PLANO DE NEGÓCIOS DO ENTRE POSTO DE MEL DE LAJE DO MEIO 2008 PLANO DE NEGÓCIOS DO ENTREPOSTO DO MEL DO PROJETO DE ASSENTAMENTO LAJE DO MEIO APODI/RN, OUTUBRO DE 2008 SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL Secretário Humberto Oliveira Coordenador de Cooperativismo, Negócios e Comércios/SDT Vital de Carvalho Filho COOPERATIVA DOS TRABALHADORES AUTÔNOMOS Presidente da CTA Aurenísia Celestino Figueiredo Brandão Coordenador dos Convênios – MDA/CTA Valter de Carvalho CONVÊNIO CTA/SDT Coordenação Técnica do Curso Sebastião Francisco de Menezes – Consultor CTA João Matos Filho – Consultor UFRN Organização e Sistematização Ângelo Márcio Fernandes de Souza – Consultor CTA Maria Janaína Alves da Silva – Consultora CTA Elaboração Francisco Gonçalo Filho – Engenheiro Agrônomo LISTA DE SIGLAS AL Alagoas ATES Assistência Técnica e Extensão AVSF Agrônomos e Veterinários sem Fronteira BA Bahia BPA Boa Práticas Apícolas BPF Boas Práticas de Fabricação CE Ceará COOAFAP Cooperativa da Agricultura Familiar de Apodi CONAB Companhia Nacional de Abastecimento CPT Comissão Pastoral da Terra CREDIOESTE-SOL Cooperativa de Crédito Solidário do Oeste Potiguar EMATER Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural FIC Fundo de Investimento Coletivo FIDA Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola FUNDAF Fundo de Desenvolvimento da Agricultura Familiar FUNDESSOL Fundo de Desenvolvimento Solidário de Apodi INCRA Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária IDEMA Instituto de Defesa do Meio Ambiente MDA Ministério do Desenvolvimento Agrário MG Minas Gerais ONG Organização não Governamental PAA Programa de Aquisição de Alimentos PB Paraíba PCPR Programa de Combate a Pobreza Rural PDA Programa de Desenvolvimento de Assentamento PDHC Projeto Dom Helder Câmara PDS Programa Desenvolvimento Solidário PE Pernambuco PI Piauí PRONAF Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar RN Rio Grande do Norte SDT Secretaria de Desenvolvimento Territorial SETHAS Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social SE Sergipe SIF Serviço de Inspeção Federal STR Sindicato dos Trabalhadores Rurais SUDENE Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste UFRN Universidade Federal do Rio Grande do Norte LISTA DE TABELAS TABELA 1: DEMONSTRATIVO DA DIMENSÃO DO PROJETO 13 Tabela 2: Orçamento do projeto 1 43 Tabela 2: Orçamento geral do projeto 2 47 Tabela 3: Custo com honorários técnicos: 47 Tabela 4: custo com transporte e alimentação: Tabela 5: Orçamento do projeto 3 50 Tabela 6: Orçamento do projeto 4 52 Tabela 7: Orçamento do projeto 5 56 Tabela 8: Orçamento do projeto 6 59 48 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 9 1 CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO 11 1.1 DESCRIÇÃO .................................................................................................................................. 11 1.2 TIPO DE ATIVIDADE ..................................................................................................................... 12 1.3 RECURSOS DISPONÍVEIS .............................................................................................................. 12 1.4 DIMENSÃO DO EMPREENDIMENTO ............................................................................................ 13 1.5 ASPECTOS LEGAIS E SANITÁRIOS ................................................................................................. 14 2 AMBIENTE DO EMPREENDIMENTO 15 2.1 AMBIENTE INTERNO .................................................................................................................... 15 2.1.1 Clima ......................................................................................................................... 15 2.1.2 Relevo ....................................................................................................................... 16 2.1.3 Pedologia ................................................................................................................... 16 2.1.4 Revestimento Florístico .............................................................................................. 16 2.1.5 Drenagem .................................................................................................................. 18 2.1.6 Uso Atual ................................................................................................................... 18 2.1.7 Disponibilidade de Transporte .................................................................................... 18 2.1.8 Energia e Comunicação............................................................................................... 18 2.1.9 Acesso aos mercados privados e institucionais ............................................................ 19 2.1.10 Redes de Comercialização......................................................................................... 19 2.1.11 Tecnologias de produtos e de processos.................................................................... 19 2.1.12 Mão-de-obra ............................................................................................................ 20 2.1.13 Ambiente Institucional ............................................................................................. 20 2.1.14 Instrumentos de políticas públicas de apoio ao empreendimento .............................. 20 2.1.15 Potencialidades na visão dos agricultores ................................................................. 21 2.1.16 Problemas na visão dos agricultores ......................................................................... 22 2.2 AMBIENTE EXTERNO ................................................................................................................... 23 2.2.1 Oportunidades ........................................................................................................... 23 2.2.2 Ameaças .................................................................................................................... 24 2.2.3 Soluções indicadas ..................................................................................................... 24 3 ASPECTOS DE MERCADO 27 3.1 PROJEÇÕES DA OFERTA ............................................................................................................... 27 3.2 EVOLUÇÃO DA DEMANDA DOS MERCADOS PRIVADOS E INSTITUCIONAIS ................................ 27 3.3 ANÁLISES DE PREÇOS DE INSUMOS E PRODUTOS ....................................................................... 28 3.4 MERCADO DE MATÉRIAS-PRIMAS ............................................................................................... 28 3.5 COMPARATIVO ENTRE A OFERTA E A DEMANDA ........................................................................ 29 4 ASPECTOS TÉCNICOS 31 4.1 PROCESSO PRODUTIVO ............................................................................................................... 31 4.2 MATERIAIS................................................................................................................................... 31 4.3 PROGRAMA DE PRODUÇÃO ........................................................................................................ 31 4.4 MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS.................................................................................................... 31 4.5 EDIFICAÇÕES ............................................................................................................................... 32 4.6 ORGANOGRAMA DE PRODUÇÃO ................................................................................................ 33 5 OBJETIVOS 37 5.1 OBJETIVO GERAL ......................................................................................................................... 37 5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .............................................................................................................. 37 6 EIXOS ESTRATÉGICOS 39 6.1 DIMENSÃO INSTITUCIONAL ........................................................................................................ 39 6.2 DIMENSÃO ECONÔMICA ............................................................................................................. 39 6.3 DIMENSÃO TECNOLÓGICA .......................................................................................................... 40 6.4 DIMENSÃO AMBIENTAL .............................................................................................................. 40 7 PROJETOS 41 7.1 PROJETO 1 – CONSTRUÇÃO DE ALMOXARIFADO E AQUISIÇÃO DE VESTIMENTAS ..................... 41 7.2 PROJETO 2 – CAPACITAÇÃO ........................................................................................................ 44 7.3 - PROJETO 3 – CAPTAÇÃO DE CAPITAL DE GIRO .......................................................................... 49 7.4 PROJETO 4 – AQUISIÇÃO DE EMBALAGENS ................................................................................. 51 7.5 - PROJETO 5 – MELHORIA DA INFRA-ESTRUTURA PRODUTIVA ................................................... 54 7.6 - PROJETO 6 – ASSISTÊNCIA TÉCNICA ESPECIALIZADA EM MARKETING. ..................................... 56 8 PERFIL DA ORGANIZAÇÃO GESTORA 61 8.1 IDENTIFICAÇÃO ........................................................................................................................... 61 8.2 RECURSOS HUMANOS ................................................................................................................. 62 8.3 EXPERIÊNCIA ............................................................................................................................... 62 8.4 ESTRATÉGIA DE FINANCIAMENTO............................................................................................... 62 8.5 INFRA-ESTRUTURA DISPONÍVEL .................................................................................................. 63 9 ASSESSORAMENTO TÉCNICO 65 9.1 ASSESSORAMENTO DE CARÁTER GERAL ..................................................................................... 65 9.2 ASSESSORAMENTO DE CARÁTER ESPECÍFICO ............................................................................. 65 10 FONTES DE FINANCIAMENTOS 11 IMPACTO AMBIENTAL 69 12 MODELO DE GESTÃO 71 67 12.1 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ................................................................................................. 72 12.2 PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS ...................................................................................... 72 12.3 INSTRUMENTOS DE CONTROLE................................................................................................. 72 12.4 DISTRIBUIÇÃO DOS RESULTADOS.............................................................................................. 73 12.5 FUNDO DE RECUPERAÇÃO ........................................................................................................ 73 13 ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA E SOCIAL 14 CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO 75 77 14.1 FLUXO DE EXECUÇÃO ................................................................................................................ 77 15 LISTA DE BENEFICIÁRIOS 79 APÊNDICE 83 METODOLOGIA 83 MAPEAMENTO DOS EMPREENDIMENTOS ASSOCIATIVOS EXISTENTES NOS TERRITÓRIO RURAIS .. 83 SELEÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS.................................................................................................. 83 SENSIBILIZAÇÃO E FORMAÇÃO DOS TÉCNICOS................................................................................. 84 PRIMEIRA OFICINA COM EMPREENDEDORES ................................................................................... 84 LEVANTAMENTO DOS PROBLEMAS, POTENCIALIDADES, SOLUÇÕES E VISÃO DE FUTURO .............. 84 SEGUNDA OFICINA ............................................................................................................................ 85 REDAÇÃO FINAL DO PLANO .............................................................................................................. 85 ANEXO I – ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DO ENTREPOSTO DE MEL 88 I.1 ESTRTURA E CAPITAL EXISTENTE .................................................................................................. 88 I.2 CUSTO DE IMPLANTAÇÃO OU AMPLIAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ........................................... 89 I.3 CUSTO DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO............................................................................... 91 I.4 CUSTO DE ASSESSORAMENTO TÉCNICO E GERENCIAL ................................................................. 93 I.5 CONSOLIDAÇÃO DOS CUSTOS ...................................................................................................... 93 I.6 PRODUÇÃO ESPERADA, SEGUNDO CLASSIFICAÇÃO DO PRODUTO .............................................. 94 I.7 PRODUÇÃO SEGUNDO O MERCADO ............................................................................................ 95 I.8 PROJEÇÃO DAS RECEITAS COM VENDAS ...................................................................................... 98 I.9 CONSOLIDAÇÃO DAS ENTRADAS DE RECURSOS......................................................................... 100 I.10 FLUXO DE CAIXA ....................................................................................................................... 100 I.11 TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)............................................................................................ 