UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS CURSO ENGENHARIA AGRONÔMICA Missão: “Formar Profissionais capacitados, socialmente responsáveis e aptos a promoverem as transformações futuras” PRODUTIVIDADE DA CULTURA DA SOJA SEMEADA EM DIFERENTES ÉPOCAS E DENSIDADES POPULACIONAIS WAGNER VITORASSI Foz do Iguaçu - PR 2012 WAGNER VITORASSI PRODUTIVIDADE DA CULTURA DA SOJA SEMEADA EM DIFERENTES ÉPOCAS E DENSIDADES POPULACIONAIS Trabalho Final de Graduação apresentado à banca examinadora da Faculdade Dinâmica das Cataratas (UDC), como requisito para obtenção do grau de Engenheiro Agrônomo. Prof(a). Orientador(a): Herbert Nacke Foz do Iguaçu – PR 2012 TERMO DE APROVAÇÃO UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS PRODUTIVIDADE DA CULTURA DA SOJA SEMEADA EM DIFERENTES ÉPOCAS E DENSIDADES POPULACIONAIS TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE ENGENHEIRO AGRÔNOMO Acadêmico(a): Wagner Vitorassi Orientadora: Ms. Herbert Nacke Nota Final Banca Examinadora: Prof(ª). Dr a Elisangela Ferruci Carolino Prof(ª). Me. Fabiane Cristina Gusatto Foz do Iguaçu, 19 de dezembro de 2012. DEDICATÓRIA Dedico este trabalho aos meus pais que sempre estiveram presentes durante minha caminhada em busca dos meus ideais, me proporcionando alegrias e consolo nos momentos difíceis. AGRADECIMENTOS A meus pais Dovenir e Nadir, pela compreensão, pelos incentivos, pelo apoio financeiro e sentimental e principalmente por acreditarem do que sou capaz. A meu professor e orientador Msc Herbert Nacke, pela atenção, estimulo, dedição e colaboração na realização deste trabalho. A empresa AB Agrobrasil e colaboradores, por disponibilizarem a área para realização do experimento, por todo o apoio e conhecimento recebido durante a realização do estágio e do projeto realizado. VITORASSI, Wagner. Produtividade da cultura da soja semeada em diferentes épocas e densidades populacionais. Foz do Iguaçu, 2012. Projeto de Trabalho Final de Graduação - Faculdade Dinâmica de Cataratas. RESUMO A soja é uma cultura de grande importância mundial, devido a sua ampla possibilidade de uso, com isso o mundo inteiro vem buscando alternativas para aumentar a produção desta oleaginosa e sua rentabilidade. Para atender esses requisitos é necessário que a lavoura de soja obedeça a alguns parâmetros como plantio em época e número de plantas por metro linear recomendado por cada variedade evitando assim perdas de produção ocasionadas por pequenas falhas no plantio ou por excesso de plantas. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a diferenciação na produtividade da soja DON MARIO 7.0 i RR no ano agrícola de 2011/2012 submetida à diferentes épocas e densidades de plantio. Para tanto utilizou-se um delineamento em esquema fatorial 4X2, composto por duas épocas de plantio e quatro densidades populacionais. As variáveis avaliadas foram o número de vagens por planta (VP), número de grãos por vagem (GV), altura de inserção da primeira vagem (AV), altura da planta no momento da colheita (AP), massa de 100 grãos (M100) e produtividade. Os resultados demonstram que houve efeito significativo entre as épocas para VP, AV, AP, M100 e produtividade, sendo que para as densidades o efeito significativo ocorreu apenas para AV e AP. Por meio dos resultados obtidos pode-se concluir que o plantio em época adequada possui forte influência com a produção da cultura da soja, de modo que o mesmo dever ser realizado com o intuito de evitar a coincidência dos períodos de estresse com os estádios de maior suscetibilidade da cultura. Palavras-Chave: Glycine max L.; semeadura, população, época de plantio. VITORASSI, Wagner. Yield of soybeans planted at different times and densities. Foz do Iguacu, 2012. Project to Completion of Course Work - Faculdade Dinâmica de Cataratas. ABSTRACT Soybean is an important crop worldwide, due to its widest possible use, thus the whole world is looking for alternatives to increase production and profitability of this oilseed. To meet these requirements it is necessary for the soybean crop must conform to certain parameters such as planting time and number of plants per linear meter for each variety recommended avoiding production losses caused by glitches in excess or by planting plants. Thus, the objective of this study was to evaluate the differences in soybean yield DON MARIO i 7.0 RR in the agricultural year 2011/2012 subject to different ages and densities. For this we used a randomized factorial 4X2, composed of two planting dates and four densities. The variables evaluated were the number of pods per plant (VP), number of seeds per pod (GV), height of first pod (AV), plant height at harvest (AP), weight of 100 grains (M100 ) and productivity. The results demonstrate that significant effects between seasons for VP, AV, AP, M100 and productivity, and for the densities significant effect was observed only for AV and AP. By the results obtained it can be concluded that the planting time has a strong influence on the production of soybean, so that the same must be done in order to prevent the coincidence of the periods of stress stages of greater susceptibility of the crop. Keywords: Glycine max L.; seeding, population, planting date. SUMÁRIO 1 Introdução ............................................................................................................... 8 2 REFERENCIAL TEÓRICO..................................................................................... 10 2.1 ORIGEM, DISTRIBUIÇÃO E ASPECTOS BOTÂNICOS CULTURA DA SOJA 10 2.2 CARACTERÍSTICAS NUTRICIONAIS E UTILIDADES DA CULTURA DA SOJA .................................................................................................................................. 12 2.3 IMPORTÂNCIA DA CULTURA DA SOJA .......................................................... 13 2.3.1 NO MUNDO ..................................................................................................... 13 2.3.2 NO BRASIL ...................................................................................................... 14 2.3.3 NO PARANÁ .................................................................................................... 16 2.4 FATORES QUE INTERFEREM NO DESENVOLVIMENTO E NA PRODUTIVIDADE DA CULTURA DA SOJA ........................................................... 17 2.5 DENSIDADE POPULACIONAL NA CULTURA DA SOJA ................................ 20 2.6 ÉPOCA DE PLANTIO DA CULTURA DA SOJA ................................................ 26 3 MATERIAL E MÉTODOS ...................................................................................... 31 3.2 DELINEAMENTO ................................................................................................ 32 3.3 ESCOLHA DA VARIEDADE E DAS ÉPOCAS DE PLANTIO .............................. 33 3.4 FERTILIZAÇÃO E MARCAÇÃO DAS LINHAS DE PLANTIO ............................. 33 3.5 SEMEADURA...................................................................................................... 34 3.6 MANEJOS DA CULTURA ( CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS, INSETOS E DOENÇAS) ............................................................................................................... 35 3.7 DIAS APÓS SEMEADURA PARA ATINGIR FLORESCIMENTO E COLHEITA . 36 3.8 VARIÁVEIS AVALIADAS E ANÁLISE ESTATÍSTICA ......................................... 37 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................. 39 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................... 44 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 45 1 Introdução A cultura da soja (Glycine max (L.) Merrill) é reconhecida como uma das mais antigas culturas plantadas no mundo. Tendo sua origem a milhares de anos na China mais precisamente na costa Leste da Ásia através de cruzamentos naturais de espécies de soja selvagem de porte rasteiro, passando a ser domesticada pelos chineses há aproximadamente cinco mil anos e ocupando a posição de grão sagrado juntamente a outros grãos. Hoje a soja é cultivada comercialmente em praticamente todo o mundo, sendo uma cultura de grande importância no Produto Interno Bruto (PIB) de vários países. Essa importância da cultura da soja no mercado internacional se deve as enumeras possibilidades de utilização do grão, tendo como exemplo a utilização nas indústrias de óleos vegetais tanto comestíveis como combustíveis, a produção de alimentos e rações devido aos altos teores de proteínas. No Brasil a cultura representa a maior parcela de área plantada no cenário agrícola e tem um grande número de colaboradores durante as várias etapas que a cultura percorre desde o plantio até a industrialização. A cultura da soja é uma oleaginosa que se adapta muito bem em clima temperado úmido, possuindo boa capacidade de compensar perdas de produção decorridas por pequenas falhas que ocorrem no plantio. Sendo que um plantio falho pode reduzir os rendimentos, ao passo que um plantio com alta população pode provocar acamamento e causar consideráveis perdas de produção. O desenvolvimento correto e adequado da planta requer, além da quantidade adequada de sementes, atenção do produtor para as técnicas de plantio, como profundidade de semeadura de 3 à 5 cm que é onde a semente encontra a melhor condição para emergência regular das plantas. Sendo também de grande importância a observação do espaçamento entre linha e número de sementes a ser colocada por ha, procedendo o plantio à uma velocidade moderada para que haja melhor uniformidade na distribuição de sementes, levando-se em conta também um bom manejo cultural. 9 Sabendo-se atualmente, que para se atingir uma a boa produtividade depende em parte da condição do solo e do clima, e mais ainda do cuidado e técnicas aplicadas pelo produtor durante o ciclo da cultura. Desta forma é importante que a lavoura, de modo geral, apresente uma mesma densidade de plantas por metro linear, lembrando que os números de plantas recomendados por metro linear variam de acordo com as regiões e variedades a serem plantadas devido às características botânicas e morfológicas de cada variedade. Em todas as áreas produtoras do Brasil os produtores de soja vêm buscando o aumento de produção e a redução de custos, visando à maior lucratividade, tornando-se mais competitivos no mercado nacional e internacional. Uma forma de reduzir custos e aumentar a lucratividade é através da semente, mas para se atingir uma alta eficiência se torna necessário saber qual a melhor população a ser utilizada para a variedade e região escolhidas. Frente às necessidades expostas, este trabalho objetivou avaliar o desempenho da variedade de soja Don Mario 7.0 i RR em diferentes densidades populacionais e diferentes épocas de plantio da cultura da soja, conseqüentemente obter resultados que possibilitem a melhor tomada de decisão nas próximas safras. 