A CONTRIBUIÇÃO PIONEIRA DE PERNAMBUCO À EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL Adailson Medeiros Mestre em Psicologia. Professor aposentado do Departamento de Psicologia da UFPE e atual diretor da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda – FACHO. RESUMO O Estado de Pernambuco, através de ações empreendidas por Ulisses Pernambucano e Anita Paes Barreto, ainda na década de 1920, deu significativas e pioneiras contribuições à educação especial no Brasil. Dentre elas merece destaque a criação, em 1925, de uma escola para “crianças anormais” - como eram então chamadas - anexa à Escola Norma. Esta escola é reconhecida por estudiosos da área como a primeira no gênero a funcionar regularmente no Brasil e seus efeitos se desdobraram até os dias atuais, quase 80 anos depois. Resgatar, documentar e relatar parte desta história são os objetivos do presente trabalho. OS PIONEIROS Qualquer empreendimento duradouro e de grande alcance social resulta da ação conjunta e continuada de muitas pessoas. Tal ocorre com o desenvolvimento processado na educação especial no Estado de Pernambuco. Nessa área, entretanto, sobretudo em seus primórdios, dois nomes foram fundamentais: Ulisses Pernambucano e Anita Paes Barreto. Conhecê-los um pouco mais ajuda a contextualizar suas pioneiras contribuições. Ulisses Pernambucano de Mello Sobrinho nasceu no Recife, em 1892. Com apenas 20 anos forma-se em Medicina, no Rio de Janeiro. Nos últimos anos do curso, foi acadêmico interno do Hospital Nacional de Alienados, recebendo forte influência intelectual e empreendedora do Dr. Juliano Moreira. Já formado, reside alguns anos no Paraná e retorna a Pernambuco. A vida e a obra de Ulisses Pernambucano tem a marca do pioneirismo. Em 1918, é criada, no Recife, a cadeira de “Psicologia e Pedagogia” na Escola Normal Oficial do Estado e que, em sua avaliação, marca o início oficial da Psicologia em Pernambuco. Ulisses concorre com a monografia Classificação das crianças anormais: a parada do desenvolvimento intelectual e suas formas; a instabilidade e a astenia mental, referida como a primeira tese brasileira no campo da deficiência mental. De 1923 a 1927, exerce a sua direção e funda, em 1925, uma escola pioneira para crianças excepcionais, anexa à Escola Normal, e que, em outra estrutura organizacional, continua em funcionamento. Outro pioneirismo relevante foi a fundação, em 1925, do Instituto de Psicologia do Recife, considerado como a primeira instituição cientificamente autônoma a funcionar regularmente no Brasil. O Instituto realiza um amplo programa de padronização de testes, avaliações psicológicas, seleção e orientação profissionais. Nos primeiros anos da década de 1930, além de diretor do Hospital da Tamarineira, Ulisses implementa um audacioso projeto de reestruturação de todo o serviço de Assistência a Psicopatas de Pernambuco. Tanto no Instituto de Psicologia, quanto na Assistência a Psicopatas, forma um multidisciplinar grupo de pesquisadores e funda alguns periódicos (“Neurobiologia” fundado em 1938, continua a ser editado), onde ele e seus colaboradores publicam centenas de trabalhos. Alguns títulos: "Bases fisiopsicológicas da ambidestra" (1924); "Estudo psicotécnico de alguns testes de aptidão" (1927); "O vocabulário das crianças das escolas primárias do Recife” (1931); "As doenças mentais entre os negros de Pernambuco" (1935)". Paralelamente, desenvolve atividades docentes na Faculdade de Medicina do Recife em “Clínica Neurológica e Psiquiátrica”. Em 1934 preside, no Recife, o “1º Congresso Afro-brasileiro” idealizado por seu primo e amigo, Gilberto Freyre. A sua intransigente defesa de minorias marginalizadas - crianças excepcionais, doentes mentais, adeptos de seitas africanas – começa a incomodar e é denunciado como "subversivo". É arbitrariamente preso e fica detido por 60 dias na Casa de Detenção do Recife, além de ser aposentado compulsoriamente do ensino público. Vem a falecer prematuramente - enfarto fulminante - em 1943, no Rio de Janeiro. Tinha 51 anos. ANITA PAES BARRETO O trabalho de Anita Paes Barreto está estreitamente vinculado ao trabalho do professor Ulisses Pernambucano. Nascida no Recife em 1907, fez seus estudos primários no modelar – e hoje extinto – Colégio Eucarístico e diplomou-se pela Escola Normal Oficial em 1924, já na gestão do