100 9 APRESENTAÇÃO O “Plano de Negócios do Entreposto do Mel do Projeto de Assentamento Laje do Meio”, localizado no município de Apodi/RN, é um dos 11 (onze) empreendimentos associativos familiares, nos quais a elaboração e a implementação dos projetos estão sendo assessoradas pela Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos – CTA, qualificada como organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), nos termos da legislação em vigor. Seguindo a metodologia adotada pela CTA, objeto dos entendimentos firmados com a Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a elaboração deste plano e dos projetos que o integram, fundamentou-se em um processo técnico e político, do qual participaram os trabalhadores assentados e técnicos do quadro social da CTA. O “Plano de Negócios” apresentado neste documento foi fruto, portanto, de um trabalho que contou com a efetiva participação dos trabalhadores diretamente interessados, desde a discussão dos conceitos básicos e dos procedimentos metodológicos, até a realização das oficinas para definição das prioridades, desenho dos eixos estratégicos e elaboração dos projetos produtivos. No entanto, diversas instituições-parceiras já vêm apoiando as atividades desenvolvidas no Assentamento Laje do Meio, entre as quais podem ser destacadas: Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); Projeto Dom Hélder/FIDA; Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR); Programa de Desenvolvimento Solidário; Projeto ELO (PDHC); PRONAF; e, Visão Mundial. O Plano prevê a continuidade e a ampliação dessas parcerias, e, para implementação das ações propostas, propõe um modelo de gestão composto pela seguinte estrutura: uma coordenação no nível estratégico, que será exercida pela Cooperativa de Agricultura Familiar de Apodi (COOAFAP), que é responsável pela comercialização; a nível local por Grupos de Produtores, que fazem parte da Associação Comunitária, à qual está ligado do Entreposto de Mel, que recebe o mel dos apicultores, beneficia e cobra por isto uma taxa de manutenção, conforme mostrado no fluxograma e na descrição do modelo de gestão apresentados em item próprio deste documento. 10 O custo total das despesas de custeio e investimento é de R$ 921.161,60, originados de diversas fontes de financiamento, entre as quais se incluem transferências não reembolsáveis, financiamentos oficiais, e recursos para implantação de infra-estrutura e produção de bens e serviços públicos por instituições ligadas aos governos federal, estadual e municipal. Assim concebido, o Plano ficou composto por 05 (cinco) dimensões – econômica, ambiental, institucional, social e científico-tecnológica –, e, por 06 (seis) projetos a seguir nomeados: 1 – Construção de Almoxarifado e Aquisição de Vestimentas; 2 – Capacitação de Produtores de Mel; 3 – Captação de Capital de Giro; 4 – Aquisição de Embalagens; 5 – Melhoria da Infra-estrutura Produtiva; 6 – Assistência Técnica Especializada em “Marketing”. 11 1 CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO 1.1 DESCRIÇÃO O Entreposto do Mel do Projeto de Assentamento Laje do Meio está localizado no município de Apodi, a uma distância de 100 quilômetros de Mossoró, 360 quilômetros de Fortaleza, e, 370 quilômetros de Natal. Trata-se, portanto, de uma posição estratégica para a finalidade do Entreposto, e de suas ligações institucionais, que é receber, beneficiar e encaminhar o mel de abelha e seus derivados para comercialização. A área total do assentamento onde está localizado o Entreposto é de 756 hectares, onde residem 23 famílias. A principal atividade econômica dessas famílias é a produção de mel de abelha e seus derivados, porém outras atividades importantes para geração de renda e autonomia alimentar são também desenvolvidas, como é o caso da caprinocultura e da agricultura de sequeiro baseada no plantio de milho, feijão e sorgo. O Território onde está localizado o assentamento conta com diversos favores favoráveis para as atividades agropecuárias e agroindustriais que estão sendo propostas neste Plano, entre os quais podem ser destacados: clima favorável para a apicultura; florada adequada; agricultores capacitados para realizarem as boas práticas de manejo dos apiários e do beneficiamento do mel; e, uma adutora que leva água para todos os lotes, o que é de fundamental importância para manutenção das abelhas no período de seca. Além dos fatores acima referidos, existem no assentamento: apiários com cerca de 1.300 colméias; mão-de-obra disponível das 23 famílias assentadas; e, consciência ecológica por parte dos agricultores, particularmente no que se refere à manutenção da vegetação; e, a não utilização de agrotóxicos para não prejudicar o manejo da apicultura. Com estas práticas, está sendo obtida uma boa produtividade do mel, situada em torno de 40 quilos por colméias. A produção obtida é comercializada nos mercados privado e institucional. No primeiro caso, o Assentamento tem acesso ao Programa de Aquisição de Alimento – PAA, para comercializar parte da produção de mel dos apicultores; tem um bom nível organizacional, através da associação do assentamento; dispõe de assessoramento técnico; 12 e, mantém parcerias institucionais que têm sido de fundamental importância para viabilidade do projeto. Mesmo diante destes potenciais os apicultores ainda contam com muitas dificuldades entre as quais podemos enumerar: presença de pragas na apicultura; migração de abelhas de outras regiões que podem trazer doenças para os apiários e prejuízos para os apicultores; perda de enxames devido à escassez da florada no período de seca e por manejo insuficiente; resistência às orientações técnicas; equipamentos insuficientes; capacitação prática insuficiente para o manejo, colheita de mel e beneficiamento; acesso ao mercado; deficiência de capital de giro para realizar adiantamento aos apicultores e garantir o estoque de mel; planejamento inadequado para as compras governamentais na relação entre cooperativa e governo. O presente plano pretende contribuir para o crescimento da apicultura na Chapada do Apodi, hoje responsável por 70% da produção do Estado do Rio Grande do Norte, e, em particular, possibilitar a consolidação da nova estratégia do Projeto de Assentamento Laje do Meio na busca de uma gestão de excelência para o Entreposto do Mel. É grande a expectativa da comunidade para a melhoria da renda das famílias após a conclusão do Entreposto e conseqüente obtenção do SIF (Serviço de Inspeção Federal), o que lhes proporcionou as condições exigidas para o processamento como também para comercialização. 1.2 TIPO DE ATIVIDADE Produção, industrialização e comercialização de mel de abelhas e seus derivados. 1.3 RECURSOS DISPONÍVEIS Os recursos disponíveis foram inicialmente obtidos do PRONAF A, contratado pelas famílias envolvidas na construção da casa do mel, que foi sendo ampliada com recursos próprios. Diante da necessidade de agregação de valor ao produto, as famílias, com assessoramento do Centro Terra Viva e do Projeto Dom Helder Câmara (MDA/FIDA), 13 elaboraram um Projeto de uma máquina de sachet, que foi financiado pelo Programa Desenvolvimento Solidário. No entanto, por ser o sachet o produto final industrializado, surgiu a necessidade de adequação do estabelecimento às normas sanitárias do Serviço de Inspeção Federal, conforme estabelece a legislação em vigor. A adequação a essas normas foi feita através de um projeto de adequação da casa do mel em Entreposto através do Projeto ELO (PDHC). Atualmente os recursos disponíveis estão sendo destinados para assistência técnica e manutenção do estabelecimento através da renda gerada pelo empreendimento, originada da cobrança de uma taxa de 3% a 5% cobrados aos sócios e não sócios do estabelecimento, respectivamente. 1.4 DIMENSÃO DO EMPREENDIMENTO O Entreposto do mel e cera de abelhas de Laje do Meio, no município de Apodi, está localizado no Projeto de Assentamento Laje do Meio, próximo à vila residencial, onde ocupa uma área de 2.500 m2. A Tabela 1, abaixo, mostra a produção de mel esperada para o período de 2008 a 2012 segundo os tipos de envasamentos mais frequentemente utilizados nos assentamentos que produzem mel de abelha e seus derivados no Rio Grande do Norte. Tabela 1: Demonstrativo da dimensão do projeto Descrição Quantidade por ano 2008 2009 2010 2011 2012 Mel agranel 20.000 kg 23.750 kg 31.250 kg 38.750 kg 46.250 kg Mel em sache 15.000 kg 15.000 kg 15.000 kg 15.000 kg 15.000 kg Mel em bisnaga 280 gr - 1.000 kg 1.250 kg 1.500 kg 1.750 kg Mel em garrafas pet 300 gr - 1.000 kg 1.250 kg 1.500 kg 1.750 kg Mel em garrafas pet 700 gr - 1.000 kg 1.250 kg 1.500 kg 1.750 kg Mel em pote de 280 gr - 1.000 kg 1.250 kg 1.500 kg 1.750 kg Mel em pote de 700 gr - 1.000 kg 1.250 kg 1.500 kg 1.750 kg 14 1.5 ASPECTOS LEGAIS E SANITÁRIOS O Entreposto de Mel e Cera de Abelha de Laje do Meio recebeu recentemente o Serviço de Inspeção Federal (SIF), que o habilita a processar mel dentro das exigências legais e sanitárias. 15 2 AMBIENTE DO EMPREENDIMENTO 2.1 AMBIENTE INTERNO 2.1.1 Clima O Clima predominante em toda a Chapada do Apodi, região onde está inserido o assentamento, é o tropical semi-árido com períodos de seca e chuvosa bem definida, com uma distribuição irregular no tempo e no espaço, característica do semi-árido brasileiro. O regime pluviométrico básico da bacia origina-se da zona de convergência intertropical (ZCIT), apresentando duas estações: uma chuvosa, com duração de 3 a 5 meses, que ocorre no verão e no outono, sendo chamado de “inverno”; e outra, mais longa, seca, que acontece no inverno e primavera, conhecida como “verão”. Situa-se numa faixa de isoietas médias que variam entre 600 a 700 mm anuais de chuvas e cujos regimes são irregulares. A média da temperatura anual da bacia varia de 26º a 28ºC, sendo relativamente constante. A insolação anual apresentada em todo semi-árido é em média de 2800 h/luz/ano. Devido a baixa nebulosidade, a evaporação anual é de 2000 mm, o que corresponde a 7 mm diários. Comparando esses dados com os números da pluviosidade, nota-se um significativo déficit deste último, comprovando as dificuldades climáticas regionais. Segundo classificação de Köppen, o tipo predominante é o clima BSw’h’muito quente e semi-árido, a estação chuvosa se atrasa para o outono. O trimestre mais chuvoso é fevereiro, março e abril e período mais seco nos meses de setembro e outubro (SUDENE, 1971). Segundo Maia (2004) nessa região, chamada de “Polígono das Secas”, o clima é semiárido, quente, com baixa pluviosidade (entre 250 e 800 mm anuais). Existindo duas estações distintas durante o ano: a estação chuvosa (chamada de inverno) de 3 a 5 meses, com chuvas irregulares, torrenciais, locais e de pouca duração; e a época seca (chamada de verão), de 7 a 9 meses, quase sem chuvas. A temperatura média fica entre 24 e 26ºC com 16 pouca variação durante o ano. A insolação é muito forte, já que a região se situa perto do equador. 2.1.2 Relevo O relevo é plano característico da Chapada do Apodi, sem problemas com erosão por sulcos ou voçorocas e sem indícios de erosão laminar, pois não foi verificada ainda perda de produtividade, apresentando-se, portanto, solos em bom estado de conservação. 2.1.3 Pedologia O Projeto de Assentamento Laje do Meio está localizado em uma região sedimentar, especificamente no Calcário Jandaira, com Cambissolo Estrófico que são solos rasos a profundos, desenvolvidos a partir de diversas rochas, destacando-se as calcárias e Chernossolos (Rendzinas): caracteristicos da Chapada do Apodi, que são solos rasos, moderados a imperfeitamente drenados. Derivados de calcários são solos alcalinos de acordo com o IDEMA/RN. Em alguns locais há o afloramento do calcário, o que torna parte da área imprópria para a agricultura. No entanto, como apresenta uma cobertura florística entre as rochas, é perfeitamente aproveitável para a exploração apícola, além da exploração das pedras para o uso na construção civil, sendo assim um complemento da renda das famílias na estação seca do ano. 2.1.4 Revestimento Florístico O Projeto de assentamento Laje do Meio está localizado num dos maiores biomas brasileiros, a Caatinga, que ocupa grande parte de área no Nordeste. Segundo uma avaliação 17 por Sampaio e Rodal citado por Lopes (1999), a área da caatinga estende-se em aproximadamente 935.000 km2, ocorrendo em partes dos estados do PI, CE, RN, PB, PE, AL, SE, BA e MG. O Projeto de Assentamento Laje do Meio se encontra com a área de Reserva Legal de acordo com a legislação vigente do País. Segundo o Código Florestal, a reserva legal se constitui em uma área contendo no mínimo 20% da área da propriedade rural, de uso limitado, onde somente é permitida a utilização de seus recursos sob regime de rendimento sustentado, devendo ainda ser de área contínua. Caso contrário, é obrigatório o uso de corredores ecológicos interligando as áreas. Laje do Meio está localizada numa área única e contínua, parcialmente em fase de sucessão ecológica devido à queima ocorrida na área durante o período que antecedeu a implantação do assentamento, podendo ser considerada uma área em fase final de regeneração que vem sendo preservada, o que pode ser constatado pela presença maciça de espécies de rápido crescimento, como jurema, marmeleiro e velame, com altura média dos indivíduos de 3 metros segundo uma avaliação do Plano de Recuperação do Assentamento. Em termos de vegetação, podemos notar a preocupação por parte dos assentados na preservação dos recursos naturais existentes e a perspectiva de uma utilização racional dos mesmos. Para exemplificar essa afirmação, recentemente, quando da elaboração do PRONAF Recuperação, a maioria dos assentados alocou recursos para manejo racional da Caatinga, em virtude da apicultura ser uma atividade que depende exclusivamente de uma vegetação bem conservada e que tenha entre suas espécies plantas que florescem o ano todo e principalmente nas épocas mais secas do ano e isso só é possível através de um manejo sustentável na Caatinga. A vegetação existente na região se caracteriza como caatinga hiperxerófila, sendo encontradas na região as seguintes espécies: angico, pereiro, cumarú, umburana, aroeira, mororó, pau branco, jurema preta, jurema branca, jurema de embira, catingueira, marmeleiro, sabiá, quixabeira, juazeiro, mufumbo, peão, ameixa e maniçoba. Também são encontradas as seguintes espécies, porém em menor quantidade: burra leiteira, maniçoba, pinhão e angico. 