10 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 ORIGEM, DISTRIBUIÇÃO E ASPECTOS BOTÂNICOS CULTURA DA SOJA A soja (Glycine max (L.) Merrill) é de origem chinesa, tendo como ancestrais a soja selvagem se desenvolviam principalmente em terras úmidas de baixadas próximas de rios e lagos, sendo uma planta domestica para os chineses por volta de cinco mil anos, se espalhando pelo continente Asiático e sendo utilizada como alimento por volta de três mil anos atrás (EMBRAPA SOJA, 2001). Para alguns autores os primeiros registros da soja foram publicados em chinês arcaico no livro de Odes, outros dizem que os primeiros registros estão presentes no livro "Pen Ts’ao Kong Mu" onde eram descritas as plantas da China ao Imperador Sheng-Nung. Entre o período de 2883 e 2838 a.C. a soja ficava ao lado do arroz, do trigo, da cevada e do milheto sendo considerados grãos sagrados (APROSOJA, 2012). Essa cultura é considerada uma das mais antigas do planeta, sendo cultivada no Oriente há mais de cinco mil anos, onde era considerado grão sagrado juntamente com o arroz, centeio, trigo e o milheto com direito a cerimoniais na época da semeadura e da colheita (GRUNKRAUT, 2012). Segundo Bonato e Bonato (1987), há vários relatos na literatura chinesa que a soja era cultivada e utilizada como alimento, muitos anos antes dos registros serem feitos, sendo que o registro mais antigo que se tem conhecimento esta no herbário Pen ts' ao Kang um de 2838 a. C. Quanto ao local de origem da soja existe discordância entre os autores, no entanto todos indicam que é originaria do leste da Ásia. A soja cultiva atualmente no mundo apesar de ser muito diferente de suas ancestrais, teve sua origem através da evolução de cruzamentos naturais entre duas espécies de soja selvagem de porte rasteiro originarias da China, mais precisamente na costa leste da Ásia ao longo do Rio Amarelo (EMBRAPA SOJA, 2003). 11 A soja hoje cultivada comercialmente (Glycine max (L.) Merrill) é uma herbácea que pertence à classe Dicotyledoneae, da ordem Rosales, da família Leguminosae, subfamília Papilionoideae e do gênero Glycine L. A É uma planta de grande variabilidade genética tanto no ciclo vegetativo, quanto no reprodutivo, sendo diretamente influenciados pelo meio ambiente (CISOJA, 2012). Segundo Heiffig (2002), a soja é uma cultura com alta capacidade de adaptação às condições ambientais e de manejo, é também uma planta que tolera bem modificações na morfologia e nos componentes do rendimento. De acordo com Sanchez (2012), as modificações decorrentes do manejo e morfologia podem ser feitas em decorrência de fatores como altitude, latitude, textura do solo, fertilidade do solo, época de semeadura, população de plantas, espaçamento entre linhas, variedades desde que observadas às interações existentes entre estes. Conforme relata o Portal São Francisco (2012), o ciclo total da planta de soja desde emergência à maturação pode variar de 70 até 200 dias, podendo ser classificado como precoce, semiprecoce, médio, semitardio e tardio. As variedades plantadas no Brasil variam o ciclo de 100 até 160 dias e sua altura media é de 60 a 120 cm conforme a variedade e região, tendo alta dependência das condições climáticas. Sendo o ciclo total dividido em fase vegetativa que vai desde a emergência da plântula até o aparecimento das primeiras flores e a fase reprodutiva que vai do inicio da floração até a maturação, a planta produz um número muito maior de flores do que ela realmente converte efetivamente em vagens (ROCHA, 2012). O Centro de Inteligência da Soja, também ressalva que as cultivares plantadas no Brasil oscilam a altura conforme as condições ambientais da região, podendo apresentar três tipos de crescimento correlacionados com o porte da planta classificados como: indeterminado, semideterminado e determinado (CISOJA, 2012). A planta de soja tem seu desenvolvimento influenciado pelo foto período do dia, podendo apresentar queda na produção devido ao foto período mais curto durante o ciclo vegetativo da planta induzindo o florescimento precoce (ROCHA, 2009). O início da floração começa geralmente quando a planta apresenta de 10 a 12 folhas trifolioladas, aparecendo racemos com 2 até 35 flores medindo de 3 até 8 mm de diâmetro nos botões axilares (NUNES, 2011). 12 Entretanto alguns melhoristas retardam o florescimento através de técnicas que aumentam o período juvenil da planta, permitindo o maior crescimento da planta antes da floração. Esse fato ocorre devido à planta de soja não iniciar a floração mesmo sendo induzida ao fotoperíodo negativo durante o seu período juvenil (CISOJA, 2012). As flores podem ser de cor branca, púrpura diluída ou roxa. A soja é uma planta que se autofecunda não precisando de outra planta para fazer fecundação cruzada, ou seja, é uma planta autógama, mas a polinização cruzada pode ocorrer através de insetos principalmente abelhas que levam o pólen de uma planta para outra, a taxa de fecundação cruzada é baixa, sendo menor que 1%. (CISOJA, 2012). As vagens da soja medem de 2 até 7cm, são um pouco arqueadas, possuem pelos, são formadas por duas valvas de um carpelo simples, variado a cor conforme o estágio da planta e abrigam de 1 até 5 sementes. As sementes são lisas podendo apresentar as seguintes formas: ovais, globosas ou elípticas; podem apresentar cores: amarela, preta ou verde; o hilo pode ser na cor marrom, preto ou cinza (NUNES, 2012). 2.2 CARACTERÍSTICAS NUTRICIONAIS E UTILIDADES DA CULTURA DA SOJA Segundo Ribeiro (2007), a soja tem uma grande expressão na economia no Brasil e no mundo, esse fato não se deve apenas ao seu valor como grão comercial, mas também pelas inúmeras possibilidades de utilização devido aos altos teores de proteína e óleo. De acordo com Missão (2006), o óleo vegetal e seu subproduto, o farelo, são as formas mais conhecidas de utilização da soja. A soja na forma de grãos inteiros pode ser consumida assada ou tostada ingerida com broto, faz parte também da produção de leite de soja, sobremesas de soja, iogurte de soja, sorvete de soja, tempeh, missô, tofu e molho de soja sendo este um líquido marrom e saboroso, obtido através da fermentação dos grãos. Apesar de o Brasil ser o segundo maior produto de soja do mundo, a maior utilização do grão na indústria de alimentos é principalmente na produção de embutidos, bolachas e chocolates. Aproximadamente 72% do total de grãos 13 produzidos são transformados em farelo que é utilizado como fonte protéica de rações para suínos e aves (FUNDAÇÃO MERIDIONAL, 2012). Através de parcerias, a Embrapa Soja com seus especialistas ministram cursos para transferências de técnicas que tornam a soja um produto mais saboroso, incentivando a utilização da soja na alimentação da população, já que o grão possui proteínas de alta qualidade e compostos que tem uma ação potencial na prevenção de inúmeras doenças e na recuperação da saúde (FUNDAÇÃO MERIDIONAL, 2012). 2.3 IMPORTÂNCIA DA CULTURA DA SOJA 2.3.1 NO MUNDO Segundo a Aprosoja (2012) a produção de soja ficou restrita somente à China após o final da guerra entre China e o Japão em torno de 1894. E mesmo sendo conhecida e consumida no Oriente por milhares de anos, só chegou a Europa no final do século XV sendo implantada nos jardins botânicos da Inglaterra, França e Alemanha como curiosidade. A partir de então começou a atenção das indústrias mundiais pelo teor de proteína e de óleo presente no grão apenas na segunda década do século XX. Seu cultivo teve tentativas de introdução comercial na Rússia, Inglaterra e Alemanha, no entanto essas tentativas não obtiveram sucesso devido ao clima desfavorável. De acordo com dados da Fundação Meridional, a soja passou a ser cultivada comercialmente pelos Estados Unidos no começo do século XX, a partir daí começou o desenvolvimento das primeiras cultivares comerciais e havendo um crescimento acelerado na produção desse grão (FUNDAÇÃO MERIDIONAL, 2012). Conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as safras de 2001 e 2002 somaram uma produção mundial de soja de 184 milhões de toneladas, sendo que o Brasil foi responsável pela produção de 43,5 milhões de toneladas, ou seja, 23,6% da produção mundial, tornando-se o segundo 14 maior produtor mundial de soja ficando atrás somente dos Estados Unidos (EMBRAPA SOJA, 2003). Em 2001/2002, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção mundial de soja somou 184 milhões de toneladas, cujo total o Brasil responsabilizou-se por 43,5 milhões (23,6% da produção), figurando em segundo lugar entre os grandes produtores globais, atrás, apenas, dos EUA Em 2003 foram produzidas 194 milhões de toneladas de soja, sendo que o Brasil foi responsável pela produção de 52 milhões de toneladas, ou seja, 26,8% da produção mundial, continuando como o segundo maior produtor mundial (EMBRAPA SOJA, 2003). De lá para cá a produtividade foi aumentando significativamente. Na safra 2010/2011, no mundo foram produzidas 263,7 milhões de toneladas dessa oleaginosa em uma área total de 103,5 milhões de hectares, sendo que destes, 135,7 milhões de toneladas foram produzidas na America do Sul em 47,5 milhões de hectares de área plantada. Os Estados Unidos produziu 90,6 milhões de toneladas, utilizando uma área plantada de 31,0 milhões de hectares, com uma produtividade média de 2.922 kg/ha, sendo o país de maior produção mundial de soja (EMBRAPA SOJA, 2012). 2.3.2 NO BRASIL De acordo com dados da Embrapa Soja (2003), a cultura da soja chegou ao Brasil em 1882 através dos Estados Unidos, quando foram realizados os primeiros estudos de avaliação de cultivares vindas daquele país pelo professor Gustavo Dutra da Escola de Agronomia da Bahia. Em Campinas no estado de São Paulo em 1891, foram realizados testes de adaptação de cultivares no Instituto Agronômico de Campinas semelhante aos realizados por Dutra. Entre 1900 e 1901, aconteceu a primeira distribuição de sementes de soja para agricultores paulistas promovida pelo Instituto Agronômico de Campinas, onde a cultura encontrou condições efetivas para se desenvolver devido as semelhanças climáticas com o sul dos EUA, país de origem do material genético utilizado no Brasil (EMBRAPA SOJA, 2003). 