Colégio da Polícia Militar de Goiás - NAS SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE GOIÁS COMANDO DE ENSINO POLICIAL MILITAR COLÉGIO DA POLÍCIA MILITAR SARGENTO NADER ALVES DOS SANTOS SÉRIE/ANO: 8° TURMA(S): DATA: ____ / ____ / 2015 DISCIPLINA: Literatura PROFESSOR (A): Glayce Kelly C. Pires Rodrigues ALUNO (A):_____________________________________________________________________________ Nº_______ Rosa de Hiroshima - Vinicius de Moraes Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas cálidas Mas, oh, não se esqueçam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroshima A rosa hereditária A rosa radioativa Estúpida e inválida A rosa com cirrose A anti-rosa atômica Sem cor sem perfume Sem rosa, sem nada 01) Podemos afirmar que o assunto do poema de Vinícius é sobre a)( ) as crianças carentes. b)( ) as rosas cálidas. c)( ) a bomba de Hiroshima d)( ) as feridas do coração. e)( ) as rosas de um jardim. Lista de Exercícios 02) Podemos afirmar que a função social do poema de Vinícius é a)( ) denunciar os horrores da segunda guerra mundial. b)( ) enaltecer os feitos heroicos. c)( ) discutir sobre a importância do amor. d) ( ) discutir sobre a inutilidade da guerra. e) ( ) Não há função social em poemas. 03)Considere o título do poema “Rosa de Hiroshima”. A imagem da rosa pode ser associada a) ( ) aos jardins de Hiroshima. b) ( ) à explosão da bomba. c) ( ) às diversas crianças. d)( ) às meninas de Hiroshima. e) ( ) às feridas 04) O poeta caracteriza as vítimas da guerra ao lançar mão de alguns adjetivos, os quais fazem referência a diversos traumas pós-guerras. A qualificação das crianças como “mudas telepáticas ” evidencia a) ( ) as alterações genéticas. b)( ) a dificuldade de quantificar as vítimas. c) ( ) a quantidade de mortos. d) ( ) os terríveis traumas físicos. e) ( ) os terríveis traumas psicológicos. 05) A fim de qualificar a “rosa de Hiroshima”, o poeta lança mão de alguns adjetivos. Ao afirmar que a rosa é “hereditária e radioativa” o poeta discute sobre a) ( ) as deformações genéticas deixadas em muitas gerações. b) ( ) as consequências psicológicas dos sobreviventes. c) ( ) as consequências econômicas da guerra. d) ( ) as consequências para o solo. e) ( ) o grande número de mortos. Colégio da Polícia Militar de Goiás - NAS Uma didática da invenção – Manoel de Barros Etc. Etc. 1.Para apalpar as intimidades do mundo é preciso saber: a) Que o esplendor da manhã não se abre com faca b) O modo como as violetas preparam o dia para morrer c) Por que é que as borboletas de tarjas vermelhas têm devoção por túmulos d) Se o homem que toca de tarde sua existência num fagote, tem salvação e) Que um rio que flui entre 2 jacintos carrega mais ternura que um rio que flui entre 2 lagartos f) Como pegar na voz de um peixe g) Qual o lado da noite que umedece primeiro. etc. etc. etc. Desaprender 8 horas por dia ensina os princípios. 2. Desinventar objetos. O pente, por exemplo. Dar ao pente funções de não pentear. Até que ele fique à disposição de ser uma begônia. Ou uma gravanha. Usar algumas palavras que ainda não tenham idioma. [...] 2.1. Ocupo muito de mim com o meu desconhecer. Sou um sujeito letrado em dicionários. Não tenho que 100 palavras. Pelo menos uma vez por dia me vou no Morais ou no Viterbo – A fim de consertar a minha ignorãça, mas só acrescenta. Despesas para minha erudição tiro nos almanaques: – Ser ou não ser, eis a questão. Ou na porta dos cemitérios: – Lembra que és pó e que ao pó tu voltarás. Ou no verso das folhinhas: – Conhece-te a ti mesmo. Ou na boca do povinho: – Coisa que não acaba no mundo é gente besta e pau seco. Etc. Maior que o infinito é a encomenda. 06) Considerando a leitura do poema, a palavra desinventar significa: a) ( ) Criar um novo objeto. b) ( ) Reinventar um novo objeto. c) ( ) Dar uma nova função para um objeto. d) ( )Destruir totalmente o objeto velho. e) ( )Criar um novo nome para o objeto. 