Atas do I Encontro de Mestrados em Educação da Escola Superior de Educação de Lisboa A escrita de professores: construção do conhecimento a partir das práticas Clara Rolo1 Escola Superior de Educação de Lisboa Nesta comunicação ao primeiro encontro de mestrados em educação, Superior de Educação de Lisboa, prof issional dos prof essores, proponh mais promov ido pela Escola o-me ref letir sobre a produção de conh especif icamente, sobre os modos como o ecimento recurso ao af irma q ue instrumento da escrita potencia essa produção. Antó “o nio Nó ex v oa no 1 cesso dos . º pobrez a das prá ticas” “é capí tulo do liv ro P discursos ( p. urg ente 5) [ sobre os rof essores Imag ens do f uturo presente, prof essores] e continua diz endo q ref orçar as esconde, f req uentemente, q ual se discutem comunidades ideias de prá tica, isto é , um sobre o ensino e espaço Nó ( p. 1 v oa f ala-nos neste liv ro da prof issão de prof essor. de “impossí v el” , dada a complex ue M. situação; q ue é u R não Na sua opinião, e seg ue a uma produção mobiliz ado problematiz ador, se ló de noutras v olta da q Esta prof issão q é elaboram q ue é g ica um saber compó aditiv a; conh q ecimento situaçõ es, ue iv as q f undamentado em ref erenciais teó o, q ue ue F reud desig nav a ecimento ue não se reduz ao sito e integ rador mobiliz á v el comporta uma g rande componente ue induz em uma ação transf ormativ a. prof issional, passará ual se tem mas sem q sustentada por um conh oldão carateriz a como complex analí tica-crí tica sustentada por capacidades ref lex comunicado ma prof issão à idade da sua ação prá tica, C saber o quê nem ao saber como ensinar; em U prov eniente dos mais v ariados setores, am sido os autores destes discursos. prof issional especí f ico q e prof issional e cí v ica 7) . g erado uma consensualidade discursiv a, os prof essores tenh conceptual uisa e a inov ação, aprendiz ag em perspectiv as comuns sobre os desaf ios da f ormação pessoal, dos alunos” g rande ue construí do por g rupos de educadores comprometidos com a pesq no uma por um suscetí v el discurso de poder ser analí tico-crí tico ricos e prá ticos. P rof essora adj unta aposentada Mestrados em Educação, ISBN: 978-989-95733-4-5 da ESELx . C onf erê ncia apresentada da Escola Superior de Educação de Lisboa, a 1 2 ao I Encontro de j aneiro de 2 0 1 de 3. 6 Atas do I Encontro de Mestrados em Educação da Escola Superior de Educação de Lisboa P or isso, concordando com A. consumidores das teorias pref abricadas nos liv ros de tex reconh Nó v oa, e modelos q recuso a ideia de q ue os prof essores são simples ue se produz em nas univ ersidades to ou nos materiais educativ os. C ada v ez ou de mais, ecida a necessidade de dev olv er a f ormação de prof essores aos prof essores, como ref ere Nó v oa ( 2 0 0 “o ref orço de processos de f ormação baseadas na inv estig ação só ex terior, então, Enq serão bem pobres as mudanças q prof issional docente” rocurarei, es porq é ue 9) , eles f orem construí dos dentro da prof issão. P soluçõ atualmente, ( p. 1 f az sentido se uanto f orem apenas inj unçõ es do ue terão lug ar no interior do campo 5) . a comunicação f az er uma abordagem da escrita profissional nesta minh dos professores que dá conta de produção de conhecimento sobre a profissão. F alar-v os-ei de sociocultural, prá tica dialó v oz ao dilemas escrita, não enq uanto g ica em q ue os contex conh ecimento q se ue nos q ue colocam, à s ex não só C a pensá -la, omo diz a enriq Bruner ( 1 à s inq periê ncias q em A 996) , uietaçõ es da educação é e ex mais com proj etos C ul t ura na E d ucaç ã o, q “se à q ue ue está v olta’ U nos na perspetiv a assente numa ma escrita q ue dá conf rontamos, ensaiamos. aos F alar-v os-ei periê ncia, do mas a distanciar-se E se os seu dev er f acultar o ‘ estoj o de ref erindo R P ortanto, umanos dos sistemas simbó limites cultiv ar esse discernimento ( pp. . J ak obson, acrescenta: da nossa ling uag em para ex ao alcance de toda a g ente” . dotar os seres h poderosos. E, é aminar e seg undo Bruner, uma licos necessá rios para es mentais e f az ê -los aceder a sistemas impostos pelas pandem pelo incremento do nosso “discernimento ling uí stico” , pedag og ia é escrita pedag og ia compete autoriz ar os es ‘ naturais’ , f az er transcender os limites das nossas predisposiçõ licos da ue aj uda a reconstruir a sua ex a capacidade de ‘ g irar à transcender os seus limites, simbó mas olí stico e construtiv o, es ue a cultura desenv olv eu para o ef eito” . “o dom metaling uí stico, das f unçõ h uecê -la e a transf ormá -la. umanos a ir alé m das suas predisposiçõ f erramentas’ o, como meio de div ulg ar os saberes dos prof essores, també m como f erramenta intelectual q seres h ling uí stico, tos de produção são determinantes. produz imos, enorme potencial da escrita, dela, processo entendida como um processo complex ling uag ens q ue usamos então outras das f unçõ se es da 37-38) . Estruturei esta comunicação em 3 pontos. Num primeiro ponto procurarei f az er alg umas consideraçõ para de seg uida inv estig ação pedag ó no q / f az er ref erê ncia f ormação g ico da prof issão. T uadro de cursos de pó ISBN: 978-989-95733-4-5 como a escritas de instrumento erminarei, es brev es sobre a escrita ref lex prof essores priv ileg iado no ao tecendo alg umas consideraçõ q uadro serv iço de do um proj eto conh iv a, de ecimento es sobre a escrita cientí f ica, s-g raduação. 