15 Porém, essa cultivar só foi oficialmente introduzida no Brasil no ano de 1914 no estado do Rio Grande do Sul, onde encontrou melhor adaptabilidade. Sua expansão pelo país se deu a partir dos anos 70 ocasionada pela demanda do mercado internacional e pelo interesse crescente da indústria de óleo (FUNDAÇÃO MERIDIONAL, 2012). A partir de meados dos anos de 1970, houve uma explosão nos preços e os agricultores e o próprio governo brasileiro foram incentivados a ampliar as lavouras com essa cultura. A partir disso passou-se a investir em processo de tecnológico liderado pela EMBRAPA para adaptação da cultura ás condições climáticas do país, tendo em vista que a safra teria como vantagem o escoamento durante a entre safra norte americana, época que os preços atingem maiores cotações (PIROLLA e BENTO 2008). O crescimento explosivo da produção ocorrido na região Sul se repetiu na região tropical do Brasil nas décadas de 80 e 90. Da produção nacional de soja, o centro-oeste em 1970 era responsável por menos de 2%, passando para 20% em 1980, superou os 40% em 1990 e estava próximo dos 60% em 2003, tendendo a ocupar maior espaço a cada nova safra. O Mato Grosso com as transformações do cenário da soja passou de produtor marginal para líder nacional de produção e de produtividade de soja. Nas ultimas três décadas a soja foi à única cultura a ter um crescimento expressivo da área cultivada (SOUZA JUNIOR, 2006). Segundo a Embrapa Soja (2003), a soja foi uma grande responsável pela implantação de novas comunidades no Brasil Central, fazendo crescer cidades no vazio dos Cerrados, transformando os pequenos centros urbanos existentes em metrópoles, através da abertura de fronteiras levando progresso e desenvolvimento a uma região despovoada e desvalorizada. Sendo o Brasil o país que apresenta as melhores condições de aumentar a produção e prover o aumento tão esperado da demanda mundial, fica difícil não acreditar positivamente na produção futura da soja brasileira. Diferentemente dos EUA, China e Índia onde suas fronteiras agrícolas estão praticamente esgotadas, sendo que para aumentar a produção de soja é necessário diminuir outros cultivos. O Brasil apenas nos cerrados do centro-oeste possui mais de 50 milhões hectares de terras virgens e aptas para serem incorporadas no processo produtivo da soja, e a Argentina tendo capacidade de aumentar sua área cultivada no em dez milhões de hectares (SOUZA, 2007). 16 Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB, 2012), na safra de soja 2010/2011 o Brasil atingiu uma produção de 75,32 milhões de toneladas, em 24,18 milhões de hectares de área plantada, com uma produtividade de 3.115 kg/ha. Na safra de soja 2011/2012, o Brasil obteve uma produção de 66,38 milhões de toneladas, numa área plantada de 25,04 milhões de hectares, alcançando uma produtividade de 2.651 kg/ha. Segundo o Ministério da Agricultura (2012), a soja foi a cultura agrícola que mais cresceu no Brasil nas ultima e hoje corresponde a 49% da área plantada em grãos no país. Essa cultura também possui um ótimo aumento de produtividade devido aos avanços tecnológicos e ao manejo eficiente dos produtores. Segundo Cadorin (2012), o Brasil ocupa uma posição de destaque no mercado internacional da soja- segundo lugar no ranking mundial, tendo reforçado recentemente a sua importância não apenas como matéria prima na produção de alimentos, mas também por ser responsável por mais de 80% da produção do biodiesel brasileiro estando inserida no programa de agroenergia. Sendo a soja atualmente considerada a base da economia do agronegócio brasileiro e principalmente do estado do Mato Grosso. 2.3.3 NO PARANÁ No estado do Paraná a soja chegou como lavoura comercial em meados dos anos 50, sendo cultivada anteriormente quase como curiosidade. O cultivo ocorria em poucas e pequenas lavouras que destinavam sua produção para consumo domestico e alimentação de animais, o total da produção paranaense não ultrapassava as 60 toneladas. No inicio do cultivo da soja no sul do Paraná foi uma alternativa para rotação de cultura com o arroz sequeiro que após algumas safras apareciam grandes infestações de gramíneas invasoras de difícil controle, sendo a soja uma leguminosa de folhas largas ficava mais fácil a eliminação das plantas invasoras (EMBRAPA SOJA, 2003). Sabendo-se que a soja tinha mercado externo garantido e preços compensadores e desanimados com o café devido a segunda grande geada ocorrida em 1955, os cafeicultores buscaram na soja uma alternativa que pudesse 17 ser rentável, já que dois anos antes só obtiveram frustrações com o plantio de outros grãos. A área do Paraná cultivada com soja passou de 43 hectares em 1954, para 1.922 hectares em 1955 e 5.253 hectares em 1956. (SOUZA JUNIOR, 2006). Segundo Embrapa Soja (2003), no Paraná as pesquisas com a cultura da soja tiveram inicio em meados dos anos 60 através da parceria da Secretaria de Agricultura do Estado, do Instituto de Pesquisa Instituto de Relações Internacionais (IRI) e Ministério da Agricultura, tendo como finalidade a avaliação de cultivares introduzidas no estado que fossem principalmente de origem do sul dos EUA/ Em 1974 a pesquisa foi incrementada significativamente com criação do Instituto Agronômico do Paraná pela Embrapa Soja em 1975. Atualmente o Estado conta com a maior equipe de pesquisadores de soja do país e a maior do mundo tropical, sendo responsável por alimentar uma extensa Rede Nacional de Melhoramento Genético de Soja com o desenvolvimento do germoplasma básico. A partir de 1950 a produtividade no estado vem aumentando significativamente tendo saltado de 8 mil toneladas no anos 1960 para, 10,94 milhões de toneladas na safra 2011/2012. (CONAB, 2012) 2.4 FATORES QUE INTERFEREM NO DESENVOLVIMENTO E NA PRODUTIVIDADE DA CULTURA DA SOJA Os fatores determinantes para uma adequada instalação da lavoura de soja estão diretamente ligados à época de semeadura, as operações de semeadura, as características das cultivares utilizadas, a qualidade das sementes e a distribuição dos fatores climáticos que são responsáveis pela distribuição das chuvas, umidade e temperatura do solo, determinando a melhor época de semeadura (EMBRAPA SOJA, 2010). Cada cultivar de soja possui um fotoperíodo critico, o qual é responsável pelo desenvolvimento adequado da planta, favorecendo a expansão da haste principal, dos galhos laterais e na altura de inserção de vagens, que são os principais fatores de obtenção de altas produtividades. Um dos fatores que mais interferem no rendimento da soja é a época de semeadura, por determinar o tempo de exposição da cultura à variações dos fatores climáticos, deixando a soja sujeita a 18 alterações fisiológicas e morfológicas, quando suas exigências não forem atendidas, pois a espécie é termo e fotossensível. Também estando relacionados a essas características das plantas a cultivar utilizada, a fertilidade do solo e a população de plantas (MONDINI et al, 2001). As cultivares soja apresentam diferenças quanto à sensibilidade à época de semeadura. Semeaduras realizadas em outubro com cultivares precoces em regiões de altas temperaturas, baixa fertilidade do solo e verão seco, podem resultar em não fechamento entre linhas, plantas de porte baixo, competição com plantadas daninhas e dificuldade na colheita (GARCIA, 2007). Essa situação será mais acentuada em anos que no final de novembro e inicio de dezembro ocorrer veranicos, fenômeno comum em aproximadamente 50% dos anos no norte do Paraná. A falta de umidade e elevação da temperatura ocasionam a redução do porte das plantas devido à antecipação do florescimento (FRANÇA NETO et al, 2007). Segundo Embrapa Soja (2004), a cultura da soja pode ter sua produção reduzida em até 20 sacos/alqueires, se a semeadura for realizada de 5 a 10 dias antes da época recomendada. Segundo Mondini et al (2001), um dos principais fatores ambientais atuantes na distribuição natural das plantas, no sucesso e na adaptação das culturas agrícolas é a temperatura. Em regiões que a temperatura média do mês mais quente fique abaixo de 20 ºC, a emergência e o desenvolvimento vegetativo podem sofrer atraso. Já temperaturas acima dos 30 ºC podem ocasionar redução na emergência, menor atividade fotossintética e inibição na nodulação. O comprometimento do crescimento, a elevada taxa de abortamento de flores e vagens podem ocorrem em regiões onde a temperatura ultrapasse os 40 ºC. Para semeadura da soja a temperatura média adequada, vai de 20 ºC a 30 ºC, mas para uma emergência rápida e uniforme a temperatura ideal é de 25 ºC. Já temperaturas médias do solo inferiores a 18 ºC podem resultar em reduções drásticas nos índices de emergência e tornar esses processos mais lentos, essa temperatura pode ocorre em semeadura antes da época indica. Também deve ser ter em mente que temperaturas maiores que 40 ºC podem trazer prejuízos a cultura (BARZOTTO et al, 2012). Em temperaturas menores ou iguais a 10ºC o crescimento vegetativo da soja é pequeno ou nulo, sendo que a floração só é induzida com a ocorrência de 19 temperaturas acima de 13 ºC. Já a ocorrência de temperatura muito elevadas ocasionam a floração precoce, que se ocorrer paralelamente à escassez hídrica podem ocasionar a diminuição na altura de planta de forma grave (FRANÇA NETO et al, 2007). A ocorrência de temperaturas acima de 40 ºC juntamente com a ocorrência de déficits hídricos ocasiona efeitos adversos na taxa de crescimento, provocam distúrbios na floração, diminuem a capacidade de retenção de vagens e podem acelerar a maturação da planta de soja. Já altas temperaturas associadas a períodos de alta umidade, contribuem para a diminuição da qualidade da semente, mas quando tem ocorrência de altas temperaturas juntamente com baixa umidade a semente fica predisposta a danos mecânicos durante a colheita (BARZOTTO et al, 2012). A umidade do solo tem grande importância para germinação das sementes e para desenvolvimento das plantas, sendo que a deficiência hídrica no período vegetativo provoca redução de crescimento, da atividade fotossintética e da fixação de nitrogênio. Já a escassez de chuvas na fase reprodutiva é mais prejudicial, pois provoca o abortamento de flores e vagens (GARCIA et al. 2007). O período reprodutivo da cultura da soja é o período mais critico para a planta em relação à exigência de água, sendo que a umidade favorável nesse período garante altos rendimentos. O rendimento da cultura também pode ser afetado por falta de umidade após a emergência das plantas, ponde resultar em plantas de pequeno porte e acarretar em perdas na colheita (ROCHA, 2012). Os períodos de desenvolvimento da soja que necessitam de boa disponibilidade de água são a germinação-emergência e floração-enchimento de grãos. No período inicial da cultura tanto o déficit quanto o excesso de água prejudicam a obtenção de uma boa uniformidade populacional da soja (BARROS, 2012). À medida que as plantas vão se desenvolvendo, a necessidade de água pela cultura vai aumentando até a floração- enchimento de grãos que é o período de maior absorção de água pela planta, passando a decrescer após esse período. O déficit hídrico acentuado no período de floração e enchimento de grãos altera a fisiologia da planta e consequentemente causa redução no rendimento de grãos (BARZOTTO et al, 2012). 