Alimentos Transgênicos
O QUE É?
Alimentos Geneticamente Modificados: são alimentos criados em laboratórios com a utilização
de genes (parte do código genético) de espécies diferentes de animais, vegetais ou micróbios.
Organismos Geneticamente Modificados: são os organismos que sofreram alteração no seu
código genético por métodos ou meios que não ocorrem naturalmente.
Engenharia Genética: ciência responsável pela manipulação das informações contidas no
código genético, que comanda todas as funções da célula. Esse código é retirado da célula
viva e manipulado fora dela, modificando a sua estrutura (modificações genéticas).
Com o aprimoramento e desenvolvimento das técnicas de obtenção de organismos
geneticamente modificados e o aumento da sua utilização, surgiram então, dois novos termos
para o nosso vocabulário: biotecnologia e biossegurança.
Biotecnologia é o processo tecnológico que permite a utilização de material biológico para fins
industriais.
A biossegurança é a ciência responsável por controlar e minimizar os riscos da utilização de
diferentes tecnologias em laboratórios ou quando aplicadas ao meio ambiente.
PONTOS POSITIVOS DOS ALIMENTOS TRANSGÊNICOS
Aumento da produção de alimentos
Melhoria do conteúdo nutricional, desenvolvimento de nutricênicos (alimentos que teriam fins
terapêuticos);
Maior resistência e durabilidade na estocagem e armazenamento
PONTOS NEGATIVOS DOS ALIMENTOS TRANSGÊNICOS
Aumento das reações alérgicas;
As plantas que não sofreram modificação genética podem ser eliminadas pelo processo de
seleção natural, pois, as transgênicas possuem maior resistência às pragas e pesticidas;
Aumento da resistência aos pesticidas e gerando maior consumo deste tipo de produto;
Apesar de eliminar pragas prejudiciais à plantação, o cultivo de plantas transgênicas pode,
também, matar populações benéficas como abelhas, minhocas e outros animais e espécies de
plantas.
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Alguns países que cultivam alimentos transgênicos
Estados Unidos: melão, soja, tomate, algodão, batata, canola, milho.
União Européia: tomate, canola, soja, algodão.
Argentina: soja, milho, algodão.
No mundo todo, pesquisadores e cientistas estão desenvolvendo pesquisas sobre quais são as
reais consequências da utilização de alimentos genéticos no organismo humano e no meioambiente. Consumidores de países onde já ocorre a comercialização de alimentos
transgênicos exigem a sua rotulagem, assim como estão sendo feito com os orgânicos, para
que possam ser distinguidos na hora da escolha do alimento.
ROTULAGEM DOS ALIMENTOS TRANSGÊNICOS
Um outro tema abordado quando se discute os alimentos transgênicos é o da rotulagem dos
produtos. Todo o cidadão tem o direito de saber o que irá consumir. Por isto, a descrição da
composição do alimento e o gene que foi inserido no produto, devem ser informados. Além dos
rótulos dos produtos nacionais é necessário que sejam analisados os produtos importados
produzidos através da biotecnologia.
No meio de todas as discussões, uma certeza reina entre cientistas, representantes do governo
e da defesa do consumidor: é preciso investir em pesquisa e aprimorar os estudos.
Fonte: www1.uol.com.br
ALIMENTOS TRANSGÊNICOS
Se você ainda não conhece essa sigla ainda vai ouvir falar muito dela. OGM quer dizer
Organismo Geneticamente Modificado. Ou, simplesmente, transgênico. Trocando em miúdos,
trata-se de um ser vivo cuja estrutura genética - a parte da célula onde está armazenado o
código da vida - foi alterada pela inserção de genes de outro organismo, de modo a atribuir ao
receptor características não programadas pela natureza. Uma planta que produz uma toxina
antes só encontrada numa bactéria. Um microorganismo capaz de processar insulina humana.
Um grão acrescido de vitaminas e sais minerais que sua espécie não possuía. Tudo isso é
OGM.
A engenharia genética utiliza enzimas para quebrar a cadeia de DNA em determinados
lugares, inserindo segmentos de outros organismos e costurando a seqüência novamente. Os
cientistas podem “cortar e colar” genes de um organismo para outro, mudando a forma do
organismo e manipulando sua biologia natural a fim de obter características específicas (por
exemplo, determinados genes podem ser inseridos numa planta para que esta produza toxinas
contra pestes). Este método é muito diferente do que ocorre naturalmente com o
desenvolvimento dos genes.
