RELATÓRIO QUINQUENAL DA ACTIVIDADE PEDAGÓGICA E CIENTÍFICA DA PROFESSORA AUXILIAR Adriana Conceição Silva Pereira Bebiano Nascimento Com vista à sua nomeação, a título definitivo, como Professora Auxiliar Desde que defendi a minha tese Doutoramento em Literatura Inglesa, em 7 de Abril de 2003, e após ter sido nomeada Professora Auxiliar do Grupo de Estudos AngloAmericanos, a minha actividade tem-se desenvolvido nos seguintes campos: 1. Docência. 2. Investigação, Produção e Publicação de Textos. 3. Conferências e Participação em Congressos e Outras Reuniões Científicas. 4. Participação em Júris de Provas Académicas. 5. Exercício de Cargos e Participação na Vida Institucional da UC. 6. Actividades de Extensão Universitária. 7. Internacionalização. 1. Docência No que respeita ao primeiro ponto deste relatório, desde que defendi a minha dissertação em Abril de 2003, a minha docência distribuiu-se por 8 cadeiras e seminários: 4 cadeiras curriculares e 1 cadeira de opção condicionada ao nível da Licenciatura em LLM e /ou LM; 1 cadeira de opção transversal; 1 cadeira na licenciatura em Estudos Artísticos (que dará origem ao seminário Teatro e Poder, do 2º ciclo em Estudos Artísticos, como adiante se verá); 1 seminário oferecido simultaneamente aos 2ºs ciclos em Estudos Feministas e em Estudos AngloAmericanos. Reflectindo as duas reformas curriculares que tiveram lugar na Faculdade de Letras, e em particular nas Línguas Modernas, durante estes anos, as cadeiras em apreço foram todas, à excepção de uma – a saber, Literatura Inglesa III – cursos inteiramente novos, nas áreas da literatura de expressão inglesa – com particular destaque para William Shakespeare – da cultura britânica, dos estudos feministas, dos estudos teatrais e das práticas de leitura e escrita. Passo a descriminar: 1. Literatura Inglesa I (1º semestre de 2005-2006): curso antológico (survey course) semestral de poesia e drama em inglês, para alun@s da Licenciatura 1 em Línguas Modernas. Este curso tinha por objectivo familiarizar @s alun@s com alguns d@s autores mais representativ@s da poesia e do drama em língua inglesa, desde a produção literária anglo-saxónica até textos nossos contemporâneos. Partindo da ideia que a literatura imita a literatura, e socorrendo-se de uma contextualização histórica e cultural, o curso procurou mostrar como épocas diferentes reescrevem à sua imagem um conjunto de temas e preocupações de manifesta continuidade. 2. Literatura Inglesa III (1º semestre de 2006-2007): um curso semestral de introdução ao texto dramático de William Shakespeare, que resulta de uma adaptação ao novo currículo semestralizado do curso anual que leccionava anteriormente (e que leccionei ainda no ano lectivo de 2003-2004). Abordava os géneros dramáticos praticados por Shakespeare – comédia, tragédia, drama histórico – sob perspectivas teóricas diversas. Partia de uma reflexão sobre o poder das representações literárias para, simultaneamente, reflectir realidades presentes e mudar essas mesmas realidades. As relações de poder – rei/súbditos, pais/filhos, feminino/ masculino – foram centrais neste trabalho de análise crítica. 3. Literatura Inglesa IV (2º semestre de 2005-2006): com o título “Shakespeare, Erotismo e Morte”, este curso, inteiramente novo, foi oferecido como opção condicionada para as licenciaturas em LM no ano referido. Partindo de um conjunto de três tragédias de William Shakespeare – Romeo and Juliet, Antony and Cleopatra e Othelo – o curso discutiu as representações do erotismo e da morte nas peças em apreço e reflectiu sobre a sua contribuição para a(s) forma(s) de imaginar o erotismo e o amor na nossa contemporaneidade. Foi feita uma abordagem comparativa com vários textos contemporâneos de diversos géneros, procurando as linhas de continuidade e de ruptura com a matriz shakespeariana. Dado o sucesso deste curso – com 100% de aprovações, experiência única na minha carreira docente – decidi oferecê-lo de novo no ano lectivo em curso, onde preencherá o lugar da cadeira curricular de LM, Literatura Inglesa 3, no 2º semestre. 