Representação & Vendas Órgão oficial do Conselho Regional e Sindicato dos Representantes Comerciais e das Empresas de Representação Comercial no Estado de São Paulo ANO IV Nº12 JAN/FEV/MAR de 2010 Economia em crescimento: É tempo de saber negociar para vender mais Renovações em diversas áreas do Edifício Sede, Seccionais e CRLs Liberatti: “Ano começa com o CORCESP forte e ainda mais atuante” Vender? Entenda o “comprar” Orientação jurídica CIAP: décadas de realizações Agenda do RC 2010 Sustentabilidade: o novo paradigma Ética: o Código da categoria pg 18 CORCESP órgão federal Conselho Regional dos Representantes Comerciais do Estado de São Paulo / Sindicato dos Representantes Comerciais e das Empresas de Representação Comercial no Estado de São Paulo www.corcesp.org.br Revista Oficial do CORCESP/ SIRCESP pg 12 pg 15 CORCESP - Filiada ao CONFERE SIRCESP - Filiado a FECOMERCIO Expediente Presidente Arlindo Liberatti Secretário Mateus Salzo Sobrinho Tesoureiro Siram Cordovil Teixeira Conselheiros Augusto Simi Marcelo Cavallo Dirceu Navas Bernal Nelson Paulo Milani Marcio Franco de Abreu Samir Gemha Conselho Editorial Arlindo Liberatti Siram Cordovil Teixeira Samir Gemha Projeto Gráfico, Diagramação, Edição e Reportagens Radiante Comunicação Jornalista Responsável Sandra de Angelis (MTb 15.911) Fotolitos e Impressão Rettec, Artes Gráficas (11) 2063-7000 Tiragem 40.000 exemplares A responsabilidade sobre o teor dos artigos é de seus autores e do CORCESP, por sua publicação na revista. pg 17 Nesta edição: 3 4 5 6 1O 12 15 18 20 Ano IV - Edição nº 12 JAN/FEV/MAR 2010 Palavra do Presidente Vendas: as atenções ao ato de comprar Informações sobre conjuntura dos mercados Agenda 2010 do Representante PF e PJ As realizações de Arlindo Liberatti em décadas na diretoria das entidades O CIAP e suas realizações Sustentabilidade: o conceito que vem renovando as empresas e os negócios Recém inaugurado, o Atendimento do Edifício Sede:modernidade, conforto e segurança Ética: na sociedade, nos negócios, na Representação Comercial Editorial Arlindo Liberatti, presidente do CORCESP/SIRCESP “Conselho começa o ano forte e focado em mais conquistas para a Representação” Este ano de 2010 começa encontrando essas Casas mais fortalecidas e dedicadas aos avanços e conquistas para a Representação Comercial do estado e do país. O CORCESP nesse sentido, pela somatório das inúmeras atividades realizadas a cada semana, tanto na Capital quanto nos Escritórios Seccionais, e na atuação estadual e nacional de sua diretoria, consolida-se cada vez mais entre os importantes agentes de atuação e fiscalização em nosso setor profissional e adiciona força essencial às lutas e demandas que, juntamente aos outros COREs estaduais parceiros, empreendemos nas esferas fiscais, legais e políticas. Tanto trabalho tem dado resultados substantivos e os Representantes Comerciais do estado de São Paulo, que utilizam os serviços e instalações de nossa Sede, Escritórios Seccionais ou Centros de Lazer, têm percebido ao participarem mais intensamente e utilizarem a gama de serviços e e facilidades. Podem acompanhar em nossos meios de divulgação, a nossa luta contínua por menores impostos, e uma realidade mais justa e adequada ao trabalho dos Representantes Comerciais. É portanto o momento de lembrar que o que faz uma entidade representativamente forte é a contribuição da parcela cabida a cada integrante. Nesse sentido, convidamos aos RCs Pessoas Físicas e Jurídicas a se lembrarem de estar em dia com suas obrigações anuais junto às suas entidades de classe e assim ao fortalecê-las, em conjunto, pois assim nos fortalecemos também no exercício da profissão, na segurança para trabalhar assistido, e podemos usufruir dos inúmeros serviços aos quais, em conjunto, proporcio- Arlindo Liberatti, Presidente namos. Agora em que a economia cresce a passos mais largos, temos que caminhar em mesmo ritmo. É com esse espírito que caminho e trabalho a cada dia. Para realizarmos mais e crescermos em importância profissional nesse novo e promissor cenário de oportunidades. REPRESENTAÇÃO & VENDAS 3 Vendas O Vender e o Comprar A ciência e as técnicas de Vendas têm oferecido aos interessados e profissionais da área, pode-se dizer - há séculos - inúmeras recomendações, orientações, modelos, pressupostos, diagramas, e há até quem ofereceça fórmulas mágicas e milagrosas para concretizar vendas. Felizmente, para todos os que trabalham em áreas comerciais, varejo e serviços existe à disposição essa incontável gama de referências. Assim os profissionais podem ir construindo suas próprias convicções e modelos, adaptando aqui e ali as técnicas e procedimentos que se mostram mais eficientes em seu trabalho ou no trabalho de suas equipes. Além de farto material editorial, há também cursos, dinâmicas, palestras. Há material em vídeo, há material na internet. E o que tenho a dizer sobre tudo isso, caro leitor é que: nem pense em virar as costas para a sua formação e informação constantes. Os mercados têm mudado de maneira tão vertiginosa que parar de se atualizar, mesmo por alguns meses, pode ser fatal para seu desempenho profissional. Ou seja, no âmbito desses assuntos, sobre sua formação, de estar sempre atento às novidades tenha uma coisa em mente: continue ligado e muito ligado. O propósito deste artigo é levantar sua atenção para, como se tem dito muito ultimamente nos negócios, “pensar fora da caixa”. Arejar um pouco os pensamentos. Meu convite a você é para que, sem subtrair nem uma mínima parte de suas atenções a todo esse vasto arcabouço descrito acima sobre como, de que maneira e de que formas você deve fazer, agir e pensar para VENDER, focalize também suas antenas e percepções sobre outra atitude: a atitude do COMPRAR. Perceba inicialmente que isso tira um pouco do imenso peso que você potencialmente havia colocado sobre si mesmo. “Ok, eu tenho que continuamente aprender a vender e quem é o agente da venda sou eu. Tenho de melhorar e me informar etc, etc. Mas espere um pouco...Deixe-me prestar também atenção à forma como esse meu cliente COMPRA.” Percebeu? Somente nessa ampliação de visão você pode começar a adicionar informações muito relevantes sobre o processo todo. Porque às vezes você pode estar vendendo, por exemplo, “ferramentas”, mas o seu cliente, naquela negociação está comprando “confiança e agilidade”. Ou você se esforça para convencê-lo sobre o “melhor preço”, mas ele está se per- 4 REPRESENTAÇÃO & VENDAS guntando se o seu “processo de negociação” pode ser mais rápido e conciso, pois ele está se perdendo nas inúmeras informações. Ou então, ele esteve atento às mudanças macroambientais e de tendências e quer saber se o seu produto, que funciona a gás, é mais ou menos sustentável que o do concorrente que funciona a energia elétrica. A questão é que muitas vezes ele não diz O QUE está pensando. Mas se você apenas estiver focado no seu próprio discurso, seus próprios catálogos e suas próprias verdades, pode estar com as antenas desligadas e não captar “sinais” importantes do seu cliente comprador. Muitas vezes esse entendimento silencioso leva algumas semanas de contatos, mas inicie a atenção a essas percepções. Considere também que, inúmeras vezes, quem está ali na sua frente é apenas a “personificação” do Comprador. Quem está comprando de fato não é ele: são os superiores dele e os “clientes internos” dele na empresa compradora. Por isso pergunte-se sempre a que expectativas corporativas esse Comprador está exposto na empresa e que exigências ele está representando. Não se esqueça neste ponto de que exigências, podem ser técnicas, como preço, prazos etc, mas também abstratas, como confiabilidade, parceria, segurança. Avance com suas antenas para dentro da empresa para escutar e prever o pensamento do proprietário, dos diretores principais que vão opinar no processo de compra, nos usuários internos iniciais de seus produtos ou serviços. E some tudo com sua experiência em VENDER. O raio de ação dessas suas novas antenas de pensar diferente não para por aí. Dedique especial atenção para os compradores finais do seu Comprador: os Consumidores. Quem são, como têm se modificado, por que preferem a