professor Ulisses. Como aluna laureada, obteve a outorga da “cadeiraprêmio” que garantia nomeação imediata pela rede pública estadual de ensino, podendo, inclusive, escolher o local onde poderia lecionar. Coube-lhe, já instigada pelo professor Ulisses, ocupar-se da educação de crianças excepcionais. Com efeito, em depoimento prestado posteriormente, a professora Anita esclarece que “... teve a honra de receber das mãos do próprio Ulisses, um exemplar de sua tese ao concurso para professor da Escola Normal sobre a Classificação das Crianças Anormais, como um apelo para que se dedicasse ao problema da educação de tais crianças” (apud Alencar Diniz, 2001, p.87). Anita manteve esse interesse ao longo de sua vida. Paralelamente, interessou-se pelos estudos psicológicos e psicotécnicos tendo realizado e publicado inúmeras pesquisas como a monumental Revisão Pernambucana do Teste de Binet, Simon e Terman que, na década de 30, consumiu vários anos de trabalho. Foi docente de várias instituições de ensino superior tais como a Escola de Serviço Social de Pernambuco, Faculdade de Filosofia do Recife e Universidade do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco. O autor deste artigo teve a honra de têla como professora de Psicologia, no Seminário Regional do Nordeste, ainda na década de 60. Nessa mesma década, participou ativamente de movimentos culturais e sociais do Recife como, por exemplo, o Movimento de Cultura Popular do qual foi fundadora e primeira diretora da Divisão de Educação. Ainda por esse tempo, foi secretária de Educação do então governador Miguel Arraes. Tal como sucedera com seu mestre Ulisses na década de 30, em outro contexto histórico, foi presa pelo Movimento de 64 como subversiva, ficando presa durante 17 dias. Católica convicta e com sólidos princípios arraigados, manteve uma postura de dignidade e retidão ao longo da vida, sobretudo, nesses difíceis momentos. Foi membro do Conselho Estadual de Educação (1988-1991) e, em 1995, o Conselho Federal de Psicologia outorgou-lhe uma comenda pela sua contribuição ao desenvolvimento da Psicologia, como ciência e profissão. Faleceu, no Recife, em 2003, aos 96 anos. SEMENTE INICIAL O interesse inicial explícito de Ulisses Pernambucano pela educação especial pode ser detectado quando o jovem médico tinha apenas 25 anos. É que em 1918 foi criada, no Recife, a cadeira de “Psicologia e Pedagogia” na Escola Normal Oficial do Estado de Pernambuco. De imediato, é aberto concurso para professor catedrático com o objetivo de regê-la. Ulisses, vendo aí a oportunidade de concretizar sua vocação docente, inscreve-se (Pernambucano, 1930). Concorreram cinco candidatos. Tema do jovem candidato Ulisses: “Classificação das Crianças Anormais. A Parada do Desenvolvimento Intelectual e suas Formas; a Instabilidade e a Astenia Mental”. Pela própria apresentação do tema, já se infere o interesse inovador do jovem concorrente: o estudo de crianças portadoras de necessidades especiais, na época, chamadas de “anormais”. Os dois primeiros colocados: Ulisses Pernambucano com 15 pontos (1º lugar) e o segundo colocado com 14,3 pontos. Por injunções políticas, o então Governador do Estado nomeia o segundo colocado para o provimento da cátedra... Esta seria apenas a primeira de várias injustiças públicas cometidas contra o emergente mestre! A realização desse concurso, entretanto, ensejou a configuração de dois fatos historicamente Pernambuco. relevantes para os domínios da Psicologia e Educação de O primeiro fato é que a criação de uma cadeira específica de Psicologia, acompanhada de concurso para seu provimento, marca o início propriamente dito da Psicologia no Recife. Esta é a posição assumida pelo historiador da Psicologia no Brasil, prof. Paulo Rosas (1979). O segundo fato historicamente relevante é a própria monografia elaborada pelo candidato. A dissertação, composta de 46 páginas, tem o longo e hoje curioso título - pela grafia da época (vide foto) - de “Classificação das Creanças Anormaes. A Parada do Desenvolvimento Intelectual e suas Formas; A Instabilidade e a Asthenia Mental” (1918). Essa monografia é considerada pelo historiador Isaías Pessotti (1984), como o primeiro trabalho no gênero publicado no país. A dissertação de Ulisses apresenta não só referências de autores europeus - predominantemente franceses mas