4. Cultura Inglesa 1 (2º semestre de 2006-2007): o curso pretendeu responder à necessidade, sentida pel@s docentes do GEAA, de colmatar lacunas no conhecimento d@s alun@s sobre a história das ilhas britânicas. Usando como material de base textos historiográficos, biografias e filmes biográficos de heróis e heroínas das ilhas britânicas, foi abordada a história da formação da nação “inglesa”, desde a ocupação romana até a Segunda Guerra Mundial. A hegemonia inglesa foi cotejada com versões da história vindas das “margens” (escocesa, irlandesa e galesa). Por outro lado, a historiografia hegemónica foi ainda confrontada com outras formas narrativas que usam a história como material. Conceitos como “identidade”, “Britishness”, “Englishness”, “centro”, “margens”, “heroísmo”, “subversão” e “resistência” foram centrais à discussão. 5. Práticas de Leitura e Escrita (opção transversal, oferecida @os alun@s de todas as licenciaturas da FLUC). Tendo sido criada por iniciativa do GEAA em 2003-2004, a cadeira procurava então dar aos estudantes do 1º ano uma 2 visão panorâmica do tipo de textos com que iriam ser confrontados ao longo do curso, facultando-lhes os instrumentos teóricos e metodológicos que lhes permitissem ler criticamente esses artefactos. Nesse ano, funcionou por módulos, tendo eu e o colega do GEAA, John Havelda, assegurado o 1º semestre, enquanto o 2º semestre foi da responsabilidade de Clara Keating e Maria Irene Ramalho, também do GEAA. No ano seguinte, 2004-2005, assumi a leccionação da cadeira na sua totalidade, tendo então funcionado apenas no 2º semestre. A procura justificou o seu desdobramento em dois semestres, forma em que tem vindo a ser oferecida desde então até o presente ano lectivo, tendo presentemente um programa estável (embora sempre aberto a reformulações, que vão acontecendo em resposta à reacção e aos interesses de quem a procura). O curso pretende desenvolver aptidões de leitura e de escrita em géneros diferentes. Ainda que o objectivo primário seja tornar @s alun@s conscientes de regras e estratégias várias para ler e escrever criticamente sobre artefactos diversos, incentiva ainda a escrita de textos de diferentes géneros. A leitura de um conjunto seleccionado de textos é objecto de intenso trabalho práctico. Os exercícios de composição incluem géneros como a notícia, a recensão, o ensaio, a escrita autobiográfica e biográfica, o poema e o conto. O poder da linguagem, os silenciamentos, a construção da subjectividade, a construção de sentidos e o nonsense são algumas das questões objecto de reflexão e discussão. 6. Teatro Temático II (1º semestre em 2004-2005, 2º semestre em 2005-2006 e 2006-2007). Cadeira leccionada no âmbito da licenciatura em Estudos Artísticos (curricular para a variante “Teatro”, opcional para as outras variantes), com o tema “representações do poder e o poder das representações”. Considerando que os textos dramáticos não são objectos estéticos autotélicos, a cadeira propõe-se fazer uma reflexão sobre formas de representação do poder nos textos, e simultaneamente reflectir sobre o efeito das representações no público, i.e., pergunta-se como é que as representações podem influenciar comportamentos e práticas sociais. Em resultado da reestruturação curricular no âmbito do processo de Bolonha, a cadeira transitou para o 2º ciclo em Estudos Artísticos. Assim, o seminário “Teatro Temático II – Representações do poder e o poder das representações”, manterá o título e, em traços gerais, o programa anterior, agora adaptado às exigências mais elevadas de um programa de 2º ciclo, mudando métodos de trabalho, bibliografia e objectivos. Será leccionado no 2º semestre do ano em curso, 2007-2008. 