PLANO DE NEGÓCIOS DO ENTRE POSTO
DE MEL DE LAJE DO MEIO
2008
PLANO DE NEGÓCIOS DO ENTREPOSTO DO MEL DO
PROJETO DE ASSENTAMENTO LAJE DO MEIO
APODI/RN, OUTUBRO DE 2008
SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL
Secretário
Humberto Oliveira
Coordenador de Cooperativismo, Negócios e Comércios/SDT
Vital de Carvalho Filho
COOPERATIVA DOS TRABALHADORES AUTÔNOMOS
Presidente da CTA
Aurenísia Celestino Figueiredo Brandão
Coordenador dos Convênios – MDA/CTA
Valter de Carvalho
CONVÊNIO CTA/SDT
Coordenação Técnica do Curso
Sebastião Francisco de Menezes – Consultor CTA
João Matos Filho – Consultor UFRN
Organização e Sistematização
Ângelo Márcio Fernandes de Souza – Consultor CTA
Maria Janaína Alves da Silva – Consultora CTA
Elaboração
Francisco Gonçalo Filho – Engenheiro Agrônomo
LISTA DE SIGLAS
AL
Alagoas
ATES
Assistência Técnica e Extensão
AVSF
Agrônomos e Veterinários sem Fronteira
BA
Bahia
BPA
Boa Práticas Apícolas
BPF
Boas Práticas de Fabricação
CE
Ceará
COOAFAP
Cooperativa da Agricultura Familiar de Apodi
CONAB
Companhia Nacional de Abastecimento
CPT
Comissão Pastoral da Terra
CREDIOESTE-SOL
Cooperativa de Crédito Solidário do Oeste Potiguar
EMATER
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural
FIC
Fundo de Investimento Coletivo
FIDA
Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola
FUNDAF
Fundo de Desenvolvimento da Agricultura Familiar
FUNDESSOL
Fundo de Desenvolvimento Solidário de Apodi
INCRA
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
IDEMA
Instituto de Defesa do Meio Ambiente
MDA
Ministério do Desenvolvimento Agrário
MG
Minas Gerais
ONG
Organização não Governamental
PAA
Programa de Aquisição de Alimentos
PB
Paraíba
PCPR
Programa de Combate a Pobreza Rural
PDA
Programa de Desenvolvimento de Assentamento
PDHC
Projeto Dom Helder Câmara
PDS
Programa Desenvolvimento Solidário
PE
Pernambuco
PI
Piauí
PRONAF
Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar
RN
Rio Grande do Norte
SDT
Secretaria de Desenvolvimento Territorial
SETHAS
Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social
SE
Sergipe
SIF
Serviço de Inspeção Federal
STR
Sindicato dos Trabalhadores Rurais
SUDENE
Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste
UFRN
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
LISTA DE TABELAS
TABELA 1: DEMONSTRATIVO DA DIMENSÃO DO PROJETO 13
Tabela 2: Orçamento do projeto 1 43
Tabela 2: Orçamento geral do projeto 2
47
Tabela 3: Custo com honorários técnicos: 47
Tabela 4: custo com transporte e alimentação:
Tabela 5: Orçamento do projeto 3 50
Tabela 6: Orçamento do projeto 4 52
Tabela 7: Orçamento do projeto 5 56
Tabela 8: Orçamento do projeto 6 59
48
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO
9
1 CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
11
1.1 DESCRIÇÃO .................................................................................................................................. 11
1.2 TIPO DE ATIVIDADE ..................................................................................................................... 12
1.3 RECURSOS DISPONÍVEIS .............................................................................................................. 12
1.4 DIMENSÃO DO EMPREENDIMENTO ............................................................................................ 13
1.5 ASPECTOS LEGAIS E SANITÁRIOS ................................................................................................. 14
2 AMBIENTE DO EMPREENDIMENTO
15
2.1 AMBIENTE INTERNO .................................................................................................................... 15
2.1.1 Clima ......................................................................................................................... 15
2.1.2 Relevo ....................................................................................................................... 16
2.1.3 Pedologia ................................................................................................................... 16
2.1.4 Revestimento Florístico .............................................................................................. 16
2.1.5 Drenagem .................................................................................................................. 18
2.1.6 Uso Atual ................................................................................................................... 18
2.1.7 Disponibilidade de Transporte .................................................................................... 18
2.1.8 Energia e Comunicação............................................................................................... 18
2.1.9 Acesso aos mercados privados e institucionais ............................................................ 19
2.1.10 Redes de Comercialização......................................................................................... 19
2.1.11 Tecnologias de produtos e de processos.................................................................... 19
2.1.12 Mão-de-obra ............................................................................................................ 20
2.1.13 Ambiente Institucional ............................................................................................. 20
2.1.14 Instrumentos de políticas públicas de apoio ao empreendimento .............................. 20
2.1.15 Potencialidades na visão dos agricultores ................................................................. 21
2.1.16 Problemas na visão dos agricultores ......................................................................... 22
2.2 AMBIENTE EXTERNO ................................................................................................................... 23
2.2.1 Oportunidades ........................................................................................................... 23
2.2.2 Ameaças .................................................................................................................... 24
2.2.3 Soluções indicadas ..................................................................................................... 24
3 ASPECTOS DE MERCADO
27
3.1 PROJEÇÕES DA OFERTA ............................................................................................................... 27
3.2 EVOLUÇÃO DA DEMANDA DOS MERCADOS PRIVADOS E INSTITUCIONAIS ................................ 27
3.3 ANÁLISES DE PREÇOS DE INSUMOS E PRODUTOS ....................................................................... 28
3.4 MERCADO DE MATÉRIAS-PRIMAS ............................................................................................... 28
3.5 COMPARATIVO ENTRE A OFERTA E A DEMANDA ........................................................................ 29
4 ASPECTOS TÉCNICOS
31
4.1 PROCESSO PRODUTIVO ............................................................................................................... 31
4.2 MATERIAIS................................................................................................................................... 31
4.3 PROGRAMA DE PRODUÇÃO ........................................................................................................ 31
4.4 MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS.................................................................................................... 31
4.5 EDIFICAÇÕES ............................................................................................................................... 32
4.6 ORGANOGRAMA DE PRODUÇÃO ................................................................................................ 33
5 OBJETIVOS 37
5.1 OBJETIVO GERAL ......................................................................................................................... 37
5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .............................................................................................................. 37
6 EIXOS ESTRATÉGICOS
39
6.1 DIMENSÃO INSTITUCIONAL ........................................................................................................ 39
6.2 DIMENSÃO ECONÔMICA ............................................................................................................. 39
6.3 DIMENSÃO TECNOLÓGICA .......................................................................................................... 40
6.4 DIMENSÃO AMBIENTAL .............................................................................................................. 40
7 PROJETOS
41
7.1 PROJETO 1 – CONSTRUÇÃO DE ALMOXARIFADO E AQUISIÇÃO DE VESTIMENTAS ..................... 41
7.2 PROJETO 2 – CAPACITAÇÃO ........................................................................................................ 44
7.3 - PROJETO 3 – CAPTAÇÃO DE CAPITAL DE GIRO .......................................................................... 49
7.4 PROJETO 4 – AQUISIÇÃO DE EMBALAGENS ................................................................................. 51
7.5 - PROJETO 5 – MELHORIA DA INFRA-ESTRUTURA PRODUTIVA ................................................... 54
7.6 - PROJETO 6 – ASSISTÊNCIA TÉCNICA ESPECIALIZADA EM MARKETING. ..................................... 56
8 PERFIL DA ORGANIZAÇÃO GESTORA
61
8.1 IDENTIFICAÇÃO ........................................................................................................................... 61
8.2 RECURSOS HUMANOS ................................................................................................................. 62
8.3 EXPERIÊNCIA ............................................................................................................................... 62
8.4 ESTRATÉGIA DE FINANCIAMENTO............................................................................................... 62
8.5 INFRA-ESTRUTURA DISPONÍVEL .................................................................................................. 63
9 ASSESSORAMENTO TÉCNICO
65
9.1 ASSESSORAMENTO DE CARÁTER GERAL ..................................................................................... 65
9.2 ASSESSORAMENTO DE CARÁTER ESPECÍFICO ............................................................................. 65
10 FONTES DE FINANCIAMENTOS
11 IMPACTO AMBIENTAL
69
12 MODELO DE GESTÃO
71
67
12.1 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ................................................................................................. 72
12.2 PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS ...................................................................................... 72
12.3 INSTRUMENTOS DE CONTROLE................................................................................................. 72
12.4 DISTRIBUIÇÃO DOS RESULTADOS.............................................................................................. 73
12.5 FUNDO DE RECUPERAÇÃO ........................................................................................................ 73
13 ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA E SOCIAL
14 CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO
75
77
14.1 FLUXO DE EXECUÇÃO ................................................................................................................ 77
15 LISTA DE BENEFICIÁRIOS 79
APÊNDICE
83
METODOLOGIA
83
MAPEAMENTO DOS EMPREENDIMENTOS ASSOCIATIVOS EXISTENTES NOS TERRITÓRIO RURAIS .. 83
SELEÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS.................................................................................................. 83
SENSIBILIZAÇÃO E FORMAÇÃO DOS TÉCNICOS................................................................................. 84
PRIMEIRA OFICINA COM EMPREENDEDORES ................................................................................... 84
LEVANTAMENTO DOS PROBLEMAS, POTENCIALIDADES, SOLUÇÕES E VISÃO DE FUTURO .............. 84
SEGUNDA OFICINA ............................................................................................................................ 85
REDAÇÃO FINAL DO PLANO .............................................................................................................. 85
ANEXO I – ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DO ENTREPOSTO DE MEL
88
I.1 ESTRTURA E CAPITAL EXISTENTE .................................................................................................. 88
I.2 CUSTO DE IMPLANTAÇÃO OU AMPLIAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ........................................... 89
I.3 CUSTO DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO............................................................................... 91
I.4 CUSTO DE ASSESSORAMENTO TÉCNICO E GERENCIAL ................................................................. 93
I.5 CONSOLIDAÇÃO DOS CUSTOS ...................................................................................................... 93
I.6 PRODUÇÃO ESPERADA, SEGUNDO CLASSIFICAÇÃO DO PRODUTO .............................................. 94
I.7 PRODUÇÃO SEGUNDO O MERCADO ............................................................................................ 95
I.8 PROJEÇÃO DAS RECEITAS COM VENDAS ...................................................................................... 98
I.9 CONSOLIDAÇÃO DAS ENTRADAS DE RECURSOS......................................................................... 100
I.10 FLUXO DE CAIXA ....................................................................................................................... 100
I.11 TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)............................................................................................ 100
9
APRESENTAÇÃO
O “Plano de Negócios do Entreposto do Mel do Projeto de Assentamento Laje do
Meio”, localizado no município de Apodi/RN, é um dos 11 (onze) empreendimentos
associativos familiares, nos quais a elaboração e a implementação dos projetos estão sendo
assessoradas pela Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos – CTA, qualificada como
organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), nos termos da legislação em
vigor.
Seguindo a metodologia adotada pela CTA, objeto dos entendimentos
firmados com a Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT), do Ministério do
Desenvolvimento Agrário (MDA), a elaboração deste plano e dos projetos que o integram,
fundamentou-se em um processo técnico e político, do qual participaram os trabalhadores
assentados e técnicos do quadro social da CTA.
O “Plano de Negócios” apresentado neste documento foi fruto, portanto, de um
trabalho que contou com a efetiva participação dos trabalhadores diretamente interessados,
desde a discussão dos conceitos básicos e dos procedimentos metodológicos, até a
realização das oficinas para definição das prioridades, desenho dos eixos estratégicos e
elaboração dos projetos produtivos.
No entanto, diversas instituições-parceiras já vêm apoiando as atividades
desenvolvidas no Assentamento Laje do Meio, entre as quais podem ser destacadas:
Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); Projeto Dom Hélder/FIDA; Sindicato dos
Trabalhadores Rurais (STR); Programa de Desenvolvimento Solidário; Projeto ELO (PDHC);
PRONAF; e, Visão Mundial.
O Plano prevê a continuidade e a ampliação dessas parcerias, e, para implementação
das ações propostas, propõe um modelo de gestão composto pela seguinte estrutura: uma
coordenação no nível estratégico, que será exercida pela Cooperativa de Agricultura Familiar
de Apodi (COOAFAP), que é responsável pela comercialização; a nível local por Grupos de
Produtores, que fazem parte da Associação Comunitária, à qual está ligado do Entreposto de
Mel, que recebe o mel dos apicultores, beneficia e cobra por isto uma taxa de manutenção,
conforme mostrado no fluxograma e na descrição do modelo de gestão apresentados em
item próprio deste documento.
10
O custo total das despesas de custeio e investimento é de R$ 921.161,60, originados
de diversas fontes de financiamento, entre as quais se incluem transferências não
reembolsáveis, financiamentos oficiais, e recursos para implantação de infra-estrutura e
produção de bens e serviços públicos por instituições ligadas aos governos federal, estadual
e municipal.
Assim concebido, o Plano ficou composto por 05 (cinco) dimensões – econômica,
ambiental, institucional, social e científico-tecnológica –, e, por 06 (seis) projetos a seguir
nomeados: 1 – Construção de Almoxarifado e Aquisição de Vestimentas; 2 – Capacitação de
Produtores de Mel; 3 – Captação de Capital de Giro; 4 – Aquisição de Embalagens; 5 –
Melhoria da Infra-estrutura Produtiva; 6 – Assistência Técnica Especializada em “Marketing”.
11
1 CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
1.1 DESCRIÇÃO
O Entreposto do Mel do Projeto de Assentamento Laje do Meio está localizado no
município de Apodi, a uma distância de 100 quilômetros de Mossoró, 360 quilômetros de
Fortaleza, e, 370 quilômetros de Natal. Trata-se, portanto, de uma posição estratégica para a
finalidade do Entreposto, e de suas ligações institucionais, que é receber, beneficiar e
encaminhar o mel de abelha e seus derivados para comercialização.
A área total do assentamento onde está localizado o Entreposto é de 756 hectares,
onde residem 23 famílias. A principal atividade econômica dessas famílias é a produção de
mel de abelha e seus derivados, porém outras atividades importantes para geração de renda
e autonomia alimentar são também desenvolvidas, como é o caso da caprinocultura e da
agricultura de sequeiro baseada no plantio de milho, feijão e sorgo.
O Território onde está localizado o assentamento conta com diversos favores
favoráveis para as atividades agropecuárias e agroindustriais que estão sendo propostas
neste Plano, entre os quais podem ser destacados: clima favorável para a apicultura; florada
adequada; agricultores capacitados para realizarem as boas práticas de manejo dos apiários
e do beneficiamento do mel; e, uma adutora que leva água para todos os lotes, o que é de
fundamental importância para manutenção das abelhas no período de seca.
