Ministério da Fazenda Economia Brasileira em PERSPECTIVA Edição Especial | Ano 2010 NOTA O relatório “Economia Brasileira em Perspectiva” é uma publicação do Ministério da Fazenda. O documento consolida e atualiza as principais variáveis macroeconômicas resultantes da condução da política econômica, consequência do trabalho conjunto das seguintes unidades do Ministério da Fazenda: Secretaria de Política Econômica (SPE), Secretaria do Tesouro Nacional (STN), Secretaria de Assuntos Internacionais (SAIN), Receita Federal do Brasil (RFB) e Assessoria de Comunicação Social (ACS). As informações relativas ao crescimento da economia em 2010, contidas nas páginas 15 a 21, já incorporam os dados do PIB referentes ao 4º trimestre de 2010, divulgados, pelo IBGE, em 3 de março de 2011. Nos demais casos, os dados apresentados, como proporção do PIB, referem-se aos valores do PIB até o 3º trimestre de 2010, divulgados, pelo IBGE, em 9 de dezembro de 2010. Ministério da Fazenda Índice Sumário Executivo: Um balanço da década de 2000 7 Atividade Econômica 13 Mercado de Consumo de Massa 35 Inflação 49 Juros e Crédito 63 Panorama Internacional 87 101 Política Fiscal 121 Principais Medidas de Política Anticíclica Adotadas pelo Governo Federal (2008 a 2010) 139 Tabelas 147 Glossário 160 Edição Especial | Ano 2010 Redução da Vulnerabilidade Externa 5 Ministério da Fazenda Um balanço da década de 2000 A primeira década deste século foi marcada por transformações profundas na sociedade brasileira. De uma economia pouco dinâmica, com taxas de crescimento abaixo da média mundial, o Brasil passou a integrar o rol dos países emergentes dinâmicos que lideram o crescimento mundial – e que continuarão a liderá-lo nos próximos anos. Entre 2010 e 2020, de acordo com analistas internacionais, somente a China e a Índia, entre os países emergentes, superarão o Brasil na contribuição ao crescimento global. Além disso, dessa vez o crescimento econômico brasileiro promoveu a inclusão social e a redução das disparidades sociais e regionais. Ao longo da década de 2000, o crescimento da economia brasileira saltou de uma média anual de 2,5% para cerca de 4,5%, graças a uma nova política econômica, que privilegiou a geração de empregos, os investimentos e o mercado interno. De 2007 a 2010, o crescimento médio anual só não ficou acima de 6% devido aos –0,6% (negativos) registrados em 2009, resultado da crise financeira internacional. A continuidade do crescimento foi garantida pela solidez dos fundamentos fiscais e monetários que foram perseguidos ao longo do período. A economia passou a crescer gerando expressivos superávits primários das contas públicas e com a inflação controlada pelo sistema de metas. Em lugar de endividar-se para crescer, o Brasil passou a expandir-se com redução do endividamento. É certo que a crise financeira internacional de 2008 interrompeu temporariamente a trajetória de crescimento econômico. Os impactos foram particularmente severos durante o último trimestre de 2008 e o primeiro trimestre de 2009. À retração das linhas internacionais de crédito, seguiu-se uma queda abrupta nos preços das commodities, resultando na desvalorização do real frente ao dólar dos EUA e na deterioração dos indicadores de atividade econômica e de emprego. Edição Especial | Ano 2010 Após 2005, a taxa de inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), passou a convergir para dentro da banda de tolerância estabelecida pelo regime de metas de inflação, posicionando-se inclusive, em várias ocasiões, abaixo do centro da meta. Na comparação internacional, a taxa brasileira de inflação apresenta uma das menores volatilidades entre os países emergentes. 7 Ministério da Fazenda Mal deflagrada a turbulência, contudo, o Governo Federal não tardou em agir. A resposta da política econômica foi bastante diversa do receituário tradicional aplicado pelo País em crises anteriores. Desta vez, o Governo implementou uma série de medidas de política fiscal e monetária de caráter anticíclico, com o propósito de estimular a economia, reverter as expectativas do setor privado e garantir o retorno da confiança. No campo fiscal, o Governo determinou uma série de desonerações tributárias para estimular as vendas e a produção, ampliou tanto as transferências para Estados e municípios como os aportes financeiros para os bancos públicos e reduziu temporariamente – de 3,3% para 2,5% do PIB – a meta de superávit primário. No campo monetário, verificou-se o imediato provimento de liquidez em moeda estrangeira e doméstica, a disponibilização das reservas internacionais para o comércio exterior, a implantação de facilidades de crédito para o setor exportador e a redução dos depósitos compulsórios dos bancos. Mais à frente, o Banco Central iniciou movimento de corte das taxas básicas de juros SELIC, de forma a contribuir para a recuperação da atividade econômica. O Brasil sai da crise mais forte e mais dinâmico. Deixamos para trás os modelos de crescimento econômico sem estabilidade de preços e sem a distribuição mais justa da renda nacional. Políticas de aceleração do crescimento e forte geração de empregos, combinadas com a valorização do salário mínimo e com programas de transferências de renda, mudaram o País. A queda da concentração de renda, medida pelo índice de Gini, é digna de registro. O aumento da formalização nas relações de trabalho e a consolidação de uma nova classe média tornaram o mercado doméstico brasileiro atrativo para as grandes empresas nacionais e internacionais. O País passou a ser destino de Edição Especial | Ano 2010 O Brasil foi um dos últimos países a entrar na crise e um dos primeiros a sair dela. A crise surgiu no centro das economias mais avançadas do mundo e sua severidade ainda se faz sentir, em 2010, nos Estados Unidos, na Zona do Euro e no Japão. No Brasil, contudo, após resultado negativo de –0,6%, em 2009, a economia logo reencontrou o rumo do crescimento forte e alcançou crescimento de 7,5% em 2010. É um dos melhores desempenhos das últimas quatro décadas, que deixa definitivamente para trás o espectro da crise financeira internacional e consolida o Brasil como um dos países mais exitosos do mundo. 8 Ministério da Fazenda grandes volumes de investimento estrangeiro direto, recebendo, em 2010, cerca de US$ 48 bilhões, mais de três vezes o que se investia há uma década. Para os próximos anos, estão previstos grandes montantes de investimentos em setores de infraestrutura, construção civil, telecomunicações, saneamento e exploração e refino do petróleo. A expansão do investimento em infraestrutura é, por sinal, condição fundamental para a aceleração do desenvolvimento sustentável brasileiro. Daí o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que mobilizou mais de R$ 500 bilhões, entre 2007 e 2010, nas áreas de transporte, energia, saneamento, habitação e recursos hídricos. Em 2010, o investimento – ou formação bruta de capital fixo – cresceu 21,8%, quase três vezes o PIB, garantindo um crescimento de qualidade. O PAC–2, a ser iniciado em 2011, continuará a impulsionar o investimento para níveis elevados, de modo a se atingir 24% do PIB até 2014. Até há pouco tempo, o Brasil se caracterizava pelo débil desenvolvimento do mercado doméstico de crédito. Em 2002, o volume de crédito – livre e direcionado – representava pouco mais de 24% do PIB; em 2010, o País registra 46,6% de crédito em relação ao PIB, o dobro de seu nível histórico e com grande capacidade de incremento nos próximos anos. Edição Especial | Ano 2010 O papel do Estado foi fundamental para o fortalecimento do País durante o período anterior à crise e na recuperação econômica pós-2008, produzindo os incentivos corretos e estimulando – direta ou indiretamente – o emprego e a renda. Na crise, o Governo garantiu a ampliação do crédito e o financiamento dos bancos públicos para contrabalançar a retração das linhas dos bancos privados e suprir as necessidades do setor produtivo. Medidas de desoneração tributária de produtos de consumo duráveis e de construção civil, entre outros, estimularam a demanda doméstica, que também respondeu à manutenção da confiança dos consumidores. A expansão do emprego, da renda e, consequentemente, da massa salarial propiciou a preservação do círculo virtuoso do crescimento que tem caracterizado a economia brasileira na última década. 9 Ministério da Fazenda A participação das instituições financeiras privadas (nacionais e estrangeiras) era predominante nos anos anteriores a 2008. Com a crise internacional, essas instituições interromperam grande parte de suas linhas de recursos, o que exigiu do Governo esforço adicional para manter o crédito no sistema econômico. Entre setembro de 2008 e setembro de 2009, as operações de créditos dos bancos públicos sustentaram os níveis adequados de financiamento da economia. A partir do final de 2009, com a superação da crise, a importância relativa dos bancos públicos vem caindo em favor do crédito das instituições privadas. A expansão do investimento, sobretudo público, não decorre apenas do aumento do crédito direcionado, ou mesmo da oferta de recursos por parte dos bancos oficiais. A participação relativa do BNDES, por exemplo, tem permanecido dentro de seus patamares históricos. Em 2002, essa participação atingiu 24,4% do total do crédito; inicia-se, então, movimento descendente que perdura até 2007, quando chega a 17,1%. Com a contenção creditícia das instituições privadas, em resposta à crise internacional de 2008, a parcela do BNDES volta a subir, alcançando 20,7% em 2010. Ao longo da década de 2000, persistiu claro movimento de consolidação fiscal. De uma economia marcada por desequilíbrios nas contas públicas e por um default de dívida em 1987, o País ingressa definitivamente na rota da solidez fiscal. Entre 1995 e 2002, o País registrou elevados déficits nominais, que atingiram –10% e –9,6% do PIB, em 1999 e 2002, respectivamente, fruto do elevado endividamento em dólares combinado com forte desvalorização do real. A partir de 2003, esses resultados são declinantes, chegando a apenas –2% do PIB em 2008. Em decorrência das políticas de estímulos fiscais, justificadas pela crise financeira internacional de 2008, o déficit nominal volta a subir em 2009, para –3,2%; porém, já em 2010, é reduzido para –2,6%, com previsão de –1,8% do PIB em 2011. Edição Especial | Ano 2010 Além da expansão sustentada pelo crédito bancário – que dobrou, em sete anos, sua participação relativa ao PIB –, também se aceleram os financiamentos para as empresas por meio do mercado de capitais brasileiro, que cresceu exponencialmente nesse período. Nos últimos oito anos, o volume negociado na bolsa de valores brasileira cresceu mais de dez vezes. As captações externas das empresas nacionais também foram recordes nos anos 2000. Após sofrerem os impactos da crise, em 2009, voltaram a se recuperar no ano seguinte, indicando perspectivas favoráveis para o crescimento econômico nos próximos anos. 10 Ministério da Fazenda Na comparação internacional, o Brasil é uma das economias que menos ampliou a dívida do setor público como consequência da crise de 2008. Após atingir níveis elevados – 60,6% do PIB – em 2002, a dívida líquida do setor público diminuiu progressivamente, até alcançar 40,4% do PIB em 2010. A trajetória de queda da relação dívida/PIB foi acompanhada da melhoria do perfil do endividamento, em termos de maturidade e indexação. Em 2007, o País obteve o “grau de investimento” pelas principais agências internacionais de classificação de risco. A partir de 2010, com a recuperação econômica consolidada, o Governo entendeu ser necessário suprimir os estímulos fiscais ainda em vigor e reduzir os gastos do Governo, em linha com a política anticíclica praticada nos últimos anos. No início de 2011, o Governo Federal anunciou programa de consolidação fiscal, com redução de R$ 50 bilhões das despesas do Governo Central para 2011, concentrada nos gastos de custeio e acompanhada da contenção de novos dispêndios e do aumento da eficiência dos gastos. A iniciativa abre espaço para a manutenção dos investimentos, criando as condições para a redução da taxa de juros e para novas desonerações tributárias. O Brasil vive hoje um dos seus melhores momentos, do ponto de vista econômico e social, com grandes desafios pela frente e ampla possibilidade de superá-los. Em 2011, a nova política econômica implantada a partir de 2003 vai continuar ajustada à realidade do País. Novos desafios deverão ser enfrentados para garantir o crescimento sustentável. A forte expansão do emprego dos últimos anos absorveu boa parte da mão-de-obra disponível, levando-nos a uma situação próxima ao pleno emprego. Nessas circunstâncias, será implementado forte programa de qualificação profissional, que, em conjunto com a política educacional, procurará elevar rapidamente a oferta de mão-de-obra qualificada. Edição Especial | Ano 2010 O País está preparado, portanto, para crescimento acima de 5% entre 2011 e 2014, liderado pelos investimentos e com a inflação sob controle; e para a continuidade do processo de redução do déficit nominal e da dívida líquida em relação ao PIB, permitindo, com isso, a convergência das taxas reais de juros para os níveis internacionais. 11 Ministério da Fazenda A retração do comércio internacional e o aumento de concorrência, em função da crise, exigem amplo programa de estímulo às exportações de manufaturados e de defesa comercial. O setor manufatureiro, particularmente o de bens de capital – mais atingido pela crise e pela concorrência –, será objeto de fortes estímulos, redução de tributos e impulso a novas tecnologias. Para fomentar o crescimento e a competitividade do parque produtivo, a política industrial estará coordenada com a política de comércio exterior, combinação fundamental para aumentar o potencial exportador da indústria. A nova política econômica pressupõe tanto a queda dos juros, no momento adequado, para estimular os investimentos produtivos como a qualidade do gasto público, com redução do custeio e racionalização das despesas. Haverá, portanto, a continuação do amadurecimento das políticas monetária e fiscal, em direção a uma nova etapa. O Brasil abandona o imediatismo e passa a pensar no longo prazo e a projetar o futuro, utilizando-se de fontes seguras e permanentes de investimentos, tais como a poupança interna e o mercado de capitais. O desafio é desenvolver, em conjunto com o setor privado, formas sólidas de financiamento de longo prazo que permitam a atratividade dos instrumentos financeiros. A construção de uma nova arquitetura financeira é essencial, ademais, para viabilizar os grandes projetos, em especial a exploração do pré-sal e a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Edição Especial | Ano 2010 Todas essas transformações são o resultado do dinamismo de nossa sociedade e de um conjunto bem sucedido de políticas macroeconômicas, que, a partir de uma visão desenvolvimentista e inclusiva, transferiram renda para os mais pobres, alongaram o horizonte de investimento e permitiram enfrentar as vicissitudes da economia internacional. Criamos as condições para, com democracia e inclusão social, acelerar o crescimento econômico e acabar com a miséria no País. 12 Economia Brasileira em PERSPECTIVA Atividade Econômica Ministério da Fazenda Ministério da Fazenda Dinamismo econômico e investimentos O Brasil foi uma das economias do G20 que mais cresceram em 2010, caminhando para ultrapassar as potências do passado. De um crescimento médio anual de 1,7%, entre 1998 e 2002, a economia brasileira passou a crescer cerca de 4% ao ano de 2003 a 2010 e reuniu as condições para atingir crescimento médio superior a 5% entre 2011 e 2014. Fomentar o investimento é fundamental para manter o crescimento econômico sustentável com estabilidade de preços. Deixamos para trás um longo período de baixos níveis de investimentos – quando a formação bruta de capital fixo (FBKF) situava-se no patamar de 15% do PIB, para alcançar, em 2011, investimentos próximos aos 20% do PIB. Até 2014, 24% do PIB, suficientes para sustentar taxas anuais de crescimento acima de 5,5%, sem pressões inflacionárias. Edição Especial | Ano 2010 14 Ministério da Fazenda Atividade Econômica PIB 2010: o maior crescimento dos últimos 24 anos Em 2010, o PIB brasileiro cresceu 7,5%, o melhor desempenho desde o ano de 1986. A trajetória recente demonstra que o nível de atividade encontra-se em patamar sustentável. As medidas macroprudenciais, em conjunto com a consolidação fiscal, devem possibilitar que a economia siga em crescimento sem descompasso entre oferta e demanda. Para o período 2011-2014, estima-se que a economia volte a crescer no patamar entre 5% e 6,5%. Crescimento do PIB (% a.a.) 7,5 PAC 1 6,1 5,7 5,5 5,2 4,3 Média 5,9% Média 4,0% Dados em: % anual * Estimativas Ministério da Fazenda O PAC é um programa estratégico de investimentos que combina medidas de gestão e obras de infraestrutura 1,3 1,1 Média 1,7% 0,0 0,3 Média (1998-2002) Média (2003-2010) Média (2011-2014) Edição Especial | Ano 2010 3,2 6,5 6,5 5,0 4,0 2,7 PAC 2 -0,6 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011* 2012* 2013* 2014* Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 15 15 Ministério da Fazenda Atividade Econômica A partir de 2006, a demanda doméstica passou a crescer acima do PIB Responsável pelo expressivo crescimento da demanda interna nos últimos anos, o PAC será o carro chefe da expansão econômica do País no período 2011-2014. Os resultados negativos da demanda externa líquida (exportações menos importações), embora reduzam o crescimento do PIB, contribuem para a ampliação da capacidade instalada do País, visto que 22,6% do valor das importações são de bens de capital, com expansão de 38,0% entre 2009 e 2010. Decomposição do Crescimento do PIB (% a.a.) 7,5 6,1 5,7 5,2 0,7 2,5 0,2 3,2 1,7 1,1 5,0 2,7 -0,5 2002 2003 Demanda Interna Demanda Externa Líquida 0,5 2004 2005 5,3 7,5 6,9 -1,4 -1,4 -1,7 2006 2007 2008 0,2 10,3 -0,6 -0,8 2009 6,4 -1,4 PIB Dados em: % anual * Estimativas Ministério da Fazenda -2,8 2010 Edição Especial | Ano 2010 2,7 5,0 4,0 2011* Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 16 16 Ministério da Fazenda Atividade Econômica Investimentos crescem em ritmo três vezes superior ao do PIB em 2010 Os investimentos expandiram-se muito mais rapidamente que o PIB em 2010. Em relação ao ano anterior, a rubrica atingiu crescimento de 21,8%. Na mesma base de comparação, o consumo das famílias expandiu-se 7,0%, influenciado pelo aumento da massa salarial real e do crédito para as pessoas físicas. Pelo lado do setor externo, as exportações e as importações de bens e serviços apresentaram crescimento de 11,5% e 36,2%, respectivamente. Composição da Expansão do PIB - 2010 (% a.a.) PIB 21,8 7,0 Formação Bruta Consumo das de Capital Fixo Famílias 3,3 11,5 36,2 Consumo do Governo Exportações Importações Edição Especial | Ano 2010 7,5 Dados em: % anual Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 17 17 Ministério da Fazenda Atividade Econômica Consumo das famílias aceleram-se no 4º trimestre Dos componentes da demanda, o principal responsável pelo crescimento em 2010 foi a Formação Bruta de Capital Fixo. Entretanto, no 4º trimestre de 2010, o consumo das famílias voltou a se acelerar, superando o crescimento dos investimentos. Pelo lado da oferta, os serviços mantiveram seu patamar de crescimento no 4º trimestre, ao passo que a indústria desacelera-se rapidamente no final do ano, devido principalmente ao ajuste de estoques. Composição da Oferta e da Demanda (% trim. contra trim. imediatamente