Artigo publicado no Congreso Nacional de Informática Educativa -CONIED99,
Puertollano (C.Real) - Espanha, novembro 1999.
UMA EXPERIÊNCIA DE CONTROLE E REGISTRO DE
ACESSO AO ACERVO DIGITAL DO CAMPUS GLOBAL DA
PUCRS
Marco Gonzalez, Omer Pohlmann Filho, André Raabe, Jiani Cordeiro Cardoso
Campus Global - Faculdade de Informática – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande
do Sul (PUCRS)
Abstract: This article relates the research developed by the Digital Library Laboratory
of Campus Global (PUCRS) in order to construct an interface to register and control the
users access to documents of PUCRS digital library collection. The documents are
available in two different contexts: a restrict context and a public context.To access the
collection, users may use two paths: (a) the on-line catalog of libraries of PUCRS,
witch has its own search engine and is appropriate to users with less information about
the desired document or subject, or (b) using the web interface named CARA digital,
with a simple search engine, adequate to users that looks for specific documents, or a
set of them, with more precise indications about them.
Keywords: human-computer interface, distance learning, digital library, digital
collections, access control, access registration, virtual university.
Resumo: Apresenta-se um relato do trabalho desenvolvido pelo Laboratório de
Biblioteca Digital do Campus Global (PUCRS) na construção de uma interface para
controle e registro do acesso de usuários ao acervo digital do Campus Global (PUCRS).
São disponibilizados documentos em dois contextos distintos: um contexto restrito e
um contexto público. Para efetivação do acesso ao acervo, os usuários podem usar dois
caminhos: (a) o Catálogo On-Line das Bibliotecas da PUCRS, com mecanismo de
pesquisa próprio, adequado ao usuário que possui poucas informações sobre o
documento a qual esta buscando, ou (b) a interface web CARA digital, dotada de um
mecanismo de pesquisa simples, adequado ao usuário que busca um documento
específico ou um conjunto limitado de documentos, com indicações mais precisas sobre
os mesmos.
Palavras-Chave : interfaces homem-máquina, aprendizagem à distância, biblioteca
digital, acervo digital, controle de acesso, registro de acesso, universidade virtual.
Introdução
A biblioteca tradicional (em papel) caracteriza-se, além de outros aspectos, por elevados
custos decorrentes de encadernação, manutenção e necessidade de espaço para os
documentos, por uma cobertura universal insatisfatória e pela ineficiência dos seus serviços
de informação [Drabenstott97]. A disseminação das informações armazenadas numa
biblioteca tradicional, projeta-se com diferentes perspectivas quando discute-se as
possibilidades da biblioteca do futuro [Marchiori97]. O termo "biblioteca digital" identifica
uma biblioteca onde a informação (que contém) existe apenas na forma digital, em diferentes
meios de armazenagem, estando disponível remotamente de forma compartilhada ou não
[Marchiori97]. Já o conceito de "biblioteca virtual" está relacionado com recursos de acesso
através de redes de computadores, funcionando como uma nova forma de catálogo on-line de
acesso remoto, conhecidos como OPACs (On-line Public Access Catalogs), exigindo
interface abrangente, completa, amigável e funcional [Marchiori97].
Nesta nova realidade das bibliotecas, o conceito de "lugar" passa a ser secundário, tanto para
o acervo quanto para o usuário. O importante é o "acesso" e, é claro, a "confiabilidade" da
informação [Levacov97]. Se, de um lado, o processo de acesso assume características de
pesquisa de documentos com recursos de navegação heterogêneos [Levacov97], por outro
lado, ultrapassa a pesquisa e alcança o conceito de "empréstimo" (ou de "aquisição").
Confundem-se expressões como "tomar emprestado" e "possuir" [Drabenstott97] e a
biblioteca talvez passe a abranger também as funções de uma livraria, como já pode ser
observado em livrarias virtuais existentes na Internet. Neste caso, o empréstimo
corresponderia, quem sabe, ao direito à visualização, e a aquisição, ao direito de cópia. Nesta
área surgem, deste modo, preocupações quanto ao direito autoral e quanto a mecanismos de
segurança para estabelecer níveis de restrição de acesso aos documentos [Pohlmann99]
[Michel97].
