UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL DANIEL DE PAULA FERREIRA PROJETO DE DETECÇÃO, ALARME E EXTINÇÃO DE INCÊNDIO: APLICAÇÃO EM BIBLIOTECAS E AMBIENTES SIMILARES. PUBLICAÇÃO Nº: 001-2014 ANÁPOLIS/ GO: 2014 ii DANIEL DE PAULA FERREIRA PROJETO DE DETECÇÃO, ALARME E EXTINÇÃO DE INCÊNDIO: APLICAÇÃO EM BIBLIOTECAS E AMBIENTES SIMILARES. PUBLICAÇÃO Nº: 001-2014 PROJETO FINAL SUBMETIDO AO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS. ORIENTADOR: PROF. Msc. Luciano Martin Teixeira ANÁPOLIS/ GO: 2014 iii FICHA CATALOGRÁFICA FERREIRA, Daniel de Paula. PROJETO DE DETECÇÃO, ALARME E EXTINÇÃO DE INCÊNDIO: APLICAÇÃO EM BIBLIOTECAS E AMBIENTES SIMILARES. xiv, 58 P. 297 mm (ENC/UEG, BACHAREL, ENGENHARIA CIVIL, 2014). PROJETO FINAL – UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS. UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS. CURSO DE ENGENHARIA CIVIL. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA FERREIRA, D. P Projeto de detecção, alarme e extinção de incêndio: Aplicação em bibliotecas e ambientes similares. Projeto Final, Publicação ENC. 011-2013/2, Curso de Engenharia Civil, Universidade Estadual de Goiás, Anápolis, GO, 58 p. 2014. CESSÃO DE DIREITOS NOME DO AUTOR: Daniel de Paula Ferreira TÍTULO DA MONOGRAFIA DE PROJETO FINAL: Projeto de detecção, alarme e extinção de incêndio: Aplicação em bibliotecas e ambientes similares. GRAU: Bacharel em Engenharia Civil ANO: 2014 É concedida à Universidade Estadual de Goiás a permissão para reproduzir cópias deste projeto final e para emprestar ou vender tais cópias somente para propósitos acadêmicos e científicos. O autor reserva outros direitos de publicação e nenhuma parte deste projeto final pode ser reproduzida sem a autorização por escrito do autor. ____________________________ Daniel de Paula Ferreira Rua Benedito Rocha Pq. Trindade. Aparecida de Goiânia- GO – Brasil [email protected] iv FICHA DE APROVAÇÃO PROJETO DE DETECÇÃO, ALARME E EXTINÇÃO DE INCÊNDIO: Aplicação em bibliotecas e ambientes similares. PROJETO FINAL SUBMETIDO AO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS COMO PARTE DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE BACHAREL. APROVADO POR: ANÁPOLIS/GO: 2014. v DEDICATÓRIA Dedico este trabalho a três pessoas que, de modo único abençoam a minha vida. Minha esposa Cláudia, pelo amor com que se dedica a mim; Minha mãe, com suas orações e minha filha Mariana que encanta diariamente o meu coração com sua beleza e alegria. Amo vocês! vi AGRADECIMENTOS A Deus pelo zelo com que me criou por me dar tudo o que eu preciso para viver, pelas pessoas que colocou em minha vida e pela família que me deu. Obrigado Pai! Agradeço a minha mãe Hilda, por ter me criado com tanto amor e dedicação, ministrando ao meu coração os verdadeiros valores da vida e me revelando o cuidado de Deus para conosco. Agradeço ao meu pai Delfonso (in memoriam) que apesar do pouco tempo, me amou muito. A minha esposa Cláudia que escolheu viver os melhores dias de sua vida comigo e me proporciona muita alegria dentro de casa, junto com a nossa pequena bailarina Mariana. Ao meu irmão Sérgio e minhas irmãs Dédna, Kátia, Simone e Léia, pelos momentos de descontração, brigas e principalmente reconciliações vividos ao longo das nossas vidas. Agradeço ao meu sogro Antônio e sua família, pelo entusiasmo com que torcem por mim. Vocês são minha família também. Aos meus colegas de sala, verdadeiros parceiros de jornada que fizeram as dificuldades do curso serem mais agradáveis de serem superadas. Obrigado pelas piadas (me perdoem pelo humor negro, era mais forte do que eu.), obrigado pelas horas dispendidas em trabalhos sem fim, estudos às vésperas de prova. Não posso citar nomes, pois estarei sendo injusto com alguns e, falta espaço para tantos. Agradeço a todos os professores, alguns pela paciência e longanimidade, outros pela rigidez e inflexibilidade. Todos foram importantes nesta caminhada, pois me ensinaram que o conhecimento pode ser transmitido de várias formas. Agradeço ao meu orientador professor Luciano Martin por ter aceitado me orientar neste trabalho, mesmo em meio a limitações temporárias. Obrigado professor. Agradeço a todos os funcionários da Unucet-UEG pelo trabalho que nos proporciona um ambiente agradável e em condições de ser utilizado. Enfim, todos vocês são os grandes responsáveis pelo meu sucesso, obrigado! Daniel de Paula Ferreira vii RESUMO O presente trabalho visa à elaboração de um projeto de detecção, alarme e extinção de incêndio em bibliotecas e ambientes similares. O projeto desenvolvido neste trabalho usará como referência a norma brasileira NBR 17240:2010, livros técnicos, legislações vigentes, catálogos e manuais técnicos de empresas especializadas em prevenção e combate a incêndios, além de outros trabalhos notáveis na área em questão. Será aplicado à biblioteca da Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas (UnUCET) e doado à Universidade Estadual de Goiás (UEG). Neste trabalho será utilizado um sistema de detectores de fumaça, que é o que melhor se adapta ao tipo de material combustível predominante em bibliotecas, e o método de extinção adotado será por extintores portáteis. Serão apresentadas as plantas de arquitetura do estabelecimento em questão, bem como as que detalham a disposição dos equipamentos usados no projeto de incêndio, além do memorial de cálculo necessário ao dimensionamento do mesmo. Palavras- chave: Detecção- Alarme- Extinção- Incêndio- Bibliotecas. viii ABSTRACT The present work aims at elaborating a project detection, alarm and extinguishing in libraries and similar environments. The project developed in this work will reference the Brazilian NBR 17240:2010 , technical books , legislations , catalogs and technical manuals for companies specializing in prevention and firefighting , among other notable works in the area in question . Will be applied to the University Colleges of Engineering and Technological Sciences (UnUCET) library and donated to the State University of Goiás (UEG). In this work a system of smoke detectors, that is what best suits the predominant type of combustible material in libraries, and the method will be adopted for extinguishing fire extinguishers will be used. The architectural plans of the establishment in question will be presented, as well as detailing the layout of the equipment used in the design of fire beyond the memorial of calculation necessary for sizing the same. Keywords: Detection- Alarm- Fire- Suppression- Libraries. ix LISTA DE ILUSTRAÇÕES FIGURA 1: Edifício Joelma (IT 02-CBPM-SP)................................................................ ......7 FIGURA 2: Triângulo do fogo (CPN- SP, 2005).............................................................. .......8 FIGURA 3: Tetraedro do fogo (MSCIP-DF, 2007)............................................................ ...10 FIGURA 4: Dinâmica do fogo (Proteção Contra Incêndios SYGMA-SMS 2011)............ ...11 FIGURA 5: Convecção (CPN-SP, 2005)............................................................................ ...12 FIGURA 6: condução (CPN-SP, 2005)............................................................................. .. .12 FIGURA 7: irradiação (CPN-SP, 2005).......................................................................... ... ..13 FIGURA 8: convecção, radiação e condução (MSCIP-DF, 2007)...................................... .13 FIGURA 9: Influência da condução, convecção e radiação na combustão (SEITO, 2008).......................................................................................................................................14 FIGURA 10: Plume de fumaça (CBPM-SP, IT02/2011).......................................................18 FIGURA 11: Incêndio classe A (CBPM-SP)..........................................................................19 FIGURA 12: Resfriamento (CTN-SP, 2005).........................................................................19 FIGURA 13: Incêndio classe B (CBPM-SP)..........................................................................19 FIGURA 14: Abafamento (CTN-SP, 2005)...........................................................................20 FIGURA 15: Incêndio classe C (CBPM-SP)..........................................................................20 FIGURA 16: Incêndio classe D (CBPM-SP).........................................................................20 FIGURA 17: Curva temperatura x tempo (CBPM-SP/IT 02)................................................22 FIGURA 18: Curva de evolução do incêndio celulósico. (MSCIP-CBM-DF, 2007).......................................................................................................................................23 FIGURA 19: Fase anterior ao flash over (IT-02-CBPM-SP).................................................23 FIGURA 20: Chuveiro automático (MSCIP-CBM-DF, 2007)..............................................25 FIGURA 21; Sistema fixo de halon em ação (ação (DIMAS, 2004).....................................26 FIGURA 22: layout-sistema de agente limpo (CATÁLOGO JF. SYSTEMS).......................28 x FIGURA 23: Isolamento obtido por parede corta- fogo (IT-02-CBPM-SP)..........................29 FIGURA 24: Isolamento por distanciamento (IT-02-CBPM-SP, 2011))................................30 FIGURA 25: Modelo de detector automático (SEITO, 2008).).............................................31 FIGURA 26: