REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 O COOPERATIVISMO DE CRÉDITO COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO NO MUNICÍPIO DE JUSCIMEIRA-MT AZEVEDO, Aline Mariane1 DUARTE, Evaldo Rezende2 OLIVEIRA, Braz da Silva3 RESUMO: O objetivo deste artigo ‰ apresentar os resultados de uma pesquisa que culminou na realizaƒ„o de uma monografia. O tema de estudo da monografia foi cooperativismo e desenvolvimento socioeconŠmico sob uma perspectiva cont‹bil. O intuito da pesquisa era compreender e analisar o quanto, nas sociedades modernas, especificamente no caso do munic…pio de Juscimeira – MT, o cooperativismo de cr‰dito impacta na economia. Trata-se de uma pesquisa qualitativa do tipo estudo de caso que est‹ fundamentada teoricamente, principalmente, em Benecke (1980); Frantz (2003); Menezes (2004); Schardong (2002) e Ribeiro (1999). PALAVRAS-CHAVE: cooperativa, cooperativismo, cr‰dito, an‹lise cont‹bil, desenvolvimento socioeconŠmico. NTRODUÇÃO O Cooperativismo surgiu idealizado e realizado por alguns tecelŒes de uma f‹brica na Inglaterra, depois da Revoluƒ„o Industrial. Este movimento trouxe inovaƒŒes no mercado de trabalho e tamb‰m na pr•pria economia em si, pois, abrangia um novo pensamento de administraƒ„o nas empresas. Com o objetivo de desenvolvimento econŠmico sustent‹vel, ele marcou a hist•ria da sociedade na ‰poca em que foi criado, pois, havia muito sofrimento devido Ž desigualdade econŠmica. Como ainda hoje h‹ desigualdade econŠmica, o cooperativismo tornou uma das alternativas inteligentes para melhorar a distribuiƒ„o de renda e trabalho, pois, ele possui como idealismo a uni„o, a democracia, a justiƒa 1 Graduada em Ci†ncias Cont‹beis pela Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale do S„o Lourenƒo - EDUVALE. 2 P•s-Graduado em Gest„o Empresarial pela Uni„o das Escolas Superiores de Rondon•polis. Bacharel em Ci†ncias Cont‹beis pela Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale do S„o Lourenƒo - EDUVALE. Oficial Administrativo da Prefeitura Municipal de Jaciara – MT. Atualmente, docente na Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale do S„o Lourenƒo – EDUVALE. E-mail: [email protected]. 3 Possui graduaƒ„o em Ci†ncias EconŠmicas pela Universidade Cat•lica Dom Bosco. Especializaƒ„o em Metodologia do Ensino Superior pela Universidade de Cuiab‹. Mestrado em Desenvolvimento Local pela Universidade Cat•lica Dom Bosco. Atualmente, ‰ docente na Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale do S„o Lourenƒo – EDUVALE. E-mail: [email protected]. 1 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 e o relacionamento, atrav‰s destes pensamentos muito mais do que lucro, ele busca remuneraƒ„o justa aos que fazem parte deste sistema. Por isso, com o intuito de mostrar o quanto o cooperativismo ‰ importante para as sociedades modernas, inclusive no munic…pio de Juscimeira, surgiu o interesse de conhecer mais profundamente sobre este tema e tamb‰m demonstrar se realmente o cooperativismo de cr‰dito ajudou a mudar a hist•ria do munic…pio acima citado. Enfim, esta pesquisa espera avaliar a import•ncia da concess„o e acesso ao cr‰dito atrav‰s da participaƒ„o ativa na cooperativa de cr‰dito, e assim verificar se realmente a cooperativa ‰ uma forma de fomentaƒ„o da econŠmica local. DEFINIÇÃO DE COOPERATIVISMO O Cooperativismo existe como um modo de organizaƒ„o s•cio-produtiva. Ele representa a uni„o de pessoas que possuem um objetivo em comum na realizaƒ„o de alguma atividade, organizada em base democr‹tica, de maneira em que todos se ap•iam para atender as necessidades uns dos outros. Segundo Figueiredo (2000, p‹g. 59), o cooperativismo ‰ um movimento que tem por objetivo corrigir a economia da sociedade, trazendo inovaƒŒes para o mundo capitalista, que buscam, al‰m de lucros e remuneraƒ„o justa para os que fazem parte da cooperativa, o bem-estar de todos. Com um pensamento solid‹rio e justo, o Cooperativismo conseguiu, em pouco tempo, muitos seguidores, que adotaram a pratica de cooperar atrav‰s das cooperativas de cr‰dito no Brasil, encontra-se v‹rias cooperativas de cr‰dito, dentre elas, o SICREDI, que define cooperativismo da seguinte forma: O Cooperativismo ‰ um instrumento de organizaƒ„o econŠmica da sociedade, criado na Europa, no s‰culo XIX, caracterizando-se como uma forma de ajuda m‡tua atrav‰s da cooperaƒ„o e da parceria. (www.sicredi.com.br Acesso em 06/11/11 as 8:45) Como se pode perceber o Cooperativismo ‰ visto como sendo um novo caminho para se construir uma empresa, sem que haja concentraƒ„o de poder nas m„os de apenas um (dono), ele visa Ž distribuiƒ„o igualit‹ria entre todos os associados. 2 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 Com a mesma linha de pensamento, mas, com uma linguagem mais popular, o CREDIPRODESP, que tamb‰m ‰ uma cooperativa de cr‰dito define: Cooperativismo ‰ a uni„o de pessoas visando o bem comum e que atuam de forma solid‹ria, igualit‹ria com justiƒa e ‰tica. Esta definiƒ„o auxilia a compreens„o do sentido do cooperativismo na sociedade, ‰ uma forma justa que busca ajudar as pessoas tornando o mundo mais igual, amenizando as diferenƒas que o capitalismo gerou ao longo da hist•ria. Normas Contábeis Segundo Lima (www.ufsm.br/revistacontabeis, acesso em 09/05/11 as 21:37) a contabilidade tem como objetivo explicitar a situaƒ„o econŠmica e financeira das entidades, atrav‰s de relat•rios e demonstraƒŒes. Sendo assim, cada segmento de entidade necessita de uma contabilidade espec…fica para fornecer as informaƒŒes de forma adequada. Nas cooperativas, a contabilidade tem que atender a legislaƒ„o e tamb‰m informar os associados de maneira com que todos entendam as informaƒŒes passadas. Unindo o objetivo do sistema cooperativo, ao objetivo da contabilidade que ‰ o de relatar informaƒŒes ‡teis, aos que est„o envolvidos