concorrência, e sobre as suas mudanças de comportamento e tendências sociais. O assunto deste artigo, como você deve ter percebido é bastante maior do que o espaço aqui para esgotá-lo. Voltaremos a essas questões periodicamente, mas se essas linhas o convidaram a começar uma nova linha de pensamento e adicionar mais inquietações positivas à sua atuação profissional, já temos um começo. E será assim que, para aquele Comprador você se tornará cada vez mais um parceiro confiável, um verdadeiro consultor de vendas e de negócios. Marcio G. Casarotti, consultor e professor universitário das área de comunicação e marketing. Conjuntura do Varejo Comércio paulistano começa 2010 com aumento de postos de trabalho e perspectiva otimista para o ano Fecomercio identifica alta de 5,5% nos empregos de janeiro em relação ao mesmo mês de 2009, resultando saldo de 45,25 mil vagas criadas São Paulo, 04 de março de 2010 - O nível de emprego no comércio paulistano começa 2010 com crescimento de 5,5% em comparação com janeiro de 2009, um saldo de 45,25 mil novas ocupações em relação ao ano anterior, elevando para 873.139 o número de trabalhadores com empregos formais. Em relação a dezembro do ano passado, houve relativa estabilização, com variação de -0,1%, equivalendo ao corte de 948 vagas no setor. Com base nos dados primários do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, a Fecomercio observa que, embora o setor de comércio tenha registrado leve queda no número de empregados formais na comparação de janeiro de 2010 com dezembro do ano anterior, esta redução foi bem inferior à registrada na mesma base comparativa de 2009, quando o comércio varejista perdeu 5.643 ocupações. “Os dados do nível de emprego no primeiro mês do ano indicam que as empresas varejistas continuam otimistas quanto ao rumo de seus negócios em 2010”, analisa Flávio Leite, estatístico da Fecomercio. “A queda relativamente pequena no número de emprego em janeiro é atribuída à sazonalidade do setor”, adiciona, referindo-se ao período posterior às festividades de fim de ano. Leite sustenta que a manutenção do cenário positivo está baseada em indicadores socioeconômicos como facilidade para obtenção de crédito, alongamento de prazos de financiamento, aumento da massa salarial, bem como taxas de juros menos onerosas. Além disso, no transcorrer de 2010, o indicador de emprego deve manter-se em trajetória crescente, considerando-se variáveis de mercado que estimulam investimentos no setor, caso da Copa do Mundo. Lojas de Departamentos, Autopeças de Acessórios e Materiais de Construção foram os segmentos que registraram os maiores incrementos em janeiro com 199, 344 e 781 respectivamente. A taxa de admitidos em janeiro atingiu 3,5%. Lojas de De- partamento foi o ramo de atividade que obteve a maior taxa de admissão (9,5%), seguido por Materiais de Construção (5,6%). O segmento que registrou a maior diminuição no volume de mão-de-obra em janeiro foi o de Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados, com redução de 3.067 vagas. A queda deve-se a efeito sazonal, já que o setor é o que mais emprega no final do ano por conta do período festivo. A taxa de demissão ficou em 3,6%, também influenciada pelos setores de Lojas de Departamentos (8,7%), Vestuário, Tecidos e Calçados (6,8%) e Materiais de Construção (4,7%). Com esse resultado, a rotatividade no comércio geral ficou em 3,5%. Salários Os salários médios nominais do comércio varejista ficaram na casa de R$ 1.371, estáveis em comparação ao mês anterior e superiores ao novo salário mínino pago no Estado de São Paulo, de R$ 560. As atividades que registraram os maiores salários foram: Lojas de Departamentos (R$ 2.378), Lojas de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos (R$ 1.869), Concessionárias de Veículos (R$ 1.750) e Autopeças e Acessórios (R$ 1.445). A menor média salarial encontra-se no setor de Supermercados (Alimentos e Bebidas): R$ 1.163. Sobre a Fecomercio A Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Representa empresas e congrega 153 sindicatos patronais, entre os quais o Sircesp, que abrangem mais de 600 mil companhias que respondem por 11% do PIB paulista – cerca de 4% do PIB brasileiro – gerando em torno de cinco milhões de empregos. REPRESENTAÇÃO & VENDAS 5 Agenda do Representante Importantes datas às quais os Representantes Pessoas Físicas ou Jurídicas devem estar atentos. RCs Pessoas Físicas O Representante Comercial Autônomo, Pessoa Física, recolherá seus impostos e contribuições, calculados sobre o valor bruto mensal informado no Recibo de Pagamento de Autônomo(RPA), a saber: 1.1 - NA ÁREA FEDERAL 1.1- A - Imposto de Renda Retido na Fonte(IRRF) recolhimento, base na tabela progressiva mensal, para o ano-calendário de 2010: Nota: antes de aplicar a tabela, abater eventuais dependentes-R$ 150,69 cada e valor descontado e/ou pago ao INSS via carnê. 1.1 - B - Imposto de Renda Retido na Fonte(IRRF): Multas Indenizatórias 1.1- C -Limites mínimo e máximo do salário-de-contribuição para segurados contribuinte individual e facultativo inscritos no regime geral de Previdência Social, a partir de JANEIRO/2010 * No caso de contribuinte individual que trabalha por conta própria(autônomo), sem relação de trabalho com empresa e o segurado facultativo.(Plano Simplificado de Previdência Social – PSP) INSS: Contribuintes Individuais: a empresa é obrigada a descontar 11% da remuneração paga, observado o limite máximo do salário-de-contribuição e recolher, juntamente com as contribuições a seu cargo, até o dia 20 do mês subsequente ao da competência, não havendo expediente bancário, antecipa-se o recolhimento. 1.2 - NA ÁREA ESTADUAL - ISENÇÃO. 1.3 - NA ÁREA MUNICIPAL(RESTRITO A SÃO PAULO/CAPITAL) a - ISENÇÃO DO ISS A PARTIR DE 01/01/2009. PARA OS DEMAIS MUNICÍPIOS, OBSERVAR A LEGISLAÇÃO PRÓPRIA. b - IMPOSTO SOBRE SERVIÇO(ISS): ATÉ O ANO DE 2008 -RECOLHIMENTO TRIMESTRAL: Código de serviço: 05991, com vencimento até o dia 10 do mês seguinte ao trimestre de incidência. 1.4 - CONTRIBUIÇÕES A ENTIDADE DE CLASSE PESSOA FÍSICA (AUTÔNOMO) CORCESP: Anuidade/ 2010 - R$ 144,00, vencimento: 31/03/2010; SIRCESP: a) Contribuição Confederativa/ 2010 - R$ 180,00, vencimento: 31/05/2010; b) Contribuição Sindical/ 2010 - R$ 66,46, vencimento: 26/02/2010. Valor Base: R$ 221,55 * Em caso de perda das datas, consulte o atendimento do Corcesp e do Sircesp, na Sede em São Paulo ou nos Escritórios Seccionais, sobre como quitar os pagamentos e regularizar sua situação tanto de inscrito no seu Conselho como de associado ao seu Sindicato. 6 REPRESENTAÇÃO & VENDAS 2010 RCs Pessoas Jurídicas 2.1- NA ÁREA FEDERAL CALENDÁRIO DE OBRIGAÇÕES PRINCIPAIS O Representante Comercial - Pessoa Jurídica, submetido à tributação com base no Lucro Presumido, recolherá impostos e contribuições, calculados sobre o valor bruto mensal informado na Nota Fiscal da Prestação de Serviços, na forma da tabela ao lado. CALENDÁRIO DE OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS 2.2 – NA ÁREA ESTADUAL - ISENTO. 2.3 – NA ÁREA MUNICIPAL – SÃO PAULO/ CAPITAL, PARA OS DEMAIS MUNICÍPIOS, OBSERVAR A LEGISLAÇÃO PRÓPRIA. 2.4 – CONTRIBUIÇÕES A ENTIDADE DE CLASSE E DESPESAS DIVERSAS Contador : aproximadamente ½ salário mínimo por mês; CORCESP: Anuidade/ 2010: R$ 196,00, vencimento: 31/03/2010; / SIRCESP: a) Contribuição Confederativa/ 2010: R$ 236,00, vencimento: 31/05/2010; b) Contribuição Sindical/ 2010: R$ 132,93 (para capital social de até R$ 16.616,25) vencimento: 29/01/2010. Para capital social acima de R$ 16.616,25, observar a seguinte tabela: SÓCIO RESPONSÁVEL DA PESSOA JURÍDICACORCESP: Anuidade/2010 - R$ 72,00 vencimento: 31/03/2010; SIRCESP: Contribuição Sindical/2010 - R$ 66,46 vencimento: 26/02/2010. * Em caso de perda das datas, consulte o atendimento do Corcesp e do Sircesp, na Sede em São Paulo ou nos Escritórios Seccionais, sobre como quitar os pagamentos e regularizar sua situação tanto de inscrito no seu Con7 REPRESENTAÇÃO & VENDAS selho como de associado ao seu Sindicato. Sua segurança na profissão Instrumento legal indispensável e central na relação de trabalho entre Representantes e Representadas, o Contrato de Trabalho é um direito seu e um pilar de segurança ao exercício profissional e à relação de ambas as partes. Conheça aqui um modelo de Contrato de O Contrato de Representação Comercial Pelo presente instrumento particular de contrato de representação comercial, impresso em duas vias, e devidamente assinado, a firma--------------------------------------------------------------------------- (denominação e endereço)-------------------------------------------------------------------------------------------------------representado por (qualificação)---------------------------------------------------------------------------- doravante designada “REPRESENTADA”, e, de outro lad o,---------------------------------------------------------------(qualificação)-------------------------------------------------------------------------registrada (o) no CONSELHO REGIONAL DOS REPRESENTANTES COMERCIAIS NO ESTADO ----------------------------------- sob o nº.