Além dos fatores acima referidos, existem no assentamento: apiários com cerca de
1.300 colméias; mão-de-obra disponível das 23 famílias assentadas; e, consciência ecológica
por parte dos agricultores, particularmente no que se refere à manutenção da vegetação; e,
a não utilização de agrotóxicos para não prejudicar o manejo da apicultura. Com estas
práticas, está sendo obtida uma boa produtividade do mel, situada em torno de 40 quilos
por colméias.
A produção obtida é comercializada nos mercados privado e institucional. No
primeiro caso, o Assentamento tem acesso ao Programa de Aquisição de Alimento – PAA,
para comercializar parte da produção de mel dos apicultores; tem um bom nível
organizacional, através da associação do assentamento; dispõe de assessoramento técnico;
12
e, mantém parcerias institucionais que têm sido de fundamental importância para
viabilidade do projeto.
Mesmo diante destes potenciais os apicultores ainda contam com muitas
dificuldades entre as quais podemos enumerar: presença de pragas na apicultura; migração
de abelhas de outras regiões que podem trazer doenças para os apiários e prejuízos para os
apicultores; perda de enxames devido à escassez da florada no período de seca e por
manejo insuficiente; resistência às orientações técnicas; equipamentos insuficientes;
capacitação prática insuficiente para o manejo, colheita de mel e beneficiamento; acesso ao
mercado; deficiência de capital de giro para realizar adiantamento aos apicultores e garantir
o estoque de mel; planejamento inadequado para as compras governamentais na relação
entre cooperativa e governo.
O presente plano pretende contribuir para o crescimento da apicultura na Chapada
do Apodi, hoje responsável por 70% da produção do Estado do Rio Grande do Norte, e, em
particular, possibilitar a consolidação da nova estratégia do Projeto de Assentamento Laje do
Meio na busca de uma gestão de excelência para o Entreposto do Mel.
É grande a expectativa da comunidade para a melhoria da renda das famílias após a
conclusão do Entreposto e conseqüente obtenção do SIF (Serviço de Inspeção Federal), o
que lhes proporcionou as condições exigidas para o processamento como também para
comercialização.
1.2 TIPO DE ATIVIDADE
Produção, industrialização e comercialização de mel de abelhas e seus derivados.
1.3 RECURSOS DISPONÍVEIS
Os recursos disponíveis foram inicialmente obtidos do PRONAF A, contratado pelas
famílias envolvidas na construção da casa do mel, que foi sendo ampliada com recursos
próprios. Diante da necessidade de agregação de valor ao produto, as famílias, com
assessoramento do Centro Terra Viva e do Projeto Dom Helder Câmara (MDA/FIDA),
13
elaboraram um Projeto de uma máquina de sachet, que foi financiado pelo Programa
Desenvolvimento Solidário.
No entanto, por ser o sachet o produto final industrializado, surgiu a necessidade de
adequação do estabelecimento às normas sanitárias do Serviço de Inspeção Federal,
conforme estabelece a legislação em vigor. A adequação a essas normas foi feita através de
um projeto de adequação da casa do mel em Entreposto através do Projeto ELO (PDHC).
Atualmente os recursos disponíveis estão sendo destinados para assistência técnica e
manutenção do estabelecimento através da renda gerada pelo empreendimento, originada
da cobrança de uma taxa de 3% a 5% cobrados aos sócios e não sócios do estabelecimento,
respectivamente.
1.4 DIMENSÃO DO EMPREENDIMENTO
O Entreposto do mel e cera de abelhas de Laje do Meio, no município de Apodi, está
localizado no Projeto de Assentamento Laje do Meio, próximo à vila residencial, onde ocupa
uma área de 2.500 m2.
A Tabela 1, abaixo, mostra a produção de mel esperada para o período de 2008 a
2012 segundo os tipos de envasamentos mais frequentemente utilizados nos assentamentos
que produzem mel de abelha e seus derivados no Rio Grande do Norte.
Tabela 1: Demonstrativo da dimensão do projeto
Descrição
Quantidade por ano
2008
2009
2010
2011
2012
Mel agranel
20.000 kg
23.750 kg
31.250 kg
38.750 kg
46.250 kg
Mel em sache
15.000 kg
15.000 kg
15.000 kg
15.000 kg
15.000 kg
Mel em bisnaga 280 gr
-
1.000 kg
1.250 kg
1.500 kg
1.750 kg
Mel em garrafas pet 300 gr
-
1.000 kg
1.250 kg
1.500 kg
1.750 kg
Mel em garrafas pet 700 gr
-
1.000 kg
1.250 kg
1.500 kg
1.750 kg
Mel em pote de 280 gr
-
1.000 kg
1.250 kg
1.500 kg
1.750 kg
Mel em pote de 700 gr
-
1.000 kg
1.250 kg
1.500 kg
1.750 kg
14
1.5 ASPECTOS LEGAIS E SANITÁRIOS
O Entreposto de Mel e Cera de Abelha de Laje do Meio recebeu recentemente o
Serviço de Inspeção Federal (SIF), que o habilita a processar mel dentro das exigências legais
e sanitárias.
15
2 AMBIENTE DO EMPREENDIMENTO
2.1 AMBIENTE INTERNO
2.1.1 Clima
O Clima predominante em toda a Chapada do Apodi, região onde está inserido o
assentamento, é o tropical semi-árido com períodos de seca e chuvosa bem definida, com
uma distribuição irregular no tempo e no espaço, característica do semi-árido brasileiro.
O regime pluviométrico básico da bacia origina-se da zona de convergência
intertropical (ZCIT), apresentando duas estações: uma chuvosa, com duração de 3 a 5 meses,
que ocorre no verão e no outono, sendo chamado de “inverno”; e outra, mais longa, seca,
que acontece no inverno e primavera, conhecida como “verão”. Situa-se numa faixa de
isoietas médias que variam entre 600 a 700 mm anuais de chuvas e cujos regimes são
irregulares.
A média da temperatura anual da bacia varia de 26º a 28ºC, sendo relativamente
constante. A insolação anual apresentada em todo semi-árido é em média de 2800
h/luz/ano. Devido a baixa nebulosidade, a evaporação anual é de 2000 mm, o que
corresponde a 7 mm diários. Comparando esses dados com os números da pluviosidade,
nota-se um significativo déficit deste último, comprovando as dificuldades climáticas
regionais.
Segundo classificação de Köppen, o tipo predominante é o clima BSw’h’muito quente
e semi-árido, a estação chuvosa se atrasa para o outono. O trimestre mais chuvoso é
fevereiro, março e abril e período mais seco nos meses de setembro e outubro (SUDENE,
1971).
Segundo Maia (2004) nessa região, chamada de “Polígono das Secas”, o clima é semiárido, quente, com baixa pluviosidade (entre 250 e 800 mm anuais). Existindo duas estações
distintas durante o ano: a estação chuvosa (chamada de inverno) de 3 a 5 meses, com
chuvas irregulares, torrenciais, locais e de pouca duração; e a época seca (chamada de
verão), de 7 a 9 meses, quase sem chuvas. A temperatura média fica entre 24 e 26ºC com
16
pouca variação durante o ano. A insolação é muito forte, já que a região se situa perto do
equador.
2.1.2 Relevo
O relevo é plano característico da Chapada do Apodi, sem problemas com erosão por
sulcos ou voçorocas e sem indícios de erosão laminar, pois não foi verificada ainda perda de
produtividade, apresentando-se, portanto, solos em bom estado de conservação.
2.1.3 Pedologia
O Projeto de Assentamento Laje do Meio está localizado em uma região sedimentar,
especificamente no Calcário Jandaira, com Cambissolo Estrófico que são solos rasos a
profundos, desenvolvidos a partir de diversas rochas, destacando-se as calcárias e
Chernossolos (Rendzinas): caracteristicos da Chapada do Apodi, que são solos rasos,
moderados a imperfeitamente drenados. Derivados de calcários são solos alcalinos de
acordo com o IDEMA/RN.
Em alguns locais há o afloramento do calcário, o que torna parte da área imprópria
para a agricultura. No entanto, como apresenta uma cobertura florística entre as rochas, é
perfeitamente aproveitável para a exploração apícola, além da exploração das pedras para o
uso na construção civil, sendo assim um complemento da renda das famílias na estação seca
do ano.
2.1.4 Revestimento Florístico
O Projeto de assentamento Laje do Meio está localizado num dos maiores biomas
brasileiros, a Caatinga, que ocupa grande parte de área no Nordeste. Segundo uma avaliação
17
por Sampaio e Rodal citado por Lopes (1999), a área da caatinga estende-se em
aproximadamente 935.000 km2, ocorrendo em partes dos estados do PI, CE, RN, PB, PE, AL,
SE, BA e MG.
O Projeto de Assentamento Laje do Meio se encontra com a área de Reserva Legal de
acordo com a legislação vigente do País. Segundo o Código Florestal, a reserva legal se
constitui em uma área contendo no mínimo 20% da área da propriedade rural, de uso
limitado, onde somente é permitida a utilização de seus recursos sob regime de rendimento
sustentado, devendo ainda ser de área contínua. Caso contrário, é obrigatório o uso de
corredores ecológicos interligando as áreas.
Laje do Meio está localizada numa área única e contínua, parcialmente em fase de
sucessão ecológica devido à queima ocorrida na área durante o período que antecedeu a
implantação do assentamento, podendo ser considerada uma área em fase final de
regeneração que vem sendo preservada, o que pode ser constatado pela presença maciça
de espécies de rápido crescimento, como jurema, marmeleiro e velame, com altura média
dos indivíduos de 3 metros segundo uma avaliação do Plano de Recuperação do
Assentamento.
Em termos de vegetação, podemos notar a preocupação por parte dos assentados na
preservação dos recursos naturais existentes e a perspectiva de uma utilização racional dos
mesmos. Para exemplificar essa afirmação, recentemente, quando da elaboração do
PRONAF Recuperação, a maioria dos assentados alocou recursos para manejo racional da
Caatinga, em virtude da apicultura ser uma atividade que depende exclusivamente de uma
vegetação bem conservada e que tenha entre suas espécies plantas que florescem o ano
todo e principalmente nas épocas mais secas do ano e isso só é possível através de um
manejo sustentável na Caatinga. A vegetação existente na região se caracteriza como
caatinga hiperxerófila, sendo encontradas na região as seguintes espécies: angico, pereiro,
cumarú, umburana, aroeira, mororó, pau branco, jurema preta, jurema branca, jurema de
embira, catingueira, marmeleiro, sabiá, quixabeira, juazeiro, mufumbo, peão, ameixa e
maniçoba. Também são encontradas as seguintes espécies, porém em menor quantidade:
burra leiteira, maniçoba, pinhão e angico.
18
2.1.5 Drenagem
Os solos da área apresentam um leve problema de drenagem em virtude do relevo
plano, o que ocasiona deslocamento das águas com menos velocidade e do afloramento do
calcário em alguns locais.
2.1.6 Uso Atual
Atualmente o Entreposto está sendo utilizado pelos beneficiários do Projeto de
Assentamento, além de beneficiar parte do mel de todo o município através de uma parceria
com a COOAFAP (Cooperativa da Agricultura Familiar de Apodi).
2.1.7 Disponibilidade de Transporte
O acesso ao Entreposto se dá através da BR 405, entrando-se à direita no sentido
Mossoró – Apodi, no Km 73, seguindo pela estrada RN que dá acesso ao Lajedo de Soledade
através de vias asfaltadas até este ponto. Daí segue-se em estrada de chão batido em estado
bom, permitindo o tráfico de veículos de modo geral.
2.1.8 Energia e Comunicação
O fornecimento de energia se dá através de rede de 13,8 KVA, oriunda de
comunidades vizinhas, em Laje do Meio. A concessionária instalou um transformador e
derivações nonofásicas/trifásicas (220/380 v), para o abastecimento das residências e
demais instalações do assentamento No que se refere à comunicação, existe apenas um
19
telefone público na comunidade próximo ao assentamento. Algumas residências possuem
antenas para o acesso ao sistema de telefonia celular.
2.1.9 Acesso aos mercados privados e institucionais
O acesso ao mercado se dá através da Cooperativa da Agricultura Familiar de Apodi
na qual a maioria dos membros é associada. A cooperativa tem contratos do PAA (Programa
de Aquisição de Alimentos), através da doação simultânea e da formação de estoque de
produtos da Agricultura Familiar, além da venda para o mercado privado de mel a granel.
Após a autorização de funcionamento do Entreposto com SIF, espera-se conquistar o
mercado, agregando valor através da estratificação do produto em embalagens menores e
venda direta aos supermercados.
2.1.10 Redes de Comercialização
Além do acesso via cooperativa, os produtores comercializam através da rede xiquexique de comercialização solidária. Vale salientar que alguns agricultores vinculados ao
Entreposto estão na busca da Certificação Orgânica o que vai lhes proporcionar acesso a
nichos especiais de mercado.
2.1.11 Tecnologias de produtos e processos
O processo de implantação de unidades de produção de mel é bastante simples do
ponto de vista da tecnologia empregada, pois se trata de máquinas e processos de uso e
domínio de todos os beneficiários.
20
2.1.12 Mão-de-obra
A mão de obra é exclusivamente familiar com a ocupação de quase todos da família,
pois muitos dos jovens já acompanham os pais na atividade e o beneficiamento em sachet é
feito pelo grupo de mulheres.
2.1.13 Ambiente Institucional
A associação do Projeto de Assentamento Laje do Meio faz parte do Fórum da
Agricultura Familiar de Apodi, sendo através desta conectada com uma rede de articulação
social, composta pelo STR (Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi) e outras sociedades
civis, além de possuir uma parceria com a Cooperativa da Agricultura Familiar de Apodi
(COOAFAP), através da qual parte da produção de mel do município é beneficiada e colocada
nos mercados institucional e privado.
A associação vem contando com parcerias do Projeto Dom Hélder Câmara, Governo
do Estado do Rio Grande do Norte, através do Projeto de Combate á Pobreza Rural,
Cooperativa Terra Viva, na oferta de assessoramento técnico e Visão Mundial.
2.1.14 Instrumentos de políticas públicas de apoio ao empreendimento
O estabelecimento começou a tornar-se uma realidade através de recursos do
PRONAF (sendo executado pelo Banco do Nordeste do Brasil), cuja elaboração se deu com o
apoio da assistência técnica do Centro Terra Viva, inicialmente viabilizada através do
Programa de ATES/INCRA, prosseguindo com o apoio do Projeto Dom Helder Câmara, com o
intuito de se obter a interação das políticas públicas buscou-se o apoio de outros programas
e projetos como o Programa Desenvolvimento Solidário (SETHAS/RN) e o Projeto Semeando
Agroecologia.