20 Segundo Garcia et al (2007), a deficiência hídrica no período vegetativo diminui o porte de planta podem se acentuar esse problema em semeaduras realizadas fora da época recomendada e sendo agravada se realizada em solos de baixa fertilidade, essa deficiência também reduz a produção de grãos no período reprodutivo. Na Região Sul assim como na maioria das regiões produtoras do Brasil, em anos com ocorrência de seca principalmente de meados de janeiro a março, a cultura da soja sofre quedas na produtividade. 2.5 DENSIDADE POPULACIONAL NA CULTURA DA SOJA A soja é uma cultura aceita diferentes populações de plantas por metro linear. Essas diferentes populações não produzem grandes diferenciações no rendimento de grãos, porém altera a morfologia da planta (MAEDA, 1983). Garcia (1992) observou em seus estudos que a maior resposta se deu na variação nos espaçamento entre fileiras de planta, sendo que o maior rendimento observado ocorreu com menores espaçamentos. Segundo Peixoto (1999), isso ocorre devido à compensação da variação do espaço entre plantas. Berbert e Hamawaki (2012) ressaltam que “a população é fator determinante para o arranjo das plantas no ambiente de produção” sendo este, nas culturas de soja, de grande influência no crescimento. Desse modo, o arranjo populacional torna-se fundamental para um bom desempenho da lavoura. Porém Nakagawa (1996) salienta que o produtor antes de determinar a população de plantas a ser lançada na lavoura, deve levar em consideração a variedade a ser plantada, a fertilidade do solo, a época de plantio, a modalidade de plantio, espécies de plantas daninhas predominantes e o controle aplicado a elas, época de semeadura e sistema de manejo de pragas recomendado para a região. Pellzio et al (2000), observaram que a população de 400.000 plantas por hectare tem proporcionado as melhores respostas para as diversas características agronômicas da cultura da soja. O espaçamento entre linhas na cultura da soja varia de acordo com o ciclo vegetativo do cultivar. Os cultivares de ciclos precoces são semeados no espaçamento de 36 a 45 cm. Para os demais cultivares é recomendado o 21 espaçamento de 60 cm que pode ser reduzido para 50 cm se houver atraso do plantio (BARNI, 1998). A Embrapa Soja (2001) tem passado algumas informações levando em conta os avanços nos sistemas de semeadura, destacando que a melhor população de plantas no plantio da soja fica entorno de 320.000 plantas a 400.000 plantas por hectare. Podendo essa população de plantas haver variações de 20% a 30% da quantia recomendada, para mais ou para menos, dependendo da fertilidade do solo, da época a ser plantada a cultura, da região e da variedade escolhida, não alterando significativamente o rendimento de grãos, desde que as plantas sejam distribuídas uniformemente, sem muitas falhas (EMBRAPA SOJA, 2001). No estado do Paraná, os espaçamentos entre linhas que melhor se adaptam ficam entre 40 cm e 50 cm, lembrando que espaçamentos mais estreitos resultam no fechamento mais rápido da cultura, dificultando o desenvolvimento de plantas daninhas possibilitando melhor controle dessas plantas, mas por outro lado o acumulo de plantas em alguns pontos podem provocar o desenvolvimento de planta mais altas, menos ramificadas, com menor produção individual, propensas ao acamamento e dificultando as operações de manejo entre linhas. (EMBRAPA, 2003). Rambo et al (2003), observando cultivares de ciclos semi-precoce, precoce e semi-tardio, afirmam que as lavouras com espaçamentos reduzidos (20 cm) apresentam maiores rendimentos de grãos. Os cultivares de ciclo longo e porte alto devem ser utilizados populações menores para se evitar acamamento, já cultivares de porte baixo e ciclo curto se faz necessário a utilização de populações mais elevada para se obter melhor fechamento da cultura. Os espaçamentos entre linhas variam de 40 a 50 cm, a densidade de plantas geralmente são de 10, 12, 14, 16 ou 18 plantas por metro linear, em um hectare a densidade recomendada de plantas de 160.000 á 450.000 mil plantas, variando conforme região, fertilidade do solo, variedade utilizada e época de plantio (EMBRAPA, 2002). Em trabalho realizado durante os anos das safras de 1983/84, 1984/85 e 1985/86 em uma área no Centro-Sul do estado do Paraná, foi verificado que, a população de plantas de soja recomendada para o sistema de semeadura convencional que é de 400.000 plantas por hectare, pode ser utilizado no sistema de 22 semeadura direta. Não havendo redução no rendimento das cultivares estudadas se comparada as populações de 280.000 e 650.000 plantas por hectare, no entanto a população deve ser reduzida em áreas favoráveis ao acamamento, podendo ser utilizadas populações entre 280.000 a 350.000 plantas/ha (GAUDÊNCIO et al., 1996). Segundo Linzmeyer Junior et al (2008), em experimento realizado na Fazenda Experimental do Centro Tecnológico Coopavel localizada no município de Cascavel no estado do Paraná, utilizando as densidades de 14 e 18 plantas de soja por metro linear com espaçamento entre linhas de 45 cm, foi observado que os tratamentos com 14 plantas obtiveram menor altura e maior diâmetro de caule em relação aos tratamentos de 18 plantas. A densidade de plantas não influenciou estatisticamente na produtividade e no acamamento. Em experimento conduzido a campo na Estação Experimental Agronômica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul cituada no município de Eldorado do Sul no estado do Rio Grande do Sul, utilizando espaçamentos entre linhas de soja de 20 e 40 cm e populações de 20, 30 e 40 plantas de soja por m־², obtiveram maior rendimento na produção na combinação de 20 plantas/ m־² com espaçamento de 20 cm entre linhas com produção de 5014 kg/ha־¹, em comparação a combinação de 20 plantas/ m־² com espaçamento de 40 cm que obteve 4322 kg/ha־¹ de produção (RAMBO et al., 2003). No experimento realizado no ano agrícola 2008/2009, no campo experimental do Departamento de Fitotecnia-IA da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), no município de Seropédica estado do Rio de Janeiro, foi utilizado duas cultivares de soja, distribuídas em blocos casualizados, utilizando espaçamentos entre linhas de 40, 45 e 50 cm com populações de plantas de 10, 12, 14, 16 e 18 plantas por metro linear. Levando em conta o número de sementes por planta, houve diferenças entre as combinações em ambas as cultivares, sendo os menores valores obtidos nas combinações de 40 cm entre linhas com 12 plantas por metro seguida das combinações de 45 cm entre linhas com 12 plantas por metro (TORRES JUNIOR et al, 2011). No experimento realizado na Universidade Estadual Paulista/UNESP, em Jaboticabal no estado de São Paulo, foram utilizadas as cultivares de soja BRSMG 68 Vencedora e M-SOY 8001, sendo adotado o delineamento experimental de blocos ao acaso, com populações de 400.000, 340.000, 280.000, 220.000 e 160.000 23 plantas por hectare e espaçamento entre linhas de 43 cm, onde verificaram que a capacidade de aceitar diferentes densidades é característica de cada cultivar, sendo que a M-SOY 8001 suportou reduções de até 30% e a BRSMG 68 Vencedora de até 45%, em relação a população de 400.000 plantas por hectare sem ter perdas estatisticamente significativas. (VASQUEZ, et a., 2008). A soja possui uma grande plasticidade em relação a arranjos espaciais de plantas, podendo essas plantas variar entre número de ramificações, altura, espessura do caule, quantidade de vagens e grãos por planta, de inversamente proporcional a densidade populacional (GOMES, 2007). Isso possibilita que na maioria das situações que estejam dentro de uma faixa considerável de população de plantas e espaçamento entre linhas não ocorra diferenças significativas de rendimento. Normalmente variações entre 200 e 500 mil plantas por hectare não influenciam no rendimento de grãos. Com algumas mudanças ocorridas nos sistemas de cultivo da soja, houve uma redução na densidade de plantas, passando de 400 mil plantas por hectare na década de 1980, para aproximadamente 300 mil plantas e depende das condições podendo chegar a 200 mil plantas por hectare nas ultimas safras (MATTIONI et al, 2000). Em experimento realizado na Fazenda experimental Capim Branco que pertence à Universidade Federal de Uberlândia, no município de Uberlândia no estado de Minas Gerais, comparando o efeito de diferentes densidades populacionais da cultura da soja, na utilização das densidades de 10, 12 e 14 plantas por metro linear e espaçamento de 50 cm entre linhas, observou-se que para semeadura fora de época, maiores populações de planta tornam-se uma alternativa mais rentável ao agricultor (BUENO et al, 2008). Com a realização de um experimento de campo na estação experimental da Fundação Mato Grosso – Tropical Melhoramento Genético, no município de Cambé localizado no estado do Paraná, sobre produtividade da cultura de soja em função da densidade populacional e da porcentagem de cátions (Ca, Mg e K) no complexo sortivo do solo, com a utilização das densidades de 9 e 18 plantas por metro linear e com espaçamento entre linhas de 45 cm, observou-se que a redução da população para 9 plantas por metro linear juntamente ao equilíbrio (em Ca, Mg, K) de saturação do complexo de troca, aumentaram o rendimento e ganhos na margem de rentabilidade da cultura da soja, reduzindo em 7% o consumo de sementes (WATANAB et al, 2005). 