. Nas NUTS III Cávado, Minho-Lima e Douro, para o
quinquénio 2001-05, os óbitos observados foram duas vezes superiores aos esperados.
Ambos os sexos
Quadro 28: Evolução das mortes evitáveis por cirrose do fígado com os óbitos observados (O), esperados (E),
RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93,
1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
2992
2374
126,0
121,6
130,6
282
182
154,9
137,4
174,1
379
328
214
290
177,1
113,1
159,7
101,2
195,9
126,0
828
361
170
329
315
840
309
170
177
192
98,6
116,8
100,0
185,9
164,1
92,0
105,1
85,5
166,3
146,4
105,5
129,5
116,2
207,1
183,2
Quinquénio 1989 a 1993
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
2259
1956
115,5
110,8
120,4
199
279
136
187
146,7
149,5
127,1
132,5
168,6
168,1
291
639
260
138
249
204
256
715
256
147
124
136
113,5
89,4
101,4
94,1
201,1
150,3
100,9
82,6
89,5
79,1
176,9
130,4
127,4
96,6
114,5
111,2
227,7
172,4
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
2296
1941
118,3
113,5
123,2
171
131
130,3
111,5
151,4
256
286
703
194
263
711
131,8
108,7
98,8
116,1
96,5
91,6
148,9
122,1
106,4
298
167
214
201
259
149
112
120
115,1
111,8
190,6
167,0
102,4
95,5
165,9
144,7
129,0
130,1
218,0
191,8
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
Sexo masculino
Quadro 29: Evolução das mortes evitáveis por cirrose do fígado com os óbitos observados (O), esperados (E),
RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93,
1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
1959
1694
115,6
110,6
120,9
166
213
207
126
152
207
131,7
140,1
100,0
112,5
121,9
86,8
153,4
160,3
114,6
561
232
108
251
221
598
222
122
127
140
93,8
104,5
88,5
197,6
157,9
86,2
91,5
72,6
173,9
137,7
101,9
118,9
106,9
223,7
180,1
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 1989 a 1993
49
50
Resultados
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
1514
1432
105,7
100,5
111,2
126
170
96
136
131,0
124,8
109,1
106,8
156,0
145,1
191
438
165
91
187
146
188
524
188
108
91
101
101,5
83,6
87,6
84,3
205,8
144,9
87,7
76,0
74,7
67,9
177,3
122,4
117,0
91,8
102,0
103,5
237,5
170,4
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
1557
1438
108,3
103,0
113,8
100
138
173
93
144
196
107,0
96,1
88,1
87,0
80,8
75,4
130,1
113,6
102,2
517
201
114
157
157
525
194
112
83
90
98,5
103,6
101,6
188,2
173,9
90,2
89,8
83,8
159,9
147,8
107,4
118,9
122,1
220,0
203,3
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
Sexo feminino
Quadro 30: Evolução das mortes evitáveis por cirrose do fígado com os óbitos observados (O), esperados (E),
RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos quinquénios 1989-93,
1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino
E
RPM
IC (95%)
min
max
1033
680
151,9
142,8
161,5
116
56
207,1
171,2
248,5
166
121
62
83
267,7
145,8
228,6
121,0
311,7
174,2
267
129
62
78
94
242
87
48
50
52
110,3
148,3
129,2
156,0
180,8
97,5
123,8
99,0
123,3
146,1
124,4
176,2
165,6
194,7
221,2
O
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Quinquénio 1989 a 1993
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
Região Norte
745
524
142,3
132,3
152,9
Minho-Lima
73
109
39
50
185,1
215,9
145,1
177,3
232,8
260,5
100
201
95
47
62
58
68
191
68
39
33
35
146,6
105,3
139,7
121,4
188,3
165,7
119,3
91,3
113,0
89,2
144,4
125,9
178,3
121,0
170,7
161,5
241,4
214,3
O
E
RPM
IC (95%)
min
max
739
499
148,0
137,5
159,0
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
71
35
203,9
159,3
257,2
118
113
186
50
67
184
234,9
167,8
101,1
194,4
138,3
87,1
281,3
201,8
116,7
97
53
57
44
66
38
29
30
146,9
139,6
198,8
144,7
119,2
104,6
150,6
105,1
179,3
182,6
257,6
194,2
Quinquénio 1994 a 1998
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
3.5.9. Acidentes de veículos a motor
Apesar da diminuição dos óbitos por acidentes de veículos a motor, fundamentalmente, entre o 1º e
o 2º quinquénio (-23,9%), e de, comparativamente com o Continente, a região Norte apresentar
sempre valores da RPM diminuídos e significativos ao longo do período em análise, no quinquénio de
2001-05 o valor da RPM aumentou e em quatro NUTS III (Minho-Lima, Tâmega, Douro e Alto Trás-osMontes) o número de óbitos foi já superior ao esperado, apesar de não o ser de forma significativa.
