FLF FACULDADE LOURENÇO FILHO – FLF CURSO DE BACHARELADO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS CONTROLADORIA EM INDÚSTRIAS DE CONFECÇÃO: ESTUDO DE CASO DA PACAELÔ’S LTDA Patrícia de Souza Costa Fortaleza-CE 2009 PATRÍCIA DE SOUZA COSTA CONTROLADORIA EM INDÚSTRIAS DE CONFECÇÃO: ESTUDO DE CASO DA PACAELÔ’S LTDA Monografia apresentada como requisito parcial para obtenção do Grau de Bacharel em Ciências Contábeis na Faculdade Lourenço Filho. Orientador Prof. Ms. Rafael Heliton Pereira Vilela FORTALEZA 2009 PATRÍCIA DE SOUZA COSTA CONTROLADORIA EM INDÚSTRIAS DE CONFECÇÃO: ESTUDO DE CASO DA PACAELÔ’S LTDA Monografia apresentada à Faculdade Lourenço Filho, como requisito parcial necessário à obtenção do grau de Bacharel em Ciências Contábeis. Data da apresentação: ______/______/______ Nota obtida:_______________ Banca examinadora _____________________________ Rafael Heliton Pereira Vilela Prof. Orientador _______________________________ Helena Lúcia Dourado de Aragão Pinheiro Membro da Banca Examinadora _______________________________ Suelene Silva Oliveira Membro da Banca Examinadora Ao Sr. José Pereira da Costa e à minha mãe, vocês são o suporte aos modelos de decisão de minha vida. AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar a Deus que me dá forças nos momentos difíceis e em todas as horas. Com Ele pude partilhar as dificuldades e alegrias do meu dia-a-dia no decorrer desses quatro anos inesquecíveis da minha vida. A minha mãe e companheira do dia-a-dia, Alda Maria de Sousa Costa, pelo apoio e sua crença que sempre expressam, na minha vontade de vencer, garra e discernimento. Ao meu pai João Batista Pereira da Costa, em memória, que muito feliz deve estar onde quer que esteja. Aos meus avós paternos que me viram crescer. Por toda sua importância no apoio a minha família no sentido moral, material e espiritual. A toda minha família, que faz a minha vida ter sentido, pois sozinhos nada somos. Ao CEPEP, meu primeiro emprego e fonte de uma gama de aprendizado que servirá durante toda a minha vida profissional e pessoal. Um agradecimento especial ao meu professor orientador Rafael Heliton Pereira Vilela, que tanto me apoiou durante todo o desenvolvimento deste trabalho. Enfim, muito obrigada a todos que me auxiliaram a chegar neste momento lindo e maravilhoso. RESUMO As empresas de confecção de pequeno porte, como todas as outras que buscam o lucro, enfrentam dificuldades do mundo moderno, como novas tecnologias e mercado globalizado, onde as mudanças acontecem numa velocidade surpreendente, provocando turbulência mesmo em setores mais estáveis da economia. Sobre esse aspecto, a Controladoria, por ser um órgão que busca analisar as informações para subsidiar o planejamento e controle da gestão com intuito de otimizar o resultado das empresas, possui relevância diante deste cenário. O objetivo deste trabalho é analisar a aplicabilidade dos conhecimentos da controladoria para confecções de pequeno porte. A metodologia utilizada inclui pesquisas bibliográficas, documentais, descritivas e o estudo de caso. Após a elaboração das análises, verificou-se a sua efetiva contribuição para melhor apoiar os gestores das indústrias de confecção de pequeno porte de modo a permitir uma análise dos resultados por produtos e áreas, melhorar a gestão de pessoas, proteger os ativos da empresa, formalizar processos de produção, administrativos e atividades de todos os colaboradores, gerir o orçamento empresarial, organizar as informações organizacionais, permitir que a empresa possa adaptar-se ao meio através de seu planejamento estratégico e da análise de informações que permitam antever o cenário futuro e analisar a viabilidade da implantação de sistemas integrados. Com a execução dessas atividades, busca-se atingir os objetivos da empresa por meio de um melhor desempenho organizacional. Palavra chave: Aplicabilibidade da controladoria. ABSTRACT The cloches industry of small port, like many other that seek to profit found the problems facing the modern world, as new technologies and global market, where the changes happen at an amazing speed, causing turbulence even in more stable sectors of the economy. About this aspect, the Controller, as a department that seeks to analyze the information to give support to the planning and control of management in order to optimize the outcome of the business, has relevance in the face of this scenery. The objective of this study is to analyze the applicability of knowledge for the control of cloches industry of small port. The methodology includes bibliographic searches, documentary and descriptive case study. After analysis this material we see the effective contribution to better help the managers of cloches industry of small port to allow an read of the results for products company, formal processes and administrative activities of all employees, manage the budget business, organize the institutional information, enabling the company to adapt to the environment through its strategic planning and analysis of information to predict the future scenery and examine the feasibility of deploying integrated systems. With the implementation of these activities, seeks to achieve the objectives of the company through better organizational performance. LISTA DE FIGURAS E QUADRO Figura 1 Figura 2 Figura 3 - Diagrama de um sistema aberto.......................................................... Ciclo de produção de uma indústria de confecção típica.................... Organograma da Pacaelô’s Indústria e Comércio de Confecções Ltda...................................................................................................... Quadro 1 - Funções da Controladoria.................................................................... 15 30 35 25 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...................................................................................................... 10 1 SUBSISTEMAS EMPRESARIAIS..................................................................... 15 1.1Subsistemas no Cumprimento da Missão Empresarial............................. 16 1.1.1 Subsistema Institucional............................................................................... 16 1.1.2 Subsistema de Gestão................................................................................. 17 1.1.3 Subsistema Organizacional.......................................................................... 17 1.1.4 Subsistema Social........................................................................................ 18 1.1.5 Subsistema Físico Operacional.................................................................... 18 1.1.6 Subsistema de Informação........................................................................... 18 2 CONTROLADORIA........................................................................................... 19 2.1 Aspectos Introdutórios................................................................................. 19 2.2 Conceitos da Controladoria......................................................................... 20 2.2.1 Ramo do Conhecimento............................................................................... 20 2.2.2 Unidade Administrativa................................................................................ 21 2.3 Finalidades da Controladoria....................................................................... 21 2.4 Responsabilidade e Autoridade................................................................... 22 2.4.1 Responsabilidade......................................................................................... 22 2.4.2 Autoridade.................................................................................................... 23 2.5 Funções.......................................................................................................... 23 2.6 Instrumentos da Controladoria.................................................................... 25 2.6.1 Processo de Gestão..................................................................................... 