24 No ano agrícola de 2000/2001, foi realizado experimento para testar a influência de época de semeadura e população de plantas sobre características agronômicas na cultura da soja, realizado na Fazenda experimental Capim Branco pertencente à Universidade Federal de Uberlândia, no município de Uberlândia no estado de Minas Gerais. No experimento foram utilizados os níveis de 7, 10, 11, 12, 13, 15, 16, 17, 18 e 21 plantas por metro linear, com utilização de oito cultivares com quatro níveis de população por cultivar e plantio realizado em 4 épocas com diferença de 15 dias umas da outras, sendo a primeira planta no dia 30 de outubro de 2000, observou-se que maiores populações acarretaram em maiores alturas de plantas na floração e maior índice de acamamento, não apresentando influencia no rendimento de grãos (KAMORI, 2004). Na Estação Experimental Presidente Médici (EEPM), pertencente ao Campus da UNESP de Botucatu, no município de Botucatu estado de São Paulo, foi conduzido quatro experimentos em condições de campo, sendo dois no ano agrícola de 1982/83 com semeadura nos dias 23/11 e13/12/82, e dois no ano agrícola de1983/84 com semeadura nos dias 23/11 e 15/12/83. Foram estudadas três cultivares utilizando as densidades de 10, 20 e 30 plantas por metro linear com espaçamento entre linhas de 60 cm. Nas semeaduras de dezembro houve diferença de produção em função das densidades, sendo que para uma cultivar quanto maior a densidade menor a produção e para outra cultivar a menor densidade resultou em maior produção (NAKAGAWA et al, 1996). No ano agrícola de 1997/98, na cidade de Gurupi no estado do Tocantins, foi conduzido na Estação Experimental da UNITINS o trabalho sobre avaliação do comportamento de cultivares de soja em diferentes populações de plantas. Nesse trabalho foram utilizadas as populações de 200, 300, 400, 500, 600 e 700 mil plantas por hectare, sendo elas avaliadas juntamente a duas cultivares. Os maiores rendimentos de produção foram obtidos nas maiores populações nas populações de 400 e 500 mil plantas por hectare, e as menores produções foram constatadas nas populações de 200 e 300 mil plantas por hectare, esse resultados foram obtidos em ambas as cultivares (ROCHA et al., 2001). No ensaio conduzido na área experimental das Faculdades Associadas de Uberaba (FAZU-FUNDAGRI), no ano agrícola de 2008/2009, em Uberaba no estado de Minas Gerais, para avaliação de genótipos de soja em diferentes épocas de plantio e densidade de semeadura, com quatro linhagens resistentes ao glifosato, 25 com plantio realizado nos dias11/11/08 e 26/11/08, utilizando as densidades de 8, 10 e 12 plantas por metro linear na semeadura, ou seja, 180, 200 e 240 mil plantas por hectare e com espaçamento de 50 cm entre linhas, observaram que houve diminuição na altura das plantas na floração, na maturação e quantia de dias para maturação da segunda época comparando-se à primeira. Com o atraso de quinze dias na semeadura ocorreu um aumento na altura de inserção da 1ª vagem. O rendimento e o peso de 100 grãos não foram influenciados pelo genótipo, época de plantio e densidade de plantas, já o número de vagens por planta teve influencia tanto do genótipo, quanto da densidade (FERREIRA JUNIOR et al, 2010). Na Fazenda Capim Branco, pertencente à Universidade Federal de Uberlândia, no município de Uberlândia, estado de Minas Gerais, foi realizado no período de outubro de 2001 a maio de 2002 o ensaio de genótipos de soja em quatro épocas de semeadura e populações de plantas, utilizando 15 cultivares, distribuídas em 4 épocas de plantio, com as densidades de 250, 300, 350 e 400 mil plantas por hectare e espaçamentos de 45 cm entre linhas. Nos plantios realizados em 24/10 e 09/11 as maiores populações obtiveram maiores rendimentos, já nas outras duas épocas as populações de 250 e 300 mil plantas ha־¹ apresentaram os valores mais elevados de produtividade na maioria dos genótipos utilizados (ANDRADE et al, 2010). Segundo Peixoto et al, (2000), foram instalados e conduzidos três experimentos individuais e independentes na área experimental da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", município de Piracicaba, no estado de São Paulo, com diferentes épocas de semeadura e densidade de plantas de soja onde se avaliou os componentes da produção e rendimento de grãos. Os experimentos foram e implantados em três épocas de semeadura, cada uma com três cultivares, com as densidades de 10, 20 e 30 plantas por metro linear com espaçamento entre linhas de 50 cm, sendo realizados três repetições para cada experimento. Através de resultados obtidos na colheita verificou-se que o fator densidade não resultou em efeitos significativos nas três épocas, demonstrando que a soja é capaz de compensar perdas através do aumento de produção por planta quando for utilizado nível de população menor que o recomendado. Segundo Rossi (2012) no trabalho instalado e conduzido no ano agrícola de 2010/2011 em colaboração com a Embrapa Soja, no Laboratório de Análise de Sementes do Departamento de Produção Vegetal- Setor Agricultura (DPV-A) e na 26 área da Fazenda Experimental Lageado pertencentes à Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Botucatu no estado de São Paulo, foram utilizadas três cultivares, cada uma com três níveis de vigor, com populações de 7, 12 e 17 plantas por metro linear com espaçamentos de 45 cm entre linhas. Foi observado que com a elevação da densidade de plantas houve redução no número de vagens por planta e um aumento significativo na produção de sementes, observou-se também que quando os fatores edafoclimáticos estão adequados aos exigidos pela cultura as plantas oriundas de sementes de baixo vigor não acarretam perdas significativas na produtividade. Observou-se no decorrer desta pesquisa que os resultados obtidos em estudos que avaliam o espaçamento entre linhas apresentam divergências, sendo que alguns autores afirmam que espaçamentos menores entre linhas apresentam melhor produtividade e outros afirmam que a variação entre os espaçamentos não produzem grande diferenças. Desse modo, a realização de estudos que avaliam a produtividade em relação a diferentes níveis de populações torna-se necessário, pois, a produtividade em relação a esses fatores poder ser diferentes de região para região. 2.6 ÉPOCA DE PLANTIO DA CULTURA DA SOJA Afirma Peixoto et al (2000), que no cultivo da soja existe grande variabilidade entre os cultivares. Essa variação é observada tanto em relação à sensibilidade da época de semeadura quanto às mudanças na região de cultivo (latitudes). De acordo com Garcia (1992), a soja é uma cultura que apresenta sensibilidade, em relação à época de semeadura e às mudanças na região de cultivo, principalmente quanto à latitude. Essa sensibilidade é muito importante nos casos em que o produtor necessite semear mais cedo ou mais tarde, da mesma maneira em novas regiões que irão iniciar o cultivo da soja. Costa e Pendleton (2008) observaram em seus estudos que a soja é uma planta sensível ao comprimento do dia, tendo cada variedade um fotoperiodo critico 27 para seu desenvolvimento, por isso tem sua produtividade afeta drasticamente pela época de plantio. Ressalta Peixoto (1999), que a semeadura em época não adequada provoca pouco crescimento das plantas, dificultando a colheita mecânica e produzindo elevação nas perdas na colheita. Estas características estão também relacionadas com a população e os cultivares e dependem das condições bioclimáticas, principalmente foto período, temperatura e precipitação pluvial. Para os casos de semeadura tardia, Barni e Bergamachi (1998), recomendam o aumento da população e a diminuição do espaçamento entre linhas para reduzir os problemas ocasionados pelo redução do período vegetativo, como pela antecipação da semeadura, onde a temperatura baixa tende a reduzir o crescimento das plantas. De acordo com Câmara (1998), a melhor época semeadura da soja em qualquer região apta ao seu cultivo situa-se entre 30 (21 de novembro) e 45 dias (6 de novembro) que antecedem o solstício de verão (21 de dezembro), pois possibilita tempo suficiente para o desenvolvimento da planta em relação a altura e porte compatíveis com elevada produtividade e colheita mecânica. No Paraná, a época recomendada para a semeadura da maioria das variedades de soja cultivadas no Estado vai de 15 de outubro a 15 de dezembro. Para a maioria dos anos e maior parte das cultivares, os maiores rendimento e melhores resultados de altura adequada de planta são obtidos em semeaduras realizadas entre o final do mês de outubro a final do mês de novembro, já as semeaduras realizadas na primeira quinzena do mês de dezembro apresentam maior porte e menor rendimento, em semeaduras na primeira quinzena de outubro realizadas em algumas áreas é possível a obtenção de alto rendimento e de plantas de porte adequado (EMBRAPA SOJA, 2002). Na região Norte do Paraná quando se deseja fazer safrinha de milho após a soja, deve se evitar o plantio de cultivar de soja precoce antes de 20 de outubro. Em anos com ocorrência de veranicos é comum nos primeiros 10 a 20 dias de dezembro não ter condições favoráveis de umidade para se realizar o plantio, por isso as semeadoras devem estar reguladas antecipadamente para se aproveitar bem o período indicado a cada boa chuva (EMBRAPA, SOJA 2004). Segundo Kamori et al. (2004) no ano agrícola 2000/2001, no município de Uberlândia no estado de Minas Gerais, observou-se que a semeadura realizada no 28 dia 15 de dezembro proporcionou menores alturas de plantas na maioria das cultivares de soja avaliadas e provocou uma quebra de produtividade em relação a semeadura de 30 de outubro de 37,13% a menos, essa quebra ocorreu principalmente nas cultivares de ciclo mais curto. Segundo Ferreira Junior et al, (2010), em experimento com plantio realizado nos dias 11 de novembro de 2008 e 26 de novembro de 2008, realizado na área experimental das Faculdades Associadas de Uberaba, observou-se redução na altura das plantas durante a floração , na maturação e ocorreu antecipação na maturação da segunda época em relação à primeira. No ano agrícola de 2001/2002, na Fazenda Capim Branco no