Disciplina: Biologia e Geologia (11º ano) PROTOCOLO: Extracção de DNA de células vegetais A extracção de DNA pode ser realizada a partir de diferentes tipos de células eucarióticas. Consta fundamentalmente de quatro etapas: ruptura das células para libertação dos núcleos – através de acções mecânicas e químicas para romper as paredes e as membranas, bem como os invólucros nucleares a fim de “soltar” o DNA existente nos núcleos. Separação do DNA dos restos das paredes e das estruturas membranares das células – através da filtração separação dos componentes básicos dos cromossomas : DNA e proteínas – precipitação das proteínas e libertação das macromoléculas de DNA separação do DNA da solução – através do etanol o DNA foi precipitado e separado podendo ser visualizado Porquê a cebola, kiwi, banana, ervilhas…? – célula eucariótica , com núcleo bem definido contendo ácidos nucleicos – DNA. Quais as etapas fundamentais da extracção do DNA? ruptura das células para libertação dos núcleos Separação do material genético dos restos das paredes e das estruturas membranares separação dos componentes básicos dos cromossomas: proteínas e DNA separação do DNA da solução Qual o papel da “varinha mágica “ ou do almofariz? Permite uma homogeneização mecânica Para romper a membrana que delimita a célula como um todo para libertar o núcleo existente no seu interior Qual o papel do detergente? Como a varinha ou o almofariz não consegue romper os núcleos ( porque são demasiado pequenos) recorre-se à emulsificação para libertar o DNA. As membranas celulares são formadas por uma bicamada de fosfolípidos onde se integram algumas proteínas. (A experiência quotidiana revela que o uso de detergentes na lavagem da loiça retira as gorduras que sujam os pratos. Na realidade o detergente é uma substância emulsionante que desagrega as gorduras em gotas muito pequenas que ficam misturadas na água. Acontece o mesmo na digestão dos lípidos pela acção do suco biliar devido à presença do bicarbonato de sódio) Quando o detergente entra em contacto com as membranas nucleares, as suas moléculas penetram na estrutura membranar e separam as macromoléculas fosfolipídicas, provocando também a desnaturação das proteínas, o que provoca a ruptura do invólucro nuclear e a dissolução do material genético na mistura de extracção. Qual a utilidade do cloreto de sódio? Pelo facto de no exterior da molécula de DNA ( esqueleto açúcar – fosfato) possuir uma carga negativa devido à ionização do grupo fosfato logo, e naturalmente, as moléculas de DNA sofreriam repulsão umas em relação às outras por possuir cargas iguais. Assim, quando dissolvemos o sal da cozinha na água, este composto dissocia-se rapidamente em NA+ e Cl- . Desta forma, num meio com estes iões, a carga negativa do DNA é neutralizada com a ligação de Na+ ao grupo fosfato e assim é impedida a repulsão das moléculas de DNA e permitida a agregação dessas moléculas de modo a formar filamentos relativamente espessos e compridos ( logo, mais visíveis) Por que razão é necessário adicionar clorofórmio ou altas temperaturas? As histonas (proteínas carregadas positivamente – com aa com grupos amina – NH3+ ) são as responsáveis, no interior da célula, por neutralizar as cargas negativas dos grupos fosfato. Mas existem outras proteínas associadas ao DNA que é necessário retirar para isolar ao máximo o DNA. Assim, o clorofórmio e outros agentes químicos, como as altas temperaturas, valores extremos de pH, permitem a desnaturação ( precipitação) das proteínas e perda de funcionalidade porque interfere com as ligações responsáveis pela estrutura da proteína. Por que razão é necessário adicionar um álcool ao filtrado que contêm DNA? O DNA é insolúvel no etanol à temperatura e concentração usadas. Quando o etanol é lentamente adicionado ao filtrado, o DNA precipita. Uma vez que o DNA precipitado é menos denso que a água, os filamentos de material genético acumulam-se no topo da camada do filtrado e ascendem lentamente na camada (superior) do etanol. Escola Secundária Alcaides de Faria LMAE