Sobre Clones e Transgênicos (controvérsias – fatos – mitos e medos) Milton Menegotto Porto Alegre, 2004 A APRESENTAÇÃO Esse material objetiva cooperar para esclarecer a grande polêmica que vem sendo expressa na mídia quanto a finalidade dos produtos geneticamente modificados. Essas notas foram discutidas em palestras no ensino médio e superior do interesse da área biomédica. Nas pesquisas sobre a genética atual e sua repercussão nas várias atividades humanas deve-se evitar “palpites” ou “especulações”, que não raro atropelam pesquisas científicas qualificadas. PARA REFLEXÃO A verdade de hoje poderá vir ser a meia verdade amanhã. A velocidade com com que avança a ciência não raramente atropela padrões culturais vigentes. Os avanços exponenciais da genética, já fazem e farão melhorar a qualidade de vida da humanidade. As técnicas, tais como as da transgenia, as da clonagem terapêutica, as que envolvem células-tronco e outras desenvolvidas pela biologia molecular, repercutirão no padrão de vida humano envolvendo a longevidade humana, a minimização da fome e a cura de doenças genéticas. Obs.: É verdade que esses avanços causarão polêmicas (a humanidade sempre temeu o “novo”) e, não raramente, idéias equivocadas tentarão atropelar pesquisas científicas qualificadas, emitindo opiniões simplesmente “por ouvir dizer” Alguns Pré-Requisitos A transcrição que faz do DNA é feita de uma das hélices, NÃO DAS DUAS! Via RNAm ...começa a síntese protéica. É daqui que tudo começa Nosso alfabeto nos permite constituir PALAVRAS, com elas formamos FRASES e, assim nos comunicamos. É o nosso “CÓDIGO”. Que nada nos valerá, por não ser entendido por chineses, suecos, alemães... Enquanto isso apenas as quatro letras do DNA A, G, C e T Será entendido por todos os SERES VIVOS. É O CÓDIGO GENÉTICO. O DNA contém as “4 letras” do código genético: A - adenina G - guanina As seqüências destas é que constituem os GENES. GENES C - citosina T - timina Obs: Os genes não fazem proteínas apenas contém a informação para fazê-las. Os genes + as proteínas ligados, são os cromossomos! Que bom seria se a humanidade tivesse um único alfabeto de apenas 4 letras (tal como o DNA) que formaríamos as frases que seriam entendidas por todos os idiomas hoje existentes O DNA de uma única célula humana mede quase 2 metros de comprimento. 13 No corpo humano existem 10 células 13 Assim temos 2 x 10 metros de DNA Ou seja: 50 mil vezes a distância entre a Terra e a Lua. Somente 2 a 3% do DNA codifica proteínas Os 98% restantes é denominada de DNA “ lixo” ou “sucata”. De função quase desconhecida! Região do gene que determina a seqüência de aminoácidos de uma proteína são os EXONS EXONS constitui a porção codificante do DNA Os INTRONS são regiões não codificantes do DNA, eles não são transcritos em RNA pois são removidos antes da síntese da proteína. O GENE é uma seqüências específica de bases (“letras”) que comandam a SÍNTESE DE PROTEÍNAS. por sua vez, as proteínas determinam as características morfológicas e fisiológicas do organismo. ... que podem ser: hormônios, enzimas digestivas, pigmentos etc. SÍNTESE DE PROTEÍNAS Expressividade dos genes em distintos indivíduos. Os genes se expressam com “intensidades” distintas nos indivíduos, mesmo de mesma espécie. Uma mutação de um certo gene, pode alterar uma característica individual. Kathleen, que tem albinismo, mora em Kentucky, nos Estados Unidos. Ela participa do grupo de escoteiros e do coral da escola, faz ballet, jazz e sapateado, e representa sua escola em competições estaduais de interpretação de textos e apresentações teatrais. Kathleen pretende seguir