7. História do Teatro II (um módulo, 2º semestre 2006-2007, licenciatura em Estudos Artísticos). Respondendo a uma situação de urgência nesta licenciatura, com a qual tenho vindo a colaborar nos últimos anos, e socorrendo-me dos conhecimentos da cultura e do teatro inglês na Idade Moderna, dei um módulo (três aulas de três horas, correspondentes a seis unidades lectivas), da cadeira em apreço, a título excepcional, no ano lectivo transacto, sob o tema “O Teatro Inglês na época dos Tudor e dos Stuart (1500-1690)”. Aí foram abordadas formas da cultura popular e sua influência no teatro erudito, os processos de secularização do teatro, a 3 criação de uma arte autónoma e profissionalização, articulados com a questão do autor (criação, “originalidade” e responsabilidade jurídica). Foram analisadas formas de regulação e censura do fenómeno teatral, e foi dada particular importância ao Carnaval e ao carnavalesco, isto é, ao potencial subversivo do teatro. Abordou-se ainda o triunfo da República Puritana e o consequente encerramento dos teatros (1640-1660) e a Restauração, com o regresso dos Stuart do exílio (1660). Neste contexto foram discutidas a influência francesa e o modelo da cultura libertina, o novo protagonismo das mulheres enquanto actrizes e empresárias, e a relação entre o conceito de “carnaval” – mais ligado à cultura popular – e a filosofia (de elite) libertina. 8. Seminário Ficção, Memória, História (2º ciclo em Estudos Feministas e 2º ciclo em Estudos Anglo-Americanos, 1º semestre, 2007-2008). Este seminário foi pensado no âmbito do recém-criado programa de Estudos Feministas. Resultando do cruzamento entre duas áreas de investigação que têm marcado o meu percurso nos últimos anos – a saber, as formas de representação do passado, nomeadamente o romance histórico, e uma epistemologia feminista – o seminário é ainda oferecido ao programa de 2º ciclo em Estudos Anglo-Americanos. Partindo da evidência da ausência de mulheres (em número significativo) no Arquivo Ocidental, o seminário procura fazer a sociologia dessa ausência, abordando, simultaneamente, as poéticas nossas contemporâneas que a procuram colmatar, desde a historiografia feminista – “HerStory” – até romances históricos sobre mulheres e (maioritariamente) de autoria feminina. A discussão centra-se nos modelos de novas identidades sexuais emergentes, a criação de novas formas de subjectivação, a vertente utópica/emancipatória dessas narrativas e sua relação com as forças – e as narrativas – de regulação. A compaginação com a historiografia e a discussão dos problemas da memória têm também destaque, tendo sempre presente a vertente política que toda a reconfiguração do passado tem. Para memória futura, inclui-se ainda um módulo de “histórias de vida” – prática muito usada entre académicas e activistas feministas, que procura dar voz aos (tradicionalmente) silenciados pela história e pelo poder hegemónicos. 2. Investigação, Produção e Publicação de Textos. A minha investigação tem-se desenvolvido, ao longo dos últimos cinco anos, no âmbito de algumas áreas que já antes estavam no centro das minhas preocupações científicas e pedagógicas, mas que foram aprofundadas, ou tomaram novas formas, nos anos mais recentes. São elas: (1) Literatura e História (no âmbito da Literatura Inglesa, área na qual realizei a minha dissertação de doutoramento, mas também no âmbito da Literatura Comparada); (2) Literatura Irlandesa Contemporânea; (3) Estudos Shakespearianos e Estudos Teatrais; (4) Estudos Culturais Comparados; (5) Poesia Contemporânea (particularmente tradução); (6) last but not least, Estudos Feministas. 4 Há que ressalvar, no entanto, a dificuldade em nomear de forma clara e inequívoca “áreas de investigação”, cujas fronteiras são instáveis e continuamente se cruzam. Afinal, cheguei aos Estudos Feministas – aquela área que surgirá como a novidade, por comparação com o currículo apresentado na Sala dos Capelos em 2003 – cheguei aos Estudos Feministas, dizia, por via dos Estudos sobre Shakespeare, área na qual a epistemologia feminista tem sido pujante nos últimos trinta anos. Ao tentar organizar este relatório por área científica, deparei-me com a sua impossibilidade, uma vez que muitas das funções ou das realizações aqui apresentadas não se encaixam numa única, mas em duas ou mais, das áreas acima anunciadas. Se as participações e traduções realizadas no âmbito dos Encontros de Poetas