25 2.6.2 Sistema de Informação................................................................................ 26 3 O SETOR DE CONFECÇÃO............................................................................. 27 3.1 Histórico do Complexo Têxtil....................................................................... 27 3.2 Importância da Cadeia Têxtil-Confecção.................................................... 28 3.3 Funcionamento de Uma Indústria Típica de Confecção........................... 29 4 APLICABILIDADE DAS ATIVIDADES/FUNÇÕES DA CONTROLADORIA DA INDÚSTRIAS DE CONFECÇÃO DE PEQUENO PORTE........................... 33 4.1 Estudo de Caso............................................................................................. 33 4.1.1 Histórico....................................................................................................... 33 4.1.2 Produtos....................................................................................................... 33 4.1.3 Subsistemas Empresariais........................................................................... 34 4.1.3.1 Subsistema Institucional............................................................................ 34 4.1.3.2 Subsistema de Gestão.............................................................................. 34 4.1.3.3 Subsistema Organizacional....................................................................... 35 4.1.3.4 Subsistema Social..................................................................................... 36 4.1.3.5 Subsistema Físico Operacional.................................................................36 4.1.3.6 Subsistema de Informação........................................................................36 4.4 Ambiente Externo.......................................................................................... 36 4.5 Analise das Funções/Atividades da Controladoria da Pacaelô’s Indústria e Comercio de Confecções Ltda................................................. 37 4.5.1 Subsistema Institucional............................................................................ 37 4.5.2 Subsistema de Gestão.............................................................................. 37 4.5.3 Subsistema Organizacional....................................................................... 38 4.5.4 Subsistema Social..................................................................................... 38 4.5.5 Subsistema Físico Operacional................................................................. 38 4.5.6 Subsistema de Informação........................................................................ 38 CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................. 39 REFERÊNCIAS..................................................................................................... 41 INTRODUÇÃO Os interesses econômicos varam fronteiras em busca de oportunidades, para que o capital possa ser o melhor possível aproveitado, desconhecendo pátria e limites geográficos, a nova ordem econômica mundial é buscar melhores condições de produção e mercado, seja onde as empresas se encontrem estabelecidas, o importante é obter o melhor resultado na geração de riquezas e lucros. Dentro do mercado globalizado a busca incessante, para adaptar-se aos mais diversos tipos de consumidores pelo mundo é cada dia maior, haja vista a relevância da concorrência nesse cenário. O acesso as tecnologias mais modernas é muito importante e, por vezes, decisivo na melhoria de produtos e processos como exemplo, temos no Brasil vários setores que perderam competitividade como o setor calçadista, o têxtil e de confecções são segmentos que oferecem muita empregabilidade, mas com a globalização o Brasil fechou postos de empregos nesses setores. A complexidade crescente do mercado globalizado fez o controle de gestão buscar instrumentos que lhe ofereçam mais informações com rapidez e eficiência para tomadas de decisões, pois muitas vezes um acontecimento em outro continente implica em futuras circunstâncias no Brasil. Nesse contexto, a controladoria é quem atua na modelagem, construção e manutenção de sistemas de informações e modelos de gestão da organização, que venham suprir as necessidades de informações, para que os setores tenham sucesso no processo de gestão nas tomadas de decisões adequadas. O advento da tecnologia da informação fez com que o homem contemporâneo passasse por diversas transformações, modificando seus hábitos, forma de pensar e de agir. Essas mudanças acabaram também impactando o nível de ação estratégica e operacional das empresas. Acompanhando a evolução tecnológica, tem-se hoje um mundo bastante informatizado e digitalizado em todos os setores da economia. Isto facilita a geração e o tráfego de informações nas organizações em seus processos administrativo e produtivo. Em decorrência do constante desenvolvimento tecnológico ocorreram mudanças na forma de trabalhar nas organizações. Estas alterações passaram a exigir novos modelos de gestão. Assim, várias teorias administrativas surgiram 11 desde a teoria da administração científica de Taylor até os dias atuais. Como no passado, atualmente as organizações continuam exercendo papel fundamental na sociedade, sendo responsáveis pela transformação de bens e serviços que venham satisfazer as necessidades da comunidade local ou, até mesmo, de forma global. Além disso, os gestores têm como estratégia atender às expectativas de resultados dos investidores. Para a consecução desses objetivos, em meio à transição entres os portes de pequena e média empresa, aos poucos deixa-se as características de uma administração familiar, em busca de uma administração profissional. Assim, estas organizações necessitam de informações que permitam aos gestores tomar decisões mais seguras, e não guiar-se somente pela intuição. Dessa forma, o gestor tem por peculiaridade de sua função conduzir a organização a alcançar seus objetivos. No entanto, para que isto se concretize é necessário que as informações fluam de modo harmônico na organização de forma que a informação gerada por um departamento transforme-se em matéria-prima para o outro. Tal interação é atribuição do órgão administrativo controladoria. Nas indústrias de confecções, o fluxo de informações deve ocorrer de acordo com a necessidade de cada segmento ou setor que a compõe, mediante a utilização de um sistema que gere informações confiáveis e tempestivas relativas a clientes, fornecedores, mercados e processos, além das informações financeiras geradas pela contabilidade tradicional. Alguns estudos e pesquisas demonstram que a maioria das empresas de pequeno porte não dispõe de orçamentos definidos e nem mesmo planejamento. A administração ocorre de acordo com a intuição de seu proprietário que está no controle das operações. O órgão administrativo controladoria, segundo Mosimann e Fisch (1999), tem por finalidade “garantir informações adequadas ao processo decisório, colaborar com os gestores em seus esforços de obtenção da eficácia de suas áreas quanto aos aspectos econômicos e assegurar a eficácia empresarial, também sob aspectos econômicos, por meio da coordenação dos esforços dos gestores das áreas”. A controladoria busca minimizar a incerteza quanto às decisões dos gestores de tal forma que a empresa atinja os objetivos estabelecidos pela alta administração, 12 bem como garantia de sua continuidade. No entanto, para isso precisa estar adequadamente estruturada, de modo que consiga cumprir sua missão, que é de otimizar os resultados da empresa e garantir sua continuidade. Assim, com base no exposto frente às necessidades preditivas de informação e controle particularmente na passagem de uma gestão familiar para profissional e de um processo de controle departamental para um integrado, elaborou-se a seguinte questão-problema: Quais são as funções/ atividades da controladoria que podem ser aplicadas nas indústrias de confecção de pequeno porte para auxiliar a tomada de