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UNIJUÍ – UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
DEAg – DEPARTAMENTO DE ESTUDOS AGRÁRIOS
CURSO DE AGRONOMIA
DIFERENTES TIPOS DE TRATAMENTOS DE SEMENTES
PARA A CULTURA DA SOJA (Glycine max L.)
TIAGO HAMMEL PIAS
Ijuí – RS
2014
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TIAGO HAMMEL PIAS
DIFERENTES TIPOS DE TRATAMENTOS DE SEMENTES
PARA A CULTURA DA SOJA (Glycine max L.)
Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado ao Curso de Agronomia do
Departamento de Estudos Agrários da
Universidade Regional do Noroeste do
Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ,
como requisito parcial para a obtenção do
título de Engenheiro Agrônomo.
Orientador: Prof. MSc. Luiz Volney Mattos Viau
Ijuí – RS
2014
2
Dedico este trabalho à minha família, meus
amigos e professores, que de uma forma ou
outra me auxiliaram, me incentivaram e
acreditaram no meu potencial para construção
desta caminhada acadêmica.
3
AGRADECIMENTOS
À Deus pela oportunidade de estar vivo e
realizar mais este sonho.
À minha família, que é o meu alicerce, com
quem sempre pude contar, diante das
dificuldades encontradas em minha caminhada
e que sempre me incentivou a nunca desistir
dos meus sonhos.
À minha noiva, meu porto seguro, por sempre
estar do meu lado, me incentivando, me
apoiando e também por me compreender nos
momentos difíceis. Obrigada por sempre
confiar em mim e fazer parte da minha vida.
Ao meu orientador Luiz Volney Mattos Viau,
com quem tive o privilégio de conviver e
aprender com seus imensos conhecimentos,
bem como contar com sua dedicação e
disponibilidade.
À todos que de uma forma ou outra
colaboraram durante a trajetória de construção
deste trabalho, meu muito obrigado.
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DIFERENTES TIPOS DE TRATAMENTOS DE SEMENTES
PARA A CULTURA DA SOJA (Glycine max L.)
Tiago Hammel Pias
Orientador: Prof. MSc. Luiz Volney Mattos Viau
RESUMO
O trabalho avaliou o efeito do tratamento de semente de soja constituído de: 1.
Vitavax + Thiran; 2. Testemunha; 3. Vitavax + Thiran + CoMo + inoculante; 4.
Vitavax + Thiran + inoculante; 5. Vitavax + Thiran + CoMo. O experimento foi
instalado no campo experimental da Sementes Hammel, Coronel Bicaco RS, em um
delineamento de blocos ao acaso com 3 repetições em parcelas constituídas de 5
linhas de 10 metros de comprimento. As variáveis analisadas foram Rendimento de
Grãos (kg/ha), Massa Média de Grãos (MMG g), Número de Legumes Planta (NLP),
Número de Grãos por Legume (NGL), Rendimento Biológico Aparente (RBA kg/ha),
Rendimento de Palha (kg/ha) e Índice de Colheita (%), com os dados submetidos a
análise de variância pelo programa Assistat 7.7 Beta e aplicação do Teste de Tukey
a 5% de probabilidade para detectar diferenças entre médias de tratamentos. Os
resultados permitem concluir que a aplicação de Vitavax + Thiran + CoMo +
inoculante proporcionou maior rendimento de grãos (3918 kg/ha) e incremento na
massa média de grãos, número de legumes por planta, número de grãos por
legume, rendimento biológico aparente e no rendimento de palha.
Palavras-chaves: Glycine max. Cobalto. Molibdênio. Tratamento de Semente.
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LISTA DE QUADROS
Quadro 1: Descrição da cultivar ................................................................................. 21
Quadro 2: Relação às doenças .................................................................................. 21
Quadro 3: Características da cultivar ......................................................................... 21
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LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Quadrado médio para rendimento de grãos (kg/ha), massa média de
grãos (MMG g), número de legumes por planta (NLP), número de grãos por
legume (NGL), rendimento biológico aparente (RBA kg/ha), rendimento de palha
(kg/ha) e índice de colheita (%) da soja cultivar FPS ANTARES, submetida ao
tratamento de semente. SEMENTES HAMMEL, Coronel Bicaco, RS, 2014 ............. 24
Tabela 2: Rendimento de grãos (kg/ha), massa média de grãos (MMG g), número
de legumes por planta (NLP), número de grãos por legume (NGL), rendimento
biológico aparente (RBA kg/ha), rendimento de palha (kg/ha) e índice de colheita
(%) da soja cultivar FPS ANTARES, submetida ao tratamento de semente.
