EFEITO DOS CAMINHOS DE DEFORMAÇÃO NA FORMAÇÃO DE MARTENSITA INDUZIDA POR DEFORMAÇÃO EM UM AÇO INOXIDÁVEL AUSTENÍTICO 304N Leonidas Cayo Mamani Gilapa, [email protected] Carlos Augusto Silva de Oliveira, [email protected] Manoel Ribeiro da Silva, [email protected] 1 Instituto Federal de Santa Catarina, Rua Pavão, 1337, bairro Costa e Silva Joinville-SC, CEP 89220-200 Universidade Federal de santa Catarina, 3 Universidade Federal de Itajubá, 2 Resumo: O presente trabalho estudou o efeito dos caminhos de deformação na formação de martensita induzida por deformação, em chapas de aço inoxidável austenítico (A.I.A.)304N. A formação de martensita foi avaliada através da variação das medidas magnéticas, o estudo inclui também a análise da variação de microdureza. Os vários caminhos de deformação foram obtidos através de ensaios, com ferramental Nakajima, para obtenção da curva limite de conformação (CLC). Os resultados obtidos para os diversos corpos de prova (CP’s) mostraram um incremento gradual do magnetismo do material (aumento da porcentagem de martensita α’) com o aumento do grau de deformação. Em relação a microdureza, observou-se um aumento com o grau de deformação, independente do caminho percorrido. Palavras chaves: Ensaio Nakajima, conformação mecânica, transformação de fases. 1. INTRODUÇÃO Os aços inoxidáveis austeníticos são, amplamente, utilizados na produção de uma grande quantidade de produtos conformados para aplicação em utensílios domésticos, em arquitetura (Santos, et. al, 2006), na indústria de alimentos e medicamentos, na indústria química, como válvula e trocadores de calor, entre outros. Muitas dessas aplicações requerem bom desempenho dos aços durante as etapas de fabricação, devido a severidade das operações. Aços inoxidáveis austeníticos exibem uma combinação de resistência e ductilidade necessárias aos materiais que precisam de alta resistência e boa conformabilidade (alta taxa de endurecimento e ductilidade) aliada à boa resistência a corrosão (Talonen, 2004; Lichttenfeld, 2006) em uma larga faixa de temperatura de trabalho e boa soldabilidade (Spencer, 2003; Andrade, 2003). Os A.I.A. 304N são metaestáveis e podem sofrer transformação da fase austenítica inicial (γ) CFC em martensita (α΄) CCC por deformação plástica, comumente referida como martensita induzida por deformação. A estabilidade da austenita é principalmente dependente da composição química do aço e da temperatura. Outros fatores que podem afetar a extensão da transformação são; a deformação plástica, a taxa de deformação, o estado de tensão e o tamanho de grão. A transformação de fases resulta em um incremento na resistência e ao mesmo tempo na ductilidade quando o material é submetido a severas deformações (Lichtenefeld, 2006). O presente trabalho estudou o comportamento de uma chapa de A.I.A 304N através do ensaio de conformabilidade Nakajima, avaliando o comportamento das deformações principais e a microdureza nos seus diversos caminhos de deformação, assim como seu comportamento magnético. 2. MATERIAIS E PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL. No presente trabalho foi estudado o A.I.A. 304N, cuja composição química é mostrada na tabela (1). Tabela 1. Composição química do A.I.A. 304N 1 Aço 304N1 C 0,038 Mn 0,884 Si P 0,46 0,033 S 0,003 Cr 18,020 Ni 8,060 Mo 0,072 Al 0,0045 Cu 1,5690 Co 0,115 V 0,047 Nb 0,015 Ti 0,0071 N2(ppm) 0367 ACESITA - Resultado de análise química - 21/10/03 11.58.22 - 305390G - ACE P304N Ensaio de microdureza Foram realizadas medidas de microdureza nas amostras, antes e após as deformações aplicadas. A carga aplicada foi de 500gf por um tempo mínimo de 15 segundos (ASTM A370). Este ensaio foi realizado em um microdurômetro Vickers, marca SHIMADZU – mod. HMV. 2.1. Ensaio Nakajima O ensaio Nakajima foi realizado de acordo com a norma ASTM E2218-02, tendo sido utilizadas 03 CP`s para cada largura de chapa de A.I.A. 304N. Os CP`s foram cortados, em guilhotina, paralelos à direção de laminação. As dimensões foram iguais a 195, 175, 155, 115, 95, 75 e 55mm na largura, comprimento de 215 mm e espessura igual a 0,5mm. Antes da realização do ensaio foram gravadas na superfície das