FLF
FACULDADE LOURENÇO FILHO – FLF
CURSO DE BACHARELADO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS
CONTROLADORIA EM INDÚSTRIAS DE CONFECÇÃO: ESTUDO DE
CASO DA PACAELÔ’S LTDA
Patrícia de Souza Costa
Fortaleza-CE
2009
PATRÍCIA DE SOUZA COSTA
CONTROLADORIA EM INDÚSTRIAS DE CONFECÇÃO: ESTUDO DE
CASO DA PACAELÔ’S LTDA
Monografia
apresentada
como
requisito parcial para obtenção do
Grau de Bacharel em Ciências
Contábeis na Faculdade Lourenço
Filho.
Orientador
Prof. Ms. Rafael Heliton Pereira Vilela
FORTALEZA
2009
PATRÍCIA DE SOUZA COSTA
CONTROLADORIA EM INDÚSTRIAS DE CONFECÇÃO: ESTUDO DE
CASO DA PACAELÔ’S LTDA
Monografia apresentada à Faculdade Lourenço Filho, como requisito parcial
necessário à obtenção do grau de Bacharel em Ciências Contábeis.
Data da apresentação: ______/______/______
Nota obtida:_______________
Banca examinadora
_____________________________
Rafael Heliton Pereira Vilela
Prof. Orientador
_______________________________
Helena Lúcia Dourado de Aragão Pinheiro
Membro da Banca Examinadora
_______________________________
Suelene Silva Oliveira
Membro da Banca Examinadora
Ao Sr. José Pereira da Costa
e à minha mãe,
vocês são o suporte aos modelos
de decisão de minha vida.
AGRADECIMENTOS
Em primeiro lugar a Deus que me dá forças nos momentos difíceis e em todas as
horas. Com Ele pude partilhar as dificuldades e alegrias do meu dia-a-dia no
decorrer desses quatro anos inesquecíveis da minha vida.
A minha mãe e companheira do dia-a-dia, Alda Maria de Sousa Costa, pelo apoio e
sua crença que sempre expressam, na minha vontade de vencer, garra e
discernimento. Ao meu pai João Batista Pereira da Costa, em memória, que muito
feliz deve estar onde quer que esteja.
Aos meus avós paternos que me viram crescer. Por toda sua importância no apoio a
minha família no sentido moral, material e espiritual.
A toda minha família, que faz a minha vida ter sentido, pois sozinhos nada somos.
Ao CEPEP, meu primeiro emprego e fonte de uma gama de aprendizado que servirá
durante toda a minha vida profissional e pessoal.
Um agradecimento especial ao meu professor orientador Rafael Heliton Pereira
Vilela, que tanto me apoiou durante todo o desenvolvimento deste trabalho.
Enfim, muito obrigada a todos que me auxiliaram a chegar neste momento lindo e
maravilhoso.
RESUMO
As empresas de confecção de pequeno porte, como todas as outras que buscam o
lucro, enfrentam dificuldades do mundo moderno, como novas tecnologias e
mercado globalizado, onde as mudanças acontecem numa velocidade
surpreendente, provocando turbulência mesmo em setores mais estáveis da
economia. Sobre esse aspecto, a Controladoria, por ser um órgão que busca
analisar as informações para subsidiar o planejamento e controle da gestão com
intuito de otimizar o resultado das empresas, possui relevância diante deste cenário.
O objetivo deste trabalho é analisar a aplicabilidade dos conhecimentos da
controladoria para confecções de pequeno porte. A metodologia utilizada inclui
pesquisas bibliográficas, documentais, descritivas e o estudo de caso. Após a
elaboração das análises, verificou-se a sua efetiva contribuição para melhor apoiar
os gestores das indústrias de confecção de pequeno porte de modo a permitir uma
análise dos resultados por produtos e áreas, melhorar a gestão de pessoas, proteger
os ativos da empresa, formalizar processos de produção, administrativos e
atividades de todos os colaboradores, gerir o orçamento empresarial, organizar as
informações organizacionais, permitir que a empresa possa adaptar-se ao meio
através de seu planejamento estratégico e da análise de informações que permitam
antever o cenário futuro e analisar a viabilidade da implantação de sistemas
integrados. Com a execução dessas atividades, busca-se atingir os objetivos da
empresa por meio de um melhor desempenho organizacional.
Palavra chave: Aplicabilibidade da controladoria.
ABSTRACT
The cloches industry of small port, like many other that seek to profit found the problems
facing the modern world, as new technologies and global market, where the changes happen
at an amazing speed, causing turbulence even in more stable sectors of the economy. About
this aspect, the Controller, as a department that seeks to analyze the information to give
support to the planning and control of management in order to optimize the outcome of the
business, has relevance in the face of this scenery. The objective of this study is to analyze the
applicability of knowledge for the control of cloches industry of small port. The methodology
includes bibliographic searches, documentary and descriptive case study. After analysis this
material we see the effective contribution to better help the managers of cloches industry of
small port to allow an read of the results for products company, formal processes and
administrative activities of all employees, manage the budget business, organize the
institutional information, enabling the company to adapt to the environment through its
strategic planning and analysis of information to predict the future scenery and examine the
feasibility of deploying integrated systems. With the implementation of these activities, seeks
to achieve the objectives of the company through better organizational performance.
LISTA DE FIGURAS E QUADRO
Figura 1 Figura 2 Figura 3 -
Diagrama de um sistema aberto..........................................................
Ciclo de produção de uma indústria de confecção típica....................
Organograma da Pacaelô’s Indústria e Comércio de Confecções
Ltda......................................................................................................
Quadro 1 - Funções da Controladoria....................................................................
15
30
35
25
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO...................................................................................................... 10
1 SUBSISTEMAS EMPRESARIAIS..................................................................... 15
1.1Subsistemas no Cumprimento da Missão Empresarial............................. 16
1.1.1 Subsistema Institucional............................................................................... 16
1.1.2 Subsistema de Gestão................................................................................. 17
1.1.3 Subsistema Organizacional.......................................................................... 17
1.1.4 Subsistema Social........................................................................................ 18
1.1.5 Subsistema Físico Operacional.................................................................... 18
1.1.6 Subsistema de Informação........................................................................... 18
2 CONTROLADORIA........................................................................................... 19
2.1 Aspectos Introdutórios................................................................................. 19
2.2 Conceitos da Controladoria......................................................................... 20
2.2.1 Ramo do Conhecimento............................................................................... 20
2.2.2 Unidade Administrativa................................................................................ 21
2.3 Finalidades da Controladoria....................................................................... 21
2.4 Responsabilidade e Autoridade................................................................... 22
2.4.1 Responsabilidade......................................................................................... 22
2.4.2 Autoridade.................................................................................................... 23
2.5 Funções.......................................................................................................... 23
2.6 Instrumentos da Controladoria.................................................................... 25
2.6.1 Processo de Gestão..................................................................................... 25
2.6.2 Sistema de Informação................................................................................ 26
3 O SETOR DE CONFECÇÃO............................................................................. 27
3.1 Histórico do Complexo Têxtil....................................................................... 27
3.2 Importância da Cadeia Têxtil-Confecção.................................................... 28
3.3 Funcionamento de Uma Indústria Típica de Confecção........................... 29
4 APLICABILIDADE DAS ATIVIDADES/FUNÇÕES DA CONTROLADORIA
DA INDÚSTRIAS DE CONFECÇÃO DE PEQUENO PORTE........................... 33
4.1 Estudo de Caso............................................................................................. 33
4.1.1 Histórico....................................................................................................... 33
4.1.2 Produtos....................................................................................................... 33
4.1.3 Subsistemas Empresariais........................................................................... 34
4.1.3.1 Subsistema Institucional............................................................................ 34
4.1.3.2 Subsistema de Gestão.............................................................................. 34
4.1.3.3 Subsistema Organizacional....................................................................... 35
4.1.3.4 Subsistema Social..................................................................................... 36
4.1.3.5 Subsistema Físico Operacional.................................................................36
4.1.3.6 Subsistema de Informação........................................................................36
4.4 Ambiente Externo.......................................................................................... 36
4.5 Analise das Funções/Atividades da Controladoria da Pacaelô’s
Indústria e Comercio de Confecções Ltda................................................. 37
4.5.1 Subsistema Institucional............................................................................ 37
4.5.2 Subsistema de Gestão.............................................................................. 37
4.5.3 Subsistema Organizacional....................................................................... 38
4.5.4 Subsistema Social..................................................................................... 38
4.5.5 Subsistema Físico Operacional................................................................. 38
4.5.6 Subsistema de Informação........................................................................ 38
CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................. 39
REFERÊNCIAS..................................................................................................... 41
INTRODUÇÃO
Os interesses econômicos varam fronteiras em busca de oportunidades, para
que o capital possa ser o melhor possível aproveitado, desconhecendo pátria e
limites geográficos, a nova ordem econômica mundial é buscar melhores condições
de produção e mercado, seja onde as empresas se encontrem estabelecidas, o
importante é obter o melhor resultado na geração de riquezas e lucros.