VANTAGENS DOS ALIMENTOS TRANSGÊNICOS
1. O alimento pode ser enriquecido com um componente nutricional essencial. Um feijão
geneticamente modificado por inserção de gene da castanha do Pará passa produzir
metionina, um aminoácido essencial para a vida. Um arroz geneticamente modificado produz
vitamina A.
2. O alimento pode ter a função de prevenir, reduzir ou evitar riscos de doenças, através de
plantas geneticamente modificadas para produzir vacinas, ou iogurtes fermentados com
microrganismos geneticamente modificados que estimulem o sistema imunológico.
3. A planta pode resistir ao ataque de insetos, seca ou geada. Isso garante estabilidade dos
preços e custos de produção. Um microrganismo geneticamente modificado produz enzimas
usadas na fabricação de queijos e pães o que reduz o preço deste ingrediente. Sem falar ainda
que aumenta o grau de pureza e a especificidade do ingrediente e permite maior flexibilidade
para as indústrias.
4. Aumento da produtividade agrícola através do desenvolvimento de lavouras mais produtivas
e menos onerosas, cuja produção agrida menos o meio ambiente.
DESVANTAGENS DOS ALIMENTOS TRANSGÊNICOS
1. O lugar em que o gene é inserido não pode ser controlado completamente, o que pode
causar resultados inesperados uma vez que os genes de outras partes do organismo podem
ser afetados.
2. Os genes são transferidos entre espécies que não se relacionam, como genes de animais
em vegetais, de bactérias em plantas e até de humanos em animais. A engenharia genética
não respeita as fronteiras da natureza – fronteiras que existem para proteger a singularidade
de cada espécie e assegurar a integridade genética das futuras gerações.
3. A uniformidade genética leva a uma maior vulnerabilidade do cultivo porque a invasão de
pestes, doenças e ervas daninha sempre é maior em áreas que plantam o mesmo tipo de
cultivo. Quanto maior for a variedade (genética) no sistema da agricultura, mais este sistema
estará adaptado para enfrentar pestes, doenças e mudanças climáticas que tendem a afetar
apenas algumas variedades.
4. Organismos antes cultivados para serem usados na alimentação estão sendo modificados
para produzirem produtos farmacêuticos e químicos. Essas plantas modificadas poderiam fazer
uma polinização cruzada com espécies semelhantes e, deste modo, contaminar plantas
utilizadas exclusivamente na alimentação.
5. Os alimentos transgênicos poderiam aumentar as alergias. Muitas pessoas são alérgicas a
determinados alimentos em virtude das proteínas que elas produzem. Há evidencias de que os
cultivos transgênicos podem proporcionar um potencial aumento de alergias em relação a
cultivos convencionais.
OS MITOS DA BIOTECNOLOGIA
As corporações agroquímicas que controlam a orientação e os objetivos das inovações na
agricultura através da biotecnologia argumentam que a engenharia genética estimulará a
sustentabilidade na agricultura e solucionará os problemas que afetam a agricultura
convencional e tirará os agricultores do Terceiro Mundo da baixa produtividade, pobreza e
fome (Molnar e Kinnucan 1989, Gresshoft 1996). Comparando os mitos com a realidade é
possível observar que os desenvolvimentos atuais na biotecnologia agrícola não satisfazem as
promessas feitas e as expectativas criadas em torno deles.
A Biotecnologia beneficiará os pequenos agricultores e favorecerá os famintos e os pobres do
Terceiro Mundo.
Ainda que exista fome no mundo e se sofra devido à poluição por pesticidas, o objetivo das
corporações multinacionais é obter lucros e não praticar a filantropia. É por isto que os
biotecnologistas criam as culturas transgênicas para uma nova qualidade de mercado ou para
substituir as importações e não para produzir mais alimentos (Mander e Goldsmith 1996). No
geral, as companhias que trabalham com biotecnologia estão dando ênfase a uma faixa
limitada de culturas para as quais existe um mercado seguro e suficiente, visando os sistemas
de produção exigentes em capital. Se os biotecnologistas estiverem realmente interessados em
alimentar o mundo, porque o gênio científico da biotecnologia não procura desenvolver
variedades de culturas que sejam mais tolerantes a ervas daninhas em vez de ser tolerantes a
herbicidas? Ou porque não estão sendo desenvolvidos outros produtos mais promissores da
biotecnologia tais como plantas fixadoras de nitrogênio e plantas resistentes à seca?
Alguns países que cultivam alimentos transgênicos
Estados
Unidos:
melão,
União
Européia:
Argentina: soja, milho, algodão.
soja,
tomate,
tomate,
algodão,
canola,
batata,
canola,
milho.
soja,
algodão.