SEMENTES HAMMEL, Coronel Bicaco, RS, 2014 .................................................... 25
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 8
1 REVISÃO DA LITERATURA .................................................................................. 10
1.1 A CULTURA DA SOJA: ASPECTOS GERAIS ..................................................... 10
1.2 IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO DE SEMENTES DA SOJA.......................... 11
1.3 TRATAMENTO QUÍMICO .................................................................................... 12
1.3.1 Vitavax-Thiram 200 SC .................................................................................... 13
1.4 TRATAMENTO COM MICRONUTRIENTES........................................................ 14
1.4.1 Molibdênio ....................................................................................................... 14
1.4.2 Cobalto ............................................................................................................. 15
1.4.3 Inoculante Turfoso Bradyrhizobium japonicum ........................................... 16
2 MATERIAIS E MÉTODOS ...................................................................................... 19
2.1 CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL ......................................................................... 19
2.2 DELINEAMENTO EXPERIMENTAL .................................................................... 19
2.3 CARACTERÍSTICA DA CULTIVAR ESTUDADA ................................................. 20
2.4 VARIÁVEIS ESTUDADAS.................................................................................... 21
2.4.1 Número de Legumes por Planta (NLP) .......................................................... 21
2.4.2 Número de Grãos por Legume (NGL) ............................................................ 22
2.4.3 Massa Média de Grãos (MMG)........................................................................ 22
2.4.4 Rendimento Biológico Aparente (RBA) ......................................................... 22
2.4.5 Rendimento de Palha (RP).............................................................................. 22
2.4.6 Rendimento de Grãos (RG) ............................................................................ 22
2.4.7 Índice de Colheita (IC) ..................................................................................... 22
2.5 ANÁLISE ESTATÍSTICA ...................................................................................... 23
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES ............................................................................ 24
CONCLUSÃO ............................................................................................................ 27
REFERÊNCIAS .......................................................................................................... 28
ANEXOS .................................................................................................................... 32
8
INTRODUÇÃO
O uso de defensivos agrícolas no tratamento de sementes confere à planta
condições de defesa, o que possibilita maior potencial para o desenvolvimento inicial
da cultura. O controle de pragas e doenças que atacam a soja é realizado desde o
início de seu ciclo com uso de defensivos no tratamento de sementes, sendo essa
uma prática amplamente adotada e que se mostra eficiente (MARTINS; BOTTON;
CARBONARI, 1996).
A pesquisa científica e a descoberta de novas tecnologias são ferramentas
fundamentais para elevar a eficiência e a rentabilidade no campo. Dentro destas
ferramentas, há alguns métodos que garantem maior desempenho e produtividade
na cultura da soja, sendo uma delas o uso de micronutrientes como o molibdênio
(Mo), essencial para cultura, e o cobalto (Co), elemento químico essencial para as
bactérias, se associam às raízes, agindo beneficamente, fixando o nitrogênio
atmosférico.
A adubação é um fator determinante da produtividade e representa um
percentual significativo no custo de produção da cultura. Em função disso, seu
cultivo se torna mais viável economicamente pela capacidade de fixação biológica
do nitrogênio que esta cultura apresenta. Caso contrário, seriam necessários
aproximadamente 240 kg ha-1 de N para uma produção esperada de grão de 3.000
kg ha-1, o que causaria aumento expressivo no custo de produção (HUNGRIA;
CAMPO; MENDES, 2001).
A soja apresenta elevada capacidade de suprir suas necessidades
nutricionais em nitrogênio por meio da fixação biológica do N2, graças ao
estabelecimento da associação simbiótica entre essa leguminosa e a bactéria do
gênero Bradyrhizobium, por intermédio do complexo enzimático da nitrogenase. As
9
quantidades de molibdênio requeridas pelas plantas são pequenas e sua aplicação
via semente constitui-se uma das formas mais práticas e eficazes de adubação
(CAMPO; LANTMANN, 1998).
O cobalto também influencia a absorção de nitrogênio por via simbiótica
porque faz parte da estrutura das vitaminas B12, necessárias à síntese de
leghemoglobina, que determina a atividade dos nódulos.
As quantidades de molibdênio requeridas pelas plantas são pequenas e sua
aplicação via semente constitui-se uma das formas mais práticas e eficazes de
adubação. O molibdênio não tem ocasionado toxicidade ao Bradyrhizobium
japonicum quando aplicado nas sementes antes do inoculante, por ocasião da
semeadura da soja (CAMPO; LANTMANN, 1998). As principais fontes de molibdênio
são o molibdato de sódio e de amônio, o ácido molíbdico e o trióxido de molibdênio.
Para a fixação biológica do N2 em soja, essas quatro fontes de molibdênio têm sido
tão úteis quanto os produtos comerciais (ALBINO; CAMPO, 2001).
Através da adução com molibdênio na soja no Brasil tem-se obtido respostas
variáveis. Foram realizadas diversas pesquisas em diferentes condições de solo e
clima, não foi observado nenhum aumento no rendimento de grãos ou de matéria
seca de soja com a aplicação de molibdênio na soja. Porém em outras pesquisas de
produtividade de soja com a aplicação de Mo foram significativas, ou seja, obteve-se
resultado no rendimento de grãos (MARCONDES; CAIRES, 2005).
Resultados obtidos em todas as regiões onde a soja é cultivada mostram
que a aplicação de fertilizantes nitrogenados minerais no plantio ou cobertura, em
qualquer estágio de desenvolvimento da planta, em sistemas de plantio direto ou
convencional, não aumenta a produtividade da soja.
O presente trabalho teve como objetivo avaliar os tratamentos de sementes
na cultura da soja, tendo em vista determinar o efeito de diferentes produtos na
proteção das sementes e sua resposta no rendimento de grãos.
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1 REVISÃO DA LITERATURA
1.1 A CULTURA DA SOJA: ASPECTOS GERAIS
A soja (Glycine max) cultivada em muitas regiões do mundo, é muito
diferente dos ancestrais que lhe deram origem: espécies de plantas rasteiras que se
desenvolviam na costa leste da Ásia, principalmente ao longo do Rio Amarelo, na
China. Sua evolução começou com o aparecimento de plantas oriundas de
cruzamentos naturais, entre duas espécies de soja selvagem, que foram
domesticadas e melhoradas por cientistas da antiga China. Sua importância na dieta
alimentar da antiga civilização chinesa era tal, que a soja, juntamente com o trigo, o
arroz, o centeio e o milheto, era considerada um grão sagrado, com direito a
cerimoniais ritualísticos na época da semeadura e da colheita (EMBRAPA, 2003).