decisão na busca da melhoria de desempenho e resultados? A pesquisa traz como objetivo geral analisar a aplicabilidade da utilização dos conhecimentos da controladoria para auxiliar a gestão das indústrias de confecção de pequeno porte, por meio do estudo de caso da Pacaelô’s Indústria e Comércio de Confecções Ltda. 13 Para que o objetivo geral seja atingido, são propostos os seguintes objetivos específicos: Analisar o arcabouço teórico da controladoria; Descrever os subsistemas de uma indústria de confecção de pequeno porte, objeto de estudo; Sistematizar as contribuições oriundas dos preceitos da controladoria para gestão das indústrias de confecção de pequeno porte, por meio de seus subsistemas. Os conhecimentos da controladoria são aplicáveis à gestão das indústrias de confecção de pequeno porte, dando subsídios e suporte à tomada de decisão aos seus gestores, auxiliando-os na melhoria de performance e desempenho dessas organizações. A pesquisa foi realizada através de metodologia bibliográfica, documental, descritiva e o estudo de caso. A metodologia bibliográfica foi feita através de pesquisas em livros e textos periódicos, nos quais foram obtidas fontes de dados importantes em relação a empresa para assim exercer o que está sendo abordado. A característica da pesquisa documental é que a fonte de coleta de dados está restrita a documentos, escritos ou não, constituindo o que se denomina de fontes primárias, estas podem ser realizadas no momento em que o fato ou fenômeno ocorre, ou depois. Na análise descritiva o ambiente natural é a própria fonte para a coleta de dados e o pesquisador é o instrumento chave, onde tende a analisar os dados indutivamente. O estudo de caso, no qual se desenvolveu a proposta de configuração da controladoria para dar suporte ao processo de gestão para uma indústria de confecções, foi realizado na empresa Pacaelô’s Indústria e Comércio de Confecções Ltda., localizada na cidade de Fortaleza, estado do Ceará, situada na Rua Antenor Frota Wanderley, 433 – Benfica. Para a coleta de dados, procedeu-se à pesquisa documental, objetivando o levantamento de dados da empresa, objeto de estudo para dar subsídios a análise da aplicabilidade ou não dos conhecimentos da Controladoria. 14 A primeira seção é a introdução que demonstra a relevância do tema, problematização, objetivos da pesquisa, pressupostos, metodologia, assim como a organização do trabalho. Além da introdução, a monografia é composta do primeiro capítulo, que discorre sobre os conceitos da empresa como sistema e a sua relação com os seus subsistemas internos. O segundo capítulo descreve a controladoria, suas características, sua área de atuação, atividades e funções. O terceiro estuda a indústria de confecção, suas características e seus processos internos. Enquanto o quarto ressalta a aplicabilidade das atividades e funções da Controladoria dentro de indústrias de confecção de pequeno porte, para isso, há um estudo sobre seus subsistemas empresariais e ambiente externo. Complementarmente, é realizada uma análise das funções e atividades da Controladoria na empresa, universo do estudo. E, por fim, na conclusão se verifica o atendimento à questão do problema da pesquisa e a análise do alcance dos objetivos propostos, destacando-se a abrangência, as limitações e as sugestões, seguindo-lhe a relação de obras e autores que subsidiam empírica e teoricamente o estudo. 1 SUBSISTEMAS EMPRESARIAIS Serão abordados os conceitos de sistemas e subsistemas empresariais, subsistemas de informação, análise dos subsistemas empresariais e a adaptação de um sistema. Obviamente, eles variam entre empresas, pois a estrutura de cada organização é diferente, também há diferenças no planejamento operacional e institucional delas, que pode ocorrer das mais diversas maneiras possíveis. Colaborando com uma definição de sistemas, Esteves (2009) afirma que os sistemas abertos são unidades interdependentes com o meio que possuem uma entrada, realizam um processamento e liberam uma saída, conforme ilustrado na Figura 1. Os sistemas fechados não serão estudados neste trabalho, pois as organizações não trabalham de uma maneira independente do ambiente externo. Mesmo na Engenharia e nas Ciências Exatas, os sistemas abertos são os mais comuns. Figura 1 – Diagrama de um sistema aberto. Fonte: Silva, 2006. Para Silva (2006), os sistemas abertos podem ser classificados genericamente da seguinte maneira: subsistemas de apoio, complementares e principais. Como exemplos de subsistemas de apoios podemos citar: informática, organização e métodos e jurídico. Exemplos de subsistemas complementares: contábil, financeiro e recursos humanos. Os subsistemas principais mais comuns são: técnico de produção e mercadológico. Há subsistemas que congregam a maior parte das informações de uma organização são chamados de subsistemas de informação empresariais – SIE, os principais são: Silva, 2006. Produção ou serviço; Comercial/vendas; Materiais/estoque; Financeiros/contábil; Jurídico/obrigações; 16 Recursos humanos; Recrutamento de pessoal; Folha de pagamento; Encargos e salários. De acordo com o autor Silva, 2006. Os SIE processam os dados da empresa da seguinte maneira: Entrada: são os dados buscados e coletados que são inseridos nestes subsistemas para serem processados. Processamento: é onde são organizadas as tarefas, operações, aplicadas ordens, cálculos e outros procedimentos com o intuito de atender as funções que são requeridas pela organização conforme suas tarefas e objetivos pré-determinados ou em elaboração. Saída: dá origem às informações, produtos ou serviços. É nessa etapa em que são emitidos relatórios, conciliados os dados e outras informações. 1.1 Subsistemas no Cumprimento da Missão Empresarial São seis os subsistemas componentes do sistema empresa, que interagem no sentido do cumprimento de sua missão: institucional, físico, social, organizacional, de gestão e de informações. (Silva, 2006) 1.1.1 Subsistema Institucional É formado por um conjunto de crenças, valores e expectativas dos sócios da empresa. Ele aparece nas decisões relacionadas a manutenção da empresa no mercado e crescimento. Essas crenças, valores e expectativas se convertem em diretrizes que orientam todos os demais componentes do sistema empresa aos resultados desejados e se referem aos princípios que norteiam o comportamento diante de seus clientes, fornecedores, empregados, comunidade, governo, segmento, tais como: ética, 17 imagem no ambiente externo, credibilidade, confiança em seus produtos e outros fatores. Esse subsistema relaciona-se aos propósitos do sistema empresa e à filosofia que orienta sua atuação em geral. Engloba o modelo de gestão da empresa, que se refere ao conjunto de crenças e valores especificamente relacionados à forma de administrar o negócio, tais como: grau de participação e autonomia dos gestores, critérios de avaliação de desempenho, postura gerencial, dentre outros elementos. Sua importância ocorre, pois influencia todos os subsistemas da empresa e condiciona a interação da empresa com os demais sistemas que compõem seu ambiente externo. 1.1.2 Subsistema de Gestão São os processos que orientam a realização das atividades da empresa a seus propósitos, ou seja, é responsável pela dinâmica do sistema. Justifica-se pela necessidade de planejamento, execução e controle das atividades empresariais, para que a empresa alcance seus propósitos. Requer um conhecimento adequado da realidade, obtido por meio das informações geradas pelo subsistema de informação. 1.1.3 Subsistema Organizacional Trata da organização formal da empresa, ou seja, da forma como são agrupadas suas diversas atividades em departamentos e setores, dos níveis hierárquicos, das definições de amplitude e responsabilidade, do grau de descentralização das decisões e da delegação de autoridade. 