07) O pente, de acordo com a leitura do poema, deverá assumir novas funções, um novo estado de ser. Marque a alternativa que confirme esta afirmação. a) ( ) “Usar algumas palavras” b) ( ) “Desaprender 8 horas” c) ( ) “Ocupo muito de mim” d) ( ) “Até que ele fique à disposição de ser uma begônia” e) ( ) “Desinventar objetos” 08) No verso “Dar ao pente funções de não pentear”, o verbo em destaque é uma pista linguística que nos permite identificar a metáfora: a) ( b) ( c) ( d) ( e) ( )do poeta como um criador, um inventor. )do pente como um simples objeto. )do poeta como um repetidor incansável. )do pente como uma pessoa maleável. )do poema como objeto imutável. 09) De acordo com o poema, estar à disposição de ser begônia ou gravanha indica a) ( ) a possibilidade de ser um inseto. b) ( ) a possibilidade de ser um ser humano. c) ( ) a possibilidade de ser um animal. d) ( ) a possibilidade de ser uma planta. e) ( ) a possibilidade de ser um E.T. Colégio da Polícia Militar de Goiás - NAS c)( ) acadêmica. d) ( ) científica. e) ( )coloquial. 10) O uso da expressão “começar com o pé direito” no contexto da charge sugere o uso da linguagem em sentido a) ( b) ( c) ( d) ( e) ( ) conotativo. ) figurado. ) denotativo. ) padrão. ) informal. 11) A expressão “Há séculos” é um exemplo de uso de linguagem em sentido conotativo ou figurado conhecida pela figura de linguagem chamada de a) ( ) hipérbole, a qual representa um exagero. b) ( ) metáfora, a qual representa uma comparação implícita. c) ( ) antítese, a qual representa emprego de termos em sentidos opostos. d) ( ) prosopopeia, a qual representa a atribuição de características humanas a seres inanimados. e) ( ) eufemismo, a qual representa o uso de uma expressão mais agradável. 12) O termo em destaque “que eu não via ele” é exemplo de uso de linguagem a) ( ) formal. b)( )padrão. (Enem 2015) Poesia quentinha – Projeto literário publica poemas em sacos de pão na capital mineira. Se a literatura é mesmo o alimento da alma, então os mineiros estão diante de um verdadeiro banquete. Mais do que um pãozinho com manteiga, os moradores do bairro de Barreiro, em Belo Horizonte (MG), estão consumindo poesia brasileira no café da manhã. Graças ao projeto “Pão e Poesia”, que faz do saquinho de pão um espaço para veiculação de poemas, escritores como Affonso Romano de Sant’Anna e Fernando Brant dividem espaço com estudantes que passaram por oficinas de escrita poética. São ao todo 250 mil embalagens, distribuídas em padarias da região de Belo Horizonte, que trazem a boa literatura para o cotidiano das pessoas, além de dar uma chance a escritores novatos de verem seus textos impressos. Criado em 2008 por um analista de sistemas apaixonado por literatura, o “Pão e Poesia” já recebeu dois prêmios do Ministério da Cultura. 13 ) A proposta de um projeto como o “Pão e Poesia” objetiva inovar em sua área de atuação, pois a)( ) Privilegia novos escritores em detrimento daqueles já consagrados. b) ( ) resgata poetas que haviam perdido espaços de publicação impressa. c) ( ) prescinde de critérios de seleção em prol da popularização da literatura. d) ( ) propõe acesso à literatura a públicos diversos. e) ( )alavanca projetos de premiações antes esquecidos. 14 ) o enredo da obra “ A namorada de Camões” de Márcia Kupstas traz a história de uma professora de literatura que lança um desafio que pretende discutir sobre a)( ) carreira profissional versus amor Colégio da Polícia Militar de Goiás - NAS b) ( ) relação familiar versus relação entre amigos. c) ( ) ensino profissionalizante versus ensino técnico. d) ( ) ensino fundamental versus ensino médio. e) ( ) família versus amor 15 ) Os personagens Bruna e Gigi da obra “A namorada de Camões” eram conhecidos também por a) ( b) ( c) ( d) ( e) ( ) Romeu e Julieta. ) queijo e doce de leite. ) pão e manteiga. ) banana e mel. ) queijo e goiabada. 