--------------------------------------------------- tendo como seu representante comercial responsável o signatário--------------------------------------------------------------------------------, reg. nº.----------------------------- doravante designado (a) “REPRESENTANTE”, sujeitando-se às normas da Lei número 4.886, de 09/12/65, com as alterações introduzidas pela Lei nº 8.420 de 08/05/92, têm entre si, justo e contratado, o que mutuamente aceitam as cláusulas abaixo estipuladas: PRIMEIRA A REPRESENTADA, por força do presente ajuste, nomeia o (a) Sr. (a)----------------------------------------------------- ou------------------------------------------------------------------------------------ (a firma tal)--------------------------------------------------------------seu (sua) representante exclusivo na zona ---------------------------------------------------(especificando Estado, o Município, o Bairro, etc., conforme caso)-------------------SEGUNDA Cabe ao REPRESENTANTE, como primordial obrigação, a promoção de vendas, na zona atribuída, dos artigos e produtos, objetos de comércio (ou da indústria) da REPRESENTADA, (ou, então dos artigos ou produtos abaixo relacionados, do comércio ou da indústria da REPRESENTADA) agenciando propostas na referida zona e as transmitindo para aceitação. TERCEIRA A REPRESENTADA, durante a vigência deste contrato não poderá nomear na zona atribuída, outro representante para o agenciamento de propostas de vendas dos artigos ou produtos de seu comércio ou indústria (vide observações 1-2) QUARTA O REPRESENTANTE fará jus à comissão, pelos negócios realizados pela REPRESENTADA, diretamente ou por intermédio de terceiros, na zona que lhe é atribuída por força do presente contrato (vide observação 3-) QUINTA O REPRESENTANTE poderá exercer sua atividade para outra empresa, ou efetuar negócios em nome e por conta própria, desde que não se trate de atividade concorrente com a REPRESENTADA. SEXTA O REPRESENTANTE fica obrigado a fornecer à REPRESENTADA, quando lhe for solicitado, informações detalhadas sobre o andamento dos negócios postos a seu cargo, devendo dedicar-se à representação de modo a expandir os negócios da REPRESENTADA e promover seus produtos. SÉTIMA Salvo autorização expressa, não poderá o REPRESENTANTE conceder abatimento, descontos ou dilações de prazo, nem agir em desacordo com as instruções da REPRESENTADA. OITAVA O REPRESENTANTE poderá ser constituído mandatário, com poderes especiais para conclusão de negócios e, além dos deveres gerais emergentes deste contrato, deverá agir na estrita conformidade do mandato que lhe for outorgado, ficando sujeito às prescrições legais relativas ao mandato mercantil. NONA Não serão prejudicados os direitos do REPRESENTANTE , quando a título de cooperação, desempenhe temporariamente, a pedido da REPRESENTADA, encargos ou atribuições diversas dos previstos no presente contrato. DÉCIMA O REPRESENTANTE, a título de retribuição receberá ---------------------------- de comissão, sobre o valor das vendas realizadas por seu intermédio. 8 REPRESENTAÇÃO & VENDAS Representação Comercial, recomendado pelo CONFERE ( Conselho Federal de Representação Comercial) ao qual o CORCESP é filiado. Em caso de dúvidas consulte o atendimento Jurídico na Sede Central, no site ou no Escritório Seccional da sua região. Serviço Público Federal DÉCIMA PRIMEIRA O REPRESENTANTE poderá exigir as comissões a si devidas, logo que os compradores efetuem os respectivos pagamentos DÉCIMA SEGUNDA As comissões também serão devidas no caso de pedidos cancelados ou recusados, pela REPRESENTADA, quando o cancelamento ou recusa não houver sido manifestado, por escrito, nos prazos de 15, 30, 60, ou 120 dias, conforme se trate de comprador domiciliado, respectivamente, na mesma praça, em outra do mesmo Estado, em outro Estado ou no estrangeiro. DÉCIMA TERCEIRA Nenhuma retribuição será devida ao REPRESENTANTE , se a falta do pagamento resultar de insolvência do comprador, bem como se o negócio vir a ser por ele desfeito, ou for sustada a entrega da mercadoria por ser duvidosa a liquidação. DÉCIMA QUARTA A REPRESENTADA manterá conta em nome do REPRESENTANTE, relativa ao movimento das comissões obrigando-se a pagar, até o 15º dia de cada mês, o saldo apurado no último dia do mês vencido. DÉCIMA QUINTA As despesas necessárias ao exercício normal da representação ora concedida, relativas a transporte, hospedagem, selos, telegramas, mostruário, etc., correm por conta do REPRESENTANTE, e as que se referirem a frete de mercadorias, remetidas ou devolvidas, fiscalização, propaganda, etc serão de responsabilidade da REPRESENTADA. DÉCIMA SEXTA O REPRESENTANTE, se responsabiliza pela conservação e manutenção do mostruário que lhe é entregue pela REPRESENTADA, recebido conforme nota fiscal nº ----------------------------------DÉCIMA SÉTIMA A rescisão, sem motivo, do presente contrato pela Representada, fora dos casos previstos no art. 35 da Lei nº 4.886/65, dará ao Representante o direito ao pré-aviso de 30 (trinta) dias e à indenização de 1/12 (um doze avos) do total das comissões auferidas durante o tempo em que foi exercida a representação. DÉCIMA OITAVA Na falta do pré-aviso, que deverá ser dado por escrito, este converte-se em pagamento de importância igual a 1/3 (um terço) das comissões auferidas pelo Representante, nos três meses anteriores. DÉCIMA NONA O prazo de duração do presente contrato é indeterminado (vide observação 4). E por estarem justos e contratados, REPRESENTADA E REPRESENTANTE, firmam o presente, em duas vias, perante as testemunhas que subscrevem, ficando o original em poder da primeira e a segunda via, também autenticada, com o segundo. DATA, ___________________________, de ___________________ de ________. a) representada ______________________________________________________. b) representante ______________________________________________________. TESTEMUNHAS: 1)_____________________________________. 2) __________________________________________ OBSERVAÇÕES 1. Se for contratada a garantia de exclusividade, seja permitida, excepcionalmente, a restrição da zona atribuída. A cláusula em questão deverá enunciar os casos que justifiquem essa restrição, recomendando-se seja estabelecido um parágrafo com a seguinte redação: “A restrição da zona a que se refere esta cláusula não poderá acarretar para o representante, redução considerável no montante médio das comissões por ele percebidas anteriormente.” 2. Se não for garantida a exclusividade ou for garantida apenas por determinado prazo, é recomendável a inclusão do seguinte parágrafo:“A nomeação de novos representantes para agenciamento de propostas de vendas na zona atribuída ao REPRESENTANTE não poderá acarretar diminuição considerável no montante médio das comissões por ele percebidas anteriormente.” 3. Se for acordado que o REPRESENTANTE não fará jus às comissões quando dos negócios diretos em sua zona, recomenda-se a inclusão de um parágrafo, assim redigido:“O montante médio das comissões percebidas anteriormente pelo REPRESENTANTE não poderá sofrer considerável redução, em razão dos negócios realizados pela REPRESENTADA, diretamente ou por intermédio de terceiros na zona atribuída.” 