Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil janeiro/2013 1 Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil Valmir Galhardo [email protected] MBA EM GESTÃO E LIDERANÇA ORGANIZACIONAL Instituto de Pós-Graduação - IPOG Goiânia-GO, 17 de agosto de 2012 Resumo O objetivo deste trabalho é avaliar se a Governança Corporativa está sendo realmente aplicada na Unicred Centro Brasileira, de acordo com o modelo idealizado pelo BACEN. Busca-se analisar se os atuais dirigentes possuem formação necessária para desempenhar esta função. Com o resultado desta análise será possível identificar a necessidade de melhorias quanto à formação dos membros dos conselhos; a comunicação entre eles; melhorias no processo seletivo dos conselheiros; e aumentar a dinâmica das reuniões e tomadas de decisão. Para realizar a análise, foram consultadas fontes bibliográficas sobre conceitos de Governança Corporativa, Cooperativismo e Cooperativismo de Crédito, também aprofundou-se o estudo sobre a estrutura organizacional e de comando da Unicred Centro Brasileira. Concluiu-se que não há necessidade de mudança no processo seletivo de dirigentes, uma vez que atende o Estatuto Social da cooperativa e os princípios cooperativistas. A comunicação na cooperativa flui de uma maneira eficaz, entretanto será necessário adequar algumas questões relacionadas à segregação de funções, para se enquadrar a nova proposta do BACEN. A dinâmica das reuniões de tomada de decisões atendem as necessidades da cooperativa, mas foi identificada a possibilidade de melhoria com aplicação de algumas das boas práticas de governança cooperativa. Palavras-chave: Conselho de Administração, cooperativas, cooperativas de crédito, Governança Cooperativa, Governança Corporativa, Unicred Centro Brasileira, Banco Central do Brasil (BACEN). 1. Introdução A significativa melhoria no cenário econômico mundial, ocorrida nos últimos anos, levou o Brasil a uma evolução econômica importante. Fatores como o controle da inflação, com a consequente queda da taxa básica de juros; redução da dívida externa e interna, reduzindo a pressão inflacionária e o aumento das reservas internacionais, blindando o país de ataques especulativos; melhoraram significativamente o ambiente de negócios no país. Esses fatores combinados levaram ao resgate do Mercado de Capitais no país, fazendo do mesmo um importante doador de recursos para a atividade empresarial. Pode-se afirmar que o Governo está fazendo seu dever de casa mantendo os fundamentos econômicos estáveis e as empresas também estão fazendo o seu. Não somente em questões como inovação, rentabilidade e novos mercados, mas também na transparência com que tratam os investidores. Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil janeiro/2013 2 A Governança Corporativa é o movimento que tem esta pretensão. Governança é o governo da empresa, que da às empresas uma imagem transparente, ética e comprometida com o social, o sustentável e o politicamente correto. Preocupa-se com todos os interessados na empresa, e não somente com os donos e investidores em busca de remuneração de seu capital investido. Desde os empregados, que querem manter seus empregos e salários; passando pelos fornecedores, que querem manter suas vendas para quem os paga; chegando aos clientes, que necessitam saber se seus estoques serão repostos com qualidade, preço e o tempo necessários; chegando aos governos em todas as esferas, que é mantido com impostos e depende destes para fazer investimentos. Mas, ainda tem a sociedade civil, que não aceita mais empresas que empregam crianças, que contam com mão de obra considerada escrava, que explora seus funcionários, que não respeita a natureza e que colocam no mercado produtos de qualidade duvidosa. O conjunto de todos estes interessados é chamado de stakeholders. Mas como todos estes saberão que tudo está correndo bem na empresa? Através de um Conselho altamente capacitado e independente, mediando os interesses de todos os stakeholders. Por esta razão pode-se deduzir que o Conselho é o principal órgão da Governança dentro de uma empresa. As cooperativas de crédito, por definição, são sociedades de pessoas e não de capital, que atuam num segmento da economia altamente competitivo, o mercado bancário, também possuem stakeholders. O “Ser Cooperativa”, onde o dono também é cliente ganha mais importância através da Governança Corporativa. Pode-se dizer que mais do que numa instituição financeira convencional, pois nas cooperativas os próprios clientes determinam suas condições, com claro risco de conflito de interesses. Aí surge a necessidade de um Conselho forte, qualificado e independente, para mediar os possíveis conflitos. Se deduziu acima que o Conselho é o principal órgão da empresa, pode-se dizer que nas cooperativas de crédito é ainda mais importante por este fato. O Banco Central do Brasil - BACEN, órgão executivo do Sistema Financeiro