UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ JAILSON MARCELINO PEREIRA IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE CONTROLE DE ESTOQUE DA EMPRESA METALÚRGICA SARAIVA Biguaçu 2009 JAILSON MARCELINO PEREIRA IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA CONTROLE DE ESTOQUE DA EMPRESA METALÚRGICA SARAIVA Trabalho de conclusão de estágio apresentado ao curso de administração de Empresas do Centro de Educação Superior IV da UNIVALI como requisito para obtenção do titilo de Bacharel em Administração. Professor: Rosalbo Ferreira Biguaçu 2009 JAILSON MARCELINO PEREIRA IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA CONTROLE DE ESTOQUE DA EMPRESA METALÚRGICA SARAIVA Este trabalho de conclusão de estágio foi considerado aprovado, atende os requisitos parciais para obter o título de Bacharel em Administração. Prof(a) MSc. Luciana Merlin Bervian UNIVALI – Campus Biguaçu Coordenador(a) do Curso Banca Examinadora: Prof(a) Dr. Rosalbo Ferreira UNIVALI – Campus Biguaçu Professor Orientador Prof(a) MSc. Claudia Catarina Ferreira UNIVALI – Campus Biguaçu Membro Prof(a) Dr. Jairo Cesar Ramos Vieira UNIVALI – Campus Biguaçu Membro 4 Dedico este trabalho a todos os meus familiares, com quem aprendo a cada dia, a lutar e amar a vida. 5 AGRADECIMENTOS À Deus, pelo o dom da vida, pela minha capacidade de relacionamento com as pessoas e pela minha saúde perfeita. Aos meus pais, Marcelino Pereira e Maurida Maria Pereira, responsáveis pela minha educação e formação do meu caráter, pela confiança que depositaram em mim. Aos meus amigos de classe, Fábio, Michelle, Débora, Cristiane e Karen, que jamais vou esquecer nossos momentos juntos, pela amizade e companheirismo demonstrados durante o curso. Ao orientador Prof. Dr. Rosalbo Ferreira, pelo acompanhamento pontual e competente. Quero também agradecer a empresa Metalúrgica Saraiva Indústria e Comércio Ltda. que proporcionou um espaço para que eu realizasse este trabalho. 6 “Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve... A vida é muito para ser insignificante”. Charles Chaplin 7 RESUMO Pereira, Jailson Marcelino. Estruturação do sistema de controle de estoque, para a empresa Metalúrgica Saraiva Indústria e Comercio Ltda. 2009. 80 F. Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Administração) – Universidade do Vale do Itajaí, Biguaçu, 2009. Este trabalho discorre sobre proposta e execução de melhorias no sistema de controle de estoque da empresa Metalúrgica Saraiva Indústria e Comercio Ltda. Uma empresa fabricante de espelhos retrovisores para ônibus e caminhão. Foi aplicada uma pesquisa qualitativa, com a pesquisa caracterizada como descritiva, exploratória e observacional. A coleta de dados foi realizada através de um estudo de caso, pesquisa documental e entrevistas com funcionários envolvidos com o estoque da organização, podendo assim levantar informações precisas. A pesquisa identificou os pontos fracos da empresa no que diz respeito à gestão do estoque, podendo assim propor melhorias com a utilização de algumas ferramentas de controle de estoque. Para alcançar o objetivo deste estudo foram realizadas as classificações ABC, a codificação dos itens de estoques, mudanças no leiaute de armazenamento e estruturação do sistema computacional utilizado pela empresa. Os resultados alcançados em relação à estruturação do sistema de estoque trazem para a empresa uma diminuição no custo e a melhoria no processo produtivo e no controle de estoque. Palavras-chave: administração de materiais, gestão de estoque, compras, armazenamentos de materiais. 8 ABSTRCT Pereira, Jailson Marcelino. Estruturação do sistema de controle de estoque, para a empresa Metalúrgica Saraiva Industria e Comercio Ltda. 2009. 80 F. Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Administração) – Universidade do Vale do Itajaí, Biguaçu, 2009. This work discourse on proposal and execution of improvements in the system of control of supply of the Metallurgic company Hail Industry and Deal Ltda. A company manufacturer of mirrors retrovisores for bus and truck. A qualitative research was applied, with the characterized research as descriptive, exploratória and observacional. The collection of data was carried through through a study of case, documentary research and interviews with involved employees with the supply of the organization, thus being able to raise necessary information. The research identified the weak points of the company in what it says respect to the management of the supply, thus being able to consider improvements with the use of some tools of supply control. To reach the objective of this study the classifications ABC, the codification of the item of supplies had been carried through, changes in leiaute of storage and estruturação of the computational system used by the company. The results reached in relation to the estruturação of the supply system bring for the company a reduction in the cost and the improvement in the productive process and the control of supply. Word-key: administration of materials, management of supply, purchases, storages of materials. 9 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – Dente de Serra com tempo de reposição: ponto de pedido .............. 22 Figura 2 – Curva abc porcentagem de valor versos porcentagem de itens ..... 25 Figura 3 – Exemplo sistema de codificação alfanumérico................................. 36 Figura 4 – Exemplo sistema de codificação numérico ou decimal .................... 36 Figura 5 – Foto da metalúrgica Saraiva.............................................................. 45 Figura 6 – Organograma da Metalúrgica Saraiva .............................................. 47 Figura 7 – Tela de gerenciamento de produtos................................................. 53 Figura 8 – Tela de gerenciamento de estoque .................................................. 54 Figura 9 – Tela de gerenciamento de fornecedores .......................................... 56 Figura10 – exemplo utilizado para codificação................................................... 58 Figura11 – Leiaute proposto para sala de estoque ............................................ 64 Figura12 – Estante com prateleiras................................................................... 65 Figura13 – Estante com gavetas........................................................................ 65 Figura14 –Exemplo de niveis de reposição de estoque .................................... 67 Quadro1 –Fórmula para cálculo de ponto de pedido ........................................ 23 Quadro2 – Fórmula para calcular o estoque ...................................................... 23 Quadro3 –Tipos de transportes ......................................................................... 41 Quadro4 – exemplo da tabela de classificação e codificação dos itens............. 58 Gráfico1 – Números de itens ABC em estoque.................................................. 59 Gráfico2 –Transição de itens A e B .................................................................. 60 Gráfico3 – Transição de itens B e C .................................................................. 61 Gráfico4 – Curva ABC ...................................................................................... 62 Gráfico5 – Valor de investimentos em estouqe ................................................ 62 10 SUMÁRIO RESUMO.............................................................................................................. 7 ABSTRACT.......................................................................................................... 8 LISTA DE ILUSTRAÇÕES ................................................................................... 9 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................ 12 1.1 OBJETIVOS ................................................................................................. 13 1.1.1 Objetivo geral........................................................................................... 13 1.1.2 Objetivos específicos.............................................................................. 13 1.2 JUSTIFICATIVA........................................................................................... 13 1.3 CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO ................................................... 14 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ...................................................................... 15 2.1 ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS .............................................................. 15 2.2 ESTOQUE .................................................................................................... 16 2.2.1 Tipos de estoque .................................................................................... 19 2.2.2 Custo de estoque..................................................................................... 20 2.2.3 Ponto de pedido .................................................................................... 21 2.2.4 Giro de estoque ...................................................................................... 23 2.2.5 Classificação ABC ................................................................................. 24 2.2.6 Previsão de demanda ............................................................................. 26 2.3 SISTEMA DE CONTROLE DE ESTOQUE ................................................. 27 2.3.1 Sistema duas gavetas ........................................................................... 27 2.3.2 Sistema de revisões periódicas ........................................................... 28 2.4 COMPRAS ................................................................................................ 29 2.4.1 Objetivo da função de compras ........................................................... 30 2.4.2 Atividades de compras ......................................................................... 31 2.4.3 Fornecedores ......................................................................................... 32 2.4.4 Estrutura organizacional De Compras ................................................ 33 2.5 CLASSIFICAÇÃO: IDENTIFICAÇÃO E CODIFICAÇÃO DO ESTOQUE ..... 35 2.6 ARMAZENAMENTO ................................................................................... 37 2.6.1 Leiaute De Armazenamento .................................................................. 39 2.7 DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE ............................................................. 40 3 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO ........................................................... 42 11 4 ANALISE DOS DADOS ................................................................................ 44 4.1 DESCRIÇÃO DA EMPRESA ........................................................................ 44 4.1.1 Organização da empresa ....................................................................... 46 4.2 LEVANTAMENTO DOS DADOS .............................................................. 48 4.2.1 Atual sistema de controle de estoque ................................................. 48 4.2.2 Classificação e codificação de materiais .............................................. 49 4.2.3 Armazemagem......................................................................................... 49 4.2.4 Controle de níveis estoque .................................................................... 50 4.2.5 Processo atual de compras.................................................................... 50 4.3 IDENTIFICAÇÃO DAS FALAS DO ATUAL SISTEMA DE CONTROLE DE ESTOQUE .......................................................................................................... 51 4.4 CONTROLE DE ESTOQUE PROPOSTA E SUGESTÕES .......................... 52 4.5 PADRONIZAÇÃO DE COMPRA .................................................................. 54 4.6 LEVANTAMENTOS DOS ITENS EM ESTOQUE E CLASSIFICAÇÃO ........ 57 4.7 CLASSIFICAÇÃO DE MATERIAIS ABC ....................................................... 59 4.8 ARMAZENAMENTO E ORGANIZAÇÃO DO LEIAUTE................................. 63 4.9 PONTO DE PEDIDO E NÍVEIS DE REPOSIÇÃO ......................................... 66 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................... 68 REFERÊNCIAS.............................................................................................. 69 APÊNDICE..................................................................................................... 70 12 1 INTRODUÇÃO Controlar estoques é um dos grandes desafios das organizações atuais, pois um sistema de controle eficaz pode ser o grande diferencial de uma empresa. Podese considerar também uma vantagem competitiva em relação aos concorrentes. Este trabalho tem como objetivo a realização de um estudo para a aplicação eficiente de controle de estoque, propondo melhorias adequadas à empresa Metalúrgica Saraiva, uma empresa familiar, que atua há 60 anos no ramo de autopeças na vendas de retrovisores para ônibus e caminhões em todo o território nacional. A idéia de controlar seus estoques ocorre devido à necessidade da empresa em gerenciar melhor sua entrada de matérias-primas e saída de seus produtos, tendo em vista que é uma alternativa para baixar custo e melhorar a qualidade de seus produtos e serviços. O controle e planejamento dos produtos em estoque numa organização podem proporcionar a satisfação do cliente, que busca a qualidade no fornecimento de produtos e serviços. Dessa forma é necessário que sempre haja disponível os produtos na quantidade certa e na qualidade desejada, objetivando assim, manter o equilíbrio entre estoque e demanda ao mesmo tempo em que diminui seus custos com armazenagem desnecessária. Pois segundo Martins et al.