PRESSÃO SOCIAL PARA A MAGREZA E SATISFAÇÃO/INSATISFAÇÃO CORPORAL Águeda da Assunção Gonçalves Marques1 [email protected] É muito difícil avaliar a intensidade da pressão social exercida sobre o aspecto físico da mulher e se a época actual é mais normativa e mais intolerante do que as anteriores. Pretende-se com este estudo identificar em que medida a pressão social para a magreza interfere na satisfação/insatisfação com o corpo de estudantes do ensino secundário e superior. A amostra foi constituída por 741 estudantes do sexo feminino, dos 13 aos 25 anos. A pressão social e a satisfação corporal foram avaliadas através da Escala de Pressão Social para a Magreza e o Método das Silhuetas. Neste estudo, a maioria (64,7%) das jovens inquiridas revelou estar insatisfeita com o seu corpo. Os resultados confirmaram as nossas previsões relativamente à hipótese formulada de que existe associação entre a pressão social para a magreza sentida e a insatisfação corporal. As jovens que estão insatisfeitas com o corpo evidenciaram sentir maior pressão social para a magreza do que as que se consideram satisfeitas com o seu corpo. INTRODUÇÃO A pressão sociocultural a que as adolescentes estão sujeitas nos dias de hoje, conduz a que o ideal preconizado na sociedade ocidental seja a magreza. Algumas jovens ao serem interpeladas acerca da sua imagem corporal, dizem que têm uma área do corpo gorda e que têm horror a engordar. Esta abordagem sugere uma grande influência cultural dos padrões próprios dos países industrializados onde existe uma forte pressão social para o ideal da magreza. Significando que este ideal pode “trazer sucesso, distinção, atracção... capacidade de controlo do próprio corpo” (Carmo, 1994:51-52). Este facto pode conduzir as adolescentes mais vulneráveis a doenças do comportamento alimentar. Garner & Garfinkel (1980) referem também que a discrepância entre o peso real e o ideal leva a um estado de constante insatisfação com o próprio corpo. As dietas para perder peso são cada vez mais frequentes, surgindo, então, um campo fértil para o desenvolvimento de transtornos alimentares No que respeita à satisfação com o corpo, existem geralmente diferenças entre os sexos, apresentando as mulheres maior insatisfação em relação os homens (Paxton et al., 1991). Investigações efectuadas sugerem que as mulheres preferem uma silhueta significativamente mais magra do que a que possuem na realidade, enquanto que os homens se revêem mais num físico medianamente musculado (Collins & Plahn, 1988). Um estudo realizado por Phelps et al., (1993) numa amostra de adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos, revelou que uma elevada percentagem estava insatisfeita com o corpo, reflectindo-se no desejo de perder peso e na forma severa e crítica como percepcionavam a sua aparência física. 1 Professora Coordenadora da Escola Superior de Enfermagem Dr. Ângelo da Fonseca e Investigadora da Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Domínio de Enfermagem. 3181 Na opinião de Carmo (1997), a maior parte das mulheres portuguesas está descontente com o seu corpo. Esta constatação pode ser confirmada por investigações realizadas em Portugal pela Equipa de Estudo de Doenças do Comportamento Alimentar do Hospital de Santa Maria. Os resultados têm mostrado repetidamente que a maioria das mulheres com peso normal deseja emagrecer e as que são magras querem perder mais peso. Constatou-se também que a grande percentagem de jovens com peso normal ou baixo refere ter “partes gordas no corpo” e “horror a aumentar de peso” (Carmo, 1997; Sampaio et al., 1999). Um estudo realizado na Austrália em 101 estudantes universitárias, por Montheath & MacCabe (1997), demonstrou que a esmagadora maioria (94%) desejava ser mais pequena do que o correspondente ao seu tamanho actual percebido, 5% estavam satisfeitas com os seus tamanhos actuais e apenas 1% pretendia ser maior. Do estudo ressalta ainda que uma elevada percentagem da amostra (94%) expressou um desejo de maior magreza. Segundo Neumark-Sztainer et al., (1998) as elevadas taxas de insatisfação com o peso são preocupantes. Um estudo levado a cabo por estes autores revelou que a perturbação da imagem corporal ocorre mais