Unidade 10 – Estudo dos Gases Introdução Equação dos gases Transformação Isotérmica Transformação Isobárica Transformação Isocórica Diagrama de Fases Introdução Equação Geral dos Gases Na Química, aprendemos a chamada Equação de Clapeyron (1799-1864), que relaciona as variáveis de estado de pressão (p), volume (V) e temperatura absoluta (T), dos gases perfeitos. O conhecimento dessas três variáveis é indispensável para se determinar o estado do gás. Sua forma mais conhecida é p . V = n . R . T, sendo n o número de mols de partículas em certa massa de um gás e R a constante universal dos gases perfeitos. Reescrevendo a Equação de Clapeyron, temos: p.V = n.R T Assim, para determinar massa de gás encerrada em um recipiente fechado (número de mols invariável), podemos concluir que o fator p.V T apresenta resultado constante quaisquer que sejam os valores de pressão, volume e temperatura do gás perfeito. Equação Geral dos Gases A essa conclusão, representada a seguir, damos o nome de Equação Geral dos Gases: p.V T = cons tan te Há quem imaginar um gás perfeito em dois estados diferentes: estado 1 (p1 ,V1 , T1 ) estado 2 (p 2 , V2 , T2 ) p1.V1 p 2 .V2 = T1 T2 Resolução de Atividades Página 13 e 14 Transformação Isotérmica Vamos considerar certa massa de um gás perfeito com volume V1, pressão p1 e temperatura T1 contida no interior de um cilindro com êmbolo móvel. Se mantivermos constante a temperatura (continua com o valor T1) e deslocarmos o êmbolo para a direita de forma que o volume do gás aumente para V2, sua pressão sofrerá variação e passará a valer p2. Transformação Isotérmica Aplicando a Lei dos Gases Perfeitos, podemos simplificar a temperatura T1 que aparece em ambos os lados da equação: p1.V1 p 2 .V2 = → T1 T2 p1.V1 = p 2 .V2 Visto que a temperatura permanece constante, essa transformação é denominada isotérmica. Em casos como esse, podemos notar que a pressão e o volume do gás variam de maneira inversamente proporcional. Assim, no exemplo analisado, como o volume aumentou, a pressão certamente diminui na mesma proporção. Transformação Isotérmica Devido a estes fatos mencionados, em transformações isotérmicas, o diagrama da pressão em função do volume é sempre uma hipérbole. Transformação Isobárica Vamos considerar novamente certa massa de um gás perfeito com volume V1, pressão p1 e temperatura T1 contida no interior de um cilindro com êmbolo móvel. Se aquecermos esse gás até uma temperatura T2, fornecendo calor para ele, e deixarmos o êmbolo se deslocar livremente, a pressão interna do sistema permanecerá constante (continuará com o valor p1), mas o volume aumentará até a valer V2. Transformação Isobárica Aplicando a Lei dos Gases Perfeitos, podemos simplificar a pressão p1 que aparece em ambos os lados da equação: p1.V1 p 2 .V2 = → T1 T2 V1 V2 = T1 T2 Visto que a pressão permanece constante, essa transformação é denominada isobárica. Em casos, como esse, podemos notar que o volume e a temperatura do gás variam de maneira diretamente proporcional. Assim, no exemplo analisado, como a temperatura do gás aumentou, seu volume elevou-se na mesma proporção. Transformação Isobárica Devido aos fatos mencionados, em transformações isobáricas, o diagrama do volume em função da temperatura é sempre uma semirreta. Transformação Isocórica Vamos considerar certa massa de um gás perfeito com volume V1, pressão p1 e temperatura T1 contida no interior de um cilindro. Se aquecermos esse gás até uma temperatura T2, fornecendo calor para ele, e deixarmos o êmbolo fixo em sua posição inicial (o volume do gás continuará com o valor V1), a pressão interna do sistema aumentará até passa a valer p2. Transformação Isocórica Aplicando a Lei dos Gases Perfeitos, podemos simplificar o volume V1 que aparece em ambos os lados da equação: p1.V1 p 2 .V2 = → T1 T2 p1 p2 = T1 T2 Visto que o volume permanecerá constante, essa transformação é