ILUSTRAÇÕES: www.google.com.br/imagens Fotos dos cenários da prática Colaboração: Gislene Reis/ Gláucya Dau /Virgínia Godoy MONITORAMENTO DO PROCESSO DE ESTERILIZAÇÃO Enfª. Teresinha Neide de Oliveira CENTRAL DE PROCESSAMENTO DE MATERIAIS Hospital Monte Klinikum CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO Hospital Geral de Fortaleza Fortaleza - Ceará MONITORIZAÇÃO DA ESTERILIZAÇÃO “Consiste na observação sistematizada, detalhada e documentada de todas as rotinas e procedimentos relativos ao processamento de artigos.” SOBECC, 2007/2013 “Um Programa de Controle da Esterilização, incluindo métodos físicos, químicos e biológicos deve ser utilizado para demonstrar a eficiência do processo.” APECIH, 2010 “ O controle do processo de esterilização por vapor saturado sob pressão abrange Eficácia do equipamento, Registro de seus parâmetros, Teste de Bowie & Dick Uso de indicadores químicos externos e internos Uso de indicadores biológicos.” APECIH, 2010 MONITORAR É.... Conferir segurança ao processo Reduzir ocorrência de IRAs (associadas ao processamento) Agregar credibilidade à Instituição Reduzir custos REVENÇÃO DE INFECÇÃO DO SÍTIO CIRÚRGICO CAPITULO II Seção X Monitoramento do Processo de Esterilização Art. 96 O monitoramento do processo de esterilização deve ser realizado em cada carga em pacote teste desafio com integradores químicos (classes 5 ou 6), segundo rotina definida pelo próprio CME ou pela empresa processadora. Art. 97 O monitoramento do processo de esterilização com indicadores físicos deve ser registrado a cada ciclo de esterilização. Art. 98 No monitoramento do processo de esterilização dos produtos para saúde implantáveis deve ser adicionado um indicador biológico, a cada carga. Parágrafo único. A carga só deve ser liberada para utilização após leitura negativa do indicador biológico. Art. 99 O monitoramento do processo de esterilização com indicador biológico deve ser feito diariamente, em pacote desafio disponível comercialmente ou construído pelo CME ou pela empresa processadora, que deve ser posicionado no ponto de maior desafio ao processo de esterilização, definido durante os estudos térmicos na qualificação de desempenho do equipamento de esterilização. Art. 100 A área de monitoramento do processamento de produtos para saúde deve dispor de sistema para guarda dos registros dos monitoramentos. Resolução RDC n.15 de 15 de março de 2012 CAPÍTULO II DAS BOAS PRÁTICAS PARA O PROCESSAMENTO DE PRODUTOS PARA SAÚDE Seção I Condições Organizacionais Art. 25 No CME Classe II e na empresa processadora o processo de esterilização deve estar documentado de forma a garantir a rastreabilidade de cada lote processado. POR MEIO DOS RESILTADOS DOS PARÂMETROS CRÍTICOS DO PROCESSO PELOS INDICADORES • • • FÍSICOS QUÍMICOS BIOLÓGICOS Requer documentação sistemática de sua aplicação para assegurar a eficácia da esterilização utilizada no serviço , e documentar as etapas do processo. SOBECC, 2007/2013 CONTROLE DE QUALIDADE DO PROCESSAMENTO DOS PRODUTOS PARA SAÚDE Avaliação sistemática e documentada da estrutura e do processo de trabalho e avaliação dos resultados de todas as etapas do processamento de produtos para saúde. Art. 25 No CME Classe II e na empresa processadora o processo de esterilização deve estar documentado de forma a garantir a rastreabilidade de cada lote processado. Resolução