_______________________________________________________________________________________
A confiabilidade de uma planta de energia com motores de combustão
interna (MCI): o papel do óleo lubrificante neste processo.
Eng. Paulo Cesar Rocha Gomes1, M.Sc., Eng. Alcimar de Jesus França, M.Sc.1, Eng.
Jandecy Cabral Leite2, M.Sc., Eng. Miguel Castro Fernández, Dr.C3., Eng. Joao Caldas do
Lago Neto, Dr.2
1
Companhia Energética Manauara, Rodovia AM 010 Km 20 Manaus, Amazonas, Brasil,
+55 92 3652-9234, [email protected]; [email protected]
2
Instituto de Tecnologia e Educação Galileo da Amazônia (ITEGAM), Rua Maceió, 456,
Adrianópolis, Manaus, Amazonas, Brasil, 55-92-35846145, [email protected];
[email protected]
3
Centro de Investigaciones y Pruebas Electroenergéticas (CIPEL), CUJAE, Calle 114, #
11901, e/ Ciclovía y Rotonda, Marianao, La Habana, Cuba, 2663023,
[email protected]
RESUMO. As plantas de geração de eletricidade com motores de combustão interna (MCI), no Brasil, tem sido
tipicamente usadas para resolver problemas emergenciais, por problemas de limites estocásticos das hídricas, no sistema
interligado nacional (SIN) ou operando na base nos sistemas isolados (região norte do país), no entanto este uso nos
últimos 15 anos, ampliou o conceito de aplicação de Geração Distribuída (GD).
Como toda usina térmica, que transforma energía química e mecânica em energía elétrica, se faz necesario um controle
rígido em todas as variáveis do proceso para proteger os motores e equipamentos e assim evitar prejuízos de orden financeira
e econômica. A analise preditiva do óleo lubrificante é um dos fatores que pode evitar tais inconvenientes.
Este artigo aborda esta questão e a importância de ter um laboratório que não apenas controle o chamado regime químico,
mas também parâmetros especiais para definir ou avaliar o estado geral do MCI.
Palabras Chaves- motores de combustão interna, diagnóstico, óleo lubrificante.
LA CONFIABILIDAD DE UNA CENTRAL ELÉCTRICA CON MOTORES DE COMBUSTIÓN
INTERNA (MCI): EL PAPEL DEL ACEITE LUBRICANTE EN ESTE PROCESO.
RESUMEN. Las centrales eléctricas conformadas con motores de combustión interna (MCI) han sido utilizadas típicamente
para dar solución a patrones energéticos en regiones aisladas o por requerimientos de emergencias, sin embargo en los
últimos 15 años su uso se ha extendido bajo la aplicación del concepto de la Generación Distribuida (GD), aunque con
centrales cuya capacidad de generación es normalmente menor a los esquemas centralizados de energía existentes hasta la
fecha.
El uso de tecnologías de punta caracteriza a estas máquinas, pero al igual que el resto de las máquinas de mayor capacidad de
generación requieren de un monitoreo y sistema de control que permita el diagnóstico oportuno para evitar un mayor
deterioro de las condiciones técnicas en las mismas. Uno de los elementos fundamentales en este análisis es el aceite
lubricante.
El presente artículo expone la importancia de contar no sólo con un laboratorio que realice el llamado régimen químico de
estos motores, sino que permita también el análisis y evaluación de parámetros especiales que permita decir el estado técnico
general de los mismos.
Palabras claves— motores de combustión interna, diagnóstico, aceite lubricante.
I. INTRODUÇÃO.
A lubrificação é um processo fundamental no
funcionamento de qualquer equipamento ou
componente para operar de forma dinâmica, é também
um elemento fundamental nas filosofias de manutenção
preventiva e preditiva a ser realizada para evitar o
desgaste prematuro do motor ou danos sofridos com
óleo contaminado ou quando tenha perdido suas
CONGRESO ALTAE 2011
propriedades físico/químicas. Um óleo que não cumpre
com sua função principal pode produzir os seguintes
efeitos:
a.
b.
c.
d.
e.
f.
g.
Desgaste prematuro de peças.
