Cristina Costa dos Santos DISLEXIA Trabalho de Conclu$ao de curso apresentado ao curso de Letras da Faculdade Universidade orientas:ao da Sokoloski. CURITIBA 2008 Letras e Artes da Tuiuti do Parana sabre professora Maria Elisa SUMARIO AGRADECIMENTOS.. . RESUMO.. .. 1 INTRODUc;:AO.. . . 2 FUNDAMENTAC;:AO TEORICA... . 2.1 APRENDIZAGEM... .. 2.2 DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM.. .. 2.3 DISTURB lOS DE APRENDIZAGEM... .. 2.3.1 Dislexia.. .. 2.3.2 A historia da dislexia.. .. 2.3.3 Sintomas e/ou sinais do comportamento dos dislexicos.. . 2.3.4 A avalial'ao importante? 2.3.50 papel do professor... .. 2.3.6 Alguns recursos e alternativas para que a crian98 consiga acompanhara turma.. .. 3 METODOLOGIA 3.1 LOCAL DA PESQUISA... . 3.2 PARTICIPANTES DA PESQUISA... . 3.3 INSTRUMENTOS DA PESQUISA... . 3.4 LEVANTAMENTOS DE DAD OS.. . 4 CONSIDERAC;:OES FINAlS.. . REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS.. . ANEXOS e 1 2 3 5 5 9 12 13 13 17 19 21 22 24 24 .25 25 25 30 33 34 AGRADECIMENTOS Considerando esta monografia 0 resultado de uma caminhada que nao foi nada faGil na minha vida, mas que, com certeza foi uma das mais importantes. Agradego de antemao vida e contribuiram a todos aqueles para a construyao que de alguma de quem SOu forma passaram pela minha hoje. Agradec;o, particularmente, a algumas pessoas pela contribuic;ao direta na construc;aodeste trabalho: Primeiramente a Deus que A minha irma Angela meu sonho S8 S8 nao fosse per ele nada seria passive1. juntamente tornasse com meu cunhado realidade. A Teodoro voces Angela e Teodoro que fizeram 0 com que meu muito abrigado do fundo de minha alma. A minha orientadora Maria educadora teoricas, Elisa, e par sua disposig80 pel a orienta<;ao na pratica que nos na escolha alunos nos pel a em ser sensibilidade minha que orientadora, a do meu tema, e principalmente, desenvolvemos diferencia como pel as contribuic;6es rna is e melhor por me mostrar quando somos valorizados. A minha familia que sentava que acompanhou toda a minha angustia em frente ao computador A todos os professores a cada dia da UTP que de alguma forma nunca rna is vou esquecer, voces sao os respons8veis Muito obrigado a todos. e meu estresse para escrever. por mais esta etapa da minha vida. pOis RESUMO o e objetivo desta pesquisa de conhecer os principais aspectos do disturbio de '3orendizagem a Dislexia, ja que alunos e professores sao os maiores afetados diante dessa dificuldade. objetivo principal foi descrever as aspectos principais da dislexia, bern como enfatizar suas causas, sintomas e as intervem;6es possiveis para esta dificuldade de o aprendizagem. Especificamente a proposi~i3o fai: Listar os principais sintomas desta dificuldade; Palavras Descrever algumas chave: Aprendizagem; formas de interven90es Dificuldades; Dislexia; desta dificuldade. Professor 1.INTRODU9AO Sabe-s8 que sao criang8s de nossas podemos destacar em urn mundo ouviram falar sabre essa que de aprendizagem disturbios e muito tern varios mais comum ha professores ande que afligem sintomas, do que S8 e dentre imagina. nao conseguem S8 apresentam a aquisic;ao entender porque em crianr;8S com Dislexia? os alunos que apresentam Pensando nesle aspeclo, de professores ulilizadas 0 nas escolas, principal mente da leitura e escrita. algumas no publicas capitulo segundo causas, esle Irabalho 0 psicopedag6gico a a concep9ao com alunos dislexicos. e a dislexia, busco: em sala de aula? bem como as estrategias aprendizagem enfatiza-se: capitulam as dificuldades compreender tema Dislexia, salienta-se: capitulam no terceiro lem por objelivo e Qutras deve fazer para ensinar que pode estar presente sobre POfem muitos crianryas aprendem 0 que 0 professor este problema plano de Irabalho primeiro disturbios, possiveis de escolas para No Vivemos que ainda nac sabem au nunca Pensando dessa forma pergunta-se quais sao realmente encontradas as eles diferenC;8 de aprendizado. de aprendizagem niveis que dizem respeito professores nao. as disturbios Estes a Dislexia, tao maderno As dificuldades naqueles muitos escolas. Identificar seus sua respectivos hist6ria as dificuldades e suas sofridas pelos dislexicos. Paralelamente, atraves 7a serie de uma dislexico; e com isso apresentar a dificuldade Para Pesquisa escola de um questionario publica, aplicado se os professores a importancia a alguns professores de sabem identificar um aluno dos professores saberem mais sabre de aprendizagem. 0 desenvolvimento de Campo. do trabalho foram utilizadas Pesquisa Bibliografica e Durante trabalho, entre 0 desenvolvimento da pesquisa, varios autores fundamentaram eles PAiN SARA, VYGOTSKY, MASSI GISELLE e 0 tambem informa90es em revistas, sites, apostilas, conversas informais com professores. 2. FUNDAMENTA<;:AO TEORICA 2.1 APRENDIZAGEM Segundo a pedagoga Amelia de mudan~a de comportamento emocionais, neurol6gicos, educacional, centrada aliludes Nos e interatividade, dos papeis e novas facilitayao A dialogo, Educayao da um de interayao do processo de aprendizagem, 0 novo ambiente a de do processo, pela competencias ha aprendizagem no cenario novas formas caracterizando mediadas como interatividade e produyao contempla pr6pria de mediad or das construg6es para prom over mudanc;as. aprender na novas coreografias, e co-autores sua habilidade e exerce co-auter participa9>io, aprendizagem, desarticulayao orientagao, de condugao e a seguir. problematizagao colaborador da com a nova enfase pelo sujeito da aprendizagem, baslidores ha par fatares resultado 0 continua mente. dos sujeitos, porque formas dos caminhos e centrado de novas habilidades, dos atores e De acordo professor 0 enfoque e um processo construida Aprender meio ambiente. e construida a resignific8C;80 remodelizar;:ao incertezas 0 Nesse e a construc;ao significalivas. mediayao e e reconstruido a educ8C;:80 prevalecem de comunicac;ao e alunos. e construido Quando escolar mentais da experiencia e ambientais. na aprendizagem, dos conhecimento obtido atraves relacionais interayEio entre estruturas aprendizagem Hamze (1995), a aprendizagem Como mediador, a criatividade do tempos dos educando. de aprendizagem. e docente seu e espagos 0 professor papel Mediar novos, exerce a e intervir pass a a ser comunicador, de co-autor do processo de des alunos. Pode-se professores observar e alunos que interagem na relagi30 usando de sse novo encontro a co-responsabilidade, pedag6gica, a confianga, a 6 dialogicidade fazendo nesse encontro, E educa<;ao. criar sujeitos a auto-avalia~ao professor necessario capazes e alunos que 0 de suas fun\=oes. construindo VaG trabalho de fazerem escolar historias em: dominic capacidades intelectuais); 905105 ou atitudes); museu los). No compreensao, habilidades No proprias. dominic psicomotor comunicagao cognitiv~ apresentamos habilidades reflexos, da aprendizagem sao informar;6es ou emoc;6es, a sentimentos, habilidades valorizac;a,o, tern uma maneira e aprendendo de aprender aprendendo As criangas de organiza<;ao afetivo temos e caracteriza<;ao. relacionadas habilidades dos memoriz8C;8o, No dominic a movimentos perceptivas que diferente de aprender. e uma coisa de certo modo vai ficar enquanto e fisicas gostam que diferente (tipo Lega), ou cantar leiam daquelas musicas, historias Observe muito outras a mesma coisa, mas de uma maneira de aprendizagem construgao as a saber 0 usa e a coordenac;ao e a avaliacyao. resposta, movimentos interagindo, crianc;;as gostam confortaveis temas sinlese precisa a conhecimentos, (relacionados praticar para que possam 0 ser humane (que ressaltam S9 pois e a nao discursiva. Cada pessoa brincando, afetivo, mod os de Os objetivos (ligados pSicomotor aplicacyao, analise, fundamentais, maneira dominic dominic de receptividade, dominio basicos cognitivo novas seja competente fazer e principal mente, criar suas oportunidades. classifrcados e fundamental, IS50 para que preferem au simplesmente uma crianga dara. Algumas se sentirao totalmente elas podem brincar mais diferente ter cam blocos brincar uma de com as Qutras criangas. E como assim, canhecendo ela faz au cria esse a maneira conhecimento com que a crian<;a ficar muito mais aprende, facil para observando os pais ou educadores promover experiencias ainda fazer desse processo Esta ideia pode reafirmar e anterior aprendizagem de sua vida, atraves crianya vivencias cotidiana. a cerca; abstrac;oes. Estas cientificos, que sao e capaz vygotskyana, o nivel consegue da nem mesmo realizar 0 sujeito e capaz de realizar sao realizadas atraves os de capaz do 0 e marcada pelas conceitos de processo Oesde 0 e colegas), a vive. experiencias e cotidianos. Esses e simples da vida pratica relayoes entre os objetos formular generalizac;oes desenvolvimento cotidianos de inicio em que dos principal mente, conceitos conceitos. se desencadeia e e 0 ou conceitos nas interac;oes cientificos do dialogo, sendo, encontra de maneira pelo sujeito, diretamente (1994), estao sem potencial abordagem ligado ao e previsivel. esta relacionado aquelas a ajuda de outra pessoa. da colaborayao na ordenada seus problemas, de desenvolvimento mediante Assim real para Vygotsky resolvendo nivel e a partir ja dominadas sozinho, Ja mundo de e de ordem produzidos, nao 0 de desenvolvimento ou capacidades mais experiente. divertidas, mutua mente, pois fazem parte de um unico processo: formaryao aprendizado 0 desenvolvimento, tunc;oes produzidas e influenciam-se palavra, 0 de estabelecer nao que (com a mae, familiares por ay6es diferentes, (1994), das crianyas. as coisas de pensamento, posteriores, de desenvolvimento sobre pel a entretanto, sao Apesar relacionados o mediadas Com eles, a crianc;a escolares. interac;6es sao caracterizados que mais eficazes, de escolarizaryao aprendendo essa forma imediatas conhecimentos mundo das diversas denomina muito que diz VYGOTSKY 0 ao processo se desenvolve, VYGOTSKY educacionais um ate de prazer. atividades 0 auxilio se refere que as ele de alguem aquilo que 0 Nesse casa, as taretas e da experiencia compartilhada. Nesse sentido, a Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) e definida por Vygotski como: (...) a dist@mcia entre 0 costuma atraves determinar problemas, e 0 nivel de desenvolvimento nivel de determinado atraves da orientac;:ao de companheiros Considerando e aprov8c;6es, muitas problemas que deixam os alunos sao rotulados E atentos desenvolvimento soluc;:ao adulto ou vezes, que lodos a essas dificuldades, no decorrer paralisados pel a propria familia, importante potencial, de problemas em colaborac;:ao sob professores e cercada a com samenle do ens ina, nos depara-s8 diante as envolvidos observando de mais capazes (VIGOTKY, 1994, p. 112). que a area da educaC;Elo nem sempre sucessos assim um real, que se da soluC;flo independente do processo de com de aprendizagem, e colegas. no processo se sao momentaneas educativQ estejam ou se persistem hi! algum tempo. o ser dificuldades, humane se desenvolve nao importando aprendendo. 0 momento Nesse processo para que isso ocorra. podem aparecer 2.2 DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM Na infElncia escolares, que passividade, podem Nao pois aprender Ha algum encaminhadas tempo e pela escola, acabava tria confirmar per tornar-S8 marginalizado, reduzidissimas. Apenas Segundo diagnostico alguns funcionamento glandular, um eram aguardado pela Num passado era encaminhada diferenciado. de urn para Com segmento iSSG, social de suas potencialidades na maioria a ser considerada, eram das vezes, a crianc;a par muitas pessoas, conhecimento. 