4. Havendo estipulação de prazo, esta cláusula deverá ter a seguinte redação:“O prazo de duração do presente contrato será de ..........................anos a contar da data de sua assinatura, findo o qual poderá ser prorrogado, tácita, ou expressamente por tempo indeterminado.” REPRESENTAÇÃO & VENDAS 9 Personalidade Arlindo Liberatti, trabalho incansável à frente das Diretorias das Casas O presidente Liberatti participa há mais de três décadas ativamenteda direção do Corcesp e do Sircesp. É tempo de rememorar as conquistas e avanços de sua atuação e administração na diretoria das Casas da Representação no estado de São Paulo: as novas faces de um Conselho e de um Sindicato modernos, ágeis e fortes. Quem acompanha o trabalho de Arlindo Liberatti, desde que passou pela experiência dediretor em gestões passadas a presidente do Corcesp e do Sircesp,sabe que é virtualmente impossível esgotar em algumas páginas ou mesmo em uma edição todas as realizações de seu trabalho e sua diretoria vêm promovendo nas entidades. Trabalhador incansável, presente pessoalmente em todas as frentes de atuação, Liberatti imprime diversas características pessoaisao trabalho nas Casas. Com ele, nesses anos, o Conselho e o Sindicato ficaram mais modernos e sobretudo, mais ágeis. Houve um salto significativo na qualidade de todos os serviços, processos e instalações. Com a renovação constante da estrutura, ofereceu aos Representantes e suas famílias sempre uma quantidade crescente de serviços, facilidades e benefícios. Na esfera política, empreendeu a abertura da entidade e a participação consciente e ponderada nas principais demandas da profissão e da sociedade neste período: luta por menores impostos, por melhores condições de trabalho, por mais respeito à profissão do RC. Multiplicou os serviços, realizou centenas de convênios. No âmbito institucional tomou parte relevante e central nos encontros e discussões entre outras entidades afins do setor, tanto no estado como no país. No âmbito da estrutura de instalações e serviços, deu a cara de modernidade, conforto, asseio e tecnologia que todos conhecem e reconhecem hoje nas Casas. Assim, o Corcesp e o Sircesp tornaram-se modelos para muitos Conselhos e Sindicatos co-irmãos e mesmo os de outras categorias. Com seu espírito de congraçamento, comanda pessoalmente inúmeras confraternizações de Representantes nos Escritórios Seccionais e nos CRLs. Potencializou enormemente o CIAP na Capital e no Interior. Investiu no setor de Saúde do Sindicato proporcionando equipamentos e tratamentos de última geração. Enfim, uma interminável lista de realizações para a categoria e que continua a crescer. “Minha felicidade maior é que sempre estou trabalhando com o que gosto, para quem gosto e da forma que acredito, pois este nossos queridos RCs e seus familiares merecemos melhores serviços.” declara o presidente. Realizações e conquis ção política, eventos, c ções dos serviços, laze stas em todas as frentes, por anos: participaconvênios, melhorias nas frentes das instalaer, educação,... Um trabalho inestimável. Desde 1946, Bordalo Perfeito dedica seus préstimos às Casas e à profissão. Ao lado alguns dos momentos de satisfação daqueles que com ele conviveram. Formação Orientação Jurídica A lei nº 4.886/65, alterada posteriormente pela lei 8.420/92, determina que o rep Renato Salomão Romano Assessoria Jurídica - SIRCESP Nesta edição a Revista Representação e Vendas entrevista o coordenador do CIAP - Centro de Integração e Aperfeiçoamento Profissional, a área responsável pela formação e aperfeiçoamento de milhares de Representantes Comerciais em atividade no estado, desde sua fundação, há mais de três décadas. Pedro Leonel da Costa Jr. , tem 39 anos, é casado e pai de dois filhos, trabalha há 18 anos no Sircesp, sempre na atividade educativa, e há 10 anos coordena o CIAP. Revista R&V : Há quanto tempo existe o CIAP e qual foi o seu propósito na sua fundação? Leonel: desde 1972. Naquela época era o Curso Intensivo de Aperfeiçoamento Profissional, um curso de técnicas de vendas e obrigações da categoria. Mas, na época, não havia nada semelhante. Sempre foi um curso gratuito, e havia uma predominância de RCs autônomos. A partir de visão mais abrangente da diretoria, o curso foi crescendo. O objetivo no início era compor uma área que auxiliasse na capacitação profissional dos representantes. Revista R&V :Quais foram os momentos principais na sua história? Leonel: Desde a fundação em 1972, até dezembro de 1999, milhares de pessoas foram formadas. Ate 99 eu era chefe do Setor, e então com as mudanças passei a ser o coordenador da nova coordenadoria. A partir de 2000, foi concebido o Centro de Integração e Aperfeiçoamento Profissional, a partir de estudos de consultoria e da nova visão da diretoria. As pedras angulares: Centro= ponto de convergência do RC, foco onde busca informações para sua vida, 12 REPRESENTAÇÃO & VENDAS A Diretoria do Corcesp e do Sircesp, sempre presentes e atuantes no fortalecimento do CIAP e nas melhores condições aos alunos. Na foto maior, um dos cursos em Campinas. Formando talentos para os novos mercados I= INTEGRAÇÃO, estabelece aliança entre o RC a representada , o Sircesp e o Corcesp. AP= Aperfeiçoamento Profissional, formação , atualização, renovação de conceitos....O centro que busca por meio de profissionais qualificados, pesquisas de mercado e informações relevantes para os RC do estado de São Paulo. Também desenvolvemos a intermediação de oportunidades entre empresas e representantes. Assim, deixamos de ser curso intensivo, e passamos a oferecer o Programa para Formação do Representante Comercial. Composto por várias disciplinas interligadas e atualizadas com a realidade de mercado e leis e fiscalização, e com professores com vivência de mercado. Nesse meio tempo, com a visão das diretorias unificadas em Arlindo Liberatti, as entidades ganham ainda mais modernidade e as instalações ficaram mais modernizadas, inclusive com avançados sistemas de informática. Em 2003 os cursos começaram a avançar mais estruturadamente por todo estado de são Paulo nos locais das regionais. E começam os cursos de Línguas e Informática. De 2003 para 2010 houve uma forte consolidação do Ciap em todas a suas frentes e locais. Milhares de alunos formados e em renovação. Palestras, fóruns, lançamentos de livros, feiras, melhores professores. Minha contribuição nesses anos todos foi a de manter um contato intenso com os representes e suas expectativas profissionais bem como esses aspectos em contato com as empresas, e na constante modernização da sistemática de trabalho, dinâmica dos cursos, atenção constante a modernização do conteúdo, a qualificação dos professores e consultoria as empresas. E sistemática de relacionamento. Colaborei na ponte entre a entidade e outras empresas e instituições para realização de projetos e parcerias como o SEBRAE, Fecomercio, SESC, Universidades.. E tudo isso não seria possível sem o esforço de todos os colaboradores que passaram, professores que estão e estiveram conosco, a toda a diretoria que sempre deu apoio integral as realizações. Revista R&V :Quais as linhas principais de sua formação ? Leonel: É a de formar profissionais tanto PF quanto PJ para o mercado, fortalecer auto estima e imagem, seu papel social e econômico, seu papel como cidadão. Que ele tenha claro seus direitos e deveres, legislação, questões fiscais, negociação e venda, o RC como consultor, seu perfil profissional atual, temas atuais do mercado, competências técnicas e profissionais, administração financeira, pessoal e empresarial, A administração do tempo, etiqueta empresarial, marketing de relacionamento, comunicação verbal, apresentações, relacionamento humano, documentações, idiomas e informática. Enfim, uma formação 360º. No interior são aplicados os módulos intensivos de muitos desses cursos. Há inclusive cursos oferecidos nas colônias de Férias Revista R&V :A quem se destina e como tem se modificado o perfil do aluno ? Leonel: Destina-se a Representantes Comerciais PF e PJ, de ambos os sexos, gerentes comerciais, advogados do setor, contabilistas do setor, futuros representantes comerciais, sucessores de negócios de representação. Quanto ao