anterior, com ajuste sazonal) 1,4 1,1 0,9 1,0 1,7 3,6 -1,6 -0,8 1,8 1,1 1,8 2,5 -0,6 -0,3 4,0 3,9 3,1 0,7 1,8 -0,2 3,4 1,2 4,2 3,6 8,1 5,7 7,1 3,9 -0,1 -0,3 Dados em: % trimestral, com ajuste sazonal 5,6 OFERTA Agropecuária Indústria DEMANDA Serviços Consumo das Famílias Consumo do Governo Formação Bruta de Capital Fixo Edição Especial | Ano 2010 2,6 1,4 1ºT 2010 2ºT 2010 3ºT 2010 4ºT 2010 Exportações Importações Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 18 18 Ministério da Fazenda Atividade Econômica Recuperação do investimento e da poupança Em 2010, a taxa de investimento, responsável pela ampliação da oferta de bens e serviços, foi de 18,4% do PIB, superior à taxa do ano anterior (16,9%). Para os próximos anos, espera-se também crescimento substancial da taxa de poupança doméstica brasileira, que registrou 16,5% do PIB em 2010. Taxa de Investimento e de Poupança Bruta (% do PIB) 20 19,1 18,5 17,6 18 16,8 18,8 17,0 16,4 17,3 16,9 16,1 15,9 16,4 16,5 15,3 Taxa de poupança bruta 14,7 14 Taxa de investimento 13,5 12 2000 2001 Edição Especial | Ano 2010 14,0 17,4 16,0 16 14,7 18,4 18,1 Dados em: % do PIB 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 19 19 Ministério da Fazenda Atividade Econômica Efetividade da política anticíclica As medidas anticíclicas adotadas pelo Governo após a crise internacional de 2008 permitiram a manutenção da trajetória ascendente do consumo das famílias, além de possibilitar a rápida recuperação dos investimentos, que já superam os níveis pré-crise. Consumo e Investimento (número-índice, com ajuste sazonal) (média 2006 = 100) 160 145,5 140 120 100 Dados em: número-índice, com ajuste sazonal (média 2006 =100) 05 Se t0 5 De z0 M 5 ar 06 Ju n 06 Se t0 6 De z0 M 6 ar 07 Ju n 07 Se t0 7 De z0 M 7 ar 08 Ju n 08 Se t0 8 De z0 M 8 ar 09 Ju n 09 Se t0 9 De z0 M 9 ar 10 Ju n 10 Se t1 0 De z1 0 n Ju ar 05 80 M Formação Bruta de Capital Fixo Consumo das Famílias Edição Especial | Ano 2010 128,8 Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 20 20 Ministério da Fazenda Atividade Econômica Investimentos devem alcançar 24% do PIB em 2014 Com as medidas de incentivo ao financiamento de longo prazo, o setor privado deverá exercer papel fundamental nesse segmento. A rápida atuação do Governo possibilitou o retorno dos investimentos aos níveis pré-crise, tendo-se atingido 18,4% em 2010. Para o período 2010-2014, espera-se incremento de pelo menos 1% do PIB ao ano no total dos investimentos. Formação Bruta de Capital Fixo - Público e Privado (% do PIB) 25 20 15 16,4 3,4 3.4 15,3 2,7 12,6 2.7 16,1 15,9 16,4 2,6 2,7 3,0 13,5 13,2 13,4 2.6 2.7 3.0 17,4 3,6 2,9 14,5 2.9 15,5 3.6 21,6 24,1 18,4 16,9 4,3 12,6 5.1 Total FBKF público FBKF privado 4.1 5 Edição Especial | Ano 2010 13,0 10 20,4 19,1 23,0 Dados em: % do PIB * Estimativas Ministério da Fazenda 0 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011* 2012* 2013* 2014* Fonte: Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 21 21 Ministério da Fazenda Atividade Econômica Evolução do investimento industrial brasileiro O valor médio investido em 2010 foi estimado em R$ 6,34 milhões, o que representa expansão real de 70% na comparação com o estimado para 2009 (R$ 3,73 milhões, a preços de 2010). Com base em pesquisa da CNI, o setor industrial brasileiro pretende, em 2011, acelerar o ritmo de investimentos na expansão da capacidade produtiva para atender à forte demanda do mercado interno. O valor médio do investimento industrial alcançará R$ 6,8 milhões, 7% acima de 2010. Investimento Industrial Brasileiro, por Empresa - Indústria de Transformação (R$ milhões, a preços de 2010) 8 Aumento Superior a 200% 7 6 5 4 Dados em: milhões de reais, a preços de 2010 (IPCA) 2 * Estimativa ** Estimativa do investimento planejado 1 0 2,2 2,4 2,3 2,7 3,1 3,7 6,3 6,8 2004 2005 2006 2007 2008 2009* 2010** 2011** Fonte: CNI Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 3 22 22 Ministério da Fazenda Atividade Econômica Expansão da produção industrial liderada pelos bens de capital Com o PAC e os incentivos à compra de máquinas e equipamentos a partir de 2007, a produção de bens de capital no Brasil passou a crescer em ritmo acelerado, com taxas superiores a 14% a.a., e apresentou o melhor desempenho desde 1986. No ano da crise (2009), o setor de bens de capital foi fortemente atingido, dado seu caráter altamente procíclico, estima-se que, nos próximos anos, as taxas de crescimento de bens de capital atinjam cerca de 20% a.a.. Taxa de Crescimento de Produção Industrial e de Bens de Capital (% a.a., acum. no ano) 25 20 15 10 5 3,1 3,6 2,8 5,7 6,0 19,5 3,1 14,3 -7,4 -17,4 -5 Bens de Capital Indústria Geral -10 Dados em: % anual, acumulada no ano -15 -20 Edição Especial | Ano 2010 0 10,4 20,8 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Fonte: IBGE e Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda 23 23 Ministério da Fazenda Atividade Econômica Indústria mantém ajuste de estoques, com queda das exportações A produção industrial de manufaturados cresceu 10,5% em 2010 em relação ao ano anterior, em virtude do bom desempenho no primeiro trimestre, resultante dos incentivos do Governo. Após este período, ajustes de estoques e baixa demanda externa reduziram a produção de bens industriais. Outro fator de grande impacto na contração da indústria no 3º trimestre foi o aumento das importações. O aumento do consumo de bens industriais importados deveu-se principalmente à valorização da moeda brasileira e ao forte desempenho da economia brasileira em 2010. Índice de Produção Industrial (número-índice, com ajuste sazonal) (média 2002 = 100) 135 131,1 130,8 130 125 127,7 120 115 Edição Especial | Ano 2010 110 105 103,8 100 95 Ju n 0 Ag 7 o 0 Ou 7 t0 De 7 z0 7 Fe v0 8 Ab r0 8 Ju n 0 Ag 8 o 08 Ou t0 De 8 z0 8 Fe v0 9 Ab r0 9 Ju n 09 Ag o 0 Ou 9 t0 De 9 z0 9 Fe v1 0 Ab r1 0 Ju n 10 Ag o 1 Ou 0 t1 De 0 z1 0 90 Dados em: número-índice, com ajuste sazonal (média 2002 = 100) Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 24 24 Ministério da Fazenda Atividade Econômica Indústria cresceu 28,5% desde 2003 O Índice de Produção Industrial baseia-se na Pesquisa Industrial Anual de Empresa, que cobre 63% do valor das atividades extrativas e de transformação industrial. O Índice indica expansão de 28,5% desde 2003, com recuperação de 10,5% entre 2009 e 2010. Índice de Produção Industrial (médias anuais - número-índice, com ajuste sazonal) (média 2002 = 100) 135 130 125 120 115 Edição Especial | Ano 2010 110 105 100 95 90 100,0 100,0 108,1 111,8 115,0 121,8 125,3 116,2 128,5 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Dados em: médias anuais - número-índice, com ajuste sazonal (média 2002 = 100) Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 25 25 Ministério da Fazenda Atividade Econômica Confiança da indústria volta a subir em dezembro O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pela Fundação Getúlio Vargas, registrou alta de 1,6% em dezembro em relação ao mês anterior. No ano, a expectativa dos agentes econômicos da indústria equivaleu à média de 114,5 pontos, mesmo nível do final do ano anterior. Índice de Confiança da Indústria (pontos, com ajuste sazonal) Otimista 114,5 112,7 114,0 113,4 112,9 113,6 115,3 116,1 115,3 116,5 115,8 113,6 113,4 109,6 107,0 103,6 100,2 95,7 90,6 87,0 82,6 78,0 76,2 75,1 De z0 8 Ja n0 9 Fe v0 M 9 ar 09 Ab r0 M 9 ai 09 Ju n0 9 Ju l0 9 Ag o0 9 Se t0 9 Ou t0 No 9 v0 9 De z0 9 Ja n1 0 Fe v1 M 0 ar 10 Ab r1 M 0 ai 10 Ju n1 0 Ju l1 Ag 0 o1 0 Se t1 0 Ou t1 No 0 v1 0 De z1 0 Edição Especial | Ano 2010 75,7 Pessimista Dados em: pontos, com ajuste sazonal Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda 26 26 Ministério da Fazenda Atividade Econômica Utilização da capacidade instalada segue estável na média dos setores O nível de utilização de capacidade instalada da indústria com ajuste sazonal apresentou expansão de pelo menos 5,4% em todas as bases de comparação (CNI, FGV e FIESP) entre 2002 e 2010, sinalizando redução da capacidade ociosa para atender a demanda. Alguns setores seguem com nível de utilização próximo a 90% da capacidade instalada (automotores, couro, celulose/papel e equipamentos de transporte). Nível de Utilização da Capacidade Instalada na Indústria (%, com ajuste sazonal) 88 86 84,5 84 82 83,5 82,6 78 76 NUCI - FGV NUCI - FIESP NUCI - CNI Edição Especial | Ano 2010 80 Dados em: % utilização da capacidade instalada na indústria, com ajuste sazonal Ju n 06 Se t0 6 De z0 6 M ar 07 Ju n 07 Se t0 7 De z0 7 M ar 08 Ju n 08 Se t0 8 De z0 8 M ar 09 Ju n 09 Se t0 9 De z0 9 M ar 10 Ju n 10 Se t No 10 Dev 1 z 10 0 74 Fonte: CNI, FIESP e FGV Elaboração: Ministério da Fazenda 27 27 Ministério da Fazenda Atividade Econômica Vendas de veículos apresentam novo recorde O licenciamento de automóveis continua se expandindo, com 381,6 mil unidades licenciadas no ano, superando o período da desoneração do IPI. Em 2010, a venda de veículos seguiu em patamar elevado mesmo após o fim das desonerações do IPI, demonstrando a força do mercado doméstico. Em geral, as vendas foram favorecidas pelo volume de crédito disponível, pela redução da inadimplência e pelos menores juros de financiamento. Licenciamento de Autoveículos (milhares de unidades) Redução do IPI, com vigor entre Jan a Mar 09 Prorrogação do IPI reduzido até Jun 09 Prorrogação do IPI reduzido até Set 09 308,7 271,4 293,0 251,7 Edição Especial | Ano 2010 277,8 258,1 251,1 213,3 Fim do período de desoneração do IPI Fe v M 09 ar 0 Ab 9 r0 M 9 ai 0 Ju 9 n 0 Ju 9 l0 Ag 9 o 0 Se 9 t0 Ou 9 t No 09 v0 De 9 z0 Ja 9 n 1 Fe 0 v1 M 0 ar 1 Ab 0 r1 M 0 ai 1 Ju 0 n 1 Ju 0 l1 Ag 0 o 1 Se 0 t1 Ou 0 t No 10 v1 De 0 z1 0 199,4 381,6 353,7 300,2 234,4 Governo estende IPI reduzido até Mar 10 Dados em: milhares de unidades Fonte: Anfavea Elaboração: Ministério da Fazenda 28 28 Ministério da Fazenda Atividade Econômica Vendas de veículos duplicam desde 2005 O Brasil é o quarto maior mercado de veículos do mundo, além de ser grande produtor. Entre 2005 e 2010, mais de 15 milhões de veículos foram licenciados no mercado brasileiro, com crescimento geral equivalente a 105%. A forte demanda interna, aliada ao câmbio apreciado, possibilitaram maior penetraçao de diferente marcas importadas no País. Mesmo com o aumento da participação nas vendas dos importados, o nível de estoques continua reduzido. Produção de Autoveículos (média anual - milhares de unidades) 4000 3.644 3500 3000 2500 2.612 2.820 3.183 3.141 3.453 2.463 Produção anual Vendas anuais Vendas de Importados 1.928 1500 1000 500 0 142 2006 277 375 2007 2008 489 561 Dados em: média anual milhares de unidades 2009 2010 Fonte: Anfavea Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 2000 2.980 3.216 29 29 Ministério da Fazenda Atividade Econômica Confiança das empresas no setor de serviços mantém-se elevada O Índice de Confiança de Serviços (ICS), que mede a confiança das empresas no desempenho do setor, registrou, depois de três quedas seguidas, alta de 0,4 pontos percentuais em dezembro de 2010, na comparação com o mês anterior, passando de 131,8 para 132,2 pontos. A média do ano foi de 132,5 pontos. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), repercutiram para este resultado a forte demanda em contrapartida à percepção do empresariado de possível desaceleraçao do ritmo de atividade do setor nos próximos três meses. Indice de Confiança de Serviços (pontos) 150 140 130 120 90 Ju n 0 Ju 8 l Ag 08 o 0 Se 8 t0 Ou 8 t No 08 v0 De 8 z0 Ja 8 n Fe 09 v M 09 ar Ab 09 r M 09 ai 0 Ju 9 n 0 Ju 9 l Ag 09 o 0 Se 9 t Ou 09 t No 09 v0 De 9 z0 Ja 9 n Fe 10 v M 10 ar Ab 10 r M 10 ai 1 Ju 0 n 1 Ju 0 l1 Ag 0 o 1 Se 0 t Ou 10 t No 10 v1 De 0 z1 0 80 Otimista Pessimista 132,5 133,4 138,4 129,4 121,7 105,5 102,2 98,0 101,0 101,6 104,6 109,0 109,2 115,1 119,3 126,8 126,0 128,3 130,0 129,9 132,1 135,5 134,0 133,4 131,5 129,5 134,8 133,3 132,2 131,8 132,2 100 Edição Especial | Ano 2010 110 Dados em: pontos Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda 30 30 Ministério da Fazenda Atividade Econômica Confiança do consumidor bate recorde Os níveis recordes atingidos pela confiança dos consumidores ao longo de 2010 ilustram a força do mercado doméstico. Mesmo com redução de dois pontos percentuais entre novembro e dezembro de 2010, ao passar de 126,2 para 124,2 pontos, a média no ano atingiu a marca inédita de 118,2 pontos. Os consumidores avaliaram de forma muito favorável a situação econômica geral. Para a queda do ICC em dezembro, contribuíram as expectativas em relação ao ambiente econômico nos seis meses seguintes. 126,2 123,1 122,5 120,4 117,4 117,0 115,3 113,0 112,3 116,4 111,0 115,5 114,1 111,5 110,3 108,4 114,5 102,1 99,2 97,6 96,3 100,3 96,9 No v0 De 8 z0 Ja 8 n 0 Fe 9 v M 09 ar 0 Ab 9 r0 M 9 ai 0 Ju 9 n 0 Ju 9 l0 Ag 9 o 0 Se 9 t0 Ou 9 t No 09 v0 De 9 z0 Ja 9 n 1 Fe 0 v1 M 0 ar 1 Ab 0 r1 M 0 ai 1 Ju 0 n 1 Ju 0 l Ag 10 o 1 Se 0 t1 Ou 0 t No 10 v1 De 0 z1 0 97,4 Otimista Pessimista Edição Especial | Ano 2010 106,4 124,2 Índice de Confiança do Consumidor (pontos, com ajuste sazonal) Dados em: pontos, com ajuste sazonal Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda 31 31 Ministério da Fazenda Atividade Econômica Vendas no varejo acomodam-se no 4º trimestre Como resposta às políticas anticíclicas, as vendas no varejo apresentaram forte recuperação a partir de setembro de 2009. Retirados os estímulos, as vendas passam por um processo de desaceleração, sem comprometer o crescimento da economia brasileira em 2010. Volume de Vendas do Comércio Varejista (% a.a., acum.12m.) 15 12 9 12,2 10,9 Edição Especial | Ano 2010 6 Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) PMC Ampliada* Dados em: % anual, acumulada em 12 meses * Inclui veículos, motos, partes e peças, e material de construção Ja n Fe 08 v M 08 ar Ab 08 r M 08 ai Ju 08 n Ju 08 Ag l 08 o Se 08 t Ou 08 No t 08 v D e 08 z Ja 08 n Fe 09 v M 09 ar Ab 09 r M 09 ai Ju 09 n Ju 09 Ag l 09 o Se 09 t Ou 09 No t 09 v D e 09 z Ja 09 n Fe 10 v M 10 ar Ab 10 r M 10 ai Ju 10 n Ju 10 Ag l 10 o Se 10 t O u 10 No t 10 v De 10 z1 0 3 Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 32 32 Ministério da Fazenda Atividade Econômica Acomodação do comércio varejista ao final de 2010 Em 2010, em termos dessazonalizados, os setores mais dinâmicos foram o de Equipamentos e Materiais para Escritório, Informática e Comunicação (22,1%), Móveis e Eletrodomésticos (16,5%) e Material de Construção (14,6%), impulsionados pelas desonerações nos respectivos setores de produção. Em contrapartida, os setores de Combustíveis e Lubrificantes (6,2%) e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (8,0%) registraram, em relação ao ano anterior, as menores taxas de expansão no grupo do Comércio Varejista. Vendas Reais no Varejo (% a.a., ajuste sazonal) Atividade 2010/2009 10,9 Comércio varejista 10,2 Combustíveis e lubrificantes 6,2 Outros artigos de uso pessoal e doméstico 8,0 Livros, jornais, revistas e papelaria 8,4 Hiper e supermercados, prod. alimentícios, bebidas e fumo 8,8 Tecidos, vestuário e calçados 10,4 Art.farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perf. e cosméticos 10,8 Veículos, motocicletas, partes e peças 11,2 Material de construção 14,6 Móveis e eletrodomésticos 16,5 Equip. e materiais p/ escritório, informática e comunicação 22,1 Edição Especial | Ano 2010 Comércio varejista ampliado Dados em: % anual, com ajuste sazonal Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 33 33 Economia Brasileira em PERSPECTIVA Mercado de Consumo de Massa Ministério da Fazenda Ministério da Fazenda Nova classe média e redução da pobreza O modelo de crescimento adotado pelo Governo na última década estimulou os setores geradores de emprego, tais como serviços, agricultura, construção civil e as pequenas e médias empresas. O resultado foi, em 2010, a geração de mais de 2,5 milhões de novos postos de trabalho formais. A economia brasileira passou a ser uma das que mais geram empregos no mundo, num momento em que vários países enfrentam sérios problemas de desocupação. A taxa de desemprego atingiu os menores patamares da série histórica. Em todas as regiões do País, verificou-se o aumento do número de empregos formais, notadamente nas indústrias da construção civil e de transformação. Em paralelo à ampliação dos empregos, registraram-se ganhos reais nos rendimentos dos trabalhadores. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa Minha Vida foram fundamentais para essa forte expansão, calcando o desenvolvimento econômico nos pilares da sustentabilidade, da responsabilidade e da inclusão social. Edição Especial | Ano 2010 O maior crescimento, com forte geração de empregos, associado à inclusão e os programas sociais, tem permitido a diminuição da pobreza, a criação de uma nova classe média e os estímulos aos investimentos. Desde 2002, cerca de 25 milhões de brasileiros puderam ascender para os estratos médios da pirâmide social. Em 2010, em que pese a crise internacional, a classe C abrigou 103 milhões de brasileiros e deverá continuar a expandir-se nos próximos anos, com persistente redução das classes D e E. A desigualdade da renda continua a diminuir –como atesta a queda progressiva do coeficiente de Gini –, em resposta às políticas de valorização do salário mínimo e de transferência de renda, financiadas pelo Governo Federal. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2009 confirmam a trajetória de redução da pobreza no Brasil e indicam a consolidação do crescimento sustentável e inclusivo. 