Conforme dados da EMBRAPA (2003), a soja pertence à classe das
dicotiledôneas, família leguminosa e subfamília Papilionoides. A espécie cultivada é
a Glycine max Merril. O sistema radicular é pivotante, com a raiz principal bem
desenvolvida e raízes secundárias em grande número, ricas em nódulo de bactérias
Rhizobium japonicum fixadoras de nitrogênio atmosférico.
A soja é a cultura agrícola brasileira que mais cresceu nas últimas três
décadas e corresponde a 49% da área plantada em grãos do país. O aumento da
produtividade está associado aos avanços tecnológicos, ao manejo e eficiência dos
produtores. O grão é componente essencial na fabricação de ração animal e com
uso crescente na alimentação.
O cultivo de soja no Brasil se orienta por um padrão ambientalmente
responsável, ou seja, com o uso de práticas de agricultura sustentável, como o
sistema integração-lavoura-pecuária e a utilização da técnica do plantio direto. São
técnicas que permitem o uso intensivo da terra e com menor impacto ambiental, o
que reduz a pressão pela abertura de novas áreas e contribui para a preservação do
meio ambiente. A soja também se constitui em alternativa para a fabricação do
biodiesel, combustível capaz de reduzir em 78% a emissão dos gases causadores
do efeito estufa na atmosfera.
11
1.2 IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO DE SEMENTES DA SOJA
A cultura da soja está sujeita, durante todo o seu ciclo, ao ataque de
diferentes espécies de patógenos. Desde a implantação da cultura, a ação de
fungos de solo pode causar falhas na lavoura, por estas infectarem as sementes
após o plantio, raízes após a germinação e parte aérea das plântulas após a
emergência, sendo evidente na fase em que a planta em formação está mais
suscetível a danos e morte (BAUDET; PESKE, 2007).
Tratamento de sementes, no sentido amplo, é a aplicação de processos e
substâncias que preservem ou aperfeiçoem o desempenho das sementes,
permitindo que as culturas expressem todo seu potencial genético. Inclui a aplicação
de
defensivos
(fungicidas
e
inseticidas),
produtos
biológicos,
inoculantes,
estimulantes, micronutrientes, etc. ou a submissão a tratamento térmico ou outros
processos físicos. No sentido mais restrito, refere-se à aplicação de produtos
químicos eficientes contra fitopatógenos (MENTEN; MORAES, 2010).
A eficiência do tratamento de sementes visando o controle de patógenos
(doenças) depende do tipo e localização do patógeno, do vigor da semente e da
disponibilidade de substâncias e processos adequados (MENTEN; MORAES, 2010;
QUEIROGA et al., 2012).
O tratamento de sementes de soja tem por objetivos principais erradicar ou
reduzir, aos mais baixos níveis possíveis, os fungos presentes nas sementes;
proporcionar a proteção das sementes e plântulas contra fungos do solo e,
eventualmente, da parte aérea, na fase inicial do seu desenvolvimento, promover
condições de uniformidade na germinação e emergência; evitar o desenvolvimento
de epidemias no campo; proporcionar maior sustentabilidade à cultura pela redução
de riscos na fase de implantação da lavoura e promover o estabelecimento inicial da
lavoura com uma população ideal de plantas (FRANÇA NETO, 2009).
No Brasil, praticamente 100% das sementes de soja são tratadas com
fungicidas, 30% com inseticidas e 50% com micronutrientes com objetivo de
proteger o estabelecimento no campo ou até mesmo o seu desenvolvimento
vegetativo. Para a escolha de qual produto deve ser utilizado no tratamento deve-se
levar em consideração a segurança ambiental e toxicológica do mesmo, associada a
garantir uma proteção eficaz contra um amplo espectro de patógenos e a um custo
benefício interessante ao produtor (JULIATTI, 2010).
12
1.3 TRATAMENTO QUÍMICO
Nos últimos 20 anos, o tratamento de sementes com fungicidas saiu do
patamar de 5% para 100% em culturas como soja e milho, e nos últimos anos vem
crescendo o uso desta ferramenta em outros grãos como arroz, trigo, feijão e em
sementes de batata. Atualmente, os fungicidas utilizados pertencem a vários grupos
químicos desde o das carboximidas até nos grupos químicos mais recentes como as
estrobilurinas e triazóis (JULIATTI, 2010).
Novas doenças ou a sua rápida disseminação no território nacional como a
ferrugem asiática causada pela Phakopsora pachyrhizi e o mofo branco causado por
Sclerotinia sclerotiorum tem exigido que os fungicidas utilizados em sementes
possam gerar um efeito preventivo residual inicial, evitando ou dificultando o
estabelecimento da doença, assim como o tratamento da semente, visando o
controle do inóculo inicial transmitido através da própria semente infectada
(BAUDET; PESKE, 2007; JULIATTI, 2010).
O tratamento de sementes de soja tem por objetivos principais erradicar ou
reduzir, aos mais baixos níveis possíveis, os fungos presentes nas sementes;
proporcionar a proteção das sementes e plântulas contra fungos do solo e,
eventualmente, da parte aérea, na fase inicial do seu desenvolvimento, promover
condições de uniformidade na germinação e emergência; evitar o desenvolvimento
de epidemias no campo; proporcionar maior sustentabilidade à cultura pela redução
de riscos na fase de implantação da lavoura e promover o estabelecimento inicial da
lavoura com uma população ideal de plantas (FRANÇA NETO, 2009).
