0 ODAIR HERGESELL ESTUDO DA GESTÃO DE CUSTOS EM UMA GRANJA DE PRODUÇÃO DE SUÍNOS TOLEDO, Pr. 2013 1 ODAIR HERGESELL ESTUDO DA GESTÃO DE CUSTOS EM UMA GRANJA DE PRODUÇÃO DE SUÍNOS Trabalho de Conclusão de Curso, do Curso de Ciências Contábeis, da Faculdade Sul Brasil, exigido como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel. Orientador: Profº Ariel Fernando Strey TOLEDO, Pr. 2013 2 ODAIR HERGESELL ESTUDO DA GESTÃO DE CUSTOS EM UMA GRANJA DE PRODUÇÃO DE SUÍNOS Trabalho de Conclusão de Curso, de Ciências Contábeis, da Faculdade Sul Brasil, FASUL, exigido como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel, sob orientação do Professor Especialista Ariel Fernando Strey, considerado _________________________ pela Banca Examinadora, com a nota ___________. FOLHA DE APROVAÇÃO ____________________________________________________ Profº Es. Ariel Fernando Strey Orientador - FASUL _____________________________________________________ Profª Me. Nome Completo Avaliador _____________________________________________________ Profº Dr. Nome Completo Avaliador Toledo,______________de__________________________de 2013. 3 Aos meus pais, por terem acreditado em mim, por terem me apoiado e por muitas vezes terem se sacrificado, para dar tudo o que precisei. Aos meus amigos, que sempre me deram palavras de ânimo e torceram por mim. 4 AGRADECIMENTOS A Deus, pela vida oferecida. Aos meus familiares, pela compreensão quando das inúmeras ausências durante o tempo de graduação. Aos colaboradores, que me possibilitaram estudar, contribuindo para meu crescimento. Aos Professores do Curso, pela partilha dos saberes. 5 "Se você não esta cometendo erros, você não esta assumindo riscos, e isso significa que você não esta indo a lugar algum”. (Joh W. Holt Jr) 6 RESUMO Esta monografia estruturou a gestão de custos em uma granja de suínos. Tendo como principal objetivo: Tentar aplicar a melhor forma de gestão de custos da propriedade produtora de suínos, com os dados fornecidos. E desta forma sugerir um método de custo necessário as suas atividades. A gestão de custos foi uma ferramenta muito importante na propriedade, pois através dela que se determinaram quais os fatores que estavam causando a geração dos principais custos. Verificando-os se demonstrou os custos totais mensais. O presente estudo buscou a coleta de informações para que fosse elaborado o controle de custos na propriedade produtora de suínos, numa visão de que uma das alternativas, para saber quais são os custos reais com suínos em uma propriedade é realizar uma gestão de custos. Assim foi possível identificar os custos, onde foram classificados em variáveis e fixos. Na busca de fornecer informações para determinação de um montante mais real de custo. Desta forma o produtor pode conhecer o custo do seu produto e compara-lo com o preço de mercado. Palavras chave: controle de custos, método, formação de preço. 7 ABSTRACT This monograph structured cost management in a swine herd. Its main goal: Try to apply best management costs of producing property pigs with the data provided. And thus suggest a method of cost needed their activities. Cost management is a very important tool in the property, because through it who determined what factors were causing the generation of the major costs. Checking them is shown the total monthly costs. This study aimed to collect information for it to be prepared to control costs in producing property of pigs, a view that one of the alternatives, to know what the real costs pigs on a property is to perform a cost management. Thus it was possible to identify the costs, which were classified into fixed and variable. In seeking to provide information to determine a more realistic amount of cost. This way the producer can meet the cost of your product and compare it with the market price. Keywords: cost control, method, price formation. 8 LISTAS DE FIGURAS E ILUSTRAÇÕES Figura 01 – Imagem da Sala de Gestação................................................................37 Figura 02 – Imagem da Creche de Suínos................................................................38 Figura 03 – Imagem da Central de Inseminação.......................................................39 Figura 04 – Imagem do Organograma da Propriedade.............................................41 9 LISTAS DE TABELAS Tabela 01 – Gastos Gerais da Produção...................................................................46 Tabela 02 – Custos Variáveis (Ração).......................................................................47 Tabela 03 – Custos Variáveis (Medicação)................................................................48 Tabela 04 – Custos Variáveis Totais com a Produção...............................................48 Tabela 05 – Custos Fixos (Salários)..........................................................................49 Tabela 06 – Custos Fixos (Escritório)........................................................................49 Tabela 07 – Custos Fixos (Software).........................................................................50 Tabela 08 – Custos Fixos (Gastos Manutenção).......................................................50 Tabela 09 – Custos Fixos (Agua)...............................................................................51 Tabela 10 – Custos Fixos (Energia)...........................................................................51 Tabela 11 – Custos Fixos (Depreciação)...................................................................52 Tabela 12 – Custos Fixos (Depreciação Matriz Suína)..............................................52 Tabela 13 – Custos Fixos Totais com a Produção.....................................................53 Tabela 14 – Custos Totais..........................................................................................54 Tabela 15 – Total de Vendas.....................................................................................55 Tabela 16 – Custo do kg produzido mês (Janeiro)....................................................55 Tabela 17 – Custo do kg produzido mês (Fevereiro).................................................55 Tabela 18 – Custo do kg produzido mês (Março)......................................................56 Tabela 19 – Custo do Kg produzido mês (Abril)........................................................56 Tabela 20 – Custo do kg produzido mês (Maio).........................................................56 Tabela 21 – Custo do kg produzido mês (Junho).......................................................57 Tabela 22 – Receitas da Granja.................................................................................57 Tabela 23 – Lucro Real com a Produção (Janeiro)....................................................58 Tabela 24 – Lucro Real com a Produção (Fevereiro)................................................58 10 Tabela 25 – Lucro Real com a Produção (Março)......................................................58 Tabela 26 – Lucro Real com a Produção (Abril)........................................................59 Tabela 27 – Lucro Real com a Produção (Maio)........................................................59 Tabela 28 – Lucro Real com a Produção (Junho)......................................................59 11 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...........................................................................................................12 1 GESTÃO DE CUSTOS NA CONTABILIDADE......................................................15 1.1 CONTABILIDADE.................................................................................................15 1.1.1 Contabilidade Gerencial.................................................................................16 1.1.2 Custos..............................................................................................................17 1.1.3 Custos Variáveis........................................................................................ ...19 1.1.4 Custos Fixos .............................................................................................. ...20 1.1.5 Custos Diretos e Indiretos ........................................................................ ...21 1.1.6 Custos Semifixos ...................................................................................... ...22 1.1.7 Sistema de Custeio Direto ou Variável .................................................... ...23 1.1.8 Sistema de Custeio por Absorção ........................................................... ....24 1.1.9 Sistema de Custeio ABC.................................................................................25 1.1.10 Receita............................................................................................................26 1.1.8 Despesa............................................................................................................27 1.1.9 Formação de Preços.......................................................................................28 1.1.10 Investimentos e Análise................................................................................29 1.1.12 Ponto de Equilíbrio........................................................................................30 1.1.13 Margem de Contribuição..............................................................................31 2 METODOLOGIA.....................................................................................................32 3 ANÁLISE DOS DADOS..........................................................................................36 3.1 HISTÓRICO DA PROPRIEDADE........................................................................36 3.1.1 Descrição da Propriedade..............................................................................40 3.1.2 Descrição das Funções e Etapas do Processo de Produção.....................42 3.1.3 Clientes e Fornecedores.................................................................................44 3.1.4 Demonstração dos Custos com a Produção de Suínos..............................44 3.1.5 Demonstração dos Custos Totais.................................................................45 3.1.6 Demonstração dos Custos Variáveis............................................................47 3.1.7 Demonstração dos Custos Fixos...................................................................48 3.1.8 Demonstração do Custo do kg Produzido....................................................54 CONCLUSÃO............................................................................................................61 REFERÊNCIAS..........................................................................................................62 12 INTRODUÇÃO Analisando uma propriedade produtora de suínos verifica-se o quanto é importante o controle de custos para obter bons resultados na rentabilidade. A pesquisa se orienta em demonstrar quais são os custos com a produção de suínos numa propriedade, pois a suinocultura vem crescendo significativamente nos últimos, e isso proporciona fazer uma gestão de custos, que é de fundamental importância em uma propriedade. O método utilizado será a coleta de informações para que se possa ter controle da gestão de custos na propriedade produtora de suínos. Posteriormente serão realizadas visitas na granja para apuração de dados e consequentemente sugerir um método a mesma. Levando em conta que uma propriedade de suínos gera custos isso leva a fazer um estudo mais detalhado sobre o assunto por isso é de fundamental importância o produtor estar a par da possibilidade de fazer a gestão de custos de sua propriedade. Uma das alternativas para melhorar o controle de gastos em uma propriedade é realizar uma gestão de custos, pois assim é possível identificar todos os seus custos e separá-los para que se sugira um método. O objetivo geral é: Tentar aplicar a melhor forma de gestão de custos da propriedade produtora de suínos, com os dados fornecidos. E sugerir um método de custo. Tendo como objetivos específicos: descrever a conceituação da gestão de custos, coletar os dados da propriedade em estudo, utilizando para fazer a análise da gestão de custos, demonstrar o custo do kg produzido e analisar o lucro da propriedade. O crescimento de uma propriedade produtora de suínos pode estar comprometido se não tiver uma gestão de custos adequada é necessário conhecer os melhores métodos de custeamento, verificando o tamanho da propriedade as características para então poder se optar pela melhor forma que se adapte as suas necessidades. Toda propriedade de suínos tem um custo para se manter no mercado, mas saber manter ela a custos baixos faz a diferença, por isso é necessário que se tenha controle sobre custos, conhecer melhor os custos, e identifica-los é uma condição essencial para uma propriedade produtora de suínos poder estar se desenvolvendo. 