GOVERNO DO ESTADO DO PIAUÍ AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO HABITACIONAL - ADH PLANO ESTADUAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL DO PIAUÍ PRODUTO 02 – DISCUSSÃO DO DIAGNÓSTICO COM A EQUIPE TÉCNICA DA ADH E SEGMENTOS SOCIAIS MARÇO 2010 Ambiens Sociedade Cooperativa Fone: (41) 3013-2160 / Fax (41) 3013-2161 Rua Treze de Maio, 778, São Francisco Curitiba - PR CEP 80510 - 030 Página Internet: www.coopere.net E-mail: [email protected] Relatório das Reuniões de Discussão do Diagnóstico com a equipe técnica da Agência de Desenvolvimento Habitacional do Estado do Piauí e com Segmentos Sociais: Plano Estadual de Habitação de Interesse Social do Piauí. Angela Seixas Pilotto, Artur Silva Coelho, Daniele Regina Pontes, Fabiano Milano Fritzen, Giovanna Bonilha Milano, Laura Esmanhoto Bertol, Michelli Gonçalves Stumm, Ramon José Gusso, Renata Andréia Diniz, Stefania Poeta Pontes. Curitiba: Ambiens Sociedade Cooperativa, 2010. 1.Habitação de Interesse Social; 2.Planejamento. i APRESENTAÇÃO A Revisão do Plano Estadual de Habitação de Interesse Social do Piauí é uma iniciativa da Agência de Desenvolvimento Habitacional do Estado do Piauí – ADH, cuja finalidade é adequar o Plano Estadual de Habitação de Interesse Social do Estado do Piauí- PEHIS, elaborado no ano de 2007, ao conteúdo do Plano Nacional de Habitação – PLANHAB, aos requisitos previstos na Lei nº. 11.124/2005 e Resoluções n.º 2 e 7 do Conselho Gestor do FNHIS, para adesão aos Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social – SNHIS. Para elaboração deste produto a Ambiens realizou as atividades previstas no Termo de Referência (parte integrante do processo licitatório e do contrato supracitados) e consolidadas no Produto 01 – Proposta Metodológica, orientando-se pelo objetivo geral de levantar e sistematizar informações e dados necessários à revisão do Plano e da Política Estadual de Habitação de Interesse Social do Piauí. As atividades realizadas envolveram a participação de diferentes atores sociais, com a finalidade de desenvolver as capacidades administrativa, jurídica, financeira e política do Governo do Estado do Piauí para enfrentar as demandas e deficiências habitacionais, intervindo e atuando na dinâmica de oferta e produção de moradia. O desenvolvimento do trabalho foi realizado em três momentos articulados e complementares que contemplam a contextualização das principais questões históricas, econômicas, sociais e políticas da habitação no Piauí frente à conjuntura nacional e global, perpassam por uma leitura da realidade das condições habitacionais do Estado, envolvem a participação da equipe consultora em espaços de discussão das questões vinculadas à moradia no Piauí (Fóruns Territoriais) e a realização de Reuniões Participativas para apresentação e debate das análises elaboradas com a Agência de Desenvolvimento Habitacional e com a população em geral. Nesse documento apresentamos os resultados das Reuniões Participativas executadas nos dias 24 e 26 de fevereiro de 2010, nos moldes abaixo descritos. ii CONSULTORIA TÉCNICA DA AMBIENS SOCIEDADE COOPERATIVA Equipe técnica Angela Pilotto | Arquiteta e urbanista, Mestranda em Arquitetura e Urbanismo Artur Coelho | Economista, Mestre em Desenvolvimento Econômico Daniele Regina Pontes | Advogada, Doutoranda em Direito Fabiano Milano Fritzen | Administrador, Mestre em Educação Ambiental Giovanna Milano | Advogada, Mestranda em Direito Laura Esmanhoto Bertol | Arquiteta e urbanista, Especialista em Gestão Técnica do Meio Urbano Michelli Gonçalves Stumm | Economista, Mestre em Sociologia Ramon Gusso | Sociólogo, Mestrando em Sociologia Renata Diniz | Arquiteta e urbanista Stefania Poeta Pontes | Socióloga Consultores Alexandre Pedrozo | Arquiteto e urbanista, Especialista em Políticas do Solo Anderson Kazuo Nakano | Arquiteto e urbanista, Mestre em Arquitetura e Urbanismo Cássio Freitas | Estatístico, Mestre em Estatística iii SUMÁRIO 1 1.1 1.1.1 1.1.2 1.2 METODOLOGIA E PLANEJAMENTO DAS REUNIÕES DE DISCUSSÃO DO DIAGNÓSTICO ....5 SENSIBILIZAÇÃO E MOBILIZAÇÃO..............................................................................................5 Identificação do público...................................................................................................................5 Publicização e convite para a Oficina .............................................................................................6 DATA E LOCAL ..............................................................................................................................6 2 2.1 2.2 CONTEÚDO E MATERIAIS APRESENTADOS .............................................................................6 SÍNTESE DO CONTEÚDO DA REUNIÃO......................................................................................6 SLIDES APRESENTADOS.............................................................................................................7 3 REGISTRO FOTOGRÁFICO ........................................................................................................22 4 REGISTRO DAS REUNIÕES........................................................................................................24 5 LISTA DE PARTICIPAÇÃO ..........................................................................................................26 6 CONCLUSÃO ...............................................................................................................................30 4 1 METODOLOGIA E PLANEJAMENTO DAS REUNIÕES DE DISCUSSÃO DO DIAGNÓSTICO A etapa da realização das discussões do Diagnóstico com a participação de diferentes segmentos sociais e técnicos da ADH, previstas no Termo de Referência e no Produto 01 - Metodologia, concernente ao Plano Estadual de Habitação de Interesse Social, foi organizada a partir dos seguintes objetivos gerais: 1. Apresentar e publicizar o trabalho realizado e propiciar um ambiente de diálogo entre os diversos agentes responsáveis pela sua execução; 2. Capacitar agentes locais e da comunidade para a futura efetivação do trabalho realizado; 3. Qualificar as informações obtidas na etapa de Diagnóstico; 4. Indicar diretrizes e metas para o PEHIS-PI. Como objetivos específicos, essa etapa buscou contextualizar a temática em relação aos participantes. Para tanto, foram contemplados os seguintes aspectos na apresentação: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. Metodologia adotada para a elaboração do PEHIS-PI; Conteúdo e relevância do Plano Estadual de Habitação; Marcos Regulatórios e Legais para a habitação de interesse social; Atores Sociais; Sistematização dos 11 Fóruns Territoriais (participação e propostas); Política da Diferença: (i) Comunidades Tradicionais e (ii) Grupos de Atendimento Prioritário; Regionalização da análise por Território de Desenvolvimento; Necessidades Habitacionais (Demandas Habitacionais Acumuladas e Futuras); Oferta Habitacional Programas e Ações habitacionais realizados pelo Estado do Piauí; Fontes de recurso para financiamentos habitacionais. Para o desenvolvimento das atividades, a Metodologia utilizada na realização da reunião foi proposta buscando atender três questões: (i) a garantia do repasse de conteúdos e informações essenciais para a realização do Plano Estadual de Habitação de Interesse Social, (ii) linguagem possível de propiciar o repasse de informações e o diálogo ente os vários agentes participantes, (iii) possibilitar a discussão dos conteúdos apresentados e a sugestão de diretrizes. 1.1 SENSIBILIZAÇÃO E MOBILIZAÇÃO A sensibilização e a mobilização para a participação da oficina ocorreu em várias etapas. 