tanto externamente quantos os internamente, teremos assim um controle de informaƒŒes claras onde seus usu‹rios poder„o tomar decisŒes r‹pidas e precisas. (www.ufsm.br/revistacontabeis, acesso em 09/05/11 as 21:37) Men (www.ocepar.org.br Acesso em 09/05/11 as 21:40) afirma que na contabilidade as cooperativas recebem tratamento diferenciado das empresas mercantis pelo fato da cooperativa ser uma sociedade de pessoas e n„o de capital, e que n„o objetiva lucros, sendo transferido este objetivo as pessoas que se associam com a intenƒ„o de obter melhores resultados. A finalidade da sociedade cooperativa ‰ o de afastar os intermedi‹rios promovendo a integraƒ„o das cooperativas, ao contr‹rio das sociedades empresariais que em muitos casos s„o os pr•prios intermedi‹rios acirrando a concorr†ncia entre estas; os resultados das cooperativas retornam aos associados de forma proporcional as operaƒŒes, enquanto que nas sociedades empresariais o retorno se d‹ proporcionalmente Žs aƒŒes ou quotas investidas. (www.ufsm.br/revistacontabeis, acesso em 09/05/11 as 21:37) 3 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 Uma grande diferenƒa das cooperativas das empresas comerciais est‹ relacionada aos atos. Nas cooperativas, os atos s„o divididos em atos cooperativos e n„o-cooperativos, e s„o diferenciados de acordo com a relaƒ„o que ocorre entre a cooperativa e o associado. O ato cooperativo ‰ definido pela lei 5.764/71 no art. 79, que diz que o ato cooperativo ‰ o que n„o incide operaƒ„o de mercado, nem contrato de compra e venda de produto e mercadoria, s„o atos que envolvem apenas as cooperativas e seus associados, para a realizaƒ„o dos objetivos sociais. Young (apud LIMA, 2003, p.35,) define Ato n„o-cooperativo, como sendo quando a cooperativa precisa contratar atividade de uma pessoa ou de um agente econŠmico qualquer que teria a condiƒ„o de se associar, desde que a cooperativa preste serviƒo a esta pessoa, para este ente econŠmico, e que, pelas suas caracter…sticas, poderiam ingressar na cooperativa e n„o ingressa. Diante destas afirmaƒŒes, pode-se definir que as operaƒŒes realizadas que resultem em ato cooperativo, s„o escriturados separadamente dos atos n„ocooperativos, pois estes, n„o fazem parte da legislaƒ„o cooperativista, n„o s„o revertidos aos associados e obrigatoriamente integram o Fundo de Assist†ncia T‰cnica Educacional, chamado de FATES, que s„o tributados pelo IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jur…dica), CSLL (Contribuiƒ„o Social do Lucro Liquido), PIS (Programa de Integraƒ„o Social), e COFINS (Contribuiƒ„o para Financiamento da Seguridade Social. Os atos cooperativos, segundo Andr‰ia Lima, devem ser escriturados da mesma forma que nas empresas comerciais, seguindo as formalidades da escrituraƒ„o cont‹bil e avaliaƒ„o patrimonial, por‰m, observando a terminologia usada nas entidades cooperativas, por exemplo, as entradas s„o identificadas como ingressos, enquanto que as sa…das s„o denominadas como disp†ndios. Nos atos n„o-cooperativos registra-se assim como nas empresas mercantis, receita, custos e despesas. De acordo com a Lei n• 6.404/76, o Balanƒo Patrimonial ‰ uma exig†ncia tanto nas Entidades Empresariais como nas Cooperativas. O Balanƒo Patrimonial ‰ composto pelo Ativo, que representam os Bens e Direitos. No Passivo e no PatrimŠnio Liquido s„o registrados as origens dos recursos. A conta Lucros ou Preju…zos Acumulados ser‹ denominado de Sobras ou Perdas Ž disposiƒ„o da Assembl‰ia Geral. 4 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 Outra diferenƒa de terminologia est‹ na DRE (Demonstraƒ„o do Resultado do Exerc…cio), esta passar‹ a ser chamada de Demonstraƒ„o de Sobras ou Perdas, a qual deve: evidenciar, separadamente, a composiƒ„o do resultado de determinado per…odo, considerando os ingressos diminu…dos dos disp†ndios do ato cooperativo, e das receitas, custos e despesas do ato n„o-cooperativo, demonstrados segregadamente por produtos, serviƒos e atividades desenvolvidas pela Entidade Cooperativa. (www.ocepar.org.br Acesso em 09/05/11 as 21:40) Mais recentemente, Men (www.ocepar.org.br Acesso em 09/05/11 as 21:40) diz que o Conselho Federal de Contabilidade, publicou as resoluƒŒes n• 920 de 19/12/2001 e n• 944 de 30/08/2002, que tratam aspectos cont‹beis espec…ficos para as cooperativas. Este tratamento espec…fico acontece devido as diferenƒas entre cooperativas e entidades empresariais. As cooperativas s„o consideradas sociedade de pessoas, as empresariais de capital. Nas cooperativas, cada associado participa com um voto, independente da quantidade de cotas, nas empresariais a quantidade de cotas determina o peso do voto. Nas cooperativas as cotas n„o podem ser transferidas a terceiros, j‹ nas sociedades empresariais n„o h‹ restriƒ„o. BREVE HISTÓRICO DO SISTEMA SICREDI Com 120 Cooperativas de Cr‰dito, 05 Cooperativas Centrais, 01 Confederaƒ„o, 01 Banco Cooperativo e Empresas controladas, como a Administradora de CartŒes, Administradora de Cons•rcios e Corretora de Seguros, al‰m da SICREDI ParticipaƒŒes S.A no Brasil, o Sistema de Cr‰dito Cooperativo SICREDI conta no ano de 2010 com cerca de 1,7 milhŒes de associados. Esta organizaƒ„o sist†mica proporciona as cooperativas integrantes do SICREDI, o fortalecimento de sua marca, maior competitividade e ganhos de escala em todos os n…veis, pois, estas empresas corporativas mencionadas t†m a funƒ„o principal de oferecer com a maior qualidade o apoio t‰cnico e especializado ao neg•cio, que resultam em maior credibilidade e crescimento sustent‹vel, com base na sua perpetuaƒ„o. 5 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 Este sistema de cr‰dito cooperativo iniciou-se Na Am‰rica Latina no dia 28 de dezembro de 1902, na localidade de Linha Imperial, Munic…pio de Nova Petr•polis - Rio Grande do Sul, pelas m„os do padre