UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADE CATARATAS FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL DIAGNÓSTICO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES LÍQUIDOS E SÓLIDOS EM EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇOS AUTOMOTIVOS KETTY GISELE DE MEIRA Foz do Iguaçu - PR 2009 ii KETTY GISELE DE MEIRA DIAGNÓSTICO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES LÍQUIDOS E SÓLIDOS EM EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇOS AUTOMOTIVOS Trabalho Final de Graduação apresentado à banca examinadora da Faculdade Dinâmica de Cataratas – UDC, como requisito parcial para obtenção de grau de Engenheiro Ambiental. Orientador(a): Rodrigo Zembrzuski Pelissari Foz do Iguaçu – PR 2009 Augusto iii TERMO DE APROVAÇÃO UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS DIAGNÓSTICO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES LÍQUIDOS E SÓLIDOS EM EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇOS AUTOMOTIVOS TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE BACHAREL EM ENGENHARIA AMBIENTAL Aluno(a): Ketty Gisele de Meira Orientador(a): Prof(ª) Rodrigo Augusto Zembrzuski Pelissari Conceito Final Banca Examinadora: Prof(ª). Elisandro Pires Frigo Prof(ª). Marcelo Silva Foz do Iguaçu, de 2009. iv AGRADECIMENTOS Primeiramente agradeço a Deus, que sempre iluminou a minha caminhada e permitindo que eu chegasse até aqui, cumprindo meus objetivos. Ao o meu professor e orientador Rodrigo A.Z. Pelissari, por me ajudar a realizar este trabalho. Aos colegas de curso pelo incentivo e troca de experiências. A todos os meus familiares e amigos pelo apoio e colaboração. Agradeço principalmente ao meu marido Wanderley pelo companheirismo e apoio emocional. Aos os meus filhos Matheus, Lucas e Isabelli pela compreensão nos momentos de ausência, e por serem a razão do meu esforço e empenho nos estudos para deixálos o exemplo. Agradeço também aos meus professores que no decorrer do curso estiveram me auxiliando nos estudos. v SUMÁRIO RESUMO............................................................................................................08 ABSTRACT.........................................................................................................09 1. INTRODUÇÃO................................................................................................10 1.1 Objetivos..........................................................................................12 1.1.1 Objetivo Geral..........................................................................12 1.1.2 Objetivos Específicos...............................................................12 1.2 Justificativa........................................................................................12 2. REFERENCIAL TEÓRICO..............................................................................14 2.1. Origem e Produção de Resíduos Sólidos no Meio Urbano..............14 2.2. Origem e Formação dos Resíduos Sólidos......................................15 2.3. Resíduos Sólidos..............................................................................17 2.3.1 Embalagens de Óleo Lubrificante............................................17 2.3.2 Filtros de óleo lubrificante........................................................20 2.3.3 Estopas....................................................................................21 2.3.4 Resíduo de caixa separadora de água e óleo........................21 3. Efluentes Líquidos...............................................................................22 3.1 Óleos Lubrificantes.....................................................................22 3.2 Gasolina......................................................................................25 3.3 Efluentes da Lavagem de Peças................................................25 3.4 Tratamento e Acondicionamento.......................................................26 3.4.1 Líquidos...................................................................................26 3.5 Descrições das Caixas Separadora de Água e Óleo........................29 3.5.1 A – Caixa de retenção de areia...............................................29 3.5.2 B e C – Caixas de retenção de óleo........................................30 3.5.3 D – Caixa de inspeção.............................................................30 3.5.4 E - Caixa de óleo....................................................................31 3.6 Sólidos...............................................................................................33 4. MATERIAL E MÉTODOS................................................................................37 4.1 Caracterização da área de Estudo...................................................37 4.2 Procedimentos metodológicos.........................................................38 5. RESULTADO E DISCUSSÃO.........................................................................39 6. CONCLUSÃO..................................................................................................57 7. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.....................................................................58 vi LISTA DE TABELAS Tabela 1: Dimensionamento das caixas separadoras de água e óleo................32 vii LISTA DE FIGURAS Figura 1: Planta Caixa Separadora de água e óleo.............................................28 Figura 2: Caixas de retenção de óleo..................................................................29 Figura 3: Caixas de inspeção..............................................................................30 Figura 4: Localização de Sistema no Terreno.....................................................33 Figura 5: Embalagens de óleo lubrificante usadas, jogadas no chão.................40 Figura 6: Prática de escoamento de óleo lubrificante automotivo residual das embalagens.........................................................................................................42 Figura 7: Tanque de armazenamento de óleo lubrificante usado.......................43 Figura 8: Tanque de armazenamento de óleo lubrificante usado, exigido pela norma..................................................................................................................45 Figura 9: Armazenamento incorreto de embalagens de óleo lubrificante..........46 Figura 10: Equipamento para armazenamento de embalagens de óleo lubrificante...........................................................................................................46 Figura 11: Estopas armazenadas de forma incorreta.........................................48 Figura 12: Lixeira de plástico para armazenamento de estopas........................49 Figura 13: Pia para lavagem de peças...............................................................50 Figura 14: 1º Caixa onde