36 Ministério da Fazenda Mercado de Consumo de Massa Classe média é a maioria da população brasileira Desde 2002, cerca de 25 milhões de brasileiros ascenderam para o meio da pirâmide social. Em 2010, a classe C já responde por 103 milhões de brasileiros e deverá continuar a expandir-se nos próximos anos. Entre 2009 e 2014, o montante populacional na classe C crescerá 19%. Evolução das Classes Sociais (% da população e milhões de indivíduos) 8% 13 11% 37% 66 50% 95 56% 113 27% 47 24% 44 20% 40 28% 49 15% 29 2009 16% 31 8% 16 2014* Classes A / B Classe C Classe D Classe E Dados em: milhões de indivíduos e % da população * Estimativa Fonte: FGV, IBGE e LCA Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 2003 20 37 Ministério da Fazenda Mercado de Consumo de Massa Desigualdade da renda continua em queda O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade da renda pessoal, vem caindo progressivamente nos últimos anos, tanto pela redução da desigualdade nas rendas do trabalho como pelo fortalecimento do salário mínimo e pelos programas de transferência de renda. Os dados mais recentes da PNAD de 2009, por exemplo, indicam que a política de valorização do salário mínimo e as transferências focalizadas (como Programa Bolsa-Família e benefícios de prestação continuada), financiadas pelo Governo Federal, contribuem para reduzir a desigualdade. Coeficiente de Gini (indicador) 0,61 Redução de 8,5% 0,60 0,60 0,60 0,60 0,59 0,59 0,59 0,59 0,59 0,58 0,57 0,57 0,56 0,55 0,55 Dados em: índice 0,54 0,54 0,53 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009* * Último dado disponível Fonte: IPEA Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 0,57 38 Ministério da Fazenda Mercado de Consumo de Massa Crescimento sustentável e inclusivo Os dados da PNAD de 2009 indicam que, mesmo em momento de crise, houve continuidade na trajetória de redução da pobreza no Brasil. Segundo os cálculos da FGV, a classe pobre declinou para 15,3% da população total. Evolução da Pobreza (% do total de indivíduos) Queda de 45,6% 30 Indicador de Pobreza* 25 Dados em: % do total de indivíduos 20 10 5 0 27,5 26,7 28,1 25,4 22,8 19,3 18,3 16,0 15,3 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009** ** Último dado disponível Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 * Indivíduos na pobreza são os pertencentes à Classe E, ou seja, cuja renda familiar total mensal corresponde a menos de R$ 705, a preços de 2009, segundo os microdados da PNAD 15 39 Ministério da Fazenda Mercado de Consumo de Massa Política de valorização do salário mínimo A aceleração do crescimento nos últimos anos provocou expansão significativa da renda per capita da população brasileira. O valor real do salário mínimo conheceu, desde 2003, expansão ainda superior à da renda per capita, graças as politicas do Governo Federal, que contribuiram para o crescimento econômico com inclusão social. No ano da crise (2009), o valor do salário mínimo apresentou crescimento real de 7,2%. Evolução do Salário Mínimo (R$, média anual, a preços de dezembro de 2010) 524,7 498,2 464,7 450,8 425,1 372,7 348,5 336,0 333,6 325,3 298,2 288,4 285,7 274,7 267,9 256,8 230,5 284,2 263,0 313,5 10 20 09 20 08 20 07 20 06 05 20 20 04 20 03 20 02 20 01 00 20 20 99 19 98 19 97 19 96 95 19 19 94 19 93 19 92 19 91 19 19 90 Dados em: R$, média anual, a preços de dezembro de 2010 Fonte: IPEA Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 277,3 Aumento de 57,3% 40 Ministério da Fazenda Mercado de Consumo de Massa Expansão do emprego supera 15 milhões entre 2003 e 2010 A aceleração do crescimento nos últimos anos e os programas PAC e Minha Casa Minha Vida foram fundamentais para a forte expansão do emprego nos últimos anos. Em 2010, merece destaque o crescimento do emprego formal de 15% na construção civil e 8,7% na indústria de transformação. Geração Líquida de Empregos (milhares de postos de trabalho) 15 milhões de empregos 3.000 2.500 2.000 1.500 2.525 1.766 1.834 2.452 1.917 1.831 1.863 861 1.494 961 1.235 502 387 75 88 0 274 500 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Dados em: milhares de postos de trabalho acumulados no ano, saldos do CAGED e RAIS Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 1.000 41 Ministério da Fazenda Mercado de Consumo de Massa Crescimento econômico com expansão de empregos formais O crescimento expressivo dos empregos formais é verificado em todas as regiões do País. O emprego expandiu de forma consistente e permitiu melhor qualidade de vida às famílias em suas próprias localidades. Crescimento do Emprego Formal por Macrorregião Geográfica - 2009 (% acum. ano) 7,7 7,5 7,3 7,1 6,7 6,5 6,8 6,9 Regiões Centro-Oeste Metropolitanas * 7,3 Sul 7,3 Sudeste 7,3 Total 7,5 Nordeste 7,5 Norte * Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Dados em: % acumulada no ano 6,9 42 Ministério da Fazenda Mercado de Consumo de Massa Forte criação de empregos eleva número de contribuintes da Previdência A forte expansão econômica, calcada nos pilares da sustentabilidade, responsabilidade social e fiscal e inclusão social, permite a ampliação dos segurados e contribuintes da Previdência Social. Contribuintes da Previdência (% da população ocupada) Aumento de 16,8% 56 54 52 50 46 44 54,1 52,6 51,8 20 08 20 09 ** 49,2 20 07 47,9 20 06 47,4 20 05 46,3 20 04 45,1 03 02 20 45,7 01 20 0* 20 0 20 43,5 44,3 99 19 43,8 98 97 19 43,8 96 19 5 * 43,2 19 19 9 43,1 94 19 3 43,6 2 19 9 40 * Não houve levantamento 19 9 42 ** Último dado disponível Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Dados em: % de contribuintes de instituto de previdência em qualquer trabalho na população ocupada por semana de referência 48 43 Ministério da Fazenda Mercado de Consumo de Massa Mais empregos com carteira assinada Além da ampliação da quantidade de empregos, melhorou a qualidade dos postos de trabalho criados, com consequente expansão da taxa de formalização. A média de 2010 equivale a 51,0%. 50,0 50,9 51,1 50,8 50,8 51,0 51,1 51,1 50,7 50,5 50,3 51,0 50,9 51,6 51,5 51,3 Taxa de Formalização (% empregados com carteira de trabalho sobre total de ocupados) 49,5 49,0 48,0 47,5 47,0 Dados em: % empregados com carteira de trabalho sobre total de ocupados 46,5 46,0 45,5 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 2008 2009 2010 48,5 44 Taxa de desemprego é a menor da série histórica Mercado de Consumo de Massa M Ministério da Fazenda A taxa de desemprego atingiu os menores patamares da série histórica, reforçando o mercado de consumo doméstico. Na região metropolitana de Porto Alegre, por exemplo, o desemprego atingiu a menor taxa já registrada no País. Segundo o levantamento do IBGE, a região registrou, em dezembro, 3,0% de desemprego da população economicamente ativa. Evolução da Taxa de Desemprego (% PEA)* 11 10,1 10 9,0 9 7,4 7 6,8 6,8 6 5 5,3 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Dados em: % PEA * Referente às regiões metropolitanas de Belo Horionte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 7,6 8 - 2010 2009 2008 2007 45 Ministério da Fazenda Mercado de Consumo de Massa Ganhos reais dos rendimentos dos trabalhadores Em paralelo à ampliação dos empregos, houve ganhos reais nos rendimentos dos trabalhadores, que estão contribuindo para a expansão de mais de 10% da massa salarial no quarto trimestre de 2010, o que possibilita a maior sustentabilidade do ciclo atual de crescimento econômico. Crescimento da Massa de Rendimento Real (% a.a., a preços de dezembro de 2010) 10,0 10 10.0 9,1 9.1 8,5 8.5 8 7,1 7.1 6,8 6,6 6.8 6.6 6 2,7 4,0 5,1 3,2 3.2 0 3,1 Massa de rendimentos reais Rendimento real de todos os trabalhos População ocupada 3,8 3.8 3,4 3.4 2,6 2.6 2 5,6 2,5 0,7 2,0 3,3 3,0 1,4 0,1 0,8 0,6 3,1 4,0 3,3 3,5 3T08 4T08 1T09 2T09 3T09 4T09 1T10 2T10 3T10 4T10 Dados em: % anual, a preços de dezembro de 2010 Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 4 5,0 6,3 46 Ministério da Fazenda Mercado de Consumo de Massa Participação de todos no crescimento do País Todos os setores econômicos apresentaram crescimento da massa de rendimentos reais em 2010. O maior crescimento da massa salarial foi verificado nos serviços domésticos e na construção civil, refletindo as políticas adotadas pelo Governo, como a valorização do salário mínimo e o programa habitacional Minha Casa Minha Vida. Massa de Rendimentos Reais - 2010 (%) 20 15 10 0 17,2 8,9 7,2 6,8 6,3 4,9 3,4 Construção Outros serviços Serviços a empresas Administração Pública Comércio Indústria de Transformação Serviços domésticos Dados em: %, anual Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 5 47 Economia Brasileira em PERSPECTIVA Inflação Ministério da Fazenda Ministério da Fazenda Inflação sob controle O mundo vive um momento de instabilidade monetária, impulsionado pela inflação dos preços dos produtos básicos e pela crise do Norte da Africa e Oriente Médio. O preço das commodities têm-se acelerado, sobretudo devido aos problemas climáticos, aos aumentos nos custos de produção e à maior demanda mundial. O aumento da liquidez internacional e poucas alternativas de aplicações financeiras também contribuíram para esse fenômeno. Em setembro de 2010, o índice CRB (Commodity Research Bureau) superou os valores pré-crise internacional. Ainda assim, a inflação subiu proporcionalmente menos no Brasil do que na maioria dos outros países, mantendo-se dentro dos limites das metas estabelecidas para 2010 e 2011. Após forte elevação no último trimestre de 2010 e janeiro e fevereiro de 2011, o IPCA caminha para desaceleração em março e abril, em função da redução dos preços de vários alimentos e do término do efeito das tarifas de ônibus e das mensalidades escolares. Permanece alguma pressão no setor de serviços, mas que deverá reagir à desaceleração da economia e à redução dos gastos do Governo. Em 2010, o IPCA fechou em 5,91%, valor superior aos 4,5% do centro da meta, mas dentro da banda de tolerância de ±2 pontos percentuais. Edição Especial | Ano 2010 50 Ministério da Fazenda Inflação Inflação sob controle na recuperação econômica Desde 2005, a inflação, medida pelo IPCA, mantêm-se dentro das bandas do regime de metas da inflação. A forte recuperação econômica de 2010, na qual a demanda interna cresceu 10,3%, foi compatível com o cumprimento do regime. Inflação IPCA (% a.a.) Queda de 53% 8,9 6,0 7,7 12,5 9,3 7,6 5,7 3,1 4,5 5,9 4,3 5,9 5,0 4,5 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011* 2012* Dados em: % anual * Estimativas Ministério da Fazenda Fonte: IBGE e Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Inflação IPCA Meta de Inflação Limites superior e inferior 51 Ministério da Fazenda Inflação Commodities provoca elevação do IPCA no segundo semestre 2010 foi marcado por grande volatilidade de preços no setor de alimentos e bebidas. No início do ano, o elevado nível de chuvas provocou forte aumento nos preços dos alimentos, principalmente tubérculos. Os aumentos dos preços do álcool, açúcar, transportes e educação tiveram impacto significativo no IPCA do primeiro semestre de 2010. Após três meses de inflação mensal próxima a zero, os alimentos voltaram a pressionar o índice, a partir de setembro, motivados pelos aumentos internacionais nos preços das commodities. Evolução da Inflação IPCA (% a.m.) 1,0 0,8 0,63% 0,6 0,28% 0,2 2008 2009 2010 Dados em: % mensal 0,0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 0,37% 0,4 52 Ministério da Fazenda Inflação Vilões da inflação Em 2010, o IPCA ficou em 5,9%. Despesas Pessoais, gastos com Educação e Vestuário, bem como a alta de Alimentos no início do ano, foram os itens de maior pressão inflacionária. Inflação IPCA - 2010 (% a.a., acum. 12 m.) 12 10 8 6 2 0 10,4 7,5 7,4 6,2 5,9 5,1 5,0 3,5 Alimentação e bebidas Vestuário Despesas pessoais Educação IPCA Saúde e cuidados pessoais Habitação Artigos de residência 2,4 0,9 Transportes Comunicação Dados em: % anual, acumulada em 12 meses Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 4 53 Ministério da Fazenda Inflação Crescimento da massa salarial eleva o item “Alimentação Fora do Domicílio” A crise agrícola na Rússia e o aumento da liquidez internacional elevaram os preços dos alimentos a partir de setembro. O aumento em Alimentos no Domicílio tem comportamento sazonal (commodities e entressafra) e não reflete necessariamente pressões de demanda. A variação em Alimentos Fora do Domicílio, por sua vez, reflete principalmente o crescimento da massa salarial. IPCA e IPCA-15 (% a.m.) 5 4 1,0 3 0,6 0,9 2 1,0 1,1 1,0 19,3 0,2 0 19,3 0,2 -0,3 -0,2 19,3 1,1 0,8 19,3 0,6 19,3 1,0 19,3 1,0 19,3 1,2 1,9 0,6 19,3 1,7 1,6 0,8 0,5 19,3 1,5 19,3 1,0 0,7 1,3 1,3 1,2 1,5 2,1 2,3 1,9 1,1 0,9 0,8 0,7 0,6 19,3 0,3 -0,1 19,3 -0,4 0,4 0,5 0,2 19,3 -1,7 -1,6 -1,3 -1,2 -0,2 0,5 0,2 19,3 0,3 19,3 1,1 19,3 1,7 1,9 19,3 19,3 2,1 19,3 2,2 19,3 1,8 19,3 1,3 1,4 2,2 2,4 2,7 2,8 2,0 1,0 19,3 -0,7 -0,6 19,3 19,3 -0,8 -0,8 19,3 -1,1 -0,9 -1 Alimentação fora do domicílio Alimentação no domicílio Alimentação e Bebidas Dados em: % mensal 15 -D ez De 15 z -Ja n J 15 an -F ev Fe 15 v -M ar M 15 ar -A br Ab 15 r -M ai M 15 ai -Ju n Ju 15 n -Ju l 15 Jul -A go Ag 15 o -S et Se 15 t -O ut Ou 15 t -N ov No 15 v -D ez De z -2 Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 1 19,3 1,6 1,2 0,8 0,6 0,4 0,5 1,0 54 Ministério da Fazenda Inflação Excluídos alimentos, IPCA ficaria em 4,4% em 2010 Após 3 meses de contribuição negativa, o comportamento dos alimentos voltou a pressionar a inflação a partir de setembro de 2010. Os demais itens continuam a apresentar comportamento compatível com o ritmo de crescimento da economia, sem pressões de demanda. Decomposição da Inflação IPCA (% a.a.) 7 6 5,9 5 4 3,8 3 1 1,5 0,4 0 0,1 Dados em: % anual, complementares entre si Ja n 0 Fe 9 v0 M 9 ar 0 Ab 9 r0 M 9 ai 0 Ju 9 n 09 Ju l0 Ag 9 o 0 Se 9 t0 Ou 9 t0 No 9 v0 De 9 z0 Ja 9 n 1 Fe 0 v1 M 0 ar 1 Ab 0 r1 M 0 ai 1 Ju 0 n 10 Ju l1 Ag 0 o 1 Se 0 t1 Ou 0 t1 No 0 v1 De 0 z1 0 -1 Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 2 IPCA Transporte Público Alimentos no Domicílio Combustíveis Veículos Demais Categorias 55 Ministério da Fazenda Inflação Preços monitorados continuam trajetória de queda A desagregação do IPCA entre os grupos de preços livres e os monitorados ou administrados (como energia elétrica, combustíveis, telefonia, remédios e transporte) revela que os últimos continuam sua trajetória de desaceleração, iniciada fevereiro de 2010. Os preços livres, no entanto, influenciados pelos alimentos, continuaram crescendo em outubro e novembro. Decomposição da Inflação IPCA (% a.a., acum. 12 m.) 9 8 7,1 7 6 5 5,9 3 2 3,1 1 Ou No t 07 v De 07 z Ja 07 n Fe 08 M v 08 ar Ab 08 M r 08 a Ju i 08 n Ju 08 Ag l 08 o Se 08 Out 08 No t 08 v De 08 z Ja 08 n Fe 09 M v 09 ar Ab 09 M r 09 a Ju i 09 n Ju 09 Ag l 09 o Se 09 Out 09 No t 09 v De 09 z Ja 09 n Fe 10 M v 10 ar Ab 10 M r 10 a Ju i 10 n Ju 10 Ag l 10 o Se 10 Out 10 No t 10 v De 10 z1 0 0 Monitorados Livres IPCA Dados em: % anual, acumulada em 12 meses Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 4 56 Ministério da Fazenda Inflação Inflação de bens não-comercializáveis No conjunto, os bens não-comercializáveis, não sujeitos à concorrência internacional (tais como serviços), mantiveram tendência de alta, com variação anual de 7,3%. Os bens que podem ser importados e exportados a custos reduzidos (comercializáveis) mostraram aceleração, com evolução da taxa para 6,9%. Decomposição da Inflação IPCA (% a.a., acum. 12 m.) 10 9 8 7,3 7 6 5 3 2 Ou No t 07 v De 07 z Ja 07 n Fe 08 M v 08 ar Ab 08 M r 08 a Ju i 08 n Ju 08 Ag l 08 o Se 08 Out 08 No t 08 v De 08 z Ja 08 n Fe 09 M v 09 ar Ab 09 M r 09 a Ju i 09 n Ju 09 Ag l 09 o Se 09 Out 09 No t 09 v De 09 z Ja 09 n Fe 10 M v 10 ar Ab 10 M r 10 a Ju i 10 n Ju 10 Ag l 10 o Se 10 Out 10 No t 10 v De 10 z1 0 1 0 5,9 Bens comercializáveis Bens não-comercializáveis IPCA Dados em: % anual, acumulada em 12 meses Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 4 6,9 57 Ministério da Fazenda Inflação Bens não duráveis em alta e duráveis em baixa Quanto à desagregação do IPCA por tipo de bens, os não duráveis foram os que mais pressionaram a inflação (8,9%). Em contrapartida, os bens duráveis apresentaram inflação bem mais suave (0,9%). Decomposição da Inflação IPCA (% a.a., acum.12 m.) 15 11 7 8,9 7,6 5,1 -1 0,9 Ou No t 07 v De 07 z Ja 07 n Fe 08 M v 08 ar Ab 08 M r 08 a Ju i 08 n Ju 08 Ag l 08 o Se 08 Out 08 No t 08 v De 08 z Ja 08 n Fe 09 M v 09 ar Ab 09 M r 09 a Ju i 09 n Ju 09 Ag l 09 o Se 09 Out 09 No t 09 v De 09 z Ja 09 n Fe 10 M v 10 ar Ab 10 M r 10 a Ju i 10 n Ju 10 Ag l 10 o Se 10 Out 10 No t 10 v De 10 z1 0 -5 Serviços Bens não duráveis Bens semi-duráveis Bens duráveis Dados em: % anual, acumulada em 12 meses Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 3 58 Ministério da Fazenda Inflação Inflação medida pelo IGP-M acelera-se em 2010 O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) subiu 0,69% em dezembro, com forte desaceleração após a alta de 1,45% em novembro. Em 2010, o IGP-M registrou alta de 11,32%. Inflação IGP-M (% a.m.) 2,5 2,21 2,0 1,5 1,18 1,0 0,69 0,5 -0,5 IGP-M % mensal - Decêndios Dados em: % mensal 0 0 de c 12 /2 01 01 0 /2 0 01 3° de c 12 /2 1° 0 01 de c 11 /2 1° 10 01 10 de c 1° de c 09 /2 20 8/ 10 de c0 1° 10 20 7/ c0 de 1° 1° 10 20 6/ 20 1° de c0 10 5/ 20 1° de c0 10 4/ 20 1° de c0 10 3/ 20 1° de c0 10 2/ 20 1° de c0 09 1/ 20 1° de c0 09 2/ 20 1° de c1 09 de c1 1/ 9 20 1° 9 00 1° de c1 0/ /2 00 09 /2 1° d ec 08 ec 1° d 1° de c0 7/ 20 09 -1,0 Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 0,0 59 Ministério da Fazenda Inflação Matérias-primas agrícolas pressionam o IGP-M As influências de alta do IGP-M vieram em grande parte de Bens Intermediários e de Matérias-Primas Brutas – Agropecuárias, com destaque para a aceleração de preços de materiais e componentes para manufatura, e de commodities, como bovinos, soja e algodão. Em contrapartida, ligeira desaceleração pode ser percebida em Matérias-Primas Brutas – Minerais. Contribuição na Inflação IGP (% a.m.) 15 2,3 10 -5 3,0 2,3 0,7 0,1 0,4 0,2 0,8 0,6 0,1 -0,4 -1,6 -1,1 -2,5 -2,0 0,0 0,2 0,1 0,8 0,2 0,6 0,3 0,5 0,4 1,0 1,4 -0,7 -0,8 -1,8 -0,8 -0,7 -2,8 -3,0 -3,0 -1,1 -0,7 -0,9 -3,6 -3,5 -0,7 -0,8 -0,8 -0,9 -0,9 -0,1 -0,6 -0,8 2,7 5,1 3,5 2,6 1,3 1,8 2,9 3,1 2,4 0,4 1,3 2,2 2,3 2,4 2,2 0,9 1,5 1,4 1,3 1,2 1,3 1,4 1,6 2,1 2,3 2,3 -0,7 -0,1 -0,3 -0,3 Matérias-primas brutas – minerais Matérias-primas brutas – agropecuárias Bens intermediários Bens finais Dados em: % mensal Ja n 0 Fe 9 v0 M 9 ar 0 Ab 9 r0 M 9 ai 0 Ju 9 n 09 Ju l0 Ag 9 o 0 Se 9 t0 Ou 9 t0 No 9 v0 De 9 z0 Ja 9 n 1 Fe 0 v1 M 0 ar 1 Ab 0 r1 M 0 ai 1 Ju 0 n 10 Ju l1 Ag 0 o 1 Se 0 t1 Ou 0 t1 No 0 v1 De 0 z1 0 -10 Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 1,6 1,5 0,7 0,7 4,5 5 3,6 1,4 2,4 1,0 1,2 0 1,3 1,5 1,3 1,5 -0,1 -0,1 2,9 2,3 5,6 60 Ministério da Fazenda Inflação Índice do mercado de commodities - CRB volta a se valorizar O índice spot CRB (Commodity Research Bureau) é um dos indicadores de referência global para o mercado de commodities, construído a partir de seis sub-índices (CRB Metais, CRB Têxteis, CRB Matérias-Primas Industriais, CRB Produtos Alimentícios, CRB Gorduras e Óleos e CRB Animais Vivos). O aumento da liquidez internacional e poucas alternativas de aplicações financeiras elevaram os preços das principais commodities, sendo que, a partir de setembro de 2010, o índice superou os valores pré-crise internacional. Entretanto, o impacto sobre a inflação brasileira tem sido atenuado pela valorização do real. Mercado à vista (US$) US$ US$ 550 550 554,0 490 490 476,0 430 430 QE2 310 370 310 QE1 Ja n Fe 07 M v0 ar 7 Ab 07 M r 07 a Ju i 07 n Ju 07 Ag l 07 o Se 07 Out 0 7 No t 07 Dev 07 Ja z 07 n Fe 08 M v0 ar 8 Ab 08 M r 08 a Ju i 08 n Ju 08 Ag l 08 o Se 08 Out 08 No t 08 v De 08 Ja z 08 n Fe 09 M v0 a 9 Abr 09 M r 09 a Ju i 09 n Ju 09 Ag l 09 o Se 09 Out 09 No t 09 Dev 09 z Ja 09 Fen 1 M v 10 ar 0 Ab 10 M r 10 a Ju i 10 n Ju 10 Ag l 10 o Se 10 Out 10 No t 10 Dev 10 z 31 Jan 10 Ja 11 n 11 250 250 Dados em: US$ * QE1 e QE2 representam as medidas de flexibilização monetária (quantitative easing) adotadas pelo banco central dos EUA, Federal Reserve Fonte: Bloomberg Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 370 CRB Spot CRB Alimentos 61 Economia Brasileira em PERSPECTIVA Juros e Crédito Ministério da Fazenda Ministério da Fazenda Dinamização do mercado de capitais A rápida expansão do crédito doméstico não implicou maior fragilidade financeira. Indicador relevante para aferir a solidez do crédito são os dados de estoque da dívida – endividamento –, que são diferentes dos desembolsos mensais gerados pelo serviço da dívida – comprometimento. O último dado de endividamento das famílias brasileiras aponta para valor correspondente a apenas 34,9% da renda do trabalho, enquanto que, nos EUA, a relação é de 179,6%. Portanto, o nível de endividamento no Brasil é significativamente inferior ao dos EUA e, também, ao dos demais países do G7 (Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido), que – conforme dados divulgados pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) – superam 80% da renda disponível. Corroborando a solidez do mercado brasileiro de crédito, a inadimplência apresentou recuo de dois pontos percentuais – de 7,7% para 5,7% – nos últimos doze meses, ao refletir a concentração do crédito em linhas menos custosas e com estruturas de garantias adequadas aos riscos assumidos. O aquecimento da economia, a queda das taxas de desemprego e o aumento da renda contribuíram para a redução dos níveis de inadimplência no mercado de crédito, indicando a sustentabilidade do processo de endividamento das famílias, tanto pelas condições favoráveis no mercado de trabalho como pela melhor composição do endividamento. O processo de capitalização da Petrobras, no montante de R$ 120,3 bilhões, configurou a maior captação mundial de recursos por meio da venda de ações. A operação reforçou o caixa da empresa em cerca de R$ 45 bilhões e deve possibilitar a sequencia de seu plano de investimentos de US$ 224 bilhões até 2014. Ao final de setembro de 2010, a Petrobras era a quarta maior empresa do mundo listada no mercado de capitais, atrás de Exxon, Petrochina e Apple, enquanto a BM&F–BOVESPA alcançava a posição de segunda maior bolsa de valores do globo. Edição Especial | Ano 2010 Nas operações para pessoas físicas, os spreads recuaram para os menores níveis da série histórica. Outro fator que tem contribuído para a queda dessas taxas é a expansão do crédito para pessoas físicas em carteiras de menor risco e a exigência de novas garantias, como o empréstimo consignado, o financiamento imobiliário e a alienação fiduciária. 