As tecnologias de recobrimento de sementes e formulação têm permitido a
mistura de fungicidas de diferentes grupos químicos, inclusive mistura também com
inseticidas em uma única formulação, visando atingir o complexo de pragas e
doenças que nos últimos 30 anos aumentaram consideravelmente. A mistura de
fungicidas de diferentes modos de ação tem sido recomendada permitindo aumentar
o número de alvos a serem controlados e o manejo de resistência prolongando o
tempo de vida dos ativos (MENTEN; MORAES, 2010; JULIATTI, 2010).
Apesar do reconhecido benefício que o tratamento de sementes agrega ao
controle doenças e pragas, alguns trabalhos mostraram que mesmo na ausência ou
em baixos níveis de organismos nocivos à cultura, o tratamento de sementes tem
melhorando o estabelecimento da mesma, com aumento de vigor de plantas,
13
repercutindo de maneira positiva no rendimento de grãos (MARTINS; BOTTON;
CARBONARI, 1996; RAGA et al., 2000; SILOTO et al., 2000; CECCON et al., 2004).
1.3.1 Vitavax-Thiram 200 SC
O Vitavax-Thiram 200 SC é um fungicida com apresentação em solução
concentrada,
cujo
princípio
ativo
é
5,6-dihydro-2-methyl-1,4-oxathi-ine-3-
carboxanilide (Carboxina), 200 g/L (20% m/v); Tetramethylthiuram disulfide (Tiram),
200 g/L (20% m/v); e Etileno Glicol, 249 g/L (24,9% m/v). Este produto pertence à
classe dos fungicidas sistêmicos e de contato para tratamento de sementes do grupo
químico Carboxanilida (Carboxina) e Dimetilditiocarbamato (Tiram) (PANDOLFO,
2007; DUPONT, 2012).
A carboxina inibe a cadeia respiratória dos fungos bloqueando o transporte
de elétrons através da inibição do complexo II, a succinato-UQ redutase. O Tiram
não tem seu modo de ação muito claro, mas envolve danos ao citocromo P-450
acompanhado do aumento da atividade da heme-oxigenase (DUPONT, 2012).
A apresentação em solução concentrada permite diluição em diferentes
dosagens de acordo com a finalidade de aplicação. A dose recomendada para o
tratamento de sementes de soja é 250 a 300 mL/100 kg de semente (PANDOLFO,
2007).
O Vitavax-Thiram 200 SC pertence à classe toxicológica IV – Pouco Tóxico,
de acordo com a legislação em vigor para uso de agrotóxicos (PANDOLFO, 2007). A
toxicidade aguda demonstrou ser alta, em nível experimental, quando no teste de
irritação/corrosão ocular provocou opacidade de córnea 1 hora após a exposição. A
CL50 inalatória, em nível experimental, provocou notadamente nos animais, andar
cambaleante, bradipneia/taquipneia, aumento da salivação e lacrimejamento
expressivo. Não tem interação com o DNA e apresentou-se como não mutagênico
em animais de laboratório (DUPONT, 2012).
A aplicação deve ser feita com equipamentos especialmente desenvolvidos
para tratamento de sementes que possibilitem uma distribuição homogênea do
produto. Em relação à aplicação no sulco do plantio recomenda-se o uso de
pulverizadores costais ou tratorizados (DUPONT, 2012).
14
Para sementes de feijão e soja, o volume total da calda não deve ultrapassar
400 mL de solução por 100 kg de sementes. A semente tratada deve ser usada
unicamente para o plantio. Não pode ser usada com alimento, ração ou na produção
de óleo (DUPONT, 2012).
1.4 TRATAMENTO COM MICRONUTRIENTES
1.4.1 Molibdênio
O molibdênio é um elemento encontrado em toda a crosta terrestre,
principalmente em solos provenientes de rochas sedimentares (BATAGLIA;
FURLANI; VALADARES, 1975). Porém, sua concentração no solo é sempre baixa,
excedendo 0,04% somente em depósitos marinhos (GUPTA; LIPSETT, 1981). Por
causa de sua baixa reposição, o Mo tem-se esgotado, tornando-se comum a sua
deficiência, principalmente, nos solos de cerrado (SFREDO et al., 1997).
Por participar da estrutura e ser ativador de diversas enzimas, o Mo é de
fundamental importância a todos os vegetais. Essa importância aumenta no caso da
soja, que tem a capacidade de estabelecer simbiose com microrganismos fixadores
de N2 pertencentes à família Rhizobiaceae. Esses microrganismos infectam as
raízes da soja e formam os nódulos, em cujo interior é sintetizado um complexo
enzimático, denominado nitrogenase, que rompe a tripla ligação existente entre os
átomos de N que formam a molécula do N2 e utilizam esses átomos para produzir
duas moléculas de amônia (NH3), que são fornecidas à planta, para sintetizar os
compostos nitrogenados.
Segundo Solomonson e Barber (1990), a atividade da enzima nitrato
redutase afeta a síntese proteica nas plantas. Uma vez que a enzima rubisco,
fixadora do CO2 atmosférico no processo fotossintético, representa cerca de 50% de
toda a proteína foliar, espera-se um aumento na atividade da enzima nitrato
redutase, em função de diferentes concentrações de molibdênio, melhorando a
assimilação líquida de CO2 e consequentemente aumentando a taxa de crescimento
das plantas.