cai a água da lavagem das peças..............................51 Figura 15: 2º Caixa onde cai a água da lavagem das peças..............................51 Figura 16: Mesa para lavagem de peças automotivas........................................52 Figura 17: Equipamento para lavagem das peças automotivas..........................53 Figura 18: Filtros de óleo lubrificante, armazenamento irregular.........................54 Figura 19: Filtros de óleo lubrificante, processo de escoamento e armazenamento em bandejas..............................................................................55 8 MEIRA, Ketty Gisele. Diagnóstico de Tratamento de Efluentes Líquidos e Sólidos em Empresa Prestadora de Serviços Automotivos. Foz do Iguaçu, 2009. Trabalho Final de Graduação (Bacharelado em Engenharia Ambiental) – Faculdade Dinâmica das Cataratas. RESUMO Este trabalho tem como principal objetivo, diagnosticar os problemas quanto à geração de efluentes líquidos e sólidos oriundo do processo da manutenção de veículos na empresa Digital Serviços Automotivos na cidade de Foz do Iguaçu. O foco principal é diagnosticar os resíduos, e através deste diagnóstico realizar o armazenamento e tratamento adequado para estes resíduos e também orientar os responsáveis pela a empresa sobre a destinação correta para estes resíduos gerados dentro da empresa. Para isso foram feitas visitas em dias e horários alternados, e através de imagens foram observados tais problemas, como armazenamento e tratamento inadequados dos resíduos gerados na empresa. Palavras - chaves: Resíduos, Impacto, Preservação Ambiental. 9 MEIRA, Ketty Gisele. Diagnosis of liquid and solid waste treatment in an automotive service company. Completion of course work (Bachelor of Environment Engineering) - Faculdade Dinâmica das Cataratas. ABSTRACT The main purpose of this work is to diagnose problems about liquid and solid wastes generation coming from the maintaining process of vehicles ate the company Digital Serviços Automotivos in Foz do Iguaçu. The main focus is to diagnose the waste, and through this diagnosis execute the appropriate storage and treatment for these wastes and also guide on the correct destination for the generated waste of the company. It was made visits in alternate days and times, and through images it was observed problems as improper storage and handling of waste generated in the company. Key words: Residue; Impact; Environment preservation. 10 1. INTRODUÇÃO A poluição é um dos graves problemas mundiais que pode afetar a sobrevivência dos seres vivos. À medida que a população vai crescendo aumenta a demanda de veículos, e através disso o ser humano vai buscando novidades no setor automotivo. E para atender as necessidades das pessoas, surge o crescimento da frota de veículos, e com isso surgem também muitos problemas com relação aos resíduos gerados através na manutenção dos veículos, e entre as principais atividades desenvolvidas nas oficinas mecânicas, destacam-se as trocas de óleo lubrificante, manutenção em geral e lavagem de peças de veículos automotores. As atividades desenvolvidas nas oficinas automotivas podem ser desempenhadas de modo seguro e saudável, tanto do ponto de vista de saúde 11 humana quanto da proteção ambiental desde que sejam conhecidas e corretamente controladas, como a geração de efluentes líquidos e geração de resíduos sólidos. O setor de serviços automotivos pode gerar diversas formas de impactos ao meio ambiente, sendo que neste trabalho, vamos nos ater a tentativa de solucionar o caso dos efluentes líquidos e sólidos, através do diagnostico feito na empresa prestadora de serviços automotivos. 12 1.1 Objetivos 1.1.1 Objetivo Geral Realizar um diagnóstico do tratamento de efluentes líquidos e sólidos produzidos na manutenção de veículos na empresa prestadora de serviços automotivos. 1.1.2 Objetivos Específicos ● Investigar os resíduos sólidos e líquidos em atividades de manutenção de veículos; ● Orientar a destinação correta dos resíduos; 1.2 Justificativa A preservação ambiental é importante elemento em um futuro próximo. A falta de controle de resíduos em alguns lugares do mundo esta sendo tratado como um problema contaminação gravíssimo. Haja vista a realidade de nossa cidade na questão de conservação dos recursos hídricos, solos e tratamento de resíduos, este se tornou um tema interessante para o desenvolvimento de estudos, onde temos por base que para melhorar as características, já muito comprometidas dos mesmos, precisamos inicialmente buscar cessar os motivos de degradação ambiental. As principais causas de degradação são: a inexistência de mata ciliar, permitindo processos 13 erosivos e de assoreamento dos cursos d água, esgotamento sanitário, passivos ambientais da mineração de carvão e lançamento de efluentes líquidos industriais e resíduos sólidos lançados sem os devidos tratamentos. Por ser muito extenso, o tema é muito difícil de ser trabalhado, porem sugere-se estudar, com o interesse de colaborar para uma parcela do setor automotivo, realizando um diagnóstico e oferecendo soluções para os problemas dos resíduos gerados, com isso vindo a servir de exemplo aquelas empresas de serviços automotivos que ainda não tomaram consciência da importância de medidas de controle ambiental. No caso das empresas de serviços automotivos é comum a contaminação pelo óleo lubrificante no solo, nas águas e contaminação por outros resíduos também como: embalagens de óleo lubrificantes, filtros de óleo lubrificantes e estopas. Diante destes problemas, propondo estudar através de diagnóstico os efluentes líquidos e sólidos em uma empresa prestadora de serviços automotivos. 14 2. REFERÊNCIAL TEÓRICO 2.1 Origem e Produção de Resíduos Sólidos no Meio Urbano Segundo Lima (2004), o problema do lixo urbano envolve aspectos relacionados à sua origem e produção, assim como o conceito de inesgotabilidade e os reflexos de comprometimento do meio ambiente, principalmente a poluição do solo, do ar e dos recursos hídricos. Sumariamente, podemos dizer que o lixo urbano resulta da atividade diária do homem em sociedade e que os fatores principais que regem sua origem e produção são, basicamente, dois: o aumento populacional e a magnitude da industrialização (LIMA, 2004). 15 O fato mais preocupante é que a população mundial esta crescendo em ritmo acelerado, esperando-se que a duplique nos próximos vinte ou trinta anos, o que ira gerar inevitavelmente abundantes volumes de lixo (LIMA, 2004). Segundo Trigueiro (2005), um dos graves problemas ambientais do Brasil e do Mundo é, uma das maiores paixões da humanidade o automóvel. O século 20 foi marcado pela explosão do automóvel, que se transformou num sonho de consumo da era moderna. Para Grimberg (1998), o modo de vida urbano é um fator determinante da degradação ambiental e do comprometimento crescente da qualidade de vida. A confusão do estilo de vida das cidades, combinada a um pesado marketing, com isso gera nas pessoas necessidades de um intenso consumo. De acordo com Bidone (2001), no Brasil, todos resíduos, inertes, tóxicos, orgânicos, inorgânicos, recicláveis ou não, podem ser encontrados aparelhados na natureza de forma inadequada, sem tratamento algum, expondo a população a sérios riscos de contaminação, degradando o ambiente, poluindo indiscriminadamente os cursos de água ou interferindo nos rios e galerias. 