7 Atas do I Encontro de Mestrados em Educação da Escola Superior de Educação de Lisboa 1 – P B R E V E S C O N S I D E R A rov av elmente muitos de nó muito f á cil. O Ç Õ s, E S nos q processo de escrita, de f ug as e até S q O B R E A E S C T radicionalmente, de escrita q ue, A q ue é q cumpre duas g randes f unçõ D e f acto, dela q E F produz na se tenh uematiz ar, Mas, I V A não é isento de bloq As raz õ es. Se pensarmos um pouco sobre o tipo escola ainda h oj e, observ aremos ecimentos dos alunos em cada disciplina, a inv estido no ensino dos tipos de tex ue suportam o trabalh etc. o intelectual, to q sem q ue as serv em, como por ex ue, q ue ela e tempo atribuí dos escrita por parte dos alunos, à escrita porq f ora atrav é s na maioria nem tão pouco nos emplo: tirar notas, A tradicional conceção de ensino e de aprendiz ag em da escrita, o pouco espaço també m f ug as à ueios, es são certamente se f iz ermos uma brev e retrospetiv a uelas raz õ como destinatá rio priv ileg iado o prof essor para a ler e corrig ir, só X não tê m com a escrita uma relação descobrir alg umas daq se E a escrita constitui o suporte priv ileg iado de av aliação das aprendiz ag ens e é instrumentos q não L es: a f unção de av aliação e a f unção de reprodução. ue são rev elados os conh dos casos, esq R ue isto se dev e? a escola ensinou-nos a “não escrita” . maioritariamente, A uais eu me incluo, muito div ersas e dependem de pessoa para pessoa. poderemos aí I T uando solicitados a escrev er, de alg um sof rimento. da escrita na escola, R resumir, q ue tem tev e como ef eitos perv ersos, dos tempos de av aliação, mas ue ning ué m escrev e se a sua escrita estiv er a ser constantemente obj eto de correção. Em paralelo, o ensino da escrita compositiv a ( as redaçõ maioritariamente à prá tica de processos de es ou composiçõ repetição dos bons autores consag rados e ao treino e aplicação das reg ras g ramaticais. escola conf undiu-se ( conf unde-se) ( j á T escrita) com o trabalh “ de como diz uma f alsa indiv idual q ue, Iv one Niz a ( 2 produção, da ao produz ir-se, ue a escrita, acção entre autor/ leitor, erspetiv O 0 0 0 passado, emerg indo a sociocultural, A primeira surg e nos EU de resolução ativ idade de escrev er, rev isão. trabalh A seg unda, A, de f alh neg ação do processo de produção simultaneamente se renov a, como do discurso multiplicando-se na e instituindo z onas de intersubj etiv idade” espaço de intersubj etiv idade, ou na escola” então duas ( p. como f orma de 33) . nos anos 70 problemas, ig otsk y , perspetiv a do sé culo passado, enf atiz ando os cognitiv ista e 80 e a considera a escrita como uma processos a de inf ormação ao Leontiev a ismo social da escrita. surg e um pouco mais tarde, os da escola russa ( V tos escritos iniciam-se nos anos 70 perspetiv as: ou do construtiv desde a recolh ISBN: 978-989-95733-4-5 dos a sociocultural da escrita sé culo ativ idade literá rios, ensino da escrita na ) , s estudos sobre os processos de produção de tex perspetiv O o de aprender a escrev er com a boa escrita pela leitura dos possí v eis interlocutores, para concluir “q do lev av am ( lev am) dos autores literá rios e com o ensino da g ramá tica normativ a. ratav a-se ( trata-se) , P es) modelos cog nitiv os planeamento, a partir dos anos 80 , e é tex implicados na tualiz ação e à decorrente dos e Luria) . 8 Atas do I Encontro de Mestrados em Educação da Escola Superior de Educação de Lisboa A perspetiv cog nitiv o, a sociocultural v aloriz a a f orte relação ex a cultura e a interação ling uí stica, f unção metacog nitiv a entre interlocutores. “… a enunciação org aniz ados [ . . . ] é o f acto de q C omo diz produto da Bak tine( 2 interação 0 de 0 6) , dois indiv í duos A palav ra dirig e-se a um interlocutor: ela é interlocutor: v ariará Na realidade, istente entre o desenv olv imento entendendo-se a ling uag em como uma ação e uma se tratar de uma pessoa do mesmo g rupo social ou não [ … toda a palav ra comporta duas f aces. ue procede de alg ué m, Ela é como pelo f acto de q serv e de ex pressão a um em relação ao outro. 