13 Através da gestão de custos busca-se demonstrar o porquê de realizar um estudo, verificar se isso é necessário para uma propriedade produtora de suínos. O estudo é importante, pois a propriedade não tem um controle geral para saber quais são os custos reais com a produção de suínos. Assim surge o grande interesse em fazer uma gestão de custos adequada para poder ter conhecimento, e implantar uma gestão de custos que se faça necessário as suas necessidades. Devido à função do mercado estar cada vez mais exigente, faz necessário que o produtor faça uma gestão de custos. Mais que isso de modo algum não poderá interferir no desenvolvimento da mesma, e sim gere benefícios. Mostra-se importante que tenha uma gestão de custos para proporcionar seu controle, evitar desperdícios e fazer investimentos. Com os estudos feitos junto à propriedade ela poderá obter resultados positivos com a gestão de custos, ou seja, serão apurados dados para que se possa ter uma análise detalhada do projeto de estudo, assim poderão ser avaliadas diferentes decisões para que o controle de custos adequado traga benefícios. Desta forma busca-se estruturar uma gestão de custos que traga uma visão acerca dos resultados obtidos que a propriedade gera com a produção de suínos. O presente estudo terá como problemática o seguinte fator: Quais são custos com a produção de suínos? A problemática será demonstrada através de dados coletados, pois a propriedade não tem uma gestão de custos, na qual vamos buscar as informações necessárias para podermos fazer a aplicabilidade da gestão. O nosso objetivo geral é: Tentar aplicar a melhor forma de gestão de custos da propriedade produtora de suínos, com os dados fornecidos. E sugerir um método de custo. Tendo como objetivos específicos: · Descrever a conceituação da gestão de custos; · Coletar os dados da propriedade em estudo, utilizando os para fazer a análise da gestão de custos; · Demonstrar o custo do kg produzido e analisar o lucro da propriedade. A seguir serão discutidos os conceitos de custos, onde será estruturada uma gestão de todos os custos mensais que a propriedade tem. Verifica-se que estruturada uma gestão de custos é um fator muito importante para a propriedade obter uma boa produtividade e rentabilidade. Também será sugerido um método de 14 custeio para o produtor poder determinar quais os custos reais com a produção de suínos. 15 1 GESTÃO DE CUSTOS NA CONTABILIDADE Com base na fundamentação teórica podemos ver que ela demonstrará a opinião de diferentes autores a respeito dos temas que serão detalhados no estudo. Ela da à base teórica que ira ajudar na análise dos dados coletados, dando assim entendimento, sobre o assunto que deve ser abordado. Demonstraremos temas de um estudo de caso da gestão de custos de uma granja de produção suínos, no qual pretendemos delimitar o tema dentro da área de estudo que se insere a natureza do trabalho. No desenvolver do trabalho será apresentado dados coletados na propriedade produtora de suínos, com isso vamos tabular os dados para que se possa ter noção do que é a gestão de custos em uma propriedade. Serão demonstrados conceitos básicos que darão a base para a pesquisa de campo. Verificando assim, o porquê de se realizar uma gestão de custos, conceitos de contabilidade, preço de venda, ponto de equilíbrio dentre outros. Tal estudo é importante, pois a propriedade realiza a compra de insumos, medicamentos, faz o pagamento de água, luz e funcionários, mas não realiza uma gestão de custos adequada para determinar quanto custou para produzir o seu produto. A gestão de custos significa que será feito um controle, uma administração dos custos na propriedade, isto permite que se possa conduzir melhor ao aumento de seus proveitos, reduções de seus custos e consequentemente melhores níveis na produtividade. Assim, surge o interesse pelo estudo na propriedade onde vamos coletar os dados para então realizarmos a gestão de custos. 1.1 CONTABILIDADE Em se tratando de contabilidade podemos definir como a ciência que estuda e controla o patrimônio das entidades. Mas ela também registra os fatos e gera informações do patrimônio da empresa. Com o avançar do estudo vimos que a parte teórica é de grande importância, mas é preciso juntar teoria e prática para a existência de um profissional competente que seja capaz de analisar as situações do cotidiano e as 16 suas variações que se tem com o passar dos dias. Levando em consideração a evolução na contabilidade, desde o seu princípio até a atualidade. A contabilidade tem a sua existência desde o início das civilizações, ou seja, antes de Cristo. A escrita contábil surgiu com a necessidade de administrar o próprio patrimônio, no início era realizado através de registros em pedras onde contabilizavam seus rebanhos, porém realizavam esses registros, mas não imaginavam que essa ciência cresceria e teria tanta importância para as empresas. Com o passar dos anos essa ciência contábil foi evoluindo e adquirindo espaço, mostrando uma importância cada vez maior no desenvolvimento de todos os setores econômicos, cujo objetivo especifico da contabilidade é estudar o patrimônio das entidades. Atualmente a contabilidade é importante na tomada de decisões e no desenvolvimento socioeconômico e financeiro das organizações. Rodrigo Simão da Costa (2010, p. 11), define contabilidade como: a contabilidade é uma ciência social cujo objetivo é identificar, registrar, demonstrar e analisar todos os fatos econômicos e financeiros que afetam direta ou indiretamente o patrimônio de uma entidade, gerando informações uteis para o seu processo decisório. É uma ciência por afetar toda a sociedade de um modo geral, como as empresas, pessoas, governo bancos, etc. Observamos que é de grande importância o desenvolver da contabilidade ao longo dos séculos desde seus primórdios até os dias atuais, e é preciso o bacharel em Ciências Contábeis estar buscando todo o conhecimento necessário para assim poder dar a sua devida contribuição a classe contábil. O trabalho tem o objetivo de buscar conhecimento para resolver problemas existentes e auxiliar na tomada de decisões. 1.1.1 Contabilidade Gerencial A contabilidade gerencial é o processo de identificar, mensurar, relatar e analisar as informações sobre os eventos econômicos da organização. Conforme Wagner Luís Marques (2004, p. 09), a contabilidade gerencial é uma síntese de informações que são dadas a administração geral da empresa. 17 Segundo Sérgio Iudicibus (1987, p. 15), “a contabilidade gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como um enfoque especial conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade financeira, na contabilidade de custos, na análise financeira e de balanços”. A contabilidade gerencial é o método de identificação, mensuração, acumulação, análise, preparação, interpretação e comunicação de informações financeiras, utilizadas pela administração, para planejamento, avaliação e controle dentro de uma organização e para assegurar o uso apropriado dos seus recursos. A contabilidade gerencial utiliza-se da contabilidade financeira e demais contabilidade, assim desenvolve sua análise para dar as suas devidas informações. Sendo assim a contabilidade gerencial deve ser analisada de maneira diferenciada da contabilidade financeira, pois a contabilidade gerencial fornece informações para os administradores, aqueles que estão dentro da organização, já a contabilidade financeira fornecem informações para acionistas, credores e outros que estão de fora da organização. (ATKINSON, 2010) A contabilidade de custo mensura e relata informações financeiras e também não financeiras relacionadas à aquisição e ao consumo de recursos pela organização. Ela fornece informações tanto para a contabilidade gerencial quanto para a contabilidade financeira. Segundo Anthony Atkinson et al (2010, p. 45), a contabilidade gerencial orienta varias funções gerenciais diferentes: O controle operacional é o processo de feedback a funcionários e gerentes sobre a eficiência das atividades que estão sendo desempenhadas. Custeio do produto é o processo de mensuração e rateio dos custos das atividades desempenhadas no desenvolvimento e na fabricação dos produtos individuais (dos serviços, nas empresas não manufatureiras). Custeio do cliente é o processo de rateio dos custos de marketing, vendas, distribuição e administração de clientes individuais para que o custo de servir a cada um deles possa ser calculado. Controle gerencial é o processo de fornecer informação sobre o desempenho de gerentes e unidades operacionais. Controle estratégico é o processo de fornecer informação sobre o desempenho competitivo da unidade de negocio global, tanto nos aspectos financeiros quanto para atender as expectativas dos clientes. A missão das entidades empresarias está fundamentado no conceito de criação de valor, ou seja contabilidade gerencial e a função de criar valor. A seguir, podemos ver tópicos com o tema criação de valor, partindo dos estágios evolutivos da contabilidade gerencial. O campo de atividade organizacional da contabilidade gerencial foi desenvolvido através de quatro estágios: 18 Antes de 1950, o foco era na determinação do custo e controle financeiro, através do uso das tecnologias de orçamento e contabilidade de custos; Por volta de 1965, o foco foi mudado para o fornecimento de informação para o controle e planejamento gerencial através do uso de tecnologias tais como análise de decisão e contabilidade por responsabilidade; Por volta de 1985, a atenção foi focada na redução do desperdício de recursos usados nos processos de negocio, através do uso das tecnologias de analise do processo e administração estratégica de custos; Por volta de 1995, a atenção foi mudada para a geração ou criação de valor através do uso efetivo dos recursos, através do uso de tecnologias tais como exame dos direcionadores de valor ao cliente, valor para o acionista, e inovação organizacional.(ATKINSON et al, 2010, p. 46) Os estágios representam as adaptações para um novo conjunto de condições que as organizações enfrentam, pela absorção, reforma, e adição aos focos e tecnologias utilizadas anteriormente. Podemos notar que a contabilidade gerencial não se define em apenas um setor especifico, pois ela esta presente em todos os setores de uma organização. Ainda Wagner Luís Marques (2004, p. 11), a contabilidade gerencial deve estar no nosso subconsciente, que em todos os momentos de uma organização ela está presente. 