NEWSLETTER
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Nº4,DEZEMBRO 2005
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Um website sobre Gestão Integrada
de Zonas Costeiras!
“Longe vão já os dias quentes de Verão, enquanto aos nossos
pés se amontoam coloridas folhas de Outono. As primeiras
chuvas caem anunciando o Inverno e os dias vão-se tornando
cada vez mais curtos.”
Esta frase não significa porém que o trabalho da rede CoPraNet esteja a diminuir. Pelo contrário, a rede tem
estado muito ocupada com a realização de workshops, trocando experiências e ideias sobre como melhor
gerir as nossas zonas costeiras, algo de extremamente importante nestes dias de mau tempo e de
inundações costeiras que se aproximam. Durante este período, foram organizados quatro grandes
workshops, em Sifnos (Grécia), Sefton (Irlanda), Stepnica (Polónia) e Gran Canaria (Espanha).
Estatísticas de acesso ao website do projecto
Na proposta apresentada ao Programa Interreg IIIC, uns dos objectivos do projecto CoPraNet era ter entre
1500-3000 visitas por mês ao nosso website (http://www.coastalpratice.net). Durante os primeiros meses
do 4º período, as estatísticas de acesso ao website do projecto foram as seguintes:
Nº de visitas únicas
Nº de visitantes
Nº de acessos
Julho
339
974
18303
Agosto
392
1000
22609
Setembro
459
971
16776
Outubro
566
1274
20557
O projecto CoPraNet está também a definir requisitos de qualidade para a certificação QualityCoast (os
designados Tourism Quality Milestones, TQM). O Centro de Recursos Costeiros e Marinhos da
Universidade de Cork (Irlanda), um dos parceiros do projecto, levou a cabo, no porto de Cork, um exercício
para a validação e teste dos requisitos de qualidade para a certificação QualityCoast.
http://www.coastalpractice.net.
Índice
1 Um website sobre Gestão Integrada de Zonas Costeiras!
2 Acções piloto para testar os requisitos de qualidade para a certificação QualityCoast (TQM)
4 Relatórios dos workshops
10 Próximos Workshops
11 Projecto-Piloto da Barrinha de Esmoriz: um exemplo a nível nacional de GIZC
15 Reforço da Rede CoPraNet em Portugal - Novo Convite para integrar a Rede
17 Parceiros do CoPraNet
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Acções piloto para testar os
requisitos de qualidade
para a certificação QualityCoast
- Cathal O´Mahony
(Centro de Recursos Costeiros e Marinhos, Irlanda)
No workshop do projecto CoPraNet sobre “Turismo Sustentável e Áreas Marinhas Protegidas” (realizado em Fuerteventura, Ilhas
Canárias, Espanha, entre 31 de Janeiro e 5 de Fevereiro de 2005) os parceiros participantes deram início ao processo de
desenvolvimento de uma certificação de qualidade, transparente e internacional, para destinos turísticos costeiros sustentáveis.
Não se trata de certificar alojamentos ou outras actividades económicas, mas sim de atribuir uma certificação a um território que
demonstre estar a desenvolver medidas e acções que promovam um turismo mais sustentável. Conforme referido na newsletter nº3,
os requisitos de qualidade (TQMs) cobrem as seguintes áreas temáticas: Natureza, Capacidade de Carga, Qualidade Ambiental dos
Meio Hídricos e Sócio-Economia. Em Fuerteventura, os parceiros avaliaram também a necessidade de experimentar a aplicação de
subgrupos de indicadores a locais relevantes em termos de destinos turísticos costeiros. Indo de encontro a este compromisso, o
Centro de Recursos Costeiros e Marinhos da Universidade de Cork empreendeu um exercício piloto na região do porto de Cork,
durante os meses de Agosto e Setembro de 2005.
Porto de Cork
Embarcações no cais de Aghada, na costa a oeste do porto de Cork
(foto: Cathal O'Mahony)
(foto: Cathal O'Mahony)
Área Piloto
A área piloto inclui o porto de Cork e a zona terrestre envolvente,
uma mistura de aglomerados urbanos e áreas agrícolas. O porto
de Cork é semelhante a muitos outros lugares costeiros, na
medida em que é um ambiente com multi-usos e multi-recursos.
O porto de Cork é um dos maiores planos de água costeiros da
Irlanda e também o estuário mais industrializado, com uma
enorme concentração de empresas farmacêuticas, localizadas
nos limites da área portuária. Na área envolvente, existe
também alguma indústria pesada, tal como, construção naval,
industria de fertilizantes e produtos em aço, que tem estado
contudo em declínio ao longo da última década.
O porto e a sua área interior possuem um património natural e
construído muito rico e um conjunto de atracções para os
visitantes. Em termos de ambiente natural, o porto de Cork é um
sítio classificado, em termos de conservação da natureza, por
legislação nacional, e convenções europeias e internacionais,
como por exemplo SPA, SAC e Ramsar.
A actividade turística no Porto de Cork é muito centrada no
recreio aquático, património marítimo e sítios históricos. As
actividades recreativas aquáticas incluem vela, remo e pesca à
linha. A vila de Cobh, localizada na zona Norte do porto foi escala
de visita dos famigerados Titanic e Lusitânia.
No que se refere à história militar, a entrada do porto é
flanqueada por uma série de fortes e instalações militares, que
datam do século XIX. Existem ainda centros de visitantes e um
parque de vida selvagem localizados dentro dos limites desta
área portuária.
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Actividades Piloto
Para o exercício experimental foi seleccionado um conjunto
de 10 requisitos de qualidade. Tendo em vista optimizar o
feedback deste exercício, os requisitos de qualidade foram
escolhidos da lista preliminar de requisitos de qualidade já
desenvolvida para cada uma das áreas temáticas.
Uma vez seleccionados os requisitos, foi recolhida
informação para tornar os requisitos de qualidade
operacionais (isto é, torná-los adequados a uma correcta
informação sobre o destino turístico). A cada requisito, foi
atribuída uma definição operacional, de acordo com o seu
âmbito. Os métodos de medição utilizados no decurso das
actividades piloto foram variados, desde inquéritos aos
visitantes e análise de séries de dados recolhidos por
autoridades locais ou regionais ou agências Europeias (por
exemplo, CORINE).
Resultados
As actividades piloto de avaliação dos TQMs da certificação
QualityCoast do projecto CoPraNet, levadas a cabo no porto
de Cork, revelaram que, para alguns requisitos, existe um
potencial de desenvolvimento no sentido de poderem ser
verdadeiros instrumentos operacionais. Alguns aspectos
chave que emergiram deste exercício foram a
disponibilidade, a acessibilidade e a escala temporal dos
dados bem como a necessidade de serem desenvolvidas
ferramentas eficazes para a comunicação e a disseminação,
a nível local. Num contexto mais alargado, actividades piloto
ao nível do projecto CoPraNet deverão tomar em atenção:
 A futura aplicação destes requisitos de qualidade a todo o
território Europeu;
 A interacção com outros conjuntos de indicadores que
estejam a ser desenvolvidos por outras entidades ao nível
da zona costeira.