carreira artística. (foto de Rick Guidotti) Genoma é o conjunto de genes de uma espécie ou de indivíduo o nosso genoma, por exemplo: - é formado por 3 bilhões de “letras” que constituem nosso código genético; - tem 40 mil genes. Não existem dois genomas iguais, exceto, dos gêmeos univitelinos. A resposta a alimentos, fármacos e ao ambiente será sempre em nível individual, porque somos inéditos Pergunta: Será que o ineditismo mencionado, não poderia ser extrapolado em nível de etnias?? Ex.: Na deficiência G6PD(gene recessivo lig. ao X – “FAVISMO”) pessoas portadoras desse gene sofrem HEMÓLISE quando ingerem feijão fava, não toleram fármacos, anti-maláricos, AAS, cloranfenicol e a presença de naftalina até nas roupas. Essa deficiência é mais freqüente nas populações mediterrânea e negros. A CATALASIA Pessoas (principalmente entre japoneses) que herdam o gene da deficiência da enzima catalase, não conseguem degradar o H2O2 produzidos pelas bactérias da boca. Assim o H2O2 se acumula e acaba oxidando a HEMOGLOBINA. Ocorre a ausência de O2 nos tecidos, necrose, gengivite gangrenosa... Não seriam casos de extensão do “ineditismo” genético? PROTEOMA O próximo passo das pesquisas biomoleculares, será o estudo do PROTEOMA, que é o conjunto de PROTEÍNAS produzidas pelo genoma! Importante considerar: - Que o número total de PROTEÍNAS do organismo (PROTEOMA) é maior que o número total dos GENES presentes no GENOMA. - Por quê? Um mesmo GENE pode produzir mais de um tipo de proteína. Assim como decifrar o código genético foi decisivo para o Diagnóstico e o Prognóstico das doenças genéticas, conhecer a função que cada proteína realiza no organismo, será o passo da medicina no TRATAMENTO dessas doenças CÉLULAS-TRONCO CÉLULAS - TRONCO As células tronco são células com uma característica especial: a capacidade de se modificar em outras células com diferentes funções. A partir delas, é possível produzir células musculares, ósseas, renais e até, pasmem, neurônios. ONDE AS CÉLULAS – TRONCO SÃO ENCONTRADAS? Em jovens embriões ainda com poucas células Em cordões umbilicais Em medula óssea Células embrionárias Células embrionárias com número variável de células embrionárias As células embrionárias são capazes de se reproduzir sem se diferenciarem cerca 300 vezes, enquanto as do cordão umbilical, não mais de 20 a 30 vezes. A produção de tecidos a partir delas em cultura para substituir órgãos lesados... BLASTOCISTO BLASTOCISTO (Jovem embrião) de estrutura esférica oca com cerca de 130 células. Obs: o trofoblasto, não formarão o corpo do embrião propriamente dito, apenas seus anexos... placenta... ÚTERO por ocasião da nidação do embrião. POSSIBILIDADE DE SALVAR VIDAS VIA CÉLULAS-TRONCO Células-tronco do sangue de cordões umbilicais podem salvar vítimas de doenças como leucemia, linfomas e aplasias da medula. Para estes casos também são utilizadas célulastronco da medula óssea. O Brasil precisaria de cerca de 8 mil transplantes anualmente de medula óssea, mas por falta de doadores ocorre apenas 900 transplantes. Salvo pelas células-tronco! Médico carioca Dias Peon, após grande infarto teve retirada de sua medula óssea, células-tronco que foram injetadas diretamente na área infartada. Hoje, Peon recuperou totalmente as funções cardíacas. Células-tronco salvam coração Inspetor de Guaíba foi o primeiro submetido à técnica no Estado A injeção de células-tronco em um coração debilitado deu vida nova a um gaúcho enfartado e promete revolucionar as cirurgias cardíacas. Pela primeira vez no Estado, um paciente de 44 anos recebeu células capazes de crescer e regenerar o tecido cardíaco morto