2.2 Origem e Formação dos Resíduos Sólidos Definir como lixo todo e quaisquer resíduos compõem-se basicamente de sobras de alimentos, papéis, papelões, plásticos, trapos, couros, madeira, lata, vidros, lamas, gases, vapores, poeiras, sabões, detergentes e outras substâncias descartadas pelo homem no meio ambiente. Segundo Motta (1998), a geração de resíduos sólidos (domiciliares, hospitalares, industriais e agrícolas) é 16 considerada também um dos principais problemas ambientais. O lixo não coletado corretamente e disposto compõe uma carga poluidora que escorre pelas águas pluviais (runoff) urbanas e rurais. O lixo coletado e acondicionado inadequadamente em aterros ou a céu aberto e em áreas alagadas provoca grandes problemas sanitários e de contaminação hídrica nos locais onde é jogado. Quando se trata de carga tóxica, na maioria das vezes de origem industrial ou agrícola, as conseqüências ambientais na saúde humana e na preservação da fauna e flora são mais prejudiciais (LIMA, 2004). Diante deste problema podemos classificar as poluições em: Poluições do Solo: o lixo, jogado inadequadamente, sem qualquer tipo de tratamento, pode poluir o solo, pode alterar suas características físicas, químicas e biológicas, gerando um problema de ordem estética e, ainda uma séria ameaça à saúde publica (LIMA, 2004). Poluições das Águas: pode classificar os danos causados pela disposição inadequada do lixo em cursos d água da seguinte maneira: a poluição física, química, biológica química, biológica e radioativa (LIMA, 2004). Poluição física: os mecanismos de poluição das águas são desenvolvidos a partir do momento em que os resíduos industriais e domésticos são jogados diretamente nos cursos d água, como forma de destino final. Esse comportamento pode causar uma série de perturbações físicas que, conseqüentemente, vai modificar as condições iniciais do meio (LIMA, 2004). Poluição química: a poluição química dos recursos hídricos naturais acontece, principalmente, em função de resíduos industriais como detergentes nãobiodegradáveis e resíduos tóxicos, e pelo grande uso de herbicidas, fungicidas etc. 17 Lixo Industrial é aquele gerado das atividades dos vários ramos da indústria, tais como metalúrgica, química, petroquímica, papelaria, alimentícia, etc (LIMA, 2004). O lixo industrial é basicamente variado, podendo ser representado por cinzas, lodos, óleos, resíduos alcalinos ou ácidos, plásticos, papéis, madeiras, fibras, borrachas, metais escorias, vidros e cerâmicas, etc. Nesta categoria, inclui-se a grande maioria do lixo considerado tóxico (classe I) (LIMA, 2004). Segundo a NBR 10.004/2004, todos os resíduos são classificados em função de suas propriedades físico-químicas e por meio da identificação dos contaminantes presentes. A segregação dos resíduos na fonte geradora e a identificação da sua origem são partes integrantes dos laudos de classificação, nos quais a descrição de matérias-primas, de insumos e do processo gerador do resíduo deve ser citada. 2.3 Resíduos Sólidos 2.3.1 Embalagens de Óleo Lubrificante Conforme a NBR 10.004/2004, Resíduos Sólidos - Classificação, embalagens plásticas e baldes contendo residual de óleo lubrificante, são classificados como classe I – perigosos, por apresentar características de toxicidade e, essa periculosidade induz a conscientização de que o descarte no lixo comum é uma prática que deve ser eliminada, pela possibilidade de causar danos ao meio ambiente e a saúde pública. 18 A redução do descarte no lixo comum e o incentivo à coleta seletiva e reciclagem das embalagens plásticas usadas trazem uma série de benefícios à sociedade, tais como: o aumento da vida útil dos aterros, geração de empregos, economia de energia e de recursos naturais, entre outros (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2007). O óleo lubrificante é acondicionado em embalagens plásticas de vários volumes. Além do (PEAD), polietileno de alta densidade, faz parte da embalagem plástica sua tampa, que é formada pelo polímero sintético polipropileno (PP). Segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), são produzidos por ano 1.000.000 m3/ano de óleo lubrificante. De acordo o Ministério do Meio Ambiente, nessa seção são abordados os cuidados necessários para operações com as embalagens plásticas usadas contendo óleo lubrificante. As informações fornecidas seguem as mesmas regras gerais de segurança e higiene industrial estabelecidas para o manuseio de óleos lubrificantes. Para a prevenção do trabalhador o manuseio das embalagens deve seguir a orientação prevista nas normas regulamentadoras (NR’s) do Ministério do Trabalho. O uso de equipamentos de proteção individual (EPI), principalmente luvas impermeáveis (PVC, polietileno ou neoprene) é recomendado, para evitar contato direto com o produto contendo óleo lubrificante residual (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2007). Ainda de acordo com Ministério de Meio Ambiente é também recomendado que a área de manuseio possua ventilação local natural ou mecânica, que todos os elementos condutores do sistema em contato com o co-produto devam 19 ser aterrados eletricamente e que o uso de ferramentas seja feito com equipamentos antifaiscantes. Com relação à coleta das embalagens depois de efetuado o procedimento de reposição ou troca do óleo lubrificante de motores, veículos e equipamentos, as embalagens plásticas usadas deverão ser submetidas a processo de escoamento do óleo lubrificante contido nas paredes e fundo da embalagem. Para esse procedimento, são utilizados equipamentos de escoamento de óleo lubrificante ainda contido nas embalagens plásticas, essa embalagem deverá ser deixada no equipamento de escoamento a fim de reduzir ao máximo a quantidade de óleo contida na embalagem de PEAD. O tempo de escoamento é variável em função da temperatura local, da viscosidade do óleo lubrificante etc. Recomenda-se manter a embalagem plástica em um período não inferior a 1 (uma) hora emborcado no recipiente (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2007). Ainda de acordo com Ministério do Meio Ambiente não é recomendado descartar a tampa do frasco plástico usado, depois do escoamento do restante do óleo lubrificante, a tampa deverá ser recolocada na embalagem. Com isso minimiza o escorrimento do óleo ainda restante na embalagem durante o transporte do co-produto para o tratamento ou disposição final. Recomenda-se fechar a embalagem de PEAD com a tampa de PP e encaminhar para armazenamento temporário. O óleo recolhido no equipamento de escoamento deverá ser encaminhado ao processo de rerrefino em empresas especializadas (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP, 2007). 