significativas observações pessoais, tanto do ponto de vista psicopedagógico, quanto social. Nessa dissertação podem ser detectadas, embrionariamente, duas preocupações que o viriam a caracterizar intensamente: a criança excepcional e a psiquiatria social. Tais preocupações se tornaram linhas mestras de sua ação e de sua vida. Nesse mesmo ano - 1918 – inscreve-se para outro concurso de professor. Sua vocação docente foi mais forte que um eventual sentimento de revolta. Com efeito, em agosto, candidata-se ao concurso de professor catedrático do conceituado e hoje mais que sesquicentenário Ginásio Pernambucano. Primeiro lugar: Ulisses Pernambucano. Este concurso ele “ganhou e levou”. A 22 de abril de 1919, é nomeado pelo Governador do Estado, professor catedrático de Lógica, Psicologia e Historia da Filosofia do respeitável Ginásio Pernambucano. Ai começava, formalmente, a trajetória de um Mestre. DIRETOR DA ESCOLA NORMAL OFICIAL A implantação das Escolas Normais, no Brasil, remonta à primeira metade do século 19. Em diversas Províncias do país, notadamente no Rio de Janeiro, foram criadas instituições de ensino médio para a formação de professores para a escola primária. A consolidação dessas instituições só ocorreu, efetivamente, na segunda metade daquele século. É dessa época, também, a introdução do ensino normal em Pernambuco, criado que foi pela Lei Provincial n.º 598 de 13 de maio de 1864. A Escola Normal Oficial e o Ginásio Pernambucano (fundado em 1825) – e do qual foi posteriormente Diretor - representavam, na época, as mais significativas unidades do ensino público do Estado. Sua posse no cargo de diretor da Escola Normal ocorreu a 17 de abril de 1923, em nomeação assinada pelo governador Sérgio Cloreto. A gestão de Ulisses à frente da Escola Normal (1923 a 1927), então localizada na atual edificação da Câmara Municipal do Recife, foi marcante. Nela se revelaram seu espírito criador, a preocupação com a formação de pesquisadores e produtores do conhecimento, sua capacidade de ação articulada e persistente, sua determinação de reformador, sua vocação de pedagogo. De saída, o novo Diretor introduziu o exame de seleção para admissão à Escola Normal. Mas a busca de aprimoramento dos mecanismos seletivos para a Escola Normal não pára por aí. Dois anos mais tarde, já respaldado nas contribuições do Instituto de Psicologia (por ele criado), notadamente na área dos testes de inteligência, introduz um dispositivo no Regulamento da Escola (Barreto, 1937) que permitia a inscrição de candidatos com “idade cronológica” inferior a 13 anos idade mínima - desde que os mesmos apresentassem “idade mental” equivalente ou superior a esse limite. Na verdade, sua direção na Escola Normal representou um campo fértil para o desenvolvimento de suas ações. Dessa fertilidade brotaram duas instituições: o Instituto de Psicologia e a Escola de Excepcionais que será abordada a seguir. A PIONEIRA ESCOLA PARA EXCEPCIONAIS E SEUS DESDOBRAMENTOS Ulisses Pernambucano assume a direção da Escola Normal em 1923. Apenas dois anos depois, põe em prática a criação de uma escola para crianças excepcionais. Em seu relatório desse mesmo ano, 1925, depõe: “Felizmente nosso esforço nesse sentido (escola de anormais) foi coroada de êxito” (Valente, 1959, p. 24). Na realidade, como esclareceu a sua primeira diretora, a Profª. Anita Paes Barreto (1978), a escola para anormais funcionou durante alguns anos, mais como uma classe especial do curso de Aplicação anexo à Escola Normal ou uma “cadeira” do ensino primário, do que como uma escola propriamente dita. Essa experiência pioneira, entretanto, se desdobrou em duas frentes: uma de iniciativa privada e outra pública. Na linha da iniciativa privada, Ulisses Pernambucano comanda a criação de uma escola para excepcionais com a colaboração decisiva dos sócios da Liga de Higiene Mental de Pernambuco. Sendo os recursos financeiros insuficientes, a Liga empreende uma ampla divulgação através de rádio e jornal, bem, como campanha de “ ... coleta pública e óbulos destinados à construção da Escola para Anormais, levada a efeito por um grupo de senhoras e senhorinhas do nosso meio social” (Noticiário dos Arquivos da Assistência a Psicopatas de Pernambuco, 1934, p. 176). Em 25 de setembro de 1934, é lançada a pedra fundamental para sua construção, com planta do