Dentro do mercado globalizado a busca incessante, para adaptar-se aos mais
diversos tipos de consumidores pelo mundo é cada dia maior, haja vista a relevância
da concorrência nesse cenário.
O acesso as tecnologias mais modernas é muito importante e, por vezes,
decisivo na melhoria de produtos e processos como exemplo, temos no Brasil vários
setores que perderam competitividade como o setor calçadista, o têxtil e de
confecções são segmentos que oferecem muita empregabilidade, mas com a
globalização o Brasil fechou postos de empregos nesses setores.
A complexidade crescente do mercado globalizado fez o controle de gestão
buscar instrumentos que lhe ofereçam mais informações com rapidez e eficiência
para tomadas de decisões, pois muitas vezes um acontecimento em outro continente
implica em futuras circunstâncias no Brasil.
Nesse contexto, a controladoria é quem atua na modelagem, construção e
manutenção de sistemas de informações e modelos de gestão da organização, que
venham suprir as necessidades de informações, para que os setores tenham
sucesso no processo de gestão nas tomadas de decisões adequadas.
O advento da tecnologia da informação fez com que o homem contemporâneo
passasse por diversas transformações, modificando seus hábitos, forma de pensar e
de agir. Essas mudanças acabaram também impactando o nível de ação estratégica
e operacional das empresas. Acompanhando a evolução tecnológica, tem-se hoje
um mundo bastante informatizado e digitalizado em todos os setores da economia.
Isto facilita a geração e o tráfego de informações nas organizações em seus
processos administrativo e produtivo.
Em
decorrência
do
constante
desenvolvimento
tecnológico
ocorreram
mudanças na forma de trabalhar nas organizações. Estas alterações passaram a
exigir novos modelos de gestão. Assim, várias teorias administrativas surgiram
11
desde a teoria da administração científica de Taylor até os dias atuais. Como no
passado, atualmente as organizações continuam exercendo papel fundamental na
sociedade, sendo responsáveis pela transformação de bens e serviços que venham
satisfazer as necessidades da comunidade local ou, até mesmo, de forma global.
Além disso, os gestores têm como estratégia atender às expectativas de resultados
dos investidores.
Para a consecução desses objetivos, em meio à transição entres os portes de
pequena e média empresa, aos poucos deixa-se as características de uma
administração familiar, em busca de uma administração profissional. Assim, estas
organizações necessitam de informações que permitam aos gestores tomar
decisões mais seguras, e não guiar-se somente pela intuição. Dessa forma, o gestor
tem por peculiaridade de sua função conduzir a organização a alcançar seus
objetivos. No entanto, para que isto se concretize é necessário que as informações
fluam de modo harmônico na organização de forma que a informação gerada por um
departamento transforme-se em matéria-prima para o outro. Tal interação é
atribuição do órgão administrativo controladoria.
Nas indústrias de confecções, o fluxo de informações deve ocorrer de acordo
com a necessidade de cada segmento ou setor que a compõe, mediante a utilização
de um sistema que gere informações confiáveis e tempestivas relativas a clientes,
fornecedores, mercados e processos, além das informações financeiras geradas
pela contabilidade tradicional.
Alguns estudos e pesquisas demonstram que a maioria das empresas de
pequeno porte não dispõe de orçamentos definidos e nem mesmo planejamento. A
administração ocorre de acordo com a intuição de seu proprietário que está no
controle das operações.
O órgão administrativo controladoria, segundo Mosimann e Fisch (1999),
tem por finalidade “garantir informações adequadas ao processo decisório,
colaborar com os gestores em seus esforços de obtenção da eficácia de suas
áreas quanto aos aspectos econômicos e assegurar a eficácia empresarial,
também sob aspectos econômicos, por meio da coordenação dos esforços dos
gestores das áreas”.
A controladoria busca minimizar a incerteza quanto às decisões dos gestores
de tal forma que a empresa atinja os objetivos estabelecidos pela alta administração,
12
bem como garantia de sua continuidade. No entanto, para isso precisa estar
adequadamente estruturada, de modo que consiga cumprir sua missão, que é de
otimizar os resultados da empresa e garantir sua continuidade. Assim, com base no
exposto frente às necessidades preditivas de informação e controle particularmente
na passagem de uma gestão familiar para profissional e de um processo de controle
departamental para um integrado, elaborou-se a seguinte questão-problema: Quais
são as funções/ atividades da controladoria que podem ser aplicadas nas indústrias
de confecção de pequeno porte para auxiliar a tomada de decisão na busca da
melhoria de desempenho e resultados?
A pesquisa traz como objetivo geral analisar a aplicabilidade da utilização dos
conhecimentos da controladoria para auxiliar a gestão das indústrias de confecção
de pequeno porte, por meio do estudo de caso da Pacaelô’s Indústria e Comércio de
Confecções Ltda.
13
Para que o objetivo geral seja atingido, são propostos os seguintes objetivos
específicos:
Analisar o arcabouço teórico da controladoria;
Descrever os subsistemas de uma indústria de confecção de pequeno
porte, objeto de estudo;
Sistematizar as contribuições oriundas dos preceitos da controladoria
para gestão das indústrias de confecção de pequeno porte, por meio de
seus subsistemas.
Os conhecimentos da controladoria são aplicáveis à gestão das indústrias de
confecção de pequeno porte, dando subsídios e suporte à tomada de decisão aos
seus gestores, auxiliando-os na melhoria de performance e desempenho dessas
organizações.
A pesquisa foi realizada através de metodologia bibliográfica, documental,
descritiva e o estudo de caso.
A metodologia bibliográfica foi feita através de pesquisas em livros e textos
periódicos, nos quais foram obtidas fontes de dados importantes em relação a
empresa para assim exercer o que está sendo abordado.
A característica da pesquisa documental é que a fonte de coleta de dados está
restrita a documentos, escritos ou não, constituindo o que se denomina de fontes
primárias, estas podem ser realizadas no momento em que o fato ou fenômeno
ocorre, ou depois.
Na análise descritiva o ambiente natural é a própria fonte para a coleta de
dados e o pesquisador é o instrumento chave, onde tende a analisar os dados
indutivamente.
O estudo de caso, no qual se desenvolveu a proposta de configuração da
controladoria para dar suporte ao processo de gestão para uma indústria de
confecções, foi realizado na empresa Pacaelô’s Indústria e Comércio de Confecções
Ltda., localizada na cidade de Fortaleza, estado do Ceará, situada na Rua Antenor
Frota Wanderley, 433 – Benfica. Para a coleta de dados, procedeu-se à pesquisa
documental, objetivando o levantamento de dados da empresa, objeto de estudo
para dar subsídios a análise da aplicabilidade ou não dos conhecimentos da
Controladoria.