(2000, p.133), a administração eficaz dos estoques de uma empresa, além de significar um recurso produtivo, representa uma vantagem competitiva em relação a seus concorrentes, visto que esta proporciona o pronto atendimento de seus clientes, no momento e na quantidade desejado. Assim, este trabalho pretende responder a seguinte questão norteadora: Que métodos de planejamento e controle podem contribuir para a realização de uma administração de estoques eficiente na empresa Metalúrgica Saraiva? 13 1.1 OBJETIVOS 1.1.1 Objetivo geral Propor melhorias no sistema de controle de estoque, para a empresa Metalúrgica Saraiva localizada em Biguaçu, no período de agosto de 2008 a junho de 2009. 1.1.2 Objetivos específicos Analisar o sistema de controle de estoque atual; Identificar níveis de reposição que atendam às necessidades atuais da empresa; Identificar sistema de classificação de materiais; Diagnosticar as suas dificuldades; Propor uma nova forma de armazenamento de materiais; 1.2 JUSTIFICATIVA Um sistema eficaz para controle de materiais na Metalúrgica Saraiva é indispensável, pois ajudará a empresa a organizar um setor que apresenta uma grande deficiência. Controlar estoque é um dos desafios da empresa, tendo como objetivo minimizar os erros e as perdas e manter um estoque mínimo, não faltando produto, uma vez que a empresa desconhece quando, como e porque estas falhas ocorrem. Acredita-se que um controle de estoque eficiente pode ser o grande diferencial da empresa em relação aos seus concorrentes. O momento é oportuno, pois a empresa necessita saber a quantidade exata de mercadorias em sua organização, tendo em vista que já perdeu muitos negócios devido à falta de mercadoria e atraso na entrega. 14 1.3 CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO A Metalúrgica Saraiva é uma empresa que atua na fabricação de espelho retrovisores externo, e interno para veículos de passeio, utilitários, ônibus, caminhões, tratores. É líder nacional na fabricação de retrovisores para ônibus original de montadora. A empresa iniciou suas atividades em 1947 com um pequeno torno mecânico, logo, a fabricação alcançou patamares maiores. Estabelecendo-se num galpão no Grande ABC, em São Paulo. Com o objetivo de atender à indústria automobilística, a fábrica começou a produzir espelhos retrovisores. O sucesso de seus produtos foi imediato. Assim, para suprir a grande demanda de produção, em 1973, ampliou suas instalações no município de Santo André, em São Paulo. A partir desta data, a empresa inovou, abriu suas portas para o mundo e começou a exportar seus produtos para diversos países. Desde então, a empresa não parou de crescer. Em abril de 2002, inaugurou sua nova fábrica em Santa Catarina, com um parque fabril de 10.000 m2, situada na Rod. SC 408 KM 1,3 – Vendaval – Biguaçu. A Metalúrgica Saraiva possui 85 funcionários e mais 45 representantes comerciais. A missão da empresa é oferecer o melhor produto e a melhor parceria para seus clientes, ser um mecanismo permanente de desenvolvimento sócio– econômico. A empresa é reconhecida pela qualidade de seus produtos, adquiriu certificação ISO9001:2000, o que comprova a alta qualidade em seus processos de produção. A Metalúrgica Saraiva faz constantes investimentos em máquinas e tecnologia de ponta, para manter seus produtos e serviços no mais alto padrão de qualidade. 15 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O trabalho que ora se apresenta, tem como objetivo estudar novas técnicas de controle de estoque para a empresa Metalúrgica Saraiva, onde os assuntos pesquisados serão os seguintes: administrações de materiais, estoque, tipos de estoques, custo de estoque, ponto de pedido, giro de estoque, classificação ABC e previsão de demanda. 2.1 ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS Um dos grandes desafios das organizações atuais é estruturar um sistema de controle de materiais eficaz, tendo em vista que é uma alternativa para baixar custo e melhorar a qualidade de seus produtos e serviços prestados, pois a administração de materiais exerce uma influência muito grande na rentabilidade da empresa, pois o capital poderia estar sendo investido de outra maneira. Viana (2000, p.40) destaca que cabe ao administrador o gerenciamento, e a direção da empresa, buscar resultado, lucratividade e produtividade. Então, é sua função elaborar maneiras de melhorar os resultados com menores custos, e um dos fatores importantes dentro de uma organização é ter um controle de materiais eficiente que possa fornecer com exatidão o movimento de entradas e saídas de matérias dentro da empresa. Na mesma concepção, Dias (1993, p.23) afirma que é função do administrador ter um controle de estoque eficaz com o objetivo de minimizar o capital total investido em estoque, pois pode se tornar caro para a organização ter um grande estoque de produto, uma vez que os custos financeiros aumentam. É função da administração de matérias determinarem quando e quanto adquirir para repor estoque, pois é preciso saber quando comprar e qual o estoque mínimo, para evitar falta de capital de giro. (VIANA, 2000, p.36) “A importância da correta administração de materiais pode ser mais facilmente percebida quando os bens necessários não estão disponíveis no momento exato e correto para atender às necessidades de mercado” (POZO,2007, p.39). 16 Segundo Ballou (1995, p.61) A importância da boa administração de matérias pode ser mais bem apreciada quando os bens necessários não estão disponíveis no instante correto para atender ás necessidades de produção ou operação. Pois uma boa administração de materiais significa coordenar a movimentação de suprimentos com as exigências de operação. Isto significa aplicar o conceito de custo total às atividades de suprimentos de modo a tirar vantagem da oposição das curvas de custo. Dentro do contexto atual das organizações, um sistema de controle de matérias pode ser o grande diferencial dentro de uma organização, e pode-se considerar também uma vantagem competitiva em relação aos seus concorrentes. 2.2 ESTOQUE Os estoques são considerados um ativo da empresa, e devem ser encarados como um fator de geração de negócios e de lucros. Cabe ao administrador verificar se estão tendo a utilidade adequada. Pois uma administração de estoques errada pode significar prejuízo para a organização. (MARTINS e ALT, 2000) Para Slack et al. (1996, p.380), estoque é definido como “a acumulação armazenada de recursos matérias em um sistema de transformação. Algumas vezes estoque também é usado para descrever qualquer recurso armazenado”. Na mesma concepção, Moreira (1966, p.463) descreve que estoque é a quantidade de bens físicos que sejam conservados, de forma improdutiva, por determinado tempo; pode-se considerar estoques produtos acabados que aguardam vendas ao despacho, como matérias-primas e componentes que aguardam utilização na produção. Convém enfatizar que “estoque são recursos ociosos que possuem valor econômico, os quais representam um investimento destinado a incrementar as atividades de produção e servir aos clientes. Portanto a formação de estoque consome capital de giro”. (VIANA, 2000, p.144). Arnold (1999, p. 29) ressalta que é de responsabilidade da administração de estoque um planejamento organizado que possa ajudar a organização, desde o processo da matéria-prima até o produto acabado entregue ao cliente. 17 Segundo Dias (1993, p.29) para organizar um setor de controle de estoque, inicialmente deveremos descrever suas funções principais, que são: Determinar “o quê” deve permanecer em estoque, números de itens; Determinar ”quando” se devem reabastecer os estoques, periodicidade; Determinar “quanto” de estoque será necessário para um período predeterminado; Acionar o departamento de compras para executar aquisição de estoque; Receber, armazenar e atender os materiais estocados de acordo com as necessidades; Controlar os estoques em termos de quantidade e valor e fornecer informações sobre a posição do estoque; Manter inventários periódicos para avaliação das quantidades e estados dos materiais estocados; Identificar e retirar do estoque os itens obsoletos e danificados. Na mesma perspectiva, Viana (2000, p. 40) destaca que os procedimentos fundamentais de administração de estoque são: O que deve ser comprado: implica a especificação de compra, que traduz as necessidades da empresa. Como deve ser comprado: revela o procedimento mais recomendável. Quando deve ser comprado: identifica a melhor época. Onde deve ser comprado: implica o conhecimento dos melhores segmentos de mercado. De quem deve ser comprado: implica o conhecimento dos fornecedores da empresa. Por que preço deve ser comprado: evidencia o conhecimento da evolução dos preços no mercado. Em que quantidade deve ver comprado: estabelece a quantidade, por meio da qual haja economia na compra. 18 Moreira (1996, p.464) afirma que o objetivo básico dos estoques é ligar vários setores, proporcionando uma economia na produção, e destaca que seus objetivos básicos são: Os estoques cobrem mudanças previstas no suprimento e demanda: há várias mudanças que podem aqui ser consideradas. Por exemplo, a empresa pode adquirir maiores quantidades de mercadorias para as quais se acredita num aumento indesejável de preço ou, alternativamente, para as quais alguma dificuldade de abastecimento num futuro próximo. Os estoques protegem contra incerteza: essas incertezas dizem respeito ao momento em que se necessita de um determinado item. Contam-se como incerteza, por exemplo, as faltas temporárias ou dificuldades na obtenção de matérias-primas e outros insumos necessários à produção, variações bruscas e não previstas na demanda de produtos acabados podem ocorrer em outros momentos. Os estoques permitem produção ou compra econômica: com alguma freqüência, torna-se mais econômico para a empresa produzir ou comprar em certas quantidades ou lotes que são excessivos para as necessidades do momento, o que fatalmente levará à manutenção de estoques. Em outra perspectiva, Pozo (2007, p.40) destaca a importância de um planejamento de estoque para os resultados financeiros de uma empresa, devido aos altos custos dos produtos e cita os seguintes objetivos para o planejamento e controle de estoque: Assegurar o suprimento adequado de matéria-prima, material auxiliar, peças e insumos ao processo de fabricação; Manter o estoque o mais baixo possível para atendimento compatível ás necessidades vendidas; 19 Identificar os itens obsoletos e defeituosos em estoque, para eliminálos; Não permitir condições de falta ou excesso em relação à demanda de vendas; Prevenir-se contra perdas, danos, extravios ou mau uso; Manter as quantidades em relação ás necessidades e aos registros. Há dentro das empresas conflitos entre manter um estoque baixo ou alto, pois altos níveis de estoque significam mais probabilidade de pronto atendimento ao cliente, porem com um alto custo para a empresa. 2.2.1 Tipos de estoques Pozo (2007, p.41) e Dias (1996, p. 30) concordam que existem vários tipos de estoque que podemos encontrar no almoxarifado de uma empresa e destacam os principais: Estoque de matérias primas: são os materiais básicos para a produção dos produtos acabados, seu consumo varia de acordo com a produção, geralmente são comprados de fornecedores externos e quando chegam são estocados no almoxarifado. Podemos citar como exemplo: laminados de aços, chapas de ferro, resinas e outros; Estoque de materiais auxiliares: são os materiais que participam do processo de transformação de matéria-prima dentro da fabrica, que ajudam na transformação mas não estão agregados ao produto. Ex: lixas, bedames, óleos, ferramentas etc; Estoque de manutenção: são as peças que servem de apoio à manutenção dos equipamentos, geralmente ficam os materiais de escritórios usados na empresa. Ex: rolamentos, parafusos, ferramentas, canetas, papel etc. Estoque intermediário: são as peças em processos, são os produtos parcialmente acabados, que estão em algum estágio intermediário de produção, faltando apenas uns detalhes ou mais algumas etapas do processo produtivo para se transformar em materiais acabados; 20 Estoque de produtos acabados acabados: são os produtos prontos e embalados, que serão enviados ao cliente. Geralmente sua programação de produção é feita com o objetivo de colocar à disposição um número suficiente de produtos acabados, para satisfazer a demanda pela previsão de vendas, sem criar um estoque em excesso, deve auxiliar na minimização dos custos totais da empresa. 2.2.2 Custo de estoque Um dos grandes desafios das organizações atuais é controlar seus custos, com isso os materiais precisam ser adequadamente administrados. As quantidades devem der planejadas nas medidas certas para que não haja faltas que paralisem a produção, nem excessos que elevem os custos desnecessários. Uma boa administração de materiais consiste em ter materiais necessários na quantidade certa, no local certo e no tempo certo a disposição das pessoas que compõem o processo produtivo da empresa. O volume de dinheiro investido faz com que as empresas procurem sempre o mínimo tempo de estocagem e o mínimo volume possível de materiais estocados. (CHIAVENATO, 1991, p.36) De forma mais abrangente, Dias (1933, p.45) destaca que todo armazenamento de estoque gera determinados custo para a organização, (juros, depreciação, aluguel, equipamento de movimentação, deterioração, seguros, salários e outros) e descreve que existem variáveis que elevam estes custos. Pois grandes quantidades em estoques somente poderão ser movimentadas com a utilização de mais pessoal, ou então, com o maior uso de equipamentos, tendo como conseqüência a elevação destes custos. Geralmente, as empresas preferem manter os estoques mínimos, pois muitas organizações têm dificuldades de capital de giros, e começam a fazer cortes em seus estoques, pois estoque são investimentos e os custos de manutenção são elevados (POZO, 2007, p. 43). De forma mais abrangente, Arnold (1999, p. 273) classifica os custos de estoques em três pontos fundamentais: 21 Custo por item: é o preço pago por um item comprando consiste no custo desse item e de qualquer outro custo direto associado com a trazê-lo até a fábrica. Custo de manutenção: esses incluem todas as despesas que a empresa incorre em função do volume de estoque mantido. À medido em que o estoque aumenta, aumentam também esses custos, que podem ser divididos em três categorias: custos de capital, custos de armazenamento e custos de risco. Custos de pedidos: são aqueles associados à emissão de um pedido ou para a fábrica ou para um fornecedor. O custo da emissão de um pedido não depende da quantidade pedida. Conclui-se que a razão de manter estoques está relacionada com a previsão de seu uso em um futuro imediato, pois reduzir os estoques a ponto de faltar pode gerar diversos prejuízos para a organização. Pode ainda ocasionar multas por atraso de entrega ou cancelamento do pedido, e a imagem da empresa começa a ficar desgastada, bem como o cliente começa a perder a confiança e a procurar o concorrente. 