Nacional, atento ao crescimento do cooperativismo de crédito no país, também demonstrou preocupação com a Governança nas cooperativas de crédito. Tanto que, instituiu o Projeto Governança Cooperativa, onde através de um trabalho científico, identificou as melhores práticas mundiais, as peculiaridades das cooperativas de crédito e desenhou um modelo ideal, que serviu de paradigma para este trabalho de conclusão de curso. Há 20 anos nasceu a Cooperativa Centro Brasileira de Economia e Crédito Mútuo dos Profissionais da Saúde Ltda – UNICRED Centro Brasileira, que atualmente é uma das cooperativas de crédito mais representativa do cenário nacional. Devido ao seu porte e a atual tendência de mudança no sistema de governança de cooperativas proposto pelo BACEN, a mesma será objeto de estudo e avaliação neste trabalho. A importância deste trabalho se justifica em razão de que os fundamentos teóricos da Governança Corporativa apontam para a necessidade de independência e profissionalização do Conselho, órgão central da gestão e por consequência, da Governança. Avança ensinando que é fundamental que o Conselho tenha papel de mediador entre os interesses dos associados, dos colaboradores, dos governos e de todo o público que de alguma forma tenha interesse na cooperativa estudada. Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil janeiro/2013 3 Para apresentar os resultados da análise, será abordada a teoria da Governança Corporativa, do Cooperativismo e de seus segmentos, dando ênfase ao Cooperativismo de Crédito. Por meio de um estudo de caso, será analisada a Governança Cooperativa, tema do projeto do BACEN, aplicada à UNICRED Centro Brasileira. Com o mapeamento da Governança atual da UNICRED Centro Brasileira, será apresentada a proposta de um novo modelo de Governança. A metodologia escolhida para desenvolver este trabalho foi um estudo de caso com abordagem exploratória, ambientado na UNICRED Centro Brasileira, limitando o estudo no principal órgão de gestão e da Governança, o Conselho de Administração. Espera-se que este trabalho possa contribuir para a melhoria da Governança dentro da UNICRED Centro Brasileira, elevando o nível técnico do Conselho, reposicionando o mesmo dentro da gestão da Cooperativa garantindo assim a sua importância. 1. GOVERNANÇA CORPORATIVA Até o final da década de 60 predominavam as empresas familiares, em que os acionistas assumiam ao mesmo tempo o papel de proprietários e gestores, enquanto que os conselheiros tinham papel restrito à representação e lobby. A década de 70 foi marcada pelo aparecimento, no Brasil, dos primeiros conselhos com papel mais efetivo nos controles dos negócios, especialmente a partir de 1976, com a edição da primeira Lei das Sociedades Anônimas, nº. 6.404, que fixou competências e responsabilidades dos Conselhos de Administração. Na década de 80 acelerou-se o processo de abertura do controle acionário, notadamente pela participação dos fundos de investimentos, de pensão e de bancos. Iniciava a preocupação em adotar procedimentos de proteção dos acionistas e a discussão sobre o papel social das organizações. Já na década de 90, com os escândalos envolvendo pareceres de auditorias externas de grandes corporações que quebraram com as grandes fusões, incorporações e aquisições, o tema da governança passou a ocupar lugar de destaque nos estudos sobre o adequado modelo estrutural das organizações, para garantir a transparência da situação econômico-financeira para acionistas, sociedade e governo. Neste período as grandes corporações deram visibilidade à composição e atuação dos Conselhos de Administração, surgiram publicações de Códigos das Melhores Práticas e livros foram editados com uma gama muito grande de recomendações sobre a governança, especialmente no que diz respeito ao papel dos Conselhos de Administração. Steinberg (apud PAGNUSSATT, 2004, p. 91), sustenta que, “o consenso entre os conhecedores do assunto é de que a maioria das empresas brasileiras ocupa um estágio de transição do modelo tradicional para o modelo emergente. Poucas organizações já estariam definidas como praticantes do modelo de mercado”. O mesmo autor apresenta a definição dos três estágios de modelos organizacionais: Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil janeiro/2013 4 Modelo atual: empresa gerenciada por poucos acionistas controladores com práticas informais de governança. Modelo emergente: empresa liderada por poucos acionistas controladores com governança formal e acesso ao capital para executar estratégias. Modelo de mercado: empresa com controle compartilhado e governança formal com aspirações e capacidade financeira para competir globalmente. Neste estágio, consolidam-se as práticas de compartilhamento de controle, valores e ideais, bem como se tornam mais maduros o conceito e a prática de responsabilidade social. (STEINBERG, apud PAGNUSSATT, 2004, p. 91). Em 1995, foi fundado