21
2.1.15 Potencialidades na visão dos agricultores
A oficina que foi realizada no Projeto de Assentamento Laje do Meio possibilitou a
livre manifestação dos trabalhadores, e, conseqüentemente, o levantamento das
potencialidades que, na visão deles, mais poderão contribuir para o desenvolvimento local,
conforme especificado a seguir:
 Clima favorável para a apicultura;
 florada adequada;
 boas práticas/manejo das abelhas;
 água (adutora leva águas para todos os lotes);
 casa do mel que está sendo transformada em entreposto do mel;
 beneficiamento do mel (sachet, bisnagas etc);
 bom valor de mercado;
 apiários com cerca de 1.300 colméias;
 mão-de-obra de 23 famílias de apicultores;
 consciência ecológica, não desmatando a vegetação e não usando agrotóxicos;
 boa produtividade de mel, em torno de 35.000 kg por ano;
 comercialização através da compra direta – PAA;
 organização dos produtores;
 associação do assentamento;
 acompanhamento técnico;
 transporte para o acesso aos apiários;
 parcerias com:
 PRONAF;
 PDHC;
 MDA-FIDA;
 PDS;
 Terra Viva;
22
 STR;
 Visão Mundial;
 COOAFAP;
 diversidade da produção no assentamento com caprinos, apicultura, feijão e milho;
 obtenção do SIF nacional.
2.1.16 Problemas na visão dos agricultores
Por último, mas não menos importante, os trabalhadores indicaram um conjunto de
problemas que precisam ser progressivamente resolvidos para que o êxito do
empreendimento seja garantido, conforme especificado a seguir:
 Presença de pragas na apicultura;
 migração de abelhas de outras regiões causando prejuízo podendo trazer doenças
para os apiários;
 perda de enxames:
 escassez da florada;
 manejo inadequado;
 resistência as orientações técnicas;
 manejo inadequado na implantação, colheita e controle de pragas;
 equipamentos insuficientes;
 formão;
 carro de mão padronizado;
 capacitação insuficiente para o manejo, colheita de mel e beneficiamento;
 mercado parado por falta de capital de giro;
 planejamento inadequado para as compras governamentais na relação entre
cooperativa e governo (quantidade e tempo);
 dificuldade de cumprimento da legislação para agricultura familiar;
23
 insuficiência de armazenamento do mel espaço climatizado, baldes, tambores e
paletas;
 limitação ao mercado institucional;
 limitação da venda do mel a granel para o mercado privado;
 modelo de comercialização do mel beneficiado;
 dificuldade de acesso à estradas vicinais, RNs e BRs para escoamento da produção; e
 falta de compreensão por parte dos sócios apicultores.
2.2 AMBIENTE EXTERNO
2.2.1 Oportunidades
O diálogo dos técnicos com os trabalhadores possibilitou o levantamento das
seguintes oportunidades para o Plano de Negócios do entreposto de mel de Laje do Meio:
 Compra direta – PAA;
 Mercado diversificado: institucional e privado;
 Parcerias com:
 PRONAF;
 PDHC;
 MDA-FIDA;
 PDS;
 Terra Viva;
 STR;
 Visão Mundial;
 COOAFAP
 Qualidade do mel orgânico;
24
 Linhas de crédito
2.2.2 Ameaças
Seguindo a mesma metodologia utilizada para levantamento das oportunidades
foram identificadas as seguintes ameaças:
 Migração de apiários de outras regiões causando prejuízos e trazendo doenças
para as abelhas;
 Perda do SIF nacional;
 Venda para o atravessador;
 Extinção de políticas governamentais como o compra direta;
 Secas prolongadas;
 Baixa qualidade da produção e do processamento; e
 Falta de monitoramento e rastreabilidade da produção do mel por apicultor.
2.2.3 Soluções indicadas
A síntese obtida com o balanço das oportunidades e ameaças possibilitou a indicação
das seguintes soluções:
 Capital de Giro via CONAB em tempo oportuno;
 Formação de Capital de Giro com recursos próprios;
 Capacitação para:
 colheita;
 controle de pragas;
25
 diversificação da produção;
 manejo;
 Beneficiamento;
 Boas práticas;
 Fortalecimento em associativismo e cooperativismo;
 Melhoria as infra-estrutura básica de manejo, armazenamento e processamento :
 Espaço climatizado para o armazenamento do mel;
 Baldes e tambores;
 Fardamento padronizado;
 Paletas;
 Utensílios (funil);
 Formão;
 Carro de mão.
 Assessoria técnica especializada, específica e exclusiva para a apicultura;
 Estratificação do envasamento para agregar valor;
 Formulação e desenvolvimento de estratégia de mercado para comercialização
dos produtos fracionados;
 Normatizar a proibição da apicultura migratória vinda de outras regiões;
 Realizar campanha de conscientização via instituições sobre apicultura migratória; e
 Aumentar a produção em 100% em 4 anos, com média anual de 25%;
26
27
3 ASPECTOS DE MERCADO
3.1 PROJEÇÕES DA OFERTA
O projeto de Assentamento através de planejamentos individuais e coletivos tem
como metas de crescimento a quantidade anual de produção de mel segundo distintos tipos
de envasamento, conforme mostrado anteriormente na Tabela 1.
Vale salientar que como a apicultura é uma atividade que depende de inúmeros
fatores, a produção anual pode oscilar de acordo com as condições climáticas e o manejo
efetuado por cada um dos membros.
3.2 EVOLUÇÃO DA DEMANDA DOS MERCADOS PRIVADOS E INSTITUCIONAIS
Com a legalização do empreendimento junto ao Ministério da Agricultura, espera-se
uma evolução na demanda por parte do mercado privado, pois anteriormente não era
alcançado em virtude da rigidez da legislação sanitária, isso associado pela demanda dos
últimos anos por alimentos naturais e saudáveis.
Por outro lado, os mercados institucionais tendem a crescer em virtude da
regionalização dos cardápios em programas da merenda escolar gratuita em escolas
públicas. O gráfico abaixo mostra a participação dos mercados na aquisição do mel dos
sócios da COOAFAP.
Figura 01: Evolução da participação dos mercados institucional
e privado na comercialização de mel da COOAFAP
28
É importe citar que nem sempre uma maior porcentagem de aquisição representa
um maior volume comercializado, tendo em vista que o mesmo volume comercializado
representa porcentagens diferentes em função do aumento ou queda na produção total ao
longo dos anos.
3.3 ANÁLISES DE PREÇOS DE INSUMOS E PRODUTOS
Os insumos tendem a baratear a participação nos custos, em virtude de uma maior
demanda, que traz como conseqüência uma maior capacidade de negociação com os
fornecedores de embalagens. O mel é um produto como outro qualquer, sujeito as
oscilações dos mercados. Por esta razão, acredita-se que com a abertura do mercado
europeu para o mel brasileiro haja um acréscimo no preço do produto no mercado interno.
A Figura 2 abaixo mostra como o preço da embalagem se manteve estável nos últimos anos.
Figura 02: Evolução do preço da embalagem adquirida pela
COOAFAP
3.4 MERCADO DE MATÉRIAS-PRIMAS
O Estabelecimento processa apenas mel que é produto final, pois a legislação não
permite que seja acrescentada qualquer outra substância ao mesmo.
29
3.5 COMPARATIVO ENTRE A OFERTA E A DEMANDA
A demanda por mel tem crescido muito e caso existisse uma política de
conscientizarão da população o consumo se ampliaria significativamente, pois, infelizmente,
existe uma grande parte da população que vê o mel apenas como um medicamento para
curar determinadas doenças.
Ainda que o produtor possa explorar determinados nichos de mercado para
medicamentos originados dos produtos apícolas, como é o caso da florada da aroeira, o
crescimento exponencial da oferta só pode ocorrer com a universalização do consumo do
mel e seus derivados como alimento.
30
31
4 ASPECTOS TÉCNICOS
4.1 PROCESSO PRODUTIVO
A produção de mel começa a nível de campo com a instalação dos apiários em locais
adequados com distancia de 500 metros das habitações, livres de inundações e com água e
floradas abundantes, prosseguindo com o manejo dos ninhos, melgueiras e finalmente a
colheita e o beneficiamento.
4.2 MATERIAIS
Os materiais empregados na atividade são colméias padrão Langsthot, quadros de
ninhos e melgueiras, suportes para colméias, além de ferramentas de uso na limpeza da área
e instalação dos apiários.
4.3 PROGRAMA DE PRODUÇÃO
O programa de produção inclui instalação de novos apiários; captura de enxames;
fortalecimento de enxames; divisão de enxames; multiplicação de enxames; troca de cera
em enxames capturados em anos anteriores; derretimento de cera; alveolamento de cera ou
aquisição de cera de produtor idôneo; manejo de melgueiras e quadros; colheita e
processamento dentro das especificações técnicas.
4.4 MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
Os equipamentos são indispensáveis para um processamento do produto dentro das
especificações técnicas, o Entreposto de Mel e Cera de Abelhas de Laje do Meio têm os
seguintes equipamentos:
32
 02 mesas desoperculadoras;
 02 centrifugas;
 12 decantadores;
 01 descristalizador; e
 01 máquina de sachet.
4.5 EDIFICAÇÕES
O Entreposto está localizado em ambiente distante de meios contaminantes como
pocilgas, apriscos, currais, etc; isolado por cerca de pré-moldados e arame farpado e peitoril
de alvenaria de 40 cm ocupando uma área de 2.500 m2, dos quais 212,50 m2 de área
construída (ver figura 01, adiante).
Além disso, possui recepção de veículos coberta, recepção de melgueiras, lava botas;
banheiros masculinos e femininos, área de higienização, área de extração, área de envase,
área de higienização de embalagens, depósito de embalagens, depósito de melgueiras vazias
após colheita, área de envase estratificado e/ou sachet, depósito de mel envasado, rampa
de embarque e expedição com área para veiculo coberta (ver figura 02, adiante).
Foto 01: Vista da área de recepção de veículos do Entreposto do Mel
33
Foto 02: Vista da sala de envase do mel em sachet
4.6 ORGANOGRAMA DE PRODUÇÃO
ESCOLHA DO LOCAL
INSTALAÇÃO DOS APIÁRIOS
CAPTURA DOS ENXAMES
MANEJO DOS ENXAMES
COLHEITA DOS QUADROS
OPERCULADOS
ACONDICIONAMENTO DOS QUADROS
OPERCULADOS EM MELGUEIRAS
34
ACONDICIONAMENTO DAS MELGUEIRAS
EM VEICULO E PROTEJE-LAS DA POEIRA E
OUTROS MEIOS CONTAMINANTES
TRANPORTE DAS MELGUIRAS
PARA O ENTREPOSTO
HIGIÊNIZAÇÃO DAS PESSOAS
QUE VÃO PROCESSAR
ENTRADA VIA SALA DE
HIGIÊNIZAÇÃO
RECEPÇÃO DAS MELGUIRAS
NO ENTREPOSTO
TRANSPORTE DOS
QUADROS PARA MESA
DESOPERCULADORA
RECEPÇÃO DE MEL DE
TERCEIROS (COLHIDO EM
OUTRO ESTABELECIMENTO)
DESOPERCULAÇÃO DOS
FAVOS
COLETAS DE AMOSTRAS
PARA ANALISES DE ROTINA
COLOCAÇÃO NA CENTRIFUGA
RETIRADA DOS QUADROS
DAS CENTRIFUGAS E
COLOCAÇÃO NAS
MELGUEIRAS VAZIAS QUE
SÃO LEVADAS PARA O
DEPÓSITO DE MELGUEIRAS
VAZIAS E DAÍ DEVOLVIDAS
AO CAMPO
ANTES REALIZAR LIMPEZA
E SANITIZAÇÃO DAS
INSTALAÇÕES E
EQUIPAMENTOS
CENTRIFUGAÇÃO
COLETA DO MEL
CENTRIFUGADO
HOMOGENEIZAÇÃO
COLETAS DE AMOSTRAS
PARA ANALISES DE ROTINA
ANÁLISE MICROBIOLÓGICA
E HMF ROTINA
35
REALIZADO NO
ESTABELECIMENTO
ANÁLISES DE ROTINA
(COR E UMIDADE)
COLETA DE AMOSTRA
PARA ANÁLISE
TRANSPORTE DO MEL PARA
OS DECANTADORES
DECANTAÇÃO DO MEL
POR 72 HORAS
ENVASE DO MEL EM
TAMBORES
REALIZADO EM
LABORATÓRIO DE TERCEIRO
ANÁLISE
MICROBIOLÓGICA E HMF
COLETA DE AMOSTRA
PARA ANÁLISE
ou
TRANSPORTE DO MEL PARA
O DEPÓSITO E ROTULAGEM
ACOMDICIONAMENTO DO MEL
EM EXTRADOS DE PLÁSTICOS
EXPEDIÇÃO DO PRODUTO
PARA O MERCADO
TRANSPORTE DO MEL PARA A SALA
DO ENVASE EXTRATIFICADO
ENVASE EXTRATIFICADO
ACONDICIONAMENTO DO
PRODUTO EM CAIXAS
36
37
5 OBJETIVOS
5.1 OBJETIVO GERAL

Consolidar a atividade apícola no Assentamento Laje do Meio e em outros
assentamentos com vistas ao fortalecimento do grupo de apicultores, do grupo de
mulheres e da associação comunitária, ao aumento da renda e à melhoria das
condições de vida da população local.
5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 Beneficiar a produção do Projeto de Assentamento Laje do Meio e de
Assentamentos e Comunidades vizinhas dentro dos padrões técnicos;
 diversificar a forma de comercialização do produto;
 ampliar as possibilidades de comercialização;
 garantir a exploração da vegetação nativa de forma não predatória; e
 ampliar a produção de mel no assentamento.
38
39
6 EIXOS ESTRATÉGICOS
6.1 DIMENSÃO INSTITUCIONAL
 Capacitação para:
 colheita;
 controle de pragas;
 diversificação da produção;
 manejo;
 beneficiamento;
 boas práticas;
 fortalecimento em associativismo e cooperativismo;
 normatização da proibição da apicultura migratória vinda de outras regiões;
 realização de campanha de conscientização via instituições sobre apicultura
migratória;
6.2 DIMENSÃO ECONÔMICA
 Formação de capital de giro via CONAB em tempo oportuno;
 Formação de capital de giro com recursos próprios;
 Concepção do modelo de comercialização;
 Melhoria da infra-estrutura básica de manejo, armazenamento e processamento:
 espaço climatizado para o armazenamento do mel;
 baldes e tambores;
 fardamento padronizado;
 paletas;
 formão;
40
 utensílios (funil);
 carro de mão.