A disponibilidade de dados é um factor chave no
desenvolvimento de indicadores. No porto de Cork, a falta de
dados ao nível local é devida ao facto de não haver um registo
em primeira instância ou em resultado da amálgama de bases
de dados de nível regional nas quais as entidades locais se
perdem. A dificuldade em obter dados ao nível local (e no
caso presente, para o porto de Cork) pode inviabilizar a
utilização de determinados TQMs. Contudo, e como o
exercício piloto revelou, é possível colmatar as lacunas de
informação existentes, com uma relação custo-eficácia
elevada, através da realização de inquéritos standardizados.
Em certos casos, os dados estão disponíveis e acessíveis nas
entidades públicas que os recolhem. Contudo, a sua análise,
para determinados objectivos específicos de investigação,
torna-se difícil devido a constrangimentos de tempo e
recursos humanos. Muitos dos dados sobre o porto de Cork
estão acessíveis nas autoridades locais, mas apenas se tal
for feito através de contactos pessoais directos e não por vias
mais acessíveis tais como a Internet. Uma medida possível
para ultrapassar este obstáculo seria melhorar a ligação
entre as autoridades locais e as instituições de investigação
para optimizar a informação que pode ser obtida a partir de
dados já existentes. Redes orientadas para essa prática, tais
como o projecto CoPraNet, são uma forma efectiva de
produzir uma tal colaboração.
Em qualquer estudo de indicadores é crucial definir a escala.
Quando aqueles que gerem/lidam/actuam nas zonas
costeiras usam indicadores, como meio de comunicação com
os diferentes grupos de interesse, é necessário definir quer a
escala espacial quer a escala temporal. No que se refere aos
aspectos temporais, se a avaliação dos TQMs indicar
progressos favoráveis ou por outro lado, desfavoráveis,
relativamente ao percurso rumo à sustentabilidade, deve ser
assinalado que tal avaliação é baseada em dados recentes ou
dados de longo prazo (ou uma combinação dos dois).
No encontro de Gran Canária, realizado de 21 a 25 de
Novembro de 2005, denominado “Semana da Gestão Costeira
e do Turismo Sustentável”, este assunto voltou a ser debatido,
com diálogos construtivos entre todos os parceiros do
projecto CoPraNet envolvidos no desenvolvimento dos
requisitos para a avaliação da qualidade de destinos
turísticos costeiros. As diferentes abordagens dos diversos
parceiros, aspectos técnicos e a aplicação desses requisitos
a uma escala pan-Europeia, proporcionam discussões
interessantes e motivantes entre todos os parceiros.
Cathal O´Mahony ([email protected] ou +353 214 703 111)
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Relatórios dos Workshops
Grécia (Junho de 2005)
Durante quatro dias, de 10 a 13 de Junho de 2005, a Mediterranean SOS Network (MedSOS) organizou mais um
workshop do projecto CoPraNet, dedicado aos “Instrumentos e métodos de participação para a gestão sustentável dos
recursos marinhos, costeiros e insulares”, na ilha de Sifnos, Grécia. Participaram 50 delegados de oito países europeus.
Quiosque de informação, Sifnos
Alguns dos participantes na visita guiada, Sifnos
(foto: Michalis Theodoropoulus)
(foto: Michalis Theodoropoulus)
Todos os participantes estiveram activamente envolvidos num
processo de aprendizagem, tendo a informação teórica sido
combinada com a realização de exercícios práticos.
Após esta visita seguiu-se uma sessão prática, baseada em
ferramentas e métodos de envolvimento da comunidade local nos
processos de tomada de decisão, relativamente à protecção e
gestão sustentável dos recursos naturais. Foi pedido aos
participantes que delineassem uma abordagem integrada para
informar e envolver a comunidade local na gestão da área protegida,
com base nos conceitos introduzidos (por exemplo, a deliberação
integrada, os métodos de criação de capacidades e as ferramentas
específicas para a participação pública, tais como os inquéritos de
opinião, os mapas de prioridades e a avaliação de tendências, entre
outras) e na informação relativa ao caso de estudo do sítio da rede
NATURA 2000, apresentados nos dias anteriores. Os participantes
foram divididos em pequenos grupos para analisar a situação
existente, identificar os grupos de interesse da ilha e para
apresentarem todos os passos de uma abordagem integrada de
participação, informação, tomada de consciência das questões em
análise, deliberação, consulta e co-gestão, com vista ao
envolvimento dos grupos de interesse.
As sessões do workshop incluíram várias apresentações de
experiências e boas práticas trazidas da Dinamarca, Inglaterra,
França, Holanda e Turquia, no que respeita ao envolvimento activo
das comunidades locais na gestão integrada das zonas costeiras
(GIZC) assim como da importância das autoridades locais e outros
grupos de interesse nas estratégias de comunicação para a
implementação de acções conjuntas de GIZC.
Algumas organizações não governamentais (ONGs) fizeram
apresentações relativas ao seu papel de facilitador do processo
participatório no contexto da gestão integrada das zonas costeiras,
bem como de metodologias e ferramentas para esse fim.
As autoridades locais e outras entidades governamentais Gregas e
Italianas deram a conhecer o seu trabalho ao nível da
implementação de acções de Gestão Integrada das Zonas Costeiras
nas suas comunidades. Houve também uma apresentação sobre a
rede de instituições governamentais que gerem os recursos
costeiros e insulares da Grécia.
Durante uma das tardes, os participantes tiveram a oportunidade de
conhecer, através de uma visita guiada, um sítio importante do ponto
de vista arqueológico, com uma vista “anfiteátrica” sobre a única
área de Sifnos classificada como Sítio Natura 2000, tendo ficado a
conhecer alguns dos seus problemas, bem como as oportunidades
com que a área se debate. Nesta visita guiada foi fornecida
informação sobre este caso de estudo, necessária à compreensão
do exercício que estava previsto efectuar na sessão seguinte.
No dia seguinte, as conclusões dos grupos de trabalho foram
apresentadas à comunidade local e o workshop foi encerrado com
uma sessão pública sobre as oportunidades que o eco-turismo
representa para o desenvolvimento sustentável de Sifnos. Também
neste último dia, foi oficialmente constituída a Greek Coastal
Practitioners Network (GCPN). No encontro participaram 18
representantes de 5 autoridades locais, uma agência
governamental e 4 ONGs. Muitas autoridades locais, municípios e
associações profissionais, expressaram o seu entusiasmo em
participar e colaborar activamente na GCPN.
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Sefton (Setembro de 2005)
O Planeamento, a Implementação e a Monitorização de Obras de Defesa Costeira
O sexto workshop do projecto CoPraNet realizou-se em
Setembro de 2005 no Noroeste de Inglaterra, com o tema “O
Planeamento, a Implementação e a Monitorização de Obras de
Defesa Costeira”. Este Evento, uma iniciativa conjunta do Sefton
Metropolitan Borough Council e do North West Coastal Forum,
durou 5 dias e consistiu num seminário com visitas de campo.
Participaram no evento mais de 70 delegados, de todo o Reino
Unido e Europa, incluindo 7 delegados de 4 parceiros do projecto
CoPraNet.