RDC n.15 de 15 de março de 2012 Art. 26 O CME e a empresa processadora devem dispor de um sistema de informação manual ou automatizado com registro do monitoramento e controle das etapas de limpeza e desinfecção ou esterilização constante nesta resolução, bem como da manutenção e monitoramento dos equipamentos. Parágrafo único. Os registros devem ser arquivados, de forma a garantir a sua rastreabilidade, em conformidade com o estabelecido em legislação específica ou, na ausência desta, por um prazo mínimo de cinco anos, para efeitos de inspeção sanitária. DOCUMENTAÇÃO DOS PROCESSOS DE ESTERILIZAÇÃO CME Arquivo dos registros da monitoração e lotes Protocolos de reprocessamento Documentação arquivada para recall Relatórios de manutenção, qualificação e validação PRONTUÁRIO DO PACIENTE Registro do controle da esterilização Resolução RDC n.15 de 15 de março de 2012 CAPÍTULO II DAS BOAS PRÁTICAS PARA O PROCESSAMENTO DE PRODUTOS PARA SAÚDE Seção III Dos Equipamentos Resolução RDC n.15 de 15 de março de 2012 Art. 38 As leitoras de indicadores biológicos e as seladoras térmicas devem ser calibradas, no mínimo, anualmente. Resolução RDC n.15 de 15 de março de 2012 Art. 40 Na manutenção dos equipamentos, as informações resultantes das intervenções técnicas realizadas devem ser arquivadas para cada equipamento, contendo, no mínimo: I - Data da intervenção; II - Identificação do equipamento; III - Local de instalação; IV - Descrição do problema detectado e nome do responsável pela identificaçãodo problema; V - Descrição do serviço realizado, incluindo informações sobre as peças trocadas; VI - Resultados da avaliação dos parâmetros físicos realizados após a intervenção e complementados com indicadores químicos e biológicos, quando indicado; VII - Nome do profissional que acompanhou a intervenção e do tecnico que executou o procedimento. Parágrafo único. O prazo de arquivamento para o registro histórico dos equipamentos de saúde deve ser contado a partir da desativação ou transferência definitiva do equipamento de saúde do serviço. Resolução RDC n.15 de 15 de março de 2012 Art. 42 A área de monitoramento da esterilização de produtos para saúde deve dispor de incubadoras de indicadores biológicos. Art. 43 Os demais equipamentos utilizados devem ser monitorados de acordo com normas específicas e orientações do fabricante. RDC 15 de 15 de março de 2012 CAPÍTULO II DAS BOAS PRÁTICAS PARA O PROCESSAMENTO DE PRODUTOS PARA SAÚDE Seção X Monitoramento do Processo de Esterilização Resolução RDC n.15 de 15 de março de 2012 Art. 96 O monitoramento do processo de esterilização deve ser realizado em cada carga em pacote teste desafio com integradores químicos (classes 5 ou 6), segundo rotina definida pelo próprio CME ou pela empresa processadora. Art. 97 O monitoramento do processo de esterilização com indicadores físicos deve ser registrado a cada ciclo de esterilização. Resolução RDC n.15 de 15 de março de 2012 Art. 98 No monitoramento do processo de esterilização dos produtos para saúde implantáveis deve ser adicionado um indicador biológico, a cada carga. Parágrafo único. A carga só deve ser liberada para utilização após leitura negativa do indicador biológico. •Uma vez ao dia/ em todos os ciclos validados •Em todas as cargas contendo implantes •Qualificação/Validação •Manutenção preventiva e corretiva Resolução