su…ƒo Theodor Amstad, mas somente em 1964 ‰ que se confirma a utilizaƒ„o deste novo sistema no mercado financeiro com a implantaƒ„o de sessenta e seis cooperativas de cr‰dito no Rio Grande do Sul. E hoje, ap•s 109 anos, a cooperativa de cr‰dito SICREDI, j‹ reconhecida em quase todos os estados brasileiros, busca atender ao m‹ximo todas as necessidades dos seus associados, sendo uma alternativa Žs instituiƒŒes financeiras convencionais, que al‰m de prestar serviƒos de natureza banc‹ria, possui forma e natureza jur…dica pr•pria, com o principal objetivo de melhorar a qualidade de vida dos associados e da sociedade. POLÍTICAS PARA CONCESSÃO DE CRÉDITO NO SISTEMA SICREDI Como instrumento de regulamentaƒ„o para concess„o de cr‰dito aos associados o Sistema Sicredi conta com o Manual de Pol…ticas de Cr‰dito que orienta: A Pol…tica de Cr‰dito ‰ primordial para nortear e embasar os procedimentos e operacionalidade de todo ciclo do cr‰dito da organizaƒ„o. Este ciclo consiste num conjunto de atividades sequenciais, as quais se iniciam com as novas associaƒŒes nas Cooperativas, passando pela concess„o de um limite ou operaƒ„o de cr‰dito e depois pelo seu monitoramento e recebimento e, finalmente, pela cobranƒa extrajudicial ou judicial, que encerram e, ao mesmo tempo, reiniciam todo o processo. (Manual de Pol…ticas de Cr‰dito Sicredi) Este Manual ainda traz a cultura do Sistema, uma vez sendo seu objetivo trazer organizaƒ„o econŠmica as comunidades em que est‹ inserido e como instituiƒ„o financeira, tem a responsabilidade de preservar os recursos que a ele s„o confiados. A gest„o destes recursos deve trazer condiƒŒes para o atendimento das demandas de seus associados por produtos de cr‰dito, observando sua cultura que traz os seguintes preceitos: - Concess„o do cr‰dito com base na capacidade de pagamento dos tomadores, n„o sendo realizadas operaƒŒes exclusivamente baseadas na garantia ou na possibilidade de cobranƒa de altos spreads; - Concess„o do cr‰dito ben‰fica ao tomador, permitindo a esse realiza investimentos e melhorias ou satisfazer necessidades moment•neas; 6 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 - Observaƒ„o irrestrita das normas internas e as emanadas pelas autoridades reguladoras; - Observaƒ„o incondicional da Pol…tica de Cr‰dito do Sicredi; - AƒŒes de acompanhamento e controle independentes e eficazes; - Crescimento sustent‹vel das carteiras; e - Utilizaƒ„o adequada dos sistemas de informaƒŒes. (Manual de Pol…ticas de Cr‰dito Sicredi) Diante destes preceitos pode-se observar que o Sistema Sicredi ‰ conservador na an‹lise e concess„o de cr‰dito, sendo que esta pol…tica obrigatoriamente deve ser observada em todas as filiais do Sistema, “as Pol…ticas de Cr‰dito do Sicredi est„o em conformidade com as normas legais e regulamentares Žs quais as empresas integrantes ao Sistema Sicredi est„o submetidas”. As principais normas exigidas no Brasil s„o: Resoluƒ„o 2.025/93; Lei 9.613, de 03 de marƒo de 1998; Resoluƒ„o 2.682/99; Resoluƒ„o 2.697/00; Resoluƒ„o 2.844/01; Resoluƒ„o 3.258/05; Resoluƒ„o 3.490/07; Circular 3.360/07; Resoluƒ„o 3.442/07; Resoluƒ„o 3.658/08; Resoluƒ„o 3.721/09; Circular 3.461/09; Lei Complementar 130, de 17 de abril de 2009; Todas as Circulares e CartasCirculares relativas Ž Basil‰ia II. Todas estas e outros normativos emitidos por autoridades monet‹rias. O processo de concess„o de cr‰dito deve ser embasado em crit‰rios t‰cnicos e contemplar a identificaƒ„o dos aspectos favor‹veis e desfavor‹veis ao cr‰dito pleiteado, detalhando adequadamente os riscos envolvidos e os mitigadores aplic‹veis. (Manual de Pol…ticas de Cr‰dito Sicredi) Como pode observar, para concess„o de cr‰dito ‰ necess‹ria toda uma analise embasada em crit‰rios normativos que visam proporcionar ao Sistema e ao associado, seguranƒa. O COOPERATIVISMO DE CRÉDITO COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO As primeiras Cooperativas de Cr‰dito nasceram na Alemanha, em 1846. No Brasil, a primeira surgiu no Rio Grande do Sul, em 28 de dezembro de 1902, no munic…pio de Petr•polis, por meio do trabalho do padre Jesuita Teodoro Amstadt, 7 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 que, percorrendo a regi„o de colonizaƒ„o alem„ daquele estado, levava junto com seu trabalho mission‹rio a doutrina cooperativista baseada no modelo agr…cola alem„o. A partir dessa iniciativa, o movimento de cr‰dito rural tomou forƒa e se expandiu por todo o pa…s, com destaque para o estado ga‡cho. Desde o seu surgimento, o cooperativismo de cr‰dito tem revelado sua import•ncia. “ eficaz para o fortalecimento da economia, a democratizaƒ„o do cr‰dito e a desconcentraƒ„o da renda, resultando no desenvolvimento social da comunidade onde atua. Atrav‰s do cooperativismo de cr‰dito, o cooperado tem Ž disposiƒ„o v‹rias opƒŒes de poupanƒa e, ao mesmo tempo, cr‰dito de forma barata e simples. O Cooperativismo de Cr‰dito ‰ utilizado nos pa…ses mais desenvolvidos do mundo, como alavanca para o crescimento econŠmico, atuando como instrumento de organizaƒ„o econŠmica da sociedade, bem como desenvolver programas de assist†ncia financeira e de prestaƒ„o de serviƒos aos cooperados. (SCHARDONG, 2002, p.21) Como mostra Schardong, o cooperativismo de cr‰dito tem cumprido com seus princ…pios, pois, de acordo com a necessidade de seus cooperados oferece adequado atendimento de cr‰dito que auxiliam no desenvolvimento, crescimento e independ†ncia econŠmica dos mesmos. Segundo ainda o referido autor as cooperativas de cr‰dito est„o se tornando agentes que solucionam os problemas que s„o comuns a um grupo de pessoas, conseguindo melhores resultados socioeconŠmicos em favor de todos. Conforme Walmor Franke (1973, p.11), ‰ essencial no conceito de cooperativa, que esta promova a defesa e a melhoria da situaƒ„o econŠmica dos cooperados, quer obtendo para