 Estratificação do envasamento para agregar valor;
 Formulação e desenvolvimento de estratégia de mercado para comercialização dos
produtos fracionados;
 Aumentar da produção em 100% em 4 anos;
6.3 DIMENSÃO TECNOLÓGICA
 Constituição de assessoria técnica especializada, específica e exclusiva para a
apicultura;
6.4 DIMENSÃO AMBIENTAL
 Realização do manejo da caatinga – raleamento, rebaixamento, reflorestamento com
espécies nativas e introdução de espécies com potencial apícola.
41
7 PROJETOS
Este Plano de Negócios é composto por 6 (seis) projetos, distribuídos segundo as 4
(quatro) dimensões acima explicitas. Os projetos são os mecanismos operacionais de ação
concreta que podem ser executados em um determinado espaço e num certo período de
tempo e materializam as propostas concretas de intervenção em termos dos seus objetivos
e linhas de ação.
7.1 PROJETO 1 – CONSTRUÇÃO DE ALMOXARIFADO E AQUISIÇÃO DE VESTIMENTAS
Proponente: Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento Laje do Meio
Identificação da Organização:
Nome da Organização:
CNPJ:
Associação dos Produtores do Projeto de
02.813.471/0001-44
Assentamento Laje do Meio
Endereço:
Projeto de Assentamento Laje do Meio
Zona Rural
CEP:
59.700-000
Município:
Apodi/RN
Nome do Presidente:
Ezequias Roverlando da Costa
CPF:
009.896.424-02
Identidade/Emissor:
2.027.711/SSP-RN
Nome do Tesoureiro:
Nereu Severiano da Silva
CPF:
023.432.754-59
Identidade/Emissor:
1.718.412/SSP-RN
Breve Histórico da Organização:
A Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento Laje do Meio foi fundada
em 30 de Agosto de 2008, com o apoio do Centro Terra Vivo, após a conquista da terra
incentivada pelo STR (Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi) e pelo CPT (Comissão
Pastoral da Terra).
42
Missão da Organização:
Promover o desenvolvimento local sustentado da agricultura familiar e da apicultura
e demais atividades agropecuárias.
Objetivo Geral do Projeto
Adequação das instalações e equipamentos do Entreposto do Mel de acordo com as
normativas do SIF (Sistema de Inspeção Federal).
Objetivos Específicos
 Construir o almoxarifado do Entreposto do Mel;
 adquirir vestimentas adequadas para trabalho dentro de estabelecimentos com
SIF (Serviço de Inspeção Federal);
 adquirir estrados de plástico para área de envase e depósito;
 adquirir KIT de equipamentos para higienização do estabelecimento;
Metas
 Construir o almoxarifado do Entreposto com 6 m2;
 aquisição macacões e botas de trabalho dentro do estabelecimento, para
todos os beneficiários;
 aquisição de estrados de plásticos para área de envase e depósito;
 aquisição de KIT de equipamentos para higienização do estabelecimento;
43
Tabela 2: Orçamento do projeto 1
Itens
Construção de almoxarifado
Macacões de trabalho
Botas de Trabalho
Estrados de plástico
Suporte para equipamentos de limpeza
Balde
Vassoura
Rodo
Escova
Bucha
Porta detergente
Porta escova
Unidade Quantidade Preço unitário Preço total
m2
6
550
3.300,00
Und
Und
Und
Und
Und
Und
Und
Und
Und
Und
Und
23
23
38
3
1
3
3
3
3
1
1
60
20
15
63,5
22
8,5
7,5
4,25
0,5
4,5
10,75
1.380,00
460,00
570,00
190,50
22,00
25,50
22,50
12,75
1,50
4,50
10,75
6.000,00
TOTAL
Fonte de Recursos:
OBS: Com recursos já empenhados
Projeto Semeando Agroecologia (Rede Pardal/AVSF/União Européia)
A rede Pardal é uma rede de instituições do Rio Grande do Norte que trabalha
exclusivamente com agricultura familiar, formado por cooperativas e ONGs, que executa o
projeto semeando agroecologia, que foi uma iniciativa dos Agrônomos e Veterinários Sem
Fronteira (AVSF), junto a União Européia que é a fonte financiadora; tendo como objetivo o
fortalecimento da Rede e o apoio a grupos de agricultores (as), no processo de transição
agroecológico.
Funcionamento da Proposta:
A assistência técnica já elaborou esta proposta e já o enviou ao comitê gestor do
projeto que à aprovou e exigiu a necessidade de tomada de preço através de três cartas
propostas, visando a melhor proposta e o menor preço e conseqüente liberação dos
recursos.
44
Aplicação dos Recursos:
Liberado os recursos será formada uma comissão constituída por três sócios para a
aquisição dos materiais e equipamentos necessários.
7.2 PROJETO 2 – CAPACITAÇÃO
Proponente: Centro de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Familiar – TERRA VIVA
Identificação da Organização:
Nome da Organização:
Centro de Apoio ao Desenvolvimento
Agricultura Familiar – TERRA VIVA
da
CNPJ:
05.285.913./0001-15
Endereço:
Rua Coronel Gurgel, 887 – CENTRO
CEP:
59.600-200
Município:
Mossoró/RN
Nome do Representante Legal:
Jucirema Ferreira da Silva
CPF:
812.372.944-87
Identidade/Emissor:
844.668/SSP-RN
Telefone/DDD:
(84) 3317 1434
e-mail:
[email protected]
[email protected]
Endereço Eletrônico:
www.terravivarn.org.br
Breve Histórico da Organização:
Constituída em 03 de outubro de 1997, por um grupo multidisciplinar de profissionais
autônomos, a Cooperativa de Trabalho para a Agricultura Familiar do Oeste Potiguar –
TERRA VIVA, buscou ao longo dos seus cinco anos de existência, desenvolver ações baseadas
em metodologias sintonizadas com as características da clientela dos assentamentos de
reforma agrária e comunidades rurais, nos mais diversos programas e projetos de assessoria
técnica e capacitação direcionados para esse mesmo público.
As áreas temáticas de atuação têm sido a Assessoria Técnico-Gerencial; o Apoio ao
Desenvolvimento Local Sustentável; a Capacitação em temas como Gênero e Geração; o
45
incentivo a prática da Agroecologia; o uso de Tecnologias Alternativas e a Comercialização
dos produtos da Agricultura Familiar.
Do ponto de vista político-ideológico e gerencial, considerando a reestruturação do
quadro de cooperados(as), bem como a maior atuação junto a entidades do terceiro setor,
em crescimento no Brasil, a TERRA VIVA vinha sentindo a necessidade de rediscutir a sua
personalidade jurídica, de influência direta na sua atuação e estabelecimento de suas
parcerias. Esta necessidade alavancou um processo de discussão interna, que após
avaliações da atuação e reflexões sobre o papel social e político da entidade culminou na
criação do CENTRO DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR –
TERRA VIVA, uma associação civil de direito privado, sem fins lucrativos que hoje completa
também seis anos de existência atuando ainda nas temáticas acima relacionadas e
priorizando os municípios de Apodi e Mossoró, embora sua ação se estenda aos demais
municípios do médio-oeste do Rio Grande do Norte.
Missão da Organização
Contribuir com a melhoria da qualidade de vida rural na perspectiva do
Desenvolvimento Sustentável reforçando a participação social favorecendo a troca de
saberes.
Objetivo Geral do Projeto
Realizar capacitação dos produtores para melhorar o processo de colheita, controle
de pragas, diversificação da produção, manejo dos apiários e beneficiamento do mel
objetivando melhoria a produtividade, qualificação e a renda dos produtores.
Objetivos Específicos
 Capacitar os produtores vinculados direta e indiretamente em associativismo e
cooperativismo;
 capacitar os apicultores em manejo de ninhos; melgueiras e enxames na época de do
início da estação chuvosa;
46
 capacitar os apicultores em manejo de ninhos, melgueiras, quadros e enxames em
época de alta produção de pólen;
 capacitar os apicultores em manejo de ninhos, melgueiras, quadros e enxames em
época de alta produção de mel;
 capacitar os apicultores em manejo de ninhos, melgueiras quadros e enxames na
época de seca;
 capacitar os produtores em combate e prevenção ao aparecimento de pragas;
 capacitar os produtores em BPA (Boas Práticas Apícolas) à nível de campo e
entreposto de Mel;
 capacitar os produtores em rotinas dentro do Entreposto do Mel;
 capacitar os apicultores em produção de própolis;
 capacitar os apicultores em produção pólen;
 capacitar os apicultores em produção de geléia real;
Metas
 Realizar curso sobre associativismos e cooperativismo para fortalecer o processo de
organização dos produtores;
 realizar capacitação em de manejo de ninhos, melgueiras e enxames em período de
início das chuvas;
 realizar capacitação em de manejo de ninhos, melgueiras e enxames em período de
alta produção de pólem;
 realizar capacitação em de manejo de ninhos, melgueiras e enxames em período de
alta produção de mel;
 realizar capacitação em de manejo de ninhos, melgueiras e enxames em período de
seca;
 realizar capacitação sobre prevenção e o combate as pragas;
 realizar curso sobre BPA (Boas Práticas Apícolas) de beneficiamento do mel para
garantir a qualidade do mel a uma melhor rentabilidade dos produtores;
 realizar curso sobre produção de própolis;
47
 realizar curso sobre produção pólen;
 realizar curso sobre produção de Geléia real.
Tabela 2: Orçamento Geral do projeto 2
Meta
1
2
3
4
5
6
7
8
9
Custos em R$
Horas Transporte e
Técnicas Alimentação
Descrição
Realizar Capacitação sobre Associativismo e
Cooperativismo
Realizar Capacitação sobre manejo de ninhos, melgueiras
e enxames em período de início das chuvas
Realizar Capacitação sobre manejo de ninhos, melgueiras
e enxames em período de alta produção de pólem
Realizar Capacitação sobre manejo de ninhos, melgueiras
e enxames em período de alta produção de mel
Realizar Capacitação em prevenção e combate a pragas
Realizar cursos sobre PPA (Boas Práticas Apícolas) de
Beneficiamento
Realizar capacitação sobre produção de própolis
Realizar capacitação sobre produção de pólem
Realizar capacitação sobre produção de geléia real
Total
2400
2885
5.285,00
480
325
805,00
480
325
805,00
480
480
325
325
805,00
805,00
960
2400
2400
2400
914
1625
1625
1625
1.874,00
4.025,00
4.025,00
4.025,00
Total Geral
22.454,00
Orçamento detalhado:
Tabela 3: Custo com honorários técnicos:
Meta
1
2
3
4
5
6
Descrição
Realizar Capacitação sobre
Associativismo e Coopersativismo
Realizar Capacitação sobre manejo de
ninhos, melgueiras e enxames em
período de início das chuvas
Realizar Capacitação sobre manejo de
ninhos, melgueiras e enxames em
período de alta produção de pólem
Realizar Capacitação sobre manejo de
ninhos, melgueiras e enxames em
período de alta produção de mel
Realizar Capacitação em prevenção e
combate a pragas
Realizar cursos sobre PPA (Boas
Práticas Apícolas) de Beneficiamento
Beneficiários
Tipo
Indicador Físico
Custo (R$)
Quant. Unidade Quant. Unitário
Total
Apicultores (as)
44
Hora
Técnico
40
60
2400
Apicultores (as)
23
Hora
Técnico
8
60
480
Apicultores (as)
23
Hora
Técnico
8
60
480
Apicultores (as)
23
8
60
480
Apicultores (as)
23
8
60
480
Apicultores (as)
34
16
60
960
Hora
Técnico
Hora
Técnico
Hora
Técnico
48
7
9
10
Realizar capacitação sobre produção
de própolis
Realizar capacitação sobre produção
de pólem
Realizar capacitação sobre produção
de geléia real
Apicultores (as)
23
Apicultores (as)
23
Apicultores (as)
23
Hora
Técnico
Hora
Técnico
Hora
Técnico
40
60
2400
40
60
2400
40
60
2400
Total geral com honorários técnicos
12.480,00
Tabela 4: Custo com transporte e alimentação:
Transporte
Meta
1
2
3
4
5
6
7
8
9
Descrição
Realizar Capacitação sobre
Associativismo e
Coopersativismo
Realizar Capacitação sobre
manejo de ninhos,
melgueiras e enxames em
período de início das chuvas
Realizar Capacitação sobre
manejo de ninhos,
melgueiras e enxames em
período de alta produção
de pólem
Realizar Capacitação sobre
manejo de ninhos,
melgueiras e enxames em
período de alta produção
de mel
Realizar Capacitação em
prevenção e combate a
pragas
Realizar cursos sobre PPA
(Boas Práticas Apícolas) de
Beneficiamento
Realizar capacitação sobre
produção de própolis
Realizar capacitação sobre
produção de pólem
Realizar capacitação sobre
produção de geléia real
Preço
Und Quant unitário
(R$)
Sem financiador
Total
em
(R$)
Total de
despesa com
transporte e
alimentação
(R$)
Km
350
0,7
245
44
5
12
2640
2885
Km
70
0,7
49
23
1
12
276
325
Km
70
0,7
49
23
1
12
276
325
Km
70
0,7
49
23
1
12
276
325
Km
70
0,7
49
23
1
12
276
325
Km
140
0,7
98
34
2
12
816
914
Km
350
0,7
245
23
5
12
1380
1625
Km
350
0,7
245
23
5
12
1380
1625
Km
350
0,7
245
23
5
12
1380
1625
Total geral com transporte e alimentação
Fonte de Recursos:
Alimentação
Preço
Total
N° de
N° de Unit.
em
Participantes dias
(R$)
(R$)
9.974,00
49
Funcionamento da Proposta:
A assistência técnica elabora a projeto, busca financiador e executa com a
participação de todos os beneficiários.
Aplicação dos Recursos:
Liberado os recursos a assistência técnica buscará a exercurssão das metas de acordo
com o orçamento.