denominada isovolumétrica, isométrica ou isobárica. Em casos como esse, podemos notar que a pressão e a temperatura do gás variam de maneira diretamente proporcional. Assim, no exemplo analisado, como a temperatura do gás aumentou, sua pressão elevou-se na mesma proporção. Transformação Isocórica Devido aos fatos mencionados, em transformações Isocóricas, o diagrama da pressão em função da temperatura é sempre um semirreta. Resolução de Atividades Página 16 - 18 Diagrama de Fases Já vimos que uma substância pode se apresentar, principalmente, em quatro fases: sólidas, líquida, gasosa e plasma. Um tipo de gráfico – denominado diagrama de fases – permite-nos avaliar a influência que as variáveis de estado – pressão e temperatura – exercem sobre a fase em que uma substância se encontra. Diagrama de Fases Basicamente, existem apenas dois grandes casos para os diagramas de fase: o das substâncias que se expandem na fusão e os das substâncias que se contraem na fusão. Diagrama de Fases Nos diagramas anteriores, podemos notar a presença de três curvas que delimitam diferentes regiões no plano cartesiano. 1. Curva de fusão: situada entre as regiões de fase sólida e líquida É formada pelos pontos (pressão e temperatura) em que coexistem em equilíbrio as fases sólida e líquida da substância representada no gráfico. Diagrama de Fases Para a maioria das substâncias que sofrem dilatação durante a fusão, aumento de pressão provoca aumento da temperatura de fusão. Para elas, podemos notar que a curva de fusão e crescente. Já para a água, bismuto, antinômio, ferro e prata, substâncias que sofrem contração durante a fusão, aumento de pressão provoca diminuição da temperatura de fusão. Neste caso, podemos perceber que a curva de fusão é decrescente. Diagrama de Fases 2. Curva de vaporização: (situada entre as regiões de fase líquida e gasosa) É formada pelos pontos (pressão e temperatura) em que coexistem em equilíbrio as fases líquida e gasosa da substância representada no gráfico. Como para qualquer substância um aumente de pressão provoca também um aumente na temperatura de ebulição, podemos notar que o gráfico é sempre crescente. Diagrama de Fases 3. Curva de ebulição: (situada entre as regiões de fase sólida e gasosa). É formada pelos pontos (pressão e temperatura) em que coexistem em equilíbrio as fases sólidas e gasosas da substância representada no gráfico. Como para qualquer substância um aumento de pressão provoca um aumento na temperatura de sublimação, podemos notar que essa curva é sempre crescente. Diagrama de Fases 4. Ponto Triplo (T) Também denominado ponto tríplice, corresponde à intersecção das curvas de fusão, vaporização e sublimação. Como consequência, representa a temperatura e a pressão em que coexistem em equilíbrio as fases sólidas, líquidas e gasosas de uma substância. Diagrama de Fases O ponto tríplice de algumas substâncias é mostrada na tabela a seguir: Diagrama de Fases 5. Ponto crítico (C) É o ponto da curva de vaporização caracterizado pela temperatura acima da qual uma substância só pode existir na forma de gás. Diagrama de Fases É importante, no entanto, notar quer o vapor e gás constituem a mesma fase da matéria de uma substância. A diferença principal entre eles é que o gás pode ser liquefeito por redução de temperatura à pressão constante, mas não somente por compressão isotérmica, Enquanto o vapor pode ser condensado por compressão à temperatura constante ou por resfriamento á pressão constante. Diagrama de Fases O ponto crítico de algumas substâncias é mostrada na tabela abaixo: Diagrama de Fases Pela distinção existente entre o gás e vapor, agora podemos estabelecer a diferença entre a liquefação e condensação – termos usados para a mudança da fase gasosa para a fase liquído de uma substância. Gases sofrem liquefação Vapores sofrem condensação. Você Sabia? Resolução de Atividades Página 20 - 22