64 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Taxa de juros em ascensão O ciclo de juros estáveis em 10,75% desde julho de 2010 foi interrompido em janeiro de 2011, com a elevação em 0,50 p.p. da taxa Selic. A taxa real ex-ante manteve-se acima de 6% a.a. Sob uma perspectiva de prazo mais longo, entretanto, verifica-se queda de 15,25 pontos percentuais na Selic desde junho de 2003. Taxa SELIC e Taxa Real ex-ante (% a.a.) 30 25 20 15 6,40 5 Dados em: % anual, taxa real deflacionada pela mediana das expectativas de inflação acumuladas para os próximos 12 meses até 3 de fevereiro de 2010 No v M 01 ar 0 Ju 2 l0 No 2 v M 02 ar 0 Ju 3 l0 No 3 v M 03 ar 0 Ju 4 l0 No 4 v M 04 ar 0 Ju 5 l No 05 v M 05 ar 0 Ju 6 l0 No 6 v M 06 ar 0 Ju 7 l0 No 7 v M 07 ar 0 Ju 8 l0 No 8 v M 08 ar 0 Ju 9 l No 09 v M 09 ar 1 Ju 0 No l 10 v1 Fe 0 v1 1 0 Fontes: Bloomberg e Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 10 11,25 Meta Selic Taxa real ex-ante de juros 65 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Curva de juros de janeiro de 2012 em alta As curvas dos contratos de juros futuros elevaram-se em decorrência das expectativas dos mercados quanto às condições do cenário internacional ao final de 2010. Contratos DI* de 1 dia (% a.a.) 13,5 12,9 12,9 13,0 12,5 12,4 12,0 11,5 10,7 10,5 Dados em: % anual 10,0 * DI - Depósito interfinanceiro de 1 dia - Futuro 05 J 30 an 0 J 9 27 an 0 Fe 9 31 v 0 M 9 30 ar 0 A 9 29 br 0 M 9 30 ai 0 Ju 9 n 31 09 Ju 31 l 0 Ag 9 30 o 09 S 30 et 0 Ou 9 30 t N 09 30 ov 0 D 9 29 ez 0 J 9 26 an 1 Fe 0 31 v 1 M 0 30 ar 1 A 0 31 br 1 M 0 a 30 i 10 Ju 30 n 1 J 0 31 ul 1 Ag 0 29 o 1 S 0 29 et 1 Ou 0 30 t 1 No 0 30 v 1 De 0 31 z 1 04 Jan 0 Fe 11 v1 1 9,5 Fonte: Bloomberg Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 11,0 Jan 14 Jan 13 Jan 12 Jan 11 66 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Juros pagos pelo Governo reduzem-se desde 2005 A redução sistemática das taxas de juros nos últimos anos, aliada ao crescimento mais vigoroso da economia, foram os principais fatores a explicar a queda no peso dos juros pagos pelo Governo. Desde 2003, a redução foi de 37%, passando de 8,5% para 5,4% do PIB. Parcela das despesas com juros decorre da acumulação de reservas internacionais. Evolução do Pagamento de Juros (% do PIB) Queda de 38% 6,6 6,7 7,7 8,5 6,6 7,4 6,8 6,1 5,5 5,4 5,3 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Dados em: % do PIB, sem desvalorização cambial Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 8,2 67 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Captações recordes das empresas no exterior O apetite dos investidores internacionais por emissões brasileiras mostrou-se crescente em 2009 e 2010. O movimento reflete tanto a conjuntura internacional, com abundância de liquidez após a injeção de recursos realizada pelos bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa, como mudanças da economia brasileira, incluindo processo de consolidação e internacionalização das empresas nacionais. Em 2010, os bancos aumentaram sua participação no total das emissões, com vistas a conceder às empresas que operam no mercado nacional a assistência creditícia necessária à expansão dos negócios e à realização de investimentos. Para os próximos anos, a perspectiva é de manutenção do cenário positivo para as captações em moeda estrangeira. Captações Externas (US$ bilhões) 39,0 25,7 19,9 16,8 4,9 5,0 2003 3,3 17,6 3,8 12,3 10,6 4,7 2,2 3,8 2004 2005 2,3 2006 2,9 6,3 6,2 5,7 17,3 10,9 3,0 1,7 2007 Total Empresas República Bancos Dados em: US$ bilhões 2,8 0,6 2,9 4,1 2008 2009 16,9 4,3 2010* * Posição em 9 de dezembro de 2010 Fonte: Bond Radar Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 6,9 11,2 19,2 68 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Crescimento nos volumes de crédito livre e direcionado No mês de dezembro, o crédito no segmento livre alcançou R$ 1,118 trilhão, com crescimento de 1,5% ante novembro de 2010 e de 17,1% ante dezembro de 2009. Na modalidade direcionada, impulsionado pelas operações vinculadas ao BNDES e à habitação, o volume de crédito atingiu R$ 586,2 bilhões, com crescimento de 1,71% em relação ao mês anterior, de 27,5% comparado ao mesmo mês do ano anterior e 306,9% frente a outubro de 2003. Operações de Crédito com Recursos Livres e Direcionados (R$ bilhões e % do PIB) Aumento de 20,6 pontos percentuais do PIB 46,6 45,0 40,8 35,2 240 144 Dez 02 24,6 25,7 30,9 256 318 404 498 661 163 Dez 03 181 Dez 04 203 Dez 05 234 Dez 06 275 Dez 07 871 356 Dez 08 955 460 Dez 09 1.118 586 Dez 10 % do PIB Livre Direcionado Dados em: R$ bilhões, em valores nominais, e % do PIB (totais) Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 26,0 28,3 69 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Aumenta a participação dos bancos privados no total do crédito Os bancos públicos continuaram na dianteira em disponibilização do crédito desde o período crítico da crise, apesar da retração verificada em setembro de 2010. De setembro de 2008 a dezembro de 2010, o saldo das operações de crédito desses bancos cresceu 81,2%, enquanto o dos bancos privados de capital nacional aumentou 35,4% e dos estrangeiros, 20,2%. Do total de crédito disponibilizado pelo sistema em 2010, os bancos públicos responderam por 41,9%; os privados por 40,7%; e os estrangeiros por 17,4%. Saldo Bancário por Tipo de Instituição (% mês contra mesmo mês no ano anterior) 45 40 35 30 22,40 25 21,51 15 10 5 Crise Financeira Internacional 13,91 Se Out 07 No t 07 v De 07 z Ja 07 n Fe 08 M v 08 a Abr 08 M r 08 a Ju i 08 n Ju 08 Ag l 08 o Se 08 Out 08 No t 08 v De 08 z Ja 08 n Fe 09 M v 09 a Abr 09 M r 09 a Ju i 09 n Ju 09 Ag l 09 o Se 09 Out 09 No t 09 v De 09 z Ja 09 n Fe 10 M v 10 a Abr 10 M r 10 a Ju i 10 n Ju 10 Ag l 10 o Se 10 Out 10 No t 10 v De 10 z1 0 0 IF Pública IF Privada Nacional IF Estrangeira Dados em: % mês contra mesmo mês no ano anterior Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 20 70 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Operações de crédito de longo prazo financiadas por bancos públicos O crédito de longo prazo desempenha papel central para o crescimento dos investimentos. Em 2010, dos R$ 267 bilhões de operações de crédito com vencimento superior a 5 anos, 87% provieram dos principais bancos públicos, com 59,8% do total fornecidos pelo BNDES. Distribuição de Operações de Crédito (% do total) SANTANDER 2,58% BRADESCO 3,79% BB 12,02% OUTROS 5,27% BNDES 59,82% Dados em: % do total Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 CEF 14,79% ITAU 1,74% 71 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Participação do BNDES no crédito total Apesar do incremento no crédito disponibilizado pelo BNDES em 2010, sua participação no crédito total do sistema tem permanecido dentro dos patamares históricos. Em 2006, a participação de mercado do BNDES correspondia a 19,1%, tendo decrescido para 17,1% em 2007, voltando a subir para 20,7% em 2010. A média dos últimos cinco anos foi de 18,9%. Empréstimos do BNDES no Sistema Financeiro Nacional (% do total) 19,0 21,1 24,4 24,2 21,9 20,3 19,1 17,1 17,1 20,3 20,7 * Dados preliminares 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010* Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Dados em: % do total 72 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Crédito do BNDES em expansão até 2010 A expansão do crédito direcionado chegou ao seu maior patamar em 2010, devendo decrescer a partir de 2011. A atuação do BNDES nesta modalidade, via repasses e crédito direto, deverá focar-se em financiamentos à infraestrutura e inovação. Créditos do BNDES (R$ bilhões) 19 23 18 20 23 28 25 27 37 41 34 40 40 38 47 54 51 74 65 99 91 121 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 168 201 18 19 1996 136 170 10 13 Dados em: R$ bilhões 2009 2010* * Valores preliminares Fonte: BNDES Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Desembolsos Aprovações 73 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Crescimento dos desembolsos liderados pela indústria e infraestrutura Pilares do desenvolvimento econômico, os setores de indústria e de infraestrutura lideraram os desembolsos do BNDES em 2010. Desembolsos do BNDES por setor - 2010 (R$ bilhões e % do total) 100 90 24% 80 70 8,1% 60 50 47,7% 78,8 48,2 10,1 31,3 * Infraestrutura corresponde a eletricidade e gás, água, esgoto e lixo, transportes (terrestre, aquaviário, aéreo) e telecomunicações Indústria Infraestrutura Agropecuária Comércio e Serviços Fonte: BNDES Elaboração: Ministério da Fazenda 30 20 Dados em: R$ bilhões e % 10 0 Edição Especial | Ano 2010 46,5% 40 Desembolsos % frente ao mesmo período do ano anterior 74 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Crédito consignado lidera empréstimos para famílias Sob um cenário caracterizado pelo crescimento da renda e do emprego em 2010, o total de desembolsos na modalidade de crédito consignado foi 27,3% superior a 2009 . A implementação do crédito consignado, a partir de 2003, mostrou-se iniciativa bem sucedida, na medida em que proporciona maior acesso ao crédito e reduz o risco de inadimplência. A redução do risco pode ser notada pela diminuição da taxa média dos juros cobrados. Operações de Crédito Total (R$ bilhões) e Taxa Média de Juros (% a.a.) 800 700 39,2 558,2 36,4 600 33,3 28,1 500 314,4 300 100 0 136,5 235,8 64,7 188,8 48,2 31,7 48.2 64.7 389,5 78,9 78.9 27,2 137,4 35 27,5 30 25 107,9 20 15 10 17,2 119,3 31.7 157,1 187,6 249,7 310,6 354,6 420,8 Dez 04 Dez 05 Dez 06 Dez 07 Dez 08 Dez 09 Dez 10 17.2 40 5 0 Total Operações de Crédito para Pessoa Física, excluindo Crédito Consignado Total (R$ bilhões) Crédito Consignado Total - Trabalhadores públicos e privados (R$ bilhões) Taxa média de juros de crédito consignado (% anual) Dados em: R$ bilhões e % anual Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 400 200 30,8 462,5 45 75 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Crédito para Pessoa Física responde por metade do crédito livre Nas operações para o segmento pessoa física, o crescimento da carteira respondeu à ampliação das modalidades com menor risco/ taxa de juros e maior prazo, como o empréstimo consignado. Contribui também para a melhoria qualitativa do crédito a redução na inadimplência. Operações de Crédito para Pessoa Física* Set 08 - R$ 384,3 bilhões Cartão de Crédito 6% Cartão de Crédito 5,3% Fin. Imobiliário 1% Cheque Especial 4% Outros 14% Cooperat. 4% Crédito Pessoal 32% Aquisição de Bens e Leasing 33,8% Fin. Imobiliário 1,3% Cheque Especial 2,9% Outros 15,4% Cooperat. 4,5% Crédito Pessoal 36,8% Dados em: % do total * Saldo com recursos livres, por modalidade Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Aquisição de Bens e Leasing 39% Dez 10 - R$ 558,27 bilhões 76 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Retomada do crédito para Pessoa Jurídica Nas operações para o segmento pessoa jurídica, os desembolsos em 2010 apresentaram elevação de 6,4% em relação ao registrado no ano anterior. Destaque para operações de capital de giro e conta garantida. Operações de Crédito para Pessoa Jurídica* Set 08 - R$ 444,4 bilhões Dez 10 - R$ 559,3 bilhões Dez 10 - R$ 559,3 bilhões Outros 13,98% Rural 1% Financiamento Importação e Outros 4% Hot Money 0,02% Vendor 2% Capital de giro 34% Leasing e Aquisição de Bens 16% Descontos de Duplicatas e NPs 3% Conta Garantida 11% Outros 18,1% Hot Money 0,1% Capital de giro 47,6% Rural 0,6% Financiamento Importação e Outros 2,1% ACC e Repasses Externos 6,6% Vendor 1,7% Leasing e Aquisição de Bens 10,5% Descontos de Duplicatas e NPs 3,2% Conta Garantida 9,5% Dados em: % do total * Saldo com recursos livres, por modalidade Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 ACC e Repasses Externos 15% 77 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Aumento do prazo das operações de crédito Ao longo de 2010, por força do dinamismo da economia, bem como pela melhor composição dos passivos do sistema bancário (captação), o prazo médio das operações de crédito ampliou-se, tanto para o segmento de pessoa jurídica como de pessoa física. Desde janeiro de 2003, o prazo foi estendido em mais de 200 dias para ambos os segmentos de mercado. Prazo Médio das Operações de Crédito (dias corridos) 600 561 500 400 400 308 177 200 Pessoa Jurídica Pessoa Física 100 Dados em: dias corridos Ju l0 4 Ja n 05 Ju l0 5 Ja n 06 Ju l0 6 Ja n 07 Ju l0 7 Ja n 08 Ju l0 8 Ja n 09 Ju l0 9 Ja n 10 Ju l1 De 0 z1 0 3 04 Ja n 2 03 l0 Ju n Ja 02 l0 Ju 01 Ja n 01 n Ju l Ja Ju n 00 0 Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 300 78 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Queda nas taxas de inadimplência Com o aquecimento da economia, a queda das taxas de desemprego e o aumento da renda, houve a redução dos níveis de inadimplência. Outros fatores foram a expansão no crédito para pessoas físicas em carteiras de menor risco e a exigência de garantias, tais como o empréstimo consignado, o financiamento imobiliário e a alienação fiduciária. Conquanto as taxas de inadimplência tenham se elevado para o segmento de pessoa jurídica, seus níveis encontram-se dentro dos patamares históricos. Taxas de Inadimplência (% do total) 10 7,7 7,3 8 5,7 6 3,6 2 2,1 Dados em: % do total 1,6 Ju l1 De 0 z1 0 9 10 l0 n Ja 09 Ju 08 Ja n 08 Ju l 07 Ja n Ju l 6 07 l0 n Ja Ju 5 06 l0 n Ja Ju 4 05 l0 n Ja 04 Ju 03 n Ja Ju l 2 03 n l0 Ja Ju 1 02 n Ja 01 l0 n Ju Ja n 00 0 Ju Pessoa Jurídica Pessoa Física Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 4 79 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Taxas de juros bancários caem a níveis históricos Com o recuo da inadimplência verificado ao final de 2009, aliado ao cenário favorável de retomada do crédito em 2010, as taxas médias anuais de juros bancários atingiram níveis históricos e alcançaram, no mês de outubro 40,4%, para o segmento de pessoa física e 28,6% para o de pessoa jurídica. Custo do Crédito ao Consumidor (% a.a.) O Custo dos Empréstimos Evolução das Taxas de Juros Modalidade 2010 Out* Nov* Dez* Variação no mês 35,4 34,8 35,0 0,2 40,4 39,1 40,6 1,5 Operação de Crédito (PJ) 28,7 28,6 27,9 -0,7 Out* Nov* Dez* Variação no mês CDC (Bens Duráveis) 50,4 48,3 47,9 -0,4 CDC Veiculos 23,5 22,8 25,2 2,4 Cheque Especial 163,6 169,4 170,7 1,3 Crédito Pessoal 43,6 42,0 44,1 2,1 Modalidade Pessoa Fisica Dados em: % anual * Dados preliminares Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Operação de Crédito (Geral) Operação de Crédito (PF) 80 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Taxas de juros para operações de crédito com tendência de queda desde 2003 O movimento de alta ocorrido no mês de dezembro pode ser atribuído à elevação dos depósitos compulsórios pelo BC e à majoração do requerimento de capital para operações de crédito a pessoas físicas com prazos superiores a 24 meses (fator de ponderação de risco). Na média, os juros para o segmento PF observaram ligeira alta. Já para as empresas, houve redução média das taxas. Observadas de uma perspectiva de prazo mais longo, as taxas vêm declinando desde 2003. Taxas de Juros em Operações Ativas de Crédito (% a.a.) 100 50 83,6 90 80 44 70 34,8 60 38 32 50 40 20 Pessoa Jurídica Pessoa Física 10 Dados em: % anual 30 27,9 26 l0 7 Ja n 08 Ju l0 8 Ja n 09 Ju l0 9 Ja n 10 Ju l1 De 0 z1 0 Ju 6 07 l0 n Ju Ja 5 06 Ja n 05 l0 Ju 04 n Ja Ju l 3 04 l0 n Ja 03 Ju 02 n Ja 02 Ju l 01 n Ja Ju l n n Ja Ju 01 0 00 20 Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 40,6 81 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Spread em empréstimos para pessoas físicas cai a níveis recordes Nas operações para pessoas físicas, os spreads recuaram para os menores níveis da série histórica. Outro indicador importante é a manutenção da trajetória de queda na taxa de inadimplência, o que indica a sustentabilidade do processo de endividamento das famílias, tanto pelas condições favoráveis no mercado de trabalho como pela melhor composição do endividamento. Spread Bancário Pessoa Física (p.p.) 70 56 42,7 40,6 42 14 SPREAD Dez 09 31,6 11,1 Dez 10 28,5 12,1 Taxa Operação Ativa (%) Taxa Operação Passiva (Captação) (%) Dados em: % e ponto percentual M ar 0 Ju 5 n 0 Se 5 t0 De 5 z0 M 5 ar 0 Ju 6 n 06 Se t0 De 6 z0 M 6 ar 0 Ju 7 n 07 Se t0 De 9 z0 M 7 ar 0 Ju 8 n 0 Se 8 t0 De 8 z0 M 8 ar 0 Ju 9 n 0 Se 9 t0 De 9 z0 M 9 ar 0 Ju 9 n 10 Se t1 De 0 z1 0 0 Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 28 82 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Spread do segmento Pessoa Jurídica registra ligeira elevação em dezembro Com relação ao spread bancário para o segmento corporativo, verifica-se elevação de 0,5 ponto percentual frente aos 16,5% registrados em novembro de 2009. Spread Bancário Pessoa Jurídica (p.p.) 35 27,9 30 25,5 25 SPREAD Dez 09 16,5 15 10 Dez 10 17,0 10,9 9,0 M ar 0 Ju 5 n 0 Se 5 t0 De 5 z0 M 5 ar 0 Ju 6 n 0 Se 6 t0 De 6 z0 M 6 ar 0 Ju 7 n 07 Se t0 De 9 z0 M 7 ar 0 Ju 8 n 0 Se 8 t0 De 8 z0 M 8 ar 0 Ju 9 n 0 Se 9 t0 De 9 z0 M 9 ar 0 Ju 9 n 10 Se t1 De 0 z1 0 5 Taxa Operação Ativa (%) Taxa Operação Passiva (Captação) (%) Dados em: % e ponto percentual Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 20 83 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Índices superiores aos limites de capital de Basiléia Os bancos do Sistema Financeiro Nacional, tanto públicos como privados, seguem os parâmetros estabelecidos pelo Acordo de Basiléia. No País, a exigência de capital mínimo relativo é de 11% do total de ativos ponderados pelo grau de risco. A restrição contra a alavancagem dos bancos, tendo em vista a imposição de maior participação de capital próprio nas estruturas de capital dos bancos, permite solidez às operações no País. O Brasil opera com parâmetros muito superiores aos mínimos exigidos por Basiléia, inclusive se comparado mundialmente. Índice de Basiléia (% do total de ativos ponderados pelo grau de risco) 10,7 11,7 11,7 13,0 13,0 13,3 13,9 R Un ein id o o Af do ric Su a l Ín di a Gr éc ia Au st rá lia Po rtu ga l 14,2 C dooréi S a Es ul t a Un d id os os Ch ile 14,4 14,7 16,2 17,6 Ch in a Al em an ha 18,5 bi a M m éx ico 18,5 ia Co lô 18,5 Rú ss il 19,9 a Br as Tu rq ui Dados em: % do total de ativos ponderados pelo grau de risco Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Índice de Basiléia BCBS (9%) 84 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Amplia-se o mercado brasileiro de capitais Além da elevação do crédito bancário, os financiamentos via mercado de capitais estão em expansão, com ampliação dos volumes negociados nas bolsas de valores. 