Os resultados positivos da região devem-se, essencialmente, aos bons resultados da NUT III Grande
Porto. Na análise por sexo, o comportamento evolutivo é muito semelhante, sendo ligeiramente
menos positivo no que se refere à RPM no sexo feminino.
51
52
Resultados
Ambos os sexos
Quadro 31: Evolução das mortes evitáveis por acidentes de veículos a motor com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para ambos os sexos
E
3188
4708
67,7
65,4
70,1
Minho-Lima
Cávado
364
453
340
466
107,0
97,3
96,3
88,5
118,6
106,6
Ave
Grande Porto
Tâmega
387
572
613
1575
63,1
36,3
57,0
33,4
69,7
39,4
560
300
275
277
696
342
336
339
80,5
87,7
81,8
81,6
73,9
78,1
72,4
72,3
87,4
98,2
92,0
91,8
Região Norte
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
2427
3743
64,8
62,3
67,5
249
353
267
383
93,4
92,1
82,1
82,7
105,7
102,2
340
436
389
230
191
239
506
1252
549
277
252
258
67,2
34,8
70,8
83,2
75,9
92,6
60,3
31,6
63,9
72,8
65,5
81,2
74,8
38,3
78,2
94,6
87,4
105,1
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
2439
3054
79,9
76,7
83,1
222
302
215
325
103,0
92,9
89,9
82,7
117,5
104,0
335
561
454
175
189
201
418
1038
447
230
187
194
80,1
54,1
101,6
76,2
100,8
103,9
71,8
49,7
92,5
65,3
87,0
90,0
89,2
58,7
111,4
88,4
116,3
119,3
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Sexo masculino
Quadro 32: Evolução das mortes evitáveis por acidentes de veículos a motor com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo masculino
E
2478
3710
66,8
64,2
69,5
Minho-Lima
Cávado
295
340
259
367
114,1
92,6
101,5
83,0
127,9
103,0
Ave
Grande Porto
Tâmega
299
417
488
1238
61,2
33,7
54,5
30,5
68,6
37,1
463
237
211
216
555
271
264
268
83,4
87,3
80,1
80,6
76,0
76,5
69,6
70,2
91,3
99,2
91,6
92,1
O
E
1834
2900
63,2
60,4
66,2
178
270
252
201
297
395
88,7
90,8
63,7
76,1
80,3
56,1
102,7
102,3
72,1
319
314
168
147
186
966
430
216
194
200
33,0
72,9
77,8
75,8
93,1
29,5
65,1
66,5
64,1
80,2
36,8
81,5
90,5
89,2
107,5
Região Norte
Entre Douro e Vouga
Douro
RPM
IC (95%)
min
max
O
Alto Trás-os-Montes
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
Quinquénio 1989 a 1993
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
1848
2372
77,9
74,4
81,5
164
238
162
252
101,5
94,4
86,6
82,8
118,3
107,2
258
408
329
797
78,4
51,2
69,1
46,3
88,6
56,4
356
137
141
146
354
181
145
152
100,6
75,7
97,1
96,2
90,4
63,5
81,7
81,2
111,6
89,5
114,5
113,1
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
53
54
Resultados
Sexo feminino
Quadro 33: Evolução das mortes evitáveis por acidentes de veículos a motor com os óbitos observados (O),
esperados (E), RPM e intervalo de confiança (IC) a 95% para a região Norte e respectivas NUTS III, nos
quinquénios 1989-93, 1994-98 e 2001-05, para o sexo feminino
E
Região Norte
710
998
71,2
66,0
76,6
Minho-Lima
Cávado
69
113
82
99
84,6
114,7
65,8
94,5
107,1
137,9
Ave
Grande Porto
Tâmega
88
155
125
337
70,5
45,9
56,5
39,0
86,8
53,8
97
63
64
61
141
71
73
71
69,0
89,3
87,9
85,4
55,9
68,6
67,7
65,3
84,1
114,3
112,2
109,7
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
Quinquénio 1989 a 1993