7.3 - PROJETO 3 – OBTENÇÃO DE CAPITAL DE GIRO
Proponente: COOAFAP
Identificação da Organização:
Nome da Organização:
Cooperativa da Agricultura Familiar de Apodi
CNPJ:
04.652.213/0001-59
Endereço:
Rua Nossa Senhora da Conceição, 107 – CENTRO
CEP:
59.700-000
Município:
Apodi/RN
Nome do Representante Legal:
José Ferreira Filho
CPF:
031.963.594-50
Identidade/Emissor:
1878077/SSP-RN
Nome do Representante Legal:
Maria Lenilda de Almeida Santos
CPF:
355.517.533-04
Identidade/Emissor:
2100633/SSP-RN
Telefone/DDD:
(84) 3333 2349
N° Agência:
08923
N° Conta:
15142-4
Banco:
Banco do Brasil
Breve Histórico da Organização:
A Cooperativa da Agricultura Familiar de Apodi (COOAFAP) foi fundada em 04 de
Janeiro de 2000, por agricultores e agricultoras familiares de comunidades e assentamentos
do município de Apodi.
50
A COOAFAP teve início com 20 sócios. Atualmente é formada por 170 pequenos
agricultores (as) e por assentados (as) das seguintes comunidades: Trapiá I e II, Córrego,
Juazeiro, Baixa Fechada, Traíras Ameno, Barra, Saquíl, Algodão, são Francisco, Queimadas,
Santa Rosa I e II, Sitio do Góis, Santa Cruz, Reforma e Boa Esperança. Também fazem parte
agricultores e agricultoras dos seguintes Projetos de Assentamento: Nova Descoberta,
Paraíso, Milagres, Aurora da Serra, Tabuleiro Grande, Paulo Canapum, Vila Nova, São
Manoel e Laje do Meio, Portal da chapada, Moacir Lucena.
Missão da Organização
A cooperativa tem como missão fortalecer a organização econômica e social dos (as)
cooperados (as), através da cooperação e ajuda mútua, da autogestão, de espírito coletivo e
democrático e do desenvolvimento da produção sustentável.
Objetivo Geral do Projeto
Incentivas a produção de mel pelos agricultores e agricultoras familiares da Região do
Apodi, viabilizar a comercialização da produção de mel de seus associados e, no limite dos
interesses da cooperativa, e, reduzir a intervenção dos atravessadores e melhorar a renda
dos produtores.
Objetivos Específicos:
 Fortalecer a produção de mel dos agricultores familiares na região; e
 garantir a comercialização do mel da agricultura familiar.
Metas:
 Viabilizar um projeto de formação de estoque de 200.000 kg de mel junto a
CONAB, no valor de R$ 600.000,00;
Tabela 5: Orçamento do projeto 3
Produto
Mel
Quantidade Unidade
200.000
Kg
Preço unitário (R$)
3,00
Preço total (R$)
600.000,00
51
Fontes de Financiamento:
PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), executado pela CONAB (Companhia
Nacional de abastecimento).
Funcionamento da Proposta:
A Cooperativa elabora a proposta e envia a CONAB, a qual é responsável pela gestão
dos recursos do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos do Governo Federal)
Aplicação dos Recursos:
Com os recursos em caixa antes do início da safra a COOAFAP, iniciará a aquisição do
produto a preço justo desde o início, sem deixar que os produtores descapitalizados,
vendam a preços irrisórios a sua produção.
7.4 PROJETO 4 – AQUISIÇÃO DE EMBALAGENS
Proponente: Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento Laje do Meio
Identificação da Organização:
Nome da Organização:
CNPJ:
Associação dos Produtores do Projeto de
02.813.471/0001-44
Assentamento Laje do Meio
Endereço:
Projeto de Assentamento Laje do Meio
Zona Rural
CEP:
59.700-000
Município:
Apodi/RN
Nome do Presidente:
Ezequias Roverlando da Costa
CPF:
009.896.424-02
Identidade/Emissor:
2.027.711/SSP-RN
Nome do Tesoureiro:
Nereu Severiano da Silva
CPF:
023.432.754-59
Identidade/Emissor:
1.718.412/SSP-RN
52
Breve Histórico da Organização
A Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento Laje do Meio foi fundada em 30
de Agosto de 2008 com o apoio do Centro Terra Viva, após a conquista da terra incentivada
pelo STR (Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi) e pelo CPT (Comissão Pastoral da
Terra).
Missão da Organização
Promover o desenvolvimento local sustentado da agricultura familiar e da apicultura
e demais atividades agropecuárias.
Objetivo Geral do Projeto
 Viabilizar a aquisição de embalagens em quantidade e em qualidade antes da
época de colheita de mel.
Objetivos Específicos
 Viabilizar a aquisição de embalagens antes da época de colheita;
 constituir o fundo financeiro da associação; e
 melhorar a renda dos produtores.
Metas:
 Viabilizar a obtenção de capital de giro via Projeto ELO/PDHC no valor de R$
10.500 mil reais.
Tabela 6: Orçamento do projeto 4
Produto
Quantidade Unidade Preço unitário (R$) Preço total (R$)
Tambores de plástico
1.400
Und
Fontes de Financiamento
Projeto ELO/Projeto Dom Helder Câmara
7,50
10.500,00
53
Funcionamento da Proposta
A assistência técnica elabora a proposta e envia ao ELO/PDHC.
Aplicação dos Recursos
Liberados os recursos será formada uma comissão constituída por três sócios para a
aquisição das embalagens que ficarão a disposição dos associados de acordo com a sua
produção.
Formação de fundo de reserva
Por ser uma comunidade em que o PDA Santa Cruz/Visão Mundial tem atuação, a
Comunidade Laje do Meio há muito vem obtendo crédito através do FUNDAF – Fundo de
Desenvolvimento da Agricultura Familiar, no qual o PDA auxilia com estrutura e custeio,
valendo citar que para se acessar ao referido crédito é necessário passar em assembléia para
aprovação, além da necessidade de se está em dia com as obrigações como sócio/a da
associação dos produtores/as locais.
Em nível de município podemos citar ainda a experiência do FUNDESSOL – Fundo de
Desenvolvimento Solidário de Apodi, em que um dos membros da comunidade foi escolhido
agente de campo, em virtude do grau de organização da mesma. No referido fundo os
agricultores/as tomavam os empréstimos e pagavam em equivalente ao produto, sendo a
aprovação do crédito em assembléia e em caso de atraso suspende-se o crédito a toda a
associação.
Em nível de comunidade, os recursos em poupança advindos do lucro do trator e da
Casa do Mel, além de serem utilizados para a manutenção, são atualmente usados para
empréstimos aos sócios/as e a associação por tempo determinado. Vale citar também que
vários membros da associação são sócios/as fundadores da CREDIOESTE-SOL – Cooperativa
de Crédito Solidário do Oeste Potiguar, inclusive o atual Presidente Raimundo Moisés da
Costa Targino.
Diante do exposto, fica evidente o grau de organização da comunidade, além da
necessidade de fortalecimento do fundo rotativo da comunidade, o que levou a levou, em
assembléia, a decidir que os recursos financiados para custeio, neste projeto irão para o
54
fortalecimento do fundo rotativo da comunidade, sendo os empréstimos tomados por
tempo determinados, inclusive para o custeio da atividade apícola.
7.5 - PROJETO 5 – MELHORIA DA INFRA-ESTRUTURA PRODUTIVA
Proponente: Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento Laje do Meio
Identificação da Organização:
Nome da Organização:
CNPJ:
Associação dos Produtores do Projeto de
02.813.471/0001-44
Assentamento Laje do Meio
Endereço:
Projeto de Assentamento Laje do Meio
Zona Rural
CEP:
59.700-000
Município:
Apodi/RN
Nome do Presidente:
Ezequias Roverlando da Costa
CPF:
009.896.424-02
Identidade/Emissor:
2.027.711/SSP-RN
Nome do Tesoureiro:
Nereu Severiano da Silva
CPF:
023.432.754-59
Identidade/Emissor:
1.718.412/SSP-RN
Breve Histórico da Organização:
A Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento Laje do Meio foi fundada
em 30 de Agosto de 2008 com o apoio do Centro Terra Vivo, após a conquista da terra
incentivada pelo STR (Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi) e pelo CPT (Comissão
Pastoral da Terra).
Missão da Organização:
Promover o desenvolvimento local sustentado da agricultura familiar e da apicultura
e demais atividades agropecuárias.
55
Objetivo Geral do Projeto:
Melhorar a infra-estrutura produtiva dos apicultores, para aumentar a produção,
produtividade e renda.
Objetivos Específicos:
 Ampliar o numero de colméias;
 aumentar a produção e renda dos apicultores;
 adquirir equipamentos necessários para colheita do mel;
 adquirir equipamentos necessários para reduzir as perdas dos enxames;
 adquirir equipamentos necessários a coleta e análise do mel em nível de
Entreposto;
 adquirir equipamentos necessários ao controle da qualidade da potabilidade da
água em nível do Entreposto;
Metas:
 Adquiris 1500 colméias, para aumentar a produção e renda dos apicultores em
100% em quatro anos;
 adquirir veículo tipo utilitário para auxiliar na comercialização;
 adquirir 23 carros de mão adaptados à coleta de melgueiras nos apiários;
 adquirir 23 furmigadores;
 adquirir 23 formões de apicultor;
 adquirir 23 EPI de apicultores;
 adquirir 3.000 tampas internas para as melgueiras;
 adquirir laboratório móvel, contendo refratômetro, calorímetro e vasilhas de
coleta e armazenagem de amostras para prova, contraprova e envio para análise;
 adquirir computador e impressora para uso nos controles do estabelecimento; e
 adquirir dosador de cloro para água utilizada no estabelecimento.
56
Tabela 7: Orçamento do projeto 5
Itens
Colméias
Veículo utilitário
Carros de mão adaptados
Furmigadores
Vassourinha de crina
Formões de apicultor
EPI de apicultor
Tampas internas
Tela excluidora para alvado
Banca em aço cromado para
Laboratório móvel
Refratômetro
Calorímetro
Vasilhas de coleta de amostras
Homogeneizador de 2 toneladas
Computador de mesa
Impressora a jato de tinta
Central de ar condicionado
Aquisição de dosador de cloro
Total
Unidade Quantidade Preço unitário Preço total
und
575
90,00 51.750,00
und
1
34.500,00 34.500,00
und
23
185,00
4.255,00
und
23
50,00
1.150,00
und
23
15,00
345,00
und
23
15,00
345,00
und
23
145,00
3.335,00
und
3.000
5,00 15.000,00
und
115
25,00
2.875,00
und
1
780,00
780,00
und
und
und
und
und
und
und
und
1
1
200
1
1
1
1
1
150,00
1.780,00
1,50
13.800,00
1.150,00
340,00
2.100,00
380,00
150,00
1.780,00
300,00
13.800,00
1.150,00
340,00
2.100,00
380,00
134.335,00
Fontes de Financiamento:
Sem financiador.
Aplicação dos Recursos:
Liberado os recursos será formada uma comissão formada por três sócios para a
aquisição dos materiais e equipamentos.
7.6 - PROJETO 6 – ASSISTÊNCIA TÉCNICA ESPECIALIZADA EM MARKETING.
Proponente: Centro de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Familiar
57
Identificação da Organização:
Nome da Organização:
Centro de Apoio ao Desenvolvimento
Agricultura Familiar – TERRA VIVA
da
CNPJ:
05.285.913./0001-15
Endereço:
Rua Coronel Gurgel, 887 – CENTRO
CEP:
59.600-200
Município:
Mossoró/RN
Nome do Representante Legal:
Jucirema Ferreira da Silva
CPF:
812.372.944-87
Identidade/Emissor:
844.668/SSP-RN
Telefone/DDD:
(84) 3317 1434
e-mail: [email protected]
[email protected]
Endereço Eletrônico:
www.terravivarn.org.br
Breve Histórico da Organização:
Constituída em 03 de outubro de 1997, por um grupo multidisciplinar de profissionais
autônomos, a Cooperativa de Trabalho para a Agricultura Familiar do Oeste Potiguar –
TERRA VIVA buscou ao longo dos seus cinco anos de existência, desenvolver ações baseadas
em metodologias sintonizadas com as características da clientela dos assentamentos de
reforma agrária e comunidades rurais, nos mais diversos programas e projetos de assessoria
técnica e capacitação direcionados para esse mesmo público.
As áreas temáticas de atuação tem sido a Assessoria Técnico-Gerencial; o apoio ao
Desenvolvimento Local Sustentável; a Capacitação em temas como Gênero e Geração; o
incentivo a prática da Agroecologia; o uso de Tecnologias Alternativas e a Comercialização
dos produtos da Agricultura Familiar.
Do ponto de vista político-ideológico e gerencial, considerando a reestruturação do
quadro de cooperados (as), bem como a maior atuação junto a entidades do terceiro setor,
em crescimento no Brasil, a TERRA VIVA vinha sentindo a necessidade de rediscutir a sua
personalidade jurídica, de influência direta na sua atuação e estabelecimento de suas
parcerias. Esta necessidade alavancou um processo de discussão interna, que após
avaliações da atuação e reflexões sobre o papel social e político da entidade culminou na
criação do CENTRO DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR –
TERRA VIVA, uma associação civil de direito privado, sem fins lucrativos que hoje completa
também seis anos de existência atuando ainda nas temáticas acima relacionadas e
58
priorizando os municípios de Apodi e Mossoró, embora sua ação se estenda aos demais
municípios do médio-oeste do Rio Grande do Norte.
Missão da Organização
Contribuir com a melhoria da qualidade de vida rural na perspectiva do
Desenvolvimento Sustentável reforçando a participação social favorecendo a troca de
saberes.
Objetivo Geral do Projeto
Garantir assistência técnica especializada em marketing voltada para a agricultura
familiar e agregar valor a marca Sertão do Apodi.
Objetivos Específicos
 Assessorar a criação e registro de marcas;
 assessorar a criação e registro de rótulos;
 criar plano de comunicação e marketing do estabelecimento, levando-se em
consideração o produto ser oriundo da agricultura familiar;
 assessorar a criação de foldes e banes do Entreposto;
 realizar visita de rotina a estabelecimentos de potenciais clientes; e
 auxiliar o fechamento dos negócios, com vistas o melhor preço ao produtor.
Metas:
 Criação e registro de novas marcas.
 criação e registro de novas marcas;
 criação de um plano de comunicação e marketing para o Entreposto;
 folders e banes do Entreposto criado;
 apresentação do estabelecimento a potenciais clientes no RN e estados vizinhos;
 fechamento de negócios a preços justos.
59
Tabela 8: Orçamento do projeto 6
Custos
Salário
INSS (20%)
ISS (5%)
Total
Duração (Meses)
6
6
6
Custo/mês (R$)
3.700,00
740
185
Total R$
22.200,00
4.440,00
1.110,00
27.750,00
Fontes de Financiamento:
Projeto Dom Helder Câmara
Funcionamento da Proposta:
A assistência técnica elabora a proposta e envia ao Projeto Dom Helder Câmara que à
analisará e exigirá a proposta de três profissionais ou empresas especializados em marketing
a empreendimentos da agricultura familiar.