14
A primeira seção é a introdução que demonstra a relevância do tema,
problematização, objetivos da pesquisa, pressupostos, metodologia, assim como a
organização do trabalho.
Além da introdução, a monografia é composta do primeiro capítulo, que
discorre sobre os conceitos da empresa como sistema e a sua relação com os seus
subsistemas internos.
O segundo capítulo descreve a controladoria, suas características, sua área de
atuação, atividades e funções.
O terceiro estuda a indústria de confecção, suas características e seus
processos internos. Enquanto o quarto ressalta a aplicabilidade das atividades e
funções da Controladoria dentro de indústrias de confecção de pequeno porte, para
isso, há um estudo sobre seus subsistemas empresariais e ambiente externo.
Complementarmente, é realizada uma análise das funções e atividades da
Controladoria na empresa, universo do estudo.
E, por fim, na conclusão se verifica o atendimento à questão do problema da
pesquisa e a análise do alcance dos objetivos propostos, destacando-se a
abrangência, as limitações e as sugestões, seguindo-lhe a relação de obras e
autores que subsidiam empírica e teoricamente o estudo.
1 SUBSISTEMAS EMPRESARIAIS
Serão abordados os conceitos de sistemas e subsistemas empresariais,
subsistemas de informação, análise dos subsistemas empresariais e a adaptação de
um sistema. Obviamente, eles variam entre empresas, pois a estrutura de cada
organização é diferente, também há diferenças no planejamento operacional e
institucional delas, que pode ocorrer das mais diversas maneiras possíveis.
Colaborando com uma definição de sistemas, Esteves (2009) afirma que os
sistemas abertos são unidades interdependentes com o meio que possuem uma
entrada, realizam um processamento e liberam uma saída, conforme ilustrado na
Figura 1. Os sistemas fechados não serão estudados neste trabalho, pois as
organizações não trabalham de uma maneira independente do ambiente externo.
Mesmo na Engenharia e nas Ciências Exatas, os sistemas abertos são os mais
comuns.
Figura 1 – Diagrama de um sistema aberto.
Fonte: Silva, 2006.
Para Silva (2006), os sistemas abertos podem ser classificados genericamente
da seguinte maneira: subsistemas de apoio, complementares e principais. Como
exemplos de subsistemas de apoios podemos citar: informática, organização e
métodos e jurídico. Exemplos de subsistemas complementares: contábil, financeiro e
recursos humanos. Os subsistemas principais mais comuns são: técnico de
produção e mercadológico.
Há subsistemas que congregam a maior parte das informações de uma
organização são chamados de subsistemas de informação empresariais – SIE, os
principais são: Silva, 2006.
Produção ou serviço;
Comercial/vendas;
Materiais/estoque;
Financeiros/contábil;
Jurídico/obrigações;
16
Recursos humanos;
Recrutamento de pessoal;
Folha de pagamento;
Encargos e salários.
De acordo com o autor Silva, 2006. Os SIE processam os dados da empresa da
seguinte maneira:
Entrada: são os dados buscados e coletados que são inseridos nestes
subsistemas para serem processados.
Processamento: é onde são organizadas as tarefas, operações,
aplicadas ordens, cálculos e outros procedimentos com o intuito de
atender as funções que são requeridas pela organização conforme suas
tarefas e objetivos pré-determinados ou em elaboração.
Saída: dá origem às informações, produtos ou serviços. É nessa etapa
em que são emitidos relatórios, conciliados os dados e outras
informações.
1.1 Subsistemas no Cumprimento da Missão Empresarial
São seis os subsistemas componentes do sistema empresa, que interagem no
sentido do cumprimento de sua missão: institucional, físico, social, organizacional,
de gestão e de informações. (Silva, 2006)
1.1.1 Subsistema Institucional
É formado por um conjunto de crenças, valores e expectativas dos sócios da
empresa. Ele aparece nas decisões relacionadas a manutenção da empresa no
mercado e crescimento.
Essas crenças, valores e expectativas se convertem em diretrizes que orientam
todos os demais componentes do sistema empresa aos resultados desejados e se
referem aos princípios que norteiam o comportamento diante de seus clientes,
fornecedores, empregados, comunidade, governo, segmento, tais como: ética,
17
imagem no ambiente externo, credibilidade, confiança em seus produtos e outros
fatores.
Esse subsistema relaciona-se aos propósitos do sistema empresa e à filosofia
que orienta sua atuação em geral. Engloba o modelo de gestão da empresa, que se
refere ao conjunto de crenças e valores especificamente relacionados à forma de
administrar o negócio, tais como: grau de participação e autonomia dos gestores,
critérios de avaliação de desempenho, postura gerencial, dentre outros elementos.
Sua importância ocorre, pois influencia todos os subsistemas da empresa e
condiciona a interação da empresa com os demais sistemas que compõem seu
ambiente externo.
1.1.2 Subsistema de Gestão
São os processos que orientam a realização das atividades da empresa a seus
propósitos, ou seja, é responsável pela dinâmica do sistema. Justifica-se pela
necessidade de planejamento, execução e controle das atividades empresariais,
para que a empresa alcance seus propósitos. Requer um conhecimento adequado
da realidade, obtido por meio das informações geradas pelo subsistema de
informação.
1.1.3 Subsistema Organizacional
Trata da organização formal da empresa, ou seja, da forma como são
agrupadas suas diversas atividades em departamentos e setores, dos níveis
hierárquicos, das definições de amplitude e responsabilidade, do grau de
descentralização das decisões e da delegação de autoridade.
1.1.4 Subsistema Social
É o conjunto dos elementos humanos na organização, bem como às
características próprias dos indivíduos, tais como: necessidades, criatividade,
objetivos pessoais, motivação, liderança e outros pontos. O nível de motivação e
satisfação das pessoas reflete-se diretamente no desempenho da empresa, por
18
meio de absenteísmo, rotatividade de pessoal, paralisações e reclamações
trabalhistas.
Da mesma forma, o nível de capacitação técnica e competência gerencial
determina a qualidade das decisões, requerendo desenvolvimento e treinamento de
pessoal.
1.1.5 Subsistema Físico Operacional
Abrange todos os elementos materiais do sistema empresa, tais como: imóveis,
instalações, máquinas, veículos, estoques etc., e os processos físicos das
operações, que se materializam nas diversas atividades que utilizam recursos para a
geração de produtos e serviços.
Não inclui o elemento humano, que compõe o subsistema social, mas sim,
todos os recursos físicos que as pessoas utilizam para desempenhar suas funções
na empresa.
1.1.6 Subsistema de Informação
É constituído de atividades de obtenção, processamento e geração de
informações necessárias à execução e gestão das atividades da empresa, incluindo
informações ambientais, operacionais e econômico-financeiros.
2
CONTROLADORIA
Esta seção expõe os conceitos básicos da controladoria, sua conceituação,
finalidade, suas funções e seus instrumentos.
2.1 Aspectos Introdutórios
A contabilidade vem sendo criticada, pois se alega que esta é ineficiente e não
mais responde de maneira eficiente às demandas atuais das organizações. A
contabilidade tradicional constrói e mantém bancos de dados que devem permitir
que os gestores possuam informações relevantes e no tempo correto para facilitar a
condução da administração das atividades empresariais. Catelli (2007)
As críticas a esta ciência se fortaleceram, pois a partir do fim da década de 80,
o mercado passou a ser um ambiente mais agressivo e competitivo, exigindo
mudanças cada vez mais rápidas. Então o suporte administrativo que a
contabilidade tradicional presta é incapaz de permitir que esta oferte bons subsídios
para a gestão das organizações.