1 1 isto é , em ú ltima aná lise, ue se dirig e para alg ué m. Atrav é s da palav ra, em relação à o T Ela oda palav ra def ino-me em coletiv idade. ” ( pp. 1 1 4- 5) . Esta conceção da interação v erbal como realidade f undamental da lí ng ua, trabalh ] determinada tanto pelo constitui j ustamente o produto da interação do locutor e do ouv inte. relação ao outro, socialmente f unção da pessoa desse pedag ó parcelariz á v eis, g ico sobre oralidade, a escrita e a leitura não os tem implicaçõ considerando mas sim integ rados e desenv olv idos numa perspetiv a dialó es no obj etos g ica da ling uag em, inf luenciando-se mutuamente. A escrita é seu considerada como uma f orma de aceder à s f unçõ desenv olv imento psicoló ( Niz a, 2 0 g ica do mundo e da v ida, 0 de simulação são como q V ig otsk y ref ere os g estos simbó ue a pré -h posteriores seg uidores ( O sistemas simbó 4) . lson, istó licos, G oodman y es psicoló ue as o desenh ria da escrita. Bruner, q G g icas superiores e ao f ormas de representação o, a f ala, as ativ idades lú Acentua-se, assim, seg undo V oody ) , q dicas ig otsk y licos não são simplesmente modos alternativ os de representar a realidade, sim mediadores q ue estruturam o pensamento e q e ue a escrita e os dif erentes mas ue modif icam a maneira como percebemos e construí mos a realidade. Seg undo o autor, não só desempenh es determinantes no desenv olv imento, pró a f unçõ prio da escrita, o pensamento se realiz a na ling uag em, como a ling uag em escrita acelerando-o. O sistema simbó assim como o seu uso em prá ticas sociais e sig nif icativ as, desenv olv er o pensamento ref lex iv o. de codif icar e conserv ar o conh ecimento, U m tex to escrito, lico contribui para para alé m de ser uma f orma ef iciente constitui um modo particular de compreender a realidade. A escrita na perspetiv escritor, como alg o alh normas e reg ras a sociocultural não é eio q ue tenh g ramaticais, seg redos da escrita. A q ue, escrita é A escrita nasce de situaçõ ponh v iv ido, a participado dela. ue tenh f ot og raf ia em p dominados, de uma emoção, a por escrito a sua ex al av ras ( Borrero, v ez nos abrem é de uma perg unta, a 2 periê ncia [ educativ a] supõ e, porta 1 2 ) , mas pensar essa mesma ex P dos periê ncia de ara q portanto, periê ncia, má g ica ue sai de dentro de uma ex Sig nif ica não somente a descrição dessa ex 0 um conj unto de alg o q es ou acontecimentos carreg ados de sentido. [ um prof essor] q uma istê ncia f ora do nem tão pouco é um ato de criação de sentido, do escritor: de um impulso interno; v ida. um simples artef acto com ex amos de nos apropriar, q ue alg ué m ue a tenh periê ncia, compreendê -la, reconstruí -la. ISBN: 978-989-95733-4-5 a a sua 9 Atas do I Encontro de Mestrados em Educação da Escola Superior de Educação de Lisboa Isto só é possí v el se a escrita f or alg o q se f ala da escrit a ref l ex iv a, ue se atrav esse por dentro de q uem escrev e. da escrita como mediação para ref letir sobre o q també m da escrita como meio de aprender a escrev er e aj udar a tornar cada v ez pensamento q D iz -nos, ue lh e dá tex 0 0 0 ) q função representativ ecimentos, ideias, a ou ideacional, sentimentos, obj etos do nosso pensamento. função episté ( 1 ue o uso da escrita, es: uma função comunicativ mica, porq f antasias, oral, é ue um e uma to escrito nos permite ex pressar resent ar, criando ou recriando a a autora acrescenta uma outra, es em Emig ( 1 977) , O lson ( 1 977) e Applebee ue a escrita estabelece entre o produtor e o destinatá rio, permite a sua rev isão e ref lex da escrita. escrita, É este processo dialó omo a autora sublinh s pró M. a, as produçõ Miras ( 2 0 0 0 q q ue, ao contrá rio da ling uag em como se de uma ue f av orece esta f unção episté mica ou h eurí stica da ) , ao aq ue supõ uele q ue é estaca, cog nitiv os ara ap 992 ) , de neste ú rend er sob re o que se escrev e, mas sim, o espaço rico ( com q produz em as problema operaçõ es q modif icam o tex to e os pró problema decidir para dif erentes matiz es ou q de conteú de q considerar o tex modif icam q do ( o o termo conceito conta de q mais e a q ue uer o conh adeq uado, ampliar a ecimento o ecimentos. ue um arg umento está to escrito como produto do pensamento, o e do por ex escritor e postula q espaço ue, à problema estes dois espaços é compreensão dev e ser considerado ( espaço de conteú ue j á se g eram dois “espaços diz er) Assim, não só “t ransf ormar o conh eciment o“ o na dialé tica entre prios obj etiv os do escritor. ual um uando se dá por isso, ue É isto é , ecimento q a importâ ncia de problematiz ar a escrita, ue intenção e como diz er) . escrita, ue a escrita se torna ue o escritor se limita a reproduz ir o conh de utiliz ar no momento, ltimo modelo, ecimento sobre composição diz -nos q ue o escritor analisa o problema e estabelece obj etiv os, problema” : rica) , modelos e um repto ou uma aj uda para elaborar e f az er av ançar os seus conh medida q outro e, os rend er a escrev er e p capaz ue o autor utiliz a o desenv olv imento do conh 67) . ref erenciar em q em prio pensamento. es escritas e em especial os processos q o proposto por Scardamalia e Bereiter ( 1 numa f erramenta