Danos aos componentes do motor ou acessórios
(turbina, virabrequim, bielas, etc.)
Aumento das emissões de poluentes.
Formação de resíduos de carbono na câmara de
combustão.
Vazamentos nos anéis dos cilindros.
A evaporação do lubrificante.
Custos onerosos ao negocio
II.
O PROBLEMA.
Através de relatório técnico de uma das empresas
sediadas nesta região, a UTE Manauara, pudemos
verificar que nos períodos de Janeiro a Fevereiro de
2007, Fevereiro a Abril de 2008 e de Junho a Agosto
de 2008 a concentração de enxofre no óleo combustível
estava entre 2 e 2,5%, (ver Figura 1).
Conforme mostrado na Figura 1, nestes períodos houve
uma baixa no teor de TBN abaixo do limite, o relatório
levanta que pode ter sido provocado pela reação da
alcalinidade com o ácido formado a partir da queima
do enxofre, conforme reação abaixo numeradas:
Muitos consideram o óleo lubrificante como sendo o
sangue do motor, por ser de importância vital, as
informações constatadas nas análises do mesmo pode
dar orientação na direção dos possíveis problemas que
o motor pode apresentar.
O monitoramento do óleo lubrificante através das
análises químicas e físico-químicas são ferramentas de
grande importância para indicar a presença de
contaminantes de origem interna ou externa e de
desgaste de peças do motor. A lubrificação pode ter
influencia direta no aumento de temperatura de vários
componentes do motor. Essas análises servem de raioX da máquina, podendo anunciar um problema a tempo
para que uma ação preventiva seja adotada antes que
sérios transtornos sejam provocados.
O óleo lubrificante tem funções importantes para
aumentar a vida útil dos motores, além de lubrificar,
ele também possui propriedades de proteção das
superficies metálicas, que impede a corrosão, abrasão e
também tem a função de resfriar partes e amenizar
ruídos no motor. Para conceder ao óleo lubrificante
características mais operacionais de acordo com cada
necessidade são colocados aditivos que podem lhe
dotar de condições vantajosas no seu uso e na sua vida
útil .
O sistema de lubrificação do motor garante que todas
as suas peças movéis - especialmente pistões,
virabrequins, eixo do comando de válvulas, bielas etc.,
funcionem sem que as superfícies de contato entre eles
e demais componentes realizem muito atrito entre si,
diminuindo assim os desgaste elevado e
superaquecimento.
Este artigo aborda alguns problemas que podem causar
um controle e monitoramento inadequados sobre este
importante insumo o que poderia causar problemas na
confiabilidade de uma usina e assim comprometer a
sua disponibilidade para cumprir o seu contrato com a
distribuidora ou consumidor final.
Foi elaborada então uma proposta através de um
instituto da região norte, o ITEGAM, para tentar
amenizar problemas advindo desta materia e tentando
assim proteger o investimento dos acionistas e
garantindo confiabilidade ao sistema elétrico da região
que tem fragilidades diversas.
O relatório afirma que cada molécula de acido captura
duas moléculas da base (KOH), fazendo com que o
TBN baixe. Os efeitos na baixa do TBN foram
significativos apesar do óleo combustível apresentar
limites abaixo da tolerância estabelecida 2,5% no
período.
Além disso, o relatório sugere que o ácido formado
além de baixar o índice de TBN, também acelerou
alguns procesos de corrosão nas peças do motor e isso
foi verificado com o aumento da concentração de
elementos como ferro, níquel, alumínio e cromo em
todos os motores, no mesmo período em que o
percentual de enxofre estava alto no óleo combustível,
como demonstrado na Figura 2.
Os contaminantes catalisam o processo de oxidação do
óleo, que o degrada e impossibilita o processo de
regeneração do mesmo.
Outros elementos também contribuem para essa
oxidação, é o caso do vanádio, proveniente da
contaminação do óleo lubrificante com o óleo
combustível. O vanádio pode formar liga com outros
metais, e essas ligas são mais duras e
consequentemente mais abrasivas, aumentando os
desgastes no motor.
As partículas que se formam no óleo pelo processo de
desgaste e contaminação são muito pequenas, menores
que 40µ, e não ficará retida em filtros com malhas de
filtragem superior a essa micragem, porém os efeitos
dessas partículas são extremamente danosas ao óleo
lubrificante.
