_______________________________________________________________________________________ A confiabilidade de uma planta de energia com motores de combustão interna (MCI): o papel do óleo lubrificante neste processo. Eng. Paulo Cesar Rocha Gomes1, M.Sc., Eng. Alcimar de Jesus França, M.Sc.1, Eng. Jandecy Cabral Leite2, M.Sc., Eng. Miguel Castro Fernández, Dr.C3., Eng. Joao Caldas do Lago Neto, Dr.2 1 Companhia Energética Manauara, Rodovia AM 010 Km 20 Manaus, Amazonas, Brasil, +55 92 3652-9234, [email protected]; [email protected] 2 Instituto de Tecnologia e Educação Galileo da Amazônia (ITEGAM), Rua Maceió, 456, Adrianópolis, Manaus, Amazonas, Brasil, 55-92-35846145, [email protected]; [email protected] 3 Centro de Investigaciones y Pruebas Electroenergéticas (CIPEL), CUJAE, Calle 114, # 11901, e/ Ciclovía y Rotonda, Marianao, La Habana, Cuba, 2663023, [email protected] RESUMO. As plantas de geração de eletricidade com motores de combustão interna (MCI), no Brasil, tem sido tipicamente usadas para resolver problemas emergenciais, por problemas de limites estocásticos das hídricas, no sistema interligado nacional (SIN) ou operando na base nos sistemas isolados (região norte do país), no entanto este uso nos últimos 15 anos, ampliou o conceito de aplicação de Geração Distribuída (GD). Como toda usina térmica, que transforma energía química e mecânica em energía elétrica, se faz necesario um controle rígido em todas as variáveis do proceso para proteger os motores e equipamentos e assim evitar prejuízos de orden financeira e econômica. A analise preditiva do óleo lubrificante é um dos fatores que pode evitar tais inconvenientes. Este artigo aborda esta questão e a importância de ter um laboratório que não apenas controle o chamado regime químico, mas também parâmetros especiais para definir ou avaliar o estado geral do MCI. Palabras Chaves- motores de combustão interna, diagnóstico, óleo lubrificante. LA CONFIABILIDAD DE UNA CENTRAL ELÉCTRICA CON MOTORES DE COMBUSTIÓN INTERNA (MCI): EL PAPEL DEL ACEITE LUBRICANTE EN ESTE PROCESO. RESUMEN. Las centrales eléctricas conformadas con motores de combustión interna (MCI) han sido utilizadas típicamente para dar solución a patrones energéticos en regiones aisladas o por requerimientos de emergencias, sin embargo en los últimos 15 años su uso se ha extendido bajo la aplicación del concepto de la Generación Distribuida (GD), aunque con centrales cuya capacidad de generación es normalmente menor a los esquemas centralizados de energía existentes hasta la fecha. El uso de tecnologías de punta caracteriza a estas máquinas, pero al igual que el resto de las máquinas de mayor capacidad de generación requieren de un monitoreo y sistema de control que permita el diagnóstico oportuno para evitar un mayor deterioro de las condiciones técnicas en las mismas. Uno de los elementos fundamentales en este análisis es el aceite lubricante. El presente artículo expone la importancia de contar no sólo con un laboratorio que realice el llamado régimen químico de estos motores, sino que permita también el análisis y evaluación de parámetros especiales que permita decir el estado técnico general de los mismos. Palabras claves— motores de combustión interna, diagnóstico, aceite lubricante. I. INTRODUÇÃO. A lubrificação é um processo fundamental no funcionamento de qualquer equipamento ou componente para operar de forma dinâmica, é também um elemento fundamental nas filosofias de manutenção preventiva e preditiva a ser realizada para evitar o desgaste prematuro do motor ou danos sofridos com óleo contaminado ou quando tenha perdido suas CONGRESO ALTAE 2011 propriedades físico/químicas. Um óleo que não cumpre com sua função principal pode produzir os seguintes efeitos: a. b. c. d. e. f. g. Desgaste prematuro de peças. Danos aos componentes do motor ou acessórios (turbina, virabrequim, bielas, etc.) Aumento das emissões de poluentes. Formação de resíduos de carbono na câmara de combustão. Vazamentos nos anéis dos cilindros. A evaporação do lubrificante. Custos onerosos ao negocio II. O PROBLEMA. Através de relatório técnico de uma das empresas sediadas nesta região, a UTE Manauara, pudemos verificar que nos períodos de Janeiro a Fevereiro