1.1.2 Custos Custo significa um gasto com a aquisição de bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou serviços, é todo sacrifício financeiro que uma propriedade pode ter no processo de fabricação de bens ou prestação de serviços. Assim nota-se que se conseguir realizar as mesmas coisas com os mesmos recursos, e reduzir os custos significa que uma propriedade ou organização esta mais eficiente. Para Rodney Wernke (2004, p. 12), custos é o gasto efetuado no processo de fabricação de bens ou na prestação de serviços. No caso industrial, são fatores utilizados na produção, como matérias primas salários e encargos sociais dos operários da fábrica. O custo é fundamental em toda entidade com fim lucrativo, pois dele depende a empresa para alcançar os seus objetivos. A empresa que buscar a melhor eficiência e reduzir progressivamente seus custos irá atingir um resultado econômico melhor. 19 Os gastos com manutenção e funcionamento de uma empresa constituem uma importante parte do custo, pois correspondem à diminuição do patrimônio a serem compensados com receitas a serem obtidas. Vale lembrar que quando uma empresa comprar matérias primas ou efetuar certas despesas não se deve considerá-las imediatamente como custo do exercício, porque somente após o consumo dos bens e serviços adquiridos é que poderemos considerar como custo. Não se deve confundir custo com pagamento de despesa ou seja, quando a saída de dinheiro pois uma despesa pode ter sido paga sem que tenha sido consumida, assim como pode ter sido consumida sem que tenha sido paga. O custo é o consumo de determinados bens, serviços ou despesas, quer os mesmos tenham sido pagos, que permaneçam como responsabilidade a pagar. (WERNKE, 2004) Conforme Wagner Luis Marques (2010, p. 07), à custos que são próprios de determinadas empresas, mas a aqueles que são comuns a todas, como ordenados, alugueis, impostos, seguros comissões publicidade, frete, juros, despesas bancarias, energia elétrica, água, telefone, e outros. Para Edno Oliveira Santos (2001, p. 165), alguns gastos são independentes da quantidade produzida ou vendida. Um aumento ou redução nessa quantidade deixa inalterado esse gasto. Assim temos ou custos fixos, os variáveis são relacionados com o volume de produção ou nível de operação. O custo se diferencia do gasto pelo fato de que o gasto refere-se aos insumos adquiridos, enquanto o custo relaciona-se com os insumos efetivamente utilizados. 1.1.3 Custos Variáveis Como o próprio nome diz custos varáveis são aqueles que variam em função ao volume e produção de vendas da empresa. Isto é quando o volume de produção ou venda aumenta, eles aumentam na mesma proporção. Conforme Antônio Zorratto Sanvincente (1987, p. 196), o custo variável é aquele que se altera em relação direta com as modificações do volume de atividades. Podemos ver alguns exemplos de custos variáveis como: a matéria prima, quanto maior a produção, maior o consumo de materiais; 20 a) Impostos: quanto maior a quantidade produzida e vendida, maior é o volume pago de impostos; b) Fretes de matéria prima e produtos acabados aumentam com o crescimento da produção, e vendas. c) A energia elétrica, agua, combustíveis, todos esses custos variam em função ao aumento da produção. Wagner Luis Marques (2010. P. 08), aponta o seguinte: se fabricando uma mesa são gastos 5 metros de madeira, ao fabricar 10 mesas são necessários 50 metros de madeira, ou seja, quanto maior for à quantidade fabricada, maior será o consumo de matéria prima, energia elétrica, mão de obra, frete de matéria prima etc. Conforme José Pereira da Silva (2006, p. 552), podemos ressaltar que se todos os custos fossem variáveis, o gerenciamento das empresas seria muito mais fácil. Pois, quando a produção fosse nula, simplesmente a empresa não incorreria em custos. Porém isso não é verdade; a empresa tem uma série de custos fixos que a obriga a ter um determinado volume de produção e vendas para gerar receita para cobrir esses custos fixos e ainda gerar lucro. 1.1.4 Custos Fixos São aqueles que não variam proporcionalmente em função ao volume de produção e vendas da empresa. Nos custos fixos há uma relação direta com os custos indiretos de fabricação, por não guardarem proporção com as quantidades dos produtos fabricados. Conforme Roberto Braga (1989, p. 180), custos fixos são os que permanecem constantes dentro de certo intervalo de tempo, independentes das variações ocorridas. Podemos ver alguns tipos de custos fixos, ou seja, aqueles que não variam ao volume de produção e vendas da empresa como: o salário e encargos de supervisores da fábrica; o pró-labore dos sócios ligados à indústria; aluguel da fabrica; depreciação das maquinas. Segundo Wagner Luis Marques (2010, p. 08), toda a empresa tem custos fixos e custos variáveis. A sua soma resulta nos custos totais da empresa. 21 Conforme o autor pode definir que toda empresa tem custos, e a soma geral dos seus custos ocasiona nos custos totais que a empresa tem aonde são aplicados os métodos de custeio. 1.1.5 Custos Diretos e Indiretos Os custos diretos são aqueles que podem ser identificados e diretamente apropriados a cada tipo de obra a ser custeado, no momento de sua ocorrência, ou seja, está ligado diretamente a cada tipo de bem ou função de custo. Pode também ser identificado diretamente a um produto, não necessitando de rateios para ser atribuído ao objeto custeado. São exemplos de custos diretos: matérias primas usadas na fabricação do produto; mão de obra direta; serviços subcontratados e aplicados diretamente nos produtos ou serviços. Segundo Sérgio Iudicibus e José Carlos Marion (1990, p. 156), os custos diretos são aqueles que se identificam com o produto, são acumulados diretamente ao produto. Conhece se exatamente quanto cada produto absorveu de custo. Os casos mais comuns são matéria prima e a mão de obra dos operários. Conforme Júlio Cesar Zanluca (2013), os custos diretos constituem todos aqueles elementos de custos individualizáveis, com respeito ao produto ou serviço, isto é, se identificam imediatamente com a produção dos mesmos, mantendo uma correspondência proporcional. Já os custos indiretos não pode se apropriar diretamente a cada tipo de bem ou função de custo no momento da sua ocorrência. É aquele custo que não pode ser atribuído ou identificado diretamente a um produto, necessita de taxa critério de rateio ou parâmetros para atribuição ao objeto custeado. Para Iudicibus e Marion (1990, p. 156), os custos indiretos são aqueles não identificáveis por produto. Não há uma medida objetiva, mas há a necessidade de estimar de distribuir os custos aleatoriamente por produto, ou seja, rateio. São custos indiretos a mão de obra indireta é representada pelo trabalho nos departamento auxiliares nas indústrias ou prestadores de serviços e que não são mensuráveis em nenhum produto ou serviço executado, como mão de obra de supervisores. 22 Segundo Júlio Cesar Zanluca (2013), são aqueles que apenas mediante aproximação podem ser atribuídos aos produtos por algum critério de rateio. Conforme o mencionado podemos definir custos diretos como aqueles diretamente ligados a produção no momento de sua ocorrência e indiretos aqueles que não se pode apropriar diretamente a cada tipo de bem ou função de custo no momento de sua ocorrência. 1.1.6 Custos Semifixos São custos que são fixos numa determinada faixa de produção, mais que variam se há uma mudança nessa faixa. Os custos com água, luz, telefone são do tipo semifixos (ou semivariaveis), ou seja, a conta de telefone é composta de uma ou mais parcelas fixas (assinatura, por exemplo) e de outra variável, que depende do número de impulsos no período. A conta de água, por sua vez, pode conter uma parcela fixa referente à taxa de esgoto e outra parte variável em função dos metros cúbicos de água consumida. Se os custos semifixos forem de valores pequenos, sua classificação como fixos não traz grandes distorções. Por outro lado, se os valores forem expressivos, é melhor separar os elementos fixos dos variáveis para fazer as apropriações adequadas. (SILVA, 2006, p. 514, GRIFOS DO AUTOR). Conforme Antônio Zoratto Sanvincente (1987, p. 195-196), para determinar a variabilidade de cada item de custo, uma empresa pode ter os procedimentos: a) discriminar, a partir dos registros históricos, os elementos do custo de produção, é preciso considerar que, às vezes, as categorias são excessivamente amplas; por isso, é útil ter um plano de contas de custos bem detalhados; b) ajustar os dados as flutuações de preços recordemos que estamos interessados em ligar o comportamento de um item de custo ao volume de atividade e as mudanças conhecidas das condições operacionais; c) correlacionar cada elemento de custo com o fator de variação do volume de atividade, por regressão linear simples mínimos quadrados. Podemos ver que se há uma mudança numa determinada faixa de produção, os custos que são fixos variam sendo custos semifixos. 23 1.1.7 Sistema de Custeio Direto ou Variável Nesse método de custeio só são agregados ao produto os seus custos diretos ou variáveis, pois se considera os custos fixos como se fossem despesas, sendo encerrados diretamente contra o resultado do período. Devido ao fato de contemplar apenas parte dos custos incorridos na fabricação, esse sistema não é aceito pelo fisco para direcionar a contabilização dos custos incorridos aos produtos (RIBEIRO, 2009). Esse sistema de custeio não é valido para uso de um valor que existam custos fixos apropriados, por isso três grandes problemas ocorrem. Primeiro: por sua própria natureza, os custos fixos existem independentemente da fabricação ou desta ou daquela unidade, e acabam presentes no mesmo montante, mesmo que oscilações (dentro de certos limites) ocorram no volume de produção; tendem os custos fixos a ser muito mais um encargo para que a empresa possa ter condição de produção do que sacrifício para a fabricação especifica desta ou daquela unidade; são necessário muito mais para que a industria possa operar, ter instalada sua capacidade de produção, do que para fabricar uma unidade a mais determinado produto. Segundo: por não dizerem respeito a este ou aquele produto ou a esta ou aquela unidade, são quase sempre distribuídos a base de critérios de rateio, que contem, em maior ou em menor grau, arbitrariedades; quase sempre grandes graus de arbitrariedade. A maior parte de apropriações é feita em função de fatores de influencia que, na verdade, não vinculo efetivamente cada custo a cada produto, por que esta vinculação é muito mais forçada do que acostumamos a acreditar. Se, afim de avaliar um produto para fim de estoque, isto pode ser uma formula de minimizar injustiça, para efeito de decisão simplesmente mais confunde do que auxilia; o fato de apropriar de uma forma pode alocar mais custo em um produto do que no outro, e, se alterarmos o critério de rateio, talvez façamos o inverso. Por se alterar um procedimento de distribuição de custos fixos, pode-se fazer de um produto rentável um não rentável, ou transformar o superavitário em deficitário e vise-versa. E não há lógica em alterar o grau de rentabilidade de um produto em função de modificações na formas de rateios; essa é uma maneira de se auto enganar. (O uso do ABC ameniza esse problema). Terceiro: O valor do custo fixo por unidade depende ainda do volume de produção; aumentando seu volume, tem-se um menor custo fixo por unidade, e vice-versa. Se for decidir com base em custo, é necessário associar-se sempre ao global o volume que tomou com base. Se a empresa estiver reduzindo um item por ser pouco lucrativo, pior ainda ficara sua posição, devido a diminuição do volume; ou, se um produto estiver com baixo lucro, o aumento de preço com base em seu alto custo poderá provocar diminuição de sua procura, e, consequentemente reduzir seu volume, e assim aumentar ainda mais seu custo de produção, num circulo vicioso. Pior do que tudo isso, o custo de um produto pode variar em função da alteração de volume de outro produto e não da sua própria; ao se aumentar a quantidade de outros bens elaborados o montante a ser carregado para um determinado produto será diminuído, já que os custos fixos globais serão agora carreados mais para aquele item, cuja quantidade cresceu. O custo de um produto pode, então variar em função não de seu volume, mais da quantidade dos outros bens fabricados (MARTINS, 2000,p. 214-215). 