de Coimbra facilmente se deixam ler como sendo da área da “poesia contemporânea”, já qualquer participação em congresso ou publicação minha na área dos estudos irlandeses é sempre e também “literatura e história” e “estudos culturais comparados” e muitas vezes ainda “estudos feministas”. Dada esta dificuldade, e porque tudo está inter-relacionado num trabalho que tem vindo adquirir características cada vez mais marcadamente interdisciplinares, e ainda para facilitar a leitura deste texto a quem de direito, optei por organizá-lo segundo os itens de um currículo tradicional, limitando-me a acrescentar alguns comentários, quando pertinentes ou elucidativos. a) Participação em Projectos financiados pela FCT: Enquanto membro do Centro de Estudos Sociais/Laboratório de Estado: –– co-coordenação, com Isabel Pedro, da linha de tradução do projecto Novas Poéticas de Resistência (coordenação de Graça Capinha, 2007-2010); –– “Representações da violência na ficção portuguesa e irlandesa contemporâneas”, projecto individual inserido no Projecto Colectivo Representações da violência e a violência das representações (coordenação de António Sousa Ribeiro, 2005-2008); Faço ainda parte, como colaboradora, do projecto “Literatura Irlandesa e Tradução”, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Coordenação de Rui Carvalho Homem), desde Outubro de 2005. b) Participação em Congressos e Outras Reuniões Científicas. i) Organização 2007 e 2004 — Co-organizadora dos VI Encontro Internacional de Poetas (24-27 de Maio) e do V Encontro Internacional de Poetas, (Coimbra, GEAA, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 27 a 30 de Maio de 2004). 5 2006 –– Membro da comissão Organizadora do Colóquio Colóquio “Plural Beckett Pluriel. A Centenary Celebration /Une célébration centenaire” (Porto, Faculdade de Letras, 23-24 de Novembro). 2005 –– Membro da comissão Organizadora do Colóquio Deslocações: Textos, Lugares, Relações na Escrita Irlandesa/ Dislocations: Texts, Places, Relations in Irish Writing. (Porto, Faculdade de Letras, 4 de Novembro) 2004 –– Membro da comissão Organizadora do Colóquio Ireland, Memory, Translation (Porto, Faculdade de Letras, 5 de Novembro); 2004 –– Organização do painel Configurações identitárias em narrativas de aventuras, (VIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais, A Questão social no Novo Milénio (Coimbra, CES/FEUC, 16, 17 e 18 de Setembro); 2004 –– Membro da Comissão Organizadora e do 5º Congresso da Associação Portuguesa de Literatura Comparada, (Coimbra, FLUC, 1 a 4 de Junho de 2004). Neste momento faço parte da comissão organizadora dos seguintes colóquios/ congressos, a realizar em 2008 e 2009: –– Colóquio Estudos Feministas e Cidadania Plena. Coimbra, Faculdade de Letras, 8-9 de Fevereiro; –– IASIL 2008 (Congresso Mundial da International Association for the Study of Irish Literatures): Home and Elsewhere: the Spaces of Irish Writing. Porto, Faculdade de Letras, 28 de Julho -1 de Agosto. –– Colóquio Representação da Violência e a Violência da Representação, Centro de Estudos Sociais, 20 e 21 de Setembro de 2008; –– Congresso Portugal Plural, Centro de Estudos Sociais, Primavera de 2009; –– Faço ainda parte da Comissão Promotora do Congresso Feminista 2008, que terá lugar em Lisboa, 26-28 de Junho de 2008. ii) Conferências e comunicações: Incluo apenas aquelas participações em que tive um papel activo, isto é, não incluo a simples participação sem comunicação, ou apresentação de conferencistas, ou mesmo a moderação de mesas. As comunicações e conferências abaixo enumeradas abrangem as áreas científicas acima referidas. Algumas resultaram em publicações e outras 6 fazem parte do work-in-progress, isto é, serão parte dos relatórios dos projectos de investigação da FCT em que participo neste momento, já mencionados. 