o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa - IBGC e em 2003, após alterações de texto, surge o conceito de Governança Corporativa atualmente adotado pela entidade: Governança Corporativa é o sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolvendo os relacionamentos entre Acionistas/Cotistas, Conselho de Administração, Diretoria, Auditores Independentes e Conselho Fiscal. As boas práticas de governança corporativa têm a finalidade de aumentar o valor da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para sua perenidade. (IBGC, 2008-a). Fica claro nos conceitos citados, que para a boa prática da Governança ser efetiva é preciso preocupação constante com a transparência na gestão - um dos valores da UNICRED Centro Brasileira - e com a perenidade do negócio. Estas premissas ficaram bem evidenciadas quando o Banco Central do Brasil (BACEN), em maio de 2003 publicou a Resolução 3.081, transformando em requisito legal e obrigatório para as instituições financeiras, a constituição de comitês de auditoria. 1.1. Importância dos Conselhos Segundo Maino (2006, p. 90), “[...] o perfil dos conselhos brasileiros mudou – e para melhor. Saem os amigos dos donos das empresas e chegam os profissionais”. Os Conselhos das grandes empresas têm passado por um processo de profissionalização. Com isto, surge a figura do conselheiro profissional, que segundo pesquisa realizada pela revista Exame, na época da matéria, somavam mais de 120 no país. (MAUTONE, 2006). As empresas têm recorrido a estes profissionais, pois ter figuras representativas e reconhecidas por sua capacidade, experiência e idoneidade, confere ao Conselho, e por conseqüência à organização, uma boa imagem e credibilidade. Além disto, estes Conselhos profissionais imunizam a organização das tempestades típicas nas sucessões. Já se viu porque os Conselhos são importantes, mas seu desempenho e influência positiva nos desígnios de uma organização serão tão maiores quanto as suas práticas forem condizentes com o que o mercado considera politicamente correto. Daí surge o conceito das Boas Práticas, que será tratada na seção seguinte. 1.2. Boas Práticas A Governança Corporativa surge para procurar superar o chamado “conflito de agência” presente a partir do fenômeno da separação entre a propriedade e a gestão empresarial. O Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil janeiro/2013 5 “principal”, titular da propriedade, delega ao “agente” o poder de decisão sobre essa propriedade. A partir daí surgem os chamados conflitos de agência, pois os interesses daquele que administra a propriedade nem sempre estão alinhados com os do seu titular. Sob a perspectiva desta teoria, a preocupação maior é criar mecanismos eficientes (sistemas de monitoramento e incentivos) para garantir que o comportamento dos executivos esteja alinhado com o interesse dos acionistas. (CHIAVENATO, 2003). A boa Governança Corporativa proporciona aos proprietários (acionistas e cotistas) a gestão estratégica de sua empresa e a efetiva monitoração da diretoria executiva. As principais ferramentas que asseguram o controle da propriedade sobre a gestão são o Conselho de Administração, a Auditoria Independente e o Conselho Fiscal. (IBGC, 2008-b). 2. COOPERATIVISMO A conceituação mais difundida para o cooperativismo é a definida em 1995, no congresso da Aliança Cooperativa Internacional – ACI, que diz: “Cooperativa é uma associação autônoma de pessoas unidas voluntariamente para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de uma empresa de propriedade conjunta e de gestão democrática”. (SANTOS, 2007, p. 25) O cooperativismo é um fenômeno social, nascido das necessidades das pessoas. Pode-se dizer que uma cooperativa, é uma associação que apresenta três características básicas: propriedade, onde todos são donos; gestão , onde todos têm o direito de votar e opinar e repartição, onde todos têm o direito a dividir os resultados. O cooperativismo é um modelo social de organização. Pratica a equidade na distribuição das sobras, onde cada associado receberá na proporção do que gerou de resultado para a sua cooperativa. Com isto, o cooperativismo não deixa de atender os interesses coletivos, mas trata de forma diferenciada aqueles que foram diferentes. Para melhor entendimento deste modelo de organização econômica, é importante conhecer um pouco da história do movimento, o que se verá na próxima seção. 