Com o surgimento do problema de deficiência de Mo no solo, tornou-se
necessário fornecê-lo à soja através da adubação mineral (SFREDO et al., 1997). A
aplicação pode ser feita de diversas formas. No passado, o fornecimento era
15
realizado quando a semente recebia as substâncias necessárias na forma de um
pélete que a envolvia (RUSCHEL; ROCHA; PENTEADO, 1970). Nos dias de hoje,
essa prática não vem sendo adotada, pois além de diversas formas de aplicação de
Mo terem surgidas, o pélete pode dificultar as trocas gasosas da semente.
A recomendação atual de aplicação do Mo em soja é via semente antes da
aplicação do Bradyrhizobium. Estes produtos à base de Mo podem vir
comercialmente na forma de líquidos ou sólidos.
Como as quantidades de Mo requeridas pelas plantas são pequenas, a sua
aplicação via semente constitui a forma mais prática e eficaz de seu suprimento
(GUPTA; LIPSETT; REISENAUER apud VIDOR; PERES, 1988). Não há indicações
de que haja toxidez ao Bradyrhizobium, quando a peletização com baixas doses de
Mo é feita imediatamente antes da semeadura da soja. Neste caso, ocorrem uma
excelente nodulação e aumento na velocidade de crescimento, no número de
sementes por vagem e no rendimento de grãos (SFREDO et al., 1997; ROSOLEM,
1982).
À medida que se intensificar o cultivo de soja, utilizando variedades
altamente produtivas, com técnicas de manejo voltadas para alta produtividade e
solos com restrições químicas crescentes, o problema da falta destes nutrientes no
solo tendem a aumentar. Como nos diz Sfredo et al. (1997) apesar de não serem
totalmente conhecidas a extensão e a importância da deficiência de Mo na
produtividade da soja, o problema existe.
1.4.2 Cobalto
O cobalto é um nutriente absorvido pelas raízes como Co2+, considerado
móvel no floema. Contudo, quando aplicado via foliar, é parcialmente móvel. O Co é
essencial para a fixação do N2, pois participa na síntese de cobamida e da
leghemoglobina nos nódulos (EMBRAPA, 2003).
O cobalto também influencia a absorção de nitrogênio por via simbiótica
porque faz parte da estrutura das vitaminas B12, necessárias à síntese de
leghemoglobina, que determina a atividade dos nódulos (SOMASEGARAN; HOBEN,
1994). Para o cultivo da soja no Estado do Paraná, as indicações técnicas eram para
aplicação de 1 a 5 g ha-1 de Co (EMBRAPA SOJA, 1996) e, atualmente, recomendase de 2 a 3 g ha-1 de Co (EMBRAPA SOJA, 2004) via semente, com produtos de alta
16
solubilidade. As principais fontes de cobalto são o cloreto, o sulfato e o nitrato de
cobalto.
Apesar da importância do cobalto ao processo de fixação simbiótica do N2,
existem dúvidas a respeito da necessidade de sua aplicação para se obter elevado
rendimento de grãos de soja. Há evidências de respostas positivas da aplicação de
cobalto na fixação biológica do N2 e na produtividade da soja quando a planta está
bem suprida de molibdênio (CAMPO; HUNGRIA, 2002).
Existem no mercado diversos produtos comerciais que contém molibdênio e
cobalto em concentrações variáveis, quase sempre na proporção 10:1 (Mo:Co).
Apesar da importância do cobalto ao processo de fixação simbiótica do N2, existem
dúvidas a respeito da necessidade de sua aplicação para se obter elevado
rendimento de grãos de soja. Há evidências de respostas positivas da aplicação de
cobalto na fixação biológica do N2 e na produtividade da soja quando a planta está
bem suprida de molibdênio (CAMPO; HUNGRIA, 2002), mas os trabalhos da
literatura não têm demonstrado que isso seja verdadeiro (CAMPO; LANTMANN,
1998; SFREDO et al., 1997). Além disso, não são bem conhecidas às doses de
cobalto, aplicadas via semente, que poderiam causar efeitos tóxicos para a cultura
da soja.
1.4.3 Inoculante Turfoso Bradyrhizobium japonicum
A cultura da soja, devido a carga de proteína presente em seus grãos,
apresentando um teor médio de 6,5% em seus grãos, necessita de uma grande
quantidade de N para o seu desenvolvimento. Segundo Hungria, Campo e Mendes
(2001) seriam necessários aproximadamente 240 kg ha-1 de N para uma produção
esperada de grão de 3.000 kg ha-1, o que causaria aumento expressivo no custo de
produção. Esta fonte de fornecimento pode ser dada de varias formas, entre elas
podemos destacar o solo, principalmente pela decomposição da matéria orgânica; a
fixação não biológica, resultante de descargas elétricas, combustão e vulcanismo e
através do processo de fixação biológica do nitrogênio atmosférico (N2).
A fixação biológica é um processo realizado por diversas espécies de
bactérias que habitam o solo. Estas bactérias possuem uma enzima chamada
dinitrogenase, na qual é capaz de romper a tripla ligação do N2 atmosférico e
provocar a sua redução até amônia (NH3), a mesma forma obtida no processo
17
industrial. As bactérias se associam a diversas plantas em diferentes graus de
especificidade levando à classificação como bactérias associativas, endofíticas ou
simbióticas. No caso da soja, bactérias que pertencem ao gênero Bradyrhizobium se
associam simbioticamente às plantas, formando estruturas especializadas nas raízes
da soja, chamadas nódulos, nos quais ocorre o processo chamado de fixação
biológica.