Aplicação dos Recursos:
Liberado os recursos e aprovado a escolha do profissional ou empresa, os recursos
serão repassados a entidade proponente que fará o acompanhamento à execução das
metas.
60
61
8 PERFIL DA ORGANIZAÇÃO GESTORA
8.1 IDENTIFICAÇÃO
Nome da Entidade: Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento Laje do Meio
CNPJ: 02.813.471/0001-44
Endereço: Projeto de Assentamento Laje do Meio
Complemento: Zona Rural
CEP: 59700-000
Município: Apodi-RN
Data da Fundação da entidade: 1998
N°. atual de associados: 40
Objetivo Síntese da Entidade: Promover a união e a melhoria de renda dos beneficiários.
Data de posse da Diretoria: Abril/2007
Data da vigência: Abril/2009
Nome do Presidente: Ezequias Roverlando da Costa
RG: 2.027.711
CPF: 009.896.424-02
Telefone fixo: (84) 3333 1047
Telefone celular: (84) 91719653
Nome do Vice-Presidente: Pedro Mendes Rebouças
RG: 057.307.804-19
CPF: 511.361.394-00
Nome do Tesoureiro: Nereu Severiano da Silva
RG: 1.718.412
CPF: 023.432.754-59
Telefone fixo: (84) 3333 1047
Telefone celular: 9600 1473
62
8.2 RECURSOS HUMANOS
No projeto de Assentamento a maioria dos sócios não concluiram o 1° Grau.
Destacam-se apenas uma sócia e um sócio que atualmente fazem o curso Pedagogia da
Terra. Vale salientar que os filhos dos sócios são muito jovens ainda e permanecem na
escola e com certeza terão o número de anos de estudo muito superior aos pais.
8.3 EXPERIÊNCIA
Em Laje do Meio todos os sócios têm experiência em apicultura, sendo que alguns se
destacam como é o caso de Francisco Evânio do Nascimento (Catraca) que após capacitações
em apicultura atuou como ADR (Agente de Desenvolvimento Rural), programa do
SEBRAE/RN, além de atualmente fazer parte da Diretoria da COOAFAP (Cooperativa da
Agricultura Familiar de Apodi). Atualmente é o presidente da CREDIOESTE-SOL (Cooperativa
de Credito e Economia Solidária do Oeste Potiguar).
8.4 ESTRATÉGIA DE FINANCIAMENTO
A Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento Laje é hoje modelo no Rio
Grande do Norte, de gestão dos bens de uso coletivos, onde se conseguiu desenvolver mais
uma atividade de forma racional, dentro de um contexto em que a apicultura cresceu sem
deixar de lado as outras atividades também adaptadas ao semi-árido, como é o caso da
caprinocultura, que continua forte na região e no assentamento.
Manteve-se, assim, a principal característica de uma agricultura familiar sustentável
que é a diversidade, tendo por isso uma rede de contatos à nível nacional que se inicia com a
assistência técnica e se entrelaça com outros órgãos e instituições no município, estado e
país. Atualmente por ser referência é comum o recebimento de intercâmbio advindos das
mais diversas regiões do Nordeste do Brasil.
63
8.5 INFRA-ESTRUTURA DISPONÍVEL
Atualmente a Associação conta com o Entreposto do Mel equipado, Centro Social,
Poço de água doce (270 m), Poço de água Salobra (140 m), Adutora para os lotes (com 6 km
de extensão) e rede de água e energia em todas as residências e demais instalações.
64
65
9 ASSESSORAMENTO TÉCNICO
9.1 ASSESSORAMENTO DE CARÁTER GERAL
A Associação conta com assessoria técnica permanente, realizada desde o início pelo
Centro Terra Viva, atualmente em parceria com o Projeto Dom Helder Câmara (MDA/FIDA),
contando com 02 técnicos, sendo um da área agronômica (Eng° Agrônomo) e outro da área
social (Assistente Social). O Centro Terra Viva tem um contrato com o PDHC para prestar
assistência a 200 famílias através do qual contratou os técnicos, estando numa relação
técnico/família exigida pelo contrato, para uma carga de 44 horas semanais, onde está
inserido o Assentamento Laje do Meio.
9.2 ASSESSORAMENTO DE CARÁTER ESPECÍFICO
Atualmente o Centro Terra Viva através de um aditivo em seu contrato, está
buscando junto ao Projeto ELO/PDHC a contratação de um profissional de comunicação e
marketing.
66
67
10 FONTES DE FINANCIAMENTOS
 INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária);
 PRONAF (Via BNB(Banco do Nordeste do Brasil);
 Projeto ELO/PDHC (Projeto Dom Helder Câmara);
 PDA/Visão Mundial (Conselho de Desenvolvimento de Área); e
 Projeto Semeando Agroecologia (Rede Pardal/AVSF/UNIÃO EUROPÉIA).
68
69
11 IMPACTO AMBIENTAL
A atividade apícola por si já se caracteriza como uma atividade benéfica ao meio
ambiente, já que conta com a existência de insetos com grande poder de polinização e da
necessidade da manutenção da vegetação para o sucesso da atividade.
A proposta ora apresentada baseia-se na conservação da vegetação nativa e em
processos produtivos que garantam a sustentabilidade ambiental da unidade produtiva. A
atividade apícola trabalhada de forma racional conforme propomos nestes projetos, traz
apenas impacto positivo para o meio ambiente.
O Projeto de Assentamento Laje do Meio é pioneiro no Sertão do Apodi na
implantação de unidade demonstrativa de manejo da caatinga, com o objetivo de aumentar
a diversidade de plantas herbácea e arbustiva que propicie o aumento da florada e
conseqüentemente o potencial melífero dos lotes.
70
71
12 MODELO DE GESTÃO
Este Entreposto beneficia diretamente as 23 famílias do Projeto de Assentamento
Laje do Meio e indiretamente as famílias dos assentamentos adjacentes.
A administração do projeto é de responsabilidade do grupo de beneficiários de Laje
do Meio, cujo processo de gestão dos bens coletivos é exemplo para todos os
assentamentos do Rio Grande do Norte.
Em Laje do meio já existe acordo de uso da atual do Entreposto do mel, que vem
funcionando com grande sucesso. A colheita do mel atualmente é realizada na sala de
extração do Entreposto, o qual é cobrado uma taxa de 3% do mel centrifugado, como taxa
de manutenção da Estrutura dentro dos padrões exigidos pelo SIF (Serviço de Inspeção
Federal).
Para as comunidades circunvizinhas será cobrada uma taxa de 5% do mel processado
(todas as taxas estão baseadas nos custos para a execução do), para a manutenção do
estabelecimento e pagamento do grupo envolvido naquele processamento, haja vista que
apenas os beneficiários diretos do projeto poderão entrar no estabelecimento, tendo em
vista que o processo é feito por pessoal qualificado para tal função, no qual são cumpridas
rigorosamente as BPFs (Boas Práticas de Fabricação).
A taxa que será cobrada das comunidades circunvizinhas será reduzida em relação às
taxas cobradas, por outros entrepostos, onde atualmente é feito o processamento. Além
disso, o Assentamento Laje do Meio se localiza no epicentro da área produtora em questão,
havendo assim uma redução significativa, no custo dos transportes. Atualmente existe uma
parceria entre o Entreposto do Mel de Laje do Meio e a COOAFAP (Cooperativa da
Agricultura Familiar de Apodi), pela qual a esta última é responsável pela comercialização.
72
12.1 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Apicultores
Apicultores
Associação
Entreposto de
Mel
Grupo de
Mulheres
COOAFAP
Comercialização
12.2 PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS
Todos os procedimentos relativos à gestão do estabelecimento são amplamente
discutidos em assembléia geral do assentamento, levando-se em conta as normativas do
Ministério da Agricultura.
12.3 INSTRUMENTOS DE CONTROLE
A Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento Laje do Meio tem como
órgão de controle o seu Conselho Fiscal, eleito em pleito livre e aberto a todos que estejam
em diaa com as obrigações de sócio, sendo composto por três conselheiros ou conselheiras
73
com igual número de suplentes, podendo ser eleito e reeleito 1 (uma) vez, sendo
competência do Conselho Fiscal:
 Examinar o livro e papéis relacionados com as finanças da Associação e o estado de
caixa, devendo a Diretoria prestam-lhes as informações solicitadas;
 inspecionar o patrimônio da Associação;
 lavrar o livro de atas e pareceres do Conselho e resultados dos exames do Inciso I; e
 denunciar erros, fraudes ou crimes que descobrirem, sugerindo providências úteis e
necessárias à Associação.
12.4 DISTRIBUIÇÃO DOS RESULTADOS
Subtraindo-se os custos com a manutenção do estabelecimento, o montante restante
é rateado em partes iguais para os beneficiários; vale salientar que o objetivo principal do
estabelecimento é agregar valor ao produto oriundo da agricultura familiar.
12.5 FUNDO DE RECUPERAÇÃO
Atualmente já funciona um fundo de capital, com recursos dos saldos do trator e
outros equipamentos de uso comum, através do qual os sócios podem usar os recursos sem
a onerarão de juros, por prazos determinados e com a aprovação da Assembléia Geral. É
desejo dos membros fortalecê-lo com os recursos do projeto para a aquisição de
embalagens, que além de ser usado a cada ano com este fim poderá usar para outros, desde
que aprovado em assembléia.
74
75
13 ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA E SOCIAL
Análise de custos – análise dos custos do investimento e dos custos operacionais
relativos à implantação e funcionamento do plano de negócios. Os custos dos investimentos
correspondem à amortização anual das obras civis, máquinas e equipamentos que foram ou
serão utilizados na implementação do plano.
Os custos operacionais foram calculados com base na apuração das despesas
correntes requeridas para o funcionamento do negócio. Os custos financeiros do
investimento, foram calculados com base nas taxas de juros e outros encargos provenientes
dos empréstimos de obtenção de recursos reembolsáveis alocados para o negócio.
Receitas totais – apuração com base na projeção anual de vendas da produção
obtida com o negócio.
Balanço de receitas e custos do negócio – obtida pela diferença entre as receitas
totais, os custos financeiros e os custos operacionais projetados para cada ano do negócio,
até o seu pleno funcionamento.
Renda líquida mensal dos beneficiários – calculada pela diferença entre as receitas,
custos financeiros e os custos operacionais do negócio, após a retirada mensal para
constituição do Fundo de Investimento Coletivo (FIC). O FIC corresponderá a até 40% da
receita líquida apurada, de acordo com a capacidade financeira do negócio.
Renda líquida mínima mensal por beneficiário – demonstrada pela viabilidade
técnica e econômica que seja capaz de financiar sua operação e manutenção e garantir uma
relação benefício-custo positiva e com perspectivas de aumento ao longo do tempo.
Na Tabela 9 a seguir, apresenta uma síntese relativa aos investimentos e custos de
produção para implementação do plano de negócios do entreposto de mel de Laje do Meio
para um período de 5 anos equivalente a um custo total de R$ 962.223,28. No Anexo I estão
expostos os dados nas planilhas de análise de viabilidade econômica para toda a produção
contemplada neste plano, todos os dados são referentes aos custos de implantação,
produção e comercialização das culturas acima supracitadas, assim como, as suas receitas e
seu fluxo de caixa.
76
Tabela 9: Resumo dos investimentos e custo de produção para implementação do plano de negócios de
Laje do Meio
Investimentos e Custeio – Valor em R$
Descrição
Ano 1
Ano 2
Ano 3
Ano 4
Ano 5
Obras Civis - Unidade de armazenamento
12.120,00
Materiais, máquinas e equipamentos para
produção e processamento
11.950,00
Custo da produção – 5 anos
119.645,00 156.371,00 184.264,00 212.502,88 241.370,40
Assessoramento
técnico
e
custos
operacionais – 5 anos
4.800,00
4.800,00
4.800,00
4.800,00
4.800,00
Subtotal
148.515,00 161.171,00 189.064,00 217.302,88 246.170,40
Total geral
962.223,28
Fonte: Planilhas de viabilidade econômica
Tabela 10: Projeção das receitas e saldo do fluxo de caixa de 2009 a 2013
Discriminação
Entradas
Saldo do fluxo de caixa
Fonte: Planilhas de viabilidade econômica
Ano 1
Ano 2
Ano 3
Ano 4
Ano 5
131.000,00
191.500,00
225.000,00
258.500,00
292.000,00
-270.530,00
21.259,00
25.786,00
29.737,12
32.799,60
77
14 CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO
14.1 FLUXO DE EXECUÇÃO
MESES
2008
2009
SET OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV
PROJETOS
PROJETO 01
PROJETO 02
PROJETO 03
PROJETO 04
PROJETO 05
PROJETO 06
78
79
15 LISTA DE BENEFICIÁRIOS
Lista de Beneficiários
ITEM NOME
SEXO
CPF
01
Ecidulante da Costa e Silva
M
034.987.424 -77
02
Jonaide Fagna de Oliveira Costa
F
039.499.724-71
03
José Targino de Freitas Filho
M
037.449.114 -38
04
Marlene Gonçalves da Costa Targino
F
511.364.064-68
05
Sebastião Rebouças Mendes
M
045.007.224 -08
06
Suzana Targino da Costa
F
063.399.554-10
07
Francisco Targino da Costa
M
031.027.204-12
08
Luiz Vileimar de Carvalho
M
033.366.574-07
09
Francisca Antonia de Lima Carvalho
F
941.654.914-20
10
Eronildes da Costa e Silva
M
037.802.664-07
11
Sandilândia da Costa Rebouças
F
039.796.864-77
12
Raimundo Moises da Costa Targino
M
009.503.834-57
13
Maria Eliane Velozo Nascimento Targino
F
051.615.424-97
14
José Mendes Rebouças
M
623.031.554-87
15
Maria do Socorro Pinheiro Rebouças
F
013.256.154-98
16
Pedro Mendes Rebouças
M
511.361.394-00
17
Francisco Evânio do Nascimento
M
968.433.064-20
18
Maria Vilani dos Santos Ribeiro
F
039.869.974-34
19
Ezequias Rovelando da Costa
M
009.896.424-02
20
Lindalva dos Santos Ribeiro da Costa
F
035.426.654-35
21
Francisco Moreira da Costa
M
413.779.234-87
22
Dalvani Rebouças da Silva Moreira
F
055.013.714-99
23
Francisco Mendes Rebouças
M
037.427.564-51
24
Ailia Rebouças Moreira
F
071.838.994-89
25
Edson Targino de Araújo
M
037.415.974-22
26
Antonia Zoraide de Lima
F
045.550.454-75
27
Aias Rebouças da Costa Neto
M
026.525.324-13
28
Antonia Inalda de Lima
F
056.662.784-10
29
Nereu Severiano da Silva
M
023.432.754-59
30
Francisco Wilson Mendes
M
035.376.394-22
31
Genoveva Targino da Costa
F
063.350.374-67
80
32
Francisco José Góis de Souza
M
035.375.974-01
33
Maria da Saúde Lima Souza
F
035.395.364-42
34
Kerginaldo Targino da Costa
M
021.015.144-78
35
Pedro Feitosa da Costa
M
784.378.813-15
36
Consuelo Targino da Costa
F
048.490.994-08
37
Manoel Getulio Rebouças Moreira
M
012.090.764-03
38
Maria da Saúde de Souza Barbosa
F
012.904.884-44
39
Hildo Severiano da Silva
M
323.438.411-87
40
Antonio Marcelino de Araújo
M
021.465.134-70
81
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
LOPES, S.G.B.C. Biogenética, Evolução e Ecologia. Vol. 3. 4ª ed. 415p. 1999.