NO BRASIL
Segundo o Artigo 225 da Constituição Federal Brasileira: “Todos tem direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial a sadia qualidade de
vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as
presentes e futuras gerações.
Em 1995, foi aprovada a Lei de Biossegurança no Brasil, que gerou a constituição da CTNBio
(Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), pertencente ao MCT (Ministério da Ciência e
Tecnologia). Este fato permitiu que se iniciassem os testes de campo com cultivos
geneticamente
modificados,
que
são
hoje
mais
de
800.
Transgênicos à venda
Testes feitos em laboratórios europeus detectaram a presença de transgênicos em 11 lotes de
produtos vendidos no Brasil, a maioria deles contendo a soja geneticamente modificada
Roudup Ready, da Monsanto ou com o milho transgênico Bt, da Novartis.
Nestogeno, da Nestle do Brasil, fórmula infantil a base de leite e soja para lactentes contendo
soja RR
Fonte: www.portaldovestibular.com
ALIMENTOS TRANSGÊNICOS
Se você ainda não conhece essa sigla ainda vai ouvir falar muito dela. OGM quer dizer
Organismo Geneticamente Modificado. Ou, simplesmente, transgênico. Trocando em miúdos,
trata-se de um ser vivo cuja estrutura genética - a parte da célula onde está armazenado o
código da vida - foi alterada pela inserção de genes de outro organismo, de modo a atribuir ao
receptor características não programadas pela natureza. Uma planta que produz uma toxina
antes só encontrada numa bactéria. Um microorganismo capaz de processar insulina humana.
Um grão acrescido de vitaminas e sais minerais que sua espécie não possuía. Tudo isso é
OGM.
A engenharia genética utiliza enzimas para quebrar a cadeia de DNA em determinados
lugares, inserindo segmentos de outros organismos e costurando a seqüência novamente. Os
cientistas podem “cortar e colar” genes de um organismo para outro, mudando a forma do
organismo e manipulando sua biologia natural a fim de obter características específicas (por
exemplo, determinados genes podem ser inseridos numa planta para que esta produza toxinas
contra pestes). Este método é muito diferente do que ocorre naturalmente com o
desenvolvimento dos genes.
NO BRASIL
Segundo o Artigo 225 da Constituição Federal Brasileira: "Todos tem direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial a sadia qualidade de
vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as
presentes e futuras gerações.
Em 1995, foi aprovada a Lei de Biossegurança no Brasil, que gerou a constituição da CTNBio
(Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), pertencente ao MCT (Ministério da Ciência e
Tecnologia). Este fato permitiu que se iniciassem os testes de campo com cultivos
geneticamente modificados, que são hoje mais de 800.
TRANSGÊNICOS À VENDA
Testes feitos em laboratórios europeus detectaram a presença de transgênicos em 11 lotes de
produtos vendidos no Brasil, a maioria deles contendo a soja geneticamente modificada
Roudup Ready, da Monsanto ou com o milho transgênico Bt, da Novartis.
- Nestogeno, da Nestle do Brasil, fórmula infantil a base de leite e soja para lactentes contendo
soja RR;
- Pringles Original, da Procter & Gamble, batata frita contendo milho Bt 176 da Novartis;
- Salsicha Swift, da Swift Armour, salsichas do tipo Viena contendo soja RR;
- Sopa Knorr, da Refinações de Milho Brasil, mistura para sopa sabor creme de milho verde
contendo soja RR;
- Cup Noodles, da Nissin Ajinomoto, macarrão instantâneo sabor galinha contendo soja RR;
- Cereal Shake Diet, da Olvebra Industrial, alimento para dietas contendo soja RR;
- Bac’Os da Gourmand Alimentos (2 lotes diferentes), chips sabor bacon contendo soja RR;
- ProSobee, da Bristol-Myers, formula nao lactea a base de proteína de soja contendo soja RR;
- Soy Milk, da Ovebra Industrial, alimento a base de soja contendo soja RR;
- Supra Soy, da Jospar, alimento a base de soro de leite e proteina isolada de soja contendo
soja RR.
Fonte: www.emporiovillaborghese.com.br
O QUE SÃO TRANSGÊNICOS?
Os transgênicos resultam de experimentos da engenharia genética nos quais o material
genético é movido de um organismo a outro, visando a obtenção de características específicas.