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
593
844
70,3
64,7
76,2
71
83
88
66
86
110
107,6
96,6
79,8
84,1
76,9
64,0
135,8
119,7
98,3
117
75
62
44
53
286
119
61
58
58
41,0
63,1
102,1
76,0
90,9
33,9
49,6
78,3
55,2
68,1
49,1
79,0
130,9
102,0
118,9
Quinquénio 1994 a 1998
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
Região Norte
Minho-Lima
Cávado
Ave
Grande Porto
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
Alto Trás-os-Montes
RPM
IC (95%)
min
max
O
E
591
671
88,1
81,1
95,5
58
64
77
51
70
89
114,5
91,1
86,6
86,9
70,2
68,3
148,0
116,3
108,2
153
98
38
48
55
230
95
49
43
44
66,6
103,4
77,0
112,0
124,0
56,5
83,9
54,5
82,6
93,4
78,1
126,0
105,7
148,5
161,3
Quinquénio 2001 a 2005
Comparação com Portugal Continental, RPM=100
RPM diminuída e significativa
RPM diminuída, mas não significativa
RPM aumentada, mas não significativa
RPM aumentada e significativa
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
4. Discussão e Conclusões
O estudo realizado faz a análise evolutiva da mortalidade evitável na região Norte de Portugal, desde
1989 até 2005, através da análise de três quinquénios.
A constatação de que nestes quinquénios e na região Norte a mortalidade evitável teve uma
diminuição (-31,4%) muito mais acentuada do que as mortes prematuras não evitáveis (-11,3%),
devido essencialmente às mortes sensíveis aos cuidados médicos (-45,6%), sugere, de acordo com
outros estudos (Korda e Butler, 2004), que os cuidados de saúde têm um impacto positivo na
diminuição da mortalidade [6].
Segundo Nolte e McKee, 2004, quando isso deixar de acontecer e as taxas de mortalidade evitável
começarem a baixar de uma forma mais lenta, a capacidade de comparar o desempenho dos serviços
de saúde usando estes dados agregados tornar-se-á mais dificíl, uma vez que as diferenças irão
sendo cada vez mais pequenas [11].
Para além disso, esta diminuição foi ligeiramente superior na região Norte relativamente à verificada
no Continente, o que coloca a região actualmente numa melhor situação, se compararmos com o
observado por Santana em 1998, onde se referia que a região se revelava como uma área “sinal de
alerta” e com uma “geografia desfavorável” relativamente ao resto do país.
No que diz respeito às mortes prematuras, observa-se uma evolução positiva ao longo dos três
quinquénios. Ao nível das tendências geográficas e ao longo destes três quinquénios, dentro da
região Norte, observam-se zonas mais desfavoráveis, como o Douro (para ambos os sexos), Alto Trásos-Montes (principalmente para as mulheres) e o Grande Porto (para o sexo masculino), com valores
significativamente superiores aos do território continental.
Esta variação geográfica pode ser um artefacto, pois pode resultar de uma distribuição desigual na
incidência e prevalência das doenças (que por sua vez podem reflectir influências genéticas, sociais e
ambientais) (Korda e Butler, 2004 [6]). Também pode estar relacionada com a prestação dos serviços
de saúde, com as questões da eficiência e efectividade dos mesmos a necessitarem de uma maior
atenção por parte dos decisores.