1.1.4 Subsistema Social É o conjunto dos elementos humanos na organização, bem como às características próprias dos indivíduos, tais como: necessidades, criatividade, objetivos pessoais, motivação, liderança e outros pontos. O nível de motivação e satisfação das pessoas reflete-se diretamente no desempenho da empresa, por 18 meio de absenteísmo, rotatividade de pessoal, paralisações e reclamações trabalhistas. Da mesma forma, o nível de capacitação técnica e competência gerencial determina a qualidade das decisões, requerendo desenvolvimento e treinamento de pessoal. 1.1.5 Subsistema Físico Operacional Abrange todos os elementos materiais do sistema empresa, tais como: imóveis, instalações, máquinas, veículos, estoques etc., e os processos físicos das operações, que se materializam nas diversas atividades que utilizam recursos para a geração de produtos e serviços. Não inclui o elemento humano, que compõe o subsistema social, mas sim, todos os recursos físicos que as pessoas utilizam para desempenhar suas funções na empresa. 1.1.6 Subsistema de Informação É constituído de atividades de obtenção, processamento e geração de informações necessárias à execução e gestão das atividades da empresa, incluindo informações ambientais, operacionais e econômico-financeiros. 2 CONTROLADORIA Esta seção expõe os conceitos básicos da controladoria, sua conceituação, finalidade, suas funções e seus instrumentos. 2.1 Aspectos Introdutórios A contabilidade vem sendo criticada, pois se alega que esta é ineficiente e não mais responde de maneira eficiente às demandas atuais das organizações. A contabilidade tradicional constrói e mantém bancos de dados que devem permitir que os gestores possuam informações relevantes e no tempo correto para facilitar a condução da administração das atividades empresariais. Catelli (2007) As críticas a esta ciência se fortaleceram, pois a partir do fim da década de 80, o mercado passou a ser um ambiente mais agressivo e competitivo, exigindo mudanças cada vez mais rápidas. Então o suporte administrativo que a contabilidade tradicional presta é incapaz de permitir que esta oferte bons subsídios para a gestão das organizações. Catelli (2007) afirma que a contabilidade tradicional propõe fazer uma mensuração de eventos econômicos do passado das organizações, normalmente para atender às necessidades fiscais. Porém, é cada vez mais necessário para a sobrevivência nas empresas no cenário contemporâneo que estas deixem de ter um foco no passado, pois para atingirem os resultados futuros desejados, devem simular cenários futuros. A obtenção dos objetivos futuros é uma função das decisões que se toma no presente. O âmbito da controladoria são as organizações econômicas, que são sistemas abertos, logo estão inseridas e interagem com outras organizações e outros elementos em um mesmo ambiente. Assim, este capítulo discute a controladoria sob o enfoque da Gestão Econômica, dentro de uma visão sistêmica das demandas de informação internas ou externas. Na análise da citação dos autores, Catelli (2007) argumenta que a Contabilidade, enquanto ciência, tem uma rica base conceitual da qual devemos nos valer e, interagindo de forma multidisciplinar com os demais ramos do conhecimento, buscar a construção de uma via alternativa à Contabilidade tradicional, cuja a base 20 conceitual é inadequada para modelar as informações destinada ao uso dos gestores. 2.2 Conceitos da Controladoria Para Mosimann e Fisch (1999), a Controladoria pode ser conceituada como um conjunto de princípios, procedimentos e métodos oriundos das ciências da Administração, Economia, Psicologia, Estatística e principalmente da Contabilidade, que se ocupa da gestão econômica das empresas, com o fim de orientá-las para a eficácia. Padoveze (2003), por sua vez, conceitua Controladoria como departamento dentro da organização, responsável pelo sistema de informações de toda a empresa, sendo ao mesmo tempo coordenadora de todos os departamentos, buscando alcançar os objetivos da empresa e maximização dos resultados. Tem como principal função dar apoio aos gestores na tomada de decisões. Oliveira, Perez Jr. e Silva (2007) entendem Controladoria como o departamento responsável pelo projeto, elaboração, implementação e manutenção do sistema integrado de informações operacionais, financeiras e contábeis de determinada entidade, com ou sem fins lucrativos, sendo considerada por muitos autores como estágio evolutivo da Contabilidade. 2.2.1 Ramo do Conhecimento A Controladoria é um ramo do conhecimento que se apóia na Teoria da Contabilidade dentro de uma visão multidisciplinar. Ela estabelece uma base teórica e conceitual para a modelar, construir e manter o sistema de informações e o modelo de gestão econômica, que supra de maneira adequada as necessidades de informação dos Gestores e os permita ou mesmo induzam a tomar decisões ótimas durante o processo de gestão. 21 2.2.2 Unidade Administrativa Enquanto unidade administrativa, a controladoria é responsável pela coordenação e disseminação desta tecnologia de gestão, quanto ao conjunto teoria, conceitos, sistema de informação, e também visa a otimização do resultado global da organização. Deve ser área bem definida e executar as atividades a seguir: (Catelli, 2007). desenvolvimento de condições para a realização da gestão econômica, pois as decisões tomadas devem ter como foco o resultado econômico, isso significa que os gestores devem estar de posse de instrumentos adequados e ser devidamente treinados; subsídio ao processo de gestão com informações em todas as suas fases: os sistemas de informações devem ser disponibilizados para uso direto do gestor, de modo que as informações sejam oportunas; gestão dos sistemas de informações econômicas de apoio às decisões: os sistemas de informações devem propiciar informações que reflitam a realidade físico-operacional; apoio à consolidação, avaliação e harmonização dos planos das áreas: criando sinergia necessária para a otimização do resultado global. 2.3 Finalidades da Controladoria Segundo, Catelli (2007), a gestão das atividades empresariais pelo modelo de gestão econômica, deve ser sistêmica, pois a maximização isolada dos resultados das partes não necessariamente conduz à otimização do todo. Sendo a controladoria uma área com uma visão ampla e possuidora de instrumentos adequados à promoção da otimização do todo, deve responsabilizar-se pelo cumprimento de uma missão muito especial. A finalidade principal da controladoria será assegurar a otimização do resultado econômico da organização. Para que essa finalidade possa ser cumprida, objetivos claros e viáveis devem ser estabelecidos. Explicitando, os objetivos da controladoria são: promoção da eficácia organizacional; viabilização da gestão econômica; promoção da integração das áreas de responsabilidade. 22 2.4 Responsabilidade e Autoridade Para cumprir sua finalidade principal e seus objetivos e para seu efetivo desempenho, a Controladoria deverá ter responsabilidade e autoridade específicos. 2.4.1 Responsabilidade Segundo, Catelli (2007), dentro da proposta de gestão econômica, a controladoria, como qualquer área de responsabilidade de uma organização. Tem sua responsabilidade definida claramente respondendo pelas gestões operacional e financeira. Porém, por ser uma atividade de coordenação e por sua missão, a responsabilidade da Controladoria se diferencia da responsabilidade das áreas operacionais e de apoio no processo desenvolvido para assegurar a otimização de resultado. Cabe a controladoria induzir os gestores em relação à melhora das decisões, pois sua atuação envolve implementar um conjunto de ações cujos produtos materializam-se em instrumentos disponibilizados aos gestores. A relação entre os instrumentos e ações a serem tomadas e a seguinte: o instrumento modelo de decisão visa clarificar como as decisões são ou deveriam ser tomadas, o modelo de mensuração visa mensurar corretamente o resultado dos eventos, produtos, atividades e áreas, enquanto o modelo de informação objetiva informar adequadamente aos gestores. Para Catelli (2007), a contribuição da Controladoria se caracteriza por buscar a otimização do resultado econômico da empresa, numa atuação sinérgica junto às demais áreas de responsabilidade, provendo toda a base conceitual e operacional relativa aos sistemas de informações. Desta forma, a otimização é viabilizada ao estabelecer um conjunto de requisitos e respectivos objetivos. A relação entre os requisitos para a otimização de resultado e a obtenção de objetivos é a seguinte: em relação ao requisito planejamento, o objetivo a ser obtido é a objetivação do resultado; a integração das áreas e a visão de longo prazo visarão assegurar os resultados; a otimização do resultado de cada evento ou transação objetiva efetivar os resultados; por último, a mensuração adequada permitirá que a organização obtenha resultados corretos. 