20 2.3.2 Filtros de Óleo Lubrificante Conforme a NBR-10004/2004, esses resíduos sólidos são classificados residuos perigosos, ela classifica esses resíduos sólidos quanto aos seus riscos potenciais de contaminação ao meio ambiente e a saúde pública, indicando quais resíduos devem ter manuseio. É classificado como resíduos sólidos perigosos (classe I) por apresentar toxicidade. A quantidade de óleo lubrificante armazenado nas carcaças dos filtros de óleo usado nos automóveis de pequeno porte contem aproximadamente 250ml em seu interior. Existe ainda falta de tecnologias para a reciclagem dos filtros de óleo lubrificante (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2007). O IAAP – Instituto de Apoio a Ação Participativa (2008) diz que um grande problema também é o alto custo nos processos de reciclagem, o custo mais elevado é no recolhimento dos filtros. O descarte dos filtros no meio ambiente é preocupante, pelo potencial de contaminação nos recursos hidricos, há um grande volume desse material no meio ambiente. O Ministério do Meio Ambiente (2007) diz que a falta de comprimento dos fabricantes, além de comprometer o abastecimento e o equilíbrio dos ecossistemas o óleo lubrificante contido no filtro tem em sua composição metais pesados como niquel, cádmio e chumbo de alto teor e causam o câncer. 21 2.3.3 Estopas De acordo o Ministério do Meio Ambiente (2007) as estopas devem ser acondicionadas em sacos plásticos ou tambores e deverão ser encaminhadas para a mesma empresa que recolhe as embalagens, e passar pelo processo de descontaminação. O estabelecimento em hipótese alguma deve realizar a lavagem dos panos, bem como o reaproveitamento desses resíduos. 2.3.4 Resíduo de caixa separadora de água e óleo Segundo a Secretária de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMA (2007) para evitar a contaminação por poluentes em corpos d água, é necessário realizar a limpeza dos separadores de água e óleo a fim de manter o bom funcionamento do sistema de tratamento de efluentes. A limpeza deve ser realizada mensalmente, ou quando houver acúmulo de óleo ou areia em seu interior. A coleta geralmente é feita por caminhões de sucção e o resíduo deve ser encaminhado para tratamento físico-químico por empresa autorizada e licenciada pelos os órgãos ambientais. A empresa coletora do resíduo fornece ao estabelecimento a nota fiscal e manifesto de resíduo (Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMA, 2007). Lembrando que é crime ambiental o lançamento de resíduos contaminados em corpos d água (Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMA, 2007). 22 A NBR – 10004/2004 fala sobre a classificação de resíduos e envolve a identificação do processo ou atividade que lhes deu origem e de seus constituintes e características e a comparação destes constituintes com listagens de resíduos e substâncias cujo impacto à saúde e ao meio ambiente é conhecido. Para os efeitos desta Norma, os resíduos são classificados em: Resíduos Classe I – Perigosos: Resíduos que Apresentam periculosidade, como por exemplo, lâmpadas fluorescentes, óleo combustível / lubrificante, embalagem fitossanitária e bateria veicular. Resíduos Classe II - Não-Perigosos Resíduos Classe II A - Não-Inertes – resíduos biodegradáveis, solubilidade em água, como por exemplo, sucata de madeira, cinzas da fornalha da caldeira de queima de bagaço, lixo doméstico, papel / papelão, resíduos de alimentos. Resíduos Classe II B – Inertes - Insolúveis em água, conforme NBR 10.007/04 e 10.006/04, como por exemplo, sucata de borracha, sucata ferrosa e não ferrosa, vidro, eletrodos, pneu, cartucho de impressora. 3 Efluentes Líquidos 3.1 Óleos Lubrificantes Os óleos lubrificantes são considerados perigosos para o meio ambiente devido a sua persistência e sua capacidade de expandir-se em grandes áreas de solo e água, formando um filme que impede a entrada de oxigênio, que produz uma degradação rápida e significativa da qualidade do meio ambiente (ABNT NBR-10.004/2004). Eles não são biodegradáveis, desta forma, têm alto poder de bioacumulação no meio ambiente (Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMA, 2007). 23 Diversos setores automotivos possuem oficinas que prestam serviços de troca de óleo lubrificante. Normalmente, o descarte do óleo lubrificante usado, das embalagens de Polietileno de Alta Densidade (PEAD) contaminadas com óleos lubrificantes e aditivos, das buchas têxteis de limpeza e de outros produtos usados (areia, serragem e papelão) para evitar os possíveis vazamentos ocorridos durante a operação de troca de óleo dos veículos automotores, ocorre de forma imprópria (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2007). O óleo lubrificante automotivo usado ou contaminado contém metais e compostos altamente tóxicos e, por esse motivo, é classificado como resíduo perigoso (classe I), por apresentar toxidade segundo a Norma 10004 da ABNT. Essa mesma norma diz que não pode ser utilizado como combustível, a sua queima libera, para a atmosfera, metais pesados como cádmio, chumbo, níquel todos potencialmente carcinogênicos, além de gases residuais e particulados A Resolução CONAMA 362/2005 proíbe a queima e a incineração dos óleos lubrificantes automotivos usados ou contaminados, pois isto significaria a destruição de frações nobres de petróleo que se encontram no óleo lubrificante usado. A mesma Resolução não autoriza o aterramento de óleo lubrificante usado. Ao contrário, determina que todo óleo lubrificante automotivo usado ou contaminado deve ser coletado e destinado à reciclagem. Diz ainda, que a reciclagem deve ser realizada por meio do processo de rerrefino, priorizando o aproveitamento de todos os materiais contidos no óleo lubrificante automotivo usado. O rerrefino é um processo industrial, e serve para remoção de contaminantes, de produtos de oxidação e de aditivos do óleo lubrificante automotivo usado ou contaminado, entregando ao produto final do processo as mesmas características do óleo lubrificante básico (QUELHAS, 2003). 