Esquema de ação de detectores lineares (SEITO 2008)...................................31 FIGURA 27: Acionador manual. (CBPM-SP).......................................................................32 FIGURA 28: Central de alarme (CBPM-SP).........................................................................33 FIGURA 29: meios de aviso e alerta (MSCIP-CBM-DF, 2007)............................................33 FIGURA 30: fonte de alimentação elétrica (MSCIP-CBM-DF, 2007)..................................34 FIGURA 31: instalação típica de um detector (NBR 17240).................................................40 FIGURA 32: instalação típica de um acionador manual com avisador audiovisual (NBR 17240).....................................................................................................................................42 FIGURA 33: luminária de LED (CATÁLOGO EMPALUX).................................................44 FIGURA 34: ficha técnica da central de alarme (CATÁLOGO WALMONOF)....................45 FIGURA 35: central de alarme (CATÁLOGO WALMONOF)..............................................46 FIGURA 36: extintor pó ABC (CBMESP).............................................................................48 FIGURA 37: Indicação de uma saída de emergência acima da porta (NT 20 CBMGO).......49 FIGURA 38: indicação de sentido de uma saída-S2 (NT20 CBMGO)..................................49 FIGURA 39: ADEQUAÇÃO SAÍDA DE EMERGÊNCIA................................................50 xi LISTA DE TABELAS TABELA 1: limites de explosividade de alguns gases e vapores. SEITO et al., (2008)........15 TABELA 2: temperatura de fulgor e ignição de algumas substâncias (CTN-SP, 2005)........16 TABELA 3: exigências para edificações com área construída menor ou igual a 750 m² e altura inferior ou igual a 12,00 m...........................................................................................37 TABELA 4: Classificação dos materiais conforme velocidade de propagação de chama e emissão de fumaça (NT 10 CBMGO)....................................................................................38 TABELA 5: Classe dos materiais a serem utilizados (NT 10 CBMGO)................................39 xii LISTA DE ABREVIATURAS ABNT- Associação Brasileira De Normas Técnicas. BS- British Standard Instituition. CBM-DF- Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal CBM-GO- Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás CBPM-SP- Corpo De Bombeiros Da Polícia Militar do Estado De São Paulo CFC- clorofluorcarbono CONFEA- Conselho Federal De Engenharia Arquitetura e Agronomia CPD- Central De Processamento de Dados CPN-SP- Comissão Permanente de Negociação do Setor Elétrico no Estado de São Paulo IT- Instrução Técnica NT- Norma Técnica LIE-Limite Inferior de Explosividade LSE-Limite Superior de Explosividade LOAEL- Lowest Observed Adverse Effects Level MSCIP-DF- Manual de Segurança contra Incêndio e Pânico do Distrito Federal NFPA- National Fire Protection Association NOAEL- No Observed Adverse Effects Level NBR- Norma Brasileira NR- Norma Regulamentadora ODP- Ozone Depletion Potential SCI- Segurança Contra Incêndio SDAI- Sistema de Detecção de Alarme e Incêndio UEG- Universidade Estadual de Goiás UNUCET- Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas xiii LISTA DE EQUAÇÕES EQUAÇÃO 1: Carga de incêndio específica. (ABNT-NBR 14432-2000)..........................................22 xiv ANEXOS MEMORIAL DESCRITIVO – MODELO COMPLETO......................................................51 PLANTA BAIXA PROJETO FORMATO A1........................................................................55 . 1 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 3 1.1 Justificativa .............................................................................................................. 4 1.2 Objetivos ................................................................................................................. 4 1.2.1 Objetivo geral ................................................................................................... 4 1.2.2 Objetivos específicos ........................................................................................ 5 1.3 2 CONCEITO DE FOGO E INCÊNDIO............................................................................ 7 2.1 Fogo ........................................................................................................................ 7 2.1.1 Definições ........................................................................................................ 8 2.1.2 Ciência Do Fogo ............................................................................................... 8 2.1.3 Formas De Propagação ................................................................................... 11 2.1.4 Ignição Dos Materiais Combustíveis ............................................................... 14 2.1.5 Pontos De Temperatura ................................................................................... 16 2.2 3 Descrição do trabalho .............................................................................................. 5 Incêndio ................................................................................................................. 17 2.2.1 Definições ...................................................................................................... 17 2.2.2 Classes De Incêndio E Extinção ...................................................................... 18 2.2.3 Desenvolvimento do Incêndio ......................................................................... 22 PREVENÇÃO, PROTEÇÃO E EXTINÇÃO DE INCÊNDIO. ..................................... 25 3.1 Proteção ativa ........................................................................................................ 25 3.1.1 3.2 4 Breve Histórico e evolução dos gases extintores ............................................. 26 Proteção Passiva .................................................................................................... 28 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO ........................................................................ 35 4.1 Considerações iniciais ao desenvolvimento do projeto ........................................... 35 4.2 Dados da edificação. .............................................................................................. 35 2 5 4.3 Controle de materiais de acabamento ..................................................................... 38 4.4 Componentes do sistema de detecção e alarme ....................................................... 39 4.4.1 Detectores de fumaça ...................................................................................... 39 4.4.2 Acionadores manuais ...................................................................................... 41 4.4.3 Meios de aviso e alerta .................................................................................... 42 4.4.4 Fontes de alimentação ..................................................................................... 43 4.4.5 Iluminação de emergência ............................................................................... 43 4.4.6 Central ............................................................................................................ 44 4.5 Sistemas de extinção .............................................................................................. 46 4.6 Sinalização de emergência ..................................................................................... 48 4.7 Adequação das entradas da edificação .................................................................... 49 CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................ 51 5.1 Conclusão .............................................................................................................. 51 5.2 Sugestões para pesquisas futuras ............................................................................ 51 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................... 52 7 ANEXOS ...................................................................................................................... 54 3 1. INTRODUÇÃO No contexto da engenharia há sempre a preocupação com a estabilidade e durabilidade das obras, além do perfeito funcionamento das mesmas. Deve-se garantir tanto a estabilidade quanto o conforto na utilização desses produtos e, principalmente a segurança dos usuários. Dentre os inúmeros campos de atuação do engenheiro civil descritas no anexo II da resolução n° 1.010 do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia- CONFEA está a de: Instalações, Equipamentos, Componentes e Dispositivos de Prevenção e Combate à Incêndio. Segundo Seito et al. (2008), internacionalmente, a Segurança Contra Incêndio (SCI) é encarada como uma ciência, portanto uma área de pesquisa, desenvolvimento e ensino. É uma tendência internacional exigir que todos os materiais, componentes e sistemas construtivos, equipamentos e utensílios usados nas edificações, sejam testados do ponto de vista da SCI (SEITO et al., 2008). Essa evolução internacional é notada em países como Estados Unidos, Japão e alguns países Europeus. Nos países em desenvolvimento esse assunto ainda não recebe a devida importância. No Brasil nota-se um atraso no que se refere ao desenvolvimento de estudos na área de SCI. Talvez a SCI tenha sido colocada em segundo plano dentro desse desenvolvimento desenfreado ocorrido no Brasil, por ser uma área complexa do conhecimento humano, envolvendo todas as atividades do homem, todos os fenômenos naturais, toda a produção industrial, ou seja, deve estar presente sempre e em todos os lugares. (SEITO et al., 2008). Na maioria das escolas de engenharia e arquitetura do país esse tópico de segurança contra incêndio é abordado de forma tangencial, não formando profissionais com capacidade suficiente para lidar com os desafios que o tema propõe. Percebe-se em vários centros urbanos 4 do país uma negligência por parte de proprietários de estabelecimentos, órgãos fiscalizadores em geral e, até de projetistas e construtores, no que se refere à fiscalização e ao perfeito funcionamento de instalações de prevenção e combate a incêndio. Vale ressaltar um trágico acontecimento ocorrido em 2012 no estado do Rio Grande do Sul, na cidade de Santa Maria, onde ocorreu um incêndio que vitimou mais de duzentas pessoas. 