2.1. História Para Mladenatz (2003), o espírito da cooperativa é profundamente humano e é possível encontrá-la em todas as sociedades, mesmo nas mais primitivas. Diz-se que os babilônios já tinham organizações com traços cooperativos, estudiosos alemães também falam de formas primitivas deste movimento entre os primeiros cristãos. Entre os romanos haviam economias coletivas, como pastagem comunal e criação de gado comum. Na Grécia existiam as Olglonas, que serviam para compartilhar despesas fúnebres; em Roma também se fala da Collegia, união de carpinteiros; na Palestina os essênios cultivam terras em comum e na Rússia existiam as Mir, grupo de camponeses que usavam coletivamente terras pertencentes a um senhor feudal. Porém, o mundo científico reconhece como ponto inicial deste movimento o acontecimento ocorrido em 1844, no município de Lancashire, Inglaterra, mais precisamente no distrito de Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil janeiro/2013 6 Rochdale, conhecido como a História dos Probos Pioneiros de Rochdale. Segundo Holyoake (2001), 28 tecelões atingidos pela Revolução Industrial, empregados em indústria local, visualizando a iminente perda de seu emprego, resolvem constituir uma cooperativa de consumo, inspirados pelos pensamentos de Robert Owen e outros filósofos da época. Tinham como seus principais objetivos: abrir um armazém para venda de alimentos e roupas; construir casas para os membros; fabricação de artigos para gerar emprego aos membros; e adquirir ou arrendar terras para o cultivo. Este movimento prosperou e perpetuou-se no tempo, e hoje é um importante conglomerado, composto por várias indústrias e comércios. As cooperativas já tiveram seus momentos ruins, especialmente de crise de identidade, quando teve que passar do modelo tradicional, onde os sócios são os gerentes do empreendimento, muitas vezes sem a devida qualificação, para a gestão profissional, capacitada para a busca de melhores resultados. Muito se falou dos riscos de delegar para “terceiros” a gestão da cooperativa, voltando à questão do “conflito de agência” já explicado neste trabalho. Mas, com o passar do tempo, já se viu que o modelo profissional traz muito mais resultados e por conseqüência, mais sobras aos associados. O cooperativismo de crédito, pela sua natureza financeira, foi um dos primeiros ramos do cooperativismo a trazerem este tema à discussão e pioneira na profissionalização de sua gestão, segregando as funções políticas das executivas. Pode-se afirmar, que esta iniciativa foi antecessora do moderno movimento da Governança Corporativa. A riqueza da história e de pensamentos surgidos sobre o tema é bastante grande nestes mais de um século de movimento. Porém, os princípios que norteiam a forma de atuação das cooperativas, lançados em 1844, ainda permanecem os mesmos em sua essência. É o que se verá na próxima seção. 2.2. Princípios Os Pioneiros de Rochdale, em 1844, escreveram os princípios do cooperativismo que fizeram parte de seu estatuto. Santos (2007, p. 7), nos ensina quais foram estes princípios: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 2.3. Adesão livre (porta aberta); Gestão democrática; Retorno “pro rata” das operações; Juros limitados ao capital; Vendas a dinheiro; Educação dos membros; Cooperativização global Nestes mais de 160 anos, estes princípios sofreram algumas alterações, não em sua essência, mas na sua atualização para o mundo moderno e globalizado. A última alteração deu-se no Congresso da ACI, realizado em Manchester, Inglaterra, em 1995 e os sete princípios universais do cooperativismo ficaram assim redefinidos: 1. Adesão voluntária e livre; Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil 2. 3. 4. 5. 6. 7. janeiro/2013 7 Gestão democrática pelos membros; Participação econômica dos membros; Autonomia e independência; Educação, formação e informação; Intercooperação; Interesse pela comunidade. Um olhar mais atento nos permite avaliar que nestes 160 anos as alterações foram mínimas, preservando-se a essência dos pioneiros. Neste mesmo Congresso, o movimento cooperativo mundial definiu seus valores: As cooperativas baseiam-se em valores de ajuda mútua, responsabilidade, democracia, igualdade e solidariedade. Na tradição de seus fundadores, os membros de cooperativas acreditam nos valores éticos da honestidade, transparência, responsabilidade social e preocupação com os semelhantes. (PAGNUSSATT, 2004, p. 16) Esta declaração, capitaneada pela ACI resume toda a filosofia cooperativista e sua formação humanista, o que justifica o conceito de que cooperativas são, antes de qualquer coisa, sociedade de pessoas, feitas por pessoas, para atender necessidades de pessoas. Em razão da gestão democrática e participação econômica, as cooperativas também são escolas de democracia e igualdade. A ACI, é uma organização não-governamental independente que congrega, representa e presta assistência às organizações cooperativas de todo o mundo, sendo o órgão máximo do cooperativismo mundial. Fontes não oficiais dão conta de que a ACI é a maior ONG do mundo, congregando mais de 1 bilhão de pessoas. 2.4. Ramos A Organização das Cooperativas do Brasil – OCB é o órgão máximo que direciona o cooperativismo em nível de Brasil e reconhece 13 ramos em atividade no país: Figura 1 - Ramos de Cooperativas Fonte: (OCB). Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil janeiro/2013 8 A figura acima demonstra quais são os treze ramos. Exemplos de cooperativas de alguns ramos: Unimed, com presença nacional – cooperativa de saúde; Estudou-se os conceitos de cooperativismo e se conheceu alguns ramos. Agora será estudado, com mais profundidade, o ramo crédito no próximo capítulo, categoria na qual está inserida a UNICRED Centro Brasileira, objeto deste estudo. 3. COOPERATIVAS DE CRÉDITO A história do cooperativismo de crédito inicia com Friedrich Wilhelm Raiffeisen, nascido em 1818, em Hamm, na Alemanha. Pinho e Palhares (2004), nos ensinam que com 27 anos de idade foi eleito prefeito de Weyerbusch, Renânia, localidade pobre. Em 1852, foi promovido para prefeito de Heddesdorf, um centro maior onde em 1854 criou a Associação de Beneficência de Heddesdorf, que tinha como objetivo a ajuda mútua. Em 1864, com a experiência acumulada criou a Associação de Caixas de Crédito de Heddesdorf, que é considerada a primeira cooperativa de crédito rural do mundo. Após, estimulou a criação de várias outras cooperativas na região, criando o modelo Raiffeisen que pregava a integração das mesmas em sentido horizontal e criação das entidades centralizadoras de segundo e terceiros graus, com centrais regionais e um banco para permitir o fluxo financeiro de suas filiadas. As Cooperativas de Crédito são originárias da Caixa de Economia e Empréstimos Amstad, fundada em 1902. As cooperativas experimentaram forte crescimento até 1964. Porém, neste ano há uma profunda mudança na legislação. Pinho e Palhares (2004, p. 53) nos ensinam: “Com o golpe militar de março de 1964 e a grande pressão dos banqueiros sobre o novo regime autoritário, o governo começou a exterminar as cooperativas de crédito”. A nova legislação restringiu a atuação das cooperativas de crédito, fazendo com que a grande maioria viesse a fechar, com o objetivo de reforçar a atuação das instituições financeiras estatais. No Rio Grande do Sul restaram 11 cooperativas sobreviventes, entre elas a Cooperural de Nova Petrópolis, atual SICREDI Pioneira. Em 1980, as cooperativas remanescentes se reorganizam e fundaram a Central Estadual, com sede em Porto Alegre. Em 1990, o Banco Nacional das Cooperativas de Crédito - BNCC é extinto pelo Governo Federal, sendo mais um forte golpe contra o movimento cooperativo, deixando as cooperativas à mercê dos bancos públicos para continuarem com suas atividades bancárias. Neste momento é necessário aprofundar-se no estudo sobre a cooperativa objeto de estudo deste trabalho, a UNICRED Centro Brasileira. Para tanto, na próxima seção, se abordará esta cooperativa. 3.1. UNICRED Centro Brasileira A UNICRED Centro Brasileira foi fundada em 03 de junho de 1992. Neste dia, numa reunião no auditório da Associação Médica de Goiânia, reuniram-se vários médicos para discutirem a necessidade de constituir uma cooperativa de crédito. Incentivados pela diretoria da co-irmã Unimed e também pela diretoria da Associação Médica de Goiânia, conseguiu a adesão de 32 Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil janeiro/2013 9 médicos, os quais foram os sócio-fundadores do embrião da atual UNICRED Centro Brasileira. Nestes 20 anos de história a cooperativa teve 03 (três) nomes que a identificaram. Abaixo seguem os nomes da cooperativa e o período do mesmo: 1. 1992: Unicred Goiânia Área de atuação somente na grande Goiânia 2. 2002: Unicred Goiana Ampliação da área de atuação para a região sul do estado de Goiás 3. 2007: Unicred Centro Brasileira Ampliação da área de atuação para os estados do Distrito Federal e Tocantins. Atualmente, a cooperativa UNICRED Centro Brasileira possui mais de 9.000 associados, administra R$ 529 milhões em ativos totais, empresta R$ 328 milhões em operações de crédito e possui um Patrimônio Líquido de R$ 109 milhões. Estes números a fazem a maior cooperativa do Sistema UNICRED. A cooperativa possui 189 colaboradores, considerando os Conselhos de Administração e Fiscal, a Presidência e as 14 unidades de atendimento. Sua área de ação é composta por 107 cidades, compreendendo os estados de Goiás, Distrito Federal e Tocantins. Esta cooperativa experimentou um forte crescimento desde da sua constituição em 1992, quando intensificou suas operações no segmento da área da saúde, abrindo novas unidades em centros maiores dentro da sua área de ação, como Itumbiara(GO), Caldas Novas(GO), Morrinhos(GO), Brasília(DF), Taguatinga(DF), Luziânia(GO), Palmas(TO), Araguaína(GO), Aparecida de Goiânia(GO) e Gurupi(TO). A profissionalização da UNICRED Centro Brasileira, bem como das demais cooperativas de crédito, beneficiadas por um ambiente legal favorável e pelo desenvolvimento econômico do país, tem levado ao forte crescimento destas instituições. À luz disto, o BACEN - Banco Central do Brasil, órgão executivo do Sistema Financeiro Nacional, viu-se impelido a criar mecanismos de controle para manter o bom funcionamento destas cooperativas, visando o crescimento sustentável das mesmas. Em razão disto, criou o Projeto Governança Cooperativa, que trata especificamente da Governança dentro de cooperativas de crédito. O pesquisador considerou em seu problema de pesquisa, que as diretrizes ditadas por este projeto sejam o paradigma a ser avaliado dentro da UNICRED Centro Brasileira. Desta forma, o próximo capítulo se ocupará deste importante projeto do BACEN, que inclusive criou uma nova terminologia, a Governança Cooperativa, já que há diferenças entre a Governança numa cooperativa e numa corporação tradicional. 