600,8 1.195,4 1.359,5 1.288,1 1.592,8 2004 407,0 2003 306,3 2002 205,9 136,1 2001 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Dados em: R$ bilhões Fonte: BM&FBovespa Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 149,8 Movimento da Bolsa de Valores (R$ bilhões) 85 Economia Brasileira em PERSPECTIVA Panorama Internacional Ministério da Fazenda Ministério da Fazenda Expansão brasileira acima da média mundial O Brasil chega em 2010 com a marca da superação dos obstáculos ao crescimento sustentável. Entre 1980 e 2002, o crescimento do País era a metade do crescimento médio mundial. Desde 2003, contudo, o País vem crescendo na média do crescimento mundial. Graças a grandes transformações, incluindo a constituição de um mercado doméstico dinâmico, a expansão dos investimentos produtivos e os programas de sustentação do investimento, o Brasil prepara-se agora para liderar o crescimento mundial, juntamente com outros grandes países emergentes, como China e Índia. Quando comparada às demais economias, a expansão brasileira de 2010 encontra-se acima da média mundial e da América Latina. A despeito do arrefecimento dos efeitos da crise, o crescimento dos países desenvolvidos ainda foi tímido em 2010 e tende a continuar, em 2011, abaixo do crescimento médio dos países emergentes. Edição Especial | Ano 2010 88 Ministério da Fazenda 1,8 Estados Unidos 0,5 6,2 Itália Turquia Norte 0,1 da África Arábia Saudita México 4,6 Brasil África do Sul 2002 Acima de 4% Fonte: FMI e The Economist Elaboração: Ministério da Fazenda 89 China Coreia 0,3 4,5 Indonésia 3,9 3,7 Argentina 7,2 Índia 7,4 África Sub-Sahara 2,7 -10,9 Dados em: % anual 9,1 França 3,1 0,8 0,0 1,1 2,1 Reino Unido Edição Especial | Ano 2010 Canadá Japão 4,7 Rússia Alemanha 2,9 Panorama Internacional Mudanças na geopolítica define os novos vencedores Austrália Crescimento Mundo Entre 2% e 4% Menor que 2% Ministério da Fazenda Alemanha 2,9 Canadá 1,7 2,8 Reino Unido Estados Unidos 1,6 França 5,3 5,2 3,7 3,6 1,0 Itália Norte da África 7,8 9,7 Brasil África do Sul Argentina Acima de 4% Austrália Dados em: % anual Edição Especial | Ano 2010 2010 6,0 Indonésia 3,0 2,8 7,5 China Índia 3,4 Arábia Saudita 5,0 África Sub-Sahara 7,5 6,1 4,3 Japão Coreia 10,3 Turquia México Rússia Fonte: FMI e The Economist Elaboração: Ministério da Fazenda 90 Crescimento Mundo Entre 2% e 4% Panorama Internacional Novo quadro econômico mundial acentuado pela crise Menor que 2% Ministério da Fazenda Panorama Internacional Brasil é um dos países que mais crescem no mundo Os mercados emergentes tiveram desempenho positivo em 2009, em parte devido às fortes intervenções governamentais para minimizar os efeitos da crise. O crescimento econômico dos países desenvolvidos permaneceu contido em 2010. As economias emergentes deverão continuar à frente do crescimento da economia mundial nos próximos anos. China Índia Japão Estados Unidos Alemanha Rússia México 1,7 1,5 -4,1 5,0 3,5 -6,5 3,7 4,3 -7,9 3,5 2,6 -4,9 2,9 3,1 -2,6 4,2 1,5 -5,3 7,5 5,0 Brasil ** Zona do Euro 2009 2010 * 2011 * Dados em: % anual * Estimativas The Economist edição 03 de fevereiro de 2010 ** Estimativas Ministério da Fazenda Fonte: FMI e The Economist Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 -0,6 7,4 8,8 8,6 9,1 10,2 8,9 Crescimento do PIB - Países Selecionados (% a.a.) 91 Ministério da Fazenda Panorama Internacional Aumento das reservas internacionais nos países emergentes Os países emergentes registraram significativo aumento em suas reservas internacionais nos últimos anos, devido à alta atratividade das suas economias e aos saldos positivos na balança comercial. A economia brasileira foi a que mais contribuiu para o aumento das reservas na América Latina, possibilitando a redução da sua vulnerabilidade externa. Reservas Internacionais (US$ bilhões) 1.054,5 987,6 1.001,7 839,0 822,5 333,6 2005 597,5 310,3 211,7 1.531,3 497,3 265,4 1.950,3 2.348,8 622,8 338,2 2.693,4 Dados em: US$ bilhões 1.069,5 419,9 2006 Oriente Médio e Norte da África América Latina Europa em desenvolvimento China Ásia em desenvolvimento 597,7 583,6 659,1 741,0 2007 2008 2009 2010* * Posição em julho de 2010 Fonte: FMI Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 436,5 255,3 166,2 445,1 268,1 547,8 305,8 92 Ministério da Fazenda Panorama Internacional Comércio internacional de países superavitários selecionados Alemanha, Argentina, China e Japão apresentaram superávits comerciais com o resto do mundo em 2010. Balança Comercial - Países Selecionados (US$ bilhões) Alemanha 8 6 4 2 0 -2 -4 -6 -8 -10 Japão China n0 Ju 1 l0 Ja 1 n0 Ju 2 l0 Ja 2 n0 Ju 3 l0 Ja 3 n0 Ju 4 l0 Ja 4 n0 Ju 5 l0 Ja 5 n0 Ju 6 l0 Ja 6 n0 Ju 7 l0 Ja 7 n0 Ju 8 l0 Ja 8 n0 Ju 9 l0 Ja 9 n1 Ju 0 l D e 10 z1 0 Ja Ja n0 Ju 1 l0 Ja 1 n0 Ju 2 l0 Ja 2 n0 Ju 3 l0 Ja 3 n0 Ju 4 l0 Ja 4 n0 Ju 5 l0 Ja 5 n0 Ju 6 l0 Ja 6 n0 Ju 7 l0 Ja 7 n0 Ju 8 l0 Ja 8 n0 Ju 9 l0 Ja 9 n1 Ju 0 l D e 10 z1 0 22,6 100 EXP - Japão 80 60 6,5 40 20 0 -20 -40 -60 -80 Jan 01Jul 01 Jan 02Jul 02 Jan 03Jul 03 Jan 04Jul 04 Jan 05Jul 05 Jan 06Jul 06 Jan 07Jul 07 Jan 08Jul 08 Jan 09Jul 09 Jan 10JulDez 10 10 Exportações - Japão Importações - Japão Saldo - Japão Exportações - China Importações - China Saldo - China Exportações - Alemanha Importações - Alemanha Saldo - Alemanha Exportações - Argentina Importações - Argentina Saldo - Argentina Dados em: US$ bilhões Fonte: Bloomberg Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 200 150 100 50 0 -50 -100 -150 0,4 n0 Ju 1 l0 Ja 1 n0 Ju 2 l0 Ja 2 n0 Ju 3 l0 Ja 3 n0 Ju 4 l0 Ja 4 n0 Ju 5 l0 Ja 5 n0 Ju 6 l0 Ja 6 n0 Ju 7 l0 Ja 7 n0 Ju 8 l0 Ja 8 n0 Ju 9 l0 Ja 9 n1 Ju 0 l De 10 z1 0 Ja n0 Ju 1 l0 Ja 1 n0 Ju 2 l0 Ja 2 n0 Ju 3 l0 Ja 3 n0 Ju 4 l0 Ja 4 n0 Ju 5 l0 Ja 5 n0 Ju 6 l0 Ja 6 n0 Ju 7 l0 Ja 7 n0 Ju 8 l0 Ja 8 n0 Ju 9 l0 Ja 9 n1 Ju 0 l De 10 z1 0 10,2 Ja 60 40 20 0 -20 -40 -60 Argentina 93 Ministério da Fazenda Panorama Internacional Comércio internacional de países deficitários selecionados Os Estados Unidos apresentaram déficit comercial de US$ 595 bilhões em 2010. A Zona do Euro apresentou resultado próximo ao equilibro no comercio internacional, com pequeno déficit de US$ 500 milhões em dezembro. Balança Comercial - Países Selecionados (US$ bilhões) EUA Zona do Euro 220 220 170 170 120 120 70 70 20 20 -30 -30 -0,50 -130 -130 -180 -180 -230 -230 Ja n Ju 01 l Ja 01 n Ju 02 l Ja 02 n Ju 03 l Ja 03 n Ju 04 l Ja 04 n0 Ju 5 l Ja 05 n Ju 06 l Ja 06 n Ju 07 l Ja 07 n Ju 08 l Ja 08 n Ju 09 l Ja 09 n Ju 10 De l 10 z1 0 -80 Ja n Ju 01 l Ja 01 n0 Ju 2 l Ja 02 n Ju 03 l Ja 03 n Ju 04 l Ja 04 n Ju 05 l Ja 05 n Ju 06 l Ja 06 n Ju 07 l Ja 07 n Ju 08 l Ja 08 n Ju 09 l Ja 09 n Ju 10 De l 10 z1 0 -38,3 Exportações - Zona do Euro Importações - Zona do Euro Saldo - Zona do Euro Dados em: US$ bilhões Fonte: Bloomberg Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 -80 Exportações - EUA Importações - EUA Saldo - EUA 94 Ministério da Fazenda Panorama Internacional Brasil tem um dos melhores resultados fiscais do G20 Comparado ao conjunto do G20, o Brasil mostra relevante solidez fiscal, apresentando um dos menores déficits nominais em 2010. Resultado Nominal - Países do G20 (% do PIB) - 2010 1 6,6 0,4 -1,4 -2,0 -2,2 -2,6 -2,6 -2,7 -3,0 -3,3 -4,0 -4,6 -5,1 -5,3 -5,5 -6,2 -7,4 -7,8 -8,9 -10,1 Dados em: % do PIB * Estimativas Governo Edição The Economist 3 de fevereiro de 2011 SaArá ud bia Ar ita ge nti na In do né sia C dooré Suia l Ch in a Br as il* M éx ic Au o st rá lia Al em an ha Tu rq ui a Ca na dá Rú ss ia Itá lia Áf do ric Su a l Ín di a do Zo Eu na ro Ja pã o Fr an ça Es Untad id os In os gla te rra 1 Fonte: The Economist Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 média -3,9% 95 Ministério da Fazenda Panorama Internacional Valorização das moedas em relação ao dólar O dólar dos EUA desvalorizou-se em relação às demais moedas em 2009 e 2010. No Brasil, o forte crescimento econômico, a relação risco-retorno dos ativos baseados em real e as perspectivas de crescimento futuro fomentam a entrada de capitais estrangeiros no País e a valorização do Real. Desempenho de moedas em 2010 -3,3 -0,9 Desempenho de moedas em 2009 e 2010 Dinamarca Zona do Euro Reino Unido México 3,4 Cingapura 5,0 Japão 5,5 Coréia do Sul 6,2 Taiwan 6,7 Suíça 7,9 Suécia 9,1 Noruega 9,4 Canadá 10,7 Nova Zelândia 11,5 Brasil 13,9 África do Sul 14,7 Austrália -4,7 -4,7 6,4 11,1 11,8 11,9 11,9 12,0 13,5 15,9 19,3 22,2 Dados em: % apreciação em relação ao dólar norte-americano 34,2 39,3 42,9 45,1 Fonte: Bloomberg Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Dinamarca Zona do Euro Reino Unido Noruega Coréia do Sul Brasil Canadá México Suécia Nova Zelândia Taiwan Cingapura Suíça África do Sul Austrália Japão -6,7 -6,6 96 Ministério da Fazenda Panorama Internacional Alta rentabilidade das aplicações em real A participação da moeda brasileira nas transações em mercados futuros e opções ampliou-se em 2010, figurando-se nas primeiras posições quanto ao número de transações no mercado global de derivativos, segundo o Banco de Compensações Internacionais - BIS. O carry return* brasileiro chegou a 20,1% nos últimos 12 meses, decomposto em 10,9% de apreciação cambial e 9,2% de rendimentos sobre juros. Ranking de aplicação em moedas (%, acum.12m.) 20,1 Brasil 17,0 Austrália Nova Zelândia Suíça África do Sul Taiwan Cingapura Japão México 6,5 Canadá 5,7 Coréia do Sul 3,6 Noruega 0,7 Inglaterra Zona do Euro Dinamarca -1,3 -1,5 Retorno Juros 10,86 9,22 11,89 5,11 12,58 0,66 9,11 3,19 11,90 -0,12 4,29 6,46 10,20 0,26 10,21 0,09 10,45 -0,18 6,23 3,92 5,95 0,57 4,29 1,41 1,52 2,10 0,36 0,34 -1,70 0,39 -1,81 0,31 Dados em: %, acumulada em 12 meses até 01 de fevereiro de 2010 * O carry return (ou o excesso de retorno) é o retorno sobre o investimento em títulos de renda fixa descontado o custo dos empréstimos em moeda estrangeira Fonte: Bloomberg Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 13,2 12,3 11,8 10,8 10,5 10,3 10,3 10,1 Suécia Retorno Spot 97 Ministério da Fazenda Panorama Internacional Inflação nos mercados emergentes Os preços internacionais de alimentos registraram alta em 2010. Problemas de safra relacionados a questões climáticas, alta nos custos de produção, maior demanda mundial, além de aumento das aplicações nos mercados futuros de commodities, estão entre as razões da elevação. Inflação - Países Emergentes (% a.a.) 9 Inflação Headline * Núcleo de Inflação 8 Dados em: % anual 7 6 4,9 4 3,6 3 Ju l Ou 10 t1 0 9 10 n Ja Ju l0 8 09 n Ja Ju l0 7 08 n Ja l0 Ju 6 07 n Ja l0 Ju 5 06 n Ja Ju l0 4 05 n Ja l0 Ju Se t0 3 Ja n 04 2 Fonte: Goldman Sachs Global ECS Research Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 5 * Inflação headline refere-se à medida da inflação mais adequada para caracterizar inflação de famílias, ao incluir mudanças nos preços de alimentos e energia, típicos de custo de vida. Em contrapartida, núcleo de inflação é menos volátil e apresenta melhor os efeitos da demanda e oferta. 98 Ministério da Fazenda Panorama Internacional Menor volatilidade da inflação brasileira A taxa de inflação no Brasil apresenta uma das menores volatilidades em comparação à de outros países emergentes. Inflação - Países Emergentes (% a.a., índice médio de preços ao consumidor) Rússia Turquia Brasil* Índia México China 16 14 12 10 8 4 2 0 -2 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Dados em: % anual, índice médio de preços ao consumidor * IPCA ** Estimativas FMI Fonte: FMI e IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 6,5 6,0 4,7 4,5 3,0 2,0 6 99 Economia Brasileira em PERSPECTIVA Redução da Vulnerabilidade Externa Ministério da Fazenda Ministério da Fazenda Expansão e diversificação das exportações A década de 2000 foi marcada por importantes mudanças na inserção externa da economia brasileira, em particular a superação do problema da dívida externa e o aumento da participação no comércio mundial, com forte expansão nas exportações e importações e com uma nova geografia do comércio exterior brasileiro. O maior dinamismo das economias emergentes tem beneficiado as exportações brasileiras desde 2002, quando foi iniciada estratégia de diversificação geográfica da pauta das exportações brasileiras, com aumento da participação das vendas para a Ásia, o Mercosul, a África e o Oriente Médio. No mesmo período, o Brasil aproveitou a alta dos preços das commodities para ampliar suas exportações. A China, em particular, desempenha hoje papel primordial para o comércio exterior brasileiro. Em 2010, passa a ser o principal destino de nossas exportações, à frente de parceiros comerciais como os Estados Unidos, a Argentina e os Países Baixos e representando mais de 83% das compras de produtos básicos, particularmente soja e minério de ferro. De outra parte, o Brasil mantém os mercados norte-americano, do Mercosul e da Europa como importantes compradores de nossas manufaturas. Embora o balanço de transações correntes tenha registrado, em 2010, déficit equivalente a 2,3% do PIB – fruto do aquecimento interno da economia e da valorização do real –, a economia brasileira, ao contar com elevado montante de reservas internacionais (US$ 310 bilhões em 4 de março de 2011), continua a conferir segurança e confiabilidade aos investidores estrangeiros, como pode ser notado a partir dos elevados fluxos de entrada de investimento direto no País. Ressalte-se, finalmente, que a maior participação de bens de consumo intermediários e de bens de capital no total das importações brasileiras contribui para a expansão da formação bruta de capital fixo. Edição Especial | Ano 2010 Apesar do baixo dinamismo das economias desenvolvidas após a crise financeira, o fluxo comercial brasileiro continuou em expansão, com saldo comercial acumulado de US$ 20 bilhões ao final de 2010. A participação brasileira no total das exportações globais ampliou-se para o maior nível desde 1985, em virtude do aumento da participação das commodities e da diversificação geográfica das exportações brasileiras. 102 Ministério da Fazenda Redução da Vulnerabilidade Externa Sustentabilidade das transações correntes do balanço de pagamentos O resultado das transações correntes apresentou déficit de 2,3% do PIB em 2010, devido ao forte aquecimento da economia interna e à redução da demanda pelas exportações brasileiras no exterior. A economia brasileira, no entanto, conta com elevado montante de reservas internacionais, superior à dívida externa bruta, que cria ambiente seguro para os investimentos estrangeiros no País. Indicadores de Vulnerabilidade Externa (% do PIB) 50 40 30 20 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 -2,3 13,9 12,3 15,1 12,4 -1,5 -1,7 11,8 12,0 13,2 14,1 0,1 7,9 15,9 1,3 6,1 19,2 1,6 8,0 30,3 1,8 8,9 38,8 0,8 7,5 41,8 -1,5 -4,2 6,5 37,9 5,1 33,6 -3,8 -4,3 -10 6,2 38,4 0 2010 Dívida Externa Bruta Reservas Internacionais Transações Correntes Dados em: % do PIB Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 10 103 Ministério da Fazenda Redução da Vulnerabilidade Externa Dívida externa líquida negativa Observa-se redução significativa da dívida externa bruta brasileira nos últimos oito anos. A dívida externa líquida, que leva em consideração o nível de reservas internacionais, apresenta tendência declinante, atingindo valores negativos desde 2007. Visto por outro ângulo, o Brasil dispõe de posição credora em relação ao resto do mundo. Dívida Externa Bruta e Líquida (% do PIB) 2003 2004 2005 2006 2007 2008 12,3 12,4 12,0 14,1 15,9 6,9 19,2 11,5 30,3 20,4 38,8 27,3 41,8 32,7 2002 -2,5 2001 -3,9 2000 37,9 29,4 36,6 29,5 41,2 32,4 1999 -1,7 1998 -0,9 1997 28,6 21,6 23,0 15,0 21,4 12,0 1996 2009 2010 Dados em: % do PIB Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Dívida Externa Bruta Dívida Externa Líquida 104 Ministério da Fazenda Redução da Vulnerabilidade Externa Reservas internacionais seguem em ascensão Um dos pilares da redução da vulnerabilidade externa brasileira é o nível das reservas internacionais, que alcançou US$ 288,6 bilhões em dezembro de 2010. Reservas Internacionais e Empréstimos do FMI (US$ bilhões, final do período) 288,6 238,5 193,8 180,3 0,2 38,8 51,8 0,1 60,1 0,0 52,2 4,8 44,6 8,8 36,3 1,8 8,3 33,0 35,9 85,8 20,8 37,8 49,3 52,9 53,8 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Dados em: US$ bilhões, final do período Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 28,3 24,9 0,1 Reservas Internacionais (líquidas dos empréstimos do FMI) Empréstimos do FMI 105 Ministério da Fazenda Redução da Vulnerabilidade Externa Fluxo comercial em expansão O fluxo comercial brasileiro continua em expansão. O saldo comercial fechou o ano de 2010 com superávit de US$ 20 bilhões, mesmo com o ambiente externo negativo e as pressões para o aumento das importações originadas pelo aquecimento da economia interna. Balança Comercial (US$ bilhões, acum.12 m.) 250 50 40 200 20 150 30 100 10 58 48 49 55 56 58 56 60 47 73 48 97 63 119 74 138 91 161 121 198 173 153 128 202 182 60 10 20 09 20 08 20 07 20 06 20 04 03 05 20 20 20 02 20 01 20 00 20 99 19 53 51 98 19 96 97 19 19 95 19 19 94 0 44 33 47 50 48 53 50 0 -10 Exportação Importação Saldo comercial Dados em: US$ bilhões, acumulado em 12 meses Fonte: MDIC e Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 20 106 Ministério da Fazenda Redução da Vulnerabilidade Externa Aumenta participação do Brasil no comércio mundial Mesmo com dinâmico mercado interno, o Brasil vem ampliando sua participação no comércio internacional tanto pelas exportações como pelas importações. A participação do Brasil nas exportações globais encontrava-se, em 2009, no maior nível desde 1985. Exportações e Importações Brasileiras (% do total do comércio mundial) 2,0 1,8 1,6 1,4 1,26 1,2 1,06 0,8 0,6 0,4 0,2 19 7 19 0 7 19 1 7 19 2 7 19 3 7 19 4 7 19 5 7 19 6 7 19 7 7 19 8 7 19 9 8 19 0 8 19 1 8 19 2 8 19 3 8 19 4 8 19 5 8 19 6 8 19 7 8 19 8 8 19 9 9 19 0 9 19 1 9 19 2 9 19 3 9 19 4 9 19 5 9 19 6 9 19 7 9 19 8 9 20 9 0 20 0 0 20 1 0 20 2 0 20 3 0 20 4 0 20 5 0 20 6 0 20 7 0 20 8 09 0,0 Exportações Importações Dados em: % do total do comércio mundial Fonte: MDIC Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 1,0 107 Ministério da Fazenda Redução da Vulnerabilidade Externa Importações e Formação Bruta de Capital Fixo Cresceu, em 2009 e 2010, a participação das importações de bens de consumo duráveis e bens de capital no total de importados. Os dados são consistentes com a ampliação da Formação Bruta de Capital Fixo da economia brasileira. Composição das Importações Brasileiras por Tipo de Produto (% do total) 100 90 7,2 3,7 80 19,2 24,4 22,6 25,6 11,4 14 44,3 50,9 46,2 50 40 30 Dados em: % do total 92 19 93 19 94 19 95 19 96 19 97 19 98 19 99 20 00 20 01 20 02 20 03 20 04 20 05 20 06 20 07 20 08 20 09 20 10 91 19 19 19 10 0 90 20 Bens de Consumo Não-Duráveis Bens de Consumo Duráveis Bens de Capital Combustíveis e Lubrificantes Bens Intermediários Fonte: MDIC Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 10,2 70 60 7,1 7,2 6,2 108 Ministério da Fazenda Redução da Vulnerabilidade Externa Commodities no total das exportações As exportações brasileiras apresentaram extraordinário desempenho desde 2002, saindo do patamar de US$ 60 bilhões para mais de US$ 200 bilhões em 2010. O Brasil aproveitou a alta dos preços das commodities para ampliar suas vendas externas: houve, desde 2006, ampliação substancial da participação dos produtos básicos no total das exportações. Composição das Exportações Brasileiras (% do total de exportações, acum.12 m.) 65 64,6 60 Commodities* Não-commodities Data: % do total de exportações, acumulado em 12 meses 55 50,4 * Commodities1 representam os produtos primários, semimanufaturados e dez outros produtos manufaturados 49,6 45 40 l0 8 Se t0 9 De z1 0 Ju 01 Se t0 2 No v0 3 Ja n 05 M ar 06 M ai 07 Ju l 0 Fe v9 2 Ab r9 