MÉTODOS NUMÉRICOS II ENGENHARIA POLÍMEROS EXERCÍCIOS TEÓRICO-PRÁTICOS Ano lectivo de 2003/20041 1 Celina Pinto Leão, DPS (2004) Métodos Numéricos II - EngaPolimeros Exercícios - Optimização não linear sem restrições Condições de optimalidade Optimização unidimensional Folha 1 1. Dada a função f (x) = x3 − 6x2 + 9x + 4 determine os seus pontos extremos. 2. Dada a função f : IR3 → IR definida por f (x1 , x2 , x3 ) = 5x21 + 2x22 + x43 − 32x3 + 6x1 x2 + 5x2 verifique que ela tem apenas um ponto estacionário. Classifique-o. 3. Considere a função f (x, y) = 3x21 − x22 + x31 Mostre que: (a) a função dada tem um máximo local em (−2, 0)T ; (b) a função dada tem um ponto de sela em (0, 0)T ; (c) a função dada não tem mínimos. 4. Mostre que qualquer ponto da linha x2 − 2x1 = 0 é um mínimo de f : IR2 → IR definida por f (x1 , x2 ) = 4x1 2 − 4x1 x2 + x22 . 5. Dada a função f : IR2 → IR definida por f (x1 , x2 ) = x21 (1 − x1 )2 + x1 x2 . Verifique se tem pontos máximos, mínimos e/ou de descanso. 6. Dada a função f : IR → IR definida por f (x) = x2 + 4|x − 1| calcule o seu mínimo usando o algoritmo de Fibonacci. O processo iterativo deve ser iniciado com N = 4 e pelo intervalo [0.7, 1.3]. 2 7. Considere a função f : IR → IR definida por ½ |x| para x < 0 x2 − x para x ≥ 0 calcule o seu mínimo usando o algoritmo de Fibonacci. O processo iterativo deve ser iniciado com o intervalo [-2, 2]. Considere N = 10 e ε = 0.0000001. 8. A função f (x) definida por f (x) = sen (x) tg (1 − x) dá a posição de um ponto relativamente a um centro de coordenadas, como função de um ângulo x. Pretende-se calcular o ponto mais alto dessa trajectória, no intervalo [0, 1], isto é, o máximo de f (x). Use o método iterativo de Newton para calcular um ponto estacionário e pare o processo iterativo quando o critério de paragem for verificado para ε1 = 0.5 e ε2 = 0.1. Verifique se o ponto encontrado é máximo. 9. Dada a função f : IR → IR definida por f (x) = x2 − x calcule o seu mínimo usando o algoritmo de Davies, Swann e Campey (DSC), baseado na interpolação quadrática. O processo iterativo deve ser iniciado com o ponto x0 = 2. Considere δ = 1, M = 0.5 e ε = 0.5. 10. Tendo como objectivo fabricar latas cilíndricas com um volume de 1000 cm3 e tapá-las em ambas as extremidades, qual deverá ser o raio da base e a altura da lata de modo a minimizar a quantidade de placa metálica, em termos de área superficial? Utilize o algoritmo de DSC, baseado na interpolação quadrática, com o valor inicial r1 = 7, δ = 0.5, ε = 0.1 e M = 0.5. NOTA: Use a restrição do volume para eliminar uma das variáveis, por exemplo, h = 1000 . πr2 11. Considere a função f : IR → IR definida por ½ / [0, 2] (x − 1)2 para x ∈ 1 para x ∈ [0, 2] Implemente o algoritmo de Davies, Swann e Campey (DSC), baseado em interpolação quadrática, fazendo x0 = 4, δ = 0.5 e M = 0.5. 3 Métodos Numéricos II - EngaPolimeros Exercícios - Optimização não linear sem restrições Optimização multidimensional Folha 2 1. Calcule o mínimo da função f (x) definida por ¡ ¢ f (x1 , x2 ) = máx (x1 − 1)2 , x21 + 4 (x2 − 1)2 implementando o método de Nelder-Mead, tomando para conjunto inicial os vectores µ ¶ µ ¶ µ ¶ 1 0 1 , e 0 0 1 e ε = 0.5. 