Também foi observado que em determinados períodos
houve baixa das concentrações dos contaminantes dos
materiais de desgaste e aumento do TBN. Este efeito
pode acontecer pela reposição de óleo lubrificante novo
(Figura 3).
2
CONGRESO ALTAE 2011
Isso ocorre porque a presença de óleo lubrificante novo
no sistema faz uma diluição do contaminante,
diminuindo o valor da sua concentração, porém isso
não significa que houve diminuição do elemento no
meio.
Vale ressaltar que a adição de uma quantidade de óleo
novo sem ser feito nenhum tratamento do óleo
contaminado
pode
resolver
o
problema
temporariamente, mas o óleo novo também será
contaminado e com isto perdido também.
Figura 1. Concentração de enxofre no combustível utilizado.
Figura 2. Avaliação do material de degaste no óleo lubrificante.
3
CONGRESO ALTAE 2011
Figura 3. Efeitos da incorporação de óleo
lubrificante novo para o sistema.
A degradação ou contaminação do lubrificante pode
ocorrer com a presença de elementos diferentes em sua
composição:
a.
b.
c.
d.
e.
f.
g.
h.
i.
j.
Elementos metálicos: como resultado ao
desgaste das partes metálicas sujeitas a atrito.
Sua presença no lubrificante promove ou
acelera o desenvolvimento de desgaste, o que
aumenta a rugosidade das superfícies. Eles
também podem atuar como catalisadores do
processo de degradação do lubrificante.
Óxido de metal: vem da erosão dos
componentes metálicos ou oxidação de
partículas de metal, seu efeito é similar ao de
contaminantes metálicos.
Produtos de carbono: são produzidos pela
passagem dos produtos da combustão do óleo.
Impurezas
e
poeira
atmosférica:
são
introduzidos através de admissão do motor
através das aberturas para medir o nível ou a
adição de óleo no motor. Estes elementos
produzem desgaste e rugosidade anormal nas
superfícies das peças que compõem o desgaste
adesivo de contato.
Gases de combustão: eles penetram através do
grupo de pistão-cilindro e produzem ácidos
fortes que aceleram a degradação do óleo.
Degradação do produto: vernizes e lodos que
surgem como resultado do processo de
envelhecimento do lubrificante.
Água: ela vem da combustão ou sistema de
arrefecimento.
Combustível: presentes no lubrificante por fuga
de combustível ou perda de ajuste ou aperto no
grupo do cilindro ou ainda falhas de selagem e
regulação do sistema de fornecimento de
combustível.
Ácidos: eles vêm de fugas de gases para o cárter
e da degradação do próprio lubrificante. Eles
produzem corrosão e catalisam a degradação do
óleo.
Outros produtos: como um resíduo após
irregularidades na manutenção.
A maioria dos motores cria depósitos de carbono, que
reduzem sua vida útil, confiabilidade e economia do
seu trabalho. Estes depósitos afetam o processo de
combustão, aumentam o desgaste geral do motor e
podem danificar as peças.
Estes tipos de depósitos são causados durante a
operação do motor em sistema de baixa e média
temperatura do sistema de refrigeração. Depósitos em
baixas temperaturas geralmente surgem devido à baixa
estabilidade do óleo. Quando o motor opera em
temperaturas abaixo de seu regime térmico o carbono
que se forma na câmara de combustão entra no cárter
junto com a água residual, compostos de chumbo e
frações pesadas de combustível. Esses produtos tendem
a se estabelecer e se acumulam no cárter.
Os depósitos formados a temperaturas médias são
atribuídos ao combustível, devido à sua qualidade e
combustão incompleta.
Contaminação do lubrificante por combustível e por
produtos de combustão é o fator mais importante na
degradação do óleo. A água condensada reduz a
eficácia dos diferentes aditivos para óleos e pode ser
combinado com outros produtos da combustão para
formar ácidos de baixo peso molecular, insolúvel no
óleo e ação corrosiva que é exercida sobre todas as
partes do motor. Qualquer tipo de combustível que flui
para dentro do cárter influencia na futura contaminação
e degradação do óleo.