de 2007, Fevereiro a Abril de 2008 e de Junho a Agosto de 2008 a concentração de enxofre no óleo combustível estava entre 2 e 2,5%, (ver Figura 1). Conforme mostrado na Figura 1, nestes períodos houve uma baixa no teor de TBN abaixo do limite, o relatório levanta que pode ter sido provocado pela reação da alcalinidade com o ácido formado a partir da queima do enxofre, conforme reação abaixo numeradas: Muitos consideram o óleo lubrificante como sendo o sangue do motor, por ser de importância vital, as informações constatadas nas análises do mesmo pode dar orientação na direção dos possíveis problemas que o motor pode apresentar. O monitoramento do óleo lubrificante através das análises químicas e físico-químicas são ferramentas de grande importância para indicar a presença de contaminantes de origem interna ou externa e de desgaste de peças do motor. A lubrificação pode ter influencia direta no aumento de temperatura de vários componentes do motor. Essas análises servem de raioX da máquina, podendo anunciar um problema a tempo para que uma ação preventiva seja adotada antes que sérios transtornos sejam provocados. O óleo lubrificante tem funções importantes para aumentar a vida útil dos motores, além de lubrificar, ele também possui propriedades de proteção das superficies metálicas, que impede a corrosão, abrasão e também tem a função de resfriar partes e amenizar ruídos no motor. Para conceder ao óleo lubrificante características mais operacionais de acordo com cada necessidade são colocados aditivos que podem lhe dotar de condições vantajosas no seu uso e na sua vida útil . O sistema de lubrificação do motor garante que todas as suas peças movéis - especialmente pistões, virabrequins, eixo do comando de válvulas, bielas etc., funcionem sem que as superfícies de contato entre eles e demais componentes realizem muito atrito entre si, diminuindo assim os desgaste elevado e superaquecimento. Este artigo aborda alguns problemas que podem causar um controle e monitoramento inadequados sobre este importante insumo o que poderia causar problemas na confiabilidade de uma usina e assim comprometer a sua disponibilidade para cumprir o seu contrato com a distribuidora ou consumidor final. Foi elaborada então uma proposta através de um instituto da região norte, o ITEGAM, para tentar amenizar problemas advindo desta materia e tentando assim proteger o investimento dos acionistas e garantindo confiabilidade ao sistema elétrico da região que tem fragilidades diversas. O relatório afirma que cada molécula de acido captura duas moléculas da base (KOH), fazendo com que o TBN baixe. Os efeitos na baixa do TBN foram significativos apesar do óleo combustível apresentar limites abaixo da tolerância estabelecida 2,5% no período. Além disso, o relatório sugere que o ácido formado além de baixar o índice de TBN, também acelerou alguns procesos de corrosão nas peças do motor e isso foi verificado com o aumento da concentração de elementos como ferro, níquel, alumínio e cromo em todos os motores, no mesmo período em que o percentual de enxofre estava alto no óleo combustível, como demonstrado na Figura 2. Os contaminantes catalisam o processo de oxidação do óleo, que o degrada e impossibilita o processo de regeneração do mesmo. Outros elementos também contribuem para essa oxidação, é o caso do vanádio, proveniente da contaminação do óleo lubrificante com o óleo combustível. O vanádio pode formar liga com outros metais, e essas ligas são mais duras e consequentemente mais abrasivas, aumentando os desgastes no motor. As partículas que se formam no óleo pelo processo de desgaste e contaminação são muito pequenas, menores que 40µ, e não ficará retida em filtros com malhas de filtragem superior a essa micragem, porém os efeitos dessas partículas são extremamente danosas ao óleo lubrificante. Também foi observado que em determinados períodos houve baixa das concentrações dos contaminantes dos materiais de desgaste e aumento do TBN. Este efeito pode acontecer pela reposição de óleo lubrificante novo (Figura 3). 