1.1.1 Identificação do público A primeira etapa consistiu na identificação dos agentes do poder público, compreendidos dentre os servidores públicos e representantes de órgãos públicos estaduais e federais mais diretamente atuantes na política habitacional, das “lideranças” locais envolvidas com as demandas de moradia, especialmente os presidentes das associações de moradores, representantes das federações e movimentos sociais com afinidade temática à discussão proposta. 5 1.1.2 Publicização e convite para a Oficina Esta etapa foi executada em parceria com a Agência de Desenvolvimento Habitacional – ADH, que auxiliou no contato e na convocatória das organizações da sociedade civil, órgãos públicos e demais atores sociais. A comunicação com os segmentos sociais foi realizada por via eletrônica (email), contato telefônico e publicação de convocatória impressa, afixada no local do evento. Além da divulgação da reunião para a comunidade em geral, a empresa consultora elencou as organizações da sociedade civil e instituições públicas mais imediatamente envolvidas no processo de discussão da revisão do PEHIS/PI,que já haviam participado das reuniões anteriores, solicitando à ADH a formalização e destinação dos convites. Foram convidadas as seguintes entidades: Mulheres de Axé – Tenda de São Francisco; Grupo Mulheres que Tecem na Paz; Legião da Mulher Piauiense; Rede Estadual de Terreiros do Piauí; FAVHEP; Conselho Estadual da Mulher; Centro de Referência da Mulher; FAMEPI; FAMCC; MCPT; AMVMT; ASPAJA; RNP; FECEPI; CRH; Associação de Moradores da Vila Irmã Dulce; Associação dos Microempreendedores; PCPR/CCPR; LGBT; AMOR de Teresina. 1.2 DATA E LOCAL As reuniões foram realizadas nos dias 24 e 26 de fevereiro de 2010, em um período de aproximadamente quatro horas, nas instalações da Agência de Desenvolvimento Habitacional do Estado do Piauí – ADH. 2 CONTEÚDO E MATERIAIS APRESENTADOS O conteúdo da Reunião de Discussão do Diagnóstico com Segmentos Sociais foi estruturado de modo a contemplar os objetivos expostos neste documento da seguinte forma: • • • • • • Apresentação institucional da realização do Plano Estadual de Habitação de Interesse Social do Piauí pelo representante da Agência de Desenvolvimento Habitacional do Piauí - ADH; Apresentação da empresa contratada e de sua respectiva equipe de trabalho; Apresentação da metodologia e etapas do Plano Estadual de Habitação de Interesse Social do Piauí; Apresentação do diagnóstico preliminar sobre a realidade estadual; Discussão das questões e sugestões indicadas pelos participantes; Finalização das atividades. É importante observar que durante todo o período das apresentações, o público interviu e contribui com informações e considerações sobre as questões que estavam sendo apontadas, tornando a reunião mais dinâmica e participativa. 2.1 SÍNTESE DO CONTEÚDO DA REUNIÃO 08:00 8:15 10:15 10:30 11:30 12:30 Apresentação da metodologia e etapas do Plano Estadual de Habitação de Interesse Social do Piauí. Apresentação do diagnóstico preliminar sobre a realidade estadual. Intervalo Continuação da apresentação do diagnóstico preliminar sobre a realidade estadual. Discussão sobre as questões e sugestões indicadas pelos participantes. Término 6 2.2 SLIDES APRESENTADOS Slide 1 Slide 2 GOV E RNO c o o p e r a t i v a Agência de Desenvolvimento Habitacional DO GOV E R NO c o o p e r a t i v a DE S E N VO LV I M E NT O DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N V O L V I M E N T O METODOLOGIA PLANO ESTADUAL DE HABITAÇ HABITAÇÃO INTERESSE SOCIAL DO PIAUÍ PIAUÍ Slide 3 Slide 4 GOV E RNO c o o p e r a t i v a GOV E RNO DO c o o p e r a t i v a Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O Agência de Desenvolvimento Habitacional PLANO ESTADUAL DE HABITAÇ HABITAÇÃO Objetivo: Estabelecer orientações gerais para implementação da política estadual de habitação do Piauí, com enfoque no atendimento dos segmentos mais necessitados da população. Política Urbana do Estado do Piauí : Regulação pela Constituição Estadual (arts. 190 a 195). O lugar do estado na política habitacional – SNHIS DO D E S E N VO L V I M E NTO PLANO ESTADUAL DE HABITAÇ HABITAÇÃO Atuação conjunta entre estado e municípios para promoção de programas de construção de moradias populares, melhoria das condições habitacionais e saneamento básico. (Art. 194) Art.17. Os Estados que aderirem ao SNHIS deverão atuar como articuladores das ações do setor habitacional no âmbito do seu território, promovendo a integração dos planos habitacionais dos Municípios aos planos de desenvolvimento regional, coordenando atuações integradas que exijam intervenções intermunicipais, em especial nas áreas complementares à habitação, e dando apoio aos Municípios para a implantação dos seus programas habitacionais e das suas políticas de subsídios. Slide 5 Slide 6 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O GOV E RNO c o o p e r a t i v a MARCOS REGULATÓ REGULATÓRIOS E LEGAIS MARCOS REGULATÓ REGULATÓRIOS E LEGAIS Regularização Fundiária: elemento importante para concretização do direito à moradia (Art. 6º da CF/88 e Estatuto das Cidades) Questão fundiária no Piauí: Concentração fundiária e alteração da estrutura territorial em função da ocupação do cerrado pela sojicutura. Previsão de aplicação de recursos do FNHIS para esse fim: Art. 11. As aplicações dos recursos do FNHIS serão destinadas a ações vinculadas aos programas de habitação de interesse social que contemplem: (...) III – urbanização, produção de equipamentos comunitários, regularização fundiária e urbanística de áreas caracterizadas de interesse social; DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O Ausência de dados sistematizados Utilização do banco de terras para habitação Gratuidade no registro de imóveis de interesse social – Lei Federal n.º 10.931/2004 7 Slide 7 Slide 8 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO GOV E RNO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O c o o p e r a t i v a MARCOS REGULATÓ REGULATÓRIOS E LEGAIS MARCOS REGULATÓ REGULATÓRIOS E LEGAIS Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social Instrução Normativa n.º46/09 (Ministério das Cidades) – apresenta as especificidades procedimentais da assistência técnica prevista em lei. É um dos instrumentos de política urbana previstos no Estatuto das Cidades (art. 4º, V, “r”) DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O No Estado do Piauí, não há legislação específica nem Programa voltado à implementação sistemática de serviços de assistência técnica. Lei Federal n.º11.888/2008: Art. 2º As famílias com renda mensal de até 3 (três) salários mínimos, residentes em áreas urbanas ou rurais, têm o direito à assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social para sua própria moradia. Slide 9 Slide 10 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO GOV E RNO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O c o o p e r a t i v a DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O ATORES SOCIAIS MARCOS REGULATÓ REGULATÓRIOS E LEGAIS Metodologia Conselhos e Fundo Estadual de Habitação de Interesse Social 1. Entrevistas com lideranças das três Federações de associação de moradores e comunitárias; 2. Entrevistas com líderes estaduais da Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Piauí (CECOQ), Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) e Rede Estadual de Cultos Afro Brasileiros e Saúde do Piauí; 3. Documentos de órgãos Estaduais e Federais que atuam ligados a demandas comunitárias e entrevistas com alguns de seus representantes; 4. Aplicação de questionários aos participantes dos Fóruns Estaduais de Habitação de Entre Rios e Vale do Rio Guaribas, 5. Tabulação das listas de inscritos dos demais Fóruns de Habitação realizados em 2008; 6. Análise dos relatórios dos Fóruns Territoriais; 7. Análise de pesquisa em fontes secundárias como artigos, monografias e relatórios de pesquisa e dados fornecidos pela pesquisa sobre Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos no Brasil – FASFIL (IBGE, 2005). Conselho Estadual de Desenvolvimento Urbano – CEDUR (Lei Estadual n.