Catelli (2007) afirma que a contabilidade tradicional propõe fazer uma
mensuração de eventos econômicos do passado das organizações, normalmente
para atender às necessidades fiscais. Porém, é cada vez mais necessário para a
sobrevivência nas empresas no cenário contemporâneo que estas deixem de ter um
foco no passado, pois para atingirem os resultados futuros desejados, devem
simular cenários futuros. A obtenção dos objetivos futuros é uma função das
decisões que se toma no presente.
O âmbito da controladoria são as organizações econômicas, que são sistemas
abertos, logo estão inseridas e interagem com outras organizações e outros
elementos em um mesmo ambiente. Assim, este capítulo discute a controladoria sob
o enfoque da Gestão Econômica, dentro de uma visão sistêmica das demandas de
informação internas ou externas.
Na análise da citação dos autores, Catelli (2007) argumenta que a
Contabilidade, enquanto ciência, tem uma rica base conceitual da qual devemos nos
valer e, interagindo de forma multidisciplinar com os demais ramos do conhecimento,
buscar a construção de uma via alternativa à Contabilidade tradicional, cuja a base
20
conceitual é inadequada para modelar as informações destinada ao uso dos
gestores.
2.2 Conceitos da Controladoria
Para Mosimann e Fisch (1999), a Controladoria pode ser conceituada como um
conjunto de princípios, procedimentos e métodos oriundos das ciências da
Administração, Economia, Psicologia, Estatística e principalmente da Contabilidade,
que se ocupa da gestão econômica das empresas, com o fim de orientá-las para a
eficácia.
Padoveze (2003), por sua vez, conceitua Controladoria como departamento
dentro da organização, responsável pelo sistema de informações de toda a
empresa, sendo ao mesmo tempo coordenadora de todos os departamentos,
buscando alcançar os objetivos da empresa e maximização dos resultados. Tem
como principal função dar apoio aos gestores na tomada de decisões.
Oliveira, Perez Jr. e Silva (2007) entendem Controladoria como o departamento
responsável pelo projeto, elaboração, implementação e manutenção do sistema
integrado de informações operacionais, financeiras e contábeis de determinada
entidade, com ou sem fins lucrativos, sendo considerada por muitos autores como
estágio evolutivo da Contabilidade.
2.2.1 Ramo do Conhecimento
A Controladoria é um ramo do conhecimento que se apóia na Teoria da
Contabilidade dentro de uma visão multidisciplinar. Ela estabelece uma base teórica
e conceitual para a modelar, construir e manter o sistema de informações e o
modelo de gestão econômica, que supra de maneira adequada as necessidades de
informação dos Gestores e os permita ou mesmo induzam a tomar decisões ótimas
durante o processo de gestão.
21
2.2.2 Unidade Administrativa
Enquanto unidade administrativa,
a
controladoria
é responsável pela
coordenação e disseminação desta tecnologia de gestão, quanto ao conjunto teoria,
conceitos, sistema de informação, e também visa a otimização do resultado global
da organização. Deve ser área bem definida e executar as atividades a seguir:
(Catelli, 2007).
desenvolvimento de condições para a realização da gestão econômica,
pois as decisões tomadas devem ter como foco o resultado econômico,
isso significa que os gestores devem estar de posse de instrumentos
adequados e ser devidamente treinados;
subsídio ao processo de gestão com informações em todas as suas
fases: os sistemas de informações devem ser disponibilizados para uso
direto do gestor, de modo que as informações sejam oportunas;
gestão dos sistemas de informações econômicas de apoio às decisões:
os sistemas de informações devem propiciar informações que reflitam a
realidade físico-operacional;
apoio à consolidação, avaliação e harmonização dos planos das áreas:
criando sinergia necessária para a otimização do resultado global.
2.3 Finalidades da Controladoria
Segundo, Catelli (2007), a gestão das atividades empresariais pelo modelo de
gestão econômica, deve ser sistêmica, pois a maximização isolada dos resultados
das partes não necessariamente conduz à otimização do todo. Sendo a
controladoria uma área com uma visão ampla e possuidora de instrumentos
adequados à promoção da otimização do todo, deve responsabilizar-se pelo
cumprimento de uma missão muito especial. A finalidade principal da controladoria
será assegurar a otimização do resultado econômico da organização. Para que essa
finalidade possa ser cumprida, objetivos claros e viáveis devem ser estabelecidos.
Explicitando, os objetivos da controladoria são:
promoção da eficácia organizacional;
viabilização da gestão econômica;
promoção da integração das áreas de responsabilidade.
22
2.4 Responsabilidade e Autoridade
Para cumprir sua finalidade principal e seus objetivos e para seu efetivo
desempenho, a Controladoria deverá ter responsabilidade e autoridade específicos.
2.4.1 Responsabilidade
Segundo, Catelli (2007), dentro da proposta de gestão econômica, a
controladoria, como qualquer área de responsabilidade de uma organização. Tem
sua responsabilidade definida claramente respondendo pelas gestões operacional e
financeira. Porém, por ser uma atividade de coordenação e por sua missão, a
responsabilidade da Controladoria se diferencia da responsabilidade das áreas
operacionais e de apoio no processo desenvolvido para assegurar a otimização de
resultado. Cabe a controladoria induzir os gestores em relação à melhora das
decisões, pois sua atuação envolve implementar um conjunto de ações cujos
produtos materializam-se em instrumentos disponibilizados aos gestores.
A relação entre os instrumentos e ações a serem tomadas e a seguinte: o
instrumento modelo de decisão visa clarificar como as decisões são ou deveriam ser
tomadas, o modelo de mensuração visa mensurar corretamente o resultado dos
eventos, produtos, atividades e áreas, enquanto o modelo de informação objetiva
informar adequadamente aos gestores.
Para Catelli (2007), a contribuição da Controladoria se caracteriza por buscar a
otimização do resultado econômico da empresa, numa atuação sinérgica junto às
demais áreas de responsabilidade, provendo toda a base conceitual e operacional
relativa aos sistemas de informações. Desta forma, a otimização é viabilizada ao
estabelecer um conjunto de requisitos e respectivos objetivos.
A relação entre os requisitos para a otimização de resultado e a obtenção de
objetivos é a seguinte: em relação ao requisito planejamento, o objetivo a ser obtido
é a objetivação do resultado; a integração das áreas e a visão de longo prazo
visarão assegurar os resultados; a otimização do resultado de cada evento ou
transação objetiva efetivar os resultados; por último, a mensuração adequada
permitirá que a organização obtenha resultados corretos.
23
2.4.2 Autoridade
As organizações diferem entre si nos mais diferentes fatores: tamanho,
complexidade, organização interna e em muitas outras características. Seus
subsistemas dependem de seu modelo de gestão.
Independentemente das características das empresas, o grau de autoridade
pode ser subdividido em dois níveis, autoridade formal e informal. A autoridade
formal envolve a instituição de normas, procedimentos e padrões relacionados com
suas atividades e funções.
A autoridade informal ocorre à medida que os assuntos se refiram a aspectos
técnicos e conceituais inerentes ao grau de especialização envolvido nas funções de
Controladoria, esta passará a adquirir um grau de autoridade informal, em
conseqüência do domínio dos conceitos e técnicas funcionais de suas atividades.
Esse tipo de autoridade se efetiva através da execução de atividade tipicamente de
consultoria e assessoria, como órgão de staff. Em relação à autoridade informal, a
controladoria, como órgão de staff, a atividade desenvolvida por ela tem uma
abrangência e comprometimento muito maior. Em verdade, a controladoria funciona
de uma maneira muito semelhante a um órgão de coordenação.
2.5 Funções
Nas empresas ocorre a divisão funcional do trabalho, as funções são
vinculadas as suas características operacionais, definidas em função do produto
e/ou serviço produzido. Uma área de responsabilidade desempenha algumas
funções. Para a Controladoria, estas funções estão ligadas a um conjunto de
objetivos dentro do processo de gestão econômica (Catelli, 2007).