0 problema sinal de de aprendizagem descompensa9ao. pode Assim, ser 0 seu considerac;ao no pelo seu significado. fatores organicos: parte do medico, (1992), sintoma, de um problema 1. Fatores fatores; Pain esta constituido Eis diagnostico urn fazer passava de criar e produzir Sara como a crian98 urn ensina de amplia~ao com a chancela de aprendizagem como urn ser incapaz e au de de aprendizagem ansiosamente a sua "normalidade". geralmente estigmatizada de inteligencia de desenvolvimento. isalado, ofereciam onde as oportunidades com dificuldade considerado detectados, (agita~ao, abaixo do esperado. com dificuldade au negar de dificuldades de comportamento a uma questao cujo diagnostico que presenr;8 e no aproveitamento aprendizagem espedais a em altera~6es atn3s as crian98s nos casas au escalas freqOente faz parte do processo ao medico, ainda proximo, classes ser notadas pode restringir S8 e adolescemcia inibi~ao, lalta de aten~ao) competencia, familia e na fundamentals a serem de aprendizagem integridade alimenta980 anatomica levados em sao: e de e condi96es funcionamento de abrigo e conforto dos orgaos, entre outros 10 2. Fatores especificos: adequ8yao aprendizagem numa refere-s8 perceptivo-matara, da linguagem, serie 3. Fatores de a sua articulayao perturbac;6es psic6genos: neur6tica a satisfaC;8o na fantasia, da tipos de aqueles transtornos e sua lecto-8scrita, da aprendizagem na que aparecem (ex-alteragao problema excessiva interdiC;8o certos em especial da area de no nivel da e S8 manifestam sequencia pode surgir satisfac;ao, seja pelo afastamento percebida; como uma reac;ao da realidade seja pela fixac;ao com a parada e pela de cresci menta na crianc;a; 4. Fatores ambientais: refere-s8 aD meio ambiente material do indivIdua, possibilidades abundancia o reais que 0 dos estfmulos que se pode observar, aprendizagem incluem aprendizagem, dos seguintes Atividade a quantidade, a qualidade, meio Ihe farnece, que constituem seu campo de aprendizagem de modo problemas mais geral, em alunos localizados frequencia e habitual. com dificuldades nos campos as de da conduta e da dificuldade de tipos: motora: hiperatividade ou hipoatividade, coordena<;8o ... , Aten<;8o: baixo nivel de concentra<;8o, Area matematica: problemas dispers8o ... , em seria<;6es, invers80 de numeros, reiterados erros de calculo ... , Area irregularidades verbal: problemas na lectoescrita, na codificayao/ desajustes emocionais Memoria: dificuldades de fixa<;:ao .. Percep<;8o: reprodu9ao simb6lica, disgraflas Emo96es: figura e fundo, inversao decodifica98o leves, baixa auto-estima inadequada de letras ... , de formas geometricas, confusao entre II Sociabilidade: inibit;8.o participativa, pouca habilidade social, agressividade. Dificuldade de aprendizagem: pode ser sanado pelo professor/educador, pois S9 trata de uma dificuldade educacional Toda alguma pequena que pode ser relativa a metodos de ens ina, contexto etc. area pessoa encontra do conhecimento. parcela das pessoas Dificuldades de Aprendizagem. au encontrara Ja as disturbios dificuldade de aprendizagem de aprendizagem e nao ocorrem com a mesma atingem incidencia em uma como as 12 2.3 DISTURBIOS E prestam alenlo DE APRENDIZAGEM comum atenc;ao o nas escolas ou apresentam notas leitura como materia na podem sao exatamente escrita, temporal e nao que necessaria ficar mais serio, urn disturbio medico especializado. mesma e dependem quando dislurbios de rendimento areas, em tais como concentra!yao, de aspectos tanto nao vai bern a baixo inclui varias comunica!yao, sociabjlidade Os a crian98 ela apresenta principalmente auto-estima, no aprendizado, memoriz898o. 0 aprendizado compreensao, seguran!ya, na quando e na sociabilidade. e espacial, as dificuldades par exemplo, ou globais, pensamento, autonomia, au ser parciais, especifica, disciplinas memoria, de acompanhamento agitados, Mas baslante discutido entre educadores e pais de alunos. Os de aprendizagem aprendizagem varias e de alunos baixas. naD algum problema tern au que necessite assunto disturbios uma reclamat;oes para saber S8 a crian~a de aprendizagem, na Duvir nas aulas orienta!yao emocionais como e estado de humor. Segundo Stelling Stella (1994), disturbios de aprendizagem designam crian!yas que apresentem emocional dificuldades normal, ou social. Segundo aprendizagem deficiemcias metodos apresentam inteligencia nao irrevers[veis, de ensino confundidos sao de aquisic;ao e nao materia teorica, de aprender, mas uma forma pois de imaturidade Os disturbios embora desfavorecimento essa defini!yao, as crian!yas portadoras incapazes apropriados. com deficiencia de demonstrem os fisico, de disturbio disturbios que requer de aprendizagem nao nao aten980 devem de sao e ser mental. Ainda para Stelling Stella uma crian~a tem disturbio de aprendizagem quando: nao apresenta urn desempenho compativel com sua idade quando Ihe sao fomecidas experienciasde aprendizagemapropriadas;Apresenta discrepancia enlre 13 seu desempenho e sua habilidade intelectual oral e escrita, compreensao expressao compreensao e calculo e em uma au mais das seguintes crais, habilidades de leitura e de ordens raciocfnio areas; matem.atico. Entre as disturbios de aprendizagem mais comuns estao a Dislexia e Discalculia. A dislexia, urn disturbio de aprendizagem, ganhou estudos e atenc;ao ao longo dos anos. 2.3.1Dislexia 2.3.2 A historia da dislexia Identificada pela primeira vez par BERKLAN em 1881, 0 termo 'dislexia' foi usado em 1887, por Rudolf Berlin, um oftalmologista de Stuttgart, Alemanha. Ele usou 0 terma aprendizado para S8 referir a urn jovem da leitura e escrita intelectuais que apresentava grande dificuldade aD mesma tempo em que apresentava no habilidades normais em todos as Qutros aspectos. Em 1896, W. Pringle Morgan, um fisico brit;;mico de Seaford, Inglaterra publicou uma descric;ao de uma desordem especffica de aprendizado de urn demonstando, rnenino de contudo, 14 anos intelig€mcia comuns de uma crian9a de idade normal que e que nao havia realizava no a artigo descreve 0 British Medical Journal, entitulado "Congenital Word Blindness". casa na leitura aprendido todas a ler, as atividades dessa idade. Durante as decadas de 1890 e inicio de 1900, James Hinshelwood, oftalmolalogista descrevendo escoces, publicou uma serie de artigos nos jornais medicos casos similares. Um dos primeiros Orton, urn neurologista 1925 Orton conheceu pesquisadores que trabalhou 0 principais inicialmente a estudar a dislex;a fo; Samuel em viti mas de traumatismos. T. Em caso de um menino que nao conseguia ler e que 14 apresentava sintomas estudou dificuldades as correlacionada