16) No quadrinho, o personagem Felipe, a) ( ) considera o respeito pela mãe mais importante do que o vício da preguiça b) ( ) opõe-se a um pensamento por meio do conectivo adversativo “mas”. c) ( ) associa o sentido metafórico de “mãe” ao sentido literal dessa palavra para justificar a ociosidade d) ( ) revela-se indiferente ao que as pessoas pensam sobre os vícios e)( ) Demonstra não ter respeito nenhum pela sua mãe O fantástico mistério de feiurinha – Pedro Bandeira Feiurinha (peça teatral em um ato) Personagens: Escritor, Caio, o Lacaio, Dona Branca Encantado, Dona Cinderela Encantado, Dona Rapunzel Encantado, Dona Bela Adormecida Encantado, Dona BelaFera Encantado, Dona Chapeuzinho Vermelho, Jerusa, Feiurinha, Príncipe, Ruim, Malvada, Piorainda, Belezinha, Pai da Feiurinha, Mãe da Feiurinha, Bode Encantado (pode ser uma marionete) Cenários São quatro ambientes. Os três primeiros alternar-se-ão no centro do palco e o quarto (a sala de trabalho do Escritor) estará o tempo todo à esquerda do proscênio [...] Branca E esse lacaio, que não chega! Entra Caio. Caio Com licença, minha Princesa. Missão cumprida! Branca Caio! Você voltou! E então? O que descobriu? Caio Nada, Princesa... Branca Como nada? O que disseram lá no palácio da Feiurinha? Caio Nada, Princesa. O palácio da Senhora Princesa Feiurinha Encantado desapareceu, minha Princesa... Branca Até o castelo? Mas o que disse o Príncipe Encantado, o marido da Feiurinha? Caio O Príncipe Encantado não disse nada, minha Princesa. Branca Como não disse nada? Caio O Príncipe Encantado, marido da Senhora Princesa Feiurinha Encantado, também desapareceu... Branca Até ele? Mas ninguém disse nada? Ninguém deu uma pista que... Caio Perdoe-me, Princesa, fiz o que pude. Mas o problema é que todos dizem até que nunca ouviram falar em uma Princesa chamada Feiurinha... Todas ficam caladas. A desolação toma conta delas. Após um breve intervalo, Dona Branca encara as amigas. Branca Vocês compreendem o perigo que todas nós estamos correndo? Uma heroína, Colégio da Polícia Militar de Goiás - NAS alguém como nós, desapareceu sem deixar vestígios. Até o castelo e o marido dela desapareceram. Rapunzel Vai ver os dois saíram de férias... Chapéu E levaram o castelo com eles? Ora, deixe de ser boba... Cinderela Já procuraram por algum sapatinho de cristal perdido em alguma escadaria? Se encontrarem um, é só experimentar nos pés de todas as... Bela-Fera Cala a boca, Cinderela! O negócio é sério! Branca Como eu ia dizendo, desse jeito algum desastre pode acontecer com qualquer uma de nós a qualquer momento! Chapéu Será que nossos tempos de felicidade eterna terminaram? Rapunzel Não é possível! Acho que os lacaios procuraram errado! São todos uns incompetentes. É preciso procurar direito, falar com as pessoas certas. É preciso interrogar todos os personagens secundários da história da Feiurinha! Cinderela Boa ideia! Vamos repassar toda a história da Feiurinha, sem esquecer nenhum detalhe. Depois vai ser fácil localizar os personagens secundários. Você começa, Rapunzel! Rapunzel Bem... não me lembro direito da história dela... Sabe? É uma história meio boba, não tem o charme da minha... Bela-Fera Ora, deixe de ser presunçosa! A sua história não passa de um monte de baboseira. Charme tem a minha história, que ... Branca Calem a boca! As duas! Vamos deixar a vaidade de lado. O perigo que nós corremos é muito mais sério. Não há tempo a perder! Chapéu Tem razão, Branca. Comece você então a contar a história da Feiurinha. Branca Eu... eu não me lembro direito... Talvez, se você começar... Chapéu Sabe? Eu também não me lembro da história da Feiurinha... 17 ) O texto acima é um exemplo do gênero peça teatral porque a)( ) é feita uma reflexão sobre a importância das histórias. b) ( ) há ocorrência de relatos míticos. c) ( ) é escrito para ser representado, pois dispensa o narrador, é estruturado em atos e apresenta informações sobre o cenário. d) ( ) há a ocorrência do humor a fim de entreter o leitor. e) ( ) há o relato pessoal. 