eles os mais baixos custos nos bens e serviƒos que necessitam, quer colocando, no mercado, a preƒos justos, os bens e serviƒos que produzem. (SCHARDONG, 2002, p‹g. 83) Schardong ainda relata que a Cooperativa de Cr‰dito, enquanto esp‰cie do g†nero “cooperativa” objetiva promover a captaƒ„o de recursos financeiros para financiar as atividades econŠmicas dos cooperados, a administraƒ„o das suas poupanƒas e a prestaƒ„o dos serviƒos de natureza banc‹ria por eles demandada. Assim como Schardong relata, Menezes tamb‰m afirma que a principal funƒ„o do Cooperativismo de Cr‰dito ‰ captar recursos atrav‰s de poupanƒa, e 8 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 devolver isto na sociedade oferecendo soluƒŒes financeiras a seus associados de forma com que eles possam se desenvolver economicamente. a partir do compromisso da poupanƒa individual, estar‹ sendo realizada a solidariedade entre os membros da cooperativa: os que dispŒem de mais capital colocam-no no caixa comum da cooperativa Ž disposiƒ„o dos que t†m necessidade de financiamento. (MENEZES, 2004, p. 41) Desta forma cooperativa, quem tem mais ajuda outro que necessita, o cooperativismo ganha espaƒo no mercado financeiro e traz o desenvolvimento econŠmico Žs pessoas da sociedade. Outro fator das cooperativas que auxiliam os seus associados a se desenvolverem economicamente ‰ o fato de concederem um cr‰dito diferenciado das demais instituiƒŒes financeiras. De acordo com Etgeto (www.maringamanagement.com.br Acesso em: 06/06/2011 as 09h34), existem v‹rias vantagens das Cooperativas em relaƒ„o aos bancos privados, dentre elas, destacam-se os juros mais baratos que o do mercado nos empr‰stimos; remuneraƒ„o mais alta que o mercado nas aplicaƒŒes financeiras; taxas de serviƒo a preƒo de custo; apropriaƒ„o do lucro que seria do banqueiro por ocasi„o da distribuiƒ„o das sobras. Al‰m tamb‰m de oferecer o cr‰dito de acordo com o que realmente o associado necessita, adequando a sua capacidade de pagamento. Schardong (2002, p‹g. 88) aborda sobre a distribuiƒ„o das sobras aos associados, dizendo que o intuito das cooperativas ‰ propiciar aos cooperados melhores condiƒŒes para suas atividades particulares, mediante as operaƒŒes e serviƒos, por‰m, esta n„o tem raz„o para lucrar a suas expensas. Como j‹ mencionado anteriormente a Cooperativa quando apurado resultado positivo apresenta sobras e n„o lucro, como acontece com os Bancos. Estas sobras devem ser distribu…das proporcionalmente a cada s•cio no valor de operaƒŒes e serviƒos realizados com a cooperativa, sendo que, de acordo com a lei 5.764/71, artigo 21, inciso IV, as Cooperativas devem estabelecer a forma de devoluƒ„o das sobras registradas aos associados. Esta ‰ mais uma forma de garantir ao associado um crescimento patrimonial, pois, Ž medida que ele vai trabalhando com a cooperativa, vai aumentando seu rendimento no final do exerc…cio. A principal caracter…stica das Cooperativas que determina a funƒ„o de instrumento de desenvolvimento das Cooperativas seria a distinƒ„o dos Bancos 9 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 Comerciais. Atrav‰s dos diversos aspectos que diferenciam um do outro ‰ poss…vel entender esta forma de atuaƒ„o. Schardong aborda seis aspectos, sendo eles: 1• As sociedades cooperativas s„o sociedades de pessoas e n„o de capital, onde o poder de decis„o est‹ na participaƒ„o dos s•cios e n„o na detenƒ„o de quotas do capital social; 2• O objetivo das cooperativas ‰ a prestaƒ„o de serviƒos aos associados, independentemente de ser Pessoa Jur…dica, ela n„o possui o objetivo de obter vantagens para si; 3” Os resultados s„o distribu…dos entre os s•cios de acordo com o volume de operaƒŒes que realizam durante o exerc…cio; 4” As relaƒŒes entre o s•cio e a cooperativa n„o se confunde com a de fornecedor e consumidor, pois, s„o caracterizadas como atos cooperativos que possuem tratamento legislativo diferenciado; 5” Sobre o resultado n„o incide Imposto de Renda ou Contribuiƒ„o Social, esta incid†ncia ocorre na pessoa f…sica do associado. Ainda sobre diferenƒas entre Cooperativas e Bancos o Programa de Formaƒ„o Cooperativa “Crescer”, promovido pelo Sistema de Cr‰dito Cooperativo – SICREDI traz uma tabela pr‹tica onde se pode visualizar com clareza as principais diferenƒas entre Sociedade Cooperativa e Sociedade de Capital: ControleSociedade democr‹tico: 1 pessoa = 1 voto. Cooperativa Controle exercido a partir da Sociedade de Capital participaƒ„o no capital. Sociedade de Pessoas Qu•rum para Assembl‰ia = n‡mero de Sociedade de Capital Qu•rum para Assembl‰ia = capital Objetivo:associados. Estruturaƒ„o de um representado. Objetivo: Exploraƒ„o de uma atividade empreendimento econŠmico coletivo “ vedada a transfer†ncia de quotaspara o atendimento das necessidades partes do capital subscrito ou pr•prias dos associados integralizado a terceiros. econŠmica com fins lucrativos. N„o ‰ vedada a alienaƒ„o ou transfer†ncia de capital a terceiros. as(dinheiro) operaƒŒese edivido serviƒos. O capital em quotas- O capital distribu…do e dividido em aƒŒes (quanto Resultado proporcionalmente maisao aƒŒes, mais participaƒ„o no capital integralizado. partes, iguais. banco). Resultado distribu…do proporcionalmente 10 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 Capital vari‹vel Capital Fixo. A utilizaƒ„o das operaƒŒes e serviƒos A utilizaƒ„o das operaƒŒes e serviƒos oferecidos pela cooperativa e condiƒ„o oferecidos pela empresa n„o ‰ b‹sica para ser s•cio. condiƒ„o para ser s•cio. •rea de admiss„o de associados limitada as possibilidades de reuni„o, controle, operaƒŒes e prestaƒ„o de •rea de atuaƒ„o ilimitada. serviƒos. Quadro 1 Fonte: Programa de Formaƒ„o Cooperativa “Crescer”, promovido pelo Sistema de Cr‰dito Cooperativo – SICREDI, Percurso 1. A Revista Gest„o Cooperativa na ediƒ„o Agosto/Setembro 2010 