frequentemente nas mulheres jovens que foram obesas na infância. Adiantam ainda que as raparigas com excesso de peso apresentavam maior risco de distúrbios do comportamento alimentar e de prática de dietas do que as raparigas não obesas. A imagem corporal negativa estava frequentemente associada à frequência de dietas e a situações de auto-punição entre as adolescentes. Ter uma imagem positiva do próprio corpo, surge como factor importante de protecção contra estes comportamentos. METODOLOGIA Tendo em conta a natureza do problema a investigar, optou-se por um tipo de estudo de carácter empírico não experimental de natureza descritivo-analitíco e transversal. Amostra A amostra do presente estudo foi constituída por 741 estudantes do sexo feminino, a frequentarem Instituições do Ensino Secundário (55,3%) e Superior (44,7%) da região centro do país. Pretende-se que a amostra a estudar contenha, à partida, o menor número de invariantes e, por conseguinte, um elevado grau de homogeneidade. Neste sentido, constituem critérios de inclusão os seguintes: Idades compreendidas entre os 13 anos e os 25 anos; preenchimento dos questionários sem recusa de peso e altura e ausência de deficiência física que possa dar origem a parâmetros antropométricos fora dos valores considerados normais para a sua idade. A idade média foi de 18,07 anos e o desvio padrão de 2,90 anos. O maior número de casos situou-se no grupo etário dos 19 aos 22 anos (36,8%). Quanto ao estado civil, existe um predomínio das 3182 solteiras (99,5%) em relação às casadas (0,5%). A ocupação principal é a de estudante (98,1%) e a maioria reside em casa dos pais (80,7%). Instrumentos Os dados foram colhidos através de instrumentos auto-administrados, à excepção do peso e da altura que foram preenchidos pelo investigador com o objectivo de avaliar o Índice de Massa Corporal. Os instrumentos utilizados foram a Escala de Pressão Social para a Magreza de Gonçalves & Gouveia, 1999, a Subescala «Insatisfação Corporal» do Eating Disorders Inventory – 2 (EDI-2) de Garner, 1991, a Escala de Stunkard de Silhuetas Corporais e o Questionário Geral de Avaliação. Apesar da revisão da literatura efectuada acerca da pressão social para a magreza sentida, não foi possível encontrar instrumentos de medida que avaliassem esta variável. Assim, houve a necessidade de elaborar uma Escala de Pressão Social para a Magreza (PSM) e proceder ao estudo das características psicométricas. Para determinar a fidelidade da escala foram calculados os coeficientes Alpha de Cronbach que no seu conjunto apresentam um valor de 0,9270 e correlações item total superior a 0,4. Para investigar a validade de constructo da escala PSM procedeu-se à análise factorial em componentes principais, seguida de rotação ortogonal varimax. Os itens distribuíram-se em quatro factores que explicam uma variância total de 55,42%, avaliando as subescalas apresentadas no Quadro 1. Quadro 1-Consistência interna das subescalas da PSM Subescalas Nº de itens Alpha de Cronbach Procura da Magreza (PM) 9 0,87 Valorização Social da Magreza (VSM) 5 0,80 Impulso para a Imitação (IPI) 5 0,80 6 0,75 Ideal Corporal (IC) A escala PSM ficou constituída por 25 itens e revelou possuir boas características psicométricas para ser utilizada em investigação empírica, necessitando, no entanto, de novos estudos de avaliação em amostras mais numerosas e extensivas ao sexo masculino. 3183 O Método das Silhuetas visa medir o nível de satisfação/insatisfação relativamente ao corpo. A Escala de Stunkard de Silhuetas Corporais é composta por nove figuras corporais esquemáticas, de mulheres e de homens, que vão desde o extremamente magro ao obeso (Lamb et al., 1993; Thompson & Gray, 1995). É pedido ao sujeito que escolha/marque a figura que o representa, por um lado, e a que se encontra mais próxima do seu ideal, por outro. A diferença entre a imagem e dimensão corporal ideal e a imagem e dimensão corporal que pensa ter, constitui um indicador geralmente aceite do nível de satisfação/insatisfação com as medidas do corpo (Thompson & Gray, 1995; Thompson, 1997). A escolha dos sujeitos pode recair sobre uma figura maior ou menor consoante a percepção que estes têm do tamanho do corpo na sua