para ap retó to escrito) , g ico de rev isão entre autor e destinatá rios, to f acilitam a aprendiz ag em, para “d iz er o conh eciment o” , retó ( o tex ue f undamenta a f unção representativ a ou ideacional se tratasse, prios e sobre a realidade ( p. particularmente, possui, q um instrumento de desenv olv imento e de construção do pró ao compor um tex nó ão, como um instrumento de tomada de consciê ncia e de autorreg ulação intelectual e, ltimo caso, D es, cumpre porq comunicarmos com elas; rep isto é Alé m destas duas f unçõ a distâ ncia q “uma escrita a v á rias v oz es” q como da ling uag em em g eral, 984) . Seg undo a autora, C mas mais claro o interpessoal ou transacional, ue um tex etc. , apoiando as suas j ustif icaçõ assim como a presença de um “artef acto” ú a, to escrito nos permite interag ir com outras pessoas, conh or isso orig em. Mariana Miras ( 2 sempre duas f unçõ P ue se f az , escritor, emplo, lev ado do q q uer q ue se as q ue uando surg e um a considerar mesmo as ( espaço da intimamente relacionado com do) , o escritor está não só a mas també m como uma parte integ rante do mesmo. ISBN: 978-989-95733-4-5 1 0 Atas do I Encontro de Mestrados em Educação da Escola Superior de Educação de Lisboa P arece tornar-se claro q ue é nesta inter-relação entre o conteú como o processo dialé tico q da escrita. O ue se desencadeia entre ambos q escritor utiliz a, assim, discursiv o na produção de um tex conh ecimentos, tanto discursiv os podendo então af irmar-se q T rabalh ar pressupõ a prá tica o seu conh to, de como escrita es, das q ref lex iv a q ue a escrita q e, por v á do e o seu conh ue produz ecimento inf luencia os seus t ransf orma o conh eciment o, isso, para bem iv a ( Miras, alé m 2 0 0 0 , pp. 73-74) . “d iz er o conh eciment o” do agem entendida como processo construtiv o do suj eito ue ag e no e sob re o mund o; aprendente q necessid ad e d e aprender; l ocais p concetuais to, uais destaco: A conceção de aprendiz a) ecimento de conteú por sua v ez , ue estamos perante uma escrita ref lex uma e alg umas condiçõ mas, do e f orma de um tex ue reside o cará ter episté mico q p ue está ort ad ores d e sab er ( C h q ue v ê as q es do saber como uma uestõ resent e no mund o d os ob j et os, arlot, 1 997, p. 35) . P ressupõ e, d as p essoas e d os portanto, repensar a tradicional f orma escolar assente na transmissão e repetição da inf ormação e a conceber a aprendiz ag em como um processo e uma relação interativ a do eu com os out ros os com ob j et os situa-se tradicional: p p rincí p A b) e perspetiv a rincí p d e nos sab er ( J onnaert antí podas de e dois io d a rev el aç ã o ( o mestre q V ander Borg h princí pios ue sabe, criação de contex q ue, tal como nos 0 0 2 ) . O ra, f orma esta escolar diz e es) . tos de produção escrita significativ comunid ad es d e escrit a, 2 da ensina ao aluno ig norante) io d a cumul at iv id ad e ( aprende-se acumulando inf ormaçõ como t, base os q Sé rg io ue se constituam Niz a ( 2 0 0 4, p. 1 4) , retomem os “processos de iniciação à s prá ticas sociais de uma comunidade de Lí ng ua, onde a ling uag em, e desig nadamente a ling uag em escrita, se desenv olv a, no â mbito de um g rupo de pessoas lig adas por um interesse comum, q e ue se manté m v inculado por determinadas f ormas de org aniz ação e por processos de desenv olv imento cooperação” [ . . . ] Nestas da comunidades mantê m entre si como q produção de de ling uag em tex escrita, tos as em pessoas ue uma espé cie de conv ersação ao long o do tempo. ” 2 - C O A N E H S E C C R I T I M E A N D T O O S P P E D R O A F G E Ó S S G O I C R O E S D : U A P M R I N O F S I S T S R Ã U M E N T O A O S E A utiliz ação da escrita como instrumento de f ormação de prof essores não é Na f ormação inicial de prof essores, de Alarcão e T av ares, diá rios de bordo, Sá -C h av es, são conh ecidos, aq ui em P entre muitos outros, cadernos prof issionais, etc. aprender as A nos anos 80 v á rias á reas Mais recentemente, do sé culo passado e q do saber e por ortug al, V I Ç O D O uma nov idade. os trabalh recorrendo a portef ó de aprof undamento e inv estig ação o mov imento de escrit a p nasceu nos EU R O ara ap os pioneiros lios ref lex tem v indo a g anh rend er, iv os, ar espaço um mov imento q ue ue resume a ideia de usar a escrita para constituir um indispensá v el instrumento de concetualiz ação. ISBN: 978-989-95733-4-5 1 1 Atas do I Encontro de Mestrados em Educação da Escola Superior de Educação de Lisboa Em paralelo, etnog rá f ico, latina, q ue, “of icinas a q literatura no q de especialidade dá -nos como instrumento de 2 0 T 0 8/ 2 0 1 como 0 , enq ratou-se de v ariadas de pesq uisas, de cará ter nicos e també m na Amé rica recorrem das à escrita e à prá ticas criação prof issionais de e de proj eto no q ual ecimento prof issional dos prof essores. membro da eq uipa da um trabalh o de ue v os f alarei de seg