2007 –– “Mad, Bad, and Dangerous to know: The Stories of Chicago May and Eliza Lynch”, no Colóquio Evasion, Dispossession: Transit and Trauma in the Irish imagination / A seminar to commemorate the Flight of the Earls (1607). Porto, Faculdade de Letras, 30 de Novembro; 2007 –– “Mad, Bad, and Dangerous to know: The Stories of Chicago May and Eliza Lynch”, Congresso Irish Women Writers: National and International Contexts. K.U.Leuven, Lovaina (Bélgica), 24-27 de Outubro; 2007 –– “New Islands call for New Stories”, Congresso Postcolonial Isalnds: Geographic, Theoretical and Human. Queen’s University, Belfast, 20-23 de Setembro; 2007 –– “Urban Thrillers After History”, Congresso da IASIL, International Association for the Study of Irish Literatures (Dublin, República da Irlanda, 16-20 de Julho); 2007–– “The Birth of a Nation: Roddy Doyle’s A Star Called Henry”; XXVIII Encontro da APEAA, Associação Portuguesa de Estudos Anglo-Americanos: (Ex)changing Voices, Expanding Boundaries”. Universidade de Évora, 19-20 de Abril. 2006 –– “O sexo do desejo: Margaret Atwood reescreve Penélope”. Colóquio Norma e Transgressão. Coimbra, Faculdade de Letras, Instituto de Estudos Clássicos, 4 de Dezembro. 2006 –– “The Elizabethans, our contemporaries”; conferência plenária, no XVII Congresso da Sederi (Sociedade Espanhola e Portuguesa de Estudos Renascentistas Ingleses). Cáceres, Espanha, 5-7 de Abril; 2006 –– “Closer: Portugal’s Imperial Frontiers”; comunicação no painel “States of exception: borders”, no Congresso da ESSCH (European Social Sciences History Association); Amesterdão, 22-25 de Março; 2005 –– “The Irish Cosmopolitan writes home”, Colóquio de Outono da Universidade do Minho. Braga, UM, 26 e 27 de Novembro; 2005 ––"Belfast-Yorkshire-Brazaville: Bennett's Ireland Elsewhere", Colóquio Deslocações: Textos, Lugares, Relações na Escrita Irlandesa/ Dislocations: Texts, Places, Relations in Irish Writing. Porto, 4 de Novembro; 2005 –– “The Catastrophist: an Irishman in Africa”, Congresso da IASIL, International Association for the Study of Irish Literatures. Praga, República Checa, 24-28 de Julho; 2004 –– “Hot property: claiming Oscar Wilde’s inheritance”, no Colóquio Ireland, Memory, Translation. Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 5 de Novembro; 7 2004 –– “A Mulher e o judeu: a voz ressuscitada dos silenciados”, no painel Configurações identitárias em narrativas de aventuras, VIII Congresso Luso-AfroBrasileiro de Ciências Sociais, A Questão social no Novo Milénio. Coimbra, CES/FEUC, 16, 17 e 18 de Setembro; 2003 –– “Os muitos sabores da maçã: duas reescritas contemporâneas da Branca de Neve”, no XXV Encontro da Associação Portuguesa de Estudos Anglo-Americanos. Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, Vila Real, 22-24 de Abril; 2003 –– “In and out of enchantment: Ciaran Carson, Irish Fabulist”, Fourth Efacis (The European Federation of Associations and Centers of Irish Studies) Conference: Ireland, Representations and Responsibility. Universidade do Minho, Braga, 11 a 13 de Dezembro; 2003 –– “A história como aventura: entre o escapismo e o questionamento”, no Colóquio Internacional Literatura e História. Universidade do Porto, 13 a 15 de Novembro. iii) Publicações em papel: No prelo (Lovaina) –– “Mad, Bad, and Dangerous to know: The Stories of Chicago May and Eliza Lynch”; No prelo (Belfast) –– “New Islands call for New Stories”; No prelo (FLUC) –– “O sexo do desejo: Margaret Atwood reescreve Penélope”. Cármen Soares (org.). Norma e Transgressão. Coimbra: Faculdade de Letras. 2007 –– Santos, Maria Irene Ramalho de Sousa (Org.), (colaboração de Adriana Bebiano, Graça Capinha, Isabel Pedro, João Paulo Moreira e Maria José Canelo). Poesia do Mundo V. Coimbra: Palimage. 2006 –– “The Irish Cosmopolitan writes home”. Colóquio de Outono. Novos cosmopolitismos, identidades híbridas. Organização: Ana Gabriela Macedo e Maria Eduarda Keating. Braga: Universidade do Minho. 2006 –– "O espelho que sangra: representações ficcionais da história". Revista Portuguesa de História, nº 37. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. 2005–– “Traduzir Shakespeare para o nosso palco”. Recensão do livro de Alan C. Dessen, Rescripting Shakespeare: The Text, the Director and Modern Productions. (Cambridge: Cambridge University Press, 2002). Biblos– Vol III, 2ª série, Coimbra: Faculdade de Letras. 