FACULDADE SANTA TEREZINHA - CEST
COORDENAÇÃO DO CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO AMBIENTAL
PLANO DE ENSINO 2015.1
DADOS DA DISCIPLINA
CÓDIGO
NOME
972
GESTÃO INTEGRADA
DE BACIAS
HIDROGRÁFICAS
CARGA
HORÁRIA
80 hs (40 hs
teóricas e 40 hs
práticas)
PERÍODO
HORÁRIO
4º
Segunda - Feira
19:00 às 20:40 hs
PROFESSOR (A)
Me. Rafael Ferreira Maciel
EMENTA
A bacia hidrográfica como unidade de planejamento. Divisão hidrográfica brasileira e
maranhense. Degradação e manejo integrado de bacias e microbacias hidrográficas e seus
atributos (margem esquerda e direita, rugosidade, etc.). Dinâmica da água em bacias
hidrográficas. Formas de uso e ocupação do solo em bacias e alterações climáticas (em
termos micro e meso) destes processos. Conflitos socioambientais e econômicos em formas
de uso e ocupação do solo em bacias quando não há planejamento prévio. Diagnósticos e
prognósticos em bacias hidrográficas maranhenses. Estudo de caso de uma bacia hidrográfica
maranhense: visitas de campo, diagnóstico ambiental, avaliação e proposições.
OBJETIVOS DA DISCIPLINA
Geral
 Compreender a bacia hidrográfica no âmbito do planejamento, com os seus elementos
de interação físicos e humanos.
Específicos
 Explicitar o conceito de gestão integrada dos recursos hídricos, entendendo a bacia
hidrográfica como elemento do planejamento a partir da teoria geral de sistemas,
 Compreender os elementos componentes da bacia hidrográfica e suas interações,
relacionando-os e diferenciando-os conceitualmente no funcionamento da bacia
hidrográfica, além de perceber as interações ambientais entre montante e jusante;
 Analisar o papel dos agentes no uso e nos conflitos de uso de bacias hidrográficas,
expondo legislação, papel de instituições e atores;
 Perceber as interdependências entre o uso da terra e a gestão dos recursos hídricos em
diferentes locais de uma bacia hidrográfica;
 Entender o papel do diagnóstico e prognóstico ambiental no planejamento de bacias
hidrográficas.
FACULDADE SANTA TEREZINHA - CEST
COORDENAÇÃO DO CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO AMBIENTAL
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
UNIDADE I – A BACIA HIDROGRÁFICA COMO ELEMENTO DO PLANEJAMENTO (11
horas/aula)
1.1 O planejamento de bacias hidrográficas
1.2 Princípios da gestão integrada de recursos hídricos.
1.2.1 Teoria Geral de sistemas e planejamento ambiental
1.2.2 Interações e sistemas ambientais.
UNIDADE II – POLÍTICA E PLANEJAMENTO AMBIENTAL EM BACIAS (15 horas/aula)
2 Quadro e política institucional da gestão dos recursos hídricos nas bacias hidrográficas.
2.1 Mecanismos de atribuição de recursos hídricos. Regime Jurídico. Títulos de utilização de
recursos hídricos;
2.2 Licenciamento;
2.3 Custo e valor da água;
2.4 Regime econômico e financeiro;
2.5 Planos de Ordenamento de recursos hídricos;
2.5.1 Planos de bacias hidrográficas;
2.6 Divisão hidrográfica brasileira e maranhense.
UNIDADE III – ELEMENTOS COMPONENTES DA BACIA HIDROGRÁFICA E SUAS
INTERAÇÕES (11 horas/aula)
3.1 Dinâmica da água em bacias hidrográficas.
3.2 Componentes e atributos de bacias hidrográficas e suas interações;
3.3 Ciclo hidrológico em bacias hidrográficas;
3.3.1 Águas superficiais;
3.3.2 Águas subterrâneas.