2. No planeamento da produção de dois produtos, uma determinada companhia espera obter lucros iguais a P : P (x1 , x2 ) = 3(1 − e−1.2x1 ) + 4(1 − e−1.5x2 ) + (1 − e−x1 x2 ) − x1 − x2 em que x1 e x2 são respectivamente, as quantias gastas para produzir e promover os produtos 1 e 2, em unidades de 105 euros. Determine o máximo de P e os valores óptimos de x1 e x2 usando o método de Nelder-Mead. O processo iterativo deve terminar quando o critério de paragem for verificado para ε = 0.6, ou ao fim de duas iterações. Considere os seguintes pontos iniciais: (0.5, 0.5)T , (0.5, 2.0)T , (1.5, 0.5)T . 3. Dada a função f : IR2 → IR definida por f (x1 , x2 ) = −x21 − 6x22 calcule o seu máximo usando o algoritmo de segurança de Newton. O processo iterativo deve ser iniciado com o ponto (1, −1) e deve terminar quando o critério de paragem for verificado para ε1 = ε2 = ε3 = 0.5. Considere η = 0.0001. Deve implementar o algoritmo das repetidas divisões de α por dois para calcular o comprimento do passo α, em cada iteração. 4 4. A energia potencial de duas barras ligadas, como ilustra a figura, é dada por: µ ¶2 µ ¶2 EA l EA h 2 f (x1 , x2 ) = x1 + x22 − P x1 cos(θ) − P x2 sen(θ) s 2s s s em que E = 207 × 109 P a (modulus de Young), A = 10−5 m2 (área transeccional de cada barra), l = 1.5m (distância entre as duas barras), s é o comprimento das barras, h = 4m (altura da ligação), P = 104 N (força aplicada), θ = 0.523599 rad (ângulo a que a força é aplicada) e x1 e x2 são respectivamente, a componente horizontal e vertical da energia potencial no ponto de aplicação. Calcule os valores de x1 e x2 que minimizam a energia potencial usando o método de Segurança de Newton (η = 0.00001). Inicie o processo iterativo com o ponto (0.2, 0.001). O processo iterativo deve terminar quando o critério de paragem for verificado para ε1 = ε2 = ε3 = 0.001, ou ao fim de duas iterações. 5. Considere um circuito eléctrico em que existem duas resistências variáveis, R e X, como se mostra na figura abaixo. O valor médio da energia do circuito é dado por P = 104 R . (R + 20)2 + X 2 Determine os valores de R e X para os quais se obtém uma energia de saída máxima. Use uma estratégia quasi-Newton e os valores iniciais (R, X)(1) = (10, 5) . Utilize ainda o algoritmo das repetidas divisões de α por dois para determinar o comprimento do passo α em cada iteração e no critério de paragem ε1 = ε2 = ε3 = 0.3. 5 6. Dada a função f : IR2 → IR definida por f (x1 , x2 ) = (x1 − 1)2 − (x2 − 1)2 calcule o seu mínimo usando a versão mais adequada do algoritmo dos gradientes conjugados. O processo iterativo deve ser iniciado com o ponto (2, 1.1) e deve terminar quando a direcção de procura calculada verificar kdk2 < 0.1. Deve também, implementar a procura unidimensional exacta, para calcular o comprimento do passo α 7. Dada a função f : IR2 → IR definida por f (x1 , x2 ) = x21 + x22 − 2x1 x2 calcule o seu mínimo usando a versão mais adequada do algoritmo dos gradientes conjugados.. O processo iterativo deve ser iniciado com o ponto (1, −1) e deve terminar quando o critério de paragem for verificado para ε1 = ε2 = ε3 = 0.01. Deve implementar o algoritmo das repetidas divisões de α por dois para calcular o comprimento do passo α, em cada iteração. 