23 2.4.2 Autoridade As organizações diferem entre si nos mais diferentes fatores: tamanho, complexidade, organização interna e em muitas outras características. Seus subsistemas dependem de seu modelo de gestão. Independentemente das características das empresas, o grau de autoridade pode ser subdividido em dois níveis, autoridade formal e informal. A autoridade formal envolve a instituição de normas, procedimentos e padrões relacionados com suas atividades e funções. A autoridade informal ocorre à medida que os assuntos se refiram a aspectos técnicos e conceituais inerentes ao grau de especialização envolvido nas funções de Controladoria, esta passará a adquirir um grau de autoridade informal, em conseqüência do domínio dos conceitos e técnicas funcionais de suas atividades. Esse tipo de autoridade se efetiva através da execução de atividade tipicamente de consultoria e assessoria, como órgão de staff. Em relação à autoridade informal, a controladoria, como órgão de staff, a atividade desenvolvida por ela tem uma abrangência e comprometimento muito maior. Em verdade, a controladoria funciona de uma maneira muito semelhante a um órgão de coordenação. 2.5 Funções Nas empresas ocorre a divisão funcional do trabalho, as funções são vinculadas as suas características operacionais, definidas em função do produto e/ou serviço produzido. Uma área de responsabilidade desempenha algumas funções. Para a Controladoria, estas funções estão ligadas a um conjunto de objetivos dentro do processo de gestão econômica (Catelli, 2007). Citados por Oliveira, Perez Jr. e Silva (2007), as principais atribuições da controladoria são: 1) Estabelecer, coordenar e manter um plano integrado para o controle das operações; 24 2) Medir a performance entre os planos operacionais aprovados e os padrões, reportar e interpretar os resultados das operações dos diversos níveis gerenciais; 3) Medir e reportar a eficiência dos objetivos do negócio e a efetividade das políticas, estrutura organizacional e procedimentos para o atingimento do objetivo; 4) Promover proteção para os ativos da empresa. Isso inclui adequados controles internos e cobertura de seguros; 5) Analisar a eficiência dos sistemas operacionais; 6) Sugerir melhorias para redução de custos; 7) Verificar sistematicamente o cumprimento dos planos e objetivos traçados pela organização; Kanitz (1977 apud OLIVEIRA; PEREZ JR.; SANTOS SILVA, 2007), afirma que as funções da controladoria podem ser resumidas assim: 1) Informação: compreende os sistemas contábil-financeiro-gerenciais; 2) Motivação: refere-se aos efeitos dos sistemas de controle sobre o comportamento; 3) Coordenação: visa a centralizar informações com vista na aceitação de planos. A Controladoria toma conhecimento de eventuais inconsistências dentro da empresa e assessora a direção, sugerindo soluções; 4) Avaliação: interpreta fatos, informações e relatórios, avaliando os resultados por área de responsabilidade, por processos, por atividades etc.; 5) Planejamento: assessora a direção da empresa na determinação e mensuração dos planos e objetivos; 6) Acompanhamento: verifica-se e controla a evolução e o desempenho dos planos traçados a fim de corrigir falhas ou de revisar tais planos. Para Catelli (2007), são cinco as funções da Controladoria, todas com suas respectivas peculiaridades, conforme Quadro 1 a seguir. 25 Funções Subsidiar o processo de gestão Apoiar a avaliação de desempenho Apoiar a avaliação de resultado Gerir os sistemas de informações Atender aos agentes do mercado Características Auxiliar o processo de gestão à realidade da empresa ante seu meio ambiente Monitorar o processo de elaboração do orçamento – e respectiva consolidação – das diversas áreas de responsabilidade da empresa Elaborar a análise de desempenho econômico das áreas Elaborar a análise de desempenho dos gestores Elaborar a análise de desempenho econômico da empresa Avaliar o desempenho da própria área Elaborar a análise de resultado econômico dos produtos e serviços Monitorar e orientar o processo de estabelecimento de padrões Avaliar o resultado de seus serviços Definir a base de dados que permita a organização da informação necessária à gestão Elaborar modelos de decisão para os diversos eventos econômicos, considerando as características físico-operacionais próprias das áreas, para os gestores Padronizar e harmonizar o conjunto de informações econômicas Analisar e mensurar o impacto das legislações do resultado da empresa Atender aos diversos agentes do mercado Quadro 1 – Funções da Controladoria Fonte: Adaptado de Catelli (2007). 2.6 Instrumentos da Controladoria Na gestão econômica, a execução das atividades é condição para o desempenho das funções. A Controladoria, na execução de suas atividades se utilizar de dois instrumentos fundamentais: os processo de gestão e os sistemas de informações. 2.6.1 Processo de Gestão Na gestão das diversas atividades, os gestores devem planejar suas ações, implementar planos adequados e proceder a uma avaliação sistemática do desempenho realizado ante os planos idealizados. Para tanto, o desempenho de suas funções será em conformidade com um processo de gestão, que compõe-se de duas etapas: 26 Planejamento Estratégico – É um processo gerencial que auxilia as empresas a definir as estratégias de crescimento, determinação do preço de venda de seus produtos e administrar o seu caixa. Essa etapa do planejamento é fundamental para assegurar o comprimento da missão da empresa. Gera um conjunto de diretrizes estratégicas de caráter qualitativo que visam orientar a etapa de planejamento operacional que objetivam evitar as ameaças, aproveitar as oportunidades, utilizar os pontos fortes, e superar as deficiências dos pontos fracos (CATELLI, 2007). Planejamento Operacional – é a formalização através de documentos escritos das metodologias desenvolvidas, o passo a passo das rotinas necessárias para o cumprimento do que foi definido anteriormente no planejamento estratégico. Muito importante nessa fase é a elaboração do cronograma de trabalho, definição dos prazos e dos responsáveis pela sua execução. É elaborado para cada atividade da empresa ou tarefa e tem como principais características, projeção para curto prazo, definir o nível para cada tarefa e o alcance das metas (CHIAVENATO, 1999). Conforme definido, o processo de gestão será voltado para a otimização do resultado econômico das partes e do todo, estruturado, devidamente formalizado e apoiado pelos sistemas de informações. 2.6.2 Sistema de Informação Mosimann e Fisch (1999) conceituam sistema de informação como uma rede de informações cujos fluxos alimentam o processo de tomada de decisões, não apenas na empresa como um todo, mas também de cada área de responsabilidade. Pode-se, assim, classificar o sistema de informação gerencial como sendo um dos mais importantes sistemas dentro da organização, e essencial para o controller, pois é ele que gera a maioria das informações necessárias a Controladoria. A habilidade em fazer isso da maneira correta pode representar um diferencial importante e, para isso, sua influência tem que ser levada em consideração nos processos decisórios da organização. “Nenhuma organização pode ignorar as implicações que, a inexistência de ferramentas que agilizem os processos organizacionais e conseqüentemente a tomada de decisões, pode representar na sua área de atuação”. (LAPOLI, 2003, p.16) 3 O SETOR DE CONFECÇÃO Neste capítulo, são estudadas as indústrias de confecções, pertencentes ao ramo têxtil, pois uma empresa de pequeno porte desse segmento é o objeto de análise do estudo de caso realizado nesta pesquisa. O setor de confecção integra a indústria têxtil, sendo esta constituída por grande diversidade de setores que vão desde o cultivo do algodão até a confecção, passando antes pelas matérias-primas sintéticas, fibras têxteis, fiações, tecelagens, malharias, tinturarias, estamparias, até confecções, estágio onde se tem a peça pronta para uso. Torna-se necessário explicar as características e peculiaridades do setor de confecção e sua importância para o estado do Ceará. Neste capítulo serão abordados o histórico do complexo têxtil, a importância da cadeia têxtil-confecção nos níveis social e econômico, a evolução deste setor e alguns processos básicos do funcionamento de uma indústria típica de confecção. 