Em programas tradicionais de cruzamentos, espécies diferentes não se cruzam entre si. Com
essas técnicas transgênicas, materiais gênicos de espécies divergentes podem ser
incorporados por uma outra espécie de modo eficaz.
O organismo transgênico apresenta características impossíveis de serem obtidas por técnicas
de cruzamento tradicionais. Por exemplo, genes produtores de insulina humana podem ser
transfectados em bactérias Escherichia coli. Essa bactéria passa a produzir grandes
quantidades de insulina humana que pode ser utilizada com fins medicinais.
OS ALIMENTOS TRANSGÊNICOS NA QUALIDADE DE VIDA
A alteração genética é feita para tornar plantas e animais mais resistentes e, com isso,
aumentar a produtividade de plantações e criações. A utilização das técnicas transgênicas
permite a alteração da bioquímica e do próprio balanço hormonal do organismo transgênico.
Hoje muitos criadores de animais, por exemplo, dispõe de raças maiores e mais resistentes à
doenças
graças
a
essas
técnicas.
Os transgênicos já são utilizados inclusive no Brasil. Mas ainda não existem pesquisas
apropriadas para avaliar as conseqüências de sua utilização para a saúde humana e para o
meio ambiente.
Pesquisas recentes na Inglaterra revelaram aumento de alergias com o consumo de soja
transgênica. Acredita-se que os transgênicos podem diminuir ou anular o efeito dos antibióticos
no organismo, impedindo assim o tratamento e agravando as doenças infecciosas. Alergias
alimentares também podem acontecer, pois o organismo pode reagir da mesma forma que
diante de uma toxina. Outros efeitos, desconhecidos, a longo prazo poderão ocorrer, inclusive
o câncer.
TRANSGÊNICOS E O MEIO AMBIENTE
A resistência a agrotóxicos pode levar ao aumento das doses de pesticidas aplicadas nas
plantações. As pragas que se alimentam da planta transgênica também podem adquirir
resistência ao pesticida. Para combatê-las seriam usadas doses ainda maiores de veneno,
provocando uma reação em cadeia desastrosa para o meio ambiente (maior quantidade de
poluição nos rios e solos) e para a saúde dos consumidores.
Uma vez introduzida uma planta transgênica é irreversível, pois a propagação da mesma é
incontrolável e não se pode prever as alterações no ecossistema que isso pode acarretar.
MELHORAMENTOS DE PLANTAS
Atualmente as técnicas de utilização de transgenes vêm sendo amplamente difundidas. Assim
um número crescente de plantas tolerantes a herbicidas e à determinadas pragas tem sido
encontradas. O problema é que as plantas transgênicas são iguais ao alimento natural, o que é
injusto, pois o consumidor não sabe que tipo de alimento está consumindo.
Uma nova variedade dealgodão por exemplo, foi desenvolvido a partir da utilização de um gene
oriundo da bactéria Bacillus thuringensis, que produz uma proteína extremamente tóxica a
certos insetos e vermes, mas não a animais e ao homem. Essa planta transgênica ajudou na
redução do uso de pesticidas químicos na produção de algodão.
Tecnologias com uso de transgenes vem sendo utilizadas também para alterar importantes
características agronômicas das plantas: o valor nutricional, teor de óleo e até mesmo o
fotoperíodo (número de horas mínimo que uma planta deve estar em contato com a luz para
florescer).
A UTILIDADE DOS PRODUTOS TRANSGÊNICOS
Com técnicas similares àquela da produção de insulina humana em bactérias, muitos produtos
com utilidade biofarmacêuticas podem ser produzidos nesses animais e plantas transgênicas.
Por exemplo, pesquisadores desenvolveram vacas e ovelhas que produzem quantidade
considerável de medicamentos em seus leites. O custo dessas drogas é muito menor do que
os produzidos pelas técnicas convencionais.
A tecnologia transgênica é também uma extensão das práticas agrícolas utilizadas há séculos.
Programas de cruzamentos clássicos visando a obtenção de uma espécie melhorada sempre
foram praticados. Em outras palavras, a partir de uma espécie vegetal qualquer e realizando o
cruzamento entre um grupo de indivíduos obteremos a prole chamada de F1. Dentre os
indivíduos da prole, escolheremos os melhores que serão cruzados entre si, originando a prole
F2. Sucessivos cruzamentos a partir dos melhores indivíduos obtidos em cada prole serão
feitos.