aprendizado significado com a parecidos de traumatismos da leitura. Orton aparentemente nao trecados') que essa condic;:ao referente da linguagem dislexicas; ligeiramente a maiores Segundo provocava em Orton sindrome a nao dificuldade par strephosymbolia com dificuldades no (com 0 de individuos leitura estritamente da dislexia visuais. Ele par uma falha na laterizar;;:ao do cerebro. cerebrais de 1980 e 1990, uma regiao contuda, uma sua teoria a respeito cerebral maior que a regiao direita dislexicas, de traumatismo. havia a dificuldade dos hemisferios na decada e fisicamente nas pessoas que que era causada temporale, viti mas que condiyao para descrever tambem especializac;:ao postumos do planum essa estava correlacionada acreditava estudos chamou observou A hip6tese esquerdo de algumas e concluiu neuro16gicos Orton de 'simbolos dislexia. novas aos leitura de Orton estabelecendo associada que alva de 0 lado ao processamento nos cerebros essas regioes for de pessoas sao simetricas naa ou mesma no lado direito do cerebro. publicayao no Jornal do Senado em Brasilia, os disturbios tern origem genetica. A Dislexia e uma desordem neurol6gica, de origem genelica e com alIa indice de heredilariedade. Por causa desse disturbiO, a pessoa dish~xicatern dificuldade em associar os simbolos e as lelras ao som que eles representam e nao consegue organiza-Ios mentalmente numa sequencia coerente. Estudos afillTlam que lado 0 lada direito do cerebro do dislexico e mais desenvolvido, 0 que explicaria sua maior habilidade em algumas areas. Por outro lado, detellTlinados neur6nios da pessoa com dislexia parecem concentrar-se de forma diferente da dos naodislexicos, fazendo com que 0 portador do disturbio tenha menor 15 coordena~o motara e dificuldades no mecanisme de transiyao ocular - ao mudar 0 foeo dos alhOs de uma silaba para oulra, 0 dislexico percebe a palavra como se estivesse borrada, como se as tetras dan~ssem ou pulassem diante dos seus athos, dificullando sua identifica~ao. (Senado A dislexia, des interesse portanto, nao De acordo doenc;a e estao genetica para a dificuldade divulgada Ao contrario, e uma Pesquisadores relayao muitos dislexicos naD requer atualmente com ~burrjce" I preguic;a au tern inteligencia acima da neurologica e medicac;ao. buscando uma correla~o em 1eitura. com a Associa9ilo pela International 2008). nao tern nenhuma em aprender. media. Tambem Jamal, Brasileira Dislexia Association a de Oislexia (ABO), (1994), foi definic;ao a baixo: Dislexia e um dos muitos disttirbios de aprendizagem. E urn disturbio especifico da finguagem, de origem constitucional, caracterizado pela diflculdade em decodificar palavras simples. Mostra uma insuficiencia no processo fonol6gico. Essas dificuldades de codificar palavras simples nao sao esperadas em relaryao a idade. Apesar de submetida a instrucao convencional, adequada inteligencia, oportunidade sociocultural e nao possui disturbios cognitivos e sensoriais fundamentais, a criant;a falha no processo de aquisicao da finguagem. A dislexia e apresentada em varias formas de dificuldades com diferentes fonnas de linguagem, frequentemente incluidos problemas de leitura, em aquisi9ao e capacidade de escrever e soletrar. ABD,1994. 16 Para enlender maneira geral 0 nosso e esquerda analisa melhor cerebra. responsavel palavras e outra habilidades permanente, e relacionar vao reconhece de long8 reconhecidas. Quanta e conhecer responsavel Uma parte as palavras. juntas. como funciona Para que func;ao cerebral A sons. e ativada. durac;ao, para que de forma imediata, rna is lemos, individuo 0 Qutra possa ler e processar medida que essas A memoria deve ser as palavras mais domina mas esse processo area A os fonemas, Para ler a crianc;a deve reconhecer outra de uma par uma funyao. processa as letras aos seus respectivos aprimorando S8 deve-s8 Cada parte pela linguagem. essas partes devem trabalhar as fenemas a dislexia, sejam e mais facil S8 torna essa aquisiC;ao. o cerebra a area somente dificuldade dos dislexicos cerebral em diferenciar analise das palavras Na dislexia, corrigir as falhas nao funciona responsavel fonemas dessa forma. pelo pracessamento de silabas, Para ler, eles recorrem dos fonemas. visto que a regiao Apresentam responsavel pela ha mais chances de se e inativa. quando feito 0 tratamento de conex8o cerebral. precocemente, Para 0 dislexico a leitura exige um grande esfon;:o, pOis cada palavra lida e como se fosse nova ou desconhecida. A dislexia tambem pode ser: central e periferica. Na primeira ocorre 0 comprometfmento do processamento IingOistico dos estimulos - se allera 0 processo de conversao da ortografia para a fonologia (e onde a maioria dos dislexicos se enquadra, cerca de 70%). Na segunda, ocorre 0 comprometimento de analise perceptivo·visual, ocorrendo prejuizos na compreensao reconhecimento das palavras. p120) (CAPOVILLA do & material CAPOVILLA, lido - 2004 17 Alguns sintomas e/ou sinais rnarcam as caracteristicas da dislexia. 2.3.3 Sintomas e/au sinais do comportamento dos dislexicos Segundo a professora e fonoaudi61oga Stela Sttelling (1994) diversos sinais visiveis nos comportamentos que podem auxiliar aos pais enos e educadores aspectos da dislexia, entre eles estao cadernos das crian98s dislexicas, a identificar dificuldades de expressiio persistentes copiar dificuldade meses fala, para organizar-s8 do ano, ordenar e para as letras do alfabeto, poueo tempo difieuldades exemplo, de aten~o em memorizar em participar numeros organizar e silabas ainda fatos recentes - numeros para organizar de brincadeiras 1atras as haras, em palavras dias da de fatos, muito interessantes, de telefones eoletivas, seman a e e temporais, seqOencias que sejam a agenda altera~6es inadequadamente, espaciais longas, alguns e desenvolvimento compreensiio, sequencias nas atividades, severas difieuldades dificuldade escrever e no tempo, reconhecer dificuldades precocemente a demora nas aquisigoes da linguagem oral, na existem e recados, par escolar ou da rotina diaria pouco interesse em livros impressos e