18 2.1.5 Drenagem Os solos da área apresentam um leve problema de drenagem em virtude do relevo plano, o que ocasiona deslocamento das águas com menos velocidade e do afloramento do calcário em alguns locais. 2.1.6 Uso Atual Atualmente o Entreposto está sendo utilizado pelos beneficiários do Projeto de Assentamento, além de beneficiar parte do mel de todo o município através de uma parceria com a COOAFAP (Cooperativa da Agricultura Familiar de Apodi). 2.1.7 Disponibilidade de Transporte O acesso ao Entreposto se dá através da BR 405, entrando-se à direita no sentido Mossoró – Apodi, no Km 73, seguindo pela estrada RN que dá acesso ao Lajedo de Soledade através de vias asfaltadas até este ponto. Daí segue-se em estrada de chão batido em estado bom, permitindo o tráfico de veículos de modo geral. 2.1.8 Energia e Comunicação O fornecimento de energia se dá através de rede de 13,8 KVA, oriunda de comunidades vizinhas, em Laje do Meio. A concessionária instalou um transformador e derivações nonofásicas/trifásicas (220/380 v), para o abastecimento das residências e demais instalações do assentamento No que se refere à comunicação, existe apenas um 19 telefone público na comunidade próximo ao assentamento. Algumas residências possuem antenas para o acesso ao sistema de telefonia celular. 2.1.9 Acesso aos mercados privados e institucionais O acesso ao mercado se dá através da Cooperativa da Agricultura Familiar de Apodi na qual a maioria dos membros é associada. A cooperativa tem contratos do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), através da doação simultânea e da formação de estoque de produtos da Agricultura Familiar, além da venda para o mercado privado de mel a granel. Após a autorização de funcionamento do Entreposto com SIF, espera-se conquistar o mercado, agregando valor através da estratificação do produto em embalagens menores e venda direta aos supermercados. 2.1.10 Redes de Comercialização Além do acesso via cooperativa, os produtores comercializam através da rede xiquexique de comercialização solidária. Vale salientar que alguns agricultores vinculados ao Entreposto estão na busca da Certificação Orgânica o que vai lhes proporcionar acesso a nichos especiais de mercado. 2.1.11 Tecnologias de produtos e processos O processo de implantação de unidades de produção de mel é bastante simples do ponto de vista da tecnologia empregada, pois se trata de máquinas e processos de uso e domínio de todos os beneficiários. 20 2.1.12 Mão-de-obra A mão de obra é exclusivamente familiar com a ocupação de quase todos da família, pois muitos dos jovens já acompanham os pais na atividade e o beneficiamento em sachet é feito pelo grupo de mulheres. 2.1.13 Ambiente Institucional A associação do Projeto de Assentamento Laje do Meio faz parte do Fórum da Agricultura Familiar de Apodi, sendo através desta conectada com uma rede de articulação social, composta pelo STR (Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi) e outras sociedades civis, além de possuir uma parceria com a Cooperativa da Agricultura Familiar de Apodi (COOAFAP), através da qual parte da produção de mel do município é beneficiada e colocada nos mercados institucional e privado. A associação vem contando com parcerias do Projeto Dom Hélder Câmara, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, através do Projeto de Combate á Pobreza Rural, Cooperativa Terra Viva, na oferta de assessoramento técnico e Visão Mundial. 2.1.14 Instrumentos de políticas públicas de apoio ao empreendimento O estabelecimento começou a tornar-se uma realidade através de recursos do PRONAF (sendo executado pelo Banco do Nordeste do Brasil), cuja elaboração se deu com o apoio da assistência técnica do Centro Terra Viva, inicialmente viabilizada através do Programa de ATES/INCRA, prosseguindo com o apoio do Projeto Dom Helder Câmara, com o intuito de se obter a interação das políticas públicas buscou-se o apoio de outros programas e projetos como o Programa Desenvolvimento Solidário (SETHAS/RN) e o Projeto Semeando Agroecologia. 21 2.1.15 Potencialidades na visão dos agricultores A oficina que foi realizada no Projeto de Assentamento Laje do Meio possibilitou a livre manifestação dos trabalhadores, e, conseqüentemente, o levantamento das potencialidades que, na visão deles, mais poderão contribuir para o desenvolvimento local, conforme especificado a seguir: Clima favorável para a apicultura; florada adequada; boas práticas/manejo das abelhas; água (adutora leva águas para todos os lotes); casa do mel que está sendo transformada em entreposto do mel; beneficiamento do mel (sachet, bisnagas etc); bom valor de mercado; apiários com cerca de 1.300 colméias; mão-de-obra de 23 famílias de apicultores; consciência ecológica, não desmatando a vegetação e não usando agrotóxicos; boa produtividade de mel, em torno de 35.000 kg por ano; comercialização através da compra direta – PAA; organização dos produtores; associação do assentamento; acompanhamento técnico; transporte para o acesso aos apiários; parcerias com: PRONAF; PDHC; MDA-FIDA; PDS; Terra Viva; 22 STR; Visão Mundial; COOAFAP; diversidade da produção no assentamento com caprinos, apicultura, feijão e milho; obtenção do SIF nacional. 2.1.16 Problemas na visão dos agricultores Por último, mas não menos importante, os trabalhadores indicaram um conjunto de problemas que precisam ser progressivamente resolvidos para que o êxito do empreendimento seja garantido, conforme especificado a seguir: Presença de pragas na apicultura; migração de abelhas de outras regiões causando prejuízo podendo trazer doenças para os apiários; perda de enxames: escassez da florada; manejo inadequado; resistência as orientações técnicas; manejo inadequado na implantação, colheita e controle de pragas; equipamentos insuficientes; formão; carro de mão padronizado; capacitação insuficiente para o manejo, colheita de mel e beneficiamento; mercado parado por falta de capital de giro; planejamento inadequado para as compras governamentais na relação entre cooperativa e governo (quantidade e tempo); dificuldade de cumprimento da legislação para agricultura familiar; 23 insuficiência de armazenamento do mel espaço climatizado, baldes, tambores e paletas; limitação ao mercado institucional; limitação da venda do mel a granel para o mercado privado; modelo de comercialização do mel beneficiado; dificuldade de acesso à estradas vicinais, RNs e BRs para escoamento da produção; e falta de compreensão por parte dos sócios apicultores. 2.2 AMBIENTE EXTERNO 2.2.1 Oportunidades O diálogo dos técnicos com os trabalhadores possibilitou o levantamento das seguintes oportunidades para o Plano de Negócios do entreposto de mel de Laje do Meio: Compra direta – PAA; Mercado diversificado: institucional e privado; Parcerias com: PRONAF; PDHC; MDA-FIDA; PDS; Terra Viva; STR; Visão Mundial; COOAFAP Qualidade do mel orgânico; 24 Linhas de crédito 2.2.2 Ameaças Seguindo a mesma metodologia utilizada para levantamento das oportunidades foram identificadas as seguintes ameaças: Migração de apiários de outras regiões causando prejuízos e trazendo doenças para as abelhas; Perda do SIF nacional; Venda para o atravessador; Extinção de políticas governamentais como o compra direta; Secas prolongadas; Baixa qualidade da produção e do processamento; e Falta de monitoramento e rastreabilidade da produção do mel por apicultor. 2.2.3 Soluções indicadas A síntese obtida com o balanço das oportunidades e ameaças possibilitou a indicação das seguintes soluções: Capital de Giro via CONAB em tempo oportuno; Formação de Capital de Giro com recursos próprios; Capacitação para: colheita; controle de pragas; 25 diversificação da produção; manejo; Beneficiamento; Boas práticas; Fortalecimento em associativismo e cooperativismo; Melhoria as infra-estrutura básica de manejo, armazenamento e processamento : Espaço climatizado para o armazenamento do mel; Baldes e tambores; Fardamento padronizado; Paletas; Utensílios (funil); Formão; Carro de mão. Assessoria técnica especializada, específica e exclusiva para a apicultura; Estratificação do envasamento para agregar valor; Formulação e desenvolvimento de estratégia de mercado para comercialização dos produtos fracionados; Normatizar a proibição da apicultura migratória vinda de outras regiões; Realizar campanha de conscientização via instituições sobre apicultura migratória; e Aumentar a produção em 100% em 4 anos, com média anual de 25%; 26 27 3 ASPECTOS DE MERCADO 3.1 PROJEÇÕES DA OFERTA O projeto de Assentamento através de planejamentos individuais e coletivos tem como metas de crescimento a quantidade anual de produção de mel segundo distintos tipos de envasamento, conforme mostrado anteriormente na Tabela 1. Vale salientar que como a apicultura é uma atividade que depende de inúmeros fatores, a produção anual pode oscilar de acordo com as condições climáticas e o manejo efetuado por cada um dos membros. 3.2 EVOLUÇÃO DA DEMANDA DOS MERCADOS PRIVADOS E INSTITUCIONAIS Com a legalização do empreendimento junto ao Ministério da Agricultura, espera-se uma evolução na demanda por parte do mercado privado, pois anteriormente não era alcançado em virtude da rigidez da legislação sanitária, isso associado pela demanda dos últimos anos por alimentos naturais e saudáveis. Por outro lado, os mercados institucionais tendem a crescer em virtude da regionalização dos cardápios em programas da merenda escolar gratuita em escolas públicas. O gráfico abaixo mostra a participação dos mercados na aquisição do mel dos sócios da COOAFAP. Figura 01: Evolução da participação dos mercados institucional e privado na comercialização de mel da COOAFAP 28 É importe citar que nem sempre uma maior porcentagem de aquisição representa um maior volume comercializado, tendo em vista que o mesmo volume comercializado representa porcentagens diferentes em função do aumento ou queda na produção total ao longo dos anos. 3.3 ANÁLISES DE PREÇOS DE INSUMOS E PRODUTOS Os insumos tendem a baratear a participação nos custos, em virtude de uma maior demanda, que traz como conseqüência uma maior capacidade de negociação com os fornecedores de embalagens. O mel é um produto como outro qualquer, sujeito as oscilações dos mercados. Por esta razão, acredita-se que com a abertura do mercado europeu para o mel brasileiro haja um acréscimo no preço do produto no mercado interno. A Figura 2 abaixo mostra como o preço da embalagem se manteve estável nos últimos anos. Figura 02: Evolução do preço da embalagem adquirida pela COOAFAP 3.4 MERCADO DE MATÉRIAS-PRIMAS O Estabelecimento processa apenas mel que é produto final, pois a legislação não permite que seja acrescentada qualquer outra substância ao mesmo. 29 3.5 COMPARATIVO ENTRE A OFERTA E A DEMANDA A demanda por mel tem crescido muito e caso existisse uma política de conscientizarão da população o consumo se ampliaria significativamente, pois, infelizmente, existe uma grande parte da população que vê o mel apenas como um medicamento para curar determinadas doenças. Ainda que o produtor possa explorar determinados nichos de mercado para medicamentos originados dos produtos apícolas, como é o caso da florada da aroeira, o crescimento exponencial da oferta só pode ocorrer com a universalização do consumo do mel e seus derivados como alimento. 30 31 4 ASPECTOS TÉCNICOS 4.1 PROCESSO PRODUTIVO A produção de mel começa a nível de campo com a instalação dos apiários em locais adequados com distancia de 500 metros das habitações, livres de inundações e com água e floradas abundantes, prosseguindo com o manejo dos ninhos, melgueiras e finalmente a colheita e o beneficiamento. 4.2 MATERIAIS Os materiais empregados na atividade são colméias padrão Langsthot, quadros de ninhos e melgueiras, suportes para colméias, além de ferramentas de uso na limpeza da área e instalação dos apiários. 4.3 PROGRAMA DE PRODUÇÃO O programa de produção inclui instalação de novos apiários; captura de enxames; fortalecimento de enxames; divisão de enxames; multiplicação de enxames; troca de cera em enxames capturados em anos anteriores; derretimento de cera; alveolamento de cera ou aquisição de cera de produtor idôneo; manejo de melgueiras e quadros; colheita e processamento dentro das especificações técnicas. 4.4 MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS Os equipamentos são indispensáveis para um processamento do produto dentro das especificações técnicas, o Entreposto de Mel e Cera de Abelhas de Laje do Meio têm os seguintes equipamentos: 32 02 mesas desoperculadoras; 02 centrifugas; 12 decantadores; 01 descristalizador; e 01 máquina de sachet. 