2 CONGRESO ALTAE 2011 Isso ocorre porque a presença de óleo lubrificante novo no sistema faz uma diluição do contaminante, diminuindo o valor da sua concentração, porém isso não significa que houve diminuição do elemento no meio. Vale ressaltar que a adição de uma quantidade de óleo novo sem ser feito nenhum tratamento do óleo contaminado pode resolver o problema temporariamente, mas o óleo novo também será contaminado e com isto perdido também. Figura 1. Concentração de enxofre no combustível utilizado. Figura 2. Avaliação do material de degaste no óleo lubrificante. 3 CONGRESO ALTAE 2011 Figura 3. Efeitos da incorporação de óleo lubrificante novo para o sistema. A degradação ou contaminação do lubrificante pode ocorrer com a presença de elementos diferentes em sua composição: a. b. c. d. e. f. g. h. i. j. Elementos metálicos: como resultado ao desgaste das partes metálicas sujeitas a atrito. Sua presença no lubrificante promove ou acelera o desenvolvimento de desgaste, o que aumenta a rugosidade das superfícies. Eles também podem atuar como catalisadores do processo de degradação do lubrificante. Óxido de metal: vem da erosão dos componentes metálicos ou oxidação de partículas de metal, seu efeito é similar ao de contaminantes metálicos. Produtos de carbono: são produzidos pela passagem dos produtos da combustão do óleo. Impurezas e poeira atmosférica: são introduzidos através de admissão do motor através das aberturas para medir o nível ou a adição de óleo no motor. Estes elementos produzem desgaste e rugosidade anormal nas superfícies das peças que compõem o desgaste adesivo de contato. Gases de combustão: eles penetram através do grupo de pistão-cilindro e produzem ácidos fortes que aceleram a degradação do óleo. Degradação do produto: vernizes e lodos que surgem como resultado do processo de envelhecimento do lubrificante. Água: ela vem da combustão ou sistema de arrefecimento. Combustível: presentes no lubrificante por fuga de combustível ou perda de ajuste ou aperto no grupo do cilindro ou ainda falhas de selagem e regulação do sistema de fornecimento de combustível. Ácidos: eles vêm de fugas de gases para o cárter e da degradação do próprio lubrificante. Eles produzem corrosão e catalisam a degradação do óleo. Outros produtos: como um resíduo após irregularidades na manutenção. A maioria dos motores cria depósitos de carbono, que reduzem sua vida útil, confiabilidade e economia do seu trabalho. Estes depósitos afetam o processo de combustão, aumentam o desgaste geral do motor e podem danificar as peças. Estes tipos de depósitos são causados durante a operação do motor em sistema de baixa e média temperatura do sistema de refrigeração. Depósitos em baixas temperaturas geralmente surgem devido à baixa estabilidade do óleo. Quando o motor opera em temperaturas abaixo de seu regime térmico o carbono que se forma na câmara de combustão entra no cárter junto com a água residual, compostos de chumbo e frações pesadas de combustível. Esses produtos tendem a se estabelecer e se acumulam no cárter. Os depósitos formados a temperaturas médias são atribuídos ao combustível, devido à sua qualidade e combustão incompleta. Contaminação do lubrificante por combustível e por produtos de combustão é o fator mais importante na degradação do óleo. A água condensada reduz a eficácia dos diferentes aditivos para óleos e pode ser combinado com outros produtos da combustão para formar ácidos de baixo peso molecular, insolúvel no óleo e ação corrosiva que é exercida sobre todas as partes do motor. Qualquer tipo de combustível que flui para dentro do cárter influencia na futura contaminação e degradação do óleo. Por outro lado, quando o filtro de óleo centrífugo e automático não funciona corretamente, óleo sujo é enviado para os sedimentos do motor e causa deterioração rápida na qualidade do óleo novo. Da mesma forma, a ventilação pobre do cárter acelera a formação de sedimentos. O uso de óleo passa por um processo de envelhecimento e leva a alterações em suas qualidades e seus usos potenciais. Este processo envolve os fenômenos de degradação e contaminação do lubrificante. A taxa de degradação ou contaminação do óleo, assim como a rapidez com que estes processos ocorrem, depende de vários fatores entre os quais destacamos: a qualidade do óleo, a correspondência entre a seleção do lubrificante e do motor onde aplicada, a ação ambiental, o regime de trabalho do motor, a condição técnica do motor e do equipamento operado e também do operador do sistema. Em geral pode-se afirmar que entre os fatores que pode agir e influenciar na degradação dos lubrificantes podemos citar como causa raiz os seguintes: a. b. c. d. e. f. g. h. Baixa qualidade dos combustíveis. Baixa qualidade do lubrificante. Baixa qualidade do processo de tratamento. Baixa qualidade do processo de combustão. Circulação de combustível fora do compartimento do anel - camisa. Vazamento de combustível ou refrigerante no cárter. Altas temperaturas de operação. Baixa taxa ou erro de reposição. 