24 Um processo de rerrefino compreende em etapas com as seguintes finalidades: remoção de água e contaminantes leves; remoção de aditivos poliméricos, produtos de degradação termo-oxidativa do óleo de alto peso molecular e elementos metálicos oriundos do desgaste das máquinas lubrificadas (desasfaltamento); fracionamento do óleo desasfaltado nos cortes requeridos pelo mercado; acabamento, visa a retirada dos compostos que conferem cor, odor e instabilidade aos produtos, principalmente produtos de oxidação, distribuídos em toda a faixa de destilação do óleo básico. (REVISTA MEIO AMBIENTE INDUSTRIAL, 2001). A prática de colocar os frascos de óleo lubrificante automotivo residual para escorrer e, depois, encaminhá-lo ao rerrefino, já é uma realidade em alguns postos de combustíveis e oficinas mecânicas Isto evita o descarte inadequado de uma grande quantidade de óleo lubrificante automotivo no ambiente (Ministério do Meio Ambiente – MMA, 2007). O transporte de óleo lubrificante automotivo usado é uma atividade com potencial de risco e somente poderá ser realizada por empresa devidamente licenciada para este fim. Essas empresas transportadoras de óleo lubrificante automotivo usado devem ser autorizadas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). Entre 1991 - 1993, a ONU financiou estudos sobre a destinação de óleos lubrificantes usados (Ministério do Meio Ambiente – MMA, 2007). Os óleos lubrificantes usados de base mineral não são biodegradáveis e podem ocasionar sérios problemas ambientais quando não adequadamente dispostos (Ministério do Meio Ambiente – MMA, 2007). 25 3.2 Gasolina Os combustíveis, através de seus efluentes contendo compostos orgânicos, tais como combustíveis hidrocarbonatados (gasolina, diesel, e outros), graxas e óleos e, são uma das principais causas de poluição das águas superficiais e subterrâneas, e ainda representam perigo constante quando os despejos líquidos são ligados à rede de esgotos. Ou, são contribuintes constantes nos cursos da água por meio de ligação direta nas galerias de águas pluviais, sem tratamento prévio. A tecnologia para a solução desses problemas baseia-se na utilização de caixas separadoras, que faz o escoamento da água e a retenção dos óleos e graxas, reduzindo a poluição das águas (Centro Nacional de Tecnologias Limpas - CNTL SENAI, 2009). 3.3 Efluentes da Lavagem de Peças Segundo IMHOFF (1985), o destino final de qualquer efluente é o encaminhamento a um corpo de água. Em conseqüência desse lançamento, aparece a possibilidade de virem a ser gerados certos inconvenientes, como, por exemplo, o desprendimento de maus odores, o sabor estranho na água potável, mortalidade de peixes e outros. A saúde publica pode ser ameaçada pela contaminação das águas de abastecimento, dos balneários e dos gêneros alimentícios. A água é um elemento essencial à manutenção de toda forma de vida na Terra. A ela são atribuídos diversos valores da atividade humana, sejam sociais, culturais ou econômicos. Óleos lubrificantes e graxas usados em postos de 26 gasolina e oficinas mecânicas e lavagem de peças automotivas comprometem a qualidade da água eliminada e dificultam o processo de despoluição em cursos d’água. (UEPG – Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2008). Este estudo visa destinação a estes efluentes gerados em lavagens de automóveis e peças na empresa, sugerindo práticas a serem adotadas com o intuito de aprimorar as técnicas de tratamento do efluente e o reuso da água de lavagem. 3.4 Tratamento e Acondicionamento 3.4.1 Líquidos Segundo a NBR 17505-4/2006, o armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – devem-se armazenar em recipientes, tanques portáteis. Os requisitos para o armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis nas seguintes condições: tambores ou outros recipientes que não ultrapassem 450 L em sua capacidade individual; tanques portáteis/recipientes intermediários para granel, com a capacidade acima de 450 L e que não ultrapasse 5000 L em sua capacidade individual nas transferências eventuais entre recipientes. Reter e armazenar os óleos lubrificantes automotivos usados de uma forma segura e acessível à coleta, em recipientes adequados e resistentes a vazamentos, no caso de uma instalação própria. Tomar medidas claras para evitar que o óleo lubrificante usado venha a ser contaminado por produtos químicos, como combustíveis, solventes e outras substâncias que possa contaminar esse óleo. O local de armazenamento do óleo lubrificante usado deve ser mantido de forma 27 adequada para evitar infiltrações e vazamentos, o recipiente deve ser mantido fechado (Ministério do Meio Ambiente – MMA, 2007). No caso de vazamento ou derramamento, é fortemente recomendada que o óleo lubrificante não seja direcionado para quaisquer sistemas de drenagem pública. Esse óleo vazado ou derramado, juntamente com efluentes oleosos, deverá ser encaminhado para sistemas de tratamento água-óleo. (Ministério do Meio Ambiente – MMA, 2007). O efluente das oficinas mecânicas apresenta, entre outros, três constituintes básicos: água, sólidos (areia, terra, etc.) e óleo. Se misturarmos os três em um recipiente transparente, após um tempo em repouso nota-se que os sólidos (mais densos que a água e o óleo - ex: areia) decantarão. O óleo, imiscível em água, e de menor densidade que esta, flotará. Estas caixas podem ser construídas em qualquer material inerte, resistente e impermeável. Normalmente são construídas em alvenaria com reboco interno, porem algumas pessoas preferem construí-las com tubos de cimento (manilhas) (Ministério do Meio Ambiente – MMA, 2007). Os processos de tratamento de efluentes líquidos são formados por uma serie de operações unitárias, sistemas que são empregados para a remoção de substancias indesejáveis, ou para a transformação destas substâncias em outras de forma aceitável, como podemos mostrar na planta abaixo. (Ministério do Meio Ambiente – MMA, 2007). Na figura 1 observa-se um corte transversal em uma caixa separadora de água e óleo. 28 Fonte: Secretária do Meio Ambiente, 2009. Figura: 1 – Planta (Caixa Separadora de Água e Óleo) As medidas mostradas na figura acima são para uma vazão de 1.000 litros por hora. 29 3.5 Descrição das caixas Separadora de água e óleo 3.5.1 .A - Caixa de retenção de areia. Esta Está caixa mostra os tubos de entrada e saída estão no mesmo nível. Nesse percurso entre a entrada e a saída os sólidos decantam acumulando-se no fundo da caixa (SECRETÁRIA DO MEIO AMBIENTE, 2009). Fonte: Secretária do Meio Ambiente, 2009. Figura: 2 – Caixas de retenção de óleo 30 3.5.2 B e C - Caixas de retenção de óleo Nessa caixa os tubos de entrada e saída apresentam cotovelos. Quando entram nesta caixa a água e o óleo separam-se. O óleo fica acumulado na superfície e a água sai pelo segundo tubo (SECRETÁRIA DO MEIO AMBIENTE, 2009). Fonte: Secretária do Meio Ambiente, 2009. Figura: 3 – Caixas de inspeção 3.5.3 D - Caixa de inspeção Esta caixa não participa diretamente do processo de tratamento. Ela serve para o monitoramento da água tratada. Se a água, nesta caixa, apresentar óleo sobrenadantes ou sólidos em suspensão é porque as caixas anteriores não estão tratando adequadamente o efluente, essas caixas devem ser examinadas (SECRATÁRIA DO MEIO AMBIENTE, 2009). 