A inoculação com bactérias do gênero Bradyrhizobium, é uma importante
ferramenta para o acréscimo dos nódulos no sistema radicular da cultura da soja.
Torna-se uma prática indispensável em área de primeiro ano de cultivo da cultura da
soja, não deixando de ser essencial para áreas com maior número de cultivos.
Quando a inoculação é feita na semente de soja, a nodulação inicial ocorre
nos primeiros pêlos radiculares (DART, 1977) e degenera-se antes da completa
formação de grãos – processo esse que ocorre no período crítico de demanda de
nitrogênio pela planta de soja (VARGAS; PERES; SUHET, 1982). Os nódulos
formados posteriormente nas raízes, em solo com população estabelecida de
rizóbio, prolongam o período de FBN na soja (CIAFARDINI; BARBIERI, 1987).
Independentemente da forma de aplicação do inoculante, sabe-se que os
ganhos em produtividade decorrentes da inoculação, em áreas já cultivadas
anteriormente com soja, são menos expressivos do que os obtidos em solos de
primeiro ano (CAMPOS; GNATTA, 2006). Não obstante, têm-se observado ganhos
médios de 4,5% no rendimento de grãos com a inoculação em áreas já cultivadas
com essa leguminosa (EMBRAPA, 2003). Como a soja é uma leguminosa
introduzida e uma das poucas espécies que se associam com Bradyrhizobium
japonicum, é pouco provável a ocorrência natural dessa bactéria em solos ainda não
cultivados com soja. Entretanto, apesar da dificuldade de estabelecimento de novas
estirpes de rizóbio em relação às nativas do solo (DUNINGAN et al., 1984), há
possibilidade de que algumas das estirpes introduzidas no solo, juntamente com as
sementes ou por meio de inoculação artificial, sobrevivam e se naturalizem (LIMA;
LOPES; LEMOS, 1998).
A aplicação de inoculante no sulco, junto à semeadura da soja em SPD,
poderia resultar no incremento da nodulação, pois posicionaria o rizóbio de forma
mais concentrada e ao alcance das raízes, logo após a emergência da plântula
(VOSS, 2002).
18
Os inoculantes à base de turfa, cujo pH é previamente corrigido a 6,5-7,0,
tem sido utilizados há anos no brasil e no exterior, mostrando excelentes resultados.
Dentre outros, é o melhor veiculo para o rizóbio, visto que a turfa é rica em matéria
orgânica, resultante da decomposição de restos vegetais, portanto uma fonte
importante de nutrientes para as bactérias. Deste modo, a turfa deve apresentar
textura fina, baixo teor de argila e isenta de areia e partículas grosseiras.
Devido a sua s características, a turfa fornece proteção física às bactérias e
por sua capacidade de retenção de umidade, permite maior sobrevivência em
condições de deficiência hídrica, bem como sob temperaturas elevadas. A dose de
inoculante turfoso utilizada deve ser adequada as características fornecidas pelo
fabricante.
19
2 MATERIAIS E MÉTODOS
2.1 CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL
O presente trabalho foi desenvolvido na área experimental das sementes
Hammel, localizada em Coronel Bicaco, RS, geograficamente a 27º42'53.05" de
latitude S e 53º37'45.84" de longitude e uma altitude próxima a 238 m. O solo da
unidade experimental se caracteriza por um Latossolo Vermelho Distroférrico Típico.
Apresenta um perfil profundo, bem drenado, coloração vermelha-escuro, com altos
teores de argila e predominância de argilominerais 1:1 e óxi-hidróxidos de ferro e
alumínio (SANTOS, 2006).
De acordo com a classificação climática de Köeppen, o clima da região se
enquadra na descrição de Cfa (subtropical úmido), com ocorrência de verões
quentes e sem ocorrência de estiagens prolongadas (KUINCHTNER; BURIOL,
2001). Apresenta ainda invernos frios e úmidos, com ocorrência frequente de
geadas. Os meses de janeiro e fevereiro são os meses mais quentes do ano, com
temperatura superior a 22ºC, enquanto em junho e julho são os meses mais frios do
ano, com temperatura superior a 3ºC. Frente ao volume de pluviosidade, apresenta
normalmente volumes próximos a 1600 mm anuais, com ocorrência de maiores
precipitações no inverno.
A área na qual foi instalado o experimento tem o sistema de semeadura
direta consolidada, implantado sobre o precedente cultural de trigo (Triticum spp.) de
forma que promova condições mais similares frente a um sistema de cultivo
empregado pelos agricultores da região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.
2.2 DELINEAMENTO EXPERIMENTAL
Os estudos foram realizados de outubro de 2013 a abril de 2014,
correspondendo à safra agrícola 2013/2014, com delineamento de blocos ao acaso
com cinco repetições. As unidades experimentais são parcelas de cinco fileiras com
10 metros de comprimento e o espaçamento entre fileiras de 0,52 m, sendo
considerada a parcela útil às três fileiras centrais.
20
A semeadura foi realizada no mês de novembro, com dessecação utilizando
2 LTs. de Gramoxone (PARAQUAT) associado a 120 Gr de Clorimurom
(CLORIMUROM-ETÍLICO). Em um primeiro processo foram demarcadas as linhas
de semeadura e a adubação foi segundo os resultados da análise de solo, num
processo realizado no sulco de semeadura com o uso de uma semeadeira mecânica
para plantio direto com espaçamento entre linha de 0,53 m, a vácuo, juntamente
com semeadura da cultura. Foram utilizadas doze sementes por metro linear, numa
profundidade de 4 a 5 cm, a cultivar utilizada é a FPS Antares com hábito de
crescimento indeterminado, ciclo médio, com grupo de maturação 6.8.
