APROVEITAMENTO DE RESÍDUOS (FARELO DE SOJA) NA ELABORAÇÃO DE MACARRÃO. Cristiane Aparecida Furlin (IC-voluntário), Daniela de Araújo Sampaio (ICvoluntário), Eloísa Maria Morguete (IC-voluntário), Cristiane Kopf (Coorientadora), José Raniere Vidal Bezerra (Orientador). E-mail: [email protected] Universidade Estadual do Centro-Oeste/Departamento de Engenharia de Alimentos – Guarapuava – PR. Palavras-chave: macarrão, resíduo, soja e análise sensorial. Resumo Neste trabalho foi estudada a elaboração de macarrão com a adição de farelo de soja em sua formulação, objetivando-se verificar a aceitabilidade do produto. Foram preparadas três formulações variando-se a adição da farinha de resíduos na formulação básica do macarrão. As análises físicas e químicas realizadas foram: umidade, cinzas, proteínas, lipídios, o teor de fibras e carboidratos na farinha de resíduos e no produto obtido de maior aceitação sensorial, determinado por avaliação sensorial das formulações obtidas (realizada através do teste escala hedônica). Introdução Macarrão é um produto obtido pelo amassamento e cozimento de massa preparada com farinhas, amidos e outras substâncias alimentícias. O aumento da utilização de matérias primas residuais fez surgir novas fontes de riqueza, e tornou praticável a existência, no mercado, de subprodutos mais variados. O objetivo do trabalho foi elaborar macarrão com uso de resíduo de soja, caracterizá-lo e verificar a sua aceitabilidade através de avaliação sensorial. Materiais e Métodos Matéria Prima A soja utilizada neste trabalho foi selecionada de um único lote, proveniente da cidade de Guarapuava – PR. A farinha de soja foi elaborada em planta piloto do Departamento de Engenharia de Alimentos, embalada em sacos de polietileno e armazenada em temperatura ambiente. Elaboração do macarrão O macarrão foi elaborado a partir de uma formulação básica e foram testadas três variações quanto ao teor de farinha de soja (5%, 10% e 20%). Caracterização Física e Química Os teores de umidade, cinzas e proteínas da farinha de resíduo de soja e do macarrão com 10% de resíduo foram determinados seguindo-se a metodologia do Instituto Adolfo Lutz. Já os teores de fibras e carboidratos foram determinados pela metodologia oficial do A.O.A.C. Análise Sensorial A aceitabilidade do produto foi avaliada por meio do Teste de Escala Hedônica de 9 pontos, ancorados nos extremos 1 (desgostei extremamente) e 9 (gostei extremamente) em uma equipe de 50 julgadores não treinados. O teste de Tukey foi empregado para comparar as médias obtidas a partir da análise do macarrão em três concentrações. Resultados e Discussão A Figura 1 ilustra o macarrão elaborado com adição de resíduo (farelo de soja) produzido na Usina de Panificação do Departamento de Engenharia de Alimentos. Figura 1: Macarrão com adição de farinha de resíduo de soja: Teor de farinha (de baixo para cima): 0%, 5%, 10% e 20% . A Tabela 1 apresenta os dados experimentais obtidos na caracterização da farinha de resíduo de soja. Tabela 1 – Caracterização Física e Química da farinha de resíduo de soja Parâmetros Valor Experimental Umidade 5,86% Cinzas 5,60% Fibras 8,57% Proteínas 35,79% Lipídios 12,83% Carboidratos 31,35% A Tabela 2 mostra os dados obtidos na caracterização do produto elaborado com 10% de farinha de resíduo de soja. Tabela 2 – Caracterização Física e Química do macarrão com adição de 10% de farinha de resíduo de soja. Parâmetros Valor Experimental Umidade 35,69% Cinzas 0,85% Fibras 1,55% Proteínas 12,17% Lipídios 4,03% Carboidratos 45,71% As médias das notas atribuídas no teste sensorial da aceitabilidade estão apresentadas no gráfico abaixo: Gráfico 1 – Aceitabilidade do macarrão com farinha de resíduo de soja em três concentrações. 8 7 6 5 4 3 2 1 0 5% 10% 20% Com base no gráfico acima foi possível verificar que os tipos de macarrão não diferiram significativamente entre si ao nível de 10%. Porém, o macarrão com maior aceitação foi àquele adicionado com 10% de farinha de resíduo de soja. Conclusões O macarrão que teve a sua formulação enriquecida com 10% de farinha de resíduo de soja obteve a melhor aceitação pelos julgadores. As análises físico-químicas do produto final com 10% de farinha de resíduo de soja indicaram: umidade 35,69%; cinzas 0,85%; proteínas 12,17%, fibras 1,55%, lipídios 4,03% e carboidratos 45,71%. Referências AOAC, Association of Official Analytical Chemists (Monasha – E.U.A).1975. Official Methods of Analysis – 12th Edition. George Bonte Company Inc. Monasha, Wisconsin, 937 p. INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Determinações Gerais. Normas Analíticas do INSTITUTO ADOLFO LUTZ. 3. ed., São Paulo, 1985, V.1.