1 DIÁRIOS DE CLASSE: traços históricos de um ensino de língua Elizabeth D.da C. Wallace Menegolo1 Cancionila Janzkovski Cardoso2 Este trabalho trata de aspectos das práticas pedagógicas das professoras que atuaram nas 4ªs séries na década de 1990 a 2000, na Escola Estadual Gustavo Kulman (EEGK), em Cuiabá – MT, manifestados em seus registros nos diários de classe quando efetuaram o ensino da produção textual escrita. É parte integrante da pesquisa: “O ensino da produção textual escrita em uma escola de Cuiabá-MT: do prescrito ao realizado no período de 1990 a 2000” em que, fundamentalmente, procuramos compreender as intrincadas relações entre as propostas oficiais do ensino da produção textual escrita em Cuiabá – MT, chamadas nesta pesquisa de prescrições3, com o que foi possível de realizar na práxis pedagógica das professoras. As novas prescrições, a partir dos documentos oficiais, trouxeram novas concepções e novas exigências para o ensino da Língua Portuguesa em que se esperava um trabalho voltado para a formação de um leitor e de um escritorprodutor de textos variados e adequados a múltiplas situações sociais. Procuramos, pois, compreender a ressignificação do ensino da produção textual nesse período. Os sujeitos da pesquisa foram quatro professoras de Língua Portuguesa que atuaram nas 4ªs séries na EEGK, na década de 1990. Os dados foram coletados por meio de seleção e reunião de fontes documentais emblemáticas: materiais escolares, como: fotografias, livros didáticos, diários de classe, planejamento anual, avaliações e redações de alunos; prescrições de âmbito federal e estadual; entrevistas com professoras. Para a análise documental, lançamos mão da “análise da configuração textual”, proposta por Mortatti (2000), por meio da descrição, interpretação, comparação e cruzamentos das fontes. A análise, ainda, pautou-se pelo enfoque que Chartier (1990) deu para a história cultural e pela noção de cultura escolar desenvolvida por Julia (2001) e nos revelou a existência de uma distância entre o prescrito e o realizado para o ensino de produção textual escrita nos anos 90. Esses 1 Mestre em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso. Professora da Faculdade de Educação de Colorado do Oeste – FAEC – e Associação Vilhenense de Educação e Cultura – AVECRondônia. Membro do Grupo de Pesquisa ALFALE (Alfabetização e Letramento Escolar). [email protected]. 2 Doutora em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professora da Universidade Federal de Mato Grosso, no Departamento de Educação (Campus de Rondonópolis) e no Programa de Pós-Graduação em Educação (Campus de Cuiabá). Coordenadora do grupo de Pesquisa ALFALE (Alfabetização e Letramento Escolar). [email protected]. 3 Materiais normativos que advieram de órgãos federais: a Lei 5.692/71, a Lei 9.394/96 e os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN); de órgãos estaduais: a Proposta Político-Pedagógica de Mato Grosso (1992), as Propostas Curriculares de Mato Grosso (1991) e (1993), a Proposta para o Ciclo Básico de Aprendizagem (1998) e a Proposta para a Escola Ciclada (2000); e de órgão escolar: os Diários de classe, as avaliações de alunos, os planos globais escolares, um projeto para recuperação paralela, os planejamentos anuais, os livros didáticos e as entrevistas com as professoras. 2 dados também mostraram variadas compreensões da escola e das professoras sobre o que deveria ser ensinado de língua portuguesa para que o aluno se constituísse como um usuário competente da vertente escrita da língua. DIÁRIOS DE CLASSE (1990-2000): aspectos das práticas pedagógicas das professoras O diário de classe se caracteriza como um documento oficial, normatizado, elaborado pela Secretaria Estadual de Educação. Era direcionado às escolas para que professor transcrevesse formalmente seus direcionamentos em sala de aula – data e horário das aulas, conteúdos ministrados, avaliações, freqüência dos alunos. Além do professor, este documento escolar passava pelo supervisor, para verificação dos dias letivos e dos conteúdos registrados. A tarefa de registrar era obrigatória, seguida de regras para sua execução, como, por exemplo, evitar rasuras. Este tipo de ação delegada ao professor fazia parte da cultura escolar, enquanto conjunto de normas e práticas, coordenadas à finalidades, que é difundido, obedecido e utilizado no interior da escola (Julia, 2001, p.10-11). Foram coletados treze diários de classe na EEGK, correspondentes às 4ªs séries da década de 1990. Onze deles, referentes aos anos de 1990 a 1998, possuíam a mesma estrutura, diferenciando-se apenas os dos anos de 1999 e 2000 em alguns detalhes: as folhas não eram separadas e constava