durante um infarte. Na cirurgia realizada em 31 de outubro, o inspetor de tributos Gerson Menna Barreto, morador de Guaíba, recebeu 30 pequenas injeções no coração. Ele havia passado por dois enfartes. Zero Hora - 19 / novembro / 2003 A criação de bancos de células-tronco BANCOS DE CÉLULAS-TRONCO FACILITARÃO A OBTENÇÃO DE CÉLULAS COMPATÍVEIS DE FORMA MAIS EFICIENTE DO QUE DOAÇÕES ALEATÓRIAS. O sangue do Cordão Umbilical da menina será armazenado em um centro em Campinas(SP). Obs.: Quando o banco de sangue gaúcho estiver concluído, o sangue voltará ao Estado. A COMPATIBILIDADE Banco de Células-Tronco de Centros Privados: Armazenam Cordões Umbilicais a pedido dos pais para eventual uso particular, mediante pagamento. Banco de Células-Tronco de Centros Públicos: Opera com outra lógica – quando cerca de 6 mil bolsas de sangue de cordões umbilicais estiverem armazenadas, a chance de qualquer pessoa achar um doador compatível será de 80%. Cientistas brasileiros repudiaram a carta ao Senado enviada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), na última sextafeira, pedindo veto ao uso de células-tronco de embriões humanos. O presidente da Sociedade Brasileira de Bioética, Volnei Garrafa, disse que a interferência da igreja pode impedir pesquisas importantes. O Reino Unido, na primeira semana de agosto(2004) concedeu licença para CLONAGEM TERAPÊUTICA usando CÉLULAS TRONCO de EMBRIÕES com a finalidade de curar doenças genéticas. Obs.: A clonagem terapêutica não visa a clonagem reprodutiva, que seria a clonagem do ser humano. Grupos contrários têm se manifestado contra o uso de CÉLULAS TRONCO EMBRIONÁRIAS, por entenderem ser um processo que fere a inviolabilidade da vida humana. A ignorância leva ao radicalismo O vandalismo : Contra a ciência, a intolerância e a ignorância já provocou incêndio criminoso no Laboratório de Biotecnologia da UFRGS e agora a ameaça fazer o mesmo na UFSM, no laboratório de seqüenciamento de DNA responsável por pesquisa genética. CLONAGEM CLONES NÃO TEM GENES EXÓGENOS COMO NOS TRANGÊNICOS CLONES DE MAMÍFEROS z Os clones raramente são saudáveis e em geral, vivem pouco. “O SUL” 17/02/2003 O que se entende por Clonagem Terapêutica? Através das células-tronco que são introduzidas no paciente para substituir tecidos e órgãos danificados, tais como células cardíacas, ósseas, pâncreas e outras que causam doenças como a de Alzheimer e Parkinsonismo etc. ... É a esperança da medicina num futuro próximo. As células-tronco existentes nos 30 mil embriões humanos (brasileiros) estocados após fertilização assistida poderiam ser “doados” em que pese as limitações legais e problemas bioéticos. Cariótipo de um paciente com leucemia mielóide crônica, mostrando a translocação de um braço do cromossomo 22 para um braço do cromossomo 9 (é o cromossomo Filadélfia), assinalado pela seta. (Fonte: Mueller e Young, 1998.) Terapia Gênica Remoção da medula óssea do paciente e crescimento celular em cultura. O gene humano normal. Transferência do gene normal para células em cultura. Irradiação do corpo do paciente Seleção e multiplicação em cultura das células transfectadas. Reintrodução das cels transfectadas no paciente. Não confundir TERAPIA GÊNICA (somática) com Transgenia Não confundir Terapia Gênica Somática com Organismos (OGM) Transgênicos •Terapia gênica, consiste na transferência de um gene para corrigir uma doença genética; •O gene funcionará somente durante a vida do paciente; •Na transgenia somática, o gene não é transferido aos descendentes; •A rigor, não difere de um transplante de órgãos. TRANSGENIA TRANSGÊNICO É um organismo que carrega um