Assumindo o compromisso de enfrentar estes desafios, a Faculdade de Informática da
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande (PUCRS), desenvolve estudos sobre
Universidade Virtual, enfatizando a pesquisa sobre metodologias e recursos tecnológicos na
área de Educação a Distância (EAD), através do Campus Global PUCRS. Atendendo a
necessidade de disponibilização da informação remotamente para que a educação ocorra
efetivamente à distância, o Laboratório de Biblioteca Digital do Campus Global desenvolve
o Projeto CARA Digital que tem como meta a construção de uma interface para controle e
registro de acesso do usuário ao acervo digital.
Contextos dos documentos digitais
As pesquisas realizadas no Laboratório de Biblioteca Digital do Campus Global da PUCRS
tem, em razão do alcance da disseminação da informação das bibliotecas digitais, apontado
para a existência de dois contextos de documentos: restrito e público [Pohlmann99].
•
Contexto Restrito. Os documentos deste contexto devem ter controle de
acesso com limitação do número de usuários através da sua identificação,
havendo necessidade de se manter um cadastro de usuários. Cada usuário
poderá ter direito de acesso a um, alguns ou todos os documentos.
Dependendo do ambiente ou dos objetivos do acervo poderiam ocorrer, entre
outros, os seguintes contextos restritos específicos, como de ensino e de
empresa. O contexto de ensino poderia estar relacionado a uma Universidade
ou, num contexto ainda mais restrito, a uma turma de uma disciplina. Neste
último caso teríamos documentos constituindo material de apoio às aulas que,
em se tratando de ensino à distância, atenderiam à situação de ausência física
do professor, ou, em caso contrário, simplesmente seriam uma fonte de
informação complementar. Alunos e professores seriam cadastrados como
usuários autorizados. No caso de uma empresa o contexto restrito ficaria
caracterizado pelo conjunto de documentos (catálogos de equipamentos,
apostilas de treinamento, etc) que teriam como usuários autorizados os
próprios funcionários da empresa.
•
Contexto público. Os documentos deste contexto não possuem limitação do
número de usuários, sendo liberados a qualquer um que tenha acesso à
interface do acervo. Como exemplo poderíamos ter bases de dados
documentais de bibliotecas publicas ou o acervo público de uma entidade
governamental. Também poderíamos inserir neste contexto documentos como
teses e dissertações por exemplo, numa biblioteca universitária.
Uma biblioteca poderia trabalhar apenas num destes contextos ou em ambos dependendo dos
seus objetivos. Em termos de direito autoral, em um ou outro caso poderíamos ter
documentos com cessão ou não de direitos autorais [Pohlmann99]. Por isso, o "contexto
público" (onde todos têm direito de acesso ainda que, em alguns casos, seja exigido
pagamento de direito autoral) não deve ser confundido com "domínio público" (onde todos
têm direito de acesso sem qualquer tipo de remuneração de direito autoral).
No ambiente de construção do modelo de Universidade Virtual, onde encaixa-se a biblioteca
digital do Campus Global da PUCRS, verifica-se a necessidade de se trabalhar nos dois
contextos: restrito (apostilas de aula, artigos em construção, entre outros) e público
(dissertações, artigos publicados, etc). Ambos, ainda, sem documentos que exijam
remuneração de direito autoral.
Autorização e Registro do Acesso ao Acervo
A preservação de documentos digitais envolve integridade, quando são protegidos contra
alterações autorizadas mas indevidas, e segurança, quando são protegidos contra terceiros
[Gyilheany99]. Os avanços da tecnologia da informação tornam a preservação dos dados
cada vez mais complexa e difícil de projetar e otimizar. Em uma biblioteca digital, questões
relacionadas com a segurança em termos de controle e registro de acessos ganham
importância em razão do direito autoral. Estes avanços, que modificam profundamente as
práticas sociais e profissionais relativas ao uso da informação, trazem questionamentos sobre
os fundamentos ou as justificativas das reivindicações dos titulares de direitos [Michel97]. De
qualquer forma, o controle e o registro de acesso aos documentos são necessários e consistem
a essência da interface usuário - acervo digital.