um espaço destinado ao registro dos conteúdos para cada disciplina, inclusive para Recuperação. A capa passou a trazer em seu canto esquerdo inferior a sigla “SEDUC”, significando Secretaria Estadual de Educação. Os demais itens eram compatíveis com os diários dos anos anteriores, os quais prosseguimos em suas descrições, como o tipo de papel, a cor, o formato estrutural e conteudista do documento. Todos os diários possuíam o logotipo do Estado. Na Capa, espaço para o nome do estabelecimento, a série, o período, o ano e o nome da professora. Logo abaixo, vinha o símbolo de um livro aberto e ao lado estava escrito: “SEC GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO – SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E CULTURA”. No interior da capa, havia as instruções de uso do diário. A primeira folha continha um termo de abertura, indicando o número de páginas correspondentes a onze e seus respectivos destinos, com espaço para local e data, a serem preenchidos à caneta pelo professor. Na segunda folha, havia o nome do estabelecimento, do mês, do ano e da série. Na seqüência, apareciam o nome e o número dos alunos em ordem alfabética. A mesma folha era numerada de 1 a 31, correspondendo aos dias do mês trabalhado, em que se efetuava a “chamada”, servindo para detectar a freqüência dos alunos. As notas eram descritas de acordo com as disciplinas, classificadas em: Língua Portuguesa, Ciências, Matemática, Estudos Sociais e Educação Artística. Os conteúdos trabalhados em cada disciplina eram descritos no item chamado de “RESUMO DE ATIVIDADES”, encerrando-se com a última folha cujo conteúdo era todo o aproveitamento escolar dos alunos desde o início do ano letivo. 3 Os diários de classe trazem traços das práticas pedagógicas das professoras no transcorrer de uma década. Esses documentos possuíam dados precisos dos registros escolares sobre o ensino da produção textual escrita, mesmo respondendo mais ao discurso institucional do que a prática real em sala de aula, pois respondiam também aos interesses da tradição da cultura escolar. Além disso, eram suporte de pelo menos, três gêneros textuais: registro de freqüência, registro de conteúdo e registro de notas. Mas, o que as professoras registravam nos diários cumpria o prescrito, de fato? Afinal, eles apresentavam uma configuração textual na qual o professor deveria efetuar uma operação complexa de conversão do trabalho realizado num enunciado conciso, de características abstratas, ora concentrado numa só palavra (narração, anúncios), ora numa sentença composta (história em quadrinhos, oficina de textos). Não era o lugar de retenção das lembranças de um profissional da educação, cuja serventia seria para, um dia, serem visitadas ou rememoradas por quem se interessasse. Nem tão pouco era o espaço para relatar os acontecimentos habituais de uma aula, como discussões entre alunos ou entre professor e aluno, frustrações com o andamento da aula ou com o trabalho e apresentações de trabalhos orais. Por sua configuração textual (de estrutura – número reduzido de linhas, por exemplo – e de conteúdo – o profissional adquiria, no fazer coletivo cotidiano, a habilidade de converter o realizado num enunciado tradicionalmente aceito e autorizado), o diário de classe restringia o dizer do professor, estabelecendo uma espécie de controle. Este instrumento de trabalho era o espaço enunciativo no qual tudo o que nele se materializasse seria direcionado a quem cabia “conferir” se o trabalho do professor estava ocorrendo da forma como a escola (leia-se “sistema escolar”) prescrevia, isto é, a quem cabia estabelecer uma espécie de vigilância. O “conferencista”, por sua vez, como não participava das aulas, ao receber o diário e proceder à leitura dos chamados “conteúdos”, construía, para si, a ilusão de que o registrado representava e permitia recuperar o ocorrido na aula. Os diários dos primeiros anos da década passada, por exemplo, traziam registrada, nos anos de 1990 a 1991, a mesma estrutura de conteúdos que variava, no ensino de Língua Portuguesa, em ensino gramatical, leitura, produção de textos, ditado e interpretação de textos. Não foram descritos nesses diários os tipos de textos que circulavam naquele meio escolar. No diário de 1990, consta apenas o registro de um trabalho com textos, como “cartas” e “bilhetes” construídos nas aulas de redação, mas sem maiores especificações de como se davam tais atividades. Dois aspectos diferenciais puderam ser percebidos no ensino de 1991 foram em relação aos registros de 1990, com o acréscimo da “leitura oral e silenciosa”, e o termo “redação” deu lugar ao termo “produção de texto”, segundo indiciam as figuras 02, 