Por outro lado, quando o filtro de óleo centrífugo e
automático não funciona corretamente, óleo sujo é
enviado para os sedimentos do motor e causa
deterioração rápida na qualidade do óleo novo. Da
mesma forma, a ventilação pobre do cárter acelera a
formação de sedimentos.
O uso de óleo passa por um processo de
envelhecimento e leva a alterações em suas qualidades
e seus usos potenciais. Este processo envolve os
fenômenos de degradação e contaminação do
lubrificante. A taxa de degradação ou contaminação do
óleo, assim como a rapidez com que estes processos
ocorrem, depende de vários fatores entre os quais
destacamos: a qualidade do óleo, a correspondência
entre a seleção do lubrificante e do motor onde
aplicada, a ação ambiental, o regime de trabalho do
motor, a condição técnica do motor e do equipamento
operado e também do operador do sistema.
Em geral pode-se afirmar que entre os fatores que pode
agir e influenciar na degradação dos lubrificantes
podemos citar como causa raiz os seguintes:
a.
b.
c.
d.
e.
f.
g.
h.
Baixa qualidade dos combustíveis.
Baixa qualidade do lubrificante.
Baixa qualidade do processo de tratamento.
Baixa qualidade do processo de combustão.
Circulação
de
combustível
fora
do
compartimento do anel - camisa.
Vazamento de combustível ou refrigerante no
cárter.
Altas temperaturas de operação.
Baixa taxa ou erro de reposição.
4
CONGRESO ALTAE 2011
i.
j.
Baixa qualidade da filtragem do ar de admissão.
Falta de controle e monitoramento das analises
químicas do lubrificante, combustível e
refrigerante.
k. Falta de controle e monitoramento dos
parâmetros de regime químico.
l. Baixa qualidade da manutenção.
m. Mistura de combustível com óleo pela bomba de
injeção ou durante o processo de combustão.
n. Excesso de metais ou tempo excessivo de
metais no óleo.
o. Quantidade e composição dos metais no cárter.
p. Mau conservação dos tanques de recebimento,
armazenamento e tanque de manutenção
Entre os possíveis efeitos desses fatores o aumento da
concentração de fuligem, carvão vegetal e da presença
de ácidos orgânicos e inorgânicos, partículas de metal e
poeira no óleo, causam a perda de capacidade
dispersante do lubrificante, catalisando os processos de
oxidação e causando desestabilização e esgotamento de
pacotes de aditivos.
Todo esse processo leva à possível queda do TBN
prematuramente, aumento do conteúdo de insolúveis,
aumento de viscosidade e oxidação do lubrificante com
a formação de borra, lodos e vernizes, o que
eventualmente causa deterioração e conseqüentemente:
a.
b.
c.
d.
Perda de lubrificação.
Oxidação do metal no motor.
Incrustação excessiva das estações
tratamento (centrífuga).
Aumento no índice de troca de filtros.
de
Isso afeta a eficácia e os resultados no processo de
geração da usina, elevando o custo do kWh produzido
e reduz os períodos de manutenção das diversas partes
e componentes do sistema.
Para realizar estes testes sobre o desempenho de óleo
lubrificante necessita-se de um laboratório com
equipamentos especiais e tecnologias que possam
fornecer resultados rápidos e confiáveis sobre os
possíveis problemas, e as possíveis causas de
contaminação do óleo lubrificante e, portanto, os
problemas que podem estar apresentando os motores.
III. A SOLUÇÃO.
A solução passa pela instalação de um laboratório
eficaz que ofereça condições de realizar, quase que online, todas as analises necessárias para validar ou
refutar o óleo lubrificante envolvido no problema
apresentado pelos motores. Com esta ação preditiva
e/ou preventiva poderia ser evitado vários dispêndio
com reposições inadequadas, descartes desnecessários
ou prolongação do uso de óleo já sem condições de uso
forçando os motores a estresses que possam causar
futuros problemas mais graves e custosos que a suposta
economia permitida pelo prolongamento do uso do
óleo fora de especificação. Como objetivos específicos
podemos levantar os seguintes:
a. Fortalecer a rede de investigação das causas de
falhas e desempenho em motores de combustão
interna de usinas na região amazônica levando em
consideração suas características intrínsecas.