MAIA, G.N. Caatinga - Árvores e arbustos e suas utilidades. 1ª edição, São Paulo, 413p. il.
2004.
SILVA SERAFIM, E.C. et all. Plano de Recuperação do Assentamento – Laje do Meio, CENTRO
TERRA VIVA, Apodi-RN, 2007.
SUDENE. Levantamento exploratório – Reconhecimento de solos do Estado do Rio Grande
do Norte. Boletim técnico nº 21, 531p. 1971.
IDEMA/RN - Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do
Norte, em Perfil do RN (2002)/ Aspectos Físicos. Disponível em: <www.idema.rn.gov.br>
Acesso em: 31 de Agosto de 2008.
82
83
APÊNDICE
METODOLOGIA
O processo de trabalho adotado para elaboração do Plano combina a análise e a
interpretação técnica da realidade do empreendimento, a identificação das oportunidades e
ameaças existentes nos contexto do negócio a nível local, estadual, nacional e internacional
e o mapeamento das demandas que resultaram de um amplo envolvimento do grupo na
reflexão sobre o empreendimento e na definição das estratégias.
Trata-se de um processo realizado de forma integrada e complementar ao longo de
todas as etapas de análise da realidade e de produção do Plano, promovendo uma interação
direta dos membros do grupo com os técnicos, na troca de percepções e visões e na
preparação e fundamentação das decisões. Descreve-se a seguir os passos da construção do
plano.
MAPEAMENTO DOS EMPREENDIMENTOS ASSOCIATIVOS EXISTENTES NOS TERRITÓRIO
RURAIS
Cadastrar os empreendimentos associativos existentes nos territórios rurais
gerenciados por cooperativas, associações e outros tipos de organizações que estejam aptas
a estimular a formação de grupos para implantação de empreendimentos familiares do seu
quadro de associados.
SELEÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS
Uma vez mapeados os empreendimentos existentes nos territórios, realizar uma
seleção dos que vão ser elaborados os planos de negócio
84
SENSIBILIZAÇÃO E FORMAÇÃO DOS TÉCNICOS
Manter contatos com cooperativas, associações, sindicatos e organizações
governamentais e não-governamentais para convidá-los a participar do curso de formação
de técnicos em elaboração de planos de negócios.
Realizado o curso de formação dos técnicos em elaboração de planos de negócios,
definir o plano de trabalho para aplicação da técnica com a participação da organização
gestora do empreendimento e do técnico capacitado para elaboração do plano.
PRIMEIRA OFICINA COM EMPREENDEDORES
A Primeira Oficina com Empreendedores é o ponto de partida para a elaboração do
Plano de Negócios. Dela devem fazer parte os representantes da Unidade Gestora que irá
implementar o Plano de Negócios, juntamente com os técnicos responsáveis pela
sensibilização, mobilização e assessoramento ao processo de elaboração do Plano.
O objetivo central é mostrar a importância da participação dos membros que
formam o grupo do empreendimento, como ponto inicial para o planejamento do processo
participativo, em função do desenvolvimento sustentável, trabalhando através de quatro
dimensões, a saber: econômica, sociocultural , ambiental e institucional.
LEVANTAMENTO DOS PROBLEMAS, POTENCIALIDADES, SOLUÇÕES E VISÃO DE FUTURO
Problemas – elementos que atrapalham ou impedem o desenvolvimento do
empreendimento;
Potencialidades – fatores internos positivos, força ou energia representadas pela
junção de todos os meios disponíveis que podem representar o seu diferencial competitivo,
e, portanto, a base do deu desenvolvimento futuro;
85
Soluções – o que deve ser feito para enfrentar os problemas e aproveitar as
oportunidades;
Oportunidades - condições favoráveis para o êxito do empreendimento: existência
de mercado e preços remuneradores para a produção projetada.
Ameaças – condições adversas que dificultam ou inviabilizam o êxito do
empreendimento, como é o caso de preços elevados dos insumos, máquinas e
equipamentos; mercados pequenos, sem perspectivas de expansão; e contratos não
confiáveis.
Fontes Alternativas de Financiamento - mapeamento das fontes alternativas de
financiamento e identificação das alternativas mais favoráveis para o êxito do negócio ou da
prestação do serviço.
Sistematização dos Resultados da Oficina - As informações coletadas nas oficinas
devem ser codificadas, tabuladas, analisadas e sistematizadas de acordo com os objetivos
geral e específicos que orientam a concepção dos empreendimentos.
SEGUNDA OFICINA
A segunda oficina é realizada com a organização gestora do empreendimento. É o
momento de devolução, análise, identificação e priorização das alternativas para
implementação dos empreendimentos e elaboração dos seus respectivos planos de negócios,
com base nos dados anteriormente coletados e analisados, e, na contribuição dos
participantes da oficina diretamente interessados em cada uma das alternativas de negócios.
REDAÇÃO FINAL DO PLANO
Após a realização das oficinas deve ser elaborada a versão preliminar do plano de
negócios, a qual, uma vez concluída, será apresentado em oficina realizada com os grupos
86
diretamente interessados no empreendimento. Esse momento representa a segunda fase do
processo de coleta das contribuições desses grupos.
O objetivo dessa segunda fase é obter os elementos para formular uma síntese do
que foi discutido na primeira oficina com os empreendedores. Assim, nessa reunião,
problemas, soluções, potencialidades e anseios dos participantes serão tratados com um
enfoque no conjunto dos membros integrantes do grupo e não mais na visão de cada um por
si.
A metodologia de trabalho consiste numa reflexão estruturada dos participantes em
torno das grandes prioridades do desenvolvimento do plano de negócio com base na Matriz
de Planejamento qualitativa (Quadro 1). Esta matriz permite um cruzamento dos fatores
internos – potencialidades e problemas – com as condições externas – oportunidades e
ameaças.
Fatores
Oportunidades
Ameaças
Quais as principais ações para Quais as principais ações para
explorar as potencialidades internas, explorar
de
Potencialidades
modo
a
permitir
as
potencialidades
o internas, de modo a se defender
aproveitamento das oportunidades das ameaças externas.
externas.
Quais as principais ações para Quais as principais ações para
enfrentar os problemas internos, de enfrentar os problemas internos,
Problemas
modo a permitir o aproveitamento de
das
oportunidades
modo
a
reduzir
externas, vulnerabilidade da Região às
superando as limitações e entraves.
ameaças externas, fortalecendo
sua capacidade de defesa.
Quadro 1 – Matriz de Planejamento qualitativa
a
87
ANEXO I
88
ANEXO I – ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DO ENTREPOSTO DE MEL
I.1 ESTRTURA E CAPITAL EXISTENTE
ESTRUTURA E CAPITAL EXISTENTE
Discriminação
Unid.
Quant.
Valor Unit.
Total
Total
-
-
-
239.925,00
-
-
-
149.925,00
Imoveis
a. Edificação - Entreposto de Mel
m²
b. Terreno
verba
225
665
149.625,00
1
300
300,00
c. Outros
0,00
Móveis e Utensilios
-
0,00
a. Móveis (Geladeira)
verba
0,00
b. Utensilios
verba
0,00
c. outros
0,00
Maquinas e equipamentos
a. Máquinas - Máquina de sachê + 1 mesa, etc...
verba
b. Equipamentos do entreposto de mel
c. Outros
90.000,00
1
30000
30.000,00
1
60000
60.000,00
0,00
Diversos
-
0,00
a. Cisterna de placa de 50.000 litros
Unid.
0,00
b. Insumos - Mangueira
kg
0,00
c. Insumos
0,00
d. Capital
0,00
e. Outros
0,00
89
I.2 CUSTO DE IMPLANTAÇÃO OU AMPLIAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
CUSTO DE IMPLANTAÇÃO OU AMPLIAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
P1
Descrição
Total
Despesas pré-projeto
a. Análises laboratoriais - Mel
Unid.
Quant
Valor
Unit.
-
-
-
P2
P3
P4
P5
Valor
Unit.
Total
Quant
Valor
Unit.
Quant
Valor
Unit.
Valor
Unit.
Total
-
-
0,00
-
-
0,00
-
-
0,00
-
-
0,00
-
-
0,00
-
-
0,00
-
-
0,00
-
-
0,00
Total
27.170,00
-
0,00
Unid.
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
b. Cartório
Quant
Total
Total Quant
c. Licenças e outorgas
verba
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
d. Serviços - viagens + diárias
diarias
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
e. Outros
Obras Civis - Unidade de
armazenamento
-
a. Material
verba
b. Mão-de-obra
c. Equipamentos Climatizadores de ar
h/d
12.120,00
-
-
0,00
-
-
0,00
-
-
0,00
-
-
0,00
1
7000
7.000,00
0,00
0,00
0,00
0,00
70
30
2.100,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Unid.
2
1500
3.000,00
0,00
0,00
0,00
0,00
d. Serviços
verba
1
20
20,00
0,00
0,00
0,00
0,00
e. Outros - CREA
Materiais e Equipamentos
para a produção
a. Materiais - baldes para mel
de 25kg
b. Materiais - tambores para
mel de 295kg
verba
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
-
5.700,00
Unid.
200
7,5
1.500,00
Unid.
20
60
1.200,00
c. Paletas, funil, peneira....
verba
d. Equipamentos Instrumentos de classificação,
Carros de transporte de
tambor
Verba
Materiais e Equipamentos
para processamento
a. Material (carro de mão,
formão, garfo)
verba
1
500
500,00
1
2500
2.500,00
6.250,00
1
1000
-
-
-
-
0,00
-
-
0,00
-
-
0,00
-
-
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
-
-
0,00
-
-
0,00
-
-
0,00
1.000,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
5.250,00
0,00
0,00
0,00
0,00
d. Serviços
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
e. Outros
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
b. Mão-de-obra
c. Fardamentos
verba
1
5250
Diversos
a. Computador (Impessora e
periféricos)
verba
1
1600
1.600,00
0,00
0,00
0,00
0,00
b. Laboratório Móvel
verba
1
1500
1.500,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
c. Serviços Manuais
Capacitação/treinamento
-
3.100,00
0,00
-
-
-
-
0,00
0,00
-
-
-
-
0,00
0,00
-
-
-
-
0,00
0,00
-
-
-
-
0,00
0,00
a. Material
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
b. Aluguel de equipamentos
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
c. Honorários
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
d. Outros custos
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Outros
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
90
a. Encargos socias
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
b. Serviços de terceiros
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
c. Energia elétrica.
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
d. Água
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
e. Despesas de viagens
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
f. Despesas com veículos
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
g. Mão de obra operacional
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
h. Matéria prima / produtos
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
i. Seguros
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
91
I.3 CUSTO DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO
CUSTO DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO
P1
Discriminação
Unid. Quant
P2
P3
Vr
Unit.
Total
Quant
Vr Unit.
Total
Vr
Quant Unit.
P4
Total
Quant
Vr
Unit.
P5
Total
Quant
Valor
Unit.
Total
Total
-
-
-
129.635,00
-
-
165.441,00
-
-
194.414,00
-
-
223.962,88
-
-
254.400,40
Produção
a. Insumos - Mel de
abelha
b. Insumos - Mangueira
para sachê
c. Embalagem sacos de
10Kg
d. Embalagem sacos de
5kg
e. Embalagem - sacos de
1kg
f. Embalagem - sacos de
100 gr
g. Caixas de papelão para
10 kg
h. Embalagem - Bisnaga
de 280gr
i. Embalagem - Peti de
300gr
i. Embalagem - Peti de
700gr
j. Embalagem - Pote de
mel de 280gr
l. Embalagem - Pote de
mel de 700 gr
-
-
-
119.645,00
-
-
156.371,00
-
-
184.264,00
-
-
212.502,88
-
-
241.370,40
kg
35000
2,5
87.500,00
43750
2,5
109.375,00
52500
2,5
131.250,00
61250
2,5
153.125,00 70000
2,5
175.000,00
kg
1500
9,4
14.100,00
1500
9,4
14.100,00
1500
9,4
14.100,00
1500
9,4
14.100,00
9,4
14.100,00
1500
kg
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
kg
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
kg
50
3
kg
Unid.
150,00
50
3
0,00
1500
1,2
150,00
50
3
0,00
150,00
50
3
0,00
150,00
50
3
0,00
150,00
0,00
1.800,00
2000
1,3
2.600,00
2500
1,4
3.500,00
3000
1,5
4.500,00
3500
1,6
5.600,00
Unid.
0,00
2800
0,6
1.680,00
3500
0,65
2.275,00
4200
0,7
2.940,00
4900
0,75
3.675,00
Unid.
0,00
2800
0,6
1.680,00
3500
0,65
2.275,00
4200
0,7
2.940,00
4900
0,75
3.675,00
Unid.
0,00
1400
0,7
980,00
1750
0,75
1.312,50
2100
0,8
1.680,00
2450
0,85
2.082,50
Unid.
0,00
2800
0,7
1.960,00
3500
0,75
2.625,00
4200
0,8
3.360,00
4900
0,85
4.165,00
Unid.