4. GOVERNANÇA COOPERATIVA O Banco Central do Brasil, atento ao grande potencial de crescimento das cooperativas de crédito, repetindo fenômeno de países mais desenvolvidos, tem procurado cada vez mais assessorar e fiscalizar as cooperativas. A boa experiência em cooperativas filiadas a sistemas Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil janeiro/2013 10 organizados contrasta com cooperativas ditas solteiras, carentes de gestão profissional e de fundamentação filosófica. No aspecto da gestão o BACEN já tem sido bastante atuante nas fiscalizações e rigoroso na autorização do funcionamento de novas cooperativas. Porém, no aspecto social, que diz respeito a participação democrática dos sócios na gestão, ainda faltava um mecanismo de controle. Diante deste fato o BACEN desenvolveu o projeto Governança Cooperativa: Diretrizes e Mecanismos para o Fortalecimento da Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil. Este projeto foi lançado em meados de 2006 e é uma iniciativa da Diretoria de Normas e Organização do Sistema Financeiro - DINOR e coordenado pelo Departamento de Organização do Sistema Financeiro - DEORF. Este projeto diz que: Deve haver uma clara separação entre os papéis desempenhados pelos administradores com funções estratégicas (Conselho de Administração ou Diretoria) e aqueles com funções executivas (Diretoria Executiva, Superintendência ou Gerência). (BANCO CENTRAL DO BRASIL, 2007, p. 19). Este importante projeto também explica que: Caracterizadas como sociedade de pessoas e não de capital, as cooperativas têm na união de indivíduos pela adesão voluntária e livre, na gestão democrática, na participação econômica dos membros e na autonomia e independência, princípios basilares de sua gestão. Assim, ao contrário do que ocorre nas grandes empresas privadas, para as cooperativas „o funcionamento da empresa é controlado pelos seus sócios, que são os donos do negócio. (BANCO CENTRAL DO BRASIL, 2007, p. 9). Esta constatação é de fundamental importância, pois distingue claramente as cooperativas de empresas tradicionais. Daí, entende-se por que o BACEN adotou a nomenclatura de Governança Cooperativa. Com isto, pela natureza cooperativa do empreendimento, a Governança deixa de ser Corporativa e passa a ser Cooperativa, pois o proprietário é gestor e cliente ao mesmo tempo; apóia-se em princípios sólidos de associativismo, não se baseiam em expectativas de lucro e se orientam para relações de longo prazo. 5. CRITÉRIOS PARA UMA BOA GOVERNANÇA EM COOPERATIVAS DE CRÉDITO As premissas abaixo listadas definem se há Boa Governança em uma cooperativa de crédito e constitui o modelo ideal de Governança Cooperativa, sendo o paradigma que será utilizado no estudo de caso deste trabalho, centralizando-se no Conselho de Administração, conforme delimitado no problema de pesquisa: Assembléia e representação: se há conflito de interesses, nível de participação dos associados e regras de participação. Estrutura e Responsabilidade do Conselho de Administração: verifica se há mecanismos de escolha que permitam encontrar associados com o perfil desejado; competências necessárias para que um associado possa ser membro do Conselho; Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil janeiro/2013 11 remuneração adequada para que associados com melhor capacidade se sintam estimulados a integrar o Conselho e avaliação dos conselheiros, visando à identificação de potencialidades e deficiências a serem trabalhadas. Gestão (Diretoria do C.A.): formas de avaliação da conduta, conflito de interesses, qualificação dos dirigentes e definição clara de responsabilidades. Conselho Fiscal: como é o relacionamento com outros órgãos, qualificação dos membros e conflito de interesses. Prestação de contas: se há auditorias, quais são os canais de comunicação, disponibilidade de informações e controles internos. 6. ATUAL GOVERNANÇA NA UNICRED CENTRO BRASILEIRA Para o melhor entendimento da Governança dentro da cooperativa estudada, é fundamental conhecer quais são os órgãos que compõem a atual estrutura de comando e decisão. A seguir, apresenta-se o organograma da cooperativa, o que facilitará o entendimento dos órgãos, e a função de cada um, que mesmo independentes, interagem entre si. Figura 2 - Organograma da UNICRED Centro Brasileira Fonte: (UNICRED CENTRO BRASILEIRA 2007). 