apresentou uma reportagem que trouxe o t…tulo: “Cooperativismo faz a diferenƒa e promove o desenvolvimento”, esta reportagem mostra como as cooperativas auxiliaram no desenvolvimento de tr†s munic…pios do estado de Mato-Grosso, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso. Uma das regiŒes mais produtivas de Mato Grosso promete ser, tamb‰m, um dos principais p•los do agroneg•cio no estado dentro de mais alguns anos. Nesta ediƒ„o, a revista Gest„o Cooperativa mostra Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso, tr†s cidades que est„o bem no meio desse surto de desenvolvimento e na alƒa de mira de grandes investidores. Tr†s exemplos da forƒa do cooperativismo e de como ‰ poss…vel mudar a hist•ria de um lugar, com a uni„o das pessoas que o constroem. (Revista Gest„o Cooperativa Ano 13 n• 46, p‹g. 15) Como mencionado na Revista o Cooperativismo auxiliou no processo de desenvolvimento destes munic…pios, considerando os aspectos de inclus„o social proporcionado pelas cooperativas Ž pessoas que outrora estavam as margens da sociedade. Este fenŠmeno pode ser traduzido em desenvolvimento local. Para definir o conceito de desenvolvimento local, Frantz (2003, p. 07) utiliza o autor Sergio C. Buarque (2002, p.25), que define desenvolvimento local “como um processo end•geno de mudanƒa, que leva ao dinamismo econŠmico e Ž melhoria da qualidade de vida da populaƒ„o em pequenas unidades territoriais e 11 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 agrupamentos humanos.” Sobretudo pode-se definir por desenvolvimento local como sendo a melhoria das condiƒŒes de vida, em todos os aspectos, de uma sociedade. O autor ainda traz a relaƒ„o entre desenvolvimento local, associativismo e cooperaƒ„o. O desenvolvimento local tem como objetivo a direƒ„o para o melhor, o associativismo ‰ a relaƒ„o entre indiv…duos com interesses comuns no sentido de uma melhor qualidade de vida. Desta forma, Frantz define que “indiv…duos se associam em funƒ„o de interesses comuns que podem desencadear aƒŒes de cooperaƒ„o com reflexo no desenvolvimento local”. Como define o autor, este desenvolvimento local ‰ poss…vel pelo cooperativismo, devido Ž preocupaƒ„o al‰m do lado econŠmico, como tamb‰m do social. OrganizaƒŒes cooperativas s„o fenŠmenos que nascem da articulaƒ„o e da associaƒ„o de indiv…duos que se identificam por interesses ou necessidades, buscando o seu fortalecimento pela instrumentalizaƒ„o, com vistas a objetivos e resultados, normalmente de ordem econŠmica. [...] No entanto, cont†m elementos sociais, culturais e pol…ticos, incorporados ao seu sentido econŠmico. Destes elementos decorre uma natureza local que permite reconhecer uma relaƒ„o entre organizaƒ„o e o funcionamento de uma cooperativa e o processo de desenvolvimento local. (FRANTZ, 2003, p. 17 e 18) A pr‹tica cooperativa que envolve o social e o econŠmico expressa a import•ncia das organizaƒŒes cooperativas no desenvolvimento local, pois, al‰m de estabilidade financeira e fortalecimento de sua vida econŠmica, o ser humano busca o relacionamento, conv…vio, enfim a vida em sociedade. A organizaƒ„o cooperativa, ao tirar o indiv…duo de seu mundo particular, relacionando-o com os outros, pelos laƒos sociais da cooperaƒ„o, construindo espaƒos coletivos, desperta a responsabilidade social e a de seus espaƒos de vida. A organizaƒ„o cooperativa tem esse sentido da construƒ„o do coletivo que lhe adv‰m da natureza associativa. (FRANTZ, 2003, p. 45) Desta forma pode-se compreender que a organizaƒ„o cooperativa pode ser um caminho expressivo para se promover o desenvolvimento de uma regi„o, ou at‰ mesmo de um pa…s como afirma Benecke, “nos pa…ses em desenvolvimento, estabelecer e expandir as cooperativas deveria ser considerado um dos fatores mais importantes do desenvolvimento econŠmico, social e cultural, assim como da promoƒ„o humana”. (p‹g. 78) O autor ainda afirma que “sem crescimento 12 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 econŠmico n„o se poder‹ dinamizar a sociedade, e sem sociedade din•mica ‰ pouco prov‹vel uma aceleraƒ„o consider‹vel do crescimento”. (p‹g. 135) Considerando que o desenvolvimento econŠmico est‹ diretamente ligado ao desenvolvido do indiv…duo na sociedade, quebrar as barreiras de desigualdade social ‰ um passo extremamente importante para o in…cio deste processo. Benecke trata de um dos fatores de desigualdade social que ‰ a concentrada distribuiƒ„o de renda. Ele diz que “no campo econŠmico espera-se que as cooperativas superem o dualismo atrav‰s de influ†ncia sobre a distribuiƒ„o de renda, a criaƒ„o ou manutenƒ„o de uma estrutura econŠmica pluralista e superaƒ„o do desprovimento”. (p‹g. 134 e 135) Em 2011, foi emitido o Relat•rio de Gest„o da OCB (Organizaƒ„o das Cooperativas Brasileira), referente ao exerc…cio de 2010, onde o presidente, Sr. M‹rcio Lopes de Freitas afirmou: Diante do cen‹rio econŠmico-social atual, o cooperativismo produz resultados e contribui diretamente para uma melhor distribuiƒ„o de renda e para o desenvolvimento sustent‹vel do Brasil. Exercendo papel fundamental, o setor vem amadurecendo seus frutos e multiplicando suas colheitas, consolidando, assim, sua participaƒ„o na economia e no crescimento do Pa…s. Mas, para entender melhor, na pr‹tica, como a cooperativa auxilia no desenvolvimento e crescimento econŠmico das pessoas? Ainda segundo o autor Benecke: O aumento da renda, possibilitado pelo efeito de racionalizaƒ„o e/ou de concorr†ncia, pode tornar-se efetivo para os associados a curto prazo, se as vantagens de custos e preƒos, alcanƒadas pela cooperaƒ„o, se transferirem diretamente da cooperativa aos associados. Se a cooperativa oferece seus serviƒos em condiƒŒes normais de mercado, sem transferir imediatamente as vantagens de custos alcanƒadas, produz-se um excedente. Se este ‰ repartido no t‰rmino do