3.1 Histórico do Complexo Têxtil Sendo um dos segmentos de maior tradição do segmento industrial do mundo, o complexo têxtil ocupa posição de destaque na economia de países desenvolvidos e também em países emergentes, a exemplo do Brasil. Segundo Morockoski (2004, p. 11): Com a revolução industrial, acontecida no século XVIII na Inglaterra, o modo de produção fabril sofreu diversas alterações, novos métodos foram implantados e a produção deixou de ser simplesmente artesanal passando a ser uma produção em escala industrial. No Brasil, o setor têxtil desempenha, em princípio, papel de grande relevância econômica e em seguida, forte desenvolvimento industrial. Souza (2006) afirma que pela baixa demanda tecnológica em relação a outros segmentos industriais, a implantação das atividades têxteis no Brasil ocorreu antes de outras atividades industriais. Outros fatores que colaboraram para a implementação dessas indústrias foram: que o Brasil já tinha cultura algodoeira, mão-de-obra abundante e mercado consumidor em crescimento. Porém, a consolidação da indústria têxtil brasileira se deu no decorrer da primeira guerra mundial, quando o Brasil adotou uma estratégia de substituição das importações. Houve um período de relativa estagnação industrial entre a crise de 1929 e a Segunda Guerra Mundial, passando por um período de 28 renovação tecnológica a partir dos anos 1950. Entre as inovações está a utilização de produtos químicos. A explosão do mercado de roupas confeccionadas pela indústria dinamizou-se a partir da década de 1960, com o processo de industrialização e urbanização do Brasil. No final da década de 70 os incentivos fiscais e creditícios decresceram e cederam lugar aos incentivos relacionados à exportação. A década de 1980 fez com que muitas empresas deixassem de investir em produção para utilizarem seus recursos na especulação, esse processo prejudicou as empresas do setor têxtil. No início da década de 1990, a abertura comercial da economia brasileira explicitou as deficiências de diversas empresas do setor têxtil: tecelagens, tinturarias, estamparias, e até fiações. O Brasil chegou a exportar diversos modelos de roupas acabadas. Essa crise mostrou o maquinário defasado desse setor e o baixo emprego de tecnologia. Isso levou diversas empresas à falência, pois muitas delas não conseguiram concorrer em qualidade e em preços. Em 1996 o governo interveio para auxiliar o segmento e melhorar o saldo comercial do país. Hoje estão sendo instalados equipamentos automatizados e implementadas novas medidas de gestão, que segundo Carvalho (2004) as empresas de vestuário aceleram o seu ritmo de crescimento quando adotam um controle maior sobre suas atividades. 3.2 Importância da Cadeia Têxtil-Confecção O Brasil é um importante produtor de artigos têxteis, tanto na produção de fios, tecidos planos, confecção quanto na produção de tecidos de malha. A cadeia têxtilconfecção é importante pela capacidade de ofertar empregos e desenvolvimento regional, assim como pela significativa participação no mercado internacional, que apresenta potencial de ganhos de competitividade que devem ser considerados. Houve dois movimentos distintos no setor têxtil, a utilização intensiva do capital e da automação na fiação e outras indústrias, com uma perda de empregos relativa a esse fenômeno e a pulverização das confecções o que contribui para o aumento da informalidade nestas empresas. Entre os diversos problemas enfrentados pelas confecções estão: o elevado grau de obsolescência e a baixa produtividade. Samuleski (2005) comenta que a indústria do vestuário brasileira concorre diretamente contra os produtos chineses, e 29 para sobressair-se precisa de um melhor design, maior valor agregado e controlar a qualidade de seus produtos desde a matéria prima até o produto final. Apesar das dificuldades, a indústria de confecção continua a ocupar papel de destaque no complexo industrial brasileiro, com forte impacto social, colaborando com parte da formação do PIB e gerando muitos empregos. Para esse segmento é de extrema importância a manutenção da desvalorização do Real frente ao Dólar, para que seja possível o processo de exportação dos produtos brasileiros. Segundo Souza (2006), o predomínio de micro, pequenas e médias empresas é característico do setor de confecções, logo a informalidade se apresenta tanto em termos de unidades produtivas como na própria geração de ocupações, funcionando aquém das fronteiras tecnológicas do setor. A sua dimensão é, em conseqüência, difícil de mensurar. Além disso, é muito pequena a quantidade de grandes unidades produtivas de grande porte, porém elas produzem quase metade de tudo que esse segmento produz. Devido à magnitude da informalidade que abriga, o setor de confecções é de difícil compreensão para fins de estudos e seu tamanho real é controverso. A atratividade do setor pode ser explicada pelas reduzidas barreiras tecnológicas e burocráticas à entrada de firmas no mercado, já que o equipamento básico utilizado é a máquina de costura, e a técnica é amplamente divulgada. Também por isso, os investimentos exigidos ao ingresso de uma unidade na indústria não são proibitivos para empresas de menor porte. 3.3 Funcionamento de Uma Indústria Típica de Confecção Segundo Sanzovo (2004), o processo produtivo de uma indústria de confecção consiste basicamente em: Modelagem; Encaixe; Corte; Costura; Estamparia; e Acabamento. 30 Segundo Lima (2004), os lotes são organizados na indústria têxtil para facilitar o transporte de peças entre as máquinas durante o processo produtivo. No ciclo de produção de uma indústria de confecção típica, como descrito na Figura 2, podemos visualizar um detalhado encadeamento de etapas, que se inicia no design passando pela modelagem, elaboração dos encaixes, risco, corte, separação das peças e, finalmente, a costura em si, que é sucedida pelo acabamento, arremate, passadoria e embalagem. Dependendo do tipo de matéria-prima utilizada pode-se acrescentar ou retirar do processo qualquer um dos itens classificados aqui. O trabalho com “modinha”, por exemplo, dispensa e necessidade de lavanderia, porém requer, algumas vezes, um trabalho mais artesanal e customizado. Figura 2 – Ciclo de produção de uma indústria de confecção típica. Fonte: Souza, 2006. No design ocorre o processo de criação e desenho do produto, em geral profissionais dessa etapa são os mais bem remunerados e valorizados no ciclo de produção, afinal de contas são eles os responsáveis pelo caráter criativo e inovador do produto. Com relação a esta etapa, Tomasson (2004) afirma que a inovação é de grande importância, pois permite que a empresa tenha grandes lucros com produtos inovadores para se preparar melhor para a sua fase de maturidade. As três etapas seguintes, modelagem, encaixe e risco e corte, estão diretamente relacionadas e são de grande valia para o desempenho financeiro da 31 empresa. O uso eficiente delas evita que a empresa incorra em prejuízos utilizando tecido acima do requerido, tendo em vista que o maior custo do produto está nessa matéria-prima. Depois, os pedaços do tecido são separados e encaminhados para a costura, etapa em que o produto ganha forma. A