6.1. Assembléia Geral É o órgão máximo na estrutura da cooperativa. Segundo Pagnussatt (2004, p. 107), “é o órgão de representação do quadro social na gestão da cooperativa”. A Assembléia Geral é composta por todos os sócios ativos da cooperativa, que são convocados mediante convite pessoal, publicação em jornais e através de carta afixada nas unidades de atendimento. A Assembléia Geral pode ser Ordinária ou Extraordinária. Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil janeiro/2013 12 A Assembléia Ordinária tem, por força do Estatuto Social, que ocorrer uma vez por ano, até o terceiro mês subseqüente ao exercício findo. Tem por objetivo, examinar as contas da cooperativa, aprovar a distribuição das sobras, eleger os Conselhos de Administração (a cada três anos) e o Fiscal (todo ano). Também aprova os honorários dos cargos estatutários, que são: presidente, diretor administrativo, financeiro, conselheiros de administração e conselheiro fiscal titular e suplente e outros assuntos de interesse geral do quadro social. Já a Assembléia Extraordinária (AGE), ocorrerá sempre que necessário e poderá deliberar sobre qualquer assunto de interesse social. São de atribuição exclusiva da Assembléia Geral Extraordinária a reforma do Estatuto, dissolução da cooperativa, mudança do objetivo da sociedade ou fusão e incorporação. 6.2. Conselho Fiscal Para o presidente da cooperativa UNICRED Centro Brasileira, Dr. Clidenor Gomes Filho: “ O Conselho Fiscal é o olho do associado dentro da cooperativa”. É composto por sócios que não possuam nenhum desabono financeiro, fiscal ou criminal. É formado por três titulares e três suplentes, eleitos a cada dois anos na Assembléia Geral Ordinária. Qualquer associado, desde que cumpridos os pré-requisitos, podem candidatar-se na eleição individualmente. A cooperativa possui as comissões eleitorais originária e recursal para receber, apreciar e analisar as candidaturas dos associados que pretendem canditar-se ao cargo de conselheiro fiscal. “O Conselho Fiscal é o órgão encarregado da fiscalização dos atos de gestão cooperativa, conforme determina o art. 56º da Lei 5.764/71.” (PAGNUSSAT, 2004, p. 115). Os associados eleitos para este cargo precisam ter conhecimento técnico que lhes permita crítica sobre os documentos analisados. Para tanto, o Sistema UNICRED possui cursos específicos nesta área, orientando os conselheiros para a sua atividade. O Conselho Fiscal é eleito a cada dois anos, obrigatoriamente ser renovado 1/3 (um terço), sendo renovação de ao menos de dois membros a cada eleição, sendo um efetivo e um suplente. 6.3. Conselho de Administração O Conselho de Administração representa o associado na gestão da cooperativa. Segundo Lodi (apud PAGNUSSATT, 2004, p. 93), a missão de um Conselho de Administração é “proteger o patrimônio e maximizar o retorno do investimento dos acionistas, agregando valor ao empreendimento”. O Conselho da UNICRED Centro Brasileira é composto por 12 membros (considerando o presidente, diretor administrativo e diretor financeiro) 9 (nove) conselheiros vogais. O Conselho de Administração é eleito a cada quatro anos, sendo renovado obrigatóriamente de 1/3 (um terço) dos membros a cada eleição, cumpridos os pré-requisitos, pode ser indicado pelo presidente para formar a chapa. 6.4. Diretoria Executiva Na UNICRED Centro Brasileira a Diretoria Executiva é compostas pelos cargos de presidente, diretor administrativo e diretor financeiro. Além disto, a diretoria da cooperativa cumpre expediente diário. São executivos e políticos ao mesmo tempo, representativos da Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil janeiro/2013 13 vontade do associado, bem como principais guardiões da filosofia cooperativa e para Pagnussatt (2004, p. 111), “tem a missão de administrar a cooperativa em nome dos associados, para alcançar os objetivos sociais, nas condições deliberadas pela Assembléia Geral e Conselho de Administração”. A Diretoria Executiva reúne-se semanalmente na sede da cooperativa, onde os assuntos são apresentados pelos executivos principais, Superintendente, Gerente Geral de Negócios e Gerente Administrativo. Nesta reunião é feito um nivelamento das ações estratégicas da semana, decisões operacionais e de negócios, bem como, definições de novas ações para a manutenção da boa governança. As deliberações são realizadas pela diretoria executiva, após consultas realizadas aos executivos acima mencionados. Para o presidente da cooperativa Dr. Clidenor Gomes Filho: “O sucesso da atual administração é atribuido ao fato do modelo de decisão implantado ser de forma colegiada e participativa. Este modelo proporciona uma atuação ativa dos conselheiros no dia-a-dia da cooperativa, proporcionando uma base sólida e descentralizadora. Este modelo de governança diferencia-se das demais cooperativas de crédito no Brasil.” 