A avaliar pelo debate gerado, pelas oportunidade de contacto e
pelo número de especialistas presentes, pode dizer-se que este
workshop foi um sucesso. O jantar do evento, realizado na
primeria noite, incluiu uma recepção de boas vindas a Sefton
pelo Presidente da Câmara, o Conselheiro John F. Walker.
Os objectivos do workshop foram:
 Examinar questões chave da gestão sustentável da erosão
costeira e das defesas contra as inundações, com exemplos do
Noroeste de Inglaterra como base de discussão;
 Rever as abordagens em termos de monitorização praticadas
aos diferentes níveis e as suas implicações no contexto mais
alargado da gestão integrada de zonas costeiras (GIZC);
 Apresentar diversas abordagens de defesa cos-teira e as suas
implicações no uso e na gestão sustentável da costa;
 Ponderar o tipo de investigação que é necessário realizar para
melhor informar os responsáveis pela gestão das zonas
costeiras.
O evento foi formalmente aberto pelo Chairman do North West
Coastal Forum e Director de Serviços da United Utilities,
Companhia de abastecimento e tratamento de águas do
Noroeste, Jeff Lang. Às suas palavras de boas vindas seguiu-se
uma breve introdução do projecto CoPraNet, como contexto do
workshop.
A primeira sessão, que teve como tema “Evolução da linha de
costa, Planeamento e GIZC - estabelecer o contexto”, serviu
para apresentar a realidade nacional do Reino Unido, no que diz
respeito ao planeamento de obras de defesa costeira e da gestão
integrada de zonas costeiras (GIZC) e assegurar que todos os
participantes pudessem retirar o máximo valor das
apresentações e visitas de campo seguintes.
A segunda sessão denominada “Monitoring for coastal change”
serviu para apresentar os aspectos mais técnicos da
monitorização da erosão costeira e abordou a forma como os
dados da evolução da linha de costa são recolhidos e usados
pelos municípios (http://www.seftoncoast.org.uk/shoreline.htm).
A sessão também serviu para apresentar o observatório costeiro
da baía de Liverpool, um programa de investigação, financiado
pelo Governo, de monitorização em tempo real da baía de
Liverpool (para mais informações consultar
http://cobs.pol.ac.uk). Foi também apresentado um outro
projecto de investigação, o COBRA (COastal Behaviour and
Rates Activity), o qual pretende medir e analisar o recuo de
arribas através de monitorização por satélite. Ainda durante a
segunda sessão, foram apresentados aspectos sobre a
intervenção humana na gestão de dados e a ligação entre esta e
a gestão integrada de zonas costeiras.
A terceira sessão debruçou-se sobre “Acções Antrópicas e
Alterações Climáticas”. Nela foram abordados os aspectos
emergentes das alterações climáticas, os seus efeitos, actuais e
previstos, e o seu impacto na erosão costeira e na gestão dos
diferentes tipos de costas, tais como os sistemas dunares e as
zonas húmidas. Demonstrou também a sua ligação ao turismo
sustentável, segundo a visão do projecto CoPraNet, ao analisar o
potencial impacto das alterações climáticas no turismo e
também ao demonstrar como a gestão do recuo da linha de costa
pode gerar novas oportunidades de turismo sustentável, como
por exemplo o proposto Parque Regional do Estuário de Ribble.
Esta sessão incluiu também uma contribuição de um parceiro do
projecto CoPraNet, o Centro de Recursos Costeiros e Marítimos
da Universidade de Cork, , sobre as alterações climáticas e a
erosão costeira na Irlanda, pelo Professor Robert Devoy.
Na última sessão foram apresentados casos de estudo e
projectos similares na Europa. Graham Lymbery do Sefton
Council fez uma apresentação do projecto INTERREG IIIB
CorePoint, no qual estão envolvidos os parceiros CoPraNet,
Sefton Council e Universidade de Cork, focando sobretudo a
forma como os dois parceiros estão a explorar o suporte do
processo de decisão nas zonas costeiras.
O Professor Bill Ritchie do Instituto de Ciências Costeiras e
Gestão da Universidade de Aberdeen, outra instituição parceira
do CoPraNet, fez uma apresentação sobre as dificuldades na
investigação por falta de medições adequadas da erosão
costeira de sistemas dunares. No final da sessão, foi
apresentado o trabalho do ”Channel Coast Observatory”
(http://www.channelcoast.org) que coordena a recolha e a
análise de dados a nível regional, que servem posteriormente
para informar as acções de defesa costeira e em particular, os
Planos de Gestão das Zonas Costeiras.
Outra componente importante deste evento foram as visitas de
campo. A primeira visita, dedicada à “Evolução de zonas
naturalmente vulneráveis”, compreendeu Formby Point, um
sistema dunar importante do ponto de vista da conservação da
natureza e do turismo e que está a ser erodido à taxa de 4.5m por
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ano, a Reserva Nacional da Natureza onde a erosão costeira
está a gerar pressões sobre a zona costeira (“coastal squeeze”),
impondo a necessidade de algumas decisões de gestão
controversas para manter a integridade deste importante
sistema dunar, as praias verdes de Sefton onde as práticas de
gestão mudaram para permitir a formação de zonas húmidas e da
duna embrinária. Foram também visitadas as novas defesas de
Southport, imediatamente a Norte da “Green Beach”, com o
objectivo de ver qual o impacto das defesas costeiras no
desenvolvimento de Southport como resort e também como a
arte pode ajudar a enquadrar melhor as obras de defesa.
A segunda visita foi efectuada aos resorts costeiros de
Blackpool e Morecambe. À semelhança de Southport, também
nestas cidades foram incorporados aspectos artisticos nas
novas defesas costeiras. Esta é uma boa medida uma vez que, ao
ajudar a enquadrar melhor as defesas, torna também a área
mais atractiva para os visitantes. Além de uma visita guiada, os
autores dos projectos artísticos fizeram apresentações sobre o
Plano Director de Blackpool, no qual se incluem outras formas
de tornar as defesas costeiras mais atractivas para o turismo e
sobre o projecto Tern na baía de Morecambe um projecto
artístico inovador de “turismo verde” nas novas defesas
costeiras (para mais informações consultar
http://www.tern.org.ok/) e, ligado ao tema da monitorização,
uma apresentação do Observatório Costeiro da baía de
Morecambe (monitorização através de imagens de satélite e
video), que se encontra actualmente em fase de
desenvolvimento.
O workshop terminou com uma visita a “Another Place”,
localizado na praia de Crosby em Sefton. Este interessante
“ponto de vista” compreende 100 estátuas idênticas colocadas
ao longo de 3 km de costa e até 1 km do mar. Através destes
elementos artísticos de Antonhy Gormeley, o número de
visitantes na praia de Crosby duplicou.
Um relatório completo deste workshop será produzido
brevemente. Para mais informações contactar Caroline
Salthouse North West Coastal Forum Secretariat, email:
[email protected], tel: +44 (0)1942 776941.