globalidade. Quando a escolha das figuras corporais coincide relativamente ao “corpo ideal” e ao “corpo que pensa ter” pode falar-se de satisfação corporal. Mas se pelo contrário, houver diferença nas opções de escolha dos sujeitos, então pode dizer-se que existe insatisfação corporal. RESULTADOS A aplicação da escala de Pressão Social para a Magreza possibilitou obter os resultados apresentados no Quadro 2. Em termos globais, observam-se resultados entre 0 e 70 pontos, sendo o valor médio de 15,53 com desvio padrão de 10,58 pontos. Para o global da escala esperava-se um resultado máximo de 75 pontos, pelo que se pode afirmar que o valor médio corresponde a 20,7% do máximo esperado. Quadro 2 – Resultados da aplicação da Escala Pressão Social para a Magreza x s xmin xmáx Procura da magreza 3,70 4,06 0 23 Valorização social da magreza 4,93 3,45 0 19 Impulso para a imitação 1,37 2,11 0 14 Ideal corporal 5,06 2,92 0 15 Global 15,53 10,58 0 70 Pressão Social para a Magreza 3184 Para testar a hipótese “existe associação entre a pressão social para a magreza sentida e a insatisfação corporal” procedeu-se à comparação dos resultados médios observados para os elementos estudados em função da sua satisfação/insatisfação corporal. A análise dos dados apresentados no Quadro 3 permite concluir que entre os grupos comparados existem diferenças muito significativas (p <0,01) em termos de “ideal corporal” e diferenças altamente significativas (p <0,001) em termos de “procura da magreza”, “valorização social da magreza” e “pressão social para a magreza global”. A aplicação dum teste de comparações múltiplas revelou que as diferenças ocorrem principalmente entre os grupos dos elementos insatisfeitos por se considerarem gordos e os restantes grupos. Observando os valores médios podemos concluir que são os elementos que estão insatisfeitos por se considerarem gordos que evidenciam sentir uma maior pressão social para a magreza, seguidos dos que estão insatisfeitos por se considerarem magros. Aqueles que se consideraram satisfeitos com o seu corpo foram os que evidenciaram sentir menor pressão social para a magreza. Quadro 3 – Estudo da relação entre as subescalas da Escala Pressão Social para a Magreza e a satisfação/insatisfação corporal Pressão social para a magreza (PSM) Satisfação/insatisfação corporal Procura da magreza Insatisfeita por se considerar gorda Insatisfeita por se considerar magra Satisfeita Valorização social da magreza Insatisfeita por se considerar gorda Insatisfeita por se considerar magra Satisfeita Impulso para imitação Insatisfeita por se considerar gorda Insatisfeita por se considerar magra Satisfeita Ideal corporal Insatisfeita por se considerar gorda Insatisfeita por se considerar magra Satisfeita Global Insatisfeita por se considerar gorda Insatisfeita por se considerar magra Satisfeita n x s F p 348 131 262 4,58 3,29 2,73 4,38 4,01 3,34 17,175 0,000 348 131 262 5,69 4,21 4,29 3,49 3,43 3,20 16,425 0,000 348 131 262 1,40 1,56 1,24 2,07 2,30 2,06 1,049 0,351 348 131 262 5,37 5,30 4,52 3,03 2,75 2,79 6,942 0,001 348 131 262 17,51 14,92 13,20 11,02 10,63 9,43 13,076 0,000 A avaliação da satisfação/insatisfação corporal utilizando o método das silhuetas revelou que 64,7% das inquiridas estavam insatisfeitas com a sua imagem corporal, sendo 47,0% por se considerarem gordas e 17,7% por se considerarem magras. 35,3% da amostra em estudo considera-se satisfeita com a sua imagem corporal. 3185 DISCUSSÃO E CONCLUSÕES A pressão sociocultural a que as jovens estão sujeitas nos dias de hoje, conduz a que o ideal preconizado na sociedade ocidental seja a magreza, conforme é realçado continuamente pela moda e meios de comunicação social. No estudo por nós efectuado, constatou-se que a pressão social para a magreza é exercida sobretudo ao nível da procura da magreza, da valorização social da magreza e do ideal corporal. Na revisão da literatura, não foi possível encontrar dados que possibilitem a comparação dos resultados encontrados neste estudo. No entanto, estes resultados estão de acordo com a opinião de Sampaio (1992) ao referir que o ideal feminino actual está associado a uma mulher magra em que a magreza envolve beleza. A nível do mercado de trabalho, Feingold (1992) adverte que a aparência física influencia nas decisões de contratação. Segundo Guillemot & Laixenaire (1994) é provável que exista na nossa sociedade uma correlação entre magreza e ambição profissional. Os autores salientam ainda que não é apenas a preocupação social que pressiona para manter o corpo magro, mas também o mito da eterna juventude que as pessoas desejam manter a todo o custo. Neste estudo, a maioria (64,7%) das estudantes inquiridas revelou estar insatisfeita com o seu corpo. Esta insatisfação é manifestada pelo facto de algumas jovens se percepcionarem magras e outras se percepcionarem gordas, atingindo estas últimas umas nível de insatisfação muito superior relativamente às que se consideram magras. O número de jovens que referiu estar satisfeita com o seu corpo foi apenas de 35,3%, ou seja, a imagem corporal idealizada correspondeu à imagem corporal percepcionada como real. Os resultados apresentados corroboram a hipótese de que existe associação entre a pressão social para a magreza sentida e a insatisfação corporal. As jovens que estão insatisfeitas com o corpo por se considerarem gordas e as que estão insatisfeitas por se considerarem magras evidenciaram sentir uma maior pressão social para a magreza em relação às que se consideram satisfeitas com o seu corpo. Com efeito, qualquer indivíduo deseja que o seu corpo se aproxime tanto quanto possível do corpo ideal, o que na realidade nem sempre acontece, como se constatou neste estudo. Estes resultados são apoiados por Collins & Plahn (1988) quando referem que as mulheres preferem uma silhueta significativamente mais magra do que a que possuem na realidade. Vão também ao encontro dos resultados de uma investigação efectuada por Phelps et al., (1993) que demonstrou que uma elevada percentagem de adolescentes estava insatisfeita com o corpo, reflectindo-se no desejo de perder peso e na forma severa e crítica como percepcionavam a sua aparência física. Resultados semelhantes foram encontrados por Carmo et al., (1996) numa amostra constituída por 2.422 adolescentes do sexo feminino, onde foi evidenciado que 2/3 das jovens desejavam diminuir ou aumentar o seu peso corporal. A insatisfação corporal também foi 3186 demonstrada por Baptista et al., (1996) em jovens universitárias onde se constatou que 55,1% das inquiridas estavam insatisfeitas com o corpo. Valores muito superiores aos encontrados no estudo por nós efectuado são revelados por Montheath & MacCabe (1997) na Austrália em jovens universitárias, onde ficou patente que a esmagadora maioria (94%) desejava ser mais magra relativamente ao seu tamanho actual percebido e apenas 5% se encontravam satisfeitas com o seu tamanho actual. A imagem que a moda dita é a de uma silhueta esbelta e o ideal corporal no que respeita à elegância feminina parecem estar bem incorporados nos adolescentes das sociedades ocidentalizadas (Herscovici, 1997). Cada vez mais os ideais de beleza e de atracção física parecem estar relacionados com a magreza. Ao atribuir-se demasiada importância à imagem corporal leva a que no início da adolescência muitas jovens comecem a sentir uma grande insatisfação com o seu corpo. É num dilema gigantesco que as jovens/mulheres de hoje vivem. Por um lado, desejam um corpo ideal porque a sociedade exige-lhes uma imagem corporal esbelta em termos profissionais, sociais e afectivos, por outro, o custo para atingir os padrões ditados socialmente é grande e muitas vezes sacrificam-se, privam-se de alimentos e utilizam outros tipos de comportamento para controlar o peso, o que poderá estar na origem da grave insatisfação corporal e no despoletar das doenças do comportamento alimentar. No entanto, como referem Thelps & Wilczenski, citados em Phelps et al., (1993), convém não esquecer que a insatisfação dos indivíduos relativamente ao peso não se deve exclusivamente à pressão social para a magreza mas também a factores psicológicos como sentimentos de insegurança e falta de afirmação social. REFERÊNCIAS Baptista, F.et al.,(1996). The prevalence of disturbances of eating behavior in a portuguese female university population. European Eating Disorders Review, 4, 260270. 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