6 Métodos Numéricos II - Eng. EngaPolimeros Exercícios Equações diferenciais ordinárias Folha 3 1. Considere a seguinte equação diferencial ordinária e respectiva condição inicial y 0 = −y + xy y (0) = 1. Determine a sua solução numérica, considerando h=1, através do Método de Euler, no intervalo ]0.0, 0.2]. 2. Considere o seguinte modelo de balanço de massa, num reactor químico misto V dc = F − Qc − KV c2 dt em que V é o volume (10 m3 ), F é a alimentação (200 g/min), Q é o escoamento (1m3 /min) e K é a razão da reacção (0.1 m/g/min). No instante inicial a concentração c é nula. Utilize 2 etapas do método de Runge-Kutta de 2a ordem para calcular a concentração c passado 1 minuto. 3. Considere a seguinte equação diferencial ordinária e respectiva condição inicial y 0 (x) + y (x) |y (x)| = 0 y (0) = 1 Determine a sua solução numérica, considerando h = 0.5, através do método de Runge-Kutta de 2a ordem, no intervalo [0, 2]. 4. A taxa de aquecimento de um corpo pode ser expressa por dT = −K (T − Ta ) dt em que T é temperatura do corpo (o C), Ta é a temperatura do meio envolvente (o C) e K é a constante de proporcionalidade (min−1 ). Se uma bola de metal aquecida a 90o C é introduzida em água a uma temperatura constante de Ta = 20a C, calcule o tempo que é necessário até a bola arrefecer para valores infereiores a 40a C se K = 0.2min−1 . Utilize o método de Runge-Kutta de 4a ordem e utilize h = 2min. 5. Um possível modelo para o crescimento de uma população é representado pela seguinte equação diferencial: µ ¶ P dP , P (0) = P0 = rP 1 − dt K em que P0 é a densidade populacional inicial, r o coeficiente de razão de crescimento da população e K o máximo potencial de densidade populacional. 7 (a) Considerando r = 0.5 e K = 10, calcule a solução numérica para um espaço de tempo 0 ≤ t ≤ 10 considerando como valor inicial P0 = 1. Utilize um métdod predictor-corrector de 2a ordem e um espaçamento h = 5. (b) A partir de t = 10, surge uma doença, podendo ser representada por uma quantidade de subtracção, H = 0.95. A equação diferencial fica então: µ ¶ dP P = rP 1 − − H, P (10) = P0 dt K com P0 igual ao valor calculado na alínea anterior para t = 10. Verifique o que começa a acontecer ao crescimento da população no instante de tempo t = 15. 8 Métodos Numéricos II - Eng. EngaPolimeros Exercícios Sistemas de equações diferenciais. Equações diferenciais de ordem igual ou superior a dois. Folha 4 1. O seguinte sistema de equações diferenciais descreve a relação existente entre a população de raposas, Nr , e coelhos, Nc , existentes numa determinada ilha, ao longo do tempo µ ¶ dNr (t) Nr + Ar Nr Nc = Gr Nr 1 − dt Mr¶ µ dNc (t) = Gc Nc 1 − Nc + Ac Nc Nr dt Mc em que os coeficientes A correspondem ao termo de competição existente entre as duas espécies, Gr e Gc a razão de crescimento de ambas as populações, Mr e Mc são os limites de cada uma das populações. Considerando Gr = 0.02, Gc = 0.05, Ar = 0.0001, Ac = −0.0004, Mr = 250 e Mc = 4000, estime a população de ambas as espécies, ao fim de 10 anos, para populações iniciais iguais a 1000. Utilize o método de Runge-Kutta de 2a ordem e considere h = 2.5. 