perfil, nos primeiros anos eram mais os representantes. Agora a sociedade toda, egressos de outras profissões também, como o pessoal tem vindo mais preparado, e o mercado com mais expectativas assim também o curso vem se atualizando. Os professores, trazem mais cases e simulações de situações reais. Revista R&V : E como o empresariado tem recebido os egressos e a atividade desenvolvida pelo Ciap? Leonel: As empresas já buscam credenciados e formados. Isso é a boa mudança. Temos um banco de oportunidades, e também parcerias com projetos de negócios e feiras como a do SEBRAE. As empresas já recebem um profissional bem mais qualificado e percebem isso. O CIAP tem um dialogo constante com as empresas, sobre a atuação do representante e como a empresa deve se relacionar com ele e acabamos dando uma consultoria para a empresa sobre como lidar com os representantes.Um dos maiores trabalhos feitos é esse. Revista R&V : E Internet/ e-business, como impactam ? Estão presentes nos cursos? Leonel: A Internet vem se mostrando como um sistema de facilitação de vendas, busca de informação, pedidos eletrônicos e notas fiscais eletrônicas. Hoje esta claro que é um ferrramenta importante e que, sobretudo, o material humano é essencial. É uma temática também presente em nossos cursos. Revista R&V : Quais foram as recentes realizações mais importantes? E os números? Leonel: A visão da Diretoria de tornar o CIAP um centro de negócios entre empresários e representantes. Eventos em comum como por exemplo o SEBRAE, a FECOMERCIO, a FIESP, e Universidades. A grande satisfação de sermos vistos como totalmente consolidados entre empresas e representantes, como um elo entre eles. Ministramos centenas de cursos, centenas de palestras, fóruns. Milhares de representantes formados. Já somos procurados pela reputação construída. Revista R&V : As instalações estão sendo renovadas? Leonel: Queremos preparar e oferecer um ambiente mais receptivo aos cursos e encontros do empresário e representante, com mais tecnologia, e salas melhor preparadas, salas de reuniões, equipamentos de ultima geração. Um ambiente de comercio exterior, para inserir de fato o representante na globalização. Para um futuro próximo, estão sendo pensados cursos para representantes de comércio exterior. E sempre atuarmos muito fortes tanto na capital, quando no interior. Diretoria participa Diretoria na Plenária Anual do Confere Nos dias 29, 30, 31 de março e 1º de Abril a diretoria do CORCESP se fez presente, no Rio de Janeiro, da Reunião Plenária Anual do Conselho Federal dos Representantes Comerciais - CONFERE. O Sr. Arlindo Liberatti presidente do CORCESP e o Sr. Marcelo Cavallo, conselheiro, representaram a entidade como Delegados. Os temas propostos pelos Conselhos Regionais foram amplamente debatidos pelos Delegados, com exposição dos problemas enfrentados em suas regiões e também das experiências e iniciativas bem sucedidas. Durante a Plenária, entre outros assuntos foram aprovadas, após auditoria externa, todas as contas do CORCESP. Foram também examinadas e julgadas as Propostas Orçamentárias para o exercício de 2010 de todos os COREs, tendo o CORCESP a sua Proposta Orçamentária igualmente aprovada. O conselheiro do Corcesp Marcelo Cavallo, Presidente Arlindo Liberatti, e o sr. Paulo de Tarso Lustosa da Costa Presidente do Core-PB visita o CORCESP No último dia 06 de abril, o Sr. Marconi Barros dos Santos, presidente do CORE da Paraíba esteve no CORCESP em visita,onde conversou sobre diversos assuntos pertinentes à Representação Comercial. Na foto, o presidente Marconi, com o presidente Arlindo Liberatti. SIRCESP Diretores eleitos para o quadriênio 2010 - 2014 GESTÃO: JANEIRO/2010 à JANEIRO/2014 DIRETORIA – EFETIVOS CONSELHO FISCAL – EFETIVOS Siram Cordovil Teixeira – Presidente Marcelo Cavallo – 1º Vice-Presidente Augusto Simi – 2º Vice Presidente Nelson Paulo Milani – 1º Secretário Mateus Salzo Sobrinho – 2º Secretário Arlindo Liberatti – 1º Tesoureiro Gilberto Calil – 2º Tesoureiro Sergio Suzigan Francisco Clemente Sinval Leme Lacerda SUPLENTES DE DIRETORIA Ulisses Tapia Valdemar Marangon Katsuteru Suguino Ronaldo Rômulo Cordeiro Pinto João de Macedo Oliveira Luiz Cesar dos Santos Rionaldo Martins Garcia 14 REPRESENTAÇÃO & VENDAS SUPLENTES DO CONSELHO FISCAL Fernando de Cantone Pompílio Ricardo Spina Ferreira Ricardo Wagner Capuchinho DELEGADOS JUNTO A FECOMÉRCIO Efetivos: Arlindo Liberatti Siram Cordovil Teixeira Suplentes: Marcelo Cavallo Nelson Paulo Milani Atualidades Sustentabilidade o conceito chave da nova sociedade de produção e consumo Sustentabilidade é um conceito que define e busca os meios de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, seus membros e suas economias possam preencher suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais. Em suma, que o nosso agir, produzir e consumir no presente, não cause impactos irreversíveis às gerações e ecossistemas, no futuro. cionalmente esse tem sido o caminho. O convite é para que você Representante reflita como tem sido sua atitude como cidadão, como tem sido as atitudes de sua representada ao produzir, como tem se comportado os seus compradores do comércio ao escolherem bens e serviços. Mencionamos aqui uma importante iniciativa muito próxima a nós. Em março último a Fecomercio SP apóia a iniciativa da Fundação Dom Cabral (FDC) de debater o futuro da cadeia do varejo de forma sustentável. Até 15 de abril, pode ser acessada a consulta pública sobre os Princípios Fundamentais do Como elo entre a indústria e o comércio( e sua exVarejo Responsável e o Modelo de Varejo do Futuro tensão - o consumo, quem atua que está disponível no site da insna Representação Comercial tituição: Empresas, instituições e deve estar atento a estas mudanhttp://www.fdc.org.br/PT/PESsetores da sociedade civil ças e entender os movimentos QUISA/SUSTENTABILIDADE/ ampliam debates e avançam atuais da economia e da sociedaVAREJO/Paginas/consulta_punas ações para que os nede. O fato concreto é que essa é blica.aspx gócios ganhem bases cada uma tendência que ganha mais A ação busca discutir a incorporavez mais ecologicamente força rapidamente: as empreção e o aprofundamento no varejo corretas, socialmente justas sas estão se harmonizando com de questões ecologicamente corree economicamente as necessidades e exigências de tas, socialmente justas e economisustentáveis. uma sociedade que vem pedindo camente sustentáveis entre todos por uma produção e consumo de os integrantes da cadeia do varejo produtos e serviços que respeitem a natureza, a soque devem participar desse levantamento de inforciedade e a ética. O resultado disso é que produtos e mações. serviços agora são comprados pelo varejo por essas A iniciativa pretende estimular empresas do setor vacaracterísticas. E deixados de ser comprados pela rejista, entidades de classe, fornecedores, formadores falta delas. O que significa que toda empresa, seja de opinião e consumidores a ajudar na construção ela de produção de bens ou de prestação de serviços dos princípios norteadores do desenvolvimento de deve estar atenta ao que faz e como faz para oferecer ações para um varejo responsável, com impacto em seus produtos e serviços. Porque, pelo seu lado, os toda a cadeia produtiva, inspirando novas práticas consumidores estão se tornando alinhados com esde gestão para o futuro e promovendo o consumo sas novas bases de vida e de consumo. consciente. Para a Fecomercio, a participação da coReforçando e potencializando essas mudanças, a munidade empresarial, sindicatos, comerciantes e legislação nos âmbitos municipais, estaduais e naconsumidores neste projeto colaboram para a formacionais está atuando nesse sentido. Mesmo internação de um comércio mais justo e sustentável. Faça também a diferença! É importante para você. E para sua profissão Há farto material na internet ( por exemplo consulte www1.ethos.org.br e www.sustentabilidade.org.br/, na mídia em geral sobre o assunto: sintonize-se, procure, aprenda. Organize coletas seletivas na sua casa, no seu edifício, no seu quarteirão, no seu bairro. Economize água, energia, e procure saber sempre a origem das mercadorias e os métodos de