0,00
1400
0,8
1.120,00
1750
0,85
1.487,50
2100
0,9
1.890,00
2450
0,95
2.327,50
e. Serviços Manuais
Ptos
33
415
13.695,00
44
456,5
20.086,00
44
502,15
22.094,60
44
552,37
24.304,28
44
607,51
26.730,44
f. Outros (zeladora)
Ptos
24
100
2.400,00
24
110
2.640,00
24
133,1
3.194,40
24
146,4
3.513,60
24
161,04
3.864,96
Produção
a. Serviços (fretes)
1.000,00
verba
1
1000
b. Transportes internos
1.000,00
1.000,00
1
1000
1.000,00
1.000,00
1
1000
1.000,00
1.000,00
1
1000
1.000,00
1.000,00
1
1000
1.000,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
d. Carga e descarga
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
e. Outros
Materiais e
Equipamentos para a
produção
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
a. Materiais -
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
b. Equipamentos
Capacitação/treinament
o
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
8.990,00
8.070,00
9.150,00
10.460,00
12.030,00
a. Encargos socias
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
b. Serviços de terceiros
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
c. Transporte externo
mês
a. Material
b. Aluguel de
equipamentos
verba
c. Honorários
verba
d. Outros custos
Outros
c. Energia elétrica
d. Água
mês
12
150
1.800,00
0,00
12
180
2.160,00
0,00
12
210
2.520,00
0,00
12
240
2.880,00
0,00
12
270
3.240,00
0,00
92
e. Telefone
mês
f. Depreciação
g. Manutenção da
máquina de sachê
h. Despesas de viagens (
passagens, diárias,etc. )
i. Mão de obra
operacional
j. Comercialização rótulos
l.Comercialização beneficiamento
m.Comercialização armazenamento
n. Seguros
p. Taxas e Impostos previsão
q. Perdas
12
100
1.200,00
12
110
1.320,00
12
120
1.440,00
12
130
1.560,00
12
140
1.680,00
verba
1
2790
2.790,00
1
2790
2.790,00
1
2790
2.790,00
1
2790
2.790,00
1
2790
2.790,00
verba
1
2000
2.000,00
0,00
0,00
0,00
0,00
verba
1
1200
1.200,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
mil
0,00
12
150
1.800,00
15
160
2.400,00
19
170
3.230,00
24
180
4.320,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
93
I.4 CUSTO DE ASSESSORAMENTO TÉCNICO E GERENCIAL
CUSTO DE ASSESSORAMENTO TÉCNICO E GERENCIAL
Discriminação/ Período
Total
Assistência Técnica
P1
P2
P3
P4
P5
4.800,00
4.800,00
4.800,00
4.800,00
4.800,00
2.500,00
2.500,00
2.500,00
2.500,00
2.500,00
100,00
100,00
100,00
100,00
100,00
2.400,00
2.400,00
2.400,00
2.400,00
2.400,00
2.300,00
2.300,00
2.300,00
2.300,00
2.300,00
1100
1100
1100
1100
1100
1.200,00
1.200,00
1.200,00
1.200,00
1.200,00
a. Técnico
b. Contábil
c. Administrativo - Gerente
d. Administrativo - Auxiliar
e. Outros
Custos operacionais
a. Comunicação (cartilha, folders)
b. Transporte
c. Material de escritório
d. Manutenção da estrutura administrativa
e. Material de limpeza
I.5 CONSOLIDAÇÃO DOS CUSTOS
CONSOLIDAÇÃO DOS CUSTOS
Discriminação
P1
P2
Total
401.530,00 170.241,00
ESTRUTURA E CAPITAL EXISTENTE
239.925,00
CUSTO DE IMPLANTAÇÃO OU AMPLIAÇÃO DO
EMPREENDIMENTO
27.170,00
0,00
CUSTO DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO
129.635,00 165.441,00
CUSTO DE ASSESSORAMENTO TÉCNICO E
GERENCIAL
4.800,00
4.800,00
5 - RENDA
0,00
0,00
6 - CUSTOS COM FINANCIAMENTO
0,00
0,00
P3
199.214,00
-
P4
228.762,88
-
P5
259.200,40
-
0,00
194.414,00
0,00
223.962,88
0,00
254.400,40
4.800,00
0,00
0,00
4.800,00
0,00
0,00
4.800,00
0,00
0,00
94
I.6 PRODUÇÃO ESPERADA, SEGUNDO CLASSIFICAÇÃO DO PRODUTO
PRODUÇÃO ESPERADA, SEGUNDO CLASSIFICAÇÃO DO PRODUTO
DESCRIÇÃO
Unidade
Produção Esperada Total(Abs)
Litro
Produção Esperada Total (%)
-
Tipo 1 (Abs) Mel a granel
-
Tipo 1 (%)
-
Tipo 2 (Abs) Mel em sachê
-
Tipo 2 (%)
-
Tipo 3 (Abs) Bisnaga de 280 gr
-
Tipo 3 (%)
-
Tipo 4 (Abs) Peti 300gr
-
Tipo 4 (%)
-
Tipo 5 (Abs) Peti 700gr
-
Tipo 5 (%)
-
Tipo 6 (Abs) Pote de 280 gr
-
Tipo 6 (%)
-
Tipo 7 (Abs) Pote de 700 gr
-
Tipo 7 (%)
-
Refugo (Abs)
-
Refugo (%)
-
P1
35000
100%
20000
57%
15000
43%
P2
43750
100%
23750
54%
15000
34%
1000
2%
1000
2%
1000
2%
1000
2%
1000
2%
Período
P3
52500
100%
31250
59%
15000
29%
1250
2%
1250
2%
1250
2%
1250
2%
1250
2%
0%
0%
0%
P4
61250
100%
38750
63%
15000
25%
1500
2%
1500
2%
1500
2%
1500
2%
1500
2%
P5
70000
100%
46250
67%
15000
21%
1750
2%
1750
2%
1750
2%
1750
2%
1750
2%
0%
0%
95
I.7 PRODUÇÃO SEGUNDO O MERCADO
PRODUÇÃO SEGUNDO O MERCADO
DESCRIÇÃO
Unidade
Período
P1
P2
P3
P4
P5
Quilo
20000
23750
31250
38750
46250
Produção Esperada Total (%)
-
100%
100%
100%
100%
100%
Institucional (Abs)
-
Institucional (%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Iniciativa privada (Abs)
-
20000
23750
31250
38750
46250
Iniciativa privada (%)
-
100%
100%
100%
100%
100%
Exportação direta (Abs)
-
Exportação direta (%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Exportação assistida (Abs)
-
Exportação assistida(%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Refugo (Abs)
-
Refugo (%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Produção Esperada Total(Abs)
Quilo
15000
15000
15000
15000
15000
Produção Esperada Total (%)
-
75%
63%
48%
39%
32%
Institucional (Abs)
-
15000
15000
15000
15000
15000
Institucional (%)
-
75%
63%
48%
39%
32%
Iniciativa privada (Abs)
-
Iniciativa privada (%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Exportação direta (Abs)
-
Exportação direta (%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Exportação assistida (Abs)
-
Exportação assistida(%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Refugo (Abs)
-
Refugo (%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Produção Esperada Total(Abs)
Quilo
0
1000
1250
1500
1750
Produção Esperada Total (%)
-
0%
4%
4%
4%
4%
Institucional (Abs)
-
Institucional (%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Iniciativa privada (Abs)
-
1000
1250
1500
1750
Iniciativa privada (%)
-
4%
4%
4%
4%
Tipo 1 Mel a Granel
Mel em sachê
Bisnaga de 280gr
0%
96
Exportação direta (Abs)
-
Exportação direta (%)
-
Exportação assistida (Abs)
-
Exportação assistida(%)
-
Refugo (Abs)
-
Refugo (%)
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
-
0%
0%
0%
0%
0%
Produção Esperada Total(Abs)
Quilo
0
1000
1250
1500
1750
Produção Esperada Total (%)
-
0%
4%
4%
4%
4%
Institucional (Abs)
-
Institucional (%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Iniciativa privada (Abs)
-
1000
1250
1500
1750
Iniciativa privada (%)
-
0%
4%
4%
4%
4%
Exportação direta (Abs)
-
Exportação direta (%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Exportação assistida (Abs)
-
Exportação assistida(%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Refugo (Abs)
-
Refugo (%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Produção Esperada Total(Abs)
Quilo
0
1000
1250
1500
1750
Produção Esperada Total (%)
-
0%
4%
4%
4%
4%
Institucional (Abs)
-
Institucional (%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Iniciativa privada (Abs)
-
1000
1250
1500
1750
Iniciativa privada (%)
-
0%
4%
4%
4%
4%
Exportação direta (Abs)
-
Exportação direta (%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Exportação assistida (Abs)
-
Exportação assistida(%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Refugo (Abs)
-
Refugo (%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Produção Esperada Total(Abs)
Quilo
0
1000
1250
1500
1750
Produção Esperada Total (%)
-
0%
4%
4%
4%
4%
Institucional (Abs)
-
Institucional (%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Iniciativa privada (Abs)
-
1000
1250
1500
1750
Iniciativa privada (%)
-
4%
4%
4%
4%
Peti de 300gr
Peti de 700 gr
Pote de 300gr
0%
97
Exportação direta (Abs)
-
Exportação direta (%)
-
Exportação assistida (Abs)
-
Exportação assistida(%)
-
Refugo (Abs)
-
Refugo (%)
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%
-
0%
0%
0%
0%
0%
Produção Esperada Total(Abs)
Quilo
0
1000
1250
1500
1750
Produção Esperada Total (%)
-
0%
4%
4%
4%
4%
Institucional (Abs)
-
Institucional (%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Iniciativa privada (Abs)
-
1000
1250
1500
1750
Iniciativa privada (%)
-
0%
4%
4%
4%
4%
Exportação direta (Abs)
-
Exportação direta (%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Exportação assistida (Abs)
-
Exportação assistida(%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Refugo (Abs)
-
Refugo (%)
-
0%
0%
0%
0%
0%
Pote de 700gr
98
I.8 PROJEÇÃO DAS RECEITAS COM VENDAS
PROJEÇÃO DAS RECEITAS COM VENDAS
Discriminação
Moeda
Preço
Total
R$
-
Mel agranel
P1
P2
P3
P4
P5
131.000,00 191.500,00 225.000,00 258.500,00 292.000,00
-
56.000,00
66.500,00
87.500,00 108.500,00 129.500,00
-
56.000,00
66.500,00
87.500,00 108.500,00 129.500,00
0,00
0,00
56.000,00
66.500,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Mercado Interno
R$
a. Institucional
R$
b. Iniciativa privada
R$
2,80
Mercado Externo
R$
-
a. Exportação direita
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
b. Exportação assistida
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Refugo
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
-
75.000,00
75.000,00
75.000,00
75.000,00
75.000,00
Mel em sachê
0,00
0,00
0,00
87.500,00 108.500,00 129.500,00
Mercado Interno
R$
-
75.000,00
75.000,00
75.000,00
75.000,00
75.000,00
a. Institucional
R$
5,00
75.000,00
75.000,00
75.000,00
75.000,00
75.000,00
b. Iniciativa privada
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Mercado Externo
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
a. Exportação direita
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
b. Exportação assistida
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Refugo
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
-
0,00
10.000,00
12.500,00
15.000,00
17.500,00
-
0,00
10.000,00
12.500,00
15.000,00
17.500,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Bisnaga 280gr
-
Mercado Interno
R$
a. Institucional
R$
b. Iniciativa privada
R$
10,00
0,00
10.000,00
12.500,00
15.000,00
17.500,00
Mercado Externo
R$
-
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
a. Exportação direita
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
b. Exportação assistida
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Refugo
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
-
0,00
10.000,00
12.500,00
15.000,00
17.500,00
-
0,00
10.000,00
12.500,00
15.000,00
17.500,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Peti de 300 gr
Mercado Interno
R$
a. Institucional
R$
b. Iniciativa privada
R$
10,00
0,00
10.000,00
12.500,00
15.000,00
17.500,00
Mercado Externo
R$
-
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
a. Exportação direita
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
b. Exportação assistida
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Refugo
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
-
0,00
10.000,00
12.500,00
15.000,00
17.500,00
-
0,00
10.000,00
12.500,00
15.000,00
17.500,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Peti de 700gr
Mercado Interno
R$
a. Institucional
R$
b. Iniciativa privada
R$
10,00
0,00
10.000,00
12.500,00
15.000,00
17.500,00
Mercado Externo
R$
-
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
a. Exportação direita
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
99
b. Exportação assistida
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Refugo
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
-
0,00
10.000,00
12.500,00
15.000,00
17.500,00
-
0,00
10.000,00
12.500,00
15.000,00
17.500,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Pote de 300 gr
Mercado Interno
R$
a. Institucional
R$
b. Iniciativa privada
R$
10,00
0,00
10.000,00
12.500,00
15.000,00
17.500,00
Mercado Externo
R$
-
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
a. Exportação direita
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
b. Exportação assistida
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Refugo
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
-
0,00
10.000,00
12.500,00
15.000,00
17.500,00
-
0,00
10.000,00
12.500,00
15.000,00
17.500,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Pote de 700 gr
Mercado Interno
R$
a. Institucional
R$
b. Iniciativa privada
R$
10,00
0,00
10.000,00
12.500,00
15.000,00
17.500,00
Mercado Externo
R$
-
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
a. Exportação direita
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
b. Exportação assistida
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Refugo
R$
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
100
I.9 CONSOLIDAÇÃO DAS ENTRADAS DE RECURSOS
CONSOLIDAÇÃO DAS ENTRADAS DE RECURSOS
Discriminação
P1
P2
P3
P4
P5
Total
131.000,00
191.500,00
225.000,00
258.500,00
292.000,00
PROJEÇÃO DAS RECEITAS COM VENDAS
RECURSOS DE FINANCIAMENTOS E
PRÓPRIOS
131.000,00
191.500,00
225.000,00
258.500,00
292.000,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
I.10 FLUXO DE CAIXA
FLUXO DE CAIXA
Discriminação
P1
P2
P3
P4
P5
ENTRADAS
131.000,00
191.500,00
225.000,00
258.500,00
292.000,00
SAÍDAS
401.530,00
170.241,00
199.214,00
228.762,88
259.200,40
-270.530,00
21.259,00
25.786,00
29.737,12
32.799,60
-270.530,00
-249.271,00
-223.485,00
-193.747,88
-160.948,28
SALDO DO FLUXO DE CAIXA
SALDO DO FLUXO DE CAIXA
ACUMULADO
I.11 TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)
13 - TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)
Discriminação
P1
P2
P3
P4
P5
ENTRADAS
131.000,00
191.500,00
225.000,00
258.500,00
292.000,00
SAÍDAS
401.530,00
170.241,00
199.214,00
228.762,88
259.200,40
SALDO DO FLUXO DE CAIXA
-270.530,00
21.259,00
25.786,00
29.737,12
32.799,60
SALDO DO FLUXO DE CAIXA ACUMULADO
-270.530,00 -249.271,00 -223.485,00 -193.747,88 -160.948,28
TIR
-206,51
11,10
11,46
11,50
11,23
Download

2008 PLANO DE NEGÓCIOS DO ENTRE POSTO DE MEL DE