31 3.5.4 E – Caixa de óleo. Esta caixa é de construção opcional, ela serve para acumular o óleo retido nas caixas B e C, evitando assim que o óleo seja coletado em períodos menores das outras duas caixas. Todas as caixas devem possuir tampa de fácil remoção (SECRETÁRIA DO MEIO AMBIENTE, 2009). Para a instalação das caixas de retenção, no pátio da empresa, deve-se tomar os seguintes cuidados: - Evitar locais de tráfego intenso. - Evitar proximidade de locais de escoamento de águas pluviais. - Promover desníveis de modo a aproveitar a ação da gravidade para o escoamento, evitando a utilização de bombas. --Para que estas caixas de retenção de areia e óleo funcionem adequadamente depende que sejam bem planejadas e construídas, e também de uma boa manutenção. Não adianta investir num projeto de autovalor se no dia-a-dia o uso das caixas dispensar uma correta manutenção (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP e Departamento de Meio Ambiente – DMA, 2007). Na tabela 1, mostra o dimensionamento das caixas separadoras de água e óleo. 32 Tabela 1 – Dimensionamento Tanque Altura Diâmetro A 70 cm de altura mais 30 cm p/ ventilação 60 x 60 de largura B 70 cm de altura mais 30 cm p/ ventilação 60 x 60 de largura C 70 cm de altura mais 30 cm p/ ventilação 60 x 60 de largura D 70 cm de altura mais 30 cm p/ ventilação 40 X 40 cm de largura E 100 cm de altura 80 x 80 cm de largura Diâmetro do Tubo Tubo de entrada e saída: 100 mm e Tubo de ventilaçao: 40 mm OBS: Caixa B e C, altura interna com tubulação: lado 1 com 45 cm e lado 2 com 15 cm. Fonte: Secretária do Meio Ambiente, 2009. 33 Figura 04: Localização do Sistema no Terreno 3.6 Sólidos Os resíduos devem ter o acondicionamento adequado, o sistema de coleta e transporte dos resíduos deve ser planejado e os diversos serviços de limpeza complementares devem ser feitos com toda qualidade e produtividade, a baixo custo (D ALMEIDA, 1995). Segundo Novaes (1994), o planejamento do transporte se faz primeiramente rota por rota. É preciso determinar as condições de operação e custos para a condição atual, de forma a se ter uma referencia básica de comparação para depois analisar alternativas. Para o acondicionamento adequado dos resíduos devem-se ter embalagens que apresentem bom desempenho para que atendam a requisitos de acondicionamento local e estático do lixo (D ALMEIDA, 1995). 34 O armazenamento provisório das embalagens plásticas usadas tem como função, entre outras, de criar volumes significativos para a sua negociação, tanto para o transporte das embalagens ou disposição final (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP e Departamento de Meio Ambiente – DMA, 2007). As embalagens devem ser acondicionadas em local arejado e em recepiente móvel basculante, os tambores de 200 litros ou menores, até a empresa autorizada recolher ( ABNT – 12.235/1992). O local de armazenamento deve ter o piso impermeável, isento de materiais combustíveis e com dique de contenção para retenção do óleo lubrificante no caso de vazamento. Armazenar em local fresco, ventilado, longe de fontes de ignição e à pressão atmosférica, pois temperaturas elevadas podem degradar óleo lubrificante contido nas embalagens plásticas usadas causando odor desagradável em razão do desprendimento de gás sulfídrico (H2S) (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP e Departamento de Meio Ambiente – DMA, 2007). Como medida adicional no caso de vazamento ou derramamento, é fortemente recomendada que o óleo lubrificante não seja direcionado para quaisquer sistemas de drenagem pública. Esse óleo vazado ou derramado, juntamente com efluentes oleosos, deverá ser encaminhado para sistemas de tratamento água-óleo (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP e Departamento de Meio Ambiente – DMA, 2007). O transporte das embalagens plásticas usadas, contendo óleo lubrificante é classificado como resíduos perigosos para transporte, conforme Resolução n° 420/2004 da ANTT, com o código ONU (Organização das Nações Unidas). 35 Portanto, deve seguir o estabelecido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) previstos em sua norma técnica 13.221/2005 – Transporte terrestre de resíduos (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP e Departamento de Meio Ambiente – DMA, 2007). O tratamento e a disposição final das embalagens plásticas usadas contendo óleos lubrificantes têm varias formas, entre as principais podem ser citadas: a reciclagem, a incineração para fins de recuperação energética, ou a disposição final em aterros. Os fatores preponderantes para a adoção da forma de gerenciamento adotado dependem, de forma intrínseca, da estratégia estabelecida pelo empresário em seu plano gerencial, observando-se os fatores econômicos, ambientais e sociais de sua empresa (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP e Departamento de Meio Ambiente – DMA, 2007). - óleo Há vários órgãos de fiscalização e controle ambientais que atuam nos três níveis federativos na área de resíduos sólidos. Dentre eles podem ser citados: a Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA),Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (IBAMA), a Polícia Civil, a Polícia Ambiental, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Submetidas a uma infinidade de órgãos de controle e a uma legislação vasta, em alguns casos contraditórios, verifica-se que as empresas necessitam urgentemente gerenciar seus resíduos sólidos e co-produtos, como uma forma de prevenção a possíveis problemas futuros, principalmente ligados a multas, processos civis e criminais (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP e Departamento de Meio Ambiente – DMA, 2007). 36 Para o acondicionamento das estopas, serragem, pano e papelão, devem ser em sacos plásticos ou tambores identificados e deverão ter o mesmo destino final – aterro industrial ou co-processamento. O estabelecimento não poderá de maneira alguma realizar a lavagem dos panos, bem como o reaproveitamento desses resíduos (Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMA, 2009). 37 4. MATERIAL E MÉTODOS 4.1 Caracterizações da Área de Estudos A empresa utilizada nesse estudo está localizada na Avenida José Maria de Brito, número 1633, no município de Foz do Iguaçu e atende veículos de pequeno porte, contando com 5 (cinco) funcionários, oferecendo assim serviços automotivos, ou seja, manutenção para veículos de passeio ou pequeno porte. Uma vez por semana realiza-se a lavagem no piso, havendo uma contaminação de produtos químicos, que caem direto encanamento de esgoto, não havendo uma caixa separadora destes produtos químicos que caem dos veículos. 