Ministério da
Fazenda
Economia Brasileira em
PERSPECTIVA
Edição Especial | Ano 2010
NOTA
O relatório “Economia Brasileira em Perspectiva” é uma publicação
do Ministério da Fazenda.
O documento consolida e atualiza as principais variáveis
macroeconômicas resultantes da condução da política econômica,
consequência do trabalho conjunto das seguintes unidades do
Ministério da Fazenda: Secretaria de Política Econômica (SPE),
Secretaria do Tesouro Nacional (STN), Secretaria de Assuntos
Internacionais (SAIN), Receita Federal do Brasil (RFB) e Assessoria
de Comunicação Social (ACS).
As informações relativas ao crescimento da economia em 2010,
contidas nas páginas 15 a 21, já incorporam os dados do PIB referentes
ao 4º trimestre de 2010, divulgados, pelo IBGE, em 3 de março de
2011. Nos demais casos, os dados apresentados, como proporção
do PIB, referem-se aos valores do PIB até o 3º trimestre de 2010,
divulgados, pelo IBGE, em 9 de dezembro de 2010.
Ministério
da Fazenda
Índice
Sumário Executivo: Um balanço da década de 2000
7
Atividade Econômica
13
Mercado de Consumo de Massa
35
Inflação
49
Juros e Crédito
63
Panorama Internacional
87
101
Política Fiscal
121
Principais Medidas de Política Anticíclica Adotadas pelo Governo Federal (2008 a 2010)
139
Tabelas
147
Glossário
160
Edição Especial | Ano 2010
Redução da Vulnerabilidade Externa
5
Ministério
da Fazenda
Um balanço da década de 2000
A primeira década deste século foi marcada por transformações profundas na sociedade brasileira. De uma economia
pouco dinâmica, com taxas de crescimento abaixo da média mundial, o Brasil passou a integrar o rol dos países
emergentes dinâmicos que lideram o crescimento mundial – e que continuarão a liderá-lo nos próximos anos. Entre
2010 e 2020, de acordo com analistas internacionais, somente a China e a Índia, entre os países emergentes, superarão
o Brasil na contribuição ao crescimento global. Além disso, dessa vez o crescimento econômico brasileiro promoveu a
inclusão social e a redução das disparidades sociais e regionais.
Ao longo da década de 2000, o crescimento da economia brasileira saltou de uma média anual de 2,5% para cerca de
4,5%, graças a uma nova política econômica, que privilegiou a geração de empregos, os investimentos e o mercado
interno. De 2007 a 2010, o crescimento médio anual só não ficou acima de 6% devido aos –0,6% (negativos)
registrados em 2009, resultado da crise financeira internacional. A continuidade do crescimento foi garantida pela
solidez dos fundamentos fiscais e monetários que foram perseguidos ao longo do período. A economia passou a
crescer gerando expressivos superávits primários das contas públicas e com a inflação controlada pelo sistema de
metas. Em lugar de endividar-se para crescer, o Brasil passou a expandir-se com redução do endividamento.
É certo que a crise financeira internacional de 2008 interrompeu temporariamente a trajetória de crescimento
econômico. Os impactos foram particularmente severos durante o último trimestre de 2008 e o primeiro trimestre
de 2009. À retração das linhas internacionais de crédito, seguiu-se uma queda abrupta nos preços das commodities,
resultando na desvalorização do real frente ao dólar dos EUA e na deterioração dos indicadores de atividade econômica
e de emprego.
Edição Especial | Ano 2010
Após 2005, a taxa de inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), passou a convergir para
dentro da banda de tolerância estabelecida pelo regime de metas de inflação, posicionando-se inclusive, em várias
ocasiões, abaixo do centro da meta. Na comparação internacional, a taxa brasileira de inflação apresenta uma das
menores volatilidades entre os países emergentes.
7
Ministério
da Fazenda
Mal deflagrada a turbulência, contudo, o Governo Federal não tardou em agir. A resposta da política econômica foi
bastante diversa do receituário tradicional aplicado pelo País em crises anteriores. Desta vez, o Governo implementou
uma série de medidas de política fiscal e monetária de caráter anticíclico, com o propósito de estimular a economia,
reverter as expectativas do setor privado e garantir o retorno da confiança.
No campo fiscal, o Governo determinou uma série de desonerações tributárias para estimular as vendas e a produção,
ampliou tanto as transferências para Estados e municípios como os aportes financeiros para os bancos públicos
e reduziu temporariamente – de 3,3% para 2,5% do PIB – a meta de superávit primário. No campo monetário,
verificou-se o imediato provimento de liquidez em moeda estrangeira e doméstica, a disponibilização das reservas
internacionais para o comércio exterior, a implantação de facilidades de crédito para o setor exportador e a redução
dos depósitos compulsórios dos bancos. Mais à frente, o Banco Central iniciou movimento de corte das taxas básicas
de juros SELIC, de forma a contribuir para a recuperação da atividade econômica.
O Brasil sai da crise mais forte e mais dinâmico. Deixamos para trás os modelos de crescimento econômico sem
estabilidade de preços e sem a distribuição mais justa da renda nacional. Políticas de aceleração do crescimento e
forte geração de empregos, combinadas com a valorização do salário mínimo e com programas de transferências de
renda, mudaram o País. A queda da concentração de renda, medida pelo índice de Gini, é digna de registro.
O aumento da formalização nas relações de trabalho e a consolidação de uma nova classe média tornaram o mercado
doméstico brasileiro atrativo para as grandes empresas nacionais e internacionais. O País passou a ser destino de
Edição Especial | Ano 2010
O Brasil foi um dos últimos países a entrar na crise e um dos primeiros a sair dela. A crise surgiu no centro das
economias mais avançadas do mundo e sua severidade ainda se faz sentir, em 2010, nos Estados Unidos, na Zona
do Euro e no Japão. No Brasil, contudo, após resultado negativo de –0,6%, em 2009, a economia logo reencontrou o
rumo do crescimento forte e alcançou crescimento de 7,5% em 2010. É um dos melhores desempenhos das últimas
quatro décadas, que deixa definitivamente para trás o espectro da crise financeira internacional e consolida o Brasil
como um dos países mais exitosos do mundo.
8
Ministério
da Fazenda
grandes volumes de investimento estrangeiro direto, recebendo, em 2010, cerca de US$ 48 bilhões, mais de três vezes
o que se investia há uma década.
Para os próximos anos, estão previstos grandes montantes de investimentos em setores de infraestrutura, construção
civil, telecomunicações, saneamento e exploração e refino do petróleo.
A expansão do investimento em infraestrutura é, por sinal, condição fundamental para a aceleração do desenvolvimento
sustentável brasileiro. Daí o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que mobilizou mais de R$
500 bilhões, entre 2007 e 2010, nas áreas de transporte, energia, saneamento, habitação e recursos hídricos. Em
2010, o investimento – ou formação bruta de capital fixo – cresceu 21,8%, quase três vezes o PIB, garantindo um
crescimento de qualidade. O PAC–2, a ser iniciado em 2011, continuará a impulsionar o investimento para níveis
elevados, de modo a se atingir 24% do PIB até 2014.
Até há pouco tempo, o Brasil se caracterizava pelo débil desenvolvimento do mercado doméstico de crédito. Em 2002,
o volume de crédito – livre e direcionado – representava pouco mais de 24% do PIB; em 2010, o País registra 46,6% de
crédito em relação ao PIB, o dobro de seu nível histórico e com grande capacidade de incremento nos próximos anos.
Edição Especial | Ano 2010
O papel do Estado foi fundamental para o fortalecimento do País durante o período anterior à crise e na recuperação
econômica pós-2008, produzindo os incentivos corretos e estimulando – direta ou indiretamente – o emprego
e a renda. Na crise, o Governo garantiu a ampliação do crédito e o financiamento dos bancos públicos para
contrabalançar a retração das linhas dos bancos privados e suprir as necessidades do setor produtivo. Medidas de
desoneração tributária de produtos de consumo duráveis e de construção civil, entre outros, estimularam a demanda
doméstica, que também respondeu à manutenção da confiança dos consumidores. A expansão do emprego, da
renda e, consequentemente, da massa salarial propiciou a preservação do círculo virtuoso do crescimento que tem
caracterizado a economia brasileira na última década.
9
Ministério
da Fazenda
A participação das instituições financeiras privadas (nacionais e estrangeiras) era predominante nos anos anteriores a
2008. Com a crise internacional, essas instituições interromperam grande parte de suas linhas de recursos, o que exigiu
do Governo esforço adicional para manter o crédito no sistema econômico. Entre setembro de 2008 e setembro de
2009, as operações de créditos dos bancos públicos sustentaram os níveis adequados de financiamento da economia.
A partir do final de 2009, com a superação da crise, a importância relativa dos bancos públicos vem caindo em favor
do crédito das instituições privadas.
A expansão do investimento, sobretudo público, não decorre apenas do aumento do crédito direcionado, ou mesmo
da oferta de recursos por parte dos bancos oficiais. A participação relativa do BNDES, por exemplo, tem permanecido
dentro de seus patamares históricos. Em 2002, essa participação atingiu 24,4% do total do crédito; inicia-se, então,
movimento descendente que perdura até 2007, quando chega a 17,1%. Com a contenção creditícia das instituições
privadas, em resposta à crise internacional de 2008, a parcela do BNDES volta a subir, alcançando 20,7% em 2010.
Ao longo da década de 2000, persistiu claro movimento de consolidação fiscal. De uma economia marcada por
desequilíbrios nas contas públicas e por um default de dívida em 1987, o País ingressa definitivamente na rota da
solidez fiscal. Entre 1995 e 2002, o País registrou elevados déficits nominais, que atingiram –10% e –9,6% do PIB,
em 1999 e 2002, respectivamente, fruto do elevado endividamento em dólares combinado com forte desvalorização
do real. A partir de 2003, esses resultados são declinantes, chegando a apenas –2% do PIB em 2008. Em decorrência
das políticas de estímulos fiscais, justificadas pela crise financeira internacional de 2008, o déficit nominal volta a
subir em 2009, para –3,2%; porém, já em 2010, é reduzido para –2,6%, com previsão de –1,8% do PIB em 2011.
Edição Especial | Ano 2010
Além da expansão sustentada pelo crédito bancário – que dobrou, em sete anos, sua participação relativa ao PIB –,
também se aceleram os financiamentos para as empresas por meio do mercado de capitais brasileiro, que cresceu
exponencialmente nesse período. Nos últimos oito anos, o volume negociado na bolsa de valores brasileira cresceu
mais de dez vezes. As captações externas das empresas nacionais também foram recordes nos anos 2000. Após
sofrerem os impactos da crise, em 2009, voltaram a se recuperar no ano seguinte, indicando perspectivas favoráveis
para o crescimento econômico nos próximos anos.
10
Ministério
da Fazenda
Na comparação internacional, o Brasil é uma das economias que menos ampliou a dívida do setor público como
consequência da crise de 2008. Após atingir níveis elevados – 60,6% do PIB – em 2002, a dívida líquida do setor
público diminuiu progressivamente, até alcançar 40,4% do PIB em 2010. A trajetória de queda da relação dívida/PIB
foi acompanhada da melhoria do perfil do endividamento, em termos de maturidade e indexação. Em 2007, o País
obteve o “grau de investimento” pelas principais agências internacionais de classificação de risco.
A partir de 2010, com a recuperação econômica consolidada, o Governo entendeu ser necessário suprimir os estímulos
fiscais ainda em vigor e reduzir os gastos do Governo, em linha com a política anticíclica praticada nos últimos anos.
No início de 2011, o Governo Federal anunciou programa de consolidação fiscal, com redução de R$ 50 bilhões das
despesas do Governo Central para 2011, concentrada nos gastos de custeio e acompanhada da contenção de novos
dispêndios e do aumento da eficiência dos gastos. A iniciativa abre espaço para a manutenção dos investimentos,
criando as condições para a redução da taxa de juros e para novas desonerações tributárias.
O Brasil vive hoje um dos seus melhores momentos, do ponto de vista econômico e social, com grandes desafios pela
frente e ampla possibilidade de superá-los.
Em 2011, a nova política econômica implantada a partir de 2003 vai continuar ajustada à realidade do País. Novos
desafios deverão ser enfrentados para garantir o crescimento sustentável. A forte expansão do emprego dos últimos
anos absorveu boa parte da mão-de-obra disponível, levando-nos a uma situação próxima ao pleno emprego. Nessas
circunstâncias, será implementado forte programa de qualificação profissional, que, em conjunto com a política
educacional, procurará elevar rapidamente a oferta de mão-de-obra qualificada. Edição Especial | Ano 2010
O País está preparado, portanto, para crescimento acima de 5% entre 2011 e 2014, liderado pelos investimentos e com
a inflação sob controle; e para a continuidade do processo de redução do déficit nominal e da dívida líquida em relação
ao PIB, permitindo, com isso, a convergência das taxas reais de juros para os níveis internacionais.
11
Ministério
da Fazenda
A retração do comércio internacional e o aumento de concorrência, em função da crise, exigem amplo programa
de estímulo às exportações de manufaturados e de defesa comercial. O setor manufatureiro, particularmente o
de bens de capital – mais atingido pela crise e pela concorrência –, será objeto de fortes estímulos, redução de
tributos e impulso a novas tecnologias. Para fomentar o crescimento e a competitividade do parque produtivo, a
política industrial estará coordenada com a política de comércio exterior, combinação fundamental para aumentar o
potencial exportador da indústria.
A nova política econômica pressupõe tanto a queda dos juros, no momento adequado, para estimular os investimentos
produtivos como a qualidade do gasto público, com redução do custeio e racionalização das despesas. Haverá,
portanto, a continuação do amadurecimento das políticas monetária e fiscal, em direção a uma nova etapa.
O Brasil abandona o imediatismo e passa a pensar no longo prazo e a projetar o futuro, utilizando-se de fontes seguras
e permanentes de investimentos, tais como a poupança interna e o mercado de capitais. O desafio é desenvolver,
em conjunto com o setor privado, formas sólidas de financiamento de longo prazo que permitam a atratividade dos
instrumentos financeiros. A construção de uma nova arquitetura financeira é essencial, ademais, para viabilizar os
grandes projetos, em especial a exploração do pré-sal e a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas.
Edição Especial | Ano 2010
Todas essas transformações são o resultado do dinamismo de nossa sociedade e de um conjunto bem sucedido de
políticas macroeconômicas, que, a partir de uma visão desenvolvimentista e inclusiva, transferiram renda para os mais
pobres, alongaram o horizonte de investimento e permitiram enfrentar as vicissitudes da economia internacional.
Criamos as condições para, com democracia e inclusão social, acelerar o crescimento econômico e acabar com a
miséria no País. 12
Economia Brasileira em
PERSPECTIVA
Atividade
Econômica
Ministério
da Fazenda
Ministério
da Fazenda
Dinamismo econômico e investimentos
O Brasil foi uma das economias do G20 que mais cresceram em 2010, caminhando para ultrapassar as potências do
passado. De um crescimento médio anual de 1,7%, entre 1998 e 2002, a economia brasileira passou a crescer cerca de 4%
ao ano de 2003 a 2010 e reuniu as condições para atingir crescimento médio superior a 5% entre 2011 e 2014.
Fomentar o investimento é fundamental para manter o crescimento econômico sustentável com estabilidade de preços.
Deixamos para trás um longo período de baixos níveis de investimentos – quando a formação bruta de capital fixo (FBKF)
situava-se no patamar de 15% do PIB, para alcançar, em 2011, investimentos próximos aos 20% do PIB. Até 2014, 24%
do PIB, suficientes para sustentar taxas anuais de crescimento acima de 5,5%, sem pressões inflacionárias.
Edição Especial | Ano 2010
14
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
PIB 2010: o maior crescimento dos últimos 24 anos
Em 2010, o PIB brasileiro cresceu 7,5%, o melhor desempenho desde o ano de 1986. A trajetória recente
demonstra que o nível de atividade encontra-se em patamar sustentável. As medidas macroprudenciais,
em conjunto com a consolidação fiscal, devem possibilitar que a economia siga em crescimento sem
descompasso entre oferta e demanda. Para o período 2011-2014, estima-se que a economia volte a crescer
no patamar entre 5% e 6,5%.
Crescimento do PIB (% a.a.)
7,5
PAC 1
6,1
5,7
5,5
5,2
4,3
Média 5,9%
Média 4,0%
Dados em: % anual
* Estimativas Ministério da Fazenda
O PAC é um programa estratégico
de investimentos que combina
medidas de gestão e obras de
infraestrutura
1,3
1,1
Média 1,7%
0,0 0,3
Média (1998-2002)
Média (2003-2010)
Média (2011-2014)
Edição Especial | Ano 2010
3,2
6,5 6,5
5,0
4,0
2,7
PAC 2
-0,6
1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011* 2012* 2013* 2014*
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
15
15
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
A partir de 2006, a demanda doméstica passou a crescer acima do PIB
Responsável pelo expressivo crescimento da demanda interna nos últimos anos, o PAC será o carro chefe da
expansão econômica do País no período 2011-2014. Os resultados negativos da demanda externa líquida
(exportações menos importações), embora reduzam o crescimento do PIB, contribuem para a ampliação
da capacidade instalada do País, visto que 22,6% do valor das importações são de bens de capital, com
expansão de 38,0% entre 2009 e 2010.
Decomposição do Crescimento do PIB (% a.a.)
7,5
6,1
5,7
5,2
0,7
2,5
0,2
3,2
1,7
1,1
5,0
2,7
-0,5
2002
2003
Demanda Interna
Demanda Externa Líquida
0,5
2004
2005
5,3
7,5
6,9
-1,4
-1,4
-1,7
2006
2007
2008
0,2
10,3
-0,6
-0,8
2009
6,4
-1,4
PIB
Dados em: % anual
* Estimativas Ministério da Fazenda
-2,8
2010
Edição Especial | Ano 2010
2,7
5,0
4,0
2011*
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
16
16
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
Investimentos crescem em ritmo três vezes superior ao do PIB em 2010
Os investimentos expandiram-se muito mais rapidamente que o PIB em 2010. Em relação ao ano
anterior, a rubrica atingiu crescimento de 21,8%. Na mesma base de comparação, o consumo das famílias
expandiu-se 7,0%, influenciado pelo aumento da massa salarial real e do crédito para as pessoas físicas.
Pelo lado do setor externo, as exportações e as importações de bens e serviços apresentaram crescimento
de 11,5% e 36,2%, respectivamente.
Composição da Expansão do PIB - 2010 (% a.a.)
PIB
21,8
7,0
Formação Bruta Consumo das
de Capital Fixo
Famílias
3,3
11,5
36,2
Consumo do
Governo
Exportações
Importações
Edição Especial | Ano 2010
7,5
Dados em: % anual
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
17
17
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
Consumo das famílias aceleram-se no 4º trimestre
Dos componentes da demanda, o principal responsável pelo crescimento em 2010 foi a Formação Bruta de
Capital Fixo. Entretanto, no 4º trimestre de 2010, o consumo das famílias voltou a se acelerar, superando
o crescimento dos investimentos. Pelo lado da oferta, os serviços mantiveram seu patamar de crescimento
no 4º trimestre, ao passo que a indústria desacelera-se rapidamente no final do ano, devido principalmente
ao ajuste de estoques.
Composição da Oferta e da Demanda (% trim. contra trim. imediatamente anterior, com ajuste sazonal)
1,4 1,1 0,9 1,0
1,7 3,6
-1,6 -0,8
1,8 1,1 1,8 2,5
-0,6 -0,3
4,0 3,9 3,1 0,7
1,8
-0,2
3,4 1,2 4,2 3,6
8,1 5,7 7,1 3,9
-0,1 -0,3
Dados em: % trimestral, com
ajuste sazonal
5,6
OFERTA
Agropecuária
Indústria
DEMANDA
Serviços
Consumo
das Famílias
Consumo
do Governo
Formação Bruta
de Capital Fixo
Edição Especial | Ano 2010
2,6 1,4
1ºT 2010
2ºT 2010
3ºT 2010
4ºT 2010
Exportações
Importações
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
18
18
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
Recuperação do investimento e da poupança
Em 2010, a taxa de investimento, responsável pela ampliação da oferta de bens e serviços, foi de 18,4%
do PIB, superior à taxa do ano anterior (16,9%). Para os próximos anos, espera-se também crescimento
substancial da taxa de poupança doméstica brasileira, que registrou 16,5% do PIB em 2010.
Taxa de Investimento e de Poupança Bruta (% do PIB)
20
19,1
18,5
17,6
18
16,8
18,8
17,0
16,4
17,3
16,9
16,1
15,9
16,4
16,5
15,3
Taxa de poupança bruta
14,7
14
Taxa de investimento
13,5
12
2000
2001
Edição Especial | Ano 2010
14,0
17,4
16,0
16
14,7
18,4
18,1
Dados em: % do PIB
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
19
19
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
Efetividade da política anticíclica
As medidas anticíclicas adotadas pelo Governo após a crise internacional de 2008 permitiram a manutenção
da trajetória ascendente do consumo das famílias, além de possibilitar a rápida recuperação dos investimentos,
que já superam os níveis pré-crise.
Consumo e Investimento (número-índice, com ajuste sazonal) (média 2006 = 100)
160
145,5
140
120
100
Dados em: número-índice,
com ajuste sazonal
(média 2006 =100)
05
Se
t0
5
De
z0
M 5
ar
06
Ju
n
06
Se
t0
6
De
z0
M 6
ar
07
Ju
n
07
Se
t0
7
De
z0
M 7
ar
08
Ju
n
08
Se
t0
8
De
z0
M 8
ar
09
Ju
n
09
Se
t0
9
De
z0
M 9
ar
10
Ju
n
10
Se
t1
0
De
z1
0
n
Ju
ar
05
80
M
Formação Bruta de
Capital Fixo
Consumo das Famílias
Edição Especial | Ano 2010
128,8
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
20
20
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
Investimentos devem alcançar 24% do PIB em 2014
Com as medidas de incentivo ao financiamento de longo prazo, o setor privado deverá exercer papel
fundamental nesse segmento. A rápida atuação do Governo possibilitou o retorno dos investimentos aos níveis
pré-crise, tendo-se atingido 18,4% em 2010. Para o período 2010-2014, espera-se incremento de pelo menos
1% do PIB ao ano no total dos investimentos.
Formação Bruta de Capital Fixo - Público e Privado (% do PIB)
25
20
15
16,4
3,4
3.4
15,3
2,7
12,6
2.7
16,1
15,9
16,4
2,6
2,7
3,0
13,5
13,2
13,4
2.6
2.7
3.0
17,4
3,6
2,9
14,5
2.9
15,5
3.6
21,6
24,1
18,4
16,9
4,3
12,6
5.1
Total
FBKF público
FBKF privado
4.1
5
Edição Especial | Ano 2010
13,0
10
20,4
19,1
23,0
Dados em: % do PIB
* Estimativas Ministério da Fazenda
0
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011* 2012* 2013* 2014*
Fonte: Ministério da Fazenda
Elaboração: Ministério da Fazenda
21
21
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
Evolução do investimento industrial brasileiro
O valor médio investido em 2010 foi estimado em R$ 6,34 milhões, o que representa expansão real de 70% na
comparação com o estimado para 2009 (R$ 3,73 milhões, a preços de 2010). Com base em pesquisa da CNI, o
setor industrial brasileiro pretende, em 2011, acelerar o ritmo de investimentos na expansão da capacidade
produtiva para atender à forte demanda do mercado interno. O valor médio do investimento industrial
alcançará R$ 6,8 milhões, 7% acima de 2010.