"Another Place” (Antony Gormley),
localizado na praia de Crosby,
em Sefton
Ilha de Hilbre, defesas costeiras do Sec. XIX
(foto: Caroline Salthouse)
(foto: Caroline Salthouse)
Polónia (Outubro de 2005)
Parque Natural do Odra-Delta
Projecto Tern na Baía de Morecambe
(foto: Caroline Salthouse)
A terceira e última visita foi realizada a Hilbre, uma pequena ilha
na embocadura do Estuário Dee, com biodiversidade e
património significativos, que se encontra em erosão. Existe
muito debate sobre a futura gestão da erosão nesta ilha e os
delegados puderam ver as defesas construídas à mais de 100
anos para fazer face aos problemas de erosão em curso das
arribas.
O Odra-Delta é uma lagoa de grandes dimensões, que ocupa
aproximadamente 13.000 km2 numa área transfronteiriça
entre a Polónia e a Alemanha. É rodeada por importantes
zonas húmidas, com fauna e flora muito diversificadas e
pequenas comunidades agrárias. Esta paisagem formou-se
ao longo de milhares de anos por processos naturais,
incluindo actividades glaciares. Actualmente esta paisagem
inclui prados, áreas inundáveis e turfeiras, num mosaico
diversificado de flora característica de zonas húmidas. O
Odra-Delta é uma importante área de nidificação e
alimentação de aves migratórias europeias, sendo aí possível
encontrar uma grande diversidade de avifauna.
O Parque Natural do Odra-Delta (PNOD) foi aberto
oficialmente pelo presidente do município de Stepnica a 7 de
Outubro de 2005. O PNOD cobre uma área de cerca de 2
700ha, incluindo áreas pertencentes à EUCC - Polónia na
parte oriental da lagoa (cerca de 1 000ha) e à Reserva
Nacional de Florestas de Czarnocin (450ha) e um conjunto de
terrenos agrícolas privados (100ha) e águas lagunares que
pertencem ao Estado Polaco.
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Após 10 anos de intenso trabalho desenvolvido
conjuntamente pela EUCC - The Coastal Union e a EUCCPolónia, com o apoio da Natuur-Monumenten - uma das
maiores Organizações Não Governamentais Holandesa, foi
possível a criação do Parque Natural do Odra-Delta. O Parque
Natural é um espaço que compreende áreas de reserva e
áreas onde se desenvolve agricultura extensiva sustentável,
mas é também um importante instrumento para a
conservação da natureza, para a educação ambiental e para
o recreio. Algumas das inovações, designadamente a
reintrodução de práticas agrícolas tradicionais de corte e
semeio, bem como de técnicas sustentáveis de gestão da
água, têm desempenhado um papel crucial na melhoria das
condições sócio-económicas das pequenas comunidades
rurais que rodeiam o Parque Natural do Odra-Delta. Todas as
áreas pertencentes à EUCC-Polónia e toda a área do Parque
Natural do Odra-Delta fazem parte de dois sítios da Rede
Natura 2000: os prados de Skoszewskie e a lagoa de Szcezcin.
Concluiu-se ainda da indispensabilidade dos fundos
financeiros na implementação da Rede Natura 2000. O modo
de candidatura e recepção desses mesmos fundos é tão
complexo que resulta no empobrecimento da gestão dos
sítios da Rede Natura, pelo que é imprescindível encontrar
formas de acesso aos fundos mais expeditas.
Rede Natura 2000
em Zonas Costeiras
A implementação da Rede Natura 2000 em zonas costeiras foi
outro dos tópicos discutidos neste workshop do projecto
CoPraNet. Entre os participantes do projecto CoPraNet e
representantes de outras instituições foi discutido o modo
como a Rede Natura está a ser implementada em cada um dos
países participantes; o grau de aceitabilidade da Rede Natura
2000 por parte dos cidadãos em geral e o grau de satisfação
que a implementação da Rede Natura está a suscitar. Foram
apresentados vários exemplos de como a Rede Natura está
a ser implementada em cada país. Verificou-se que a Rede
Natura foi introduzida e implementada de diferentes formas,
apesar de haver semelhanças quanto às dificuldades que
foram encontradas, nomeadamente a designação dos sítios
da Rede Natura pelas entidades governamentais, sem que
tenha havido discussão prévia com as comunidades locais.
Concluiu-se da necessidade de se promover uma
governância descentralizada da Rede Natura, de forma a
garantir que a designação dos sítios da Rede Natura vá de
encontro às necessidades locais e regionais. Tal desígnio
pressupõe uma aposta na educação, também no domínio
ambiental, assegurando que os conhecimentos ambientais
são dominados pelos grupos de interesse locais. Foi ainda
assumido que a participação pública deve sempre ser
incorporada em todas as medidas de gestão desde a sua
concepção, de modo a evitar ou minimizar conflitos.
Parque Natural do Odra-Delta, área assinalada a amarelo
(fonte: EUCC Polónia)
Pôr do sol em Stepnica, Polónia
(foto: Dave McAleavy)
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Projecto-Piloto do
Parque Nacional de Møn
Ainda no âmbito do workshop Rede Natura, Paul Debois, do
Gabinete de Planeamento e Natureza de Storstrøm County,
Dinamarca, apresentou o projecto-piloto da criação do
Parque Nacional de Møn. O projecto piloto para a criação
deste Parque Nacional, que inclui dois sítios da Rede Natura,
foi iniciado formalmente em 2003 pelo ministro do Ambiente. A
comunidade local de Møn foi fortemente encorajada a
participar durante um período de 2 anos, tendo sido solicitado
que fossem sugeridas quais deveriam ser as fronteiras e
conteúdos do Parque. As soluções a apresentar deveriam
reforçar os valores naturais e culturais, bem como promover
as possibilidades da sua experimentação. Em Julho de 2005 o
projecto-piloto, com um orçamento estatal de 600.000€ e um
contributo idêntico por parte do município, deveria estar
concluído.
O projecto compreende:
•Um Comité, com membros do estado, da região, do
município, de organizações privadas e representantes dos
agricultores locais;
•Secretariado com empregados do estado, da região e do
município;
Grupos de trabalho temáticos envolvendo cidadãos,
versando as seguintes temáticas:





Natureza e Geologia;
Património cultural e desenvolvimento rural;
Agricultura e Floresta;
Vida ao ar livre e turismo;
Dois grupos locais;
Observação de pássaros no Parque Natural do Odra-Delta
(foto: Heidi Pintamo-Kenttälä)
A concepção do projecto teve um significativo contributo por
parte da comunidade local. Diferentes grupos de interesse,
tais como agricultores, crianças e famílias, foram envolvidos
desde o início, e foram realizados diversos workshops sobre
o que significava para cada um deles, um parque nacional.
Em Dezembro de 2004 ocorreu um workshop de clarificação,
onde ideias e projectos produzidos ao nível local, puderam
ser apoiados e reforçados, desta feita com o contributo de
especialistas. Durante os primeiros meses de 2005 foram
realizadas várias palestras e debates e foram escritos pela
imprensa local, inúmeros artigos sobre o assunto. Por fim, foi
publicado e apresentado ao público, um relatório final,
incluindo os resultados e a análise dos grupos de trabalho,
que foi posteriormente entregue ao Ministro do Ambiente da
Dinamarca.