4.5 EDIFICAÇÕES O Entreposto está localizado em ambiente distante de meios contaminantes como pocilgas, apriscos, currais, etc; isolado por cerca de pré-moldados e arame farpado e peitoril de alvenaria de 40 cm ocupando uma área de 2.500 m2, dos quais 212,50 m2 de área construída (ver figura 01, adiante). Além disso, possui recepção de veículos coberta, recepção de melgueiras, lava botas; banheiros masculinos e femininos, área de higienização, área de extração, área de envase, área de higienização de embalagens, depósito de embalagens, depósito de melgueiras vazias após colheita, área de envase estratificado e/ou sachet, depósito de mel envasado, rampa de embarque e expedição com área para veiculo coberta (ver figura 02, adiante). Foto 01: Vista da área de recepção de veículos do Entreposto do Mel 33 Foto 02: Vista da sala de envase do mel em sachet 4.6 ORGANOGRAMA DE PRODUÇÃO ESCOLHA DO LOCAL INSTALAÇÃO DOS APIÁRIOS CAPTURA DOS ENXAMES MANEJO DOS ENXAMES COLHEITA DOS QUADROS OPERCULADOS ACONDICIONAMENTO DOS QUADROS OPERCULADOS EM MELGUEIRAS 34 ACONDICIONAMENTO DAS MELGUEIRAS EM VEICULO E PROTEJE-LAS DA POEIRA E OUTROS MEIOS CONTAMINANTES TRANPORTE DAS MELGUIRAS PARA O ENTREPOSTO HIGIÊNIZAÇÃO DAS PESSOAS QUE VÃO PROCESSAR ENTRADA VIA SALA DE HIGIÊNIZAÇÃO RECEPÇÃO DAS MELGUIRAS NO ENTREPOSTO TRANSPORTE DOS QUADROS PARA MESA DESOPERCULADORA RECEPÇÃO DE MEL DE TERCEIROS (COLHIDO EM OUTRO ESTABELECIMENTO) DESOPERCULAÇÃO DOS FAVOS COLETAS DE AMOSTRAS PARA ANALISES DE ROTINA COLOCAÇÃO NA CENTRIFUGA RETIRADA DOS QUADROS DAS CENTRIFUGAS E COLOCAÇÃO NAS MELGUEIRAS VAZIAS QUE SÃO LEVADAS PARA O DEPÓSITO DE MELGUEIRAS VAZIAS E DAÍ DEVOLVIDAS AO CAMPO ANTES REALIZAR LIMPEZA E SANITIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS CENTRIFUGAÇÃO COLETA DO MEL CENTRIFUGADO HOMOGENEIZAÇÃO COLETAS DE AMOSTRAS PARA ANALISES DE ROTINA ANÁLISE MICROBIOLÓGICA E HMF ROTINA 35 REALIZADO NO ESTABELECIMENTO ANÁLISES DE ROTINA (COR E UMIDADE) COLETA DE AMOSTRA PARA ANÁLISE TRANSPORTE DO MEL PARA OS DECANTADORES DECANTAÇÃO DO MEL POR 72 HORAS ENVASE DO MEL EM TAMBORES REALIZADO EM LABORATÓRIO DE TERCEIRO ANÁLISE MICROBIOLÓGICA E HMF COLETA DE AMOSTRA PARA ANÁLISE ou TRANSPORTE DO MEL PARA O DEPÓSITO E ROTULAGEM ACOMDICIONAMENTO DO MEL EM EXTRADOS DE PLÁSTICOS EXPEDIÇÃO DO PRODUTO PARA O MERCADO TRANSPORTE DO MEL PARA A SALA DO ENVASE EXTRATIFICADO ENVASE EXTRATIFICADO ACONDICIONAMENTO DO PRODUTO EM CAIXAS 36 37 5 OBJETIVOS 5.1 OBJETIVO GERAL Consolidar a atividade apícola no Assentamento Laje do Meio e em outros assentamentos com vistas ao fortalecimento do grupo de apicultores, do grupo de mulheres e da associação comunitária, ao aumento da renda e à melhoria das condições de vida da população local. 5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Beneficiar a produção do Projeto de Assentamento Laje do Meio e de Assentamentos e Comunidades vizinhas dentro dos padrões técnicos; diversificar a forma de comercialização do produto; ampliar as possibilidades de comercialização; garantir a exploração da vegetação nativa de forma não predatória; e ampliar a produção de mel no assentamento. 38 39 6 EIXOS ESTRATÉGICOS 6.1 DIMENSÃO INSTITUCIONAL Capacitação para: colheita; controle de pragas; diversificação da produção; manejo; beneficiamento; boas práticas; fortalecimento em associativismo e cooperativismo; normatização da proibição da apicultura migratória vinda de outras regiões; realização de campanha de conscientização via instituições sobre apicultura migratória; 6.2 DIMENSÃO ECONÔMICA Formação de capital de giro via CONAB em tempo oportuno; Formação de capital de giro com recursos próprios; Concepção do modelo de comercialização; Melhoria da infra-estrutura básica de manejo, armazenamento e processamento: espaço climatizado para o armazenamento do mel; baldes e tambores; fardamento padronizado; paletas; formão; 40 utensílios (funil); carro de mão. Estratificação do envasamento para agregar valor; Formulação e desenvolvimento de estratégia de mercado para comercialização dos produtos fracionados; Aumentar da produção em 100% em 4 anos; 6.3 DIMENSÃO TECNOLÓGICA Constituição de assessoria técnica especializada, específica e exclusiva para a apicultura; 6.4 DIMENSÃO AMBIENTAL Realização do manejo da caatinga – raleamento, rebaixamento, reflorestamento com espécies nativas e introdução de espécies com potencial apícola. 41 7 PROJETOS Este Plano de Negócios é composto por 6 (seis) projetos, distribuídos segundo as 4 (quatro) dimensões acima explicitas. Os projetos são os mecanismos operacionais de ação concreta que podem ser executados em um determinado espaço e num certo período de tempo e materializam as propostas concretas de intervenção em termos dos seus objetivos e linhas de ação. 7.1 PROJETO 1 – CONSTRUÇÃO DE ALMOXARIFADO E AQUISIÇÃO DE VESTIMENTAS Proponente: Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento Laje do Meio Identificação da Organização: Nome da Organização: CNPJ: Associação dos Produtores do Projeto de 02.813.471/0001-44 Assentamento Laje do Meio Endereço: Projeto de Assentamento Laje do Meio Zona Rural CEP: 59.700-000 Município: Apodi/RN Nome do Presidente: Ezequias Roverlando da Costa CPF: 009.896.424-02 Identidade/Emissor: 2.027.711/SSP-RN Nome do Tesoureiro: Nereu Severiano da Silva CPF: 023.432.754-59 Identidade/Emissor: 1.718.412/SSP-RN Breve Histórico da Organização: A Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento Laje do Meio foi fundada em 30 de Agosto de 2008, com o apoio do Centro Terra Vivo, após a conquista da terra incentivada pelo STR (Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi) e pelo CPT (Comissão Pastoral da Terra). 42 Missão da Organização: Promover o desenvolvimento local sustentado da agricultura familiar e da apicultura e demais atividades agropecuárias. Objetivo Geral do Projeto Adequação das instalações e equipamentos do Entreposto do Mel de acordo com as normativas do SIF (Sistema de Inspeção Federal). Objetivos Específicos Construir o almoxarifado do Entreposto do Mel; adquirir vestimentas adequadas para trabalho dentro de estabelecimentos com SIF (Serviço de Inspeção Federal); adquirir estrados de plástico para área de envase e depósito; adquirir KIT de equipamentos para higienização do estabelecimento; Metas Construir o almoxarifado do Entreposto com 6 m2; aquisição macacões e botas de trabalho dentro do estabelecimento, para todos os beneficiários; aquisição de estrados de plásticos para área de envase e depósito; aquisição de KIT de equipamentos para higienização do estabelecimento; 43 Tabela 2: Orçamento do projeto 1 Itens Construção de almoxarifado Macacões de trabalho Botas de Trabalho Estrados de plástico Suporte para equipamentos de limpeza Balde Vassoura Rodo Escova Bucha Porta detergente Porta escova Unidade Quantidade Preço unitário Preço total m2 6 550 3.300,00 Und Und Und Und Und Und Und Und Und Und Und 23 23 38 3 1 3 3 3 3 1 1 60 20 15 63,5 22 8,5 7,5 4,25 0,5 4,5 10,75 1.380,00 460,00 570,00 190,50 22,00 25,50 22,50 12,75 1,50 4,50 10,75 6.000,00 TOTAL Fonte de Recursos: OBS: Com recursos já empenhados Projeto Semeando Agroecologia (Rede Pardal/AVSF/União Européia) A rede Pardal é uma rede de instituições do Rio Grande do Norte que trabalha exclusivamente com agricultura familiar, formado por cooperativas e ONGs, que executa o projeto semeando agroecologia, que foi uma iniciativa dos Agrônomos e Veterinários Sem Fronteira (AVSF), junto a União Européia que é a fonte financiadora; tendo como objetivo o fortalecimento da Rede e o apoio a grupos de agricultores (as), no processo de transição agroecológico. Funcionamento da Proposta: A assistência técnica já elaborou esta proposta e já o enviou ao comitê gestor do projeto que à aprovou e exigiu a necessidade de tomada de preço através de três cartas propostas, visando a melhor proposta e o menor preço e conseqüente liberação dos recursos. 44 Aplicação dos Recursos: Liberado os recursos será formada uma comissão constituída por três sócios para a aquisição dos materiais e equipamentos necessários. 7.2 PROJETO 2 – CAPACITAÇÃO Proponente: Centro de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Familiar – TERRA VIVA Identificação da Organização: Nome da Organização: Centro de Apoio ao Desenvolvimento Agricultura Familiar – TERRA VIVA da CNPJ: 05.285.913./0001-15 Endereço: Rua Coronel Gurgel, 887 – CENTRO CEP: 59.600-200 Município: Mossoró/RN Nome do Representante Legal: Jucirema Ferreira da Silva CPF: 812.372.944-87 Identidade/Emissor: 844.668/SSP-RN Telefone/DDD: (84) 3317 1434 e-mail: [email protected] [email protected] Endereço Eletrônico: www.terravivarn.org.br Breve Histórico da Organização: Constituída em 03 de outubro de 1997, por um grupo multidisciplinar de profissionais autônomos, a Cooperativa de Trabalho para a Agricultura Familiar do Oeste Potiguar – TERRA VIVA, buscou ao longo dos seus cinco anos de existência, desenvolver ações baseadas em metodologias sintonizadas com as características da clientela dos assentamentos de reforma agrária e comunidades rurais, nos mais diversos programas e projetos de assessoria técnica e capacitação direcionados para esse mesmo público. As áreas temáticas de atuação têm sido a Assessoria Técnico-Gerencial; o Apoio ao Desenvolvimento Local Sustentável; a Capacitação em temas como Gênero e Geração; o 45 incentivo a prática da Agroecologia; o uso de Tecnologias Alternativas e a Comercialização dos produtos da Agricultura Familiar. Do ponto de vista político-ideológico e gerencial, considerando a reestruturação do quadro de cooperados(as), bem como a maior atuação junto a entidades do terceiro setor, em crescimento no Brasil, a TERRA VIVA vinha sentindo a necessidade de rediscutir a sua personalidade jurídica, de influência direta na sua atuação e estabelecimento de suas parcerias. Esta necessidade alavancou um processo de discussão interna, que após avaliações da atuação e reflexões sobre o papel social e político da entidade culminou na criação do CENTRO DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR – TERRA VIVA, uma associação civil de direito privado, sem fins lucrativos que hoje completa também seis anos de existência atuando ainda nas temáticas acima relacionadas e priorizando os municípios de Apodi e Mossoró, embora sua ação se estenda aos demais municípios do médio-oeste do Rio Grande do Norte. Missão da Organização Contribuir com a melhoria da qualidade de vida rural na perspectiva do Desenvolvimento Sustentável reforçando a participação social favorecendo a troca de saberes. Objetivo Geral do Projeto Realizar capacitação dos produtores para melhorar o processo de colheita, controle de pragas, diversificação da produção, manejo dos apiários e beneficiamento do mel objetivando melhoria a produtividade, qualificação e a renda dos produtores. Objetivos Específicos Capacitar os produtores vinculados direta e indiretamente em associativismo e cooperativismo; capacitar os apicultores em manejo de ninhos; melgueiras e enxames na época de do início da estação chuvosa; 46 capacitar os apicultores em manejo de ninhos, melgueiras, quadros e enxames em época de alta produção de pólen; capacitar os apicultores em manejo de ninhos, melgueiras, quadros e enxames em época de alta produção de mel; capacitar os apicultores em manejo de ninhos, melgueiras quadros e enxames na época de seca; capacitar os produtores em combate e prevenção ao aparecimento de pragas; capacitar os produtores em BPA (Boas Práticas Apícolas) à nível de campo e entreposto de Mel; capacitar os produtores em rotinas dentro do Entreposto do Mel; capacitar os apicultores em produção de própolis; capacitar os apicultores em produção pólen; capacitar os apicultores em produção de geléia real; Metas Realizar curso sobre associativismos e cooperativismo para fortalecer o processo de organização dos produtores; realizar capacitação em de manejo de ninhos, melgueiras e enxames em período de início das chuvas; realizar capacitação em de manejo de ninhos, melgueiras e enxames em período de alta produção de pólem; realizar capacitação em de manejo de ninhos, melgueiras e enxames em período de alta produção de mel; realizar capacitação em de manejo de ninhos, melgueiras e enxames em período de seca; realizar capacitação sobre prevenção e o combate as pragas; realizar curso sobre BPA (Boas Práticas Apícolas) de beneficiamento do mel para garantir a qualidade do mel a uma melhor rentabilidade dos produtores; realizar curso sobre produção de própolis; 47 realizar curso sobre produção pólen; realizar curso sobre produção de Geléia real. Tabela 2: Orçamento Geral do projeto 2 Meta 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Custos em R$ Horas Transporte e Técnicas Alimentação Descrição Realizar Capacitação sobre Associativismo e Cooperativismo Realizar Capacitação sobre manejo de ninhos, melgueiras e enxames em período de início das chuvas Realizar Capacitação sobre manejo de ninhos, melgueiras e enxames em período de alta produção de pólem Realizar Capacitação sobre manejo de ninhos, melgueiras e enxames em período de alta produção de mel Realizar Capacitação em prevenção e combate a pragas Realizar cursos sobre PPA (Boas Práticas Apícolas) de Beneficiamento Realizar capacitação sobre produção de própolis Realizar capacitação sobre produção de pólem Realizar capacitação sobre produção de geléia real Total 2400 2885 5.285,00 480 325 805,00 480 325 805,00 480 480 325 325 805,00 805,00 960 2400 2400 2400 914 1625 1625 1625 1.874,00 4.025,00 4.025,00 4.025,00 Total Geral 22.454,00 Orçamento detalhado: Tabela 3: Custo com honorários técnicos: Meta 1 2 3 4 5 6 Descrição Realizar Capacitação sobre Associativismo e Coopersativismo Realizar Capacitação sobre manejo de ninhos, melgueiras e enxames em período de início das chuvas Realizar Capacitação sobre manejo de ninhos, melgueiras e enxames em período de alta produção de pólem Realizar Capacitação sobre manejo de ninhos, melgueiras e enxames em período de alta produção de mel Realizar Capacitação em prevenção e combate a pragas Realizar cursos sobre PPA (Boas Práticas Apícolas) de Beneficiamento Beneficiários Tipo Indicador Físico Custo (R$) Quant. Unidade Quant. Unitário Total Apicultores (as) 44 Hora Técnico 40 60 2400 Apicultores (as) 23 Hora Técnico 8 60 480 Apicultores (as) 23 Hora Técnico 8 60 480 Apicultores (as) 23 8 60 480 Apicultores (as) 23 8 60 480 Apicultores (as) 34 16 60 960 Hora Técnico Hora Técnico Hora Técnico 48 7 9 10 Realizar capacitação sobre produção de própolis Realizar capacitação sobre produção de pólem Realizar capacitação sobre produção de geléia real Apicultores (as) 23 Apicultores (as) 23 Apicultores (as) 23 Hora Técnico Hora Técnico Hora Técnico 40 60 2400 40 60 2400 40 60 2400 Total geral com honorários técnicos 12.480,00 Tabela 4: Custo com transporte e alimentação: Transporte Meta 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Descrição Realizar Capacitação sobre Associativismo e Coopersativismo Realizar Capacitação sobre manejo de ninhos, melgueiras e enxames em período de início das chuvas Realizar Capacitação sobre manejo de ninhos, melgueiras e enxames em período de alta produção de pólem Realizar Capacitação sobre manejo de ninhos, melgueiras e enxames em período de alta produção de mel Realizar Capacitação em prevenção e combate a pragas Realizar cursos sobre PPA (Boas Práticas Apícolas) de Beneficiamento Realizar capacitação sobre produção de própolis Realizar capacitação sobre produção de pólem Realizar capacitação sobre produção de geléia real Preço Und Quant unitário (R$) Sem financiador Total em (R$) Total de despesa com transporte e alimentação (R$) Km 350 0,7 245 44 5 12 2640 2885 Km 70 0,7 49 23 1 12 276 325 Km 70 0,7 49 23 1 12 276 325 Km 70 0,7 49 23 1 12 276 325 Km 70 0,7 49 23 1 12 276 325 Km 140 0,7 98 34 2 12 816 914 Km 350 0,7 245 23 5 12 1380 1625 Km 350 0,7 245 23 5 12 1380 1625 Km 350 0,7 245 23 5 12 1380 1625 Total geral com transporte e alimentação Fonte de Recursos: Alimentação Preço Total N° de N° de Unit. em Participantes dias (R$) (R$) 9.974,00 49 Funcionamento da Proposta: A assistência técnica elabora a projeto, busca financiador e executa com a participação de todos os beneficiários. Aplicação dos Recursos: Liberado os recursos a assistência técnica buscará a exercurssão das metas de acordo com o orçamento. 7.3 - PROJETO 3 – OBTENÇÃO DE CAPITAL DE GIRO Proponente: COOAFAP Identificação da Organização: Nome da Organização: Cooperativa da Agricultura Familiar de Apodi CNPJ: 04.652.213/0001-59 Endereço: Rua Nossa Senhora da Conceição, 107 – CENTRO CEP: 59.700-000 Município: Apodi/RN Nome do Representante Legal: José Ferreira Filho CPF: 031.963.594-50 Identidade/Emissor: 1878077/SSP-RN Nome do Representante Legal: Maria Lenilda de Almeida Santos CPF: 355.517.533-04 Identidade/Emissor: 2100633/SSP-RN Telefone/DDD: (84) 3333 2349 N° Agência: 08923 N° Conta: 15142-4 Banco: Banco do Brasil Breve Histórico da Organização: A Cooperativa da Agricultura Familiar de Apodi (COOAFAP) foi fundada em 04 de Janeiro de 2000, por agricultores e agricultoras familiares de comunidades e assentamentos do município de Apodi. 50 A COOAFAP teve início com 20 sócios. Atualmente é formada por 170 pequenos agricultores (as) e por assentados (as) das seguintes comunidades: Trapiá I e II, Córrego, Juazeiro, Baixa Fechada, Traíras Ameno, Barra, Saquíl, Algodão, são Francisco, Queimadas, Santa Rosa I e II, Sitio do Góis, Santa Cruz, Reforma e Boa Esperança. Também fazem parte agricultores e agricultoras dos seguintes Projetos de Assentamento: Nova Descoberta, Paraíso, Milagres, Aurora da Serra, Tabuleiro Grande, Paulo Canapum, Vila Nova, São Manoel e Laje do Meio, Portal da chapada, Moacir Lucena. Missão da Organização A cooperativa tem como missão fortalecer a organização econômica e social dos (as) cooperados (as), através da cooperação e ajuda mútua, da autogestão, de espírito coletivo e democrático e do desenvolvimento da produção sustentável. Objetivo Geral do Projeto Incentivas a produção de mel pelos agricultores e agricultoras familiares da Região do Apodi, viabilizar a comercialização da produção de mel de seus associados e, no limite dos interesses da cooperativa, e, reduzir a intervenção dos atravessadores e melhorar a renda dos produtores. Objetivos Específicos: Fortalecer a produção de mel dos agricultores familiares na região; e garantir a comercialização do mel da agricultura familiar. Metas: Viabilizar um projeto de formação de estoque de 200.000 kg de mel junto a CONAB, no valor de R$ 600.000,00; Tabela 5: Orçamento do projeto 3 Produto Mel Quantidade Unidade 200.000 Kg Preço unitário (R$) 3,00 Preço total (R$) 600.000,00 51 Fontes de Financiamento: PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), executado pela CONAB (Companhia Nacional de abastecimento). Funcionamento da Proposta: A Cooperativa elabora a proposta e envia a CONAB, a qual é responsável pela gestão dos recursos do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos do Governo Federal) Aplicação dos Recursos: Com os recursos em caixa antes do início da safra a COOAFAP, iniciará a aquisição do produto a preço justo desde o início, sem deixar que os produtores descapitalizados, vendam a preços irrisórios a sua produção. 7.4 PROJETO 4 – AQUISIÇÃO DE EMBALAGENS Proponente: Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento Laje do Meio Identificação da Organização: Nome da Organização: CNPJ: Associação dos Produtores do Projeto de 02.813.471/0001-44 Assentamento Laje do Meio Endereço: Projeto de Assentamento Laje do Meio Zona Rural CEP: 59.700-000 Município: Apodi/RN Nome do Presidente: Ezequias Roverlando da Costa CPF: 009.896.424-02 Identidade/Emissor: 2.027.711/SSP-RN Nome do Tesoureiro: Nereu Severiano da Silva CPF: 023.432.754-59 Identidade/Emissor: 1.718.412/SSP-RN 52 Breve Histórico da Organização A Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento Laje do Meio foi fundada em 30 de Agosto de 2008 com o apoio do Centro Terra Viva, após a conquista da terra incentivada pelo STR (Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi) e pelo CPT (Comissão Pastoral da Terra). Missão da Organização Promover o desenvolvimento local sustentado da agricultura familiar e da apicultura e demais atividades agropecuárias. Objetivo Geral do Projeto Viabilizar a aquisição de embalagens em quantidade e em qualidade antes da época de colheita de mel. Objetivos Específicos Viabilizar a aquisição de embalagens antes da época de colheita; constituir o fundo financeiro da associação; e melhorar a renda dos produtores. Metas: Viabilizar a obtenção de capital de giro via Projeto ELO/PDHC no valor de R$ 10.500 mil reais. Tabela 6: Orçamento do projeto 4 Produto Quantidade Unidade Preço unitário (R$) Preço total (R$) Tambores de plástico 1.400 Und Fontes de Financiamento Projeto ELO/Projeto Dom Helder Câmara 7,50 10.500,00 53 Funcionamento da Proposta A assistência técnica elabora a proposta e envia ao ELO/PDHC. Aplicação dos Recursos Liberados os recursos será formada uma comissão constituída por três sócios para a aquisição das embalagens que ficarão a disposição dos associados de acordo com a sua produção. Formação de fundo de reserva Por ser uma comunidade em que o PDA Santa Cruz/Visão Mundial tem atuação, a Comunidade Laje do Meio há muito vem obtendo crédito através do FUNDAF – Fundo de Desenvolvimento da Agricultura Familiar, no qual o PDA auxilia com estrutura e custeio, valendo citar que para se acessar ao referido crédito é necessário passar em assembléia para aprovação, além da necessidade de se está em dia com as obrigações como sócio/a da associação dos produtores/as locais. Em nível de município podemos citar ainda a experiência do FUNDESSOL – Fundo de Desenvolvimento Solidário de Apodi, em que um dos membros da comunidade foi escolhido agente de campo, em virtude do grau de organização da mesma. No referido fundo os agricultores/as tomavam os empréstimos e pagavam em equivalente ao produto, sendo a aprovação do crédito em assembléia e em caso de atraso suspende-se o crédito a toda a associação. Em nível de comunidade, os recursos em poupança advindos do lucro do trator e da Casa do Mel, além de serem utilizados para a manutenção, são atualmente usados para empréstimos aos sócios/as e a associação por tempo determinado. Vale citar também que vários membros da associação são sócios/as fundadores da CREDIOESTE-SOL – Cooperativa de Crédito Solidário do Oeste Potiguar, inclusive o atual Presidente Raimundo Moisés da Costa Targino. Diante do exposto, fica evidente o grau de organização da comunidade, além da necessidade de fortalecimento do fundo rotativo da comunidade, o que levou a levou, em assembléia, a decidir que os recursos financiados para custeio, neste projeto irão para o 54 fortalecimento do fundo rotativo da comunidade, sendo os empréstimos tomados por tempo determinados, inclusive para o custeio da atividade apícola. 7.5 - PROJETO 5 – MELHORIA DA INFRA-ESTRUTURA PRODUTIVA Proponente: Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento Laje do Meio Identificação da Organização: Nome da Organização: CNPJ: Associação dos Produtores do Projeto de 02.813.471/0001-44 Assentamento Laje do Meio Endereço: Projeto de Assentamento Laje do Meio Zona Rural CEP: 59.700-000 Município: Apodi/RN Nome do Presidente: Ezequias Roverlando da Costa CPF: 009.896.424-02 Identidade/Emissor: 2.027.711/SSP-RN Nome do Tesoureiro: Nereu Severiano da Silva CPF: 023.432.754-59 Identidade/Emissor: 1.718.412/SSP-RN Breve Histórico da Organização: A Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento Laje do Meio foi fundada em 30 de Agosto de 2008 com o apoio do Centro Terra Vivo, após a conquista da terra incentivada pelo STR (Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi) e pelo CPT (Comissão Pastoral da Terra). Missão da Organização: Promover o desenvolvimento local sustentado da agricultura familiar e da apicultura e demais atividades agropecuárias. 55 Objetivo Geral do Projeto: Melhorar a infra-estrutura produtiva dos apicultores, para aumentar a produção, produtividade e renda. Objetivos Específicos: Ampliar o numero de colméias; aumentar a produção e renda dos apicultores; adquirir equipamentos necessários para colheita do mel; adquirir equipamentos necessários para reduzir as perdas dos enxames; adquirir equipamentos necessários a coleta e análise do mel em nível de Entreposto; adquirir equipamentos necessários ao controle da qualidade da potabilidade da água em nível do Entreposto; Metas: Adquiris 1500 colméias, para aumentar a produção e renda dos apicultores em 100% em quatro anos; adquirir veículo tipo utilitário para auxiliar na comercialização; adquirir 23 carros de mão adaptados à coleta de melgueiras nos apiários; adquirir 23 furmigadores; adquirir 23 formões de apicultor; adquirir 23 EPI de apicultores; adquirir 3.000 tampas internas para as melgueiras; adquirir laboratório móvel, contendo refratômetro, calorímetro e vasilhas de coleta e armazenagem de amostras para prova, contraprova e envio para análise; adquirir computador e impressora para uso nos controles do estabelecimento; e adquirir dosador de cloro para água utilizada no estabelecimento. 56 Tabela 7: Orçamento do projeto 5 Itens Colméias Veículo utilitário Carros de mão adaptados Furmigadores Vassourinha de crina Formões de apicultor EPI de apicultor Tampas internas Tela excluidora para alvado Banca em aço cromado para Laboratório móvel Refratômetro Calorímetro Vasilhas de coleta de amostras Homogeneizador de 2 toneladas Computador de mesa Impressora a jato de tinta Central de ar condicionado Aquisição de dosador de cloro Total Unidade Quantidade Preço unitário Preço total und 575 90,00 51.750,00 und 1 34.500,00 34.500,00 und 23 185,00 4.255,00 und 23 50,00 1.150,00 und 23 15,00 345,00 und 23 15,00 345,00 und 23 145,00 3.335,00 und 3.000 5,00 15.000,00 und 115 25,00 2.875,00 und 1 780,00 780,00 und und und und und und und und 1 1 200 1 1 1 1 1 150,00 1.780,00 1,50 13.800,00 1.150,00 340,00 2.100,00 380,00 150,00 1.780,00 300,00 13.800,00 1.150,00 340,00 2.100,00 380,00 134.335,00 Fontes de Financiamento: Sem financiador. Aplicação dos Recursos: Liberado os recursos será formada uma comissão formada por três sócios para a aquisição dos materiais e equipamentos. 