Investimento Industrial Brasileiro, por Empresa - Indústria de Transformação (R$ milhões, a preços de 2010)
8
Aumento Superior a 200%
7
6
5
4
Dados em: milhões de reais, a
preços de 2010 (IPCA)
2
* Estimativa
** Estimativa do investimento
planejado
1
0
2,2
2,4
2,3
2,7
3,1
3,7
6,3
6,8
2004
2005
2006
2007
2008
2009*
2010**
2011**
Fonte: CNI
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
3
22
22
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
Expansão da produção industrial liderada pelos bens de capital
Com o PAC e os incentivos à compra de máquinas e equipamentos a partir de 2007, a produção de bens
de capital no Brasil passou a crescer em ritmo acelerado, com taxas superiores a 14% a.a., e apresentou o
melhor desempenho desde 1986. No ano da crise (2009), o setor de bens de capital foi fortemente atingido,
dado seu caráter altamente procíclico, estima-se que, nos próximos anos, as taxas de crescimento de bens
de capital atinjam cerca de 20% a.a..
Taxa de Crescimento de Produção Industrial e de Bens de Capital (% a.a., acum. no ano)
25
20
15
10
5
3,1 3,6
2,8 5,7
6,0 19,5
3,1 14,3
-7,4 -17,4
-5
Bens de Capital
Indústria Geral
-10
Dados em: % anual, acumulada
no ano
-15
-20
Edição Especial | Ano 2010
0
10,4 20,8
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Fonte: IBGE e Ministério da Fazenda
Elaboração: Ministério da Fazenda
23
23
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
Indústria mantém ajuste de estoques, com queda das exportações
A produção industrial de manufaturados cresceu 10,5% em 2010 em relação ao ano anterior, em virtude do
bom desempenho no primeiro trimestre, resultante dos incentivos do Governo. Após este período, ajustes
de estoques e baixa demanda externa reduziram a produção de bens industriais. Outro fator de grande
impacto na contração da indústria no 3º trimestre foi o aumento das importações. O aumento do consumo
de bens industriais importados deveu-se principalmente à valorização da moeda brasileira e ao forte
desempenho da economia brasileira em 2010.
Índice de Produção Industrial (número-índice, com ajuste sazonal) (média 2002 = 100)
135
131,1
130,8
130
125
127,7
120
115
Edição Especial | Ano 2010
110
105
103,8
100
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Ju
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0
Ag 7
o
0
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t0
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0
Ag 8
o
08
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t0
De 8
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9
Ju
n
09
Ag
o
0
Ou 9
t0
De 9
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9
Fe
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0
Ab
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0
Ju
n
10
Ag
o
1
Ou 0
t1
De 0
z1
0
90
Dados em: número-índice,
com ajuste sazonal
(média 2002 = 100)
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
24
24
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
Indústria cresceu 28,5% desde 2003
O Índice de Produção Industrial baseia-se na Pesquisa Industrial Anual de Empresa, que cobre 63% do valor
das atividades extrativas e de transformação industrial. O Índice indica expansão de 28,5% desde 2003, com
recuperação de 10,5% entre 2009 e 2010.
Índice de Produção Industrial (médias anuais - número-índice, com ajuste sazonal) (média 2002 = 100)
135
130
125
120
115
Edição Especial | Ano 2010
110
105
100
95
90
100,0
100,0
108,1
111,8
115,0
121,8
125,3
116,2
128,5
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Dados em: médias anuais
- número-índice, com ajuste
sazonal (média 2002 = 100)
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
25
25
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
Confiança da indústria volta a subir em dezembro
O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pela Fundação Getúlio Vargas, registrou alta de 1,6% em
dezembro em relação ao mês anterior. No ano, a expectativa dos agentes econômicos da indústria equivaleu
à média de 114,5 pontos, mesmo nível do final do ano anterior.
Índice de Confiança da Indústria (pontos, com ajuste sazonal)
Otimista
114,5
112,7
114,0
113,4
112,9
113,6
115,3
116,1
115,3
116,5
115,8
113,6
113,4
109,6
107,0
103,6
100,2
95,7
90,6
87,0
82,6
78,0
76,2
75,1
De
z0
8
Ja
n0
9
Fe
v0
M 9
ar
09
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r0
M 9
ai
09
Ju
n0
9
Ju
l0
9
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9
Se
t0
9
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t0
No 9
v0
9
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z0
9
Ja
n1
0
Fe
v1
M 0
ar
10
Ab
r1
M 0
ai
10
Ju
n1
0
Ju
l1
Ag 0
o1
0
Se
t1
0
Ou
t1
No 0
v1
0
De
z1
0
Edição Especial | Ano 2010
75,7
Pessimista
Dados em: pontos,
com ajuste sazonal
Fonte: FGV
Elaboração: Ministério da Fazenda
26
26
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
Utilização da capacidade instalada segue estável na média dos setores
O nível de utilização de capacidade instalada da indústria com ajuste sazonal apresentou expansão
de pelo menos 5,4% em todas as bases de comparação (CNI, FGV e FIESP) entre 2002 e 2010,
sinalizando redução da capacidade ociosa para atender a demanda. Alguns setores seguem com
nível de utilização próximo a 90% da capacidade instalada (automotores, couro, celulose/papel e
equipamentos de transporte).
Nível de Utilização da Capacidade Instalada na Indústria (%, com ajuste sazonal)
88
86
84,5
84
82
83,5
82,6
78
76
NUCI - FGV
NUCI - FIESP
NUCI - CNI
Edição Especial | Ano 2010
80
Dados em: % utilização
da capacidade instalada na
indústria, com ajuste sazonal
Ju
n
06
Se
t0
6
De
z0
6
M
ar
07
Ju
n
07
Se
t0
7
De
z0
7
M
ar
08
Ju
n
08
Se
t0
8
De
z0
8
M
ar
09
Ju
n
09
Se
t0
9
De
z0
9
M
ar
10
Ju
n
10
Se
t
No 10
Dev 1
z 10
0
74
Fonte: CNI, FIESP e FGV
Elaboração: Ministério da Fazenda
27
27
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
Vendas de veículos apresentam novo recorde
O licenciamento de automóveis continua se expandindo, com 381,6 mil unidades licenciadas no ano, superando
o período da desoneração do IPI. Em 2010, a venda de veículos seguiu em patamar elevado mesmo após o fim
das desonerações do IPI, demonstrando a força do mercado doméstico. Em geral, as vendas foram favorecidas
pelo volume de crédito disponível, pela redução da inadimplência e pelos menores juros de financiamento.
Licenciamento de Autoveículos (milhares de unidades)
Redução
do IPI, com
vigor entre
Jan a
Mar 09
Prorrogação
do IPI
reduzido
até Jun 09
Prorrogação
do IPI
reduzido
até Set 09
308,7
271,4
293,0
251,7
Edição Especial | Ano 2010
277,8
258,1
251,1
213,3
Fim do período de
desoneração do IPI
Fe
v
M 09
ar
0
Ab 9
r0
M 9
ai
0
Ju 9
n
0
Ju 9
l0
Ag 9
o
0
Se 9
t0
Ou 9
t
No 09
v0
De 9
z0
Ja 9
n
1
Fe 0
v1
M 0
ar
1
Ab 0
r1
M 0
ai
1
Ju 0
n
1
Ju 0
l1
Ag 0
o
1
Se 0
t1
Ou 0
t
No 10
v1
De 0
z1
0
199,4
381,6
353,7
300,2
234,4
Governo
estende IPI
reduzido até
Mar 10
Dados em: milhares de
unidades
Fonte: Anfavea
Elaboração: Ministério da Fazenda
28
28
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
Vendas de veículos duplicam desde 2005
O Brasil é o quarto maior mercado de veículos do mundo, além de ser grande produtor. Entre 2005 e 2010, mais
de 15 milhões de veículos foram licenciados no mercado brasileiro, com crescimento geral equivalente a 105%.
A forte demanda interna, aliada ao câmbio apreciado, possibilitaram maior penetraçao de diferente marcas
importadas no País. Mesmo com o aumento da participação nas vendas dos importados, o nível de estoques
continua reduzido.
Produção de Autoveículos (média anual - milhares de unidades)
4000
3.644
3500
3000
2500
2.612
2.820
3.183
3.141
3.453
2.463
Produção anual
Vendas anuais
Vendas de Importados
1.928
1500
1000
500
0
142
2006
277
375
2007
2008
489
561
Dados em: média anual milhares de unidades
2009
2010
Fonte: Anfavea
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
2000
2.980
3.216
29
29
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
Confiança das empresas no setor de serviços mantém-se elevada
O Índice de Confiança de Serviços (ICS), que mede a confiança das empresas no desempenho do setor,
registrou, depois de três quedas seguidas, alta de 0,4 pontos percentuais em dezembro de 2010, na
comparação com o mês anterior, passando de 131,8 para 132,2 pontos. A média do ano foi de 132,5 pontos.
De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), repercutiram para este resultado a forte demanda em
contrapartida à percepção do empresariado de possível desaceleraçao do ritmo de atividade do setor nos
próximos três meses.
Indice de Confiança de Serviços (pontos)
150
140
130
120
90
Ju
n
0
Ju 8
l
Ag 08
o
0
Se 8
t0
Ou 8
t
No 08
v0
De 8
z0
Ja 8
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v
M 09
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r
M 09
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0
Ju 9
n
0
Ju 9
l
Ag 09
o
0
Se 9
t
Ou 09
t
No 09
v0
De 9
z0
Ja 9
n
Fe 10
v
M 10
ar
Ab 10
r
M 10
ai
1
Ju 0
n
1
Ju 0
l1
Ag 0
o
1
Se 0
t
Ou 10
t
No 10
v1
De 0
z1
0
80
Otimista
Pessimista
132,5
133,4
138,4
129,4
121,7
105,5
102,2
98,0
101,0
101,6
104,6
109,0
109,2
115,1
119,3
126,8
126,0
128,3
130,0
129,9
132,1
135,5
134,0
133,4
131,5
129,5
134,8
133,3
132,2
131,8
132,2
100
Edição Especial | Ano 2010
110
Dados em: pontos
Fonte: FGV
Elaboração: Ministério da Fazenda
30
30
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
Confiança do consumidor bate recorde
Os níveis recordes atingidos pela confiança dos consumidores ao longo de 2010 ilustram a força do mercado
doméstico. Mesmo com redução de dois pontos percentuais entre novembro e dezembro de 2010, ao passar
de 126,2 para 124,2 pontos, a média no ano atingiu a marca inédita de 118,2 pontos. Os consumidores
avaliaram de forma muito favorável a situação econômica geral. Para a queda do ICC em dezembro,
contribuíram as expectativas em relação ao ambiente econômico nos seis meses seguintes.
126,2
123,1
122,5
120,4
117,4
117,0
115,3
113,0
112,3
116,4
111,0
115,5
114,1
111,5
110,3
108,4
114,5
102,1
99,2
97,6
96,3
100,3
96,9
No
v0
De 8
z0
Ja 8
n
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v
M 09
ar
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M 9
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Ju 9
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1
Fe 0
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M 0
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Ju 0
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1
Ju 0
l
Ag 10
o
1
Se 0
t1
Ou 0
t
No 10
v1
De 0
z1
0
97,4
Otimista
Pessimista
Edição Especial | Ano 2010
106,4
124,2
Índice de Confiança do Consumidor (pontos, com ajuste sazonal)
Dados em: pontos,
com ajuste sazonal
Fonte: FGV
Elaboração: Ministério da Fazenda
31
31
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
Vendas no varejo acomodam-se no 4º trimestre
Como resposta às políticas anticíclicas, as vendas no varejo apresentaram forte recuperação a partir de setembro
de 2009. Retirados os estímulos, as vendas passam por um processo de desaceleração, sem comprometer o
crescimento da economia brasileira em 2010.
Volume de Vendas do Comércio Varejista (% a.a., acum.12m.)
15
12
9
12,2
10,9
Edição Especial | Ano 2010
6
Pesquisa Mensal do Comércio
(PMC)
PMC Ampliada*
Dados em: % anual,
acumulada em 12 meses
* Inclui veículos, motos, partes e
peças, e material de construção
Ja
n
Fe 08
v
M 08
ar
Ab 08
r
M 08
ai
Ju 08
n
Ju 08
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o
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t
Ou 08
No t 08
v
D e 08
z
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n
Fe 09
v
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M 09
ai
Ju 09
n
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Ag l 09
o
Se 09
t
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No t 09
v
D e 09
z
Ja 09
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M 10
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Ab 10
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M 10
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Ju 10
n
Ju 10
Ag l 10
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Se 10
t
O u 10
No t 10
v
De 10
z1
0
3
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
32
32
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
Acomodação do comércio varejista ao final de 2010
Em 2010, em termos dessazonalizados, os setores mais dinâmicos foram o de Equipamentos e Materiais para
Escritório, Informática e Comunicação (22,1%), Móveis e Eletrodomésticos (16,5%) e Material de Construção
(14,6%), impulsionados pelas desonerações nos respectivos setores de produção. Em contrapartida, os setores de
Combustíveis e Lubrificantes (6,2%) e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (8,0%) registraram, em relação
ao ano anterior, as menores taxas de expansão no grupo do Comércio Varejista.
Vendas Reais no Varejo (% a.a., ajuste sazonal)
Atividade
2010/2009
10,9
Comércio varejista
10,2
Combustíveis e lubrificantes
6,2
Outros artigos de uso pessoal e doméstico
8,0
Livros, jornais, revistas e papelaria
8,4
Hiper e supermercados, prod. alimentícios, bebidas e fumo
8,8
Tecidos, vestuário e calçados
10,4
Art.farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perf. e cosméticos
10,8
Veículos, motocicletas, partes e peças
11,2
Material de construção
14,6
Móveis e eletrodomésticos
16,5
Equip. e materiais p/ escritório, informática e comunicação
22,1
Edição Especial | Ano 2010
Comércio varejista ampliado
Dados em: % anual,
com ajuste sazonal
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
33
33
Economia Brasileira em
PERSPECTIVA
Mercado de
Consumo de Massa
Ministério
da Fazenda
Ministério
da Fazenda
Nova classe média e redução da pobreza
O modelo de crescimento adotado pelo Governo na última década estimulou os setores geradores de emprego, tais como
serviços, agricultura, construção civil e as pequenas e médias empresas. O resultado foi, em 2010, a geração de mais de 2,5
milhões de novos postos de trabalho formais. A economia brasileira passou a ser uma das que mais geram empregos no
mundo, num momento em que vários países enfrentam sérios problemas de desocupação.
A taxa de desemprego atingiu os menores patamares da série histórica. Em todas as regiões do País, verificou-se o aumento do
número de empregos formais, notadamente nas indústrias da construção civil e de transformação. Em paralelo à ampliação
dos empregos, registraram-se ganhos reais nos rendimentos dos trabalhadores. O Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) e o Minha Casa Minha Vida foram fundamentais para essa forte expansão, calcando o desenvolvimento econômico nos
pilares da sustentabilidade, da responsabilidade e da inclusão social.
Edição Especial | Ano 2010
O maior crescimento, com forte geração de empregos, associado à inclusão e os programas sociais, tem permitido a diminuição
da pobreza, a criação de uma nova classe média e os estímulos aos investimentos. Desde 2002, cerca de 25 milhões de
brasileiros puderam ascender para os estratos médios da pirâmide social. Em 2010, em que pese a crise internacional, a classe
C abrigou 103 milhões de brasileiros e deverá continuar a expandir-se nos próximos anos, com persistente redução das classes
D e E. A desigualdade da renda continua a diminuir –como atesta a queda progressiva do coeficiente de Gini –, em resposta
às políticas de valorização do salário mínimo e de transferência de renda, financiadas pelo Governo Federal. Dados da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2009 confirmam a trajetória de redução da pobreza no Brasil e indicam a
consolidação do crescimento sustentável e inclusivo. 36
Ministério
da Fazenda
Mercado de Consumo de Massa
Classe média é a maioria da população brasileira
Desde 2002, cerca de 25 milhões de brasileiros ascenderam para o meio da pirâmide social. Em 2010, a
classe C já responde por 103 milhões de brasileiros e deverá continuar a expandir-se nos próximos anos.
Entre 2009 e 2014, o montante populacional na classe C crescerá 19%.
Evolução das Classes Sociais (% da população e milhões de indivíduos)
8%
13
11%
37%
66
50%
95
56% 113
27%
47
24%
44
20% 40
28%
49
15% 29
2009
16% 31
8%
16
2014*
Classes A / B
Classe C
Classe D
Classe E
Dados em: milhões de
indivíduos e % da população
* Estimativa
Fonte: FGV, IBGE e LCA
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
2003
20
37
Ministério
da Fazenda
Mercado de Consumo de Massa
Desigualdade da renda continua em queda
O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade da renda pessoal, vem caindo progressivamente nos
últimos anos, tanto pela redução da desigualdade nas rendas do trabalho como pelo fortalecimento do
salário mínimo e pelos programas de transferência de renda. Os dados mais recentes da PNAD de 2009,
por exemplo, indicam que a política de valorização do salário mínimo e as transferências focalizadas
(como Programa Bolsa-Família e benefícios de prestação continuada), financiadas pelo Governo Federal,
contribuem para reduzir a desigualdade.
Coeficiente de Gini (indicador)
0,61
Redução de 8,5%
0,60 0,60 0,60 0,60
0,59
0,59 0,59 0,59 0,59
0,58
0,57 0,57
0,56
0,55
0,55
Dados em: índice
0,54 0,54
0,53
1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009*
* Último dado disponível
Fonte: IPEA
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
0,57
38
Ministério
da Fazenda
Mercado de Consumo de Massa
Crescimento sustentável e inclusivo
Os dados da PNAD de 2009 indicam que, mesmo em momento de crise, houve continuidade na trajetória
de redução da pobreza no Brasil. Segundo os cálculos da FGV, a classe pobre declinou para 15,3% da
população total.
Evolução da Pobreza (% do total de indivíduos)
Queda de 45,6%
30
Indicador de Pobreza*
25
Dados em: % do total de
indivíduos
20
10
5
0
27,5
26,7
28,1
25,4
22,8
19,3
18,3
16,0
15,3
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009**
** Último dado disponível
Fonte: FGV
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
* Indivíduos na pobreza são os
pertencentes à Classe E, ou seja,
cuja renda familiar total mensal
corresponde a menos de R$ 705,
a preços de 2009, segundo os
microdados da PNAD
15
39
Ministério
da Fazenda
Mercado de Consumo de Massa
Política de valorização do salário mínimo
A aceleração do crescimento nos últimos anos provocou expansão significativa da renda per capita da população
brasileira. O valor real do salário mínimo conheceu, desde 2003, expansão ainda superior à da renda per capita,
graças as politicas do Governo Federal, que contribuiram para o crescimento econômico com inclusão social. No
ano da crise (2009), o valor do salário mínimo apresentou crescimento real de 7,2%.
Evolução do Salário Mínimo (R$, média anual, a preços de dezembro de 2010)
524,7
498,2
464,7
450,8
425,1
372,7
348,5
336,0
333,6
325,3
298,2
288,4
285,7
274,7
267,9
256,8
230,5
284,2
263,0
313,5
10
20
09
20
08
20
07
20
06
05
20
20
04
20
03
20
02
20
01
00
20
20
99
19
98
19
97
19
96
95
19
19
94
19
93
19
92
19
91
19
19
90
Dados em: R$, média anual, a
preços de dezembro de 2010
Fonte: IPEA
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
277,3
Aumento de 57,3%
40
Ministério
da Fazenda
Mercado de Consumo de Massa
Expansão do emprego supera 15 milhões entre 2003 e 2010
A aceleração do crescimento nos últimos anos e os programas PAC e Minha Casa Minha Vida foram fundamentais
para a forte expansão do emprego nos últimos anos. Em 2010, merece destaque o crescimento do emprego
formal de 15% na construção civil e 8,7% na indústria de transformação.
Geração Líquida de Empregos (milhares de postos de trabalho)
15 milhões de empregos
3.000
2.500
2.000
1.500
2.525
1.766
1.834
2.452
1.917
1.831
1.863
861
1.494
961
1.235
502
387
75
88
0
274
500
1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
Dados em: milhares de postos
de trabalho acumulados no
ano, saldos do CAGED e RAIS
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
1.000
41
Ministério
da Fazenda
Mercado de Consumo de Massa
Crescimento econômico com expansão de empregos formais
O crescimento expressivo dos empregos formais é verificado em todas as regiões do País. O emprego expandiu
de forma consistente e permitiu melhor qualidade de vida às famílias em suas próprias localidades.
Crescimento do Emprego Formal por Macrorregião Geográfica - 2009 (% acum. ano)
7,7
7,5
7,3
7,1
6,7
6,5
6,8
6,9
Regiões
Centro-Oeste
Metropolitanas *
7,3
Sul
7,3
Sudeste
7,3
Total
7,5
Nordeste
7,5
Norte
* Belém, Fortaleza, Recife,
Salvador, Belo Horizonte, Rio
de Janeiro, São Paulo, Curitiba e
Porto Alegre
Fonte: Ministério do Trabalho e
Emprego
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Dados em: % acumulada no ano
6,9
42
Ministério
da Fazenda
Mercado de Consumo de Massa
Forte criação de empregos eleva número de contribuintes da Previdência
A forte expansão econômica, calcada nos pilares da sustentabilidade, responsabilidade social e fiscal e inclusão
social, permite a ampliação dos segurados e contribuintes da Previdência Social.
Contribuintes da Previdência (% da população ocupada)
Aumento de 16,8%
56
54
52
50
46
44
54,1
52,6
51,8
20
08
20
09
**
49,2
20
07
47,9
20
06
47,4
20
05
46,3
20
04
45,1
03
02
20
45,7
01
20
0*
20
0
20
43,5
44,3
99
19
43,8
98
97
19
43,8
96
19
5
*
43,2
19
19
9
43,1
94
19
3
43,6
2
19
9
40
* Não houve levantamento
19
9
42
** Último dado disponível
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Dados em: % de contribuintes
de instituto de previdência
em qualquer trabalho na
população ocupada por
semana de referência
48
43
Ministério
da Fazenda
Mercado de Consumo de Massa
Mais empregos com carteira assinada
Além da ampliação da quantidade de empregos, melhorou a qualidade dos postos de trabalho criados, com
consequente expansão da taxa de formalização. A média de 2010 equivale a 51,0%.
50,0
50,9
51,1
50,8
50,8
51,0
51,1
51,1
50,7
50,5
50,3
51,0
50,9
51,6
51,5
51,3
Taxa de Formalização (% empregados com carteira de trabalho sobre total de ocupados)
49,5
49,0
48,0
47,5
47,0
Dados em: % empregados
com carteira de trabalho
sobre total de ocupados
46,5
46,0
45,5
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
2008
2009
2010
48,5
44
Taxa de desemprego é a menor da série histórica
Mercado de Consumo de Massa
M
Ministério
da Fazenda
A taxa de desemprego atingiu os menores patamares da série histórica, reforçando o mercado de consumo
doméstico. Na região metropolitana de Porto Alegre, por exemplo, o desemprego atingiu a menor taxa já
registrada no País. Segundo o levantamento do IBGE, a região registrou, em dezembro, 3,0% de desemprego
da população economicamente ativa.