No experimento foram empregados os seguintes tratamentos:
T1: Vitavax + Tiram
T2: Testemunha
T3: Vitavax + Tiram + CoMo + Inoculante
T4: Vitavax + Tiram + Inoculante
T5: Vitavax + Tiram + CoMo
O controle de insetos e moléstias foi realizado de acordo com o nível de
dano de cada espécie, através de pulverizações de moléculas químicas de efeito
significativo. Neste contexto, foram feitas 5 aplicações de fungicidas utilizando os
seguintes ativos: (TRIFLOXISTROBINA + PROTIOCONAZOL), (FLUXAPIROXADE
+ PIRACLOSTROBINA), (AZOXISTROBINA + CIPROCONAZOL), alternados
durante o ciclo da cultura. Já para o controle de Pragas foram utilizados os ativos
METOMIL, (LAMBDA-CIALOTRINA + CHLORANTRANILIPROLE), além de um
agente biológico Bacullus thutingiensis, var. kurstaki, linhagem HD-1. Já o controle
de plantas invasoras foi realizado através de pulverização realizada 30 DAE
utilizando 2 Lts de Gliphosate.
2.3 CARACTERÍSTICA DA CULTIVAR ESTUDADA
A cultivar utilizada no experimento foi a FPS Antares, lançamento da safra
2012/13, que tem como característica o entre nós mais curto, o que permite um
número maior de vagens por planta.
21
Quadro 1: Descrição da cultivar
Ciclo
Grupo de Maturação
Estatura da Planta
Hábito de Crescimento
Acamamento
Cor da Pubescência
Cor da Flor
Médio
6.8
Alta
Indeterminado
Resistente
Cinza
Roxa
Quadro 2: Relação às doenças
Oídio
Cancro da Haste
Podridão Parda da Haste
Fitóftora
Nematóide de Galhas
Nematóide de Cisto
Mancha Olho de Rã
Moderadamente Suscetível
Resistente
Sem Informação
Resistente
Suscetível
Suscertível
Moderadamente Resistente
Quadro 3: Características da cultivar
Densidade de Plantio
Época de Semeadura RS
Peso de mil sementes
Área de adaptação
Fertilidade
Indicações
20-28 Pl/m²
25/10 – 10/10
161 gramas
RS, PR, SP, MS e GO
Exigência média a alta
Estabilidade e rusticidade
2.4 VARIÁVEIS ESTUDADAS
Foram avaliados os caracteres de interesse agronômico: Número de
Legumes por Planta (NLP), Número de Grãos por Legume (NGL), Massa Média de
Grãos (MMG), Rendimento Biológico Aparente (RBA), Rendimento de Palha (RP),
Índice de Colheita (IC) e Rendimento de Grãos (RG).
2.4.1 Número de Legumes por Planta (NLP)
Para esta variável foram utilizadas cinco plantas de cada repetição, em cada
tratamento, onde foram contados os número de legumes em cada planta e após
submetido a análise de médias.
22
2.4.2 Número de Grãos por Legume (NGL)
Após a contagem da variável NLP, foram contados o número de grãos em
cada planta, dividindo-os pelo número de legumes.
2.4.3 Massa Média de Grãos (MMG)
Aleatoriamente foram separados 1000 grãos de cada amostra e realizado a
pesagem para posterior obtenção do resultado da variável.
2.4.4 Rendimento Biológico Aparente (RBA)
Nesta análise foram somados os valores referentes ao rendimento de palha
e rendimento de grãos, obtendo-se resultados do RBA em kg/ha.
2.4.5 Rendimento de Palha (RP)
Para a obtenção dos valores referentes ao rendimento de palha, foram
pesadas cinco plantas de cada repetição dos tratamentos subtraindo a massa de
grãos. Após, foram transformados estes valores para kg/ha.
2.4.6 Rendimento de Grãos (RG)
Para análise de rendimento de grãos, foram colhidas 3 linhas de 10 metros
de comprimento nas parcelas, trilhadas utilizando trilhadora mecânica, pesado a
massa de grãos convertendo os dados para kg/ha.
2.4.7 Índice de Colheita (IC)
Obtido pela relação entre a produção de grãos e pelo rendimento biológico
aparente multiplicado por 100 (dado em percentagem).
23
2.5 ANÁLISE ESTATÍSTICA
Os dados foram submetidos à análise de variância para detecção dos efeitos
de tratamentos. Foi utilizado o programa Assistat 7.7 Beta e para avaliar as
diferenças entre médias de tratamentos usou-se o Teste Tukey a 5% de
probabilidade.
24
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
A análise de variância através do quadrado médio dos caracteres avaliados
quando a soja foi submetida a diferentes tratamentos de sementes mostrou variação
para Rendimento de Grãos (kg/ha), Massa Média de Grãos (MMG g), Número de
Legumes por Planta (NLP), Número de Grãos por Legume (NGL), Rendimento
Biológico Aparente (RBA kg/ha), Rendimento de Palha (kg/ha) e Índice de Colheita
(%), conforme pode ser visualizado na Tabela 1. Os coeficientes de variação são
considerados baixos indicando a alta precisão na coleta dos respectivos dados.