Todo esse trabalho busca a obtenção de indivíduos melhorados. Essa técnica trabalhosa e
demorada de melhoramento vem sendo amplamente auxiliada pelas modernas técnicas de
biologia molecular. Com isso as espécies são melhoradas com maior especificidade, maior
rapidez e flexibilidade, além de um menor custo. Mas ainda não se pode afirmar quais as
conseqüências que esses produtos podem ter no organismo humano, animal e no meio
ambiente. Faltam pesquisas científicas que comprovem as verdadeiras implicações dos
alimentos transgênicos.
LEGISLAÇÃO SOBRE TRANSGÊNICOS
Decreto 3.871/01: obriga a indicação no rótulo de produtos importados que contenham ou
sejam produzidos com organismos geneticamente modificados.
Medida Provisória 113/03: estabelece normas para a comercialização da soja transgênica.
Medida Provisória 131/03: estabelece normas para o plantio e comercialização da produção de
soja da safra de 2004.
Fonte: www.ambientebrasil.com.br
Os transgênicos já são utilizados inclusive no Brasil. Mas ainda não existem pesquisas
apropriadas para avaliar as conseqüências de sua utilização para a saúde humana e para o
meio ambiente.
Pesquisas recentes na Inglaterra revelaram aumento de alergias com o consumo de soja
transgênica. Acredita-se que os transgênicos podem diminuir ou anular o efeito dos
antibióticos no organismo, impedindo assim o tratamento e agravando as doenças infecciosas.
Alergias alimentares também podem acontecer, pois o organismo pode reagir da mesma forma
que diante de uma toxina. Outros efeitos, desconhecidos, a longo prazo poderão ocorrer,
inclusive o câncer.
Transgênicos e o Meio Ambiente
A resistência a agrotóxicos pode levar ao aumento das doses de pesticidas aplicadas nas
plantações. As pragas que se alimentam da planta transgênica também podem adquirir
resistência ao pesticida. Para combatê-las seriam usadas doses ainda maiores de veneno,
provocando uma reação em cadeia desastrosa para o meio ambiente (maior quantidade de
poluição nos rios e solos) e para a saúde dos consumidores.
Uma vez introduzida uma planta transgênica é irreversível, pois a propagação da mesma é
incontrolável e não se pode prever as alterações no ecossistema que isso pode acarretar.
Melhoramentos de Plantas
Atualmente as técnicas de utilização de transgenes vêm sendo amplamente difundidas. Assim
um número crescente de plantas tolerantes a herbicidas e à determinadas pragas tem sido
encontradas. O problema é que as plantas transgênicas são iguais ao alimento natural, o que é
injusto, pois o consumidor não sabe que tipo de alimento está consumindo.
Uma nova variedade dealgodão por exemplo, foi desenvolvido a partir da utilização de um gene
oriundo da bactéria Bacillus thuringensis, que produz uma proteína extremamente tóxica a
certos insetos e vermes, mas não a animais e ao homem. Essa planta transgênica ajudou na
redução do uso de pesticidas químicos na produção de algodão.
Tecnologias com uso de transgenes vem sendo utilizadas também para alterar importantes
características agronômicas das plantas: o valor nutricional, teor de óleo e até mesmo o
fotoperíodo (número de horas mínimo que uma planta deve estar em contato com a luz para
florescer).
A Utilidade dos Produtos Transgênicos
Com técnicas similares àquela da produção de insulina humana em bactérias, muitos produtos
com utilidade biofarmacêuticas podem ser produzidos nesses animais e plantas transgênicas.
Por exemplo, pesquisadores desenvolveram vacas e ovelhas que produzem quantidade
considerável de medicamentos em seus leites. O custo dessas drogas é muito menor do que
os produzidos pelas técnicas convencionais.
A tecnologia transgênica é também uma extensão das práticas agrícolas utilizadas há séculos.
Programas de cruzamentos clássicos visando a obtenção de uma espécie melhorada sempre
foram praticados. Em outras palavras, a partir de uma espécie vegetal qualquer e realizando o
cruzamento entre um grupo de indivíduos obteremos a prole chamada de F1. Dentre os
indivíduos da prole, escolheremos os melhores que serão cruzados entre si, originando a prole
F2. Sucessivos cruzamentos a partir dos melhores indivíduos obtidos em cada prole serão
feitos.
Todo esse trabalho busca a obtenção de indivíduos melhorados. Essa técnica trabalhosa e
demorada de melhoramento vem sendo amplamente auxiliada pelas modernas técnicas de
biologia molecular. Com isso as espécies são melhoradas com maior especificidade, maior
rapidez e flexibilidade, além de um menor custo.