Evolução da Taxa de Desemprego (% PEA)*
11
10,1
10
9,0
9
7,4
7
6,8
6,8
6
5
5,3
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Dados em: % PEA
* Referente às regiões
metropolitanas de Belo Horionte,
Porto Alegre, Recife, Rio de
Janeiro, Salvador e São Paulo
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
7,6
8
-
2010
2009
2008
2007
45
Ministério
da Fazenda
Mercado de Consumo de Massa
Ganhos reais dos rendimentos dos trabalhadores
Em paralelo à ampliação dos empregos, houve ganhos reais nos rendimentos dos trabalhadores, que estão
contribuindo para a expansão de mais de 10% da massa salarial no quarto trimestre de 2010, o que possibilita
a maior sustentabilidade do ciclo atual de crescimento econômico.
Crescimento da Massa de Rendimento Real (% a.a., a preços de dezembro de 2010)
10,0
10
10.0
9,1
9.1
8,5
8.5
8
7,1
7.1
6,8
6,6
6.8
6.6
6
2,7
4,0
5,1
3,2
3.2
0
3,1
Massa de rendimentos reais
Rendimento real de todos os
trabalhos
População ocupada
3,8
3.8
3,4
3.4
2,6
2.6
2
5,6
2,5
0,7
2,0
3,3
3,0
1,4
0,1
0,8
0,6
3,1
4,0
3,3
3,5
3T08
4T08
1T09
2T09
3T09
4T09
1T10
2T10
3T10
4T10
Dados em: % anual, a
preços de dezembro de 2010
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
4
5,0
6,3
46
Ministério
da Fazenda
Mercado de Consumo de Massa
Participação de todos no crescimento do País
Todos os setores econômicos apresentaram crescimento da massa de rendimentos reais em 2010. O maior
crescimento da massa salarial foi verificado nos serviços domésticos e na construção civil, refletindo as
políticas adotadas pelo Governo, como a valorização do salário mínimo e o programa habitacional Minha
Casa Minha Vida.
Massa de Rendimentos Reais - 2010 (%)
20
15
10
0
17,2
8,9
7,2
6,8
6,3
4,9
3,4
Construção
Outros
serviços
Serviços a
empresas
Administração
Pública
Comércio
Indústria de
Transformação
Serviços
domésticos
Dados em: %, anual
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
5
47
Economia Brasileira em
PERSPECTIVA
Inflação
Ministério
da Fazenda
Ministério
da Fazenda
Inflação sob controle
O mundo vive um momento de instabilidade monetária, impulsionado pela inflação dos preços dos produtos básicos e
pela crise do Norte da Africa e Oriente Médio. O preço das commodities têm-se acelerado, sobretudo devido aos problemas
climáticos, aos aumentos nos custos de produção e à maior demanda mundial. O aumento da liquidez internacional e
poucas alternativas de aplicações financeiras também contribuíram para esse fenômeno. Em setembro de 2010, o índice CRB
(Commodity Research Bureau) superou os valores pré-crise internacional.
Ainda assim, a inflação subiu proporcionalmente menos no Brasil do que na maioria dos outros países, mantendo-se dentro
dos limites das metas estabelecidas para 2010 e 2011.
Após forte elevação no último trimestre de 2010 e janeiro e fevereiro de 2011, o IPCA caminha para desaceleração em março
e abril, em função da redução dos preços de vários alimentos e do término do efeito das tarifas de ônibus e das mensalidades
escolares. Permanece alguma pressão no setor de serviços, mas que deverá reagir à desaceleração da economia e à redução
dos gastos do Governo. Em 2010, o IPCA fechou em 5,91%, valor superior aos 4,5% do centro da meta, mas dentro da banda
de tolerância de ±2 pontos percentuais. Edição Especial | Ano 2010
50
Ministério
da Fazenda
Inflação
Inflação sob controle na recuperação econômica
Desde 2005, a inflação, medida pelo IPCA, mantêm-se dentro das bandas do regime de metas da inflação.
A forte recuperação econômica de 2010, na qual a demanda interna cresceu 10,3%, foi compatível com o
cumprimento do regime.
Inflação IPCA (% a.a.)
Queda de 53%
8,9
6,0
7,7
12,5
9,3
7,6
5,7
3,1
4,5
5,9
4,3
5,9
5,0
4,5
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011*
2012*
Dados em: % anual
* Estimativas Ministério da Fazenda
Fonte: IBGE e Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Inflação IPCA
Meta de Inflação
Limites superior e inferior
51
Ministério
da Fazenda
Inflação
Commodities provoca elevação do IPCA no segundo semestre
2010 foi marcado por grande volatilidade de preços no setor de alimentos e bebidas. No início do ano, o elevado
nível de chuvas provocou forte aumento nos preços dos alimentos, principalmente tubérculos. Os aumentos dos
preços do álcool, açúcar, transportes e educação tiveram impacto significativo no IPCA do primeiro semestre de
2010. Após três meses de inflação mensal próxima a zero, os alimentos voltaram a pressionar o índice, a partir
de setembro, motivados pelos aumentos internacionais nos preços das commodities.
Evolução da Inflação IPCA (% a.m.)
1,0
0,8
0,63%
0,6
0,28%
0,2
2008
2009
2010
Dados em: % mensal
0,0
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
0,37%
0,4
52
Ministério
da Fazenda
Inflação
Vilões da inflação
Em 2010, o IPCA ficou em 5,9%. Despesas Pessoais, gastos com Educação e Vestuário, bem como a alta de
Alimentos no início do ano, foram os itens de maior pressão inflacionária.
Inflação IPCA - 2010 (% a.a., acum. 12 m.)
12
10
8
6
2
0
10,4
7,5
7,4
6,2
5,9
5,1
5,0
3,5
Alimentação
e bebidas
Vestuário
Despesas
pessoais
Educação
IPCA
Saúde e
cuidados
pessoais
Habitação
Artigos de
residência
2,4
0,9
Transportes Comunicação
Dados em: % anual,
acumulada em 12 meses
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
4
53
Ministério
da Fazenda
Inflação
Crescimento da massa salarial eleva o item “Alimentação Fora do Domicílio”
A crise agrícola na Rússia e o aumento da liquidez internacional elevaram os preços dos alimentos a partir de
setembro. O aumento em Alimentos no Domicílio tem comportamento sazonal (commodities e entressafra)
e não reflete necessariamente pressões de demanda. A variação em Alimentos Fora do Domicílio, por sua
vez, reflete principalmente o crescimento da massa salarial.
IPCA e IPCA-15 (% a.m.)
5
4
1,0
3
0,6
0,9
2
1,0
1,1 1,0
19,3
0,2
0
19,3
0,2
-0,3 -0,2
19,3
1,1
0,8
19,3
0,6
19,3
1,0
19,3
1,0
19,3
1,2
1,9
0,6
19,3
1,7
1,6
0,8
0,5
19,3
1,5
19,3
1,0
0,7 1,3 1,3 1,2 1,5 2,1 2,3 1,9 1,1
0,9 0,8
0,7 0,6
19,3
0,3
-0,1
19,3
-0,4
0,4 0,5
0,2
19,3
-1,7 -1,6 -1,3 -1,2 -0,2
0,5
0,2
19,3
0,3
19,3
1,1
19,3
1,7
1,9
19,3
19,3
2,1
19,3
2,2
19,3
1,8
19,3
1,3
1,4 2,2 2,4 2,7 2,8 2,0 1,0
19,3
-0,7
-0,6
19,3
19,3
-0,8
-0,8
19,3
-1,1 -0,9
-1
Alimentação fora do domicílio
Alimentação no domicílio
Alimentação e Bebidas
Dados em: % mensal
15
-D
ez
De
15 z
-Ja
n
J
15 an
-F
ev
Fe
15 v
-M
ar
M
15 ar
-A
br
Ab
15 r
-M
ai
M
15 ai
-Ju
n
Ju
15 n
-Ju
l
15 Jul
-A
go
Ag
15 o
-S
et
Se
15 t
-O
ut
Ou
15 t
-N
ov
No
15 v
-D
ez
De
z
-2
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
1
19,3
1,6
1,2
0,8
0,6
0,4 0,5
1,0
54
Ministério
da Fazenda
Inflação
Excluídos alimentos, IPCA ficaria em 4,4% em 2010
Após 3 meses de contribuição negativa, o comportamento dos alimentos voltou a pressionar a inflação a
partir de setembro de 2010. Os demais itens continuam a apresentar comportamento compatível com o
ritmo de crescimento da economia, sem pressões de demanda.
Decomposição da Inflação IPCA (% a.a.)
7
6
5,9
5
4
3,8
3
1
1,5
0,4
0
0,1
Dados em: % anual,
complementares entre si
Ja
n
0
Fe 9
v0
M 9
ar
0
Ab 9
r0
M 9
ai
0
Ju 9
n
09
Ju
l0
Ag 9
o
0
Se 9
t0
Ou 9
t0
No 9
v0
De 9
z0
Ja 9
n
1
Fe 0
v1
M 0
ar
1
Ab 0
r1
M 0
ai
1
Ju 0
n
10
Ju
l1
Ag 0
o
1
Se 0
t1
Ou 0
t1
No 0
v1
De 0
z1
0
-1
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
2
IPCA
Transporte Público
Alimentos no Domicílio
Combustíveis Veículos
Demais Categorias
55
Ministério
da Fazenda
Inflação
Preços monitorados continuam trajetória de queda
A desagregação do IPCA entre os grupos de preços livres e os monitorados ou administrados (como energia
elétrica, combustíveis, telefonia, remédios e transporte) revela que os últimos continuam sua trajetória
de desaceleração, iniciada fevereiro de 2010. Os preços livres, no entanto, influenciados pelos alimentos,
continuaram crescendo em outubro e novembro.
Decomposição da Inflação IPCA (% a.a., acum. 12 m.)
9
8
7,1
7
6
5
5,9
3
2
3,1
1
Ou
No t 07
v
De 07
z
Ja 07
n
Fe 08
M v 08
ar
Ab 08
M r 08
a
Ju i 08
n
Ju 08
Ag l 08
o
Se 08
Out 08
No t 08
v
De 08
z
Ja 08
n
Fe 09
M v 09
ar
Ab 09
M r 09
a
Ju i 09
n
Ju 09
Ag l 09
o
Se 09
Out 09
No t 09
v
De 09
z
Ja 09
n
Fe 10
M v 10
ar
Ab 10
M r 10
a
Ju i 10
n
Ju 10
Ag l 10
o
Se 10
Out 10
No t 10
v
De 10
z1
0
0
Monitorados
Livres
IPCA
Dados em: % anual,
acumulada em 12 meses
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
4
56
Ministério
da Fazenda
Inflação
Inflação de bens não-comercializáveis
No conjunto, os bens não-comercializáveis, não sujeitos à concorrência internacional (tais como serviços),
mantiveram tendência de alta, com variação anual de 7,3%. Os bens que podem ser importados e exportados
a custos reduzidos (comercializáveis) mostraram aceleração, com evolução da taxa para 6,9%.
Decomposição da Inflação IPCA (% a.a., acum. 12 m.)
10
9
8
7,3
7
6
5
3
2
Ou
No t 07
v
De 07
z
Ja 07
n
Fe 08
M v 08
ar
Ab 08
M r 08
a
Ju i 08
n
Ju 08
Ag l 08
o
Se 08
Out 08
No t 08
v
De 08
z
Ja 08
n
Fe 09
M v 09
ar
Ab 09
M r 09
a
Ju i 09
n
Ju 09
Ag l 09
o
Se 09
Out 09
No t 09
v
De 09
z
Ja 09
n
Fe 10
M v 10
ar
Ab 10
M r 10
a
Ju i 10
n
Ju 10
Ag l 10
o
Se 10
Out 10
No t 10
v
De 10
z1
0
1
0
5,9
Bens comercializáveis
Bens não-comercializáveis
IPCA
Dados em: % anual,
acumulada em 12 meses
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
4
6,9
57
Ministério
da Fazenda
Inflação
Bens não duráveis em alta e duráveis em baixa
Quanto à desagregação do IPCA por tipo de bens, os não duráveis foram os que mais pressionaram a inflação
(8,9%). Em contrapartida, os bens duráveis apresentaram inflação bem mais suave (0,9%).
Decomposição da Inflação IPCA (% a.a., acum.12 m.)
15
11
7
8,9
7,6
5,1
-1
0,9
Ou
No t 07
v
De 07
z
Ja 07
n
Fe 08
M v 08
ar
Ab 08
M r 08
a
Ju i 08
n
Ju 08
Ag l 08
o
Se 08
Out 08
No t 08
v
De 08
z
Ja 08
n
Fe 09
M v 09
ar
Ab 09
M r 09
a
Ju i 09
n
Ju 09
Ag l 09
o
Se 09
Out 09
No t 09
v
De 09
z
Ja 09
n
Fe 10
M v 10
ar
Ab 10
M r 10
a
Ju i 10
n
Ju 10
Ag l 10
o
Se 10
Out 10
No t 10
v
De 10
z1
0
-5
Serviços
Bens não duráveis
Bens semi-duráveis
Bens duráveis
Dados em: % anual,
acumulada em 12 meses
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
3
58
Ministério
da Fazenda
Inflação
Inflação medida pelo IGP-M acelera-se em 2010
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) subiu 0,69% em dezembro, com forte desaceleração após a
alta de 1,45% em novembro. Em 2010, o IGP-M registrou alta de 11,32%.
Inflação IGP-M (% a.m.)
2,5
2,21
2,0
1,5
1,18
1,0
0,69
0,5
-0,5
IGP-M % mensal - Decêndios
Dados em: % mensal
0
0
de
c
12
/2
01
01
0
/2
0
01
3°
de
c
12
/2
1°
0
01
de
c
11
/2
1°
10
01
10
de
c
1°
de
c
09
/2
20
8/
10
de
c0
1°
10
20
7/
c0
de
1°
1°
10
20
6/
20
1°
de
c0
10
5/
20
1°
de
c0
10
4/
20
1°
de
c0
10
3/
20
1°
de
c0
10
2/
20
1°
de
c0
09
1/
20
1°
de
c0
09
2/
20
1°
de
c1
09
de
c1
1/
9
20
1°
9
00
1°
de
c1
0/
/2
00
09
/2
1°
d
ec
08
ec
1°
d
1°
de
c0
7/
20
09
-1,0
Fonte: FGV
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
0,0
59
Ministério
da Fazenda
Inflação
Matérias-primas agrícolas pressionam o IGP-M
As influências de alta do IGP-M vieram em grande parte de Bens Intermediários e de Matérias-Primas Brutas
– Agropecuárias, com destaque para a aceleração de preços de materiais e componentes para manufatura, e
de commodities, como bovinos, soja e algodão. Em contrapartida, ligeira desaceleração pode ser percebida em
Matérias-Primas Brutas – Minerais.
Contribuição na Inflação IGP (% a.m.)
15
2,3
10
-5
3,0
2,3
0,7
0,1 0,4 0,2
0,8 0,6 0,1
-0,4 -1,6
-1,1 -2,5
-2,0
0,0
0,2
0,1
0,8
0,2 0,6 0,3 0,5 0,4
1,0 1,4
-0,7 -0,8
-1,8 -0,8
-0,7
-2,8 -3,0
-3,0 -1,1
-0,7 -0,9 -3,6 -3,5 -0,7 -0,8
-0,8
-0,9
-0,9
-0,1 -0,6 -0,8
2,7 5,1
3,5
2,6
1,3
1,8
2,9 3,1
2,4
0,4
1,3
2,2 2,3 2,4 2,2
0,9 1,5
1,4 1,3 1,2 1,3 1,4 1,6 2,1 2,3 2,3
-0,7
-0,1 -0,3 -0,3
Matérias-primas brutas
– minerais
Matérias-primas brutas
– agropecuárias
Bens intermediários
Bens finais
Dados em: % mensal
Ja
n
0
Fe 9
v0
M 9
ar
0
Ab 9
r0
M 9
ai
0
Ju 9
n
09
Ju
l0
Ag 9
o
0
Se 9
t0
Ou 9
t0
No 9
v0
De 9
z0
Ja 9
n
1
Fe 0
v1
M 0
ar
1
Ab 0
r1
M 0
ai
1
Ju 0
n
10
Ju
l1
Ag 0
o
1
Se 0
t1
Ou 0
t1
No 0
v1
De 0
z1
0
-10
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
1,6
1,5
0,7
0,7
4,5
5
3,6 1,4
2,4 1,0
1,2
0 1,3 1,5 1,3 1,5
-0,1 -0,1
2,9
2,3
5,6
60
Ministério
da Fazenda
Inflação
Índice do mercado de commodities - CRB volta a se valorizar
O índice spot CRB (Commodity Research Bureau) é um dos indicadores de referência global para o mercado de
commodities, construído a partir de seis sub-índices (CRB Metais, CRB Têxteis, CRB Matérias-Primas Industriais,
CRB Produtos Alimentícios, CRB Gorduras e Óleos e CRB Animais Vivos). O aumento da liquidez internacional
e poucas alternativas de aplicações financeiras elevaram os preços das principais commodities, sendo que, a
partir de setembro de 2010, o índice superou os valores pré-crise internacional. Entretanto, o impacto sobre a
inflação brasileira tem sido atenuado pela valorização do real.
Mercado à vista (US$)
US$
US$
550
550
554,0
490
490
476,0
430
430
QE2
310
370
310
QE1
Ja
n
Fe 07
M v0
ar 7
Ab 07
M r 07
a
Ju i 07
n
Ju 07
Ag l 07
o
Se 07
Out 0
7
No t 07
Dev 07
Ja z 07
n
Fe 08
M v0
ar 8
Ab 08
M r 08
a
Ju i 08
n
Ju 08
Ag l 08
o
Se 08
Out 08
No t 08
v
De 08
Ja z 08
n
Fe 09
M v0
a 9
Abr 09
M r 09
a
Ju i 09
n
Ju 09
Ag l 09
o
Se 09
Out 09
No t 09
Dev 09
z
Ja 09
Fen 1
M v 10
ar 0
Ab 10
M r 10
a
Ju i 10
n
Ju 10
Ag l 10
o
Se 10
Out 10
No t 10
Dev 10
z
31 Jan 10
Ja 11
n
11
250
250
Dados em: US$
* QE1 e QE2 representam as
medidas de flexibilização
monetária (quantitative easing)
adotadas pelo banco central
dos EUA, Federal Reserve
Fonte: Bloomberg
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
370
CRB Spot
CRB Alimentos
61
Economia Brasileira em
PERSPECTIVA
Juros e
Crédito
Ministério
da Fazenda
Ministério
da Fazenda
Dinamização do mercado de capitais
A rápida expansão do crédito doméstico não implicou maior fragilidade financeira. Indicador relevante para aferir a solidez do
crédito são os dados de estoque da dívida – endividamento –, que são diferentes dos desembolsos mensais gerados pelo serviço
da dívida – comprometimento. O último dado de endividamento das famílias brasileiras aponta para valor correspondente a
apenas 34,9% da renda do trabalho, enquanto que, nos EUA, a relação é de 179,6%. Portanto, o nível de endividamento no
Brasil é significativamente inferior ao dos EUA e, também, ao dos demais países do G7 (Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e
Reino Unido), que – conforme dados divulgados pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) –
superam 80% da renda disponível.
Corroborando a solidez do mercado brasileiro de crédito, a inadimplência apresentou recuo de dois pontos percentuais – de
7,7% para 5,7% – nos últimos doze meses, ao refletir a concentração do crédito em linhas menos custosas e com estruturas
de garantias adequadas aos riscos assumidos. O aquecimento da economia, a queda das taxas de desemprego e o aumento
da renda contribuíram para a redução dos níveis de inadimplência no mercado de crédito, indicando a sustentabilidade
do processo de endividamento das famílias, tanto pelas condições favoráveis no mercado de trabalho como pela melhor
composição do endividamento.
O processo de capitalização da Petrobras, no montante de R$ 120,3 bilhões, configurou a maior captação mundial
de recursos por meio da venda de ações. A operação reforçou o caixa da empresa em cerca de R$ 45 bilhões e
deve possibilitar a sequencia de seu plano de investimentos de US$ 224 bilhões até 2014. Ao final de setembro
de 2010, a Petrobras era a quarta maior empresa do mundo listada no mercado de capitais, atrás de Exxon,
Petrochina e Apple, enquanto a BM&F–BOVESPA alcançava a posição de segunda maior bolsa de valores do globo.
Edição Especial | Ano 2010
Nas operações para pessoas físicas, os spreads recuaram para os menores níveis da série histórica. Outro fator que tem contribuído
para a queda dessas taxas é a expansão do crédito para pessoas físicas em carteiras de menor risco e a exigência de novas garantias,
como o empréstimo consignado, o financiamento imobiliário e a alienação fiduciária.
64
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Taxa de juros em ascensão
O ciclo de juros estáveis em 10,75% desde julho de 2010 foi interrompido em janeiro de 2011, com
a elevação em 0,50 p.p. da taxa Selic. A taxa real ex-ante manteve-se acima de 6% a.a. Sob uma
perspectiva de prazo mais longo, entretanto, verifica-se queda de 15,25 pontos percentuais na Selic
desde junho de 2003.
Taxa SELIC e Taxa Real ex-ante (% a.a.)
30
25
20
15
6,40
5
Dados em: % anual, taxa real
deflacionada pela mediana
das expectativas de inflação
acumuladas para os próximos 12
meses até 3 de fevereiro de 2010
No
v
M 01
ar
0
Ju 2
l0
No 2
v
M 02
ar
0
Ju 3
l0
No 3
v
M 03
ar
0
Ju 4
l0
No 4
v
M 04
ar
0
Ju 5
l
No 05
v
M 05
ar
0
Ju 6
l0
No 6
v
M 06
ar
0
Ju 7
l0
No 7
v
M 07
ar
0
Ju 8
l0
No 8
v
M 08
ar
0
Ju 9
l
No 09
v
M 09
ar
1
Ju 0
No l 10
v1
Fe 0
v1
1
0
Fontes: Bloomberg e Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
10
11,25
Meta Selic
Taxa real ex-ante de juros
65
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Curva de juros de janeiro de 2012 em alta
As curvas dos contratos de juros futuros elevaram-se em decorrência das expectativas dos mercados quanto
às condições do cenário internacional ao final de 2010.
Contratos DI* de 1 dia (% a.a.)
13,5
12,9
12,9
13,0
12,5
12,4
12,0
11,5
10,7
10,5
Dados em: % anual
10,0
* DI - Depósito interfinanceiro
de 1 dia - Futuro
05
J
30 an 0
J 9
27 an 0
Fe 9
31 v 0
M 9
30 ar 0
A 9
29 br 0
M 9
30 ai 0
Ju 9
n
31 09
Ju
31 l 0
Ag 9
30 o 09
S
30 et 0
Ou 9
30 t
N 09
30 ov 0
D 9
29 ez 0
J 9
26 an 1
Fe 0
31 v 1
M 0
30 ar 1
A 0
31 br 1
M 0
a
30 i 10
Ju
30 n 1
J 0
31 ul 1
Ag 0
29 o 1
S 0
29 et 1
Ou 0
30 t 1
No 0
30 v 1
De 0
31 z 1
04 Jan 0
Fe 11
v1
1
9,5
Fonte: Bloomberg
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
11,0
Jan 14
Jan 13
Jan 12
Jan 11
66
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Juros pagos pelo Governo reduzem-se desde 2005
A redução sistemática das taxas de juros nos últimos anos, aliada ao crescimento mais vigoroso da economia,
foram os principais fatores a explicar a queda no peso dos juros pagos pelo Governo. Desde 2003, a redução
foi de 37%, passando de 8,5% para 5,4% do PIB. Parcela das despesas com juros decorre da acumulação de
reservas internacionais.