Segundo Davies [Davies84], os métodos usados para a identificação do usuário podem ser
classificados em 4 categorias: (a) identificação através de algo que o usuário conhece; (b)
identificação através de algo que o usuário possui; (c) identificação através de uma
característica do usuário e (d) identificação através do resultado de uma ação involuntária do
usuário. O uso de senha e de cartão de crédito são exemplos das categorias (a) e (b). As
categorias (c) e (d) não são sempre diferenciadas uma da outra, mas no caso da informática,
teríamos como exemplo o uso do endereço IP da máquina do usuário.
Segundo Goncalves [Goncalves97], a proteção básica dos documentos num ambiente web
deve levar em conta: (a) o endereço IP ou a identificação da sub-rede ou do domínio usado,
(b) o nome e a senha do usuário e (c) a utilização de criptografia de documentos. Segundo o
mesmo autor, as informações sobre um usuário podem incluir: (a) o endereço IP de sua
máquina, (b) o nome do servidor, (c) o momento do acesso (data e hora), (d) o nome do
usuário, se conhecida sua identificação, (e) o endereço URL requisitado pelo usuário, (f) os
argumentos submetidos via formulários, (g) o status da requisição do usuário e (h) o tamanho
do documento transmitido.
Acesso ao Acervo Digital da PUCRS
O objetivo básico de uma biblioteca digital é tornar acessível ao computador do usuário a
informação disponível, implicando, entre outras coisas [Yabar98], na existência de:
•
•
Base de dados documentais,
Aplicativo de acesso a documentos digitais com gerenciamento e controle de
acesso de usuários e
• Acesso a outras bases documentais e/ou bibliográficas e/ou a bibliotecas
virtuais temáticas.
A biblioteca digital da PUCRS, através de sua página principal na Internet
(http://terra.cglobal.pucrs.br/bibdigital), possibilita acesso ao acervo digital e também às
bibliotecas virtuais temáticas do Campus Global: ensino a distância, biblioteca digital e
trabalho cooperativo (figura 1).
Figura 1. Página principal da biblioteca digital do Campus Global da PUCRS
O acervo digital do Campus Global da PUCRS está em fase inicial de construção
[Pohlmann98][Raabe99], possuindo uma base de dados documentais com as seguintes
características:
•
Indexação interna com código do documento, identificação do arquivo digital,
identificação da sua capa virtual e chave de busca e
• Documentos digitais de contexto restrito e público nos seguintes formatos:
PDF (documentos construídos através do AdobeAcrobat) e HTML
(documentos a serem acessados diretamente por um browser web).
O acesso ao acervo digital da PUCRS é feito pela interface CARA (Controle de Acesso e
Registro de Acesso), conforme esquema mostrado na figura 2.
BROWSER DO USUÁRIO
MECANISMO
DE PESQUISA
EXTERNO
LOG DE
ACESSO
CARA
MECANISMO DE REGISTRO
MECANISMO DE RESTRIÇÃO
ÍNDICE
EXTERNO
CADASTRO DE
USUÁRIOS
MECANISMO DE PESQUISA INTERNO
BASE DE DADOS
DOCUMENTAIS
DOCUMENTO
ÍNDICE INTERNO
Figura 2. Esquema do controle e registro de acesso (CARA) ao acervo digital do Campus
Global da PUCRS
Em ambiente intranet, podem ser usados aplicativos como Lotus Notes 1 para listar
documentos por categorias ou ativar mecanismos de pesquisa próprios para alcançar o
controle de acesso com ou sem chave de busca. No Campus Global da PUCRS os acessos
testados via intranet ainda não foram colocados à disposição do usuário final.
Em ambiente internet, também pode-se optar pelo uso ou não de algum mecanismo de
pesquisa externo. No Campus Global, usa-se o "Catalogo Online das Bibliotecas da PUCRS"
(http://verum.pucrs.br:4505/ALEPH) (figura 3) que é um mecanismo de pesquisa com
recursos de busca por autor, por assunto ou por título, entre outros, sem possuir entretanto
possibilidade de pesquisa "full text" (realizada no texto inteiro).