UNIDADE IV: FORMAS DE USOS E DEGRADAÇÃO AMBIENTAL (11 horas/aula)
4.1 Degradação e manejo integrado de bacias e microbacias hidrográficas
4.2 Formas de uso e ocupação do solo em bacias e alterações climáticas (em termos micro e
meso) destes processos.
4.3 Uso da terra e dos recursos hídricos nas sub-bacias hidrográficas de montante;
4.3.1 Gestão de caudais e do transporte de sedimentos.
UNIDADE V – CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS E ECONÔMICOS EM FORMAS DE USO E
OCUPAÇÃO DO SOLO EM BACIAS (16 horas/aula)
5.1 Conflitos socioambientais e econômicos em formas de uso;
5.2 Ocupação do solo em bacias;
5.3 Planejamento de uso em bacias e mitigação de conflitos;
5.3.1 O caso do agronegócio e impactos no uso de agrotóxicos;
5.3.2 O caso da expansão da cadeia produtiva carvão-ferro-aço;
5.3.3 Outros casos no Maranhão
5.4 Intervenções em conflitos.
UNIDADE VI – METODOLOGIAS DE DIAGNÓSTICOS EM BACIAS HIDROGRÁFICAS (16
horas/aula)
6.1 Diagnósticos e prognósticos em bacias hidrográficas maranhenses;
6.2.1 Métodos de diagnósticos;
6.3.2 Diagnósticos e avaliações ambientais;
6.4.3 Diagnósticos e Intervenções.
FACULDADE SANTA TEREZINHA - CEST
COORDENAÇÃO DO CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO AMBIENTAL
PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS
Aulas expositivas com debates em sala de aula;
Discussão de textos e estudos orientados;
Avaliação de casos em sala de aula;
Aulas práticas em áreas de interesse na ilha do Maranhão e em bacias hidrográficas no
continente.
TRABALHOS DISCENTES EFETIVOS – TDE’s – 16 HORAS
1º TDE
– Artigo: A BACIA HIDROGRÁFICA COMO UNIDADE TERRITORIAL DE PLANEJAMENTO E
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (Leitura e produção de texto acadêmico a partir da
leitura e dos temas do artigo em questão) (4h);
2º TDE
– Artigo: GESTÃO INTEGRADA DE BACIAS HIDROGRÁFICAS E ZONAS COSTEIRAS NO
BRASIL IMPLICAÇÕES PARA A REGIÃO HIDROGRÁFICA AMAZÔNICA (Leitura e produção
de artigo científico tomando por base o texto em questão) (6h);
3º TDE
– Diagnóstico de bacia hidrográfica a partir das visitas de campo feito em grupo (6h)
RECURSOS DIDÁTICOS
Quadro branco e pincel;
Apresentações de slides em data-show;
Textos, Imagens de satélite, cartas geográficas/topográficas, mapas.
Estudos ambientais, Planos e Projetos ambientais ligados a bacias hidrográficas.
SISTEMA DE AVALIAÇÃO
A avaliação tem caráter processual e diagnóstico, objetivando o acompanhamento do
desempenho do aluno no decorrer da unidade de estudo.
Devem ser considerados aspectos qualitativos principalmente com a participação ativa
nas aulas e atividades acadêmicas;
Relacionamento aluno-professor e aluno-aluno,
Cooperação e competência fundamentada na segurança dos conhecimentos adquiridos, a
autonomia para aprofundar os conhecimentos
Pontualidade, o cumprimento de prazos na entrega de trabalhos.
- discussão de temas relacionados aos conteúdos;
- exercícios escritos;
Além dos aspectos qualitativos, serão observados os critérios objetivos regimentais: três
notas parciais (uma por mês, a cada 1/3 do conteúdo trabalhado, cumulativamente ou não) que
serão compostas da seguinte forma:
- avaliações escritas individuais (provas) na proporção mínima de 70% para composição
da nota;
- atividades acadêmicas individuais, na proporção de até 30% (quando estas se fizerem
necessárias) para a composição da nota.