per…odo cont‹bil, pode-se falar em aumento da renda a m‰dio prazo. Maior renda a longo prazo poder‹ ser alcanƒada finalmente, se os excedentes n„o forem repartidos. Esta formaƒ„o de reservas tem o prop•sito de consolidar a cooperativa e/ou tornar poss…vel sua expans„o, possibilitando um incremento mais tang…vel da renda no futuro. (BENECKE, 1980, p‹g. 120 e 121) O Jornal A Gazeta de Cuiab‹-MT trouxe em 13 de agosto de 2011, uma reportagem com o seguinte t…tulo “Cooperativismo ‰ crescente”, a jornalista Silvana Bazani trouxe informaƒŒes importantes sobre os …ndices de crescimento do Cooperativismo no estado: 13 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 Nos ‡ltimos 20 anos, o total de cooperados cresceu 1.279% no Estado, saltando de 17,511 mil em 1989 para 223,318 mil este ano. N‡mero de cooperativas aumentou 236% no mesmo per…odo, evoluindo de 75 para 177, distribu…das em 10 segmentos, conforme dados da Organizaƒ„o das Cooperativas Brasileiras no Estado de Mato Grosso. (OCB) De acordo com a escritora este crescimento auxiliou no desenvolvimento da populaƒ„o porque acarretou na geraƒ„o de empregos, passando de 2,467 mil funcion‹rios para 6,9 mil este ano. Na reportagem, que foi extra…da dos dados apresentados no Encontro de Governanƒa cooperativa, no dia 12 de agosto de 2011 em Cuiab‹-MT, ela ainda trouxe dados de alguns presidentes, o senhor Jo„o Spenthof, presidente da Central Sicredi, disse que houve expans„o do Sicredi em Mato Grosso de 6 pontos de atendimento em 1989 para 125 este ano, e que a previs„o de distribuiƒ„o de sobras aos associados representa o montante de R$ 95 milhŒes. METODOLOGIA Diante do estudo realizado na Cooperativa de Cr‰dito de Livre Admiss„o do Vale do Cerrado no munic…pio de Juscimeira - MT. Na tentativa de melhor compreender a relaƒ„o entre o cooperativismo de cr‰dito e o desenvolvimento econŠmico e social, foi utilizado leituras e fichamentos de textos importantes para o trabalho. Essas leituras favoreceram a compreens„o do objeto de investigaƒ„o, pois se propŠs a fazer a an‹lise sobre a import•ncia do acesso ao cr‰dito atrav‰s da cooperativa e sua influ†ncia na economia local. Utilizando tamb‰m a abordagem da investigaƒ„o estudo de caso, que designam um m‰todo da abordagem de investigaƒ„o em ci†ncias sociais simples ou aplicadas. Consiste na utilizaƒ„o de um ou mais m‰todos qualitativos de recolha de informaƒ„o e n„o segue uma linha r…gida de investigaƒ„o. Caracteriza-se por descrever um evento ou caso de uma forma longitudinal. O caso consiste geralmente no estudo aprofundado de uma unidade individual, tal como: uma pessoa, um grupo de pessoas, uma instituição, um evento cultural, etc. Quanto ao tipo de casos estudo, estes podem ser explorat•rios, descritivos, ou explanat•rios (Yin, 1993) (http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_estudo) Caracteriza-se, ainda, como uma pesquisa descritiva, pois, segundo Gil (2002, P.87) pesquisa descritiva ‰ aquela que visa descrever as caracter…sticas de 14 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 determinado objeto de estudo, estabelecendo relaƒŒes entre as vari‹veis, atrav‰s de t‰cnicas padronizadas de coletas de dados. Caracteriza-se ainda como pesquisa Bibliogr‹fica destacando e expondo o trabalho de autores relacionados ao tema pesquisado. Para a coleta de dados, foi utilizada a Pesquisa Documental sobre as demonstraƒŒes cont‹beis da Cooperativa de Cr‰dito do Vale do S„o Lourenƒo, para GIL (2002, P.58) a pesquisa documental ‰ aquela elaborada a partir de materiais que n„o receberam tratamento anal…tico. A demonstraƒ„o dos resultados foi feita atrav‰s de an‹lise quantitativa, o que para GIL (2002, P.60) significa traduzir em n‡meros informaƒŒes para classific‹las e analis‹-las. A abordagem utilizada foi a Dedutiva, para assim entender qual ‰ a influ†ncia do cooperativismo de cr‰dito na sociedade. Análises Contábeis Segundo Ribeiro (1999, p‹g. 116), “processos de an‹lise s„o t‰cnicas utilizadas pelos analistas de Balanƒos para obtenƒ„o de conclusŒes acerca da situaƒ„o econŠmica e financeira da entidade”. A an‹lise propriamente dita “consiste em exame minucioso, abrangendo cada uma das contas que compŒem a demonstraƒ„o financeira objeto de an‹lise”. De acordo com a www.wikip‰dia.com.br (Acesso em 21/09/2011 as 17:45) “an‹lise das demonstraƒŒes cont‹beis consiste em uma t‰cnica que realiza a decomposiƒ„o, comparaƒ„o e interpretaƒ„o dos demonstrativos da empresa”, ou seja, ‰ um exame dos n‡meros da empresa com o fim de transformar os dados em informaƒŒes ‡teis que auxiliem os gestores em suas tomadas de decis„o. Logo a An‹lise Financeira, tamb‰m para a www.wikip‰dia.com.br (Acesso em 21/09/2011 as 17:45) “refere-se Ž avaliaƒ„o ou estudo da viabilidade, estabilidade e lucratividade de um neg•cio ou projeto. Engloba um conjunto de instrumentos e m‰todos que permitem realizar diagn•sticos sobre a situaƒ„o financeira de uma empresa, assim como progn•sticos sobre o seu desempenho futuro”. Sobre a an‹lise horizontal, o professor mestre Santos (contador.nacumbuca.com Acesso em: 10/10/2011 as 10h52), define que “a an‹lise 15 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 horizontal consiste na comparaƒ„o entre valores de uma mesma conta ou grupo de contas, em diferentes per…odos”. Ele ainda define a finalidade da an‹lise horizontal: A finalidade da an‹lise horizontal ‰ elucidar as variaƒŒes de cada conta ou grupo de conta dos balanƒos e demonstraƒŒes de Resultados, bem como de outros demonstrativos, atrav‰s dos exerc…cios sociais, com o objetivo de identificar tend†ncias. (contador.nacumbuca.com Acesso em: 10/10/2011 as 10h52) O professor Oliveira (nelsonco1.sites.uol.com.br Acesso em: 15/10/2011 as 17h40) define que o estudo t‰cnico de an‹lise de balanƒo ‰ um dificultoso processo, por‰m de fundamental