Professor Claudio Zorzo
Recursos para a prova de AFT 2013
Prezados alunos;
Venho por meio deste material ajudá-los com algumas questões passíveis de recurso.
Antes, gostaria de destacar que, na minha visão, a prova foi bem elaborada e exigiu, em
contabilidade e auditoria, um nível adequado de conhecimento para o cargo disputado.
Foi uma grata surpresa ver que o CESPE esta sendo mais lógico.
Um abraço e sucesso
Claudio Zorzo
Questões passiveis de recurso:
1) Questão 115 - Solicitar a alteração do gabarito de errado para certo.
2) Questão 206 - Solicitar a anulação da questão.
3) Questão 213 - Solicitar mudança do gabarito de certo para errado..
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1) Questão 115 - Solicitar a alteração do gabarito de errado para certo.
Com base nas normas brasileiras para o exercício da auditoria interna, julgue os
itens a seguir.
115. Um dos requisitos para assegurar a necessária independência técnica aos
auditores internos é a garantia de que, no planejamento de seu trabalho, eles
não serão influenciados pelas orientações emanadas da administração da
entidade e, eventualmente, por suas expectativas.
Gabarito inicial = E
Referencial teórico:
De aordo com a Resolução CFC Nº 1.329/11 que aprova a NBC TI 01 – que regula a
auditoria interna, tanto para empresas públicas como para empresas privadas:
O planejamento do trabalho de Auditoria Interna compreende os exames preliminares
das áreas, atividades, produtos e processos, para definir a amplitude e a época do
trabalho a ser realizado de acordo com as diretrizes estabelecidas pela administração da
entidade.
12.2.1.2 – O planejamento deve considerar os fatores relevantes na execução dos
trabalhos, especialmente os seguintes:
a)
conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos
da entidade;
b)
o conhecimento detalhado das atividades operacionais e dos sistemas
contábil e de controles internos e seu grau de confiabilidade da entidade;
c)
a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria
interna a serem aplicados, alinhados com a política de gestão de riscos da entidade;
d)
a existência de entidades associadas, filiais e partes relacionadas que
estejam no âmbito dos trabalhos da Auditoria Interna;
o uso do trabalho de especialistas;
f)
o risco de auditoria, quer pelo volume ou complexidade das transações e
operações;
g)
o conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a
trabalhos anteriores, semelhantes ou relacionados;
h)
as orientações e expectativas externadas pela administração aos
auditores internos; e
i)
conhecimento da Missão e Objetivos Estratégicos da entidade.
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Com base na norma de auditoria que trata do assunto, ao seguir as orientações e
expectativas externadas pela administração o auditor interno mantém a sua
independência técnica.
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2) Questão 206 - Solicitar a anulação da questão.
Julgue os próximos itens, relativos aos princípios de contabilidade fixados pelo
Conselho Federal de Contabilidade.
206 O cumprimento do princípio da prudência e indispensável a correta
aplicação do principio da competência.
Referencial teórico:
Resolução CFC 750/93 modificada pela resolução 1.282/10 que trata dos princípios de
contabilidade.
O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes
do ativo e do maior para os do passivo, sempre que se apresentem alternativas
igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o
patrimônio líquido.
A aplicação do Princípio da PRUDÊNCIA ganha ênfase quando, para definição dos
valores relativos às variações patrimoniais, devem ser feitas estimativas que envolvem
incertezas de grau variável, como as provisões redutoras do ativo, variações estas
diretamente ao princípio da competência.
O principio da COMPETÊNCIA determina o registro das variações quantitativas na
ocorrência do seu fato gerador; estando intrinsecamente relacionado com os fatos que
ocorrem pela PRUDÊNCIA.
A PRUDÊNCIA – de forma a obter-se o menor patrimônio líquido, dentre aqueles
possíveis diante de procedimentos alternativos de avaliação – está restrita às variações
patrimoniais posteriores às transações originais com o mundo exterior, uma vez que
estas deverão decorrer de consenso com os agentes econômicos externos ou da
imposição destes.
Esta é a razão pela qual a aplicação do princípio da prudência ocorrerá
concomitantemente com a do princípio da COMPETÊNCIA, quando resultará, sempre,
variação patrimonial quantitativa negativa, isto é, redutora do patrimônio líquido.
Assim, o cumprimento do princípio da prudência é indispensável à correta aplicação do
princípio da competência. Pois quando não respeitado estará diretamente afetando o
resultado econômico apurado no regime da COMPETÊNCIA.
Como a assertiva não é uma verdade, mas esta certa, solicita-se a anulação da questão,
pois é um erro, dizer que ela esta errada.
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3) Questão 213 - Solicitar mudança do gabarito de certo para errado.
Julgue os itens a seguir, relativos a plano de contas e a funções e estrutura das
contas.
213 A conta passivo circulante e denominada conta sintética, sendo o seu saldo
obtido pelo somatório do saldo de contas analíticas.
Referencial teórico:
Lei 6.404-76 e resolução CFC 1.418/12 que Aprova a ITG 1000 – Modelo Contábil
para Microempresa e Empresa de Pequeno Porte.
A Lei 6.404-76 estabelece sobre a composição dos grupos contábeis o seguinte:
Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio
que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação
financeira da companhia.
§ 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez
dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:
I – ativo circulante; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo,
investimentos, imobilizado e intangível. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
§ 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos:
I – passivo circulante; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
II – passivo não circulante; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
III – patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de
avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados.
(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
O CFC por meio da resolução CFC 1.418/12 destaca que o plano de contas de uma
empresa para atender seu objetivo principal, que é ordenar e formalizar as contas que
compõem o patrimônio e o resultado do exercício deverá ser organizado em dígitos das
contas, estes dígitos representaram os grupos e subgrupos de acordo com a necessidade.
40. O Plano de Contas, mesmo que simplificado, deve ser elaborado considerando-se as
especificidades e natureza das operações realizadas, bem como deve contemplar as
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necessidades de controle de informações no que se refere aos aspectos fiscais e
gerenciais.
41. O Plano de Contas Simplificado, apresentado no Anexo 4 desta Interpretação, deve
conter, no mínimo, 4 (quatro) níveis, conforme segue:
Nível 1: Ativo;
Passivo e Patrimônio Líquido; e
Receitas, Custos e Despesas (Contas de Resultado).
Nível 2: Ativo Circulante e Ativo Não Circulante.
Passivo Circulante, Passivo Não Circulante e Patrimônio Líquido.
Receitas de Venda, Outras Receitas Operacionais, Custos e Despesas Operacionais.
Nível 3: Contas sintéticas que representam o somatório das contas analíticas que
recebem os lançamentos contábeis, como, por exemplo, Caixa e Equivalentes de
Caixa.
Nível 4: Contas analíticas que recebem os lançamentos contábeis, como, por exemplo,
Bancos Conta Movimento.
Assim, com base na legislação, o ativo circulante não se encaixa no conceito de conta
contábil, mas sim no conceito de subgrupo no Balanço Patrimonial.
Como as provas de concursos têm na sua essência a análise literal das assertivas, a
classificação de circulante em conta sintética pode levar o concorrente, que conhece as
normas, à uma interpretação incorreta, pois, grupo de contas é diferente de conta
contábil.
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