chapas, pelo método eletrolítico, uma rede de círculos para permitir a posterior leitura das deformações. A opção por uma rede de círculos foi decorrente da maior precisão e facilidade para a verificação dos eixos principais de deformação nas regiões deformadas. O diâmetro dos círculos impressos foi igual a 3mm. O ferramental utilizado foi montado em uma máquina de tração-compressão (ZDM U 30T – Laboratório de Conformação Mecânica/UFSC – Figura 1), tendo sido utilizado como lubrificante bissulfeto de molibdênio (Molikote). As chapas foram fixadas com uma placa de aperto com um draw bead para evitar o escorregamento da chapa durante a deformação. A pressão de aperto dos parafusos no draw bead foi controlada com o auxílio de um torquímetro. Figura 1: Ferramental utilizado para o ensaio de Nakazima Figura 2: Seqüência de embutimento realizado no ensaio de Nakazima para produzir peças com diferentes níveis de deformação Para cada largura, foram deformados CP’s com três alturas diferentes, sendo um deformado até a altura máxima ou seja; até o aparecimento de trincas visíveis. Os outros dois CP`s foram deformados a 70 e 40% da altura máxima. A figura (2) apresenta esquematicamente estes CP’s. Após o ensaio, as amostras foram preparadas (retirada do lubrificante da superfície, fixação de um papel milimetrado na região de leitura e digitalização da imagem) para a leitura das deformações. As medidas dos maiores (Df1) e menores (Df2) diâmetros das circunferências (elipses) deformadas foram realizadas através do software IMAGE PLUS. Foram selecionadas três regiões para realização das leituras das deformações, conforme mostrado na figura (3); a região de maior deformação ou aquela que estava próxima da região de ruptura (base), uma região intermediária de deformação (meio raio) e o topo do CP (topo). A seleção do local de leitura foi visual. As maiores e menores deformações (e1 e e2, respectivamente) foram calculadas por uma média de três leituras das deformações Df1 e Df2. A partir destes valores, as deformações principais, ε1, ε2 e ε3, e as deformações equivalentes foram determinadas pelas equações 1 a 4, respectivamente. ε1 = ln ( e1 + 1) (1) ε 2 = ln ( e2 + 1) (2) ε 3 = ln ( e3 + 1) (3) ε eq = 2 {(ε1 − ε 2 ) 2 + (ε 2 − ε 3 ) 2 + (ε 3 − ε1 ) 2 9 (4) Figura 3: CP deformado mostrando o local de leitura das deformações base, meio e topo (Rocha, 2006). 2.2. Microscopia ótica e de varredura As amostras (com diâmetros aproximados de 8mm) foram preparadas pelo método convencional (lixa com granulometria igual a 100, 220, 320, 600, 800 e 1200 mesh), polidas com pasta de alumina (granulometria de 1µm ). Para a revelação das fases presentes, as amostras foram atacadas com água régia, sendo o tempo de ataque variável. As análises metalográficas foram realizadas em um microscópio óptico (Olympus modelo BX60M), com uma câmera digital acoplada (Olympus P11) e em um microscópio eletrônico de varredura (JEOL JSM-6390LV) disponobilizado pelo Laboratório Central de Microscopia da Universidade Federal de Santa Catarina. 2.3. Medidas Magnéticas Para a caracterização magnética foi utilizado um magnetômetro de amostra vibrante - VSM (Lake Shore mod. 7400), tendo como objetivo obter a magnetização de saturação de cada amostra. As amostras com 8 mm de diâmetro foram submetidas a um campo magnético indutor máximo (±) 14000G, com frequência de 60 Hz. em temperatura ambiente. Para a determinação da fração volumétrica de martensita-α´, Vα´(%), foi utilizada a equação sugerida por Shimozono (1978): (5) Vα´(%) = (4.π.σ´S).100/104σS Onde: σ´S é a saturação magnética da amostra ensaiada no VSM e σS é a saturação magnética da amostra considerando-se a sua total transformação para martensita α´. σS foi calculada utilizando a equação (6) obtida da curva de Slater-Pauling (Shimozono, 1978): σS (Tesla) = {2,2 . (1 - x - y) + 0,6x}. 1,003 (6) Onde: x e y são as frações molares de Ni e Cr, respectivamente. 