º 5.571/2006) - Fundo Estadual de Habitação de Interesse Social – FEHIS (Lei Estadual n.º5.570/2006) Conselho Gestor do Fundo Estadual de Habitação de Interesse Social (Lei Estadual n.º5.570/2006) Slide 11 Slide 12 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO GOV E RNO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O PARTICIPAÇ PARTICIPAÇÃO c o o p e r a t i v a FÓRUNS TD Carnaubais Fóruns Territoriais de Habitação de Interesse Social DATA Nº DE PARTICIPANTES TERRITÓRIO CIDADE-PÓLO 04/7/2008 Serra da Capivara São Raimundo Nonato 131 11/7/2008 Vale do Rio Canindé Oeiras 255 12/7/2008 Tab. dos Rios Piauí e Itaueira Floriano 142 18/7/2008 Vale do Sambito Valença do Piauí 81 19/7/2008 Carnaubais Campo Maior 106 20/7/2008 Cocais Esperantina 121 30/7/2008 Planície Litorânea Parnaíba 69 05/9/2008 Chapada das Mangabeiras Bom Jesus 69 18/1/2010 Vale do Rio Guaribas Picos 186 22/1/2010 Entre Rios Teresina 206 26/1/2010 Tab. do Alto Parnaíba Uruçuí 71 Neste Fórum cerca de 50% dos participantes eram representantes de associação de moradores e 15% de sindicatos rurais. TD Chapada das Mangabeiras O setor com maior representatividade neste Fórum foram as prefeituras (37%), seguido dos sindicatos rurais (35%). TD Cocais Neste fórum houve uma maior diversidade entres os segmentos participantes, dentre eles sindicatos rurais, associações de moradores, grupo LGBT, comunidade indígena, comunidade quilombola, diversas associações de desenvolvimento e moradores de assentamentos. TD Entre Rios FONTE: ADH DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O Neste fórum compareceram 110 pessoas, sendo que quase 50% dos participantes eram representantes de prefeituras e secretarias municipais, outros 27% representavam sindicatos, associações e conselhos comunitários. 8 Slide 13 Slide 14 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO GOV E RNO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O FÓRUNS c o o p e r a t i v a DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O FÓRUNS TD Vale do Rio Guaribas TD Planície Litorânea Entre os participantes cerca de 60% representavam associações de moradores e 18% sindicatos de trabalhadores rurais e de pescadores. Dentre os participantes, quase 50% representavam o poder público municipal e estadual, outros 12% eram representantes de sindicatos rurais e 21% dos participantes tinham vínculos com associações comunitárias e de moradores. TD Serra da Capivara Neste Fórum 22% dos participantes eram representantes de sindicatos rurais, 16% de associações de moradores, 5% de comunidades quilombolas e também compareceram vários técnicos da EMATER. TD Vale do Rio Piauí e Itaueira A maioria dos participantes do Fórum, 60%, representavam o poder público municipal e estadual, sendo a maioria destes vinculados às secretarias de Assistência Social. Dentre os representantes da sociedade civil 16% eram de associações de moradores e 10% membros de sindicatos de trabalhadores rurais. TD Tabuleiros do Alto Parnaíba A maioria dos participantes, cerca de 34% eram vinculados às prefeituras e secretarias municipais, outros 31% representavam sindicatos de trabalhadores rurais e diversas associações. TD Vale do Sambito TD Vale do Rio Canindé Neste Fórum do total de participantes cerca de 35% representavam associações de moradores e outros 20% sindicatos de trabalhadores rurais. Este Fórum contou com o maior número de participantes, dentre eles, 17% vinculados a área de educação e 44% à associações comunitárias. Participaram também técnicos da FUNASA, EMATER, AGESPISA e pessoas vinculadas a sindicatos rurais e associações quilombolas. Slide 15 Slide 16 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO GOV E RNO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O FÓRUNS c o o p e r a t i v a DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O SÍNTESE DAS PROPOSTAS* DESTAQUE 1. Levantamentos de dados relacionados à habitação; 2. Regularização fundiária; 3. Moradias adequadas de acordo com as demandas familiares, sociais, econômicas, culturais e ambientais de cada região; 4. Infraestrutura e material de qualidade nas obras; 5. Maior atenção para a zona rural instituindo igualdade no atendimento entre as zonas urbana e rural na questão habitacional, todavia observando as suas diferenças; 6. Prioridade de atendimento das famílias mais carentes, em situação de risco e inseridas na política de cotas; 7. Participação e fiscalização da sociedade em todos os trâmites relacionados à habitação; 8. Criação de órgãos nos municípios vinculados à questão habitacional e capacitação para gerirem de forma correta; 9. Transparência dos gestores e de todo o processo envolvendo Habitação de Interesse Social; 10. Geração de recursos para fins habitacionais (provenientes de impostos); 11. Melhoria de acesso ao crédito habitacional e menos burocracia. Dentre os atores sociais que estiveram presentes nos Fóruns Regionais de Habitação pode-se perceber a participação expressiva de membros de Sindicatos Rurais e de Associações de produtores rurais. * O relatório do Fórum do TD Alto do Parnaíba feito pela ADH não consta nenhum problema ou proposta apresentados pelos participantes. Slide 17 Slide 18 GOV E RNO c o o p e r a t i v a Quilombolas Quebradeiras de Coco Babaçu Índios Pescadores Ciganos Caiçaras Caranguejeiros DO GOV E RNO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O COMUNIDADES TRADICIONAIS c o o p e r a t i v a DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O TRABALHO COM AS COMUNIDADES INCRA O INCRA-PI produziu relatórios técnicos de identificação e delimitação do território em cinco comunidades quilombolas, Olho d’água dos Pires (Negros) em Esperantina; Baixão, em Betânia do Piauí; Volta do Campo Grande, em Campinas do Piauí; Fazenda Nova e Sabonete, ambas no município de Isaías Coelho. EMATER O trabalho da EMATER com os quilombolas é o de construir um diagnóstico participativo e um plano de desenvolvimento sustentável de cada comunidade. Até o final de 2009 foram realizados trabalhos com 65 comunidades e desenvolvidas suas respectivas agendas nas quais também constam problemas relativos à habitação. FUNASA A FUNASA atua em projetos de habitação e atualmente trabalha com uma comunidade quilombola e com 5 de caranguejeiros. Em 2010 a FUNASA iniciará trabalhos de melhoria sanitária domiciliar e de implantação de rede de abastecimento de água em 34 comunidades quilombolas. 9 Slide 19 Slide 20 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO POLÍ POLÍTICAS DA DIFERENÇ DIFERENÇA Instrumento para efetivação da GOV E RNO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O c o o p e r a t i v a DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O POLÍ POLÍTICAS DA DIFERENÇ DIFERENÇA igualdade material e Foram concretização do direito fundamental à moradia digna diagnosticadas, também, demandas habitacionais específicas, que se justificam em função de particularidades étnicas, culturais e religiosas. Suportes legislativos para grupos de atendimento prioritário: a) Idosos b) - (Estatuto do Idoso – Lei Federal n.