Evolução do Pagamento de Juros (% do PIB)
Queda de 38%
6,6
6,7
7,7
8,5
6,6
7,4
6,8
6,1
5,5
5,4
5,3
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Dados em: % do PIB, sem
desvalorização cambial
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
8,2
67
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Captações recordes das empresas no exterior
O apetite dos investidores internacionais por emissões brasileiras mostrou-se crescente em 2009 e 2010.
O movimento reflete tanto a conjuntura internacional, com abundância de liquidez após a injeção de recursos
realizada pelos bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa, como mudanças da economia brasileira, incluindo
processo de consolidação e internacionalização das empresas nacionais. Em 2010, os bancos aumentaram
sua participação no total das emissões, com vistas a conceder às empresas que operam no mercado nacional a
assistência creditícia necessária à expansão dos negócios e à realização de investimentos. Para os próximos anos, a
perspectiva é de manutenção do cenário positivo para as captações em moeda estrangeira.
Captações Externas (US$ bilhões)
39,0
25,7
19,9
16,8
4,9
5,0
2003
3,3
17,6
3,8
12,3
10,6
4,7
2,2
3,8
2004
2005
2,3
2006
2,9
6,3
6,2
5,7
17,3
10,9
3,0
1,7
2007
Total
Empresas
República
Bancos
Dados em: US$ bilhões
2,8
0,6
2,9
4,1
2008
2009
16,9
4,3
2010*
* Posição em
9 de dezembro de 2010
Fonte: Bond Radar
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
6,9
11,2
19,2
68
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Crescimento nos volumes de crédito livre e direcionado
No mês de dezembro, o crédito no segmento livre alcançou R$ 1,118 trilhão, com crescimento de 1,5%
ante novembro de 2010 e de 17,1% ante dezembro de 2009. Na modalidade direcionada, impulsionado
pelas operações vinculadas ao BNDES e à habitação, o volume de crédito atingiu R$ 586,2 bilhões, com
crescimento de 1,71% em relação ao mês anterior, de 27,5% comparado ao mesmo mês do ano anterior e
306,9% frente a outubro de 2003.
Operações de Crédito com Recursos Livres e Direcionados (R$ bilhões e % do PIB)
Aumento de 20,6 pontos percentuais do PIB
46,6
45,0
40,8
35,2
240
144
Dez 02
24,6
25,7
30,9
256
318
404
498
661
163
Dez 03
181
Dez 04
203
Dez 05
234
Dez 06
275
Dez 07
871
356
Dez 08
955
460
Dez 09
1.118
586
Dez 10
% do PIB
Livre
Direcionado
Dados em: R$ bilhões,
em valores nominais,
e % do PIB (totais)
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
26,0
28,3
69
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Aumenta a participação dos bancos privados no total do crédito
Os bancos públicos continuaram na dianteira em disponibilização do crédito desde o período crítico da crise, apesar
da retração verificada em setembro de 2010. De setembro de 2008 a dezembro de 2010, o saldo das operações
de crédito desses bancos cresceu 81,2%, enquanto o dos bancos privados de capital nacional aumentou 35,4%
e dos estrangeiros, 20,2%. Do total de crédito disponibilizado pelo sistema em 2010, os bancos públicos
responderam por 41,9%; os privados por 40,7%; e os estrangeiros por 17,4%.
Saldo Bancário por Tipo de Instituição (% mês contra mesmo mês no ano anterior)
45
40
35
30
22,40
25
21,51
15
10
5
Crise Financeira
Internacional
13,91
Se
Out 07
No t 07
v
De 07
z
Ja 07
n
Fe 08
M v 08
a
Abr 08
M r 08
a
Ju i 08
n
Ju 08
Ag l 08
o
Se 08
Out 08
No t 08
v
De 08
z
Ja 08
n
Fe 09
M v 09
a
Abr 09
M r 09
a
Ju i 09
n
Ju 09
Ag l 09
o
Se 09
Out 09
No t 09
v
De 09
z
Ja 09
n
Fe 10
M v 10
a
Abr 10
M r 10
a
Ju i 10
n
Ju 10
Ag l 10
o
Se 10
Out 10
No t 10
v
De 10
z1
0
0
IF Pública
IF Privada Nacional
IF Estrangeira
Dados em: % mês contra
mesmo mês no ano anterior
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
20
70
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Operações de crédito de longo prazo financiadas por bancos públicos
O crédito de longo prazo desempenha papel central para o crescimento dos investimentos. Em 2010, dos
R$ 267 bilhões de operações de crédito com vencimento superior a 5 anos, 87% provieram dos principais
bancos públicos, com 59,8% do total fornecidos pelo BNDES.
Distribuição de Operações de Crédito (% do total)
SANTANDER
2,58%
BRADESCO
3,79%
BB
12,02%
OUTROS
5,27%
BNDES
59,82%
Dados em: % do total
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
CEF
14,79%
ITAU
1,74%
71
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Participação do BNDES no crédito total
Apesar do incremento no crédito disponibilizado pelo BNDES em 2010, sua participação no crédito total do
sistema tem permanecido dentro dos patamares históricos. Em 2006, a participação de mercado do BNDES
correspondia a 19,1%, tendo decrescido para 17,1% em 2007, voltando a subir para 20,7% em 2010.
A média dos últimos cinco anos foi de 18,9%.
Empréstimos do BNDES no Sistema Financeiro Nacional (% do total)
19,0
21,1
24,4
24,2
21,9
20,3
19,1
17,1
17,1
20,3
20,7
* Dados preliminares
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010*
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Dados em: % do total
72
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Crédito do BNDES em expansão até 2010
A expansão do crédito direcionado chegou ao seu maior patamar em 2010, devendo decrescer a partir de 2011.
A atuação do BNDES nesta modalidade, via repasses e crédito direto, deverá focar-se em financiamentos à
infraestrutura e inovação.
Créditos do BNDES (R$ bilhões)
19
23
18
20
23
28
25
27
37
41
34
40
40
38
47
54
51
74
65
99
91
121
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
168
201
18
19
1996
136
170
10
13
Dados em: R$ bilhões
2009 2010*
* Valores preliminares
Fonte: BNDES
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Desembolsos
Aprovações
73
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Crescimento dos desembolsos liderados pela indústria e infraestrutura
Pilares do desenvolvimento econômico, os setores de indústria e de infraestrutura lideraram os desembolsos
do BNDES em 2010.
Desembolsos do BNDES por setor - 2010 (R$ bilhões e % do total)
100
90
24%
80
70
8,1%
60
50
47,7%
78,8
48,2
10,1
31,3
* Infraestrutura corresponde
a eletricidade e gás, água,
esgoto e lixo, transportes
(terrestre, aquaviário,
aéreo) e telecomunicações
Indústria
Infraestrutura
Agropecuária
Comércio e Serviços
Fonte: BNDES
Elaboração: Ministério da Fazenda
30
20
Dados em: R$ bilhões e %
10
0
Edição Especial | Ano 2010
46,5%
40
Desembolsos
% frente ao mesmo período
do ano anterior
74
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Crédito consignado lidera empréstimos para famílias
Sob um cenário caracterizado pelo crescimento da renda e do emprego em 2010, o total de desembolsos na
modalidade de crédito consignado foi 27,3% superior a 2009 . A implementação do crédito consignado, a partir
de 2003, mostrou-se iniciativa bem sucedida, na medida em que proporciona maior acesso ao crédito e reduz o
risco de inadimplência. A redução do risco pode ser notada pela diminuição da taxa média dos juros cobrados.
Operações de Crédito Total (R$ bilhões) e Taxa Média de Juros (% a.a.)
800
700
39,2
558,2
36,4
600
33,3
28,1
500
314,4
300
100
0
136,5
235,8
64,7
188,8
48,2
31,7
48.2
64.7
389,5
78,9
78.9
27,2
137,4
35
27,5
30
25
107,9
20
15
10
17,2
119,3
31.7
157,1
187,6
249,7
310,6
354,6
420,8
Dez 04
Dez 05
Dez 06
Dez 07
Dez 08
Dez 09
Dez 10
17.2
40
5
0
Total
Operações de Crédito para
Pessoa Física, excluindo
Crédito Consignado Total (R$
bilhões)
Crédito Consignado Total
- Trabalhadores públicos e
privados (R$ bilhões)
Taxa média de juros de crédito
consignado (% anual)
Dados em: R$ bilhões e % anual
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
400
200
30,8
462,5
45
75
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Crédito para Pessoa Física responde por metade do crédito livre
Nas operações para o segmento pessoa física, o crescimento da carteira respondeu à ampliação das
modalidades com menor risco/ taxa de juros e maior prazo, como o empréstimo consignado. Contribui
também para a melhoria qualitativa do crédito a redução na inadimplência.
Operações de Crédito para Pessoa Física*
Set 08 - R$ 384,3 bilhões
Cartão de Crédito
6%
Cartão de Crédito
5,3%
Fin. Imobiliário
1%
Cheque Especial
4%
Outros
14%
Cooperat.
4%
Crédito Pessoal
32%
Aquisição de Bens
e Leasing
33,8%
Fin. Imobiliário
1,3%
Cheque Especial
2,9%
Outros
15,4%
Cooperat.
4,5%
Crédito Pessoal
36,8%
Dados em: % do total
* Saldo com recursos livres,
por modalidade
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Aquisição de Bens
e Leasing
39%
Dez 10 - R$ 558,27 bilhões
76
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Retomada do crédito para Pessoa Jurídica
Nas operações para o segmento pessoa jurídica, os desembolsos em 2010 apresentaram elevação de 6,4%
em relação ao registrado no ano anterior. Destaque para operações de capital de giro e conta garantida.
Operações de Crédito para Pessoa Jurídica*
Set 08 - R$ 444,4 bilhões
Dez 10 - R$ 559,3 bilhões
Dez 10 - R$ 559,3 bilhões
Outros
13,98%
Rural
1%
Financiamento
Importação e Outros
4%
Hot Money
0,02%
Vendor
2%
Capital de giro
34%
Leasing e
Aquisição de Bens
16%
Descontos de
Duplicatas e NPs
3%
Conta Garantida
11%
Outros
18,1%
Hot Money
0,1%
Capital de giro
47,6%
Rural
0,6%
Financiamento
Importação e Outros
2,1%
ACC e
Repasses Externos
6,6%
Vendor
1,7%
Leasing e
Aquisição de Bens
10,5%
Descontos de
Duplicatas e NPs
3,2%
Conta Garantida
9,5%
Dados em: % do total
* Saldo com recursos livres,
por modalidade
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
ACC e
Repasses Externos
15%
77
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Aumento do prazo das operações de crédito
Ao longo de 2010, por força do dinamismo da economia, bem como pela melhor composição dos passivos
do sistema bancário (captação), o prazo médio das operações de crédito ampliou-se, tanto para o segmento
de pessoa jurídica como de pessoa física. Desde janeiro de 2003, o prazo foi estendido em mais de 200 dias
para ambos os segmentos de mercado.
Prazo Médio das Operações de Crédito (dias corridos)
600
561
500
400
400
308
177
200
Pessoa Jurídica
Pessoa Física
100
Dados em: dias corridos
Ju
l0
4
Ja
n
05
Ju
l0
5
Ja
n
06
Ju
l0
6
Ja
n
07
Ju
l0
7
Ja
n
08
Ju
l0
8
Ja
n
09
Ju
l0
9
Ja
n
10
Ju
l1
De 0
z1
0
3
04
Ja
n
2
03
l0
Ju
n
Ja
02
l0
Ju
01
Ja
n
01
n
Ju
l
Ja
Ju
n
00
0
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
300
78
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Queda nas taxas de inadimplência
Com o aquecimento da economia, a queda das taxas de desemprego e o aumento da renda, houve a redução
dos níveis de inadimplência. Outros fatores foram a expansão no crédito para pessoas físicas em carteiras de
menor risco e a exigência de garantias, tais como o empréstimo consignado, o financiamento imobiliário e
a alienação fiduciária. Conquanto as taxas de inadimplência tenham se elevado para o segmento de pessoa
jurídica, seus níveis encontram-se dentro dos patamares históricos.
Taxas de Inadimplência (% do total)
10
7,7
7,3
8
5,7
6
3,6
2
2,1
Dados em: % do total
1,6
Ju
l1
De 0
z1
0
9
10
l0
n
Ja
09
Ju
08
Ja
n
08
Ju
l
07
Ja
n
Ju
l
6
07
l0
n
Ja
Ju
5
06
l0
n
Ja
Ju
4
05
l0
n
Ja
04
Ju
03
n
Ja
Ju
l
2
03
n
l0
Ja
Ju
1
02
n
Ja
01
l0
n
Ju
Ja
n
00
0
Ju
Pessoa Jurídica
Pessoa Física
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
4
79
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Taxas de juros bancários caem a níveis históricos
Com o recuo da inadimplência verificado ao final de 2009, aliado ao cenário favorável de retomada do
crédito em 2010, as taxas médias anuais de juros bancários atingiram níveis históricos e alcançaram, no
mês de outubro 40,4%, para o segmento de pessoa física e 28,6% para o de pessoa jurídica.
Custo do Crédito ao Consumidor (% a.a.)
O Custo dos Empréstimos
Evolução das Taxas de Juros
Modalidade
2010
Out*
Nov*
Dez*
Variação no mês
35,4
34,8
35,0
0,2
40,4
39,1
40,6
1,5
Operação de Crédito (PJ)
28,7
28,6
27,9
-0,7
Out*
Nov*
Dez*
Variação no mês
CDC (Bens Duráveis)
50,4
48,3
47,9
-0,4
CDC Veiculos
23,5
22,8
25,2
2,4
Cheque Especial
163,6
169,4
170,7
1,3
Crédito Pessoal
43,6
42,0
44,1
2,1
Modalidade Pessoa Fisica
Dados em: % anual
* Dados preliminares
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Operação de Crédito (Geral)
Operação de Crédito (PF)
80
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Taxas de juros para operações de crédito com tendência de queda desde 2003
O movimento de alta ocorrido no mês de dezembro pode ser atribuído à elevação dos depósitos compulsórios
pelo BC e à majoração do requerimento de capital para operações de crédito a pessoas físicas com prazos
superiores a 24 meses (fator de ponderação de risco). Na média, os juros para o segmento PF observaram
ligeira alta. Já para as empresas, houve redução média das taxas. Observadas de uma perspectiva de prazo
mais longo, as taxas vêm declinando desde 2003.
Taxas de Juros em Operações Ativas de Crédito (% a.a.)
100
50
83,6
90
80
44
70
34,8
60
38
32
50
40
20
Pessoa Jurídica
Pessoa Física
10
Dados em: % anual
30
27,9
26
l0
7
Ja
n
08
Ju
l0
8
Ja
n
09
Ju
l0
9
Ja
n
10
Ju
l1
De 0
z1
0
Ju
6
07
l0
n
Ju
Ja
5
06
Ja
n
05
l0
Ju
04
n
Ja
Ju
l
3
04
l0
n
Ja
03
Ju
02
n
Ja
02
Ju
l
01
n
Ja
Ju
l
n
n
Ja
Ju
01
0
00
20
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
40,6
81
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Spread em empréstimos para pessoas físicas cai a níveis recordes
Nas operações para pessoas físicas, os spreads recuaram para os menores níveis da série histórica. Outro
indicador importante é a manutenção da trajetória de queda na taxa de inadimplência, o que indica a
sustentabilidade do processo de endividamento das famílias, tanto pelas condições favoráveis no mercado
de trabalho como pela melhor composição do endividamento.
Spread Bancário Pessoa Física (p.p.)
70
56
42,7
40,6
42
14
SPREAD
Dez 09
31,6
11,1
Dez 10
28,5
12,1
Taxa Operação Ativa (%)
Taxa Operação Passiva
(Captação) (%)
Dados em: % e ponto percentual
M
ar
0
Ju 5
n
0
Se 5
t0
De 5
z0
M 5
ar
0
Ju 6
n
06
Se
t0
De 6
z0
M 6
ar
0
Ju 7
n
07
Se
t0
De 9
z0
M 7
ar
0
Ju 8
n
0
Se 8
t0
De 8
z0
M 8
ar
0
Ju 9
n
0
Se 9
t0
De 9
z0
M 9
ar
0
Ju 9
n
10
Se
t1
De 0
z1
0
0
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
28
82
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Spread do segmento Pessoa Jurídica registra ligeira elevação em dezembro
Com relação ao spread bancário para o segmento corporativo, verifica-se elevação de 0,5 ponto percentual
frente aos 16,5% registrados em novembro de 2009.
Spread Bancário Pessoa Jurídica (p.p.)
35
27,9
30
25,5
25
SPREAD
Dez 09
16,5
15
10
Dez 10
17,0
10,9
9,0
M
ar
0
Ju 5
n
0
Se 5
t0
De 5
z0
M 5
ar
0
Ju 6
n
0
Se 6
t0
De 6
z0
M 6
ar
0
Ju 7
n
07
Se
t0
De 9
z0
M 7
ar
0
Ju 8
n
0
Se 8
t0
De 8
z0
M 8
ar
0
Ju 9
n
0
Se 9
t0
De 9
z0
M 9
ar
0
Ju 9
n
10
Se
t1
De 0
z1
0
5
Taxa Operação Ativa (%)
Taxa Operação Passiva
(Captação) (%)
Dados em: % e ponto percentual
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
20
83
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Índices superiores aos limites de capital de Basiléia
Os bancos do Sistema Financeiro Nacional, tanto públicos como privados, seguem os parâmetros
estabelecidos pelo Acordo de Basiléia. No País, a exigência de capital mínimo relativo é de 11% do total
de ativos ponderados pelo grau de risco. A restrição contra a alavancagem dos bancos, tendo em vista a
imposição de maior participação de capital próprio nas estruturas de capital dos bancos, permite solidez
às operações no País. O Brasil opera com parâmetros muito superiores aos mínimos exigidos por Basiléia,
inclusive se comparado mundialmente.
Índice de Basiléia (% do total de ativos ponderados pelo grau de risco)
10,7
11,7
11,7
13,0
13,0
13,3
13,9
R
Un ein
id o
o
Af
do ric
Su a
l
Ín
di
a
Gr
éc
ia
Au
st
rá
lia
Po
rtu
ga
l
14,2
C
dooréi
S a
Es ul
t
a
Un d
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os
Ch
ile
14,4
14,7
16,2
17,6
Ch
in
a
Al
em
an
ha
18,5
bi
a
M
m
éx
ico
18,5
ia
Co
lô
18,5
Rú
ss
il
19,9
a
Br
as
Tu
rq
ui
Dados em: % do total de ativos
ponderados pelo grau de risco
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Índice de Basiléia BCBS (9%)
84
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Amplia-se o mercado brasileiro de capitais
Além da elevação do crédito bancário, os financiamentos via mercado de capitais estão em expansão, com
ampliação dos volumes negociados nas bolsas de valores.
600,8
1.195,4
1.359,5
1.288,1
1.592,8
2004
407,0
2003
306,3
2002
205,9
136,1
2001
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Dados em: R$ bilhões
Fonte: BM&FBovespa
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
149,8
Movimento da Bolsa de Valores (R$ bilhões)
85
Economia Brasileira em
PERSPECTIVA
Panorama
Internacional
Ministério
da Fazenda
Ministério
da Fazenda
Expansão brasileira acima da média mundial
O Brasil chega em 2010 com a marca da superação dos obstáculos ao crescimento sustentável. Entre 1980 e 2002,
o crescimento do País era a metade do crescimento médio mundial. Desde 2003, contudo, o País vem crescendo na
média do crescimento mundial.
Graças a grandes transformações, incluindo a constituição de um mercado doméstico dinâmico, a expansão dos
investimentos produtivos e os programas de sustentação do investimento, o Brasil prepara-se agora para liderar o
crescimento mundial, juntamente com outros grandes países emergentes, como China e Índia. Quando comparada às
demais economias, a expansão brasileira de 2010 encontra-se acima da média mundial e da América Latina.
A despeito do arrefecimento dos efeitos da crise, o crescimento dos países desenvolvidos ainda foi tímido em 2010 e
tende a continuar, em 2011, abaixo do crescimento médio dos países emergentes. Edição Especial | Ano 2010
88
Ministério
da Fazenda
1,8
Estados Unidos
0,5
6,2
Itália
Turquia
Norte
0,1
da África
Arábia
Saudita
México
4,6
Brasil
África do Sul
2002
Acima de 4%
Fonte: FMI e The Economist
Elaboração: Ministério da Fazenda
89
China
Coreia
0,3
4,5
Indonésia
3,9
3,7
Argentina
7,2
Índia
7,4 África
Sub-Sahara
2,7
-10,9
Dados em: % anual
9,1
França
3,1
0,8
0,0
1,1
2,1
Reino
Unido
Edição Especial | Ano 2010
Canadá
Japão
4,7
Rússia
Alemanha
2,9
Panorama Internacional
Mudanças na geopolítica define os novos vencedores
Austrália
Crescimento
Mundo
Entre 2% e 4%
Menor que 2%
Ministério
da Fazenda
Alemanha
2,9
Canadá
1,7
2,8
Reino
Unido
Estados Unidos
1,6
França
5,3
5,2
3,7
3,6
1,0
Itália
Norte
da África
7,8
9,7
Brasil
África do Sul
Argentina
Acima de 4%
Austrália
Dados em: % anual
Edição Especial | Ano 2010
2010
6,0
Indonésia
3,0
2,8
7,5
China
Índia
3,4
Arábia
Saudita
5,0 África
Sub-Sahara
7,5
6,1 4,3
Japão
Coreia
10,3
Turquia
México
Rússia
Fonte: FMI e The Economist
Elaboração: Ministério da Fazenda
90
Crescimento
Mundo
Entre 2% e 4%
Panorama Internacional
Novo quadro econômico mundial acentuado pela crise
Menor que 2%
Ministério
da Fazenda
Panorama Internacional
Brasil é um dos países que mais crescem no mundo
Os mercados emergentes tiveram desempenho positivo em 2009, em parte devido às fortes intervenções
governamentais para minimizar os efeitos da crise. O crescimento econômico dos países desenvolvidos
permaneceu contido em 2010. As economias emergentes deverão continuar à frente do crescimento da
economia mundial nos próximos anos.
China
Índia
Japão
Estados
Unidos
Alemanha
Rússia
México
1,7
1,5
-4,1
5,0
3,5
-6,5
3,7
4,3
-7,9
3,5
2,6
-4,9
2,9
3,1
-2,6
4,2
1,5
-5,3
7,5
5,0
Brasil **
Zona
do Euro
2009
2010 *
2011 *
Dados em: % anual
* Estimativas The Economist
edição 03 de fevereiro de 2010
** Estimativas Ministério
da Fazenda
Fonte: FMI e The Economist
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
-0,6
7,4
8,8
8,6
9,1
10,2
8,9
Crescimento do PIB - Países Selecionados (% a.a.)
91
Ministério
da Fazenda
Panorama Internacional
Aumento das reservas internacionais nos países emergentes
Os países emergentes registraram significativo aumento em suas reservas internacionais nos últimos anos,
devido à alta atratividade das suas economias e aos saldos positivos na balança comercial. A economia
brasileira foi a que mais contribuiu para o aumento das reservas na América Latina, possibilitando a redução da
sua vulnerabilidade externa.
Reservas Internacionais (US$ bilhões)
1.054,5
987,6
1.001,7
839,0
822,5
333,6
2005
597,5
310,3
211,7
1.531,3
497,3
265,4
1.950,3
2.348,8
622,8
338,2
2.693,4
Dados em: US$ bilhões
1.069,5
419,9
2006
Oriente Médio e Norte da África
América Latina
Europa em desenvolvimento
China
Ásia em desenvolvimento
597,7
583,6
659,1
741,0
2007
2008
2009
2010*
* Posição em julho de 2010
Fonte: FMI
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
436,5
255,3
166,2
445,1
268,1
547,8
305,8
92
Ministério
da Fazenda
Panorama Internacional
Comércio internacional de países superavitários selecionados
Alemanha, Argentina, China e Japão apresentaram superávits comerciais com o resto do mundo em 2010.