2004 –– “A História como Aventura: entre o escapismo e o questionamento”, Actas do Colóquio Internacional Literatura e História. Maria de Fátima Marinho (org.) Porto: Faculdade de Letras. 8 2004 –– Santos, Maria Irene Ramalho de Sousa (Org.), (colaboração de Adriana Bebiano, Graça Capinha, Isabel Pedro, João Paulo Moreira, Manuel Portela e Maria José Canelo). Poesia do Mundo IV. Coimbra: Palimage, 2004. 2003 –– Versão portuguesa e comentário à tradução do conto: “Nothing Personal: Absolutely Nothing Personal”, de Mario Materassi. in Metamorphoses: The journal of the five college faculty seminar on literary translation. Amherst/Northampton, Massachusets (USA): Volume 11, Number 2, Fall 2003. 2003–– “Shakespeare e os clássicos: metamorfoses e reescritas”. in Biblos – Vol 1, 2ª série, Coimbra: Faculdade de Letras,. iv) Publicações on-line: Considerei que devia incluir as publicações on-line relevantes para o meu trabalho de investigação, no reconhecimento da importância de uma nova realidade em expansão, afirmação, legitimação e credibilidade crescentes, e também porque – creio não estar enganada – os textos colocados on-line são já os textos com mais leitores, mesmo quando se fala de trabalho académico. Os textos que se seguem foram publicados na revista Passado/Presente, a construção da memória no mundo contemporâneo (http://ppresente.wordpress.com): –– “Clássicos para todos”, recensão de Amor, Sexo e Tragédia. A Contemporaneidade do Classicismo (2006), de Simon Goldhill; publicado em 11.02.2007: http://ppresente.wordpress.com/2007/02/11/classicos-para-todos/ –– “Despojos de Berlim”, recensão do romance do mesmo nome, de Michael Pye; publicado em 01-11-2006: http://ppresente.wordpress.com/2006/11/01/despojos-deberlim/ –– “Wunderkammer”, ensaio sobre a escrita romanceada do passado; publicado em 0810-2006: http://ppresente.wordpress.com/2006/10/08/wunderkammer/ Ainda no contexto das publicações on-line, desde Setembro de 2007 que sou membro do Conselho Editorial da revista brasileira de poesia Confraria do Vento (www.confrariadovento.com) 4. Participação em Júris de Provas Académicas. 2006 –– Arguição tese de Mestrado Reflexos e Reflexões Femininas nos Contos de Fadas: a Bela e o Monstro e Branca de Neve e os Sete Anões, de Cláudia Tavares Rodrigues. Universidade de Aveiro, 17 de Fevereiro. 9 5. Exercício de Cargos e Participação na Vida Institucional da UC Ao longo destes anos foi intensa, ainda que discreta, a minha participação na vida institucional da FLUC e da UC. Na FLUC, no contexto das diversas reformas curriculares que tiveram lugar nas Licenciaturas em Línguas e Literaturas Modernas /Línguas Modernas nos últimos anos, desempenhei pesadas tarefas – tarefas essas que, por vezes, não têm a dignidade de serem designadas por “cargos”, mas que, por serem pesadas e relevantes, não posso deixar de referir. Assim, e como Coordenadora das licenciaturas em LLM (InglêsEspanhol e Inglês-Francês), e Secretária das licenciaturas em LLM (Inglês-Português e Inglês-Alemão), entre Janeiro de 2004 e o momento de entrada em funcionamento pleno o processo de Bolonha, em Setembro de 2007, coube-me a responsabilidade de tratar dos processos de equivalência que deram entrada no GEA-A, mantendo esta tarefa até hoje, desde Setembro partilhada com outras colegas. Ainda neste âmbito, e no tempo acima referido, fui a representante do GEA-A na CARC (Comissão de Acompanhamento de Reforma Curricular), agora extinta. Sou desde Junho de 2004, membro do Conselho Pedagógico da FLUC, encontrando-me agora no segundo mandato. Sou ainda a representante do GEA-A na Comissão de Acompanhamento dos Estágios Profissionalizantes da FLUC, cabendo-me, portanto, toda a Coordenação dos estágios da área do Inglês. Gostaria ainda de referir o papel que desempenhei na criação do programa de 2º ciclo e do programa de 3º ciclo – este ainda aguardando aprovação da DGES – em Estudos Feministas, sob orientação científica de Maria Irene Ramalho. Como investigadora do Centro de Estudos Sociais/Laboratório de Estado, tenho ainda estado envolvida em diversas tarefas, para além da habitual organização de seminários, colóquios e congressos. Neste momento sou membro da Comissão de Acompanhamento da Biblioteca Norte/Sul – da qual fui já professora bibliotecária – e da comissão de auto-avaliação do CES. Faço parte da direcção da APLC (Associação Portuguesa de Literatura Comparada) e sou a representante da Universidade de Coimbra na AIOFE (Association of Institutions for Feminist Education and Research in Europe). 