03: 4 Figura 02: Diário da Profª Maria José -1990 – 6ª Folha Figura 03: Diário da Profª Maria José -1991 – 5ª Folha No ano de 1994, os registros de conteúdo de Língua Portuguesa começaram da mesma forma que em anos anteriores, iniciando pelo “Período de Sondagem”, com a introdução do “Alfabeto” e elementos gramaticais, como: ditongo, tritongo, hiato, etc. Nos anos posteriores, o recurso das narrativas orais, servindo de aparato didático no processo ensino/aprendizagem, foi um fator distintivo, cujo trabalho acontecia, de acordo com os registros, a partir de vários tipos textuais4, como: poesias, estórias, fábulas, filmes, fatos corriqueiros. Além da oralidade, eram desenvolvidas atividades de produção escrita contemplando as tipologias textuais: narração/ descrição e dissertação, conforme mostra a figura 06: 4 O termo “tipos textuais” está sendo usado para a designação de uma ou outra tipologia textual, mas não com a abrangência em que a ele se recorre na atualidade, porque não era comum, na década pesquisada, o uso do termo “gêneros textuais”, pois se trata de uma terminologia recente. 5 Figura 06: Diário da Profª Natércia -1994 – 2ª Folha. A partir dos diários de 1995 da professora Natércia, apareceram nos registros, trabalhos diversificados com brincadeiras, cantos e textos variados não somente no ensino da Língua Portuguesa, mas abrangendo outras disciplinas, como Educação Artística e Ensino Religioso, conforme figura 07: 6 Figura 07: Diário da Profª Natércia -1995 – 3ª Folha 2º Bimestre Analisando os registros em diários de classe das professoras do ano de 98, percebemos, em relação aos conteúdos para o ensino da produção textual escrita, a manifestação escrita de um trabalho diversificado com textos orais e escritos fazendo parte do ensino não apenas em um bimestre, mas em todos os outros. O “Período de Sondagem”, no início do ano letivo, utilizado em quase toda a década, deu lugar ao diálogo, ao exercício com textos diversos, interpretação escrita e oral. No entanto, ainda apareceu também a gramática, embora secundarizada nos registros. Seria o “novo” penetrando nas práticas pedagógicas? As professoras estariam se apropriando desse “novo”, mas sem se desligarem completamente do “velho”, do que sempre esteve colocado como fundamental para a cultura escrita? Segundo consta nos diários de 1998 das Professoras Aline e Benedita: 7 Figura 08: Diário da Profª Aline -1998 – 1ª Folha 1º Bimestre Figura 09: Diário da Profª Benedita -1998 – 1ª Folha 1º Bimestre Quanto ao ensino de produção textual, nos anos de 1999 e 2000, foram registrados trabalhos nesse sentido nos diários de classe, como sendo o objeto de um ensino de Língua Materna, caracterizando, assim, um aspecto do registro dos procedimentos pedagógicos da professora Benedita em final de década, conforme as figuras 10 e 11: Figura 10: Diário da Profª Benedita -1999 – 4ª Folha Figura 11: Diário da Profª Benedita -2000 – 3ª Folha Ao contrário dos anos anteriores, a cópia e o ditado não apareceram nos 8 registros de 1999 e 2000 da professora Benedita, ocorrendo, assim, a negação da técnica quando o interlocutor era o sujeito-instituição, e uma afirmação quando o interlocutor era o sujeito-professora, profissional que trabalhava na sala de aula e apropriava-se de determinados discursos não autorizados de pronunciamento. A professora passou a registrar várias atividades que partiam do texto para se atingir a aprendizagem da escrita. Este comportamento foi um indício de que ocorreu um trabalho mais diversificado, em que o aluno também tinha voz participativa na construção e reconstrução de seu conhecimento, num processo interativo de aprendizagem. Portanto, esperava-se nos registros escritos que o prescrito fosse realmente realizado no contexto da sala de aula? Teria então mudado naquele final de século, a cultura da tradição da EEGK? Apropriamos do conceito de cultura escolar, proposto Julia (2001, p. 10) e compreendemos que a cultura escolar da EEGK era permeada de um conjunto de normas escritas e orais que definiam conhecimentos a serem ensinados e condutas a serem seguidas. Configurava-se também como um conjunto de práticas permitindo a transmissão de conhecimentos e a incorporação de comportamentos. As variadas normas e práticas diferenciavam-se de acordo com o tempo e com as finalidades e os diários evidenciam tais diferenças. Observe que a atividade com ditado é inscrita naturalmente pela professora Jeanine até o início do século XXI: Figura 12: Diário da Profª Jeanine -2000 – 1ª Folha Percebe-se que não houve um “rompimento” com o ditado. A professora não o negou em registros, o que demonstra que fez um prescrito de si e para si, por ter se apropriado