Balança Comercial - Países Selecionados (US$ bilhões)
Alemanha
8
6
4
2
0
-2
-4
-6
-8
-10
Japão
China
n0
Ju 1
l0
Ja 1
n0
Ju 2
l0
Ja 2
n0
Ju 3
l0
Ja 3
n0
Ju 4
l0
Ja 4
n0
Ju 5
l0
Ja 5
n0
Ju 6
l0
Ja 6
n0
Ju 7
l0
Ja 7
n0
Ju 8
l0
Ja 8
n0
Ju 9
l0
Ja 9
n1
Ju 0
l
D e 10
z1
0
Ja
Ja
n0
Ju 1
l0
Ja 1
n0
Ju 2
l0
Ja 2
n0
Ju 3
l0
Ja 3
n0
Ju 4
l0
Ja 4
n0
Ju 5
l0
Ja 5
n0
Ju 6
l0
Ja 6
n0
Ju 7
l0
Ja 7
n0
Ju 8
l0
Ja 8
n0
Ju 9
l0
Ja 9
n1
Ju 0
l
D e 10
z1
0
22,6
100
EXP - Japão
80
60
6,5
40
20
0
-20
-40
-60
-80
Jan 01Jul 01
Jan 02Jul 02
Jan 03Jul 03
Jan 04Jul 04
Jan 05Jul 05
Jan 06Jul 06
Jan 07Jul 07
Jan 08Jul 08
Jan 09Jul 09
Jan 10JulDez
10 10
Exportações - Japão
Importações - Japão
Saldo - Japão
Exportações - China
Importações - China
Saldo - China
Exportações - Alemanha
Importações - Alemanha
Saldo - Alemanha
Exportações - Argentina
Importações - Argentina
Saldo - Argentina
Dados em: US$ bilhões
Fonte: Bloomberg
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
200
150
100
50
0
-50
-100
-150
0,4
n0
Ju 1
l0
Ja 1
n0
Ju 2
l0
Ja 2
n0
Ju 3
l0
Ja 3
n0
Ju 4
l0
Ja 4
n0
Ju 5
l0
Ja 5
n0
Ju 6
l0
Ja 6
n0
Ju 7
l0
Ja 7
n0
Ju 8
l0
Ja 8
n0
Ju 9
l0
Ja 9
n1
Ju 0
l
De 10
z1
0
Ja
n0
Ju 1
l0
Ja 1
n0
Ju 2
l0
Ja 2
n0
Ju 3
l0
Ja 3
n0
Ju 4
l0
Ja 4
n0
Ju 5
l0
Ja 5
n0
Ju 6
l0
Ja 6
n0
Ju 7
l0
Ja 7
n0
Ju 8
l0
Ja 8
n0
Ju 9
l0
Ja 9
n1
Ju 0
l
De 10
z1
0
10,2
Ja
60
40
20
0
-20
-40
-60
Argentina
93
Ministério
da Fazenda
Panorama Internacional
Comércio internacional de países deficitários selecionados
Os Estados Unidos apresentaram déficit comercial de US$ 595 bilhões em 2010. A Zona do Euro apresentou
resultado próximo ao equilibro no comercio internacional, com pequeno déficit de US$ 500 milhões em
dezembro.
Balança Comercial - Países Selecionados (US$ bilhões)
EUA
Zona do Euro
220
220
170
170
120
120
70
70
20
20
-30
-30
-0,50
-130
-130
-180
-180
-230
-230
Ja
n
Ju 01
l
Ja 01
n
Ju 02
l
Ja 02
n
Ju 03
l
Ja 03
n
Ju 04
l
Ja 04
n0
Ju 5
l
Ja 05
n
Ju 06
l
Ja 06
n
Ju 07
l
Ja 07
n
Ju 08
l
Ja 08
n
Ju 09
l
Ja 09
n
Ju 10
De l 10
z1
0
-80
Ja
n
Ju 01
l
Ja 01
n0
Ju 2
l
Ja 02
n
Ju 03
l
Ja 03
n
Ju 04
l
Ja 04
n
Ju 05
l
Ja 05
n
Ju 06
l
Ja 06
n
Ju 07
l
Ja 07
n
Ju 08
l
Ja 08
n
Ju 09
l
Ja 09
n
Ju 10
De l 10
z1
0
-38,3
Exportações - Zona do Euro
Importações - Zona do Euro
Saldo - Zona do Euro
Dados em: US$ bilhões
Fonte: Bloomberg
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
-80
Exportações - EUA
Importações - EUA
Saldo - EUA
94
Ministério
da Fazenda
Panorama Internacional
Brasil tem um dos melhores resultados fiscais do G20
Comparado ao conjunto do G20, o Brasil mostra relevante solidez fiscal, apresentando um dos menores
déficits nominais em 2010.
Resultado Nominal - Países do G20 (% do PIB) - 2010 1
6,6
0,4
-1,4
-2,0
-2,2
-2,6
-2,6
-2,7
-3,0
-3,3
-4,0
-4,6
-5,1
-5,3
-5,5
-6,2
-7,4
-7,8
-8,9
-10,1
Dados em: % do PIB
* Estimativas Governo
Edição The Economist
3 de fevereiro de 2011
SaArá
ud bia
Ar ita
ge
nti
na
In
do
né
sia
C
dooré
Suia
l
Ch
in
a
Br
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Ín
di
a
do Zo
Eu na
ro
Ja
pã
o
Fr
an
ça
Es
Untad
id os
In os
gla
te
rra
1
Fonte: The Economist
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
média -3,9%
95
Ministério
da Fazenda
Panorama Internacional
Valorização das moedas em relação ao dólar
O dólar dos EUA desvalorizou-se em relação às demais moedas em 2009 e 2010. No Brasil, o forte crescimento
econômico, a relação risco-retorno dos ativos baseados em real e as perspectivas de crescimento futuro
fomentam a entrada de capitais estrangeiros no País e a valorização do Real.
Desempenho de moedas em 2010
-3,3
-0,9
Desempenho de moedas em 2009 e 2010
Dinamarca
Zona do Euro
Reino Unido
México
3,4
Cingapura
5,0
Japão
5,5
Coréia do Sul
6,2
Taiwan
6,7
Suíça
7,9
Suécia
9,1
Noruega
9,4
Canadá
10,7
Nova Zelândia
11,5
Brasil
13,9
África do Sul
14,7
Austrália
-4,7
-4,7
6,4
11,1
11,8
11,9
11,9
12,0
13,5
15,9
19,3
22,2
Dados em: % apreciação em
relação ao dólar norte-americano
34,2
39,3
42,9
45,1
Fonte: Bloomberg
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Dinamarca
Zona do Euro
Reino Unido
Noruega
Coréia do Sul
Brasil
Canadá
México
Suécia
Nova Zelândia
Taiwan
Cingapura
Suíça
África do Sul
Austrália
Japão
-6,7
-6,6
96
Ministério
da Fazenda
Panorama Internacional
Alta rentabilidade das aplicações em real
A participação da moeda brasileira nas transações em mercados futuros e opções ampliou-se em 2010,
figurando-se nas primeiras posições quanto ao número de transações no mercado global de derivativos,
segundo o Banco de Compensações Internacionais - BIS. O carry return* brasileiro chegou a 20,1% nos últimos
12 meses, decomposto em 10,9% de apreciação cambial e 9,2% de rendimentos sobre juros.
Ranking de aplicação em moedas (%, acum.12m.)
20,1
Brasil
17,0
Austrália
Nova Zelândia
Suíça
África do Sul
Taiwan
Cingapura
Japão
México
6,5
Canadá
5,7
Coréia do Sul
3,6
Noruega
0,7
Inglaterra
Zona do Euro
Dinamarca
-1,3
-1,5
Retorno
Juros
10,86
9,22
11,89
5,11
12,58
0,66
9,11
3,19
11,90
-0,12
4,29
6,46
10,20
0,26
10,21
0,09
10,45
-0,18
6,23
3,92
5,95
0,57
4,29
1,41
1,52
2,10
0,36
0,34
-1,70
0,39
-1,81
0,31
Dados em: %, acumulada em
12 meses até 01 de fevereiro
de 2010
* O carry return (ou o excesso
de retorno) é o retorno sobre
o investimento em títulos de
renda fixa descontado o custo
dos empréstimos em moeda
estrangeira
Fonte: Bloomberg
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
13,2
12,3
11,8
10,8
10,5
10,3
10,3
10,1
Suécia
Retorno
Spot
97
Ministério
da Fazenda
Panorama Internacional
Inflação nos mercados emergentes
Os preços internacionais de alimentos registraram alta em 2010. Problemas de safra relacionados a questões
climáticas, alta nos custos de produção, maior demanda mundial, além de aumento das aplicações nos
mercados futuros de commodities, estão entre as razões da elevação.
Inflação - Países Emergentes (% a.a.)
9
Inflação Headline *
Núcleo de Inflação
8
Dados em: % anual
7
6
4,9
4
3,6
3
Ju
l
Ou 10
t1
0
9
10
n
Ja
Ju
l0
8
09
n
Ja
Ju
l0
7
08
n
Ja
l0
Ju
6
07
n
Ja
l0
Ju
5
06
n
Ja
Ju
l0
4
05
n
Ja
l0
Ju
Se
t0
3
Ja
n
04
2
Fonte: Goldman Sachs Global
ECS Research
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
5
* Inflação headline refere-se
à medida da inflação mais
adequada para caracterizar
inflação de famílias, ao incluir
mudanças nos preços de
alimentos e energia, típicos de
custo de vida. Em contrapartida,
núcleo de inflação é menos
volátil e apresenta melhor os
efeitos da demanda e oferta.
98
Ministério
da Fazenda
Panorama Internacional
Menor volatilidade da inflação brasileira
A taxa de inflação no Brasil apresenta uma das menores volatilidades em comparação à de outros países
emergentes.
Inflação - Países Emergentes (% a.a., índice médio de preços ao consumidor)
Rússia
Turquia
Brasil*
Índia
México
China
16
14
12
10
8
4
2
0
-2
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Dados em: % anual, índice
médio de preços ao consumidor
* IPCA
** Estimativas FMI
Fonte: FMI e IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
6,5
6,0
4,7
4,5
3,0
2,0
6
99
Economia Brasileira em
PERSPECTIVA
Redução da
Vulnerabilidade
Externa
Ministério
da Fazenda
Ministério
da Fazenda
Expansão e diversificação das exportações
A década de 2000 foi marcada por importantes mudanças na inserção externa da economia brasileira, em particular a
superação do problema da dívida externa e o aumento da participação no comércio mundial, com forte expansão nas
exportações e importações e com uma nova geografia do comércio exterior brasileiro.
O maior dinamismo das economias emergentes tem beneficiado as exportações brasileiras desde 2002, quando foi
iniciada estratégia de diversificação geográfica da pauta das exportações brasileiras, com aumento da participação das
vendas para a Ásia, o Mercosul, a África e o Oriente Médio. No mesmo período, o Brasil aproveitou a alta dos preços das
commodities para ampliar suas exportações.
A China, em particular, desempenha hoje papel primordial para o comércio exterior brasileiro. Em 2010, passa a ser o principal
destino de nossas exportações, à frente de parceiros comerciais como os Estados Unidos, a Argentina e os Países Baixos e
representando mais de 83% das compras de produtos básicos, particularmente soja e minério de ferro. De outra parte, o Brasil
mantém os mercados norte-americano, do Mercosul e da Europa como importantes compradores de nossas manufaturas.
Embora o balanço de transações correntes tenha registrado, em 2010, déficit equivalente a 2,3% do PIB – fruto do aquecimento
interno da economia e da valorização do real –, a economia brasileira, ao contar com elevado montante de reservas internacionais
(US$ 310 bilhões em 4 de março de 2011), continua a conferir segurança e confiabilidade aos investidores estrangeiros, como
pode ser notado a partir dos elevados fluxos de entrada de investimento direto no País.
Ressalte-se, finalmente, que a maior participação de bens de consumo intermediários e de bens de capital no total das
importações brasileiras contribui para a expansão da formação bruta de capital fixo.
Edição Especial | Ano 2010
Apesar do baixo dinamismo das economias desenvolvidas após a crise financeira, o fluxo comercial brasileiro continuou
em expansão, com saldo comercial acumulado de US$ 20 bilhões ao final de 2010. A participação brasileira no total das
exportações globais ampliou-se para o maior nível desde 1985, em virtude do aumento da participação das commodities
e da diversificação geográfica das exportações brasileiras.
102
Ministério
da Fazenda
Redução da Vulnerabilidade Externa
Sustentabilidade das transações correntes do balanço de pagamentos
O resultado das transações correntes apresentou déficit de 2,3% do PIB em 2010, devido ao forte
aquecimento da economia interna e à redução da demanda pelas exportações brasileiras no exterior. A
economia brasileira, no entanto, conta com elevado montante de reservas internacionais, superior à dívida
externa bruta, que cria ambiente seguro para os investimentos estrangeiros no País.
Indicadores de Vulnerabilidade Externa (% do PIB)
50
40
30
20
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
-2,3
13,9
12,3
15,1
12,4
-1,5
-1,7
11,8
12,0
13,2
14,1
0,1
7,9
15,9
1,3
6,1
19,2
1,6
8,0
30,3
1,8
8,9
38,8
0,8
7,5
41,8
-1,5
-4,2
6,5
37,9
5,1
33,6
-3,8
-4,3
-10
6,2
38,4
0
2010
Dívida Externa Bruta
Reservas Internacionais
Transações Correntes
Dados em: % do PIB
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
10
103
Ministério
da Fazenda
Redução da Vulnerabilidade Externa
Dívida externa líquida negativa
Observa-se redução significativa da dívida externa bruta brasileira nos últimos oito anos. A dívida externa
líquida, que leva em consideração o nível de reservas internacionais, apresenta tendência declinante,
atingindo valores negativos desde 2007. Visto por outro ângulo, o Brasil dispõe de posição credora em
relação ao resto do mundo.
Dívida Externa Bruta e Líquida (% do PIB)
2003
2004
2005
2006
2007
2008
12,3
12,4
12,0
14,1
15,9
6,9
19,2
11,5
30,3
20,4
38,8
27,3
41,8
32,7
2002
-2,5
2001
-3,9
2000
37,9
29,4
36,6
29,5
41,2
32,4
1999
-1,7
1998
-0,9
1997
28,6
21,6
23,0
15,0
21,4
12,0
1996
2009
2010
Dados em: % do PIB
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Dívida Externa Bruta
Dívida Externa Líquida
104
Ministério
da Fazenda
Redução da Vulnerabilidade Externa
Reservas internacionais seguem em ascensão
Um dos pilares da redução da vulnerabilidade externa brasileira é o nível das reservas internacionais, que
alcançou US$ 288,6 bilhões em dezembro de 2010.
Reservas Internacionais e Empréstimos do FMI (US$ bilhões, final do período)
288,6
238,5
193,8
180,3
0,2
38,8
51,8
0,1
60,1
0,0
52,2
4,8
44,6
8,8
36,3
1,8
8,3
33,0
35,9
85,8
20,8
37,8
49,3
52,9
53,8
1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
Dados em: US$ bilhões,
final do período
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
28,3 24,9
0,1
Reservas Internacionais
(líquidas dos empréstimos
do FMI)
Empréstimos do FMI
105
Ministério
da Fazenda
Redução da Vulnerabilidade Externa
Fluxo comercial em expansão
O fluxo comercial brasileiro continua em expansão. O saldo comercial fechou o ano de 2010 com superávit
de US$ 20 bilhões, mesmo com o ambiente externo negativo e as pressões para o aumento das importações
originadas pelo aquecimento da economia interna.
Balança Comercial (US$ bilhões, acum.12 m.)
250
50
40
200
20
150
30
100
10
58
48
49
55
56
58
56
60
47
73
48
97
63
119
74
138
91
161
121
198
173
153
128
202
182
60
10
20
09
20
08
20
07
20
06
20
04
03
05
20
20
20
02
20
01
20
00
20
99
19
53
51
98
19
96
97
19
19
95
19
19
94
0
44
33
47
50
48
53
50
0
-10
Exportação
Importação
Saldo comercial
Dados em: US$ bilhões,
acumulado em 12 meses
Fonte: MDIC e Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
20
106
Ministério
da Fazenda
Redução da Vulnerabilidade Externa
Aumenta participação do Brasil no comércio mundial
Mesmo com dinâmico mercado interno, o Brasil vem ampliando sua participação no comércio internacional
tanto pelas exportações como pelas importações. A participação do Brasil nas exportações globais
encontrava-se, em 2009, no maior nível desde 1985.
Exportações e Importações Brasileiras (% do total do comércio mundial)
2,0
1,8
1,6
1,4
1,26
1,2
1,06
0,8
0,6
0,4
0,2
19
7
19 0
7
19 1
7
19 2
7
19 3
7
19 4
7
19 5
7
19 6
7
19 7
7
19 8
7
19 9
8
19 0
8
19 1
8
19 2
8
19 3
8
19 4
8
19 5
8
19 6
8
19 7
8
19 8
8
19 9
9
19 0
9
19 1
9
19 2
9
19 3
9
19 4
9
19 5
9
19 6
9
19 7
9
19 8
9
20 9
0
20 0
0
20 1
0
20 2
0
20 3
0
20 4
0
20 5
0
20 6
0
20 7
0
20 8
09
0,0
Exportações
Importações
Dados em: % do total do
comércio mundial
Fonte: MDIC
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
1,0
107
Ministério
da Fazenda
Redução da Vulnerabilidade Externa
Importações e Formação Bruta de Capital Fixo
Cresceu, em 2009 e 2010, a participação das importações de bens de consumo duráveis e bens de capital
no total de importados. Os dados são consistentes com a ampliação da Formação Bruta de Capital Fixo
da economia brasileira.
Composição das Importações Brasileiras por Tipo de Produto (% do total)
100
90
7,2
3,7
80
19,2
24,4
22,6
25,6
11,4
14
44,3
50,9
46,2
50
40
30
Dados em: % do total
92
19
93
19
94
19
95
19
96
19
97
19
98
19
99
20
00
20
01
20
02
20
03
20
04
20
05
20
06
20
07
20
08
20
09
20
10
91
19
19
19
10
0
90
20
Bens de Consumo Não-Duráveis
Bens de Consumo Duráveis
Bens de Capital
Combustíveis e Lubrificantes
Bens Intermediários
Fonte: MDIC
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
10,2
70
60
7,1
7,2
6,2
108
Ministério
da Fazenda
Redução da Vulnerabilidade Externa
Commodities no total das exportações
As exportações brasileiras apresentaram extraordinário desempenho desde 2002, saindo do patamar de US$
60 bilhões para mais de US$ 200 bilhões em 2010. O Brasil aproveitou a alta dos preços das commodities para
ampliar suas vendas externas: houve, desde 2006, ampliação substancial da participação dos produtos básicos
no total das exportações.
Composição das Exportações Brasileiras (% do total de exportações, acum.12 m.)
65
64,6
60
Commodities*
Não-commodities
Data: % do total de exportações,
acumulado em 12 meses
55
50,4
* Commodities1 representam
os produtos primários,
semimanufaturados e dez outros
produtos manufaturados
49,6
45
40
l0
8
Se
t0
9
De
z1
0
Ju
01
Se
t0
2
No
v0
3
Ja
n
05
M
ar
06
M
ai
07
Ju
l
0
Fe
v9
2
Ab
r9
3
Ju
n
94
Ag
o
95
Ou
t9
6
Ja
n
98
M
ar
99
M
ai
00
De
z9
35
1
35,4
Classificação Crédit Suisse
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
50
109
Ministério
da Fazenda
Redução da Vulnerabilidade Externa
Nova geografica comercial das exportações brasileiras
O Brasil tem logrado diversificar o destino de suas exportações, reduzindo sua vulnerabilidade às crises
econômicas em regiões específicas. China, Argentina e Japão apresentaram aumentos consideráveis,
em 2010, em suas importações de produtos brasileiros. Os Estados Unidos, por sua vez, reduziram
suas compras.
Principais Parceiros Comerciais – Exportação Brasileira, por Destino (% do total)
15,3
13,7
Estados Unidos
9,6
10,2
Argentina
9,2
8,4
Países Baixos
5,1
5,3
Alemanha
4,0
4,0
Japão
3,5
2,8
Reino Unido
2,3
2,4
Chile
2,1
1,7
Itália
2,1
2,0
Rússia
2,1
1,9
Espanha
1,9
1,7
Venezuela
1,9
2,4
2010
2009
Dados em: % do total
Fonte: MDIC
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
China
110
Ministério
da Fazenda
A diversificação das exportações brasileiras foi baseada na ampliação das exportações para a Ásia (principalmente
China), MERCOSUL, África e Oriente Médio. Essa estratégia está em consonância com a tendência de maior
dinamismo das economias emergentes. A maior parte das vendas das manufaturas destina-se à América Latina.
Exportações do Brasil por Blocos Econômicos - 2010 (% do total)*
Produtos Básicos
Países
Total
44,6
Europa
50,5
Uniao Europeia
49,5
Europa oriental
57,0
Europa ocidental (ex UE)
60,0
Asia (ex Oriente medio)
72,0
Produtos
Semimanufaturados
Produtos
Manufaturados
14,0
Operações Especiais
2,1
39,4
16,1
14,2
0,6
28,5
24,4
0,6
25,9
21,4
34,4
8,5 0,1
2,2
2,4
27,9
0,1
0,4
0,7
10,2 0,1
14,6
27,9
4,8
5,1
16,1
12,3 0,4
3,5
3,5
32,9
35,7
11,9
17,7
China, Hong Kong, Macau 83,3
11,9
71,1
India
49,9
NAFTA
26,5
EUA
31,1
Canada
26,9
Mexico
3,3 9,1
Mercosul
6,4
2,5 91,0
Argentina
6,3
2,6 90,9
Africa
31,6
Oriente Medio
56,9
Oceania
30,0
Demais Países
16,3
29,1
15,7
1,7
0,6
31,0
12,6
51,7
0,8
25,5
9,6
52,4
0,1
1,3
1,1
0,1
3,9
1,8
0,2
5,5
11,2
0,2
3,9
9,2
0,1
3,9
4,6
3,9
5,2
0,5
0,3
12,2
13,8
57,2
16,5
20,5
87,5
21,2
47,2
18,6
1,9
24,5
0,4
67,7
6,7 54,2
26,3
0
1,1
21,0
20
12,9
40
60
80
100
Dados em: % do total
Fonte: MDIC
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Japao
Participação no total das exportações Brasileiras
2010
2002
100,0
100,0
Redução da Vulnerabilidade Externa
Exportações brasileiras por destino e categoria de produtos
111
Ministério
da Fazenda
Redução da Vulnerabilidade Externa
Brasil tem superávit com a União Européia
A balança comercial brasileira com o continente europeu seguiu a estratégia de diversificação em relação
aos parceiros desse continente. Apesar de apresentar déficit comercial com a maior economia do bloco
(Alemanha), o saldo com a União Européia é superavitário.