Em conclusão, o comité para o projecto-piloto do Parque
Nacional de Møn propôs a criação de um parque nacional em
2007, o que constituiria o primeiro parque nacional da
Dinamarca. Tal justificou-se não só devido aos fantásticos
valores naturais de Møn, mas também devido às
possibilidades de desenvolvimento e expansão económica
que seriam estimuladas devido à criação de um Parque
Nacional para Møn.
Duas áreas alternativas que poderiam ser criadas dentro do
parque nacional foram também apresentadas. Uma delas
consiste em praticamente toda a área ocidental de Møn,
Nyord e o mar envolvente, totalizando uma área de
aproximadamente 20.000 ha.
A outra alternativa envolve uma área mais pequena de
terrenos públicos com cerca de 1.000 ha. O comité realçou o
facto de que, quer o voluntarismo, quer o pagamento integral,
são condições essenciais para a criação do parque nacional
de Møn.
Nestas condições, o comité elaborou uma lista de objectivos
e estratégias para diferentes matérias: natureza, paisagem,
vida ao ar livre, cultura, emprego e organizações locais
dentro do parque nacional. Um dos exemplos é criar mais
pistas de ciclismo e uma rede mais organizada de trilhos
pedonais dentro da área. Outro, é restabelecer muitas das
áreas húmidas que entretanto foram “recicladas” para
outros fins. Esta recuperação de zonas húmidas é proposta
para um total de 3.300 ha. Contudo espera-se que o emprego
e a investigação não sejam as únicas áreas a sofrer um
desenvolvimento. É esperado que o turismo cresça numa
base sustentável e que a agricultura, usando métodos
sustentáveis, se expanda igualmente. Por último, o comité
declarou que o Parque Nacional de Møn não deveria ser
gerido por um gabinete central. Pelo contrário, advoga-se
que a comunidade local de Møn deva ter uma influência
crucial nos aspectos administrativos do Parque.
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O ministro discutirá os relatórios elaborados pelo Comité na Primavera de 2006, sendo esperada uma decisão no início de 2007.
Para mais informações sobre o projecto piloto do Parque Nacional de Møn, contactar Paul Debois ([email protected]) ou visite
o endereço http://www2.skovognatur.dk/Falster/nationalpark/
Área sugerida para o Parque Nacional de Møn
(fonte: STAM, Dinamarca)
Gran Canaria (Novembro 2005)
Entre 21 e 25 de Novembro de 2005, realizou-se em Las
Palmas, Gran Canaria, organizado pelo Instituto Canário de
Ciência Marinha, a Semana da Gestão Costeira & Turismo
Sustentável. O encontro consistiu basicamente no seguinte:
 Um Workshop sobre Gestão Sustentável do Litoral e do
Turismo;
 Um Workshop do Destilink sobre Qualidade da Natureza:
Turismo Sustentável em Áreas Naturais Sensíveis;
 Um “Cluster Meeting” sobre Desenvolvimento Sustentável
do Turismo;
 Visitas de estudo que mostraram os valores naturais e
turísticos da ilha de Gran Canaria.
Tratou-se de um evento co-financiado pelos projectos
Interreg IIIC - CoPraNet e Destilink, e onde também participou
o projecto SUVOT. A ideia foi aproveitar o facto de existirem
outros projectos financiados pela Comissão Europeia,
envolvidos em programas de desenvolvimento de turismo
sustentável para, pela primeira vez, realizar um “cluster
meeting”, que permitisse partilhar conhecimentos e
experiências entre projectos com alguns objectivos e pontos
comuns nomeadamente o facto de todos trabalharem em
prol de um desenvolvimento turístico sustentável.
O Destilink (Sustainable Tourism Destination Development Linking Rural Regions and Research Institutions in Europe) é
uma rede que procura definir estratégias para o
desenvolvimento de destinos de turismo sustentável, e para
os quais a certificação é um dos possíveis instrumentos de
desenvolvimento.
O Projecto SUVOT (Sustainable and Vocacional Tourism)
surge na sequência da “Rede das Cidades de Turismo
Sustentável” e pretende alargar as actividades desta rede ao
desenvolvimento do turismo vocacional, que considera uma
força de mercado impulsionadora de turismo sustentável.
Esta rede tem trabalhado com metodologias e instrumentos
que visam ajudar os municípios a melhorarem o planeamento
da oferta turística e a desenvolveram técnicas e
instrumentos de avaliação da capacidade de carga (por
exemplo a Região de Rimini, no Sul de Itália) e que estão
incluídas no “Knowledge Resources Guide”. No que diz
respeito ao projecto CoPraNet existe um claro interesse
nesta informação, bem como no aproveitamento da
experiência e conhecimento da rede SUVOT.
Para mais informação sobre estes projectos, contactar Yaiza
FernándezPalácio Vallejo, Instituto Canário de Ciência
Marinha ([email protected], phone: +34 657 87 72 36).
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NEWSLETTER
Galardão ECO XXI
Durante o Workshop do projecto CoPraNet, muitos parceiros,
à semelhança do CMRC (Coastal and Marine Resources
Centre), que apresentou o caso de estudo do porto de Cork,
apresentaram as actividades que foram desenvolvidas
relativamente à validação dos requisitos de qualidade para a
certificação QualityCoast. No final foi acordado que os
parceiros envolvidos na preparação dessa certificação iriam
prosseguir com as actividades consideradas mais
adequadas, no sentido de tornar os requisitos de qualidade
operacionais a utilizar num futuro programa de certificação.
A CCDR-C propôs o aproveitamento das sinergias resultantes
da colaboração com as iniciativas nacionais existentes, de
forma a desenvolver e implementar a certificação
QualityCoast em Portugal. Nesse contexto foi apresentado no
workshop, em linhas gerais, o projecto ECOXXI. Este é um
projecto da iniciativa da Associação Bandeira Azul da Europa
(FeePortugal) que tem como objectivos, entre outros,
contribuir para a aferição de indicadores de sustentabilidade
local, bem como reconhecer o esforço desenvolvido pelos
municípios na implementação de medidas / iniciativas /
políticas, em prol do ambiente, com especial ênfase na
Educação Ambiental. Esse reconhecimento é traduzido pela
atribuição do Galardão ECO XXI aos municípios que
demonstrem ter desenvolvido um tal esforço.
A ideia dos promotores do projecto é que o mesmo não seja
estático e hermético, sendo que a sua avaliação anual
permitirá, quer a melhoria dos indicadores quer do programa
na sua generalidade, contando para tal, com a contribuição
de uma Comissão Nacional, dos próprios municípios e das
restantes entidades envolvidas no projecto.
O Projecto movimentou já um elevado número de entidades
de nível nacional, regional e local, e mereceu o interesse e a
adesão de muitos municípios, 12% de adesão efectiva, com
manifestação do interesse de muitos mais. Os primeiros
certificados, após um ano piloto de desenvolvimento do
ECOXXI, foram atribuídos no dia 16 de Dezembro de 2005, no
Fórum Romeu Correia, em Almada.