1.1 Justificativa Percebendo essa carência de sistemas de SCI em várias edificações, inclusive em repartições públicas como na UEG, viu-se a necessidade de implantação de um sistema de detecção, alarme e combate a incêndio na biblioteca da Unucet. Além da importância da integridade física dos usuários e funcionários, o acervo também é passível de atenção inclusive por ser uma alta carga de incêndio. Neste projeto será apresentada também uma proposta de adequação dos acessos de entrada e saída do referido ambiente que não são adequados a sua utilização. 1.2 Objetivos 1.2.1 Objetivo geral O objetivo geral deste trabalho é elaborar um projeto de detecção, alarme e extinção de incêndio para a biblioteca da Unucet-UEG, e também readequar os acessos de entrada e saída da mesma. 5 1.2.2 Objetivos específicos Os objetivos específicos propostos foram: Estudar critérios de dimensionamento de projetos relacionados à segurança contra incêndio (SCI), fortalecendo a formação em engenharia civil; Conhecer os conceitos da ciência de fogo e incêndio para melhor relacionar os tipos de sinistros com seus mecanismos de extinção mais eficientes; Investigar os sistemas de detecção e agentes de extinção que melhor se adequam ao contexto de uma edificação com características de ocupação similares às de uma biblioteca; Contribuir de maneira técnica com a melhoria das instalações da referida biblioteca, melhorando as instalações de segurança da mesma. 1.3 Descrição do trabalho O presente trabalho foi estruturado da seguinte forma. O primeiro capítulo expõe os objetivos gerais e específicos, além da justificativa. O segundo capítulo apresenta a evolução da teoria de fogo e incêndio ao longo dos anos, abordando as classes de incêndio, formas de propagação e suas formas de extinção, além de relatar alguns sinistros ocorridos em vários países em épocas distintas. O terceiro capítulo descreve as medidas de proteção contra incêndio, cita os vários tipos de sistemas fixos de combate a incêndio existentes atualmente, além dos tipos de sistema de detecção e alarme de incêndio baseados na NBR 17240/2010. O quarto capítulo trata do dimensionamento do sistema de detecção, alarme e incêndio da 6 biblioteca da UnUCET-UEG, contendo o memorial de cálculo do projeto, com algumas referências de normas estaduais e nacionais, imagens dos elementos do sistema de detecção e outros detalhes relevantes ao entendimento do projeto. Por fim, o trabalho se encerra com a apresentação dos custos estimados para implantação do referido projeto, além das considerações finais. 7 2 2.1 CONCEITO DE FOGO E INCÊNDIO. Fogo A relação do homem com o fogo foi um fator crucial para o desenvolvimento das civilizações. Essa interação viabilizou notáveis mudanças no estilo de vida do ser humano, desafiando-o a exercer domínio sobre este elemento recém-descoberto. A história relata trágicos acontecimentos envolvendo essa relação homem x fogo, dentre eles vale destacar o ocorrido em Roma em 64 d.C., em Londres (1666), Nova Iorque (1911), em São Paulo (edifício Joelma 1974). Esses acidentes desafiaram a ciência a desenvolver técnicas de prevenção e combate a incêndio que atendessem às exigências impostas pelo grande crescimento demográfico nos centros urbanos, aos desafios das indústrias de transformação entre outros fatores. FIGURA 1: Edifício Joelma (IT 02-CBPM-SP) 8 2.1.1 Definições Segue algumas definições de fogo admitidas em alguns países: 1. Estados Unidos da América-National Fire Protection Association (NFPA): fogo é a oxidação rápida autossustentada acompanhada de evolução variada da intensidade de calor e de luz; 2. Inglaterra – British Standard Institution (BS442 parte 1) – fogo é o processo de combustão caracterizado pela emissão de calor acompanhado por fumaça, chama ou ambos. 3. Brasil – Norma Brasileira (ABNT- NBR 13860): fogo é o processo de combustão caracterizado pela emissão de calor e luz. 4. Internacional (ISO 8421-1): fogo é o processo de combustão caracterizado pela emissão de calor acompanhado de fumaça, chama ou ambos. (SEITO, 2008). 2.1.2 Ciência Do Fogo Para Seito (2008), “No início do desenvolvimento dessa ciência formulou-se a teoria denominada Triângulo do Fogo. Cada lado do triângulo representava um elemento que, coexistindo simultaneamente, criavam a condição de existência do fogo.”. FIGURA 2: Triângulo do fogo (CPN- SP, 2005). 9 De modo genérico, combustível é todo material que se queima. Segundo o Manual de Proteção Contra Incêndio e Pânico do Distrito Federal-MSCIP-DF, combustível pode ser definido como “qualquer substância capaz de produzir calor por meio da reação química. É toda substância capaz de queimar e alimentar a combustão. É o elemento que serve de campo de propagação. Do fogo.” (MSCIP-DF, 2007) Os combustíveis sólidos e líquidos se transformam em gás devido ao calor e então se inflamam. Os líquidos se classificam em voláteis, que não necessitam de aquecimento para desprenderem vapores inflamáveis, se inflamam a temperatura ambiente, e os não voláteis, que necessitam de maior temperatura para se inflamarem. São exemplos de combustíveis voláteis o álcool, o éter e a benzina. Os óleos, as graxas e a madeira são exemplos de combustíveis não voláteis. Além da composição química do combustível, outros fatores devem ser considerados, tais como a superfície específica do material, sua umidade, entre outros. Um exemplo de influência da superfície específica no incêndio é a queima de um livro fechado em comparação com um livro com suas páginas cortadas em pequenos pedaços. Este último queimará mais rapidamente. Segundo o manual NR-10 da Comissão Tripartite Permanente De Negociação Do Setor Elétrico No Estado De São Paulo-(CPN-SP, 2005), comburente é o elemento ativador do fogo. O oxigênio, principal comburente, reage com os gases liberados pelos combustíveis dando início à combustão. A quantidade de oxigênio determinará a configuração do fogo da seguinte maneira: O oxigênio está presente no ar em percentual de 21% em relação aos outros componentes. As chamas são notadas visualmente quando o nível de oxigênio está entre 16% e 21% do ar no ambiente. No nível entre 15% e 8% a queima é mais lenta e não há ocorrência de chamas, mas é perceptível a combustão pela presença de brasas, além de fumaça. Esses valores são referência para a maioria dos combustíveis e há algumas exceções como no caso do carvão que produz chamas com 9% de oxigênio presente no ar. Se a concentração de CO2 10 na atmosfera está abaixo de 8% a combustão não acontece. O calor é o elemento que dá inicio à combustão. Ele se se transfere de um corpo, ou ambiente, para outro através de uma diferença de temperatura. É considerada uma energia gerada por processo de transformação, que pode ser pelo atrito entre dois corpos, pela combustão de um dado material, por fusão de átomos ou outras manifestações. Segundo o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo- CBPM-SP: “Ele se distingue das outras formas de energia porque, como o trabalho, só se manifesta num processo de transformação”. (CBPM- SP, IT 02/2011). Com o desenvolvimento da ciência de combate a incêndio e com a descoberta do gás CFC, ou halon como agente extintor (atualmente não é utilizado no combate a incêndio), substituiu-se o triângulo do fogo pelo tetraedro do fogo com a inserção do “elemento” reação em cadeia na configuração da teoria de existência e manutenção do fogo. A reação em cadeia sugere uma queima autossustentável através da irradiação de calor que volatiza o combustível, liberando gases que se combinam com o comburente dando continuidade ao processo de queima. FIGURA 3: Tetraedro do fogo (MSCIP-DF, 2007). 11 A dinâmica do fogo pode ser mais bem entendida com a ilustração abaixo, onde se nota a interação desses quatro fatores essenciais à manutenção do fogo: FIGURA 4: Dinâmica do fogo (Proteção Contra Incêndios SYGMA-SMS 2011) 2.1.3 Formas De Propagação A transmissão de energia, segundo o (CPN-SP, 2005), ocorre de três maneiras: Por convecção do calor: mecanismo no qual a energia (calor) se transmite pela movimentação do meio fluido aquecido (líquido ou gás). “É quando o calor se transmite através de uma massa de ar aquecida, que se desloca do local em chamas, levando para outros locais, quantidade de calor suficiente para que os materiais combustíveis aí existentes atinjam seu ponto de combustão, originando outro foco de fogo […]” (CPN-SP, 2005). 