6. Actividades de Extensão Universitária Consciente da sua indefinição semântica deste item, incluí aqui cursos, seminários, participação em debates, apresentação de livros e uma entrevista pública num Festival de Literatura. Todas as actividades apresentadas têm uma relação directa com o meu trabalho de investigação, contribuem para o debate das questões abordadas nesse trabalho, e, principalmente, cumprem uma importante tarefa de divulgação e de captação de novos públicos, abrindo a universidade à sociedade em geral. 10 a) Coimbra (na Universidade e na cidade): 2007 –– Seminário no 1º Curso de Verão da Universidade de Coimbra, “Cross-Cultural Issues: representations of the Other”; Coimbra, 24 de Julho; 2007 –– apresentação do filme Judith Butler, philosophe en tout genre, de Paule Zajdermann, integrado no ciclo Transnatura Videolab 2007 (Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, 2 de Junho); 2007 –– participação na mesa redonda “Teatros de Guerra”, a partir da peça O Monumento", da escritora canadiana Colleen Wagner (integrado no projecto "Teatros de Guerra", do Grupo Teatro do Tejo. Coimbra, Museu dos Transportes/Teatrão, 17 de Abril); 2006 –– Participação em mesa redonda sobre o poeta e dramaturgo norte-americano Russel Edson (a propósito da 1ª encenação em Portugal das peças As Crianças e Os que Rastejam, pelo Grupo Camaleão). Coimbra, Teatro Académico de Gil Vicente, 18 de Outubro; 2005 –– apresentação da edição portuguesa do romance Despojos de Berlim, de Michael Pye (Coimbra, Livraria Bertrand do Dolce Vita, 1 de Dezembro); 2005 –– Organização e coordenação do Curso de Formação Avançada “A Construção da identidade sexual no maravilhoso” (CES, 24 e 25 de Junho); 2005 –– Seminário “Quem tem medo do lobo mau? Reescritas feministas de contos de fadas”, no Curso de Formação Avançada “A Construção da identidade sexual no maravilhoso” (CES, 24 e 25 de Junho); 2005 –– Oficina de Reescrita de Contos tradicionais, no Curso de Formação Avançada “A Construção da identidade sexual no maravilhoso” (CES, 24 e 25 de Junho de 2005); b) Fora de Coimbra 2007 –– apresentação do filme Monthy Python e o Cálice Sagrado, integrado no ciclo “O Graal no Cinema”, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Porto, 8 de Março; 2006 –– Entrevista pública ao romancista e guionista irlandês Ronan Bennett, evento incluído no Hay Literature Festival Segóvia (Segóvia, Espanha, 22-24 de Setembro); 2004 –– Orientação de uma “comunidade de leitores” (apresentação de uma obra seguida de debate) sobre Romeo and Juliet, de William Shakespeare, na Fundação das Casas de Fronteira e Alorna (Lisboa, Palácio Fronteira, 2 de Março); 2003 –– Membro do júri Prémio de Tradução da União Latina 2003 (área das Ciências Sociais). 11 7. Internacionalização Ainda uma nota sobre a internacionalização, uma vez que este item se tornou central em todas as avaliações – de pessoas e de instituições – na academia. A participação em congressos e outras realizações científicas fora do país, algumas publicações e a participação activa em organizações internacionais – das quais gostaria de destacar o meu lugar como representante da UC na AOIFE – incluídas no presente relatório, certificam a vertente internacional do meu trabalho, pelo que me abstenho de as repetir. Muitas tarefas e trabalhos de menor dimensão não tiveram aqui lugar; creio, no entanto, ter incluído o que de mais relevante realizei, a nível científico e pedagógico, nos cinco anos que agora terminam. Coimbra, 7 de Janeiro de 2008 Adriana Bebiano 12