gene exógeno, que foi incorporado de forma estável em seu GENOMA A transgenia permite isolar genes específicos DE UMA ESPÉCIE E INTRODUZÍ-LOS EM OUTRA! NÃO HÁ necessidade de compatibilidade sexual! um novo organismo: material genético alterado, dotado de novas qualidades, como: - tolerância a herbicidas, - resistência à pragas, - melhorias no seu valor nutricional e farmacêutico Melhoramento Genético Tradicional - cultivo de espécies selecionadas - hibridização depende da COMPATIBILIDADE SEXUAL Tanto entre plantas como entre os animais. - processo muito lento Saberias indentificar se estas hortaliças são ou não transgênicas ? SUPERMERCADO TRANSGÊNICO A ROTULAGEM, NECESSÁRIA ! Exemplo de sua importância: O gene da proteína da Castanha do Pará, transferido para a soja, poderá causar sérios transtornos aos consumidores desta soja transgênica caso sejam alérgicos à Castanho do Pará Daí a necessidade da ROTULAGEM DE ADVERTÊNCIA TOMATE Amadurece mais devagar, o que facilita sua estocagem. Foi o primeiro alimento transgênico a ser comercializado. ARROZ Tem mais proteínas do que o normal, o que ajudará a combater a fome em países pobres. O arroz é um dos alimentos mais consumidos no mundo inteiro. SOJA Tem genes de castanhado-pará, inseridos para aumentar o valor nutritivo. Problema: as pessoas alérgicas à castanha-do-pará também sofrem alergia com a soja transgênica. MILHO TRANSGÊNICO PLANTA CONTROLE TRANSGENIA MODIFICANDO PLANTAS Resistência a Insetos: o gene Bt (originário da bactéria Bacillus thuringiensis) que codifica a proteína tóxica, pode ser transferido para plantas com finalidade de torna-las resistentes a determinados insetos. (esquerda) Planta do milho geneticamente modificada para produzir a toxina Bt; (direita) planta mostrando o estrago feito pela broca do milho. ZH – 24/05/2004 • A organização da ONU para Alimentação e a Agricultura (FAO) publicou um relatório em que oficialmente essa organização reconhece que os produtos transgênicos não têm “qualquer efeito nocivo para a saúde e o ambiente” “Ao contrário, a FAO pede que os procedimentos da transgenia sejam universalizados deixando de se restringir apenas aos produtos que interessam às multinacionais do agronegócio (soja, milho, algodão). Pede explicitamente que a pesquisa contemple também à cultura de subsistência.” Notável Experimento em Transgenia 2 : Universidade da Califórnia, em San Diego Foram unidos os genes da LUCIFERASE de vagalumes com o DNA de células do tabaco. o que acontece? A planta do tabaco brilha ! porque é fornecido ao tabaco a luciferina que é o substrato protéico da luciferase. A luciferina mais o ATP produz a Bioluminescência como vista nos lampejos dos vagalumes. ... Genes da bioluminescência “das mães d´águas” para camundongos TRANSFERÊNCIA DE GENES TRANGENIA AJUDANDO OS DIABÉTICOS O diabetes afeta um em cada 200 indivíduos da raça branca. Consumo de insulina é um mercado que representa milhões de dólares. TRANGENIA AJUDANDO OS DIABÉTICOS A Insulina procedente do pâncreas dos bovinos ou suínos apresenta efeitos colaterais. A insulina transgênica, consumida desde 1984, sem estes efeitos colaterais, procede de GENE HUMANO, transferido transgenicamente para bactérias. Enzimas de Restrição e o “código de barras” na localização dos genes As enzimas de restrição cortam a seqüência de bases, em sítios específicos e que correspondem a certo gene de interesse. Constituem uma excelente “ferramenta” na transgenia em geral. Enzimas de Restrição São proteínas que cortam a molécula de DNA, num local específico onde se encontra uma certa seqüência de nucleotídeos (bases) As enzimas de