Neste contexto, e no caso Português em concreto, a CCDR-C,
na qualidade de parceiro do projecto CoPraNet, empenhada
no desenvolvimento do programa de certificação
QualityCoast, considera que se poderá estabelecer uma
ligação frutuosa com este Projecto da ABAE, considerando
que há sinergias que decorrem do facto do ECOXXI:
• Ter já implementado junto das autarquias um procedimento
de candidatura que pode ser adaptado a este programa
de certificação;
• Ter desenvolvido todo um trabalho de divulgação dos
princípios subjacentes ao conceito de desenvolvimento
sustentável junto dos municípios o que facilita futuros
esforços a desenvolver;
• Ter desenvolvido um conjunto de indicadores e de
metodologias para a sua aferição, de forma fidedigna e
comparável. Há pois toda uma experiência que pode e deve
ser aproveitada nesta matéria;
• Assumir-se como um projecto aberto, não estático, em
melhoria contínua, o que abre as portas a colaborações
futuras;
•Possuir uma Comissão Nacional instituída e empenhada
num programa com objectivos e pontos comuns ao
programa de certificação QualityCoast;~
A ABAE mostrou todo o interesse numa colaboração futura
que se queira desenvolver no âmbito do projecto.
Para mais informações sobre o ECOXXI, consultar o site
http://www.abae.pt/ECOXXI/cand2005.htm.
PRÓXIMOS WORKSHOPS
Cork, Irlanda, Abril 2006
O Centro de Recursos Marinhos e Costeiros (CMRC), da
Universidade de Cork na Irlanda, será o anfitrião do
workshop “Addressing Public Perception of Changing
Coasts for Improved ICZM” que se realizará entre 4 e 6 de
Abril de 2006. O programa deste workshop estará
disponível em breve no website do projecto CoPraNet.
Contudo, será dada especial atenção às seguintes
questões:
•Como está a mudar a linha de costa?
•Que exemplos de práticas de boa gestão existem?
•Qual a mensagem a ser comunicada ao público e aos
planeadores?
•Como fomentar a percepção pública para melhorar a
gestão integrada das zonas costeiras (GIZC)?
Para informações, por favor contactar o CMRC pelo
telefone: +353 214 703 100 ou visitar o website
http://cmrc.ucc.ie/.
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NEWSLETTER
Projecto-Piloto da Barrinha de Esmoriz:
um exemplo a nível nacional de Gestão
Integrada das Zonas Costeiras (GIZC)
A Barrinha de Esmoriz constitui uma interessante e recente referência nacional da aplicação de boas práticas em
zonas costeiras. Envolve uma lagoa costeira integrada na Rede Natura 2000 situada na fronteira dos concelhos de
Espinho e Ovar, respectivamente da Região Norte e Centro, e que se encontra altamente degradada, devido a
décadas de incúria nacional, regional e local, dominantemente devido à deficientíssima qualidade da água que aflui
à Barrinha, proveniente da sua Bacia Hidrográfica que envolve os concelhos de Espinho, Ovar e Vila da Feira.
O processo para a resolução desta situação teve o empenhamento político nacional, através da Resolução de
Conselho de Ministros nº 176/2003 de 10 de Novembro, que declara a Barrinha de Esmoriz / Lagoa de Paramos uma
área crítica de recuperação ambiental que carece de intervenções urgentes, declara o interesse público das
intervenções a efectuar e criou uma Estrutura de Coordenação e Controlo das Intervenções na Área Crítica da
Barrinha de Esmoriz / Lagoa de Paramos (ECC).
Foi através desta estrutura, onde têm assento todas as entidades que podem contribuir para a resolução do
problema(1) que, através de uma acção concertada e planeada, foi desenvolvido um plano de acções para minimizar
o problema a curto, médio e longo prazo:
•A curto prazo foi desenvolvido um projecto experimental para controlar a ligação da lagoa ao mar de forma a
minimizar as cheias nas zonas ribeirinhas e a contaminação das águas marítimas, fonte de conflitos e disputas
várias entre os concelhos envolvidos face aos impactes nas populações e no turismo balnear, a par de um conjunto
de acções para intervenção nas linhas de água de montante e de sensibilização e que envolveu exposições e
promoção de acções sobretudo junto das populações locais e das camadas mais jovens;
•Em termos de médio prazo e por via da SIMRIA - Saneamento Integrado dos Municípios da Ria, cujo processo já
tinha sido iniciado antes da criação da ECC, foi desenvolvido todo o processo tendo em vista a despoluição de
montante, proveniente da bacia hidrográfica que aqui desagua, realidade que se espera que seja atingida nos
finais de 2006, princípios de 2007;
•Em termos de descontaminação do leito da Barrinha, objectivo de longo prazo, foram efectuadas as diligência
tendo em vista a necessidade de execução do Estudo de Impacte Ambiental, cuja avaliação deverá preceder
qualquer projecto de intervenção desta índole.
No que diz respeito ao projecto que permitiria a gestão controlada da barrinha ao mar e que nesta pequena nota
informativa merece particular atenção, cuja solução foi desenvolvido pela Direcção de Serviços do Litoral, da
Conservação da Natureza e de Infra-Estruturas (DSLCNI) da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento
Regional do Centro (CCDR-C) e executado em 2004, será conveniente primeiro entender o contexto em que foi
desenvolvido e realizado.
(1) De forma oficial integram a ECC praticamente todos os serviços operativos centrais do Ministério do Ambiente (GEP, INAG, ICN, IA e IR), as Câmaras
Municipais de Espinho, Ovar e Vila da Feira, as Águas de Portugal, a SIMRIA e as CCDR do Norte e Centro e de forma não oficial, que funcionava como um
grupo externo, a Capitania do Douro, o Regimento de Engenharia Militar de Espinho, as Juntas de Freguesia de Paramos e Esmoriz, os Bombeiros
Voluntários de Esmoriz, o Centro Distrital de Operações e Socorro de Aveiro e três associações não governamentais locais.
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A necessidade desta obra de gestão controlada, da ligação da Barrinha ao mar, surge no quadro de permanentes
conflitos locais entre as autarquias confinantes, com acusações mútuas devido aos fortes impactes gerados pela
má qualidade da água que aflui à Barrinha, pelas permanentes cheias nas zonas urbanas contíguas ao plano de
água e pela perda de qualidade das águas balneares, sendo como tal alvo de permanentes conflitos as aberturas e
encerramentos unilaterais da ligação ao mar.
Tais conflitos eram também objecto de disputa constantes em jornais locais e nacionais, uma vez que as frequentes
cheias, associadas à má qualidade de água, afectavam profundamente as populações ribeirinhas e
consequentemente a qualidade da água balnear, a imagem turística e comercial local, tendo inclusivamente sido a
causa da perda de algumas Bandeiras Azuis das praias marítimas contíguas.
A sensibilidade do local em diversas vertentes (em termos de conservação da natureza, contaminação de leitos e
águas, zona sob a influência do mar e de cheias, a qualidade de vida das populações e das águas balneares) e a
emergência de uma intervenção configuravam um quadro muito limitado de intervenção.