18) Por qual motivo as princesas se sentem ameaçadas? a)( ) pelo sumiço da princesa Feiurinha b)( ) pelo sumiço dos príncipes encantados. c) ( ) pelo sumiço de suas histórias. d) ( ) pelo esquecimento da branca de neve. e) ( ) pelo sumiço de cinderela. 19) A partir da leitura do excerto da peça Bandeira é possível afirmar que o sumiço princesa Feirinha foi ocasionado a)( ) pela fuga da princesa Feiurinha. b) ( ) Pela fuga do príncipe encantado. c) ( ) pelo esquecimento da história princesa Feiurinha. d) ( ) pelo fato de os príncipes terem retirado da cena. e) ( ) pela negligência do autor da peça. de da da se 20) A peça de Bandeira remonta as personagens dos clássicos contos de fadas infantis, porém a)( ) faz referência ao nascimento das princesas. b) ( ) faz referência após o famoso “felizes para sempre” c)( ) faz referência ao casamento de Feiurinha. d)( )faz referência ao momento do casamento das princesas. e)( ) faz referência ao nascimento dos príncipes. A dama do livro – pintura de Roberto Fontana Colégio da Polícia Militar de Goiás - NAS do quadro pode ser representado pelo seguinte verso: a)( ) “A bela dama ruiva e descansada” b) ( ) “Totalmente calados e sentidos” c) ( ) “Da fina tela aos flóridos tecidos” d) ( ) “Mandam-me aqui para viver contigo”. e) ( ) “Nada diria, totalmente nada” SONETO CIRCULAR – Machado de Assis Poema inspirado no quadro “A dama do livro” A bela dama ruiva e descansada, De olhos lânguidos, macios e perdidos, Co’um dos dedos calçados e compridos Marca a recente página fechada. Cuidei que, assim pensando, assim colada Da fina tela aos flóridos tecidos, Totalmente calados os sentidos, Nada diria, totalmente nada. Mas, eis da tela se despega e anda, E diz-me: - “Horácio, Heitor, Cibrão, Miranda, C. Pinto, X. Silveira, F. Araújo, Mandam-me aqui para viver contigo.” Ó bela dama, a ordens tais não fujo. Que bons amigos são! Fica comigo. 21) O poema de Machado de Assis é um exemplo de soneto por apresentar uma estrutura a)( ) flexível de dois quartetos e dois tercetos. b) ( ) aleatória de dois quartetos e dois tercetos. c) ( ) rígida de dois quartetos e dois tercetos. d) ( ) rígida de quatro quartetos. e) ( ) flexível de quatro tercetos. 22) Horácio, Cibrão, Miranda, C. Pinto, X. Silveira, F. de Araújo são os amigos que deram ao poeta, como um presente, o quadro da dama ruiva. O recado que eles mandaram pela senhora 23) A descrição das duas primeiras estrofes indica a)( ) o conteúdo do quadro além de expor a visão que o poeta tem da figura feminina ali representada. b) ( ) o conteúdo do quadro além de expor o sentimento do poeta pelos seus amigos. c) ( ) o sentimento do momento pelo quadro. d) ( ) como era a relação do poeta com seus amigos. e) ( ) a solidão do poeta. 24) O diálogo entre a mulher e o poeta nas duas últimas estrofes nos informa que a) ( ) o poeta não gostou do quadro que comprara. b) ( ) o poeta não gostou do presente que recebera. c) ( ) o quadro foi um presente de amigos a contragosto do poeta. d) ( ) o poeta não gostou do quadro que comprou. e) ( ) o quadro foi um presente de amigos e que foi muito bem recebido pelo poeta. 25) “Ler é dialogar com o texto” É possível afirmar que a compreensão da leitura como um diálogo está presente no soneto de Machado de Assis porque ele apresenta a) ( ) a leitura dos amigos do poeta. b) ( ) a leitura que o poeta faz do quadro e, em seguida, o diálogo entre o poeta e a dama retratada. c) ( ) a leitura que os amigos do poeta fizeram do quadro. d) ( ) o diálogo entre o poeta e o leitor. e) ( ) o diálogo entre o poeta e seus colegas. Colégio da Polícia Militar de Goiás - NAS GABARITO 1- C 2- A 3- B 4- E 5- A 6- C 7- D 8- A 9- D 10- C 11- A 12- E 13- D 14- A 15- E 16- C 17- C 18- A 19- C 20- B 21- C 22- D 23- A 24- E 25- B