de uma prática que produzia o efeito de sentido de “eficácia”. Afinal, consideramos que a linguagem serve-se de complexas práticas sociointeracionais, orientadas pelo dialogismo, segundo Bakhtin ([1952/53]-2003: 295; 296), e, por isso, 9 entendemos que o professor não pode ser considerado profissionalmente um indivíduo solitário que toma livremente suas decisões, mas alguém pertencente a uma classe que, quando atua, responde a várias coerções de diferentes lugares enunciativos e hierarquias (desde institucionais a sociais, discursivas etc.) e assim ele vai construindo uma maneira própria de ensinar, como reforça Nóvoa (1992, p. 191): “dentre as opções que cada um de nós temos de fazer como professor cruzam a nossa maneira de ser com a nossa maneira de ensinar e desvendam, na nossa maneira de ensinar, nossa maneira de ser”. Ao compreender que no ensino da produção textual escrita o trabalho do professor também ocorria desta forma, percebemos que esta prática não era tão simples quanto parecia. O professor precisava conduzir uma luta de valores em suas ações, na atividade real que desenvolvia numa situação de sala de aula em um ambiente em que havia sempre mais conflitos que harmonizações no desenvolvimento do métier5. Esses conteúdos, contemplados e inscritos no diário pela professora Jeanine, no ano de 2000, continuavam a dar elevada ênfase no estudo da gramática normativa como sendo o objeto principal de ensino da Língua Portuguesa. A resistência dessa professora, em relação às propostas, fossem elas de âmbito federal, estadual ou escolar, consistia em questões que não eram propriamente referentes só ao conteúdo das prescrições, mas o reflexo delas em suas práticas, já que o “outro” exigia estudo, reflexão, mudança, criação de novas “ferramentas” para o trabalho acontecer. E, provavelmente, ela não se sentia pronta para aplicar as prescrições na sala de aula e “mexer” com seus conceitos, suas ações. A professora sequer incorporou as práticas de leitura, de produção oral e de textos escritos, materializadas, por exemplo, em Geraldi (1984). A forma como foram estruturados os conteúdos, nesse diário de 2000, tendiam a uma abordagem tradicional de ensino e de concepção de funcionamento de linguagem. Os diários de classe permitiram desvelar e conhecer algumas das manifestações de como aconteceu no decorrer de uma década o ensino de produção textual escrita e de que forma as prescrições apareceram nesses registros e como foram ressignificando para as professoras num período de dez anos. Considerações Finais Percebemos que o processo de ressignificação do ensino da produção textual escrita aconteceu, nesta década, gradativamente. As professoras, conforme seus registros pareciam passar de uma perspectiva de texto visto como pretexto para se ensinar-aprender a ler e escrever (daí a ênfase na gramática) para uma perspectiva de texto como objeto próprio de ensino-aprendizagem (daí os diferentes gêneros textuais, os usos e funções da língua). Assim, o ensino de Língua Portuguesa já nos meados desse período, ganhou um formato diferenciado do que tinha no início dos anos 90, em que a língua era tratada como algo estático e imutável. O que sugere que o aluno também passou a ser o foco da aprendizagem, ganhando voz, podendo expressar suas palavras e deixando, em algumas 5 O termo “métier” está sendo usado como sinônimo de atividade profissional. 10 situações, de dar respostas prontas. Na verdade, ocorreu uma variante entre professoras que aceitaram outras propostas e aquelas que rejeitaram e mantiveram o ensino praticamente na mesma perspectiva das décadas anteriores6, conforme mostraram os diários. Mesmo sendo um instrumento preenchedor de uma formalidade, as anotações nos diários nem sempre condizem com a realidade, pois o professor não registra qualquer informação, ele registra uma cultura escolar de uma determinada época, expressando nesses registros concepções de ensino. Esta tem sido a função do diário de classe no meio escolar, dar, muitas vezes, respostas de um ensino que a escola e/ou o sistema educacional querem ouvir. REFERÊNCIAS AMÂNCIO, Lázara Nanci de Barros. Ensino de leitura na escola primária do Mato Grosso: contribuição para o estudo de aspectos de um discurso institucional no início do século XX. Marília: UNESP, 2000. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade do Estadual Paulista, 2000. BAKHTIN, Mikhail Mikhailovitch. Estética da criação verbal. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, [1952/1953]-2003. Tradução de Paulo Bezerra. (Coleção biblioteca universal). BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. 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