Citados por Oliveira, Perez Jr. e Silva (2007), as principais atribuições da
controladoria são:
1) Estabelecer, coordenar e manter um plano integrado para o controle das
operações;
24
2) Medir a performance entre os planos operacionais aprovados e os padrões,
reportar e interpretar os resultados das operações dos diversos níveis
gerenciais;
3) Medir e reportar a eficiência dos objetivos do negócio e a efetividade das
políticas, estrutura organizacional e procedimentos para o atingimento do
objetivo;
4) Promover proteção para os ativos da empresa. Isso inclui adequados controles
internos e cobertura de seguros;
5) Analisar a eficiência dos sistemas operacionais;
6) Sugerir melhorias para redução de custos;
7) Verificar sistematicamente o cumprimento dos planos e objetivos traçados pela
organização;
Kanitz (1977 apud OLIVEIRA; PEREZ JR.; SANTOS SILVA, 2007), afirma que
as funções da controladoria podem ser resumidas assim:
1) Informação: compreende os sistemas contábil-financeiro-gerenciais;
2) Motivação: refere-se aos efeitos dos sistemas de controle sobre o
comportamento;
3) Coordenação: visa a centralizar informações com vista na aceitação de
planos. A Controladoria toma conhecimento de eventuais inconsistências
dentro da empresa e assessora a direção, sugerindo soluções;
4) Avaliação: interpreta fatos, informações e relatórios, avaliando os resultados
por área de responsabilidade, por processos, por atividades etc.;
5) Planejamento: assessora a direção da empresa na determinação e
mensuração dos planos e objetivos;
6) Acompanhamento: verifica-se e controla a evolução e o desempenho dos
planos traçados a fim de corrigir falhas ou de revisar tais planos.
Para Catelli (2007), são cinco as funções da Controladoria, todas com suas
respectivas peculiaridades, conforme Quadro 1 a seguir.
25
Funções
Subsidiar o processo
de gestão
Apoiar a avaliação
de desempenho
Apoiar a avaliação
de resultado
Gerir os sistemas de
informações
Atender aos agentes
do mercado
Características
Auxiliar o processo de gestão à realidade da empresa ante seu meio
ambiente
Monitorar o processo de elaboração do orçamento – e respectiva
consolidação – das diversas áreas de responsabilidade da empresa
Elaborar a análise de desempenho econômico das áreas
Elaborar a análise de desempenho dos gestores
Elaborar a análise de desempenho econômico da empresa
Avaliar o desempenho da própria área
Elaborar a análise de resultado econômico dos produtos e serviços
Monitorar e orientar o processo de estabelecimento de padrões
Avaliar o resultado de seus serviços
Definir a base de dados que permita a organização da informação
necessária à gestão
Elaborar modelos de decisão para os diversos eventos econômicos,
considerando as características físico-operacionais próprias das áreas,
para os gestores
Padronizar e harmonizar o conjunto de informações econômicas
Analisar e mensurar o impacto das legislações do resultado da
empresa
Atender aos diversos agentes do mercado
Quadro 1 – Funções da Controladoria
Fonte: Adaptado de Catelli (2007).
2.6 Instrumentos da Controladoria
Na gestão econômica, a execução das atividades é condição para o
desempenho das funções. A Controladoria, na execução de suas atividades se
utilizar de dois instrumentos fundamentais: os processo de gestão e os sistemas de
informações.
2.6.1 Processo de Gestão
Na gestão das diversas atividades, os gestores devem planejar suas ações,
implementar planos adequados e proceder a uma avaliação sistemática do
desempenho realizado ante os planos idealizados. Para tanto, o desempenho de
suas funções será em conformidade com um processo de gestão, que compõe-se de
duas etapas:
26
Planejamento Estratégico – É um processo gerencial que auxilia as empresas a
definir as estratégias de crescimento, determinação do preço de venda de seus
produtos e administrar o seu caixa. Essa etapa do planejamento é fundamental para
assegurar o comprimento da missão da empresa. Gera um conjunto de diretrizes
estratégicas de caráter qualitativo que visam orientar a etapa de planejamento
operacional que objetivam evitar as ameaças, aproveitar as oportunidades, utilizar os
pontos fortes, e superar as deficiências dos pontos fracos (CATELLI, 2007).
Planejamento Operacional – é a formalização através de documentos escritos
das metodologias desenvolvidas, o passo a passo das rotinas necessárias para o
cumprimento do que foi definido anteriormente no planejamento estratégico. Muito
importante nessa fase é a elaboração do cronograma de trabalho, definição dos
prazos e dos responsáveis pela sua execução. É elaborado para cada atividade da
empresa ou tarefa e tem como principais características, projeção para curto prazo,
definir o nível para cada tarefa e o alcance das metas (CHIAVENATO, 1999).
Conforme definido, o processo de gestão será voltado para a otimização do
resultado econômico das partes e do todo, estruturado, devidamente formalizado e
apoiado pelos sistemas de informações.
2.6.2 Sistema de Informação
Mosimann e Fisch (1999) conceituam sistema de informação como uma rede
de informações cujos fluxos alimentam o processo de tomada de decisões, não
apenas na empresa como um todo, mas também de cada área de responsabilidade.
Pode-se, assim, classificar o sistema de informação gerencial como sendo um dos
mais importantes sistemas dentro da organização, e essencial para o controller, pois
é ele que gera a maioria das informações necessárias a Controladoria. A habilidade
em fazer isso da maneira correta pode representar um diferencial importante e, para
isso, sua influência tem que ser levada em consideração nos processos decisórios
da organização. “Nenhuma organização pode ignorar as implicações que, a
inexistência de ferramentas que agilizem os processos organizacionais e
conseqüentemente a tomada de decisões, pode representar na sua área de
atuação”. (LAPOLI, 2003, p.16)
3
O SETOR DE CONFECÇÃO
Neste capítulo, são estudadas as indústrias de confecções, pertencentes ao
ramo têxtil, pois uma empresa de pequeno porte desse segmento é o objeto de
análise do estudo de caso realizado nesta pesquisa.
O setor de confecção integra a indústria têxtil, sendo esta constituída por
grande diversidade de setores que vão desde o cultivo do algodão até a confecção,
passando antes pelas matérias-primas sintéticas, fibras têxteis, fiações, tecelagens,
malharias, tinturarias, estamparias, até confecções, estágio onde se tem a peça
pronta para uso. Torna-se necessário explicar as características e peculiaridades do
setor de confecção e sua importância para o estado do Ceará. Neste capítulo serão
abordados o histórico do complexo têxtil, a importância da cadeia têxtil-confecção
nos níveis social e econômico, a evolução deste setor e alguns processos básicos
do funcionamento de uma indústria típica de confecção.
3.1 Histórico do Complexo Têxtil
Sendo um dos segmentos de maior tradição do segmento industrial do mundo,
o complexo têxtil ocupa posição de destaque na economia de países desenvolvidos
e também em países emergentes, a exemplo do Brasil. Segundo Morockoski (2004,
p. 11):
Com a revolução industrial, acontecida no século XVIII na Inglaterra, o modo
de produção fabril sofreu diversas alterações, novos métodos foram
implantados e a produção deixou de ser simplesmente artesanal passando
a ser uma produção em escala industrial.
No Brasil, o setor têxtil desempenha, em princípio, papel de grande relevância
econômica e em seguida, forte desenvolvimento industrial. Souza (2006) afirma que
pela baixa demanda tecnológica em relação a outros segmentos industriais, a
implantação das atividades têxteis no Brasil ocorreu antes de outras atividades
industriais. Outros fatores que colaboraram para a implementação dessas indústrias
foram: que o Brasil já tinha cultura algodoeira, mão-de-obra abundante e mercado
consumidor em crescimento. Porém, a consolidação da indústria têxtil brasileira se
deu no decorrer da primeira guerra mundial, quando o Brasil adotou uma estratégia
de substituição das importações. Houve um período de relativa estagnação industrial
entre a crise de 1929 e a Segunda Guerra Mundial, passando por um período de
28
renovação tecnológica a partir dos anos 1950. Entre as inovações está a utilização
de produtos químicos.