uida, g ico, cientí f ica, desenv olv ido nos anos letiv os g ico do Mov imento da Escola Moderna. inv estig ação-ação componentes do modelo pedag ó es: sessõ q comissão uadrado pelo modelo pedag ó em trê s dimensõ ó transf ormação de um proj eto de inv estig ação-ação deste tipo, participei conta uadro de proj etos de inv estig ação-ação, escrita” div ulg ação do conh É da ue tê m sido desenv olv idas em paí ses ang lo-sax f ocado no aprof undamento de uma das recorrendo a um dispositiv o de f ormação sustentado es presenciais, sob a f orma de seminá rios, trabalh o de inv estig ação no campo e a utiliz ação da plataf orma mood l e como mediação entre os seminá rios. ob j et o d e est ud o, As pessoas f oram conv idadas a selecionar da sua prá tica um aspeto, q uisessem aprof undar e q diá rio de f oco de P p rof issional , ue integ rasse a contex inv estig ação, as inv estig ação-f ormação, trabalh d iá rio inv estig ação, publicá v el q ue f osse sig nif icativ o, ref lex õ com org aniz ando a recolh o tualiz ação teó es crí ticas. obj etiv o rica, A f inal de produz irem representou, neste o alicerce e o v eí culo para a transf ormação do conh ao acompanh ensino secundá rio. Selecionei ei mais de perto e com q prog rama de dois casos de duas prof essoras uem f ui estabelecendo interaçõ desde o pré - do 1 º C EB q ue es de v á rios tipos. caso A prof essora P prá ticas em C . selecionou da sua prá tica, de trabalh dif erentes f enó f ocaliz ando a recolh conteú dos de C iê ncia. es e estev e com R P ano de escolaridade, ecorreu a de inf ormação nas sessõ es semanais à g rav ação dos diá log os plicaçõ es q das crianças durante ue eram dadas para os es entre as crianças. es f oram transcritas e acompanh uais eram colocados no f ó as ativ idades ecimento cientí f ico a romov eu uma sé rie de ativ idades prá ticas sobre os particular atenção à s ex menos observ ados e à s interaçõ As g rav açõ os q es pré v ias, o comparticipado pela turma. uelas sessõ com um 3. º iê ncia e os modos como as crianças v ão construindo conh partir das suas conceçõ aq artig o idas como ecimento sobre o articiparam neste prog rama v ariadas pessoas de todos os ní v eis educativ os, . º ue o desenv olv ido por cada pessoa na sua sala de aula. escolar 1 um o relato das prá ticas escolh escrita q a de inf ormação num am a escrita ref lex rum da plataf orma mood l e. iv a dos seus d iá rios d e f ormaç ã o, Estes tex tos f oram sendo obj eto de leitura e interpelação por parte dos outros participantes. R ev ela-se, interpelaçõ deste modo, es, o sentido comunicativ o e social da escrita, com sug estõ ref ormular a sua escrita, ex ref lex õ es crí ticas, como ao seu conteú 992 do: as suas conceçõ uestão. São os leitores, ISBN: 978-989-95733-4-5 esclarecimentos, para a tornar mais clara, pressão de Scardamá lia e Bereiter ( 1 cientí f icos em q es, ) , porq etc. ue é q a partir das v á rias ue a prof essora P . ao v ai t ransf ormand o o seu conh eciment o, tanto no q ue se ref ere à f orma dos seus tex na tos, es sobre o ensino das ciê ncias e sobre os conceitos destinatá rios da sua escrita, q ue, ao interpelá -la, 1 a 2 Atas do I Encontro de Mestrados em Educação da Escola Superior de Educação de Lisboa lev am conh O a f az er leituras complementares, produto f inal, processo ref lex um artig o q ue está iv o deste seu trabalh f ormação e das suas ref lex q a f undamentar, enf im a aumentar e a produz ir ecimento sobre a sua prá tica. õ es, q o, publicado na rev ista E scol a M do q uenos ex ual transcrev o peq od erna, descrev e todo o certos do seu diá rio de ue são ilustrativ os das potencialidades deste tipo de f ormação ue utiliz a a escrita como mediação. “Este ano tenh sempre conteú q h o estado mais atenta a esta v ertente das ciê ncias. ouv e dos [ . . . . ] alg uma T ue parecesse q resistê ncia minh a parte tê m permitido ref lex õ descontex tualiz ados, ev oluí do sig nif icados sobre ciê ncia. [ . . . ] ” ( D iá rio de f ormação) . f oram conh “ T ó descobertas leituras q es e, ue f ui e f az endo sendo aj udaram-me reorg aniz adas ( p. 31 e ref ormuladas ambé m o diá rio indiv idual da minh permitindo-me analisar a minh v idas, onf esso q este ue tipo de sem o v erif icado q ue compreensão a ref letir Eu pró e sobre em direção à pria tenh na as o f eito construção minh as pró de prias essas conceçõ construção de es nov os ) . timo instrumento de autof ormação, as dú na na interação com os alunos e coleg as de prof issão, ecimentos” minh mas tenh es interessantes por parte dos alunos. o “As C abordar ue os temas tê m surg ido de f orma natural e tenh conceçõ em iv e alg uns receios com a f orma como iria introduz ir os temas, ue “caí ssem do cé u” esses receios eram inf undados porq alg umas da a prá tica com os alunos [ . . . ] constituiu um f acilitador da ref lex a prá tica, uma v ez dos meus av anços e recuos” [ . . . ] q ão sobre a minh