º10.741/2003) Pessoas com Necessidades Especiais Comunidades tradicionais Grupos específicos (Decreto Gênero n.º5.296/2004) - Viabilidade de estabelecimento de outras políticas de cota em função da realidade local em que serão aplicadas. Slide 21 Slide 22 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO GOV E RNO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O FEDERAÇ FEDERAÇÕES c o o p e r a t i v a DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O ENTIDADES PRIVADAS UNIDADES LOCAIS DAS ENTIDADES PRIVADAS SEM FINS LUCRATIVOS, 2005 Temas Habitação Sindicatos, federações e confederações Associação de moradores Associações de Produtores Rurais Centros e associações comunitárias Desenvolvimento rural Defesa de direitos de grupos e minorias Total Piauí Unidades locais 8 449 856 2.274 1.046 44 112 10.025 Fonte: FASFIL. IBGE, 2005. Slide 23 Slide 24 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O ENTIDADES PRIVADAS De acordo com a pesquisa sobre as Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos no Brasil – FASFIL (IBGE, 2005) o Estado do Piauí conta com mais de 10 mil entidades privadas sem fins lucrativos. O quadro mostra que a grande maioria destas associações estão concentradas em quatro municípios, Teresina, Floriano, Parnaíba e Picos. A região sul do Estado é a que apresenta o menor número de entidades privadas sem fins lucrativos. O total das associações sem fins lucrativos do Estado do Piauí representa cerca de 2% do total desse tipo de associativismo no país. 10 Slide 25 Slide 26 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO NECESSIDADES HABITACIONAIS c o o p e r a t i v a Metodologia INCREMENTO DE ESTOQUE Déficit per capta - PLANHAB REPOSIÇÃO DE ESTOQUE ÔNUS ALUGUEL ADENSAMENTO EXCESSIVO DOM. ALUGADOS DOMICÍLIOS IMPROVISADOS DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O DÉFICIT QUANTITATIVO Déficit Quantitativo Novas Habitações COABITAÇÃO GOV E RNO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O Déficit Quantitativo Total: 167.397 domicílios DOMICÍLIOS RÚSTICOS Piauí: 19,42% do total de domicílios Déficit Qualitativo Melhorias Habitacionais Nordeste: 15% do total de domicílios Brasil: 11,1% do total de domicílios INFRAESTRUTURA ADENSAMENTO EXCESSIVO DOM. PRÓPRIOS FALTA DEREDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA FALTA DE SANEAMENTO AMBIENTAL FALTA DE ILUM. ELÉTRICA FALTA DE COLETA RESÍDUOS SÓLIDOS INADEQUAÇÃO FUNDIÁRIA COBERTURA INADEQUADA DOM. SEM UN. SANITÁRIA PRÓPRIA Slide 27 Slide 28 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO GOV E RNO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O c o o p e r a t i v a COMPONENTES DÉ DÉFICIT QUANTITATIVO Brasil ADENSAMENTO EXCESSIVO Contribuição Total no Déficit por Território de Desenvolvimento 5,50% ÔNUS EXCESSIVO COM ALUGUEL 32,20% COABITAÇÃO FAMILIAR 39,30% HABITAÇÃO PRECÁRIA DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O CONTRIBUIÇ CONTRIBUIÇÃO NO DÉ DÉFICIT POR TERRITÓ TERRITÓRIO DE DESENVOLVIMENTO Destaque: Entre Rios, Cocais, Vale do Rio Guaribas, Planície Litorânea 23% Piauí ADENSAMENTO EXCESSIVO 1,64% ÔNUS EXCESSIVO COM ALUGUEL 22,95% COABITAÇÃO FAMILIAR 36,39% HABITAÇÃO PRECÁRIA 39,02% Fonte: PNAD 2008, FJP 2007. Elaboração Ambiens Sociedade Cooperativa Fonte: PNAD 2008. Elaboração Ambiens Sociedade Cooperativa Slide 29 Slide 30 GOV E RNO c o o p e r a t i v a Déficit Rural Déficit Rural % Déficit Total do Estado PLANICIE LITORANEA 5,96 2,49 8,45 COCAIS 6,25 5,77 12,02 CARNAÚBAIS 2,68 2,86 5,54 ENTRE RIOS 30,46 6,38 36,84 VALE DO SAMBITO 2,09 1,61 3,7 VALE DO RIO GUARIBAS 4,96 6,01 10,97 VALE DO CANINDÉ 1,80 2,13 3,93 SERRA DA CAPIVARA 1,86 2,72 4,58 VALE DOS RIOS PIAUÍ E ITAUEIRA 3,05 2,07 5,12 TABULEIROS DO ALTO PARNAÍBA 1,73 0,86 2,59 CHAPADA DAS MANGABEIRAS 3,26 2,95 6,21 DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O O déficit habitacional está concentrado na população de baixa renda Significativo, porém poucas informações Déficit Urbano GOV E RNO c o o p e r a t i v a DÉFICIT E RENDA DÉFICIT HABITACIONAL Território de Desenvolvimento e cidade pólo DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O MAIS QUE 5 SALÁRIOS MÍNIMOS 8,52% 4 - 5 SALÁRIOS MÍNIMOS 2,62% 3 - 4 SALÁRIOS MÍNIMOS 7,54% 2 - 3 SALÁRIOS MÍNIMOS 18,69% 1 - 2 SALÁRIOS MÍNIMOS 29,18% 0 - 1 SALÁRIOS MÍNIMOS 33,44% Fonte: PNAD 2008. Elaboração Ambiens Fonte: PNAD 2008. Elaboração Ambiens 11 Slide 31 Slide 32 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO GOV E RNO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O c o o p e r a t i v a DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O DOMICÍ DOMICÍLIOS VAGOS E ASSENTAMENTOS PRECÁ PRECÁRIOS DÉFICIT QUALITATIVO Brasil Domicílios vagos 21,7% INFRAESTRUTURA ADENSAMENTO EXCESSIVO No Piauí são 116.249 unidades 3,1% UN. SANITÁRIA EXCLUSIVA 1,4% INAD. FUNDIÁRIA 3,9% COBERTURA INADEQUADA 1,1% Assentamentos Precários O que são? áreas ocupadas irregularmente, seja do ponto de vista jurídico, seja do ponto de vista urbanístico, e que apresentem deficiências de infraestrutura e de acessibilidade Piauí INFRAESTRUTURA ADENSAMENTO EXCESSIVO 23,38% UN. SANITÁRIA EXCLUSIVA 26,24% IBGE (2007): 34.929 domicílios no Piauí 3,05% CEM (2000): 30.902 domicílios em Teresina INAD. FUNDIÁRIA 2,20% Censo de Vilas e Favelas (1999): 37.820 em Teresina COBERTURA INADEQUADA 0,30% Banco de Dados Municípios e Estado Fonte: PNAD 2008, FJP 2007. Elaboração Ambiens Slide 33 Slide 34 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO GOV E RNO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O DEMANDA HABITACIONAL ATUAL c o o p e r a t i v a DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O CARACTERÍ CARACTERÍSCAS CADASTRO Cadastro Único na ADH Baixa renda Déficit coincide com o número de cadastrados 93% dos cadastrados de 0 – 3 salários mínimos Ocupação 82% dos cadastrados morando na casa de amigos ou parentes ou em domicílios alugados Número de Cômodos 45% apontaram a necessidade de 2 a 3 quartos e 39% de 4 a 5 quartos Fonte: PNAD 2008. Elaboração Ambiens Slide 35 Slide 36 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O CONSIDERAÇ CONSIDERAÇÕES CADASTRO Composição Familiar O número de integrantes na família pode refletir no projeto da habitação Aspectos Culturais Específicos Respeito as necessidades habitacionais específicas Estado da Residência Atual O déficit pode ser resolvido com melhorias na habitação atual. GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O DEMANDA HABITACIONAL FUTURA A demanda demográfica futura por novas moradias corresponde à quantidade de moradias que devem ser acrescidas ao estoque atual para acomodar dignamente o crescimento populacional projetado em dado intervalo de tempo. A projeção da demanda demográficas por novas moradias utiliza o método da taxa de chefia Esse método tem sido o mais utilizado por refletir as tendências passadas e futuras na fecundidade, mortalidade e migração, pois tenta mostrar o impacto de aspectos demográficos futuros na taxa de chefia e, conseqüentemente, na demanda por novas moradias. Centro de Desenvolvimento e Planejamento regional (CEDEPLAR) da Universidade Federal de Minas Ferais (UFMG) - Ministério das Cidades Plano Nacional de Habitação 12 Slide 37 Slide 38 328.444 GOV E RNO c o o p e r a t i v a Chefes de famílias/ domicílios População Faixa salarial 2008 20092011 até 1 sm 965.023 25.740 1.1 sm até 2 sm 900.218 24.011 2.1 sm até 3 sm 544.592 14.525 3.1 sm até 4 sm 268.577 7.163 4.1 sm até 5 sm 131.517 3.508 mais de 5 sm 351.924 9.387 Total 