12 FIGURA 5: Convecção (CPN-SP, 2005) Por condução do calor: a energia (calor) é transmitida por meio do material sólido de molécula a molécula; FIGURA 6: condução (CPN-SP, 2005) 13 Por radiação de energia: é o mecanismo no qual a energia se transmite por ondas eletromagnéticas. FIGURA 7: irradiação (CPN-SP, 2005). FIGURA 8: convecção, radiação e condução (MSCIP-DF, 2007). 14 A posição da chama em relação ao material combustível é que determinará que forma de transmissão de energia irá alimentar essa chama. FIGURA 9: Influência da condução, convecção e radiação na combustão SEITO et al., (2008). O processo de queima descrito no desenho 1 da figura acima ocorre por influência da condução e da radiação de energia. A convecção não contribui, pois o fluido aquecido é menos denso que o ar e tende a subir, não influenciando no processo de queima. No segundo desenho a chama recebe grande contribuição da condução de calor e radiação de energia, e pouca influência da convecção, dado que o fluido aquecido espalha-se preferencialmente para cima e com menor proporção para as laterais. Por último, no terceiro desenho, o fogo recebe a parcela de contribuição das três formas de transmissão de energia e, portanto, atinge um tamanho de chama maior que nas outras configurações, ocasionando uma queima mais rápida. 2.1.4 Ignição Dos Materiais Combustíveis Os combustíveis sólidos sob influência de calor ou radiação em determinadas proporções, dão início à pirólise, que é a decomposição térmica do material em gases inflamáveis. Estes gases em contato com o comburente formam uma mistura explosiva, e esta se colocada na presença de uma energia ativante (faísca, chama) se inflama. Alguns combustíveis sólidos não sofrem a pirólise e, portanto não obedecem ao mecanismo acima citado. São eles os materiais pirofóricos – alumínio (Al), magnésio (Mg), sódio (Na), potássio (K), etc., e alguns sólidos orgânicos em forma de pó (madeira). 15 Os combustíveis líquidos sob influência de uma fonte de calor evaporam-se e, estes vapores, se expostos ao oxigênio, geram a mistura inflamável que em contato com algum agente ativador se inflama. Já os combustíveis gasosos só necessitam estar em contato com o oxigênio e serem ativados para se inflamarem. Seito et al., (2008) descreve: “A mistura inflamável (ou explosiva) só poderá ser assim considerada quando o gás estiver misturado com o oxigênio do ar dentro de determinadas proporções, em volume […]”. Essas proporções de mistura têm que se enquadrar dentro dos chamados limites de explosividade: LSE- limite superior de explosividade e LIElimite inferior de explosividade. Cada gás e vapor de líquido possuem seus respectivos limites de inflamabilidade. A tabela abaixo traz os valores-limite de várias substâncias: . TABELA.1: limites de explosividade de alguns gases e vapores. SEITO et al., (2008). 16 2.1.5 Pontos De Temperatura Outras propriedades importantes ao estudo do fogo e incêndio são os pontos de temperatura dos materiais. São eles a temperatura de fulgor (ou ponto de fulgor), ponto de combustão, e a temperatura de ignição. De acordo com CBM-DF: “ponto de fulgor (flashpoint), temperatura na qual os vapores liberados pelo material combustível sólido ou líquido entram em ignição ao contato com uma fonte externa de calor, porém ao retirá-la, as chamas não se mantêm.” (CBM-DF-MSCIP, 2007, p.30). Neste estágio a quantidade de vapores não é suficiente para a manutenção das chamas, pois esta ainda depende da fonte externa de calor. Ponto de combustão (firepoint): é a temperatura na qual os vapores do combustível queimam ao contato de uma chama e continuam a queimar na ausência desta, pois a vaporização se dá em quantidade suficiente para alimentar a combustão (CBM-DF-MSCIP, 2007). “Ponto de ignição (ou autoignição): temperatura em que o combustível queima, mesmo sem a presença de chama, ao entrar em contato com o oxigênio do ar. Essa temperatura está muito acima dos pontos de fulgor e combustão” (CBM-DF-MSCIP, 2007). A esta temperatura a quantidade de vapores inflamáveis que está em contato com o comburente (oxigênio) gera a mistura explosiva, sem a necessidade de fonte externa de calor. A tabela abaixo traz os limites de temperatura de alguns inflamáveis: TABELA 2: temperatura de fulgor e ignição de algumas substâncias (CTN-SP, 2005). 17 2.2 Incêndio 2.2.1 Definições A Norma Brasileira ABNT-NBR-13860 traz a seguinte definição: “incêndio é o fogo fora de controle”. A Norma Internacional ISO 8421-1 conceitua incêndio como sendo: “[…] a combustão rápida disseminando-se de forma descontrolada no tempo e no espaço”. No estudo do incêndio há de se considerar, além do calor e das chamas, abordados na conceituação de fogo, outro produto gerado nessa transformação, a fumaça. Este produto merece destaque no estudo de prevenção e combate a incêndio dado que, em muitas situações é o grande responsável pelos danos causados às pessoas envolvidas. Além do pânico gerado pelo ofuscamento da visão (a fumaça tende a ocupar todo o ambiente), há o efeito orgânico nas pessoas gerado pela fumaça. Sua ingestão provoca tosse, vômito, desmaios e, em contato com os olhos, causa irritação e lacrimejamento. Esses efeitos decorrem das substâncias que participam da composição da fumaça, as principais são: o monóxido de carbono (CO) e o dióxido de carbono (CO2). O primeiro resulta da queima incompleta dos materiais a base de carbono e é o principal responsável pela asfixia. O monóxido de carbono é tolerável ao ser humano “[…] em nível de concentração de até 50 partes por milhão (50ppm)” (Seito et al., 2008). O segundo decorre da queima completa dos materiais e sua influência no organismo humano acontece “[…] em concentração acima de 5000ppm” (Seito et al., 2008). A propagação da fumaça é diretamente proporcional ao aumento da temperatura do ambiente. “A produção da fumaça na combustão é aproximadamente o volume do ar que penetra na coluna dos gases quentes, por segundo” (Seito et al., 2008). Do ponto de vista de segurança das pessoas: […], a fumaça indubitavelmente causa danos mais graves e, portanto, deve ser o fator mais importante a ser considerado. A fumaça pode ser definida como uma mistura complexa de sólidos em suspensão, vapores e gases, desenvolvidos quando um material sofre o processo de pirólise (decomposição por efeito do calor) ou combustão. (CBPM-SP, IT-02/2011). 18 Os gases quentes e a fumaça, oriundos da combustão, propagam-se em forma de cone invertido chamado de “plume”. FIGURA 10: Plume de fumaça (CBPM-SP, IT02/2011). “De acordo com a quantidade de materiais combustíveis, da sua disposição, da área e volume do local e das dimensões das aberturas, a taxa de queima pode ser determinada pela velocidade de suprimento do ar.” (CBPM-SP, IT02/2011). Quando houver maior quantidade de ar no ambiente do que o necessário à combustão, o processo de queima se dará de forma aproximada de um incêndio ao ar livre. Em situação contrária, quando os gases combustíveis liberados pelos materiais atingem temperatura superior à de ignição e, não encontram comburente no ambiente, saem pelas aberturas da edificação e, em contato com o oxigênio presente no ar, formam as labaredas, podendo atingir outros ambientes. 2.2.2 Classes de Incêndio e Extinção “O incêndio pode ser classificado pela natureza dos materiais combustíveis e pela carga de incêndio. Quanto à natureza dos materiais, há quatro classes de incêndio” (CBM-DF, MSCIP/2007). Classe A: Envolve os combustíveis sólidos comuns que queimam em superfície e profundidade, deixando resíduos ao final da queima. São exemplos desse tipo de combustível o papel, a madeira, e o plástico. Esse tipo de incêndio é extinto principalmente pelo método de 19 resfriamento, que consiste na eliminação de um dos componentes do tetraedro do fogo, no caso o calor. FIGURA 11: Incêndio classe A (CBPM-SP, 2011) FIGURA 12: Resfriamento (CTN-SP, 2005). Classe B: Nesta classe de incêndio atuam como combustíveis os líquidos inflamáveis, que queimam apenas em superfície e não deixam resíduos. São exemplos, a gasolina, o álcool, e o éter. A extinção de incêndio dessa classe se dá por abafamento, que consiste na diminuição do comburente no processo de queima. FIGURA 13: Incêndio classe B (CBPM-SP, 2001). 20 FIGURA 14: Abafamento (CTN-SP, 2005). Classe C: fogo em equipamentos energizados cuja extinção não pode ser por agente condutor de eletricidade. Cessada a fonte de energia, esse incêndio te torna classe A. FIGURA 15: Incêndio classe C (CBPM-SP, 2001). Classe D: Esse tipo de incêndio ocorre em metais combustíveis, chamados de pirofóricos, que se inflamam espontaneamente e emite bastante luz durante a queima. A extinção do incêndio classe D se dá por abafamento. Exemplos de metais pirofóricos: magnésio, selênio, antimônio, potássio, alumínio fragmentado, zinco, titânio sódio, zircônio. FIGURA 16: Incêndio classe D (INTERNET). 21 Segundo O Corpo De Bombeiros Militar Do Distrito Federal em seu Manual De Segurança Contra Incêndio e Pânico (CBMDF-MSCIP, p.45), a norma americana NFPA prevê mais uma classe de incêndio, a classe K, que é a queima de óleos e gorduras de cozinha. A extinção desse tipo de incêndio se dá por abafamento. No Brasil esse tipo de incêndio é classe B, pois não se adota essa quinta classificação. Ainda sobre métodos de extinção, há o método de retirada do material combustível, conhecido por isolamento. Ele se dá de duas maneiras, por retirada do material que está queimando e pelo material que está próximo ao fogo. Outra classificação de incêndio parte do conceito de carga de incêndio. De acordo com a ABNT-NBR 14432-2000: “carga de incêndio: Soma das energias caloríficas que poderiam ser liberadas pela combustão completa de todos os materiais combustíveis em um espaço, inclusive os revestimentos das paredes divisórias, pisos e tetos.”