fabricação. Reflita sobre os produtos que representa, e os que gostaria de representar. Há extensa bibliografia sobre o tema “sustentabilidade” , cases empresariais e como a sociedade vem se modernizando. Precisamos todos compartilhar uma visão de um mundo melhor. Apoio Jurídico Competência de Foro nos contratos de Representação Comercial É comum nos contratos de Representação Comercial a Representada eleger, em uma das últimas cláusulas, como Foro para dirimir eventuais controvérsias o da localidade da Representada, o que no meu entendimento é uma cláusula nula. De acordo com o art. 39 da Lei 4.886/65, alterado posteriormente pela Lei. 8.420/92, o foro para dirimir eventuais controvérsias entre Representante e Representada será o do domicílio do Representante Comercial e não o da Representada. Observa-se que não há relevância se o contrato for entre pessoas jurídicas ou entre pessoa jurídica e pessoa física. A competência que determina o Foro do Representante foi introduzida no art. 39 da lei 4.886/65 pela lei 8.420/92. Em tempo pretérito à lei noventista, a competência territorial era ajustada entre as partes no Contrato de Representação Comercial ou na falta deste, pela regra geral do domicílio do réu. Diante desta lacuna do regime anterior o Foro sempre era da Representada, o que dificultava muito para o Representante Comercial de outro Estado. Imaginemos uma empresa sediada no sul do país que contratava Representantes Comerciais no nordeste, estes tinham que constituir um advogado da região da Representada e, ainda, tinham que se deslocar para comparecer em audiências, destarte por muitas vezes os Representantes Comerciais acabavam por não ter condições de exigir seus direitos. Desta forma a lei 8.420/92 com a finalidade de assegurar proteção ao Representante inovou e hoje este pode ter acesso ao Judiciário e fazer valer os direitos consagrados pela Lei Especial ou pelo contrato. Contudo, o que se verifica na maioria das vezes é o desrespeito a esta determinação. As empresas entabulam no Contrato de Representação Comercial cláusula que designa o foro de sua sede para dirimir as controvérsias. Alguns Tribunais de Justiça, infelizmente, desrespeitam também a norma em comento, entendendo ser esta competência relativa e determinando o processamento da ação no Foro contratual. Por outro lado no Superior Tribunal de Justiça já existe o entendimento que a lei por ser especial e imperativa e, na grande maioria das vezes trata-se de contratos de adesão, deve-se a mesma ser respeitada, sendo nula a cláusula que designa o foro contrário à determinação legal contida no art. 39. “PROCESSUAL CIVIL – FORO DE ELEIÇÃO – REPRESENTANTE COMERCIAL –réu, não deve prevalecer quando acarreta desequilíbrio contratual, dificultando, em razão da distância, a própria defesa do devedor. II – Tratando-se de contrato de represen- 16 REPRESENTAÇÃO & VENDAS tação comercial, há lei expressa que determina o foro do domicílio do representante como o lugar apropriado para dirimir conflitos entre as partes.” III – Recurso especial não conhecido. (STJ – RESP 140648 – MG – 3ª T. – Rel. Min. Antônio de Pádua Ribeiro – DJU 30.04.2001 – p. 00130). VOTO N°:13742 AGRV.N0:7.399.190-5 COMARCA:SÃO PAULO AGTE.:DERVANLEI REPRESENTAÇÕES COMERCIAIS LTDA AGDO.:PVC BRASIL INDÚSTRIA E CONEXÕES LTDA «COMPETÊNCIA - FORO DE ELEIÇÃO Contrato de representação comercial Lei 4.886/65 na redação dada pela Lei 8.420/92 - Prevalência da regra do foro do domicilio do representante, seja em decorrência da própria proteção prevista pela lei especial de regência, seja pela natureza de adesão do contrato, usualmente imposto pelo representado, portanto, sem liberdade de contratação pelo aderente - Foro do representado como forma de facilitar sua defesa, garantindo o amplo acesso à justiça e o devido processo legal - Nulidade da eleição declarada - Artigo 112 do CPC - Competência do MM. Juízo a quo reconhecida - Agravo provido para esse fim”. Frisa-se que a competência neste caso, a nosso ver, não é relativa, não enseja sua alteração entre as partes, por se tratar de lei especial cogente, sendo, portanto, competência absoluta. O dispositivo foi inserido para assegurar ao Representante Comercial o acesso ao Poder Judiciário, em razão da disparidade econômica entre as partes, não teria lógica a lei de 1992 enxertar um dispositivo de forma imperativa que ficasse de faculdade das partes contratarem. Sei que na maioria das vezes ou o Representante Comercial assina o Contrato como a Representada redigiu ou não trabalha, aceitando assim a imposição da Representada. Mesmo com os argumentos acima, aconselho sempre discutir com a Representada todas as cláusulas do contrato antes de sua assinatura, evitando-se assim aborrecimentos futuros. Cilfani Vasconcellos – Advogado Assessoria Jurídica - SIRCESP Lazer nos CRLs CRL Águas da Prata O lazer, o descanso e a tranquilidade está sempre à espera dos Representantes e suas famílias junto ao mar, no Centro de Recreação e Lazer de Peruíbe, ou no relevo de campos e montanhas do CRL de Águas da Prata. Um prazer adicional é conviver e conhecer novos colegas e suas familias e criar novos laços. Programe-se, agende-se para fins de semana ou feriados. Recarregue suas energias junto a natureza. Consulte as condições e programação na Sede Central com Ernandes, pessoalmente, pelo telefone (11) 3188-7746 ou email [email protected]. Aguardamos você! CRL Peruíbe Novas Instalações Não é só a “carteira assinada” 1 3 2 Nas instalações renovadas, o trabalho intenso das equipes, em alguns detalhes nas fotos. (1) SARC. (2) Recepção (3) Saguão de atendimento. (4) Advogados do atendimento jurídico (5) Atendimento Contábil (6) O Coordenador José Roberto de Campos, primeiro à esquerda, com a equipe de sua sala de trabalho. (6) José Roberto (ao fundo do grupo) com diversos de seus dedicados colaboradores. 4 5 6 18 REPRESENTAÇÃO & VENDAS 7 fonte: Clínica Oris, www.halito.com.br 9h16, térreo, Edifício Sede Uma das plataformas de atendentes nas novas instalações do térreo: demanda intensa, serviços e tecnologia à altura Tudo novo no Atendimento do Corcesp Após a inauguração recente, setor inicia o ano em intensa e renovada atividade No final do ano passado, foram inauguradas as novas e modernas instalações do setor de Atendimento, no andar térreo do Edifício Sede. A partir de janeiro deste ano, as equipes, os equipamentos e os espaços começaram a ser testados para a alta demanda prevista no projeto. E os resultados são plenos de êxito. “As instalações estão maiores, mais seguras e mais confortáveis” diz José Roberto de Campos, o coordenador do setor, “os equipamentos e os sistemas estão mais confiáveis e pudemos adicionar mais velocidade e organização. É uma satisfação ver toda a equipe trabalhando motivada e com essa capacidade operacional aumentada. A diretoria foi sensível às novas demandas e surpreendeu em oferecer condições muito superiores.” O presidente Arlindo Liberatti comenta: “ Quisemos oferecer, novamente equipamentos e instalações que proporcionem aos Representantes agilidade, confiança e modernidade. A economia e os negócios vem se aquecendo no estado e no país nos últimos anos e as expectativas são das melhores. Temos de oferecer essa segurança de serviços aos nossos inscritos e filiados. Atender bem e em qualidade superior é também uma maneira dos Repesentantes se verem em seu papel e importância atual.” REPRESENTAÇÃO & VENDAS 19 Ética nos negócios Ética, na Representação Nos últimos anos o Brasil tem modernizado intensamente suas instituições, mercados e sua economia. Quer como extensão natural dessa modernização, ou como causa efetiva dela, a sociedade também se modernizou. A cada ano nos aproximamos mais de referenciais de países do primeiro mundo. Sustentabilidade, Governança Corporativa, Responsabilidade Social, Ações Afirmativas, Consumo Consciente, Balanços Sociais, Ações Solidárias, transparência administrativa governamental e diversas outras dinâmicas sociais se aceleram tanto no empresariado quanto na sociedade civil. São contextos macro ambientais que se modificam e se expandem rapidamente, abarcando toda a teia de relações produtivas, de consumo e de vida social. No