A explosão do mercado de roupas confeccionadas pela indústria dinamizou-se
a partir da década de 1960, com o processo de industrialização e urbanização do
Brasil. No final da década de 70 os incentivos fiscais e creditícios decresceram e
cederam lugar aos incentivos relacionados à exportação. A década de 1980 fez com
que muitas empresas deixassem de investir em produção para utilizarem seus
recursos na especulação, esse processo prejudicou as empresas do setor têxtil.
No início da década de 1990, a abertura comercial da economia brasileira
explicitou as deficiências de diversas empresas do setor têxtil: tecelagens,
tinturarias, estamparias, e até fiações. O Brasil chegou a exportar diversos modelos
de roupas acabadas. Essa crise mostrou o maquinário defasado desse setor e o
baixo emprego de tecnologia. Isso levou diversas empresas à falência, pois muitas
delas não conseguiram concorrer em qualidade e em preços.
Em 1996 o governo interveio para auxiliar o segmento e melhorar o saldo
comercial do país. Hoje estão sendo instalados equipamentos automatizados e
implementadas novas medidas de gestão, que segundo Carvalho (2004) as
empresas de vestuário aceleram o seu ritmo de crescimento quando adotam um
controle maior sobre suas atividades.
3.2 Importância da Cadeia Têxtil-Confecção
O Brasil é um importante produtor de artigos têxteis, tanto na produção de fios,
tecidos planos, confecção quanto na produção de tecidos de malha. A cadeia têxtilconfecção é importante pela capacidade de ofertar empregos e desenvolvimento
regional, assim como pela significativa participação no mercado internacional, que
apresenta potencial de ganhos de competitividade que devem ser considerados.
Houve dois movimentos distintos no setor têxtil, a utilização intensiva do capital e da
automação na fiação e outras indústrias, com uma perda de empregos relativa a
esse fenômeno e a pulverização das confecções o que contribui para o aumento da
informalidade nestas empresas.
Entre os diversos problemas enfrentados pelas confecções estão: o elevado
grau de obsolescência e a baixa produtividade. Samuleski (2005) comenta que a
indústria do vestuário brasileira concorre diretamente contra os produtos chineses, e
29
para sobressair-se precisa de um melhor design, maior valor agregado e controlar a
qualidade de seus produtos desde a matéria prima até o produto final. Apesar das
dificuldades, a indústria de confecção continua a ocupar papel de destaque no
complexo industrial brasileiro, com forte impacto social, colaborando com parte da
formação do PIB e gerando muitos empregos.
Para
esse
segmento
é
de
extrema
importância
a
manutenção
da
desvalorização do Real frente ao Dólar, para que seja possível o processo de
exportação dos produtos brasileiros. Segundo Souza (2006), o predomínio de micro,
pequenas e médias empresas é característico do setor de confecções, logo a
informalidade se apresenta tanto em termos de unidades produtivas como na própria
geração de ocupações, funcionando aquém das fronteiras tecnológicas do setor. A
sua dimensão é, em conseqüência, difícil de mensurar. Além disso, é muito pequena
a quantidade de grandes unidades produtivas de grande porte, porém elas
produzem quase metade de tudo que esse segmento produz. Devido à magnitude
da informalidade que abriga, o setor de confecções é de difícil compreensão para
fins de estudos e seu tamanho real é controverso.
A atratividade do setor pode ser explicada pelas reduzidas barreiras
tecnológicas e burocráticas à entrada de firmas no mercado, já que o equipamento
básico utilizado é a máquina de costura, e a técnica é amplamente divulgada.
Também por isso, os investimentos exigidos ao ingresso de uma unidade na
indústria não são proibitivos para empresas de menor porte.
3.3 Funcionamento de Uma Indústria Típica de Confecção
Segundo Sanzovo (2004), o processo produtivo de uma indústria de confecção
consiste basicamente em:
Modelagem;
Encaixe;
Corte;
Costura;
Estamparia; e
Acabamento.
30
Segundo Lima (2004), os lotes são organizados na indústria têxtil para facilitar
o transporte de peças entre as máquinas durante o processo produtivo. No ciclo de
produção de uma indústria de confecção típica, como descrito na Figura 2, podemos
visualizar um detalhado encadeamento de etapas, que se inicia no design passando
pela modelagem, elaboração dos encaixes, risco, corte, separação das peças e,
finalmente, a costura em si, que é sucedida pelo acabamento, arremate, passadoria
e embalagem. Dependendo do tipo de matéria-prima utilizada pode-se acrescentar
ou retirar do processo qualquer um dos itens classificados aqui. O trabalho com
“modinha”, por exemplo, dispensa e necessidade de lavanderia, porém requer,
algumas vezes, um trabalho mais artesanal e customizado.
Figura 2 – Ciclo de produção de uma indústria de confecção típica.
Fonte: Souza, 2006.
No design ocorre o processo de criação e desenho do produto, em geral
profissionais dessa etapa são os mais bem remunerados e valorizados no ciclo de
produção, afinal de contas são eles os responsáveis pelo caráter criativo e inovador
do produto.
Com relação a esta etapa, Tomasson (2004) afirma que a inovação é de
grande importância, pois permite que a empresa tenha grandes lucros com produtos
inovadores para se preparar melhor para a sua fase de maturidade.
As três etapas seguintes, modelagem, encaixe e risco e corte, estão
diretamente relacionadas e são de grande valia para o desempenho financeiro da
31
empresa. O uso eficiente delas evita que a empresa incorra em prejuízos utilizando
tecido acima do requerido, tendo em vista que o maior custo do produto está nessa
matéria-prima.
Depois, os pedaços do tecido são separados e encaminhados para a costura,
etapa em que o produto ganha forma. A costura é a principal etapa do processo,
pois demanda a maior parte da mão-de-obra requerida. Nesta fase, são encontradas
muitas dificuldades que retardam os avanços tecnológicos. Estas restrições estão
ligadas às características do tecido, como sua maleabilidade, que dificulta o seu
manuseio, e suas diferentes texturas.
Neste estágio, o equipamento básico utilizado é a máquina de costura, que
embora tenha passado por alguns avanços, continua realizando basicamente as
mesmas tarefas. A costura é ainda extremamente dependente das habilidades da
mão-de-obra. Weber (2004) chama de tecnologia da costura e do vestuário o
conhecimento que as costureiras e outros profissionais da indústria de confecção
devem ter. Alguns avanços, porém, já foram obtidos como por exemplo, máquinas
com dispositivos eletrônicos que costuram bolsos de forma automatizada,
melhorando o tempo de produção e a qualidade. Outro exemplo são as chamadas
“estações de travete”, que executa três tarefas subseqüentes do processo produtivo
(corta o passante, prega o passante e depois o travete) dispensando mão-de-obra
de aproximadamente cinco funcionários, tendo em vista a elevada capacidade
produtiva do equipamento. Adquirir esse tipo de máquina é um grande problema,
porque grande parte das indústrias de confecção são de pequeno porte e informais,
sendo o custo desses equipamentos inviáveis para aqueles que trabalham com
baixa escala de produção.
As fases especiais e de pós-costura são relativas e podem ter pouca relevância
quando o produto é voltado para as classes de baixa renda. Como também, pode
ser de grande valia quando o produto é voltado para a clientela mais exigente,
principalmente no quesito personalização e customização. São nessas fazes que as
grandes grifes se diferenciam das demais e conseguem aumentar o valor agregado
de seus produtos.
No geral, o setor de confecção ainda carece de utilização de recursos
tecnológicos e automação nos processos. Em todos os processos citados acima,
apenas o Encaixe e o Risco podem ser feitos com auxílio do computador, utilizando
32
os sistemas CAD / CAM (Computer Aided Design / Computer Aided Manufacturing).