Contudo os trangênicos tem os aspectos negativos que podem prejudicar principalmete
para a natureza
Aspectos Negativos
1- O aumento dos sintomas de alergia
2- A maior resistência a agrotóxicos e antibióticos nas pessoas e nos animais
3- O aparecimento de novos vírus
4- A eliminação de populações benéficas como abelhas, minhocas e outros animais e espécies
de plantas
5- O empobrecimento da biodiversidade
6- O desenvolvimento de ervas daninhas muito resistentes que podem causar novas doenças e
o desiquilíbrio da natureza
Mas ainda não se pode afirmar quais as conseqüências que esses produtos podem ter no
organismo humano, animal e no meio ambiente. Faltam pesquisas científicas que comprovem
as verdadeiras implicações dos alimentos transgênicos.
Legislação sobre Transgênicos
Decreto 3.871/01
Obriga a indicação no rótulo de produtos importados que contenham ou sejam produzidos com
organismos geneticamente modificados.
Medida Provisória 113/03
Estabelece normas para a comercialização da soja transgênica.
Medida Provisória 131/03
Estabelece normas para o plantio e comercialização da produção de soja da safra de 2004.
Fonte: projetogenoma.no.comunidades.net
Transgênicos ou transgénicos são organismos que, mediante técnicas de engenharia
genética, contém materiais genéticos de outros organismos. A geração de transgênicos visa
um artigo transgénico biológico porque o alimento esta em manutenção obtenção de
organismos com características novas ou melhoradas relativamente ao organismo original.
Resultados na área de transgenia já são alcançados desde a década de 1970, na qual foi
desenvolvida a técnica do DNA recombinante.
A manipulação genética recombina características de um ou mais organismos de uma forma
que provavelmente não aconteceria na natureza. Por exemplo, podem ser combinados os
DNAs de organismos que não se cruzariam por métodos naturais.
Aplicações
A aplicação mais imediata dos organismos transgênicos (e dos organismos geneticamente
modificados em geral) é a sua utilização em investigação científica. A expressão de um
determinado gene de um organismo num outro pode facilitar a compreensão da função desse
mesmo gene.
No caso das plantas, por exemplo, espécies com um reduzido ciclo de vida podem ser
utilizadas como "hospedeiras" para a inserção de um gene de uma planta com um ciclo de vida
mais longo. Estas plantas transgênicas poderão depois ser utilizadas para estudar a função do
gene de interesse mas num espaço de tempo muito mais curto. Este tipo de abordagem é
também usado no caso de animais, sendo a mosca da fruta
Em outros casos, a utilização de transgênicos é uma abordagem para a produção de
determinados compostos de interesse comercial, medicinal ou agronómico, por exemplo). O
primeiro caso público foi a utilização da bactéria E. coli, que foi modificada de modo a produzir
insulina humana em finais da década de 1970[1]. Um exemplo recente, já em 2007, foi o facto
de uma equipe de cientistas conseguir desenvolver mosquitos bobucha resistentes ao parasita
da malária, através da inserção de um gene que previne a infecção destes insectos pelo
parasita portador da doença. Os investigadores esperam começar os testes de campo na
África Sub-sariana dentro de aproximadamente 5 anos.
No entanto, os casos mais mediáticos são os das plantas transgênicas, que são modificadas
de modo a serem mais resistentes a pragas e doenças, por exemplo, ou a produzir substâncias
que lhes permita resistir a insectos, nemátodes ou vírus [2]. A utilização deste tipo de
organismos tem desencadeado, no entanto, acesas discussões acerca da sua segurança em
termos ambientais e da saúde pública.
Alimentos transgênicos
Alimentos Transgênicos são alimentos cuja semente foi modificada em laboratório, pela
inserção de pelo menos um gene de outra espécie. Alguns dos motivos de modificação desses
alimentos são para que as plantas possam resistir às pragas (insetos, fungos, virus,
bactérias,...) e a herbicidas. O mau uso de pesticidas pode causar riscos ambientais, tais como
o aparecimento de plantas resistentes a herbicidas e a poluição dos terrenos e lençóis de água.
Porém, deve-se ressaltar que o uso de herbicidas, inseticidas e outros agrotóxicos diminui
imensamente com o uso dos transgêncos, já que eles tornam possível o uso de produtos
químicos corretos para o problema. Uma lavoura convencional de soja pode utilizar até 5
aplicações de herbicida, enquanto que uma lavoura transgênica Roundup Ready (resistência
ao herbicida glifosato) utiliza apenas 1 aplicação.