RDC n.15 de 15 de março de 2012 Art. 99 O monitoramento do processo de esterilização com indicador biológico deve ser feito diariamente, em pacote desafio disponível comercialmente ou construído pelo CME ou pela empresa processadora, que deve ser posicionado no ponto de maior desafio ao processo de esterilização, definido durante os estudos térmicos na qualificação de desempenho do equipamento de esterilização. Resolução RDC n.15 de 15 de março de 2012 Art. 100 A área de monitoramento do processamento de produtos para saúde deve dispor de sistema para guarda dos registros dos monitoramentos. O que é pacote teste desafio? PCD Process challenge devices (PCDs) A PCD é um dispositivo usado para avaliar a efetividade da performance do processo de esterilização. Representa um desafio que é igual ou maior que o desafio do item de maior dificuldade processado no rotina. AAMI ST 79: 2006 Comente a sua rotina para ciclos com carga que contenha implantes. A segurança do paciente pode ser prejudicada pelo implante de um dispositivo não esterilizado. Cargas com implantes devem ser monitoradas por meio de um dispositivo de desafio do processo(PCD) que contenha um indicador biológico e um indicador integrador classe 5 e a carga seja colocada em quarentena até que o resultado do IB seja conhecido.” AAMI ST79:2010 IMPLANTES “Liberar os implantes antes dos resultados do indicador biológico serem conhecidos é inaceitável e deve ser uma exceção e não a regra.” “Itens implantáveis não devem ser esterilizados através da esterilização flash”. AAMI ST79:2010 PROGRAMA VALIDADO PARÂMETROS - SITUAÇÃO DE INDICAÇÃO MONITORIZAÇÃO 1-PRÉ-AQUECIMENTO (ROTINA DIÁRIA) 1-INDICADORES FÍSICOS 1-CÂMARA VAZIA 1-AQUECIMENTO (PRIMEIRO CICLO DO DIA) ANTES DO BOWIE&DICK ROTINA DIÁRIA 2-ESTERILIZAR ITENS DESEMBALADOS (utensílios para higienização do paciente) 2-INDICADORES FÍSICOS +- INDICADOR DE PROCESSO EM CADA ITEM 2-CARGA COM BACIAS, JARRAS 2-ITENS DESEMBALADOS SOMENTE DEPOIS DO CICLO COM TESTE BIOLÓGICO DE CONTROLE DIÁRIO 3-ESTERILIZAR ITENS PARA USO IMEDIATO 3-INDICADORES FÍSICOS + PCD (IB+IQ) NO PRIMEIRO CICLO COM PACOTES CRÍTICOS DO DIA E IQ PCD PARA OS DEMAIS CICLOS E IQ DENTRO DE CADA PACOTE 3-CARGA COM INSTRUMENTAL (DE VIDEO, EMBALADOS EM PAPEL GRAU CIRÚRGICO 3-MATERIAL PREPARADO EM EM KIT OU INDIVIDUAL EM EMBALAGEM SIMPLES COM ETIQUETA DE RASTREABILIDADE 1-INDICADORES FÍSICOS + PACOTE TESTE PRONTO USO -TESTE DE BOWIE &DICK 1-PACOTE TESTE DENTRO DO CESTO SOBRE O DRENO NA POSIÇÃO HORIZONTAL ETIQUETA VOLTADA PARA CIMA 1-CÂMARA VAZIA SOMENTE COM O PACOTE TESTE -DEPOIS DO CICLO DE AQUECIMENTO 1-2-3 CÂMARA COM CARGA ITENS EMBALADOS EM MANTA DE SMS OU PAPEL GRAU CIRÚRGICO (DUPLA EMBALAGEM) 1-2-3 PRIMEIRO CICLO COM CARGA SOMENTE DEPOIS DO BOWIE&DICK APROVADO ETIQUETA DE RASTREABILIDADE EM TODOS OS PACOTES CRÍTICOS 1-APÓS O PRIMEIRO CICLO NO PROGRAMA 1PACOTES COM CARGA. SEMPRE NA AUTOCLAVE DO DIA: DIAS ÍMPARES AUTOCLAVE 1, DIAS PARES AUTOCLAVE 2 CICLOS 4- INSTRUMENTAL Temperatura = 134 °C Tempo = 4 minutos Vácuo = 4 pulsos Secagem = 3 minutos Duração = 25 minutos 6- BOWIE&DICK Temperatura = 134 °C Tempo = 3,5 minutos Vácuo = 4 pulsos Secagem = 1 minuto Duração = 20 minutos 1- PACOTES Temperatura = 134 °C Tempo = 6 minutos Vácuo = 4 pulsos Secagem = 20 minutos Duração =45 minutos 2- TERMOSSENSÍVEL Temperatura = 121 °C Tempo = 26 