Isso não quer dizer que não houve avanços tecnológicos no setor, mas esses
avanços ainda não possibilitaram determinados níveis de automação que se tem
hoje em outros setores industriais da economia.
Existem outras atividades inerentes à indústria de confecção, como, por
exemplo, vendas, manutenção de máquinas, recrutamento de pessoal, treinamento,
contabilidade, segurança e limpeza, mas julga-se não haver necessidade de
detalhamento aqui por se tratar de atividades comuns às demais indústrias.
4
APLICABILIDADE DAS ATIVIDADES/FUNÇÕES DA CONTROLADORIA
NAS INDÚSTRIAS DE CONFECÇÃO DE PEQUENO PORTE.
Neste capítulo será analisado o perfil histórico da Pacaelô’s Indústria e
Comércio de Confecções Ltda., suas fases desde sua criação, bem como análise
das funções da controladoria e as estratégias adotadas no decorrer dos anos.
4.1 Estudo de Caso
4.1.1 Histórico
A idéia da indústria de confecções iniciou em 2007, quando foi contratada uma
empresa para confeccionar camisas para uma escola onde eu trabalhava. Com o
não cumprimento dos prazos por parte do fornecedor de uniformes, foi observada a
dificuldade de encontrar fornecedores, depois se buscou informações sobre esta
atividade: sua formação de preços, produtos, maquinário necessário, pessoal,
clientes, fornecedores, localização e instalações necessárias. Foi consultada
também uma pessoa especializada nas atividades de corte, costura e serigrafia.
No decorrer do ano de 2008, a empresa se tornou familiar. O maquinário foi
adquirido com recursos próprios, a medida que ia aumentando a quantidade de
pedidos. A indicação de apenas um bom cliente foi o suficiente para formar-se uma
boa carteira, que até hoje nos tem sido suficiente para garantir o bom andamento da
empresa e projetar seu crescimento.
O diferencial ofertado aos clientes é cumprimento dos prazos de entrega e a
busca de uma melhoria contínua da qualidade. Com o intuito de fidelizar a clientela,
busca-se ter um relacionamento especial com esta, lembrando de datas importantes
como natal, dias das mães e outras estratégias de marketing de relacionamento..
4.1.2 Produtos
Os produtos confeccionados inicialmente foram materiais esportivos e camisas
para eventos. Em seguida, por solicitação dos clientes se passou a fazer
fardamentos (uniformes) em geral, buscando atendê-los em suas necessidades,
dando-lhes comodidade e permitindo a expansão da Pacaelô’s.
34
4.1.3 Subsistemas Empresariais
Os subsistemas da Pacaêlo’s congregam maior parte de suas informações
empresariais e são: institucional, físico, social, organizacional, de gestão e de
informação. A seguir a Pacaêlo’s inserido aos subsistemas empresarial.
4.1.3.1 Subsistema Institucional
Cultuando as crenças e valores que norteiam os demais componentes, a
Pacaêlo’s é delineada na valorização dos seus Recursos Humanos, estimulando a
auto-estima, a dignidade pelo trabalho e o espírito de grupo. Foi verificado que a
organização estudada ainda não possuía missão e visão definidas. Busca-se formar
uma empresa participativa, capaz de alcançar seus objetivos de acordo com o que
foi definido em seu subsistema de gestão e satisfazer todos que com ela se
relacionam.
4.1.3.2 Subsistema de Gestão
Neste subsistema, visa-se a orientar para os diversos setores da indústria como:
vendas, compras e produção. Busca-se o melhor planejamento na execução e
controle de toda a indústria, desde a concepção até a entrega do artigo fabricado ao
cliente.
35
4.1.3.3 Subsistema Organizacional
A Figura 3 mostra o organograma da empresa explicitando seus setores e sua
hierarquia.
GERÊNCIA
GERAL
DEPARTAMENTO
FINANCEIRO
COMPRAS
PRODUÇÃO
VENDAS
CORTE
COSTURA
ACABAMENTO
Figura 3 – Organograma da Pacaelô’s Indústria e Comércio de Confecções Ltda.
A empresa possui uma Gerência geral responsável pelas atividades do nível
tático e estratégico da organização. Devido a seu pequeno porte, a gerência ainda
não é dividida por atividades, como: pessoal, administrativa, financeira e outras.
Porém, há uma assessoria externa realizada por um contador. Foi observado
também que a Gerência Geral chega a ocupar-se muitas vezes com assuntos
pertinentes ao nível operacional, o que é comum em empresas de pequeno porte.
O Departamento Financeiro é responsável pelo pagamento de pessoal e
contas diversas. Realiza também um planejamento dos pagamentos futuros. Foi
verificado que havia um plano de contas e este funcionava bem.
Há setores específicos que realizam as compras e vendas da empresa. Além disso,
há um setor que responde pela produção em geral. Este se subdivide em Corte,
Costura e Acabamento.
36
4.1.3.4 Subsistema Social
O processo de desenvolvimento dos seus colaboradores reflete diretamente no
desempenho das atividades assim, proporciona-se cursos de capacitação nas áreas
de design gráfico, técnicas de serigrafias, corte e costura e outros que sejam
oportunos.
4.1.3.5 Subsistema Físico Operacional
É o conjunto dos materiais disponíveis utilizados para a geração dos produtos,
nesse caso: máquinas de costura, de serigrafia e outras, bem como, instalações
físicas e a matéria-prima necessária para formar o produto final.
4.1.3.6 Subsistema de Informação
É composto basicamente do trânsito das informações necessárias a gestão das
atividades operacionais, buscando otimizar os meios, bem como, novas técnicas de
produção. Além de informações econômicas e financeiras necessárias para
elaboração de planilhas para formação de preços, custos, controle e desperdícios
visando a estabilidade e crescimento da indústria.
4.4 Ambiente Externo
O setor de confecção apresenta dinamismo e inovação constante, nesse
processo a Pacaelô’s possui mais de vinte fornecedores, dentre eles RKR,
Tecimalhas, Malharia Nobre, Gola Pólo, Cotex e Via Malha entre outros.
Os concorrentes são constantemente avaliados para fazer adequação dos
preços, buscar maior eficiência competitiva. Entre os competidores mais
expressivos, estão: Confecção JVC, Marca da Praia, JC Confecções, Confecção
Juarez Leitão e Confecção Três Corações.
Após a prospecção de informações sobre concorrentes e fornecedores
(benchmark) e
tendo
conhecimento
das necessidades do mercado, mas
principalmente da maior limitação dos concorrentes (prazo de entrega) a Pacaelô’s
prospecta clientes em potencial no mercado local e regional. Nas vistas de
37
apresentação da empresa é sempre evidenciado o maior diferencial: cumprimento
dos prazos de entrega. Sabendo-se que esta é a grande dificuldade da maioria das
empresas do setor estamos sempre projetando melhorias e evitando o risco de que
estes atrasos ou não cumprimento dos prazos aconteçam com nossos clientes.
Além disso, apresentam-se como diferenciais competitivos: a entrega em
pequenos lotes, atendimento em domicílio, prazo de pagamento, entrada e zelo pelo
bom relacionamento com sua clientela. Hoje, a Pacaelô’s fornece para diversos
colégios, faculdades, escolas técnicas, universidades, empresas de logística e
outras.
4.5 Análise das Funções/ Atividades da Controladoria para a Pacaelô’s
Indústria e Comércio de Confecções Ltda.
Apresentação
do
arcabouço
teórico
da
Controladoria,
verificou-se
a
possibilidade de utilizar algumas funções e atividades para Pacaelo’s nas quais
estão descritas a seguir, divididas por seus subsistemas.