38 4.2 Procedimentos metodológicos A pesquisa aconteceu através de visitas no estabelecimento em dias e definido pelo proprietário da empresas prestadoras de serviços automotivos em Foz do Iguaçu. Foram feitas observações em todas as dependências da empresa, e registrada através de imagens, que no local existe muitos problemas em relação a tratamento dos resíduos, estes registros foram feitos com o acompanhamento da pessoa responsável pelo estabelecimento forneceu as informações necessárias à pesquisa. Através do diagnóstico realizado na empresa, foram levantados dados com relação ao não tratamento dos resíduos gerados na empresa, e através destes dados foram analizados problemas que a falta de armazenamento e tratamento dos resíduos pode causar ao meio ambiente. As visitas no estabelecimento foram realizadas nos mêses de setembro de 2009, à outubro de 2009, com a autorização do proprietario do estabelecimento, somente duas vezes por semana na segunda feira e quinta feira, por razão de ser dias com pouco serviço de manutenção dos veículos. 39 5. RESULTADOS E DISCUSSÕES Os resultados esperados com a proposta deste projeto são de desenvolver na empresa prestadora de serviços automotivos um destino adequado para os resíduos gerados na mesma, com isso amenizar os impactos causados por esses resíduos usados no dia-a-dia. O descarte irregular das embalagens de óleo lubrificante, sem os devidos cuidados de escoar e armazenar adequadamente pode ocasionar o derramamento do mesmo de forma inadequada, e com a lavagem do local esse resíduo pode ir diretamente para rede de esgoto, ocorrendo à contaminação das águas. A figura 5 mostra embalagens de óleo lubrificante que já foram usadas jogadas no chão sem o devido cuidado de escoamento. 40 Figura 5: Embalagens de óleo lubrificante usadas, jogadas no chão. Esse óleo e também o óleo usado proveniente da troca nos veículos quando é jogado na rede coletora de esgoto, diminui o rendimento do tratamento dos efluentes, aumentando a carga de poluentes lançada nos rios. O óleo quando jogado nos rios, esse óleo bloqueia a passagem de ar e luz, dificultando as trocas de oxigênio com o ambiente, assim impedindo a respiração e a fotossíntese, podendo causar mortes na fauna e na flora (CEMPRE, 2000). De acordo com Ambiente Brasil (2005), todas as embalagens de óleo lubrificante, quando são descartadas, ainda mantêm uma importante quantidade de óleo, no interior de cada frasco. 41 O óleo lubrificante automotivo usado ou contaminado contém metais compostos altamente tóxicos e, por esse motivo, é classificado como resíduo perigoso (classe I), segundo a Norma 10.004/2004 da ABNT. Na figura 6, mostra como deve ser feito com as embalagens plásticas de óleo lubrificante antes de mandá-las para a reciclagem, deve-se colocálas em um equipamento de escoamento, esse processo ocorre para que os resíduos que ficaram na embalagem possam ser escoados totalmente. Essa prática de escoamento do óleo lubrificante das embalagens deve ser exigida em oficinas mecânicas e postos de combustíveis, para não comprometer a reciclagem das embalagens e evitar que o óleo lubrificante contido dentro das embalagens não venha escorrer e contaminar o solo, a água e o ar. O óleo lubrificante que foi recolhido desta embalagem plástica fica armazenado nesse equipamento, para depois ser recolhido pela a empresa autorizada e passar pelo processo de rerrefino. 42 Fonte: Projeto Propaganda Piloto para a minimização dos impactos gerados por resíduos perigosos, 2006. Figura 6: Prática de escorrimento de óleo lubrificante automotivo residual das embalagens. 43 A figura 7 mostra um tanque de armazenamento para resíduos sólidos, mas que está sendo usado para o armazenamento de óleo lubrificante em processo inadequado, o tanque de armazenamento está aberto, com isso pode ocorrer a contaminação deste óleo por outros produtos o que compromete sua reciclagem e também futuros acidentes. Figura 7: Tanque de armazenamento de óleo lubrificante usado A NBR-10004/2004, diz que os "Resíduos Sólidos - são classificados como resíduos perigosos, ela classifica os resíduos sólidos quanto 44 aos seus riscos potenciais de contaminação ao meio ambiente e a saúde pública, indicando quais resíduos devem ter manuseio. A NBR-10004/2004, classifica os resíduos sólidos perigosos (classe I) por apresentar toxicidade. É considerado resíduos perigosos de classe I, resíduos sólidos e algum tipo de mistura de resíduos que, em função de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade, podem apresentar riscos à saúde pública (ROCCA, 1993). A figura 8, mostra um tanque de armazenamento do óleo lubrificante proveniente da troca, que é feita nos veiculos. Dentro do tanque fica armazenado todo o óleo usado que é descartado. Esse óleo fica armazenado dentro do tanque até uma empresa autorizada recolher e manda para o rerrefino. O rerrefino é um processo industrial, e serve para remoção de contaminantes, de produtos de oxidação e de aditivos do óleo lubrificante automotivo usado ou contaminado, entregando ao produto final do processo as mesmas características do óleo lubrificante básico (QUELHAS, 2003). A Resolução do CONAMA 362/2005, diz que torna mais severa a punição pelo descumprimento das normas relativas ao gerenciamento, coleta, transporte e rerrefino dos óleos usados. O tanque de armazenamento deve ficar em um local seguro, coberto e que tenha boa ventilação e acessível a coleta, e é muito importante fazer inspeções periódicas para evitar vazamento. 45 Figura 8: Tanque de armazenamento de óleo lubrificante usado. Segundo a NBR – 17505-1/2006, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combústiveis – Disposições Gerais, diz que para fins de armazenamento de líquidos seja utilizado, qualquer recipiente fechado contendo capacidade líquida superior a 450 L e inferior a 5000 L e que não seja destinado à instalação fixa, como mostra na figura 9. Inclui os recipientes intermediários para granel (IBC) conforme definidos e regulamentados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres. 46 Todas as embalagens plásticas de óleo lubrificantes usadas e descartadas são consideradas resíduo, que é composto basicamente do material plástico, polietileno de alta densidade (PEAD). Por esse motivo as embalagens devem ser armazenadas adequadamente, em local adequado e devidamente identificado. Até a empresa autorizada fazer o recolhimento desta embalagem para a reciclagem (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP, 2007). A figura 9 mostra que as embalagens estão sendo armazenadas de forma irregular, esse tipo de armazenamento não é recomendado pela NBR – 12.235/1992 que diz que, o armazenamento das embalagens plásticas usadas contendo óleo lubrificante, devem ficar em um local temporário, em lixeiras grandes, e em um local arejado e de fácil manuseio, como mostra na figura 10. Essas embalagens têm como função entre outras, de criar volumes significativos, tanto para o transporte como para o tratamento ou disposição final. Figura 9: armazenamento incorreto de embalagens de óleo lubrificante. 