3. RESULTADOS E DISCUSSÕES A figura (4) apresenta o comportamento de nove CP`s que simulam os caminhos de deformação uniaxial, plana e biaxial (larguras com 55mm, 115mm, e, 195mm respectivamente). Para o CP com 195mm de largura observa-se que a maioria dos pontos se encontra na região de deformação biaxial. Os pontos que se encontram na região de deformação plana são referentes às deformações ocorridas na seção denominada base. O CP, com largura de 115 mm apresenta mais pontos na região de deformação plana e finalmente o CP, com largura 55mm, apresenta os pontos que vão da região plana a região uniaxial. Neste CP os pontos na região de deformação plana foram observados nas amostras retiradas do topo do CP. Este fato pode ser devido à existência inicial de lubrificante entre o punção e a chapa, o que permite uma deformação maior na direção de um dos raios (raio perpendicular à largura do CP), após a ruptura da camada lubrificante, ocorrem deformações maiores na base e vão decrescendo na direção do topo. Esta menor deformação no topo pode ser devido ao atrito existente entre o punção e a matriz (agora sem lubrificante na interface), o que acaba dificultando a deformação desta região. ε1 ε2 Figura 4: Gráfico de deformações principais mostrando os pontos obtidos dos CP`s deformados com larguras 195mm (deformação biaxial), 115mm (deformação plana) e 55mm (deformação uniaxial) Observa-se ainda na figura (4), uma tendência linear decrescente para as amostras com largura 115-100, 115-70, 55100 e 55-70 mm de largura e porcentagem de deformação respectiva. As amostras com larguras 195-100 e 70-100 apresentam um comportamento decrescente parabólico e finalmente as amostras com 195-40, 115-40 e 55-40 apresentam um comportamento linear crescente. A variação máxima da microdureza foi de ±1,5%. As médias das leituras de microdureza das amostras apresentadas na figura (4) são mostradas na figura (5). Pode-se observar um comportamento semelhante de todas as amostras com exceção da amostra com largura 195-70 que apresenta um comportamento parabólico invertido e a amostra 115-70 com um comportamento linear decrescente. Ainda com relação aos valores de microdureza se observa que não acompanham os valores (absolutos) crescentes das deformações principais. O comportamento mostrado nas figuras (4) e (5) representa a tendência observada em todos os CP’s avaliados (195, 175, 155, 115, 95, 75 e 55mm). Observando as figuras (4) e (5) pode-se verificar que os CP`s que simulam os caminhos de deformação uniaxial, plana e biaxial, apresentam as suas deformações principais nas regiões uniaxial-plana, uniaxial-biaxial e plana-biaxial, respectivamente. Observa-se também que os valores de microdureza (figura 4) não acompanham a tendência crescente dos valores (absolutos) das deformações principais nos caminhos de deformação. Os fatos observados acima indicam que o ensaio de conformabilidade Nakajima, que simula processos complexos, como o de estampagem profunda não relaciona largura do CP com caminho de deformação nem o comportamento da microdureza. Diferente dos resultados observados nos ensaio com tensões uniaxiais ou deformações por processos de compressão (laminação) onde as deformações são homogêneas e há dependência do grau de deformação com o caminho de deformação uniaxial e microdureza. (Shrinvas, 1995). 450 400 largura 195mm. largura 115mm. largura 55mm. microdureza (Hv 350 300 250 200 150 100 0 base meio topo base meio topo base meio topo 100% 70% 40% 2 4 6 8 10 12 % def. Figura 5: Microdureza dos CP`s com larguras de 195, 115 e 55mm, com altura máxima de deformação 100, 70 e 40% de altura de deformação. Os valores de deformação equivalente foram calculados utilizando a equação (4). A figura (6) mostra o resultado para todos os CP’s analisados do A.I.A 304N, onde se observa uma tendência linear crescente da microdureza (provocado pelo encruamento do material e aumento da porcentagem de martensita) com um incremento da deformação equivalente. Se observa ainda nesta figura pontos coincidentes ou muito próximos, que representam caminhos de deformações diferentes, fato também observado no gráfico de deformações principais (fig. 4). Analisando os resultados da figura (6), pode-se dizer que há uma relação linear crescente da microdureza com o aumento da deformação equivalente. 