6.5. Gerência Executiva São os executivos que tocam o dia-a-dia da cooperativa e desempenham cargo de confiança. Segundo Oliveira (2001, p. 81), um executivo tem três funções básicas: O planejamento da empresa e os meios necessários para alcançar os objetivos, a direção da empresa, que se resume em liderar visando os objetivos e resultados esperados e o controle da empresa, que representa o acompanhamento e a avaliação dos resultados apresentados em relação aos objetivos esperados. 7. PROPOSTA DE UM NOVO MODELO DE GOVERNANÇA PARA UNICRED CENTRO BRASILEIRA SE ADAPTAR A PROPOSTA DO BACEN Optou-se por um modelo hibrído entre o modelo atual da Cooperativa e o modelo proposto pelo Banco Central do Brasil BACEN, que atenta aos princípios da autonomia e independência e da gestão democrática. A preferência para os cargos executivos devem centrar no quadro social, desde que o associado seja qualificado, diante da não existência desta possibilidade a Cooperativa deverá preencher o cargo com executivos do mercado financeiro. Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil janeiro/2013 14 Figura 3 - Organograma de uma Cooperativa de Crédito Fonte: (Ênio Meinen e Márcio Port, pg. 312). 7.1. A Junção das duas pirâmides Importante ressaltar que esse organograma é composto da junção de dois organogramas, sendo um o tradicional, com a extremidade maior em sua base, representando a gestão/execução, e outro invertido, representando a estratégia, que tem sua maior extremidade no topo, na assembleia geral, representada pela totalidade dos associados. A segregação de atividades entre estratégia e execução, ou da propriedade e da gestão, é fundamental na governança. 8. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho analisou se a Governança Corporativa é aplicada pelo Conselho de Administração na gestão da UNICRED Centro Brasileira, de acordo com o modelo idealizado pelo BACEN. O estudo demonstrou que está sendo aplicado parcialmente, mas para manter o crescimento da instituição de maneira sustentável, se faz necessário readequar a atual estrutura de gestão do Conselho de Administração para a garantir as decisões colegiadas. Foi proposto a utilização de um modelo hibrído de governança entre o modelo atual da Cooperativa e o modelo proposto pelo Banco Central do Brasil BACEN. Essa proposta deverá atentar para os princípios da autonomia e independência e da gestão democrática. Com a aplicação dessas melhores práticas de Governança será possível propiciar a maior participação dos associados. Por se tratar de uma cooperativa, sociedade de pessoas, onde o cliente é também o dono do negócio, a participação dos associados sempre será fundamental e permitirá perpetuar o diferencial da UNICRED Centro Brasileira: “Ser Cooperativa”. Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil janeiro/2013 15 9. REFERÊNCIAS BANCO CENTRAL DO BRASIL. Projeto Governança Cooperativa: Diretrizes e Mecanismos para o Fortalecimento da Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil. Brasília, 2007. 30 p. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. 632 p. HOLYOAKE, George Jacob. Os 28 tecelões de Rochdale. 7. ed. Porto Alegre: WS Editora, 2001. 95 p. IBGC. Governança Corporativa. Disponível <http://www.ibgc.org.br/Secao.aspx?CodSecao=17>. Acesso em 15 mar. 2008-a. em IBGC. Origem da Boa Governança. Disponível <http://www.ibgc.org.br/Secao.aspx?CodSecao=18>. Acesso em 12 mar. 2008-b. em MAINO, Cristiane. As empresas ouvem estes homens. Revista Exame, São Paulo, n. 0871, p. 90-94, 08 jul. 2006. MAUTONE, Silvana. Um olhar brasileiro no conselho. Revista Exame, São Paulo, n. 0891, p. 84-86, 25 abr. 2007. MLADENATZ, Gromoslav. História das Doutrinas Cooperativistas. Tradução de José Carlos Castro et al. Brasília: Confebrás, 2003. 272 p. OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças. Sistemas, Organização & Métodos: uma abordagem gerencial. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2001. 497 p. PAGNUSSATT, Alcenor. Guia do Cooperativismo de Crédito: Organização, Governança e Políticas Corporativas. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2004. 194 p. PINHO, Diva Benevides; PALHARES, Valdecir Manoel Affonso. O Cooperativismo de Crédito no Brasil: do século XX ao século XXI. Santo André: ESETec Editores Associados, 2004. 342 p. SANTOS, José Zigomar Vieira dos. História, Doutrina e Educação Cooperativistas. Porto Alegre: Ocergs, 2007. 36p. SCHARDONG, Ademar. Cooperativa de crédito: instrumento de organização econômica da sociedade. Porto Alegre: Editora Rigel, 2002. 128 p. UNICRED CENTRO BRASILEIRA - Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo doas Profissionais da Saúde Ltda. Estatuto Social. Goiânia: 2012a. Apresentação da Cooperativa. Unicred Centro Brasileira, 2012a. Governança em Cooperativas de Crédito no Brasil janeiro/2013 16 Processo Assemblear. Unicred Centro Brasileira, 2012ª. ÊNIO MEINEN e MÁRCIO PORT, O Cooperativismo de Crédito Ontem, Hoje e Amanhã. Ed. Confebrás: Brasília, 2012.