2.2.3 Ponto de pedido É fundamental dentro de uma organização existir meios de prevenção e segurança para controlar os estoques. Chiavenato (1991, p.83), “destaca que, ponto de pedido (PP) é uma quantidade de estoque que, quando atingida, deverá provocar um novo pedido de compra para reposição de estoque”. Na mesma linha de pensamento, Pozo (2007, p.64) afirma que: a quantidade de peças que temos em estoques é que garante o processo produtivo para que não sofra problemas de continuidade, enquanto aguardamos a chegada do lote de compra, durante o tempo de reposição. Isso quer dizer que quando um determinado item de estoque atinge seu ponto de pedido deveremos fazer o ressuprimento de seu estoque, colocando-se um pedido de compra. 22 Dias (1993, p.58) destaca que as informações básicas para calcular o estoque mínimo é o tempo de reposição do material, é o tempo gasto desde a necessidade da emissão de um novo pedido até a entrega do material no almoxarifado da empresa. O ponto de pedido é considerado uma análise que serve para facilitar e ajudar o controle de estoque, pois quando um determinado item de estoque atingir seu ponto de pedido, a empresa deverá fazer a reposição de seu estoque, colocando um pedido de compra. Ter um bom relacionamento ou parceria com os fornecedores pode ser um diferencial competitivo para as empresas, pois o tempo de compra até a chegada do material (a reposição do material) pode ser muito pequeno (POZO 2007, p. 64) Segundo Dias (1993, p. 58) tempo de reposição (ponto pedido) pode ser dividido em três partes: Emissão do podido: tempo que leva desde a emissão do pedido de compra pela empresa até ele chegar ao fornecedor. Preparação do pedido: tempo que leva o fornecedor para fabricar os produtos separar os produtos, emitir faturamento e deixá-los em condições de serem transportados. Transporte: tempo que leva da saída do fornecedor até o recebimento dos materiais encomendados. Segue abaixo na figura, a representação gráfica do tempo de reposição e do ponto de pedido. Figura 1: Dente de Serra com tempo de reposição; ponto do pedido. Fonte: Dias (1993, p. 58) Dessa maneira, o ponto de pedido deve ser calculado de maneira apresentada no quadro, a seguir. 23 PP=C X TR + E.Mn LEGENDA PP = Ponto de pedido C = Consumo médio mensal TR = Tempo de reposição E.Mn = Estoque mínimo Quadro 1 : Fórmula para cálculo de ponto de Pedido. Fonte: Dias (1993, p. 59). 2.2.4 Giro de estoque Um dos problemas que as empresas enfrentam, é a falta de capital. Por isso, manter estoque baixo e sempre girando, pode ser uma solução para este problema. De acordo com Pozo (2007, p. 47), “é a avaliação do capital investido em estoque comparado com o custo das vendas anuais, ou da quantidade média de matérias em estoque dividido pelo custo anual das vendas”. Na mesma linha de pensamento, afirma Dias (1996, p.73): “a rotatividade ou giro do estoque é uma relação existente entre o consumo anual e o estoque médio do produto”. Segundo Martins e Alt (2000, p.159), “o giro de estoques mede quantas vezes, por unidade de tempo, o estoque se renovou ou girou”. A seguir, apresenta-se a fórmula usada para calcular o giro de estoque. Giro de estoque = valor consumido no período valor do estoque médio no período Quadro 2 : Fórmula usada para calcular o estoque Fonte: Martins e Alt (2000, p159) 24 2.2.5 Classificação ABC Existem várias ferramentas que auxiliam o administrador na hora de avaliar e controlar um estoque dentro de uma empresa, a classificação ABC pode ser uma ferramenta importante pois permite identificar aqueles itens que merecem mais atenção. De acordo com Dias (1996, p.76), “obtém-se a curva ABC através da ordenação dos itens conforme a sua importância relativa”. Para Tubino (2000, p.108), Trata-se de um modelo de diferenciação dos estoques segundo sua maior ou menor importância, consistindo em separar os itens por classe de acordo com sua importância relativa. O objetivo da curva ABC, para Pozo (2007, p.92), é reduzir as imobilizações em estoques sem prejudicar a segurança, pois ela controla mais rigidamente os itens de classe A e, mais superficialmente, os de classe C. Pois divide os estoques de acordo com sua quantidade,ou o seu valor monetário. Para Pozo (2007, p. 93), os itens mais importantes dá-se a denominação itens classe A, aos itens intermediários itens classe B, e aos menos importantes,itens classe C. Itens Classe A: são os itens mais importantes e que devem receber toda a atenção no primeiro momento do estudo. É nos itens dessa classe que iremos tomar as primeiras decisões sobre os dados levantados e correlacionados em razão de sua importância monetária. Os dados aqui classificados correspondem, em média, a 80% do valor monetário total e no máximo 20% dos itens estudados (esses valores são orientativos e não são regras). Itens da classe B: são os itens intermediários e que deverão ser tratados logo após as medidas tomadas sobre os itens da classe. A; são os segundos em importância. Os dados aqui classificados correspondem, em média, a 15% do valor monetário total do Itens da classe C: são os itens de menor importância, embora volumosos em quantidade, mas com valor monetário reduzidos, permitindo maior espaço de tempo para sua análise e tomada de ação. Deverão ser tratados, somente, após todos os itens das classes A e B terem sido avaliados. Em geral, somente 5% do valor monetário total representam esta classe, porém,mais 25 de 50% dos itens formam sua estrutura (esses valores são orientativos, e não são regra). Seguindo a mesma linha de pensamento Viana (2000, p64), afirma, que tratase de um método cujo fundamento é aplicar em qualquer situação que seja possível estabelecer prioridades, identificando os produtos mais importante do que o outro. De modo que a soma de algumas partes dessas tarefas ou obrigações de importância elevada representa, provavelmente, uma grande parcela das obrigações totais. Figura 2: Curva ABC porcentagem de valor versos porcentagem de itens Fonte: Arnold (1999, p. 273) 26 2.2.6 Previsão da demanda As empresas buscam de uma maneira direcionar suas atividades para um rumo, que geralmente são traçados com base em previsões, sendo a previsão da demanda a principal delas. Pois a previsão da demanda é a base para o planejamento estratégico da produção (TUBINO, 2000, p.63) Segundo Viana (2000, p.147), “o propósito básico de qualquer previsão é reduzir a incerteza. A decisão correta a ser tomada hoje depende de se conhecer, tanto quanto possível, as condições que prevalecerão no futuro. Infelizmente não se pode eliminar a incerteza”. Pozo (2007, p.51) destaca que a previsão de demanda é obtida através de informações fornecidas pela área de vendas, onde são elaborados os valores de demandas de mercado e providenciados os níveis necessários de estoques. Com isso, a função do administrador de estoque é prever a necessidade da demanda e informar aos fornecedores de matérias a quantidade que irá precisar. Para Ching (2001, p.32) “a empresa deve mapear com exatidão, fornecedor a fornecedor, o tempo que o fornecedor necessita para processar pedido, programar a produção, se necessário (e em qual situação) produzir e o tempo de despacho do material”. Pozo (2007, p.51) relata que as informações quantitativas são referentes a volume e decorrentes de condições que podem afetar Influência da propaganda; Evolução de vendas no tempo; Variações decorrentes de modismos; Variações decorrentes da situação econômica; Crescimento populacional; Para Arnold (1999, p.231) as previsões dependem do que deve ser feito, e destaca que devem ser feitos: O plano estratégico de negócios está relacionado com mercados gerais e com a orientação da economia em um período que abrange os próximos dois a dez anos, ou mais. Seu propósito é prover um tempo 27 de planejamento para mudanças lentas. Para a produção, o plano estratégico de negócios deve prover tempo suficiente para o planejamento de recursos: expansão da fábrica, compra de equipamentos importantes, e qualquer elemento cuja compra exija um lead time longo. O nível de detalhamento não é alto e geralmente as previsões se fazem em unidades de vendas, em valores monetários ou em capacidade. As previsões e o planejamento geralmente são revistos trimestral ou anualmente. O planejamento da produção se relaciona com a atividade de produção em um período de um a três anos. Significa prever os itens necessários a seu planejamento da produção, tais como orçamento, planejamento de mão de obra, lead time longo, itens de suprimento e níveis gerais de estoque. As previsões são feitas por grupos ou famílias de produtos, e não para itens finais específicos. As previsões e os planos são geralmente revistos a cada mês. O máster production scheduling (MPS) está relacionado com a atividade de produção em um período que se estende do momento atual até alguns meses à frente. As previsões são feitas para itens individuais, como se vê no MPS, em níveis de estoque para itens individuais, para matérias-primas, para componentes, para planejamento de mão-de-obra e assim por diante. As previsões e os planos são geralmente revisados a cada semana. 2.3 SISTEMA DE CONTROLE DE ESTOQUE 2.3.1 Sistema duas gavetas O sistema de controle de estoque duas gavetas pode ser considerado o método mais simples. Sendo recomendável sua utilização para os itens da classe C. Sendo recomendada sua aplicação em revendedoras de autopeças e no comercio a varejista de pequeno porte. (DIAS 1997, p. 126) Na mesma linha de pensamento Arnold (1999, p. 334) destaca que ó sistema duas gavetas é um modo simples e fácil de manter controle dos itens do grupo C. 28 Pois estes itens são de pequenos valor, e para não perder muito tempo e dinheiro em sua controle recomenda utilizar este método. Para Chiavenato (1991, p.81), o sistema de duas gavetas também é conhecido como o sistema de estoque mínimo quando a separação entre as duas partes do estoque não é feita fisicamente, mas apenas com o registro na ficha de estoque (FE) do ponto de separação entre uma gaveta e outra. Sua principal vantagem do sistema de duas gavetas reside na simplificação dos procedimentos burocráticos de reposição de material. A dificuldade surge quando o item é estocado em diferentes locais ou seções (CHIAVENATO 1991, p.82). 2.3.2 Sistema de revisão periódica Para Dias (1997, p. 129) o sistema de controle dos itens em estoque é reposto periodicamente em ciclos de tempo iguais conhecidos como períodos de revisão. Nesses sistemas são programadas as datas em que deverão ser realizados as reposições do material, e os intervalos são iguais. Deve-se analisar os estoques existente, o consumo no período e o tempo de reposição. Arnold (1999, p. 336) “no sistema de revisão periódica a quantidade de um item é determinada a intervalos de tempo especificados e fixos e assim um pedido é emitido.” Na mesma linha de pensamento Tubino (2000, p.127) destaca que o modelo de revisão periódica trabalha no eixo dos tempos, estabelecendo datas nas quais serão analisadas a demanda e as demais condições dos estoques, para decidir pela reposição dos mesmos. Uma das dificuldades desse método é a determinação do período entre revisões, Dias (1997, p. 130),destaca diversos aspectos que devem ser analisados, sendo que: Uma periodicidade pequena entre as revisões acarreta um estoque médio alto e como conseqüência um aumento no custo de estocagem; Uma periodicidade alta entre as revisões acarreta baixo estoque médio e como conseqüência um aumento no custo de pedido e risco de ruptura. A escolha de um calendário para as revisões é também de importância para: 29 Definir o volume dos materiais a comprar; Listar os itens de uso comum para serem processados simultaneamente; Executar uma compra única; Efetuar compras e entregas programadas, optando pela determinação das periodicidades mais convenientes das necessidades; 2.4 COMPRAS Na administração de matérias, a função de compras é de muito importação pois saber comprar e quando comprar, pode ser um processo de redução de custo da empresa, visto que pode ser através das negociações do departamento de compras que poderá reduzir os gastos na aquisição de materiais. Viana ( 200, p. 172) destaca que procurar e providenciar a entrega de materiais,na qualidade adequada, quantidade certa e no prazo necessário há um preço justo, é uma das funções do departamento de compras pois com isso ganhará mais reconhecimento dentro da empresa. Dias (1997, p. 237) enfatiza que a função compra é um segmento essencial do departamento de matériais ou suprimentos dentro de uma organização, pois tem a finalidade de suprir as necessidades de materiais ou serviços, planejá-la quantitativamente e verificar se recebeu efetivamente o que foi comprado e providenciar armazenamento. Pozo (2007, p. 148) destaca as seguintes atividades centrais dentro de um departamento de compras que são as seguintes: Assegurar descrição completa das necessidades; Selecionar fontes de suprimentos; Conseguir informações de preço Colocar os pedidos (ordens de compra ) Acompanhar (follow) os pedidos; Verificar notas fiscais; Manter registrados e arquivos; Manter relacionamento com vendedores 30 Para Chiavenato (1991, p.100) “em alguns casos, o órgão de compras é o intermediador entre o sistema de produção da empresa e a fonte supridora que existe no mercado” 2.4.1 Objetivos da função de compras Fica claro perceber que o grande objetivo do departamento de compras é comprar materiais certos na quantidade certa, no preço correto. Pozo (2007, p. 150) cita que as funções básicas do departamento de compras são: Permitir continuidade de suprimentos para o perfeito fluxo de produção; Coordenar os fluxos com o mínimo de investimentos em estoques e adequado cumprimento dos programas; Comprar materiais e produtos aos mais baixos custos, dentro das especificações predeterminadas em qualidade, prazos e preços; Evitar desperdícios e obsolescência de matérias por meio de avaliação e percepção do mercado; Permitir à empresa uma posição competitiva, mediante negociações justas e credibilidade; Manter parceria com os fornecedores para crescer junto com a empresa. Na mesma linha de pensamento Arnold (1999, p.2008) destaca que a função de compras é responsável pelo estabelecimento do fluxo dos materiais na firma, pelo seguimento junto ao fornecedor, e pelas agilidades de entregas. E cita seus principais objetivos e função: Obter mercadorias e serviços na quantidade e com a qualidade necessárias; Obter mercadorias e serviços ao menor custo; Garantir o melhor serviço possível e pronta entrega por parte do fornecedor; Desenvolver e manter boas relações com os fornecedores e desenvolver fornecedores potenciais; 31 Para satisfazer a esses objetivos Armold (1999, p. 2009) descreve ainda que devem ser desempenhadas algumas funções básicas: Determinar as especificações de compras: qualidade certa, quantidade certa e entrega certa (tempo e lugar); Selecionar o fornecedor (fonte certa); Negociar os termos e condições de compra Emitir e administrar pedidos de compra; A necessidade de se comprar cada vez melhor é enfatizada por todos os empresários juntamente com as necessidades de estocar em níveis adequados e de racionalizar o processo produtivo. Dias (1993, p.260) ressalta “ comprar bem é um dos meios que a empresa deve usar para reduzir custos”. Os objetivos de compras devem estar ligados aos objetivos estratégicos de cada empresa como um todo, visando o melhor atendimento ao cliente interno e externo. (MARTINS, 2000, p ) 2.4.2 Atividade de compras As principais atividades de um departamento de compras envolve, além de atender às especificações de qualidade exigidas pelo mercado, a adequação da quantidade desejada, prazos de entrega e condições de pagamento que permitam à empresa maximizar seus recursos e reduzir seus custos. É responsabilidades do administrador de suprimentos as negociações relativas a preço, prazo de entrega, especificações de fornecimento, embalagem, garantias de qualidade, performance e assistência técnica. (POZO 2007, p151) Em relação aos aspectos acima expostos, Pozo (2007, p151), lista algumas atividades típicas da área de suprimentos, que poderão variar de empresa para empresa, dependendo do seu tamanho ou estrutura. Essas atividades são: Controle e registro de fornecedores; Controle e registro de compras; Controle e registro de preço; Controle e registro de especificações; Controle e registro de estoque; 32 Controle e registro de catálogos; Controle e registro de econômicos; Na mesmo linha de pensamento Viana (2000, p. 174) cita que “visando aos objetivos primordiais, quais sejam, material na especificação, qualidade e quantidade desejadas, melhor preço de mercado e prazo desejado, pode-se também mencionar outras atividades correlatas à organização”. Que são as seguintes: Pesquisa a. Estudo do mercado; b. Estudo dos materiais; c. Análise de preços; d. Investigação das fontes de fornecimentos; e. Vistoria dos fornecedores; Aquisição a. Análise das cotações; b. Entrevistas com vendedores; c. Promoção de contratos, sempre que possível, e, substituição aos processos individuais d. Negociação; e. Efetivação das encomendas; 2.4.3 Fornecedores A seleção dos fornecedores é muito importante dentro de um departamento de compras, pois uma das maiores responsabilidades de um comprador é obter mercadorias de fornecedores honestos e de forma regular. Arnold (1999, p. 218) destaca que os objetivo da função do departamento de compras, é conseguir qualidade, quantidade, prazo de entrega e preço. Uma vez identificado a necessidade de comprar uns dos passos importante é a escolha do fornecedor certo. Dias (1993, p.297) classifica como fornecedor toda a empresa interessada em suprir a necessidades de outra empresa em termos de: Matéria-prima 33 Serviços Mão-de-obra Para Viana (2000, p. 184), as relações comerciais com os fornecedores iniciam-se mediante um processo de seleção, que tem como objetivo verificar a capacidade e as instalações dos fornecedores interessados, classificá-los de acordo com a política de compras da empresa. Verificar e avaliar o desempenho de cada fornecedor envolvido em todos as concorrências, devendo, entre outras, serem mencionados: as empresas interessadas em participar de concorrências, as quais deverão requerer sua inscrição no cadastro de fornecedores,mediante o fornecimento dos documentos exigidos; os aprovados, classificados por categorias, tendo-se em vista sua especialização, subdivididos em grupos, segundo a capacidade técnica e financeira, avaliada pelos constantes na documentação apresentada pa a inscrição; a qualquer tempo, alteração, suspensão ou cancelamento do registro da empresa cujo desempenho em contratações anteriores tenha sido considerado insatisfatório; Um bom fornecedor é aquele que tem a tecnologia para fabricar o produto na qualidade exigida, tem a capacidade de produzir as quantidades necessárias e pode administrar seu negócio com eficiência suficiente para ter lucros e ainda assim vender um produto a preços competitivos. (ARNOLD 1999, 218). 2.4.4 Estrutura organizacional de compras Para que haja sucesso de aquisição de materiais é necessário que a empresa tenha uma eficaz condução de setor de compras independentemente do porte da empresa, que deverá estar subordinado ao departamento de logística, deve estar composto por profissionais técnicos e administrativos competente e altamente motivado. (POZO, 2007, p.153). Na mesma linha de pensamento Viana (2000, p. 173) salienta que independentemente da porta da empresa, todas devem ter uma estrutura básica no 34 departamento de compras para que tenha condições de trabalha e destaca alguns princípios fundamentais que devem ser considerados na organização do setor, como: autoridade para compra; registro de compras; registro de preços; registro de fornecedores; Dentro da estrutura organizacional, Pozo (2007, p. 154) cita algumas obrigações importantes a serem observadas e conduzidas, que são: Recomendar as diretrizes e programas gerais de aquisições; Especificar e prever as situações econômicas e suas tendências influenciando os preços, tanto internamente como internacionalmente. Estabelecer normas de conduta para compradores; Coordenar novos materiais e fornecedores; Desenvolver novos materiais e fornecedores; Promover a padronização e normatização de todas as aquisições; Estabelecer processos de negociações visando a garantia de preços e conformidade; Desenvolver e manter a estrutura formal de compras em condições de atender adequadamente aos objetivos da empresa; Formalizar os acordos e contratos de aquisições de acordo com normas e procedimentos legais; Orientar e promover o desenvolvimento dos funcionários de compras; Promover a integração e colaboração entre os departamentos da empresa; Promover o intercâmbio de informações com fornecedores e concorrentes; Preparar relatórios sobre as atividades atuais e planos futuros da área; Agir dentro dos limites orçamentários; Aprovar as recomendações elaboradas para a perfeita adequação de compras; 35 Avaliar o desempenho dos fornecedores e parceiros; 2.5 CLASSIFICAÇÃO: IDENTIFICAÇÃO E CODIFICAÇÃO DO ESTOQUE É indispensável que em qualquer departamento de materiais utilizem um sistema de classificação, para facilitar a identificação dos diversos tipos de matérias que existem dentro de uma organização. Pozo (2007, p.198) relata que: O grande objetivo as classificação e codificação de matérias e bens é simplificar, especificar, e padronizar com uma numeração todos os bens da empresa, tantos os materiais como os patrimoniais. É um primordial para a boa administração da área logística. Com a codificação do bem, passamos a ter um registro que nos irá informar todo os seus historio, tais como: preço inicial, localização, vida útil esperada, valor depreciado, valor residual, manutenção realizada e previsão de sua substituição. Após o bem estar codificado, recebe uma plaqueta com sua numeração do que se trata. Para que haja um controle eficiente de estoque, um sistema de controle de materiais é indispensável, pois o mesmo ajudara a localizá-los de uma forma mais fácil e segura, evitando muitas vezes erros e falhas humanas. Para Dias (1997, p. 176), “o objetivo da classificação de materiais é definir uma catalogação, simplificação, especificação, normalização, padronização e codificação de todos os materiais componentes do estoque da empresa”. Na mesma linha de pensamento Viana (2000, p.94) descreve que a codificação alicerça-se em base técnicas, a partir de uma análise dos materiais da empresa , e tem por objetivos propiciar aos envolvidos a solicitação de materiais por seu código, substituindo seu nome habitual, e possibilitar a utilização de sistemas automatizados de controle, e tendo como objetivo. Facilitar a comunicação interna na empresa no que se refere a materiais e compras; Evitar a duplicidade de itens no estoque; Permitir a padronização de materiais; Facilitar o controle contábil dos estoques; Os sistema de codificação mais utilizados para Pozo (2007, p.198) são os seguintes: 36 Sistema alfanumérico: os matérias e bens são codificados utilizando-se letras e números, para abranger todas as possibilidades de identificação. Esse método é de difícil memorização e correspondência de seu código com o material, sendo pouco usado. O sistema é dividido em grupos de letras e de números conforme abaixo: A BC - 201 . 010 Dígito de identificação do item Dígito de identificação do grupo Dígito de identificação da classe. Dígito de controle Figura 3: Exemplo de sistema codificação alfanumérico Fonte: Pozo (2007, p.198). Sistema numérico ou decimal: é o mais utilizado e melhor método de codificar os matérias e bens patrimoniais, em razão de sua simplicidade e de sua infinita possibilidade de informações. 100 . 025 . 355 . 103 Numero seqüencial Subgrupo do bem ou material Grupo do bem ou material Classe do bem ou material Figura 4: Exemplo sistema de codificação numérico ou decimal Fonte: Pozo (2007, p.198). 37 2.6 ARMAZENAMENTO Como o estoque é armazenado em depósitos, sua administração física e os depósitos estão intimamente relacionados. Pois em alguns casos, o estoque pode ser mantido por um período longo. Em outras situações, o estoque é consumido rapidamente e o depósito funciona como um centro de distribuição. Geralmente em uma fábrica os depósitos são conhecidos com almoxarifados e tem a mesma função, armazenar produtos em processo, produtos acabados, suprimentos, e possivelmente, peças de reposição (ARNOLD 1999, p. 352). Para Viana (2000, p. 308) o objetivo primordial do armazenamento é utilizar o espaço nas três dimensões, da maneira mais eficiente possível. As instalações devem facilitar a movimentação rápida e fácil de suprimentos desde o recebimento da matéria prima até o despacho da mercadoria pela expedição. Assim, alguns cuidados essenciais devem ser observados: determinação do local, em recinto coberto ou não; definição adequada do leiaute; definição de uma política de preservação, com embalagens plenamente convenientes aos materiais; ordem, arrumação e limpeza, de forma constante; segurança patrimonial, de forma constante; Ao se otimizar a armazenagem, obtém-se; máxima utilização do espaço (ocupação do espaço); efetiva utilização dos recursos disponíveis (mão-de-obra e equipamentos); eronto acesso a todos os itens (seletividade); máxima proteção aos itens estocados; boa organização; satisfação das necessidades dos clientes; Dias (1993, p. 136) destaca que: as características físicas e químicas do material desempenham também papel muito importante na escolha dos métodos para 38 manuseio e estocagem.Por exemplo, gases devem ser manipulados em contendedores adequados e resistentes à pressão, quando sua utilização em sistemas contínuos não é satisfatória. Líquidos são contidos e transportados em sistemas compatíveis com sua utilização econômica. Sólidos são manuseados de maneiras diversas , dependendo do tipo de produção e das vantagens e inconvenientes dos sistemas tradicionais. Para Ballou (1995, p. 153), os custos da armazenagem e do manuseio de materiais são justificáveis, pois eles podem ser compensados com os custos de transporte e de produção. Pois uma empresa pode reduzir seus custos produtivos, pois seus estoques armazenados absorvem flutuações dos níveis de produção devido a incerteza do processo de manufatura ou a variação da oferta ou demanda. Alem disso os estoques podem reduzir custos de transportes, pois permite o uso de quantidades maiores e mais econômicas nos lotes de carregamento. Na mesma linha de pensamento Pozo (2007, p 85) destaca a importância de se ter um espaço físico para a estocagem de matérias , que são: Reduzir custos de transporte e produção: a estocagem de produtos em diversas localidades tende a reduzir custos de transporte pela compensação nos custos de produção e estocagem. Por conseguinte, os custos totais de fornecimento e distribuição dos produtos podem ser diminuídos. Coordenação de suprimento e demanda: empresas que tem produção fortemente sazonal com demanda por produtos razoavelmente constante enfrentam o problema de coordenar seu suprimento com a necessidade de produtos. Industrias alimentícias produtoras de vegetais e frutas enlatadas são forçadas a armazenar produção, de modo a atender ao mercado durante a entressafra; Auxiliar o processo de produção: determinados processos de produção certamente influenciam necessidades de espaço físico para armazenagem. Auxiliar Marketing: para a área de marketing é muito importante a disponibilidade do produto para o mercado. A armazenagem é utilizada para agregar esse tipo de valor. Ou seja pela estocagem do produto próximo aos consumidores, pode-se conseguir entregas mais rápidas e melhoria no nível de serviço em razão de melhor entrega, assim como maior disponibilidade, o que pode ter efeito positivo nas vendas. 