4.5.1 Subsistema Institucional
Pode se considerar as atividades da Controladoria a elaboração de padrões de
qualidade para seus produtos e serviços, por meio da análise dos produtos, por
exemplo, a controladoria pode identificar a necessidade de melhor qualificação de
profissionais de alguma etapa do processo produtivo, sendo assim essa atividade
vem a contribuir para o melhor desempenho do Subsistema Institucional da
empresa. Ressalte-se a necessidade de se elaborar a missão e visão do negócio,
objetivando traçar objetivos e metas para a indústria Pacaelô’s.
4.5.2 Subsistema de Gestão
Tem como função da Controladoria auxiliar o processo de gestão da Pacaelô´s
considerando o ambiente em que está inserida, nutrindo os gestores de informações
e instrumentos de execução e pesquisa.
A adequação das ações de gestão à
realidade orçamentária da empresa faz com que o crescimento sustentável seja
possível. As áreas de responsabilidade da empresa ficam melhor definidas quando
o subsistema Gestão se utiliza das funções da controladoria para respaldar a
gerenciam suas ações. Ressalta-se, também, a contribuição da controladoria para a
38
elaboração do planejamento estratégico da Pacaelô’s, a fim de projetar cenários,
após uma análise de seu ambiente interno e externo.
4.5.3 Subsistema Organizacional
Dentre as funções da Controladoria do Subsistema Organizacional, destacamse a formalização dos processos e atribuição de cada colaborador, aplicando-se a
empresa o estudo de caso que pode ser usado para formalizar todos os processos
operacionais da produção e da área administrativa, assim como descrever
detalhadamente as funções de cada colaborador da Pacaelô’s.
4.5.4 Subsistema Social
Podemos considerar como contribuições as funções da Controladoria no
desenvolvimento dos recursos humanos a elaboração da análise de satisfação dos
colaboradores da Pacaelô’s. Fazendo pesquisa do clima organizacional poderemos
identificar situações que não estejam em conformidade com as ideais para um bom
desempenho das atividades, o que permitirá ajustar ou melhorar nos itens que esta
análise apontar.
4.5.5 Subsistema Físico Operacional
Dentre as atividades da Controladoria para esse subsistema se destaca a
elaboração de planos que visem à proteção dos ativos, tais como: prédios,
instalações, máquinas, estoques, mobiliário, veículos e seu controle. Dessa forma, a
indústria aplicando a referente contribuição protege os seus ativos de eventuais
perdas.
4.5.6 Subsistema de Informação
A Controladoria necessita criar mecanismos de controles internos para dar
maior transparência e confiabilidade de suas informações. Dessa forma, a Pacaelô’s
necessita fomentar seus controles por meio da implementação de sistemas
integrados (operacional-financeiro-contábil), bem como planilhas de controle de
produção e aspectos administrativo-financeiro.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Tratamos neste trabalho sobre o tema “Análise da aplicabilidade dos
conhecimentos da controladoria para as indústrias do segmento de confecção de
pequeno porte, através do estudo de caso da Pacaelô’s Indústria e Comércio de
Confecção LTDA”, no intuito de analisar sua utilização dos conhecimentos da
controladoria para auxiliar a gestão das indústrias de confecção de pequeno porte.
Dessa forma, a questão problema foi: Quais são as funções/atividades da
controladoria que podem ser aplicadas nas indústrias de confecção de pequeno?
Enquanto o pressuposto da pesquisa era de que os conhecimentos da controladoria
são aplicáveis à gestão das indústrias de confecção de pequeno porte, dando
subsídios e suporte à tomada de decisão aos seus gestores, auxiliando-os na
melhoria de performance e desempenho dessas organizações.
A fundamentação teórica de atuação da controladoria dentro das indústrias de
pequeno porte foi embasada no conteúdo teórico sobre controladoria e confecção,
disposta nos capítulos 2, 3 e 4.
Os três objetivos específicos visaram a primeiro: analisar o arcabouço teórico
da controladoria; segundo: descrever os subsistemas na indústria de confecção de
pequeno porte e, terceiro: organizar as atribuições da controladoria para gestão das
indústrias de pequeno porte.
O quarto capítulo atendeu aos objetivos propostos da pesquisa, bem como
suas funções/atividades da controladoria para indústrias de confecção de pequeno
porte. Nessa direção, o pressuposto da pesquisa foi atingido, tendo em vista a
aplicabilidade da controladoria para as indústrias e confecção de pequeno porte, por
meio das seguintes funções aplicáveis à Indústria Pacaelô’s:
analisar os resultados por produtos e áreas;
capacitar os funcionários;
proteger os ativos da indústria;
analisar a satisfação dos colaboradores;
desenvolver os recursos humanos;
formalizar os processos e atribuir as atividades de cada colaborador;
formalizar dos processos operacionais da área de produção e da área
administrativa;
40
auxiliar o processo de gestão a realidade ante seu meio ambiente;
elaborar e acompanhar o processo orçamentário e as respectivas áreas
de responsabilidade da empresa;
elaborar o planejamento estratégico por meio de análise de seu
ambiente interno e externo, bem como sua missão, visão, objetivos e
metas;
organizar a informação necessária para a gestão, para melhor tomada
de decisão;
analisar
a
viabilidade
de
implantação
de
sistemas
integrados
(operacional-financeiro-contábil), bem como o aprimoramento das
planilhas de controle já existentes.
Após o estudo de caso, constatou-se a necessidade dos conhecimentos da
controladoria e de sua necessidade nas indústrias de confecção de pequeno porte.
Nesse sentido, esse estudo foi desenvolvido na crença da possibilidade da
controladoria e sua aplicabilidade nas empresas de confecção de pequeno porte,
buscando demonstrar a contribuição e fomento das empresas desse porte, na
pessoa de seus gestores, a se nortearem pela competitividade e sustentabilidade
organizacional.
41
REFERÊNCIAS
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Confecção, 2004. 36 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Curso de
Tecnologia do Vestuário), União de Ensino do Sudoeste do Paraná, Dois
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Ciências Tecnológicas, Universidade de Fortaleza.
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Engenharia de Produção) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia de
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SANZOVO, Sandro. Um Estudo sobre a Inovação Tecnológica em
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Vizinhos, 2005.
SILVA, Lucinéia. Organizações e Métodos: Conhecendo os Subsistemas
Empresariais. [online] Disponível na Internet via WWW. URL:
http://www.juliobattisti.com.br/tutoriais/lucineiagomes/som002.asp.
Última
atualização em 25 de novembro de 2006.
SOUZA, Elnivan. Comportamento Empreendedor e Crescimento de
Empresas Cearenses de Confecção. Fortaleza, 2006. 95 p. Monografia
(Graduação) – Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade
– Universidade Federal do Ceará.
TOMASSON, Maria. Conforto da Aplicabilidade da Etiqueta: Um Estudo de
Viabilidade, 2004. 59 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Curso de Tecnologia
do Vestuário), União de Ensino do Sudoeste do Paraná, Dois Vizinhos, 2004.
WEBER, Volmir. Um Estudo de Produção de Pequenas e Médias
Empresas, 2004. 40 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Curso de Tecnologia
do Vestuário), União de Ensino do Sudoeste do Paraná, Dois Vizinhos, 2004.
Autorização
A Pacaelô’s Industria e Comércio de Confecção Ltda, autoriza a Universitária
Patrícia de Souza Costa, pleno acesso a todos os seus departamentos para fim especifico
de estudo de caso para elaboração de sua monografia que é requisito parcial para
obtenção do titulo de bacharel em ciência contábeis na Faculdade Lourenço Filho.
Fortaleza, 23 de Março de 2009
___________________________
Alda Maria de Souza Costa
Proprietária
Pacaelô’s Industria e Comércio de Confecção Ltda CNPJ:10176922/0001-08
Rua Antenor Frota Wanderley nº433 Bairro: Benfica, Fortaleza – Ce Fone: (85)32810729
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