4 CONGRESO ALTAE 2011 i. j. Baixa qualidade da filtragem do ar de admissão. Falta de controle e monitoramento das analises químicas do lubrificante, combustível e refrigerante. k. Falta de controle e monitoramento dos parâmetros de regime químico. l. Baixa qualidade da manutenção. m. Mistura de combustível com óleo pela bomba de injeção ou durante o processo de combustão. n. Excesso de metais ou tempo excessivo de metais no óleo. o. Quantidade e composição dos metais no cárter. p. Mau conservação dos tanques de recebimento, armazenamento e tanque de manutenção Entre os possíveis efeitos desses fatores o aumento da concentração de fuligem, carvão vegetal e da presença de ácidos orgânicos e inorgânicos, partículas de metal e poeira no óleo, causam a perda de capacidade dispersante do lubrificante, catalisando os processos de oxidação e causando desestabilização e esgotamento de pacotes de aditivos. Todo esse processo leva à possível queda do TBN prematuramente, aumento do conteúdo de insolúveis, aumento de viscosidade e oxidação do lubrificante com a formação de borra, lodos e vernizes, o que eventualmente causa deterioração e conseqüentemente: a. b. c. d. Perda de lubrificação. Oxidação do metal no motor. Incrustação excessiva das estações tratamento (centrífuga). Aumento no índice de troca de filtros. de Isso afeta a eficácia e os resultados no processo de geração da usina, elevando o custo do kWh produzido e reduz os períodos de manutenção das diversas partes e componentes do sistema. Para realizar estes testes sobre o desempenho de óleo lubrificante necessita-se de um laboratório com equipamentos especiais e tecnologias que possam fornecer resultados rápidos e confiáveis sobre os possíveis problemas, e as possíveis causas de contaminação do óleo lubrificante e, portanto, os problemas que podem estar apresentando os motores. III. A SOLUÇÃO. A solução passa pela instalação de um laboratório eficaz que ofereça condições de realizar, quase que online, todas as analises necessárias para validar ou refutar o óleo lubrificante envolvido no problema apresentado pelos motores. Com esta ação preditiva e/ou preventiva poderia ser evitado vários dispêndio com reposições inadequadas, descartes desnecessários ou prolongação do uso de óleo já sem condições de uso forçando os motores a estresses que possam causar futuros problemas mais graves e custosos que a suposta economia permitida pelo prolongamento do uso do óleo fora de especificação. Como objetivos específicos podemos levantar os seguintes: a. Fortalecer a rede de investigação das causas de falhas e desempenho em motores de combustão interna de usinas na região amazônica levando em consideração suas características intrínsecas. b. Prestar serviços para usinas de energia que requerem estudos especiais sobre o comportamento do óleo lubrificante e combustível na região amazônica, com a sua influência para outras regiões do país e do continente, onde existem estes tipos de plantas e os problemas são semelhantes. c. Fornecer soluções de tecnologia para as falhas de serviço e as dificuldades do ponto de vista técnico, questões relacionadas com a atual e futura integridade operacional do sistema elétrico na região e às falhas e desvios de metas e indicadores que são geridos a nível nacional através de uma análise especial. d. Implementar programas e projetos de investigação científica e técnica em diversas tecnologias e suas influências sobre o sistema elétrico da região. e. Implementar análise das bases de dados de falhas e fracassos, e introdução de novas tecnologias e técnicas aplicadas aos