39 2.6.1 Leiaute de armazenagem Se fosse possível prever com exatidão a demanda de produtos de uma empresa e se as mercadorias pudessem ser fornecidas de maneira imediata, teoricamente não existiria a necessidade de se manter estoques (BALLOU, 1995, p. 152). Porém, é praticamente impossível ter o conhecimento preciso da demanda, desta forma, é imprescindível que as empresas mantenham estoques para que possam manter o equilibro entre a oferta e a demanda, o que necessita de um espaço de armazenagem apropriado. De forma mais abrangente, Viana (2000, p. 309) salienta que para se ter um sistema eficiente e efetivo de armazenagem, é muito importante a existência de um bom leiaute. O leiaute define o grau de acesso aos materiais, os modelos de fluxo de material, os lugares com espaços obstruídos, eficiência da mão-de-obra e segurança do pessoal e do armazém. O mesmo autor (2000, p. 309) ainda menciona que os objetivos do layout de um armazém devem ser: assegurar a maior utilização do espaço; proporcionar uma movimentação de materiais eficiente; proporcionar uma estocagem mais econômica em relação às despesas de equipamentos, mão-de-obra; fazer do armazém um exemplo de boa organização. Em complemento a esta posição, Arnold (1999, p. 357) destaca que não existe um sistema universal de localização de estoque que seja adequado a todos os tipos de empresa. Porém, existem diversos sistemas básicos que podem ser utilizados de acordo com cada situação. A seguir serão apresentados alguns sistemas básicos de localização citados por Arnold (1999, p.357): Agrupar itens funcionalmente relacionados; Agrupar os itens de giro rápido; Agrupar itens fisicamente semelhantes; Colocar estoque de trabalho e o estoque de reserva em lugares separados 40 Dias (1993, p. 137) afirma que o layout é a disposição de equipamentos, pessoas e materiais, da forma mais apropriada ao processo produtivo. Desta forma, o layout tem como finalidade proporcionar a utilização eficiente de espaços, facilitar as condições de trabalho, integrar máquinas e pessoas a fim de proporcionar uma produção eficiente, reduzir transportes e movimentos de materiais, etc. Para Messias (1989, p.59), o espaço de um armazém deve ser programado e estabelecido a fim de que se possa desfrutar de sua área total. O espaço vertical também é importante e não pode ser esquecido, deve ser aproveitado inteiramente, com uso de empilhadeiras e empilhamento de materiais. 2.7 DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE O transporte para a maioria das empresas é a atividade logística mais importante. Pois absorve, em média, de um a dois terço dos custos logísticos. E é indispensável dentro de uma organização pois nenhuma firma pode operar sem providenciar a movimentação de suas matérias-primas ou de seus produtos acabados. (POZO, 2007, p.174). Chiavenato, (1991, p.152) conceitua transporte como a movimentação de matériais de um lugar para o outro, pois transporte representa os meios utilizados pela empresa para a entrega do produto até o local desejado. Arnold (1999, p.378) destaca que: a distribuição física é representada por entregas aos clientes o que eles desejam a um custo mínimo. O objetivo da administração da distribuição é criar e operar um sistema de distribuição que atinja o nível exigido de atendimento aos clientes, possivelmente, aos menores custos. Para Viana (2000, p. 361) os produtos da empresa, para efeito de transporte, podem ser assim classificados: Carga geral: a carga geral deve ser considerada para materiais com peso individual de até 4t.; Carga a granel, liquida e sólida; Carga semi-especial: trata-se de materiais com dimensões e peso que exigem licença especial, porém no gabarito que permite tráfego em qualquer estrada; 41 Carga especial: trata-se de uma variável da definição anterior, com a ressalva de que seu tráfego exige estudo de rota, para avaliar a largura das obras de arte e a capacidade das pontes e viadutos; Carga perigosa: os produtos classificados como perigosos englobam mais de 3000 itens, estando codificados em nove classe, de acordo como norma internacional. Pozo (2007, p.175) enfatiza que transporte refere-se aos vários métodos para movimentar produtos. E cita algumas das alternativas mais populares: Quadro 3: Tipos de Transportes Transporte Descrição Ferroviário É um sistema de transporte lento, de matérias-primas ou manufaturados, porém de baixo valor para longas distâncias; Rodoviário Serviço de rotas curtas de produtos acabados ou semi-acabados oferece entregas razoavelmente mais rápidas e confiáveis de cargas parceladas, Assim, é o sistema mais competitivo no mercado de pequenas cargas; Aeroviário Apesar de um transporte caro, sua vantagem se dá por sua velocidade principalmente em longas distanciais, sem calcular o tempo de coleta e entrega e também o manuseio no solo. Sua vantagem em termos de perdas e danos é bastante segura, não há necessidade de reforços e embalagens. Desde que o trecho terrestre não exponha a carga e que no aeroporto elas não estejam sujeitas a roubo. Hidroviário A disponibilidade e confiabilidade são fortemente influenciadas pelas condições meteorológicas. Além de manusear mercadorias a granel, esse meio de transporte também leva bens de alto valor, principalmente operadores internacionais, que costumam transportar em contêineres. Dutoviário Sua movimentação é bastante lenta, mas a lentidão é compensada pelas 24 horas por dia de trabalho sem descanso. Fatores meteorológicos não são significativos, envolvendo elevado custo de capital e baixo custo operacional. Fonte: Pozo (2007, p175). 42 3 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO Este capítulo tem por função descrever os procedimentos metodológicos que serão utilizados para elaboração do trabalho de conclusão de estágio que acontecerá no período de agosto de 2008 a junho de 2009. O estudo tem por objetivo analisar e propor melhorias para o setor de controle de estoque da empresa Metalúrgica Saraiva Indústria Comércio Ltda, localizada na Rod. SC 408 – Km. 1,3, bairro Vendaval na cidade de Biguaçu no Estado de Santa Catarina, uma empresa fabricante de retrovisores de ônibus e caminhões. Os dados foram coletados de forma primaria e secundaria. Para a coleta dos dados primários foram desenvolvidos formulário e entrevistas informais, respondidas pelos funcionários que estão ligados diretamente ao setor de materiais da empresa, onde serão feitos relatórios com a apuração dos dados que serão apontados. Os dados secundários serão coletados por meio de uma pesquisa documental e bibliográfica. Para Gil (1996, p.48), a pesquisa bibliográfica “é desenvolvida mediante material já elaborado, principalmente livros e artigos científicos.” De acordo com Roesch (1996, p.132), dados secundários “são os dados já existentes na forma de arquivos, bancos de dados, índices ou relatórios.” Outros dados secundários serão retirados de relatórios de empresas, como: volume de compras mensal, itens com maior giro, prazo de entrega dos fornecedores. A pesquisa realizada usa uma abordagem do tipo qualitativa. Para Oliveira (1999, p.90), a pesquisa qualitativa pode ser definida como: “a tentativa de uma compreensão detalhada dos significados e características situacionais apresentadas pelos pesquisadores, em lugar da produção de medidas quantitativas de características ou comportamentos”. [...] a abordagem qualitativa possui a facilidade de poder descrever a complexidade de uma determinada hipótese ou problema, analisar a interação de certas variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos experimentados por grupos sociais, apresentar contribuição no processo de mudança, criação ou formação de opiniões de determinado grupo e permitir, em maior grau de profundidade, a interação das particularidades dos comportamentos dos indivíduo ( OLIVEIRA 1998, p.117). Caracterizada também como descritiva, pois na organização serão observados e relatados fatos que sejam relacionados ao objeto de estudo. Conforme 43 Cervo e Bervian (1983, p.55) “A pesquisa descritiva observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos (variáveis) sem manipulá-los. Como o acadêmico atua diariamente na área em estudo, houve maior facilidade na exploração de dados concretos sobre o tema, face isto, utilizou-se a pesquisa exploratória. De acordo com Gil (1999, p.43) “a pesquisa exploratória têm como objetivo desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e idéias, tendo em vista, a formação de problemas mais precisos, ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores”. A pesquisa é considerada como um estudo de caso que, segundo Gil, (1999, p. 73),”o estudo de caso é um estudo empírico que investiga um fenômeno atual dentro de seu contexto de realidade, quando as fronteiras entre o fenômeno e o contexto não são claramente definidas e no qual são utilizadas várias fontes de evidencia”. Sendo um estudo de caso o acadêmico procura adequar as ferramentas necessárias para que se estabeleça um plano para a gestão de estoque presente na organização, conforme citados anteriores. Todos esses dados serão coletados com o propósito de analisar a estrutura do departamento de administração de materiais da empresa com vista a se propor melhorias. Nesta perspectiva, todos os procedimentos contribuirão de forma indispensável para a compreensão da organização em estudo. 44 4 ANÁLISE DOS DADOS 4.1 DESCRIÇÃO DA EMPRESA A Metalúrgica Saraiva Indústria e Comércio foi fundada em 1947 por Arthur Pernarrubia Saraiva, com sede na cidade de Santo André – SP. Inicialmente a empresa atuava no mercado de bicicletas, a qual fornecia catracas e coroas dentadas. Em 1953 a empresa começou a comercializar bombas d’água, onde no mesmo ano trocou novamente seu segmento para frisos de alumínio, suprindo o mercado de reposição para frisos de geladeiras. Em 1966, outro produto foi inserido em sua linha. Desta vez em um ramo diferente, a empresa começou a fabricar chaves de fenda especiais para máquinas de costura. Na década de 70, com o advento da indústria automobilística na região da grande ABC paulista, a empresa começou a se dedicar ao ramo de auto-peças, mais precisamente na área de retrovisores para carros e caminhões. Com o fim da década de 80, a empresa desenvolveu a tecnologia para curvar vidros e lançou no mercado os espelhos de segurança. Com essa nova linha, a empresa teve a necessidade de expandir o seu galpão industrial, onde as obras foram concluídas em 1989. No ano seguinte a empresa desenvolveu a tecnologia para a metalização de vidro, lançando assim um novo produto no mercado – lentes de reposição automotivas (renove) destacando a empresa no mercado. Em 1990 a empresa entra firmemente no mercado de reposição para retrovisores de motocicletas, lançando 28 modelos de uma só vez. Com as linhas de retrovisores para automóveis, motos e caminhões, a linha de espelhos de segurança e renove, a empresa, em 1995, entrou no mercado de retrovisores para ônibus como fornecedor exclusivo da empresa Busscar. Com esse cliente a empresa se viu na necessidade de obter a certificação ISO9001 que foi concretizada no ano seguinte. Em 1997 a empresa já tinha contratos com todas as montadoras de ônibus do país, a qual fez surgir a necessidade de uma nova expansão física da empresa. O novo complexo industrial foi construído na cidade de Biguaçu – SC em 2001, devido à proximidade com os maiores clientes da empresa no momento, e a 45 facilidade logística para o resto do país abrangendo também o Mercosul. Neste mesmo ano, a empresa foi certificada mais uma vez pela ISSO 9001-2000. Em abril de 2003 a Metalúrgica Saraiva lança mais um produto, o Baú para motociclista. Meses depois, em agosto de 2003, lança outro produto agora fora do segmento de retrovisores e autopeças, nascendo os sobre-pisos industriais Multiflex, com a composição de polímeros. No ano de 2008, a empresa decidiu seguir firme no mercado de ônibus lançando ponteiras, e deixou de fabricar a linha de motocicletas para se dedicar melhor ao mercado de ônibus pois é seu foco principal. A política atual da empresa está focada para a qualidade e busca de novas tecnologias. Com essas metas, a empresa está ganhando mercado nacional e internacional, desbravando também novos mercados em potencial. Figura 5 – Foto da Metalúrgica Saraiva Fonte: Dados Primários 46 4.1.1 Organização da empresa A Metalúrgica Saraiva é dividida em três galpões chamados de F1 (fábrica 1), onde se compreendem os setores de montagem, injeção de polímeros, pintura, fermentaria, modelação, usinagem, retrabalho e almoxarifado (produtos acabados e matérias em processo). Galpão F2 (fabrica 2) compreende o setor de espelhação, corte, curvatura, e metalização do vidro. A estrutura