Prevalência de culturas geneticamente modificadas
É estimado que a área de cultivo deste tipo de variedades esteja com uma taxa de crescimento
de 13% ao ano. A área total plantada é já superior a 100 milhões de hectares, sendo os
principais produtores os Estados Unidos, o Canadá, o Brasil, a Argentina, a China e a Índia.
Vários países europeus, entre os quais Portugal, a maioria dos países Sul Americanos, vários
países africanos e asiáticos e a Austrália têm cultivado também milhões de hectares de
culturas transgênicas. As culturas prevalentes são as de milho, soja e algodão, baseadas
principalmente na tecnologia Bt [3]
Polêmica
Atualmente existe um debate bastante intenso relacionado à inserção de alimentos
geneticamente modificados (AGM) no mercado. Alguns mercados mundiais, tais como o da
Europa e do Japão, rejeitam fortemente a entrada de alimentos com estas características,
enquanto que outros, como o Norte e Sul-Americanos e o Asiático têm aceito estas variedades
agronómicas.
Polinização cruzada
Uma das preocupações manifestadas em relação à utilização de plantas transgénicas prendese com a possível polinização cruzada entre estas espécies com as existentes na natureza ou
com culturas não modificadas. Vários estudos têm demonstrado que a existência de
polinização cruzada é real, mas que diminui drasticamente com a distância à cultura
transgénica. Abud et al. (2007) [4], num estudo realizado no Brasil, demonstraram que após 10
metros de distanciamento entre plantas de soja transgénica e soja convencional, a polinização
cruzada é negligenciável. No caso do milho, Ma et al. (2004) [5] referem que essa distância é
de aproximadamente 30 metros. Tais dados levam a que, para a plantação de uma cultura
transgénica, tenha que ser respeitada uma determinada distância de segurança em relação às
culturas vizinhas. Os investigadores defendem que esta distância deve ser avaliada caso-acaso devido às diferenças no tamanho, peso e meio de transporte dos diferentes grãos de
pólen.
Uma outra controvérsia relacionada com a polinização cruzada foi a utilização da chamada
tecnologia Terminator (em português Exterminador). Esta tecnologia baseia-se na adição à
planta em causa de um gene que não permite a produção de pólen viável. A utilização desta
ferramenta permitiria então a não-propagação do pólen transgénico, evitando quaisquer
cruzamentos com outras plantas. Esta acção das empresas de produção de transgénicos foi
largamente condenada por ser vista como uma tentativa de evitar que os agricultores
pudessem propagar as plantas por mais que um ano, obrigando-os a comprar novas sementes
todas as temporadas [6].
Impacto na saúde humana/animal
Várias informações contraditórias têm sido lançadas de diversos setores quanto aos potenciais
danos que os organismos transgénicos possam provocar nos seus consumidores.
Em 1998, o investigador Árpád Pusztai descobre e a sua equipe lançaram o pânico na Europa,
ao afirmar que tinham obtido resultados que demonstravam o efeito nefasto de batata
transgénica, quando presente na alimentação de ratos. Quando estes resultados foram
publicados verificou-se que o referido efeito tinha sido devido ao transgene inserido nessas
batatas ser de uma lectina, que por si só tem um efeito tóxico no desenvolvimento dos
mamíferos [7]. Estes investigadores sofreram pesadas críticas da classe política e da
comunidade científica em geral. No entanto, ainda há alguma controvérsia quanto à
interpretação dos resultados destes autores, opondo organizações não-governamentais a
alguns cientistas.
Outro caso de um estudo acerca do potencial efeito de transgénicos na saúde pública foi o de
Séralini et al. (2007) [8]. Estes investigadores reavaliaram estatisticamente dados publicados
anteriormente pela multinacional Monsanto, e declararam que a alimentação de ratos com
milho transgénico MON863 provocou toxicidade hepática e renal, bem como alterações no
crescimento. A European Food Safety Authority (Autoridade Europeia para a Segurança
Alimentar) aprovou o MON863 para consumo humano na União Europeia[9], baseando-se nas
conclusões dos estudos entregues pela Monsanto. A Autoridade concluiu que as diferenças
encontradas no estudo de Séralini não eram biologicamente relevantes e que os métodos
estatísticos utilizados neste estudo eram incorrectos [10] [11], pelo que não procedeu à
reavaliação da aprovação. No entanto, até à data nenhum estudo científico foi publicado que
tenha colocado em causa o estudo da equipa de Seraliny.