escutar hist6rias. Stelling (1994) ainda salienta que crian<;:as que gostam de conversar, aparentam desinteresse comparar as respostas, preciso ter uma especial aten~o sea curiosas, entendem e falam urn mesmo problema pais, frequentemente oral e incorreta matematieo, encontramos na mesma questao crian9a que pareee nao saber resolver um problema matematico ter um desempenho surpreendente quando 0 no caso escrito e oral, e respostas escrita. as bern, mas em ler e escrever. Segundo ela, seria interessante, de crianl):8s leitoras, oferecerem corretas na questeo e Isto diferentes, 13, a mesma par escrito, podera mesmo problema Ihe e apresentado 18 oral mente. Esta difrculdade Portanlo, compreender aquisir;6es 0 que vezes pode E quando estar construcyoes gramaticais pelo seu significado; Dificuldade Dificuldades para organizar -se em suas tarefas uma segunda lingua; rnais urn complicador. baixa auto-estima Ja diagnostico Confusoes em entender podem com 0 e andar; Atraso que esta ouvindo; em com Dificuldades rimas e aliterac;oes, severa dificuldade nao capias, entende tempo-espacial, e desenhos 0 para entender as trabalhos e agendas que Importantes leu; seqGencias geometricos; Especial nas vocabulario e rotinas diarias; Grande dificuldade para aprender com dicionarios - agressividade, dificuldade e rnapas e desinteresse, opositivo-desafiadoras. Eliene de outra forma; de que as sintomas sentar as aprendizes: em fazer de vida diaria; Atraso e cobradas a de orientaCY8o, trabalhar e pedagogo vao a ler, mas incompreendidas surgir as rea90es Alteracyoes de comportamento a professora aprender que existem au Ie, mas e ate mesmo condutas Na prime ira infimcia; engatinhar, conseguem inadequadas, calculos - a de apatia Dificuldade na leitura em matematica, e de fala em dislexia em reconhecer de organizaCY8o sequencial sinais alguns sinais que ajudam os profissionais ocorrendo dificuldades reduzido, os mas na leitura. S8 Em geral, estas crian~as, (1994) destaca palavras incompletas; quando confundir sao vistas como desinteressadas, como pagar. Stelling lingOisticas, dificuldades da matematica, camuflada. muitas na~tern quanti as que podemos de todas estas dificuldades a sua dislexia suas dificuldades, revoita. como ponto a ser considerado crian<;::as que apesar carregando exemplifica e na aprendizagem nao Dutro situar;ao Percilia (2000), 0 mesmo mudam de idade para idade. no desenvolvimento au deficiencia Tend€mcia coloca a hiper motor desde na aquisicyao da fala; ou a hipo-atividade a fase do Dificuldade motora; 19 A dislexia apresenta caracteristicas especificas de acordo com as faixas etarias. - Nas crianc;as: a partir dos sete anos, pode ser extremamente as deveres. Copia com letra bonita, mas tern pobre compreensao JentD ao fazer do texto; 56 faz leitura silenciosa; a letra pode ser mal grafada e ate ininteligivel; pode omitir acrescentar, trocar au inverter imaginagao sao e criatividade; extremamente amassados; direita e a direc;ao de Istras e silabas; com facilidade, seus e esquerda, entrando cadernos embera e alguns tern grande no "mundo livres sao sejem atletas, da lua"; borrados e Qutros mal chutar uma bola. Nos imediata desordenados, confunde conseguem a ordem desliga-se adultos: Continuada prejudicada; dificuldade dificuldade na na leitura aprendizagem de e na escrita; uma mem6ria segunda lingua; dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomia); dificuldade de distinguir a direita da esquerda; prejudicados, dificuldade trazendo de organizac;ao; como can sequencia aspectos depressao, afetivos e emocionais ansiedade, baixa auto- estim8. De acordo com a AssociaC;ao Brasileira indicar a dislexia, antes de um diagn6stico de aprendizagem, nao confirmam podem indicar outras situagoes, a dislexia. de Dislexia multidisciplinar, as sintomas s6 indicam que podem um disturbio E nao para par ai, as mesmos como lesoes, sindromes sintomas e etc. 2.3.4 A avalia~iioe importante? A avaliag80, que esta alf§m de ser muito acontecendo com 0 importante, individuo que e fundamental esta apresentando para entender sintomas a de 20 disturbios que S8 de aprendizagem. tern condig6es Alem do que, e atraves de urn encaminhamento So mente urn diagnostico da avalia9ilo adequado multidisciplinar multidisciplinar a cada casa, identificara com precisao 0 que esta ocorrendo. Quem devera dar este diagnostico par Psicologa, minuciosa Fonoaudi61oga investigag8o. abrangencia Qutros profissionais, equipe diagnostico 0 mesma As dificuldades deve verificar apresente sintomas: as possibilidades. outra psicol6gicos, multidisciplinar Par outro encaminhamento tambem acompanhamento adequado estudantil vida mais prazerosa, destes. chamamos neurol6gicos, Quanta mais se se de outro modo para que a dislt§xico for diagnosticado do parecer 0 causar problema Embora a as mesmos excluindo for avaliado progredir mais feci! todas qualquer confirmado, possa a ter um e ter uma vida sao uma grande fica em e outros. a dislexia possa A au Multidisciplinar. em comum. podem que de casc. como um todo, verificando uma vez que as dificuldades cedo urna maior com maior incidencia oftalmol6gicos mas se chega lado, dare iniciar urna antes de confirmar de Avaliayao tambem a individuo formada e Qutros, conforme que todos tem as causas Nilo parte da dislexia, possibilidade. a necessidade Oftalmologista analisa devem garantir todas as possibilidades a maior indice, outros fatores disturbios A equipe que ainda entre a leitura e escrita sao fatores sala de aula, mas isso nao implica dislexia deve verificando E 0 que de dislexia. multidisciplinar, Clinica equipe de avaliayao, como Neurologista, de profissionais descartar e Psicopedagoga Essa do processo sera urna equipe barreira na de trabalhar a dislexia. o disturbio. professor preparado pod era colaborar com pessoas afetadas pel0 21 2.3.5 0 papel do professor o professor tern urn papel professores precisam estar atentos seu grupo. Suspeitando rnuito irnportante no auxilio para esta realidade dos sintomas, para a criang8 e depois de diagnosticado deve sugerir a