Balança Comercial entre Brasil e União Européia, com destaque para Alemanha e Países Baixos (US$ bilhões)
50
25,0
41
20,5
32
8,5
23
16,0
11,5
14
7,0
5
4,0
2,5
-2,0
-4,4
-11,0
-31
-15,5
-40
-20,0
19
19
19
91
19
92
19
93
19
94
19
95
19
96
19
97
19
98
19
99
20
00
20
01
20
02
20
03
20
04
20
05
20
06
20
07
20
08
20
09
20
10
-22
90
-6,5
89
-13
Dados em: US$ bilhões,
acumulados em 12 meses
Fonte: MDIC
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
-4
Exportações Brasileiras para
União Européia
Importações Brasileiras da
União Européia
Saldo União Européia
Saldo Alemanha
Saldo Países Baixos
112
Ministério
da Fazenda
Redução da Vulnerabilidade Externa
Superávit com BRIC e déficit com EUA
Os EUA, que se constituíam até recentemente o principal parceiro comercial do Brasil, reduziram sua
participação na nossa pauta de exportações. Devido à forte crise econômica norte-americana e à redução
das importações de produtos brasileiros, a balança comercial bilateral tornou-se deficitária para o Brasil.
No entanto, houve concomitante aumento das exportações para os BRIC.
Balança Comercial entre Brasil e Mundo, com destaque a Estados Unidos e BRIC (US$ bilhões)
Imp./Exp
Mundo
200
Saldo
Países
60
160
120
20,3 30
80
40
-40
-80
-30
-120
Saldo - EUA
Saldo - BRIC
Saldo - Mundo
Exportações -Mundo
Importações - Mundo
Dados em: US$ bilhões
acumulado em 12 meses
-160
-200
10
09
20
08
20
07
20
06
20
05
20
04
20
03
20
02
20
01
20
00
20
99
20
98
19
97
19
96
19
95
19
94
19
93
19
92
19
91
19
90
19
19
19
89
-60
Fonte: MDIC
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
6,7
0
-7,7
0
113
Ministério
da Fazenda
Redução da Vulnerabilidade Externa
Déficit de transações correntes não compromete crescimento
O déficit das transações correntes é, hoje, menor, em proporção ao PIB, que nos anos de maior vulnerabilidade
externa do Brasil. Com a economia mundial recuperando o crescimento e o aumento dos preços dos produtos
básicos, o déficit de transações não tende a provocar restrições ao crescimento da economia brasileira no
longo prazo.
Transações Correntes (US$ bilhões e % do PIB)
0,8
4,2
1,8
1,6
11,7
14,0
1,3
13,6
1,6
0,1
-7,6
-23,5
-24,2
-23,2
-1,5
-1,7
-28,2
-33,4
-1,5
-24,3
-2,8
-4,0
1996
1997
-2,3
-47,5
-3,5
1998
-3,8
-4,3
1999
2000
-4,2
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Saldo
Razão Transações Correntes/
PIB
-2,9
Dados em: US$ bilhões
e % do PIB
-67,0
* Estimativas Ministério
da Fazenda
2010 2011*
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
-30,5
-25,3
114
Ministério
da Fazenda
Redução da Vulnerabilidade Externa
Investimento direto estrangeiro financia déficit em transações correntes
O déficit de transações correntes é financiado pelo investimento estrangeiro direto. O Brasil, pólo dinâmico
da economia mundial, tende a atrair volume crescente de empresas e capitais produtivos estrangeiros.
Fontes de Financiamento de Transações Correntes (% do PIB acum.12 m.)
4,0
3,5
3,0
2,5
2,0
1,5
2,3
1,0
0,5
-1,0
-1,5
-2,0
-2,3
Dados em: % do PIB
acumulados em 12 meses
No
Dev 07
z
Ja 07
n
Fe 08
M v0
a 8
Abr 08
M r 08
a
Ju i 08
n
Ju 08
Ag l 08
o
Se 08
Out 08
No t 08
Dev 08
z
Ja 08
n
Fe 09
M v0
a 9
Abr 09
M r 09
a
Ju i 09
n
Ju 09
Ag l 09
o
Se 09
Out 09
No t 09
Dev 09
z
Ja 09
n
Fe 10
M v1
a 0
Abr 10
M r 10
a
Ju i 10
n
Ju 10
Ag l 10
o
Se 10
Out 10
No t 10
Dev 10
z1
0
-2,5
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Investimento Estrangeiro
Direto
Transações Correntes
0,0
-0,5
115
Ministério
da Fazenda
Redução da Vulnerabilidade Externa
Investimento estrangeiro e transações correntes
A partir de 2007, houve aumento significativo de entrada de investimentos estrangeiros no País, incentivados
pelo investment grade, pelos programas de investimento e pelas novas perspectivas de crescimento
sustentável da economia brasileira. Os investimentos estrangeiros diretos continuam importante fonte de
financiamento à economia brasileira.
Investimentos Estrangeiros e Transações Correntes (US$ bilhões)
-11,5 -3,4
2004
17,04.310,9
-11,9
2005
12,7
16,3
2007
36,3
2008
38,2
7,7
9,9
Investimento estrangeiro direto
Investimento estrangeiro em
carteira
Outros investimentos
estrangeiros
Saldo em Transações Correntes
14,0
46,5
31,1
5,2
15,2
27,8
-26,0
-1,0
2009
29,5 0.1-
30,0
-19,1
48,5
-47,5
67,8
49,2
Dados em: US$ bilhões
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
2006
2010
3,4
17,0
116
Ministério
da Fazenda
Redução da Vulnerabilidade Externa
Melhora no perfil do passivo externo
Em relação ao perfil do passivo externo brasileiro, houve aumento significativo dos investimentos
em ações desde 2005, devido às melhores perspectivas das empresas e da economia brasileira. Nesse
período, ocorreram várias ofertas públicas iniciais (IPOs), alternativa de financiamento dos investimentos
de longo prazo. Em 2010, os Investimentos Diretos e Investimentos em Ações representaram 70% do
passivo externo brasileiro.
10,9
12,9
34,9
17.210.917,2
17,1
32,9
17.1 12.9
16,8
19,9
16.8
37,1
37,1
41,6
33,6
37,9
21.6
21,6
19.9
13,4
30,7
13.4 18,0
18.0
39,6
15.811.015,8 11,0
14,2
25,1
21.5
39,2
22,4
24,1
22.4
17,3
26,5
27,8
2003
36,1
17.3
2002
13,1
2001
32,7
13.1
30,6
32,1
2000
0
7,9
7.929,4
26,4
9,9
32,8
9.9
30,9
11,6
20
Outros Passivos
Renda Fixa
Ações
Investimento Direto
Dados em: % do total
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
40
31,6
11.6
60
26,4
80
30,4
100
21,5
14.2
Composição do Passivo Externo (% do total)
117
Ministério
da Fazenda
Redução da Vulnerabilidade Externa
Saldo financeiro ultrapassa saldo comercial no movimento de câmbio
O mercado de câmbio contratado encontra-se deficitário no mercado comercial (devido ao aumento
das importações) e com saldos superavitários de investimentos financeiros. Vale lembrar que o saldo
comercial no movimento de câmbio contratado inclui a contratação prévia à compra e à venda de
mercadorias.
Movimento de Câmbio Contratado (US$ bilhões, acum.12 m.)
100
80
60
40
26,0
20
-1,6
-20
-40
Dados em: US$ bilhões,
acumulado em 12 meses
-60
0
0
De
z1
Se
t1
10
M
ai
10
n
Ja
9
Se
t0
09
M
ai
09
n
Ja
8
Se
t0
08
M
ai
08
n
Ja
7
Se
t0
07
ai
M
n
07
-80
Ja
Saldo Financeiro
Saldo Comercial
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
0
118
Ministério
da Fazenda
Redução da Vulnerabilidade Externa
Tendência de valorização cambial
Desde outubro de 2009, o câmbio apresenta trajetória estável, a partir da atuação conjunta do Ministério da
Fazenda (aumento inicial do IOF para 2%) e do Banco Central (aumento de reservas). Atualmente, em virtude
da diferença de ritmos de crescimento entre economias emergentes e desenvolvidas, ocorre tendência de
valorização das moedas das primeiras. Em outubro de 2010, o Ministério da Fazenda voltou a elevar o IOF e,
em janeiro deste ano, o Banco Central decidiu elevar o compulsório sobre as posições vendidas em dólar que
excederem US$ 3 bilhões.
Taxa de Câmbio (R$ / US$)
2,45
2,35
2,25
2,15
2,05
�umento
do IOF
�umento
do IOF
1,85
C����������
S���� C�����
1,75
1,65
�umento
do IOF
1,70
01
03
Ou
t0
8
No
01 v 08
De
z
02 08
Ja
n
02 09
F
02 ev 0
M 9
ar
01 09
Ab
04 r 09
M
a
01 i 09
Ju
n
01 09
Ju
03 l 09
Ag
o
01 09
Se
01 t 0
9
15 Ou
03 Out 09
No t 09
01 v 09
De
z
04 09
Ja
n
01 10
F
01 ev 1
M 0
ar
01 10
Ab
03 r 10
M
a
01 i 10
Ju
n
01 10
Ju
02 l 10
Ag
o
01 10
Se
05 t 10
19 Ou
t
01 Ou 10
N t1
01 ov 10
De 0
03 z 10
07 Jan
Ja 1
26 n 11
01 jan 1
Fe 11
v1
1
1,55
1,66
Antes do aumento do IOF
Linha de tendência
Após aumento do IOF
Linha de tendência
Dados em: R$ / US$
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
1,95
119
Ministério
da Fazenda
Redução da Vulnerabilidade Externa
Cai taxa de câmbio efetiva real
A taxa de câmbio real voltou à trajetória de valorização a partir do primeiro semestre de 2009. O fluxo intenso
de capital especulativo ocorreu inicialmente no mercado de ações. A primeira intervenção do Governo, em
outubro de 2009, estabilizou a volatilidade da moeda brasileira. Em 2010, novos fluxos voltados ao mercado
futuro acentuaram a valorização do real. Após as medidas adotadas em 2010, a taxa de câmbio permaneceu
equilibrada e próxima ao patamar de R$/US$ 1,70.
Taxa de Câmbio Efetiva Real (IPCA) (Jun 1994 = 100)
200
150
De 10
z2
01
0
09
20
08
20
07
20
06
20
05
20
04
20
03
20
02
20
01
20
00
20
99
20
98
19
97
19
96
19
95
19
94
19
93
19
92
19
91
19
90
19
89
19
19
19
50
88
72,7
Dados em: número-índice
(Jun 94=100)
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Índice = 100
Índice da taxa de câmbio
efetiva real (IPCA)
100
120
Economia Brasileira em
PERSPECTIVA
Política
Fiscal
Ministério
da Fazenda
Ministério
da Fazenda
Solidez fiscal
Em uma década, as receitas do Governo Central cresceram de cerca de 17% para mais de 19% do PIB. Grande parte dessa
expansão é atribuída ao maior crescimento da economia e à sua rápida formalização, a despeito da ampla redução de tributos
no período. As despesas também cresceram, saindo de algo em torno de 16% para quase 18% do PIB. Essa expansão vem
ocorrendo sem alterações significativas nos gastos com pessoal – em torno a 4,5% do PIB – ou nas despesas da Previdência
(benefícios do INSS) – em torno de 7% do PIB –. O aumento das despesas deveu-se às maiores transferências de renda e às
taxas de investimento público, em paralelo ao avanço do PAC. Para se ter uma ideia, a taxa de investimento da União saltou de
pouco mais de 0,5% do PIB, em 2004, para mais de 1,3%, em 2010.
Confrontado aos países do G20, o Brasil destaca-se pela solidez fiscal. Em 2010, o déficit nominal brasileiro foi de –2,56% do
PIB, um dos menores do grupo e inferior ao déficit de –3,33% registrado em 2009. A conta de juros nominais alcançou 5,34%
PIB em 2010, resultado equivalente – em realidade, 0,03 pontos percentuais inferior – ao do ano anterior.
O resultado primário do Governo Federal foi de 2,16% do PIB em 2010, ligeiramente acima da meta cheia de 2,15%. Para o
setor público consolidado, o resultado primário foi de R$ 101,7 bilhões, equivalente a 2,78% PIB e abaixo da meta de 3,1%.
O motivo da frustração da meta foi o resultado primário dos Estados e Municípios, abaixo das expectativas governamentais.
Edição Especial | Ano 2010
A dívida líquida do setor público continua sua trajetória declinante e encerrou o ano de 2010 em 40,4% do PIB – redução de
2,4% pontos percentuais em relação ao ano anterior. Para 2011, estima-se que a dívida líquida atinja o menor nível dos últimos
quatorze anos. O Governo Federal manteve sua estratégia de diversificação dos indexadores da dívida pública, ampliando a
participação de papéis pré-fixados e dos atrelados aos índices de preços. A dívida bruta, que era 62% do PIB, recuou para
55% do PIB em 2010, devido à redução do volume de operações compromissadas do Banco Central ao longo do ano.
122
Ministério
da Fazenda
Política Fiscal
Equilíbrio fiscal
No acumulado de 2010, as receitas do Governo Central, líquidas de transferências aos Estados e
Municípios, apresentaram elevação de 27,4%, enquanto as despesas totais elevaram-se em 22,4%, em
termos nominais. Os dados do gráfico abaixo, com a evolução de receitas e despesas, desconsideram o
ingresso atípico de R$ 74,8 bilhões a título de cessão onerosa para exploração do petróleo e o aumento
das despesas com a operação da capitalização da Petrobras, no valor de R$ 42,9 bilhões, ocorridos em
setembro de 2010.
Receitas e Despesas do Governo Central (% PIB, acum.12 m.)
21
19,26
20
19
18
16
15
Ju
Ja
n
98
l9
8
Ja
n
99
Ju
l9
9
Ja
n
00
Ju
l0
0
Ja
n
01
Ju
l0
1
Ja
n
02
Ju
l0
2
Ja
n
03
Ju
l0
3
Ja
n
04
Ju
l0
4
Ja
n
05
Ju
l0
5
Ja
n
06
Ju
l0
6
Ja
n
07
Ju
l0
7
Ja
n
08
Ju
l0
8
Ja
n
09
Ju
l0
9
Ja
n
10
Ju
l
De 10
z1
0
14
Fonte: STN / Ministério da Fazenda
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
17,97
17
Despesa Total
Receita Líquida de
Transferências a Estados
e Municípios
Dados em: % do PIB, fluxo
mensal acumulado em 12
meses, excluindo operação da
Petrobras (setembro de 2010)
123
Ministério
da Fazenda
Política Fiscal
Caixa do Governo Central
O resultado primário do Governo Central em 2010 foi superavitário em R$ 79,0 bilhões (2,16% do PIB), contra
R$ 39,4 bilhões (1,24% do PIB) registrados em igual período de 2009 (aumento de 0,92 p.p.). Em proporção
do PIB, as receitas do Governo Central, líquidas de transferências aos Estados e Municípios, apresentaram
elevação de 2,10 p.p, enquanto as despesas totais elevaram-se em 1,18 p.p.
Resultado do Governo Central
CAIXA REFORÇADO NO ANO
Aumento na arrecadação marca o ano de 2010 Resultado Primário do Governo Central
Principais Variações
Em milhões de Reais
Receitas
Transferências
Receita Líquida
Despesas
Benefícios
Pessoal
Custeio e Capital*
RESULTADO EM JAN-DEZ
2009
39.436,4
2010
24,4
10,2
27,4
22,4
13,3
9,8
43,3
* Inclui capitalização da Petrobras
Janeiro a Dezembro de 2010 (R$ milhões)
919.773,3
140.678,3
779.095,0
700.128,7
78.966,3
Receita
Total
Transferências
a Estados e
Municípios
Receita
Líquida
Despesa
Total
Resultado
Primário
Resultado Primário / PIB
2,16%
Dados em: % e R$ milhões
Fonte: STN / Ministério da Fazenda
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
78.966,3
Jan-Dez 2010/Jan-Dez 2009 - Em %
124
Ministério
da Fazenda
Política Fiscal
Crescimento econômico com consolidação fiscal
O setor público persegue as metas de resultado fiscal em conformidade com os princípios da responsabilidade
fiscal, um dos pilares da política econômica brasileira. Para os próximos anos, as metas projetadas permiterão
redução do resultado nominal e do endividamento público. Além disso, a coordenação entre política fiscal e
monetária abre espaço para redução sólida dos juros.
Resultado Primário e Nominal do Setor Público (% do PIB)
3,2
0,3
3,5
3,2
3,3
3,8
3,9
3,2
3,4
3,5
2,0
2,8
3,0
-0,1
-1,0
0,0
-4,5
-2,6
-4,8
-3,8
-6,1
-3,2
-3,5
-2,6
-2,0
-3,2
-2,6
-1,7
Primário
Nominal
-7,9
1996
1997
1998
-10,0
1999
Dados em: % do PIB
-9,6
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011*
* Estimativas Governo
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
-5,9
-7,3
1995
3,4
125
Ministério
da Fazenda
Política Fiscal
Aumenta a taxa de investimento público
A taxa de investimento do Governo Federal em proporção do PIB atingiu, ao final de 2010, a marca de
3,3% do PIB, expansão de quase 2 pontos porcentuais do PIB desde 2003. A taxa corresponde ao somatório
de investimentos da União e das empresas estatais, acumulado em 12 meses. Somando-se a parcela de
investimentos realizados por Estados e Municípios com recursos próprios, a estimativa é atingir, ao final de
2010, taxa próxima de 5% do PIB. É o melhor resultado desde 1994.
Taxa de Investimento Público (% do PIB)
3,5
3,0
3,31
2,5
2,0
1,99
1,0
1,32
0,5
De
z
Ab 00
r
Ag 01
o
De 01
z
Ab 01
r
Ag 02
o
De 02
z
Ab 02
r
Ag 03
o
De 03
z
Ab 03
r
Ag 04
o
De 04
z
Ab 04
r
Ag 05
o
De 05
z
Ab 05
r
Ag 06
o
De 06
z
Ab 06
r
Ag 07
o
De 07
z
Ab 07
r
Ag 08
o
De 08
z
Ab 08
r
Ag 09
o
De 09
z
Ab 09
r
Ag 10
o
De 10
z1
0
0,0
Dados em: % do PIB, conceito
caixa, acumulado em 12 meses,
atualizados pelo IPCA
Fonte: SIAFI e DEST / Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
1,5
União
Empresas Estatais
Total
126
Ministério
da Fazenda
Política Fiscal
Investimento público cresce em paralelo ao avanço do PAC
Investimentos são condição fundamental para o crescimento sustentável de longo prazo. Por meio do PPI
(Projeto Piloto de Investimentos) e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Governo Federal
possibilitou a recuperação do investimento público. Se comparado a 2004, a União conseguiu triplicar os
investimentos em relação ao PIB, enquanto que as Estatais duplicaram-nos.
Investimento Público (% do PIB)
6
5,1
5
*
1,1
1.0
10
0,9
0.9
*
0,8
0.8
1,4
1.3
20
0.7
0,7
09
0.5
0,5
2.0
2,0
1.4
1,4
20
0,4
0.4
1.9
1,9
08
0,4
0.4
0,9
0.9
1.0
1,0
1.2
1,3
1.3
1,3
20
1.0
1,0
07
1.0
1,0
1.1
1,1
20
1.1
1,1
1,0
1.0
06
1.1
1,1
2,9
1,3
1.3
20
0,8
0.8
1.1
1,1
05
98
19
97
19
96
19
19
95
0
0,7
0.7
0.9
0,9
1,2
1.2
20
0,5
0.5
0.8
0,8
2,7
04
0,9
0.9
0.8
0,8
1,2
1.2
2,6
20
0.8
0,8
1,0
1.0
03
0.6
0,6
1,1
1.1
1,1
1.1
2,7
20
0.6
0,6
1.3
1,3
1,4
1.4
02
1
1.5
1,5
2,8
20
1.5
1,5
2,5
01
1.6
1,6
2,4
3,0
1,7
1.7
Total
Estados e Municípios, Líquido
de Transferências
Empresas Estatais
União
Dados em: % do PIB
* Estimativas IPEA e
Ministério da Fazenda
Fonte: IPEA
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
2
3,6
3,4
20
3
1,2
1.2
3,8
1,6
1.6
00
1,6
1.6
3,5
20
1.4
1,4
3,7
99
3,7
19
4
4,3
127
Ministério
da Fazenda
Política Fiscal
Investimentos privados e de empresas estatais em infraestrutura
Em 2010, a Formação Bruta de Capital Fixo foi o componente da demanda interna que mais cresceu, se
comparado a 2009. Os investimentos em infraestrutura acompanham a tendência, sendo estimados
aproximadamente R$ 150 bilhões em 2010.
Total
Saneamento
Telecomunicações 1
Petróleo de Gás 2
Energia Elétrica
Transportes
Investimentos do Setor Privado e Estatais Públicas em Infraestrutura (R$ bilhões)
150
121,9
111,7
120
90
58,2
4,0
78,0
79,8
64,8
4,0
4,4
3,9
17,8
14,5
13,3
18,3
30
21,4
21,7
0
11,8
7,7
11,4
9,5
2003
5,8
18,2
Dados em: R$ bilhões
15,9
* A preços de 2009 (IPCA)
14,4
54,4
Valores no Setor de
Telecomunicações incluem apenas
telefonia fixa e móvel
1
149,1
60,9
13,4
16,2
17,8
17,6
18,6
Valores de Petróleo e Gás
incluem apenas exploração e
produção, abastecimento,
gás e enegia
15,3
14,4
14,1
15,7
19,7
* Estimativa Ministério da Fazenda
27,6
2004
5,0
6,8
2005
30,3
2006
42,3
2007
2008
2
2009
2010*
Fonte: ABDIB
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
60
93,6
128
Ministério
da Fazenda
Política Fiscal
Arrecadação federal retoma patamar pré-crise
O aumento da arrecadação da União deveu-se a recolhimentos de tributos mais diretamente relacionados à
expansão da atividade econômica, ao emprego e à formalização do mercado de trabalho.
Arrecadação Federal (%, em relação ao mês anterior)
40
30
35,7
-4,7
-0,9 -1,5 -0,2
7,8
1,6 1,3 1,9
-8,5
3,2
1,2
13,2
1,6
1,4
-11,8
3,7
6,6
10,7
14,8
4,7
1,6
-2,2
-25,2
29,0
-0,5
5,9 5,4
4,3
2,3
-2,4
0,2
3,5
2,9
-8,5
-1,9
0,9 0,0 -0,1
-12,2
-1,6
7,6
5,2
18,1
5,2
1,1
-10,4
-25,0
3,1
10,8
-11,7
-10
2,3 1,8 1,6 1,8
-8,6
-2,0
0,2
3,7
% real ante o mês
imediatamente anterior
% nominal ante o mês
imediatamente anterior, com
ajuste sazonal
Dados em: %,
em relação ao mês anterior
-20
Ju
n
0
Ju 8
l0
Ag 8
o
0
Se 8
t0
Ou 8
t
No 08
v0
De 8
z
Ja 08
n
Fe 09
v
M 09
ar
Ab 09
r
M 09
ai
Ju 09
n
0
Ju 9
l
Ag 09
o
0
Se 9
t0
Ou 9
t
No 09
v0
De 9
z
Ja 09
n
Fe 10
v
M 10
ar
Ab 10
r
M 10
ai
Ju 10
n
1
Ju 0
l
Ag 10
o
1
Se 0
t
Ou 10
t
No 10
v1
De 0
z1
0
-30
Fonte: RFB / Ministério da Fazenda
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
0
9,6
4,8
10
21,5
20
129
Ministério
da Fazenda
Política Fiscal
Sustentabilidade da contas públicas
A combinação de crescimento econômico, formalização do mercado de trabalho e disciplina fiscal conduzem
à melhoria nas finanças públicas. Os gastos com pessoal e encargos mantêm-se estáveis em proporção do PIB,
enquanto que os benefícios do INSS registram movimento ascendente.