7.6 - PROJETO 6 – ASSISTÊNCIA TÉCNICA ESPECIALIZADA EM MARKETING. Proponente: Centro de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Familiar 57 Identificação da Organização: Nome da Organização: Centro de Apoio ao Desenvolvimento Agricultura Familiar – TERRA VIVA da CNPJ: 05.285.913./0001-15 Endereço: Rua Coronel Gurgel, 887 – CENTRO CEP: 59.600-200 Município: Mossoró/RN Nome do Representante Legal: Jucirema Ferreira da Silva CPF: 812.372.944-87 Identidade/Emissor: 844.668/SSP-RN Telefone/DDD: (84) 3317 1434 e-mail: [email protected] [email protected] Endereço Eletrônico: www.terravivarn.org.br Breve Histórico da Organização: Constituída em 03 de outubro de 1997, por um grupo multidisciplinar de profissionais autônomos, a Cooperativa de Trabalho para a Agricultura Familiar do Oeste Potiguar – TERRA VIVA buscou ao longo dos seus cinco anos de existência, desenvolver ações baseadas em metodologias sintonizadas com as características da clientela dos assentamentos de reforma agrária e comunidades rurais, nos mais diversos programas e projetos de assessoria técnica e capacitação direcionados para esse mesmo público. As áreas temáticas de atuação tem sido a Assessoria Técnico-Gerencial; o apoio ao Desenvolvimento Local Sustentável; a Capacitação em temas como Gênero e Geração; o incentivo a prática da Agroecologia; o uso de Tecnologias Alternativas e a Comercialização dos produtos da Agricultura Familiar. Do ponto de vista político-ideológico e gerencial, considerando a reestruturação do quadro de cooperados (as), bem como a maior atuação junto a entidades do terceiro setor, em crescimento no Brasil, a TERRA VIVA vinha sentindo a necessidade de rediscutir a sua personalidade jurídica, de influência direta na sua atuação e estabelecimento de suas parcerias. Esta necessidade alavancou um processo de discussão interna, que após avaliações da atuação e reflexões sobre o papel social e político da entidade culminou na criação do CENTRO DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR – TERRA VIVA, uma associação civil de direito privado, sem fins lucrativos que hoje completa também seis anos de existência atuando ainda nas temáticas acima relacionadas e 58 priorizando os municípios de Apodi e Mossoró, embora sua ação se estenda aos demais municípios do médio-oeste do Rio Grande do Norte. Missão da Organização Contribuir com a melhoria da qualidade de vida rural na perspectiva do Desenvolvimento Sustentável reforçando a participação social favorecendo a troca de saberes. Objetivo Geral do Projeto Garantir assistência técnica especializada em marketing voltada para a agricultura familiar e agregar valor a marca Sertão do Apodi. Objetivos Específicos Assessorar a criação e registro de marcas; assessorar a criação e registro de rótulos; criar plano de comunicação e marketing do estabelecimento, levando-se em consideração o produto ser oriundo da agricultura familiar; assessorar a criação de foldes e banes do Entreposto; realizar visita de rotina a estabelecimentos de potenciais clientes; e auxiliar o fechamento dos negócios, com vistas o melhor preço ao produtor. Metas: Criação e registro de novas marcas. criação e registro de novas marcas; criação de um plano de comunicação e marketing para o Entreposto; folders e banes do Entreposto criado; apresentação do estabelecimento a potenciais clientes no RN e estados vizinhos; fechamento de negócios a preços justos. 59 Tabela 8: Orçamento do projeto 6 Custos Salário INSS (20%) ISS (5%) Total Duração (Meses) 6 6 6 Custo/mês (R$) 3.700,00 740 185 Total R$ 22.200,00 4.440,00 1.110,00 27.750,00 Fontes de Financiamento: Projeto Dom Helder Câmara Funcionamento da Proposta: A assistência técnica elabora a proposta e envia ao Projeto Dom Helder Câmara que à analisará e exigirá a proposta de três profissionais ou empresas especializados em marketing a empreendimentos da agricultura familiar. Aplicação dos Recursos: Liberado os recursos e aprovado a escolha do profissional ou empresa, os recursos serão repassados a entidade proponente que fará o acompanhamento à execução das metas. 60 61 8 PERFIL DA ORGANIZAÇÃO GESTORA 8.1 IDENTIFICAÇÃO Nome da Entidade: Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento Laje do Meio CNPJ: 02.813.471/0001-44 Endereço: Projeto de Assentamento Laje do Meio Complemento: Zona Rural CEP: 59700-000 Município: Apodi-RN Data da Fundação da entidade: 1998 N°. atual de associados: 40 Objetivo Síntese da Entidade: Promover a união e a melhoria de renda dos beneficiários. Data de posse da Diretoria: Abril/2007 Data da vigência: Abril/2009 Nome do Presidente: Ezequias Roverlando da Costa RG: 2.027.711 CPF: 009.896.424-02 Telefone fixo: (84) 3333 1047 Telefone celular: (84) 91719653 Nome do Vice-Presidente: Pedro Mendes Rebouças RG: 057.307.804-19 CPF: 511.361.394-00 Nome do Tesoureiro: Nereu Severiano da Silva RG: 1.718.412 CPF: 023.432.754-59 Telefone fixo: (84) 3333 1047 Telefone celular: 9600 1473 62 8.2 RECURSOS HUMANOS No projeto de Assentamento a maioria dos sócios não concluiram o 1° Grau. Destacam-se apenas uma sócia e um sócio que atualmente fazem o curso Pedagogia da Terra. Vale salientar que os filhos dos sócios são muito jovens ainda e permanecem na escola e com certeza terão o número de anos de estudo muito superior aos pais. 8.3 EXPERIÊNCIA Em Laje do Meio todos os sócios têm experiência em apicultura, sendo que alguns se destacam como é o caso de Francisco Evânio do Nascimento (Catraca) que após capacitações em apicultura atuou como ADR (Agente de Desenvolvimento Rural), programa do SEBRAE/RN, além de atualmente fazer parte da Diretoria da COOAFAP (Cooperativa da Agricultura Familiar de Apodi). Atualmente é o presidente da CREDIOESTE-SOL (Cooperativa de Credito e Economia Solidária do Oeste Potiguar). 8.4 ESTRATÉGIA DE FINANCIAMENTO A Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento Laje é hoje modelo no Rio Grande do Norte, de gestão dos bens de uso coletivos, onde se conseguiu desenvolver mais uma atividade de forma racional, dentro de um contexto em que a apicultura cresceu sem deixar de lado as outras atividades também adaptadas ao semi-árido, como é o caso da caprinocultura, que continua forte na região e no assentamento. Manteve-se, assim, a principal característica de uma agricultura familiar sustentável que é a diversidade, tendo por isso uma rede de contatos à nível nacional que se inicia com a assistência técnica e se entrelaça com outros órgãos e instituições no município, estado e país. Atualmente por ser referência é comum o recebimento de intercâmbio advindos das mais diversas regiões do Nordeste do Brasil. 63 8.5 INFRA-ESTRUTURA DISPONÍVEL Atualmente a Associação conta com o Entreposto do Mel equipado, Centro Social, Poço de água doce (270 m), Poço de água Salobra (140 m), Adutora para os lotes (com 6 km de extensão) e rede de água e energia em todas as residências e demais instalações. 64 65 9 ASSESSORAMENTO TÉCNICO 9.1 ASSESSORAMENTO DE CARÁTER GERAL A Associação conta com assessoria técnica permanente, realizada desde o início pelo Centro Terra Viva, atualmente em parceria com o Projeto Dom Helder Câmara (MDA/FIDA), contando com 02 técnicos, sendo um da área agronômica (Eng° Agrônomo) e outro da área social (Assistente Social). O Centro Terra Viva tem um contrato com o PDHC para prestar assistência a 200 famílias através do qual contratou os técnicos, estando numa relação técnico/família exigida pelo contrato, para uma carga de 44 horas semanais, onde está inserido o Assentamento Laje do Meio. 9.2 ASSESSORAMENTO DE CARÁTER ESPECÍFICO Atualmente o Centro Terra Viva através de um aditivo em seu contrato, está buscando junto ao Projeto ELO/PDHC a contratação de um profissional de comunicação e marketing. 66 67 10 FONTES DE FINANCIAMENTOS INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária); PRONAF (Via BNB(Banco do Nordeste do Brasil); Projeto ELO/PDHC (Projeto Dom Helder Câmara); PDA/Visão Mundial (Conselho de Desenvolvimento de Área); e Projeto Semeando Agroecologia (Rede Pardal/AVSF/UNIÃO EUROPÉIA). 68 69 11 IMPACTO AMBIENTAL A atividade apícola por si já se caracteriza como uma atividade benéfica ao meio ambiente, já que conta com a existência de insetos com grande poder de polinização e da necessidade da manutenção da vegetação para o sucesso da atividade. A proposta ora apresentada baseia-se na conservação da vegetação nativa e em processos produtivos que garantam a sustentabilidade ambiental da unidade produtiva. A atividade apícola trabalhada de forma racional conforme propomos nestes projetos, traz apenas impacto positivo para o meio ambiente. O Projeto de Assentamento Laje do Meio é pioneiro no Sertão do Apodi na implantação de unidade demonstrativa de manejo da caatinga, com o objetivo de aumentar a diversidade de plantas herbácea e arbustiva que propicie o aumento da florada e conseqüentemente o potencial melífero dos lotes. 70 71 12 MODELO DE GESTÃO Este Entreposto beneficia diretamente as 23 famílias do Projeto de Assentamento Laje do Meio e indiretamente as famílias dos assentamentos adjacentes. A administração do projeto é de responsabilidade do grupo de beneficiários de Laje do Meio, cujo processo de gestão dos bens coletivos é exemplo para todos os assentamentos do Rio Grande do Norte. Em Laje do meio já existe acordo de uso da atual do Entreposto do mel, que vem funcionando com grande sucesso. A colheita do mel atualmente é realizada na sala de extração do Entreposto, o qual é cobrado uma taxa de 3% do mel centrifugado, como taxa de manutenção da Estrutura dentro dos padrões exigidos pelo SIF (Serviço de Inspeção Federal). Para as comunidades circunvizinhas será cobrada uma taxa de 5% do mel processado (todas as taxas estão baseadas nos custos para a execução do), para a manutenção do estabelecimento e pagamento do grupo envolvido naquele processamento, haja vista que apenas os beneficiários diretos do projeto poderão entrar no estabelecimento, tendo em vista que o processo é feito por pessoal qualificado para tal função, no qual são cumpridas rigorosamente as BPFs (Boas Práticas de Fabricação). A taxa que será cobrada das comunidades circunvizinhas será reduzida em relação às taxas cobradas, por outros entrepostos, onde atualmente é feito o processamento. Além disso, o Assentamento Laje do Meio se localiza no epicentro da área produtora em questão, havendo assim uma redução significativa, no custo dos transportes. Atualmente existe uma parceria entre o Entreposto do Mel de Laje do Meio e a COOAFAP (Cooperativa da Agricultura Familiar de Apodi), pela qual a esta última é responsável pela comercialização. 72 12.1 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Apicultores Apicultores Associação Entreposto de Mel Grupo de Mulheres COOAFAP Comercialização 12.2 PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS Todos os procedimentos relativos à gestão do estabelecimento são amplamente discutidos em assembléia geral do assentamento, levando-se em conta as normativas do Ministério da Agricultura. 12.3 INSTRUMENTOS DE CONTROLE A Associação dos Produtores do Projeto de Assentamento Laje do Meio tem como órgão de controle o seu Conselho Fiscal, eleito em pleito livre e aberto a todos que estejam em diaa com as obrigações de sócio, sendo composto por três conselheiros ou conselheiras 73 com igual número de suplentes, podendo ser eleito e reeleito 1 (uma) vez, sendo competência do Conselho Fiscal: Examinar o livro e papéis relacionados com as finanças da Associação e o estado de caixa, devendo a Diretoria prestam-lhes as informações solicitadas; inspecionar o patrimônio da Associação; lavrar o livro de atas e pareceres do Conselho e resultados dos exames do Inciso I; e denunciar erros, fraudes ou crimes que descobrirem, sugerindo providências úteis e necessárias à Associação. 12.4 DISTRIBUIÇÃO DOS RESULTADOS Subtraindo-se os custos com a manutenção do estabelecimento, o montante restante é rateado em partes iguais para os beneficiários; vale salientar que o objetivo principal do estabelecimento é agregar valor ao produto oriundo da agricultura familiar. 12.5 FUNDO DE RECUPERAÇÃO Atualmente já funciona um fundo de capital, com recursos dos saldos do trator e outros equipamentos de uso comum, através do qual os sócios podem usar os recursos sem a onerarão de juros, por prazos determinados e com a aprovação da Assembléia Geral. É desejo dos membros fortalecê-lo com os recursos do projeto para a aquisição de embalagens, que além de ser usado a cada ano com este fim poderá usar para outros, desde que aprovado em assembléia. 74 75 13 ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA E SOCIAL Análise de custos – análise dos custos do investimento e dos custos operacionais relativos à implantação e funcionamento do plano de negócios. Os custos dos investimentos correspondem à amortização anual das obras civis, máquinas e equipamentos que foram ou serão utilizados na implementação do plano. Os custos operacionais foram calculados com base na apuração das despesas correntes requeridas para o funcionamento do negócio. Os custos financeiros do investimento, foram calculados com base nas taxas de juros e outros encargos provenientes dos empréstimos de obtenção de recursos reembolsáveis alocados para o negócio. Receitas totais – apuração com base na projeção anual de vendas da produção obtida com o negócio. Balanço de receitas e custos do negócio – obtida pela diferença entre as receitas totais, os custos financeiros e os custos operacionais projetados para cada ano do negócio, até o seu pleno funcionamento. Renda líquida mensal dos beneficiários – calculada pela diferença entre as receitas, custos financeiros e os custos operacionais do negócio, após a retirada mensal para constituição do Fundo de Investimento Coletivo (FIC). O FIC corresponderá a até 40% da receita líquida apurada, de acordo com a capacidade financeira do negócio. Renda líquida mínima mensal por beneficiário – demonstrada pela viabilidade técnica e econômica que seja capaz de financiar sua operação e manutenção e garantir uma relação benefício-custo positiva e com perspectivas de aumento ao longo do tempo. Na Tabela 9 a seguir, apresenta uma síntese relativa aos investimentos e custos de produção para implementação do plano de negócios do entreposto de mel de Laje do Meio para um período de 5 anos equivalente a um custo total de R$ 962.223,28. No Anexo I estão expostos os dados nas planilhas de análise de viabilidade econômica para toda a produção contemplada neste plano, todos os dados são referentes aos custos de implantação, produção e comercialização das culturas acima supracitadas, assim como, as suas receitas e seu fluxo de caixa. 