Isto pode ser o ponto de partida para posteriores investigações, pois o desenvolvimento do conceito
de mortalidade evitável, mais do que ser um fim em si mesmo, foi visto por Nolte e McKee, 2004,
como uma forma de identificar áreas de “alerta” para estudos futuros [11].
O facto de se observar que o peso das mortes evitáveis sensíveis à promoção da saúde relativamente
às mortes prematuras não sofreu variação (ao contrário das mortes evitáveis sensíveis aos cuidados
médicos que diminuiram aproximadamente 32%) pode justificar o caminho já percorrido e ainda a
percorrer no investimento, por parte da ARS Norte, nas áreas de promoção da sáude e dos cuidados
preventivos.
55
56
Discussão e Conclusões
As mortes evitáveis sensíveis aos cuidados médicos sofreram uma diminuição bastante mais
acentuada (-45,6%) do que as sensíveis à promoção da saúde (-19,8%) e contribuíram de uma forma
explícita para a evolução positiva das mortes evitáveis na região.
Nas mulheres observou-se uma maior redução das mortes evitáveis (-36%) sendo que, em ambos os
géneros, esta redução se deveu essencialmente à diminuição das mortes evitáveis sensíveis aos
cuidados médicos.
Em 1999-2001 a região Norte, segundo Santana (2002), mantinha-se como área de risco para a
mortalidade infantil. Isto já vinha a acontecer anteriormente em Portugal entre a década de 1980 e
1990, período em que se observou a maior redução na mortalidade infantil, que se traduziu numa
melhoria da evolução das mortes evitáveis (Nolte e McKee [11]). Ao longo destes três quinquénios
salienta-se a forte diminuição do peso dos óbitos infantis (-36,4%).
Os óbitos infantis foram aqueles que mais contribuíram para a redução das mortes evitáveis (neste
período, os óbitos infantis diminuíram 65,4%); importa recordar que, nos anos de 2006, 2008 e 2009,
a taxa de mortalidade infantil na região Norte apresentou, pela primeira vez, valores inferiores aos
observados para o Continente e dos melhores a nível mundial.
Apesar das mortes evitáveis por tuberculose terem diminuído ao longo dos três quinquénios
(-18,8%), a região Norte apresentou, em 2001-2005, mais 11,8% de óbitos do que os esperados. Seria
de todo o interesse analisar posteriormente o gradiente social neste tipo de causas evitáveis (Wood
et al., 1999 [15]), dado que tem sido observado nas classes sociais baixas. Medidas específicas
destinadas a melhorar a sobrevida dos doentes destas classes sociais podem ajudar a modificar as
disparidades existentes.
O tumor maligno da mama continua a ser a principal causa de morte evitável nas mulheres, tendo-se
tornado na causa com maior peso no total das mortes evitáveis sensíveis aos cuidados médicos.
O cancro da mama e a tuberculose, a primeira causa quase exclusivamente feminina e a segunda
quase exclusivamente masculina, aparecem com um aumento da proporção no total dos óbitos
sensíveis aos cuidados médicos. A evolução destas duas causas de morte evitável vem reforçar as
medidas já implementadas pela ARS Norte através dos Programas prioritários (Rastreio do Cancro da
Mama e Luta Contra a Tuberculose) e que deverá ser avaliado o seu impacto a médio prazo.
As mortes evitáveis por doença isquémica do coração (DIC) sofreram uma diminuição acentuada
(-7,2% no período em estudo), e uma evolução ainda mais positiva, quando comparada com Portugal
Continental. Esta causa de morte evitável utilizada pela lista de Levêque (1999) como um indicador
para os óbitos evitáveis sensíveis á promoção da saúde pode, neste momento, estar um pouco
desactualizada, dada a evolução do tratamento desta doença, com a introdução de novas
tecnologias. Nolte e Mckee, 2004, já a consideraram como um indicador parcialmente sensível aos
cuidados médicos e parcialmente sensível aos cuidados de saúde (política nacional de saúde) [11].