Estão previstas como atividades acadêmicas:
- leitura, análise, estudo dirigido de artigos científicos e livros;
- Elaboração de texto acadêmico
- Elaboração de artigo científico
- Elaboração de Relatórios referentes a diagnósticos em bacias hidrográficas
maranhenses utilizadas como estudo de caso.
Em consonância às normas institucionais, não obtendo média para aprovação a partir das
três notas parciais, o discente poderá fazer provas substitutiva e final.
FACULDADE SANTA TEREZINHA - CEST
COORDENAÇÃO DO CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO AMBIENTAL
Distribuição de atividades por avaliação
1ª Avaliação
Prova Escrita (70%) + Trabalho com o artigo “GESTÃO INTEGRADA DE BACIAS
HIDROGRÁFICAS E ZONAS COSTEIRAS NO BRASIL IMPLICAÇÕES PARA A REGIÃO
HIDROGRÁFICA AMAZÔNICA (Artigo científico tomando por base o texto em questão (30%)
2ª Avaliação
Prova Escrita (70%) + Relatório das práticas em campo (30%)
3ª Avaliação
Prova Escrita 100%
ARTIGO CIENTÍFICO E TEXTO PARA ATIVIDADES ACADÊMICAS
 RESCHILIAN, Paulo Romano; BEVILACQUA, Andréa Francomano. A BACIA
HIDROGRÁFICA COMO UNIDADE TERRITORIAL DE PLANEJAMENTO E
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. In: Anais do Encontro Nacional da Anppas.
Belém: ANPPAS, 2012.
 NICOLODI, João Luiz; ZAMBONI, Ademilson; BARROSO, Gilberto Fonseca. Gestão
Integrada de Bacias Hidrográficas e Zonas Costeiras no Brasil Implicações para a
Região Hidrográfica Amazônica. Revista da Gestão Costeira Integrada. S/D: Univali.
9(2):9-32, 2009.
 ARAÚJO, Lincoln Eloi de; SOUSA, Francisco de Assis Salviano de; MORAES NETO,
João Miguel de; SOUTO, Jacob Silva; REINALDO, Lediam Rodrigues Lopes Ramos.
BACIAS HIDROGRÁFICAS E IMPACTOS AMBIENTAIS. S/D (mimeo)
REFERÊNCIAS
Básicas
MASCARENHAS, S. O Estudo de Bacias Hidrográficas Uma estratégia para educação
ambiental São Carlos, RiMa, 2002.
REBOUÇAS, A.C.; BRAGA, B.; TUNDISI, J.G. Águas doces no Brasil: capital ecológico, uso e
conservação. São Paulo: Escrituras Editora, 2006. 748p.
VENTURI, Luis Antonio Bittar (org.). Praticando a geografia: técnicas de campo e laboratório
em Geografia e análise ambiental. São Paulo: Oficina de Textos, 2005.
Complementares
CAMARGO, A. Conceitos de bacias hidrográficas: teorias e aplicações. Editus- UESC,
2002.
ANDREOLI, C. V. Mananciais de abastecimento: planejamento e gestão. Rio de Janeiro:
ABES, 2003.
LAGO, P.F. A consciência ecológica: a luta pelo futuro. Florianópolis: Ed. da UFSC. 1991.
ROCHA, J.S.M. Manual de manejo integrado de bacias hidrográficas. Santa Maria:
Imprensa Universitária, 1991.
BRESSAN, D. Gestão racional da natureza. São Paulo. 1996.
FACULDADE SANTA TEREZINHA - CEST
COORDENAÇÃO DO CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO AMBIENTAL
São Luís, 25 de Novembro de 2014.
_____________________________
Prof. Me Rafael Ferreira Maciel
___________________________________
Profª. Ma. Jethania Glasses Cutrim Furtado
Coordenadora
Aprovado em Conselho de
Curso no dia 20/11/2014
Download

Arquivo PDF