. Os elementos construtivos são denominados carga de incêndio incorporada e, os materiais depositados no ambiente são denominados carga de incêndio temporal. Para efeitos de normatização, adota-se a “carga de incêndio específica: Valor da carga de incêndio dividido pela área do piso considerado.” (ABNT-NBR 14432-2000). Os valores para vários ambientes são tabelados no Anexo C da referida norma. Outro parâmetro de grande relevância nessa classificação é o termo poder (ou potencial) calorífico que segundo o CBM-DF: “é a quantidade de calor que um corpo libera por unidade de massa (por exemplo, um quilograma), quando é queimado integralmente” (CBMDF-MSCIP/2007). Os valores para os principais materiais utilizados na indústria em geral, é tabelado em anexo da NBR 14432 e também na Instrução Técnica n.º 14/2011 do CBPM-SP. 22 O cálculo da carga de incêndio específica pode ser obtido utilizando a equação dada pela NBR 14432: EQUAÇÃO 1: Carga de incêndio específica Onde: qfi: carga de incêndio específica (MJ/m²); (MJ- mega –joule; m²= metro quadrado) Mi: massa total de cada componente i do material combustível (Kg); (Kg = quilograma) Hi: potencial calorífico específico de cada componente i do material combustível (MJ/kg); Af: área do piso do compartimento (m²) 2.2.3 Desenvolvimento do Incêndio Quando se fala em extinção de incêndio, deve-se conhecer em que estágio se encontra o mesmo. A teoria de incêndio difundida mundialmente analisa este fenômeno dividindo-o em fases distintas: ignição (primeira fase), fase de aquecimento e fase de resfriamento e extinção. Tanto o CBM-DF quanto Seito et al., (2008) dividem essa fase de aquecimento em duas fases, crescente e desenvolvida constituindo quatro estágios distintos. FIGURA 17: Curva temperatura x tempo (CBPM-SP/IT 02, 2011). 23 FIGURA 18: Curva de evolução do incêndio celulósico. (MSCIP-CBM-DF, 2007) “A primeira fase é o incêndio incipiente tendo-se um crescimento lento, em geral de duração entre cinco a vinte minutos até a ignição” (SEITO, 2008). Na fase inicial, o fogo está restrito ao objeto inicialmente em queima e às suas proximidades (CBMDF-MSCIP/2007). O sistema de detecção deve operar nesta fase aumentando a possibilidade de extinção do incêndio. Alcançada a fase de ignição, haverá produção de mais vapores inflamáveis e o desenvolvimento de calor no ambiente. A temperatura subirá progressivamente (50°C até 800°C), ocasionando a acumulação de fumaça e outros vapores junto ao teto (figura 19). Essa progressão de temperatura é o estágio de crescimento do incêndio. FIGURA 19: Fase anterior ao flashover (IT-02-CBPM-SP, 2011). 24 Nesta fase o incêndio recebe contribuição das três formas de transmissão de energia, condução, convecção e radiação, atingindo o chamado “flashover”. “O desenvolvimento do incêndio nesse estágio é controlado por dois mecanismos: ventilação e carga de incêndio.” (SEITO, 2008). Se as aberturas do ambiente subsidiarem a queima livre do combustível, o crescimento e a duração do incêndio só dependerão da disposição do material no recinto e a razão de queima desse combustível. Se as aberturas do ambiente impedirem a queima livre do material combustível, os gases inflamáveis tendem a sair por todas as aberturas disponíveis, alcançando o exterior do ambiente, realizando trocas gasosas com o exterior, possibilitando a entrada de mais oxigênio no recinto, alimentado o incêndio. Os gases que saem se inflamam em contato com o oxigênio, formando grandes labaredas, podendo atingir edificações adjacentes. A fase final tem início quando o incêndio já consumiu a maior parte do oxigênio e do combustível presente no ambiente, ocorrendo uma diminuição linear da temperatura, ou seja, o ambiente é resfriado lentamente. 25 3 PREVENÇÃO, PROTEÇÃO E EXTINÇÃO DE INCÊNDIO. O Decreto Estadual Paulista nº. 56819/11 estabelece a definição de prevenção de incêndio entendido como: […] o conjunto de medidas que visam: evitar o incêndio, permitir o abandono seguro dos ocupantes da edificação e áreas de risco, dificultar a propagação do incêndio, proporcionar meios de controle e extinção do incêndio e permitir o acesso para as operações do corpo de bombeiros (Decreto Paulista n°. 56819/11). No estudo da prevenção de incêndio, os métodos de proteção são classificados em proteção passiva e proteção ativa. 3.1 Proteção ativa Proteção ativa é aquela que responde ao sinistro, ou seja, entra em trabalho manualmente ou por meio automático quando solicitado por algum aspecto do incêndio. São exemplos de proteção ativa, os extintores portáteis, os extintores sobrerrodas, os chuveiros automáticos (sprinklers) e outros sistemas fixos de combate a incêndio. Proteção ativa: “Tipo de proteção contra incêndio que é ativada manual ou automaticamente em resposta aos estímulos provocados pelo fogo, composta basicamente das instalações prediais de proteção contra incêndio.” (ABNT-NBR 14432/2000). FIGURA 20: Chuveiro automático (MSCIP-CBM-DF, 2007) 26 Os sistemas fixos de combate a incêndio são classificados de acordo com a substância extintora. Podem ser por água pressurizada, nebulizada, espumas (químicas ou físicas), por gás carbônico (CO2), por meio de gases especiais, entre outros. “Os sistemas de extinção por meio de espumas são utilizados em incêndios líquidos combustíveis e inflamáveis” (CBPM-SP, IT 02/2011), age basicamente por abafamento. 3.1.1 Breve Histórico e evolução dos gases extintores De acordo com LIMA, et. al.(2008), “Há vários anos os agentes gasosos, dióxido de carbono (CO2), argônio e nitrogênio, etc., são utilizados eficazmente no combate a incêndios e inertização em diversas atividades industriais e comerciais, por meio de sistemas fixos ou extintores portáteis”. O principal problema desses agentes extintores, é que eles agem retirando oxigênio do ambiente, podendo asfixiar os usuários do ambiente. Segundo DIMAS, (2004), “a partir dessa problemática o desafio da indústria química foi desenvolver uma substância que tivesse a mesma eficácia dos gases em uso no combate a incêndio, mas que não retirasse o oxigênio do ambiente”. Daí o surgimento do “halon” (hidrocarbonetos halogenados), excelente custo benefício no combate a incêndio, pois era eficaz em concentração de apenas 3,5% em volume, e não tóxico em níveis de até 7% de volume de ar. FIGURA 21; Sistema fixo de halon em ação (DIMAS, 2004) 27 Entretanto, por volta de 1980 descobriu-se que o halon causava sérios danos ao meio ambiente, em especial à camada de ozônio, e foi proibido o seu uso em sistemas de combate a incêndio (processo iniciado pelo Protocolo de Montreal de 1987). Com a proibição do uso do “halon”, a indústria química desenvolveu outros tipos de gases em substituição ao primeiro. A National Fire Protection Association, em sua norma NFPA 2001, formulou alguns parâmetros de enquadramento desses novos gases. Esses parâmetros mediam a capacidade de uma determinada substância de provocar danos à camada de ozônio (ODP); a maior concentração de um determinado agente, em que não se observa nenhuma reação, efeito adverso ou sintoma em seres humanos submetidos a essa atmosfera (NOAEL) e a menor concentração de um determinado agente, na qual pode se observar qualquer reação, efeito adverso ou sintoma em seres humanos submetidos a essa atmosfera (LOAEL). “Com base na norma NFPA 2001, são atualmente realizados todos os projetos e instalações de sistemas de combate a incêndios utilizando-se gases limpos, substitutos do Halon 1301.” (Seito et al., 2008). Quando desejamos combater incêndios em locais que possuem objetos de alto valor agregado como CPDs, salas de controle, centrais telefônicas, salascofre, arquivo de dados, laboratórios, bibliotecas e museus de arte, temos de pensar num agente extintor limpo, que não deixe resíduos, que não seja corrosivo, não condutor de eletricidade, enfim, que não provoque destruição no ambiente protegido após seu uso (SEITO,2008). A referida norma classifica os gases limpos em dois tipos, a saber, gases inertes e gases ativos. Os gases inertes agem reduzindo a concentração de oxigênio no ambiente a valores até 12% em volume, o que não prejudica a respiração das pessoas. Os elementos predominantes na composição desses gases são o Argônio e o Nitrogênio. São comercializados pelos nomes Argonite, Argon e Inergen. Os gases ativos atuam retirando energia térmica do ambiente e interrompendo as reações químicas em cadeia do processo de combustão. São comercializados pelos produtos FM-200, FE-227, Novec, entre outros. 28 FIGURA 22: layout típico do sistema de agente limpo (CATÁLOGO JANUS FIRE SYSTEMS). 