3.161.851 84.334 até 1 sm 285.939 7.627 1.1 sm até 2 sm 266.737 7.115 2.1 sm até 3 sm 161.364 4.304 3.1 sm até 4 sm 79.580 2.123 4.1 sm até 5 sm 38.969 1.039 mais de 5 sm 104.276 2.781 Total 936.865 24.989 20122014 22.504 20.993 12.700 6.264 3.067 8.207 73.735 6.668 6.220 3.763 1.855 909 2.432 21.847 20152017 19.660 18.340 11.095 5.471 2.680 7.169 64.415 5.825 5.434 3.287 1.622 794 2.124 19.086 20182020 17.204 16.048 9.709 4.788 2.344 6.274 56.367 5.098 4.755 2.877 1.418 695 1.859 16.702 DO GOV E RNO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O 20212023 15.136 14.120 8.541 4.213 2.063 5.520 49.593 4.485 4.184 2.531 1.249 611 1.636 14.696 total em 2023 1.065.267 993.730 601.162 296.476 145.179 388.481 3.490.295 315.642 294.445 178.126 87.847 43.017 115.108 1.034.185 % em 2023 31% 28% 17% 8% 4% 11% 100% 31% 28% 17% 8% 4% 11% 100% Coabitação familiar 10.975 12.074 15.367 9.329 4.391 13.168 65.304 Adensamento excessivo 549 1.098 549 549 Ônus excessivo com aluguel 12.076 15.918 10.430 2.745 38.424 DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O c o o p e r a t i v a Habitação Faixa salarial precária até 1 sm 32.382 1.1 sm até 2 sm 19.761 2.1 sm até 3 sm 4.939 3.1 sm até 4 sm 3.293 4.1 sm até 5 sm mais de 5 sm 549 Total 60.924 Demanda futura até 2023 29.703 27.708 16.762 8.267 4.048 10.832 97.320 Total 85.685 76.559 48.047 21.438 8.439 24.549 264.717 % 32% 29% 18% 8% 3% 9% 100% Famílias com até 2 salários mínimos representam 61% do déficit e demanda futura = 162.224 habitações Famílias com até 3 salários mínimos representam 79% do déficit e demanda futura = 210.291 habitações 97.320 Slide 39 Slide 40 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O GRUPOS PRIORITÁ PRIORITÁRIOS DE ATENDIMENTO RENDA MÍNIMA E GRAU DE COMPROMETIMENTO MENSAL PARA FINANCIAMENTOS IMOBILIÁRIOS EM BANCOS PRIVADOS Banco Renda mínima bruta exigida Grau comprometimento mensal de renda ABN (Real) 1.000,00 27% = 270,00 Bradesco 1.333,00 28% = 373,24* Itaú 1.250,00 35% = 437,50 HSBC 1.500,00 30% = 450,00 Santander 1.875,00 28% = 525,00* Unibanco 2.000,00 28% = 560,00* Média 1.493,00 30% = 447,90 Fonte: pesquisa nos sites dos bancos. * Foi considerado o grau de compromentimento da Caixa Econômica para os níveis de renda apresentados, pois As famílias com até 2 salários mínimos (R$ 1020,00) não conseguiram acessar grande parte dos financiamentos imobiliários de bancos privados dadas as exigências Somente as população com renda familiar mensal de 3 salários mínimos (R$ 1530,00) conseguiria financiamentos do mercado formal - contrapartidas (poupanças) de no mínimo 20% do valor do imóvel e parcelas que variam entre 27 a 35% da renda mensal. Slide 41 GOV E RNO DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O c o o p e r a t i v a DESPESA MONETÁRIA EM PORCENTAGEM, POR ESTRATOS DE SALÁRIOS MÍNIMOS, SEGUNDO OS TIPOS DE DESPESA - PIAUÍ de 2.1 a 3.1 a 5 5.1 a 6 6.1 a 8 8.1 a 10 10.1 a 15 Cód. Tipo de Despesa até 2 sm 3 sm sm sm sm sm sm 1.0 2.0 2.1 2.1.1 2.1.2 2.1.2.1 2.13 2.2 3.0 3.1 3.2 3.3 4.0 4.1 4.2 5.0 Despesa total (2.0+3.0+4.0) Despesas correntes Despesas de consumo Alimentação Habitação Aluguel Outros Outras despesas correntes Aumento do ativo Imóvel (aquisição) Imóvel (reforma) Outros investimentos Diminuição do passivo Empréstimo e carnê Prestação de imóvel Total habitação (2.1.2.1+3.1+3.2+4.2) 100% 98,12% 96,33% 41,01% 27,77% 11,28% 27,55% 1,79% 1,56% 0,41% 1,15% 0,00% 0,32% 0,21% 0,10% 100% 96,08% 93,87% 36,97% 27,80% 10,48% 29,10% 2,21% 2,96% 0,52% 2,43% 0,01% 0,96% 0,72% 0,24% 100% 95,55% 92,16% 31,74% 26,56% 10,24% 33,87% 3,38% 3,17% 0,70% 2,44% 0,02% 1,29% 0,70% 0,58% 100% 94,96% 90,34% 27,52% 29,13% 12,96% 33,70% 4,62% 3,28% 0,80% 2,45% 0,03% 1,76% 1,17% 0,59% 100% 93,95% 88,34% 28,17% 24,69% 9,70% 35,48% 5,62% 3,86% 1,40% 2,42% 0,03% 2,19% 1,41% 0,78% 100% 91,53% 84,95% 20,06% 26,06% 10,59% 38,83% 6,57% 5,47% 1,73% 3,72% 0,02% 3,01% 2,03% 0,98% 100% 92,89% 87,01% 21,98% 24,34% 8,50% 40,69% 5,88% 3,09% 0,74% 2,33% 0,02% 4,02% 2,10% 1,92% 12,94% 13,68% 13,97% 16,80% 14,30% 17,02% 13,49% Slide 42 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O GRUPOS PRIORITÁ PRIORITÁRIOS DE ATENDIMENTO GRUPOS PRIORITÁ PRIORITÁRIOS DE ATENDIMENTO c o o p e r a t i v a Quanto menor a faixa salarial, maior o comprometimento de renda com aluguel e, inversamente, quanto maior a faixa salarial, maior o comprometimento com aquisição e reforma de imóveis bem como pagamento de parcelas de imóveis. Essa relação comprova, em parte, a afirmação de que as famílias de baixa renda não têm acessado financiamentos e, pelo contrário, gastam uma parte da sua renda, cerca de 10% do total, com aluguel. DO até 2 sm de 2.1 a 3 sm 3.1 a 5 sm 5.1 a 6 sm 6.1 a 8 sm 8.1 a 10 sm 10.1 a 15 sm 5.1 510,00 1020,00 1530,00 2550,00 3060,00 4080,00 5100,00 6.0 65,99 139,49 213,72 428,49 437,49 694,34 688,15 -381,91 -308,41 -234,18 -19,41 -10,41 246,44 240,25 Cód. Esses dados demonstram que o grau de comprometimento de renda com habitação praticado nos orçamentos familiares no Piauí são bem inferiores ao exigidos pelo mercado, mesmo para os níveis de renda mais altos. GOV E RNO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O Tipo de Despesa Base para cálculo em R$ Total habitação em R$ (5.1*5.0) Diferença para acessar média financiamentos privados (R$ 447,90) A população com renda até 2 salários mínimos gasta em média R$ 66,00 com habitação enquanto aqueles que ganham de 5 a 6 e 10 a 15 salários mínimos, despendem com o mesmo intuito, cerca de R$ 430,00 e R$ 690,00 respectivamente. Os valores dos últimos grupos chegam a ser 6 e 10 vezes maiores, respectivamente, que os gasto das famílias com até 2 salários mínimos. 13 Slide 43 Slide 44 G O V E R NG O O VDEOR N O G O V E R NG O O VDEOR N O DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional OFERTA HABITACIONAL OFERTA HABITACIONAL ÍNDICES CUB 1. CUB - Custo Unitário Básico da Construção (CUB) Sinduscon 2. SINAPI - Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Índice médio, estado e regiões Construção Civil Ampla variedade de construções desconsiderando detalhes 3. Valores praticados em programas habitacionais no Piauí específicos Não será utilizado em função dessas limitações Slide 45 Slide 46 G O V E R NG O O VDEOR N O G O V E R NG O O VDEOR N O DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional OFERTA HABITACIONAL OFERTA HABITACIONAL SINAPI SINAPI Caixa Econômica Federal e IBGE Incluí: materiais e salários (encargos sociais) Estado Não Incluí: terreno; projetos; licenças, habite-se, certidões, seguros; administração da obra; financiamentos; lucro; instalações provisórias; ligações domiciliares de água, energia elétrica e esgoto; depreciações dos equipamentos; equipamentos mecânicos; equipamentos de segurança, máquinas, ferramentas e fundações especiais. Diferentes tipologias habitacionais, acabamentos e metragens (habitação popular) Slide 47 Slide 48 G O V E R NG O O VDEOR N O G O V E R NG O O VDEOR N O DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional OFERTA HABITACIONAL SINAPI OFERTA HABITACIONAL TABELA - CUSTO MÉDIO DE CONSTRUÇÃO NO BRASIL, REGIÕES E NORDESTE - SINAPI (dez/09) Custo médio ÁREAS GEOGRÁFICAS Variação no ano R$/m2 BRASIL 716,34 5,85 REGIÃO NORTE 715,55 6,02 REGIÃO NORDESTE 671,24 6,05 MARANHÃO 693,51 7,77 PIAUÍ 637,91 3,75 CEARÁ 658,2 6,62 RIO GRANDE DO NORTE 638,02 5,49 PARAÍBA 665,88 8,32 PERNAMBUCO 673,16 6,29 ALAGOAS 693,82 4,51 SERGIPE 641,21 6,19 BAHIA 686,83 5,42 REGIÃO SUDESTE 758,86 5,87 REGIÃO SUL 702,51 5,31 REGIÃO CENTRO-OESTE 684,68 5,86 FONTE: Elaborado por Ambiens Cooperativa com base em IBGE/2009 DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional SINAPI Piauí: menor valor e menor variação. NE – 6,12% PI – 3,75% Média do NE menor que a das demais regiões do Brasil. Piauí tem baixo custo de construção quando comparado ao restante do Brasil. 