24 No que se refere ao custeio direto ou variável só são considerados os produtos variáveis, ficando os fixos separados e considerados como despesa do período, ao qual vão diretamente para o resultado. 1.1.8 Sistema de Custeio por Absorção O sistema de custeio por absorção é um critério utilizado para fins de evidenciação legal do resultado, isto é, utilizado para fins societários (pagar dividendos) e fiscais (pagar imposto de renda e contribuição social). É adotado para tais fins, pois elimina grande parte da discricionariedade do gestor na composição da formação de custo, aumentando o controle dos agentes externos, a firma sobre o impacto da informação de custo nos resultados contábeis. (RIBEIRO, 2009). Possui as seguintes características: Atende as exigências societárias e fiscais, além de estar de acordo com os princípios e normas de contabilidade-foco dos livros de contabilidade geral e com as normas da legislação tributária; - consiste em alocar aos produtos todos os custos incorridos no processo de fabricação, sejam eles diretos ou indiretos fixos ou variáveis; - as despesas de vendas administrativas e outras não incorporam o custo do produto, sendo registradas diretamente no resultado do período. (CARDOSO; MARIO; AQUINO, 2007, p.89). Conforme Ribeiro (2009) esse sistema de custeio contempla como custo de fabricação todos os custos incorridos no processo de fabricação do período, sejam eles diretos ou indiretos, nesse caso somente as despesas integrarão o resultado do exercício. O custeio por absorção consiste na apropriação de todos os custos (sejam eles fixos ou variáveis) a produção do período. Os gastos não fabris (despesas) são excluídos. É um método derivado da aplicação dos princípios fundamentais de contabilidade e é no Brasil, adotado pela legislação comercial e pela legislação fiscal (CREPALDI, 2004 p.87). Vale lembrar que a principal distinção no custeio por absorção é entre custos e despesas, pois a separação é importante porque as despesas são jogadas imediatamente contra o resultado do período, enquanto somente os custos relativos aos produtos vendidos terão idênticos tratamentos. (RIBEIRO, 2009) O custeio por absorção é importante pois é o método derivado da aplicação dos princípios de contabilidade geralmente aceitos. 25 1.1.9 Sistema de Custeio ABC O sistema de custeio por ABC é um método baseado na analise das atividades especificas da empresa. Colocando que são as atividades e não os produtos, que provocam o consumo de recursos, e estas atividades, conforme são requeridas, é que formarão os custos dos produtos. O ABC é parecido com o custeio por absorção, o método ABC leva em consideração no calculo do gasto unitário dos produtos, tanto os custos diretos quanto os custos indiretos e também em alguns casos as despesas. (LEONE, 2009). O custeio baseado em atividades (Activity Based Costing) é uma metodologia que nasceu nos Estados Unidos em meados década de 80, com o objetivo de procurar reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos. Sistema de custeio para fins gerenciais que disponibiliza informações econômicas para a tomada de decisões operacionais e estratégicas. Tratase de uma das mais poderosas estratégias empresariais nos últimos anos, através da qual as companhias cortam desperdícios, melhoram serviços, avaliam iniciativas de qualidade, impulsionam para o melhoramento continuo e calculam, com adequada precisão, os custos dos produtos. É a apropriação de custos baseados na premissa de que os produtos ou serviços elaborados por uma organização requerem a realização de atividades, estas, por sua vez requerem o consumo de recursos (custos). No sistema ABC, as atividades são o foco do processo de custeio. Os custos são investigados, relacionando-se as atividades aos produtos, com base na demanda por atividades pelo produto durante o processo de produção. Portanto, as bases de alocação usadas no custeio baseado na atividade são medições das atividades executadas que podem incluir horas de tempo de ajuste de maquina ou numero de vezes em que isso foi feito. É o método que mede o custo e o desempenho de processos e produtos mais especificamente: atribui custos as atividades com base no consumo de recursos; atribui custos a produtos ou serviços com base no consumo de atividades; reconhece os fatores que determinam (explicam) os custos das atividades, e o consumo destas pelos produtos ou outras atividades. (CREPALDI, 2006 p.221). Permite uma abrangência da empresa, integrando as relações entre fornecedores e clientes, tendo como principal objetivo reduzir custos, eliminando o desperdício nos fatores causadores de atividades desnecessárias. Conforme Leone (2009) o ABC caracteriza-se por rastrear os custos, sejam eles fixos ou variáveis, eliminando assim os custos indiretos. 26 Vale resaltar que o ABC é um método muito importante para as empresas, pois elas podem melhorar os seus serviços calculando com precisão os custos dos produtos. 1.1.10 Receita Receita é à entrada de elementos para o ativo sob a forma de dinheiro ou direitos a receber. Normalmente corresponde a venda de mercadorias, de produtos ou prestação de serviços. Pode também ser de juros sobre depósitos bancários. Uma receita ao longo de um período de tempo representa uma ação do valor, ou seja, troca dos produtos (bens ou serviços) de uma empresa. Vale ressaltar que uma receita provoca aumento de patrimônio liquido e simultaneamente de ativo. Quando há uma boa mensuração da receita faz que haja um valor de troca do produto ou serviço prestado pela empresa. Nada mais é do que o valor atual dos fluxos de dinheiro que serão recebidos de uma transação que produza receita. Segundo Francisco Velter e Luis Roberto Missagia (2011, p. 17), receitas são definidas: Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil sob a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido e que não sejam provenientes de aporte dos proprietários da entidade. Conforme Wagner Luís Marques (2010, p. 06), receita operacional é aquele que somente engloba a parcela proveniente do produto principal, ou dos coprodutos da empresa, somente o que constitui a finalidade principal da empresa. Dedução da receita são as diminuições do patrimônio liquido que são ajustes da própria receita operacional bruta. A receita não operacional inclui todos os acréscimos de ativo e de patrimônio liquido que são derivados de aumento de aplicações financeiras. Podemos definir receita como sendo a entrada para o ativo, ela pode ser de direitos a receber ou sob a forma mais comum em dinheiro. 27 1.1.11 Despesa Despesa pode ser definida como o gasto que a empresa tem para obter uma receita, como por exemplo, os salários, água, luz, impostos, alugueis pagos. Na contabilidade uma despesa é caracterizada pelo fato de representar uma diminuição do ativo e um aumento do passivo. Conforme Wagner Luis Marques (2010, p. 09), despesa representa os sacrifícios que a entidade vê obrigada a arcar para obtenção da receita. Para se poder colocar uma mercadoria em condição de venda vários esforços são necessários, gastos com aquisição de mercadoria, transporte, armazenagem, funcionários e outros. Isto representa o sacrifício que a empresa tem para então obter a receita da venda de mercadorias. Segundo Eliseu Martins (2010), as despesas estão relacionadas com os gastos usados para obtenção de receitas. Ainda Wagner Luís Marques (2010, p. 09), caracteriza as despesas como: Despesas operacionais: são as que representam a utilização ou consumo de bens e serviços na atividade normal da empresa, como o objetivo de produzir a receita. Despesas não operacionais: não são ligadas diretamente a atividade principal da empresa. Como um prejuízo na venda de bens, ou juros financeiros.Despesas variáveis: são aquelas que variam em função do volume de vendas da empresa, ou seja, quando os volumes de vendas aumentam estes aumentam na mesma proporção. Podemos citar como despesas variáveis vendas (comissão) dos vendedores, despesas financeiras, desconto de duplicatas. Despesas fixas; são aquelas que não variam em função ao volume de vendas da empresa. Como as despesas administrativas, impostos fixos, depreciação contábil. Já Clóvis Luís Padoveze (2010, p. 320) afirma: Despesas são os gastos necessários para vender e enviar os produtos. De modo geral, são os gastos ligados às áreas administrativas e comerciais. O custo dos produtos, quando vendidos, transformam-se em despesas. Podemos definir despesas como todos os gastos que ocorrem para se obter uma receita, diminui o ativo e aumenta o passivo. 28 1.1.12 Formação de Preços Na formação de preços as empresa buscam fixar o valor dos produtos de modo que supere os respectivos custos de fabricação. Conforme Charles Horngren, George Foster e Srikant Datar (2000, p. 302), há três influencias principais sobre as decisões de preço, clientes, concorrentes e custos: Clientes devem sempre examinar as questões relativas ao preço pela ótica dos seus clientes. O aumento de preço pode fazer com que os clientes rejeitem o produto da empresa e prefiram o produto de um concorrente ou substituam. Concorrentes às reações dos concorrentes influenciam a formação dos preços. Num extremo, os preços e os produtos de um rival podem forçar a empresa a reduzir seus preços, para ser competitiva; no outro, uma empresa, sem concorrência, numa dada situação pode estabelecer preços altos. Uma empresa com conhecimento da tecnologia, da capacidade instalada e das politicas operacionais dos concorrentes é igualmente capaz de fazer estimativa dos custos dos concorrentes, o que é uma informação valiosa para a fixação de preços competitivos. Custos as empresas fixam os preço dos produtos de modo a superar os respectivos custos de fabricação. O estudo dos padrões de comportamento do custo proporciona compreensão das receitas resultantes das diversas combinações de preço e volume de venda de um determinado produto. Vale lembrar que a formação do preço é um dos fatores mais importantes para o sucesso ou fracasso de um empreendimento. Deve se levar em consideração que poderão existir divergências no preço final do produto, e isso na maioria das vezes se da em virtude do método que foi escolhido para determinação do preço de venda. Segundo Marcello Lopes dos Santos (2009, p. 09), O processo de formação de preços deve ser constantemente aprimorado em virtude do acirramento da competitividade que exige cada vez mais, das empresa diferenciais, e, acima de tudo, qualidade na prestação dos serviços e produtos sob pena de não permanecerem no mercado. Já Eliseu Martins (2003, p. 218), Para administrar preços de venda, é necessário conhecer o custo do produto; além do custo, é preciso saber o grau de elasticidade da demanda, os preços de produtos concorrentes, os preços de produtos substitutos, a estratégia de marketing da empresa; e tudo isso depende também do tipo de mercado em que a empresa atua que vai desde o monopólio ou do até a concorrência perfeita, mercado de commodities. 