3.2 Proteção Passiva Proteção passiva é definida como: Conjunto de medidas incorporado ao sistema construtivo do edifício, sendo funcional durante o uso normal da edificação e que reage passivamente ao desenvolvimento do incêndio, não estabelecendo condições propícias ao seu crescimento e propagação, garantindo a resistência ao fogo, facilitando a fuga dos usuários e a aproximação e o ingresso no edifício para o desenvolvimento das ações de combate. (ABNT-NBR 14432/2000). A proteção passiva é a que atua independentemente da ocorrência de incêndio. Uma parede corta-fogo é um exemplo de proteção passiva. Ela atua impedindo a propagação de calor e vapores inflamáveis, limitando o sinistro ao seu ambiente de origem ou dificultando a sua expansão. O uso dessas peças, verticais ou horizontais, é denominado compartimentação, que consiste em dividir o edifício em células de resistência ao fogo. Para dimensionar esses elementos se requer o conhecimento das propriedades dos materiais em resistir ao fogo. Essa propriedade é mensurada em função do tempo. “Se refere ao tempo durante o qual conservam suas características funcionais (vedação e/ou estrutural).” (CBPM-SP, IT 02/2011). 29 Outra forma de proteção passiva é a chamada separação, que se dá pelo afastamento entre dois edifícios visando controlar a propagação de um incêndio. A Instrução Técnica 02/2011 do CBPM-SP traz os critérios de dimensionamento dessa distância, considerando as características construtivas da edificação (dimensões, tipos de materiais empregados), além da finalidade de utilização da mesma (carga de incêndio). FIGURA 23: Isolamento obtido por parede corta- fogo (IT-02-CBPM-SP, 2011) O CBM-DF lista os vários tipos de proteção passiva em: Meios de proteção e prevenção contra incêndio e pânico: (sinalização de segurança, iluminação de emergência); Meios de controle do crescimento e da propagação do incêndio e pânico: (compartimentação, afastamentos, controle da fumaça); Meios de detecção e alarme; Meios de escape: (saída de emergência): Meios de acesso e facilidade para operação de socorro (acesso de viaturas, hidrantes urbanos, dispositivos para fixação de cabos); Meios de proteção contra colapso estrutural: (correto dimensionamento das estruturas à ação do fogo); Meios de administração da proteção contra incêndio e pânico: (brigada de incêndio). 30 FIGURA 24: Isolamento por distanciamento (IT-02-CBPM-SP, 2011) Ainda sobre proteção passiva, dentre vários dispositivos e sistemas enquadrados nesta categoria de proteção, iremos nos ater aos métodos de detecção, alarme e extinção de incêndio por se tratar do nosso objeto de estudo. A definição anteriormente citada acerca de proteção passiva nos leva a questionar o enquadramento dos sistemas de alarme e detecção de incêndio nesta categoria de proteção, mas o CBM-DF e o CBPM-SP os afirmam nesta categoria de proteção, mas reforçam que: “As classificações de medidas de proteção contra incêndio, em geral, colocam os meios de detecção e alarme de incêndio como medidas de proteção ativa, uma vez que respondem aos estímulos (calor, fumaça, radiação) provocados pelo fogo.”(CBM-DF,MSCIP,2007) Já SEITO (2008) escreve: “A proposta conceitual do sistema de detecção e alarme de incêndio (SDAI) é detectar o fogo em seu estágio inicial […]”. Os sistemas de detecção e alarme de incêndio possuem os seguintes componentes: 31 Detectores automáticos de incêndio Visam detectar as várias manifestações (físicas ou químicas) de um início de incêndio, quais sejam, aumento de temperatura, início de uma pirólise, liberação de gases inflamáveis, fumaça e até mesmo chamas. Essa detecção pode funcionar em regime constante ou em intervalos de tempo. Há detectores pontuais, “que respondem ao fenômeno monitorado nas redondezas de um sensor compacto” (ABNT-NBR 17240-2010) e detectores lineares que “respondem ao fenômeno monitorado nas redondezas de uma linha contínua” (ABNT-NBR 17240-2010). FIGURA 25: Modelo de detector automático (SEITO, 2008). FIGURA 26: Esquema de ação de detectores lineares (Seito, 2008). 32 Acionadores manuais “Dispositivo destinado a transmitir a informação de um princípio de incêndio quando acionado manualmente por um usuário da edificação.” Seito, (2008). É o dispositivo que aciona um alarme. Pode ser agregada a ele a função de combate visando “[…] desencadear o processo de disparo de um sistema automático de combate a incêndio.” (ABNT-NBR 172402010). FIGURA 27: Acionador manual. (CBPM-SP, 2001). Painel de controle (processamento) São as chamadas centrais de controle e tem por função: Receber, indicar e registrar o sinal de perigo enviado pelo detector; transmitir o sinal recebido por meio de equipamento de envio de alarme de incêndio para, por exemplo: dar o alarme automático no pavimento afetado pelo fogo; dar o alarme temporizado para todo o edifício; acionar uma instalação automática de extinção de incêndio; fechar portas etc.; controlar o funcionamento do sistema; possibilitar teste. (CBPM-SP, IT 02, 2011). 33 FIGURA 28: Central de alarme (CBPM-SP, 2001). Meios de aviso e alerta “Não incorporados ao painel de alarme, com função de, por decisão humana, dar o alarme para os ocupantes de determinados setores ou de todo o edifício”. (CBPM-SP, IT 02/2011). FIGURA 29: meios de aviso e alerta (MSCIP-CBM-DF, 2007). 34 Fonte de alimentação elétrica Fonte de alimentação de energia elétrica, que deve garantir em quaisquer circunstâncias o funcionamento do sistema. FIGURA 30: fonte de alimentação elétrica (MSCIP-CBM-DF, 2007). Infraestrutura (eletrodutos e circuitos elétricos). 35 4 4.1 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO Considerações iniciais ao desenvolvimento do projeto O projeto de detecção e alarme de incêndio de um estabelecimento é concebido e dimensionado a partir das características do mesmo, tais como: tipo de carga de incêndio, que é o material a ser protegido; dimensões da área e uso da edificação. Com essas informações em mãos, parte-se para a escolha da melhor configuração do sistema de detecção que atenda a essa necessidade. A norma brasileira ABNT NBR 17240: 2010 estabelece diretrizes para o projeto, instalação, comissionamento e manutenção de sistemas de detecção e alarme de incêndio. A legislação estadual a ser obedecida para o projeto objeto do presente trabalho são as normas técnicas do Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás. A NBR 17240 traz algumas definições importantes ao perfeito entendimento do presente trabalho, que são citadas ao longo deste capítulo. Segundo a NBR 17240, recomenda-se uma definição por escrito de responsabilidades para cada fase de planejamento de um sistema de detecção e alarme de incêndio. Requer que sejam reunidas todas as informações necessárias para o planejamento do sistema, tais como: Plantas da edificação (planta baixa, cortes etc.); Levantamento do material combustível do ambiente a ser protegido; Descrição das condições ambientais (temperatura, umidade, população fixa e flutuante, nível de ruído, etc.); 4.2 Dados da edificação. A biblioteca da UnUCET possui doze metros (12m) de largura por vinte metros de comprimento (20m) e um pé direito de três metros e vinte e cinco centímetros (3,25m), 36 totalizando uma área de 240m². Enquadra-se na classificação F-1 (museus, centros de documentos históricos e outros) de acordo com a ABNT-NBR 14432/2001 que também fixa a carga de incêndio específica (qfi) desse tipo de estabelecimento em 2000 MJ/m². A lei n° 15.802, de 11 de setembro de 2006. Institui o Código Estadual de Proteção contra Incêndio, Explosão, Pânico e Desastres do Estado de Goiás também enquadra este tipo de edificação como RISCO ALTO (qfi >1200 MJ/m²). A população fixa (funcionários da biblioteca) é em torno de cinco pessoas e a população flutuante, composta por usuários da biblioteca, é em média setenta pessoas, totalizando setenta e cinco pessoas. A temperatura do ambiente, devido aos condicionadores de ar, é de 25°C. A Lei n° 15.802/2006 estabelece as seguintes exigências de Instalações Preventivas de Proteção contra Incêndio e Pânico (IPCIP) para este tipo de edificação, que consistem em: Controle de materiais de acabamento; Saídas de emergência; Iluminação de emergência; Sinalização de emergência; e Extintores. 37 TABELA 3: exigências para edificações com área construída ≤ a 750 m² e altura ≤ a 12,00 m (Lei n° 15802/2006). 38 4.3 Controle de materiais de acabamento Segundo a NT 10 CBMGO, “O controle de materiais de acabamento e revestimento (CMAR) empregado nas edificações, destina-se a estabelecer padrões para inibir o surgimento de condições propícias ao crescimento à propagação de incêndio, bem como da geração de fumaça.” (NT 10 CBMGO). É exigido o CMAR em razão da ocupação e uso e em função da posição dos materiais de acabamento, materiais de revestimento e materiais termo acústicos, visando: O piso; As paredes/divisórias; O teto/forro; A cobertura TABELA 4: Classificação dos materiais conforme velocidade de propagação de chama e emissão de fumaça (NT-10 CBMGO). 39 Conforme a NT 10- anexo B (CBMGO), a classe dos materiais exigidos para edificações grupo F são: FINALIDADE DO MATERIAL PISO ACABAM./REVESTIMENTO PAREDE E DIVISÓRIA ACABAM./ REVESTIMENTO. Classe I, II-A, III-A ou IV-A Classe I ou II-A TETO E FORRO ACABAM./ REVESTIMENTO Classe I ou II-A TABELA 5: – Classe dos materiais a serem utilizados (NT 10 CBMGO) Foram colocadas no projeto em anexo as classes dos materiais utilizados na construção. 4.4 Componentes do sistema de detecção e alarme Como citado anteriormente, a carga de incêndio predominante em bibliotecas é o papel. Este combustível queima em superfície e em profundidade, e, dentre os produtos das reações de queima, a fumaça é o que predomina em um incêndio envolvendo esse tipo de combustível. Dessa forma, optou-se por utilizar detectores de fumaça no projeto em questão. 