organizacional, conforme organograma a seguir, compreende. Presidência Diretor geral das fábricas F1, F2; Subdiretores das fábricas F1, F2; Gerentes de linhas e processos, para cada linha e processos dentro de ambas as fábricas; Diretor industrial compreende o setor de desenvolvimento e engenharia; Diretor Administrativo; 47 Organograma Saraiva Presidência Dir. Adm/Financeira Dir. F1 e F2 Dir. Industrial Assessoria Industrial Informática Sub Dir. F2 Gestão de Pessoas Depto de Mecânica Cuvatura de vidro Depto de Montagem Compras Espelhação Financeiro Manutenção Injeção Qualidade Corte e lapidação Custos/Orçamento Manutenção Geral Onibus Metalização Recursos Humanos Pesquisa e Desenvolvimento Sub Dir F1 Eng. Mecânica Caminhão Qualidade Jurídico Automovel Exportação Motos Vendas Esp. Segurança Piso plastico Box 35 Tratores Renove Movimentação e Armazenagem Almoxarifado Expedição Injeção Figura 6 – Organograma Metalúrgica Saraiva Fonte: dados primários Ferramentaria 48 4.2 LEVANTAMENTOS DOS DADOS 4.2.1 Atual sistema de controle de estoque A montagem dos produtos geralmente inicia com a confirmação da venda, a produção recebe a informação sobre a venda do produto e o encarregado inicia o processo e estipula um prazo de entrega. O controle de peças em processo de elaboração é feito diariamente com a análise da carteira de pedidos e a verificação visual dos componentes em estoque. O gerente de produção, averiguando a necessidade de se produzir mais retrovisores. O encarregado então passa pelos locais onde o estoque de materiais em processo se encontra e recolhe a quantidade determinada pelo gerente de produção, verificando a falta de qualquer componente para a montagem do retrovisor. O encarregado comunica o gerente de produção, que faz a requisição da peça junto ao setor produtivo, e esse mesmo funcionário tem a responsabilidade de avisar o setor produtivo quando as peças estão acabando, não havendo um número correto de peças para o colaborador se basear, apenas o efeito visual. O tamanho do lote a ser produzido não tem nenhuma base teórica, apenas é dimensionado para suprir a demanda imediata e reter algumas peças para estoque. Essa quantidade é baseada na experiência do gerente de produção, que literalmente “adivinha” a quantidade necessária para o numero mínimo do lote a ser produzido. Para o controle de estoque de matéria-prima atual da empresa é realizado também por um processo de verificação visual aos níveis de estoque que existem em cada sessão. Os produtos mais importantes que são as peças que sirvam para a montagem dos espelhos das montadoras são controlados através de planilhas preenchidas todas as segundas feiras, e nela são descritas as peças que se encontram no estoque atual e as quantidades de produtos que tem pedido para a semana. O responsável pelo preenchimento da planilha é o responsável de cada setor. Depois o encarregado de produção encaminhar a planilha para o departamento de compras, onde serão anotados os pedidos que estão em carteira e com isso é feito um levantamento das necessidades da semana e passado uma ordem de compra para o fornecedor. 49 Neste caso, o grande problema é, que com o passar da semana, o número de pedidos realizados vai aumentando gradualmente, chegando em um momento em que não se tem mais controle do que já foi pedido e do que ainda deve ser pedido, pois a planilha é preenchida na segunda-feira e os pedidos são feitos com previsão do que possa ser vendido durante a semana. Os produtos julgados menos importante são controlados visualmente através de níveis mínimos de reposição, diagnosticado a necessidade de compra é feito uma solicitação de compra pela responsável do setor depois ela pede autorização ao encarregado onde a ordem de compra é enviado para o departamento de compras para que seja efetuado o processo de compras. 4.2.2 Classificação e codificação de materiais Os produtos na organização não possuem códigos adequados para cada produto cadastrado no sistema, pois é gerado um código na seqüência, o que dificulta na localização e identificação dos produtos. Não são separados por grupos, sendo que desta maneira os grupos estão todos misturados pelos códigos existentes. Esta classificação teria como objetivo identificar os produtos mais acaba confundindo, pois como são vários produtos muitas vezes não se sabe qual a finalidade do produto, no cadastro não identifica o seu uso. 4.2.3 Armazenagem A empresa Metalúrgica Saraiva apresenta um sistema de armazenagem sem critérios, que pode ser melhorado, logo se observa a falta de um leiaute bem estruturado, pois, os materiais ficam espalhados pelas sessões sem um local para serem armazenados, provocando problemas com relação à armazenagem e localização dos materiais estocados. Existe um local onde são estocados caixas de papelão, parafusos e produtos acabados, podendo ser mais bem aproveitado para concentrar todos os materiais em um só lugar para facilitar seus controles. 50 Existem problemas com estoque excessivo que resultam em capital investidos e estoque inativo que poderia ser aplicado em outras mercadorias, mais por falta de controle muitas vezes ficam parados dentro da empresa. 4.2.4 Controle de Níveis Estoque A empresa não apresenta ferramenta para controle de estoque, é efetuado pedido de compra, segundo sua necessidade, quando se nota que o produto está quase ou já está em falta no estoque, não existe um critério para se efetuar a reposição do estoque, é feito manual baseando-se nos pedidos que estejam em carteiras. O prazo de entrega dos produtos pode variar bastante conforme o fornecedor, alguns de um dia para o outro, outros uma semana e alguns podem demora até um mês. Os produtos que não podem faltar são as peças fundidas que servem para montar os retrovisores para as montadoras, pois estes têm prazo de entrega de uma semana em média. 4.2.5 Processo atual de compras Neste item será descrito o processo atual de compras de mercadorias da empresa Metalúrgica Saraiva. A solicitação de mercadoria ao fornecedor é feita através do seguinte forma: É observada a necessidade de compra de item para o processo de fabricação, feito uma requisição de compra pelo funcionário responsável pelo setor, que é encaminhado para o encarregado da sessão onde ele analisa a mercadoria solicitada e quantidade, pedido assim, assina a solicitação e encaminha para o departamento de compras. Ao chegar a solicitação no departamento de compras serão verificadas quantidades e preços. Existem mercadorias que são feitas com fornecedor exclusivos, outras mercadorias como parafusos, ABS, PP são realizadas cotações para que possa ser definido de qual fornecedor comprar. Assim que estiver com os preços definidos, a solicitação é encaminhada para a diretora administrativa autorizar a compra. 51 Quando a solicitação for autorizada pela diretora administrativa volta para o departamento de compras onde será realizada uma ordem de compra através de um programa, o pedido será enviar por email para o fornecedor. Assim que o fornecedor confirmar o recebimento do pedido, uma via do mesmo impresso é colocado em uma pasta para acompanhar a entrega do material. 4.3 IDENTIFICAÇÕES DAS FALHAS DO ATUAL SISTEMA DE CONTROLE DE ESTOQUE Atualmente o método utilizado pela empresa possui necessidade de melhorias, pois é um controle manual com preenchimento de planilhas todas as segundas-feiras. Se houver algum erro de contagem, atrapalha a produção durante a semana, pois corre o risco de faltar matéria-prima. Outro fator é que alguns produtos são cadastrados duas vezes com nomes diferentes dificultando na hora de controlar suas quantidades. O armazenamento das matérias-primas deveria ficar concentrado no mesmo lugar, sendo mais correto dentro do almoxarifado e não nas sessões como ocorre atualmente. Foi levantado que no controle de estoque atual da empresa: não existe uma classificação de matérias de acordo com sua importância ou sua utilização em relação aos materiais estocados. Não existe um funcionário específico para cuidar do almoxarifado, pois o responsável se envolve com outras atividades da empresa dentro da produção. Outra dificuldade enfrentada pela empresa é em relação aos pedidos de compras realizados, onde a partir da compra realizada, uma cópia do pedido fica arquivada até que a mercadoria seja entregue. Neste caso, o grande problema é, que com o passar do tempo, o numero de pedidos realizados vai aumentando, chegando em um momento em que não se tem mais controle do que já foi e do que ainda deve ser pedido. Apesar do encarregado de produção ficar com uma cópia da solicitação de compras muitas vezes a mercadoria chega e não fica sabendo, pois o responsável pelo recebimento recebe e encaminha para o processo de pintura ou usinagem quando há necessidade e não avisa que o material chegou. 52 4.4 CONTROLE DE ESTOQUE – PROPOSTA E SUGESTÕES Com relação aos dados apresentados anteriormente, pode-se perceber algumas imperfeições ou situações que prejudicam ou deixam de ser utilizadas para realizar um eficaz controle de estoque. A partir deste momento, há a intenção de promover algumas sugestões para a tentativa de correção do atual sistema de controle de estoque. Assim sentiu-se a necessidade de um sistema de informação que fosse utilizado como ferramenta na gestão de estoques. Pois se torna praticamente inviável controlar o estoque da Metalúrgica Saraiva manualmente devido à grande diversificação dos produtos, com isso sugere-se a implantação de um programa que a empresa tem e não estava sendo utilizado. O programa se chama S2I, e foi desenvolvido especialmente para a Metalúrgica Saraiva, e em reunião com a diretoria para elaboração do plano de informatização do controle de estoque da empresa, ficou decidido que seria aproveitado o mesmo programa operacional da empresa. Sendo o mesmo passara por modificações para que possa atender com perfeição as necessidades da empresa. O primeiro passo será ajustar o módulo cadastro de produtos que tem a finalidade de controlar todos as produtos cadastrados e conter informações que possam facilitar na identificação de todas as matérias cadastradas. Como exemplo de recursos oferecidos por este módulo pode-se citar: Código do produto Código de barra Descrição Peso Vaga que ocupa no almoxarifado Unidade (quilos, litros, peças etc) Classificação fiscal Situação tributária Linha Grupo Controle de lote 53 Dados adicionais Fornecedores Quantidade em estoque Custo Histórico do produto. Figura 7 – Tela de gerenciamento de produtos Fonte: programador do sistema O próximo passo seria o módulo estoque que teria a finalidade de apresentar as principais variáveis em relação ao controle de estoque da empresa. Será fundamental pois vai conter informações necessárias para que possa ter um controle exato das mercadorias. E apresentará as seguintes informações: Tipo de produto Código Descrição Unidade Vaga 54 Local estocado Setor Data Operação (saída ou entrada no estoque) Quantidade mínima Quantidade máxima Saldo Figura 8 – Tela de gerenciamento de estoque Fonte: programador do sistema Quanto à dimensão do estoque, cabe ressaltar que deve ser feito sempre se levando em conta as necessidades financeiras da empresa e de atendimento aos clientes. 4.5 PADRONIZAÇÃO DAS COMPRAS Para agilizar o processo de compras é indispensável deter maiores conhecimentos sobre os fornecedores. Com isso necessário cadastrar todos fornecedores com maior número de informações, através do preenchimento do formulário de cadastro de fornecedores. 55 Esse cadastro será via sistema, e contará com as seguintes informações: Razão social completa; CMPJ; Site; Email; Contato; Fone/fax; Celular; Endereço completo; CEP; Data da ultima compra; Material comprado; Quantidade pedida, Preço Prazo de entrega Condições de pagamento Transportadora Histórico de compras 56 Figura 9 – Tela de gerenciamento de fornecedor Fonte: Programador do sistema As solicitações de mercadorias para compra terão a seguinte forma: Ao chegar um pedido de um cliente na empresa, e se verificar que uma mercadoria não está disponível em estoque para entrega, pela constatação de algum material em falta ou abaixo do estoque mínimo, será realizada pelo setor de estoques uma consulta ao módulo de estoque onde serão verificados os materiais abaixo do estoque mínimo. Após isto, será verificado se existe a necessidade de repor esta mercadoria e se já não foi pedida. Constatando a necessidade de compra será feita uma solicitação dos produtos que deverão ser repostos e encaminhado ao departamento de compras. O setor de compras recebe as solicitações de compras e analisa as necessidades e prioridades das compras de matéria-prima. Após isto, o responsável fará um consulta ao módulo cadastro de fornecedores para verificar os fornecedores dos produtos e o preço da última aquisição. No módulo cadastro de fornecedores será identificado o representante do fornecedor e o contato do mesmo, com informações como email, fone: 57 Caso justifique o pedido do material será feito um contato com o fornecedor solicitando cotações por email e fone, realizando negociações para a compra de matéria prima. Nesta negociação serão verificadas a disponibilidade de mercadorias para fornecer, a quantidade, os prazos de entrega e as condições de pagamento. Após essas informações a requisição será encaminha para a diretora de compras para a autorização do pedido, após a autorização o pedido será feito através do modulo de compras e encaminhado para o fornecedor através de email. Quando é realizada a entrega das mercadorias o recebimento é feito pela pessoa competente, que também deverá comparar a nota fiscal do fornecedor e a informações contidas no pedido de compras. Em casos de produtos com problemas, deverão ser feitas notas fiscais de devolução para serem enviados para o fornecedor para que seja feito abatimento da mercadoria. Com essas ações, facilitará o processo de compras, tendo tempo para as negociações e evitando as compras de “ultima hora”. 