5 3 2 4 1 Figura 6: Tendência linear crescente da microdureza com a deformação equivalente para todos os CP’s analisados. As micrografias mostradas na figura (7) correspondem aos pontos impares mostrados na figura (6). Os pontos analisados representam caminhos de deformações diferentes. São mostradas ainda as deformações equivalentes (d.e) e microdureza (Hv) respectivas. (a) (d) d.e = 0,0663 Hv = 224,7 (b) (e) d.e = 0,3025 Hv = 286,3 (c) (f) d.e = 0,3828 Hv = 319,3 Figura 7: Micrografias das amostras correspondentes aos pontos impares da figura 6; obtidas por microscopia ótica, (a, b e c) e microscopia eletrônica de varredura (d, e, f). Observa-se na figura (7a) e (d) algumas placas finas de martensita no interiordo grão austenitico. Nas figuras (7b)-(e) e (c)-(f) há um aumento das placas de martensita em função também do aumento da deformação equivalente, ou seja, há mudança de fase (austenita para martensita) por deformação nas amostras de (a)-(d) à (c)-(f). O aumento da microdureza com a deformação equivalente, observado na figura (6), pode ser confirmado na figura (7) onde se observa um incremento da martensita (conseqüente aumento da dureza) com o aumento da deformação. As placas finas de martensita α’ observada na figura (7) se nucleia nas bandas de cisalhamento, conseqüentemente o crescimento da fase α’ ocorre preferencialmente ao lado das bandas de cisalhamento (Lichtenfeld, 2006, Talonen, 2005, Umemoto, 1983). De acordo com Brooks apud Lichtenfeld (2006) observou que o crescimento das ripas da martensita α’ ocorre ao lado dos planos de deslizamento {111}γ. Com relação a martensita ε, Rocha, (2006) observou a existência desta fase na matéria prima como recebido. Outras técnicas utilizadas para caracterizar o A.I.A. 304N, não apresentadas neste trabalho, tem mostrado a existência desta fase. No entanto, Rocha, (2006) observou também que a martensita ε não influencia nos valores de microdureza. As curvas de histerese mostradas na figura (8) são referentes as amostras evidenciadas nas circunferências na figura (6), sendo que estas são parte de caminhos de deformação diferentes (uniaxial, deformação plana e biaxial) observa-se na figura (8) que a amostra com deformação equivalente igual a 0,063 apresentam pequeno grau de magnetização, já a amostra com deformação equivalente igual a 0,3828 apresenta um grau de magnetização maior, ou seja as propriedades magnéticas aumentam (incremento da formação da martensita α’) com o aumento das deformação equivalente. Figura 8: Comportamento magnético do aço inoxidável 304N. Este comportamento mostrado na figura (8) foi também observado nos resultados de campo magnético aplicado nas amostras que simulam caminhos de deformação uniaxial e biaxial para os A.I.A. 304N. Foi também calculada a fração volumétrica da martensita α’, a partir dos resultados obtidos na caracterização magnética e utilizando a equação de Shimozono. A figura (9) apresenta o comportamento da fração volumétrica da martensita α’ em função da deformação equivalente. Observa-se uma tendência inicial linear ligeiramente crescente até aproximadamente uma deformação equivalente de 0,25. a partir deste ponto há um crescimento logarítmico da porcentagem de martensita α’ com o aumento da deformação equivalente. Este comportamento também foi observado por outros autores (Talonen, J. 2004). Figura 9: Formação da martensita α’ para o aço inoxídavel austenitico 304N em função da deformação equivalente. Foi calculado também a tendência de formação de martensita nos caminhos de deformação uniaxial e biaxial nos aços inoxidáveis 304N. Na figura (10) observa-se inicialmente que a formação de martensita é praticamente igual em ambas os caminhos, sendo que a biaxial apresenta valores um pouco maiores de martensita, mais com a mesma tendência da uniaxial. A partir de deformação equivalente aproximada igual a 0,25. há um incremento acentuado da porcentagem de martensita, sendo que a deformação biaxial mantem a tendência inicial observada em relação a uniaxial. Isto pode ser devido a que as amostras que simulam caminhos de deformação biaxial a uma interseção de bandas de deslizamento (formação da martensita) duas vezes e meia maior que na uniaxial (Lichtenfeld, 2006). Figura 10: Comportamento da fração volumétrica