O projecto inspirou-se muito em anteriores intervenções pois, pelo menos desde a década de 60, que se registam
intervenções artificias de abertura a encerramento da laguna. No entanto tais intervenções eram descoordenadas e
totalmente destruídas sempre que a laguna atingia as cotas limites de contenção, geralmente com custos elevados
e com uma abertura de forma imprevisível, destruindo toda a obra executada.
Por outro lado não podiam ser construídas obras pesadas e fixas sem que primeiro fossem efectuados os
necessários estudos e avaliações, quer em função das sensibilidade do meio, quer no quadro das acções prévias
que a lei exige e mesmo das soluções definitivas a tomar. De facto, uma vez despoluída a bacia, que se presume
ocorra em 2007, muito provavelmente poderá não ter justificação manter a obra, pelo menos com esta configuração.
Tudo apontou para a necessidade de execução de uma estrutura com carácter provisório, mas capaz de suportar o
meio agreste que as cheias e a acção do mar e dos ventos iriam provocar, mas que permitisse uma abertura e
encerramento controlado da ligação ao mar, sem destruição e reconstrução permanente de toda a obra.
A solução envolveu a execução de um dique de areia para contenção das águas da lagoa, muito semelhante às
estruturas executadas em anos anteriores com a diferença que a foz foi fixada e formalizada através de dois
encontros em madeira. Entre estes dois encontros foi definido um dique fusível, também em areia (Figuras 1 e 2)
Figura 1. Desenhos de pormenor do projecto da obra da foz (à direita) e vista 3D do projecto (à direita).
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prática balnear uma vez ouvidas todas as entidades com
responsabilidade. Todo o processo é efectuado com a
participação das diversas entidades envolvidas e com
devida divulgação prévia da acção.
Figura 2. Vista dos encontros de madeira na fase de construção da obra.
Toda a gestão do caudal é efectuado através do dique
fusível, que funciona também como mecanismo de
protecção contra cheias já que este se encontra
construído a uma cota inferior ao restante dique. Quando
o nível do plano de água no interior da Barrinha é superior
a determinada cota, o dique fusível “funde” e dá-se a
ligação automática da barrinha ao mar. A cota do dique
fusível foi determinada pelas cotas de segurança das
populações que se encontram na envolvente e a
montante da barrinha, e que todos os anos, por altura de
grande pluviosidade ou quando o mar fechava a barrinha,
eram afectadas pelas cheias.
Por outro lado, uma vez que a foz está fixa, existe uma
ligação preferencial da barrinha ao mar na praia, o que
permite mais facilmente uma abertura a cotas
adequadas e que por sua vez também facilita o
encerramento da barrinha através do dique fusível, já
que o local de intervenção está muito mais confinado
(Figura 3).
Figura 3. Imagem aérea da Lagoa de Esmoriz, vendo-se a implantação dos diques
de areia e o leito preferencial da foz induzida pelos encontros fixos no dique
(Foto, Renato Henriques)
É apenas através da gestão do dique fusível (com 30 m de
extensão) que se procede à abertura e encerramento da
ligação do mar à lagoa sem ter que se destruir todo o
dique.
Todo o dique artificial de areia com o dique fusível
colocado serve para reter as águas da barrinha e toda a
poluição associada, durante a época balnear, impedindo
a contaminação das praias. Quando o nível de água no
interior da Barrinha atinge a cota de segurança é
planeada a sua abertura, geralmente ao fim do dia, tendo
em conta ventos, marés, agitação marítima e períodos de
maior procura da praia. Cumulativamente e de forma
cautelar é suspensa a actividade balnear nos dias
imediatos e que é retomada quando as condições
óptimas se verificarem para o restabelecimento da
Muito embora a fase de obra se tenha prolongado pela
época balnear de 2004, foi possível, graças ao esforço
conjunto de várias entidades (Administração de Saúde,
Polícia Marítima, Câmara Municipal, etc.) garantir uma
abertura controlada da barrinha (isto é, escolhidas as
condições mais favoráveis de maré e correntes) por
forma a evitar a contaminação das praias a jusante.
Durante o Inverno, e tratando-se de um período em que
não há actividade balnear nas praias, a ligação da
barrinha ao mar faz-se naturalmente entre os encontros
que garantem um escoamento directo ao mar, evitando a
meandrização das águas e garantindo uma auto-limpeza
da lagoa, uma vez que o escoamento das águas, sob a
influência das marés, passou a fazer-se mais
frequentemente nos dois sentidos. Mesmo assim e
quando não há pluviosidade, o mar tem tendência a
encerrar a ligação, sendo no entanto muito mais fácil
repor a abertura, caso a obra não tivesse sido feita.
Actualmente e com a experiência adquirida na gestão da
obra, conclui-se que esta é totalmente eficaz para o
objectivo que se propôs, tendo no entanto sido
identificadas as seguintes necessidades de correcção
(Figuras 4 e 5):
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NEWSLETTER
Figura 4. Embocadura da Barrinha, com o dique fusível colocado
(Foto, António Mota Lopes)
Figura 5. Embocadura da Lagoa de Esmoriz, aberta para o mar, após destruição do
dique fusível em situação de maré viva
(Foto, António Mota Lopes)
•inicialmente o projecto previa a gestão do nível da
laguna também através de uns tubos, para gerir
pequenos caudais, muito embora hoje se reconheçam
enormes dificuldades da sua utilização, face ao
permanente assoreamento dos tubos, quer por acção
eólica quer hidráulica. Atendendo a que a gestão a
partir do dique fusível é suficiente e eficaz, a tendência é
para não se utilizar os tubos;
•outra alteração ao inicialmente delineado foi a
colocação do dique fusível entre os dois encontros, uma
vez que envolvia o trabalho de máquinas pesadas no
leito, que por ser geralmente constituído por material
lodoso e fino, poderia ameaçar a integridade das
máquinas. Atendendo a que o mar fechava
naturalmente a laguna na praia, a gestão do dique
fusível passou a ocorrer onde o mar naturalmente
encerra a laguna e não entre os encontros da obra, sem
que se tenha prejudicado a eficácia da gestão da
ligação;
Figura 6. Locais de maior fragilidade da obra, na zona de transição ente o
encontro em madeira e o dique de areia e para onde se propõe a colocação
de geotêxteis
(Foto, António Mota Lopes)
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Reforço da rede CoPraNet em Portugal Novo Convite para integrar a Rede
Objectivo da Rede
O projecto CoPraNet tem por objecto duas áreas da
Gestão Integrada de Zonas Costeiras (GIZC), o Turismo
Sustentável e a Erosão Costeira. O objectivo é promover
a troca de boas práticas de GIZC entre os parceiros, no
sentido de produzir um conjunto de indicadores de
qualidade para destinos turísticos, baseados na
sustentabilidade e num guia de gestão de praias e
erosão, produzido em vários idiomas. Estes resultados
serão também alcançados através da realização de três
conferências e dez workshops. Adicionalmente, será
desenvolvido um website e produzidas duas
newsletters (ambos em pelo menos seis línguas
diferentes), uma base de dados Europeia de projectos
de GIZC com uma interface em diversos idiomas, um
glossário GIZC incorporando novas tecnologias
informáticas e exemplos de boas práticas de GIZC.