1
Lotus Notes é um software de rede da IBM, com arquitetura cliente/servidor, que tem por objetivo apoiar
grupos de usuários, compartilhando informações.
Figura 3. Catálogo Online das Bibliotecas da PUCRS
O uso de um mecanismo de pesquisa externo faz com que o usuário obtenha uma chave de
busca para direcionar a pesquisa interna. Esta fica simplificada e apenas necessita localizar o
documento no acervo. Este caminho adapta-se melhor a busca de documentos de contexto
público, que podem ser de interesse de um grande número de usuários que não tem uma idéia
muito precisa de seu conteúdo, nem de sua existência e muito menos da sua identificação
bibliográfica.
Por outro lado, existe o caminho que leva o usuário ao mecanismo de pesquisa interno, ou
seja diretamente à interface CARA (http://terra.cglobal.pucrs.br/bibdigital/d.htm), conforme
mostra a figura 4.
Figura 4. Interface de controle e registro de acesso (CARA) ao acervo digital
A listagem dos documentos por seção, conforme o exemplo mostrado na figura 4, apresenta
as seguintes informações:
• Contexto do documento: restrito ( ) ou público ( ).
• Número de identificação do documento no acervo digital. Exemplo: art12.
• Chave de busca do documento. É um termo definido pelo(s) autor(es) do
documento, revelando algo sobre seu título, local de publicação e/ou nome de
autor(es), de forma que seja razoavelmente significativo para quem procura o
documento. Exemplo: planocenarioscleipanel98.
• Tipo do documento. Exemplo: [.pdf].
Cada um dos registros listados permite ao usuário visualizar a capa virtual do documento
(passando o ponteiro do mouse sobre o registro) ou selecionar o documento ("clicando" sobre
o registro). A listagem dos documentos é obtida através de programa CGI 2 que consulta o
índice de documentos e gera a página HTML da listagem com as informações e os "links"
apropriados.
Esse tipo de pesquisa, bem mais simples que a anterior, adapta-se melhor ao contexto restrito,
onde pelo menos uma referência bibliográfica ou qualquer outro tipo de indicação ao
documento é conhecida do usuário. Assim, o mecanismo de pesquisa interno foi
implementado, nesta fase inicial, para listar os documentos, subdividindo-os nas seguintes
sessões:
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Artigos. Documentos em construção, em aprovação ou aprovados em eventos
(congressos, seminários e outros) ou para publicação em revistas ou outros
veículos.
Apresentações. Documentos gerados em MicroSoft PowerPoint para
apresentações da equipe do Campus Global.
Disciplinas. Programas contendo ementa, objetivos e conteúdo de disciplinas
e "links" para planos de aulas de turmas.
Dissertações. Dissertações de mestrado.
Livros. Publicações constituídas por artigos ou outros trabalhos configurando
uma edição.
Material de apoio às aulas. Apostilas, textos de exercícios ou outros
materiais usados pelos professores, como apoio às suas aulas, para serem
consultados pelos alunos.
Relatórios. Documentos internos da equipe do Campus Global.
Produtos. Informações sobre produtos gerados pela equipe do Campus
Global.
Trabalhos de Conclusão. Trabalhos de conclusão de cursos de graduação.
Tutoriais. Tutoriais diversos sobre equipamentos, aplicativos ou outros.
As figuras 3 e 4 mostram o mesmo documento sendo localizado de dois modos:
•
Através de mecanismo de pesquisa interno da biblioteca digital, na sessão
"Artigos", com a visualização da capa virtual do documento apresentando o
título e os nomes dos autores, e
• Através de mecanismo de pesquisa externo com a visualização de alguns
dados sobre o documento e o "link" que o remete ao mecanismo de pesquisa
interno, agora já com a chave de busca. Neste caso, o usuário não passará por
uma lista de documentos a selecionar, mas já será remetido à capa virtual do
documento escolhido.
Em ambos os casos, a visualização do que chamamos de capa virtual do documento busca
oferecer ao usuário a certeza de estar selecionando o documento desejado, ao serem
apresentados título e autores do artigo ou trabalho. Estuda-se inclusive disponibilizar outras
informações a respeito do documento escolhido como sumários e resumos, antes do acesso
final.