Esta discussão acentuou a polêmica sobre quem deve ser responsável pela avaliação do
impacto deste tipo de produtos. O facto de algumas avaliações serem feitas pelas próprias
empresas que os produzem tem levantado grande indignação por parte de organizações
ambientalistas. O Painel OGM responsável pela avaliação dos transgénicos da European Food
Safety Authority foi também criticado por vários Estados-Membros, casos da Itália e a Áustria,
que acusam este painel de cientistas de parcialidade.
Alergenicidade
Algumas das críticas que os transgénicos têm recebido têm a ver com a potencial reacção
alérgica dos animais/humanos a estes alimentos. O caso mais conhecido foi a utilização de um
gene de uma noz brasileira com vista ao melhoramento nutricional da soja para alimentação
animal. A noz em causa era já conhecida como causadora de alergia em determinados
indivíduos. O gene utilizado para modificação da soja tinha como função aumentar os níveis de
metionina, um aminoácido essencial. Estudos realizados verificaram que a capacidade
alergénica da noz tinha sido transmitida à soja [12], o que levou a que a empresa responsável
terminasse o desenvolvimento desta variedade.
Mais recentemente, investigadores portugueses do Instituto de Tecnologia Química e Biológica,
do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, e do Instituto Superior de Agronomia,
entre outros, testaram a resposta alérgica de diversos pacientes à alimentação com milho e
soja transgénica. Este estudo não detectou qualquer diferença na reacção às plantas
transgénicas, quando comparada com as plantas originais [13][14].
Fatores Sócio-economicos
Grande parte das polêmicas originadas com a questão dos transgênicos estão diretamente
relacionadas a seu efeito na economia mundial. Países atualmente bem estabelecidos
economicamente e que tiveram sua economia baseada nos avanços da chamada genética
clássica, são contra as inovações tecnológicas dos transgênicos. A Europa, por exemplo,
possui uma agricultura familiar baseada em cultivares desenvolvidos durante séculos e que
não tem condições de competir com países que além de possuir grandes extensões de terra,
poderiam agora cultivar os transgênicos. Para além disso, localizam-se em espaço europeu
muitas das empresas produtoras de herbicidas/pesticidas, que são naturalmente peças
importantes na aceitação ou não de variedades agrícolas que possam comprometer os seus
negócios.
É também utilizado o argumento de que o cultivo de transgênicos poderia reduzir o problema
da fome, visto que aumentaria a produtividade de variadas culturas, nomeadamente cereais.
Porém, muitos estudos, inclusive o do ganhador do Prêmio Nobel de Economia, Amartya Sen,
revelam que o problema da fome no mundo hoje não é ligado à escassez de alimentos ou à
baixa produção, mas à injusta distribuição de alimentos em função da baixa renda das
populações pobres. Dessa forma questiona-se a alegação de que a biotecnologia poderia
provocar uma redução no problema da fome no mundo.
Utilização de compostos químicos
Argumentos a favor dos transgênicos incluem a redução do uso de compostos como
herbicidas, pesticidas, fungicidas e certos adubos, cuja acumulação pode causar sérios danos
aos ecossistemas a eles expostos. As organizações ambientalistas questionam se os
benefícios da utilização destas plantas poderia compensar os possíveis potenciais malefícios
por elas causados, como foi atrás referido.
Um exemplo interessante são as culturas baseadas na tecnologia Bt, resultante de um
melhoramento por transgenia (incorporando genes da bactéria Bacillus thuringiensis) que
confere à planta uma proteção natural a larvas de certos insetos, tornando praticamente
desnecessário o controle destes por meio de pesticidas normalmente neurotóxicos, de alta
agressividade ambiental, que em culturas não transgênicas são utilizados em larga escala.
Tem sido posta em causa recentemente se esta tecnologia afetaria também insetos não-alvo,
como abelhas e borboletas. No entanto, têm sido publicados alguns artigos científicos
demonstrando que os insetos não-alvo são mais abundantes nos campos de plantas
transgênicas do que nos campos convencionais sujeitos a pesticidas [15]. Mas recentemente,
um estudo de uma equipe de investigadores da Universidade de Indiana[16] descobriu que o
pólen e outras partes da planta de milho transgênico Bt são lixiviadas para os cursos de água
perto de campos de milho até distâncias de 2 km, apresentando efeitos de toxicidade na
mosca-da-água, que é um alimento importante para organismos superiores dos ecossistemas
aquáticos, tais como os peixes e anfíbios.
Referências
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Fonte: pt.wikipedia.org
Jacqueline Yamauchi – Tupã/SP
Módulo – 4
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