a ação, ue ele f oi sendo o ref lex ( pp. 31 -32 o das ) . E conclui: “T ornou-se mais claro para mim q los à disposição dos alunos e q conceçõ es pré v ias dos alunos, ue não basta conh ue um ensino q para q ecer bem os conteú ue não tenh ue prog ressiv amente as modif iq do conf ronto com os outros e com as situaçõ es prá ticas ex dos e pô - a em consideração as uem, perimentadas, atrav é s tenderá a conduz ir a aprendiz ag ens superf iciais e temporá rias e por isso mesmo rapidamente esq U uecidas” . ( p. 32 ) . m outro caso A prof essora I. escolaridade ( 2 selecionou como f oco de aprof undamento da sua prá tica, 0 0 9) , “a escrita para aprender matemá tica” . proj eto estimular os alunos para a escrita das situaçõ partir do trabalh o sobre essa escrita, pensamento matemá tico atrav é s da adeq procurar C com um 2 omo ref ere, es matemá ticas q compreender . º ano de pretendia com este ue ex como perimentav am e, se desenv olv e uação prog ressiv a da ling uag em matemá tica. a o Apoiada teoricamente na corrente de inv estig ação sobre “a escrita para aprender as v á rias á reas do currí culo” , cuidou das condiçõ matemá ticas sig nif icativ as; ( ii) es do ensino da matemá tica, relev ando: ( i) a criação de taref as o papel do discurso do prof essor e dos alunos; ( iii) e o ambiente de aprendiz ag em. ISBN: 978-989-95733-4-5 1 3 Atas do I Encontro de Mestrados em Educação da Escola Superior de Educação de Lisboa F ez aos alunos propostas de escrita sobre matemá tica, q ue deram orig em a tex tos q ue f oram ev oluindo de meramente opinativ os sobre a relação de cada criança com a matemá tica, tex tos ex plicativ os sobre os raciocí nios ou estraté g ias q turma tem um f orte sentido social e é tex tos, para alé m de serem melh interaçõ es f oram propostas, Alg uns ex q ex a) estabelecidas uer com pedidos e sug estõ emplos dos tex T ex da turma, tos de Matemá tica” . sendo para ue a escrita nesta es coletiv as de rev isão de tex q com as to, uer para os correspondentes, F oi sobre estes tex crianças, q q uer os f oram uer ainda tos div ulg ados q desaf iando-as es de clarif icação tex to de opinião no iní cio, “Eu g osto dos nú a propó meros porq sito dos nú ue muitas com nov as tual. emplo de um outro tex meros: ue aj udam a contar porq para contar na reta. V matrí culas dos carros e nos postes das ruas. . . Ex orq tos das crianças: maneiras e també m dá b) P integ rada em circuitos de div ulg ação e comunicação, orados nas sessõ uer no b l og també m sendo div ulg ados q reunidos num liv ro “T ue utiliz av am. to em q ue é ue dá para contar de v á rias emos os nú meros nos autocarros, ( Nadine, 2 p. nas 7) . v isí v el a ev olução no domí nio da ling uag em matemá tica. O O s nú nú meros mero. U duplos m ex nas operaçõ s duplos e os q somam-se emplo é 4+ 4= es o resultado é sempre 8. uase duplos é o Nesta operação de soma o dobro é mais 8. T uando são nú meros muito pertinh al como ref ere a prof essora, “os duplos” , esta menina, a escrita espontâ nea q prof essora, O posteriormente, recurso a este duradoura, do q ue o do outro nú a T ambé m h uer diz er os q mero. ( Nadine, de resolução á os q ex uase uase duplos: é ue j á sabia sobre o q deix do pensamento, potencia aprendiz ag em de f orma mais ef icaz ercí cios a ue permitiu à procurando clarif icá -lo. representação de do s duplos p. 39) ue manté m entre o d ob ro e mais d ois, instrumento v ez es meros. ue q dobro O rev ela um pensamento ainda pouco claro, uente sobre os obstá culos à tantas q interag ir com o seu pensamento, poderoso deteção e a ação subseq O resultado apesar de parecer seg ura do q ue f az perceber a imprecisão e a conf usão q O sempre o dobro dos nú duplos e també m se soma sempre mais dois. q dois. e as ex plicaçõ es repetidas a e do prof essor. T al como no 1 diá rios º caso, prof issionais prá ticas q ue integ ra. da complex idade q o percurso f ormativ o– e pelas interaçõ es q No artig o publicado a q nos ig ualmente incertez as, o iní cio ISBN: 978-989-95733-4-5 dilemas, perplex percebi q ue com os pares da sustentado pelos comunidade ue deu orig em esta sua inv estig ação, ue f ez tos escritos pelas crianças, v ão aprendendo em matemá tica e as relaçõ esde estabelece ue representou este desaf io q apresenta uma sé rie de tex “D inv estig ativ o desta prof essora é ue es q Ao mesmo tempo q em dif erentes momentos, era um ue sobre o q ue estabelecem com esta disciplina, idades com q este aos seus alunos. de dá -nos conta ue descrev e- ue se def rontou. proj eto complicado e não sabia 1 se 4 Atas do I Encontro de Mestrados em Educação da Escola Superior de Educação de Lisboa conseg uiria desaf iar os meninos para esta ousadia. aj udá -los a perceber o sentido desta escrita, taref a imposta ou proposta pelo prof essor. . . diá log o q ue f ui f az endo com os autores [ . . . ] T ambé m senti q ue era preciso para não se transf ormar