3 Ju n 94 Ag o 95 Ou t9 6 Ja n 98 M ar 99 M ai 00 De z9 35 1 35,4 Classificação Crédit Suisse Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 50 109 Ministério da Fazenda Redução da Vulnerabilidade Externa Nova geografica comercial das exportações brasileiras O Brasil tem logrado diversificar o destino de suas exportações, reduzindo sua vulnerabilidade às crises econômicas em regiões específicas. China, Argentina e Japão apresentaram aumentos consideráveis, em 2010, em suas importações de produtos brasileiros. Os Estados Unidos, por sua vez, reduziram suas compras. Principais Parceiros Comerciais – Exportação Brasileira, por Destino (% do total) 15,3 13,7 Estados Unidos 9,6 10,2 Argentina 9,2 8,4 Países Baixos 5,1 5,3 Alemanha 4,0 4,0 Japão 3,5 2,8 Reino Unido 2,3 2,4 Chile 2,1 1,7 Itália 2,1 2,0 Rússia 2,1 1,9 Espanha 1,9 1,7 Venezuela 1,9 2,4 2010 2009 Dados em: % do total Fonte: MDIC Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 China 110 Ministério da Fazenda A diversificação das exportações brasileiras foi baseada na ampliação das exportações para a Ásia (principalmente China), MERCOSUL, África e Oriente Médio. Essa estratégia está em consonância com a tendência de maior dinamismo das economias emergentes. A maior parte das vendas das manufaturas destina-se à América Latina. Exportações do Brasil por Blocos Econômicos - 2010 (% do total)* Produtos Básicos Países Total 44,6 Europa 50,5 Uniao Europeia 49,5 Europa oriental 57,0 Europa ocidental (ex UE) 60,0 Asia (ex Oriente medio) 72,0 Produtos Semimanufaturados Produtos Manufaturados 14,0 Operações Especiais 2,1 39,4 16,1 14,2 0,6 28,5 24,4 0,6 25,9 21,4 34,4 8,5 0,1 2,2 2,4 27,9 0,1 0,4 0,7 10,2 0,1 14,6 27,9 4,8 5,1 16,1 12,3 0,4 3,5 3,5 32,9 35,7 11,9 17,7 China, Hong Kong, Macau 83,3 11,9 71,1 India 49,9 NAFTA 26,5 EUA 31,1 Canada 26,9 Mexico 3,3 9,1 Mercosul 6,4 2,5 91,0 Argentina 6,3 2,6 90,9 Africa 31,6 Oriente Medio 56,9 Oceania 30,0 Demais Países 16,3 29,1 15,7 1,7 0,6 31,0 12,6 51,7 0,8 25,5 9,6 52,4 0,1 1,3 1,1 0,1 3,9 1,8 0,2 5,5 11,2 0,2 3,9 9,2 0,1 3,9 4,6 3,9 5,2 0,5 0,3 12,2 13,8 57,2 16,5 20,5 87,5 21,2 47,2 18,6 1,9 24,5 0,4 67,7 6,7 54,2 26,3 0 1,1 21,0 20 12,9 40 60 80 100 Dados em: % do total Fonte: MDIC Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Japao Participação no total das exportações Brasileiras 2010 2002 100,0 100,0 Redução da Vulnerabilidade Externa Exportações brasileiras por destino e categoria de produtos 111 Ministério da Fazenda Redução da Vulnerabilidade Externa Brasil tem superávit com a União Européia A balança comercial brasileira com o continente europeu seguiu a estratégia de diversificação em relação aos parceiros desse continente. Apesar de apresentar déficit comercial com a maior economia do bloco (Alemanha), o saldo com a União Européia é superavitário. Balança Comercial entre Brasil e União Européia, com destaque para Alemanha e Países Baixos (US$ bilhões) 50 25,0 41 20,5 32 8,5 23 16,0 11,5 14 7,0 5 4,0 2,5 -2,0 -4,4 -11,0 -31 -15,5 -40 -20,0 19 19 19 91 19 92 19 93 19 94 19 95 19 96 19 97 19 98 19 99 20 00 20 01 20 02 20 03 20 04 20 05 20 06 20 07 20 08 20 09 20 10 -22 90 -6,5 89 -13 Dados em: US$ bilhões, acumulados em 12 meses Fonte: MDIC Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 -4 Exportações Brasileiras para União Européia Importações Brasileiras da União Européia Saldo União Européia Saldo Alemanha Saldo Países Baixos 112 Ministério da Fazenda Redução da Vulnerabilidade Externa Superávit com BRIC e déficit com EUA Os EUA, que se constituíam até recentemente o principal parceiro comercial do Brasil, reduziram sua participação na nossa pauta de exportações. Devido à forte crise econômica norte-americana e à redução das importações de produtos brasileiros, a balança comercial bilateral tornou-se deficitária para o Brasil. No entanto, houve concomitante aumento das exportações para os BRIC. Balança Comercial entre Brasil e Mundo, com destaque a Estados Unidos e BRIC (US$ bilhões) Imp./Exp Mundo 200 Saldo Países 60 160 120 20,3 30 80 40 -40 -80 -30 -120 Saldo - EUA Saldo - BRIC Saldo - Mundo Exportações -Mundo Importações - Mundo Dados em: US$ bilhões acumulado em 12 meses -160 -200 10 09 20 08 20 07 20 06 20 05 20 04 20 03 20 02 20 01 20 00 20 99 20 98 19 97 19 96 19 95 19 94 19 93 19 92 19 91 19 90 19 19 19 89 -60 Fonte: MDIC Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 6,7 0 -7,7 0 113 Ministério da Fazenda Redução da Vulnerabilidade Externa Déficit de transações correntes não compromete crescimento O déficit das transações correntes é, hoje, menor, em proporção ao PIB, que nos anos de maior vulnerabilidade externa do Brasil. Com a economia mundial recuperando o crescimento e o aumento dos preços dos produtos básicos, o déficit de transações não tende a provocar restrições ao crescimento da economia brasileira no longo prazo. Transações Correntes (US$ bilhões e % do PIB) 0,8 4,2 1,8 1,6 11,7 14,0 1,3 13,6 1,6 0,1 -7,6 -23,5 -24,2 -23,2 -1,5 -1,7 -28,2 -33,4 -1,5 -24,3 -2,8 -4,0 1996 1997 -2,3 -47,5 -3,5 1998 -3,8 -4,3 1999 2000 -4,2 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Saldo Razão Transações Correntes/ PIB -2,9 Dados em: US$ bilhões e % do PIB -67,0 * Estimativas Ministério da Fazenda 2010 2011* Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 -30,5 -25,3 114 Ministério da Fazenda Redução da Vulnerabilidade Externa Investimento direto estrangeiro financia déficit em transações correntes O déficit de transações correntes é financiado pelo investimento estrangeiro direto. O Brasil, pólo dinâmico da economia mundial, tende a atrair volume crescente de empresas e capitais produtivos estrangeiros. Fontes de Financiamento de Transações Correntes (% do PIB acum.12 m.) 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 2,3 1,0 0,5 -1,0 -1,5 -2,0 -2,3 Dados em: % do PIB acumulados em 12 meses No Dev 07 z Ja 07 n Fe 08 M v0 a 8 Abr 08 M r 08 a Ju i 08 n Ju 08 Ag l 08 o Se 08 Out 08 No t 08 Dev 08 z Ja 08 n Fe 09 M v0 a 9 Abr 09 M r 09 a Ju i 09 n Ju 09 Ag l 09 o Se 09 Out 09 No t 09 Dev 09 z Ja 09 n Fe 10 M v1 a 0 Abr 10 M r 10 a Ju i 10 n Ju 10 Ag l 10 o Se 10 Out 10 No t 10 Dev 10 z1 0 -2,5 Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Investimento Estrangeiro Direto Transações Correntes 0,0 -0,5 115 Ministério da Fazenda Redução da Vulnerabilidade Externa Investimento estrangeiro e transações correntes A partir de 2007, houve aumento significativo de entrada de investimentos estrangeiros no País, incentivados pelo investment grade, pelos programas de investimento e pelas novas perspectivas de crescimento sustentável da economia brasileira. Os investimentos estrangeiros diretos continuam importante fonte de financiamento à economia brasileira. Investimentos Estrangeiros e Transações Correntes (US$ bilhões) -11,5 -3,4 2004 17,04.310,9 -11,9 2005 12,7 16,3 2007 36,3 2008 38,2 7,7 9,9 Investimento estrangeiro direto Investimento estrangeiro em carteira Outros investimentos estrangeiros Saldo em Transações Correntes 14,0 46,5 31,1 5,2 15,2 27,8 -26,0 -1,0 2009 29,5 0.1- 30,0 -19,1 48,5 -47,5 67,8 49,2 Dados em: US$ bilhões Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 2006 2010 3,4 17,0 116 Ministério da Fazenda Redução da Vulnerabilidade Externa Melhora no perfil do passivo externo Em relação ao perfil do passivo externo brasileiro, houve aumento significativo dos investimentos em ações desde 2005, devido às melhores perspectivas das empresas e da economia brasileira. Nesse período, ocorreram várias ofertas públicas iniciais (IPOs), alternativa de financiamento dos investimentos de longo prazo. Em 2010, os Investimentos Diretos e Investimentos em Ações representaram 70% do passivo externo brasileiro. 10,9 12,9 34,9 17.210.917,2 17,1 32,9 17.1 12.9 16,8 19,9 16.8 37,1 37,1 41,6 33,6 37,9 21.6 21,6 19.9 13,4 30,7 13.4 18,0 18.0 39,6 15.811.015,8 11,0 14,2 25,1 21.5 39,2 22,4 24,1 22.4 17,3 26,5 27,8 2003 36,1 17.3 2002 13,1 2001 32,7 13.1 30,6 32,1 2000 0 7,9 7.929,4 26,4 9,9 32,8 9.9 30,9 11,6 20 Outros Passivos Renda Fixa Ações Investimento Direto Dados em: % do total 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 40 31,6 11.6 60 26,4 80 30,4 100 21,5 14.2 Composição do Passivo Externo (% do total) 117 Ministério da Fazenda Redução da Vulnerabilidade Externa Saldo financeiro ultrapassa saldo comercial no movimento de câmbio O mercado de câmbio contratado encontra-se deficitário no mercado comercial (devido ao aumento das importações) e com saldos superavitários de investimentos financeiros. Vale lembrar que o saldo comercial no movimento de câmbio contratado inclui a contratação prévia à compra e à venda de mercadorias. Movimento de Câmbio Contratado (US$ bilhões, acum.12 m.) 100 80 60 40 26,0 20 -1,6 -20 -40 Dados em: US$ bilhões, acumulado em 12 meses -60 0 0 De z1 Se t1 10 M ai 10 n Ja 9 Se t0 09 M ai 09 n Ja 8 Se t0 08 M ai 08 n Ja 7 Se t0 07 ai M n 07 -80 Ja Saldo Financeiro Saldo Comercial Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 0 118 Ministério da Fazenda Redução da Vulnerabilidade Externa Tendência de valorização cambial Desde outubro de 2009, o câmbio apresenta trajetória estável, a partir da atuação conjunta do Ministério da Fazenda (aumento inicial do IOF para 2%) e do Banco Central (aumento de reservas). Atualmente, em virtude da diferença de ritmos de crescimento entre economias emergentes e desenvolvidas, ocorre tendência de valorização das moedas das primeiras. Em outubro de 2010, o Ministério da Fazenda voltou a elevar o IOF e, em janeiro deste ano, o Banco Central decidiu elevar o compulsório sobre as posições vendidas em dólar que excederem US$ 3 bilhões. Taxa de Câmbio (R$ / US$) 2,45 2,35 2,25 2,15 2,05 �umento do IOF �umento do IOF 1,85 C���������� S���� C����� 1,75 1,65 �umento do IOF 1,70 01 03 Ou t0 8 No 01 v 08 De z 02 08 Ja n 02 09 F 02 ev 0 M 9 ar 01 09 Ab 04 r 09 M a 01 i 09 Ju n 01 09 Ju 03 l 09 Ag o 01 09 Se 01 t 0 9 15 Ou 03 Out 09 No t 09 01 v 09 De z 04 09 Ja n 01 10 F 01 ev 1 M 0 ar 01 10 Ab 03 r 10 M a 01 i 10 Ju n 01 10 Ju 02 l 10 Ag o 01 10 Se 05 t 10 19 Ou t 01 Ou 10 N t1 01 ov 10 De 0 03 z 10 07 Jan Ja 1 26 n 11 01 jan 1 Fe 11 v1 1 1,55 1,66 Antes do aumento do IOF Linha de tendência Após aumento do IOF Linha de tendência Dados em: R$ / US$ Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 1,95 119 Ministério da Fazenda Redução da Vulnerabilidade Externa Cai taxa de câmbio efetiva real A taxa de câmbio real voltou à trajetória de valorização a partir do primeiro semestre de 2009. O fluxo intenso de capital especulativo ocorreu inicialmente no mercado de ações. A primeira intervenção do Governo, em outubro de 2009, estabilizou a volatilidade da moeda brasileira. Em 2010, novos fluxos voltados ao mercado futuro acentuaram a valorização do real. Após as medidas adotadas em 2010, a taxa de câmbio permaneceu equilibrada e próxima ao patamar de R$/US$ 1,70. Taxa de Câmbio Efetiva Real (IPCA) (Jun 1994 = 100) 200 150 De 10 z2 01 0 09 20 08 20 07 20 06 20 05 20 04 20 03 20 02 20 01 20 00 20 99 20 98 19 97 19 96 19 95 19 94 19 93 19 92 19 91 19 90 19 89 19 19 19 50 88 72,7 Dados em: número-índice (Jun 94=100) Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Índice = 100 Índice da taxa de câmbio efetiva real (IPCA) 100 120 Economia Brasileira em PERSPECTIVA Política Fiscal Ministério da Fazenda Ministério da Fazenda Solidez fiscal Em uma década, as receitas do Governo Central cresceram de cerca de 17% para mais de 19% do PIB. Grande parte dessa expansão é atribuída ao maior crescimento da economia e à sua rápida formalização, a despeito da ampla redução de tributos no período. As despesas também cresceram, saindo de algo em torno de 16% para quase 18% do PIB. Essa expansão vem ocorrendo sem alterações significativas nos gastos com pessoal – em torno a 4,5% do PIB – ou nas despesas da Previdência (benefícios do INSS) – em torno de 7% do PIB –. O aumento das despesas deveu-se às maiores transferências de renda e às taxas de investimento público, em paralelo ao avanço do PAC. Para se ter uma ideia, a taxa de investimento da União saltou de pouco mais de 0,5% do PIB, em 2004, para mais de 1,3%, em 2010. Confrontado aos países do G20, o Brasil destaca-se pela solidez fiscal. Em 2010, o déficit nominal brasileiro foi de –2,56% do PIB, um dos menores do grupo e inferior ao déficit de –3,33% registrado em 2009. A conta de juros nominais alcançou 5,34% PIB em 2010, resultado equivalente – em realidade, 0,03 pontos percentuais inferior – ao do ano anterior. O resultado primário do Governo Federal foi de 2,16% do PIB em 2010, ligeiramente acima da meta cheia de 2,15%. Para o setor público consolidado, o resultado primário foi de R$ 101,7 bilhões, equivalente a 2,78% PIB e abaixo da meta de 3,1%. O motivo da frustração da meta foi o resultado primário dos Estados e Municípios, abaixo das expectativas governamentais. Edição Especial | Ano 2010 A dívida líquida do setor público continua sua trajetória declinante e encerrou o ano de 2010 em 40,4% do PIB – redução de 2,4% pontos percentuais em relação ao ano anterior. Para 2011, estima-se que a dívida líquida atinja o menor nível dos últimos quatorze anos. O Governo Federal manteve sua estratégia de diversificação dos indexadores da dívida pública, ampliando a participação de papéis pré-fixados e dos atrelados aos índices de preços. A dívida bruta, que era 62% do PIB, recuou para 55% do PIB em 2010, devido à redução do volume de operações compromissadas do Banco Central ao longo do ano. 122 Ministério da Fazenda Política Fiscal Equilíbrio fiscal No acumulado de 2010, as receitas do Governo Central, líquidas de transferências aos Estados e Municípios, apresentaram elevação de 27,4%, enquanto as despesas totais elevaram-se em 22,4%, em termos nominais. Os dados do gráfico abaixo, com a evolução de receitas e despesas, desconsideram o ingresso atípico de R$ 74,8 bilhões a título de cessão onerosa para exploração do petróleo e o aumento das despesas com a operação da capitalização da Petrobras, no valor de R$ 42,9 bilhões, ocorridos em setembro de 2010. Receitas e Despesas do Governo Central (% PIB, acum.12 m.) 21 19,26 20 19 18 16 15 Ju Ja n 98 l9 8 Ja n 99 Ju l9 9 Ja n 00 Ju l0 0 Ja n 01 Ju l0 1 Ja n 02 Ju l0 2 Ja n 03 Ju l0 3 Ja n 04 Ju l0 4 Ja n 05 Ju l0 5 Ja n 06 Ju l0 6 Ja n 07 Ju l0 7 Ja n 08 Ju l0 8 Ja n 09 Ju l0 9 Ja n 10 Ju l De 10 z1 0 14 Fonte: STN / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 17,97 17 Despesa Total Receita Líquida de Transferências a Estados e Municípios Dados em: % do PIB, fluxo mensal acumulado em 12 meses, excluindo operação da Petrobras (setembro de 2010) 123 Ministério da Fazenda Política Fiscal Caixa do Governo Central O resultado primário do Governo Central em 2010 foi superavitário em R$ 79,0 bilhões (2,16% do PIB), contra R$ 39,4 bilhões (1,24% do PIB) registrados em igual período de 2009 (aumento de 0,92 p.p.). Em proporção do PIB, as receitas do Governo Central, líquidas de transferências aos Estados e Municípios, apresentaram elevação de 2,10 p.p, enquanto as despesas totais elevaram-se em 1,18 p.p. Resultado do Governo Central CAIXA REFORÇADO NO ANO Aumento na arrecadação marca o ano de 2010 Resultado Primário do Governo Central Principais Variações Em milhões de Reais Receitas Transferências Receita Líquida Despesas Benefícios Pessoal Custeio e Capital* RESULTADO EM JAN-DEZ 2009 39.436,4 2010 24,4 10,2 27,4 22,4 13,3 9,8 43,3 * Inclui capitalização da Petrobras Janeiro a Dezembro de 2010 (R$ milhões) 919.773,3 140.678,3 779.095,0 700.128,7 78.966,3 Receita Total Transferências a Estados e Municípios Receita Líquida Despesa Total Resultado Primário Resultado Primário / PIB 2,16% Dados em: % e R$ milhões Fonte: STN / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 78.966,3 Jan-Dez 2010/Jan-Dez 2009 - Em % 124 Ministério da Fazenda Política Fiscal Crescimento econômico com consolidação fiscal O setor público persegue as metas de resultado fiscal em conformidade com os princípios da responsabilidade fiscal, um dos pilares da política econômica brasileira. Para os próximos anos, as metas projetadas permiterão redução do resultado nominal e do endividamento público. Além disso, a coordenação entre política fiscal e monetária abre espaço para redução sólida dos juros. Resultado Primário e Nominal do Setor Público (% do PIB) 3,2 0,3 3,5 3,2 3,3 3,8 3,9 3,2 3,4 3,5 2,0 2,8 3,0 -0,1 -1,0 0,0 -4,5 -2,6 -4,8 -3,8 -6,1 -3,2 -3,5 -2,6 -2,0 -3,2 -2,6 -1,7 Primário Nominal -7,9 1996 1997 1998 -10,0 1999 Dados em: % do PIB -9,6 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011* * Estimativas Governo Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 -5,9 -7,3 1995 3,4 125 Ministério da Fazenda Política Fiscal Aumenta a taxa de investimento público A taxa de investimento do Governo Federal em proporção do PIB atingiu, ao final de 2010, a marca de 3,3% do PIB, expansão de quase 2 pontos porcentuais do PIB desde 2003. A taxa corresponde ao somatório de investimentos da União e das empresas estatais, acumulado em 12 meses. Somando-se a parcela de investimentos realizados por Estados e Municípios com recursos próprios, a estimativa é atingir, ao final de 2010, taxa próxima de 5% do PIB. É o melhor resultado desde 1994. Taxa de Investimento Público (% do PIB) 3,5 3,0 3,31 2,5 2,0 1,99 1,0 1,32 0,5 De z Ab 00 r Ag 01 o De 01 z Ab 01 r Ag 02 o De 02 z Ab 02 r Ag 03 o De 03 z Ab 03 r Ag 04 o De 04 z Ab 04 r Ag 05 o De 05 z Ab 05 r Ag 06 o De 06 z Ab 06 r Ag 07 o De 07 z Ab 07 r Ag 08 o De 08 z Ab 08 r Ag 09 o De 09 z Ab 09 r Ag 10 o De 10 z1 0 0,0 Dados em: % do PIB, conceito caixa, acumulado em 12 meses, atualizados pelo IPCA Fonte: SIAFI e DEST / Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 1,5 União Empresas Estatais Total 126 Ministério da Fazenda Política Fiscal Investimento público cresce em paralelo ao avanço do PAC Investimentos são condição fundamental para o crescimento sustentável de longo prazo. Por meio do PPI (Projeto Piloto de Investimentos) e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Governo Federal possibilitou a recuperação do investimento público. Se comparado a 2004, a União conseguiu triplicar os investimentos em relação ao PIB, enquanto que as Estatais duplicaram-nos. Investimento Público (% do PIB) 6 5,1 5 * 1,1 1.0 10 0,9 0.9 * 0,8 0.8 1,4 1.3 20 0.7 0,7 09 0.5 0,5 2.0 2,0 1.4 1,4 20 0,4 0.4 1.9 1,9 08 0,4 0.4 0,9 0.9 1.0 1,0 1.2 1,3 1.3 1,3 20 1.0 1,0 07 1.0 1,0 1.1 1,1 20 1.1 1,1 1,0 1.0 06 1.1 1,1 2,9 1,3 1.3 20 0,8 0.8 1.1 1,1 05 98 19 97 19 96 19 19 95 0 0,7 0.7 0.9 0,9 1,2 1.2 20 0,5 0.5 0.8 0,8 2,7 04 0,9 0.9 0.8 0,8 1,2 1.2 2,6 20 0.8 0,8 1,0 1.0 03 0.6 0,6 1,1 1.1 1,1 1.1 2,7 20 0.6 0,6 1.3 1,3 1,4 1.4 02 1 1.5 1,5 2,8 20 1.5 1,5 2,5 01 1.6 1,6 2,4 3,0 1,7 1.7 Total Estados e Municípios, Líquido de Transferências Empresas Estatais União Dados em: % do PIB * Estimativas IPEA e Ministério da Fazenda Fonte: IPEA Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 2 3,6 3,4 20 3 1,2 1.2 3,8 1,6 1.6 00 1,6 1.6 3,5 20 1.4 1,4 3,7 99 3,7 19 4 4,3 127 Ministério da Fazenda Política Fiscal Investimentos privados e de empresas estatais em infraestrutura Em 2010, a Formação Bruta de Capital Fixo foi o componente da demanda interna que mais cresceu, se comparado a 2009. Os investimentos em infraestrutura acompanham a tendência, sendo estimados aproximadamente R$ 150 bilhões em 2010. Total Saneamento Telecomunicações 1 Petróleo de Gás 2 Energia Elétrica Transportes Investimentos do Setor Privado e Estatais Públicas em Infraestrutura (R$ bilhões) 150 121,9 111,7 120 90 58,2 4,0 78,0 79,8 64,8 4,0 4,4 3,9 17,8 14,5 13,3 18,3 30 