29 É através da formação preço que se obtém o montante de receitas que deverá suportar os custos, bem como remunerar os fatores de produção e os investimentos aportados na empresa. O mercado define o preço, mais os dados sobre os custos podem ajudar a estabelecer um nível de atividade melhor que atenda aos anseios da empresa. 1.1.13 Investimentos e Análise Investimento é toda a aplicação realizada pela empresa com o objetivo de obter retorno. Usando um sentido mais amplo investimento aplica-se a compra de maquinas, e equipamentos para melhorar a produtividade, ou seja, é a aplicação de dinheiro com a expectativa de retorno. Conforme Sergio Iudicibus e José Carlos Marion, (1990, p. 148), quando há um gasto que devera trazer benefícios futuros para a empresa, denomina-se este gasto de investimento. O principal objetivo da analise de investimentos é servir de ferramenta, auxiliando na tomada de decisões entre investimentos alternativos ou para que se possa analisar se determinado investimento apresenta as condições de atingir o retorno mínimo exigido. É uma alternativa relevante disponível do mercado financeiro e se não for tão atraente é melhor recorrer ao mercado em vez de realizar o projeto. (ROSS; JAFRFE, 1995, p. 63) Já Nelson Casarotto e Bruno Kopittke (2000, p. 288), Definir projetos de investimentos em uma empresa é decorrência da intenção empresarial, ou seja, a intenção de seus controladores, dirigentes e até porque não, de seus colaboradores. A intenção empresarial, enquanto fruto de um planejamento passa a se chamar estratégia de investimentos. Antes de se investir deve-se fazer uma análise levantando os dados, para então saber se o investimento será viável ou não, pois talvez o montante a ser investido, poderá trazer- lhe mais benefícios se investido em uma aplicação financeira. Utilizam-se formas que buscam esclarecer com confiança a decisão a ser tomada. 30 1.1.14 Ponto de Equilíbrio O ponto de equilíbrio pode ser definido como o nível de atividade em que as receitas totais e os custos totais se igualam, ou seja, onde o lucro é igual à zero. Para decisões gerencias a analise do ponto de equilíbrio pode ser usada para ajudar a gestão a selecionar uma ação quando varias alternativa existirem. Essa analise tem base nas condições de que os custos variáveis irão variar em constante proporção com o volume de vendas, e de que os custos fixos permanecerão fixos sobre uma amplitude prescrita. Conforme Clóvis Luís Padoveze (2010, p. 376), Evidencia, em termos quantitativos, qual é o volume que a empresa precisa produzir ou vender, para que consiga pagar todos os custos e despesas fixas, além dos custos e despesas variáveis que ela tem necessariamente que incorrer para fabricar/vender o produto. No ponto de equilíbrio não há lucro ou prejuízo. A partir de volumes adicionais de produção ou venda, a empresa passa ater lucros. Segundo Wagner Luís Marques (2010, p. 11), um resultado nulo significa que, economicamente a empresa esta perdendo pelo menos o juro do capital próprio investido. Quando o ponto de equilíbrio é chamado de critico é aonde se cruzam as linhas das receitas ou dos custos nos diagramas demonstrativo (rendimentos), contabilmente conhecidos como lucros ou prejuízos acumulados. Conforme Anthony et al (2010, p. 192), frequentemente, os gerentes desejam conhecer o nível de produção em que o custo dos recursos comprometido é coberto pelo lucro obtido na produção e venda de bens e serviço, o nível em que o volume de vendas cobre os custos fixos dos recursos comprometidos é denominado de ponto de equilíbrio. Ainda Edward Van Derbeck, e Charles Nagay (2007, p. 415), relata: A análise do ponto de equilíbrio repousa na segregação dos custos de acordo com o seu grau de variabilidade. Os agrupamentos estabelecidos são normalmente classificados como custos variáveis e fixos (ou não variáveis). Podemos ver que é importante é aonde todas as receitas e todos os custos se igualam, nas decisões gerencias a analise do ponto de equilíbrio é fundamental 31 importância, pois ajuda a gestão selecionar uma alternativa que atenda as necessidades do momento. 1.1.15 Margem de Contribuição A margem de contribuição pode ser definida como a relação entre custo volume e lucro. Na verdade é o excesso da receita de vendas sobre os custos variáveis. Em um planejamento empresarial a margem de contribuição é muito importante, porque fornece informações sobre o potencial de lucro da empresa. Segundo Charles Horngren, George Foster e Srikant Datar (2000, p. 45), A margem de contribuição é igual às receitas menos os custos dos produtos ou serviços que variam em função do nível de atividade. É o valor que cada unidade traz efetivamente a empresa de sobra entre sua receita e o custo que de fato provocou e lhe pode ser imputado sem erro. Conforme Clóvis Luis Padoveze (2010, p. 376), Representa o lucro variável. É a diferença entre o preço de venda unitário do produto e os custos e despesas variáveis por unidade de produto. Significa que em cada unidade vendida à empresa lucrará determinado valor. Multiplicado pelo total vendido, teremos a contribuição marginal total do produto para a empresa. Na verdade a margem de contribuição é a maneira mais adequada que nos proporciona comparamos os lucros e o retorno que nos possibilita dar. 32 2 METODOLOGIA A presente pesquisa teve como objetivo de realizar um estudo exploratório e descritivo para compreender a problemática: Quais são os custos com a produção de suínos? E sugerir um método de custo para a propriedade. Exploratória, pois vamos fazer levantamentos bibliográficos dos temas contabilidade, gestão de custos, métodos de custeio dentre outros. Para Maria Margarida de Andrade (2001, p. 124), A pesquisa exploratória é o primeiro passo de todo o trabalho cientifico. São finalidades de uma pesquisa exploratória, sobretudo quando bibliográfica, proporcionar maiores informações sobre determinado assunto; facilitar a delimitação de um tema de trabalho; definir os objetivos ou formular as hipóteses de uma pesquisa ou descobrir novo tipo de enfoque para o trabalho que se tem em mente. Através das pesquisas exploratórias avalia se a possibilidade de desenvolver uma boa pesquisa sobre determinado assunto. A pesquisa exploratória, na maioria dos casos, constitui um trabalho preliminar ou preparatório para outro tipo de pesquisa. A partir do autor acima referenciado, a pesquisa exploratória pode ser de grande valia, pois, proporciona grandes informações sobre determinado tema de estudo. Para Carlos Antônio Gil (1999), a pesquisa exploratória é desenvolvida no sentido de proporcionar uma visão geral acerca de determinado fato. Também podemos classificá-la como descritiva, pois, será descrita a propriedade produtora de suínos, seus dados principais, organograma e as funções que são desempenhadas. Ainda Andrade (2001, p. 124), nesse tipo de pesquisa, os fatos são observados, registrados, analisados, classificados e interpretados, sem que o pesquisador interfira neles. Isto significa que os fenômenos do mundo físico e humano são estudados, mas não manipulados pelo pesquisador. Incluem se entre as pesquisas descritivas a maioria das desenvolvidas nas ciências humanas e sociais; as pesquisas de opinião, as mercadológicas, os levantamentos socioeconômicos e psicossociais. Uma das características da pesquisa descritiva é a técnica padronizada da coleta de dados, realizada principalmente através de questionários e da observação sistemática. Podemos ver que a partir daquilo que o autor coloca a pesquisa descritiva se define em uma pesquisa que tem técnica padronizada a coleta de dados, por questionários ou observação sistemática. 33 O estudo tem como objetivo: Tentar aplicar a melhor forma de gestão de custos da propriedade produtora de suínos, com os dados fornecidos. Devido ao fato da propriedade não realizar uma gestão de custos, no terceiro capítulo do presente trabalho foram coletados os dados na propriedade, e assim estruturada uma gestão de custos. Quanto aos procedimentos técnicos podemos classifica lá como uma pesquisa bibliográfica, pois se busca um levantamento de dados anteriores sobre o mesmo tema estudado no momento. Segundo Marina de Andrade Marconi e Eva Maria Lakatos (2002, p. 71), sua finalidade é colocar o pesquisador em contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto, inclusive conferências seguidas de debates que tenham sido transcritos por alguma forma, quer publicadas quer gravadas. A partir do que os autores mencionam podemos ver que a pesquisa bibliográfica busca explicar um problema a partir de referencial teórico já publicado, colocando o autor em contato direto com tudo o que foi escrito. Conforme João Álvaro Ruiz (1996, p. 57), Qualquer espécie de pesquisa, em qualquer área, supõe e exige pesquisa bibliográfica previa, quer a maneira de atividade exploratória, quer para o estabelecimento do status quaestionis, quer para justificar os objetivos e contribuições da própria pesquisa. Insere-se também em uma pesquisa documental, pois, foram utilizados dados da empresa, como relatórios, tabelas etc. A principal característica da pesquisa documental é que a fonte de coleta de dados esta restrita a documentos, escritos ou não. A pesquisa documental baseia-se em documentos primários originais. Segundo Marise Borba Silva e Tânia Maris Grigolo (2002), a pesquisa documental vale-se de materiais que ainda não receberam nenhuma análise aprofundada. Esse tipo de pesquisa visa selecionar, tratar e interpretar a informação bruta, assim, introduzindo lhe algum valor, fazendo com que ela contribua para a comunidade científica a fim de que outros possam voltar a desempenhar futuramente o mesmo papel. 34 A partir do que o autor acima colocou podemos ver que uma pesquisa documental é aquela onde os materiais ainda não tinham sido analisados de uma forma aprofundada, para saber a real situação. Também podemos classificar como um estudo de caso, pois os dados foram coletados e analisados, assim através da gestão de custos identificamos os principais custos que a mesma tem. Respondendo a problemática: Quais são os custos com a produção de suínos? Os dados foram coletados em uma granja de suinocultura, a qual é do ramo de atividade do setor agropecuário. Está localizada no distrito de Alto Santa Fé município de Nova Santa Rosa situada na região Oeste do Estado do Paraná. A propriedade atualmente conta com 5.200 metros quadrados, distribuídos em chiqueiros que abrigam cerca de 700 matrizes em gestação, maternidade e creches para leitões. Conta também com uma quantidade de 8 funcionários que vai do gerente administrativo até o setor de serviços gerais. O período de tempo que foi analisado foram os meses de janeiro a junho de 2013 por estarem mais próximos da realidade da propriedade, assim realizando uma gestão de custos que trouxe benefícios à mesma. Essa propriedade foi escolhida para estudo devido ao fato de ser mais acessível para o deslocamento, lembrando que outros locais seriam inviáveis devido à distância para tal estudo. Foi necessária a visita de um mês nesse local para coleta dos dados que foram utilizados no estudo. Com base nos documentos coletados na propriedade de janeiro a junho de 2013, foi possível a realização do estudo da gestão de custos. Assim os custos foram separados em variáveis, e fixos. Podemos ressaltar que o mesmo estudo pode ser aplicado em outras propriedades. Pelo fato da gestão de custos ser um método de administrar os custos a partir do estudo realizado na propriedade produtora de suínos verificamos que ela é necessária e deve ser feita em todas propriedades. Também podemos de acordo com a forma de abordagem do problema, classificar a pesquisa em quantitativa, pois foi necessário a utilização de dados numéricos para a realização da gestão de custos. Jarry Roberto Richardson (1999, p. 70) afirma que a abordagem quantitativa caracteriza-se pelo emprego de quantificação tanto nas modalidades de coleta de informações, quanto no tratamento delas por meio de técnicas estatísticas. 