4.4.1 Detectores de fumaça Os detectores de fumaça pontuais, segundo a ABNT NBR 11836-1992,são: “Dispositivo cujo elemento de detecção está concentrado em um só invólucro, por exemplo: a câmara iônica de um detector ou uma fonte de luz e fotocélula dentro de um mesmo invólucro.” (ABNT NBR 11836-1992). Os detectores por câmara iônica funcionam como elementos sensíveis à fumaça ou gases de combustão, baseado na alteração dos parâmetros elétricos em dois ou mais eletrodos, entre os quais circula, através do ar, uma corrente produzida por meio de um dispositivo ionizador. Os detectores por câmara ótica é composto por elemento sensível a fumaças, com uma área vedada à entrada de luz, mas semiaberta pra permitir a circulação do ar, onde as 40 partículas em suspensão maiores que a longitude de onda da luz de um feixe de medição são detectadas pelo princípio de difusão ou transmissão da luz. Utilizados em ambientes onde, num princípio de incêndio, haja expectativa de formação de fumaça, antes da deflagração do incêndio propriamente dito. Assim o detector utilizado no projeto será o do tipo óptico. SEITO (2008) afirma que: “Sensores iônicos: utilizados em ambientes nos quais, num princípio de incêndio, haja formação de combustão, mesmo invisível, ou fumaça, antes da deflagração do incêndio propriamente dito e, sensores ópticos: utilizados em ambientes nos quais, num princípio de incêndio, haja expectativa de formação de fumaça, antes da deflagração do incêndio propriamente dito.” (SEITO, 2008). Este projeto propõe a instalação de detectores diretamente na laje utilizando eletrodutos metálicos galvanizados presos no teto com braçadeiras de mesmo material. A figura abaixo, retirada da NBR 17240 mostra um esquema típico de instalação de detectores no teto. FIGURA 31: instalação típica de um detector (NBR 17240) 41 4.4.2 Acionadores manuais Quanto aos acionadores manuais, a NT 19 do CBMGO, diz: “Onde houver sistema de detecção instalado será obrigatória a instalação de acionadores manuais, exceto para ocupações das divisões F-6, em que o acionador manual é opcional, quando há sistema de detecção.” NT19- CBMGO. A biblioteca se enquadra na classificação F-1, portanto, haverá necessidade de utilização de acionador manual. Devem ser instalados em locais de maior probabilidade de trânsito de pessoas em caso de emergência, tais como: nas saídas de áreas de trabalho, lazer, em corredores, halls, saídas de emergência para o exterior, etc. Segundo a NBR 17240, os acionadores manuais devem ser instalados a uma altura entre 0,90 m e 1,35 m do piso acabado na forma embutida ou de sobrepor, na cor vermelho segurança. A NT 19 afirma: “Os acionadores manuais instalados na edificação devem obrigatoriamente conter a indicação de funcionamento (cor verde) e alarme (cor vermelha), indicando o funcionamento e supervisão do sistema, quando a central do sistema for do tipo convencional. Quando a central for do tipo inteligente, pode ser dispensada a presença dos leds nos acionadores, desde que haja um retorno do alarme para a pessoa que acionou o informando que a central recebeu a identificação”. NT 19 CBM-GO. Um acionador manual será instalado na divisória para atender as exigências das normas quanto à proximidade de movimentação de pessoas. O outro acionador será instalado próximo às mesas e os livros para que as pessoas não percorram uma distância maior que 16m. 42 4.4.3 Meios de aviso e alerta Os meios de aviso e alerta podem ser sonoros, visuais (luminosos) ou mistos (sonoros e visuais). Devem ser instalados em quantidades suficientes, em locais que permitam sua visualização e/ou audição na área protegida, a uma altura entre 2,20 m e 3,50 m, preferencialmente na parede. Estes avisadores devem ser supervisionados pela central, com relação a rompimentos de fios e cabos em suas ligações. Serão instalados acima do acionador manual. FIGURA 32: instalação típica de um acionador manual com avisador audiovisual (NBR 17240). 43 4.4.4 Fontes de alimentação Acerca das fontes de alimentação, todo o sistema, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás: “[…] deverá ter duas fontes de alimentação. A principal é a rede de tensão alternada e a auxiliar é constituída por baterias ou nobreak. Quando a fonte de alimentação auxiliar for constituída por bateria de acumuladores ou nobreak, esta deve ter autonomia mínima de 24 h em regime de supervisão, sendo que no regime de alarme deve ser de no mínimo 15 min para suprimento das indicações sonoras e/ou visuais, ou o tempo necessário para a evacuação da edificação. Quando a alimentação auxiliar for por gerador, também deverá ter os mesmos parâmetros de autonomia mínima” NT 19 CBMGO. A fonte de alimentação fornece à central a tensão necessária ao equipamento, carrega a bateria, e em caso de falta de energia da rede, fornece a tensão de serviço à central, através da bateria. O carregador recebe alimentação pela rede elétrica de corrente alternada (110/ 220 V 60Hz), comutada através da chave de seleção de voltagem. O transformador é o responsável pelo isolamento elétrico entre a rede e o circuito eletrônico bem como pela redução desta tensão aos níveis adequados para o perfeito funcionamento do carregador. O carregador opera como uma fonte de alimentação constante, sendo que a flutuação da bateria é obtida quando a tensão em seus terminais se iguala com a tensão de saída do carregador. Quando não existe diferença de potencial entre o carregador e a bateria, cessa o fluxo de corrente do carregador para a bateria, sendo que a corrente volta a fluir assim que a bateria volta a solicitar, isto é, quando a tensão entre seus terminais decresce. 4.4.5 Iluminação de emergência A iluminação de emergência será constituída de luminárias de emergência de LED, Essas luminárias possuem tensão bivolt automático 127V ou 220V, com dimensões reduzidas, autonomia de 6 horas na posição mínimo e 3 horas na posição máximo. A iluminação é com LED’s de alto brilho e consome cerca de 2W de energia. O fluxo luminoso é de 80 lúmens na 44 posição mínimo e 150 lúmens na posição máximo A bateria interna é lítio com tensão 3,7V e capacidade de 1,0A/hora. A instalação é feita diretamente na parede a uma altura de cerca de 2,70 metros. FIGURA 33: luminária de LED (CATÁLOGO EMPALUX). 4.4.6 Central De acordo com a NT 19 (CBMGO), A central de alarme / detecção deve ficar em local em que haja constante vigilância humana e de fácil visualização. Essa também é uma recomendação da NBR 17240, que recomenda ainda prever um espaço livre mínimo de 1m² em frente à central, destinado à sua operação e manutenção preventiva e corretiva. Dentre os tipos de centrais de alarme disponíveis no mercado, optou-se por um mais simples, proporcional ao tamanho do sistema de detecção. A central de alarme de incêndio escolhida possui as seguintes características: 45 FIGURA 34: ficha técnica da central de alarme (CATÁLOGO WALMONOF). 46 FIGURA 35: central de alarme (CATÁLOGO WALMONOF). 4.5 Sistemas de extinção Devido ao tipo de material a ser protegido, optou-se por utilizar extintores portáteis como forma de combate a incêndio no ambiente da biblioteca na UnUCET. Serão utilizados extintores de pó ABC, que abrangem a extinção tanto de incêndio em papéis como em materiais elétricos como, por exemplo, computadores e outros elementos situados no ambiente da biblioteca. Outro fator que fortaleceu a escolha desse meio de extinção foi o valor inferior a outros tipos de agentes extintores encontrados no mercado (gases inertes, etc.). Segundo a NT 21 do CBM-GO Os extintores devem ser distribuídos de tal forma que o operador não percorra mais que: A. RISCO BAIXO – 25m B. RISCO MÉDIO - 20m C. RISCO ALTO - 15m 47 “A capacidade extintora mínima de cada tipo de extintor portátil, para que se constitua uma unidade extintora deve ser: Carga de Pó ABC– um extintor com capacidade extintora de no mínimo 2-A: 20: B C.” (NT 21 CBM-GO). A mesma NT 21 recomenda que cada pavimento deve possuir no mínimo duas unidades extintoras, sendo uma para incêndio classe A e outra para incêndio classes B e C. No trabalho foi prevista a instalação de três unidades extintoras iguais de pó ABC em pontos estratégicos do ambiente, somado a outro extintor já existente ao lado da porta de entrada, do lado externo, a menos de cinco metros da mesma. Assim, os extintores portáteis de pó ABC atenderão à referida norma técnica do CBM-GO. Abaixo seguem algumas especificações técnicas: Características Técnicas: Agente extintor: Pó Químico ABC Tipo de pressurização: direta Modelo: PP-6kg Código do produto: EC-079 Peso (kg): 9,55 (±3%) Dados de Desempenho: Tempo de descarga (s): 8 Alcance do jato (m): 5 (médio) Rendimento na posição vertical: 93% (médio) Capacidade Extintora: 2-A NBR 9443 e 20-B NBR 9444 Faixa de temperatura de operação (°C): -10° a 50° Pressão Normal de carga (kgf/cm2/MPa): 10,5 - 1,0 Objetivo: Combate ao fogo classe A, B e C. 48 FIGURA 36: extintor pó ABC (CBMESP)) 4.6 Sinalização de emergência Segundo a NT 20 do CBM-GO, “A sinalização de emergência tem como finalidade reduzir o risco de ocorrência de incêndio, alertar para os riscos existentes e garantir que sejam adotadas ações adequadas às situações de risco, que orientem as ações de combate e facilitem a localização dos equipamentos e das rotas de saída para abandono seguro da edificação em caso de incêndio.” (NT 20- CBM-GO). Como a edificação é simples, somente a sinalização das rotas de saída atenderá ao disposto na referida norma técnica. A sinalização utilizada será a de referência S2- indicação do sentido de uma saída de emergência. Esta sinalização será colocada na divisória acima do guichê de atendimento interno conforme projeto em anexo. Será uma colocada sinalização S3 acima da porta, pelo lado de dentro. 