4.6 LEVANTAMENTOS DOS ITENS EM ESTOQUE E CLASSIFICAÇÃO Para facilitar na elaboração da gestão de estoque, o pesquisador realizou o levantamento de todos os produtos (matérias- primas) necessários ao processo produtivo da empresa, e verificou que muitos produtos estavam cadastrados duas vezes e alguns nem cadastrados estavam , com esses dados propõe-se um levantamento para excluir os que estiveram cadastrado duas vezes e cadastrar os que não estiverem cadastrado. Sugere-se que os produtos sejam classificados por grupos numerados de 01 a 99 e números identificadores dos itens numerados de 001 a 999, sendo que foram separados em oito grupos: Grupos 01. Peças fundidas em alumínio 02. Embalagens 03. Tintas 04. Plásticos 58 05. Parafusos, porcas e arruelas 06. Vidros 07. Componentes elétricos Dessa forma, seguindo o critério conforme as figuras, 11 e 12 facilitarão a identificação e o armazenamento do produto. Peças fundidas em alumínio 01. 001 Numero identificador dos itens Grupo Figura 10 – Exemplo utilizado p/ codificação. Fonte: dados primários Cód. Descrição Unidade 01.001 Alma Marcopolo direita pçs 01.002 Alma suporte 1888 pçs 01.003 Alma suporte 1853 esquerdo pçs Quadro 4 – Exemplo da tabela de classificação e codificação dos itens. Fonte: Dados Primários. A descrição dos grupos e números identificadores sugerida para a organização em estudo encontra-se no Apêndice A deste trabalho. Logo após o processo de codificação dos materiais, passamos para a etapa de catalogação, onde todos os materiais serão catalogados de acordo com suas informações para facilitar o trabalho do almoxarife. Serão impressas etiquetas que serão colocadas em frete as prateleiras e nas caixas plásticas com código do material, descrição do uso, facilitando o processo produtivo do almoxarifado. 59 4.7 CLASSIFICAÇÕES DE MATERIAIS ABC A escolha da classificação ABC como mecanismo de apoio à gestão de estoques na empresa é de real importância visto que a classificação permite o exato controle dos itens que realmente necessitam uma especial atenção. A classificação ABC dos itens da empresa Metalúrgica Saraiva Indústria e Comercio Ltda. foi realizada no período de 01 de janeiro de 2008 a 31 de dezembro de 2008. A utilização da curva ABC beneficiará a gestão de estoque da Metalúrgica Saraiva Indústria e Comercio Ltda. de forma que reduzirá as imobilizações em estoques sem prejudicar a segurança, pois os itens da classe A serão mais controlados do que os da classe C. De acordo com o gráfico 1, para o desenvolvimento da curva ABC foram analisados 357 itens no período de um ano, sendo 37 (10%) itens que representam A, 105 (30%) categoria B e 215 (60%) da categoria C. Gráfico 1 - Numero de itens A,B e C em estoque Fonte: Dados primários O gráfico de transição entre os itens A e B apresentado a seguir se justifica porque alguns produtos em estoque têm quase o mesmo valor. Assim, o gráfico em colunas facilita a identificação do melhor ponto para efetuar a mudança de classe. Para uma melhor compreensão no gráfico abaixo mostra o momento da transição da classificação A para B respectivamente pelos itens 37 e 38. Assim, os 60 itens de transição A para B representam investimentos de R$ 25.518,25 e R$ 23.729,31 de valor em estoque. Para o desenvolvimento do gráfico optou pelo gráfico de coluna para que este demonstre claramente a transição entre as classes. Gráfico 2 – Transição de itens A e B Fonte: Dados Primários Da mesma forma, o gráfico de transição dos itens B para C, apresentado a seguir, mostra de modo claro o momento da transição da classificação B para c respectivamente pelos itens 142 e 143. Desta forma, os itens de transição B e C representam investimentos de R$ 7328,00 e R$ 7060,86 de valor em estoque. 61 Gráfico 3 – Transição de itens B e C Fonte: Dados Primários Na curva ABC, exibida no gráfico 4, os itens de classe A, que merecem maior controle no sistema de estoques, representam 10% do total de itens. Já os itens da classe B são 30% do total de itens e os de classe C, 60%. 62 Porcentagem Valor(R$) 100 90 C 80 70 60 B 50 40 30 20 10 A 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Porcentagem de Itens (quantidade) Gráfico 4 – Curva ABC Fonte: Dados Primários Conforme visualizado no gráfico acima, os itens de classe A representam 46,18% dos investimentos em estoque, logo a seguir vem os itens classe B que representam 40,10% e os itens de classe C representam 13,72% dos investimentos feitos em estoques da empresa Metalúrgica Saraiva Indústria e Comercio Ltda. Gráfico de investimento em estoque Gráfico 5 – Valor investimento em estoque Fonte: Dados Primários 63 O gráfico 5 facilita o entendimento dos investimentos feito em cada uma das classes dos produtos em estoque estudados, pois apresenta a divisão de investimentos calculados em reais distribuído por classe A, B e C. Tendo em vista que o investimento total representa R$ 3.500.424,10, os itens de classe A possuem R$1.615.863,00 investidos em estoque. Já os itens de classe B possuem investimento de R$ 1.457764.00 e os de classe C apenas 426.797.10. 4.8 ARMAZENAGEM E ORGANIZAÇÃO DO LEIAUTE Conforme estudo realizado, faltam meios de acondicionamento para os produtos, assim idéia inicial seria aumentar o espaço físico do almoxarifado e concentrar todos os produtos em um só lugar para facilitar a localização e um melhor controle dos produtos. Procurando sempre um leiaute que visa à melhor utilização dos espaços disponíveis, pois alguns produtos apresentam grandes volumes. O novo leiaute das estantes com prateleiras visa à identificação mais fácil dos produtos estocados e um melhor aproveitamento do espaço físico, assim produtos semelhantes deveram ser colocados nas mesmas prateleiras. Como pode se observado na figura (11), no centro do almoxarifado ficaria as estantes com três prateleiras cada uma, e seriam estocadas as caixas de papelão (1) e os produtos acabados(8), no lado esquerdo ficaria as estantes com gavetas onde se encontraria os componentes eletrônicos, já no lateral esquerda ficaria parafusos, porcas e arruelas (4), juntamente com as tintas que ficariam em estantes com três prateleiras (5), nos fundos seria criado um espaço maior para o armazenamento dos plásticos (ABS, PP, PE, Nylon) (6) e vidros(7), pois serão armazenados em cima de palets, e no lado direito seria armazenado as peças fundidas em alumínio (2), que ficariam em estantes com prateleiras de caixas. Todos codificados e catalogados para facilitar sua localização. Conforme descrito no capitulo de descrição atual do leiaute, o almoxarifado se localiza na entrada do galpão 1, facilitando a movimentação dos materiais estacados, tanto na chegada das matérias-prima na empresa quanto na distribuição dos matérias para as células de produção. 64 Figura 11 – Leiaute proposto para sala de estoque Fonte: dados primário 65 Figura12 – Estantes com prateleiras Fonte: Dados Primários Figura13 – Estantes com gavetas Fonte: Dados Primários 66 4.9 PONTO DE PEDIDO – NÍVEIS DE REPOSIÇÃO Um ponto essencial para se obter um controle de estoque é regularizar níveis e políticas adequadas de controle do estoque, evitando faltas ou excessos de produtos dentro da empresa. Como a organização trabalha com produtos de demanda irregular, seria interessante criar níveis mínimps e máximos de estoque. O sistema existente na empresa será adequado com um modulo de gerenciamento por quantidades mínimas e máximas, dessa forma quando a quantidade do produto chega a ao nível especifico ele emite um aviso na tela principal do sistema para que o encarregado do almoxarifado possa estar controlando os pedidos. Também poderá tirar relatórios diários com as quantidades em estoque. Os valores de quantidades mínimas e máximas serão calculas pelo gestor e cadastrado no sistema, pois não calcula automático. Para que essa ferramenta funcione corretamente devem-se levantar as informações para calculo do estoque mínimo, que seriam conforme a bibliografia pesquisada, fator de segurança, o tempo de reposição e consumo médio do período, no caso semanal e aplicaria na fórmula para chegar aos índices. Será citado como exemplo o ABS HF 380 preto, seu consumo mensal é de 10000 mil quilos e tempo de reposição 7 dias seu estoque mínimo de 2500Kg, assim o ponto de pedido antes que atinja o estoque mínimo é de 4833Kg como mostra figura abaixo. PP = C x TR + E.Mn, Onde: PP = Ponto de Pedido C = Consumo médio Mensal (10000Kg) TR = Tempo de Reposição (7 dias) E.Mn= Estoque Mínimo (2500 peças) P = 10000 x 7 + 2500 = 4833 Kg. 30 67 Dente de serra com tempo de reposição x ponto de pedido ITEM ANALISADO – ABS HF 380 PRETO Figura 17 – Exemplo de nível de reposição de estoque Fonte: Dados Primários. 68 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS O objetivo de aprimorar os procedimentos de gestão de estoque da Metalúrgica Saraiva Indústria e Comercio Ltda foi atingido, uma vez que este estudo contemplou os principais aspectos da administração de estoques. Através da análise do atual sistema de administração de estoques foi possível mudanças no gerenciamento de estoque da empresa. Com a atualização do sistema de informação já existente na empresa vai se obter um melhor gerenciamento do estoques e conseqüentemente reduzir custos oriundos de estoques obsoletos, melhorar o controle das entradas e saídas de produtos, aumentar a receita com o fornecimento de produtos sem que haja falta na hora da aquisição por parte do cliente. Contudo o programa utilizado pela empresa atende as suas necessidades com relação ao controle de estoque, demonstrando ser muito eficiente, porém, há que se resolver alguns problemas a fim de que se possa obter um melhor resultado. Ao aplicar a classificação ABC de materiais, a empresa dará mais ênfase aos produtos com maior capital investido reduzindo as imobilizações em estoques sem prejudicar a segurança. Como facilitador no desenvolvimento deste trabalho está relacionado ao fato do pesquisador ser funcionário da empresa a seis anos, com vivencia em situações práticas ocorridas na empresa Metalúrgica Saraiva Industria e Comercio Ltda. Assim os objetivos desejados foram atingidos, com uma proposta de controle de matérias, de acordo com a política administrativa da empresa, tendo reconhecimento de um bom trabalho, colhendo os resultados esperados, para que no futuro bem próximo, possamos programar novas técnicas que auxiliam e dão um maior apoio ao controle de estoque da empresa Metalúrgica Saraiva Industria e Comercia Ltda. 69 REFERÊNCIAS ARNOLD, J.R. Tony. Administração de materiais: uma introdução. São Paulo: Atlas ,1999 BALLOU, Ronald H. Logistica empresarial: transportes, administracao de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1995. Cervo, Amado Luiz; ALT Pedro Alcino Bervian. Metodologia Cientifica. 3º ed. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1983. CHING, Hong Yuh. Gestão de estoques: na Cadeia de Logística Integrada. 2º Ed. São Paulo: Atlas, 2001. DIAS, Marco Aurélio. Administração de materiais: uma abordagem logística. 4 ed. São Paulo: Atlas, 1993. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3º ed. São Paulo: Atlas, 1996. GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 5º ed. São Paulo: Atlas, 1999 IDELBERTO, Chiavenato. Iniciação à administração de materiais: São Paulo: Makron, MC Graw-Hill, 1991. MARTINS, Petrônio Garcia; ALT, Paulo Renato Campos. Administração de materiais e recursos patrimoniais. São Paulo: Saraiva,2000. MOREIRA, Daniel Augusto. Administração da produção e operações. 2 ed. São Paulo: Pioneira,1996. OLIVEIRA, Silvio Luiz; Tratado de Metodologia cientifica. São Paulo: Pioneira, 1998. POZO, Hamilton. Administração de recursos materiais e patrimoniais: uma abordagem logística. São Paulo: Atlas, 2007. ROESCH, Sylvia Maria Azevedo. Projetos de estágio e de pesquisa em administração. 2º ed. São Paulo: Atlas 1999. SLACK, Nigel et.al. Administração da produção. São Paulo: Atlas,1996 TUBINO, Dalvio Ferrari. Manual de planejamento e controle da produção. 2º ed. São Paulo: Atlas, 2000. VIANA, João José. Administração de materiais: um enfoque prático. São Paulo: Atlas,2000. 