Uma das preocupações sempre presente foi tentar viabilizar diversos caminhos aos
documentos a fim de verificar o comportamento do controle de acesso implementado,
estudando perspectivas diferentes em contextos diferentes. O objetivo, assim, foi trabalhar
com uma interface com funcionamento tão independente de contexto quanto possível. De
qualquer forma um ou outro modo de acesso pode contemplar a seleção de documentos de
contexto restrito ou público. Fica clara, entretanto, a necessidade de mecanismos de pesquisa
2
CGI (Common Gateway Interface) é uma interface que executa programas externos suportados por servidores
de informação.
mais poderosos no contexto público, como por exemplo os disponíveis no software IBM
Digital Library. Este software está em fase final de instalação no Campus Global da PUCRS.
No contexto restrito, em alguns casos, os mecanismos de pesquisa podem ser mais simples ou
mesmo dispensados uma vez que o usuário (um aluno, por exemplo) pode receber (do
professor) a indicação da chave de busca do documento para obter seu acesso diretamente.
As interfaces de interação com o usuário, apresentadas neste trabalho, estão em processo de
reestruturação. Estudos relacionados à área de interface homem-máquina estão sendo
realizados, pela equipe do Laboratório de Biblioteca Digital do Campus Global, com o
objetivo de oferecer ao usuário uma interface que apresente facilidade de uso, através da
localização das informações adequadas ao que ele procura, rapidez de acesso aos
documentos, assimilação de procedimentos para realização de uma determinada tarefa,
buscando com isso, a satisfação do usuário ao utilizar-se da Biblioteca Digital da PUCRS,
como fonte de pesquisa, informação e conhecimento.
Controle e Registro de Acesso
O esquema geral do controle de acesso pode ser visto na figura 5. Em ambiente Internet ou
Intranet, o usuário tem dois modos de acesso: (a) sem chave de busca (nesse caso é
apresentada a listagem de documentos por seção para que o usuário possa fazer a seleção) ou
(b) com chave de busca (nesse caso algum mecanismo de pesquisa externo possibilita a
busca direta do documento).
VIA INTERNET
VIA INTRANET
sem chave de busca
mecanismo
de
pesquisa
interno
com chave de busca
documento
MOSTRAR
CAPA
sem restrição
acesso negado
CAPA VIRTUAL
com restrição
VERIFICAR
USUÁRIO
E SENHA
MOSTRAR DOCUMENTO
mecanismo de
registro
BUSCAR
DOCUMENTO
ÍNDICE
LISTAR
DOCUMENTOS
POR SEÇÃO
SELECIONAR DOCUMENTO
mecanismo
de
restrição
documento
documento não encontrado
REGISTRAR ACESSO
CADASTRO DE
USUÁRIOS
sem restrição
DOCUMENTO
L0G DE ACESSO
Figura 5. Esquema geral do controle de acesso ao acervo digital da PUCRS
A chave de busca de um documento é construída de forma a oferecer ao usuário informações
iniciais suficientes para apoiar uma possível escolha. Isso é complementado pela
apresentação da capa virtual do documento, se o usuário assim desejar, antes do processo de
seleção. A próxima etapa, após a localização do documento, consiste na verificação de
usuário e senha (em contexto restrito) ou em mostrar o documento (em contexto público).
A figura 6 mostra o caso em que é solicitado ao usuário seu nome e sua senha para liberação
de um documento restrito. Neste caso, um programa CGI recebe nome e senha do usuário,
além do número de indicação do documento desejado. Estando nome e senha corretos,
verifica se existe direito de acesso. Se tudo estiver correto, o documento estará liberado para
o usuário.
Figura 6. Solicitação de usuário e senha, para o documento referido nas figuras 3 e 4
A apresentação do documento selecionado, obedecendo o formato do arquivo, é feita então
através do browser do usuário. O registro de acesso, antes disso, é feito por programa CGI
que guarda no "log de acesso" as seguintes informações:
•
•
•
•
•
•
•
Data e hora do servidor,
Código do documento no acervo,
Nome do arquivo que contém o documento,
Nome do usuário, caso seja um documento de contexto restrito,
Endereço IP do servidor remoto de onde o usuário faz a solicitação de acesso,
Nome do servidor remoto (se houver esta informação) e
Identificação e o nome do usuário (se o servidor suportar processo de
identificação e autenticação através de processos próprios de seu sistema
operacional).