b. Prestar serviços para usinas de energia que
requerem
estudos
especiais
sobre
o
comportamento do óleo lubrificante e combustível
na região amazônica, com a sua influência para
outras regiões do país e do continente, onde
existem estes tipos de plantas e os problemas são
semelhantes.
c. Fornecer soluções de tecnologia para as falhas de
serviço e as dificuldades do ponto de vista
técnico, questões relacionadas com a atual e
futura integridade operacional do sistema elétrico
na região e às falhas e desvios de metas e
indicadores que são geridos a nível nacional
através de uma análise especial.
d. Implementar programas e projetos de investigação
científica e técnica em diversas tecnologias e suas
influências sobre o sistema elétrico da região.
e. Implementar análise das bases de dados de falhas
e fracassos, e introdução de novas tecnologias e
técnicas aplicadas aos conhecimentos adquiridos
na região, ou em outro local, que sejam
solicitadas pelo cliente em questões relacionadas
ao óleo lubrificante, e estudos de apoio e serviços
em execução na área de combustíveis de outras
instituições brasileiras.
f. Formação de recursos humanos altamente
especializados nas áreas de ensaios de tribologia
dos óleos lubrificantes na região amazônica, em
primeiro lugar, e para as regiões do Brasil que são
necessários futuramente.
Os testes possíveis de serem realizados em laboratório
e os
equipamentos
necessários
para o
mesmo são mostrados nas Tabelas 1 e 2.
A proposta de laboratório tem dois níveis, cujos
objetivos e os equipamentos são bem diferenciadas:
a.
b.
Laboratório A: para análises de regime químico.
Laboratório B: para análises com técnicas
analíticas especiais para desvios de parâmetros e
falhas.
Laboratório A.
Este laboratório permite executar as analises químicas
do óleo lubrificante.
Como mostrado na Tabela 2, o laboratório também
tem um
grupo
de equipamento
auxiliar,
que complementam o trabalho do mesmo.
Laboratório B.
Este laboratório (Tabela 3) permitirá executar a análise
especial do
óleo
lubrificante
que
forem
necessárias para avaliar o estado do sistema do
motor como um todo.
5
CONGRESO ALTAE 2011
A Tabela 4 apresenta o resumo de custos do laboratorio
proposto.
Tabela 1. Ensaios possíveis de executar em laboratório proposto.
Análise
Grupo I
Grupo II
Grupo III
Determinação:
Perda de película de lubrificação, a oxidação
das partes metálicas do motor, excesso de
contaminação de centrifugadores e aumentar a
taxa de troque os filtros.
Técnica a ser utilizada:
? Inspeção visual, provas fotográficas.
? Análise química dos depoimentos.
? Monitoramento de intervenções de estações de
tratamento (centrifugadores).
? Monitoramento de troque os filtros.
? Análise de conteúdo de os filtros.
? Análise de conteúdo do lodo.
TBN queda prematura, o aumento da ? A análise de infravermelho.
proporção de viscosidade, insolúveis e ? Monitoramento de regime química.
aumento da oxidação do lubrificante com a
formação de lodo e vernizes.
? Análise de infravermelho.
Concentração de fuligem, presença da carvão
? Contagem de partículas.
vegetal e de ácidos orgânicos e inorgânicos,
? Ferrografia analítica.
partículas de metal e poeira no óleo
? Análise de metais.
lubrificante.
Tabela 2. Equipamentos de laboratório associado no regime químico.
Análise
para
determinar:
Viscosidade 40,
50 e 100 oC.
Importância
Standard
É a característica essencial que
determina o comportamento do
óleo de lubrificação, o grau de
atrito do fluido e do consumo.
Grau de diluição provocada pela
presença do combustível.
ASTM D 445-97
Viscosímetro
CAV 2000
Acessórios.
ASTM D 92-98
10.300,00
Percentagem de
água
por
destilação.
Insolúvel.
O conteúdo de água pode afetar
tanto o metal ela qualidade do
óleo.
Os poluentes são compostos por
materiais dos carbonos.