restrição são produzidas pelas bactérias e lhe servem de proteção, porque cortam e desintegram qualquer DNA estranho que, injetados por vírus, penetra na bactéria. (bacteriófagos) Uma amostra de DNA purificado extraído de qualquer célula de uma pessoa, após ser tratada com determinada enzima de restrição, cortará o DNA em pontos específicos, resultando em um conjunto de fragmentos típicos para o DNA daquele organismo. Estes fragmentos submetidos a uma técnica(eletroforese) A mistura de fragmentos do DNA é aplicada a uma camada de gelatina (gel) e submetida a um campo elétrico. Neste processo os fragmentos se movem em velocidades proporcionais ao seu tamanho, os menores mais rapidamente que os maiores. Desligado o campo elétrico, fragmentos do mesmo tamanho estacionam juntos, em determinada posição do gel. Surge assim um padrão semelhante a um “código de barras”, que corresponde a uma “impressão digital” genética única para cada indivíduo. “Código de Barras” Exame para detectar doenças genéticas Um câncer chamado Retinoblastoma Identificado pelo “código de barras”. Antes de radicalizar opiniões, convém sempre considerar pesquisas altamente qualificadas, produzidas por instituições sem comprometimentos ideológicos, econômicos que fazem interfaces com as ciências biológicas. AGRADECIMENTO Agradecemos ao Prof. Me. José Fernando de Azevedo, supervisor da Agência Experimental de Publicidade e Propaganda – FAMECOS – PUCRS. Agradecimento extensivo ao funcionário Rafael Martins e aos estagiários da Agência, pela acolhida e competência demonstrada quando necessitávamos fazer alteração nesse CD, para atualizá-lo com a mídia. Milton Menegotto Biólogo Bibliografia O livro “Clones e Transgênicos / Controvérsias – Mitos – Medos” também serviram de suporte para a apresentação desta aula. Segue bibliografia: ALGUNS DADOS DO CURRICULUM VITAE DO AUTOR Título de Professor Emérito – Resolução do egrégio Conselho Universitário da PUCRS – 25/11/2002 Resolução do egrégio Conselho Universitário da PUCRS – Outorgada Medalha Irmão Afonso – 27/11/1981 Diploma de Honra ao Mérito – Decisão do Conselho Departamental do Biociênicas da PUCRS – 18/09/1996 Bacharel e Licenciado em História Natural PUCRS (1949-1950) Pós-Graduado em Microbiologia Médica, como bolsista integral do CAPES. Exerceu o magistério no curso de Medicina da PUCRS, fazendo parte da nominata fornecida pelo Conselho Federal de Educação, como titular da disciplina de Biologia Celular. ALGUNS DADOS DO CURRICULUM VITAE DO AUTOR Diretor do Instituto de Biociências da PUCRS por três mandatos (19821990) Credenciado pelo Conselho Federal de Educação (MEC) – publicado no Documenta 252/81, qualificado para lecionar no curso de PósGraduação: Biologia Celular Membro do 1º Conselho Federal da Biologia (Brasília) Conselheiro da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul Integrante do Júri Prêmio Moinho Santista São Paulo, no julgamento do melhor trabalho brasileiro – categoria Biologia - Medicina Nomeado pelos governos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para representar o RS nos assuntos sobre problemas transfronteiriços – no CODESUL-MERCOSUL-ECOSUL, 1991-1994 Obras do autor Aprenda respondendo, 3ª ed. Porto Alegre: Ed. do Professor Gaúcho, 1970. Biologia geral, em co-autoria com A.C.P. Azevedo. 10ª ed. Porto Alegre: Sagra, 1983. Ecologia, 9ª ed. Porto Alegre: Sagra, 1983. (Esta obra teve uma edição em espanhol, por solicitação da Universidade Nacional de Assunção, Paraguai) Citologia, 10ª edição. Porto Alegre: Sagra, 1984. Clones e transgênicos : controvérsias, fatos, mitos e medos. Porto Alegre, WS, 2002