da martensita α’ em função da deformação equivalente para os aços 304N e 304H. Os resultados das figuras (9) a (10) mostram um aumento da fase magnética (martensita α’) com o aumento da deformação equivalente. Se observa também que até uma deformação equivalente igual a 0.25 há um leve crescimento da fase martensitica. A partir deste ponto um aumento da deformação implica num aumento bastante acentuado da fase martensitica. Este comportamento inicial (ate 0.25) pode ser devido a que a fase austenitica inicial esta sujeita a uma força motriz de origem química que tende a transformá-la na fase martensitica. No entanto, a transformação não acontece imediatamente pois para que a martensita se forme é necessário que esta forca química seja maior que as forcas não químicas existentes no material (Krupp, 2010; Leutenecker, 1989). 4. Agradecimentos Aos autores agradecem ao Laboratório de Materiais da Universidade do Estado de Santa Catarina, a Universidade Federal de Itajubá e a Universidade Federal de Santa Catarina pelo apoio. 5. Conclusões Analisando os resultados obtidos, algumas conclusões podem ser apresentadas com relação ao comportamento do material durante o ensaio de conformabilidade Nakajima (em relação as deformações principais e microdureza) e em relação ao comportamento magnético do material. • Com relação as deformações principais, os CP`s apresentaram estados de deformação nas regiões uniaxial-plana, plana e plana-biaxial (55, 75, 95, 115, 155, 175 e 195mm), respectivamente. Para uma altura com 40% de deformação, a deformação principal (ε1) tem pouca variação (base, meio e topo) em relação a deformação principal (ε2) ela varia de valores positivos a valores negativos, isto pode ser devido a existência de lubrificante no punção, o que permite no inicio a deformação da chapa neste lugar, uma vez que a camada lubrificante é retirada a deformação e maior na base e depois no meio. Quando a altura de deformação aumenta, a uma deformação maior na base e no meio respectivamente. • Com relação a microdureza há um comportamento semelhante em relação ao comportamento as deformações principais, mas se observa também que os valores de microdureza não acompanham os caminhos de deformação. • Com relação ao crescimento das ripas de martensita observada nas micrografias, pode se dizer que elas crescem paralelas as bandas de cisalhamento. • Com relação as análises magnéticas, se observou um aumento do grau de magnetização do material com o aumento da deformação. Inicialmente esse aumento é pouco expressivo até uma deformação equivalente igual a 0.25. a partir deste ponto o aumento da magnetização é bastante expressivo, tendo um comportamento logarítmico, isto pode ser devido a forca motriz química necessária para a transformação seja maior que as forcas não químicas. 6. Bibliografia. Lichtenfeld, J. A., Mataya, M. 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Shimozono, K., Metallurgical Transaction vol1. 1990 EFFECT OF STRAIN PATHS OF FORMATION OF STRAIN INDUCED MARTENSITE IN AUSTENITIC STAINLESS STEEL 304N Leonidas Cayo Mamani Gilapa, [email protected] Carlos Augusto Silva de Oliveira, [email protected] Manoel Ribeiro da Silva, [email protected] 1 Instituto Federal de Santa Catarina, Rua Pavão, 1337, bairro Costa e Silva Joinville-SC, CEP 89220-200 Universidade Federal de santa Catarina, 3 Universidade Federal de Itajubá, 2 Abstract: This study investigated the effect of deformation paths in the formation of martensite by strain induced in austenitic stainless steel plates (A.I.A) 304N. The formation of martensite was evaluated by change the magnetic measurements, the study also includes analysis of the variation of microhardness. The various paths of deformation were obtained by testing, Nakajima tooling, to obtain the forming limit curve (FLC). The results obtained for different specimens (CPs) showed a gradual increase of the magnetism the material (increasing the percentage of martensite α ') with increasing degree of deformation. With ragard to microhardness, there was an increase with the degree of deformation, independent of the path. Keywords: Test Nakajima, metal forming, phase transformation.