conhecimentos adquiridos na região, ou em outro local, que sejam solicitadas pelo cliente em questões relacionadas ao óleo lubrificante, e estudos de apoio e serviços em execução na área de combustíveis de outras instituições brasileiras. f. Formação de recursos humanos altamente especializados nas áreas de ensaios de tribologia dos óleos lubrificantes na região amazônica, em primeiro lugar, e para as regiões do Brasil que são necessários futuramente. Os testes possíveis de serem realizados em laboratório e os equipamentos necessários para o mesmo são mostrados nas Tabelas 1 e 2. A proposta de laboratório tem dois níveis, cujos objetivos e os equipamentos são bem diferenciadas: a. b. Laboratório A: para análises de regime químico. Laboratório B: para análises com técnicas analíticas especiais para desvios de parâmetros e falhas. Laboratório A. Este laboratório permite executar as analises químicas do óleo lubrificante. Como mostrado na Tabela 2, o laboratório também tem um grupo de equipamento auxiliar, que complementam o trabalho do mesmo. Laboratório B. Este laboratório (Tabela 3) permitirá executar a análise especial do óleo lubrificante que forem necessárias para avaliar o estado do sistema do motor como um todo. 5 CONGRESO ALTAE 2011 A Tabela 4 apresenta o resumo de custos do laboratorio proposto. Tabela 1. Ensaios possíveis de executar em laboratório proposto. Análise Grupo I Grupo II Grupo III Determinação: Perda de película de lubrificação, a oxidação das partes metálicas do motor, excesso de contaminação de centrifugadores e aumentar a taxa de troque os filtros. Técnica a ser utilizada: ? Inspeção visual, provas fotográficas. ? Análise química dos depoimentos. ? Monitoramento de intervenções de estações de tratamento (centrifugadores). ? Monitoramento de troque os filtros. ? Análise de conteúdo de os filtros. ? Análise de conteúdo do lodo. TBN queda prematura, o aumento da ? A análise de infravermelho. proporção de viscosidade, insolúveis e ? Monitoramento de regime química. aumento da oxidação do lubrificante com a formação de lodo e vernizes. ? Análise de infravermelho. Concentração de fuligem, presença da carvão ? Contagem de partículas. vegetal e de ácidos orgânicos e inorgânicos, ? Ferrografia analítica. partículas de metal e poeira no óleo ? Análise de metais. lubrificante. Tabela 2. Equipamentos de laboratório associado no regime químico. Análise para determinar: Viscosidade 40, 50 e 100 oC. Importância Standard É a característica essencial que determina o comportamento do óleo de lubrificação, o grau de atrito do fluido e do consumo. Grau de diluição provocada pela presença do combustível. ASTM D 445-97 Viscosímetro CAV 2000 Acessórios. ASTM D 92-98 10.300,00 Percentagem de água por destilação. Insolúvel. O conteúdo de água pode afetar tanto o metal ela qualidade do óleo. Os poluentes são compostos por materiais dos carbonos. ASTM D 95-99 Cleveland Copa aberto. Câmara de extração de gás. Acessórios. DEAN STARK Acessórios. 88. 600,00 TBN. Medida da habilidade do lubrificante para neutralizar os ácidos produzidos pela oxidação do lubrificante. Existência de água para análise de laboratório. Trabalho complementário em laboratório. ASTM D 2 89698 Centrífuga universal. Acessórios. Potenciômetro TITRINO 702 SM. Acessórios Destilador Acessórios. Flashpoint CA. Destilação Equipamento geral auxiliar. ASTM D 893-97 Equipamento Custo aproximado R$ 87,300.00 11.400,00 364.738,56 13.000,00 112.000,00 6 CONGRESO ALTAE 2011 Tabela 3. Estabelecimento de laboratório especial para análise. Análise para determinar: Metais Viscosidade Degradação Poluição TBN TAN Degradação Poluição TBN TAN Análise das partículas de desgaste. A diluição do óleo devido ao combustível. Software associado Reação ao atrito e desgaste. Importância Standard Equipamento Análise de metais de desgaste em óleos. Permite analisar até 32 itens simultaneamente. ASTM D 6595 Permite detectar mudanças na viscosidade por contaminantes sólidos, água, combustível glicol e calor. Rápido meio de monitoramento de vários parâmetros do óleo, a saúde de óleo de base, a condição de aditivos e contaminantes. Idem acima, mas é um equipamento portátil de tecnologia de infravermelhos. ASTM D445, D446, D7279, IP 