import•ncia. A an‹lise de balanƒo ‰ de fato um poderoso instrumento de pesquisa que permite aquilatar a sa‡de econŠmico-financeira da empresa, no passado e no presente, e enseja a projeƒ„o desse resultado para o futuro; possibilita o conhecimento objetivo dos efeitos da administraƒ„o realizada pelos gerentes e permite mensurar o volume dos recursos livres ou patrimŠnio l…quido. (nelsonco1.sites.uol.com.br Acesso em: 15/10/2011 as 17h40) O professor Zorzo (www.claudiozorzo.com Acesso em 16/10/2011 as 19:30) define a an‹lise de quocientes ““ o processo de an‹lise mais utilizado porque oferece uma vis„o global da situaƒ„o econŠmica/financeira da empresa. S„o …ndices extra…dos das demonstraƒŒes cont‹beis numa mesma ‰poca para que se possa comparar o resultado da empresa com os …ndices das concorrentes.” Ribeiro (2005, p‹g. 116) tamb‰m trata a an‹lise de quocientes como sendo “o estudo comparativo entre grupos de elementos das demonstraƒŒes financeiras por meio de …ndices, objetivando o conhecimento da relaƒ„o entre cada um dos grupos do conjunto”. AN€LISE DOS DADOS DA COOPERATIVA DE CR•DITO DE LIVRE ADMISS‚O DE ASSOCIADOS VALE DO CERRADO – UA JUSCIMEIRA 1. Volume de operações de crédito As informaƒŒes sobre o volume de operaƒŒes de cr‰dito foram extra…das do Sistema SIAC Relat•rios, onde foi gerado um relat•rio contendo o valor total de operaƒŒes nos per…odos de 01/01/2008 a 31/12/2008, 01/01/2009 a 31/12/2009 e 01/01/2010 a 31/12/2010. 16 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 15.000.000,00 10.000.000,00 5.000.000,00 0,00 Quantidade em R$ 2008 2009 2010 11.628.079,72 10.885.655,91 14.110.976,19 Gr‹fico 1 – Volume de OperaƒŒes de Cr‰dito Fonte: Sistema SIAC - Relat•rios Autor: A autora Atrav‰s destas informaƒŒes, observa-se que no per…odo de 2009 houve uma diminuiƒ„o no volume de operaƒŒes, este fator pode se caracterizar como uma conseq–†ncia da crise no setor sucroalcoleiro que a regi„o do Vale do S„o Lourenƒo enfrentou. A regi„o sofreu financeiramente quando as Usinas que trabalham com cana-de-aƒ‡car passaram por problemas financeiros, por se tratar de uma regi„o onde n„o h‹ diversidade das culturas, o que a torna dependente do bom funcionamento das Usinas sucroalcoleiras. Ap•s superado a crise, em 2010 o volume de operaƒŒes de cr‰dito volta a crescer, e este aumento torna-se consider‹vel se comparado aos outros anos, pois, houve uma evoluƒ„o de aproximadamente 3 milhŒes de reais se comparado com o ano de 2008, o que representa um aumento de 21,35% em 2 anos. 2. Volume de inadimplência geral no período 400.000,00 300.000,00 200.000,00 100.000,00 0,00 Quantidade em R$ 2008 2009 2010 245.352,48 292.824,14 327.374,64 Gr‹fico 2 - Volume de Inadimpl†ncia Geral no Per…odo Fonte: Analyser Autor: A autora 17 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 O Sicredi, na gest„o de sua carteira de cr‰dito, considera como atraso todas as operaƒŒes de cr‰dito contratadas por associados e n„o liquidadas nos seus respectivos vencimentos. Para efeito de avaliaƒ„o do portf•lio e divulgaƒ„o, o Sicredi considera inadimpl†ncia os valores vencidos e n„o pagos a partir do 15” (d‰cimo quinto) dia da data pactuada. (Manual de Pol…ticas de Cr‰dito do Sicredi) De acordo com o manual de Pol…ticas de Cr‰dito do Sicredi para efeito de avaliaƒ„o ‰ considerado a inadimpl†ncia de t…tulos vencidos e n„o pagos a partir de 15 dias. Sendo assim, os dados do gr‹fico acima foram calculados da seguinte maneira: Foram extra…dos do Sistema Analyser as porcentagens mensais da inadimpl†ncia geral, conceito restrito, de cada per…odo. Esta porcentagem foi somada e dividida por 12 (total de meses em cada per…odo). Depois, o valor resultante foi calculado em cima do saldo total da carteira de cr‰dito. Exemplo: Ano 2008: Ind Inadimpl†ncia Geral > 14 5,87+5,48+5,57+1,08+1,20+0,78+0,52+0,30+0,14+0,25+2,08+2,06 dias CR (Conceito Restrito) = 25,33 / 12 = 2,11% Volume da Carteira de Crédito = R$ 11.628.079,72 x 2,11% = R$ 245.352,48 Como ‰ observado, na base do calculo acima existe uma definiƒ„o CR (Conceito Restrito), que ‰ o conceito utilizado para c‹lculo da inadimpl†ncia. Pois, na realidade existem dois tipos de conceitos, o amplo e o restrito, sendo que o conceito amplo de inadimpl†ncia considera o valor total do t…tulo que est‹ inadimplente, independente se o que est‹ em atraso seja apenas uma parcela do t…tulo. Exemplo: Valor total do t…tulo = R$ 20.000,00 N‡mero de parcelas = 20 Valor das parcelas = R$ 1.000,00 Supondo que o associado esteja apenas com 1 parcela em atraso, deste t…tulo com 20 parcelas, no conceito amplo de inadimpl†ncia, considera-se o valor nominal do t…tulo, ou seja, a inadimpl†ncia do associado ser‹ de R$ 20.000,00. No conceito restrito ‰ considerado apenas o valor que realmente est‹ em atraso. Utilizando o mesmo exemplo acima, no conceito restrito, a inadimpl†ncia do associado seria de R$ 1.000,00. 18 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 Desta forma, para que o c‹lculo seja preciso e as informaƒŒes corretas, utiliza-se do conceito restrito para que a inadimpl†ncia seja medida de forma eficaz. 