apenas numa [ . . . ] f oi ( D iá rio de f ormação p. f undamental para me 2 6. ) situar ou “O f ace aos dilemas entre o medo de uma didá tica sempre dirig ista e a necessidade de interv ir na construção de uma ling uag em matemá tica [ . . . ] . C omo estas prof essoras-autoras ref erem, caminh C o a percorrer com os alunos, ontudo, da acentuam q escrita, ue a escolh permite construindo um prof essoras, lh lev ar os uer num, q 2 7) . uer noutro caso, a desta v ia interativ a com as conceçõ ló g ico a e compreender e arg umentativ o, es permite identif icar os seus pró Estes dois casos apresentados aq h á ainda um long o relativ amente aos obj etos de estudo q alunos raciocí nio q ( p. ex plicitar ao ue selecionaram. es das crianças, o mesmo pró prio tempo q prios sistemas de crenças, ui de f orma muito resumida, ue, enq ist é mica d a prof essor, escrit a, enf im, e, por dar conteú conseg uinte, um do e substâ ncia à meio para ev idenciam a f unção da escrita transf ormar pressão p ex 3 - D E R B R C E U V R E S S C O O S N D S E P I D Ó E S A R Ç A Õ D E S U Enq S A etomo a ideia central desta minh pensamento e da aprendiz ag em. se escrev e. Ç O Ã a f unç ã o rá t icas a q ue Antó ecimento T do al tornou-se nio Nó v oa f az ia B R E A E S C R I T A C I E N T Í F I C A N O Â M B I T O O a comunicação - a escrita como principal f erramenta do A escrita, p ara ap rend er a escrev er e p ara ap uanto instrumento para transf ormar o conh medida dos contex conh ue transcrev i. R - G o rof essor- inv est ig ad or. possí v el e f oi f acilitado pela pertença a uma comunid ad e d e p ref erê ncia na citação inicial q uanto modif icando-os. como um instrumento de tomada de consciê ncia e de autorreg ulação intelectual, ep atrav é s pensamento, tos e dos estí mulos q ecimento, rend er sob re o que a escrita v iv e em g rande ue são criados e dos obj etiv os / necessidades q ue se tê m para escrev er. O ra a escrita acadé mica / cientí f ica, particularmente, de um proj eto de inv estig ação em cursos de pó dos proj etos q ue aq ui procurei ev idenciar. mantê m-se presentes, aspetos da tanto no q composição relativ amente à escrita q tex tual. ação deste ú o autor. D T alv ez C e f acto, onsiderar osiç ã o a e maior dif erença Em reg ra, da escrita de uma como aos dissertação, resida nas reduz idas interaçõ es q nos casos q ref lex ue apresentei, a escrita q e eram estas ré p como t ranscriç ã o. Enq f erramenta uanto o por isso, do ato compor isto é , clarif icação das ideias e conh ISBN: 978-989-95733-4-5 de modo consistente, um obrig a-nos tex to transf ormado, à aj udav am distinção escrito durante a composição podem ecimento v ai sendo ref ormulado, menor ref ormulação, ue, do e a f orma da sua escrita. pensamento, de ue passa ue ia sendo produz ida era alimentada l icas q ão analí tica-crí tica sobre o conteú escrita ue se o processo de escrita de uma dissertação é ue tem como interlocutor priv ileg iado o orientador e nem sempre a consciente e concentração e, ideias e o conh a ltimo se orienta no sentido de v encer a barreira da escrit a sol it á ria por q uem escrev ia à comp manté m muitas da caraterí sticas es representativ a e episté mica da escrita ue apresentei anteriormente, pelas ré plicas de aj uda dos pares, q As f unçõ ue respeita aos obj etos de estudo considerados, estabelecem entre escritor e auditor. um processo solitá rio q a redação de uma dissertação no â mbito s-g raduação, j á ex ig e entre esf orço descobrir-se nov as a transcrição env olv e ecimento por parte de q uem escrev e. 1 5 Atas do I Encontro de Mestrados em Educação da Escola Superior de Educação de Lisboa ompor um q ualq uer tex do seu conteú C do, dos propó to, mas també m tex sitos, tos cientí f icos, da estrutura, medida q continuada, v ão sendo tomadas à ref ormulaçõ es tanto conceptuais como estruturais. A caraterí stica principal de um tex clarez a e precisão, emissor ch P acadé 0 9) , • q ou es estas q es acerca ue, de f orma lev ando-nos a constantes cientí fico é a sua obj etiv ue a inf ormação ou saberes de q ue em princí pio não conh idade, ue dispõ e o ece ou então ecer mais. or isso mesmo g ostaria de partilh 0 mico es a um recetor q ar conv osco, tornam este tipo de escrita mais ef iciente, ( 2 decisõ ue se prog ride na escrita, condição essencial para q eg ue em boas condiçõ desej a conh to env olv e sempre decisõ da ling uag em, ue a propó Em 1 . º sito da escrita cientí f ica, dif í cil “isolar” , ou outro alg umas premissas q ue í lia Escalante nos alerta para os seg uintes aspetos: lug ar e em termos de conteú de ser relev ante, em j eito de conclusão, apoiando-me numa conf erê ncia de D do, a escolh a do obj eto de estudo para alé m dev e ser sig nif icativ o para o inv estig ador. E creio q ue não será do conj unto de saberes constituintes da prof issão de prof essor, aspeto sobre o q ual inv estig uemos para o conh ecer de