Por sua vez, Mackenbach, 2000, alargou a sua lista de óbitos evitáveis sensíveis aos cuidados médicos
com a DIC, devido ao início da terapêutica por trombólise [9]. Outros estudos nos Países Baixos
estimaram que o contributo de determinadas intervenções médicas (tratamento em cuidados
coronários, tratamentos pós-enfarte e by-pass coronário) no declínio observado na mortalidade por
DIC foi de 46% em sete anos. Estimou-se também, que os esforços de prevenção primária como, por
exemplo, a cessação tabágica, estratégias para reduzir os níveis de colesterol e o tratamento da
hipertensão (Boots e Grobee, 1996 [2]) contribuíram em 44% na redução da mortalidade por DIC.
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Houve, igualmente, uma redução acentuada das mortes evitáveis por doenças hipertensivas e
cerebrovasculares (-51,1%), embora continuem a ser, no total das causas, aquelas que apresentam
uma maior magnitude na região.
As mortes evitáveis por tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmões no período em estudo
sofreram um aumento (25,9%), sendo a situação da região Norte menos favorável do que a do
Continente. Isto provavelmente reflecte o aumento da taxa de fumadores neste período em análise e
nesta população, e que poderá vir a ser modificado através das políticas implementadas, sobretudo,
a partir de 2008. Também os programas regionais de prevenção e tratamento do tabagismo devem
ser apoiados no sentido de inverter esta situação.
As mortes evitáveis por cirrose do fígado, com valores elevados em quase toda a região Norte,
comparativamente ao Continente e de grande predomínio no sexo feminino, apontam para a
necessidade de uma investigação porterior.
57
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Bibliografia
Bibliografia
[1] Botelho J., Dias J., Motta L. (1993). Atlas da mortalidade evitável em Portugal, 1980-1989.
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[15] Wood E., Sellar A.M., Schechter M.T., Hogg R.S. (1999). Social Inequalities in male mortality
amenable to medical intervention in British Columbia. Social Science & Medicine 48 (17511758).
Mortalidade Evitável: uma análise evolutiva na região Norte de Portugal
Anexo 1: Indicadores de mortalidade evitável (lista da EU) por tipo de indicador, código
(CID9 e CID10) e grupos de idades
Causa de morte
CID10
CID9
Grupos de idades
Indicadores sensíveis aos cuidados médicos
Infecções gastrointestinais
A00-A09
001-009
0 a 14
A15-A19, B90
010-018, 137
5 a 64
C50
174
15 a 64
C53-C55
179-180, 182
15 a 54
Cancro do testículo
C62
186
15 a 64
Doença de Hodgkin
C81
201
5 a 64
Leucemias
C91-C95
204-208
0 a 14
Cardiopatias reumatismais crónicas
I05-I09
393-398
5 a 44
I10-I15, I60-I69
401-405, 430-438
35 a 64
J00-J99
460-519
1 a 14
J45
493
5 a 49
Úlcera péptica
K25-K28
531-534
15 a 64
Apendicite
K35-K38
540-543
5 a 64
K40, K45-K46
550-553
5 a 64
Colelitíase e colecistite
K80-K81
574-575.1, 576.1
5 a 64
Mortalidade materna
O00-O99
630-678
Anomalias congénitas, coração e vasos
Q20-Q28
745-747
Tuberculose
Cancro da mama
Cancro do colo e corpo do útero
Doenças Hipertensivas e cerebrovasculares
Doenças respiratórias
Asma
Hérnia abdominal
0-1
Mortalidade infantil
Indicadores sensíveis à promoção da saúde
Cancro da traqueia, brônquios e pulmões
1+
C33-C34
162
5 a 64
Cancro da pele (não melanomas)
C44
173
5 a 64
Doenças isquémicas do coração
I20-I25, I51.6
410-414, 429.2
5 a 64
K70-K77
V02–V04, V09, V12–
V14, V19–V79 e
V86–V89
571
15 a 64
E810-825
Todas as idades
Cirrose do fígado
Acidentes de veículos a motor
Adaptado de Levêque e outros, 1999, pp.9
1
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