ASTM D 95-99
Cleveland Copa
aberto.
Câmara
de
extração de gás.
Acessórios.
DEAN STARK
Acessórios.
88. 600,00
TBN.
Medida da habilidade do
lubrificante para neutralizar os
ácidos produzidos pela oxidação
do lubrificante.
Existência de água para análise
de laboratório.
Trabalho complementário em
laboratório.
ASTM D 2 89698
Centrífuga
universal.
Acessórios.
Potenciômetro
TITRINO
702
SM.
Acessórios
Destilador
Acessórios.
Flashpoint CA.
Destilação
Equipamento
geral auxiliar.
ASTM D 893-97
Equipamento
Custo
aproximado R$
87,300.00
11.400,00
364.738,56
13.000,00
112.000,00
6
CONGRESO ALTAE 2011
Tabela 3. Estabelecimento de laboratório especial para análise.
Análise para
determinar:
Metais
Viscosidade
Degradação
Poluição
TBN
TAN
Degradação
Poluição
TBN
TAN
Análise das
partículas de
desgaste.
A diluição do
óleo devido ao
combustível.
Software
associado
Reação ao atrito e
desgaste.
Importância
Standard
Equipamento
Análise de metais de desgaste em
óleos. Permite analisar até 32 itens
simultaneamente.
ASTM D 6595
Permite detectar mudanças na
viscosidade por contaminantes
sólidos, água, combustível glicol e
calor.
Rápido meio de monitoramento
de vários parâmetros do óleo, a
saúde de óleo de base, a condição
de aditivos e contaminantes.
Idem acima, mas é um
equipamento portátil de tecnologia
de infravermelhos.
ASTM D445,
D446, D7279,
IP 71 e ISO
3104
ASTM E 2412
Spectroil
MC
+
Automatizado
Rotrode
Filter
Espectroscopia
+
opção de análise de
enxofre
SpectroVISC Q300
ASTM E 2412
SpectroFluidscan
Q1000
Análise desgaste com base na das
formas e do tamanho das
partículas.
Classifica partículas de acordo
com o tipo de desgaste por fadiga,
desgaste severo, deslizamento, de
corte.
Fornece informações sobre a
quantidade de combustível
presente na amostra de óleo de
motor.
Manipulação de dados e
concentração. Própria linha de
equipamentos Spectro Inc.
Para realizar testes com geometrias
diferentes (ponto, linha, área).
ASTM 9576
LaserNetFines + ASP
Tabela 4. Custo total Laboratório proposto.
Conceito:
? Custo equipamento Lab. A.
? Custo equipamento Lab. A.
? Custo artigos de vidro Lab. A.
? Custo equipamento Lab. B.
? Custo artigos de vidro Lab. B.
? Custo de reagentes.
CUSTO TOTAL
Custo em R$
687, 338.00
687, 338.00
23,300.00
1´356.638,00
215,000.00
387.064,00
2´669,340.00
SpectroFTIR Alpha
Q410 Oil Analyzer
SpectroFDM
(Fuel Sniffer)
Q600
LabTrak V.3.0
Tribómetro
MODELO
MT/10...60/NI /T y
acessórios
TOTAL CUSTO DO LABORATORIO
Custo estimado
(R$)
400.000,00
97.534,00
69.263,00
TOTAL.
566.797,00
92.100,00
102.100,00
63.800,00
199,671.00
30.800,00
80.870,00
220,500.00
1´356.638,00
Como mostrado na Tabela 4 o custo total seria cerca
de R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhetos mil
reais). Se fizermos uma análise de custo beneficio de
um laboratorio deste porte com os possiveis problemas
que este laboratorio pode evitar vamos observar que o
investimento é irrelevante. O custo do laboratório pode
ser rateado entre varias empresas que poderiam formar
um pool de sócios.
Vamos hipoteticamente tomar como exemplo a
seguinte situação: um determinado motor de 17 MW de
potência teve uma falha que levou 96 horas para ser
resolvida. Se o motor é normalmente despachado à
rede com 85% de sua capacidade e ele deixou de o
fazer pelos 4 dias do exemplo isto significa que um
total de 1, 468,00 MWh deixou de ser entregue à
7
CONGRESO ALTAE 2011
rede. Levando em consideração que o valor do kWh
entregue à rede é de R $ 0,35576 / kWh isso equivale
uma penalidade de R$ 522.540,29.