14 Slide 49 Slide 50 G O V E R NG O O VDEOR N O G O V E R NG O O VDEOR N O DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional OFERTA HABITACIONAL OFERTA HABITACIONAL SINAPI Valores praticados em programas habitacionais no Piauí Órgão Unidade Sanitária: R$ 3.964,70 ADH Cesta de materiais com mão-de-obra 32m²: R$ 12.501,44 ADH Casa de 40,65m²: R$ 19.162,41 ADH ADH Custo final: SINAPI + terreno + infraestrutura + BDI (Benefício de Despesas Indiretas) Cohab-PI/ Emgerpi PCPR Ass. Estadual das Com. Quilombolas O BDI se refere aos itens relacionadas a administração local como pessoal, transporte, materiais de consumo, ferramentas e outras; administração central com despesas de administração e despesas fiscais (ISS, PIS, CONFINS, IR, CPMF); e benefícios. E também os tributos sobre o faturamento, como o ISS, COFINS, PIS/PASEP, etc., e o imposto de renda sobre o lucro. INCRA Slide 51 Empreendimento Jacinta Andrade (Prómoradia) Mirante Santa Maria de Codipi (Pró-moradia) Residencial Nova Teresina Semeando Moradia Rural Tipologia Dimensão Custo produção Inclui ou não mãode-obra Valor/m² Casa térrea 36m² R$ 19.086,22 Inclui R$530,27 Casa térrea 50m² R$ 18.267,62 Inclui R$365,35 50m² R$ 19.090,93 Inclui R$381,82 36m² R$10.500,00 Não Inclui R$291,66 42m² R$ 5.700,00 Não Inclui R$135,71 44m² R$8.250,00 Não Inclui R$187,50 40m² R$18.000,00 Inclui R$450,00 46m² R$15.000,00 Inclui R$326,08 Casa térrea Vila Irmã Dulce (PSH) -* Queimada Nova (Apoio a Produção Social de Moradia) -** Casa térrea Casa térrea Casa térrea Casa Slide 52 G O V E R NG O O VDEOR N O G O V E R NG O O VDEOR N O DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional OFERTA HABITACIONAL DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional PROGRAMAS HABITACIONAIS Oferta Habitacional Programas e Ações Valores parâmetros: Fontes de Financiamento Produção Futura Federal e Estadual Ajustes em programas Foco – Atuação da ADH (2007 – 2009) Slide 53 Slide 54 G O V E R NG O O VDEOR N O G O V E R NG O O VDEOR N O DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional PROGRAMAS HABITACIONAIS PROGRAMAS HABITACIONAIS Fontes FNHIS – Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social -FNHIS – Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social - OGU – Orçamento Geral da União - FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FAR – Fundo de Arrendamento - FDS – Fundo de Desenvolvimento Social - FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador - OGE – Orçamento Geral do Estado - MCMV – Minha Casa Minha Vida - PAC – Programa de Aceleração do Crescimento DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional Criado em 2006 Principal fonte de recursos - Orçamento Geral da União - Planos locais de habitação - Fundo local de habitação - Conselho gestor do fundo Exige contrapartida 15 Slide 55 Slide 56 G O V E R NG O O VDEOR N O G O V E R NG O O VDEOR N O DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional PROGRAMAS HABITACIONAIS PROGRAMAS HABITACIONAIS FNHIS – Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social FNHIS – Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social no Piauí Concentrados nos territórios de desenvolvimento do Norte do estado; Programa Urbanização, Assentamentos Precários Regularização e Integração de DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional Programa Habitação de Interesse Social – HIS - Ação Provisão Habitacional de Interesse Social (assistência técnica) - Ação de Apoio à Produção Social da Moradia - Ação Apoio à elaboração de Planos Habitacionais de Interesse Social – PLHIS Renda familiar: 3 salários mínimos Áreas urbanas e rurais DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS DO FNHIS POR TERRITÓRIO DE DESENVOLVIMENTO (2007 – 2009) Slide 57 Slide 58 G O V E R NG O O VDEOR N O G O V E R NG O O VDEOR N O DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional PROGRAMAS HABITACIONAIS PROGRAMAS HABITACIONAIS FNHIS – Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social no Piauí Orçamento Geral da União (i) Emendas parlamentares à Lei Orçamentária Anual (ii) Projetos aprovados pelo Ministério das Cidades. Distribuição de recurso entre ações: (i) Apoio a Melhoria das Condições de Habitabilidade de Assentamentos Precários (54%) (ii) Provisão Habitacional de Interesse Social (25%) Habitar Brasil – HBB; Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social –PSH; Projetos Prioritários de Investimentos – PPI (Intervenções em Favelas). Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade da Habitat – PBQP-H; Unidades de até 39m², casas térreas com poucas unidades por empreendimento (menos de 80). Slide 59 Slide 60 G O V E R NG O O VDEOR N O G O V E R NG O O VDEOR N O DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional PROGRAMAS HABITACIONAIS PROGRAMAS HABITACIONAIS Orçamento Geral da União no Piauí Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS Poucas ações. Nova Theresina (ações integradas com construção de unidade habitacional) Poupança compulsória (seguro-desemprego) Conselho Curador do FGTS – CCFGTS Financiamento (recurso oneroso/ empréstimo) Possibilidade de desconto nos financiamentos a pessoas físicas Nova Theresina PSH vem sendo realizado pela Emgerpi DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional Exigência de contrapartidas 16 Slide 61 Slide 62 G O V E R NG O O VDEOR N O G O V E R NG O O VDEOR N O DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional PROGRAMAS HABITACIONAIS PROGRAMAS HABITACIONAIS Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS Programas com recursos do FGTS no Piauí Pró-moradia concentrado nos municípios de Teresina (TD Entre Rios) e Parnaíba (TD Planície Litorânea) Apoio à Produção de Habitações - voltado para pessoas jurídicas que atuam na área da construção civil Res. 460 – Operações Coletivas Carta de Crédito Individual SEMEANDO Carta de Crédito Associativo MORADIA Pró-cotista - não relacionado com a oferta pública Pró-moradia - Programa de Atendimento Habitacional através do Setor Público Jacinta Andrade Slide 63 Slide 64 G O V E R NG O O VDEOR N O G O V E R NG O O VDEOR N O DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional PROGRAMAS HABITACIONAIS PROGRAMAS HABITACIONAIS Programas com recursos do FGTS no Piauí FDS - Fundo de Desenvolvimento Social Maior volume de recursos investidos no estado R$ 197.271.544,39 Crédito Solidário Crédito com condições especiais e subsidiadas e estimulo ao regime de cooperativismo habitacional, garantindo a participação da população. TD de Entre Rios - 88% dos recursos do FGTS TD Planície Litorânea TD Vale do Guaribas Exige contrapartida Temporariamente suspensos Slide 65 Slide 66 G O V E R NG O O VDEOR N O DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional G O V E R NG O O VDEOR N O PROGRAMAS HABITACIONAIS PROGRAMAS HABITACIONAIS FDS - Fundo de Desenvolvimento Social no Piauí FAR - Fundo de Arrendamento Residencial Oito associações diferentes já acessaram os recursos PAR (Programa de Arrendamento Residencial) Aquisição de empreendimentos novos sob a forma de arrendamento com a opção de compra após 15 anos Concentradas em Paranaíba (TD Planície Litorânea) e Teresina, (TD de Entre Rios) DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador Acesso à infraestrutura urbana, a moradia adequada e aos