Interesse na rede alargada
do CoPraNet
Das cerca de 100 Instituições que se candidataram a
tornar-se parceiros do projecto CoPraNet em 2002/03,
apenas 21 puderam ser incluídos neste projecto. No
entanto, espera-se que a rede actual sofra um
alargamento até ao final do projecto.
Assim, pretende-se que a rede CoPraNet seja o mais
abrangente possível e integre todos os que de alguma
maneira desenvolvem a sua actividade nas zonas
costeiras. No final dos três anos do projecto a rede
deverá funcionar de forma autónoma, tal como definida
na Estratégia da Comissão Europeia. O IHRH e a CCDRC, na qualidade de parceiros do CoPraNet, estão
actualmente a dirigir convites a diversas Instituições
para colaborarem num melhor desenvolvimento da
“Coastal Practice Network” e daí retirarem também,
algum proveito para as suas actividades.
Benefícios em aderir
ao CoPraNet
Ao participar da rede alargada do CoPraNet a sua
Instituição terá acesso a um conjunto de exemplos de
boas práticas de gestão de zonas costeiras, tanto em
áreas geográficas onde a rede está implementada
(âmbito Europeu) como noutras (âmbito Mundial). Os
principais veículos de informação utilizados pela rede
são o website do projecto, as newsletters e o ehelpdesk. O acesso privilegiado a estes veículos de
informação está garantido a todas as Instituições que
integram a rede alargada do CoPraNet.
Adicionalmente, poderá participar nas 3 conferências
anuais e nos 10 workshops temáticos, que contarão
com a participação de especialistas convidados.
Integrar a rede alargada do CoPraNet permitirá
também às Instituições apresentar e promover o
trabalho efectuado em prol da Gestão Integrada de
Zonas Costeiras, nas vertentes do turismo sustentável e
da erosão, assegurando sem qualquer custo adicional
um meio de publicidade importante. É de salientar ainda
o enorme beneficio que no futuro poderá advir dos
contactos estabelecidos no âmbito do projecto e que
poderão permitir futuras parcerias em projectos
relacionados.
Mais fundos para
o projecto CoPraNet
Durante o encontro de trabalho que teve lugar num dos dias do
workshop de Gran Canaria, os parceiros do projecto CoPraNet
concordaram num conjunto de acções a desenvolver durante o ano de
2006, tendo em atenção que o projecto terá a possibilidade de obter
fundos adicionais da União Europeia. Com efeito o CoPraNet foi um dos
12 projectos, de entre 264, que cumpriram os critérios apresentados
pela Comissão Europeia para a candidatura a fundos adicionais, que se
destinam preferencialmente ao financiamento de actividades de
promoção e disseminação do projecto e dos seus resultados.
Nesse contexto, as actividades propostas pelos parceiros presentes
foram: tradução e produção de publicações, nomeadamente da
brochura produzida pela EUCC Holanda, sobre GIZC; a realização de um
filme; a organização de fóruns/workshops nacionais; outras actividades
de disseminção.
A decisão final da Comissão Europeia relativamente à proposta global
de financiamento adicional para o CoPraNet só será conhecida em
finais de Janeiro de 2006. As actividades propostas pelos diversos
parceiros da rede vão de encontro aos objectivos de promoção e
disseminação propostos pela UE.
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Formulário de Contacto do Parceiro Associado
Este formulário serve para que os parceiros IHRH e CCDR-C conheçam as actividades,
interesses e potencial do Parceiro Associado, no âmbito da Gestão Integrada de Zonas
Costeiras (GIZC), nas vertentes do turismo e da erosão.
INFORMAÇÕES do Parceiro Associado
Nome legal :
Tipo de Instituição :
(Instituição Pública, Autoridade Pública, Estrutura Privada, ONG)
Rua e Nº :
Código Postal :
Localidade :
Tel. :
Fax :
Contacto:
E-mail :
Data :
@
Assinatura :
A. GIZC na vertente do Turismo Sustentável
1. Descrição das principais actividades
B. GIZC na vertente da Erosão Costeira
1. Descrição das principais actividades
Se a sua instituição está interessada em fazer parte da rede alargada do projecto CoPraNet por favor devolver
este formulário preenchido para o IHRH, por via postal ou, em alternativa, por e-mail para o Prof. Francisco
Taveira Pinto através do endereço [email protected].
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Parceiros do CoPraNet
AICSM da Universidade de Aberdeen,
CCDR Centro
CMRC da Universidade de Cork
COMREC
Down District Council
EUCC - The Coastal Union
Fundação IHE Delft
ICCM das Canárias
IHRH/FEUP
Mediterranean SOS Network
Ministério do Interior do Estado de Schleswig-Holstein
Município de Calvia
Município de Samothraki
Município de Zandvoort
RIKZ
Rivages de France
Sefton Metropolitan Borough Council
Stepnica Local Community
Storstrøm County
Université du Littoral
WL Delft Hydraulics
Reino Unido
Portugal
Irlanda
Suécia
Reino Unido
Holanda
Holanda
Espanha
Portugal
Grécia
Alemanha
Espanha
Grécia
Holanda
Holanda
França
Reino Unido
Polónia
Dinamarca
França
Holanda
http://www.abdn.ac.uk/aicsm
http://www.ccr-c.pt http://www.dra-centro.pt
http://www.cmrc.ucc.ie
http://www.sh.se/comrec
http://www.downdc.gov.uk
http://www.eucc.nl
http://www.ihe.nl
http://www.gobiernodecanarias.org/iccm
http://www.fe.up.pt/ihrh
http://www.medsos.gr
http://www.landesplanung.schleswig-holstein.de
http://www.calvia.net
http://www.samothraki.gr
http://www.zandvoort.nl
http://www.rikz.nl
http://www.rivagesdefrance.org
http://www.sefton.gov.uk
http://www.stepnica.pl
http://www.stam.dk
http://www.univ-littoral.fr
http://www.wldelft.nl
EDITORIAL
Esta versão da newsletter do projecto CoPraNet foi elaborada conjuntamente pelo Instituto de
Hidráulica e Recursos Hídricos (IHRH) e pela Comissão de coordenação e Desenvolvimento
Regional do Centros (CCDR-C).
Colaboraram neste número:
Prof. Fernando Veloso Gomes
Prof. Francisco Taveira Pinto
Engª. Luciana das Neves
Instituto de Hidráulica e Recursos Hídricos
Rua do Dr. Roberto Frias, s/n
4200-465 Porto
telf: +351 22 508 1907 | fax: +351 22 508 1952
Eng. António Mota Lopes
Drª. Teresa Carvalho
Engª. Margarida Nunes
Comissão de Coodenação e
Desenvolvimento Regional do Centro
Rua Bernardim Ribeiro, 80
3000-069 Coimbra
telf: +351 239 850 230 | fax: +351 239 400 193
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