49 FIGURA 37: Indicação de uma saída de emergência acima da porta S3 (NT20 CBMGO) FIGURA 38: indicação de sentido de uma saída-S2 (NT20 CBMGO) 4.7 Adequação das entradas da edificação Segundo a NT 11 CBMGO, para este tipo de edificação com detectores automáticos e uma única saída, a distância máxima a ser percorrida por uma pessoa em situação de evacuação é de 45 metros, o que é atendido nesta edificação. A porta de acesso da edificação tem largura de 1,50 m, mas foi colocada uma catraca para controle de acesso dos usuários à biblioteca, o que compromete o tempo de evacuação dos usuários em caso de incêndio. Diante disso, propõe-se colocar uma cancela ao lado da catraca, aumentando a capacidade de evacuação do local. 50 FIGURA 39: ADEQUAÇÃO SAÍDA DE EMERGÊNCIA 51 5 5.1 CONSIDERAÇÕES FINAIS Conclusão O presente trabalho abordou os principais conceitos necessários ao entendimento do tema relacionado a fogo e incêndio, trazendo definições simples e claras constantes dos mais recentes estudos relacionados à área. Contribuiu de forma intensa, não só com o conhecimento técnico adquirido, mas também com a capacidade de investigar, delimitar um problema, propor uma possível solução para o mesmo, além do aperfeiçoamento da capacidade de extrair os conceitos mais relevantes de um texto. Com alguns levantamentos de preço realizados de forma superficial, estima-se que os custos de implantação do projeto ficarão em torno de setenta mil reais (R$ 70.000,00). Este valor a ser gasto é compensado pela garantia de preservação do acervo da biblioteca e, principalmente, dos usuários e funcionários da mesma. Para que o projeto alcance a eficiência desejada, é necessário que haja treinamento dos funcionários acerca do uso de extintores e outros equipamentos constantes do sistema. Este treinamento é fornecido gratuitamente pelo CBM-GO para as entidades públicas. 5.2 Sugestões para pesquisas futuras A UnUCET, tem outros departamentos que podem ser objeto de pesquisas e projetos na área de SCI como por exemplo, os laboratórios onde acontecem as aulas com o uso de reagentes químicos, em que se pode pensar em um projeto de extinção de incêndio por meio de gases, ou mesmo outro projeto de detecção e alarme em que se utilize um tipo de detector diferente. Enfim dentro da própria UnUCET há muito a ser feito acerca de proteção contra incêndio e, cabe aos acadêmicos identificarem essas necessidades e propor soluções para elas. 52 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 11836: Detectores automáticos de fumaça para proteção contra incêndio. Rio de Janeiro: 1992 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 17240: Sistemas de detecção e alarme de incêndio- Projeto, instalação, comissionamento e manutenção de sistemas de detecção e alarme de incêndio – Requisitos. Rio de Janeiro: 2010. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13860. Glossário de termos relacionados com a segurança contra incêndio. Rio de Janeiro: 1997. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14432. Exigências de resistência ao fogo de elementos construtivos de edificações- procedimento. Rio de Janeiro: 2001. CBM- GO, NORMA TÉCNICA n. 19, Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio, 2007. CBM- GO, NORMA TÉCNICA n. 20, Sinalização de emergência, 2007. CBM- GO, NORMA TÉCNICA n. 21, Sistemas de proteção por extintores de incêndio, 2007. CBM-DF, Manual de segurança contra incêndio e pânico-Proteção passiva. Brasília- DF: CBM-DF, 2007. 216 p. CBPM-SP, Instrução Técnica nº 02- Conceitos básicos de segurança contra incêndio. São Paulo-SP: CBPM-SP, 2011. CBPM-SP, Instrução Técnica nº 14- Carga de incêndio nas edificações e áreas de risco. São Paulo-SP: CBPM-SP, 2011. CPN-SP, COMISSÃO TRIPARTITE PERMANENTE DE NEGOCIAÇÃO DO SETOR ELÉTRICO NO ESTADO DE SÃO PAULO, Manual de treinamento curso básico segurança em instalações e serviços com eletricidade - NR 10. DIMAS, João, Sistemas de Proteção contra Incêndio: Depois do Halon, Allianz Portugal: Ficha de Prevenção 2004-1. LEAL, Omar Lima, et al. A Segurança contra incêndio no Brasil -sistemas de combate a incêndio por agentes gasosos. São Paulo: Projeto Editora, 2008. 496 p. 21 cm. ISBN: 978-85-61295-00-4 53 NFPA – National Fire Protection Association Standard on Clean Agent Fire Extinguishing System. NFPA 2001, Mass, USA: 2003. CONFEA, Resolução n° 1.010 do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia-. SÃO PAULO. Decreto nº 56.819, de 10 de Março de 2011- Regulamento de Segurança contra Incêndio das edificações e áreas de risco, São Paulo, p.4, 2011. SEITO, Alexandre Itiu, et al. A Segurança contra incêndio no Brasil. São Paulo: Projeto Editora, 2008. 496 p. 21 cm. ISBN: 978-85-61295-00-4. 54 7 ANEXOS 55 ESTADO DE GOIÁS SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR COMANDO OPERACIONAL DE DEFESA CIVIL ANEXODEPARTAMENTO 1-MEMORIAL DESCRITIVO CONTRA INCÊNDIO, – MODELO EXPLOSÃO COMPLETO E PÂNICO. Ocupação/Uso: LOCAL ONDE HÁ OBJETO DE VALOR INESTIMÁVEL Divisão: F-1 Descrição: BIBLIOTECA Endereço: BR 153 km 98- FAZENDA BARREIRO DO MEIO- ANÁPOLIS- GO Finalidade: ( X ) Aprovação ( ) Substituição ( ) Atualização ESTADO DE GOIÁS CORPO DE BOMBEIROS MILITAR Processo nº _________/______ Data: ______/______/______ APROVADO Observação: ( ) Por atualização. Processo original: nº _________/______ Data: ______/______/______ ( ) Por substituição. Processo original: nº _________/______ Data: ______/______/______ ( ) Por adequação de edificação existente. Data da edificação: ______/______/______ ( ) Conforme Parecer Técnico: nº _________/______ Data: ______/______/______ 56 MEMORIAL DESCRITIVO – SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO 1 – Obra Endereço: BR 153 km 98 Bairro: FAZENDA BARREIRO DO MEIO Município: ANÁPOLIS 2 – Proprietário Nome: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS Endereço: BR 153 km 98 Bairro: FAZENDA BARREIRO DO MEIO Município: ANÁPOLIS E-mail: Telefone: (62) 3328 - 1159 3 – Autor do Projeto Nome: DANIEL DE PAULA FERREIRA CREA: Endereço: RUA BENEDITO ROCHA QD 42 LT 13 Bairro: PARQUE TRINDADE 1 Município: AP. DE GOIÂNIA. E-mail: [email protected] Telefone: (62) 8465-2130 4 – Formas de Apresentação ( X ) Projeto Técnico ( ) Projeto Técnico para Ocupação Temporária em Edificação Permanente ( ) Projeto Técnico para Instalação e Ocupação Temporária 5 – Características da Edificação (Conforme Lei 15.802/06) Ocupação/Uso: Local onde há objeto de valor inestimável Divisão: F-1 Descrição: BIBLIOTECA Risco: ALTO Carga de Incêndio: Área existente: 240 m² A demolir: Área Total: 240 m² Altura: m² 3m 2000 MJ/ m² A construir: N. de pavimentos: 01 6 – Instalações Preventivas de Proteção contra Incêndio e Pânico ( ) Acesso de viatura do Corpo de Bombeiros ( X ) Iluminação de emergência ( ) Separação entre edificações ( X ) Detecção de incêndio ( ) Segurança estrutural nas edificações ( X ) Alarme de incêndio ( ) Compartimentação horizontal ( X ) Sinalização de emergência m² 57 ( ( X ) Extintores ) Compartimentação vertical ( X ) Controle de material de acabamento ( X ) Hidrantes e mangotinhos ( X ) Saídas de emergência ( ) Chuveiros automáticos ( ) Elevador de emergência ( ) Resfriamento ( ) Controle de fumaça ( ) Espuma ( ) SPDA Sistema de Proteção contra Descargas ( ) Sistema fixo de gases limpos e dióxido Atmosféricas de carbono (CO2) ( ( ) Plano de intervenção de incêndio ) Brigada de incêndio 7 – Riscos Especiais ( ) Armazenamento de líquidos inflamáveis ( ) Fogos de artifício ( ) Gás Liquefeito de Petróleo ( ) Vaso sob pressão (caldeira) ( ) Armazenamento de produtos perigosos ( ) Outros (especificar) 8 – Pavimentos ou Setores 8.1 – Número de Pavimentos Subterrâneo: Térreo: 01 Elevado: 00 Total: 01 8.2 – Discriminação Pavimento ou Setor Área construída Pé direito BIBLIOTECA 240 m² 3m Utilização 9 – Situação da Edificação ( ) Entre Residências ( ) Entre Comércio e/ou Indústria ( X ) Isolada SISTEMA PREVENTIVO POR EXTINTORES 10 – Proteção por Extintores Discriminação por Pavimentos ou Setores Pavimento ou Setor Tipo de Extintor Capacidade Quantidade TÉRREO Carga de Pó ABC 2-A: 20 B: C 04 Total de Unidades Extintoras: 04 58 11 – Local e data: Goiânia - GO, 28 de março de 2014. ______________________________ ______________________________ Proprietário ou Responsável pelo uso Autor do Projeto RG: ___________________ CREA: _____________ MEMORIAL DESCRITIVO DA EDIFICAÇÃO 1 – Características da edificação e tipos de materiais empregados Estrutura: CONCRETO ARMADO N. de pavimentos: 01 Divisões internas: DIVISÓRIAS EM MADEIRA Cobertura: LAJE DE CONCRETO ARMADO Pisos: GRANITINA Esquadrias: ALUMÍNIO Forro: AUSENTE Sistema de aquecimento central: AUSENTE Instalações elétricas: CONFORME NBR 5410 Instalações de ar condicionado: 1.1 – Toda e qualquer edificação, independentemente do tipo de ocupação, ou mesmo área construída, deverá atender ao que determina a Lei 15.802 de 11 de Setembro de 2.006 e as Normas Técnicas do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás, que estiverem em vigência. 2 – Local e data: Goiânia - GO, 28 de março de 2014. ______________________________ ______________________________ Proprietário ou Responsável pelo uso Autor do Projeto RG: ___________________ CREA: _____________