centro dessas transformações o eixo balizador da Ética evidencia-se cada vez mais. A ética na atuação como indivíduo e como cidadão, como produtor, e como consumidor. A Representação Comercial, há anos, não se furtou a também participar desse debate, tendo produzido, em meados de 2004 , um Código de Ética da profissão, para auxiliar e orientar os Representantes Comerciais, no adequado exercício de seu trabalho. Nessa edição, apresentamos os quatro primeiros capítulos do nosso Código de Ética nacional, e na próxima edição, os demais cinco capítulos. Com certeza, trata-se de uma leitura bastante útil a todo profissional dedicado a exercer sua profissão com desempenho e lisura cidadã. CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA DOS REPRESENTANTES COMERCIAIS Resolução nº 277 de 20 de outubro de 2004 do Conselho Federal dos Representantes Comerciais - CONFERE CAPÍTULO l INTRODUÇÃO Art. 1° - O Processo Ético dos Representantes Comerciais, em todo o território nacional, será regido pelas normas contidas neste Código. Art. 2° - As normas deste Código serão aplicadas a partir de sua vigência, inclusive nos processos pendentes, e sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência do Código anterior. Art. 3° - O processo ético-disciplinar tramitará, no máximo, por duas instâncias administrativas, sendo constituída a primeira junto aos Conselhos Regionais e a segunda perante o Conselho Federal. Art. 4° - A execução das penalidades aplicadas aos registrados nos Conselhos Regionais dos Representantes Comerciais, em decorrência de processo ético, compete ao Conselho Regional onde o acusado tiver registro principal, local em que o processo será arquivado. Art. 5° - Ao Conselho Federal competirá o julgamento: I - dos seus próprios membros, efetivos ou suplentes; II - dos recursos das decisões dos Conselhos Regionais; III- das revisões de suas próprias decisões. Parágrafo único. No caso do inciso I, a aplicação e a execução das penalidades cabíveis competirá ao próprio Conselho Federal. 20 REPRESENTAÇÃO & VENDAS CAPÍTULO II DOS DEVERES ÉTICOS Art. 6º - Constituem deveres éticos do representante comercial: a) zelar pelo prestígio da classe, pela dignidade de sua profissão e pelo permanente aperfeiçoamento das instituições mercantis e sociais; b) no âmbito de suas obrigações profissionais, na realização dos interesses que lhe forem confiados, deve agir com a mesma diligência que qualquer comerciante ativo e probo costuma empregar na direção de seus próprios negócios; c) conduzir-se sempre com lealdade nas suas relações com os colegas; d) velar pela existência e finalidade do Conselho Federal e Conselho Regional a cuja jurisdição pertença, cumprindo e cooperando para fazer cumprir suas recomendações; e) envidar esforços para que suas relações com o representado sejam contratadas por escrito, com todos os requisitos legais bem definidos;f) informar e advertir o representado dos riscos, incertezas e demais circunstâncias desfavoráveis de negócios que lhe forem confiados, sobretudo em atenção às momentâneas variações de mercado local; g) prestar suas contas na forma legal, com exatidão, clareza, dissipando as dúvidas que surgirem, sem obstáculos ou dilações. Parágrafo único - O representante comercial não deverá aceitar a representação comercial de quem não haja cumprido, notoriamente, seus deveres para com qualquer colega que anteriormente o tenha representado. CAPÍTULO III DAS INFRAÇÕES DISCIPLINARES Art. 7º - O representante comercial, no exercício de sua profissão ou atividade, está sujeito ao dever de disciplina, pautando suas atividades dentro das normas legais, dos deveres éticos e das Resoluções e Instruções baixadas pelo Conselho Federal ou pelo Conselho Regional no qual se encontre registrado. Art. 8º - As faltas cometidas pelo representante comercial decorrentes de infrações das normas disciplinares são graves e leves, conforme a natureza do ato e circunstâncias de cada caso. § 1º São consideradas leves as faltas que, não sendo por lei consideradas crime, atentam contra os sentimentos de lealdade e solidariedade naturais da classe, contra os deveres éticos e contra as normas de fiscalização da profissão, previstas na Lei e nas Instruções e Resoluções dos Conselhos, entre os quais: a) deixar de indicar em sua propaganda, papéis e documentos o número do respectivo registro no Conselho Regional; b) negar a quem de direito a apresentação da carteira profissional ou do certificado de registro; c) desrespeitar qualquer membro ou funcionário do Conselho Federal ou Regional no exercício de suas funções; d) agir com desídia no cumprimento das obrigações decorrentes do contrato de representação comercial. § 2º São consideradas graves as faltas que a lei defina como crime contra o patrimônio - tais como o de furto, roubo, extorsão, apropriação indébita e estelionato; crime contra a fé pública, como o de moeda falsa, falsidade de títulos e papéis públicos e outras falsidades; o de lenocínio e os crimes punidos com a perda de cargo público. § 3º São, ainda, consideradas graves, as seguintes faltas: a) oferecer, gratuitamente ou em condições aviltantes, os seus serviços, ou empregar meios fraudulentos para desviar em proveito próprio ou alheio a clientela de outrem; b) anunciar imoderadamente, de modo a induzir em erro os representados e concorrentes; c) aceitar a representação comercial de representados concorrentes, salvo quando autorizado por escrito; d) divulgar ou se utilizar, sem autorização, violando sigilo profissional, de segredo de negócios dorepresentado que lhe foi confiado ou de que teve conhecimento em razão de sua atividade profissional, mesmo após a rescisão de seu contrato; e) divulgar, por qualquer meio, falsa informação em detrimento ou prejuízo de colega seu;f) promover a venda de mercadoria que se sabe ter sido adulterada ou falsificada; g) dar ou prometer dinheiro ou outro interesse a empregado de concorrente para que falte ao dever ou emprego, proporcionando-lhe vantagem indevida; h) receber dinheiro ou outro interesse ou aceitar promessa de pagamento ou recompensa para, faltando ao dever de lealdade para com o representado, proporcionar a concorrente do mesmo vantagem indevida; i) negar aos Conselhos Regionais e ao Conselho Federal dos Representantes Comerciais a colaboração que deva ou lhe for pedida, nos termos da lei ou em função de sua qualidade de representante comercial; j) promover ou facilitar negócios ilícitos, bem como quaisquer operações e atos que prejudiquem a Fazenda Pública; k) auxiliar ou facilitar, por qualquer modo, o exercício da profissão ou atividade, aos que estiverem proibidos, impedi- dos ou inabilitados; l) deixar de efetuar o pagamento de suas contribuições ao Conselho Regional no qual esteja registrado. CAPÍTULO IV DAS SANÇÕES ADMINISTRATIVAS Art. 9º - As faltas leves são punidas com advertência, sem publicidade ou com multa até a importância equivalente ao maior saláriomínimo vigente no país. As faltas graves são punidas com suspensão de exercício profissional, até um ano, ou cancelamento de registro, com apreensão da carteira profissional. Art. 10 - Embora a aplicação da penalidade disciplinar independa da ação cível ou penal, a condenação em processo criminal do representante comercial, por delito capitulado como falta grave neste Código importará em cancelamento de seu registro, tão logo a sentença condenatória do juízo criminal passe em julgado. Parágrafo único. Em faltas de extrema gravidade, nas quais não concorram motivos atenuantes, a suspensão do registro poderá ser aplicada, preliminarmente, em caráter preventivo ao iniciar-se o respectivo processo. Art. 11 - Nas faltas leves, sendo o infrator primário, a penalidade será de advertência. Em casos de reincidência será aplicada a pena de multa até a importância equivalente ao maior salário-mínimo do país. § 1º A prática constante de faltas leves, cuja reincidência sucessiva evidencie a incompatibilidade do infrator para com o exercício profissional, importará na aplicação da penalidade de suspensão até um ano e, por fim, na do cancelamento do registro profissional. § 2º Considera-se reincidência, para os efeitos