Finanças Públicas (% do PIB, acum.12 m.)
25
21,7
20
22,9
18,9
18,0
16,8
15
15,7
13,9
17,0
13,4
5,1
0
5,1
5,1
4,6
6,0
4,8
7,0
4,5
7,0
4,6
1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
Receitas Totais do
Governo Central
Despesas Totais
Benefícios do INSS
Pessoal e Encargos Sociais
Dados em: % do PIB,
acumulado em 12 meses
Fonte: STN / Ministério da Fazenda
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
10
5
23,1
130
Ministério
da Fazenda
Política Fiscal
Bolsa Família reduz desigualdade de renda
O Bolsa Família é reconhecido como um dos programas mais eficientes para a redução da pobreza no País.
Devido à alta focalização nos segmentos mais pobres da população, o programa contribui significativamente
para a redução das desigualdades de renda. O benefício alcançou 12,8 milhões de famílias ao final de 2010,
com custo relativamente baixo.
Programa Bolsa Família (% do PIB, R$ bilhões e milhões de famílias)
14
12
10
8
6
4
2
0
0,4
0,3
5,1
0,2
0,3
0,4
0,3
0,35
0,30
0,3
0,25
7,2
9,2
10,5
11,7
13,2
14,4
9
6
6,6
8,7
11,0
11,0
10,6
12,4
12,8
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Dados em: % do PIB,
R$ bilhões e milhões de famílias
Fonte: SPE / Ministério da Fazenda
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
% do PIB
R$ bilhões
Número de famílias (milhões)
12
0
0,20
0,15
15
3
0,40
131
Ministério
da Fazenda
Política Fiscal
Gastos sociais aumentam 40%, como proporção do PIB, desde 2002
As despesas com saúde e educação, prioridade da Administração Pública em seus três níveis, foram objeto
de expressiva elevação nos últimos oito anos. Esse resultado pode ser verificado mesmo se medido em
proporção do PIB.
Despesas com Saúde e Educação (% do PIB)
Aumentos de mais de 40%
Dados em: % do PIB
3,9 4,8
4,2 4,8
3,7 3,8
4,2 4,8
4,3 4,2
4,3 4,1
4,5 4,3
4,7 4,6
4,8 4,9
5,3 5,4
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009*
* Último dado disponível
Fonte: SPE / Ministério da Fazenda
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Saúde
Educação
132
Ministério
da Fazenda
Política Fiscal
Resultado da Previdência Social
Nos últimos anos, o déficit da Previdência reduziu-se para o equivalente a 1,0% do PIB. A inversão na
tendência de crescimento do déficit é conseqüência, em parte, da formalização do mercado de trabalho
e do crescimento da arrecadação. Adicionalmente, a trajetória de queda revela a melhoria da gestão
previdenciária focada em ações administrativas, como as regras de concessão das aposentadorias, os critérios
utilizados nas avaliações da perícia médica para concessão do auxílio-doença e o abono de permanência em
atividade dos beneficiados que já têm direito à aposentadoria integral.
Previdência Social (% do PIB)
8
2,0
1,6
7
1,2
6
5
0,4
0,0
0
De
z1
8
l9
9
Ab
r0
0
Ja
n
01
Ou
t0
1
Ju
l0
2
Ab
r0
3
Ja
n
04
Ou
t0
4
Ju
l0
5
Ab
r0
6
Ja
n
07
Ou
t0
7
Ju
l0
8
Ab
r0
9
Ja
n
10
Ju
t9
Ou
Ja
n
98
4
Receita da Previdência
Benefícios Previdenciários
Déficit da Previdência
Dados em: % do PIB
Fonte: STN / Ministério da Fazenda
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
1,04
0,8
133
Ministério
da Fazenda
Política Fiscal
Estabilidade dos gastos com pessoal
Apesar do aumento do número de servidores (ampliando a capacidade e a qualidade de atuação do Estado) e da
recomposição salarial, as despesas de pessoal mantêm-se em torno de 4,5% do PIB.
Pessoal e Encargos Sociais (% do PIB)
5,2
5,0
4,8% 4,8%
4,8
4,6
4,8%
4,6%
4,5%
4,5%
4,4
4,2
4,4%
4,5%
4,4%
4,3%
4,3% 4,3%
4,3%
4,6%
Dados em: % do PIB
* Estimativas Ministério da Fazenda
4,0
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011*
Fonte: STN / Ministério da Fazenda
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
4,6%
134
Ministério
da Fazenda
Política Fiscal
Dívida pública líquida continuará com trajetória de queda em 2011
Considerando cenário, em 2011, de resultado primário de 3,0% para o setor público, crescimento do PIB de
5,0% e taxa real de juros de 6,0% a.a., a relação Dívida–PIB mantém trajetória declinante, atingindo 37,8%
ao final do ano.
Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB)
Queda de 38%
65
60
55
50
45
35
30
37,8
40,4
42,8
38,4
45,1
47,0
48,2
50,6
54,9
60,6
52,6
48,8
48,7
41,7
34,3
33,3
30,6
30,0
32,2
36,8
37,1
40,5
45,5
38,9
89
19
90
19
91
19
92
19
93
19
94
19
95
19
96
19
97
19
98
19
99
20
00
20
01
20
02
20
03
20
04
20
05
20
06
20
07
20
08
20
09
20
1
20 0
11
*
19
19
19
87
88
20
Dados em: % do PIB
47,3
25
* Estimativas Governo
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
40
135
Ministério
da Fazenda
Política Fiscal
Dívida líquida cai a patamares pré-crise
As trajetórias da Dívida Líquida e da Dívida Bruta, como proporção do PIB, apresentam tendência declinante
após o período da crise financeira internacional.
Dívida Líquida do Setor Público e Dívida Bruta do Governo Geral (% do PIB)
65
58
64,7
0,49
57,1
55,0
56,4
51
43,9
37
40,4
38,1
*Metodologia utilizada
a partir de 2008
0
De
z1
10
n
Ju
9
De
z0
09
n
Ju
8
De
z0
08
n
Ju
7
De
z0
07
n
Ju
n
07
30
Ja
Dados em: % do PIB
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Dívida Bruta do
Governo Geral*
Dívida Líquida do
Setor Público
44 46,7
136
Ministério
da Fazenda
Política Fiscal
Melhoria no perfil da Dívida Pública Federal
O Tesouro Nacional continuou com sua estratégia de melhorar o perfil da Dívida Pública Federal (DPF) por meio
da ampliação das emissões de títulos atrelados aos índices de inflação e títulos pré-fixados. Essa estratégia
enfatizou os objetivos de minimizar custos de longo prazo e manter os riscos em níveis prudentes. A maior
demanda externa e doméstica por esses títulos é reflexo da confiança depositada no bom desempenho da
economia e da gestão da dívida brasileira.
Composição da Dívida Pública Federal (% do total)
100
90
1,4
1,8
32,2
5,1
8,3
30,8
80
70
0,8
1,4
16,3
16,4
32,8
44,1
27,0
10,3
60
50
26,6
40
30
20
36,6
23,15
0
z1
De
10
n
Ja
Se
t0
8
Ja
n
09
08
n
Ja
n
07
30,5
Ja
06
n
Ja
n
05
9,5
Ja
Ja
n
04
10
0
Câmbio
Índice de Preços
Taxa de Juros
Prefixado
Demais
Dados em: % do total
Fonte: STN / Ministério da Fazenda
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
47,9
137
Ministério
da Fazenda
Política Fiscal
Caem juros pagos nas captações externas
As taxas pagas nas emissões externas apresentam redução consistente ao longo dos últimos anos, compatíveis
com o cenário favorável no País. A melhora da classificação de risco do País deve-se ao aperfeiçoamento
na estrutura da DPF, à continuidade das diretrizes econômicas, ao desempenho da economia brasileira
durante a crise financeira internacional, à redução na vulnerabilidade externa e à perspectiva favorável de
continuidade do crescimento.
Taxas de Juros dos Bônus - Global 2019 e Global 2021 (% a.a.)
8
7
6
4,6
Global 2021
4
4,2
Global 2019N
Dados em: % anual
01
02
Ja
n
09
Fe
02 v 0
M 9
a
01 r 09
Ab
01 r 09
M
a
01 i 09
Ju
n
01 09
Ju
03 l 09
Ag
o
01 09
Se
01 t 09
Ou
02 t 09
No
01 v 09
De
z
04 09
Ja
01 n 10
Fe
01 v 1
M 0
ar
01 10
Ab
03 r 10
M
a
01 i 10
Ju
n
1
01 0
Ju
l
02 10
Ag
o
01 10
Se
01 t 10
Ou
01 t 10
No
v
01 10
De
z
31 10
De
z1
0
3
Fonte: STN / Ministério da Fazenda
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
5
138
Ministério
da Fazenda
Medidas de Desoneração
OBS
• Parte da desoneração dos tributos durante a crise foi implementada mediante acordos de não demissão de trabalhadores.
Política Fiscal
Principais Medidas de Política Anticíclica adotadas pelo Governo Federal (2008 a 2010)
• 17/09: Depreciação acelerada de bens de capital, para efeito de apuração do IR, das máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos,
SET
novos, adquiridos entre 1/05/08 e 31/12/10.
• 25/09: Desoneração do PIS/COFINS sobre o trigo, a farinha de trigo e o pão francês, com vigência de 1/07/09 a 31/12/11.
• 22/10: Aliquota zero do IOF nas seguintes operações: (i) transferências de recursos do e para o exterior, por investidor estrangeiro, para
2008
OUT
aplicação nos mercados financeiros e de capitais; (ii) remessa de juros sobre o capital próprio e dividendos recebidos por investidor
estrangeiro; (iii) compra de moeda estrangeira por instituição autorizada a operar no mercado de câmbio, contratada simultaneamente
com uma operação de venda; (iv) de ingresso e saída de recursos no e do País, referentes a recursos captados a partir de 23/10/08 a título de
empréstimos e financiamentos externos.
• 14/11: Postergação do prazo de recolhimento de tributos IRRF, IPI, PIS/PASEP, COFINS e Contribuição Previdenciária, com vigência a partir de
NOV
1/10/08 .
• 20/11: Desoneração de IOF sobre financiamento de motocicletas, motonetas e ciclomotores, com vigência a partir de 20/11/08 .
DEZ
carros álcool/flex, e até 31/12/11, para caminhões, reboques e tratores, caminhonetes e picapes.
• 11/12: Desoneração de IOF para o crédito geral sobre o principal contratado ao consumidor, com vigência em 2009 .
• 15/12: Desoneração de IRPF, com a criação de alíquotas intermediárias mais baixas (7,5% e 22,5%), com vigência a partir de 1/01/09.
Edição Especial | Ano 2010
• 11/12: Desoneração de IPI-Automóveis, com vigência inicial de 12/12/08 a 31/03/09. Prorrogada, em cinco ocasiões, até 31/03/10, para os
139
Ministério
da Fazenda
MAR
ABR
MAI
2009
• 30/03: Redução do IPI sobre material de construção, com vigência de 1/04/09 a 30/06/09. Prorrogada, em cinco ocasiões, até 31/12/11.
• 30/03: Redução de alíquotas do Regime Especial de Tributação - RET, com vigência de 31/03/09 a 31/12/13, para projetos no âmbito do
Programa Minha Casa Minha Vida - PMCMV . Prorrogada até 31/12/2014.
• 30/03: Redução da COFINS sobre a venda de motocicletas até 150 cilindradas, com vigência de 1/04/09 a 30/06/09, prorrogada, em duas
ocasiões, até 31/03/10.
Política Fiscal
Medidas de Desoneração
• 17/04: Redução do IPI sobre “linha branca”, com vigência de 17/04/09 a 15/07/09. Prorrogada, em duas ocasiões, até 31/01/10 .
• 25/05: Desoneração de tributos no âmbito do regime aduaneiro especial de exportação e de importação de bens destinados às atividades de
pesquisa e de lavra das jazidas de petróleo e de gás natural - REPETRO.
JUN
• 29/06: Redução de IPI sobre bens de capital, com vigência de 1/07/09 a 31/12/09. Prorrogada, em três ocasiões, até 31/12/11.
NOV
• 26/11: Redução do IPI para móveis e painéis de madeira usados na construção de móveis, com vigência de 27/11/09 a 31/03/10 .
• 14/12: Desoneração do IPI sobre aerogeradores no setor de Energia Eólica, com vigência de 01/07/09 a 31/12/09, com efeito permanente a
partir de 1/01/10 .
DEZ
partir de 16/12/09.
2010
FEV
• 04/02: Redução das alíquotas da CIDE Combustíveis, com vigência de 04/02/10 a 30/04/10, com consequente redução do preço final da
gasolina.
Fontes: RFB, STN, SPE e Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
• 15/12: Desoneração de PIS/COFINS no setor de Informática, com vigência de 1/01/2010 a 31/12/2014.
• 15/12: Desoneração de IPI, PIS/COFINS e Imposto de Importação na aquisição de computadores para a rede pública de ensino, com vigência a
140
Ministério
da Fazenda
• 05/01: Ampliação dos valores do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC, com a inclusão de novos empreendimentos nos setores
JAN
de logística, energia e social-urbano, na forma de acréscimos de R$ 142,1 bilhões até 2010.
• 30/01: Aumento do salário mínimo para R$ 465,00 no âmbito da Política de Valorização do Salário Mínimo, com vigência a partir de 1/02/09.
FEV
• 11/02: Ampliação do prazo do seguro-desemprego, com vigência em 2009 .
MAR
2009
ABR
MAI
JUL
• 25/03: Programa Minha Casa Minha Vida, com vigência a partir de 13/04/09.
• 26/03: Ampliação do Programa Caminho da Escola, no âmbito de operações contratadas até 31/12/10.
• 28/04: Antecipação dos Recursos Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais
da Educação), com vigência em 2009 e 2010, no valor de R$ 1,06 bilhão. Complementação de Recursos Fundeb para Estados nos quais os
repasses tenham sido menores que a média regional, com vigência em 2010, no valor de R$ 0,8 bilhão.
• 14/05: Repasse de recursos da União para Estados e Municípios, como prestação de apoio financeiro e crédito especial, no valor total
de R$ 2 bilhões em 2009 e de R$ 1,2 bilhão em 2010.
• 30/07: Atualização dos valores referenciais e de benefícios do Programa Bolsa Família, com vigência a partir de 01/05/09.
• 09/10: Redução da meta do superávit primário para o setor público consolidado, excluindo Petrobras, de 3,3% do PIB para 2,5%
do PIB em 2009.
Fontes: RFB, STN, SPE e Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
OUT
Política Fiscal
Medidas de Estímulo
141
Ministério
da Fazenda
OUT
• 01/10: Antecipação de R$ 5 bilhões ao setor agrícola pelo Banco do Brasil para enfrentar a restrição de crédito ao segmento.
• 06/10: Ampliação em R$ 5 bilhões da linha de financiamento pré-embarque do BNDES.
• 22/10: Autorização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal para adquirir participação em instituições financeiras
estrangeiras sem a necessidade de processo de licitação.
Política Fiscal
Atuação dos Bancos Públicos
• 05/11: Nova linha de crédito para o setor agrícola em R$ 1 bilhão com operacionalização pelo Banco do Brasil.
• 06/11: Governo anuncia R$ 19 bilhões em novas linhas de crédito. O BNDES ficou com a maior parcela, com R$ 10 bilhões em novas
2008
NOV
linhas de crédito pré-embarque e para operações de capital de giro. O Banco do Brasil tem ampliação de R$ 5 bilhões para operações de
capital de giro de pequenas e médias empresas e outros R$ 4 bilhões para o auxílio de bancos de montadoras.
• 12/11: Ampliação pela Caixa Econômica Federal em R$ 2 bilhões o crédito para financiamento do varejo para aquisição de bens de
consumo e materiais de construção.
• 25/11: Criação pelo Banco Central de regra que permite que bancos abatam do depósito a prazo o valor investido em CDIs do BNDES.
• 01/12: Criação de nova linha do BNDES para o financiamento de capital de giro de R$ 6 bilhões.
JAN
• 22/01: Empréstimos do Tesouro Nacional ao BNDES nos valores de R$ 100 bilhões em 2009 e de R$ 80 bilhões em 2010.
MAR
• 10/03: Ampliação pelo Conselho Nacional de Previdência Social do limite para empréstimo consignado para aposentados.
• 24/03: Alocação de recursos do FGTS para saneamento e infra-estrutura urbana, com vigência até 31/12/2009.
2009
• 16/04: CMN anunciou duas novas medidas, uma voltada à liberação de recursos da ordem R$ 12,6 bilhões pelo BNDES para o
ABR
agronegócio e outra para a estocagem e produção de álcool em 2009 através de uma linha de crédito de R$ 2,3 bilhões.
• 17/04: Programa Emergencial de Financiamento pelo BNDES a Estados, Municípios e DF, com vigência a operações contratadas até
30/06/2011, no valor total de R$ 10 bilhões, dos quais 37% ainda serão desembolsados.
Edição Especial | Ano 2010
DEZ
142
Ministério
da Fazenda
MAI
• 14/05: Ampliação do Fundo de Garantia para a Construção Naval, com vigência a partir de 15/05/09.
• 14/05: Alteração na remuneração do aporte do Tesouro Nacional de R$ 100 bilhões ao BNDES, com vigência em 2009.
• 28/05: Ampliação de prazo e inclusão de Estados no Programa de Ajuste Fiscal para contratação no valor global de R$ 1,1 bilhão, no
Política Fiscal
Atuação dos Bancos Públicos
caso de Estados que não têm contrato de refinanciamento no âmbito da lei 9.496/97, e R$ 300 milhões, no caso de financiamentos do
BNDES. Ampliação em R$ 40 bilhões dos limites para contratação de operações de crédito para Estados e Municípios até 31/12/10.
JUN
• 15/06: Ampliação pelo Banco do Brasil de R$ 11,6 bilhões em linhas de crédito para as pequenas e micro empresas.
• 29/06: Programa de Sustentação do Investimento - PSI, no valor de R$ 134 bilhões, com redução das taxa de juros e equalização por
AGO
• 26/08: Linha de financiamento às exportações de micro, pequena e média empresas - MPMEs, com vigência a partir de 27/08/09.
DEZ
• 15/12: Ampliação do financiamento da indústria naval, com vigência a partir de 18/12/09.
2009
parte do Governo em operações de financiamento de máquinas, equipamentos e bens usados na produção, no âmbito de operações
contratadas até 31/12/09, cujo prazo foi prorrogado em duas ocasiões para até 31/12/11.
Edição Especial | Ano 2010
Fontes: RFB, STN, SPE e Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
143
Ministério
da Fazenda
• 19/09: Venda de US$ 500 milhões de dólares com compromisso de recompra para instituições financeiras com o objetivo de financiar
SET
as exportações brasileiras.
• 24/09: Flexibilização das regras de depósitos compulsórios relativos a operações de leasing e exigibilidades adicionais (depósitos a
prazo) para facilitar as operações de instituições financeiras menores.
Política Fiscal
Medidas de Estímulos Monetários
• 06/10: Criação de linha internacional de crédito utilizando as reservas internacionais do Banco Central para financiar exportadores.
• 06/10: Ampliação do escopo de ação do Banco Central facilitando a aquisição de carteira de crédito de instituições financeiras.
• 08/10: Intensificação da atuação do Banco Central no mercado de câmbio, com venda de moeda estrangeira e nova alteração nos
compulsórios.
• 09/10: Regulamentação pelo CMN das regras de auxílio do Banco Central às instituições financeiras.
• 13/10: Programação de liberação integral de depósitos compulsórios no valor de R$ 100 bilhões para os depósitos a prazo, depósitos
2008
OUT
•
•
•
Edição Especial | Ano 2010
•
interfinanceiros (leasing) e sobre exigibilidade adicional (compulsório adicional) de depósitos à vista e a prazo.
16/10: Ampliação pelo Banco Central de possibilidades para que as instituições financeiras possam aumentar seus recursos via
venda de outros ativos de sua carteira. O CMN também autorizou que, nas operações de empréstimos externos, os recursos sejam
direcionados para comércio exterior. Autorização do Banco Central para receber debêntures de empresas não financeiras nas
operações de redesconto.
27/10: Desconto sobre os compulsórios em depósitos à vista para instituições que anteciparem contribuições junto ao Fundo
Garantidor de Crédito - FGC.
29/10: Federal Reserve dos EUA e Banco Central do Brasil anunciaram linha de “swap” de reais por dólares no montante de US$ 30
bilhões. Ampliação de linhas para a construção civil pela Caixa Econômica Federal.
30/10: Alteração de regras para recolhimento dos depósitos a prazo, diminuindo a proporção dos compulsórios em títulos e
aumentando a participação em espécie.
144
Ministério
da Fazenda
• 04/11: Alteração de regras de leilões de dólares por parte do Banco Central para que instituições participem de leilões sem apresentar
NOV
2008
garantias em títulos.
• 13/11: Alteração de regras de recolhimento de compulsórios de exigibilidade adicional, permitindo depósitos em títulos públicos a
partir de 1/12/08.
Política Fiscal
Medidas de Estímulos Monetários
• 17/12: Utilização de reservas internacionais para o financiamento do comércio exterior, com vigência para dívidas vincendas entre
2009
1/10/08 e 31/12/09.
• 17/12: Liberação de recursos do Fundo Garantidor de Crédito, com vigência a partir de 19/12/08.
JAN
• 21/01: Início do processo de redução da SELIC a partir de 13,75% a.a., em jan/09, até 8,25% a.a., em jun/09.
MAR
• 26/03: Depósitos a prazo com garantia especial do Fundo Garantidor de Crédito, com vigência a partir de 1/04/09.
MAI
• 14/05: Ampliação do Fundo de Garantia para a Construção Naval, com vigência a partir de 15/05/09.
JUN
• 09/06: Criação de dois Fundos Garantidores de Crédito, com vigência a partir de 2009.
• 29/06: Redução da TJLP, com vigência a partir de 1/07/09.