71 e ISO 3104 ASTM E 2412 Spectroil MC + Automatizado Rotrode Filter Espectroscopia + opção de análise de enxofre SpectroVISC Q300 ASTM E 2412 SpectroFluidscan Q1000 Análise desgaste com base na das formas e do tamanho das partículas. Classifica partículas de acordo com o tipo de desgaste por fadiga, desgaste severo, deslizamento, de corte. Fornece informações sobre a quantidade de combustível presente na amostra de óleo de motor. Manipulação de dados e concentração. Própria linha de equipamentos Spectro Inc. Para realizar testes com geometrias diferentes (ponto, linha, área). ASTM 9576 LaserNetFines + ASP Tabela 4. Custo total Laboratório proposto. Conceito: ? Custo equipamento Lab. A. ? Custo equipamento Lab. A. ? Custo artigos de vidro Lab. A. ? Custo equipamento Lab. B. ? Custo artigos de vidro Lab. B. ? Custo de reagentes. CUSTO TOTAL Custo em R$ 687, 338.00 687, 338.00 23,300.00 1´356.638,00 215,000.00 387.064,00 2´669,340.00 SpectroFTIR Alpha Q410 Oil Analyzer SpectroFDM (Fuel Sniffer) Q600 LabTrak V.3.0 Tribómetro MODELO MT/10...60/NI /T y acessórios TOTAL CUSTO DO LABORATORIO Custo estimado (R$) 400.000,00 97.534,00 69.263,00 TOTAL. 566.797,00 92.100,00 102.100,00 63.800,00 199,671.00 30.800,00 80.870,00 220,500.00 1´356.638,00 Como mostrado na Tabela 4 o custo total seria cerca de R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhetos mil reais). Se fizermos uma análise de custo beneficio de um laboratorio deste porte com os possiveis problemas que este laboratorio pode evitar vamos observar que o investimento é irrelevante. O custo do laboratório pode ser rateado entre varias empresas que poderiam formar um pool de sócios. Vamos hipoteticamente tomar como exemplo a seguinte situação: um determinado motor de 17 MW de potência teve uma falha que levou 96 horas para ser resolvida. Se o motor é normalmente despachado à rede com 85% de sua capacidade e ele deixou de o fazer pelos 4 dias do exemplo isto significa que um total de 1, 468,00 MWh deixou de ser entregue à 7 CONGRESO ALTAE 2011 rede. Levando em consideração que o valor do kWh entregue à rede é de R $ 0,35576 / kWh isso equivale uma penalidade de R$ 522.540,29. O montante do investimento no projeto pode ter seu retorno direto em menos de um ano, contabilizando-se a ocorrência de somente 4 falhas por ano. Se levarmos outros parametros em consideração como o próprio preço de reposição do óleo contaminado e também às multas impostas (em torno de 2% do lucro cessante) e aos custos indiretos para a sociedade o retorno do investimento tem curtissimo prazo. IV. A tentativa de reutilização do óleo oxidado como levantadas no relatório referido no presente trabalho, terá um efeito análogo ao de uma laranja estragada sendo utilizada no meio de várias boas para se fazer um suco, ele terá o gosto de um suco ruim, um suco estragado. A análise custo - benefício do investimento do laboratório proposto, em comparação com o custo da falha em um motor que gera eletricidade na base para uma matriz precaria não permite discussão sobre as vantagens proporcionada pela montagem deste laboratório. O investimento tem retorno certo e garantido. REFERÊNCIAS [2]. [3]. [5]. [6]. [7]. [8]. [9]. CONCLUSÕES A contaminação do óleo lubrificante pode ocorrer devido a muitos fatores e se o mesmo não for criteriosamente analisado e a decisão correta não for tomada a tempo o aumento dos custos são geométricamente incrementados. Além de trazer danos aos internos dos motores com resultados negativos imensuraveis. [1]. [4]. Estudo das Análises do Óleo Lubrificante, reporte interno, Manaus, Septembro 2010. Guascor. C-25-032 Circuito de aceite. Especificaciones para el aceite. Guascor. F-25-029 Circuito de aceite. Instrucciones de mantenimiento de aceite motores diesel. [10]. [11]. [12]. [13]. [14]. [15]. [16]. [17]. [18]. [19]. [20]. [21]. [22]. [23]. [24]. MTU. A001061/29S Publicación Técnica. Prescripciones de las Materias de Servicio. Hyundai. B94-015292-3. Para motores tipo H17/28, H21/32, H25/33. Lubricating Oil System. Lubricating Oil Specification. MAN B&W. Quality requirements. MAN B&W. Maintenance Schedule. MAN B&W. Contrato EI-25-5865G-401-05R2704. Anexo 1. 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