76 Tabela 9: Resumo dos investimentos e custo de produção para implementação do plano de negócios de Laje do Meio Investimentos e Custeio – Valor em R$ Descrição Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Obras Civis - Unidade de armazenamento 12.120,00 Materiais, máquinas e equipamentos para produção e processamento 11.950,00 Custo da produção – 5 anos 119.645,00 156.371,00 184.264,00 212.502,88 241.370,40 Assessoramento técnico e custos operacionais – 5 anos 4.800,00 4.800,00 4.800,00 4.800,00 4.800,00 Subtotal 148.515,00 161.171,00 189.064,00 217.302,88 246.170,40 Total geral 962.223,28 Fonte: Planilhas de viabilidade econômica Tabela 10: Projeção das receitas e saldo do fluxo de caixa de 2009 a 2013 Discriminação Entradas Saldo do fluxo de caixa Fonte: Planilhas de viabilidade econômica Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 131.000,00 191.500,00 225.000,00 258.500,00 292.000,00 -270.530,00 21.259,00 25.786,00 29.737,12 32.799,60 77 14 CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO 14.1 FLUXO DE EXECUÇÃO MESES 2008 2009 SET OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV PROJETOS PROJETO 01 PROJETO 02 PROJETO 03 PROJETO 04 PROJETO 05 PROJETO 06 78 79 15 LISTA DE BENEFICIÁRIOS Lista de Beneficiários ITEM NOME SEXO CPF 01 Ecidulante da Costa e Silva M 034.987.424 -77 02 Jonaide Fagna de Oliveira Costa F 039.499.724-71 03 José Targino de Freitas Filho M 037.449.114 -38 04 Marlene Gonçalves da Costa Targino F 511.364.064-68 05 Sebastião Rebouças Mendes M 045.007.224 -08 06 Suzana Targino da Costa F 063.399.554-10 07 Francisco Targino da Costa M 031.027.204-12 08 Luiz Vileimar de Carvalho M 033.366.574-07 09 Francisca Antonia de Lima Carvalho F 941.654.914-20 10 Eronildes da Costa e Silva M 037.802.664-07 11 Sandilândia da Costa Rebouças F 039.796.864-77 12 Raimundo Moises da Costa Targino M 009.503.834-57 13 Maria Eliane Velozo Nascimento Targino F 051.615.424-97 14 José Mendes Rebouças M 623.031.554-87 15 Maria do Socorro Pinheiro Rebouças F 013.256.154-98 16 Pedro Mendes Rebouças M 511.361.394-00 17 Francisco Evânio do Nascimento M 968.433.064-20 18 Maria Vilani dos Santos Ribeiro F 039.869.974-34 19 Ezequias Rovelando da Costa M 009.896.424-02 20 Lindalva dos Santos Ribeiro da Costa F 035.426.654-35 21 Francisco Moreira da Costa M 413.779.234-87 22 Dalvani Rebouças da Silva Moreira F 055.013.714-99 23 Francisco Mendes Rebouças M 037.427.564-51 24 Ailia Rebouças Moreira F 071.838.994-89 25 Edson Targino de Araújo M 037.415.974-22 26 Antonia Zoraide de Lima F 045.550.454-75 27 Aias Rebouças da Costa Neto M 026.525.324-13 28 Antonia Inalda de Lima F 056.662.784-10 29 Nereu Severiano da Silva M 023.432.754-59 30 Francisco Wilson Mendes M 035.376.394-22 31 Genoveva Targino da Costa F 063.350.374-67 80 32 Francisco José Góis de Souza M 035.375.974-01 33 Maria da Saúde Lima Souza F 035.395.364-42 34 Kerginaldo Targino da Costa M 021.015.144-78 35 Pedro Feitosa da Costa M 784.378.813-15 36 Consuelo Targino da Costa F 048.490.994-08 37 Manoel Getulio Rebouças Moreira M 012.090.764-03 38 Maria da Saúde de Souza Barbosa F 012.904.884-44 39 Hildo Severiano da Silva M 323.438.411-87 40 Antonio Marcelino de Araújo M 021.465.134-70 81 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS LOPES, S.G.B.C. Biogenética, Evolução e Ecologia. Vol. 3. 4ª ed. 415p. 1999. MAIA, G.N. Caatinga - Árvores e arbustos e suas utilidades. 1ª edição, São Paulo, 413p. il. 2004. SILVA SERAFIM, E.C. et all. Plano de Recuperação do Assentamento – Laje do Meio, CENTRO TERRA VIVA, Apodi-RN, 2007. SUDENE. Levantamento exploratório – Reconhecimento de solos do Estado do Rio Grande do Norte. Boletim técnico nº 21, 531p. 1971. IDEMA/RN - Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte, em Perfil do RN (2002)/ Aspectos Físicos. Disponível em: <www.idema.rn.gov.br> Acesso em: 31 de Agosto de 2008. 82 83 APÊNDICE METODOLOGIA O processo de trabalho adotado para elaboração do Plano combina a análise e a interpretação técnica da realidade do empreendimento, a identificação das oportunidades e ameaças existentes nos contexto do negócio a nível local, estadual, nacional e internacional e o mapeamento das demandas que resultaram de um amplo envolvimento do grupo na reflexão sobre o empreendimento e na definição das estratégias. Trata-se de um processo realizado de forma integrada e complementar ao longo de todas as etapas de análise da realidade e de produção do Plano, promovendo uma interação direta dos membros do grupo com os técnicos, na troca de percepções e visões e na preparação e fundamentação das decisões. Descreve-se a seguir os passos da construção do plano. MAPEAMENTO DOS EMPREENDIMENTOS ASSOCIATIVOS EXISTENTES NOS TERRITÓRIO RURAIS Cadastrar os empreendimentos associativos existentes nos territórios rurais gerenciados por cooperativas, associações e outros tipos de organizações que estejam aptas a estimular a formação de grupos para implantação de empreendimentos familiares do seu quadro de associados. SELEÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS Uma vez mapeados os empreendimentos existentes nos territórios, realizar uma seleção dos que vão ser elaborados os planos de negócio 84 SENSIBILIZAÇÃO E FORMAÇÃO DOS TÉCNICOS Manter contatos com cooperativas, associações, sindicatos e organizações governamentais e não-governamentais para convidá-los a participar do curso de formação de técnicos em elaboração de planos de negócios. Realizado o curso de formação dos técnicos em elaboração de planos de negócios, definir o plano de trabalho para aplicação da técnica com a participação da organização gestora do empreendimento e do técnico capacitado para elaboração do plano. PRIMEIRA OFICINA COM EMPREENDEDORES A Primeira Oficina com Empreendedores é o ponto de partida para a elaboração do Plano de Negócios. Dela devem fazer parte os representantes da Unidade Gestora que irá implementar o Plano de Negócios, juntamente com os técnicos responsáveis pela sensibilização, mobilização e assessoramento ao processo de elaboração do Plano. O objetivo central é mostrar a importância da participação dos membros que formam o grupo do empreendimento, como ponto inicial para o planejamento do processo participativo, em função do desenvolvimento sustentável, trabalhando através de quatro dimensões, a saber: econômica, sociocultural , ambiental e institucional. LEVANTAMENTO DOS PROBLEMAS, POTENCIALIDADES, SOLUÇÕES E VISÃO DE FUTURO Problemas – elementos que atrapalham ou impedem o desenvolvimento do empreendimento; Potencialidades – fatores internos positivos, força ou energia representadas pela junção de todos os meios disponíveis que podem representar o seu diferencial competitivo, e, portanto, a base do deu desenvolvimento futuro; 85 Soluções – o que deve ser feito para enfrentar os problemas e aproveitar as oportunidades; Oportunidades - condições favoráveis para o êxito do empreendimento: existência de mercado e preços remuneradores para a produção projetada. Ameaças – condições adversas que dificultam ou inviabilizam o êxito do empreendimento, como é o caso de preços elevados dos insumos, máquinas e equipamentos; mercados pequenos, sem perspectivas de expansão; e contratos não confiáveis. Fontes Alternativas de Financiamento - mapeamento das fontes alternativas de financiamento e identificação das alternativas mais favoráveis para o êxito do negócio ou da prestação do serviço. Sistematização dos Resultados da Oficina - As informações coletadas nas oficinas devem ser codificadas, tabuladas, analisadas e sistematizadas de acordo com os objetivos geral e específicos que orientam a concepção dos empreendimentos. SEGUNDA OFICINA A segunda oficina é realizada com a organização gestora do empreendimento. É o momento de devolução, análise, identificação e priorização das alternativas para implementação dos empreendimentos e elaboração dos seus respectivos planos de negócios, com base nos dados anteriormente coletados e analisados, e, na contribuição dos participantes da oficina diretamente interessados em cada uma das alternativas de negócios. REDAÇÃO FINAL DO PLANO Após a realização das oficinas deve ser elaborada a versão preliminar do plano de negócios, a qual, uma vez concluída, será apresentado em oficina realizada com os grupos 86 diretamente interessados no empreendimento. Esse momento representa a segunda fase do processo de coleta das contribuições desses grupos. O objetivo dessa segunda fase é obter os elementos para formular uma síntese do que foi discutido na primeira oficina com os empreendedores. Assim, nessa reunião, problemas, soluções, potencialidades e anseios dos participantes serão tratados com um enfoque no conjunto dos membros integrantes do grupo e não mais na visão de cada um por si. A metodologia de trabalho consiste numa reflexão estruturada dos participantes em torno das grandes prioridades do desenvolvimento do plano de negócio com base na Matriz de Planejamento qualitativa (Quadro 1). Esta matriz permite um cruzamento dos fatores internos – potencialidades e problemas – com as condições externas – oportunidades e ameaças. Fatores Oportunidades Ameaças Quais as principais ações para Quais as principais ações para explorar as potencialidades internas, explorar de Potencialidades modo a permitir as potencialidades o internas, de modo a se defender aproveitamento das oportunidades das ameaças externas. externas. Quais as principais ações para Quais as principais ações para enfrentar os problemas internos, de enfrentar os problemas internos, Problemas modo a permitir o aproveitamento de das oportunidades modo a reduzir externas, vulnerabilidade da Região às superando as limitações e entraves. ameaças externas, fortalecendo sua capacidade de defesa. Quadro 1 – Matriz de Planejamento qualitativa a 87 ANEXO I 88 ANEXO I – ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DO ENTREPOSTO DE MEL I.1 ESTRTURA E CAPITAL EXISTENTE ESTRUTURA E CAPITAL EXISTENTE Discriminação Unid. Quant. Valor Unit. Total Total - - - 239.925,00 - - - 149.925,00 Imoveis a. Edificação - Entreposto de Mel m² b. Terreno verba 225 665 149.625,00 1 300 300,00 c. Outros 0,00 Móveis e Utensilios - 0,00 a. Móveis (Geladeira) verba 0,00 b. Utensilios verba 0,00 c. outros 0,00 Maquinas e equipamentos a. Máquinas - Máquina de sachê + 1 mesa, etc... verba b. Equipamentos do entreposto de mel c. Outros 90.000,00 1 30000 30.000,00 1 60000 60.000,00 0,00 Diversos - 0,00 a. Cisterna de placa de 50.000 litros Unid. 0,00 b. Insumos - Mangueira kg 0,00 c. Insumos 0,00 d. Capital 0,00 e. Outros 0,00 89 I.2 CUSTO DE IMPLANTAÇÃO OU AMPLIAÇÃO DO EMPREENDIMENTO CUSTO DE IMPLANTAÇÃO OU AMPLIAÇÃO DO EMPREENDIMENTO P1 Descrição Total Despesas pré-projeto a. Análises laboratoriais - Mel Unid. Quant Valor Unit. - - - P2 P3 P4 P5 Valor Unit. Total Quant Valor Unit. Quant Valor Unit. Valor Unit. Total - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 Total 27.170,00 - 0,00 Unid. 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Cartório Quant Total Total Quant c. Licenças e outorgas verba 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 d. Serviços - viagens + diárias diarias 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 e. Outros Obras Civis - Unidade de armazenamento - a. Material verba b. Mão-de-obra c. Equipamentos Climatizadores de ar h/d 12.120,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 1 7000 7.000,00 0,00 0,00 0,00 0,00 70 30 2.100,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Unid. 2 1500 3.000,00 0,00 0,00 0,00 0,00 d. Serviços verba 1 20 20,00 0,00 0,00 0,00 0,00 e. Outros - CREA Materiais e Equipamentos para a produção a. Materiais - baldes para mel de 25kg b. Materiais - tambores para mel de 295kg verba 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 - 5.700,00 Unid. 200 7,5 1.500,00 Unid. 20 60 1.200,00 c. Paletas, funil, peneira.... verba d. Equipamentos Instrumentos de classificação, Carros de transporte de tambor Verba Materiais e Equipamentos para processamento a. Material (carro de mão, formão, garfo) verba 1 500 500,00 1 2500 2.500,00 6.250,00 1 1000 - - - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 - - 0,00 - - 0,00 - - 0,00 1.000,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 5.250,00 0,00 0,00 0,00 0,00 d. Serviços 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 e. Outros 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Mão-de-obra c. Fardamentos verba 1 5250 Diversos a. Computador (Impessora e periféricos) verba 1 1600 1.600,00 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Laboratório Móvel verba 1 1500 1.500,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 c. Serviços Manuais Capacitação/treinamento - 3.100,00 0,00 - - - - 0,00 0,00 - - - - 0,00 0,00 - - - - 0,00 0,00 - - - - 0,00 0,00 a. Material 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Aluguel de equipamentos 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 c. Honorários 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 d. Outros custos 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Outros 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 90 a. Encargos socias 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Serviços de terceiros 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 c. Energia elétrica. 