quadrat de urn dislexico. Os e para as particularidades de urn encaminhamento e necessaria muito ao aluno, em sala de aula, e ao lango do tratamento, iguais a escola, a familia e profissionais A primeira tarefa do professor clfnico que ele S8 dedique que envolve em partes da sauds. deve ser a de resgatar a autoconfiang8 do aluno. Descobrir suas habilidades para que possa acreditar em si mesma ao destacar 0 segundo em Qutras areas. cada aluno que tenha dificuldade, que S8 chegue a urn diagnostico 0 o professor de ensino de diagnostico sua atividade rnais coerentemente detectar professor encaminha-Io diagnostico, para pois ha rnuitos dessas S8 f1exivel para dificuldades para melhorar professores que deseja 0 diagnostico paciente 0 deve, ele (diagnostico qualquer ajudar dificuldade 0 ate 0 dia- que lecionam seus papel do professor podera alunos nesse construir e a tim de conduzir de aprendizagern, deve saber tratamento. a ajuda a que pois socialrnente s6 uti I. que e necessaria Jamais e sirn de urn especialista. prestar os seus uso de instrumentos pode ser considerada e colaborar e constante, proprio, informal) ... e do maior interesse psicopedagogica pais, nao e de urn trabalho necessita. a natureza uma orientag8o fundamental pedagogico precocernente assim uma intervenc;ao o urn olhar que e dislexia. instrumentos perrnitarn ser de dirigir e cornpreender especializado, a-dia da crianc;a, e se instrumentalizar, nao sabern devera dar urn So atraves que a crianc;a tanto 22 o sentir-se e ideal trabalhar dependente difereng8s, de tudo. ao professor professor deve para importante que a diversas professor 0 que construtivas, seja acolher atividades estimule da caligrafia 0 aiuno e respeita-Io; e tecnicas 0 na correC;ao (dando vermelho procure nao estabeleC;8 a escrever das em linhas certifique-se descobrir os interesses de grande com no maximo da crianya e leituras importancia alternadas de observar e de que ao com as (0 fac;a criticas que permite evite anolar a lodos os nao corrija com problemas com lapis de aprendizagem), e a atenryao da crianc;a. que a manutenryao de lurmas extrema para que relevancia, de mane ira adequada sente de casa foi entendida ao conteudo), que prendam ressaltar, de ens ina e competic;6es ligoes, de que a tarefa importancia 20 alunos ou menos, tenha oportunidade tambem mais (isso lere a suscetibilidade E a em suas seu problema, pel a crianc;a, pec;a aos pais que releiam com ela as instrury6es, erras nao comeee e a cada Situ8C;ElO. crianya aD conteudo quanta imprecisa), a explique com 0 tempo, flexivel que ela de piedade. recarrer lado del a, nao a pressione leitura da criang8, qual delas melhor S8 adapta a cada estudante E Qutros, 0 sem cair no sentimento Cabe descobrir a autonomia pequenas, 0 professor a todos as educandos, como dispor de tempo para auxilia-Ios. 2.3.6 Alguns recursos de aprendizagern Segundo desenvolvido; apresentado e alternativas para que a crianrya consiga acompanhar 0 nivel da turma. Coil (1995), precisamos dar a eles um resumo Iniciar cada novo conteudo, no periodo. apoio para apresentar No final, resumir a liyao a classe, com urn esquema, os pontos-chaves; al9m do quadro do programa mostrando 0 a ser que sera usar varios recursos - de giz: projetor de de slides, 23 retroprojetor, videos tecnico de forma tempo; avisar, para que encontre exemplo; fazer revis6es autorizar 0 enunciados confecc;ao, uma cartilha; daurada; folhas como corretor Entre podem-se para alguns destacar: como rascunhos gravar para matematica; 0 leitura, livra, par duvidas; e dicionarios, durante escritas; que esta sendo (a imagem au as passiveis para alfabetizac;:ao, e fotografias que demonstre 0 novo ao mesmo que envolvam para responder simples, material exemplos ler pedido; como desenhar e essencial); e material nao deve ser forc;:ada a ler em voz desejo colocar 0 de atividades atuno em faze-Io; 0 uma metodologia mesmo trabalho e tecnicas na primeira 56 para a crianc;:a do livra 56 para ela, corrigir escritos 0 uso de informatica, atividades que classe aplicaveis (para poder ao dislexico, dar atenc;:ao que disse para a cia sse, ler nova mente ao lado dela, dar urn tempo os demais, par orais e utilizar pragramas substituir oferecidos avaliac;:6es no mercado maior e outros para montar de apoio ao aprendizado. Assim, a possibilidade inevitavel. de realiza-Io, vDcabulario e escritas ortografico. que fac;:a trabalhos trabalhos se todos entenderam do proprio a menos a ele), repetir um trecho houver orais limite do tempo para atividades 0 usa de gravuras quadricutadas alta, em classe, especial calculadoras aumentar em voz alta e verificar usar gravador; montar quando Qutras formas e avaliac;6es; introduzir dar instruc;oes com tempo disponivel usa de tabuadas, as atividades multimidia; evilar com antecedencia, aluno 0 e Qutros recursos contextualizada; de sucesso do portador de Dislexia com certeza sera 24 3. METODOLOGIA Para desenvolvimento do trabalho loram 0 procedimentos melodol6gicos: pesquisa bibliografica adotados os seguintes e pesquisa de campo. 3.1 LOCAL DA PESQUISA A pesquisa de campo loi realizada em uma escola publica no Estado do Parana, na cidade de Curitiba, no bairro Uberaba. Nesta escola administrativas, existe 10 funcionarios uma para equipe de 20 funcionarios servigos gerais com 07 profissionais fungoes na equipe pedagogica e 52 prolessores em todos os turnos. Trabalha-se com olerta de ensino, Educac;ao Infantil de 38 a4 8 serie, Ensino Regular de sa a 8a e Ensino Media 1a a 3° ana. Neste ana de 2008 estiio matriculados 895 alunos contendo 28 turmas em todos as turnos. o espa90 fisica da escola S8 apresenta da seguinte maneira: Sala da diretoria, sal a de professores com telefonel TV I Video e computador com ponto de internet conexiio banda larga (ADSL). secretaria: Inlormatizada com computadores auxiliar: em rede, informatizada, sal a de CoordenaC;2Io Pedagogica, almoxarifado, sal a de reuniees, ciencias, quimica, fisica e biologia com microsc6pios, biblioteca: inlormatizada disponiveis com conexiio para os alunos fazerem sal a de orientayao, laborat6rios: informatica, sal a multiuso: com TV I Video, Internet (ADSL), dois computadores trabalhos em turnos diferentes, acervo: uma grande quantidade de livros para trabalhos e literatura, sanitarios: dentro do predio, dependencias e vias adequadas aula para atendimento para portadores de necessidades lndividualizado, patio: coberto, especiais, sala de sala de aula: salas de aula 2S com TV! Video cantina: em rede, a cabo e parab6lica, cozinha com deposito 3.2 PARTICIPANTES Para a realiz8980 da pesquisa 1 professor 3.3 INSTRUMENTOS foi utilizado 1) Para voce que 0 de campo de ensina de medida urn questionario abaixo Poliesportivas, participaram 2 professores de media e 1 pedagoga. para verific8gBo contendo dez quest6es das opinioes relativas dos professores ao tema proposto. DE DADOS. fizeram parte do instrumento da pesquisa. e dislexia? 