47 Segundo o Ministério do Meio Ambiente, (2007), o PEAD é um polímero derivado do eteno, do grupo dos Termoplásticos que pode ser produzido por poliadição, sem a formação de sub-produtos. Também conhecido como Polietileno de Baixa Pressão ou Linear, sua aplicação está ligada à fabricação de contentores, bombonas, frascos, entre outros. No caso dos materiais plásticos, como as embalagens de PEAD dos óleos lubrificantes, os aspectos negativos relacionados à disposição direta desses resíduos em lixões e aterros, como método único e definitivo, são ainda mais pronunciados. A figura 10 mostra embalagens de óleo lubrificante que já foram descartadas, elas estão armazenadas em lixeira indentificada. Fonte: Ministério do Meio Ambiente, 2007. Figura 10: Equipamento para armazenamento de embalagens de óleo lubrificante. 48 As estopas são um dos grandes problemas das oficinas mecânicas e postos de combustíveis, elas são usadas para a limpeza de peças e também para a limpeza das mãos. Depois de usadas elas não podem ser lavadas e nem descartadas em lixo comum, essas estopas contém restos de óleo e solventes por esse motivo elas não podem ser lavadas para reutilização e nem descartadas em lixo comum. A figura 11 mostra as estopas sendo descartadas em lixo comum e com outros tipos de resíduos. Figura 11: Estopas armazenadas de forma incorreta. De acordo com a NBR 10004/2004, as estopas se enquadram na classe I – Perigosos, pois apresentam uma ou mais das seguintes características: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. Depois de usadas a estopa deve ser estocada em local coberto anexo à oficina mecânica. 49 A disposição desses resíduos deve ser em Aterro para Resíduos Perigosos (ARIP) ou incineração, outra alternativa é encaminhá-los ao reaproveitamento, devido ao seu poder calorífco em substituição aos combustíveis fósseis, após licenciamento pelo órgão ambiental (alternativa adotada pela empresa). A figura 12 mostra o armazenamento correto para as estopas, elas devem ser acondicionadas em lixeiras de plástico de 200 litros. Essas estopas ficam armazenadas nas lixeiras até a empresa autorizada fazer o recolhimento. Figura 12: Lixeira de plástico para armazenamento de estopas 50 Essa prática de lavagem de peças automotivas em pias, é muito usada nas oficinas mecânicas, e é um processo incorreto, a figura 13 mostra bem que o local esta totalmente irregular. Lavando as peças dessa forma irregular todo o resíduo que esta nas peças vai direto para o sistema de esgoto, sem nenhum tipo de tratamento. Figura 13: Pia para lavagem de peças O recomendado para realizar a limpeza destas peças automotivas, é usar uma mesa de lavagens de peças, como mostra na figura 16, a água com resíduo proveniente da lavagem das peças escorre pelo ralo e vai direto para as caixas separadora de água e óleo. As figuras 14 e 15 mostram o destino da água proveniente da lavagem das peças, a água está sendo despejada em tanques improvisados para depois serem despejadas direto no solo ou na rede de esgoto, sem nenhum tipo de tratamento. 51 Figura 14: 1° caixa onde cai a água da lavagem das peças Figura 15: 2° caixa onde cai a água da lavagem das peças 52 A figura 16 mostra a mesa para lavagem das peças automotivas, nesta mesa são lavadas as peças e a água escorre direto nas caixas separadora de água e óleo. Figura 16: Mesa para lavagem de peças automotivas Já a figura 17, mostra um equipamento para lavagem das peças, esse equipamento serve para lavar as peças automotivas, esse equipamento é bastante utilizado quando o local não tem caixas separadoras de água e óleo. Quando são lavadas as peças a água com resíduos escorre e fica armazenada dentro de um recipiente de plástico para que depois uma empresa autorizada recolha esta água com resíduo para realizar o tratamento adequado. 53 Figura 17: Equipamento para lavagem das peças automotivas 54 Os filtros de óleo lubrificante, deve ser trocado a cada troca de óleo, o material do filtro é alumínio, esses filtros são considerados resíduos não podem ser jogados no lixo comum (IAAP – Instituto de Apoio a Ação Participativa, 2008) A figura 18 mostra filtros de óleo lubrificante sendo armazenadas de forma inadequada. Figura 18: Filtros de óleo lubrificante, armazenamento irregular. Conforme a NBR-10004/2004, esses resíduos sólidos são classificados resíduos perigosos, ela classifica esses resíduos sólidos quanto aos seus riscos potenciais de contaminação ao meio ambiente e a saúde pública, indicando quais resíduos devem ter manuseio. É classificado como resíduos sólidos perigosos (classe I) por apresentar toxicidade. 55 Segundo o Ministério do Meio Ambiente (2007) os filtros devem ser armazenados em uma bandeja para escoar todo o óleo contido no filtro, para depois ser mandado para uma empresa de reciclagem autorizada. Conforme mostra a figura 19. Fonte: IAAP- Instituto de Apoio a Ação Participativa, 2008. Figura 19: Filtros de óleo lubrificante, processo de escoamento e armazenamento em bandejas. Esses filtros usados ficam armazenados nesta bandeja até a empresa autorizada recolher, e fazer a reciclagem. Na empresa autorizada os filtros são desmontados, a parte metaliza vai para a reciclagem, transformando-se em matéria-prima para a indústria de aço, o papel filtro vai passar por um processo de prensagem até esgotar todo o óleo que esta contido nesse papel filtro e é 56 encaminhado para o co-processamento, e o óleo que estava contido neste filtro vai para o rerrefino (IAAP – Instituto de Apoio a Ação Participativa, 2008). 57 6. CONCLUSÃO Através do diagnóstico feito in loco, em uma empresa prestadora de serviços automotivos, foram diagnosticados problemas com relação ao tratamento e acondicionamento de seus resíduos gerados. Todo resíduo gerado na empresa fica acondicionado de forma irregular e é descartado sem nenhum tipo de tratamento evidenciado nos resultados e discussão, com isso contaminando água, solo e ar. Chegando a conclusão que o estabelecimento não está dentro do que preconiza o órgão fiscalizador. 58 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMBIENTE BRASIL, 2005. 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Disponível em: www.fiesp.com.br/ambiente/produtos_servicos/downloads/publicacaoembalagens.pdf -. Acesso em 05 de abril, 2007. 59 FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e Departamento de Meio Ambiente – DMA. Disponível em: www.fiepr.org.br/sindicatos/sindirepa/FreeComponent2420content22500.shtml - 34k. Resíduos.Acesso em 05 de abril, 2009. GRIMBERG, Elisabeth; BLAUTH, Patrícia. Coleta seletiva: reciclando materiais, reciclando valores. São Paulo: Polis, 1998. IBAMA - Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: www.ibama.gov.br. Acesso em: 10 de outubro, 2009. IAAP – Instituto de Apoio a Ação Participativa. Reciclagem de Filtros e óleo Lubrificante. Disponível em: iaapong.blogspot.com/2008/.../reciclagem-de-filtros-deleo.html. Acesso em: 27 de outubro, 2009. KARL e Klaus R. IMHOFF. Manual de Tratamento de água Residuárias, São Paulo, Edgar Blucher. LIMA, Queiroz M. Lixo - Tratamento e Biorremediação. Hemus, 2004. MOTTA. S. 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