35 A partir do que o autor acima coloca podemos ver que a pesquisa quantitativa tem função de quantificação tanto na coleta de informações quanto por meio de técnicas estatísticas. Ainda, de acordo com a forma de abordagem, a pesquisa é classificada como qualitativa, pois foram feitas análises mais profundas em relação à problemática existente. Segundo João José Saraiva da Fonseca (2002, p. 20), a pesquisa qualitativa se preocupa com os aspectos da realidade, que não podem ser quantificados, centrando-se na compreensão e explicação da dinâmica das relações sociais. A partir do autor acima referenciado a pesquisa qualitativa tem o objetivo de destacar características que até então não tinham sido observadas. No que se refere à metodologia empregada essa pesquisa é classificada em exploratória, descritiva, bibliográfica, documental, estudo de caso, quantitativa e qualitativa. Também recorreu a fontes como documentos utilizando os como instrumento para coleta de dados. 36 3 ANÁLISE DOS DADOS Neste capítulo temos o objetivo de proceder a uma coleta e análise de dados para perceber de que forma a teoria abordada se reflete na prática. Tendo o objetivo a separação dos custos variáveis e fixos, que serão demonstrados através de tabelas, a fim de responder à problemática: Quais são os custos reais com a produção de suínos? 3.1 HISTÓRICO DA PROPRIEDADE O presente trabalho é realizado em uma propriedade rural aonde uma de suas atividades é a criação de suínos. A granja conta atualmente com uma quantidade de 700 matrizes, que são inseminadas com sêmen coletados na propriedade, pois a mesma possui uma central de inseminação artificial. São entregues em media 1.330 leitões mensalmente com um peso em torno de 21 quilos, que são vendidos para a C. VALE Cooperativa Agroindustrial. O atual proprietário Milton Wochner adquiriu a propriedade de Moacir Sartori, no ano de 1989. Na época a propriedade contava com 480 metros quadrados de instalações para a produção de suínos. Em junho de 1990, iniciou-se a produção de suínos. Naquele ano a produção de suínos era pequena devido ao número de matrizes que possuía, mas como o comércio de carne suína estava muito favorável logo pode ampliar as instalações para produzir mais suínos. Conforme a propriedade foi se desenvolvendo precisou-se contratar funcionários, e seus primeiros funcionários foram Walmir Baumgartner e Ângela Baumgartner que ajudaram em todos os processos para a produção de suínos. Nos anos em que a propriedade opera a produção de suínos passou por várias crises em função da alta dos preços de insumos e a baixa do preço do quilo da carne suína, a granja superou todas e conseguiu se manter em atividade. Atualmente a propriedade conta com 5.200 metros quadrados, distribuídos em chiqueiros que abrigam cerca de 700 matrizes em gestação, maternidade, creche para os leitões, e central de inseminação ilustrado com as Figuras 1, 2 e 3. 37 FIGURA 1 – Sala de Gestação Fonte: Dados apresentado por Milton Wochner, 2013. Na sala de gestação utiliza-se um cronograma de produção em lotes de porcas para cobrição, os janelões e as portas são manejados a fim de manter a temperatura interna das salas o mais próximo possível de 16 ºC. A limpeza é realizada com vassouras e pás, recolhendo-se o desperdício de ração e as fezes alojadas. Esse processo é realizado uma vez por dia e duas vezes por semana é feita a lavagem geral dos pisos do setor da gestação. 38 FIGURA 2 – Creche de Suínos Fonte: Dados apresentado por Milton Wochner, 2013. As salas da creche são manejadas em sistema de vazio sanitário com intervalo de 5 dias entre cada lote de leitões; As lâmpadas, campânulas, abafadores, janelões e as portas são manejados a fim de manter a temperatura interna das salas o mais próximo possível de 26 ºC, na fase inicial dos leitões e de 24 ºC a partir dos 15 dias de vida até a saída dos animais da creche; 39 FIGURA 3 – Central de Inseminação Fonte: Dados apresentado por Milton Wochner, 2013. Central de inseminação artificial local onde está armazenado o semêm que é coletado dos reprodutores, e também é realizados testes através do microscópio monocular. 40 3.1.1 Descrição da Propriedade Razão Social: Milton Wochner INCRA: 707.031.018.953-0 Inscrição Estadual: 95.137.360-50 Registro de Imóveis: 29.102 Endereço: Sanga Liria, Alto Santa Fé, Nova Santa Rosa - Paraná. Número de funcionários: 8 funcionários Ramo de Atividade: Setor agropecuário Mercado de Atuação: Mercado agropecuário da região oeste do Paraná Mercado Concorrente: Outras granjas da região oeste do Paraná Na Figura 4, é apresentado o organograma utilizado pela propriedade, o qual apresenta as funções de cada funcionário e cargos existentes. 41 FIGURA 4 – Organograma da Propriedade Milton Wochner PROPRIETÁRIO Mauricio O. Wochner GERENTE ADMINISTRATIVO Walmir Baumgartner GERENTE DE PRODUÇÃO Adilson Schneider SETOR DE GESTAÇÃO Marlice e Ângela SETOR DE MATERNIDADE Fonte: Dados apresentando por Milton Wochner, 2013. Rogério Batista SETOR DE CRECHE Sirlei Baumgartner FÁBRICA DE RAÇÃO Nerci e Carlos SERVIÇOS GERAIS 42 3.1.2 Descrição das Funções Etapas do Processo de Produção A seguir vamos descrever as funções que são desempenhadas dentro da propriedade do senhor Milton Wochner, e as etapas do processo de produção de suínos que é realizado até que o leitão esteja pronto para a venda. Proprietário: É responsável por decidir quais as melhores alternativas para a propriedade, voltado ao desenvolvimento da mesma. Gerente administrativo: É responsável por controlar todas as áreas administrativas da propriedade, passando as informações ao proprietário. Gerente de produção: É responsável por todos os setores de produção da granja, desde a gestação até a creche, acompanhando e auxiliando todos os demais funcionários e repassando informações ao gerente administrativo. Setor de gestação: É o responsável que utiliza um cronograma de produção em lotes de porcas para cobrição, os janelões e as portas são manejados a fim de manter a temperatura interna das salas o mais próximo possível de 16 ºC. ou baseando-se na verificação do termômetro dentro da sala; A limpeza é realizada com vassouras e pás, recolhendo-se o desperdício de ração e as fezes, é realizada uma vez por dia. Duas vezes por semana é feita a lavagem geral dos pisos; A alimentação é realizada duas vezes ao dia, uma na parte da manhã e outra na parte da tarde; Quando necessário é realizada a vacinação, especifica, dos animas do plantel; A detenção do cio é realizada através de uma pressão exercida sobre o dorso do animal. Se estas se encontrarem em cio ficam imóveis de forma a facilitar a cópula, se as porcas estiverem aptas para a cobertura é realizada a inseminação artificial, a qual é realizada com sêmen recolhido dentro da própria propriedade. Setor maternidade: É o responsável pelo qual as salas de maternidade são manejadas em sistema com vazio sanitário, de no mínimo 5 dias entre cada lote de fêmeas, sendo que os janelões e as portas são manejados a fim de manter a temperatura interna das salas o mais próximo possível de 18 ºC, ou baseando-se na verificação do termômetro dentro da sala. Os escamoteadores (local onde são alojados os leitões recém nascidos) são manejados para manter a temperatura interna entre 26 e 32 ºC, a qual é regulada por termostato; A limpeza é realizada com vassouras e pás, recolhendo-se o desperdício de ração e as fezes, é realizada duas vezes por dia. Sempre que uma sala for desocupada inicia-se a lavagem da mesma, a sala é desinfeta e permanece vazia até a entrada do novo lote (mínimo 5 43 dias); As matrizes prenhas são alojadas na maternidade 7 dias antes da data prevista para o parto; todas as porcas são acompanhadas durante o parto. Logo após o nascimento dos leitões são realizadas as seguintes práticas: secar as narinas e bocas dos leitões, massagear os leitões na região lombar, cortar e desinfetar o cordão umbilical, colocar os leitões para mamar o colostro e cortar os dentes dos mesmos. Concluído o parto, a baia é limpa, recolhendo-se a placenta e os leitões mortos e destinando-os à fossa. Com 1 dia de vida os leitões têm o rabo cortado e são eliminados os que tiverem peso inferior a 700 gramas. Entre 7 e 10 dias de vida, os leitões são castrados; As porcas recebem 3 quilos de ração por dia, e no dia do parto não recebem ração. Os leitões passam a receber ração a partir dos 8 dias de vida, e o desmame é realizado entre 21 e 28 dias de idade, todos os leitões são pesados e transferidos para a creche. Setor creche: É o responsável pelo qual as salas da creche são manejadas em sistema de vazio sanitário de no mínimo 5 dias entre cada lote de leitões; as lâmpadas, campânulas, abafadores, janelões e as portas são manejados a fim de manter a temperatura interna das salas o mais próximo possível de 26 ºC, na fase inicial dos leitões e de 24 ºC a partir dos 15 dias de vida até a saída dos animais da creche; A limpeza é realizada com vassouras e pás, recolhendo-se o desperdício de ração e as fezes, é realizada duas vezes por dia. Sempre que uma sala for desocupada inicia-se a lavagem da mesma, a sala é desinfeta e permanece vazia até a entrada do novo lote (mínimo 5 dias);os leitões recebem ração pré inicial até os 35 dias de idade e ração inicial dos 35 dias até a saída da creche. Recebem ração em grande quantidade; Se houverem leitões doentes estes são medicados de acordo com a doença; A saída dos leitões da creche deve ocorrer quando os mesmos tiverem de 52 a 65 dias de idade, nesta etapa os leitões estarão em media com 21 quilos e serão vendidos a C. Vale. Fábrica de ração: É o responsável em fazer toda a ração que é utilizada na alimentação de todos os ciclos: gestação, maternidade e creche. A matéria-prima utilizada na fabricação da ração é comprada dos fornecedores, todos os produtos já vêm prontos para a utilização, exceto o milho, que é moído dentro da propriedade. Após, os ingredientes são pesados e misturados, cada um na quantidade que a fórmula exige. Serviços gerais: É o responsável que auxilia em todas as áreas da granja. 44 3.1.3 Clientes e Fornecedores A propriedade do senhor Milton Wochner possui como cliente a C. VALE Cooperativa Agroindustrial, a qual compra toda a sua produção de leitões que são produzidos mensalmente, são vendidos em media 1.330 leitões com um peso em torno de 21 quilos, e são repassados aos chamados terminadores, que são os responsáveis que farão a engorda final dos animais até o seu abate, realizado no frigorifico da cidade de Medianeira PR. Como fornecedor de medicamentos, ração, milho, núcleos a propriedade do senhor Milton Wochner tem a mesma cooperativa C. VALE a qual é responsável por atender toda a sua demanda. 