minutos Vácuo = 4 pulsos Secagem = 25 minutos Duração = 65 minutos 1-AVALIAR A EFICIÊNCIA DA BOMBA DE VÁCUO MONITORIZAÇÃO DIÁRIA 1-INDICADORES FÍSICOS+ + PCD (IB+IQ) EM PACOTE DESAFIO PRONTO USO , SE PRIMEIRA CARGA DO DIA, OU IQ PCD SE 1-ESTERILIZAÇÃO DE INSTRUMENTAIS E SUBSEQUENTE + INDICADOR DE OUTROS USADOS NOS PROCEDIMENTOS PROCESSO EM CADA PACOTE + IQ DENTRO DE CADA PACOTE 2- INDICADORES FÍSICOS + INTEGRADOR 2-ESTERILIZAÇÃO DE CAMPOS DE TECIDO SUBSEQUENTE EM PACOTE DESAFIO E AVENTAIS (PARAMENTAÇÃO MANUAL + INDICADOR DE PROCESSO EM CIRÚRGICA) CADA PACOTE E IQ INTERNAMENTE 3- 1-INDICADORES FÍSICOS+ PCD (IB+IQ) EM PACOTE DESAFIO PRONTO USO+ 3-ESTERILIZAÇÃO DE ITENS PARA ETIQUETA DE RASTREABILIDADE COM IMPLANTES INDICADOR DE PROCESSO EM CADA PACOTE+IQ DENTRO DO PACOTE 1-ESTERILIZAÇÃO DE ITENS DE POLÍMEROS, BORRACHAS E/OU RECOMENDADOS PELO FABRICANTE 1-INDICADORES FÍSICOS + INTEGRADOR EM PACOTE DESAFIO MANUAL OPERAÇÃO - CARGAS OBSERVAÇÕES O monitoramento diário do processo de esterilização com pacote desafio é viável? Os manuais e práticas de processamento de produtos para saúde internacionais recomendam o monitoramento dos pacotes, este quesito não foi estabelecido na resolução, o que fazer? INDICADOR QUIMICO INTERNO AAMI ST79:2010 INTEGRADOR QUÍMICO CLASSE 5 Indicador químico interno Dentro do PCD para monitorar e liberar cargas sem implantes Dentro do PCD com IB nas cargas com implantes Pode liberar prematuramente cargas com implantes ( emergências) se todos os outros resultados do monitoramento forem aceitáveis, até o resultado do IB (Formulário de exceção e registro da carga). INDICADOR EMULADOR CLASSE 6 Indicador químico interno (no ciclo que for indicado) Dentro do PCD para monitorar e liberar cargas sem implantes (no ciclo em que for indicado) Dentro do PCD como um monitoramento adicional para cargas de implantes (no ciclo em que for indicado) Não deve ser usado um PCD Classe 6 no lugar do PCD do IB para liberação de implantes e não pode liberar implantes em situação de emergência. ART. 85 O RÓTULO DE IDENTIFICAÇÃO DA EMBALAGEM DEVE CONTER I - nome do produto; II - número do lote; III - data da esterilização; IV - data limite de uso; V - método de esterilização; VI - nome do responsável pelo preparo. I II VI V IV III RASTREABILIDADE CAPACIDADE DE TRAÇAR O HISTÓRICO DO PROCESSAMENTO DO PRODUTO PARA SAÚDE E DA SUA UTILIZAÇÃO POR MEIO DE INFORMAÇÕES PREVIAMENTE REGISTRADAS El instrumental de lectura debe ser exacto, para esto es necesario calibrarlo periódicamente. El proceso de esterilización es complejo y sólo respetando estrictamente las condiciones de cada una de las etapas involucradas, podemos hablar de un grado de confiabilidad en el material procesado. La esterilidad no puede asegurarse sólo por las pruebas sino que se consigue a través de un sistema de control total de proces. OPAS:2008 CAPÍTULO III DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. 112 Os serviços de saúde e as empresas processadoras abrangidos por esta Resolução terão o prazo de 24 (vinte e quatro) meses contados a partir da data de sua publicação para promover as adequações necessárias a este Regulamento Técnico. DOU Nº 54, de 19 de março de 2012 Seção 1 - pag. 43, 44, 45 e 46 O CUSTO DO CUIDADO É SEMPRE MENOR QUE O O CUSTO DO REPARO. Marina Silva Teresinha Neide de Oliveira (85) 9997 9875 [email protected]