município de Uberlândia em Minas Gerais, foram estudadas as épocas de plantio realizadas nos dias 24/10/2001, 09/11/2001, 30/11/2001 e 20/12/2001. Nesse estudo observouse que os maiores rendimentos foram obtidos nas semeaduras realizadas nos dias 24/10 e 09/11/2001, havendo uma redução significativa no rendimento de grãos quando realizada no dia 20/12/2001 (ANDRADE, 2010). Através de dados obtidos em três experimentos de soja instalados e conduzidos de formas individuais e independentes, no município de Piracicaba em São Paulo, na área experimental da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", sendo utilizadas as épocas de 12/11, 19/12 e 18/03 para realização da semeadura da cultura da soja, (PEIXOTO et al., 2000) concluiu que a época da semeadura influencia diretamente no rendimento de grãos. Segundo Garcia (2007) a semeaduras realizadas fora das épocas mais indicadas para cada região podem interferir no porte, ciclo, aumentar perdas na colheita e diminuir rendimento das plantas, devido as variações dos fatores climáticos limitantes. Tendo como melhor épocas de semeadura, aquela que permite, na maioria dos anos, que a implantação e o desenvolvimento da lavoura ocorram em condições propicia de umidade e temperatura, conforme a cultura exige. O melhor período de semeadura da soja na maioria das regiões produtoras é quando as chuvas da primavera repuserem a umidade do solo e a temperatura for favorável a germinação e emergência das plântulas no decorrer de 5 a 7 dias após o plantio e que na maioria dos anos haja umidade para o desenvolvimento das plantas tornando a atividade economicamente viável. Na Região Centro-Sul, a indicação de época de semeadura para maioria das cultivares fica entre 15 de outubro e 15 de novembro, sendo obtidos os 29 melhores resultados de altura de planta e rendimento, na maioria dos anos em semeaduras realizadas de final de outubro a final de novembro. O menor porte de planta e maiores rendimentos de modo geral é obtido em semeadura realizadas no mês de outubro se comparado ao mês de dezembro, mas deve se tomar cuidado ao semear cultivares de ciclo precoce no mês de outubro, pois podem resultar em plantas de porte baixo e no não fechamento das entre linhas, podendo acarretar em competição com as plantas daninhas principalmente em anos de ocorrência de veranicos durante o período vegetativo da cultura. Já nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a época de semeadura vai da primeira quinzena de outubro ao final de dezembro, com indicação feita por município (GARCIA, 2007). A escolha da época de semeadura da cultura da soja se da através de alguns fatores ambientais como umidade do solo, temperatura e fotoperíodo que possibilitem a planta um ambiente propicio para desenvolver seu potencial produtivo. Por isso torna-se necessário conhecer o ambiente de produção, a resposta de cultivares a esse ambiente e saber quais a melhores praticas de condução permitindo definir com segurança as combinações que permitem alcançar maiores produtividades na instalação da cultura da soja. Em semeaduras antecipadas deve evitar a utilização de cultivares de ciclo precoce, pois essas condições podem ocasionar redução no porte da planta, baixa inserção da primeira vagem e perdas na colheita (MONDINI et al, 2001). Apesar de a semeadura antecipada ser uma prática que possibilita a realização da segunda safra e comercialização antecipada podendo vender a produção com preços mais elevados, é importante saber os riscos que a antecipação da semeadura possa trazem ao desenvolvimento da cultura através de temperaturas e umidade abaixo das satisfatórias, que podem retardar a emergência das plântulas deixando-as expostas à ação de fitopatógenos existentes no solo (GUARECHI et al, 2008). Alguns fatores como, por exemplo, o mau gerenciamento dos trabalhos, desproporcionalidade de quantidade e rendimento de semeadoras com área a ser plantada e atraso das chuvas podem ocasionar a semeadura da cultura da soja após a época recomendada, deixando a cultura predisposta a ataques de percevejos vindos da áreas semeadas nos períodos recomendados e com seu desenvolvimento comprometido devido a diminuição do número de dias longo. Em semeadura a ser realizada após a época recomendada, deve-se optar por cultivares de ciclo médio ou 30 tentar efetuar a semeadura até a primeira quinzena de dezembro (MONDINI, et al., 2001). A época de semeadura contribui para a definição da duração do ciclo, altura da planta e produção de grãos, devido à exposição das plantas as variações dos fatores climáticos. Onde semeaduras realizadas antes de novembro tendem a alongar o ciclo e semeaduras realizadas posteriormente tem seu ciclo encurtado. Devendo levar em conta que semeaduras antecipadas ou posteriores a época recomendada acarretam na redução do porte e no menor rendimento das plantas. A duração do ciclo e a variação da altura de planta por efeito da época de semeadura da cultura da soja se diferem entre locais, anos e cultivares utilizadas (GARCIA, 1992). Conforme as condições locais e das cultivares utilizada, a semeadura poderá ser realizada antes da segunda quinzena de outubro ou até depois da primeira quinzena de dezembro, lembrando que a ocorrência de deficiência hídrica durante a fase vegetativa e reprodutiva pode acarretar em alturas indesejáveis das plantas na maturação, podendo também a altura de plantas ser mais acentuada me semeaduras antecipadas ou tardias e com maior agravante em solo de baixa fertilidade (STREIT, 2009). Cada cultivar de soja responde de uma maneira à época de semeadura que é submetida, esse fato pode estar ligado em função da duração do ciclo, da sensibilidade ao fotoperíodo, do tempo que dura o período juvenil e do hábito de crescimento da cultivar. Cultivares com períodos juvenis menores e muito sensíveis à época de semeadura, quando semeadas mais cedo podem apresentar porte abaixo do adequado (OLIVEIRA, 2010). Segundo Garcia (1991) semeaduras de início de outubro recomenda-se a utilização de cultivares de crescimento indeterminado, pois em semeadura que dispõe de solos de boa fertilidade e tiver boas condições de umidade e temperatura a partir de meados de setembro, essas cultivares tem apresentado altos rendimentos e altura adequada de planta. Essa prática é muito utilizada em regiões do país onde visam o plantio da segunda safra com a cultura do milho. 31 3 MATERIAL E MÉTODOS 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO O experimento foi instalado e conduzido no ano agrícola de 2011/2012 no município de Santa Terezinha de Itaipu-PR localizada na Região Oeste do estado, no Campo Experimental AB Agrobrasil cujas coordenadas geográficas são 25º 28’ 27,02’’ S e 54º 28’ 32,65’’ O, com altitude média de 286 m, situado na propriedade do Sr. Valtair Tripiana, ao lado direito da rodovia BR 277 no Km 717 em sentido Oeste. Segundo Köppen, o clima do local é classificado como subtropical (Cfa), com verões quentes apresentando tendência a maiores concentrações de chuva nesta época e não apresenta estação de seca definida durante o ano. Conforme dados da Embrapa (2006), o solo da região é classificado como Latossolo Vermelho distrófico (LVd), apresentando solos profundos, com alta fertilidade e aptidão agrícola. O campo experimental trabalha com sistema de plantio direto na palha com rotação de cultura, utilizado como rotação as culturas de soja, aveia e milho. Vista panorâmica da localização da propriedade do Sr Valtair Tripiana. (Figura 1). 32 LEGENDA: ___Propriedade do Sr Valtair Tripiana ___Campo Experimental AB Agrobrasil ___Área do Experimento Figura 1: Localização da propriedade do Sr Valtair Tripiana, Campo Experimental AB Agrobrasil e área do experimento. Fonte: Adaptado do Google Earth, 2012. 3.2 DELINEAMENTO O delineamento experimental utilizado neste experimento foi o de blocos casualizados (DBC) em esquema fatorial de 4X2, com seis repetições, sendo os fatores constituídos por quatro diferentes densidades de plantas (10 pl m־¹, 12 pl m־¹, 14 pl m־¹ e 16 pl m־¹) e duas épocas de plantio, totalizando em 8 tratamentos e 48 parcelas experimentais. Cada parcela de avaliação do experimento foi constituída de quatro linhas de semeadura, com espaçamento de 0,45 m e comprimento de 4,0 m. Como parcela útil, foram utilizados 1,5 m־¹ de cada uma das duas linhas centrais, desconsiderando 1,25m das extremidades como bordadura, proporcionando uma área útil de 3 m־¹ (1,35 m²). As parcelas foram distribuídas 33 no campo experimental sendo separadas por um corredor central com largura de 3,4 m para evitar amassamento e facilitar o manejo da cultura com o auxilio de um pulverizador autopropelido e os demais corredores com 0,9 m entre as parcelas. 3.3 ESCOLHA DA VARIEDADE E DAS ÉPOCAS DE PLANTIO A variedade escolhida foi a Don Mario 7.0 i RR – Brasmax, popularmente conhecida como Magna. Sendo escolhida por ser uma variedade que se adapta muito bem ao sistema de soja precoce e devido aos bons resultados obtidos na região nos últimas safras. As épocas de plantio foram determinadas pela empresa AB Agrobrasil, devido à implantação de todo campo experimental obedecer às mesmas épocas de plantio para facilitar os manejos culturais, seguindo a liberação das épocas de plantio conforme o vazio sanitário da região. 