3.1.4 Demonstração dos Custos com a Produção de Suínos Se tratando de demonstração de custos vale lembrar que o objetivo de custos é identificar e mensurar transações realizadas pela entidade que represente diretamente ou indiretamente o valor que é atribuído ao produto ou serviço executado. O custo é fundamental em toda entidade com fim lucrativo, pois dele depende a empresa para alcançar os seus objetivos. A empresa que buscar a melhor eficiência e reduzir progressivamente seus custos irá atingir um resultado econômico melhor. Segundo George (2009), os custos podem ser definidos como avaliação dos lucros ou determinação do lucro da empresa, onde também é utilizado para o controle das operações, para planejamento e tomada de decisões. A gestão de custos se faz necessário para a eficiência de uma propriedade, pois o mercado está cada vez mais competitivo, e com isso é importante que se tenha uma gestão de custos para proporcionar seu controle, evitar desperdícios e fazer investimentos. Na propriedade do senhor Milton Wochner foi visto a necessidade de saber os custos reais com a produção de suínos, pois a mesma até então não tinha uma gestão dos custos, assim observamos que seria necessário à implantação de um sistema de custeio para podermos realizar o rateio dos seus custos. 45 Como os custos geralmente são mal calculados e mal incluídos ao produto, isso traz consequências no resultado da propriedade, com isso vimos à necessidade de implantar o sistema de custeio por absorção. Nesse sistema os custos gerais de produção são absorvidos pelos produtos através de rateio. O custeio por absorção consiste na apropriação de todos os custos (sejam eles fixos ou variáveis) a produção do período. É um método derivado da aplicação dos princípios fundamentais de contabilidade e é no Brasil aceito pela legislação comercial e pela legislação fiscal (CREPALDI, 2004). Com o estudo feito na propriedade será possível demonstrar a importância do custeio por absorção, observando se é o melhor método a ser sugerido para a propriedade. Na tabela a seguir serão demonstrados os custos totais com a produção de suínos em um período de seis meses. 3.1.5 Demonstração dos Custos Totais A seguir serão demonstrados os gastos gerais com a produção de suínos nos seis meses analisados na propriedade do senhor Milton Wochner, para que posteriormente possamos dividir em custos variáveis e fixos. Vale lembrar que os gastos gerais da produção ocorrem desde a compra da matéria prima até o final da produção dos suínos. 46 Tabela 1 – Gastos Gerais da Produção Meses Salários R$ Escritório contabilida de R$ Ração R$ Água R$ Energia R$ Depreciação instalações R$ Janeiro Fevereiro Março 9.223,63 9.223,63 9.223,63 958,53 990,32 974,57 67.186,50 71.169,11 65.562,50 200,00 219,00 240,00 566,73 609,21 647,99 Abril Maio Junho 9.223,63 9.223,63 9.223,63 973,47 1.336,28 1.338,10 78.765,57 68.359,12 74.303,09 230,00 250,00 265,00 Total 55.341,78 6.571,27 425.345,89 1.404,00 Fonte: Dados apresentado por Milton Wochner (2013) Depreciação matriz suína R$ Medicação R$ Software R$ Gastos manutenção R$ TOTAL R$ 1.666,67 1.666,67 1.666,67 11.475,69 11.475,69 11.475,69 8.293,68 12.652,19 6.755,70 115,00 118,00 120,00 7.492,06 14.842,00 34.348,55 107.178,49 122.965,82 131.015,30 972,55 1.372,32 1.392,28 1.666,67 1.666,67 1.666,67 11.475,69 11.475,69 11.475,69 7.175,72 7.015,70 11.481,93 122,00 126,00 130,00 14.046,92 11.500,58 6.619,70 124.652,22 112.325,99 117.896,09 5.561,08 10.000,00 68.854,17 53.374,92 731,00 88.849,81 716.033,92 47 Os gastos demonstrados na tabela 1 correspondem a dados coletados na propriedade do senhor Milton Wochner, em um período de seis meses que foram analisados, onde alocamos todos os gastos com a produção de suínos. Com a coleta dos dados deve ser feita a organização dos custos onde devem ser classificados em variáveis e fixos. Isso tem como objetivo fornecer informações para determinação de um montante mais real do custo, como também para um controle dos custos que a propriedade gera ou de todos os segmentos que tiverem seus custos identificados e acumulados. 3.1.6 Demonstração dos Custos Variáveis Nas tabelas a seguir serão demonstrados os custos variáveis com a produção de suínos, os custos variáveis são aqueles que podem variar em função do aumento da produção. Conforme Antônio Zorratto Sanvincente (1987, p. 196), o custo variável é aquele que se altera em relação direta com as modificações do volume de atividades. Eles podem ser assim denominados pelo fato de quando o volume de produção aumenta eles também aumenta na mesma proporção. Tabela 2 – Custos Variáveis (Ração) Meses Ração R$ Janeiro 67.186,50 Fevereiro 71.169,11 Marco 65.562,50 Abril 78.765,57 Maio 68.359,12 Junho 74.303,09 Total 425.345,89 Fonte: Dados Milton Wochner (2013) Pode-se observar que no período de janeiro a junho de 2013 a soma total dos custos variáveis com a ração foi de 425.345,89, os quais correspondem aos setores de gestação, maternidade, creche e baia de reprodutores. Os valores podem variar devido ao fato da produção de leitões, tamanho e descartes de matrizes. 48 Tabela 3 – Custos Variáveis (Medicação) Meses Medicação R$ Janeiro 8.293,68 Fevereiro 12.652,19 Marco 6.755,19 Abril 7.175,72 Maio 7.015,70 Junho 11.481,93 Total 53.374,92 Fonte: Dados Milton Wochner (2013) A tabela 3 mostra que os custos totais com medicação foram 53.374,92 a medicação é um custo que pode variar dependendo da quantidade de leitões, ou seja, quantos mais leitões produzidos mais vacinas serão necessárias, ou até mesmo a quantidade de matrizes. Fatores climáticos como o frio ou calor podem acarretar em algum tipo bactéria, o que é necessário o uso de mais medicamentos, esse fator faz com que os valores da medicação possam alterar de um mês para o outro. Tabela 4 - Custos Variáveis Totais com a Produção Meses Ração Medicação Janeiro 67.186,50 8.293,68 Fevereiro 71.169,11 12.652,19 Marco 65.562,50 6.755,70 Abril 78.765,57 7.175,72 Maio 68.359,12 7.015,70 Junho 74.303,09 11.481,93 TOTAL 425.345,89 53.374,92 Fonte: Dados apresentados por Milton Wochner (2013) TOTAL 75.480,18 83.821,30 72.318,20 85.941,29 75.374,82 85.785,02 478.720,81 Na tabela 4 pode-se observar que no período de seis meses analisados a soma total dos custos variáveis é de R$ 478.720,81 os quais correspondem a Ração e medicação. Todos são custos variáveis que aumentam conforme o aumento da produção de suínos. 3.1.7 Demonstração dos Custos Fixos Nas tabelas a seguir serão demonstrados os custos fixos com a produção de suínos. Custos fixos são aqueles que não variam proporcionalmente em função ao volume de produção e vendas da empresa. Nos custos fixos há uma relação direta 49 com os custos indiretos de fabricação, por não guardarem proporção com as quantidades dos produtos fabricados. Conforme Roberto Braga (1989, p. 180), custos fixos são os que permanecem constantes dentro de certo intervalo de tempo, independentes das variações ocorridas. Ou seja, não variam na proporção em função ao volume de produção. Tabela 5 – Custos Fixos (Salários) Meses Salários R$ Janeiro 9.223,63 Fevereiro 9.223,63 Marco 9.223,63 Abril 9.223,63 Maio 9.223,63 Junho 9.223,63 Total 55.341,78 Fonte: Dados Milton Wochner (2013) Conforme o senhor Milton Wochner cada funcionário que trabalha na granja custa mensalmente R$ 1.152,95, somado a encargos trabalhistas FGTS. O salário é um custo fixo, pois independentemente da quantidade produzida de leitões a propriedade terá o mesmo mensalmente. Tabela 6 – Custos Fixos (Escritório) Escritório contabilidade Meses R$ Janeiro 958,53 Fevereiro 990,32 Marco 974,57 Abril 973,47 Maio 1.336,28 Junho 1.338,10 Total 6.571,27 Fonte: Dados Milton Wochner (2013) O proprietário Milton Wochner possui um escritório de contabilidade o qual é responsável por realizar a contabilidade de sua propriedade, os valores sofrem alterações devido ao serviço prestado para o cliente, porém é um custo fixo que ocorre todos os meses independentemente da produção. 50 Tabela 7 – Custos Fixos (Software) Meses Software R$ Janeiro 115,00 Fevereiro 118,00 Marco 120,00 Abril 122,00 Maio 126,00 Junho 130,00 Total 731,00 Fonte: Dados Milton Wochner (2013) A propriedade possui um software que é fornecido pela C. Vale Cooperativa Agroindustrial necessário para o controle da quantidade de matrizes, leitões nascidos e vendidos, seu custo por mês é pago em quilo de carne. Tabela 8 – Custos Fixos (Gastos Manutenção) Meses Gastos manutenção R$ Janeiro 7.492,06 Fevereiro 14.842,00 Marco 34.348,55 Abril 14.046,92 Maio 11.500,58 Junho 6.619,70 Total 88.849,11 Fonte: Dados Milton Wochner (2013) Conforme Milton Wochner os gastos com manutenção correspondem a gastos que ocorrem todos os meses, são trocas de lâmpadas queimadas, manutenção de chupetas e flexíveis, reformas de baias e solda de selas. Geralmente pelo fato de muitas vezes serem custos pequenos a propriedade não contabiliza alguns, visto que seria ideal que em cada setor da propriedade tivesse uma planilha para poder identificar. 51 Tabela 9 – Custos Fixos (Agua) Meses Agua R$ Janeiro 200,00 Fevereiro 219,00 Marco 240,00 Abril 230,00 Maio 250,00 Junho 265,00 Total 1.404,00 Fonte: Dados Milton Wocher (2013) A propriedade do senhor Milton Wochner possui um custo fixo com água, pois a uma taxa mínima que deve ser paga independentemente da quantidade de litros consumidos. Chupetas gastas, flexíveis rompidos ou até mesmo fatores como o calor podem alterar na quantidade de agua gasta o que explica a alteração dos valores. Tabela 10 – Custos Fixos (Energia) Meses Energia R$ Janeiro 566,73 Fevereiro 609,21 Marco 647,99 Abril 972,55 Maio 1.372,32 Junho 1.392,28 Total 5.561,08 Fonte: Dados Milton Wochner (2013) A propriedade possui um custo fixo com energia elétrica, ele ocorre todos os meses independentemente da produção de leitões, porém os seus valores sofrem alterações ao longo dos meses analisados, isso ocorre devido ao fato da quantidade de leitões que nasceram aonde várias lâmpadas são mantidas acessas nos escamoteadores local onde estão alojados os leitões recém-nascidos. Ocorre também pela quantidade de ração feita em cada mês analisado. 52 Tabela 11 – Custos Fixos (Depreciação) Depreciação instalações Meses R$ Janeiro 1.666,67 Fevereiro 1.666,67 Marco 1.666,67 Abril 1.666,67 Maio 1.666,67 Junho 1.666,67 Total 10.000,00 Fonte: Dados Milton Wochner (2013) A depreciação é um custo fixo que independentemente da produção de suínos ocorrem todos os meses, para o seu calculo foi pego o valor das instalações da propriedade que é de R$ 500.000,00, a sua depreciação total ocorrera em 25 anos a uma taxa de 4% ao ano. Logo teremos uma taxa de depreciação mensal de R$ 1.666,67. Tabela 12 – Custos Fixos (Depreciação Matriz Suína) Depreciação matriz suína Meses R$ Janeiro 11.475,69 Fevereiro 11.475,69 Marco 11.475,69 Abril 11.475,69 Maio 11.475,69 Junho 11.475,69 Total 68.854,17 Fonte: Dados Milton Wochner (2013) A depreciação suína corresponde à depreciação de matrizes e reprodutores, são 700 matizes a um valor de R$ 550,00 cada matriz sua vida útil é de 3 anos logo teremos uma depreciação mensal de 10.694,44. Os reprodutores são 6 com um valor unitário de R$ 6.250,00, sua vida útil é de 4 anos logo teremos uma depreciação mensal de 781,25. 