Edição Especial | Ano 2010
DEZ
Fontes: RFB, STN, SPE e Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
145
Economia Brasileira em
PERSPECTIVA
Tabelas
Ministério
da Fazenda
Ministério
da Fazenda
Produto Interno Bruto
Variação do trimestre/
trimestre anterior
Com ajuste sazonal (%)
Período base:
4T 10
Variação em relação ao mesmo período do ano
anterior (%)
2009 / 2008
1,1
Acumulado
no Ano
6,5
-0,3
4,3
10,1
-6,4
-
14,8
2,4
6,2
15,7
9,7
11,6
-1,1
-8,2
-6,3
1,0
4,6
5,4
2,2
-
7,5
5,3
4,8
10,7
8,9
3,8
-1,8
-2,5
3,8
3T 10
4T 09
Agropecuária
-0,8
Indústria
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Extrativa Mineral
Transformação
Construção Civil
Serviços
Comércio
Transporte, Armazenagem e Correio
Serviços de Informação
PIB (a preços de mercado)
Atividade Econômica
Composição do Produto Interno Bruto
-4,6
5,0
7,5
-0,6
2,5
-0,3
7,5
1,2
7,0
3,3
4,2
3,9
Formação Bruta de Capital Fixo
Exportações de Bens e Serviços
Importações de Bens e Serviços (-)
0,7
3,6
3,9
12,3
13,5
27,2
21,8
11,5
36,2
-10,3
-10,2
-11,5
Edição Especial | Ano 2010
0,7
Consumo das Famílias
Consumo da Administração Pública
Dados em: %
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
148
148
Ministério
da Fazenda
Atividade Econômica
Comércio varejista
Sem ajuste sazonal
Variação em relação ao mesmo
período do ano anterior (%)
Pesquisa Mensal do Comércio
(IBGE)
Com ajuste sazonal
Variação em relação (%)
Mês base :
Dez 10
Mês anterior:
Nov 10
Dez 10
0,0
10,1
10,9
10,9
1,1
6,2
6,6
6,6
-0,3
6,4
9,0
9,0
3,4
10,2
10,7
10,7
1,4
18,3
18,3
18,3
2,3
14,8
12,2
12,2
4,7
25,6
14,1
14,1
3,2
16,0
15,6
15,6
Comércio Varejista
Comércio Varejista Ampliado
Veículos Motos, Partes e Peças
Material de Construção
Edição Especial | Ano 2010
Combustíveis e Lubrificantes
Hiper., Superm., prod. alimentícios,
bebidas e fumo
Tecidos, Vestuário e Calçados
Móveis e Eletrodomésticos
Acumulado Acumulado
no ano
em 12 Meses
Dados em: %
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
149
149
Ministério
da Fazenda
Produção Industrial Física
(IBGE)
Mês base:
Jan 11
Com ajuste sazonal
Variação em relação (%)
Sem ajuste sazonal
Variação em relação ao mesmo
período do ano anterior (%)
Média do
trimestre
Jan 09
Acum. ano
INDÚSTRIA GERAL
0,2
-0,4
2,5
2,5
9,4
Indústria Extrativa Mineral
Indústria de Transformação
Bens de Capital
BK para fins industriais
seriados
não-seriados
BK agrícolas
BK peças agrícolas
BK para construção
BK para o setor de energia elétrica
BK equipamentos de transporte
BK de uso misto
Bens Intermediários
Bens de Consumo Duráveis
Bens de Consumo Semi and Não Duráveis
-0,8
0,4
1,8
-0,4
6,0
0,2
0,6
0,4
2,4
-
5,5
2,3
9,1
6,4
7,2
2,6
-5,4
5,3
23,6
-2,8
8,3
9,8
0,9
6,1
0,8
5,5
2,3
9,1
6,4
7,2
2,6
-5,4
5,3
23,6
-2,8
8,3
9,8
0,9
6,1
0,8
12,1
9,2
20,4
20,8
25,3
0,5
28,4
13,8
85,0
-1,9
26,1
12,8
9,9
8,5
4,8
0,5
3,3
-0,5
Acum.
12 Meses
Edição Especial | Ano 2010
Mês anterior:
Dez 10
-
Atividade Econômica
Produção Industrial
Dados em: %
Fonte: IBGE
Elaboração: Ministério da Fazenda
150
150
Ministério
da Fazenda
Vendas Industriais (CNI)
Dez 10
Faturamento Real
Horas Trabalhadas na Produção
Embalagens ABPO
Jan 11
Expedição de Papel Ondulado
Veículos-Anfavea
Jan 11
Produção Autoveículos
Licenciamento Autoveículos
(nacionais e importados)
Exportações de Autoveículos
Produção Prevista
Nível de emprego previsto
Demanda interna
Demanda externa
Estoques
Nível de utilização da capacidade *
Sem Ajuste Sazonal
Variação em relação (%)
Variação em relação ao
mesmo período do ano anterior (%)
Média do
trimestre
1,4
0,3
Dez 09
Acum. Ano
6,1
3,4
9,9
7,1
Média do
trimestre
2,5
Jan 11
Acum. Ano
2,0
11,1
Fev 11
Acum. Ano
10,6
Média do
trimestre
22,0
24,0
15,3
Acum.
12 Meses
13,2
10,1
8,0
24,1
12,8
13,2
16,4
49,4
Acum. Ano
Acum.
12 Meses
-0,4
4,4
-1,3
16,0
0,0
83,4
4,1
15,2
17,9
23,4
5,7
84,9
Mês anterior
-0,6
-2,2
Mês anterior
-0,6
Mês anterior
9,5
-4,6
21,5
Variação em relação ao
mesmo período do ano anterior (%)
Dez 10
Jan 11
Fev 11
-1,8
0,9
-1,6
5,5
7,3
1,7
4,3
-0,9
-1,7
21,7
16,9
15,1
2,0
1,0
-1,0
85,3
83,1
83,7
Acum.
12 Meses
9,9
7,1
Acum.
12 Meses
10,6
Edição Especial | Ano 2010
Sondagem da Indústria
de Transformação (FGV)
Jan 11
Com Ajuste Sazonal
Atividade Econômica
Vendas Industriais
Dados em: %
* O cálculo do NUCI considerou a
média do ano nos últimos
12 meses e os três últimos
valores mensais
Fonte: CNI, ABPO, FGV e Anfavea
Elaboração: Ministério da Fazenda
151
151
Ministério
da Fazenda
Perfil das classes econômicas
Classe AB Classe C
Classe E
4854
ou mais
1126
4854
541
1126
0
541
44,1
19,97
46,3
94,93
7,8
44,45
1,8
28,84
30,53
21,11
4,85
11,89
9,81
16,84
4,97
34,84
22,96
6,75
11,85
2,14
7,09
14,37
43,56
11,77
6,68
11
0,55
3,19
23,25
48,05
4,31
4,47
11,05
0,55
1,61
29,96
12,00
47,67
7,18
10,47
5,46
2,07
4,98
2,44
7,74
13,24
99,54
99,69
85,72
91,85
72,02
75,82
95,92
4,97
1,07
97,62
97,49
53,22
87,46
57,78
33,9
86,23
2,98
0,23
96
92,5
24,96
76,97
40,45
9,69
77,23
1,69
0,35
91,16
79,82
16,48
64,2
30,65
6,73
62,81
Definição de classes
econômicas
Rendimentos mensais
(R$ a preços de 2009)
Inferior
Superior
Classe E2
0
420
Classe E1
420
705
Classe D2
705
802
Classe D1
802
1126
Classe C2
1126
1888
Classe C1
1888
4854
Classe B2
4854
4902
Classe B1
4902
6329
Classe A2
6329
9366
Classe A1
9366
ou mais
Dados em: % e R$,
a preços de 2009
Fonte: FGV
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Definição de classes econômicas (R$ a preços de 2009)
Limite inferior
Limite superior
Dados gerais - 2009
Massa de renda (%)
População (milhões de indivíduos)
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Posição na ocupação - 2009
Inativo
Empregado com carteira
Empregado sem carteira
Conta própria
Empregador
Funcionário Público
Outros
Educação (%) - 1992 a 2009
Educação média (pop. com 25 anos ou mais)
Frequenta ou frequentou curso superior
Bens e serviços (%) - 1992 a 2009
Casa própria financiada
Mais de 3 banheiros
Televisão
Geladeira
Máquina de lavar roupa
Lixo coletado diariamente
Rede de esgoto
Computador com internet
Celular
Classe D
Mercado de Consumo de Massa
Perfil das Classes Econômicas
152
Ministério
da Fazenda
Inflação
Quadro de inflação
Jan 11
Fev 10
2010
2009
Ac. 12 meses
Expectativas
2011*
IPCA
Alimentação e Bebidas
Habitação
Artigos de Residência
Vestuário
Transporte
Saúde e Cuidados Pessoais
Despesas Pessoais
Educação
Comunicação
INPC
0,8
0,23
0,32
0,44
-0,25
0,46
0,31
1,43
5,81
0,49
0,54
0,83
1,16
0,61
0,25
0,12
1,55
0,47
0,83
0,3
0,29
0,94
0,78
0,96
0,31
0,36
-0,52
0,79
0,23
0,4
4,53
0,03
0,7
5,91
10,39
4,98
3,51
7,51
2,41
5,06
7,37
6,21
0,86
6,47
4,31
3,17
5,68
3,05
6,11
2,37
5,37
8,03
6,11
1,07
4,11
6,01
9,62
5,34
3,43
7,60
2,18
5,26
8,52
7,56
1,62
6,36
IPC - FIPE
Fev 11
Jan 11
Fev 10
2010
2009
Ac. 12 meses
5,8
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
5,9
Expectativas
2011*
5,50
Expectativas
2011*
6,7
Expectativas
2011*
6,66
6,89
nd
nd
nd
nd
nd
Índice Geral
IGP - M
Índice Geral
0,60
1,15
0,74
6,40
3,65
6,05
Fev 11
Jan 11
Fev 10
2010
2009
Ac. 12 meses
1,0
0,79
1,18
11,32
-1,71
11,30
IGP-DI
Fev 11
Jan 11
Fev 10
2010
2009
Ac. 12 meses
Índice Geral
IPA
IPA Agrícola
IPA Industrial
IPC
INCC
ICV - DIEESE - Índice Geral
0,96
1,23
2,6
0,73
0,49
0,28
1,28
0,98
0,96
1,9
0,62
1,27
0,41
0,65
1,09
1,38
1,46
1,35
0,68
0,36
1,72
11,31
13,84
25,60
10,13
6,23
7,77
6,91
-1,44
-4,09
-3,16
-4,43
3,93
3,25
4,04
11,13
13,68
29,84
8,65
6,01
7,44
6,44
Dados em: %
nd = não disponível
* Expectativa FOCUS de
18 de fevereiro de 2011
Fonte: DIEESE, IBGE, FGV e
Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Fev 11
Indicador
153
Ministério
da Fazenda
Mercado de Crédito
(%PIB)
Volume Total de Crédito
Recursos Direcionados
Recursos Livres
Mercado de Crédito
(R$ bilhões)
Nov 10
Participação %
46,3
15,9
30,3
100,0
34,4
65,6
Nov 10
Participação %
Juros e Crédito
Mercado de Crédito
Variação (pp) ante Variação (pp) ante
Dez 09
Nov 09
1,9
1,5
0,4
1,8
1,7
0,1
Variação (%) ante Variação (%) ante
Dez 09
Nov 09
Crédito do Sistema Financeiro
Volume Total de Crédito
(Saldos em Final de Período)
ao Setor Público
ao Setor Privado
100,0
18,69
20,92
Comércio
67,0
1.611,6
359,8
133,5
122,5
168,9
4,0
96,0
21,4
8,0
7,3
10,1
13,66
18,91
18,07
45,35
9,11
23,92
18,24
21,03
18,82
53,88
8,79
26,16
Pessoas Físicas
538,9
32,1
16,52
17,65
Outros Serviços
288,0
17,2
16,28
21,29
Indústria
Habitação
Rural
Dados em: % do PIB e R$ bilhões
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
1.678,6
154
Ministério
da Fazenda
Juros e Crédito
Operação de Crédito - Recursos Direcionados
Operações de Crédito - Recursos Direcionados
Mercado de Crédito – Nov 10
%
577,7
353,3
84,9
126,6
12,9
34,4
21,0
5,1
7,5
0,8
1101,0
549,2
551,7
499,4
52,3
65,6
32,7
32,9
29,7
3,1
15,34
16,90
13,84
16,20
-4,67
16,45
18,07
14,87
18,14
-9,09
184,0
75,6
15,9
13,1
18,7
108,4
25,2
33,6
4,7
6,5
0,7
100,0
41,1
8,6
7,1
10,2
58,9
13,7
18,3
2,6
3,5
0,4
14,53
21,48
32,10
59,83
16,13
10,13
16,15
13,36
63,92
27,79
2,27
11,75
23,02
21,78
63,66
30,48
5,03
3,39
10,45
62,12
39,18
129,69
Dados em: % e R$ bilhões
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Volume Total de Crédito (Saldos em Final de Período)
BNDES
Rural (exclui leasing e os financiamentos diretos e repasses do BNDES)
Habitação (com pessoas físicas e cooperativas habitacionais)
Outros (FCO, bancos de desenvolvimento e agências de fomento)
Operações de Crédito - Segmento Livre
Volume Total de Crédito (Saldos em Final de Período)
às Pessoas Físicas
às Pessoas Jurídicas
Recursos Domésticos
Recursos Externos
Segmento Livre - Novas Concessões de Crédito
Volume Total de Concessões
às Pessoas Físicas
Crédito Pessoal (inclui as operações consignadas)
Aquisição de Bens
Cartão de Crédito
às Pessoas Jurídicas
Capital de giro
Conta Garantida
Aquisição de Bens
ACC
Repasses Externos
Variação (%) Variação (%)
ante Dez 09 ante Nov 09
25,64
30,47
24,82
31,71
7,84
3,61
44,88
53,59
21,10
26,68
R$ bilhões
155
Ministério
da Fazenda
Produção
Industrial
PIB (% anual) 2
Inflação
(anualizada)
Taxa de Desemprego 3, %
2011
3,1
1,5
9,0
1,8
2,6
1,5
1,5
2,6
1,1
4,3
5,2
3,2
9,0
6,0
3,9
5,9
4,6
13,5
3,3
5,0
7,4
7,0
9,9
4,1
6,3
16,9
5,0
2,7
4,2
9,8
Posição
Dez
Dez
Dez
Nov
Nov
Nov
Dez
Dez
Nov
Dez
Dez
3T10
Nov
Nov
Dez
1,5
-0,8
4,6
3,7
2,4
2,4
1,8
1,9
2,1
9,6
4,9
2,7
9,7
7,0
4,1
Posição
Dez
Dez
Dez
Dez
Dez
Jan
Dez
Jan
Jan
Jan
Jan
4T10
Dez
Jan
Jan
9,0
4,9
9,6
7,9
7,8
10,0
9,7
7,4
8,6
7,2
11,2
5,0
10,8
7,1
3,6
Posição
Jan
Dez
2009
Nov4
Jan
Dez
Dez
Jan
Dez
Dez5
Out5
Jan
2010
Ago
Dez
Argentina
8,2
5,2
10,6
Dez
10,9
Dez
7,5
3T10
Brasil
México
Arábia Saudita
África do Sul
7,7
5,0
3,8
2,8
4,3
3,5
3,9
3,7
2,7
5,3
nd
4,6
Dez
Nov
nd
Nov
6,0
3,8
5,3
3,5
Jan
Jan
Jan
Dez
5,3
4,9
nd
24
Dez5
Dez5
nd
4T105
5
1
Edição The Economist
03 de fevereiro de 2010
2
Estimativa The Economist / EIU
3
Definição nacional
4
Últimos 3 meses
5
Sem ajuste sazonal
nd = Não Disponível
Dados em: R$ bilhões e %
Fonte: BNDES
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
2010
2,9
4,2
10,3
1,6
2,9
1,7
1,5
3,5
1,1
3,7
8,1
2,9
9,1
5,9
6,1
Estados Unidos
Japão
China
Reino Unido
Canadá
Zona do Euro
França
Alemanha
Itália
Rússia
Turquia
Austrália
Índia
Indonésia
Coréia do Sul
Panorama Internacional
Economia dos Países do G20 1
156
Ministério
da Fazenda
Receita Bruta
Transferências para Estados e Municípios
Política Fiscal
Resultado do Setor Público - Acima da linha
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Variação
2010-02
21,66
20,98
21,61
22,74
22,94
23,25
23,85
23,21
23,10
1,44
3,54
3,48
3,91
3,92
3,97
4,43
4,01
3,85
0,05
17,86
17,44
18,13
18,84
19,02
19,29
19,42
19,20
19,26
1,40
Despesas Primárias
15,72
15,14
15,59
16,38
16,96
17,12
16,57
17,96
17,97
2,25
Pessoal e encargos
4,81
4,46
4,31
4,3
4,45
4,37
4,35
4,76
4,55
-0,26
Transferência de Renda**
6,82
7,18
7,65
8,07
8,44
8,52
8,22
8,88
8,77
1,95
Investimentos
0,83
0,31
0,47
0,48
0,64
0,72
0,87
1,01
1,22
0,39
Custeio com saúde e educação
1,83
1,71
1,71
1,78
1,69
1,77
1,76
1,92
2,01
0,18
Demais despesas de custeio
1,43
1,48
1,45
1,76
1,73
1,74
1,37
1,36
1,38
-0,05
2,14
2,3
2,54
2,45
2,06
2,17
2,85
1,24
1,29
-0,85
Resultado Primário Recorrente
Operações Não Recorrentes***
-
-
-
-
-
-
-0,47
-
0,87
0,87
Resultado Primário Final
2,14
2,3
2,54
2,45
2,06
2,17
2,38
1,24
2,16
0,02
Receita Líquida menos Transferências
11,03
10,26
10,48
10,76
10,58
10,77
11,2
10,32
10,48
-0,55
Dados em: % do PIB
Fonte: SPE/Ministério da Fazenda
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
3,8
Receita Líquida Total
157
Ministério
da Fazenda
Resultado do Setor Público
(abaixo da linha)
Política Fiscal
Resultado do Setor Público - Abaixo da linha
R$ milhões
% do PIB
Ac. Ano
2010
101.696
2,03
2,78
2,03
2,78
78.723
78.723
1,33
2,15
1,33
2,15
-3.923
20.635
20.635
0,66
0,56
0,66
0,56
I.3 Empresas Estatais
-628
2.338
2.338
0,04
0,06
0,04
0,06
I.3.1. Federais
-424
-624
-624
-0,05
-0,02
-0,05
-0,02
I.3.2. Estaduais
-295
2.740
2.740
0,08
0,07
0,08
0,07
I.3.3. Municipais
91
221
221
0,01
0,01
0,01
0,01
II. Juros Nominais*
-19.536
-195.369
-195.369
-5,37
-5,34
-5,37
-5,34
III. Resultado Nominal*
-8.683
-93.673
-93.673
-3,34
-2,56
-3,34
-2,56
Ac. Ano
12 meses
I. Resultado Primário
10.853
101.696
I.1.Governo Central
15.404
I.2. Estados e Municípios
12 meses
2009
2010
Dados em: R$ milhões e
% do PIB
* Sem desvalorização cambial
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
2009
Dez 10
158
Ministério
da Fazenda
Dívida Líquida
do Setor Público
(saldos em final de período)
I. Setor Público
I.1. Governo Central
I.2. Estados e Municípios
I.3. Empresas Estatais
R$ milhões
Política Fiscal
Dívida Líquida do Setor Público - Saldos em final de período
% do PIB
2007
902.392
2008
1.168.238
2009
1.362.711
2010
1.475.820
2007
33,91
2008
38,53
2009
42,78
2010
40,44
816.681
373.323
-287.616
728.327
414.954
24.958
932.535
406.404
23.771
1.001.117
450.766
23.937
30,69
14,03
-10,81
24,02
13,69
0,82
29,28
12,76
0,75
27,43
12,35
0,66
% do Total (composição)
2007
2008
2009
2010
I. Títulos indexados
Taxa over-Selic
47,8
59,0
62,8
63,5
II. Títulos pré-fixados
38,6
34,8
35,3
41,8
III. Títulos indexados
índices de preços
IV. Títulos indexados a
taxa de câmbio
27,1
32,2
29,5
30,3
-17,5
-30,3
-24,7
-27,5
IV.1. Divida Interna
-0,3
-0,9
-2,5
-2,4
IV.2. Dívida Externa
-17,2
-29,3
-22,2
-25,1
4,0
4,1
-3,0
-8,0
V. Outros
Dados em: % do PIB, % do total
e R$ bilhões
Fonte: Banco Central
Elaboração: Ministério da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Dívida Líquida do Setor Público Composição por Indexador
159
Ministério
da Fazenda
Glossário - Instituições
ABPO
Associação Brasileira de Papelão Ondulado
FMI
Fundo Monetário Internacional
Associação Nacional de Veículos Automotores
IBGE
Instituto Brasileiro de Georgrafia e Estatística
BCB
Banco Central do Brasil
INSS
Instituto Nacional da Seguridade Social
BCBS
Comitê da Basiléia para Supervisão Bancária
IPEA
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
BNDES
Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico-Social
LCA
Consultoria LCA
MDIC
Ministério do Desenvolvimento Indústria e
Comércio Exterior
Anfavea
Conselho Monetário Nacional
CNI
Confederação Nacional da Indústria
RFB
Receita Federal do Brasil
CRB
Commodity Research Bureau
SAIN
Secretaria de Assuntos Internacionais
CVM
Comissão de Valores Mobiliários
SEAE
Secretaria de Acompanhamento Econômico
Departamento Intersindical de Estatísticas e
Estudos Socioeconômicos
SPE
Secretaria de Política Econômica
STN
Secretaria do Tesouro Nacional
SEAE
Secretaria de Acompanhamento Econômico
DIEESE
FGV
Fundação Getúlio Vargas
FIESP
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
FIPE
Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas
Edição Especial | Ano 2010
CMN
160
Ministério
da Fazenda
Glossário - Termos
BRIC
Brasil, Rússia, Índia e China
PMC
Pesquisa Mensal do Comércio / IBGE
Caged
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
PNAD
Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios
Depósito Interfinanceiro
Selic
Sistema Especial de Liquidação e Custódia
DLSP
Dívida Líquida do Setor Público
SUS
Sistema Único de Saúde
DPF
Dívida Pública Federal
CRI
Certificado de Recebíveis Imobiliários
FBKF
Formação Bruta de Capital Fixo
FIDC
Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios
IED
Investimento Estrangeiro Direto
FIP
Fundos de Investimentos em Participações
ICV
Índice do Custo de Vida / DIEESE
CDA
Certificado de Depósitos em Ações
CPMF
Contribuição Provisória sobre
Movimentações Financeiras
COFINS
Contribuição para o Financiamento
da Seguridade Social
DI
IGP-DI
Índice Geral de Preços – Oferta Interna / FGV
IGP-M
Índice Geral de Preços – Mercado / FGV
INCC
Índice Nacional de Custo da Construção Civil / FGV
INPC
Índice Nacional de Preços ao Consumidor / IBGE
IPA
Índice de Preços no Atacado / IBGE
CSLL
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
IPC
Índice de Preços ao Consumidor / IBGE
CIDE
Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico
IPCA
Índice de Preços ao Consumidor Amplo / IBGE
NUCI
Nível de Utilização da Capacidade Instalada
PIS/PASEP
Programa de Integração Social
Imposto de Produtos Industrializados
ICI
índice de Confiança da Indústria
PAC
Programa de Aceleração do Crescimento
ICS
Índice de Confiança de Serviços
PEA
População Economicamente Ativa
RAIS
Relação Anual de informações Sociais
PIB
Produto Interno Bruto
MERCOSUL
Mercado Comum do Sul
Edição Especial | Ano 2010
IPI
161
Ministério
da Fazenda
Presidente da República: Dilma Vana Rousseff
Ministro da Fazenda: Guido Mantega
Secretário-Executivo: Nelson Barbosa
Chefe de Gabinete do Ministro: Marcelo Fiche
Produção e Execução
Assessor Especial do Ministro: José Gilberto Scandiucci Filho
Assessores do Ministro: Lígia Ourives, Adriano Seabra, Guilherme Macedo, Ilan Souza, Pedro Maciel e Renede Matos
Consultor: Sérgio Gobetti
Estagiário: Erno Paulinyi Jr.
Arte
Projeto Gráfico: Viviane Barros
Arte da capa e entre capítulos: André Nóbrega
Diagramação: Alline Luz, Rafael Lewin e Viviane Barros
Ministério
da Fazenda
Edição Especial | Ano 2010
Apoio Técnico
Assesssoria de Comunicação Social - ACS
Secretaria de Política Econômica - SPE
Secretaria do Tesouro Nacional - STN
Secretária de Assuntos Internacionais - SAIN
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA
www.fazenda.gov.br
162
Finalizado em 11.03.2011
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Edição Especial, 2010 - Ministério da Fazenda