3.4 FERTILIZAÇÃO E MARCAÇÃO DAS LINHAS DE PLANTIO A marcação e a fertilização das linhas de plantio foram realizadas no dia 25 de setembro 2011, com o auxilio de uma plantadeira de plantio direto de 13 linhas com espaçamento de 0,45 m entre linhas, da marca PLANTICENTER e tracionada por um trator agrícola de 150 cavalos de potência da marca New Holland modelo TM150 ambos de propriedade do Sr. Valtair Viapiana. Para fertilização do campo foi utilizado 352 kg ha־¹ do fertilizante Heringer FH SOJA NPK 2+18+12+0,3 Boro+0,2 Zinco, aplicado a uma profundidade media de 7 cm. 34 3.5 SEMEADURA Para realização da semeadura foram utilizadas sementes da variedade Don Mario 7.0 i RR – Brasmax de peneira 5.5 mm e com índice de germinação mínima de 85%. As sementes foram tratadas com uma solução de 100 ml de CARBOXIN+TIRAM/40 kg de semente para o controle de fungos, 20 gramas de FIPRONIL/40 kg de semente para controle de insetos e 100 ml de Inoculante (Bactérias Bradyrhizobium japonicum, concentração de 5 x 109 rizóbios por mL) para 40 kg de semente para aumentar a nodulação de rizóbios na planta melhorando a absorção de nitrogênio. A semeadura procedeu-se da mesma maneira para as duas épocas avaliadas. Sendo a primeira época de plantio realizada no dia 26 de setembro de 2011 e a segunda época no dia 16 de outubro de 2011. O plantio foi realizado manualmente, sendo feita a abertura dos sulcos com o auxilio de uma enxada em forma de “V” possibilitando a abertura a uma profundidade média de 5 cm. As sementes foram depositadas no solo a uma profundidade de 5 cm em quantidade três vezes maior que a população de plantas desejadas por tratamento, através da utilização de uma régua (figura 2) para cada tratamento, tendo espaçamentos diferentes conforme a população utilizada por tratamento para se obter uma distribuição homogênea dentro da parcela. Posteriormente os sulcos foram cobertos com auxilio de uma enxada normal e compactados com o auxílio de um carrinho de mão. O raleio das plantas foi realizado de forma manual para se atingir a população de plantas desejadas por parcela, ocorrendo no dia 21 de outubro de 2011 nas parcelas plantadas na primeira época e no dia 05 de novembro de 2011 nas parcelas de segunda época. 35 Figura 2: Régua utilizada para depositar as sementes no solo. 3.6 MANEJOS DA CULTURA ( CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS, INSETOS E DOENÇAS) Os lotes foram acompanhados semanalmente observando-se o desenvolvimento vegetativo, a incidência de pragas e doenças e o aparecimento de plantas daninhas fazendo o controle assim que necessário. As aplicações de fungicidas, herbicidas e inseticidas foram realizadas com um pulverizador autopropelido da marca Montana, sendo aplicadas nas duas épocas no mesmo dia. No dia 23 de setembro de 2011, foi realizada dessecação e limpeza do campo para o plantio através da aplicação de uma calda de 200L/ha -1para controle de plantas daninhas, composta por água + 30 g ha-1 de diclosulam + 1L ha-1 de 2,4D + 3L ha-1 de glifosato. A primeira aplicação no campo depois do plantio foi realizada no dia 17 de outubro de 2011, sendo aplicado para o controle de plantas daninhas uma calda de 200 L ha-1 constituída por água + 2 L ha-1 de glifosato + 1L ha-1 de óleo vegetal. No dia 01 de novembro de 2011, foi realizada a segunda aplicação no campo depois do plantio, sendo está para controle de plantas daninhas, doenças (Cercospora) e de insetos (Lagarta- Anticarsia). Nesta aplicação foi utilizado uma calda de 200L ha-1 36 composta por 0,4L ha-1 de carbendazim + 1kg ha-1 de acefato + 2L ha-1 de glifosato + 1L ha-1 de óleo vegetal. A terceira aplicação foi realizada no dia 25 de novembro de 2011, para controle de lagarta Falsa-Medideira (Pseudoplusia includens) e controle da ferrugem asiática (Phakopsora sp). Sendo utilizado uma calda de 200 L ha-1 composta por água + 100 g ha-1 de diflubenzuron + 0,3 L ha-1 de picoxistrobina+ciproconazol + 1 L ha-1 de adjuvante + 1L ha-1 de óleo vegetal. Na aplicação realizada dia 26 de dezembro de 2011, para controle de percevejo verde (Nezar viridula), lagarta Falsa- Madideira e ferrugem asiática foi utilizada uma calda de 200 L ha-1 composta por 0,3 L ha-1 de tiametoxam+lambda cialotrina + 0,3 L ha-1 azoxistrobina+ciproconazole + água. A ultima aplicação foi realizada no dia 11 de janeiro de 2012, sendo esta apenas para controle do percevejo verde. A calda utilizada foi de 200 L ha-1 composta por 0,3 L ha-1 de tiametoxam+lambda cialotrina + água. 3.7 DIAS APÓS SEMEADURA PARA ATINGIR FLORESCIMENTO E COLHEITA A emergência completa das plântulas dos tratamentos de primeira época ocorreu no dia 11 de outubro 2011, ou seja, 15 dias após o plantio devido a escassez de umidade ocorrida durante este período. Nos tratamentos de segunda época, a emergência completa das plântulas ocorreu no dia 26 de outubro de 2011, apenas 10 dias após o plantio devido a presença de umidade suficiente para germinação e emergência das plântulas. O inicio do florescimento das parcelas da primeira época ocorreu 45 dias após o plantio, iniciando-se no dia 05 de novembro de 2011, Já nas parcelas de segunda época, o florescimento começou no dia 19 de novembro de 2011, ou seja, 34 dias após o plantio. As parcelas de primeira época chegaram ao ponto de colheita 137 dias após o plantio, ou seja, no dia 10 de fevereiro de 2012, sendo realizada a colheita no mesmo dia durante o período matutino. Já as parcelas de segunda época do experimento chegaram ao ponto de colheita no dia 25 de fevereiro de 37 2012, ou seja, 132 dias após o plantio, sendo realizada a colheita no mesmo dia durante o período matutino. 3.8 VARIÁVEIS AVALIADAS E ANÁLISE ESTATÍSTICA As variáveis avaliadas foram altura de inserção da primeira vagem, altura de planta no momento da colheita, quantidade de vagens por planta, numero de grãos por vagem, massa de 100 grãos e produtividade media por parcela. Altura de inserção da primeira vagem – com o auxilio de uma régua foram realizadas 8 medições de altura de inserção da primeira vagem na área útil de cada parcela, sendo calculado posteriormente a média da parcela. Altura de planta no momento da colheita – no momento da colheita com a utilização de uma trena foram realizadas 8 medições de plantas na área útil de cada parcela para posterior calculo da média por parcela. Quantidade de vagens por planta – foi realizada a contagem separadamente de todas as vagens de 1, 2, 3 e 4 grãos presente em todas as plantas colhidas na área útil de cada parcela, para chegar a quantidade de vagens por planta foram somadas todas a vagens e divididas pela quantia de plantas presentes na parcela. Número de grãos por vagem – o número de grãos por vagens foi obtido através de programa estático onde utilizou-se a produção, a massa de 100 grãos e o numero total de vagens por parcela. Massa de 100 grãos – a massa de 100 grãos foi obtida através da contagem dos grãos com o auxilio de um instrumento de contagem e posteriormente pesados em uma balança de precisão, tendo o resultado expresso em gramas. Sendo realizado esse procedimento em todas as parcelas. Produtividade média por parcela – A produtividade de cada parcela foi obtida através da pesagem realizada em balança de precisão, utilizando o volume total de grãos colhidos na área útil das parcelas. Análise Estatística. Os resultados obtidos nas avaliações realizadas foram submetidos a análise de variância a 5 e 1% de probabilidade pelo teste F de Fischer em caso de 38 efeito significativo e não significativo. As médias foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Foi realizada ainda a correlação de Pearson para verificação da relação entre as variáveis avaliadas, sendo que em todos os testes utilizou-se o programa estatístico Genes. 3.9 ÍNDICE PLUVIOMÉTRICO Conforme dados da Cooperativa Agroindustrial Lar Unidade de Santa Terezinha de Itaipu (2011/2012), durante a safra de soja 2011/2012 no território pertencente à cidade de Santa Terezinha de Itaipu/PR houve uma grande variação no índice pluviométrico. Sendo os meses de outubro e novembro os de maior índice pluviométrico, já as menores ocorrências de precipitações pluviométricas ficaram nos meses de dezembro e janeiro. Na figura 3 podendo observar uma queda brusca de outubro a janeiro no índice pluviométrico. Figura 3: Índice pluviométrico da cidade de Santa Terezinha de Itaipu, setembro de 2011 a fevereiro de 2012. 39 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Através da análise dos resultados obtidos de vagens por planta, grãos por vagem, altura de inserção da primeira vagem, altura de planta na colheita, massa de 100 grãos e produtividade (Tabela 1) é possível observar que houve resultados significativos e não significativos. Tabela 1: Analise de variância de VP – vagens por planta; GV – grãos por vagem; AV – altura de inserção da primeira vagem; AP – altura de planta no momento da colheita; M100 – massa de 100 grãos; Época VP GV AV AP M100 Produtividade cm cm g kg ha -1 1 34,41 a 2,47 a 11,75 b 83,42 b 19,79 a 3734,53 a 2 24,91 b 2,47 a 13,69 a 94,43 a 16,25 b 2222,00 b D.M.S. 4,29 0,09 0,73 2,54 1,20 460,25 Fc época 80,99** 114,37** 309.31** 143,86** 178,27** NS 0 Densidade 1 30,74 2,47 a 11,43 c 85,2 c 18,10 a 3100,66 a 2 30,26 2,50 a 12,1 c 86,58 bc 17,87 a 3058,87 a 3 27,87 2,48 a 13,18 b 89,74 b 18,00 a 2792,58 a 4 29,78 2,44 a 14,18 a 94,18 a 18,10 a 2960,94 a D.M.S. 5,70 0,12 0,98 3,38 1,59 611,29 44,81** 40,43** Fc densidade 1,42 NS 1,02 NS Fc épocaXdensidade 0,39 NS 0,00045 C.V. (%) 12,33 NS 3,18 0,29 NS 4,92 NS 0,82 2,44 NS 1,46 NS 0,32 0,13 0,09 5,66 NS NS 13,18 D.M.S. – diferença mínima significativa pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade; * - significativo a 5% de probabilidade pelo teste F de Fischer; ** - significativo a 1% de probabilidade pelo teste F de Fischer; NS – não significativo pelo teste F de Fischer. Na análise de variância do número de vagens por planta, observou-se diferença significativa em relação às épocas de plantio, fato que pode ter ocorrido devido ao período de escassez de chuvas na região. Nas parcelas de plantio de segunda época houve redução no número de vagens por planta devido ao abortamento de flores e vagens ocasionado pela maior incidência de seca no período reprodutivo em relação às parcelas de primeira época. Este fato é comprovado por Garcia et al (2007), onde afirma que a escassez de 40 chuvas na fase reprodutiva é mais prejudicial, pois provoca o abortamento de flores e vagens. Segundo Barzotto et al. (2012), o déficit hídrico acentuado no período de floração e enchimento de grãos altera a fisiologia da planta. Distúrbios na floração e diminuição na capacidade de retenção de vagens são efeitos causados nas plantas devido à ocorrência de déficits hídricos juntamente com temperaturas acima de 40 ºC (BARZOTTO et al, 2012). Segundo Mondini et al. (2001), a taxa elevada de abortamento de flores e vagens podem ocorrer onde a temperatura ultrapasse os 40 ºC. Já o número de vagens por planta em relação à densidade de planta não apresentou diferença estatística significativa, divergindo de alguns autores. Segundo Gomes (2007), a quantidade de vagens e grãos por planta é inversamente proporcional a densidade populacional. O número de vagens por planta tem influencia tanto do genótipo, quanto da densidade (FERREIRA JUNIOR et al., 2010). Rossi (2012) observou que com a elevação da densidade de plantas houve redução no numero de vagens por planta. O numero de grãos por vagem (Tabela 1) se manteve praticamente constante, não havendo diferenças estatisticamente significativas em função da época de plantio e da densidade populacional. Segundo Nunes (2010), as vagens devem abrigar de 1 até 5 sementes conforme as características da variedade. A altura de inserção da primeira vagem (Tabela 1) sofreu grande variação estatística tanto em função da época quanto em função da densidade populacional, mas quando avaliado época juntamente com a densidade não houve diferença significativa. As parcelas de plantio de segunda época obtiveram maior altura de inserção da primeira vagem em relação à primeira época, esse fato pode ser resultado de maior ocorrência de chuvas no período vegetativo da segunda época do que na primeira. Ferreira Junior et al. (2010) obteve resultados semelhantes, onde com o atraso de quinze dias na semeadura ocorreu um aumento na altura da inserção da primeira vagem. Segundo Mondini et al, (2001) cada cultivar de soja possui um fotoperíodo critico, o qual tem influencia direta no desenvolvimento da planta e na altura de inserção da primeira vagem. Dessa forma recomenda evitar a utilização de cultivares de ciclo precoce, pois podem ocasionar redução no porte de planta, diminuição na altura de inserção da primeira vagem e ocasionar perdas na colheita. 