serviços públicos básicos BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social 17 Slide 67 Slide 68 G O V E R NG O O VDEOR N O G O V E R NG O O VDEOR N O DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional PROGRAMAS HABITACIONAIS PROGRAMAS HABITACIONAIS Programa Minha Casa Minha Vida – PMCMV Programa Minha Casa Minha Vida – PMCMV Abril de 2009 Foco na construção Famílias com rendimento entre 0 e 10 salários mínimos. Recursos da União, FAR, FDS e FGTS Programa Nacional de Habitação Urbana – PNHU; Programa Nacional de Habitação Rural – PNHR; Transferência de recursos FAR e FDS; Municípios com até 50.000 habitantes; Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab); Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social; (infraestrutura para habitação popular) Distribuição dos recursos é feita de acordo com o déficit habitacional Slide 69 DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional Slide 70 G O V E R NG O O VDEOR N O G O V E R NG O O VDEOR N O DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional PROGRAMAS HABITACIONAIS PROGRAMAS HABITACIONAIS Programa Minha Casa Minha Vida – PMCMV Programa Minha Casa Minha Vida – PMCMV Prioritário Moradores - de áreas irregulares que necessitam ser relocadas Beneficiários - maior tempo de residência ou trabalho no município Estado, Distrito Federal ou município - doação terreno, medidas de desoneração tributária e implementação de instrumentos do Estatuto da Cidade Famílias com renda entre 0 e 3 salários mínimos - subsídio é integral Pagamento - 10% da renda por 10 anos (prestação mínima de R$ 50,00) Slide 71 DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional Slide 72 G O V E R NG O O VDEOR N O G O V E R NG O O VDEOR N O DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional PROGRAMAS HABITACIONAIS PROGRAMAS HABITACIONAIS Programa Minha Casa Minha Vida – PMCMV Programa Minha Casa Minha Vida – PMCMV no Piauí MCMV Entidades MCMV Alagados - situação de risco. Realização de operações coletivas organizadas por associações e cooperativas. MCMV municípios até 50.000 habitantes 18 Slide 73 Slide 74 G O V E R NG O O VDEOR N O G O V E R NG O O VDEOR N O DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional PROGRAMAS HABITACIONAIS PROGRAMAS HABITACIONAIS Programa de Aceleração do Crescimento Orçamento Geral do Estado – OGE Programa que reúne várias linhas de atuação (FNHIS, FGTS, OGU) para canalizar os esforços em torno de ações estruturais para o desenvolvimento. Não será tratado como um programa a parte pois suas ações encontram-se pulverizadas em diversas fontes de recursos. Melhoria da Unidade Habitacional Produção da Unidade Habitacional Slide 75 DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional Slide 76 G O V E R NG O O VDEOR N O G O V E R NG O O VDEOR N O DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional PROGRAMAS HABITACIONAIS DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional PROGRAMAS HABITACIONAIS Considerações - Recursos concentrados nas regiões de desenvolvimento de Entre Rios (69%) dos recursos, Cocais (18%) e Planície Litorânea (9%). Distribuição dos recursos por TD Número de unidades habitacionais produzidas pela Agência de Desenvolvimento Habitacional no Piauí (2007 – 2009) Slide 77 Slide 78 G O V E R NG O O VDEOR N O G O V E R NG O O VDEOR N O DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional PROGRAMAS HABITACIONAIS PROGRAMAS HABITACIONAIS Considerações Considerações - A maior fonte de recursos é o FGTS seguida do MCMV. Concentração dos programas habitacionais realizados pela Agência de Desenvolvimento Habitacional no Piauí (2007 – 2009) 19 Slide 79 Slide 80 G O V E R NG O O VDEOR N O GOV E RNO DO D E S E N VO L VDIEMSEENNT V OO L V I M E N T O c o o pc eo r oa pt ie vr aa t iAgência Desenvolvimento Habitacional v a de Agência de Desenvolvim ento Habitacional DO c o o p e r a t i v a Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O c o o p e r a t i v a Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O PROGRAMAS HABITACIONAIS Considerações - Tipologia predominante é a produção de casa térreas Se considerarmos somente as fontes de financiamento federal, das 13.630 unidades, 13.374 (98% do total) são produção de novas unidades e 256 urbanizações ou melhorias. Já os recursos próprios estão voltados para as melhorias de unidades habitacionais. Das 2.888 unidades, 2.786 (96%) do total são melhorias habitacionais e somente 102 produção. Slide 81 Slide 82 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO ORÇ ORÇAMENTO GERAL DA UNIÃO (OGU) Cresc. de 4.0% do PIB e 1% da Rec. Federal Disponível Ano 2010-2011 2012-2014 2015-2017 2018-2020 2021-2023 Total GOV E RNO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O OGU E O ESTADO DO PIAUÍ PIAUÍ Cresc. de 4.0% do PIB e 2% da Rec. Federal Disponível 6.572.699.360 10.878.212.318 12.236.509.421 13.764.408.934 15.483.088.090 58.934.918.123 DO 1% da Rec. OGU 12.782.771.614 21.156.254.989 23.797.909.613 26.769.411.798 30.111.947.634 114.618.295.648 Ano 2010-2011 2012-2014 2015-2017 2018-2020 2021-2023 Total 2% da Rec. OGU Participação de 0,3% Participação de 0,55% Participação de 0,3% Participação de 0,55% do Piauí do Piauí do Piauí do Piauí 19.718.098 36.149.846 38.348.315 70.305.244 32.634.637 59.830.168 63.468.765 116.359.402 36.709.528 67.300.802 71.393.729 130.888.503 41.293.227 75.704.249 80.308.235 147.231.765 46.449.264 85.156.984 90.335.843 165.615.712 176.804.754 324.142.050 343.854.887 630.400.626 Cenário otimista: 4% de crescimento do PIB e 2% da OGU para habitação Cenário pessimista: 4% de crescimento do PIB e 1% da OGU para habitação Slide 83 Slide 84 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O GASTO COM HABITAÇ HABITAÇÃO NO ESTADO Fonte: Ministério da Fazenda. Secretaria do Tesouro Nacional. Coordenação-geral das relações e análise financeira de estados e municípios – corem. Balanços 2007 e 2008. GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O GASTO COM HABITAÇ HABITAÇÃO NO ESTADO Fonte: Ministério da Fazenda. Secretaria do Tesouro Nacional. Coordenação-geral das relações e análise financeira de estados e municípios – corem. Balanços 2007 e 2008. 20 Slide 85 Slide 86 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO GOV E RNO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O GASTO COM HABITAÇ HABITAÇÃO NO ESTADO c o o p e r a t i v a FGTS PROJEÇÃO DE GASTO COM HABITAÇÃO NO ESTADO DO PIAUÍ Ano 3% de crescimento 5% de crescimento 2008 1.483.062 1.483.062 2009 1.527.554 1.557.215 2010-2011 3.193.963 3.351.906 2012-2014 5.159.329 5.682.921 2015-2017 5.637.738 6.578.692 2018-2020 6.160.508 7.615.658 2021-2023 6.731.754 8.816.076 Total 26.883.290 32.045.252 PROJEÇÕES FGTS PARA PIAUÍ 2008-2023 (em mil R$) Crescimento do PIB de 4% Total Habitação Brasil % Piauí de 0,7% % Piauí de 1% Ano 2008 14.450.000.000 101.150.000 144.500.000 2009 15.028.000.000 105.196.000 150.280.000 2010-2011 31.883.404.800 223.183.834 318.834.048 2012-2014 52.768.950.449 369.382.653 527.689.504 2015-2017 59.357.892.678 415.505.249 593.578.927 2018-2020 66.769.556.589 467.386.896 667.695.566 2021-2023 75.106.670.503 525.746.694 751.066.705 Total 285.886.475.019 2.001.205.325 2.858.864.750 Crescimento do PIB de 2,5% Total Habitação Brasil % Piauí de 0,7% 14.450.000.000 101.150.000 14.811.250.000 103.678.750 30.742.600.781 215.198.205 49.056.514.839 343.395.604 52.828.500.925 369.799.506 56.890.517.379 398.233.622 61.264.864.817 428.854.054 250.782.998.742 1.755.480.991 Slide 87 GOV E RNO c o o p e r a t i v a DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O