renomado arquiteto Joaquim Cardoso. Antecipando-se à construção, Ulisses Pernambucano põe em funcionamento uma pequena escola para excepcionais, em dependências do Sanatório Recife, de sua propriedade, na Rua do Padre Inglês. Essa escola nasceu, pois, como uma instituição particular ligada à Liga de Higiene Mental de Pernambuco. A construção da escola foi uma tarefa árdua e demorada. E só por ocasião do décimo aniversário da morte de Ulisses – 5 de dezembro de 1953 – é efetivamente sediada nas novas instalações da Rua Cônego Barata, nº 195. O atendimento inicial de crianças sub e superdotadas decorreu, em grande parte, do trabalho voluntário e sem remuneração de membros da Liga de Higiene Mental, como Anita Paes Barreto, Cecília Di Lascio e Marta Carvalho, entre outras. Alguns anos depois, 1964, a Liga de Higiene Mental celebra um convênio com a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), transferindo para esta a responsabilidade de sua administração, perdurando até os dias atuais. O pioneirismo de Ulisses Pernambucano nessa área é reconhecido por inúmeros profissionais da educação especial como, por exemplo, a Profª. Helena Antipoff, russa que chegou ao Brasil em 1929 e foi fundadora, em 1932, da modelar Sociedade Pestalozzi de Belo Horizonte e referida, também, como a pioneira na área. (Veloso, p.104). A Profª. Helena Antipoff “... declarava que todas as vezes que ela era indicada como pioneira no campo da assistência e educação dos excepcionais, fazia questão de assinalar a precedência do trabalho de Ulisses Pernambucano” (Barreto, 1978, pp 74-75). Já o desdobramento no ensino público só foi implementado, efetivamente, em 1941, quando é criada uma escola específica para a educação da criança subdotada. E isto ocorreu justamente com a Escola Aires Gama, através da promulgação do Ato n.º 137, de 27 de janeiro de 1941. Assinado pelo então Interventor Federal em Pernambuco, Agamenon Magalhães, o dispositivo legal fixava as características do “Externato Primário para Anormais Educáveis”. No mesmo Diário Oficial (28.01.41) era designada a Profª. Anita Paes Barreto para exercer o cargo de diretora da Escola Aires Gama. Essa função foi exercida com grande dedicação e competência de 1941 a 1957. E numa medida de reconhecimento e justiça, seis anos depois de criada, a referida instituição passa a denominar-se “Escola Especial Ulisses Pernambucano”. A escola funcionou durante vários anos à Av. João de Barros nº 594 – hoje Conservatório Pernambucano de Música - e sua atual localização à Rua Gouveia de Barros nº 189 data de agosto de 1966, em edificação adequada, para cuja inauguração compareceram o presidente da República Castello Branco, o governador do Estado Paulo Guerra e o ministro da Educação Raimundo Muniz de Aragão, conforme consta em placa alusiva ao fato no hall de entrada. Atualmente essa escola tem como diretora a professora e psicóloga Ana Maria Tavares Duarte que, mantendo a dedicação de uma Anita Paes Barreto e Altair Lustosa que a precederam, continua a desenvolver um extraordinário trabalho de atendimento a 330 alunos portadores de deficiência mental. Esse atendimento vai desde o nascimento através da estimulação precoce na faixa de zero a dois anos a crianças com Síndrome de Down, até o acolhimento de adultos no horário noturno. Com efeito, a Escola Especial Ulisses Pernambucano, instituição pública, reflete em sua prática o atendimento psicopedagógico a crianças e adolescentes com deficiência mental e condutas típicas. Sua função é propiciar o desenvolvimento das potencialidades de seus alunos, favorecendo sua construção enquanto cidadãos, inseridos sócio-culturalmente. O conjunto do trabalho compreende uma atuação em condutas típicas, estimulação essencial, educação infantil (pré-escola, ensino fundamental e educação física), oficinas (arte, cerâmica, encadernação, horta e jardinagem, literatura infantil, marcenaria e arte-educação). Complementando esse trabalho, oferece serviços de biblioteca, equipe de diagnóstico, odontologia, clube de mães, capacitação em serviço, visitas e estágios. BIBLIOGRAFIA ALENCAR DINIZ, M. F. – Anita Paes Barreto. In: Memória da Psicologia em Pernambuco (p. 83-103). Paulo Rosas (org.). Recife: Ed. Universitária da UFPE, Conselho Regional de Psicologia, 2001. 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