53 Tabela – 13 Custos Fixos Totais com a Produção Meses Salários Escritório Contabilidade Software Gastos Manutenção Água Energia Depreciação Instalações Depreciação matriz suína TOTAL Janeiro 9.223,63 958,53 115,00 7.492,06 200,00 566,73 1.666,67 11.475,69 31.698,31 Fevereiro 9.223,63 990,32 118,00 14.842,00 219,00 609,21 1.666,67 11.475,69 39.144,52 Março 9.223,63 974,57 120,00 34.348,55 240,00 647,99 1.666,67 11.475,69 58.697,10 Abril 9.223,63 973,47 122,00 14.046,92 230,00 972,55 1.666,67 11.475,69 38.710,93 Maio 9.223,63 1.336,28 126,00 11.500,58 250,00 1.372,32 1.666,67 11.475,69 36.951,17 Junho 9.223,63 1.338,10 130,00 6.619,70 265,00 1.392,28 1.666,67 11.475,69 32.111,07 Total 55.341,78 6.571,27 731,00 88.849,81 1.404,00 5.561,08 10.000,00 68.854,14 237.313,10 Fonte: Dados apresentados por Milton Wochner (2013) 54 Acima foi descrito todos os custos fixos com a produção de suínos nos seis meses analisados na propriedade em estudo com um total de R$ 237.313,10. São considerados custos fixos os salários, escritório de contabilidade, software, gastos manutenção, água, energia e depreciação das instalações. Os custos fixos são agregados ao produto através de um rateio, sendo que para este cálculo utilizaremos o volume de leitões em quilos, onde todos os custos são rateados pelo volume da produção em quilos. No custeio por absorção ele tem a função de dividir ou ratear todos os elementos do custo, de modo que, cada centro absorva ou receba aquilo que lhe cabe por calculo ou atribuição. Como a propriedade possui apenas um produto todos os custos fixos são alocados a ele, os custos variáveis já são alocados diretamente ao produto. 3.1.8 Demonstração do Custo do Kg Produzido Na tabela 16 é demonstrado os custos totais com a produção de suínos, onde são colocados todos os custos variáveis e fixos. Tabela 16 – Custos Totais Discriminação Valores Custos Variáveis 478.720,81 R$ Custos Fixos 237.313,10 R$ Custos Totais 716. 033,92 R$ Fonte: Dados Milton Wochner (2013) Na tabela acima foram utilizados os custos variáveis de R$ 478.720,81 e os fixos de R$ 237.313,08, assim somados formaram os custos totais de R$ 716.033,92. Com a soma dos custos totais é necessário saber a quantidade de leitões vendidos, lembrando que cada leitão é vendido em media com um peso de 21 kg, logo teremos a quantidade de Kg de leitões vendidos. 55 Tabela 15 – Total de vendas Qnt. Leitões Meses vendidos mês. Janeiro 1.380 Fevereiro 1.081 Março 1.556 Abril 1.330 Maio 1.651 Junho 1.140 Fonte: Dados Milton Wochner (2013) Kg de Leitão vendidos 30.978.42 24.106.64 35.009.44 30.056.88 37.161.59 26.396.77 Valor pago por Kg de Leitão em R$ 3,90 3,95 4,00 4,05 4,10 4,14 Total R$ 120.815,83 95.221,23 140.037,74 121.730,35 152.362,53 109.282,63 Para fazer o calculo do custo do kg produzido, vamos utilizar os custos totais de cada mês dividido pelo valor da produção em kg de leitão vendido em cada mês. Tabela 16 – Custo do Kg produzido mês (Janeiro) Discriminação Valores Custos totais 107.178,49 R$ KG de leitões Vendidos 30.978.42 KG Custo do KG Produzido 3,46 R$ Fonte: Dados Milton Wochner (2013) Acima foi descrito os custos totais do mês de Janeiro que foram de R$ 107.178,49, dividido pela produção de Kg de leitões vendidos de 30.948.42 Kg, assim chegamos a um custo do Kg produzido de R$ 3,46. O valor da venda do Kg nesse mês foi de 3,90. Tabela 17 – Custo do Kg produzido mês (Fevereiro) Discriminação Custos totais Valores 122.965,82 R$ KG de leitões Vendidos 24.106.64 KG Custo do KG Produzido 5,10 R$ Fonte: Dados Milton Wochner (2013) Acima foi descrito os custos totais do mês de Fevereiro que foram de R$ 122.965,82, dividido pela produção de Kg de leitões vendidos de 24.106,64 Kg, assim chegamos a um custo do Kg produzido de R$ 5,10. O valor da venda nesse mês foi de 3,95. 56 Tabela 18 – Custo do Kg produzido mês (Março) Discriminação Custos totais Valores 131.015,30 R$ KG de leitões Vendidos 35.009.44 KG Custo do KG Produzido 3,74 R$ Fonte: Dados Milton Wochner (2013) Acima foi descrito os custos totais do mês de Março que foram de R$ 131.015,30, dividido pela produção de Kg de leitões vendidos de 35.009.44 Kg, assim chegamos a um custo do Kg produzido de R$ 3,74. O valor da venda nesse mês foi de 4,00. Tabela 19 – Custo do Kg produzido mês (Abril) Discriminação Custos totais Valores 124.652,22 R$ KG de leitões Vendidos 30.056.88 KG Custo do KG Produzido 4,15 R$ Fonte: Dados Milton Wochner (2013) Acima foi descrito os custos totais do mês de Março que foram de R$ 124.652,22, dividido pela produção de Kg de leitões vendidos de 30.056.88 Kg, assim chegamos a um custo do Kg produzido de R$ 4,15. O valor da venda nesse mês foi de 4,05. Tabela 20 – Custo do Kg produzido mês (Maio) Discriminação Custos totais Valores 112.325,99 R$ KG de leitões Vendidos 37.161.59 KG Custo do KG Produzido 3,02 R$ Fonte: Dados Milton Wochner (2013) Acima foi descrito os custos totais do mês de Maio que foram de R$ 112.325,99, dividido pela produção de Kg de leitões vendidos de 37.161.59 Kg, assim chegamos a um custo do Kg produzido de R$ 3,02. O valor da venda nesse mês foi de 4,10. 57 Tabela 21 – Custo do Kg produzido mês (Junho) Discriminação Custos totais Valores 117.896,09 R$ KG de leitões Vendidos 26.396.77 KG Custo do KG Produzido 4,47 R$ Fonte: Dados Milton Wochner (2013) Acima foi descrito os custos totais do mês de Junho que foram de R$ 117.896,09, dividido pela produção de Kg de leitões vendidos de 26.396.77 Kg, assim chegamos a um custo do Kg produzido de R$ 4,47. O valor da venda nesse mês foi de 4,14. Nas tabelas acima foram descritos os respectivos custos da produção do Kg do leitão, aonde alocamos todos os custos variáveis e fixos de cada mês analisado e dividimos pela produção em Kg de leitão de cada mês. A propriedade do senhor Milton Wochner que saber o seu lucro real em cada mês para poder saber se teve lucro ou prejuízo assim é necessário o valor de venda do Kg do leitão, a quantidade em Kg vendido e o custo com a produção de cada mês. Podemos ver que mesmo em algum mês que a propriedade tem um custo do Kg do leitão maior do que o seu preço de venda, ainda ela poderá ter um lucro devido às receitas não operacionais, que são as matrizes descartes. Tabela 22 – Receitas da granja Meses Venda leitões R$ (Receitas operacionais) Janeiro 120.815,83 Venda descartes R$ (Receitas não operacionais) 9.304,40 Fevereiro 95.221,23 3.231,75 98.452,98 Março 140.037,74 1.672,45 141.710,19 Abril 121.730,35 5.908,00 127.638,35 Maio 152.362,53 3.230,00 155.592,53 Junho 109.282,63 10.936,95 120.219,58 34.283,55 773.733,86 Total 739.450,31 Fonte: Fonte: Dados Milton Wochner (2013) Receitas R$ (Totais) 130.120,23 Na Tabela acima são demonstradas as receitas da propriedade com relação à venda de leitões, e também com as vendas descartes, que são as matrizes que 58 não servem mais para a reprodução, dados de 6 meses que foram coletados na propriedade. Tabela 23 – Lucro Real com a Produção (Janeiro) Discriminação Receita com a venda Custo com a Produção Suína Lucro real com a produção Valores R$ 130.120,23 R$ 107.178,49 R$ 22.941,74 Dados: Milton Wochner (2013) Acima foi descrito a receita com a venda de suínos que foi de R$ 130.120,23 menos o custo com a produção suína de 107.178,49, assim chegamos a um lucro real com a produção do mês de janeiro de R$ 22.941,74. Tabela 24 – Lucro Real com a Produção (Fevereiro) Discriminação Receita com a venda Valores R$ 98.452,98 Custo com a Produção Suína R$ 122.965,82 Lucro real com a produção R$ (24.512,84) Dados: Milton Wochner (2013) Acima foi descrito a receita com a venda de suínos que foi de R$ 98.452,98 menos o custo com a produção suína de R$ 122.965,82, assim chegamos a um resultado de R$ (24.512,84), ou seja, a propriedade teve um prejuízo no mês de fevereiro. Tabela 25 – Lucro Real com a Produção (Março) Discriminação Receita com a venda Custo com a Produção Suína Lucro real com a produção Valores R$ 141.710,19 R$ 131.015,75 R$ 10.694,89 Dados: Milton Wochner (2013) Acima foi descrito a receita com a venda de suínos que foi de R$ 141.710,19 menos o custo com a produção suína de 131.015,75, assim chegamos a um lucro real com a produção do mês de março de R$ 10.694,89. 59 Tabela 26 – Lucro Real com a Produção (Abril) Discriminação Receita com a venda Custo com a Produção Suína Lucro real com a produção Valores R$ 127.638,35 R$ 124.652,22 R$ 2.986,13 Dados: Milton Wochner (2013) Acima foi descrito a receita com a venda de suínos que foi de R$ 127.638,35 menos o custo com a produção suína de 124.652,22, assim chegamos a um lucro real com a produção do mês de abril de R$ 2.986,13. Tabela 27 – Lucro Real com a Produção (Maio) Discriminação Receita com a venda Custo com a Produção Suína Lucro real com a produção Valores R$ 155.592,53 R$ 112.325,99 R$ 43.266,54 Dados: Milton Wochner (2013) Acima foi descrito a receita com a venda de suínos que foi de R$ 155.592,53 menos o custo com a produção suína de 112.325,99, assim chegamos a um lucro real com a produção do mês de maio de R$ 43.266,54. Tabela 28 – Lucro Real com a Produção (Junho) Discriminação Receita com a venda Custo com a Produção Suína Lucro real com a produção Valores R$ 120.219,58 R$ 117.896,09 R$ 2.323,49 Dados: Milton Wochner (2013) Acima foi descrito a receita com a venda de suínos que foi de R$ 120.219,58 menos o custo com a produção suína de 117.896,09, assim chegamos a um lucro real com a produção do mês de Junho de R$ 2.323,49. Nas tabelas acima foi demonstrado o lucro real da propriedade em um período de 6 meses, com a demonstração de todos os seus custos e do lucro real da propriedade. O senhor Milton Wochner viu que um controle de custos a mesma é de fundamental importância, pois pode lhe auxiliar para decisões que até antes não tinha uma visão do controle de seus custos. 60 Podemos ver que o custeio por absorção é necessário na propriedade em estudo, pois assim é possível demonstrar o custo real da produção de suínos de cada mês, assim o proprietário poderá ter controle sobre o seu custo e compara-lo com o preço de venda. 61 CONCLUSÃO Este trabalho de conclusão de curso teve como objetivo demonstrar a gestão de custos em uma propriedade produtora de suínos, na qual foram apurados todos os seus custos mensais e separados em variáveis e fixos. Usamos para a propriedade do senhor Milton Wochner um sistema de custeio pelo qual demonstramos o custo do kg do leitão produzido e o lucro real que a propriedade teve nos seis meses analisados. O custeio por absorção tem a finalidade à separação dos custos em variáveis e fixos, e assim a realização do rateio para apropriar os custos fixos ao produto. Dentre os objetivos detalhados no inicio do trabalho podemos ressaltar que foram atingidos, pois conseguimos demostrar a gestão de custos para a propriedade, e aplicar um método de custo à mesma. Ao se definir a propriedade para estudo foi visto que a mesma não tinha um controle de custo, foi quando determinamos necessário estruturar uma gestão de custos. Com a apuração de todos os custos o método utilizado foi o custeio por absorção, pois esta de acordo com o fisco e dentro das normas de contabilidade. Com o sistema de custeio por absorção conseguimos determinar o custo do kg do leitão produzido, assim o produtor poderá analisar quanto lhe custou para produzir um kg de leitão e comparar com o preço de venda. Foi importante a utilização do método do custeio por absorção, pois a propriedade teve o valor real do seu lucro em cada mês que foi analisado, tendo em vista que um controle de custos lhe dará o valor correto do custo do seu produto. O custeio por absorção é um método que ajuda o proprietário, pois todos os custos variáveis e fixos são apropriados ao produto desta forma na hora da venda o proprietário poderá formar o preço, ou analisar se o preço de venda cobre o seus custos. Concluímos que uma gestão de custos é muito importante em uma propriedade, com um método de custeio eficaz isso traz segurança ao proprietário, pois ele estará assim sabendo os seus custos reais com a produção podendo determinar uma margem melhor para o seu preço de venda. É importante que uma propriedade tenha um profissional contábil para auxiliar e sugerir um método de custeio a mesma. 62 REFERÊNCIAS ANDRADE, Margarida de Maria. Introdução à metodologia do trabalho científico. 5 ed. São Paulo 2001. p 124. 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