Considerações sobre a Implementação
Duas formas de consulta são necessárias para efetivar o acesso aos documentos: através do
índice de documentos e através do cadastro de usuário. Ambos, nessa fase inicial, são
implementados usando-se simples arquivos-texto No futuro podem ser substituídos por bases
de dados mais sofisticadas, como por exemplo, pelas usadas pelo software Digital Library.
Este possui uma arquitetura cliente/servidor composta de três módulos: (a) "Library Server"
(LS), com referência bibliográfica e controle de acesso, (b) "Object Server" (OS), que guarda
os documentos digitais, e (c) as aplicações do cliente. Em analogia com esse software, a
interface CARA engloba, de forma mais simples, o controle de acesso, através do cadastro de
usuários, e a referência bibliográfica, através do índice de documentos. Essas tarefas podem
futuramente ser assumidas pelo componente LS do Digital Library.
Atualmente, no índice de documentos são armazenadas as seguintes informações sobre cada
documento do acervo digital:
•
•
Número de identificação do documento no acervo,
Nome do arquivo (pdf ou html) que contém o documento (incluindo sua
localização dentro do acervo),
• Nome do arquivo (jpg) com a "capa virtual" do documento e
• Chave de busca do documento
Há uma série de outras informações (por exemplo, palavras-chave, nome dos autores, etc.) a
serem acrescentadas aqui para viabilizar qualquer mecanismo de pesquisa que vier a ser
implementado.
No cadastro de usuários são armazenadas as seguintes informações sobre aqueles com direito
de acesso aos documentos: (a) nome do usuário, (b) senha do usuário e (c) lista de
documentos onde o usuário tem direito de acesso.
O nome e a senha dos usuários, em geral, são definidos pelo autor do documento, assim como
a chave de busca do mesmo. Um documento, então, para estar disponível no acervo digital
necessita de:
•
•
•
Arquivo físico (.pdf, .htm ou .ppt) que o contém,
Capa virtual em arquivo físico (.jpg),
Indexação na biblioteca central da PUCRS, no caso de se desejar que seu
acesso seja possível pelo mecanismo de pesquisa da mesma e
• Um ou mais usuários (com senha) cadastrados com direito de acesso sobre
ele, no caso de ser restrito.
A interface do controle e registro de acesso ao acervo digital constitui-se de
•
•
Páginas web, estruturadas em "frames" (permite que áreas da tela sejam
ocupadas por páginas web diferentes), usando linguagens HTML e
JavaScript,
Programas CGI, em linguagem C,
• com entrada de dados através de variável de ambiente QUERY_STRING,
que contém a informação que segue o ponto de interrogação em um
endereço web requisitado, através de formulário HTML e método GET, e
• leitura de informações para registrar acessos efetivados, através de
variáveis de ambiente REMOTE_ADDR, que contém o endereço IP do
servidor remoto que faz uma requisição, além de REMOTE_HOST, que
tenta obter o nome do servidor que faz uma requisição, e
REMOTE_IDENT e REMOTE_USER, que tentam obter o nome do
usuário remoto, se estas informação sobre o servidor e o usuário existirem.