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 d. Água 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 e. Despesas de viagens 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 f. Despesas com veículos 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 g. Mão de obra operacional 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 h. Matéria prima / produtos 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 i. Seguros 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 91 I.3 CUSTO DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO CUSTO DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO P1 Discriminação Unid. Quant P2 P3 Vr Unit. Total Quant Vr Unit. Total Vr Quant Unit. P4 Total Quant Vr Unit. P5 Total Quant Valor Unit. Total Total - - - 129.635,00 - - 165.441,00 - - 194.414,00 - - 223.962,88 - - 254.400,40 Produção a. Insumos - Mel de abelha b. Insumos - Mangueira para sachê c. Embalagem sacos de 10Kg d. Embalagem sacos de 5kg e. Embalagem - sacos de 1kg f. Embalagem - sacos de 100 gr g. Caixas de papelão para 10 kg h. Embalagem - Bisnaga de 280gr i. Embalagem - Peti de 300gr i. Embalagem - Peti de 700gr j. Embalagem - Pote de mel de 280gr l. Embalagem - Pote de mel de 700 gr - - - 119.645,00 - - 156.371,00 - - 184.264,00 - - 212.502,88 - - 241.370,40 kg 35000 2,5 87.500,00 43750 2,5 109.375,00 52500 2,5 131.250,00 61250 2,5 153.125,00 70000 2,5 175.000,00 kg 1500 9,4 14.100,00 1500 9,4 14.100,00 1500 9,4 14.100,00 1500 9,4 14.100,00 9,4 14.100,00 1500 kg 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 kg 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 kg 50 3 kg Unid. 150,00 50 3 0,00 1500 1,2 150,00 50 3 0,00 150,00 50 3 0,00 150,00 50 3 0,00 150,00 0,00 1.800,00 2000 1,3 2.600,00 2500 1,4 3.500,00 3000 1,5 4.500,00 3500 1,6 5.600,00 Unid. 0,00 2800 0,6 1.680,00 3500 0,65 2.275,00 4200 0,7 2.940,00 4900 0,75 3.675,00 Unid. 0,00 2800 0,6 1.680,00 3500 0,65 2.275,00 4200 0,7 2.940,00 4900 0,75 3.675,00 Unid. 0,00 1400 0,7 980,00 1750 0,75 1.312,50 2100 0,8 1.680,00 2450 0,85 2.082,50 Unid. 0,00 2800 0,7 1.960,00 3500 0,75 2.625,00 4200 0,8 3.360,00 4900 0,85 4.165,00 Unid. 0,00 1400 0,8 1.120,00 1750 0,85 1.487,50 2100 0,9 1.890,00 2450 0,95 2.327,50 e. Serviços Manuais Ptos 33 415 13.695,00 44 456,5 20.086,00 44 502,15 22.094,60 44 552,37 24.304,28 44 607,51 26.730,44 f. Outros (zeladora) Ptos 24 100 2.400,00 24 110 2.640,00 24 133,1 3.194,40 24 146,4 3.513,60 24 161,04 3.864,96 Produção a. Serviços (fretes) 1.000,00 verba 1 1000 b. Transportes internos 1.000,00 1.000,00 1 1000 1.000,00 1.000,00 1 1000 1.000,00 1.000,00 1 1000 1.000,00 1.000,00 1 1000 1.000,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 d. Carga e descarga 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 e. Outros Materiais e Equipamentos para a produção 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 a. Materiais - 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Equipamentos Capacitação/treinament o 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 8.990,00 8.070,00 9.150,00 10.460,00 12.030,00 a. Encargos socias 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Serviços de terceiros 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 c. Transporte externo mês a. Material b. Aluguel de equipamentos verba c. Honorários verba d. Outros custos Outros c. Energia elétrica d. Água mês 12 150 1.800,00 0,00 12 180 2.160,00 0,00 12 210 2.520,00 0,00 12 240 2.880,00 0,00 12 270 3.240,00 0,00 92 e. Telefone mês f. Depreciação g. Manutenção da máquina de sachê h. Despesas de viagens ( passagens, diárias,etc. ) i. Mão de obra operacional j. Comercialização rótulos l.Comercialização beneficiamento m.Comercialização armazenamento n. Seguros p. Taxas e Impostos previsão q. Perdas 12 100 1.200,00 12 110 1.320,00 12 120 1.440,00 12 130 1.560,00 12 140 1.680,00 verba 1 2790 2.790,00 1 2790 2.790,00 1 2790 2.790,00 1 2790 2.790,00 1 2790 2.790,00 verba 1 2000 2.000,00 0,00 0,00 0,00 0,00 verba 1 1200 1.200,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 mil 0,00 12 150 1.800,00 15 160 2.400,00 19 170 3.230,00 24 180 4.320,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 93 I.4 CUSTO DE ASSESSORAMENTO TÉCNICO E GERENCIAL CUSTO DE ASSESSORAMENTO TÉCNICO E GERENCIAL Discriminação/ Período Total Assistência Técnica P1 P2 P3 P4 P5 4.800,00 4.800,00 4.800,00 4.800,00 4.800,00 2.500,00 2.500,00 2.500,00 2.500,00 2.500,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 2.400,00 2.400,00 2.400,00 2.400,00 2.400,00 2.300,00 2.300,00 2.300,00 2.300,00 2.300,00 1100 1100 1100 1100 1100 1.200,00 1.200,00 1.200,00 1.200,00 1.200,00 a. Técnico b. Contábil c. Administrativo - Gerente d. Administrativo - Auxiliar e. Outros Custos operacionais a. Comunicação (cartilha, folders) b. Transporte c. Material de escritório d. Manutenção da estrutura administrativa e. Material de limpeza I.5 CONSOLIDAÇÃO DOS CUSTOS CONSOLIDAÇÃO DOS CUSTOS Discriminação P1 P2 Total 401.530,00 170.241,00 ESTRUTURA E CAPITAL EXISTENTE 239.925,00 CUSTO DE IMPLANTAÇÃO OU AMPLIAÇÃO DO EMPREENDIMENTO 27.170,00 0,00 CUSTO DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO 129.635,00 165.441,00 CUSTO DE ASSESSORAMENTO TÉCNICO E GERENCIAL 4.800,00 4.800,00 5 - RENDA 0,00 0,00 6 - CUSTOS COM FINANCIAMENTO 0,00 0,00 P3 199.214,00 - P4 228.762,88 - P5 259.200,40 - 0,00 194.414,00 0,00 223.962,88 0,00 254.400,40 4.800,00 0,00 0,00 4.800,00 0,00 0,00 4.800,00 0,00 0,00 94 I.6 PRODUÇÃO ESPERADA, SEGUNDO CLASSIFICAÇÃO DO PRODUTO PRODUÇÃO ESPERADA, SEGUNDO CLASSIFICAÇÃO DO PRODUTO DESCRIÇÃO Unidade Produção Esperada Total(Abs) Litro Produção Esperada Total (%) - Tipo 1 (Abs) Mel a granel - Tipo 1 (%) - Tipo 2 (Abs) Mel em sachê - Tipo 2 (%) - Tipo 3 (Abs) Bisnaga de 280 gr - Tipo 3 (%) - Tipo 4 (Abs) Peti 300gr - Tipo 4 (%) - Tipo 5 (Abs) Peti 700gr - Tipo 5 (%) - Tipo 6 (Abs) Pote de 280 gr - Tipo 6 (%) - Tipo 7 (Abs) Pote de 700 gr - Tipo 7 (%) - Refugo (Abs) - Refugo (%) - P1 35000 100% 20000 57% 15000 43% P2 43750 100% 23750 54% 15000 34% 1000 2% 1000 2% 1000 2% 1000 2% 1000 2% Período P3 52500 100% 31250 59% 15000 29% 1250 2% 1250 2% 1250 2% 1250 2% 1250 2% 0% 0% 0% P4 61250 100% 38750 63% 15000 25% 1500 2% 1500 2% 1500 2% 1500 2% 1500 2% P5 70000 100% 46250 67% 15000 21% 1750 2% 1750 2% 1750 2% 1750 2% 1750 2% 0% 0% 95 I.7 PRODUÇÃO SEGUNDO O MERCADO PRODUÇÃO SEGUNDO O MERCADO DESCRIÇÃO Unidade Período P1 P2 P3 P4 P5 Quilo 20000 23750 31250 38750 46250 Produção Esperada Total (%) - 100% 100% 100% 100% 100% Institucional (Abs) - Institucional (%) - 0% 0% 0% 0% 0% Iniciativa privada (Abs) - 20000 23750 31250 38750 46250 Iniciativa privada (%) - 100% 100% 100% 100% 100% Exportação direta (Abs) - Exportação direta (%) - 0% 0% 0% 0% 0% Exportação assistida (Abs) - Exportação assistida(%) - 0% 0% 0% 0% 0% Refugo (Abs) - Refugo (%) - 0% 0% 0% 0% 0% Produção Esperada Total(Abs) Quilo 15000 15000 15000 15000 15000 Produção Esperada Total (%) - 75% 63% 48% 39% 32% Institucional (Abs) - 15000 15000 15000 15000 15000 Institucional (%) - 75% 63% 48% 39% 32% Iniciativa privada (Abs) - Iniciativa privada (%) - 0% 0% 0% 0% 0% Exportação direta (Abs) - Exportação direta (%) - 0% 0% 0% 0% 0% Exportação assistida (Abs) - Exportação assistida(%) - 0% 0% 0% 0% 0% Refugo (Abs) - Refugo (%) - 0% 0% 0% 0% 0% Produção Esperada Total(Abs) Quilo 0 1000 1250 1500 1750 Produção Esperada Total (%) - 0% 4% 4% 4% 4% Institucional (Abs) - Institucional (%) - 0% 0% 0% 0% 0% Iniciativa privada (Abs) - 1000 1250 1500 1750 Iniciativa privada (%) - 4% 4% 4% 4% Tipo 1 Mel a Granel Mel em sachê Bisnaga de 280gr 0% 96 Exportação direta (Abs) - Exportação direta (%) - Exportação assistida (Abs) - Exportação assistida(%) - Refugo (Abs) - Refugo (%) 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% - 0% 0% 0% 0% 0% Produção Esperada Total(Abs) Quilo 0 1000 1250 1500 1750 Produção Esperada Total (%) - 0% 4% 4% 4% 4% Institucional (Abs) - Institucional (%) - 0% 0% 0% 0% 0% Iniciativa privada (Abs) - 1000 1250 1500 1750 Iniciativa privada (%) - 0% 4% 4% 4% 4% Exportação direta (Abs) - Exportação direta (%) - 0% 0% 0% 0% 0% Exportação assistida (Abs) - Exportação assistida(%) - 0% 0% 0% 0% 0% Refugo (Abs) - Refugo (%) - 0% 0% 0% 0% 0% Produção Esperada Total(Abs) Quilo 0 1000 1250 1500 1750 Produção Esperada Total (%) - 0% 4% 4% 4% 4% Institucional (Abs) - Institucional (%) - 0% 0% 0% 0% 0% Iniciativa privada (Abs) - 1000 1250 1500 1750 Iniciativa privada (%) - 0% 4% 4% 4% 4% Exportação direta (Abs) - Exportação direta (%) - 0% 0% 0% 0% 0% Exportação assistida (Abs) - Exportação assistida(%) - 0% 0% 0% 0% 0% Refugo (Abs) - Refugo (%) - 0% 0% 0% 0% 0% Produção Esperada Total(Abs) Quilo 0 1000 1250 1500 1750 Produção Esperada Total (%) - 0% 4% 4% 4% 4% Institucional (Abs) - Institucional (%) - 0% 0% 0% 0% 0% Iniciativa privada (Abs) - 1000 1250 1500 1750 Iniciativa privada (%) - 4% 4% 4% 4% Peti de 300gr Peti de 700 gr Pote de 300gr 0% 97 Exportação direta (Abs) - Exportação direta (%) - Exportação assistida (Abs) - Exportação assistida(%) - Refugo (Abs) - Refugo (%) 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% - 0% 0% 0% 0% 0% Produção Esperada Total(Abs) Quilo 0 1000 1250 1500 1750 Produção Esperada Total (%) - 0% 4% 4% 4% 4% Institucional (Abs) - Institucional (%) - 0% 0% 0% 0% 0% Iniciativa privada (Abs) - 1000 1250 1500 1750 Iniciativa privada (%) - 0% 4% 4% 4% 4% Exportação direta (Abs) - Exportação direta (%) - 0% 0% 0% 0% 0% Exportação assistida (Abs) - Exportação assistida(%) - 0% 0% 0% 0% 0% Refugo (Abs) - Refugo (%) - 0% 0% 0% 0% 0% Pote de 700gr 98 I.8 PROJEÇÃO DAS RECEITAS COM VENDAS PROJEÇÃO DAS RECEITAS COM VENDAS Discriminação Moeda Preço Total R$ - Mel agranel P1 P2 P3 P4 P5 131.000,00 191.500,00 225.000,00 258.500,00 292.000,00 - 56.000,00 66.500,00 87.500,00 108.500,00 129.500,00 - 56.000,00 66.500,00 87.500,00 108.500,00 129.500,00 0,00 0,00 56.000,00 66.500,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Mercado Interno R$ a. Institucional R$ b. Iniciativa privada R$ 2,80 Mercado Externo R$ - a. Exportação direita R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Exportação assistida R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Refugo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 - 75.000,00 75.000,00 75.000,00 75.000,00 75.000,00 Mel em sachê 0,00 0,00 0,00 87.500,00 108.500,00 129.500,00 Mercado Interno R$ - 75.000,00 75.000,00 75.000,00 75.000,00 75.000,00 a. Institucional R$ 5,00 75.000,00 75.000,00 75.000,00 75.000,00 75.000,00 b. Iniciativa privada R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Mercado Externo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 a. Exportação direita R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Exportação assistida R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Refugo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 - 0,00 10.000,00 12.500,00 15.000,00 17.500,00 - 0,00 10.000,00 12.500,00 15.000,00 17.500,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Bisnaga 280gr - Mercado Interno R$ a. Institucional R$ b. Iniciativa privada R$ 10,00 0,00 10.000,00 12.500,00 15.000,00 17.500,00 Mercado Externo R$ - 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 a. Exportação direita R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Exportação assistida R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Refugo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 - 0,00 10.000,00 12.500,00 15.000,00 17.500,00 - 0,00 10.000,00 12.500,00 15.000,00 17.500,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Peti de 300 gr Mercado Interno R$ a. Institucional R$ b. Iniciativa privada R$ 10,00 0,00 10.000,00 12.500,00 15.000,00 17.500,00 Mercado Externo R$ - 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 a. Exportação direita R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Exportação assistida R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Refugo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 - 0,00 10.000,00 12.500,00 15.000,00 17.500,00 - 0,00 10.000,00 12.500,00 15.000,00 17.500,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Peti de 700gr Mercado Interno R$ a. Institucional R$ b. Iniciativa privada R$ 10,00 0,00 10.000,00 12.500,00 15.000,00 17.500,00 Mercado Externo R$ - 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 a. Exportação direita R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 99 b. Exportação assistida R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Refugo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 - 0,00 10.000,00 12.500,00 15.000,00 17.500,00 - 0,00 10.000,00 12.500,00 15.000,00 17.500,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Pote de 300 gr Mercado Interno R$ a. Institucional R$ b. Iniciativa privada R$ 10,00 0,00 10.000,00 12.500,00 15.000,00 17.500,00 Mercado Externo R$ - 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 a. Exportação direita R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Exportação assistida R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Refugo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 - 0,00 10.000,00 12.500,00 15.000,00 17.500,00 - 0,00 10.000,00 12.500,00 15.000,00 17.500,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Pote de 700 gr Mercado Interno R$ a. Institucional R$ b. Iniciativa privada R$ 10,00 0,00 10.000,00 12.500,00 15.000,00 17.500,00 Mercado Externo R$ - 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 a. Exportação direita R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 b. Exportação assistida R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Refugo R$ 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 100 I.9 CONSOLIDAÇÃO DAS ENTRADAS DE RECURSOS CONSOLIDAÇÃO DAS ENTRADAS DE RECURSOS Discriminação P1 P2 P3 P4 P5 Total 131.000,00 191.500,00 225.000,00 258.500,00 292.000,00 PROJEÇÃO DAS RECEITAS COM VENDAS RECURSOS DE FINANCIAMENTOS E PRÓPRIOS 131.000,00 191.500,00 225.000,00 258.500,00 292.000,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 I.10 FLUXO DE CAIXA FLUXO DE CAIXA Discriminação P1 P2 P3 P4 P5 ENTRADAS 131.000,00 191.500,00 225.000,00 258.500,00 292.000,00 SAÍDAS 401.530,00 170.241,00 199.214,00 228.762,88 259.200,40 -270.530,00 21.259,00 25.786,00 29.737,12 32.799,60 -270.530,00 -249.271,00 -223.485,00 -193.747,88 -160.948,28 SALDO DO FLUXO DE CAIXA SALDO DO FLUXO DE CAIXA ACUMULADO I.11 TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR) 13 - TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR) Discriminação P1 P2 P3 P4 P5 ENTRADAS 131.000,00 191.500,00 225.000,00 258.500,00 292.000,00 SAÍDAS 401.530,00 170.241,00 199.214,00 228.762,88 259.200,40 SALDO DO FLUXO DE CAIXA -270.530,00 21.259,00 25.786,00 29.737,12 32.799,60 SALDO DO FLUXO DE CAIXA ACUMULADO -270.530,00 -249.271,00 -223.485,00 -193.747,88 -160.948,28 TIR -206,51 11,10 11,46 11,50 11,23