costura é a principal etapa do processo, pois demanda a maior parte da mão-de-obra requerida. Nesta fase, são encontradas muitas dificuldades que retardam os avanços tecnológicos. Estas restrições estão ligadas às características do tecido, como sua maleabilidade, que dificulta o seu manuseio, e suas diferentes texturas. Neste estágio, o equipamento básico utilizado é a máquina de costura, que embora tenha passado por alguns avanços, continua realizando basicamente as mesmas tarefas. A costura é ainda extremamente dependente das habilidades da mão-de-obra. Weber (2004) chama de tecnologia da costura e do vestuário o conhecimento que as costureiras e outros profissionais da indústria de confecção devem ter. Alguns avanços, porém, já foram obtidos como por exemplo, máquinas com dispositivos eletrônicos que costuram bolsos de forma automatizada, melhorando o tempo de produção e a qualidade. Outro exemplo são as chamadas “estações de travete”, que executa três tarefas subseqüentes do processo produtivo (corta o passante, prega o passante e depois o travete) dispensando mão-de-obra de aproximadamente cinco funcionários, tendo em vista a elevada capacidade produtiva do equipamento. Adquirir esse tipo de máquina é um grande problema, porque grande parte das indústrias de confecção são de pequeno porte e informais, sendo o custo desses equipamentos inviáveis para aqueles que trabalham com baixa escala de produção. As fases especiais e de pós-costura são relativas e podem ter pouca relevância quando o produto é voltado para as classes de baixa renda. Como também, pode ser de grande valia quando o produto é voltado para a clientela mais exigente, principalmente no quesito personalização e customização. São nessas fazes que as grandes grifes se diferenciam das demais e conseguem aumentar o valor agregado de seus produtos. No geral, o setor de confecção ainda carece de utilização de recursos tecnológicos e automação nos processos. Em todos os processos citados acima, apenas o Encaixe e o Risco podem ser feitos com auxílio do computador, utilizando 32 os sistemas CAD / CAM (Computer Aided Design / Computer Aided Manufacturing). Isso não quer dizer que não houve avanços tecnológicos no setor, mas esses avanços ainda não possibilitaram determinados níveis de automação que se tem hoje em outros setores industriais da economia. Existem outras atividades inerentes à indústria de confecção, como, por exemplo, vendas, manutenção de máquinas, recrutamento de pessoal, treinamento, contabilidade, segurança e limpeza, mas julga-se não haver necessidade de detalhamento aqui por se tratar de atividades comuns às demais indústrias. 4 APLICABILIDADE DAS ATIVIDADES/FUNÇÕES DA CONTROLADORIA NAS INDÚSTRIAS DE CONFECÇÃO DE PEQUENO PORTE. Neste capítulo será analisado o perfil histórico da Pacaelô’s Indústria e Comércio de Confecções Ltda., suas fases desde sua criação, bem como análise das funções da controladoria e as estratégias adotadas no decorrer dos anos. 4.1 Estudo de Caso 4.1.1 Histórico A idéia da indústria de confecções iniciou em 2007, quando foi contratada uma empresa para confeccionar camisas para uma escola onde eu trabalhava. Com o não cumprimento dos prazos por parte do fornecedor de uniformes, foi observada a dificuldade de encontrar fornecedores, depois se buscou informações sobre esta atividade: sua formação de preços, produtos, maquinário necessário, pessoal, clientes, fornecedores, localização e instalações necessárias. Foi consultada também uma pessoa especializada nas atividades de corte, costura e serigrafia. No decorrer do ano de 2008, a empresa se tornou familiar. O maquinário foi adquirido com recursos próprios, a medida que ia aumentando a quantidade de pedidos. A indicação de apenas um bom cliente foi o suficiente para formar-se uma boa carteira, que até hoje nos tem sido suficiente para garantir o bom andamento da empresa e projetar seu crescimento. O diferencial ofertado aos clientes é cumprimento dos prazos de entrega e a busca de uma melhoria contínua da qualidade. Com o intuito de fidelizar a clientela, busca-se ter um relacionamento especial com esta, lembrando de datas importantes como natal, dias das mães e outras estratégias de marketing de relacionamento.. 4.1.2 Produtos Os produtos confeccionados inicialmente foram materiais esportivos e camisas para eventos. Em seguida, por solicitação dos clientes se passou a fazer fardamentos (uniformes) em geral, buscando atendê-los em suas necessidades, dando-lhes comodidade e permitindo a expansão da Pacaelô’s. 34 4.1.3 Subsistemas Empresariais Os subsistemas da Pacaêlo’s congregam maior parte de suas informações empresariais e são: institucional, físico, social, organizacional, de gestão e de informação. A seguir a Pacaêlo’s inserido aos subsistemas empresarial. 4.1.3.1 Subsistema Institucional Cultuando as crenças e valores que norteiam os demais componentes, a Pacaêlo’s é delineada na valorização dos seus Recursos Humanos, estimulando a auto-estima, a dignidade pelo trabalho e o espírito de grupo. Foi verificado que a organização estudada ainda não possuía missão e visão definidas. Busca-se formar uma empresa participativa, capaz de alcançar seus objetivos de acordo com o que foi definido em seu subsistema de gestão e satisfazer todos que com ela se relacionam. 4.1.3.2 Subsistema de Gestão Neste subsistema, visa-se a orientar para os diversos setores da indústria como: vendas, compras e produção. Busca-se o melhor planejamento na execução e controle de toda a indústria, desde a concepção até a entrega do artigo fabricado ao cliente. 35 4.1.3.3 Subsistema Organizacional A Figura 3 mostra o organograma da empresa explicitando seus setores e sua hierarquia. GERÊNCIA GERAL DEPARTAMENTO FINANCEIRO COMPRAS PRODUÇÃO VENDAS CORTE COSTURA ACABAMENTO Figura 3 – Organograma da Pacaelô’s Indústria e Comércio de Confecções Ltda. A empresa possui uma Gerência geral responsável pelas atividades do nível tático e estratégico da organização. Devido a seu pequeno porte, a gerência ainda não é dividida por atividades, como: pessoal, administrativa, financeira e outras. Porém, há uma assessoria externa realizada por um contador. Foi observado também que a Gerência Geral chega a ocupar-se muitas vezes com assuntos pertinentes ao nível operacional, o que é comum em empresas de pequeno porte. O Departamento Financeiro é responsável pelo pagamento de pessoal e contas diversas. Realiza também um planejamento dos pagamentos futuros. Foi verificado que havia um plano de contas e este funcionava bem. Há setores específicos que realizam as compras e vendas da empresa. Além disso, há um setor que responde pela produção em geral. Este se subdivide em Corte, Costura e Acabamento. 36 4.1.3.4 Subsistema Social O processo de desenvolvimento dos seus colaboradores reflete diretamente no desempenho das atividades assim, proporciona-se cursos de capacitação nas áreas de design gráfico, técnicas de serigrafias, corte e costura e outros que sejam oportunos. 4.1.3.5 Subsistema Físico Operacional É o conjunto dos materiais disponíveis utilizados para a geração dos produtos, nesse caso: máquinas de costura, de serigrafia e outras, bem como, instalações físicas e a matéria-prima necessária para formar o produto final. 4.1.3.6 Subsistema de Informação É composto basicamente do trânsito das informações necessárias a gestão das atividades operacionais, buscando otimizar os meios, bem como, novas técnicas de produção. Além de informações econômicas e financeiras necessárias para elaboração de planilhas para formação de preços, custos, controle e desperdícios visando a estabilidade e crescimento da indústria. 