41 A altura de planta no momento da colheita (Tabela 1) obteve grande diferença estática em relação à época e a densidade quando analisadas separadamente, já quando analisadas juntas ai a diferença não foi significativa. Em relação à maior altura das plantas no momento da colheita ter ocorrido em parcelas de maior densidade, sabe-se que é de característica da cultura da soja a disputa entre as plantas pela luz, sendo assim quanto maior a densidade mais as plantas vão crescer tentando se sobressair umas as outras em busca da luz. Já a altura de planta no momento da colheita foi influenciada pela época devido as ocorrência de chuva durante o período vegetativo de ambas as épocas, sendo que as parcelas de plantio de primeira época sofreram um pouco com a seca e as de segunda época não tiveram o mesmo problema, obtendo assim a maior altura de planta. Outro agravante foi à semeadura antecipada da primeira época em relação ao recomendado para essa variedade. A deficiência hídrica no período vegetativo planta provoca redução do crescimento, da atividade fotossintética e da taxa de fixação de nitrogênio pela planta, podendo ser agravados esses problemas se a semeadura for realizada fora de época (GARCIA et al. 2007). Segundo Berbert e Hamawaki (2011), a população exercer grande influencia no crescimento das plantas de soja, sendo um fator determinante para o arranjo das plantas no ambiente de produção. Linzmeyer Junior et al, (2008), obtiveram resultados semelhantes aos obtidos nesse experimento, tendo eles trabalhado com densidades de 14 e 18 plantas de soja por metro linear, obtendo menor altura e maior diâmetro de caule no tratamento com menor densidade. A massa de 100 grãos (Tabela 1) não obteve diferença significativa em relação à densidade de plantas e apresentou grande diferença estatisticamente significativa em relação à época de plantio, sendo esta diferença influenciada pela ocorrência de maiores precipitações hídrica durante a fase de enchimento de grãos da primeira época e menores precipitações durante a fase de enchimento de grãos da segunda época, o que ocasionou menor peso na massa de grãos. Segundo Barzotto et al (2012) a necessidade de água pela cultura da soja vai aumentando conforme seu desenvolvimento, chegando a máxima absorção de água pela planta no período de floração- enchimento de grão, passando a decrescer após esse período. 42 Ferreira Junior et al, (2010) obtiveram resultado diferente ao desse experimento em relação a influencia da época de plantio no peso de 100 grãos e tendo resultado semelhante no critério de densidade de plantas, onde relata que o peso de 100 grãos não e o rendimento na foram influenciados pelo genótipo, época de plantio e densidade de plantas. A produtividade foi calculada em quilos por hectare, obtendo-se no experimento uma diferença significativa em relação às épocas, sendo que a primeira época obteve uma produtividade bem acima da segunda. Essa diferença é resultado da falta de chuva no período de enchimento de grãos das parcelas de segunda época, ocasionando assim o abortamento de vagens e a redução do peso da massa de grãos. Segundo Barzotto et al, (2012) o déficit hídrico acentuado no período de enchimento de grãos altera a fisiologia da planta e conseqüentemente causa redução no rendimento de grãos. Já Peixoto et al, (2000), demonstram que a densidade de plantas não resultou em efeitos significativos para as três épocas utilizadas, sendo a planta de soja capaz de compensar perdas quando a população for menor que a recomendada. A Embrapa Soja (2001), afirma que variação de 20% a 30% para mais ou para menos do que a população recomendada, dependendo da fertilidade do solo e da época não alteram significativamente o rendimento. Em relação às densidades utilizadas não houve diferença estatisticamente significativa, mesmo assim pode se observar a ocorrência de produção mais elevada no tratamento de menor densidade, seguindo dos tratamentos com densidades de 12, 16 e 14 plantas por metro linear. Resultados semelhantes foram encontrados por Kamori (2004), que em seu experimento não encontrou diferença no rendimento de grãos com a utilização de maiores populações, Ferreira Junior et al (2010) observou em seu experimento que o rendimento de grãos também não foi influenciado pelas diferentes densidades de plantas utilizadas, Linzmeyer Junior et al, (2008) também não obteve diferença estatística na produtividade em função da densidade. Já Watanab et al, (2005), constataram em seu experimento que a redução da população de plantas juntamente ao equilíbrio de saturação do complexo de troca, aumentam o rendimento e rentabilidade da cultura da soja. Diferentemente dos resultados encontrados por Rocha et al, (2001) que obteve maiores rendimentos com a utilização de maiores populações em ambas as 43 cultivares utilizadas, Bueno et al, (2008) em plantio fora de época obteve maior rentabilidade em seu experimento com a utilização de maiores populações de plantas. Andrade et al, (2010) com a utilização de quatros épocas obtiveram melhores rendimentos de grãos com a utilização de populações mais elevadas nas duas primeiras épocas e com populações menores nas outras duas épocas. Vasquez et al, (2008) verificou que a capacidade de redução da população de plantas sem afetar o rendimento é dependente da cultivar utilizada. Através do teste de correlação de Person e da análise dos resultados (Tabela 2), foi possível verificar qual variável está diretamente ligada à outra. Tabela 2: Tabela de correlação de Person. Variável VP GV AV GV -0,0469 AV NS AP NS -0,5305 NS -0,5908 M100 NS -0,4157 NS 0,9886** NS 0,0937 NS -0,6431 NS -0,5423 0,1073 -0,6934 -0,8884 0,9885** 0,2239 AP Produtividade NS 0,3305 NS NS NS NS M100 0,0072 A variável vagens por planta (VP) possui relação significativa e positiva com a produtividade, ou seja, conforme aumenta-se o número de vagens por planta, aumenta-se a produtividade da cultura. Isto é um efeito lógico, uma vez que quanto maior o número de vagens, a tendência é de que seja maior a produtividade. Essa variável não possui relação significativa com as outras variáveis de modo que, não interfere no numero de grãos por vagem, na altura de inserção da primeira vagem, na atura de planta na colheita e na massa de 100 grãos por serem variáveis ligadas ao genótipo da planta e aos fatores climáticos. A altura de inserção da primeira vagem (AV) relaciona-se positivamente com a altura de plantas, resultado que também é esperado, uma vez que quanto maior for a planta, maior a tendência de altura de inserção da primeira vagem, sendo este um fator de grande importância na colheita já que plantas com vagens muito próximas ao solo acarretam em perdas na colheita devido a colheitadeira fazer o corte da planta muitas vezes acima das primeiras vagens. 44 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Através da analise das variáveis utilizadas foi possível observar que as plantas sofreram com a incidência de seca na região, principalmente no período de enchimento de grão durante o mês de janeiro o que reduziu a produção das parcelas de segunda época em relação às parcelas de primeira época. Pode-se também afirmar que a incidência de menor índice pluviométrico durante a fase vegetativa das parcelas de primeira época influenciou no desenvolvimento das plantas, acarretando em menor altura de inserção da primeira vagem e na menor altura de planta na colheita em relação às parcelas de segunda época. Em relação às diferentes densidades utilizadas foi possível verificar que as plantas são capazes de compensar perdas decorrentes de populações menores que o recomendado através de maior número de ramificações e vagens por planta. Mas deve se tomar cuidado com a variedade a ser plantada, pois não são todas as variedades que permitem a redução de população devido as características fisiológicas de cada uma, muitas vezes não sendo capazes de compensar essas perdas devido a baixa capacidade da planta emitir ramificações devido as características da variedade. Desse modo, para se obter bons resultados na cultura da soja, se faz necessária a utilização de variedades recomendadas para a região, a realização do plantio em época e densidade recomendada para tal variedade, o manejo correto da cultura e ter incidência de fatores climáticos favoráveis. 45 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDRADE, Fernanda Medeiros de; HAMAWAKI, Osvaldo Toshiyuki; REZENDE, Daniela Freitas; SOUZA; Larissa Barbosa de. Genótipos de soja em quatro épocas de semeadura e populações de plantas, em uberlândia-MG. Revista Verde (Mossoró – RN – Brasil) v.5, n.4, p. 124 - 129 outubro/dezembro de 2010. Disponível em: <http://gvaa.dominiotemporario.com/revista/index.php/RVADS/article/viewFile/400/pd f_20>. Acesso em 17/set./2012. APROSOJA- Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso. A Soja no Mundo: História da Soja. Disponível em: <http://www.aprosoja.com.br/novosite/soja.php?tipo=3>. Acesso em: 12 de mar. 2012. 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