Obrigada! consultoria: c o o p e r a t i v a realização: Agência de Desenvolvimento Habitacional GOV E RNO DO Agência de Desenvolvimento Habitacional D E S E N VO L V I M E N T O DO DE S E N VO LV IM E NTO 21 % Piauí de 1% 144.500.000 148.112.500 307.426.008 490.565.148 528.285.009 568.905.174 612.648.648 2.507.829.987 3 REGISTRO FOTOGRÁFICO 22 23 4 REGISTRO DAS REUNIÕES 4.1. REUNIÃO COM A AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO HABITACIONAL DO ESTADO DO PIAUÍ - ADH INFORMAÇÕES GERAIS Município Teresina Local Agência de Desenvolvimento Habitacional do Estado do Piauí - ADH Data 24/02/2010 Horário: 8h00 Duração da oficina 4 horas PARTICIPAÇÃO 32 participantes, dos quais 29 pertencem ao quadro funcional da Agência de Desenvolvimento Habitacional do Piauí, al 1 representa federação de associação de moradores; 1 representante da Caixa Econômica Federal e Número de participantes 1 membro da Universidade Federal do Piauí. Poder Executivo Estadual (Agência de Desenvolvimento Habitacional); Segmentos participantes FECEPI; UFPI (Curso de Geografia); Caixa Econômica Federal. Houve esvaziamento durante a apresentação da oficina? Não. DEBATE A reunião contou com a participação de várias entidades da sociedade civil, poder público e representantes de partido político e cumpriu o objetivo Como foi o andamento do de apresentar e problematizar as informações analisadas durante a etapa debate? de diagnóstico com os atores sociais envolvidos. - adaptação dos empreendimentos habitacionais às necessidades das famílias beneficiadas - esclarecimento acerca dos programas e ações para provimento e Quais os temas mais melhoria habitacional, sobretudo no que tange as condições de debatidos? acessibilidade e gestão dos recursos. CONTEÚDO DA REUNIÃO - Apresentação da equipe consultora (Ambiens) A exposição se iniciou com breve retomada do percurso metodológico utilizado no desenvolvimento dos trabalhos e esclarecimento acerca dos objetivos e relevância do Plano Estadual de Habitação de Interesse Social. Nessa esteira, apresentaram-se as análises elaboradas sobre diferentes eixos temáticos, com o objetivo de capacitar e empoderar o poder público sobre o processo de implantação do PEHIS/PI, dirimindo dúvidas e possibilitando a continuidade das ações mesmo quando encerrados os trabalhos da equipe consultora. Os assuntos abordados na apresentação estruturaram-se, em linhas gerais, nos seguintes tópicos: (i) marcos regulatórios e legais (ii) atores sociais (iii) espaços de participação social (iv) políticas da diferença: grupos de atendimento prioritário e comunidades tradicionais (v) necessidades habitacionais (vi) déficit habitacional (vii) demanda habitacional futura (viii) oferta habitacional (ix) programas e ações habitacionais. Note-se que a dinâmica utilizada na reunião, para exposição dos conteúdos acima arrolados, permitiu a participação efetiva dos funcionários da ADH, que compartilharam problemas e questionamentos elaborados a partir da experiência cotidiana da instituição. 24 4.2. REUNIÃO COM OS SEGMENTOS SOCIAIS INFORMAÇÕES GERAIS Município Teresina Local Agência de Desenvolvimento Habitacional do Estado do Piauí - ADH Data 26/02/2010 Horário: 8h00 Duração da oficina 4 horas PARTICIPAÇÃO 38 participantes no total, dos quais 27 pertencem a organizações da sociedade civil (Associações, Federações, etc.); 4 são membros de partido Número de participantes político e 7 estão vinculados ao poder público estadual. Clube da mãe- Povoado de Marambaia; Associação Canto do pau-darco; Associação Extrema S Pacheco; FECEPI; Grêmio Comunitário Vila Irmã Dulce; AMOR de Teresina; FAMEC; Prefeitura Municipal São Pedro – PI; Partido dos Trabalhadores - PT; CRH-LGBT-RP; FAMEPI; Associação dos Trabalhadores e Amigos da Serra do Gavião; CDH-J; Agência de Segmentos participantes Desenvolvimento Habitacional - ADH. Houve esvaziamento durante a apresentação da oficina? Não. DEBATE A reunião contou com a participação de várias entidades da sociedade civil, poder público e representantes de partido político e cumpriu o objetivo Como foi o andamento do de apresentar e problematizar as informações analisadas durante a etapa debate? de diagnóstico com os atores sociais envolvidos. - representatividade social nos conselhos - descumprimento da gratuidade do registro cartorial imobiliário - critérios de análise de renda para acesso aos créditos habitacionais - discussão sobre a tipologia e dimensões das habitações produzidas pelo poder público Quais os temas mais - esclarecimento de dúvidas em relação aos recursos do Fundo Nacional debatidos? de Habitação de Interesse Social - FNHIS CONTEÚDO DA REUNIÃO - Apresentação da equipe consultora (Ambiens) A exposição se iniciou com breve retomada do percurso metodológico utilizado no desenvolvimento dos trabalhos e esclarecimento acerca dos objetivos e relevância do Plano Estadual de Habitação de Interesse Social. Nessa esteira, apresentaram-se as análises elaboradas sobre diferentes eixos temáticos, em um esforço de tradução das informações técnicas obtidas durante a o processo de diagnóstico para que se tornassem passíveis de apropriação e discussão pelos atores sociais locais. Os assuntos abordados na apresentação estruturaram-se, em linhas gerais, nos seguintes tópicos: (i) marcos regulatórios e legais (ii) atores sociais (iii) espaços de participação social (iv) políticas da diferença: grupos de atendimento prioritário e comunidades tradicionais (v) necessidades habitacionais (vi) déficit habitacional (vii) demanda habitacional futura (viii) oferta habitacional (ix) programas e ações habitacionais. É preciso ressaltar que a apresentação dos conteúdos acima mencionados foi pautada em dinâmica participativa, que envolveu a contribuição de todos os presentes com questionamentos, manifestações e sugestões. 25 5 LISTA DE PARTICIPAÇÃO 26 27 28 29 6 CONCLUSÃO A etapa da realização das oficinas cumpriu plenamente com as metas definidas no Termo de Referência e com as estratégias estabelecidas na Proposta Metodológica da Revisão do Plano Estadual de Interesse Social (Produto 01). O objetivo dessas atividades foi a construção de espaços de participação social direta, que proporcionassem a interlocução entre os conhecimentos técnicos elaborados pela equipe consultora na fase de diagnóstico, e as demandas e percepções dos atores sociais que atuam diretamente com a questão habitacional no estado. Ademais, a realização da reunião de discussão e apresentação dos resultados obtidos no diagnóstico ao quadro funcional da Agência de Desenvolvimento Habitacional – ADH, teve o condão de empoderar o poder público sobre as informações analisadas nessa etapa do trabalho, dirimindo dúvidas e permitindo a continuidade do processo de implementação do Plano Estadual de Habitação de Interesse Social, mesmo quando encerrada a fase de consultoria. Para além da divulgação das informações coletadas na leitura da realidade habitacional piauiense, as reuniões cumpriram também um importante papel na qualificação do diagnóstico, já que as manifestações dos participantes, bem como seus questionamentos e experiências, permitiram sofisticar e complementar o resultado das análises elaboradas. Finalmente, é preciso destacar a apresentação, pela equipe consultora, de quadro sistemático contendo todos os programas e ações atualmente disponíveis para o acesso ao crédito habitacional no Estado do Piauí. Tal explicação permitiu elucidar o funcionamento do acesso aos recursos, diferenciar suas destinações, e principalmente, delinear o lugar do Estado com articulador dessas políticas. 30