1 - Dificuldades de leitura, escrita e fala. 2 - Dificuldades em S8 expressar 3 - Algum tipo de dificuldade 4 - Dificuldade de esportes e refeit6rio. DA PESQUISA instrumento 3.4 LEVANTAMENTOS As quest6es quadras (arejado) DA PESQUISA. ensina fundamental, Como para merenda ou disturbio par escrito. especifica. de aprendizagem. Em relag80 ao questionamento sobre 0 que em torna de dificuldade de leitura, escrita e dislexia, as respostas giraram e fala; alguma dificuldade especifica disturbio de aprendizagem. 2) Em sua opiniao dislexia e uma doen~a?Por que? 1 - Nao. 2 - Creio que sim, pois pela definiyao a origem parte do cerebro 3- Nao. responsavel e constitucional. pel a decodifica<;iio. E urn disturbio na au 26 4 - Nao, e sim urn problema Considerando na aprendizagem. a dislexia concorda com a dislexia a origem e constitucional, uma doen98, ser uma doeny8 a maioria e apenas e urn disturbio dos uma afirmou na parte participantes nao ser positiv~ do cerebra porque respons;3vel pel a decodificagao. 3) Voce sa be quais sao as principais dificuldades encontradas por urn dislE~xico? 1 - Dificuldade Dificuldade em pronunciar na pronuncia algumas letras. e na leitura. Troca de latras na escrita. 2 - Creio que sejam tracas de fonemas 3 - Dificuldade de ler e escrever. 4 - Dificuldade na leitura e na escrita. Ao serem e dificuldades questionados sabre quais dislexico, todos os participantes responderam dislexico sao a pronuncia, 4) Como identificar dificuldades 1 - Analisando a diferenl!ia entre uma crian9a identificar alfabetizaC;8o basta a retomada necessidade de atendimento Fonoaudi61ogo e outros. que encontradas as maiores dificuldades par urn de urn na leitura e na escrita. mal alfabetizada au com de uma crianc;a dislexica? quais as dificuldades 2 - Nao sei bern como as dificuldades traca de letras, dificuldades na aprendizagem na leitur8 que a crianc;a apresenta. a diferenr;.a, de conteudo de especialistas mas creio que seja tratando de forma individualiza, em diversas areas de rna ja a dislexia como ha a Pedagogia, 27 3 - Fazendo urn tratamento au urna analise 4 - Pouco sei sabre a assunto, com urn especialista. mas com certeza devemos encaminha-los a urn especialista. Na mane ira de como identificar e crianc;as com dificuldades e preciso que 0 analisar quais as dificuldades mais correto 5) Toda pessoa 1 - Acredito e fazer dish;xica 0 tern sempre entre crian~as mal alfabetizadas urn dos participantes que a crian<;a apresenta, encaminhamento respondeu que as Qutros acham para urn especialista. problemas na leitura? que nao 2 - Creio que nao, alguns apresentam simbolos a diferen~a de aprendizagem, problemas apenas na escrita, invertem tetras ou numeros. 3 - Nao sei bern ao certo. 4 - E urn dos maiores Em relaC;8o duvidas problemas a dos dislexicos. correspondencia na res posta dos professores, 6) Voce ja teve algum entre dislexia e problemas na [eitura ha nao sabem 80 certo. aluno com Dislexia? 1 - Nao 2 - Talvez, mas nenhum 3 - Acredito com diagnostico de profissiona1. que nao. 4 - Nao sei dizer, ate porque nunca sabemos A maieria dos entrevistados ao certo os alunos tern ou nao dislexia. nao sa be ao certo se ja teve algum aluno com Dislexia. 7) No caso de este aluno? ja ter tido um aluno com dislexia, qual e sua postura para com 28 Nenhum dos participantes 8) Existem sintomas respondeu a questao. antes da idade escolar? 1 - Nao seL 2 - Os sintomas numeros sao identificc3veis quando a crianC;8 comeC;8 a ler e escrever percebidos 3 - Prov8velmente dificuldade e escritos de forma invertida nao, pois a pessoa letras e ou de cabega para baixo. 56 val saber quando passar par urna escolar. 4 - Acho que nao. Oiante da pergunta os participantes sintomas existem afirmam com certeza S8 as antes da idade escolar. 9) Todo aluno dislexico escola naD precisa de acompanhamento profissional? Na sua hil esse profissional? 1 - Sim, acho que precisaria psicopedagogo. de urn acompanhamento Nao he profissional acompanhamento escolar individual na escola, dificultando de urn profissional, um bom do aluno com dislexia. 2 - Nao. 3 - Com certeZ8. 4 - Com certeza, A profissional profissional. maioria na minha escola nao tem. des participantes respondeu para fazer 0 acompanhamento, que sim que precisam mas, que em suas escolas de um nao tem esse 29 10) Voce, como docente, 0 que sugere como atividade para a pratica em sala de aula com alunos dish~xicos? 1 - Devida ao grande trabalhar numero de alunos nas salas de aula com alunos dislexicos, com atividades diferenciadas pois, deveriam dos demais e muito complicado ter urn acompanhamento individual, alunos. 2 - Leitura em voz alta. Tempo maior para realizac;ao de provas/alividades; Provas orais. 3 - Muita leitura, trabalhos 4 - Horariosindividuais com escrita, provas orais. para que possamos trabalhar A pr<3tica em sala de aula deve variar com estes alunos. entre leitura, trabalhos com escrita e provas orais, dais participantes responderam ser necessario urn horario ou acompanhamento individual para que passam trabalhar com estes alunos. 