O montante do investimento no projeto pode ter seu
retorno direto em menos de um ano, contabilizando-se
a ocorrência de somente 4 falhas por ano. Se levarmos
outros parametros em consideração como o próprio
preço de reposição do óleo contaminado e também às
multas impostas (em torno de 2% do lucro cessante) e
aos custos indiretos para a sociedade o retorno do
investimento tem curtissimo prazo.
IV.
A tentativa de reutilização do óleo oxidado
como levantadas
no
relatório referido
no
presente trabalho, terá um efeito análogo ao de uma
laranja estragada sendo utilizada no meio de várias
boas para se fazer um suco, ele terá o gosto de um suco
ruim, um suco estragado.
A análise custo - benefício do investimento do
laboratório proposto, em comparação com o custo da
falha em um motor que gera eletricidade na base para
uma matriz precaria não permite discussão sobre as
vantagens proporcionada
pela
montagem
deste laboratório. O investimento tem retorno certo e
garantido.
REFERÊNCIAS
[2].
[3].
[5].
[6].
[7].
[8].
[9].
CONCLUSÕES
A contaminação do óleo lubrificante pode ocorrer
devido a muitos fatores e se o mesmo não for
criteriosamente analisado e a decisão correta não for
tomada a tempo o aumento dos custos são
geométricamente incrementados. Além de trazer danos
aos internos dos motores com resultados negativos
imensuraveis.
[1].
[4].
Estudo das Análises do Óleo Lubrificante,
reporte interno, Manaus, Septembro 2010.
Guascor. C-25-032 Circuito de aceite.
Especificaciones para el aceite.
Guascor. F-25-029 Circuito de aceite.
Instrucciones de mantenimiento de aceite
motores diesel.
[10].
[11].
[12].
[13].
[14].
[15].
[16].
[17].
[18].
[19].
[20].
[21].
[22].
[23].
[24].
MTU. A001061/29S Publicación Técnica.
Prescripciones de las Materias de Servicio.
Hyundai. B94-015292-3. Para motores tipo
H17/28, H21/32, H25/33. Lubricating Oil
System. Lubricating Oil Specification.
MAN B&W. Quality requirements.
MAN B&W. Maintenance Schedule.
MAN B&W. Contrato EI-25-5865G-401-05R2704. Anexo 1. Propiedades físico químicas
de los combustibles, lubricantes y agua.
Reglamento
Técnico
Unión
Aduanera
Centroamericana. RTCA 75.01.15:04. Aceites
lubricantes para motores a gasolina o motores a
diesel. Especificaciones.
ASTM D 4485-98 Standard Specification for
Performance of Engine Oil.
ASTM D 6224-98 Standard Practice for InService Monitoring of Lubricating Oil for
Auxiliary Power Plant Equipment.
Valderrama Romero, Andrés; López Miranda,
Wiliam. Diagnóstico técnico de Motores Diesel
mediante el análisis estadístico del aceite
lubricante. SISBIB. Hidráulica y termofluidos.
2001.
Trujillo C., Gerardo. Integrando el Análisis de
Aceite con el Análisis de Vibración. Noria Latín
América.
Department of Toxic Substances Control.
California. USA. Extensión de la vida del
aceite. Abril 2002.
NC 130:2001 Industria del Petróleo – Petróleo
crudo y sus derivados – Procedimientos de
Muestreo Manual.
http://products.metrohm.com/; 07/06/2011.
http://www.cannoninstrument.com/; 07/06/2011
http://www.cruma.es/; 07/06/2011
http://spectroinc.com/; 07/06/2011
http://www.letslab.es/; 07/06/2011
http://www.sigmaaldrich.com/; 07/06/2011
http://www.iecsaenlinea.com/producto.asp?prod
=594; 07/06/2011
http://catalog.brand.de/; 09/06/2011
Orçamento Spectro Sul Americana; 15-06-2011.
8
Download

Baixar Artigo