70 APÊNDICE 71 Apêndice A – Classificação dos produtos por grupos e itens Abaixo se apresenta a classificação sugerida das mercadorias por grupos para a organização em estudo. Cód. 01.001 01.002 01.003 01.004 01.005 01.006 01.007 01.008 01.009 01.010 01.011 01.012 01.013 01.014 01.015 01.016 01.017 01.018 01.019 01.020 01.021 01.022 01.023 01.024 01.025 01.026 01.027 01.028 01.029 01.030 01.031 01.032 01.033 01.034 01.035 01.036 01.037 01 Peças fundida em alumínio Descrição do produto Alma Marcopolo 2005 Alma espelho Samba Alma suporte 18 53 direito Alma suporte 1853 esquerdo Alma Portugal 2006 Alma GII direita Alma GII esquerda Alma vip antiga 2001 Abraçadeira em alumínio Alma Vestabus / Minibus Alma Marcopolo c/ catraca Alma Flex Grande esq. Alma Flex Grande dir. Alma Flex Médio esq. Alma FLex Média dir. Alma Flex pequena esq. Alma Flex pequena dir. Alma Induscar esquerda Alma Induscar direita Alma Comil esquerda Alma Comil Direita Alma San Marino esquerdo Alma San Marino direita Alma Terra Base do sup. Interno Base esp. Auxiliar 1414 Braço agrícola Braço Caio meio lua direita s/ pintura Braço Caio meia lua esquerdo s/ pintura Braço do sup. Esp. High Deck Braço duplo Busscar direito Braço duplo Busscar esquerdo Braço duplo Busscar esquerdo 7 cm + Braço duplo Busscar direito 7cm+ Braço duplo Busscar esquerdo 15mm + lg Braço Siac c/ ferragens Braço Micro Busscar 72 01.038 01.039 01.040 01.041 01.042 01.043 01.044 01.045 01.046 01.047 01.048 01.049 01.050 01.051 01.052 01.05 01.054 01.055 01.056 01.057 01.058 01.059 01.060 01.061 01.062 01.063 01.064 01.065 01.066 01.067 01.068 01.069 01.070 01.071 01.072 01.073 01.074 01.075 01.076 01.077 01.078 01.079 01.080 01.081 01.082 Braço mini Busscar Braço rodov. So metade Busscar 1837 D Braço urbano c/ reforço c/ ferragem (+longo) direito Braço urbano esquerdo c/ ferragens Braço Montana Braço Micro Braço Busscar Urbano Braço duplo Busscar dir. +9cm Braço Busscar direito soldado +55cm Braço inferior Comil esq. Normal ou pequeno Braço inferior Comil dir. normal ou pequeno Braço Alumínio Montana Braço grande Austrália pintado Braço pequeno Austrália Braço 1824 Braço 1825 braço interno articulado Braço DD Bucha p/ suporte (trava) Conjunto articula urbano Conjunto mancal andorinha Chassi da carcaça Marcopolo Chassi Samba uso:1893/1846/1845 Engate da sanfona Marcopolo 2004 Gancho do sup. Interno Gancho do sup. Esp. High Deck Gancho 1823 Mancal Cab’s esquerdo Mancal Cab’s direito Mancal Metalbusn esquerdo alongado Mancal Metalbus direito alongado Mancal Portugal c/ rabo de andorinha esquerdo Mancal Portugal c/ rabo de andorinha direito Mancal urbano novo normal Mancal micro Marcopolo esquerdo 2006 Mancal micro Marcopolo direito 2006 Mancal Agrale Mancal urbano Busscar esquerdo Mancal Montana Mancal micro Mancal DOT Mancal Portugal / Jordânia (ângulo reto) Mancal Portugal / Jordânia (ângulo reto) Mancal Millenium direito Mancal Millenium esquerdo Mancal champion Comil direito 73 01.083 01.084 01.085 01.086 01.087 01.088 01.089 01.090 01.091 01.092 01.093 01.094 01.095 01.096 01.097 01.098 01.099 01.100 01.101 01.102 01.103 01.104 01.105 01.106 01.107 01.108 01.109 01.110 01.111 01.112 01.113 01.114 01.115 01.116 01.117 01.118 01.119 01.120 01.121 01.122 01.123 01.124 01.125 01.126 01.127 Mancal Champion Comil esquerdo Mancal inclinado com parafuso Mancal John Deere esquerdo Mancal John Deere direito Mancal EB 320 esquerdo sup. Mancal EB 320 direito sup. Mancal do suporte 1853 vip 2004 direito Mancal do suporte 1853 vip 2004 esquerdo Mancal marte direito inferiior normal e prolongado Mancal Marte direito superior Mancal Marte esquerdo inf. Mancal Marte esquerdo superior Mancal normal Mancal NR Siac Mancal p/ braço Agrale esquerdo Mancal para duplo Busscar direito inferior Mancal para braço duplo Busscar direito superior Mancal para braço duplo Busscar esquerdo inferior Mancal para braço duplo Busscar esquerdo superior Mancal Montana Mancal Marcopolo vip direito 2006 Mancal Marcopolo vip esquerdo 2006 Mancal para braço micro Busscar direito Mancal para braço micro Busscar esquerdo Mancal Vistabus / Minibus Mancal Marcopolo c/ catraca esquerdo Mancal Marcopolo c/ catraca direito Mancal para braço micro Caio direito Mancal para braço micro Caio esquerdo Mancal para braço mini Busscar direito Mancal para braço mini Busscar esquerdo Mancal sanfonado Marcopolo antigo esquerdo Mancal sanfonado Marcopolo antigo direito Mancal Terra Busscar direito Mancal Terra Busscar esquerdo Mancal Terra direito Mancal Terra esquerdo Mancal Terra México Mancal DD / Busscar esquerdo Mancal DD / Busscar direito Mancal Miduss / Busscar esquerdo Mancal Miduss / Busscar direito Mancal EB mini Busscar Mancal EB mini Busscar Mancal Caio rabo andorinha 74 01.128 01.129 01.130 01.131 01.132 01.133 01.134 01.135 01.136 01.137 01.138 01.139 01.140 01.141 01.142 01.143 01.144 01.145 01.146 Mancal Caio rabo de andorinha Peças Mancal Irizar (unid) Roda interna Marcopolo Suporte Marte inferior direito Suporte Marte inferior esquerdo Suporte + mancal caminhão Agrale Suporte Agrale + mancal alongado 311mm Suporte + mancal alongado Agrale comp. 361,50mm Suporte interno (hominho) Suporte New Holland Suporte para pastilha interna Busscar Suporte Torino esquerdo + mancal direito Suporte Torino direito + mancal esquerdo Suporte urbano Comil esquerdo Suporte urbano Comil direita Suplemento mancal GII Suporte mini Terra Suporte Urbano dir. + 10 cmm tubo Tubo Samba Cód 02.001 02.002 02.003 02.004 02.005 02.006 02.007 02.008 02.009 02.010 02.011 02.012 02.013 02.014 02.015 02.016 02.017 02.018 02.019 02.020 02.021 02.022 02 Embalagem Descrição Caixa papelão Nº 3 500x550x700 Caixa papelão nº 7 700x700x740 Caixa papelão1824 1/2 lua 110x750x660 Caixa papelão1409/10/11 200X80X370 Caixa papelão1804 450x75x605 Caixa papelão1801 290x65x540 Caixa papelão1802 260x800x540 Caixa papelão1806 620x130x690 Caixa papelão1210/13 450x255x140 Caixa papelão1807 150x60x320 Caixa papelão1804 240x120x597 Caixa papelão2000 520x130x520 Caixa papelão2001 310x110x310 Caixa papelão Despacho 630x470x520 Caixa papelão Despacho 630x600x500 Caixa papelão1412/1413 225x93x495 Caixa papelão R2 381x180x245 Caixa papelão1415/1416 208x100x430 Caixa papelão1414 215x215x112 Caixa papelão1304/1812 480x280x165 Caixa papelão2003 620x130x620 Caixa papelão2004 410x145x410 75 02.023 02.024 02.025 02.026 02.027 02.028 02.029 02.030 02.031 02.032 02.033 02.034 02.035 02.036 02.037 02.038 02.039 02.040 02.041 02.042 02.043 02.044 02.045 02.046 02.047 02.048 02.049 02.050 02.051 02.052 02.053 02.054 02.055 02.056 02.057 02.058 02.059 02.060 02.061 02.062 02.063 02.064 02.065 02.066 02.067 Caixa papelão1847 950x480x700 Caixa papelão1301/1307 230 x 230 x 165 Caixa papelão1822 620 x 130 x 800 Caixa papelão1844 990x380x300 Caixa papelão1420/1421/ 1426VW - 232x120x544 Caixa papelão1853/1854 1110x220x500 Caixa papelão Tabuleiro 1844 988x297x600 Caixa papelão Terra 1845/46/1888 740x210x820 triplex Caixa papelão Irizar 1850 1509x220x610 triplex Caixa papelão tabuleiro cx nº 7 697x697x6 Caixa papelão tabuleiro cx nº 3 540x540x6 Caixa papelão tabuleiro Vip 988x297x6 Caixa papelão tabuleiro 535x535 Caixa papelão tabuleiro 690x690 Caixa papelão tabuleiro 975x355 Caixa papelão tabuleiro 940x700 Caixa papelão1857/ 1858 1130x260x485 Caixa papelão1409/1410 505x405x436 Caixa papelão1409/1410 Acessório 500x375 Caixa papelão encosto 1410 Acessório 500x375 Caixa papelão1415/1412 cx528x524x506 Caixa papelão1413 Acessório 525x428 Caixa papelão1415 |Acessório 525x560 Caixa papelão piso 900x270x525 Caixa papelão1873 410 x 130 x 270 Caixa papelão box 35 promoção Caixa papelão1423 263x110 x 263 Caixa papelão1410 Canadá s/ impressão Caixa papelão Comil / 1893 - 1430x220x840 Caixa papelão1890 715x197x495 Caixa papelão Box 35 480x400x400 Caixa papelão Impresso caixa box 35 Saco bolha (0,28x0,57x008) Saco bolha (0,27x0,29x008 saco bolha (0,27x0,51x008) Saco bolha(0,35x0,70x008) Saco bolha(0,35x0,40x008) Bobina saco bolha (0,70x0,100x008) Cartela renove 360 x 550mm Cartela renove 510 x 710 Cartela Kit renove Fita polipropileno Marrom Fita dupla Face 80 x 20 x 080 Fita Preta 01 Face Fita 019 x 20m 76 cód 03.001 03.002 03.003 03.004 03.005 03.006 03.007 03.008 03.009 03.010 03.011 03.012 03.013 03.014 03.015 Cód. 04.001 04.002 04.003 04.004 04.005 04.006 04.007 04.008 04.009 04.010 04.011 04.012 04.013 04.014 04.015 04.016 04.017 04.018 04.019 04.020 04.021 03 Tintas e derivados Descrição Tinta IMRON Poliuretano Branco Ral 9016 IMRON Redutor Alta Temp (Solvente) 5,0 Tinta Imron Poliuretano Preto 3,6 Tinta amarela p/ espelhação 12808 Tinta acrilica cinza média Tinta Hidrokron preta Tinta laca preto fosco Thinner Diluente especial OWA diluente p/ tinta DE 6767 Promotor de aderencia Wanda Solução desengraxante Wanda Catalizador Fundo Surface Wow cinza DU PONT IMRON Redutor Alta Temp (Solvente) 5,0 04 Plásticos Descrição ABS FH 380 preto ABS FH 380 CINZA ABS preto recuperado ABS preto HF 380 UV ABS Natural HF 380 10% Fibra Nylon poliamida preto Nylonnatural B260 Nylon poliamida B150 com 10% fibra PVC D 08/7 preto PCV D 41/16 preto PVC D 64/06 preto PVC Cristal 460 PVC D 004 preto PVC D 410 cristal PPCO 14 RM Natural Polietileno Baixa Densidade PP H 503 natural com fibra Polietileno cinza icorene 3660 Polietileno de alta densidade PPCP 442 natural Plástico micronizado 77 Cód. 05.001 05.002 05.003 05.004 05.005 05.006 05.007 05.008 05.009 05.010 05.011 05.012 05.013 05.014 05.015 05.016 05.017 05.018 05.019 05.020 05.021 05.022 05.023 05.024 05.025 05.026 05.027 05.028 05.029 05.030 05.031 05.032 05.033 05.034 05.035 05.036 05.037 05.038 05.039 05 Parafusos Arruelas Porcas Descrição Parafuso. 5,5x32mm auto atarraxante ZB – cabeça panela Parafuso sextavado . Aço 8.8 304 M12x155mm c/ 42mm Parafuso. 5/16x2 ½ NC Zinco verde oliva sext. Rosca total Parafuso. ¼ x 3/8 NC – Zinco Preto / Branco sextavado Parafuso 5/16x1.3/4NC – Z. Preto / Branco Parafuso. FHS Cab. Redonda 5 x 25 mitoplastic Parafuso Allem M10 x 25 cab. Cômica Parafuso sextavado. M12x70 rosca inteira – Zinco Branco Parafuso PHS B 6 x 9 p/ dobradiça – Zinco Branco Parafuso .sextavado. 3 / 4 x 1 3 /4 Parafuso M6 x 25 cabeça sextavada Parafuso PHS B 3,5 x 16 – Zinco Preto cabeça panela Parafuso 4.8 x 16 AA – Zinco Branco – cabeça panela Parafuso 3.5 x 9.5 AA panela – Z. B – Auto Atarrax. Parafuso 5/16 sext. 2.1/4 NC – Zinco Preto0 Parafuso M4x12mm Allen – polido cab. Cil. Parafuso . Allen M5 x 16 Parafuso M8x40 cabeça cônica philips rosca total Rex Parafuso AA Panela Philips 2,9x16mm aço inox Parafuso sextavado (304) M12x60mm rosca intira aço 8.8 Parafuso sextavado (304) M12 x75mm rosca inteira Parafuso Mitoplastic Philips 4x20 – Zinco branco M12 aço 8,8 cabeça sext. Comp. 100mm c/25 mm rosca M8 x 30 Allem com cabeça cilindrica/ Zinco Branco Parafuso M6x20 allen com cabeça cilíndrico polido Parafuso auto atarraxante sextavado 63x25 mm ZB Parafuso M8x40mm cabeça Cônica MA Allen \Polido Parafuso 1 / 4 x 1 / 2 sextavado UNC Parafuso sextavado M12 x 120 aço 8.8 – Zinco Branco Parafuso Allen M6x40passo 1 mm rosca parcial 25mm Parafuso cabeça cilíndrica polido Parafuso 3 / 4 x 2 sext. Rosca inteira Parafuso sextavado 1 / 4 x 70 Parafuso PHS 4x12 cabeça Chata – Zinco Branco Parafuso PHS auto atarraxante 4,8 x 22 cabeça Panela – ZB Parafuso M6 x 35 Allen – Bicromatizado - Cabeça Cilíndrica Parafuso M12x110 Ferro 8.8 passo 1.75 MA – ZB sextavado Parafuso M4 x 30 mm cabeça cilíndrica / Allem Polido Parafuso. sextavado. 8.8 12x90 CB / Zinco Branco 78 05.040 05.041 05.042 05.043 05.044 05.045 05.046 05.047 05.048 05.049 05.050 05.051 05.052 05.053 05.054 05.055 05.056 05.057 05.058 05.059 05.060 05.061 05.062 05.063 05.064 05.065 05.066 05.067 05.068 05.069 05.070 05.071 05.072 05.073 05.074 05.075 05.076 05.077 05.078 05.079 05.080 05.081 05.082 05.083 05.084 Parafuso cabeça panela PHS 3,5 x 16 mm inox Parafuso Phillips cab. Chata 4.8 x 19 m Parafuso M6 x 20 allem c/ cabeça interna Polido Parafuso PN PH AA 4,8 x 32 – Zinco Branco Parafuso AA PA PH 3,5 x 25 – Zinco Branco Parafuso 3/ 4 sextavado 1 / 1/2 rosca inteira - Zinco Branco Parafuso M6 x 80 allen Parafuso Sextavado M12 x 130 rosca parcial Parafuso allen rosca total M6 x 30mm Parafuso sextavado. 5/16 x 3 / 4 Parafuso Allen cab. Cilíndrica M6x25 Parafuso M8 x 20 allen Parafuso PHS 5 x 25 mitoplastic Parafuso sextavado M12 x 90 Parafuso sextavado 5.8 12 x 110 PL Parafuso sextavado 8.8 M16 x 140 Parafuso allen M10 x 45 Parafuso Sextavado 14 x 35 Parafuso cabeça. Panela M3 x 6,0 polida Parafuso 3,5 x 30 mitoplastic Parafuso Sextavado M14 x 70 polido ferro 5.8 Porca parlock 3/8 altura 9mm ch 14 – ZP Porca ¼ NC – ZP/ZB – ch 7/16 altura 5,38 – 5,74 Porca 5/16 sextavada NC – Zinco Preto Porca parlock M12 x 1,75 – Zinco Branco Porca sext. M12 x 1,75 alt. 9,8 – ZB / Preto Porca 5/16 x 41/2 – Z. Preto / Branco Porca M8 x 6,3 chave 13 – passo 1,25 Porca curta travante 5/16 Porca M6 z 5 x 10 – Zinco Branco Porca sextavado M10 x 1,5 x 8 x 7 – Z. Preto Porca M8 sextavado.20 comp. 17mm altura Porca sextavado M6 x 1 (MA) CL 8 alt. – Zinco Br Porca sextavado Baixa parlock M10 passo MA 1,5 Porca sextavado 12 torques MA 1,75 Porca sextavado 5/16 chave ½ Porca sextavada 3/8 Porca Tork sext. M12 x 1,75 Porca sext. Parlok 5/16 c/ trava nylon Arruela17 x 7 x 1,2 Arruela lisa 12,5x27x2 Arruela 8,5x20,0x2 – 5/16 Arruela LF 8,4x17x1,5 Arruela5mm 10x4,2x1 Arruela6mm 25x6x1 79 05.085 05.086 05.087 05.088 05.089 05.090 05.091 05.092 05.093 05.094 05.095 05.096 Arruela12mm 27x12xx2 Arruela de Nylon Arruela Prata 25x12x1,5 geomet Arruela 3/4x40x3 (4,00mm) Arruela mola prato 31 furo 16 esp. 1,75 geomet Arruela plástica Arruela de Pressão 38esp 1/8 Arruela de Pressão 1/4 Arruela de Pressão 12mm Arruela de Pressão p/ parafuso M8 Arruela de Pressão p/ parafuso M6 Arruela pressão M14 06 Vidros 06.001 Vidro incolor 3mm Ø 496 06.002 Vidro incolor 3mm Ø 430 06.003 Vidro incolor 3mm Ø 596 06.004 Vidro incolor 3mm Ø 396 06.005 Vidro incolor 3mm Ø 294 06.006 Chapa 2mm incolor 06.007 Chapa 2,5mmincolor 06.008 Chapa 3mm incolor 06.009 Chapa espelhada 2mm 06.010 Chapa espelhada2,5mm 06.011 Chapa espelhada 3mm 06.012 Vidro 3mm 420 x 250 06.013 Vidro 3mm 440 x 250 06.014 Vidro 3mm 360 x 210 06.015 Vidro 2mm 440 x 200 06.016 Vidro 3mm incolor 0,307 x 0,173 06.017 Vidro 3 mm incolor 0,347 x 0,206 06.018 Vidro 3mm incolor 0,358 x 0,189 06.019 Vidro 3 mm incolor 0,412 x 0,189 06.020 Vidro 3mm incolor 0,477 x 0,206 06.021 Vidro 3 mm incolor 0,252 x 0,141 06.022 Vidro 3mm incolor 0,252 x 0,186 06.023 Vidro 3 mm incolor 0,307 x 0,188 Componentes elétricos 07.001 Chicote aux. Vip/ Terra 07.002 Chicote dir. vip/Terra1420 – 5,50 m 07.003 Chicote esq. vip/ Terra 1420 – 3,50m 07.004 Chicote p/ retrovisor elétrico esq. vip lanterna 80 07.005 07.006 07.007 07.008 07.009 07.010 07.011 07.012 07.013 07.014 07.015 07.016 07.017 07.018 07.019 07.020 07.021 07.022 07.023 07.024 07.025 07.026 07.027 07.028 07.029 07.030 Chicote p/ retrovisor elétrico dir. vip lanterna Chicote auxiliar Marte elétrico Chicote Marte Auxiliar Manual – Lant / Terra Chicote Marte esq. manual – lant /3m reater terra Chicote Marte dir. manual – lant / 5m reater terra Chicote Irizar 5,50 m Chicote Irizar auxiliar Chicote 1420 auxiliar Chicote samba único 5m Chicote samba auxiliar Chicote Comil esq Chicote Comil dir. Chicote Motor Irizar Chicote – 40º Chicote Canadá 393004 Chicote auxiliar Marte ele 9 pinos Chicote elét. Vip. Lant. Marte 9 pinos esq Chicote elét. Vip. Lant. Marte 9 pinos dir. Desembaçador 290 x 163 Desembaçador 320 x 190 Desembaçador 387 x 178 Desembaçador 178 x 153 Desembaçador 381 x 172 Lanterna Marte Lanterna Marte com Led`s Lanterna Marcopolo