21,4 21,7 0 11,8 7,7 11,4 9,5 2003 5,8 18,2 Dados em: R$ bilhões 15,9 * A preços de 2009 (IPCA) 14,4 54,4 Valores no Setor de Telecomunicações incluem apenas telefonia fixa e móvel 1 149,1 60,9 13,4 16,2 17,8 17,6 18,6 Valores de Petróleo e Gás incluem apenas exploração e produção, abastecimento, gás e enegia 15,3 14,4 14,1 15,7 19,7 * Estimativa Ministério da Fazenda 27,6 2004 5,0 6,8 2005 30,3 2006 42,3 2007 2008 2 2009 2010* Fonte: ABDIB Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 60 93,6 128 Ministério da Fazenda Política Fiscal Arrecadação federal retoma patamar pré-crise O aumento da arrecadação da União deveu-se a recolhimentos de tributos mais diretamente relacionados à expansão da atividade econômica, ao emprego e à formalização do mercado de trabalho. Arrecadação Federal (%, em relação ao mês anterior) 40 30 35,7 -4,7 -0,9 -1,5 -0,2 7,8 1,6 1,3 1,9 -8,5 3,2 1,2 13,2 1,6 1,4 -11,8 3,7 6,6 10,7 14,8 4,7 1,6 -2,2 -25,2 29,0 -0,5 5,9 5,4 4,3 2,3 -2,4 0,2 3,5 2,9 -8,5 -1,9 0,9 0,0 -0,1 -12,2 -1,6 7,6 5,2 18,1 5,2 1,1 -10,4 -25,0 3,1 10,8 -11,7 -10 2,3 1,8 1,6 1,8 -8,6 -2,0 0,2 3,7 % real ante o mês imediatamente anterior % nominal ante o mês imediatamente anterior, com ajuste sazonal Dados em: %, em relação ao mês anterior -20 Ju n 0 Ju 8 l0 Ag 8 o 0 Se 8 t0 Ou 8 t No 08 v0 De 8 z Ja 08 n Fe 09 v M 09 ar Ab 09 r M 09 ai Ju 09 n 0 Ju 9 l Ag 09 o 0 Se 9 t0 Ou 9 t No 09 v0 De 9 z Ja 09 n Fe 10 v M 10 ar Ab 10 r M 10 ai Ju 10 n 1 Ju 0 l Ag 10 o 1 Se 0 t Ou 10 t No 10 v1 De 0 z1 0 -30 Fonte: RFB / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 0 9,6 4,8 10 21,5 20 129 Ministério da Fazenda Política Fiscal Sustentabilidade da contas públicas A combinação de crescimento econômico, formalização do mercado de trabalho e disciplina fiscal conduzem à melhoria nas finanças públicas. Os gastos com pessoal e encargos mantêm-se estáveis em proporção do PIB, enquanto que os benefícios do INSS registram movimento ascendente. Finanças Públicas (% do PIB, acum.12 m.) 25 21,7 20 22,9 18,9 18,0 16,8 15 15,7 13,9 17,0 13,4 5,1 0 5,1 5,1 4,6 6,0 4,8 7,0 4,5 7,0 4,6 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Receitas Totais do Governo Central Despesas Totais Benefícios do INSS Pessoal e Encargos Sociais Dados em: % do PIB, acumulado em 12 meses Fonte: STN / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 10 5 23,1 130 Ministério da Fazenda Política Fiscal Bolsa Família reduz desigualdade de renda O Bolsa Família é reconhecido como um dos programas mais eficientes para a redução da pobreza no País. Devido à alta focalização nos segmentos mais pobres da população, o programa contribui significativamente para a redução das desigualdades de renda. O benefício alcançou 12,8 milhões de famílias ao final de 2010, com custo relativamente baixo. Programa Bolsa Família (% do PIB, R$ bilhões e milhões de famílias) 14 12 10 8 6 4 2 0 0,4 0,3 5,1 0,2 0,3 0,4 0,3 0,35 0,30 0,3 0,25 7,2 9,2 10,5 11,7 13,2 14,4 9 6 6,6 8,7 11,0 11,0 10,6 12,4 12,8 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Dados em: % do PIB, R$ bilhões e milhões de famílias Fonte: SPE / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 % do PIB R$ bilhões Número de famílias (milhões) 12 0 0,20 0,15 15 3 0,40 131 Ministério da Fazenda Política Fiscal Gastos sociais aumentam 40%, como proporção do PIB, desde 2002 As despesas com saúde e educação, prioridade da Administração Pública em seus três níveis, foram objeto de expressiva elevação nos últimos oito anos. Esse resultado pode ser verificado mesmo se medido em proporção do PIB. Despesas com Saúde e Educação (% do PIB) Aumentos de mais de 40% Dados em: % do PIB 3,9 4,8 4,2 4,8 3,7 3,8 4,2 4,8 4,3 4,2 4,3 4,1 4,5 4,3 4,7 4,6 4,8 4,9 5,3 5,4 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009* * Último dado disponível Fonte: SPE / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Saúde Educação 132 Ministério da Fazenda Política Fiscal Resultado da Previdência Social Nos últimos anos, o déficit da Previdência reduziu-se para o equivalente a 1,0% do PIB. A inversão na tendência de crescimento do déficit é conseqüência, em parte, da formalização do mercado de trabalho e do crescimento da arrecadação. Adicionalmente, a trajetória de queda revela a melhoria da gestão previdenciária focada em ações administrativas, como as regras de concessão das aposentadorias, os critérios utilizados nas avaliações da perícia médica para concessão do auxílio-doença e o abono de permanência em atividade dos beneficiados que já têm direito à aposentadoria integral. Previdência Social (% do PIB) 8 2,0 1,6 7 1,2 6 5 0,4 0,0 0 De z1 8 l9 9 Ab r0 0 Ja n 01 Ou t0 1 Ju l0 2 Ab r0 3 Ja n 04 Ou t0 4 Ju l0 5 Ab r0 6 Ja n 07 Ou t0 7 Ju l0 8 Ab r0 9 Ja n 10 Ju t9 Ou Ja n 98 4 Receita da Previdência Benefícios Previdenciários Déficit da Previdência Dados em: % do PIB Fonte: STN / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 1,04 0,8 133 Ministério da Fazenda Política Fiscal Estabilidade dos gastos com pessoal Apesar do aumento do número de servidores (ampliando a capacidade e a qualidade de atuação do Estado) e da recomposição salarial, as despesas de pessoal mantêm-se em torno de 4,5% do PIB. Pessoal e Encargos Sociais (% do PIB) 5,2 5,0 4,8% 4,8% 4,8 4,6 4,8% 4,6% 4,5% 4,5% 4,4 4,2 4,4% 4,5% 4,4% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,6% Dados em: % do PIB * Estimativas Ministério da Fazenda 4,0 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011* Fonte: STN / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 4,6% 134 Ministério da Fazenda Política Fiscal Dívida pública líquida continuará com trajetória de queda em 2011 Considerando cenário, em 2011, de resultado primário de 3,0% para o setor público, crescimento do PIB de 5,0% e taxa real de juros de 6,0% a.a., a relação Dívida–PIB mantém trajetória declinante, atingindo 37,8% ao final do ano. Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) Queda de 38% 65 60 55 50 45 35 30 37,8 40,4 42,8 38,4 45,1 47,0 48,2 50,6 54,9 60,6 52,6 48,8 48,7 41,7 34,3 33,3 30,6 30,0 32,2 36,8 37,1 40,5 45,5 38,9 89 19 90 19 91 19 92 19 93 19 94 19 95 19 96 19 97 19 98 19 99 20 00 20 01 20 02 20 03 20 04 20 05 20 06 20 07 20 08 20 09 20 1 20 0 11 * 19 19 19 87 88 20 Dados em: % do PIB 47,3 25 * Estimativas Governo Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 40 135 Ministério da Fazenda Política Fiscal Dívida líquida cai a patamares pré-crise As trajetórias da Dívida Líquida e da Dívida Bruta, como proporção do PIB, apresentam tendência declinante após o período da crise financeira internacional. Dívida Líquida do Setor Público e Dívida Bruta do Governo Geral (% do PIB) 65 58 64,7 0,49 57,1 55,0 56,4 51 43,9 37 40,4 38,1 *Metodologia utilizada a partir de 2008 0 De z1 10 n Ju 9 De z0 09 n Ju 8 De z0 08 n Ju 7 De z0 07 n Ju n 07 30 Ja Dados em: % do PIB Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Dívida Bruta do Governo Geral* Dívida Líquida do Setor Público 44 46,7 136 Ministério da Fazenda Política Fiscal Melhoria no perfil da Dívida Pública Federal O Tesouro Nacional continuou com sua estratégia de melhorar o perfil da Dívida Pública Federal (DPF) por meio da ampliação das emissões de títulos atrelados aos índices de inflação e títulos pré-fixados. Essa estratégia enfatizou os objetivos de minimizar custos de longo prazo e manter os riscos em níveis prudentes. A maior demanda externa e doméstica por esses títulos é reflexo da confiança depositada no bom desempenho da economia e da gestão da dívida brasileira. Composição da Dívida Pública Federal (% do total) 100 90 1,4 1,8 32,2 5,1 8,3 30,8 80 70 0,8 1,4 16,3 16,4 32,8 44,1 27,0 10,3 60 50 26,6 40 30 20 36,6 23,15 0 z1 De 10 n Ja Se t0 8 Ja n 09 08 n Ja n 07 30,5 Ja 06 n Ja n 05 9,5 Ja Ja n 04 10 0 Câmbio Índice de Preços Taxa de Juros Prefixado Demais Dados em: % do total Fonte: STN / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 47,9 137 Ministério da Fazenda Política Fiscal Caem juros pagos nas captações externas As taxas pagas nas emissões externas apresentam redução consistente ao longo dos últimos anos, compatíveis com o cenário favorável no País. A melhora da classificação de risco do País deve-se ao aperfeiçoamento na estrutura da DPF, à continuidade das diretrizes econômicas, ao desempenho da economia brasileira durante a crise financeira internacional, à redução na vulnerabilidade externa e à perspectiva favorável de continuidade do crescimento. Taxas de Juros dos Bônus - Global 2019 e Global 2021 (% a.a.) 8 7 6 4,6 Global 2021 4 4,2 Global 2019N Dados em: % anual 01 02 Ja n 09 Fe 02 v 0 M 9 a 01 r 09 Ab 01 r 09 M a 01 i 09 Ju n 01 09 Ju 03 l 09 Ag o 01 09 Se 01 t 09 Ou 02 t 09 No 01 v 09 De z 04 09 Ja 01 n 10 Fe 01 v 1 M 0 ar 01 10 Ab 03 r 10 M a 01 i 10 Ju n 1 01 0 Ju l 02 10 Ag o 01 10 Se 01 t 10 Ou 01 t 10 No v 01 10 De z 31 10 De z1 0 3 Fonte: STN / Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 5 138 Ministério da Fazenda Medidas de Desoneração OBS • Parte da desoneração dos tributos durante a crise foi implementada mediante acordos de não demissão de trabalhadores. Política Fiscal Principais Medidas de Política Anticíclica adotadas pelo Governo Federal (2008 a 2010) • 17/09: Depreciação acelerada de bens de capital, para efeito de apuração do IR, das máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, SET novos, adquiridos entre 1/05/08 e 31/12/10. • 25/09: Desoneração do PIS/COFINS sobre o trigo, a farinha de trigo e o pão francês, com vigência de 1/07/09 a 31/12/11. • 22/10: Aliquota zero do IOF nas seguintes operações: (i) transferências de recursos do e para o exterior, por investidor estrangeiro, para 2008 OUT aplicação nos mercados financeiros e de capitais; (ii) remessa de juros sobre o capital próprio e dividendos recebidos por investidor estrangeiro; (iii) compra de moeda estrangeira por instituição autorizada a operar no mercado de câmbio, contratada simultaneamente com uma operação de venda; (iv) de ingresso e saída de recursos no e do País, referentes a recursos captados a partir de 23/10/08 a título de empréstimos e financiamentos externos. • 14/11: Postergação do prazo de recolhimento de tributos IRRF, IPI, PIS/PASEP, COFINS e Contribuição Previdenciária, com vigência a partir de NOV 1/10/08 . • 20/11: Desoneração de IOF sobre financiamento de motocicletas, motonetas e ciclomotores, com vigência a partir de 20/11/08 . DEZ carros álcool/flex, e até 31/12/11, para caminhões, reboques e tratores, caminhonetes e picapes. • 11/12: Desoneração de IOF para o crédito geral sobre o principal contratado ao consumidor, com vigência em 2009 . • 15/12: Desoneração de IRPF, com a criação de alíquotas intermediárias mais baixas (7,5% e 22,5%), com vigência a partir de 1/01/09. Edição Especial | Ano 2010 • 11/12: Desoneração de IPI-Automóveis, com vigência inicial de 12/12/08 a 31/03/09. Prorrogada, em cinco ocasiões, até 31/03/10, para os 139 Ministério da Fazenda MAR ABR MAI 2009 • 30/03: Redução do IPI sobre material de construção, com vigência de 1/04/09 a 30/06/09. Prorrogada, em cinco ocasiões, até 31/12/11. • 30/03: Redução de alíquotas do Regime Especial de Tributação - RET, com vigência de 31/03/09 a 31/12/13, para projetos no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida - PMCMV . Prorrogada até 31/12/2014. • 30/03: Redução da COFINS sobre a venda de motocicletas até 150 cilindradas, com vigência de 1/04/09 a 30/06/09, prorrogada, em duas ocasiões, até 31/03/10. Política Fiscal Medidas de Desoneração • 17/04: Redução do IPI sobre “linha branca”, com vigência de 17/04/09 a 15/07/09. Prorrogada, em duas ocasiões, até 31/01/10 . • 25/05: Desoneração de tributos no âmbito do regime aduaneiro especial de exportação e de importação de bens destinados às atividades de pesquisa e de lavra das jazidas de petróleo e de gás natural - REPETRO. JUN • 29/06: Redução de IPI sobre bens de capital, com vigência de 1/07/09 a 31/12/09. Prorrogada, em três ocasiões, até 31/12/11. NOV • 26/11: Redução do IPI para móveis e painéis de madeira usados na construção de móveis, com vigência de 27/11/09 a 31/03/10 . • 14/12: Desoneração do IPI sobre aerogeradores no setor de Energia Eólica, com vigência de 01/07/09 a 31/12/09, com efeito permanente a partir de 1/01/10 . DEZ partir de 16/12/09. 2010 FEV • 04/02: Redução das alíquotas da CIDE Combustíveis, com vigência de 04/02/10 a 30/04/10, com consequente redução do preço final da gasolina. Fontes: RFB, STN, SPE e Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 • 15/12: Desoneração de PIS/COFINS no setor de Informática, com vigência de 1/01/2010 a 31/12/2014. • 15/12: Desoneração de IPI, PIS/COFINS e Imposto de Importação na aquisição de computadores para a rede pública de ensino, com vigência a 140 Ministério da Fazenda • 05/01: Ampliação dos valores do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC, com a inclusão de novos empreendimentos nos setores JAN de logística, energia e social-urbano, na forma de acréscimos de R$ 142,1 bilhões até 2010. • 30/01: Aumento do salário mínimo para R$ 465,00 no âmbito da Política de Valorização do Salário Mínimo, com vigência a partir de 1/02/09. FEV • 11/02: Ampliação do prazo do seguro-desemprego, com vigência em 2009 . MAR 2009 ABR MAI JUL • 25/03: Programa Minha Casa Minha Vida, com vigência a partir de 13/04/09. • 26/03: Ampliação do Programa Caminho da Escola, no âmbito de operações contratadas até 31/12/10. • 28/04: Antecipação dos Recursos Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), com vigência em 2009 e 2010, no valor de R$ 1,06 bilhão. Complementação de Recursos Fundeb para Estados nos quais os repasses tenham sido menores que a média regional, com vigência em 2010, no valor de R$ 0,8 bilhão. • 14/05: Repasse de recursos da União para Estados e Municípios, como prestação de apoio financeiro e crédito especial, no valor total de R$ 2 bilhões em 2009 e de R$ 1,2 bilhão em 2010. • 30/07: Atualização dos valores referenciais e de benefícios do Programa Bolsa Família, com vigência a partir de 01/05/09. • 09/10: Redução da meta do superávit primário para o setor público consolidado, excluindo Petrobras, de 3,3% do PIB para 2,5% do PIB em 2009. Fontes: RFB, STN, SPE e Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 OUT Política Fiscal Medidas de Estímulo 141 Ministério da Fazenda OUT • 01/10: Antecipação de R$ 5 bilhões ao setor agrícola pelo Banco do Brasil para enfrentar a restrição de crédito ao segmento. • 06/10: Ampliação em R$ 5 bilhões da linha de financiamento pré-embarque do BNDES. • 22/10: Autorização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal para adquirir participação em instituições financeiras estrangeiras sem a necessidade de processo de licitação. Política Fiscal Atuação dos Bancos Públicos • 05/11: Nova linha de crédito para o setor agrícola em R$ 1 bilhão com operacionalização pelo Banco do Brasil. • 06/11: Governo anuncia R$ 19 bilhões em novas linhas de crédito. O BNDES ficou com a maior parcela, com R$ 10 bilhões em novas 2008 NOV linhas de crédito pré-embarque e para operações de capital de giro. O Banco do Brasil tem ampliação de R$ 5 bilhões para operações de capital de giro de pequenas e médias empresas e outros R$ 4 bilhões para o auxílio de bancos de montadoras. • 12/11: Ampliação pela Caixa Econômica Federal em R$ 2 bilhões o crédito para financiamento do varejo para aquisição de bens de consumo e materiais de construção. • 25/11: Criação pelo Banco Central de regra que permite que bancos abatam do depósito a prazo o valor investido em CDIs do BNDES. • 01/12: Criação de nova linha do BNDES para o financiamento de capital de giro de R$ 6 bilhões. JAN • 22/01: Empréstimos do Tesouro Nacional ao BNDES nos valores de R$ 100 bilhões em 2009 e de R$ 80 bilhões em 2010. MAR • 10/03: Ampliação pelo Conselho Nacional de Previdência Social do limite para empréstimo consignado para aposentados. • 24/03: Alocação de recursos do FGTS para saneamento e infra-estrutura urbana, com vigência até 31/12/2009. 2009 • 16/04: CMN anunciou duas novas medidas, uma voltada à liberação de recursos da ordem R$ 12,6 bilhões pelo BNDES para o ABR agronegócio e outra para a estocagem e produção de álcool em 2009 através de uma linha de crédito de R$ 2,3 bilhões. • 17/04: Programa Emergencial de Financiamento pelo BNDES a Estados, Municípios e DF, com vigência a operações contratadas até 30/06/2011, no valor total de R$ 10 bilhões, dos quais 37% ainda serão desembolsados. Edição Especial | Ano 2010 DEZ 142 Ministério da Fazenda MAI • 14/05: Ampliação do Fundo de Garantia para a Construção Naval, com vigência a partir de 15/05/09. • 14/05: Alteração na remuneração do aporte do Tesouro Nacional de R$ 100 bilhões ao BNDES, com vigência em 2009. • 28/05: Ampliação de prazo e inclusão de Estados no Programa de Ajuste Fiscal para contratação no valor global de R$ 1,1 bilhão, no Política Fiscal Atuação dos Bancos Públicos caso de Estados que não têm contrato de refinanciamento no âmbito da lei 9.496/97, e R$ 300 milhões, no caso de financiamentos do BNDES. Ampliação em R$ 40 bilhões dos limites para contratação de operações de crédito para Estados e Municípios até 31/12/10. JUN • 15/06: Ampliação pelo Banco do Brasil de R$ 11,6 bilhões em linhas de crédito para as pequenas e micro empresas. • 29/06: Programa de Sustentação do Investimento - PSI, no valor de R$ 134 bilhões, com redução das taxa de juros e equalização por AGO • 26/08: Linha de financiamento às exportações de micro, pequena e média empresas - MPMEs, com vigência a partir de 27/08/09. DEZ • 15/12: Ampliação do financiamento da indústria naval, com vigência a partir de 18/12/09. 2009 parte do Governo em operações de financiamento de máquinas, equipamentos e bens usados na produção, no âmbito de operações contratadas até 31/12/09, cujo prazo foi prorrogado em duas ocasiões para até 31/12/11. Edição Especial | Ano 2010 Fontes: RFB, STN, SPE e Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda 143 Ministério da Fazenda • 19/09: Venda de US$ 500 milhões de dólares com compromisso de recompra para instituições financeiras com o objetivo de financiar SET as exportações brasileiras. • 24/09: Flexibilização das regras de depósitos compulsórios relativos a operações de leasing e exigibilidades adicionais (depósitos a prazo) para facilitar as operações de instituições financeiras menores. Política Fiscal Medidas de Estímulos Monetários • 06/10: Criação de linha internacional de crédito utilizando as reservas internacionais do Banco Central para financiar exportadores. • 06/10: Ampliação do escopo de ação do Banco Central facilitando a aquisição de carteira de crédito de instituições financeiras. • 08/10: Intensificação da atuação do Banco Central no mercado de câmbio, com venda de moeda estrangeira e nova alteração nos compulsórios. • 09/10: Regulamentação pelo CMN das regras de auxílio do Banco Central às instituições financeiras. • 13/10: Programação de liberação integral de depósitos compulsórios no valor de R$ 100 bilhões para os depósitos a prazo, depósitos 2008 OUT • • • Edição Especial | Ano 2010 • interfinanceiros (leasing) e sobre exigibilidade adicional (compulsório adicional) de depósitos à vista e a prazo. 16/10: Ampliação pelo Banco Central de possibilidades para que as instituições financeiras possam aumentar seus recursos via venda de outros ativos de sua carteira. O CMN também autorizou que, nas operações de empréstimos externos, os recursos sejam direcionados para comércio exterior. Autorização do Banco Central para receber debêntures de empresas não financeiras nas operações de redesconto. 