Conclusões
Através da construção da interface usuário-acervo para a Biblioteca Digital da PUCRS,
busca-se atingir os seguintes objetivos gerais:
• Construção de interface amigável, tornando disponível ao usuário o acesso ao
acervo digital de forma intuitiva, eficiente e eficaz, com mecanismos de
pesquisa adequados a documentos de contextos restrito e público;
• Controle de acesso ao acervo digital, permitindo que documentos de contexto
restrito estejam disponíveis somente a usuários/equipamentos autorizados;
• Registro de acesso ao acervo digital, guardando informações sobre acessos
efetivados por usuários a documentos de contextos restrito e público
Muito há que se fazer tanto à interface com o usuário quanto aos mecanismos de controle e
registro de acesso implementados. Os próximos passos enfatizarão o controle dos usuários
através da identificação dos equipamentos em uso, a implementação de requisitos de
segurança que garantam, tanto quanto possível, a preservação dos documentos, e a análise
estatística dos acessos efetivados. Numa etapa posterior, será estudado o momento pósacesso, que exigirá, controle maior, onde é definido o que o usuário poderá fazer com o
documento: visualização ou visualização e cópia e, em decorrência, com limitação ou não
destas ações. De qualquer forma, todas essas preocupações baseiam-se na necessidade da
disponibilização controlada do acervo digital de forma a garantir aos autores a disseminação
segura de seus documentos, principalmente quando houver necessidade de remuneração de
direito autoral.
Agradecimentos
Este trabalho faz parte do projeto IBM Global Campus, que visa pesquisar e desenvolver
recursos tecnológicos para suporte à Universidade Virtual. Os autores agradecem a Ana C.
Jungton, Karen S. Borges e Edicarsia Barbiero, pesquisadoras do Laboratório de Biblioteca
Digital, pela contribuição dada a este trabalho.
Referências Bibliográficas
[Davies84] DAVIES, D.W.; PRICE, W.L. - Security for Computer Networks - An
Introduction to Data Security in Teleprocessing and Eletronics Funds Transfer. J.
Wiley & Sons Ltd. Inglaterra. 1984
[Drabenstott97] DRABENSTTOT, K,M.; BURMANN, C.M. - Revisão Analítica da
Biblioteca do Futuro. Ciência da Informação, núm. temático sobre biblioteca
virtual, IBICT, 1997
[Gilheany99] GILHEANY, S. - The Next Three Years on the Internet for Publishing and
Libraries (1999 - 2002). http://www.ArchiveBuilders.com/aba014.html, 1999
[Goncalves97] GONCALVES, M. - Protecting Your Web Site with Firewalls. Prentice Hall
PTR, 1997.
[Levacov97] LEVACOV, M. - Bibliotecas Virtuais: (R)evolução? Ciência da Informação,
núm. temático sobre biblioteca virtual, IBICT, 1997
[Marchiori97] MARCHIORI, P.Z. - "Ciberteca" ou Biblioteca Virtual: Uma Perspectiva de
Gerenciamento de Recursos de Informação. Ciência da Informação, núm.
temático sobre biblioteca virtual, IBICT, 1997
[Michel97] MICHEL, J. - Direito de Autor, Direito de Cópia e Direito à Informação. Ciência
da Informação, núm. temático sobre biblioteca virtual, IBICT, 1997.
[Pohlmann98] POHLMANN Fº, O.; CAMPOS, M.B.; RAABE, A.; TONDING, F.J.;
VIEIRA, S.H. - Em Direção a Criação de uma Biblioteca Digital na PUCRS Uma Experiência Prática. II Seminário Internacional de Bibliotecas associadas a
UNESCO Cienfuegos, Cuba, 1998.
[Pohlmann99] POHLMANN Fº, O.; RAABE, A. - Direito Autoral no Contexto de
Bibliotecas Digitais. III Congresso Internacional de (Tele)Informática Educativa.
Santa Fé - Argentina, 1999.
[Raabe99] RAABE, A.; POHLMANN Fº, O. - Estudo Comparativo entre Sistemáticas de
Digitalização de Documentos: Formatos HTML e PDF. Revista Ciência da
Informação Vol.3/98 -MCT, CNPq, IBICT. 1998.
[Yabar98]
YABAR,
J.M.
Nuevas
Tecnologias
y
Formación
Presencial.
http://roble.pntic.mec.es/atei/programa/granja3/cursos/al1_42.htm. 1998.
Endereço dos autores
Marco Gonzalez ([email protected])
Omer Pohlmann Filho ([email protected])
André Raabe ([email protected])
Jiani Cordeiro Cardoso ([email protected])
Campus Global - Faculdade de Informática – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande
do Sul, Av. Ipiranga 6681 - CEP 90619-900 – Porto Alegre Rio Grande do Sul – Brasil;
Download

uma experiência de controle e registro de acesso ao