deste artigo, a repetição de falta leve já punida antes, dentro de dois anos, contados da data em que houver passado em julgado a decisão anterior. Art. 12 - Quando a infração for punida com a penalidade de multa, o seu não pagamento no prazo de 30 ( trinta ) dias a contar da decisão transitada em julgado, importará na aplicação de penalidade de suspensão do exercício da profissão, sem prejuízo da cobrança judicial. Art. 13 - A penalidade de suspensão acarreta ao infrator a interdição do exercício profissional, podendo ser dosada de 1 ( um ) mês a 12 ( doze ) meses, conforme a intensidade da falta grave ou das circunstâncias de que o ato se revestiu. A inobservância dessa interdição importará no cancelamento do registro profissional. Art. 14 - A penalidade de cancelamento do registro acarreta a perda do direito de exercer a profissão em todo o território nacional, motivo pelo qual a decisão condenatória passado em julgado será comunicada a todos os Conselhos Regionais. Parágrafo único. Aplicada a penalidade de cancelamento de registro, o Conselho Regional divulgará pela imprensa a sua decisão. Art. 15 - As penalidades impostas, mesmo a de advertência sem publicidade, serão anotadas na ficha de cadastro do infrator. Não será feita a anotação, todavia, na carteira profissional, ou no certificado de registro. Art. 16 - O exercício da representação comercial por quem não esteja habilitado na forma da Lei, constituindo delito de contravenção penal regido por lei própria, será comunicado por qualquer interessado ao Conselho Regional que dele dará conhecimento à autoridade policial, para instauração do competente inquérito. Na próxima edição dessa revista: Capítulo V - Do Processo Disciplinar ; Capítulo VI - Do Recurso Administrativo; Capítulo VII - Dos Prazos, Capítulo VIII - Reabilitação Profissional ; Capítulo IX -Disposições Finais. A integra do CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA DOS REPRESENTANTES COMERCIAIS também pode ser encontrada no site do seu conselho: www.corcesp.org.br REPRESENTAÇÃO & VENDAS 21 Ações do CIAP Equipes de Vendas formadas pelo CIAP dão mais qualidade à área comercial das empresas um projeto inovador, com apoio do CORCESP/SIRCESP A cada momento o mercado consolida a idéia de que o principal investimento dentro das organizações deve ser destinado à área comercial. Reafirmando que esta área não apenas vende, mas que se tornou o principal elo entre as organizações e as reais necessidades a serem supridas nos diversos segmentos e amplia de forma definitiva o perfil do profissional responsável pela venda. Espera-se que possua uma formação diferenciada, não só e necessariamente universitária, mas com empreendedorismo e as competências necessárias para um verdadeiro Consultor de Vendas. Todo este mecanismo ampliou de forma expressiva a profissão do Representante Comercial. Profissional autônomo, responsável pelas suas despesas e acostumado a vencer inúmeras barreiras impostas pelo mercado, vem ao longo do tempo buscando o reconhecimento principalmente das gerências comerciais, que por sua formação CLT, enfrenta dificuldades em consolidar a parceria com os RCs. O Perfil do RC em muito diferencia dos vendedores contratados pelas empresas, afirmamos isto não em detrimento aos vendedores nem aos RCs, mas em função das obrigações impostas a cada modalidade. A INICIATIVA Com o propósito de fortalecer e consolidar a Representação Comercial como uma das fontes mais importantes para os empresários, o CORCESP/SIRCESP, com seu know how de décadas no setor, vêem estudando, analisando, apoiando e buscando formas diferentes de desenvolvimento de negócios. Assim, para que os empresários tivessem à disposição uma equipe especializada, capacitada e dirigida aos seus negócios, o CIAP, pelo seu coordenador (Pedro Leonel da Costa Jr), acolheu a idéia da Bucater&Associados (de Ricardo Bucater) para um projeto de Terceirização da Área Comercial das empresas. Um projeto que em nada conflita com a estrutura comercial da empresa, que poderá, e deverá, manter sua equipe de gestores comerciais, gerentes, supervisores e administração de vendas, apenas ela poderá contar com mais um “gerente comercial” voltado apenas para a equipe, não se envolvendo com o dia a dia da empresa, apenas cuidando do aumento da produtividade em campo. Profissionais que viveram e vivem o dia a dia da Representação Comercial, que compreendem e comunicam-se de forma assertiva com os RCs. Esses profissionais especialmente treinados para isso pelo CIAP. Desde outubro do ano passado, esta modalidade está em desenvolvimento, capacitação e disponibilização às empresas. Como exemplo, e acreditando nesta fórmula diferenciada, o sr. Amadeu Perez Brugat Junior, consolidou a parceria entre a Bucater&Associados e a Suple- 22 REPRESENTAÇÃO & VENDAS Junto dos desenvolvedores e parceiros do projeto, a foto da primeira equipe capacitada. Na foto Ricardo Bucater, Arlindo Liberatti, Amadeu P. Brugat jr, e Pedro Leonel da Costa Jr.) re, empresa especializada em Soluções de Gestão de Negócios para o comércio. Os entendimentos entre empresas e o CIAP podem ser feitos em contato com a Sede Central do Corcesp/Sircesp na Capital, ou nos Escritórios Seccionais das entidades. Assim, tanto na cidad de São Paulo, quanto para empresas que atuem no interior, os benefícios do Projeto podem ser implementados. É mais uma iniciativa do CORCESP/SIRCESP, por meio do CIAP, para a melhoria das condições profissionais do mercado. >Programaçao Ciap< Invista em Você e avance na profissão Os Cursos e Programas do CIAP para 2010 Capital PROGRAMA PARA FORMAÇÃO DO REPRESENTANTE COMERCIAL Programação/2010 – (duração 20 dias) – Horário 19h30 às 22h30 TURMA - 42 - 28/04 a 26/05/2010 TURMA - 43 - 21/06 a 21/07/2010 TURMA - 44 - 04/08 a 01/09/2010 TURMA - 45 - 27/09 a 27/10/2010 Conteúdos de cada Turma:Perfil Profissional / Comunicação / Competências Estratégicas / Negociação e Vendas / Administração Financeira - Pessoal / Administração do Tempo / Administração Financeira - Empresarial / Motivação / Relações Humanas em Vendas / Marketing de Relacionamento Interior PROGRAMA INTENSIVO PARA FORMAÇÃO DO REPRESENTANTE COMERCIAL Programação/2010 – duração 01 dia – Horário 09h30 às 16h30 Rio Claro – 23/04/2010 - Administração Financeira – Pessoal e Empresarial em Vendas Santos/Peruíbe – 14/05/2010 - Competências Estratégicas e Negociação e Vendas Sorocaba – 11/06/2010 - Administração Financeira – Pessoal e Empresarial em Vendas Ribeirão Preto – 02/07/2010 - Planejamento em Vendas Bauru – 16/07/2010 - Perfil Profissional e Comunicação Araraquara – 06/08/2010 - Motivação / Relações Humanas em Vendas / Marketing de Relacionamento Santos/Peruíbe – 20/08/2010 - Motivação / Relações Humanas em Vendas / Marketing de Relacionamento Marília – 10/09/2010 - Perfil Profissional e Comunicação Araçatuba – 22/10/2010 - Perfil Profissional e Comunicação Presidente Prudente – 05/11/2010 - Planejamento em Vendas Informações e inscrições (11) 3188- 7710/7748 Campinas – 19/11/2010 - Planejamento em Vendas E-mail: [email protected] REPRESENTAÇÃO & VENDAS 23 Edifício Sede - São Paulo CORCESP órgão federal Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 613- 5º andar CEP 01317-000 - São Paulo – SP Tel: (11) 3243-5500 – Fax: (11) 3243-5520 E-mail: [email protected] ES 01 – Campinas R. Ferreira Penteado, 709 - 1º andar, sala 16 Centro - CEP 13010-906 Telefone: (19) 3236-8867 Fax: (19) 3235-1874 [email protected] ES 07 - Araraquara R. Padre Duarte, 151 - 16º andar, sala 161/162 Jardim Nova América - CEP 14800-360 Telefone: (16) 3332-2630 Fax: (16) 3333-4549 [email protected] ES 02 - Bauru Rua Luso Brasileira, 4-44 - Salas 411/412 Jardim Estoril IV - CEP 17016-230 Telefone: (14) 3214-4318 Fax: (14) 3227-2399 [email protected] ES 08 - Sorocaba R. São Bento, 190 - 11º andar, sala 113 Centro - CEP 18010-031 Telefone: (15) 3233-4322 Fax: (15) 3233-4322 [email protected] ES 03 - Ribeirão Preto R. Américo Brasiliense, 284 - 8º andar, conjuntos 82/4/6 Centro - CEP 14015-050 Telefone: (16) 3964-6636 Fax: (16) 3964-6633 [email protected] ES 04 - São José dos Campos Av. Fco J. 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