3. Comparativo do volume de inadimplência 3,00 2,50 2,00 1,50 1,00 0,50 0,00 Percentual % 2008 2009 2010 2,11 2,69 2,32 Gr‹fico 3 - Comparativo do Volume de Inadimpl†ncia usa Autor: A autora Observa-se que o calculo utilizado neste quadro comparativo foi o valor total de inadimpl†ncia do per…odo dividido pelo volume total da carteira de cr‰dito vezes 100, para se chegar na porcentagem. Exemplo: Ano 2008: Volume total da inadimpl†ncia = 245.352,48 x 100 = 2,11% Volume de operaƒŒes = 11.628.079,72 Atrav‰s deste quadro observamos que no ano de 2009 houve um aumento no volume de inadimpl†ncia em relaƒ„o aos outros anos. O ano de 2009 apresentou um menor volume de operaƒŒes de cr‰dito, por‰m, apresentou um maior …ndice de inadimpl†ncia, gerada conseq–ente da crise financeira que afetou a regi„o. 4. Volume do Capital Social 3.000.000,00 2.000.000,00 1.000.000,00 0,00 Quantidade em R$ 2008 2009 2010 1.807.689,00 1.901.684,00 2.193.670,00 Gr‹fico 4 - Volume do Capital Social Fonte: Analyser Autor: A autora 19 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 O Capital Social da Cooperativa ‰ composto pelas quotas-partes dos associados, sendo assim, podemos definir alguns fatores que levaram a este aumento do capital social: - Confianƒa na cooperativa, por isso mais investimento; - Ingresso de novos associados; - Distribuiƒ„o das Sobras. Na realidade a junƒ„o destes fatores resultou no aumento do capital social da cooperativa, pois, houve investimento dos associados antigos, houve ingresso de novos e tamb‰m a distribuiƒ„o das sobras, pois, nos tr†s anos relatados a cooperativa obteve resultados positivos no fim do per…odo. Estas sobras representam o retorno aos associados do valor investido, ‰ o resultado dos ingressos menos todos os gastos e despesas, subtraindo tamb‰m os fundos obrigat•rios. Estas sobras s„o distribu…das proporcionalmente a cada s•cio no valor de operaƒŒes e serviƒos realizados com a cooperativa. Conforme relatado acima, a cooperativa obteve Sobras nos 03 per…odos analisados, 2008, 2009 e 2010. Segue abaixo gr‹fico que demonstra a evoluƒ„o das Sobras da Cooperativa, os dados apresentados s„o da Cooperativa em Geral, ou seja, resultado de todas as Unidades juntas, n„o s• da UA Juscimeira. 5. Sobras – Cooperativa Vale do Cerrado 1.500.000,00 1.000.000,00 500.000,00 0,00 Quantidade em R$ 2008 2009 2010 140.000,00 322.000,00 1.152.000,00 Gr‹fico 5 - Sobras – Cooperativa Vale do Cerrado Fonte: Relat•rio Anual 2009 e 2010 Autor: A autora Observamos que no ano de 2010 o valor das sobras foi mais expressivo que os outros anos. Isso ocorreu devido Ž incorporaƒ„o das duas cooperativas “Cerrado” e “Vale do S„o Lourenƒo”. Este resultado mostrou que realmente a uni„o 20 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 das cooperativas foi um passo importante para melhoria dos n‡meros e conseq–entemente mais desenvolvimento financeiro aos associados. Atrav‰s da an‹lise destes dados observamos que a cooperativa proporcionou em um valor consider‹vel cr‰dito aos seus associados com o fim de custear a realizaƒ„o das suas atividades, sendo que como citado acima nas cooperativas Žs taxas de juros s„o menores do que nos Bancos o que proporciona mais facilidade no pagamento. Observamos tamb‰m que o volume de inadimpl†ncia ‰ pequeno se comparado com o volume de cr‰dito emprestado, desta forma conclu…mos que o associado possui compromisso com a cooperativa e entende seu papel como s•cio, pois, procura manter um relacionamento rec…proco de confianƒa e portas abertas. Uma vez que o associado entende seu papel como s•cio ele tamb‰m busca investir em sua cooperativa, logo observamos o volume do capital social que gradativamente foi aumentando ano a ano. No ‡ltimo gr‹fico observamos a distribuiƒ„o de sobras aos associados que ‰ a prova m‹xima de que a cooperativa realmente existe em funƒ„o de todos os seus s•cios, pois, todo o resultado de sua atividade ‰ dividido proporcionalmente a cada um de acordo com suas movimentaƒŒes, quanto mais se usa da cooperativa mais retorno se tem dela. Estes dados revelam que a cooperativa no munic…pio de Juscimeira realmente vem colaborando para o desenvolvimento social e econŠmico de seus associados. Social, pois proporciona uma vida em sociedade por parte de seus associados, ‰ preciso que eles participem da cooperativa, sejam ativos, indo Žs reuniŒes, visitando a cooperativa, buscando relacionar-se com os outros s•cios da cooperativa, pois, afinal de contas, o sucesso da cooperativa representa o sucesso de todos. O desenvolvimento econŠmico os pr•prios gr‹ficos mostram, o acesso a cr‰dito quando necess‹rio, o capital investido que pertence ao associado, mas que de acordo com que a cooperativa cresce, ele tamb‰m aumenta, sendo este aumento representado tamb‰m pelas sobras o que proporciona mais agregaƒ„o de renda aos s•cios da cooperativa. CONSIDERAÇÕES FINAIS 21 REVISTA CIENT€FICA ELETR•NICA DE CI‚NCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicaƒ„o cient…fica da Faculdade de Ci†ncias Sociais Aplicadas do Vale de S„o Lourenƒo - Jaciara/MT Ano V, N‡mero 07, novembro de 2012 – Periodicidade Semestral – ISSN 1806-6283 Atrav‰s desta pesquisa podemos compreender que o cooperativismo auxiliou no desenvolvimento social e econŠmico de Juscimeira, atrav‰s de um fator principal, o acesso ao cr‰dito, que proporcionou aos associados mais recursos para financiar suas atividades, e assim estar melhorando a qualidade dos produtos e dos serviƒos prestados, sejam produtor rural ou uma empresa. Estes dados tamb‰m revelam o desenvolvimento social, pois, a cooperativa proporciona uma vida em sociedade para seus associados, ‰ preciso que eles participem da cooperativa, o investimento no capital social ‰ uma forma de participar, investir na cooperativa, os dados indicam uma evoluƒ„o no capital social, mostrando que os associados est„o investindo na cooperativa, s• investe que realmente acredita no neg•cio, os associados entenderam que o sucesso da cooperativa representa o sucesso de todos. Atrav‰s de seu pensamento solid‹rio, participativo e buscando sempre a igualdade, o cooperativismo conseguiu conquistar seu espaƒo dentro da sociedade, a intenƒ„o de unir forƒas para realizar o trabalho e assim proporcionar as pessoas Ž participaƒ„o, o cooperativismo abrange a id‰ia de desenvolvimento econŠmico sustent‹vel, e este ‰ o objetivo almejado, e este foi o objetivo conquistado, pois a cooperativa aumentou se firmou e hoje ‰ referencia no mercado financeiro do munic…pio. 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