30 4. CONSIDERA<;:OES Atraves FINAlS das minhas observa~5es realizadas em uma escola ao meu tema do TCC, a Dislexia. Ap6s estas observa90es salas dificuldades havia alunos resolvi conversar real mente com muitas com alguns na escola havia mas, que aS professores professores muitos alunos pouco sabiam percebi 0 assunto cheguei que em algumas de aprendizagem. sabre publica Fai ai entaa que e sles me relataram que com dificuldades e ate alunos dislexicos nao sabiam como sobre 0 ass unto e par isso agir perante este problema. Entao perante de S8 esse problema saber mais sobre esse disturbio Atraves do meu estudo ser identificado alfabetizay80, desde quando Os profissionais ceda e escrita terao facilitando-Ihes desenvolvido a importancia com 0 entendi individuo sao formalmente no assunto. estrategias que 0 disturbio - principal mente que a apresentadas sao fonoaudi6logos, Os adultos que fizeram compensarao pode estas na crianya. que trabalham um tratamento dificuldades, a vida academica. Com base nos resultados com os com professores, maneira disturbio, seu diagn6stico junto a psic61ogos especializados adequado 0 - ja que nasce 0 nesta escola percebi - a dislexia. feito sabre a leitura que realizam encontrado diferente. Muitos percebi de forma que ainda pode-se relayao aos dislexicos. conferir que fosse uma dificuldade No entanto, restrita, esta come~ndo acreditavam urn disturbio, especifico. com a pesquisa que a dislexia que antes perce bern que e, na verdade, atraves de tratarnento que obtive a difusao de campo realizada a ser vista de urna uma doen98, hoje jil que pode ser arnenizada entre os leigos ainda e muito urn comportarnento preconceituoso em 31 e uma A dislexia pais, e nesta dificuldade que afeta principal mente a area de Portugues, disciplina que exige mais interpretayao, mas, nao que este aruno venha a ter dificuldade. Atraves das informac;:6es ponto que 0 estudante alcance para uma falha necessaria Eo importante um teste de aptidao tern consciemcia fonol6gica A dislexia soletral'iio tambem nao S8 sao sabre 0 refere estrategias, fazer da descoberta Uma problemas emocionais devido Uma a textual, a 0 E aprendizagem 0 uma saudavel com rotina e e avalial'ao perceptivel que ele proprio e para que ele continuada, de inteligencia gramaticai. que esta escrito e somente afetadas. qual NaG adianta comportamental. Para saber sabre sua compreensao saber para montar ate ir, 819m dos Iimites, de uma forma agradavel, disciplina. [eitura. esta na aprendizagem possivel e notei que urn melhor exito em sua vida escolar. desculpa pode coletadas, S8 0 de paciente Ie. dificuldade de [eitura. A escrita e a pessoa com dislexia pode apresentar falta de tratamento pSicologico diante do acontecimento. Para evitarmos um prejuizo academico e frustrac;oes, 8 necessario um diagnostico e um acompanhamento profissional, a18mde orientac;ao familiar e escolar, para que nao se estabelec;a culpa e descrenc;a, e sim, uma forma de compreender que a dislexia 8 uma dificuldade e nao uma impossibilidade, estabelecendo assim quais as melhares formas de aprender. Por ser um tema de grande relevancia sugere-se que novas pesquisas sejam aprofundadas em outras escolas. Os resultados encentrados apos as analises reaHzadas par meio dos questionarios demonstram que escola referida ainda nao esta preparada para receber a alune disl8Xico uma vez que a professor nao apresenta conhecimento especifico para trabalhar com este aluno. A escola nao possui recursos didaticos 32 adequados para oferecer aluno subsidio 80 os aspectos 0 aprendizado Para que para que ele construa 0 professor eles devem majaria dos educadores cursos na area e acham ampliado Nota-se que 0 diagnostico perspectivas precoce de sucessa pode em todos de sua vida. aprendizagem que sempre deles. S8 trabalhe S8 bern com as alunos aperfei90ar nunca fez nenhum que atualizar para que transfira e muito valida uma vez 0 fazendo em contra curses partida para a profissao, educador com dificuldade na area Qutros e conhecimento. de que a ja fizera varias pais a professor tern que demonstrar para os alunos seguran98 sendo tern conhecimento 33 Referencias Bibliograficas: FREITAS Maria Teresa A - 0 Pensamento de Vygotsky e Bakhtin no BrasilCampinas: 1994 (Colegao magisterio, formagao e trabalho pedagogico). MASSI Giselle - Dislexia em Questao PAiN, e Tratamento Sara. Diagnostico Porto Alegre: STELLING, VYGOTSKY, Artes Medicas, Stella. Dislexia. _1" ed. Sao Paulo: Plexus, 2007. dos Problemas de Aprendizagem. 3" ed - 1989. Editora Santuario. L.S. Pensamento e linguagem. WADSWORTH, Barry. Inteligencia Paulo: Pioneira, 1997. 1" ed - Aparecida Sao Paulo: Martins e afetividade da crian,a (Associa,ao Brasileira de Dislexia) www.dislexiarecife.hpg.ig.com.br http://busca.aol.com.br/results.adp?start=&from=+&query=dislexia http://www.terravista.ptlAguaAlto/14301 Sao Paulo, Fontes, 1994. 1991. na teoria de Piaget. WELCHMAN, Marion. Dislexia: suas duvidas respondidas. Angela N. Nico e Eliane M. R. Colorni. Sao Paulo: ABO, 1995. www.dislexia.org.br 2" ed.- Tradugao de Sao Maria 34 ANEXO 35 Este questionario faz parte da pesquisa de campo do Trabalho de Conclusao de Curso de Letras da Universidade Tuiuti do Parana do ana de 2008. "Dislexia e urn dos muitos disturbios especifico dificuldade da linguagem, de decodificar de aprendizagem. de origem constitucional, E urn disturbio caracterizado pela palavras simples". (Massi Giselle) 1- Para voce 0 que e dislexia? 2 - Em sua opiniao dislexia e uma doenc;:a? Por que? 3 - Voce sabe quais sao as principais dislexico? dificuldades encontradas p~r urn 4 - Como identificar a diferenc;:a entre uma crianc;:a mal alfabetizada com dificuldades na aprendizagem de uma crianc;:a dislexica? 5 - Toda pessoa dislexica tern sempre problemas na leitura? ou 36 6 - Voce ja teve algum aluno com Dislexia? 7 - No caso de ja ter tido urn aluno com dislexia, qual e sua postura para com este aluno? 8 - Existem sintomas antes da idade escolar? 9 - Todo aluno dislexico precisa de acompanhamento profissional? Na sua escola ha esse profissional? 10 - Voce, como docente, 0 que sugere como atividade em sala de aula com alunos dislexicos? para a pratica