2. O movimento de um certo mecanismo controlado é descrito pelas seguintes equações diferenciais ½ 0 y1 (t) = y1 (t)(y1 (t) − 1.5) − sinal(1 + y2 (t)) 0 y2 (t) = y2 (t)(1.5 − 2y1 (t)) onde t é o tempo e y1 (0) = 1 e y2 (0) = b Resolva numericamente as equações no intervalo método de Runge-Kutta de 2a ordem e b = −0.5. Nota: A função sinal(z) é definida por: −1, se z 0, se z sinal(z) = 1, se z [0, 1], com h = 0.5, usando o <0 =0 > 0. 3. O desvio y(x) de uma viga com uma força distribuída ao longo de todo o seu comprimento é representado pela seguinte equação diferencial Fl d2 y(x) (L − x)2 = 0 − 2 dx 2EI 9 em que Fl é a carga distribuída, E é o módulo de elasticidade, I é o movimento de inércia e L é o comprimento da barra. Calcule o desvio na extremidade da viga (y(10)), sabendo que Fl = 150N/m, E = 7.2 × 109 Kg/m2 , I = 0.13 × 10−4 m4 e L = 10m. dy(0) = 0, tome h = 5m. Considerando y(0) = 0 e dx 4. A equação de Van der Pol é dada pela seguinte expressão 00 0 y − A(1 − y 2 )y + By = 0 Calcule pelo método de Runge-Kutta de 2a ordem uma aproximação a y(x) no in0 tervalo [0, 0.2], usando h = 0.1. Considere A = 0.1, B = 1, y(0) = 1 e y (0) = 0. 5. O movimento simples de um pêndulo pode ser descrito pela seguinte equação diferencial de 2a ordem: g d2 θ sen(θ), = − dt2 L θ(0) = θ0 e dθ =0 . dt Considerando L = 1 m, g = 9.81 m/s2 e θ0 = π/10, calcule a posição θ no instante de tempo t = 5 (considere um espaçamento h = 2.5). 6. Para cada um dos seguintes sistemas de equações diferenciais, coloque-os na forma apropriada para a sua resolução numérica. Indique também os valores para iniciar o processo numérico. (a) ½ u00 + u0 v0 = sen (x) v0 + v + u = cos (x) com u (0) = u0 (0) = 0 e v (0) = 1. (b) ½ y 00 − 4y + z 0 = 0 z 00 − 4y 0 + 2z = 0 com y (0) = z (0) = 0 e y 0 (0) = z 0 (0) = 1. 10 Métodos Numéricos II - Eng. EngaPolimeros Exercícios Equações diferenciais com condições de fronteira. Folha 5 1. Considere a seguinte equação diferencial ½ t − y(t), 0≤t≤π 00 y (t) = π−t πe − y(t), t>π com as condições y(0) = 0 e y(2π) = 1. Resolva-a no intervalo [0, 2π], considerando h = π . 2 2. A conservação de calor pode ser usada para desenvolver um balanço de calor para uma haste fina e longa. Se a haste não estiver isolada ao longo do seu comprimento e o sistema estiver em estado estacionário, surge a seguinte equação d2 T (x) + h0 (Ta − T (x)) = 0, dx2 em que h0 é um coeficiente de transferência de calor que parametriza a variação da dissipação do calor para o ar circundante e Ta é a temperatura do ar circundante. Para uma haste de comprimento L = 10 e para h0 = 0.01, Ta = 20, calcule a temperatura ao longo da haste, supondo que T (0) = T1 = 40 e T (L) = T2 = 200. Use um espaçamento h = 2.5. 3. Dado o problema de equações diferenciais − d dy(x) dy(x) (x ) + x2 = −x, dx dx dx com y(0) = 1 e y(1) = −2 , calcule aproximações a y(0.25), y(0.5) e y(0.75). Use um espaçamento h = 0.25. 11 4. Dado o problema de equações diferenciais (1 − x)y 00 (x) + x2 y 0 (x) − y(x) = x com y 0 (0)−y(0) = 1 e y(1) = 1, calcule aproximações numéricas a y(0), y(0.25), y(0.5) e y(0.75). 5. Resolva a equação diferencial −2y 00 (x) + y(x) = e−0.2x com y(0) = 1 e y 0 (10) + y(10) = 0, no intervalo 0 ≤ x ≤ 10. Use h = 2. 6. Considere a seguinte equação diferencial y 00 + 7y 0 + 12y = 4 com y 0 (0) = −1 e y 0 (1) = −1, no intervalo 0 ≤ x ≤ 1. Use h = 0.25. 12