modo um mais aprof undado. • Em 2 . º lug ar em termos do formato de um tex to també m dev em ser tidos em consideração alg uns aspetos, M anter o a dif erentes presença de audiê ncias, cada inf ormação dif erentes. D um leitor uma com – acadé mico, j ulg o q ue Q nomeadamente: ualq uer interesses e tex to pode ter necessidades ef inir claramente a audiê ncia aj udará de a manter interesses e ev itar div ag ar por temas irrelev antes. D eterminar o tex to? Q claramente ual é Estas são alg umas perg untas q clarif icar os obj etiv os q tex F propó O q sitos – P or q ue desej o partilh ue este ue dev em estar presentes porq ue aj udam a ue mov em a escrita e a aumentar a clarez a do ar o obj eto de estudo – Abordar um tema de modo muito g eral pode induz ir o potencial leitor a passar ao lado da q P escrev o ar com o leitor? to. ocaliz o os a mensag em central? or isso mesmo, f ocaliz ação q as ideias dev em ser af inadas e uestão central. f ocaliz adas e é esta ue nos serv e de g uia relativ amente aos aspetos a incluir ou não. E x o pressar- se, dev e ev itar ex não pressõ impressionar – es ou palav ras eloq pomposas e impressionem, o S ISBN: 978-989-95733-4-5 porq m tex uentes q to de naturez a cientí f ica ue muito embora sej am não acrescentam sig nif icado ao tex er concreto e especí fico – mais ef icaz es, U O s detalh es, os ex to. emplos concretos são ue acrescentam v iv acidade ao tex to do q ue o recurso 1 6 Atas do I Encontro de Mestrados em Educação da Escola Superior de Educação de Lisboa a g eneralidades e a especí f ico permitirá E o screv er termos mais ao leitor v er, com conv icção ou menos v ag os. – O leitor A escrita cientí f ica, seu ue são v eiculadas no tex e a conseq uente produção processo de aprendiz ag em indiv idual ativ o, na partilha aprendiz e na participação agem como ref ere H indiv idual, mas sim, com de mas, diferentes 0 0 A este propó sito, C sig nif icados, O conh ar e comparar dif erentes soluçõ numa ontecorv o ( 2 0 0 e em q Bak h assumam como tin, Bruner, M. ( 2 0 L. 0 ( 2 M 6) . 0 J . arlot, ( 1 1 2 ) . C 996) . B. ( 1 C es de um mesmo g ica, tex tos produz idos j ulg o q ue no â mbito ( em de modo a dif erentes momentos) , constituindo-se assim em ré plicas de aj uda. E eg ional scrib ir en la u R ap eag a, d ucaç ã o. p ort D . . ( 2 0 0 9) . U ( 2 0 0 C 9) . ij laarsdam, G . ; of W P J onnaert, P ublish h . , & V – a H ( 2 0 0 0 ) . , H R . ª Edição) . São P para o aulo: H ucitec. F omento do Liv ro na . l ement s p es 70 Lda. our une t h é orie. P aris: Anth rops. La escritura cientí f ica: destrez a essencial para transf ormar d e la C incó . ; O Lisboa: Ediçõ omunicação edro R apresentada á t ed ra U n G . ” E & C and b ook San C ouz ig in, W rit ing J ornada ristó bal, P rev ia niv ersid ad 30 d e d e L os A de maio de 2 0 0 R eg ió n nd es, d el Nú V cleo 9. ecimento cientí f ico num processo de trabalh scol a M of na nesco d e l a U od erna, M. ( Eds) n. in E ( 2 º 0 34, 0 5ª 5) . d ucat ion ( 2 E sé rie, pp. 1 8-32 f f ect iv e L earning nd Edition) . K luw o . and T each ing er Academic ers. ander Borg h na f ormaç ã o d o p M. entro A construção do conh v an den Berg h rit ing C NESC au S av oir. É conocimiento. niv ersitario “P P escuel a. aribe. comparticipado pela turma. t, C I nf ancia y ISBN: 978-989-95733-4-5 . ( 2 rof essor. La Escritura R escribe. dos 2 ong reso I nt ernacional U F ernandes, D rrech el Miras, ado es ou interpretaçõ arx ismo e F il osof ia d a L ing uag em ( 1 ul t ura d a E 997) . Escalante de U R f ala-nos de lig ados entre si por obj etiv os e interesses comuns, interlocutores Amé rica Latina e no C h ) , compartilh ncias bibliográficas Borrero, C 5 p. 71 s-g raduação se dev e estimular a criação de comunidades de práticas de mantendo com eles uma relação dialó eferê de propriedade to escrito. escrita ( g rupos de discussão) R comunidade possí v el neg ociar para v encer ou minimiz ar as dif iculdades de uma escrit a sol it á ria, dos cursos de pó se um ue é P ue v isa o portanto, ecimento não é por ex q ideias. um processo baseado material, or isso, . : um tex Env olv e, ue o obj eto do discurso é ue mantê m entre si uma g rande f amiliaridade, compartilh e ada e emerg e a partir da participação lotilde P uma coconst ruç ã o de raciocí nios arg umentativ os em q por suj eitos q ecimento. parceiros 7) . uma propriedade socialmente partilh em ativ idades socioculturais. f actos ue o leitor se aproprie uestão problema da prá tica, conh simultaneamente, annele Niemi ( 2 e to. to. decorrente da inv estig ação sobre uma q esclarecimento concreto ao tex procura Apresentá -las com certez a e seg urança permite q das ideias q Ser sentir e estar atento A ef lex p 0 0 S. iv a. 2 ) . P C riar C ond iç õ es p ara A p rend er – o socioconst rut iv ismo aulo: Artmed Editores. Aprender a escribir y rend iz ag e, 89, pp. 56-80 aprender acerca de lo q ue se . 1 7