4.4 Ambiente Externo O setor de confecção apresenta dinamismo e inovação constante, nesse processo a Pacaelô’s possui mais de vinte fornecedores, dentre eles RKR, Tecimalhas, Malharia Nobre, Gola Pólo, Cotex e Via Malha entre outros. Os concorrentes são constantemente avaliados para fazer adequação dos preços, buscar maior eficiência competitiva. Entre os competidores mais expressivos, estão: Confecção JVC, Marca da Praia, JC Confecções, Confecção Juarez Leitão e Confecção Três Corações. Após a prospecção de informações sobre concorrentes e fornecedores (benchmark) e tendo conhecimento das necessidades do mercado, mas principalmente da maior limitação dos concorrentes (prazo de entrega) a Pacaelô’s prospecta clientes em potencial no mercado local e regional. Nas vistas de 37 apresentação da empresa é sempre evidenciado o maior diferencial: cumprimento dos prazos de entrega. Sabendo-se que esta é a grande dificuldade da maioria das empresas do setor estamos sempre projetando melhorias e evitando o risco de que estes atrasos ou não cumprimento dos prazos aconteçam com nossos clientes. Além disso, apresentam-se como diferenciais competitivos: a entrega em pequenos lotes, atendimento em domicílio, prazo de pagamento, entrada e zelo pelo bom relacionamento com sua clientela. Hoje, a Pacaelô’s fornece para diversos colégios, faculdades, escolas técnicas, universidades, empresas de logística e outras. 4.5 Análise das Funções/ Atividades da Controladoria para a Pacaelô’s Indústria e Comércio de Confecções Ltda. Apresentação do arcabouço teórico da Controladoria, verificou-se a possibilidade de utilizar algumas funções e atividades para Pacaelo’s nas quais estão descritas a seguir, divididas por seus subsistemas. 4.5.1 Subsistema Institucional Pode se considerar as atividades da Controladoria a elaboração de padrões de qualidade para seus produtos e serviços, por meio da análise dos produtos, por exemplo, a controladoria pode identificar a necessidade de melhor qualificação de profissionais de alguma etapa do processo produtivo, sendo assim essa atividade vem a contribuir para o melhor desempenho do Subsistema Institucional da empresa. Ressalte-se a necessidade de se elaborar a missão e visão do negócio, objetivando traçar objetivos e metas para a indústria Pacaelô’s. 4.5.2 Subsistema de Gestão Tem como função da Controladoria auxiliar o processo de gestão da Pacaelô´s considerando o ambiente em que está inserida, nutrindo os gestores de informações e instrumentos de execução e pesquisa. A adequação das ações de gestão à realidade orçamentária da empresa faz com que o crescimento sustentável seja possível. As áreas de responsabilidade da empresa ficam melhor definidas quando o subsistema Gestão se utiliza das funções da controladoria para respaldar a gerenciam suas ações. Ressalta-se, também, a contribuição da controladoria para a 38 elaboração do planejamento estratégico da Pacaelô’s, a fim de projetar cenários, após uma análise de seu ambiente interno e externo. 4.5.3 Subsistema Organizacional Dentre as funções da Controladoria do Subsistema Organizacional, destacamse a formalização dos processos e atribuição de cada colaborador, aplicando-se a empresa o estudo de caso que pode ser usado para formalizar todos os processos operacionais da produção e da área administrativa, assim como descrever detalhadamente as funções de cada colaborador da Pacaelô’s. 4.5.4 Subsistema Social Podemos considerar como contribuições as funções da Controladoria no desenvolvimento dos recursos humanos a elaboração da análise de satisfação dos colaboradores da Pacaelô’s. Fazendo pesquisa do clima organizacional poderemos identificar situações que não estejam em conformidade com as ideais para um bom desempenho das atividades, o que permitirá ajustar ou melhorar nos itens que esta análise apontar. 4.5.5 Subsistema Físico Operacional Dentre as atividades da Controladoria para esse subsistema se destaca a elaboração de planos que visem à proteção dos ativos, tais como: prédios, instalações, máquinas, estoques, mobiliário, veículos e seu controle. Dessa forma, a indústria aplicando a referente contribuição protege os seus ativos de eventuais perdas. 4.5.6 Subsistema de Informação A Controladoria necessita criar mecanismos de controles internos para dar maior transparência e confiabilidade de suas informações. Dessa forma, a Pacaelô’s necessita fomentar seus controles por meio da implementação de sistemas integrados (operacional-financeiro-contábil), bem como planilhas de controle de produção e aspectos administrativo-financeiro. CONSIDERAÇÕES FINAIS Tratamos neste trabalho sobre o tema “Análise da aplicabilidade dos conhecimentos da controladoria para as indústrias do segmento de confecção de pequeno porte, através do estudo de caso da Pacaelô’s Indústria e Comércio de Confecção LTDA”, no intuito de analisar sua utilização dos conhecimentos da controladoria para auxiliar a gestão das indústrias de confecção de pequeno porte. Dessa forma, a questão problema foi: Quais são as funções/atividades da controladoria que podem ser aplicadas nas indústrias de confecção de pequeno? Enquanto o pressuposto da pesquisa era de que os conhecimentos da controladoria são aplicáveis à gestão das indústrias de confecção de pequeno porte, dando subsídios e suporte à tomada de decisão aos seus gestores, auxiliando-os na melhoria de performance e desempenho dessas organizações. A fundamentação teórica de atuação da controladoria dentro das indústrias de pequeno porte foi embasada no conteúdo teórico sobre controladoria e confecção, disposta nos capítulos 2, 3 e 4. Os três objetivos específicos visaram a primeiro: analisar o arcabouço teórico da controladoria; segundo: descrever os subsistemas na indústria de confecção de pequeno porte e, terceiro: organizar as atribuições da controladoria para gestão das indústrias de pequeno porte. O quarto capítulo atendeu aos objetivos propostos da pesquisa, bem como suas funções/atividades da controladoria para indústrias de confecção de pequeno porte. Nessa direção, o pressuposto da pesquisa foi atingido, tendo em vista a aplicabilidade da controladoria para as indústrias e confecção de pequeno porte, por meio das seguintes funções aplicáveis à Indústria Pacaelô’s: analisar os resultados por produtos e áreas; capacitar os funcionários; proteger os ativos da indústria; analisar a satisfação dos colaboradores; desenvolver os recursos humanos; formalizar os processos e atribuir as atividades de cada colaborador; formalizar dos processos operacionais da área de produção e da área administrativa; 40 auxiliar o processo de gestão a realidade ante seu meio ambiente; elaborar e acompanhar o processo orçamentário e as respectivas áreas de responsabilidade da empresa; elaborar o planejamento estratégico por meio de análise de seu ambiente interno e externo, bem como sua missão, visão, objetivos e metas; organizar a informação necessária para a gestão, para melhor tomada de decisão; analisar a viabilidade de implantação de sistemas integrados (operacional-financeiro-contábil), bem como o aprimoramento das planilhas de controle já existentes. Após o estudo de caso, constatou-se a necessidade dos conhecimentos da controladoria e de sua necessidade nas indústrias de confecção de pequeno porte. Nesse sentido, esse estudo foi desenvolvido na crença da possibilidade da controladoria e sua aplicabilidade nas empresas de confecção de pequeno porte, buscando demonstrar a contribuição e fomento das empresas desse porte, na pessoa de seus gestores, a se nortearem pela competitividade e sustentabilidade organizacional. 41 REFERÊNCIAS CARVALHO, Rosa. Um Estudo Sobre o Setor Produtivo das Indústrias de Confecção, 2004. 36 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Curso de Tecnologia do Vestuário), União de Ensino do Sudoeste do Paraná, Dois Vizinhos, 2004. CATELLI, Armando. Controladoria: Uma abordagem do GECON. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2007. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. 5. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999. ESTEVES, Saulo. Aplicações da Gestão da Qualidade em Instituições Educacionais. 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Fortaleza, 23 de Março de 2009 ___________________________ Alda Maria de Souza Costa Proprietária Pacaelô’s Industria e Comércio de Confecção Ltda CNPJ:10176922/0001-08 Rua Antenor Frota Wanderley nº433 Bairro: Benfica, Fortaleza – Ce Fone: (85)32810729