27/10: Desconto sobre os compulsórios em depósitos à vista para instituições que anteciparem contribuições junto ao Fundo Garantidor de Crédito - FGC. 29/10: Federal Reserve dos EUA e Banco Central do Brasil anunciaram linha de “swap” de reais por dólares no montante de US$ 30 bilhões. Ampliação de linhas para a construção civil pela Caixa Econômica Federal. 30/10: Alteração de regras para recolhimento dos depósitos a prazo, diminuindo a proporção dos compulsórios em títulos e aumentando a participação em espécie. 144 Ministério da Fazenda • 04/11: Alteração de regras de leilões de dólares por parte do Banco Central para que instituições participem de leilões sem apresentar NOV 2008 garantias em títulos. • 13/11: Alteração de regras de recolhimento de compulsórios de exigibilidade adicional, permitindo depósitos em títulos públicos a partir de 1/12/08. Política Fiscal Medidas de Estímulos Monetários • 17/12: Utilização de reservas internacionais para o financiamento do comércio exterior, com vigência para dívidas vincendas entre 2009 1/10/08 e 31/12/09. • 17/12: Liberação de recursos do Fundo Garantidor de Crédito, com vigência a partir de 19/12/08. JAN • 21/01: Início do processo de redução da SELIC a partir de 13,75% a.a., em jan/09, até 8,25% a.a., em jun/09. MAR • 26/03: Depósitos a prazo com garantia especial do Fundo Garantidor de Crédito, com vigência a partir de 1/04/09. MAI • 14/05: Ampliação do Fundo de Garantia para a Construção Naval, com vigência a partir de 15/05/09. JUN • 09/06: Criação de dois Fundos Garantidores de Crédito, com vigência a partir de 2009. • 29/06: Redução da TJLP, com vigência a partir de 1/07/09. Edição Especial | Ano 2010 DEZ Fontes: RFB, STN, SPE e Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda 145 Economia Brasileira em PERSPECTIVA Tabelas Ministério da Fazenda Ministério da Fazenda Produto Interno Bruto Variação do trimestre/ trimestre anterior Com ajuste sazonal (%) Período base: 4T 10 Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (%) 2009 / 2008 1,1 Acumulado no Ano 6,5 -0,3 4,3 10,1 -6,4 - 14,8 2,4 6,2 15,7 9,7 11,6 -1,1 -8,2 -6,3 1,0 4,6 5,4 2,2 - 7,5 5,3 4,8 10,7 8,9 3,8 -1,8 -2,5 3,8 3T 10 4T 09 Agropecuária -0,8 Indústria xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Extrativa Mineral Transformação Construção Civil Serviços Comércio Transporte, Armazenagem e Correio Serviços de Informação PIB (a preços de mercado) Atividade Econômica Composição do Produto Interno Bruto -4,6 5,0 7,5 -0,6 2,5 -0,3 7,5 1,2 7,0 3,3 4,2 3,9 Formação Bruta de Capital Fixo Exportações de Bens e Serviços Importações de Bens e Serviços (-) 0,7 3,6 3,9 12,3 13,5 27,2 21,8 11,5 36,2 -10,3 -10,2 -11,5 Edição Especial | Ano 2010 0,7 Consumo das Famílias Consumo da Administração Pública Dados em: % Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 148 148 Ministério da Fazenda Atividade Econômica Comércio varejista Sem ajuste sazonal Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (%) Pesquisa Mensal do Comércio (IBGE) Com ajuste sazonal Variação em relação (%) Mês base : Dez 10 Mês anterior: Nov 10 Dez 10 0,0 10,1 10,9 10,9 1,1 6,2 6,6 6,6 -0,3 6,4 9,0 9,0 3,4 10,2 10,7 10,7 1,4 18,3 18,3 18,3 2,3 14,8 12,2 12,2 4,7 25,6 14,1 14,1 3,2 16,0 15,6 15,6 Comércio Varejista Comércio Varejista Ampliado Veículos Motos, Partes e Peças Material de Construção Edição Especial | Ano 2010 Combustíveis e Lubrificantes Hiper., Superm., prod. alimentícios, bebidas e fumo Tecidos, Vestuário e Calçados Móveis e Eletrodomésticos Acumulado Acumulado no ano em 12 Meses Dados em: % Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 149 149 Ministério da Fazenda Produção Industrial Física (IBGE) Mês base: Jan 11 Com ajuste sazonal Variação em relação (%) Sem ajuste sazonal Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (%) Média do trimestre Jan 09 Acum. ano INDÚSTRIA GERAL 0,2 -0,4 2,5 2,5 9,4 Indústria Extrativa Mineral Indústria de Transformação Bens de Capital BK para fins industriais seriados não-seriados BK agrícolas BK peças agrícolas BK para construção BK para o setor de energia elétrica BK equipamentos de transporte BK de uso misto Bens Intermediários Bens de Consumo Duráveis Bens de Consumo Semi and Não Duráveis -0,8 0,4 1,8 -0,4 6,0 0,2 0,6 0,4 2,4 - 5,5 2,3 9,1 6,4 7,2 2,6 -5,4 5,3 23,6 -2,8 8,3 9,8 0,9 6,1 0,8 5,5 2,3 9,1 6,4 7,2 2,6 -5,4 5,3 23,6 -2,8 8,3 9,8 0,9 6,1 0,8 12,1 9,2 20,4 20,8 25,3 0,5 28,4 13,8 85,0 -1,9 26,1 12,8 9,9 8,5 4,8 0,5 3,3 -0,5 Acum. 12 Meses Edição Especial | Ano 2010 Mês anterior: Dez 10 - Atividade Econômica Produção Industrial Dados em: % Fonte: IBGE Elaboração: Ministério da Fazenda 150 150 Ministério da Fazenda Vendas Industriais (CNI) Dez 10 Faturamento Real Horas Trabalhadas na Produção Embalagens ABPO Jan 11 Expedição de Papel Ondulado Veículos-Anfavea Jan 11 Produção Autoveículos Licenciamento Autoveículos (nacionais e importados) Exportações de Autoveículos Produção Prevista Nível de emprego previsto Demanda interna Demanda externa Estoques Nível de utilização da capacidade * Sem Ajuste Sazonal Variação em relação (%) Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (%) Média do trimestre 1,4 0,3 Dez 09 Acum. Ano 6,1 3,4 9,9 7,1 Média do trimestre 2,5 Jan 11 Acum. Ano 2,0 11,1 Fev 11 Acum. Ano 10,6 Média do trimestre 22,0 24,0 15,3 Acum. 12 Meses 13,2 10,1 8,0 24,1 12,8 13,2 16,4 49,4 Acum. Ano Acum. 12 Meses -0,4 4,4 -1,3 16,0 0,0 83,4 4,1 15,2 17,9 23,4 5,7 84,9 Mês anterior -0,6 -2,2 Mês anterior -0,6 Mês anterior 9,5 -4,6 21,5 Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (%) Dez 10 Jan 11 Fev 11 -1,8 0,9 -1,6 5,5 7,3 1,7 4,3 -0,9 -1,7 21,7 16,9 15,1 2,0 1,0 -1,0 85,3 83,1 83,7 Acum. 12 Meses 9,9 7,1 Acum. 12 Meses 10,6 Edição Especial | Ano 2010 Sondagem da Indústria de Transformação (FGV) Jan 11 Com Ajuste Sazonal Atividade Econômica Vendas Industriais Dados em: % * O cálculo do NUCI considerou a média do ano nos últimos 12 meses e os três últimos valores mensais Fonte: CNI, ABPO, FGV e Anfavea Elaboração: Ministério da Fazenda 151 151 Ministério da Fazenda Perfil das classes econômicas Classe AB Classe C Classe E 4854 ou mais 1126 4854 541 1126 0 541 44,1 19,97 46,3 94,93 7,8 44,45 1,8 28,84 30,53 21,11 4,85 11,89 9,81 16,84 4,97 34,84 22,96 6,75 11,85 2,14 7,09 14,37 43,56 11,77 6,68 11 0,55 3,19 23,25 48,05 4,31 4,47 11,05 0,55 1,61 29,96 12,00 47,67 7,18 10,47 5,46 2,07 4,98 2,44 7,74 13,24 99,54 99,69 85,72 91,85 72,02 75,82 95,92 4,97 1,07 97,62 97,49 53,22 87,46 57,78 33,9 86,23 2,98 0,23 96 92,5 24,96 76,97 40,45 9,69 77,23 1,69 0,35 91,16 79,82 16,48 64,2 30,65 6,73 62,81 Definição de classes econômicas Rendimentos mensais (R$ a preços de 2009) Inferior Superior Classe E2 0 420 Classe E1 420 705 Classe D2 705 802 Classe D1 802 1126 Classe C2 1126 1888 Classe C1 1888 4854 Classe B2 4854 4902 Classe B1 4902 6329 Classe A2 6329 9366 Classe A1 9366 ou mais Dados em: % e R$, a preços de 2009 Fonte: FGV Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Definição de classes econômicas (R$ a preços de 2009) Limite inferior Limite superior Dados gerais - 2009 Massa de renda (%) População (milhões de indivíduos) xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Posição na ocupação - 2009 Inativo Empregado com carteira Empregado sem carteira Conta própria Empregador Funcionário Público Outros Educação (%) - 1992 a 2009 Educação média (pop. com 25 anos ou mais) Frequenta ou frequentou curso superior Bens e serviços (%) - 1992 a 2009 Casa própria financiada Mais de 3 banheiros Televisão Geladeira Máquina de lavar roupa Lixo coletado diariamente Rede de esgoto Computador com internet Celular Classe D Mercado de Consumo de Massa Perfil das Classes Econômicas 152 Ministério da Fazenda Inflação Quadro de inflação Jan 11 Fev 10 2010 2009 Ac. 12 meses Expectativas 2011* IPCA Alimentação e Bebidas Habitação Artigos de Residência Vestuário Transporte Saúde e Cuidados Pessoais Despesas Pessoais Educação Comunicação INPC 0,8 0,23 0,32 0,44 -0,25 0,46 0,31 1,43 5,81 0,49 0,54 0,83 1,16 0,61 0,25 0,12 1,55 0,47 0,83 0,3 0,29 0,94 0,78 0,96 0,31 0,36 -0,52 0,79 0,23 0,4 4,53 0,03 0,7 5,91 10,39 4,98 3,51 7,51 2,41 5,06 7,37 6,21 0,86 6,47 4,31 3,17 5,68 3,05 6,11 2,37 5,37 8,03 6,11 1,07 4,11 6,01 9,62 5,34 3,43 7,60 2,18 5,26 8,52 7,56 1,62 6,36 IPC - FIPE Fev 11 Jan 11 Fev 10 2010 2009 Ac. 12 meses 5,8 nd nd nd nd nd nd nd nd nd 5,9 Expectativas 2011* 5,50 Expectativas 2011* 6,7 Expectativas 2011* 6,66 6,89 nd nd nd nd nd Índice Geral IGP - M Índice Geral 0,60 1,15 0,74 6,40 3,65 6,05 Fev 11 Jan 11 Fev 10 2010 2009 Ac. 12 meses 1,0 0,79 1,18 11,32 -1,71 11,30 IGP-DI Fev 11 Jan 11 Fev 10 2010 2009 Ac. 12 meses Índice Geral IPA IPA Agrícola IPA Industrial IPC INCC ICV - DIEESE - Índice Geral 0,96 1,23 2,6 0,73 0,49 0,28 1,28 0,98 0,96 1,9 0,62 1,27 0,41 0,65 1,09 1,38 1,46 1,35 0,68 0,36 1,72 11,31 13,84 25,60 10,13 6,23 7,77 6,91 -1,44 -4,09 -3,16 -4,43 3,93 3,25 4,04 11,13 13,68 29,84 8,65 6,01 7,44 6,44 Dados em: % nd = não disponível * Expectativa FOCUS de 18 de fevereiro de 2011 Fonte: DIEESE, IBGE, FGV e Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Fev 11 Indicador 153 Ministério da Fazenda Mercado de Crédito (%PIB) Volume Total de Crédito Recursos Direcionados Recursos Livres Mercado de Crédito (R$ bilhões) Nov 10 Participação % 46,3 15,9 30,3 100,0 34,4 65,6 Nov 10 Participação % Juros e Crédito Mercado de Crédito Variação (pp) ante Variação (pp) ante Dez 09 Nov 09 1,9 1,5 0,4 1,8 1,7 0,1 Variação (%) ante Variação (%) ante Dez 09 Nov 09 Crédito do Sistema Financeiro Volume Total de Crédito (Saldos em Final de Período) ao Setor Público ao Setor Privado 100,0 18,69 20,92 Comércio 67,0 1.611,6 359,8 133,5 122,5 168,9 4,0 96,0 21,4 8,0 7,3 10,1 13,66 18,91 18,07 45,35 9,11 23,92 18,24 21,03 18,82 53,88 8,79 26,16 Pessoas Físicas 538,9 32,1 16,52 17,65 Outros Serviços 288,0 17,2 16,28 21,29 Indústria Habitação Rural Dados em: % do PIB e R$ bilhões Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 1.678,6 154 Ministério da Fazenda Juros e Crédito Operação de Crédito - Recursos Direcionados Operações de Crédito - Recursos Direcionados Mercado de Crédito – Nov 10 % 577,7 353,3 84,9 126,6 12,9 34,4 21,0 5,1 7,5 0,8 1101,0 549,2 551,7 499,4 52,3 65,6 32,7 32,9 29,7 3,1 15,34 16,90 13,84 16,20 -4,67 16,45 18,07 14,87 18,14 -9,09 184,0 75,6 15,9 13,1 18,7 108,4 25,2 33,6 4,7 6,5 0,7 100,0 41,1 8,6 7,1 10,2 58,9 13,7 18,3 2,6 3,5 0,4 14,53 21,48 32,10 59,83 16,13 10,13 16,15 13,36 63,92 27,79 2,27 11,75 23,02 21,78 63,66 30,48 5,03 3,39 10,45 62,12 39,18 129,69 Dados em: % e R$ bilhões Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Volume Total de Crédito (Saldos em Final de Período) BNDES Rural (exclui leasing e os financiamentos diretos e repasses do BNDES) Habitação (com pessoas físicas e cooperativas habitacionais) Outros (FCO, bancos de desenvolvimento e agências de fomento) Operações de Crédito - Segmento Livre Volume Total de Crédito (Saldos em Final de Período) às Pessoas Físicas às Pessoas Jurídicas Recursos Domésticos Recursos Externos Segmento Livre - Novas Concessões de Crédito Volume Total de Concessões às Pessoas Físicas Crédito Pessoal (inclui as operações consignadas) Aquisição de Bens Cartão de Crédito às Pessoas Jurídicas Capital de giro Conta Garantida Aquisição de Bens ACC Repasses Externos Variação (%) Variação (%) ante Dez 09 ante Nov 09 25,64 30,47 24,82 31,71 7,84 3,61 44,88 53,59 21,10 26,68 R$ bilhões 155 Ministério da Fazenda Produção Industrial PIB (% anual) 2 Inflação (anualizada) Taxa de Desemprego 3, % 2011 3,1 1,5 9,0 1,8 2,6 1,5 1,5 2,6 1,1 4,3 5,2 3,2 9,0 6,0 3,9 5,9 4,6 13,5 3,3 5,0 7,4 7,0 9,9 4,1 6,3 16,9 5,0 2,7 4,2 9,8 Posição Dez Dez Dez Nov Nov Nov Dez Dez Nov Dez Dez 3T10 Nov Nov Dez 1,5 -0,8 4,6 3,7 2,4 2,4 1,8 1,9 2,1 9,6 4,9 2,7 9,7 7,0 4,1 Posição Dez Dez Dez Dez Dez Jan Dez Jan Jan Jan Jan 4T10 Dez Jan Jan 9,0 4,9 9,6 7,9 7,8 10,0 9,7 7,4 8,6 7,2 11,2 5,0 10,8 7,1 3,6 Posição Jan Dez 2009 Nov4 Jan Dez Dez Jan Dez Dez5 Out5 Jan 2010 Ago Dez Argentina 8,2 5,2 10,6 Dez 10,9 Dez 7,5 3T10 Brasil México Arábia Saudita África do Sul 7,7 5,0 3,8 2,8 4,3 3,5 3,9 3,7 2,7 5,3 nd 4,6 Dez Nov nd Nov 6,0 3,8 5,3 3,5 Jan Jan Jan Dez 5,3 4,9 nd 24 Dez5 Dez5 nd 4T105 5 1 Edição The Economist 03 de fevereiro de 2010 2 Estimativa The Economist / EIU 3 Definição nacional 4 Últimos 3 meses 5 Sem ajuste sazonal nd = Não Disponível Dados em: R$ bilhões e % Fonte: BNDES Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 2010 2,9 4,2 10,3 1,6 2,9 1,7 1,5 3,5 1,1 3,7 8,1 2,9 9,1 5,9 6,1 Estados Unidos Japão China Reino Unido Canadá Zona do Euro França Alemanha Itália Rússia Turquia Austrália Índia Indonésia Coréia do Sul Panorama Internacional Economia dos Países do G20 1 156 Ministério da Fazenda Receita Bruta Transferências para Estados e Municípios Política Fiscal Resultado do Setor Público - Acima da linha 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Variação 2010-02 21,66 20,98 21,61 22,74 22,94 23,25 23,85 23,21 23,10 1,44 3,54 3,48 3,91 3,92 3,97 4,43 4,01 3,85 0,05 17,86 17,44 18,13 18,84 19,02 19,29 19,42 19,20 19,26 1,40 Despesas Primárias 15,72 15,14 15,59 16,38 16,96 17,12 16,57 17,96 17,97 2,25 Pessoal e encargos 4,81 4,46 4,31 4,3 4,45 4,37 4,35 4,76 4,55 -0,26 Transferência de Renda** 6,82 7,18 7,65 8,07 8,44 8,52 8,22 8,88 8,77 1,95 Investimentos 0,83 0,31 0,47 0,48 0,64 0,72 0,87 1,01 1,22 0,39 Custeio com saúde e educação 1,83 1,71 1,71 1,78 1,69 1,77 1,76 1,92 2,01 0,18 Demais despesas de custeio 1,43 1,48 1,45 1,76 1,73 1,74 1,37 1,36 1,38 -0,05 2,14 2,3 2,54 2,45 2,06 2,17 2,85 1,24 1,29 -0,85 Resultado Primário Recorrente Operações Não Recorrentes*** - - - - - - -0,47 - 0,87 0,87 Resultado Primário Final 2,14 2,3 2,54 2,45 2,06 2,17 2,38 1,24 2,16 0,02 Receita Líquida menos Transferências 11,03 10,26 10,48 10,76 10,58 10,77 11,2 10,32 10,48 -0,55 Dados em: % do PIB Fonte: SPE/Ministério da Fazenda Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 3,8 Receita Líquida Total 157 Ministério da Fazenda Resultado do Setor Público (abaixo da linha) Política Fiscal Resultado do Setor Público - Abaixo da linha R$ milhões % do PIB Ac. Ano 2010 101.696 2,03 2,78 2,03 2,78 78.723 78.723 1,33 2,15 1,33 2,15 -3.923 20.635 20.635 0,66 0,56 0,66 0,56 I.3 Empresas Estatais -628 2.338 2.338 0,04 0,06 0,04 0,06 I.3.1. Federais -424 -624 -624 -0,05 -0,02 -0,05 -0,02 I.3.2. Estaduais -295 2.740 2.740 0,08 0,07 0,08 0,07 I.3.3. Municipais 91 221 221 0,01 0,01 0,01 0,01 II. Juros Nominais* -19.536 -195.369 -195.369 -5,37 -5,34 -5,37 -5,34 III. Resultado Nominal* -8.683 -93.673 -93.673 -3,34 -2,56 -3,34 -2,56 Ac. Ano 12 meses I. Resultado Primário 10.853 101.696 I.1.Governo Central 15.404 I.2. Estados e Municípios 12 meses 2009 2010 Dados em: R$ milhões e % do PIB * Sem desvalorização cambial Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 2009 Dez 10 158 Ministério da Fazenda Dívida Líquida do Setor Público (saldos em final de período) I. Setor Público I.1. Governo Central I.2. Estados e Municípios I.3. Empresas Estatais R$ milhões Política Fiscal Dívida Líquida do Setor Público - Saldos em final de período % do PIB 2007 902.392 2008 1.168.238 2009 1.362.711 2010 1.475.820 2007 33,91 2008 38,53 2009 42,78 2010 40,44 816.681 373.323 -287.616 728.327 414.954 24.958 932.535 406.404 23.771 1.001.117 450.766 23.937 30,69 14,03 -10,81 24,02 13,69 0,82 29,28 12,76 0,75 27,43 12,35 0,66 % do Total (composição) 2007 2008 2009 2010 I. Títulos indexados Taxa over-Selic 47,8 59,0 62,8 63,5 II. Títulos pré-fixados 38,6 34,8 35,3 41,8 III. Títulos indexados índices de preços IV. Títulos indexados a taxa de câmbio 27,1 32,2 29,5 30,3 -17,5 -30,3 -24,7 -27,5 IV.1. Divida Interna -0,3 -0,9 -2,5 -2,4 IV.2. Dívida Externa -17,2 -29,3 -22,2 -25,1 4,0 4,1 -3,0 -8,0 V. Outros Dados em: % do PIB, % do total e R$ bilhões Fonte: Banco Central Elaboração: Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Dívida Líquida do Setor Público Composição por Indexador 159 Ministério da Fazenda Glossário - Instituições ABPO Associação Brasileira de Papelão Ondulado FMI Fundo Monetário Internacional Associação Nacional de Veículos Automotores IBGE Instituto Brasileiro de Georgrafia e Estatística BCB Banco Central do Brasil INSS Instituto Nacional da Seguridade Social BCBS Comitê da Basiléia para Supervisão Bancária IPEA Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico-Social LCA Consultoria LCA MDIC Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior Anfavea Conselho Monetário Nacional CNI Confederação Nacional da Indústria RFB Receita Federal do Brasil CRB Commodity Research Bureau SAIN Secretaria de Assuntos Internacionais CVM Comissão de Valores Mobiliários SEAE Secretaria de Acompanhamento Econômico Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos SPE Secretaria de Política Econômica STN Secretaria do Tesouro Nacional SEAE Secretaria de Acompanhamento Econômico DIEESE FGV Fundação Getúlio Vargas FIESP Federação das Indústrias do Estado de São Paulo FIPE Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Edição Especial | Ano 2010 CMN 160 Ministério da Fazenda Glossário - Termos BRIC Brasil, Rússia, Índia e China PMC Pesquisa Mensal do Comércio / IBGE Caged Cadastro Geral de Empregados e Desempregados PNAD Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios Depósito Interfinanceiro Selic Sistema Especial de Liquidação e Custódia DLSP Dívida Líquida do Setor Público SUS Sistema Único de Saúde DPF Dívida Pública Federal CRI Certificado de Recebíveis Imobiliários FBKF Formação Bruta de Capital Fixo FIDC Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios IED Investimento Estrangeiro Direto FIP Fundos de Investimentos em Participações ICV Índice do Custo de Vida / DIEESE CDA Certificado de Depósitos em Ações CPMF Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras COFINS Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social DI IGP-DI Índice Geral de Preços – Oferta Interna / FGV IGP-M Índice Geral de Preços – Mercado / FGV INCC Índice Nacional de Custo da Construção Civil / FGV INPC Índice Nacional de Preços ao Consumidor / IBGE IPA Índice de Preços no Atacado / IBGE CSLL Contribuição Social sobre o Lucro Líquido IPC Índice de Preços ao Consumidor / IBGE CIDE Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico IPCA Índice de Preços ao Consumidor Amplo / IBGE NUCI Nível de Utilização da Capacidade Instalada PIS/PASEP Programa de Integração Social Imposto de Produtos Industrializados ICI índice de Confiança da Indústria PAC Programa de Aceleração do Crescimento ICS Índice de Confiança de Serviços PEA População Economicamente Ativa RAIS Relação Anual de informações Sociais PIB Produto Interno Bruto MERCOSUL Mercado Comum do Sul Edição Especial | Ano 2010 IPI 161 Ministério da Fazenda Presidente da República: Dilma Vana Rousseff Ministro da Fazenda: Guido Mantega Secretário-Executivo: Nelson Barbosa Chefe de Gabinete do Ministro: Marcelo Fiche Produção e Execução Assessor Especial do Ministro: José Gilberto Scandiucci Filho Assessores do Ministro: Lígia Ourives, Adriano Seabra, Guilherme Macedo, Ilan Souza, Pedro Maciel e Renede Matos Consultor: Sérgio Gobetti Estagiário: Erno Paulinyi Jr. Arte Projeto Gráfico: Viviane Barros Arte da capa e entre capítulos: André Nóbrega Diagramação: Alline Luz, Rafael Lewin e Viviane Barros Ministério da Fazenda Edição Especial | Ano 2010 Apoio Técnico Assesssoria de Comunicação Social - ACS Secretaria de Política Econômica - SPE Secretaria do Tesouro Nacional - STN Secretária de Assuntos Internacionais - SAIN Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA www.fazenda.gov.br 162 Finalizado em 11.03.2011