Tabela 1: Quadrado médio para rendimento de grãos (kg/ha), massa média de
grãos (MMG g), número de legumes por planta (NLP), número de
grãos por legume (NGL), rendimento biológico aparente (RBA kg/ha),
rendimento de palha (kg/ha) e índice de colheita (%) da soja cultivar
FPS ANTARES, submetida ao tratamento de semente. SEMENTES
HAMMEL, Coronel Bicaco, RS, 2014
CAUSA DE VARIAÇÃO
RG (kg/ha)
QM. TRATAMENTO
306081 **
CV%
1
MMG (g)
1061 **
2
NLP (n)
518**
2
NGL (n)
0.48 **
7
RBA (kg/ha)
55729756 **
3
PALHA (kg/ha)
48484722 **
3
IC (%)
84 **
**Significativo ao nível de 1 % de Probabilidade.
CV% Coeficiente de Variação.
3
Para rendimento de grãos, o tratamento constituído de Vitavax + Thiran +
CoMo + inoculante apresentou maior valor para o caráter (3918 kg/ha) sendo
estatisticamente superior aos demais. A testemunha foi o tratamento que apresentou
o menor rendimento de grãos com 3223 kg/ha. O mesmo tratamento influenciou de
forma significativa na massa média de grãos, número de legumes por planta,
número de grãos por legume, rendimento biológico aparente e na produção de palha
conforme podemos observar na Tabela 2. O caráter índice de colheita apresentou
25
média estatisticamente inferior aos demais quando a soja recebeu o tratamento
composto por Vitavax + Thiran + CoMo + inoculante.
Os tratamentos Vitavax + Thiran + inoculante e Vitavax + Thiran + CoMo
apresentaram rendimento de grãos estatisticamente iguais com 3590 kg/ha e 3570
kg/ha, respectivamente, se diferenciando do tratamento Vitavax +Thiram (3513
kg/ha) e da testemunha (3223 kg/ha).
Tabela 2: Rendimento de grãos (kg/ha), massa média de grãos (MMG g),
número de legumes por planta (NLP), número de grãos por legume
(NGL), rendimento biológico aparente (RBA kg/ha), rendimento de
palha (kg/ha) e índice de colheita (%) da soja cultivar FPS
ANTARES, submetida ao tratamento de semente. SEMENTES
HAMMEL, Coronel Bicaco, RS, 2014.
TRATAMENTO
RG
(kg/ha)
3918 a
MMG
(g)
134 a
NVP (u)
NGV (u)
RBA
PALHA
IC%
79 a
2,66 a
19341 a
15423 a
20 c
Vitavax + Thiram +
Inoculante
3590 b
126 b
57 c
2,44 ab
12637 c
9046 c
28 a
Vitavax + Thiram +
CoMo
3570 b
122 c
63 b
2,34 b
14643 b
11074 b
24 b
Vitavax + Thiram
3513 c
122 c
57 c
2,2 b
11966 d
8452 d
30 a
Testemunha
3223 d
96 d
53 d
1,82 c
10885 e
7662 e
30 a
MÉDIA
3563
120
62
2,3
13894
10332
26
CV%
1
2
2
7,2
2
3
3
Vitavax + Thiram +
CoMo + Inoculante
Médias seguidas pela mesma letra não diferem entre si pelo Teste de Tukey a 5% de
probabilidade.
ROCHA et al., (1997), realizaram experimentos a campo e em laboratório para
avaliar o tratamento de sementes de soja, na Universidade Federal de Goiás – Go, testando
várias combinações com Tiram, observando que houve elevação significativa na população
de plantas e na produtividade de grãos de soja. Por outro lado, trabalho realizado em
Lavras-MG, com Vitavax + Tiram, apesar de alterarem significativamente o estande inicial e
final de plantas, não proporcionaram aumento no rendimento de grãos, quando a soja foi
submetida a quatro períodos de seca (RESENDE et. al., 2003).
26
Com relação a resposta no rendimento de grãos e componentes avaliados em
trabalhos, resultados semelhantes foram obtidos com a aplicação de Co e Mo, na soja, por
BÁRBARO et. al. (2013); TIRITAN et. al., (2007) e CRIS, et. al., (2005), evidenciando
aumento no rendimento de grãos de soja, quando o Co e Mo foram aplicados via sementes
ou via foliar em V5.
A
inoculação
da
soja
com
Bradyrhizobium
japonicum
tem
evidenciado
comportamento variável para rendimento de grãos. SANTOS NETO, et. al., (2013)
encontrou diferença em produtividade quando a soja foi inoculada comparando com a
oleaginosa não inoculada. Incremento no rendimento de grãos também foi obtido por
BÁRBARO et. al., (2013); BÁRBARO, et. al., (2013). Não foi encontrado efeito no
rendimento de grãos em soja inoculada em trabalho conduzido por CRIS, et. al., (2005).
27
CONCLUSÃO
O tratamento de semente composto por Vitavax + Thiran + CoMo +
inoculante proporcionou maior ganho no rendimento de grãos de soja (3918 kg/ha) e
incrementou significativamente na massa media de grãos, número de legumes por
planta, número de grãos por lggegume, rendimento biológico aparente e produção
de palha.
A associação do Co e Mo com inoculante demostrou ser um prática viável
agronomicamente.
28
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32
ANEXOS
33
ANEXO A – Área de Plantio da Cultivar
34
ANEXO B – Característica da Cultivar
35
ANEXO C – Característica da Cultivar
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DIFERENTES TIPOS DE TRATAMENTOS DE SEMENTES PARA A